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CUIDADOR INFANTIL: CONVIVENDO COM CRIANÇAS Barreiras – BA 1
CUIDADOR INFANTIL: CONVIVENDO COM CRIANÇAS Barreiras – BA 1

CUIDADOR INFANTIL:

CONVIVENDO COM CRIANÇAS

Barreiras BA

Sumário 1. O cuidado ................................................................................................................... 2 2. O Autocuidado............................................................................................................2 3. Quem é o cuidador .......................................................................................................2 4.

Sumário

Sumário 1. O cuidado ................................................................................................................... 2 2. O Autocuidado............................................................................................................2 3. Quem é o cuidador .......................................................................................................2 4.
  • 1. O cuidado

...................................................................................................................

2

  • 2. O Autocuidado............................................................................................................2

  • 3. Quem é o cuidador .......................................................................................................2

  • 4. O cuidador e a pessoa cuidada

.......................................................................................

9

  • 5. O cuidador e a família ....................................................................................................10

    • 5.1. A família .............................................................................................................11

    • 5.2. Comunicação com as crianças .................................................................................11

Lactentes

...............................................................................................................

11

Inicio da infância ...................................................................................................12

Escolares.................................................................................................................12

  • 6. Estabelecimento de limites e disciplina................................................................................13 6.1. Minimização dos comportamentos incompatíveis.................................................13

  • 7. Referências.................................................................................................................15

1. O cuidado Cuidado significa atenção, precaução, cautela, dedicação, carinho, encargo e responsabilidade. Cuidar é servir,
  • 1. O cuidado

1. O cuidado Cuidado significa atenção, precaução, cautela, dedicação, carinho, encargo e responsabilidade. Cuidar é servir,

Cuidado significa atenção, precaução, cautela, dedicação, carinho, encargo e responsabilidade. Cuidar é servir, é oferecer ao outro, em forma de serviço, o resultado de seus talentos, preparo e escolhas; é praticar o cuidado.

Cuidar é também perceber a outra pessoa como ela é, e como se mostra, seus gestos e falas, sua dor e limitação. Percebendo isso, o cuidador tem condições de prestar o cuidado de forma individualizada, a partir de suas ideias, conhecimentos e criatividade, levando em consideração as particularidades e necessidades da pessoa a ser cuidada.

  • 2. O Autocuidado

“Tudo que existe e vive precisa ser cuidado para continuar

existindo. Uma planta, uma criança, um idoso, o planeta terra. Tudo o que vive precisa ser alimentado. Assim, o cuidado, a essência da vida humana, precisa ser continuamente alimentado. O cuidado vive do amor, da

ternura, da carícia e da convivência”. (BOFF, 1999)

Autocuidado significa cuidar de si próprio, são as atitudes, os comportamentos que a pessoa tem em seu próprio benefício, com a finalidade de promover a saúde, preservar, assegurar e manter a vida. Nesse sentido, o cuidar do outro representa a essência da cidadania, do desprendimento, da doação e do amor. Já o autocuidado ou cuidar de si representa a essência da existência humana.

O bom cuidador é aquele que observa e identifica o que a pessoa pode fazer por si, avalia as condições e ajuda a pessoa a fazer as atividades. Cuidar não é fazer pelo outro, mas ajudar o

outro quando ele necessita, estimulando a pessoa cuidada a conquistar sua autonomia, mesmo que seja em
outro quando ele necessita, estimulando a pessoa cuidada a conquistar sua autonomia, mesmo que seja em

outro quando ele necessita, estimulando a pessoa cuidada a conquistar sua autonomia, mesmo que seja em pequenas tarefas. Isso requer paciência e tempo.

O autocuidado não se refere somente àquilo que a pessoa a ser cuidada pode fazer por si. Refere-se também aos cuidados que o cuidador deve ter consigo com a finalidade de preservar a sua saúde e melhorar a qualidade de vida.

  • 3. Quem é o cuidador

Cuidador é um ser humano de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor à humanidade, de solidariedade e de doação. A ocupação de cuidador integra a Classificação Brasileira de Ocupações CBO sob o código 5162, que define o cuidador como alguém que “cuida a partir dos objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis

diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura,

recreação e lazer da pessoa assistida”.

Nesta perspectiva mais ampla do cuidado, o papel do cuidador ultrapassa o simples acompanhamento das atividades diárias dos indivíduos, sejam eles saudáveis, enfermos e/ou acamados, em situação de risco ou fragilidade, seja nos domicílios e/ou em qualquer tipo de instituições na qual necessite de atenção ou cuidado diário.

A função do cuidador é acompanhar e auxiliar a pessoa a se cuidar, fazendo pela pessoa somente as atividades que ela não consiga fazer sozinha. Ressaltando sempre que não fazem parte da rotina do cuidador técnicas e procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas, particularmente, na área de enfermagem.

Atuar com responsabilidade, criatividade e zelo nos cuidados com a criança, a partir da identificação das principais características das diferentes fases do crescimento edesenvolvimento infantil, zelar pela integridade física prestando os primeiros socorros, tendo em vista sua saúde, segurança, bem-estar físico e psíquico e incentivando a criança nas atividades da vida diária,contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito

e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.
e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.

e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.

Segundo a metodologia adotada pela CBO, para a descrição das funções do cuidador identificaram-se, inicialmente, as funções comuns dessa família ocupacional:

 

5162 :: Cuidadores de crianças, jovens, adultos e idosos

 

Títulos

5162-05 Babá

Baby-sitter, Pajém (baby-sitter em início de carreira)

5162-10 - Cuidador de idosos

Acompanhante de idosos, Cuidador de pessoas idosas e dependentes, Cuidador de idosos domiciliar, Cuidador de idosos institucional, Gero-sitter

5162-15 - Mãe social

Mãe crecheira, Mãe substituta

5162-20 - Cuidador em saúde

Descrição Sumária

Cuidam de bebês, crianças, jovens, adultos e idosos, a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida.

 

Esta família não compreende

3222 - Técnicos e auxiliares de enfermagem

Características de Trabalho

Condições gerais de exercício

O trabalho é exercido em domicílios ou instituições cuidadoras de crianças, jovens, adultos e idosos. As atividades são exercidas com alguma forma de supervisão, na condição de trabalho autônomo ou assalariado. Os horários de trabalho são variados: tempo integral, revezamento de turno ou períodos determinados. No caso de cuidadores de indivíduos com alteração de comportamento, estão sujeitos a lidar com situações de agressividade.

Formação e experiência Essas ocupações são acessíveis a pessoas formadas em cursos livres com carga horária
Formação e experiência Essas ocupações são acessíveis a pessoas formadas em cursos livres com carga horária

Formação e experiência

Essas ocupações são acessíveis a pessoas formadas em cursos livres com carga horária de 80/160 horas com idade mínima de 18 anos e ensino fundamental completo. Atuam em domicílios ou instituições cuidadoras públicas, privadas ou ongs, cuidando de pessoas das mais variadas idades. O acesso ao emprego também ocorre por meio de cursos e treinamentos de formação profissional básicos, concomitante ou após a formação mínima que varia da quarta série do ensino fundamental até o ensino médio.

Que foram, em seguida, organizadas em sete grandes grupos:

CUIDAR DA PESSOA

Levantar informações sobre a pessoa

Cuidar da aparência e higiene da pessoa

Controlar horários das atividades diárias da pessoa

Ajudar a pessoa nas atividades diárias (banho,necessidades fisiológicas)

Estar atento às ações da pessoa

Verificar informações,sinais dados pela pessoa

Passar informações do dia a dia da pessoa

Relatar o dia-a-dia da pessoa aos responsáveis

Educar a criança e o adolescente nos deveres da casa e comunitários

Manter o lazer e a recreação no dia-a-dia

Desestimular a agressividade de cjai

Auxiliar no aprendizado da pessoa

CUIDAR DA SAÚDE DA PESSOA (CJAI)

Observar temperatura, urina, fezes e vômitos

Observar a qualidade do sono

Ajudar nas terapias ocupacionais e físicas

Prestar cuidados especiais a pessoas com limitações e/ou dependência física

Manusear adequadamente cjai

Observar alterações físicas (manchas, inchaço, ferimentos)

Observar as alterações de comportamento

Lidar com comportamentos compulsivos Controlar guarda, horário e ingestão de medicamentos Acompanhar o cjai em consultas
Lidar com comportamentos compulsivos Controlar guarda, horário e ingestão de medicamentos Acompanhar o cjai em consultas

Lidar com comportamentos compulsivos

Controlar guarda, horário e ingestão de medicamentos

Acompanhar o cjai em consultas e atendimentos médico-hospitalar

Relatar orientação médica aos responsáveis

Seguir orientação de profissionais da saúde

Observar sinais vitais

Relatar condições de saúde aos profissionais e/ou responsáveis

PROMOVER O BEM-ESTAR DA PESSOA (CJAI)

Ouvir cjai respeitando sua necessidade individual de falar

Dar apoio emocional

Ajudar a recuperação da autoestima, dos valores e da afetividade

Promover atividades de estímulo a afetividade

Estimular a independência

Orientar cjai na sua necessidade espiritual e religiosa

Respeitar a pessoa em seus hábitos, gostos e valores

Encaminhar a pessoa a outros profissionais

CUIDAR DA ALIMENTAÇÃO DA PESSOA (CJAI)

Participar na elaboração do cardápio

Verificar a despensa

Observar a qualidade e a validade dos alimentos

Fazer as compras conforme lista e cardápio

Preparar a alimentação

Servir a refeição em ambientes e em porções adequadas

Estimular a ingestão de líquidos e de alimentos variados

Controlar a ingestão de líquidos e alimentos

Reeducar os hábitos alimentares da cjai

Ajudar a pessoa na alimentação

CUIDAR DO AMBIENTE DOMICILIAR E INSTITUCIONAL Cuidar dos afazeres domésticos Manter o ambiente organizado e limpo
CUIDAR DO AMBIENTE DOMICILIAR E INSTITUCIONAL Cuidar dos afazeres domésticos Manter o ambiente organizado e limpo

CUIDAR DO AMBIENTE DOMICILIAR E INSTITUCIONAL

Cuidar dos afazeres domésticos

Manter o ambiente organizado e limpo

Recomendar adequação ambiental

Prevenir acidentes

Administrar o dinheiro recebido (per-capita)

Cuidar da roupa e objetos pessoais da cjai

Preparar o leito de acordo com as necessidades do cjai

INCENTIVAR A CULTURA E EDUCAÇÃO

Estimular o gosto pela música, dança e esporte

Selecionar jornais, livros e revistas de acordo com a idade

Ler estórias e textos para cjai

Ajudar nas tarefas escolares

Ensinar boas maneiras

ACOMPANHAR PESSOA (CJAI) EM ATIVIDADES EXTERNAS (PASSEIOS, VIAGENS E FÉRIAS)

Planejar passeios

Listar objetos de viagem

Arrumar a bagagem

Preparar a mala de remédios

Preparar documentos e lista de telefones úteis

Acondicionar alimentação para atividades externas

Acompanhar pessoa em atividades sociais, culturais, lazer e religiosas

Auxiliar nos preparativos de viagem

Comunicar saída para atividades externas da pessoa aos responsáveis

Competências pessoais

  • 1 Demonstrar preparo físico

  • 2 Demonstrar capacidade de acolhimento

3 Demonstrar capacidade de adaptação 4 Demonstrar empatia 5 Respeitar a privacidade da cjai 6 Demonstrar
3 Demonstrar capacidade de adaptação 4 Demonstrar empatia 5 Respeitar a privacidade da cjai 6 Demonstrar
  • 3 Demonstrar capacidade de adaptação

  • 4 Demonstrar empatia

  • 5 Respeitar a privacidade da cjai

  • 6 Demonstrar paciência

  • 7 Demonstrar capacidade de escuta

  • 8 Demonstrar capacidade de percepção

  • 9 Manter a calma em situações críticas

  • 10 Demonstrar discrição

  • 11 Demonstrar capacidade de tomar decisões

  • 12 Demonstrar capacidade de reconhecer limites pessoais

  • 13 Demonstrar criatividade

  • 14 Demonstrar capacidade de buscar informações e orientações técnicas

  • 15 Demonstrar iniciativa

  • 16 Demonstrar preparo emocional

  • 17 Transmitir valores a partir do próprio exemplo e pela fala

  • 18 Demonstrar capacidade de administrar o tempo

  • 19 Demonstrar honestidade

Apresentação pessoal Uniforme/apresentação Comportamento Comunicação

  • 4. O cuidador e a pessoa cuidada

O ato de cuidar é complexo. É importante que o cuidador perceba as reações e os sentimentos que afloram, para que possa cuidar da pessoa da melhor maneira possível.

O cuidador deve compreender que a pessoa cuidada tem reações e comportamentos que podem dificultar o
O cuidador deve compreender que a pessoa cuidada tem reações e comportamentos que podem dificultar o

O cuidador deve compreender que a pessoa cuidada tem reações e comportamentos que podem dificultar o cuidado prestado, como quando o cuidador vai alimentar a pessoa e essa se nega a comer ou não quer tomar banho. É importante que o cuidador reconheça as dificuldades em prestar o cuidado quando a pessoa cuidada não se disponibiliza para o cuidado e trabalhe seus sentimentos de frustação sem culpar-se.

É importante que o cuidador, a família e a pessoa a ser cuidada façam alguns acordos de modo a garantir certa independência tanto a quem cuida como para quem é cuidado. Por isso, o cuidador e a família devem reconhecer quais as atividades que a pessoa cuidada pode fazer e quais as decisões que ela pode tomar sem prejudicar os cuidados. Incentive-a cuidar de si e de suas coisas. Negociar é a chave para se ter uma relação de qualidade entre o cuidador, a pessoa cuidada e sua família.

O “não”, “não quero” ou “não posso”, pode indicar várias coisas, como por exemplo: não

quero ou não gosto de como isso é feito, ou agora não quero, vamos deixar para depois? O cuidador precisa ir aprendendo a entender o que essas respostas significam e quando se sentir impotente ou desanimado, diante de uma resposta negativa, é bom conversar com a pessoa, com a família. É importante tratar a pessoa a ser cuidada de acordo com sua idade. Por isso é importante que a família e o cuidador continuem compartilhando os momentos de suas vidas, demonstrem o quanto a estimam, falem de suas emoções e sobre as atividades que fazem, mas acima de tudo, é muito importante escutar e valorizar o que a pessoa fala. Cada pessoa tem uma história que lhe é particular e intransferível, e que deve ser respeitada e valorizada.

Muitas vezes, a pessoa cuidada parece estar dormindo, mas pode estar ouvindo oque falam a seu redor. Por isso, é fundamental respeitar a dignidade da pessoa cuidada e não discutir em sua presença, fatos relacionados com ela, agindo como se ela não entendesse, não existisse, ou não estivesse presente. Isso vale tanto para o cuidador e família como para os amigos e profissionais de saúde.

Encoraje o riso. O bom humor é uma boa maneira de contornar confusões e mal entendidos.

  • 5. O cuidador e a família

5.1.A família O termo família foi definido de diversas maneiras e para inúmeras finalidades de acordo

5.1.A família

5.1.A família O termo família foi definido de diversas maneiras e para inúmeras finalidades de acordo

O termo família foi definido de diversas maneiras e para inúmeras finalidades de acordo com a própria de referência do indivíduo, o julgamento de valores ou a disciplina.

As famílias servem a sociedade de diversas maneiras. Elas desempenham função vital na economia, por que produzem e consomem bens e serviços. Elas também constituem a unidade básica para repor os membros da sociedade que morre. Além disso, para manter sua continuidade, a sociedade deve transmitir seu conhecimento, costumes, valores e crenças para os mais jovens. Como as crianças não são uma necessidade econômica, suas funções primarias são receber e dar amor. Embora os objetivos para a socialização e práticas de criação infantil exibam distinções de uma cultura para outra, na maioria das sociedades a família parece ter três objetivos principais em relação às crianças: cuidar, nutrir e treinar.

A estrutura da família ou composição familiar consiste em indivíduos, cada qual com status e posição socialmente reconhecidos, que interagem entre si em uma base regular e reincidente nos meios socialmente sancionados. Quando membros são acrescidos ou perdidos (por exemplo: casamento, divórcio, nascimento, morte, abandono, detenção), a composição da família é alterada e as funções devem ser redefinidas ou redistribuídas. Tradicionalmente, a estrutura familiar refere-se a famílias nucleares ou estendidas. No entanto, a composição da família assumiu novas configurações nos últimos anos, com a família de pais solteiros e as famílias do primeiro casamento se tornando proeminentes. Não é raro que as crianças pertençam a vários grupos familiares distintos durante suas vidas.

5.2.Comunicação com as crianças

O desenvolvimento normal da linguagem e do pensamento oferece uma estrutura de referencia para saber como comunicar-se com as crianças. Os processos de pensamento progridem do concreto para o funcional e, por fim, para as operações formais e abstratas.

Lactentescomo são incapazes de utilizar palavras, os lactentes usam principalmente e compreendem a comunicação não verbal. Os lactentes comunicam suas necessidades e sentimentos por meio de comportamentos não verbais e vocalizações, que podem ser interpretados por alguém que esteja ao redor deles por um intervalo suficiente de tempo. Os lactentes sorriem e balbuciam quando contentes e choram quando angustiados. O choro é

provocado por estímulos desagradáveis a partir do meio interno ou do meio externo, como fome, dor,
provocado por estímulos desagradáveis a partir do meio interno ou do meio externo, como fome, dor,

provocado por estímulos desagradáveis a partir do meio interno ou do meio externo, como fome, dor, restrição corporal ou solidão. Os adultos interpretam isto como significando que a criança necessita de algo e, consequentemente, tentam aliviar o desconforto e reduzir a tensão. O choro (ou desejo de chorar) persiste como parte do repertório de comunicação de todas as pessoas.

Os lactentes respondem aos comportamentos não verbais dos adultos. Eles ficam quietos quando são acariciados ou outra forma de contato físico gentil. Eles obtêm conforto do som de uma voz, mesmo que não compreendam as palavras que são proferidas. Os sons altos e grotescos e os movimentos súbitos são ameaçadores.

A atenção dos lactentes com mais idade estão centralizadas sobre eles mesmos e seus pais; portanto, qualquer estranho é uma ameaça em potencial, até que se prove o contrário.

Inicio da infância as crianças com menos de 05 anos de idade são egocêntricas. Elas observam as coisas apenas em relação a elas mesmas e a partir de seus pontos de vista. Portanto, direcione a comunicação para elas. Diga a elas o que podem fazer ou como podem sentir-se. As experiências dos outros não tem o menor interesse para elas. É inútil usar a experiência de outra criança como tentativa de ganhar a cooperação de crianças muito pequenas. Embora eles ainda não tenham adquirido habilidades de linguagem suficientes para expressar seus sentimentos e desejos, são capazes de se comunicar efetivamente com suas mãos e transmitir ideias, sem palavras. Eles empurram um objeto indesejável para longe, puxam outra pessoa para mostrar algo a ela, apontam e cobrem a boca que está falando alguma coisa que não querem escutar. Tudo é direto e concreto elas ainda não são capazes de trabalhar com abstrações e interpretar as palavras de forma literal.

Escolares as crianças mais jovens, em idade escolar, confiam menos no que veem e mais no que sabem, quando colocadas diante de novos problemas. Elas querem explicações e motivos para tudo, mas não exigem verificação além daquilo. Elas ficam interessadas nos aspectos funcionais de todos os procedimentos, objetos e atividades. Elas querem saber por que um objeto existe, por que ele é utilizado, como ele funciona e a intenção e o propósito de usá-lo. Ajudar as crianças a expressar suas preocupações possibilita ao cuidador fornecer conforto e programar atividades que reduzam a ansiedade das crianças. As crianças com mais idade apresentam uma utilização adequada e satisfatória da linguagem. Elas ainda necessitam de

explicações relativamente simples, mas na sua capacidade de pensar de forma concreta pode facilitar a comunicação
explicações relativamente simples, mas na sua capacidade de pensar de forma concreta pode facilitar a comunicação

explicações relativamente simples, mas na sua capacidade de pensar de forma concreta pode facilitar a comunicação e a explicação.

  • 6. Estabelecimento de limites e disciplina

Em seu sentido mais amplo, disciplina significa ensinar ou se refere a um grupo de regras que governam a conduta. Em sentido mais estreito, refere-se a ação empreendida para a executar as regras após a não aceitação. Estabelecimento de limite refere-se à definição de regras ou orientações para o comportamento. Em geral, quanto mais nítidos forem os limites que estão estabelecidos e mais consistentemente eles forem executados, menor necessidade existirá para a ação disciplinar.

O estabelecimento de limites e a disciplina são componentes positivos e necessários à educação das crianças e servem a diversas funções úteis à medida que ajudam as crianças:

Testam seus limites de controle

Auxiliam a realização nas áreas apropriadas para o domínio em seus níveis

Canalizam os sentimentos indesejáveis para a atividade construtiva

Protegem-nas do perigo

Ensinam o comportamento aceitável

As crianças desejam e necessitam de limites. A liberdade irrestrita é uma tremenda ameaça a sua segurança e seguridade. Através do teste dos limites impostos sobre ela, as crianças aprendem a extensão em que podem manipular seus ambientes e ganham tranquilidade a partir do conhecimento de que outros estarão no local para protegê-las do perigo potencial.

6.1.Minimização dos comportamentos incompatíveis

Os objetivos ou motivos para o comportamento incompatível podem incluir a atenção, a força, a rebeldia e uma demonstração de inadequação. As crianças também comportam de maneira errônea porque as regras não estão claras ou não são compativelmente aplicadas. O

comportamento de atuação, como um acesso de fúria pode representar frustração descontrolada, raiva, depressão ou dor.
comportamento de atuação, como um acesso de fúria pode representar frustração descontrolada, raiva, depressão ou dor.

comportamento de atuação, como um acesso de fúria pode representar frustração descontrolada, raiva, depressão ou dor.

A melhor conduta é estruturar as interações com as crianças de modo que o comportamento inaceitável seja evitado ou minimizado.

Minimizando o comportamento impróprio

Estabelecer objetivos realistas para o comportamento aceitável e para as realizações

esperadas; Estruturar oportunidades para pequenos sucessos a fim de reduzir os sentimentos de

inadequação; Louvar as crianças pelo comportamento desejável com atenção e aprovação verbal;

Estruturar o ambiente para evitar dificuldades desnecessárias;

Estabelecer regras nítidas e razoáveis; esperar o mesmo comportamento independente

das circunstâncias e, quando forem feitas exceções, esclarecer que a alteração foi apenas uma vez;

Ensinar o comportamento desejável através do próprio exemplo, como o uso de uma voz clama e tranquila em vez de gritar; Rever o comportamento esperado antes de eventos especiais ou incomuns, como a

visita a um parente ou jantar em um restaurante; Fazer as solicitações para o comportamento adequado através de frases positivas,

como “coloque o livro no lugar” em vez de “não toque no livro”;

Repreenda o comportamento inaceitável logo no seu início; utilize a distração para mudar o comportamento ou ofereça alternativas para as ações perturbadoras, como um brinquedo tranquilo por aquele que está fazendo um ruído excessivo;

Fornecer a notícia antecipadamente ou “lembrar amigavelmente”, como “quando o programa de TV terminar é hora de jantar” ou “eu contarei até três e, então nós iremos”;

Estar atento para as situações que aumentam a probabilidade de comportamento errôneo, como excitação ou fadiga excessiva ou tolerância pessoal diminuída a infrações pequenas;

 Oferecer explicações agradáveis para negar uma solicitação, como “desculpe, mas não posso ler uma históriahttp://www.mtecbo.gov.br a cesso em 02/07/2012 15 " id="pdf-obj-14-2" src="pdf-obj-14-2.jpg">
 Oferecer explicações agradáveis para negar uma solicitação, como “desculpe, mas não posso ler uma históriahttp://www.mtecbo.gov.br a cesso em 02/07/2012 15 " id="pdf-obj-14-4" src="pdf-obj-14-4.jpg">

Oferecer explicações agradáveis para negar uma solicitação, como “desculpe, mas não posso ler uma história agora, pois tenho de terminar o jantar”.

Manter quaisquer promessas feitas para a criança;

Evitar conflitos desnecessários; tempere as discussões com afirmações “Vamos conversar a respeito disto e ver o que podemos decidir em conjunto” ou “Tenho de pensar primeiro neste assunto”;

Fornecer oportunidades de poder e controle para as crianças.

Referências

Organizado por Meirielen Aparecida Gomes Freitas. 2012

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.Guia prático do cuidador / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Brasília:

Ministério da Saúde, 2008.64 p.: il. (Série A. Normas e Manuais Técnicos)

Wong, D.L. Enfermagem Pediátrica: Elementos Essenciais à Intervenção Efetiva. Rio de Janeiro: 5ª ed. Guanabara Koogan, 1999.

http://www.mtecbo.gov.bracesso em 02/07/2012