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DIREITO COMERCIAL

DIREITO COMERCIAL

   

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IntroduÁ„o ao Direito Comercial

   
 
Direito Comercial
 

Direito Comercial

 

NoÁıes Gerais

Direito Comercial:

Anteriormente designado como direito que regula o comÈrcio, atualmente a express„o direito comercial abrange outras relaÁıes conexas, sobretudo nos dias de hoje, em que alargou, desmesuradamente o seu campo de incidÍncia, alcanÁando a ind˙stria, os transportes, os bancos, as bolsas, e devido ‡ import‚ncia que tomou numa economia de mercado, onde a produÁ„o È feita em massa. Sua base, portanto, s„o as relaÁıes econÙmicas decorrentes da economia de mercado, e como tal se apresenta como a ciÍncia jurÌdica destinada a regular essas relaÁıes.

Direito das Empresas:

Convivendo, no campo do direito privado, com o Direito Civil, nota-se que o Direito Comercial transmudou-se de mero regulador dos comerciantes e dos atos de comÈrcio, passando a atender ‡ atividade, sob a forma de empresa, que È o atual fulcro do Direito Comercial. Regula ele, portanto, a sÈrie coordenada de atos destinados ao fim de determinado setor econÙmico, e que pressupıe uma organizaÁ„o chamada empresa. Com tal abrangÍncia, a sua prÛpria denominaÁ„o foi posta em causa, entendo muitos que ele deveria ser o direito dos negÛcios, ou o direito das empresas, mantendo-se a express„o Direito Comercial apenas por uma quest„o de tradiÁ„o.

Conceito Atual de Direito Comercial:

Neste contexto o conceito atual de Direito Comercial pode ser definido como o complexo de normas jurÌdicas que regulam as relaÁıes derivadas das ind˙strias e atividades que a lei considera mercantis, assim como os direitos e obrigaÁıes das pessoas que profissionalmente as exercem.

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Divis„o do Direito Comercial:

Divide-se atualmente o Direito Comercial em:

  • a) Teoria Geral do Direito Comercial;

  • b) Direito das Empresas e das Sociedades;

  • c) Direito Industrial;

  • d) Direito Cambi·rio ou Cartular;

  • e) Direito das ObrigaÁıes Mercantis;

  • f) Direito Falimentar ou Concursal;

  • g) Direito MarÌtimo;

  • h) Direito Aeron·utico.

MatÈria Comercial:

A matÈria comercial n„o determina o conte˙do da lei comercial, mas sim a lei comercial que determina o que seja matÈria comercial. MatÈria comercial, portanto, constitui um conceito de direito positivo.

HistÛria do Direito Comercial

NoÁıes Gerais:

Grande parte dos comercialistas dividem a histÛria do direito comercial em quatro perÌodos:

antiguidade, idade mÈdia, tempos modernos e idade contempor‚nea.

I - Antiguidade:

Com o natural crescimento das populaÁıes, houve a necessidade da substituiÁ„o de certos bens, objeto de permuta, pela moeda. Eram utilizados conchas, gado e certos metais como instrumento comum de troca. Com o aparecimento da moeda, observou-se o surgimento de uma atividade especÌfica, inicialmente praticada por um n˙mero reduzido de pessoas e depois grandemente desenvolvida, gerando uma grande circulaÁ„o de riquezas. Essa operaÁ„o era chamada de compra e venda. Ainda na antiguidade (Roma, GrÈcia, BabilÙnia) surgiram os primeiros institutos pertinentes ao direito comercial, como o emprÈstimo a juros, o depÛsito e os contratos de sociedade.

II - Idade MÈdia:

Com a queda do impÈrio romano, o comÈrcio passou a ser dominado basicamente pelos povos ·rabes, inclusive estes bloqueando as rotas comerciais e deixando os comerciantes ocidentais isolados. O comÈrcio no Mar Mediterr‚neo era impedido pelos muÁulmanos. No estreito de Gibraltar, os navios n„o passavam sem pagar um ped·gio ao rei ·rabe Tarik, daÌ a origem da palavra ìtarifaî e do prÛprio nome do local ìDjebel-al-Tarikî (montanha de Tarik), mais tarde, Gibraltar. Assim, os mercadores do ocidente comeÁaram a criar associaÁıes e, principalmente na It·lia, os municÌpios comeÁaram a se constituir em grandes corporaÁıes de mercadores para terem forÁa de concorrer com o comÈrcio do oriente. Essas corporaÁıes, chamadas de ofÌcio, criaram estatutos e costumes que constituÌram em um direito fechado, privativo das pessoas matriculadas nas corporaÁıes de mercadores. As pendÍncias entre os mercadores eram decididas dentro da classe, por cÙnsules eleitos, que decidiam sem grandes formalidades, apenas de acordo com usos e costumes, e sob os ditames da equidade.

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III - Tempos Modernos:

ApÛs o aparecimento dos ideais iluministas, o liberalismo marcou presenÁa na economia, dando oportunidade a todos para produzir e comerciar livremente. As corporaÁıes foram abolidas, e, com a elaboraÁ„o do CÛdigo NapoleÙnico, a atividade industrial e comercial passou a ser regulada para todos.

IV - Idade Contempor‚nea:

… a fase atual, correspondente ao Direito Empresarial (conceito subjetivo moderno). De acordo com a nova tendÍncia, a atividade negocial n„o se caracterizaria mais pela pr·tica de atos de comÈrcio (interposiÁ„o habitual na troca, com o fim de lucro), mas pelo exercÌcio profissional de qualquer atividade econÙmica organizada, exceto a atividade intelectual, para a produÁ„o ou a circulaÁ„o de bens ou serviÁos.

HistÛria do Direito Comercial Brasileiro

FormaÁ„o:

N„o obstante ter existido comÈrcio intenso no Brasil desde o seu descobrimento, n„o se pode falar em histÛria do Direito Comercial brasileiro desde essa Època. Ligado como est· historicamente, a certos acontecimentos que deram ao paÌs feiÁ„o nacional, È somente com a chegada do PrÌncipe Regente D. Jo„o VI que toma impulso e comeÁa a se formar um direito nacional que desbordaria na IndependÍncia, atÈ 1850, com a promulgaÁ„o do CÛdigo Comercial brasileiro.

O CÛdigo Comercial:

O CÛdigo Comercial brasileiro de 1850 (cuja primeira parte È revogada com a entrada em vigor do CÛdigo de 2002) teve uma forte influÍncia do CÛdigo NapoleÙnico de 1807. O CÛdigo FrancÍs era inicialmente composto por 648 artigos, divididos em 4 livros: ComÈrcio em Geral; ComÈrcio MarÌtimo; FalÍncia e Bancarrota e JurisdiÁ„o Comercial.

PerÌodos:

A histÛria do Direito Comercial brasileiro pode ser dividida em trÍs perÌodos:

  • a) 1808-1850: a vinda da famÌlia real portuguesa, onde foi fundado o Direito Comercial no Brasil (Visconde de Cairu) com a abertura dos portos e os alvar·s de D. Jo„o atÈ a data da promulgaÁ„o do nosso CÛdigo Comercial;

  • b) 1850-1930: primeiro perÌodo de vigÍncia do CÛdigo Comercial; vai atÈ o fim da Primeira Rep˙blica;

  • c) 1930 em diante: corresponde ao perÌodo da intervenÁ„o estatal na atividade privada.

RelaÁıes do Direito Comercial com Outras Disciplinas

RelaÁ„o com os Demais Ramos do Direito:

  • a) Direito Civil;

  • b) Direito Constitucional;

  • c) Direito Administrativo;

  • d) Direito EconÙmico;

  • e) Direito do Trabalho;

  • f) Direito Tribut·rio;

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  • g) Direito Penal;

  • h) Direito Internacional Privado.

RelaÁ„o com TÈcnicas Associadas:

  • a) Contabilidade;

  • b) Merceologia (estuda a base e estrutura dos contratos para o exercÌcio da atividade empresarial);

  • c) Economia PolÌtica;

  • d) EstatÌstica.

CaracterÌsticas do Direito Comercial

NoÁıes Gerais:

O Direito Comercial possui caracterÌsticas prÛprias, que o difere dos outros ramos do direito:

1) Dinamismo: O Direito Comercial È din‚mico, renovando-se com muito mais velocidade e sem as formalidades presentes no Direito Civil.

2) Cosmopolitismo: O Direito Comercial tem como caracterÌstica a internacionalidade, pois regula, muitas vezes, as atividades do comÈrcio entre naÁıes.

3) Onerosidade: N„o existe, em regra, ato mercantil gratuito.

4) Fragmentarismo: Conjunto de normas com muitas lacunas.

5) Individualismo: O lucro est· diretamente vinculado ao interesse individual.

Autonomia do Direito Comercial

Autonomia Constitucional:

No Brasil, a autonomia do Direito Comercial È referida atÈ mesmo na ConstituiÁ„o Federal, que, ao listar as matÈrias da competÍncia legislativa privativa da Uni„o, menciona ìdireito civilî em separado de ìcomercialî.

CÛdigo Civil:

N„o compromete a autonomia do Direito Comercial a opÁ„o do legislador brasileiro de 2002 no sentido de tratar a matÈria correspondente ao objeto desta disciplina no CÛdigo Civil (Livro II da Parte Especial). A autonomia did·tica e profissional n„o È minimamente determinada pela legislativa. Afinal, Direito Civil n„o È CÛdigo Civil; assim como Direito Comercial n„o È CÛdigo Comercial. ¿ forma considerada mais oportuna de organizar os textos e diplomas legais n„o corresponde necessariamente a melhor de estudar e ensinar o direito.

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Fontes do Direito Comercial

NoÁıes Gerais:

Chamam-se fontes do direito os diversos modos pelos quais se estabelecem as regras jurÌdicas. As fontes do Direito Comercial dividem-se em fontes prim·rias ou diretas e subsidi·rias ou indiretas.

1) Fontes Prim·rias ou Formais:

Leis Comerciais: principal fonte do Direito Comercial, aonde se inclui o CÛdigo Comercial de 1850 e leis comerciais: Lei das S.A., Lei das FalÍncias e Concordatas, CÛdigo de Propriedade Industrial, etc.

2) Fontes Secund·rias:

S„o elas:

  • a) usos e costumes comerciais: mantÈm tradicionalmente o prestÌgio dos usos e costumes como regra subsidi·ria de suas normas;

  • b) leis civis;

  • c) princÌpios gerias de direito;

  • d) analogia, costumes e princÌpios gerais do direito (art. 4. da LICC).

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Bibliografia • Curso de Direito Comercial Rubens Requi„o S„o Paulo: Editora Saraiva, 1998 • Curso de
 

Bibliografia

 

Curso de Direito Comercial

Rubens Requi„o S„o Paulo: Editora Saraiva, 1998

Curso de Direito Comercial

Fran Martins Rio de Janeiro: Editora Forense, 1998

Direito Comercial

 

Waldirio Bulgarelli S„o Paulo: Editora Atlas, 1999

Manual de Direito Comercial

F·bio Ulhoa Coelho S„o Paulo: Editora Saraiva, 2002

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