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Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares

Análise crítica de Eduardo Lopes

O modelo de Auto-avaliação das bibliotecas escolares reveste-se de uma


importância enorme para todas as BE.

É um instrumento virado para a avaliação construtiva, para a formação e


evolução do próprio conceito de BE.

Hoje mais do que nunca urge a necessidade de avaliar o trabalho não só com a
finalidade de questionar até que ponto as nossas acções surtiram efeito, mas sempre
orientando a visão para o futuro, para a evolução, tendo em vista os vários
intervenientes neste processo (professores, alunos, pais, parceiros, etc.) assim como as
várias vertentes que as nossas acções podem ou não surtir.

É de facto um documento exaustivo que vem como término de um grande


esforço de investimento, realizado nos últimos anos, nas próprias bibliotecas
escolares, que pretende avaliar as acções das bibliotecas escolares e o seu impacto na
escola e sociedade envolvente.

Hoje, a biblioteca participa ou deve participar, em tudo no que diz respeito à


aprendizagem, ao desenvolvimento curricular promovendo o sucesso educativo.

Já não tem o carácter de ser apenas depósito e distribuidor de livros mas de ser
o próprio motor da escola e agrupamento, um organismo vivo que promove a
colaboração de todos os sectores educativos e que ajuda e participa no
desenvolvimento educativo.

Deve inserir-se em todas as actividades do agrupamento e não só, deve


associar-se no apoio aos docentes, quer facultando materiais quer promovendo
conjuntamente as acções e a preparação de aulas e de material didáctico, pode e deve
analisar o papel dos docentes e a promover a melhoria das suas próprias práticas
lectivas, deve assumir-se como órgão colectivo que trabalha com os seus parceiros
(Câmaras, associações, etc.), em suma, a definição actual de biblioteca escolar, é de tal
forma lata, que é quase impossível abarcar todas as suas vertentes.

Neste sentido este modelo surge dividido em domínios, de forma a identificar


todas as áreas consideradas fundamentais, ou essenciais para a perfeita realização dos
nosso trabalhos, estes domínios abarcam um grande conjunto de temas/objectivos
que servem de orientação quer para a realização dos nossos planos de actividades,
quer para a realização dos planos de acção, instrumentos imprescindíveis para o futuro
de qualquer BE.
No fundo pretende-se analisar os pontos fortes de cada BE, os pontos fracos e
as áreas prioritárias, onde devemos focar os nossos esforços para superar as
dificuldades e lacunas, permitindo uma melhoria dos serviços e do processo ensino
aprendizagem, reforçando o papel das BE em cada agrupamento.

Depois de muito analisado, e aplicado, pois já tenho a prática de dois anos de


aplicação, algumas palestras e sessões de orientação, julgo ser de extrema importância
a existência de um documento deste porte, facultado pela RBE, que orienta e auxilia o
nosso trabalho diário. Penso apenas que era necessária mais formação no que diz
respeito à elaboração de alguns materiais de análise (grelhas em Excel) que
apresentassem resultados gráficos imediatos e sem utilizarmos demasiado o recurso
papel. Depois era necessário ter uma ordem e criar métodos de aplicação deste
modelo, pois não basta construir e ter análises é preciso ter formação e capacidade de
extrair utilidade dessas análises, assim como envolver os agrupamentos nesta
abordagem e responsabilizar todos os envolvidos no processo ensino aprendizagem
neste processo, de forma a todos contribuírem para o bem comum.

Estou certo que a prática leva à perfeição e o modelo em si é perfeito e vai-se


completando através da prática e da análise da sua aplicação, embora vá demorar até
todos conseguirmos aplicar a avaliar o modelo na sua totalidade e em arranjar espaço
para todas as outras actividades bibliotecárias.

Eduardo Lopes