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39.ª RAPv/13.º ENACOR Recife/PE - BRASIL - 16 a 19 de setembro de 2008 APLICAÇÃO DE

39.ª RAPv/13.º ENACOR

Recife/PE - BRASIL - 16 a 19 de setembro de 2008

APLICAÇÃO DE ESCÓRIA DE ACIARIA EM SUB-BASE E BASE DA ES-446

Eduardo Antônio Mannato Gimenes 1 ; Élvio Antônio Sartório 2 ; Argeo Reginaldo Lorenzoni Filho 3 ; Neomar Pezzin 4 & Ronaldo Lacourt de Mendonça 5

RESUMO

O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo - DER-ES dando prosseguimento à sua política interna de pesquisa de novos materiais para utilização na estrutura de pavimento rodoviário apresenta o resultado de um desses estudos. Este trabalho consiste na aplicação de escória de aciaria com redução de expansão em sub-base e base rodoviária da ES-446, com extensão de 2,19km, que liga Colatina a Itaimbé. Para viabilizar a aplicação, foi necessário uma parceria com a VALE para o transporte da escória de Vitória à Colatina, utilizando a Estrada de Ferro Vitória- Minas. Esta pavimentação foi dividida em 2 segmentos. No trecho inicial, de aproximadamente 300m, foi utilizado bloco de concreto inter-travado assentado sobre base de 20cm composta de mistura de 75% de escória de aciaria e 25% de argila. No segundo segmento, a camada de sub-base foi dimensionada com 15cm composta de 30% de escória de aciaria e 70% de argila e a base, de 20cm, com 75% de escória de aciaria e 25% de argila, revestida com CA de 5cm. Todas as etapas construtivas foram monitoradas apresentando excelentes resultados que comprovam a qualidade e eficácia deste co-produto industrial na pavimentação rodoviária, além de promover o desenvolvimento sustentável pela substituição de jazidas naturais não renováveis por este co-produto renovável.

PALAVRAS-CHAVE: escória de aciaria; sub-base; base.

ABSTRACT

Espirito Santo’s State Road Department – DER - ES continuing the internal politics of research of new materials for use in the structure in a road pavement presents the result in one of these studies. This work consists in a steel slag application with reduction of expansion in sub base and road base of the ES-446, with extension of 2km, that connect Colatina to Itaimbé. To make possible the application, was necessary a partnership with VALE for the transport of the steel slag from Vitória to Colatina, using the Railroad Vitoria-Minas. This pavement was divided in 2 segments. In the initial stretch, of approximately 300m, was used a block of concrete Inter-stopped seated on composed base of 20cm of mixture of 75% of steel slag and 25% of clay. In the second segment, the sub-base layer was dimensioned with 15cm made of 30% of steel slag and 70% of clay and the base, of 20cm, with 75% of steel slag and 25% of clay, coated with 5cm. All the constructive stages had been monitored presenting excellent results that prove the quality and effectiveness of this industrial co-product in the road pavement, beyond promoting the sustainable development for the substitution of natural deposits did not renew for this renewable co-product

KEY WORDS: steel slag; subbase; base.

  • 1 Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo. Tel.: (27) 3381-6701

  • 2 Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo. Tel.: (27) 3132-5273

  • 3 Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo. Tel.: (27) 3177-7422
    4 Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo. Tel.: (27) 3177-7422

  • 5 Kaeme Empreendimentos e Consultoria Ltda. Av. Champagnat, 645, sala 102, Centro – Vila Velha –ES. E-mail:

kaeme@kaeme.eng.br. Tel.: (27) 3349-9142

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO O DER-ES é uma entidade do Governo do Estado do Es pírito Santo responsável por

O DER-ES é uma entidade do Governo do Estado do Espírito Santo responsável por administrar e gerenciar todos os recursos e serviços relacionados à malha rodoviária do Estado. Uma de suas políticas consiste na pesquisa de novos materiais para aplicação em estrutura de pavimentos, principalmente nas áreas onde não há ocorrência de materiais naturais. Dentro deste contexto, a obra da ES-446 que liga Colatina a Itambé apresentou dificuldades na disponibilidade de agregados naturais e facilidade na logística de aplicação de escória de aciaria como agregado da sub-base e base.

A escória de aciaria é um co-produto da indústria siderúrgica com características físicas compatíveis para a aplicação rodoviária, por exemplo, possui CBR em torno de 110. Entretanto, quando em contato com a água, ocorrem reações de hidratação dos óxidos de cálcio e magnésio livres presentes na escória, que provocam sua instabilidade volumétrica. Alguns tratamentos foram desenvolvidos para minimizar este potencial expansivo e viabilizar a aplicação da escória de aciaria. A ArcelorMittal Tubarão realiza o tratamento ao tempo com umectação e aeração diária até atingir expansão máxima de 3% pelo método PTM-130 adaptado pelo DER-MG, então é denominada ACERITA ® .

Para a geração da escória de aciaria tratada, depois que a escória in natura e resfriada, passa por uma fragmentação granulométrica e separação de grandes placas metálicas, utilizando um eletro- imã. Na próxima etapa, a escória vai para uma planta de beneficiamento, onde é britada, para atingir a Faixa “C” do DNIT, separada granulometricamente e feita nova separação metálica. Depois deste processo, a escória de aciaria vai para o pátio de tratamento.

A distância entre a usina e o local de aplicação, a principio, iria inviabilizar sua utilização, no entanto, o DER-ES fez uma parceria com a VALE para realizar o transporte da escória pela linha férrea da Estrada de Ferro Vitória-Minas. A VALE realizou este transporte sem ônus para o DER- ES e a ArcelorMittal Tubarão doou o material para aplicação na ES-446.

Este trabalho apresenta os resultados da aplicação da escória de aciaria tratada misturada à argila nas camadas de sub-base e base da pavimentação da ES-446, que liga Colatina a Itambé.

MATERIAIS E MÉTODOS DE APLICAÇÃO

Inicialmente foi realizada uma contagem de tráfego, do tipo classificatória, realizada por um período de 24 horas. A Tabela 1 apresenta esta contagem de tráfego.

Tabela 1 – Contagem de tráfego na ES-446. Posto nº 01 – Colatina / Itapina / Itaimbé

 
 

Ônibus

Caminhão

Caminhão

 

Passeio

médio (2c)

médio (3c)

Total

112

4

27

1

144

 

Posto nº 02 – Itaimbé / Colatina / Baixo Guandu

 
 

Ônibus

Caminhão

Caminhão

 

Passeio

médio (2c)

médio (3c)

Total

157

52

52

45

306

Para o cálculo do número N, foi adotado os dados da contagem de tráfego do posto nº 02, com taxa de crescimento anual de 5% e período de projeto de 10 anos. Resultando em um número N de 1,0 x

  • 10 6 .

A obra da ES-446, de Colatina a Itambé, executada em 2,19km de extensão, dividida em dois

A obra da ES-446, de Colatina a Itambé, executada em 2,19km de extensão, dividida em dois segmentos. O primeiro trecho, com aproximadamente 300m, é composto de base de 20cm com 75% de escória de aciaria tratada e 25% de argila e revestimento de bloco de concreto inter-travado (Figura 1). O segundo trecho apresenta sub-base de 15cm com 30% de escória de aciaria tratada e 70% de argila, base com 75% de escória de aciaria tratada e 25% de argila e revestimento com CA de 5cm.

Piso concreto inter-travado

  • 20 cm Base

(75% escória de aciaria tratada + 25% argila)

Piso concreto inter-travado 20 cm Base (75% escória de aciaria tratada + 25% argila) Sub-leito regularizado
Piso concreto inter-travado 20 cm Base (75% escória de aciaria tratada + 25% argila) Sub-leito regularizado

Sub-leito regularizado

Piso concreto inter-travado 20 cm Base (75% escória de aciaria tratada + 25% argila) Sub-leito regularizado

Figura 1 – Perfil do pavimento projetado para o primeiro trecho

CBUQ

  • 20 cm Base

(75% escória de aciaria tratada + 25% argila)

15 cm Sub-base (30% escória de aciaria tratada + 70% argila)

Sub-leito regularizado

CBUQ 20 cm Base (75% escória de aciaria tratada + 25% argila) 15 cm Sub-base (30%
CBUQ 20 cm Base (75% escória de aciaria tratada + 25% argila) 15 cm Sub-base (30%
CBUQ 20 cm Base (75% escória de aciaria tratada + 25% argila) 15 cm Sub-base (30%
CBUQ 20 cm Base (75% escória de aciaria tratada + 25% argila) 15 cm Sub-base (30%

Figura 2 – Perfil do pavimento projetado para o segundo trecho

O transporte da escória de aciaria até a obra foi realizado por meio de vagões da estrada de ferro Vitória-Minas da VALE. A área de descarga dos vagões estava localizada ao lado da área de depósito de materiais da obra. Para a descarga da escória dos vagões foi necessária uma pá carregadeira e ajudantes com pás, para retirar o restante da escória do vagão, para carregar o caminhão que levaria a escória para o depósito da obra, conforme Figura 3.

A obra da ES-446, de Colatina a Itambé, executada em 2,19km de extensão, dividida em dois
A obra da ES-446, de Colatina a Itambé, executada em 2,19km de extensão, dividida em dois

Figura 3 – Retirada da escória de aciaria dos vagões da VALE

No depósito, a escória de aciaria tratada foi mistur ada à argila nas devidas proporções de

No depósito, a escória de aciaria tratada foi misturada à argila nas devidas proporções de sub-base e base e cobertas com lona para evitar concrecionamento da escória e dispersão de partículas soltas no ar (Figura 4).

No depósito, a escória de aciaria tratada foi mistur ada à argila nas devidas proporções de
No depósito, a escória de aciaria tratada foi mistur ada à argila nas devidas proporções de

Figura 4 – Depósito da obra para mistura dos materiais e mistura coberta com lona

Foram coletadas amostras nas pilhas de sub-base e base para a realização da caracterização física das misturas. A Tabela 2 mostra os ensaios realizados nas misturas e na argila.

Tabela 2 – Ensaios realizados nas misturas de escória de aciaria com argila e na argila.

Ensaio

Norma

Granulometria

DNER - ME 080/94

Índice de Suporte Califórnia

DNER – ME 049/94

Massa específica aparente seca máxima

DNER – ME 129/94

Umidade ótima

DNER – ME 129/94

Limite de liquidez

DNER – ME 122/94

Índice de plasticidade

DNER – ME 082/94

Contração

NBR – 7183/82

Na execução da sub-base, o material já misturado, foi espalhado na pista, gradeado, umectado e compactado até atingir grau de compactação de 100% (Figura 5 e Figura 6). Nesta etapa foi realizado o ensaio de frasco de areia para a determinação do GC (DNER-ME 092/94) (Figura 7). A execução da base foi semelhante à da sub-base. Durante a execução, tanto da sub-base quanto da base, também foram realizadas coletas de material a cada 300m para a caracterização das misturas.

No depósito, a escória de aciaria tratada foi mistur ada à argila nas devidas proporções de

(a)

No depósito, a escória de aciaria tratada foi mistur ada à argila nas devidas proporções de

(b)

Figura 5 - Execução da sub-base: (a) mistura de 30% de escória de aciaria tratada e 70% de argila; (b) material sendo lançada na pista.

(a) (b) Figura 6 – Execução da sub-base: (a) espalhamento da mistura na pista e; (a)
(a) (b) Figura 6 – Execução da sub-base: (a) espalhamento da mistura na pista e; (a)
(a) (b) Figura 6 – Execução da sub-base: (a) espalhamento da mistura na pista e; (a)

(a)

(b)

Figura 6 – Execução da sub-base: (a) espalhamento da mistura na pista e; (a) umectação da pista

(a) (b) Figura 6 – Execução da sub-base: (a) espalhamento da mistura na pista e; (a)
(a) (b) Figura 6 – Execução da sub-base: (a) espalhamento da mistura na pista e; (a)

Figura 7 – Execução do ensaio frasco de areia

A Figura 8 mostra a sub-base pronta e com forro de 5cm com material de base para protegê-la.

(a) (b) Figura 6 – Execução da sub-base: (a) espalhamento da mistura na pista e; (a)

Figura 8 – Sub-base pronta forrada com material de base

A Figura 9 apresenta a execução da base. (a) (c) (b) (d) Figura 9 – Execução

A Figura 9 apresenta a execução da base.

A Figura 9 apresenta a execução da base. (a) (c) (b) (d) Figura 9 – Execução

(a)

A Figura 9 apresenta a execução da base. (a) (c) (b) (d) Figura 9 – Execução

(c)

A Figura 9 apresenta a execução da base. (a) (c) (b) (d) Figura 9 – Execução

(b)

A Figura 9 apresenta a execução da base. (a) (c) (b) (d) Figura 9 – Execução

(d)

Figura 9 – Execução da base: (a) mistura com 75% de escória de aciaria tratada e 25% de argila; (b) compactação do material na pista; (c) corte da base com motoniveladora e; (d) base finalizada

Com a finalidade de evitar que o trânsito fosse interronpido na via em execução, a imprimação da base foi realizada em duas etapas. A primeira, em meia-pista, foi executada imediatamente após a conclusão da base. Doze horas depois, esta meia-pista foi salgada com areia para a liberação do tráfego sobre ela. Em seguida, a outra meia-pista foi imprimada (Figura 10).

A Figura 9 apresenta a execução da base. (a) (c) (b) (d) Figura 9 – Execução
A Figura 9 apresenta a execução da base. (a) (c) (b) (d) Figura 9 – Execução

Figura 10 – Imprimação da base em meia-pista

O assentamento do meio-fio foi uma atividade crí tica da construtora, de difícil execução (Figura 11).

O assentamento do meio-fio foi uma atividade crítica da construtora, de difícil execução (Figura 11). A escória de aciaria possui a característica de concrecionamento, por isso, a dificuldade no corte das camadas. Propõe-se que, em futuras obras, a camada de base seja cortada logo após a sua conclusão.

O assentamento do meio-fio foi uma atividade crí tica da construtora, de difícil execução (Figura 11).
O assentamento do meio-fio foi uma atividade crí tica da construtora, de difícil execução (Figura 11).

Figura 11 – Corte na base com rompedor de concreto (martelete) e assentamento de meio fio

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados da caracterização física da argila encontram nas Tabela 3 e Tabela 4.

Tabela 3 – Resultados da granulometria da argila Granulometria (% que passa na peneira)

 

2"

1"

3/8"

Nº4

Nº10

Nº40

Nº200

             

100

100

100

97

92

78

61

 

Tabela 4 – Resultados de caracterização da argila Ensaios

 
 

Massa

 

Limite de

Índice de

Limite de

ISC (%)

específica aparente seca máxima (g/cm 3 )

Umidade ótima

(%)

liquidez

(%)

plasticidade

(%)

contração

(%)

14

1,709

 

18,8

36

17

21,7

Os resultados da caracterização física da mistura de sub-base se encontram nas Tabela 5 e Tabela 6.

Tabela 5 – Resultados da granulometria da mistura de s ub-base com 30% de escória de

Tabela 5 – Resultados da granulometria da mistura de sub-base com 30% de escória de aciaria tratada e 70% de argila

 

Amostra

 

Granulometria (% que passa na peneira)

   

2"

1"

 

3/8"

Nº4

Nº10

Nº40

 

Nº200

Pilha depósito

100

100

 

89

83

77

61

 

42

Pista – estaca 15

100

100

 

98

86

80

74

 

58

Pista – estaca 30

100

100

 

100

93

87

80

 

61

Pista – estaca 45

100

100

 

100

89

82

76

 

61

Pista – estaca 60

100

100

 

100

87

80

73

 

57

Pista – estaca 75

100

100

 

98

90

83

77

 

61

Pista – estaca 90

100

100

 

98

87

79

73

 

57

Pista – estaca 105

100

100

 

99

87

78

71

 

54

Tabela 6 – Resultados de caracterização da mistura de sub-base com 30% de escória de aciaria tratada e 70% de argila

   

Ensaios

 

Amostra

 

Massa específica

   

Limite de

Índice de

Limite de

 

ISC (%)

aparente seca máxima (g/cm 3 )

Umidade ótima

(%)

 

liquidez

(%)

plasticidade

(%)

contração

(%)

 

Pilha depósito

 
  • 63 1,943

 

14,4

 

31

9

40,8

Pista – estaca 15

 
  • 48 1,905

 

16,3

 

26

8

 

Pista – estaca 30

 
  • 47 1,928

 

15,6

 

29

8

Pista – estaca 45

 
  • 45 1,950

 

16,4

 

28

7

Pista – estaca 60

 
  • 44 1,892

 

16,9

 

30

8

-

Pista – estaca 75

 
  • 37 1,893

 

16,7

 

25

8

Pista – estaca 90

 
  • 46 1,971

 

16,8

 

27

6

Pista – estaca 105

 
  • 50 1,920

 

16,0

 

32

9

Tabela 7 – Resultados da granulometria da mistura de base com 75% de escória de aciaria tratada e 25% de argila

 

Amostra

 

Granulometria (% que passa na peneira)

   

2"

1"

 

3/8"

Nº4

Nº10

Nº40

 

Nº200

Pilha depósito

100

100

 

73

58

46

28

 

17

Pista – estaca 15

100

100

 

99

77

64

54

 

39

Pista – estaca 30

100

100

 

99

77

64

51

 

30

Pista – estaca 45

100

100

 

98

83

69

55

 

30

Pista – estaca 60

100

100

 

100

80

65

52

 

31

Pista – estaca 75

100

100

 

99

81

64

51

 

33

Pista – estaca 90

100

100

 

99

77

62

50

 

32

Pista – estaca 105

100

100

 

100

83

68

53

 

35

Tabela 8 – Resultados de caracterização da mistura de base com 75% de escória de aciaria

Tabela 8 – Resultados de caracterização da mistura de base com 75% de escória de aciaria tratada e 25% de argila

   

Ensaios

Amostra

 

Massa específica

 

Limite de

Índice de

Limite de

ISC (%)

aparente seca máxima (g/cm 3 )

Umidade ótima

(%)

liquidez

(%)

plasticidade

(%)

contração

(%)

Pilha depósito

 
  • 115 11,2

2,190

 

NP

NP

44,5

Pista – estaca 15

 
  • 121 14,1

2,210

 

NP

NP

 

Pista – estaca 30

 

2,235

  • 118 12,8

 

NP

NP

Pista – estaca 45

 
  • 107 15,4

2,204

 

NP

NP

Pista – estaca 60

 
  • 109 13,7

2,227

 

NP

NP

-

Pista – estaca 75

 
  • 120 14,0

2,221

 

NP

NP

Pista – estaca 90

 

2,295

  • 107 13,1

 

NP

NP

Pista – estaca 105

 

2,250

  • 108 12,6

 

NP

NP

Comparando os resultados do ISC da camada de sub-base com a camada de base, pode-se afirmar que com o aumento da proporção de escória de aciaria tratada na mistura houve um aumento significativo do ISC. Sendo que, os valores obtidos do ISC estão bastante superiores aos recomendados em projeto.

Observando os resultados do limite de contração, verifica-se que na mistura escória e argila houve um aumento deste limite, no caso da mistura de sub-base (30% escória e 70% argila), o limite de contração foi de 40,8% e para a mistura de base (75% escória e 25% argila), o valor foi de 44,5%. Avaliamos o limite de contração da escória pura e o resultado do limite de contração foi de 36,8%, logo, conclui-se que provavelmente deve haver uma reação entre a mistura de escória e argila que aumenta o seu limite de contração.

Os resultados da verificação in situ do grau de compactação da sub-base e base são apresentados na Tabela 9. A execução das camadas de sub-base e base foi realizada de acordo com as normas do DNIT, consequentemente, apresentou resultados adequados, conforme citados abaixo.

Tabela 9 – Grau de compactação das camadas de sub-base e base

Estacas

Grau de compactação (%)

Sub-base

Base

 

102,5

  • 10 104,7

 
 
  • 15 103,4

104,2

 
 
  • 20 102,7

100,7

 
 
  • 25 103,0

101,2

 
 
  • 30 103,1

103,7

 
 
  • 35 102,1

101,2

 
 
  • 40 101,8

100,1

 
 
  • 45 102,6

100,4

 
 
  • 50 103,2

102,1

 
 
  • 55 103,9

101,0

 
 
  • 60 101,7

103,0

 
65 101,1 102,3 70 102,1 101,6 75 102,0 102,9 80 103,0 103,9 85 100,1 102,2 90
 
  • 65 101,1

102,3

 
  • 70 102,1

101,6

 
  • 75 102,0

102,9

 
  • 80 103,0

103,9

 
  • 85 100,1

102,2

 
  • 90 101,4

101,1

 
  • 95 103,1

103,5

 
  • 100 104,9

101,3

 
  • 105 104,9

102,8

Após a conclusão da camada de base pronta surgiram trincas (Figura 12) que refletiram no revestimento. Essas trincas podem ter surgido devido à retração da mistura de escória e argila, conforme demonstrou o resultado do limite de contração. No entanto, podem também ter sido causadas pela expansão residual da escória de aciaria. Será realizado um monitoramento dessas trincas para avaliar seu comportamento ao longo do tempo. No entanto, é importante observar que uma base executada com mistura de escória e argila não se comporta como a base executada com brita, em que as trincas evoluem com o tempo e tendem a surgir buracos na pista.

65 101,1 102,3 70 102,1 101,6 75 102,0 102,9 80 103,0 103,9 85 100,1 102,2 90
65 101,1 102,3 70 102,1 101,6 75 102,0 102,9 80 103,0 103,9 85 100,1 102,2 90

Figura 12 – Trincas que surgiram na base e refletiram na capa asfáltica.

CONCLUSÕES

A falta de disponibilidade de materiais convencionais para construção rodoviária na região de Colatina, motivou o DER a procurar materiais alternativos tecnicamente viáveis para aplicação em pavimentação.

O emprego de escória de aciaria tratada em sub-base e base da ES-446 apresentou excelentes resultados nesta aplicação como material alternativo de construção rodoviária, mostrando resultados

físicos superiores aos de materiais convencionais, apesar das trincas longitudinais que surgiram na base. A Tabela

físicos superiores aos de materiais convencionais, apesar das trincas longitudinais que surgiram na base.

A Tabela 10 mostra o custo final da base de escória de aciaria comparado com a brita na obra de Colatina, caso todos os materiais tivessem sido comprados. Para composição dos preços dos materiais, do transporte e da execução da mistura, foi utilizada a tabela do DER/ES (Referencial de preços e serviços rodoviários Maio/2007).

Tabela 10 – Custo da base de escória de aciaria tratada comparado com a brita bica corrida da obra de Colatina, caso todos os materiais tivessem sido comprados. Mistura (75%

       

Brita bica

Referências

Escória de aciaria

Argila

escória + 25% argila)

corrida

Massa unitária (t/m 3 )

1,66

1,30

-

1,50

Distância de transporte até a obra (km)

90

1,5

-

50

Custo material (R$/m 3 )

11,20

1,50

8,78

23,21

Custo transporte (R$/m 3 )

58,58

11,93

46,92

30,02

Custo de execução da mistura (R$/m 3 )

0

0

2,32

0

Custo total (R$/m 3 )

69,78

13,43

58,02

53,23

 
     

Mistura (75%

Brita bica

Referências

Escória de aciaria

Argila

escória + 25% argila)

corrida

Massa unitária (t/m 3 )

1,66

1,30

-

1,50

Distância de transporte até a obra (km)

90

1,5

-

50

Custo material (R$/m 3 )

0,00

0,00

0,00

23,21

Custo transporte (R$/m 3 )

0,00

11,93

2,98

30,02

Custo de execução da mistura (R$/m 3 )

0

0

2,32

0

Custo total (R$/m 3 )

0,00

11,93

5,30

53,23

Tabela 11 – Custo real da base de escória de aciaria tratada comparado com a brita bica corrida da obra de Colatina.

A Tabela 11 mostra o custo final real da base de escória de aciaria comparado com a brita na obra de Colatina. Para composição dos preços dos materiais, do transporte e da execução da mistura, foi utilizada a tabela do DER/ES (Referencial de preços e serviços rodoviários Maio/2007).

Como observado nas tabelas acima, na obra da ES-446, a ArcelorMittal Tubarão doou a escória de aciaria tratada para o DER-ES e o transporte também foi realizado sem ônus pela VALE, proporcionando uma redução significativa no custo final da obra. Entretanto, podemos concluir também que a escória de aciaria é economicamente competitiva no mercado, dependendo da distância de transporte até o local de aplicação.

AGRADECIMENTOS

ArcelorMittal Tubarão, VALE, Kaeme Empreendimentos e Consultoria Ltda, Construtora R. Monteiro Ltda e ATP Engenharia Ltda.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DNER. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, ME 049 - "Solos - determinação do

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DNER. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, ME 049 - "Solos - determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas". 1994. ___. ME 080 - "Solos - análise granulométrica por peneiramento". 1994. ME 082 - "Solos - determinação do limite de plasticidade". 1994. ME 092 – “Solos – determinação da massa específica aparente “in situ”, com emprego do frasco de areia”. 1994. ME 122 - "Solos - determinação do limite de liquidez - método de referência e método expedito". 1994. ME 129 - “Solos - compactação utilizando amostra não trabalhadas”. 1994.

DER-ES. Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo. Referencial de preços de serviços rodoviários. Maio/2007.

PTM - Pennsylvania Testing Method 130/1978 "Método de ensaio para a avaliação do potencial de expansão da escória de aciaria". Adaptado pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais - DMA-1/DER-MG-1982.