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UNOESTE UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA

CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM PSICOPEDAGOGIA, A DISTÂNCIA

MÓDULO III

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NA LEITURA

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NA LEITURA

OBJETIVO

Oferecer subsídios para a realização do diagnóstico

psicopedagógico em crianças com dificuldades de

aprendizagem na leitura.

CONCEITO
CONCEITO

Quando se trata de leitura, encontra-se desde o conceito de atribuição de sentido ao que se lê, até a aprendizagem da mesma, ou seja, a alfabetização. Mas, no consenso geral para diferentes autores, ler é, sem nenhuma dúvida, compreender o significado do texto.

Segundo

ELLIS

(1995),

“a

leitura

não

é

uma

habilidade natural, mas é uma capacidade artificial culturalmente transmitida de uma geração para a próxima”.

ELLIS afirma também, que “a leitura baseia-se em uma gama de processos e habilidades psicológicas, muitas das quais não são específicas à leitura e muitas das quais iniciam seu

desenvolvimento bem antes de as crianças

começarem a ler”.

O processo de compreensão da leitura abrange

capacidades como a percepção, a atenção, a memória, o

raciocínio, a imaginação, a motivação, o interesse e muitos

outros aspectos.

Pesquisas na área comprovam que quanto melhor o

entendimento da linguagem falada e conhecimento sobre o

mundo, mais facilmente a criança aprende a ler e a escrever,

não importando quando isto tenha início. É muito importante

lembrar que existem as diferenças individuais na

aprendizagem da leitura, ou seja, nem todas as crianças

aprendem a ler da mesma forma (ELLIS, 1995).

SILVA

(1986), a habilidade de ler significa:

De

acordo

com

(1997)

,

citando

HUTIN

“Saber localizar os principais elementos

informativos do texto, ser capaz de entender qual

é o seu tema antes de lê-lo por completo, saber

aproveitar a função documentária dos escritos,

valer-se da diferença entre signos tipográficos,

localizar rapidamente em um texto já lido a

palavra ou o parágrafo do qual se está

precisando”.

“Ler é antes de tudo descobrir um significado e não apenas decifrar um código”.

(CRESPO,1987)

Leia o caso a seguir, reflita sobre o mesmo e, nas linhas pontilhadas, escreva qual o seu posicionamento, antes de começar a estudar o módulo.

A Escola Estadual encaminha a menor: A., 12 anos de idade, aluna

da 4ª série.

Queixa apresentada pelo professor:

“A aluna em questão não consegue realizar uma leitura dinâmica,

comete muitas falhas relacionadas à troca de palavras, lê com

muita lentidão e possui muita dificuldade na compreensão da

leitura. Possui um desempenho regular na escrita ”.

da leitura. Possui um desempenho regular na escrita ”. ilustra freqüentemente em nossas escolas, preocupando os

ilustra

freqüentemente em nossas escolas, preocupando os

professores e os pais dos alunos considerados incapazes de

aprender leitura.

que ocorre

Este

caso

um

fato

O PROCESSO DE APRENDIZAGEM
O PROCESSO
DE
APRENDIZAGEM

A aprendizagem da leitura, segundo OLIVEIRA (1992), envolve várias habilidades como as lingüísticas, perceptivas, motoras, cognitivas e, por essa razão, não se pode atribuir a nenhuma delas, isoladamente, a responsabilidade pelas desadaptações escolares. É preciso, portanto, identificar em qual área ela se encontra mais comprometida.

A leitura não é apenas um processo pelo qual as pessoas reproduzem o som de sinais ou símbolos. A leitura dá- se quando existe compreensão do que se lê, por meio da interpretação dos sinais escritos.

“Este processo inicial da leitura, que envolve a discriminação visual dos símbolos impressos e a associação entre palavra impressa e som é chamado de decodificação e é essencial para que a criança aprenda a ler. Mas, para ler, não basta apenas realizar a decodificação dos símbolos impressos, é necessário que exista também, a compreensão e a análise crítica do material lido ( ) Sem a compreensão a leitura deixa de ter interesse e de ser uma atividade motivadora, pois nada tem a dizer ao “leitor”. Na verdade só se pode considerar realmente que uma criança lê quando existe a compreensão. Quando a criança decodifica e não compreende, não se pode afirmar que ela está

lendo”. (MORAIS, 1986, citado por OLIVEIRA, 1992, p. 153)

FERREIRO (1987) também ressalta que o ato de ler não pode ser concebido como uma adição de informações, mas sim como um processo de coordenação de informações de procedência diversificada com o objetivo de obter significado, quando expresso lingüisticamente.

Quando se diz que uma criança não sabe ler, SÁNCHEZ (1996) entende que devemos procurar identificar, por exemplo, se a criança não aprendeu a ler, se a criança lê mecanicamente ou se a criança extrai somente elementos superficiais do texto, ou seja, é importante procurar especificar o “sintoma” para facilitar o tratamento.

Para GARCIA (1998), a leitura envolve um conjunto de processos pelos quais é possível identificar quatro módulos:

perceptivo, léxico, sintático e semântico.

O módulo perceptivo é aquele que determina o reconhecimento da informação, e, para isso, a memória é fundamental. Na maioria dos casos, essa percepção dá-se pelo processo visual e, em outros casos, por meio do processo tátil, como no sistema braile para pessoas portadoras de deficiência visual.

está relacionado com o

conhecimento acerca da informação, ou seja, há o reconhecimento das palavras que já foram processadas anteriormente e armazenadas, ao que GARCIA (1998) chama de léxico mental do leitor. Esse módulo abrange o

O

módulo

léxico

reconhecimento das letras e padrões ortográficos, o conhecimento do significado das palavras, segundo representação semântica e o reconhecimento auditivo das palavras, pela representação fonológica.

O módulo sintático refere-se ao conhecimento sobre a estrutura gramatical básica da língua, conhecimento este necessário para uma leitura correta. Esse é um dos motivos pelos quais a leitura não pode ser classificada como um processo simples, visto que envolve conhecimentos prévios complexos como, por exemplo, a compreensão de como estão relacionadas as palavras entre si dentro de uma frase, a ordem das palavras, o tipo de complexidade gramatical da oração, o uso dos sinais de pontuação, etc.

Finalmente, o módulo semântico está voltado para a compreensão do significado das palavras.

Segundo FONSECA (1995), a aptidão para a leitura, ou para outras aprendizagens escolares, exige, entre outros fatores:

1.

“Fatores psicodinâmicos, que incluem o crescimento e a maturidade da criança, a organização cerebral, a visão, a audição, os órgãos da linguagem, etc.

2. Fatores sociais, que incluem os níveis econômicos, culturais e lingüísticos do país, as experiências e oportunidades que a criança teve, a vida social, enfim, suas relações sociais.

3. Fatores emocionais e de personalidade, que incluem a estabilidade emocional, o autocontrole, a concentração e controle da atenção.

4. Fatores

intelectuais,

que

incluem

as

capacidades

mental,

perceptiva

e

psicomotora, capacidade de raciocínio, discriminação auditiva e visual,etc.

DIFICULDADES DE LEITURA
DIFICULDADES
DE
LEITURA

Dificuldades de leitura são, geralmente, uma falha no reconhecimento e na compreensão do material escrito e aparece na leitura lenta, com omissões, distorções e substituições de palavras,com interrupções, correções e bloqueios (DOCKRELL e MCSHANE, 1997 e GARCIA, 1998).

BAZI (2000), relata que alguns autores consideram três tipos de dificuldades de decodificação da leitura:

- déficits perceptivos, resultantes de problemas gerais de percepção; - déficits de processamento fonológico, ou seja, da correspondência da forma escrita de uma

palavra

(grafema)

à

sua

estrutura

sonora

SÍMBOLO

IMPRESSO

(fonema);

- déficits de memória a curto prazo, quando a

transformação letra-som é prejudicada pela

memória “pobre” para o material auditivo.

É interessante verificar a classificação de SÁNCHEZ

MIGUEL E MARTÍNEZ MARTÍN (1998), para as crianças com

dificuldades de aprendizagem na leitura:

- as que compreendem uma explicação oral mas têm

dificuldades para reconhecer palavras escritas e

para compreender textos (são as chamadas

disléxicas);

- as que conseguem ler bem as palavras, mas têm

dificuldades para compreender o que lêem (o caso

mais grave desse problema são as crianças

hiperléxicas, que lêem mal e têm dificuldades tanto

na compreensão oral, quanto na da escrita);

- as que têm dificuldades para reconhecer as

palavras e para a compreensão oral e escrita.

Na obra de JOHNSON, MYKLEBUST (1987, p.173)

encontra-se uma importante citação relacionada com as

dificuldades de leitura:

“Uma incapacidade para ler não somente

cria problemas para a aprendizagem

escolar como limita a maturidade social,

as relações sociais e a tomada de

responsabilidade. Leva à dependência em relação a outras pessoas numa intensidade que não se espera nas crianças com inteligência normal”.

Sabe-se que são muitos os fatores que podem contribuir para a deficiência na leitura e, portanto, é interessante destacar os estudos feitos por ROSSINI , CIASCA (2000). Neste estudo as autoras procuraram identificar o hábito de leitura dos pais e crianças que apresentavam queixas de dificuldades de aprendizagem na leitura. Com a análise dos dados, concluiu-se que, tanto os pais, como as crianças, possuem um valor distorcido sobre “leitura”, entendida apenas como o ato de ler livros didáticos. Segundo as autoras, as crianças da amostra vivem em um universo onde ler e escrever não são atividades cotidianas; a leitura aí é pouco significativa, uma vez que não há materiais disponíveis para isso fora da escola.

Neste sentido podemos entender que a influência dos pais é muito significativa no desempenho escolar de seus filhos e portanto, é muito importante estimulá-los a participar cada vez mais da vida escolar do aluno.

A DISLEXIA
A DISLEXIA

O termo dislexia é utilizado como equivalente à “distúrbio específico de leitura”, tanto na literatura nacional como internacional especializada.

Crianças disléxicas, ou com dificuldades específicas de leitura, são as que apresentam problemas ao tentar aprender a ler e escrever, mesmo sendo inteligentes, rápidas e alertas. Essa dificuldade persiste, mesmo com a ajuda dos professores e dos pais, na tentativa de resolver o problema (BRYANT e BRADLEY, in CIASCA, 2003).

Entende-se que na dislexia há a presença de comprometimentos neurológicos e, de acordo com CASAS (1988), a dislexia é uma incapacidade de ler normalmente como resultado de uma disfunção no cérebro.

Por outro lado, alguns autores sugerem o termo dislexia mesmo na inexistência de disfunção cerebral, como,

por exemplo, para REBELO (1993). Para este autor, a dislexia

é

um termo genérico.

CITOLER (1996) classifica as dislexias em adquiridas

e

evolutivas ou desenvolvimentais. A primeira, refere-se aos

leitores

que possuíam a habilidade para a leitura e perderam-

na como conseqüência de uma lesão cerebral. Já na dislexia evolutiva, existe a dificuldade para aprender a ler, apesar da ausência de lesão cerebral, e esta pode ter origem nas causas emocionais, socioculturais, sistema de ensino e etc.

De acordo com ZORZI (1998), o termo dislexia tem sido empregado para descrever casos de crianças que, sem motivos evidentes, não conseguem desenvolver-se no que diz respeito ao aprendizado da leitura-escrita. Embora, inicialmente, este termo tenha sido empregado para referir-se a problemas de leitura, de acordo com o autor, com o tempo englobou também os problemas relativos à escrita. Para este autor, então a dislexia, refere-se às inabilidades ou dificuldades de aprendizagem da leitura-escrita em razão de causas que ainda não são claramente conhecidas.

É importante destacar que ELLIS (1995) alerta para o fato de que a dislexia não é claramente diagnosticada. Segundo o autor, existem classificações que tornam suspeitosos os dados apresentados sobre a existência de um alto percentual de crianças escolares com dislexia. Para o autor, “uma simples mudança de critérios pode mudar radicalmente esta porcentagem sem que qualquer coisa precise ser mudada no mundo real”. (p.107)

Freqüentemente, a criança disléxica apresenta dificuldades também na aprendizagem da escrita, sendo ambas incluídas nesta síndrome.

DIAGNÓSTICO DAS DIFICULDADES NA LEITURA
DIAGNÓSTICO DAS
DIFICULDADES
NA LEITURA

De acordo com RABINOVITCH (in CIASCA, 2003),

diagnosticar a criança disléxica significa determinar a qualidade

da leitura, as capacidades fundamentais que faltam, ou não

estão desenvolvidas, e a extensão em que os comportamentos

de leitura estão relacionados a disfunções neuropsicológicas.

Estudos realizados por KIRK e VALLET, citados por

CIASCA (2003), indicam que para realizar o diagnóstico do

distúrbio específico de leitura e aprendizagem, é importante

determinar:

 “O nível funcional da leitura:

compreensão do texto lido;

Potencial e a capacidade de leitura:

capacidade de realizar diferentes tarefas

de leitura correlacionando-as com o nível

cognitivo;

 A extensão da deficiência da leitura:

verificar se o nível funcional de leitura

está dois ou mais anos abaixo de

esperado para a idade e a escolaridade;

 Deficiências específicas na habilidade de

leitura: comparação entre o esperado

para a idade e escolaridade e o obtido

pela criança em tarefas de leitura com compreensão;  Disfunção neuropsicológica: verificação do comportamento e dos resultados qualitativos de testes e provas que envolvam atenção, organização, percepção, memória e integração sensorial;  Fatores associados: identificar os fatores que causam desordens primárias de aprendizagem, como: falta de motivação, nível socioeconômico e cultural desfavorável, problemas psicológicos e pedagógicos;  Estratégias de desenvolvimento ou recuperação: verificando as habilidades/dificuldades através da avaliação, indicar tarefas de leitura que possam favorecer o processamento neuropsicológico e a integração de capacidades perceptivo- lingüísticas”.

Na realização do diagnóstico é importante verificar na criança quais são as habilidades que apresentam dificuldades, pois, como foi dito anteriormente, a leitura envolve vários fatores e pode influenciar outras capacidades, da mesma forma como pode ser influenciada por elas.

EXERCÍCIOS
EXERCÍCIOS

1. Após o estudo deste módulo, como você conceitua leitura?

2. FONSECA (1995), aponta alguns fatores exigidos para a aprendizagem da leitura, ou para outras aprendizagens escolares. Caracterize dois desses fatores.

3. Quais as capacidades abrangidas no processo de compreensão da leitura?

4. Assinale V (Verdadeiro) ou F (Falso):

a) Ler é descobrir significados, compreender, interpretar e

não apenas decifrar códigos. (

)

5. Relacione a coluna da esquerda (módulos) com a da direita (conjunto de processos), de acordo com GARCIA

(1998).

 

( 1 ) léxico

(

) Reconhecimento da informação

(

2 ) sintático

(

) Reconhecimento das palavras já

(

3 ) perceptivo

armazenadas

(

4 ) semântico

(

) Conhecimento sobre a estrutura

gramatical básica da língua

( ) Compreensão do significado das palavras

6. O que você entende por dislexia?

Agora que você já terminou o estudo do módulo, reflita sobre o caso apresentado na
Agora que você já terminou o estudo do módulo, reflita
sobre o caso apresentado na página 4 e, com base nos
conhecimentos que você adquiriu, escreva nas linhas
pontilhadas, qual o seu posicionamento sobre o mesmo .
Faça a comparação da sua reflexão de antes e depois do
estudo do módulo, para analisar se houve diferenças
entre os dois posicionamentos.
para analisar se houve diferenças entre os dois posicionamentos. APERFEIÇOAMENTO EM PSICOPEDAGOGIA, A DISTÂNCIA 17
LEITURA RECOMENDADA
LEITURA
RECOMENDADA

ELLIS, A.W. Leitura, escrita e dislexia: uma análise cognitiva. 2.

ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

GARCIA, J.N. Manual de dificuldades de aprendizagem:

linguagem, leitura, escrita e matemática. Tradução de Jussara

Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS

BAZI, G.A.P. As dificuldades de aprendizagem em leitura e

escrita e suas relações com a ansiedade. Campinas, SP,

2000.

CASAS, A . M. Dificultades em el aprendizaje de la lectura,

escrita y calculo. Valencia: Promolibro, 1988.

CIASCA, S.M. (Org.) Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo,

2003.

CITOLER, S.D. Las dificultades de aprendizaje: um enfoque cognitivo- lectura, escritura, matemáticas. Málaga:

Ediciones Aljibe, 1996.

CRESPO, L.R. A leitura e a escrita como processos na significação de mundo: uma estratégia psicolingüística no trabalho psicopedagógico com adolescentes. In: SCOZ, B.J.L. Psicopedagogia: o caráter interdisciplinar na formação e atuação profissional. Porto Alegre: Artes Médicas,1987.

DOCKRELL, J. e MCSHANE, J. Dificultades de aprendizaje em la infância: Un enfoque cognitivo. Barcelona, Paidós,

1997.

ELLIS, A.W. Leitura, escrita e dislexia: uma análise cognitiva. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

FERREIRO, E. Alfabetização em processo. 3ª ed.Tradução

de Sara Cunha Lima, Marisa do Nascimento Paro. São Paulo:

Cortez, 1987.

GARCIA, J.N. Manual de dificuldades de aprendizagem:

linguagem, leitura, escrita e matemática. Tradução de

Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

HUTIN, R. Aprendizagem e avaliação da leitura. In: Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. 67(157): 603-16, 1986, p. 611.

JOHNSON, D.J., MYKEBLUST, H.R. Distúrbios de aprendizagem: princípios e práticas educacionais. 3ª ed. São Paulo: Pioneira, 1987.

OLIVEIRA, G.C. Psicomotricidade: um estudo em escolares com dificuldades em leitura e escrita. 1992. Tese

(doutorado) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas. Campinas,São Paulo.

REBELO,J.A.S. Dificuldade da leitura e da escrita em alunos do ensino básico. Rio Tinto:Edições ASA, 1993.

ROSSINI, S.D.R.;CIASCA, S.M. Crianças que não aprendem:

crianças que não lêem? Temas sobre desenvolvimento. V.9, n.49, p. 35-39, 2000.

SÁNCHEZ, E. Estratégias de intervenção nos problemas de leitura. In: COLL, C.; PALACIOS, J.; MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação: psicologia da educação. Tradução de Angélica Mello Alves. Porto Alegre:

Artes Médicas Sul, 1996, v.3, p. 116-130.

SILVA, R.R.G. Leitura: as fases de um processo.

Dissertação de Mestrado. Campinas: Unicamp, 1997.

REFERENCIAL DE RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS
REFERENCIAL DE
RESPOSTAS DOS
EXERCÍCIOS

Sua resposta não precisa ser exatamente igual à do

referencial. Se o sentido do que você escreveu é o

mesmo, considere-a como correta.

1. De acordo com SILVA (1997) , citando HUTIN (1986), a habilidade de ler significa:

“Saber localizar os principais elementos informativos do texto, ser capaz de entender qual é o seu tema antes de lê-lo por completo, saber aproveitar a função documentária dos escritos, valer-se da diferença entre signos tipográficos, localizar rapidamente em um texto já lido a palavra ou o parágrafo do qual se está precisando”.

2. Segundo FONSECA (1995), a aptidão para a leitura, ou para outras aprendizagens escolares, exige, entre outros fatores:

 Fatores psicodinâmicos, que incluem o crescimento e a maturidade da criança, a organização cerebral, a visão, a audição, os órgãos da linguagem, etc

 Fatores sociais, que incluem os níveis econômicos, culturais e lingüísticos do país, as experiências e oportunidades que a criança teve, a vida social, enfim, suas relações sociais.

 Fatores emocionais e de personalidade, que incluem a estabilidade emocional, o autocontrole, a concentração e controle da atenção.

 Fatores intelectuais, que incluem a capacidade mental, perceptiva e psicomotora, capacidade de raciocínio, discriminação auditiva e visual,etc.

3.

O processo de compreensão da leitura abrange capacidades como a percepção,

a atenção, a memória, o raciocínio, a imaginação, a motivação, o interesse e muitos

outros aspectos.

4.

Verdadeiro.

5.

Módulo perceptivo: Reconhecimento da informação Módulo léxico: Reconhecimento das palavras já armazenadas Módulo sintático: Conhecimento sobre a estrutura gramatical básica da língua Módulo semântico: Compreensão do significado das palavras

6. A resposta deve envolver qualquer dos conceitos abaixo.

Crianças disléxicas, ou com dificuldades específicas de leitura, são as que apresentam problemas ao tentar aprender a ler e escrever, mesmo sendo

inteligentes, rápidas e alertas. Essa dificuldade persiste, mesmo com a ajuda dos professores e dos pais, na tentativa de resolver o problema (BRYANT e BRADLEY,

in CIASCA, 2003).

Presença de comprometimentos neurológicos e, de acordo com CASAS (1988), a dislexia é uma incapacidade de ler normalmente como resultado de uma disfunção no cérebro.

REBELO (1993), sugere o termo dislexia mesmo na inexistência de disfunção cerebral. Para ele, a palavra dislexia é usada como um termo genérico, englobando

a categoria de distúrbios de leitura e de escrita, que parecem ter uma causa primária própria e que não podem dizer-se causados por atraso mental, perturbações emocionais, afasia, autismo.

Para BAROJA, et al (1993) o termo dislexia se refere aos indivíduos que, com um nível mental normal, sem deficiências sensoriais e sem causa aparente, apresentam dificuldades de leitura.

De acordo com ZORZI (1998), o termo dislexia, então, refere-se às inabilidades ou dificuldades de aprendizagem da leitura-escrita em razão de causas que ainda não são claramente conhecidas. (ZORZI, 1998).

UNOESTE -UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM PSICOPEDAGOGIA, A DISTÂNCIA

FFIICCHHAA DDEE OORRIIEENNTTAAÇÇÃÃOO DDOO EESSTTUUDDOO Módulo III – Ficha 01 DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NA
FFIICCHHAA DDEE OORRIIEENNTTAAÇÇÃÃOO DDOO EESSTTUUDDOO
Módulo III – Ficha 01
DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NA LEITURA

Apresentação

Dificuldade de aprendizagem na leitura é motivo de grande preocupação entre os professores desde o ensino fundamental até o ensino superior. A habilidade da leitura envolve desde a codificação de símbolos até a compreensão do significado do texto e portanto, a realização do diagnóstico deve ser feita com bastante cautela, tendo em vista que, em muitos casos, a criança que apresenta uma simples dificuldade passa a ser “rotulada” como dislexa.

Processos da Leitura

- Reconhecimento da informação

- Reconhecimento das palavras que já foram processadas anteriormente

- Conhecimento sobre a estrutura gramatical básica da língua

- Compreensão do significado das palavras.

Dislexia

O termo dislexia se refere aos indivíduos que, com um nível mental normal,

sem deficiências sensoriais e sem causa aparente, apresentam dificuldades

de leitura. (BAROJA, et al (1993)

Questões características



O que significa dificuldade de leitura?



Quais as características que identificam uma criança com dificuldade na aprendizagem de leitura?

Fonte de consulta

ELLIS, A.W. Leitura, escrita e dislexia: uma análise cognitiva. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas,

1995.