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Guia técnico para vídeo em rede.

Tecnologias e fatores que devem ser levados em conta para a implementação bem-sucedida de aplicações de vigilância e monitoramento remoto por IP.

ser levados em conta para a implementação bem-sucedida de aplicações de vigilância e monitoramento remoto por
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2

Guia técnico Axis para vídeo em rede

O mercado para produtos de vídeo em rede cresceu imensamente desde que a Axis introduziu a

primeira câmera de rede em 1996. A implementação rápida de vídeo em rede indica uma mudança irreversível das antigas tecnologias de vídeo analógico à medida que o vídeo em rede

avança com produtos cada vez mais eficientes, inovadores e fáceis de usar.

Enormes avanços foram feitos na qualidade do vídeo. As câmeras de vigilância HDTV tornaram-se

o padrão e câmeras com mais megapixels estão sendo introduzidas. Há câmeras que podem lidar

com condições desafiadoras de iluminação, como pouca luz, luz de alto contraste e escuridão

total, permitindo maior capacidade de vigilância. Os processadores nas câmeras e os codificadores de vídeo não são apenas mais rápidos, mas também mais inteligentes. Além disso, foram intro- duzidas técnicas eficientes de compressão de vídeo, bem como um novo tipo de controle de íris,

o P-Iris.

Há mais opções de produtos para atender a uma variedade de necessidades. Há câmeras menores, mais discretas e até mesmo ocultas, bem como câmeras de rede térmicas. Diferentes campos de visão, de telefoto a panorama 360º, estão disponíveis. O desenvolvimento de produtos da Axis também concentrou-se na instalação fácil e flexível. Câmeras externas, por exemplo, já são à prova de condições climáticas por padrão. Virtualmente todas as câmeras e codificadores de vídeo da Axis são compatíveis com Power over Ethernet, o que simplifica a instalação. Muitas câmeras fixas varifocais (caixa e dome) permitem que o foco e o ângulo de visão sejam definidos remota- mente em um computador. Muitas câmeras fixas também têm a capacidade de streams de visões orientadas verticalmente que maximizam a cobertura de áreas verticais, como corredores.

O gerenciamento das câmeras e dos streams de vídeo foi facilitado. Há maior suporte para funcio- nalidades de vídeo inteligente. Há também soluções de gerenciamento de vídeo adequadas para cada tipo de cliente, seja uma loja com poucas câmeras ou uma que envolva centenas de câmeras em vários locais. Produtos compatíveis com ONVIF podem ser facilmente integrados em sistemas que incorporam outros produtos em conformidade com ONVIF de diferentes fabricantes.

Uma largura de banda de rede maior é cada vez mais comum e as tecnologias foram aprimora- das para tornar a transmissão de dados em redes com fio e sem fio cada vez mais segura e mais robusta. Também foram feitos progressos em soluções de armazenamento, especialmente para sistemas pequenos. Hoje estão disponíveis soluções de armazenamento conectado à rede (Network-attached Storage - NAS) que fornecem terabytes de armazenamento com custo mínimo e placas de memória que permitem o armazenamento de semanas de vídeo em uma câmera ou codificador de vídeo.

A variedade de produtos de vídeo em rede é cada vez maior, bem como o escopo de suas capa-

cidades. Isso está refletido no Guia Técnico, que busca oferecer aos usuários de vídeo em rede um melhor entendimento das tecnologias e dos produtos disponíveis para atender às suas necessidades de vigilância.

ÍNDICE

3

ÍNDICE 3 Índice Vídeo em rede: visão geral, benefícios e aplicações 7 1.1 Visão geral de

Índice

Vídeo em rede: visão geral, benefícios e aplicações

7

1.1

Visão geral de um sistema de vídeo em rede

7

1.2

Vantagens

8

1.3

Aplicações

12

1.3.1

Lojas

12

1.3.2

Transportes

12

1.3.3

Atividades bancárias e financeiras

13

1.3.4

Vigilância pública

13

1.3.5

Educação

13

1.3.6

Governo

13

1.3.7

Assistência saúde

14

1.3.8

Industrial

14

1.3.9

Infraestrutura crucial

14

Câmeras de rede

15

2.1

O que é uma câmera de rede?

15

2.1.1

Plataforma de Aplicativos de Câmera AXIS

17

2.1.2

Interface de programação de aplicativo

18

2.1.3

ONVIF

18

2.2

Recursos de câmera para lidar com cenas difíceis

18

2.2.1

Capacidade de obtenção de luz da lente (número F) 18

2.2.2

Íris

18

2.2.3

Funcionalidade dia e noite

18

2.2.4

Iluminadores infravermelhos (IR)

19

2.2.5

Tecnologia Lightfinder

20

2.2.6

Resolução/megapixel

20

2.2.7

Configurações de controle de exposição

20

2.2.8

Ampla faixa dinâmica (WDR, Wide Dynamic Range)

21

2.2.9

Radiação térmica

21

2.3

Recursos da câmera para facilidade de instalação

22

2.3.1

Para áreas externas

22

2.3.2

Com foco na entrega

22

2.3.3

Foco e zoom remotos

22

2.3.4

Retrofoco remoto

22

2.3.5

Ajuste de ângulo de câmera em 3 eixos

22

2.3.6

Formato Corredor

23

2.3.7

Contador de pixel

23

2.4

Tipos de câmeras de rede

24

2.4.1

Câmeras de rede fixas

24

2.4.2

Câmeras de rede dome fixo

24

2.4.3

Funcionalidades em câmeras multi-megapixel fixas e de dome fixo

25

2.4.4

Câmeras de rede ocultas

27

2.4.5

Câmeras de rede PTZ

28

2.4.6

Câmeras de rede térmicas

31

4

Elementos das câmeras

37

3.1

Sensibilidade à luz

37

3.2

Elementos de lente

38

3.2.1

Campo de visão

38

3.2.2

Combinando lente e sensor

40

3.2.3

Padrões de montagem de lentes para lentes intercambiáveis

41

3.2.4

Número 'f' e exposição

41

3.2.5

Tipos de controle de íris

42

3.2.6

Profundidade de campo

44

3.3

Filtro de bloqueio de infravermelho removível

45

3.4

Sensores de imagem

46

3.5

Técnicas de varredura de imagens

48

3.5.1

Varredura entrelaçada

48

3.5.2

Varredura progressiva

48

3.6

Controle da exposição

49

3.6.1

Prioridade da exposição

49

3.6.2

Zonas de exposição

50

3.6.3

Faixa dinâmica

50

3.6.4

Compensação da luz de fundo

51

3.7

Instalação de uma câmera de rede

51

Codificadores de vídeo

55

4.1

O que é um codificador de vídeo?

55

4.1.1

Componentes do codificador de vídeo e considerações

56

4.1.2

Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente

57

4.2

Codificadores de vídeo autônomos

58

4.3

Codificadores de vídeo instalados em rack

58

4.4

Codificadores de vídeo com câmeras PTZ analógicas

59

4.5

Técnicas de desentrelaçamento

60

4.6

Codificador de vídeo

60

Proteção ambiental

63

5.1

Proteção e classificações

63

5.2

Caixas de proteção externas

64

5.3

Coberturas transparentes

65

5.4

Posicionando uma câmera fixa em uma caixa de proteção

66

5.5

Proteção contra vândalos e adulteração

66

5.5.1

Classificações à prova de vandalismo

66

5.5.2

Projeto da câmera/da caixa de proteção

66

5.5.3

Montando

67

5.5.4

Colocação da câmera

67

5.5.5

Vídeo inteligente

67

5.6

Tipos de fixação

68

5.6.1

Montagens no teto

68

5.6.2

Montagens em parede

68

5.6.3

Montagens em poste

68

ÍNDICE

5

Resoluções de vídeo

71

6.1 Resoluções NTSC e PAL

71

6.2 Resoluções VGA

72

6.3 Resolução em megapixel

73

6.4 Resoluções de televisão de alta definição (HDTV)

74

Compressão de vídeo

75

7.1

Fundamentos da compressão

75

7.1.1

Codec de vídeo

75

7.1.2

Compressão de imagem x compressão de vídeo

76

7.2

Formatos de compressão

79

7.2.1

Motion JPEG

79

7.2.2

MPEG-4

79

7.2.3

H.264 ou MPEG-4 Part 10/AVC

80

7.3

Velocidades de transmissão variável e constante

81

7.4

Comparação dos padrões

81

Audio

83

8.1

Aplicações de áudio

83

8.2

Suporte e equipamentos de áudio

83

8.3

Modos de áudio

85

8.3.1

Simplex

85

8.3.2

Half duplex

86

8.3.3

Full duplex

86

8.4

Alarme de detecção de áudio

86

8.5

Compressão de áudio

86

8.5.1

Frequência de amostragem

87

8.5.2

Taxa de bits

87

8.5.3

Codecs de áudio

87

8.6

Sincronização de áudio e vídeo

87

Tecnologias de rede

89

9.1

Rede local e Ethernet

89

9.1.1

Tipos de redes Ethernet

90

9.1.2

Conexão de dispositivos de rede e switch de rede

91

9.1.3

Power over Ethernet

92

9.2

Envio de dados pela Internet

95

9.2.1

Endereçamento IP

96

9.2.2

Protocolos de transporte de dados para vídeo em rede

100

9.3

VLANs

102

9.4

Qualidade de Serviço

102

9.5

Segurança de rede

104

9.5.1

Autenticação de nome de usuário e senha

104

9.5.2

Filtragem de endereços IP

104

9.5.3

IEEE 802.1X

104

9.5.4

HTTPS ou SSL/TLS

105

6

ÍNDICE

Tecnologias sem fio

107

10.1

802.11 Padrões de WLAN

107

10.2

Segurança de WLAN

108

10.2.1

WEP (Wired Equivalent Privacy ou Privacidade Equivalente com Fios)

108

10.2.2

Acesso protegido a Wi-Fi

108

10.2.3

Recomendações

109

10.3

Pontes Wireless

109

10.4

Rede sem fio em malha

109

Sistemas de gerenciamento de vídeo

111

11.1

Tipos de soluções de gerenciamento de vídeo

111

11.1.1

Solução descentralizada para sistemas pequenos - AXIS Camera Companion

112

11.1.2

Solução de vídeo hospedada para negócios com vários locais pequenos

113

11.1.3

Solução cliente-servidor geral centralizada para

sistemas de tamanho médio - AXIS Camera Station 114

11.1.4

Soluções personalizadas para sistemas pequenos a

grandes dos parceiros da Axis

115

11.2

Recursos do sistema

115

11.2.1

Visualização

116

11.2.2

Multi-streaming

116

11.2.3

Gravação de vídeo

117

11.2.4

Gravação e armazenamento

118

11.2.5

Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente

118

11.2.6

Recursos de administração e gerenciamento

121

11.2.7

Segurança

123

11.3

Sistemas integrados

123

11.3.1

Ponto de Venda

123

11.3.2

Controle de acesso

124

11.3.3

Gestão predial

124

11.3.4

Sistemas de controle industrial

125

11.3.5

RFID

125

Considerações sobre largura de banda e espaço de armazenamento

127

12.1

Cálculos de largura de banda e espaço de armazenamento

127

12.1.1

Largura de banda necessária

127

12.1.2

Cálculo do espaço de armazenamento necessário

128

12.2

Armazenamento de ponta

130

12.2.1

Armazenamento de borda com cartões SD ou NAS 131

12.3

Armazenamento em servidor

131

12.4

NAS e SAN

131

12.5

Armazenamento redundante

133

12.6

Configurações de sistema

133

Ferramentas e recursos

137

Axis Communications´s Academy

139

VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, bENEFÍCIOS E APLICAçõES - CAPÍTULO 1

7

Vídeo em rede: visão geral, benefícios e aplicações

O vídeo em rede, assim como muitos outros tipos de comunicações (por exemplo, e-mail, navegação na Web e telefonia por computador), é conduzido por redes IP (Internet Protocol) com ou sem fio. Os fluxos digitais de vídeo e áudio, bem como outros dados, são transmitidos pela mesma infra-estrutura de rede. O vídeo em rede oferece aos usuários, especialmente do setor de vigilância de segurança, muitas vanta- gens em relação aos sistemas tradicionais de CCTV (circuito fechado de TV) analógicos.

Este capítulo apresenta uma visão geral do vídeo em rede, além de suas vantagens e aplicações em vários segmentos de atividade. Muitas vezes, serão feitas comparações com um sistema analógico de vigilância por vídeo para permitir uma compreensão melhor do alcance e do potencial de um sistema digital de vídeo em rede.

1.1 Visão geral de um sistema de vídeo em rede

O vídeo em rede, muitas vezes chamado também de vigilância em vídeo por IP ou vigilância IP (termo usado no setor de segurança), utiliza uma rede IP com ou sem fio como base para o transporte de vídeo, áudio e outros dados digitais. Quando a tecnologia de Power over Ethernet (PoE) é aplicada, a rede também pode ser usada para levar energia elétrica aos produtos de vídeo em rede.

Um sistema de vídeo em rede permite que o vídeo seja monitorado e gravado em qualquer parte da rede, seja, por exemplo, uma rede local (LAN) ou uma rede remota (WAN) como a Internet.

8

CAPÍTULO 1 - VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, bENEFÍCIOS E APLICAçõES

Câmeras de rede Axis REDE IP Codi cadores de vídeo Axis INTERNET 0 0 AXIS
Câmeras de rede Axis
REDE IP
Codi cadores de vídeo Axis
INTERNET
0
0
AXIS Q7900 Rack
P
ower-one
-
P
ower-one
-
FNP 30
FNP 30
NETWORK
100-240 AC
100-240
50-50 Hz
50-50 Hz
ACTIVI TY
4-2 A
1
2
3
4
4-2 A
PS1
AC
L
O O P
AC
PS2
FAN S
P
OWE R
P
O W ER
Computador com
Acesso remoto do
AXIS
Video Q7406
Encoder Blade
software de
AXIS
Video Q7406
Encoder Blade
computador do
gerenciamento de
escritório/residência
vídeo
com navegador da web
Câmeras analógicas

Figura 1.1a Um sistema de vídeo em rede é formado por muitos componentes diferentes, como câmeras em rede, codificadores de vídeo e software de gerenciamento de vídeo. Todos os outros componentes, que incluem a rede, o armazenamento e os servidores, são equipamentos comuns de TI.

Os componentes centrais de um sistema de vídeo em rede são a câmera de rede, o codificador de vídeo (usado para conexão de câmeras analógicas a uma rede IP), a rede, o servidor e o arma- zenamento e o software de gerenciamento de vídeo. Como a câmera de rede e o codificador de vídeo são equipamentos instalados no computador, eles têm recursos que não podem ser igua- lados por uma câmera analógica de CFTV. A câmera de rede, o codificador de vídeo e o software de gerenciamento de vídeo são considerados as bases de uma solução de Vigilância IP.

A rede e os componentes de servidor e armazenamento envolvem equipamentos comuns de TI.

A capacidade de usar equipamentos comerciais comuns é uma das principais vantagens do vídeo

em rede. Outros componentes de um sistema de vídeo em rede incluem acessórios, como suportes, midspans PoE e joysticks. Cada componente de vídeo em rede é coberto em mais deta- lhes em outros capítulos.

1.2

Vantagens

Um sistema de vigilância por vídeo em rede totalmente digital oferece diversas vantagens e funções avançadas que um sistema analógico de vigilância tradicional não consegue oferecer. Entre as vantagens estão a alta qualidade de imagem, o acesso remoto, o gerenciamento de eventos e os recursos inteligentes de vídeo, a facilidade de integração e as maiores escalabilidade, flexibilidade e economia.

> Qualidade da imagem alta: Em um aplicativo de vigilância por vídeo, uma alta qualidade de imagem é essencial para permitir a captura clara de um incidente em andamento e identificar as pessoas ou os objetos envolvidos. Com as tecnologias de varredura progressiva e HDTV/ megapixel, uma câmera de rede pode fornecer uma qualidade de imagem melhor e uma reso- lução mais alta do que uma câmera analógica. Para saber mais sobre qualidade de imagem, consulte os capítulos 2, 3 e 6.

VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, bENEFÍCIOS E APLICAçõES - CAPÍTULO 1

9

A qualidade de imagem também pode ser mantida mais facilmente em um sistema de vídeo em rede do que em um sistema analógico de vigilância. Com os sistemas analógicos de hoje que usam um gravador de vídeo digital (DVR) como mídia de gravação, ocorrem muitas conversões de analógico para digital: primeiro, os sinais analógicos são convertidos para digi- tais na câmera e, depois, novamente para analógicos para o transporte. Em seguida, os sinais analógicos são digitalizados para gravação. As imagens capturadas perdem qualidade a cada conversão entre os formatos analógico e digital e com a distância do cabeamento. Quanto maior a distância os sinais analógicos de vídeo tiverem de percorrer, mais fracos eles ficarão. Em um sistema de sistema de vigilância IP totalmente digital, as imagens de uma câmera de rede são digitalizadas uma única vez e permanecem digitais, dispensando conversões desne- cessárias, e não há perda de qualidade de imagem devido à distância percorrida na rede.

> Acessibilidade remota: As câmeras de rede e os codificadores de vídeo podem ser configu- rados e acessados remotamente, permitindo que mais de um usuário autorizado possa ver imagens ao vivo e gravadas, a qualquer momento e em praticamente qualquer lugar do mundo conectado à rede. Isso é vantajoso se os usuários quiserem que uma empresa contratada, como um centro de monitoramento de alarmes ou de aplicação da lei, também tenha acesso ao vídeo.

> Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente: Frequentemente, há um grande volume de vídeo gravado e pouco tempo para analisá-lo adequadamente. Produtos de vídeo em rede podem tratar esse problema de algumas formas. Câmeras de rede e codificadores de vídeo, por exemplo, podem ser programados para enviar vídeos para gravação somente quando um evento, programado ou disparado, ocorrer. Isso reduziria o volume de gravações desnecessárias. As gravações de vídeo também podem ser marcadas com certas informações, chamadas de metadados, para facilitar a busca e a análise de vídeos que sejam de interesse.

Os produtos de vídeo em rede da Axis suportam funcionalidades de vídeo inteligente (por exemplo, detecção de movimento por vídeo, alarme ativo contra violações, detecção de áudio, gatilhos e aplicativos de terceiros, como contagem de pessoas e mapeamento de calor). Elas também podem oferecer conexões de E/S (entrada/saída) para dispositivos externos, como luzes. Esses recursos permitem que os usuários definam as condições ou os gatilhos de eventos para um alarme. Quando um evento é atingido, os produtos podem responder automaticamente com ações programadas. Ações configuráveis podem incluir a gravação de vídeo de um ou mais locais, seja para fins de segurança locais e/ou fora do local; ativação de dispositivos externos, como alarmes, luzes e interruptores de posição de portas, e o envio de mensagens de notificação a usuários. Funcionalidades de gerenciamento de eventos podem ser configuradas usando as páginas Web do produto de vídeo em rede ou usando um software de gerenciamento de vídeo. Para saber mais sobre o gerenciamento de vídeo, consulte o Capítulo 11.

10

CAPÍTULO 1 - VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, bENEFÍCIOS E APLICAçõES

1 - VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, bENEFÍCIOS E APLICAçõES Figura 1.2a Configuração de um gatilho

Figura 1.2a

Configuração de um gatilho de evento usando a página Web do produto de vídeo em rede.

> Integração fácil com tecnologias futuras: Produtos de vídeo em rede baseados em padrões abertos podem ser facilmente integrados a uma ampla variedade de sistemas de gerenciamento de vídeo. O vídeo de uma câmera de rede também pode ser integrado a outros sistemas, como sistemas de ponto de vendas, de controle de acesso ou de gerenciamento de edifícios. Por outro lado, um sistema analógico raramente tem uma interface aberta para integração fácil com outros sistemas e aplicativos. Para saber mais sobre sistemas integrados, consulte o Capítulo 11.

> Escalabilidade e flexibilidade: Um sistema de vídeo em rede pode crescer de acordo com as necessidades do usuário, uma câmera de cada vez, enquanto que sistemas analógicos só podem crescer em etapas de quatro ou 16 de cada vez. Sistemas com base em IP oferecem os meios para que produtos de vídeo em rede e outros tipos de aplicativos compartilhem a mesma rede, com fio ou sem fio, para a comunicação de dados. Vídeo, áudio, PTZ e comandos de E/S, energia e outros dados podem ser transportados pelo mesmo cabo e qualquer número de produtos de vídeo em rede pode ser adicionado ao sistema sem a necessidade de mudanças significativas ou caras à infraestrutura de rede. Isso não acontece com um sistema analógico. Em um sistema de vídeo analógico, um cabo dedicado (normalmente coaxial) deve sair direta- mente de cada câmera para uma estação de visualização/gravação. Cabos separados de pan/ tilt/zoom (PTZ) e áudio também podem ser necessários.

Produtos de vídeo em rede também podem ser posicionados e colocados em rede em virtual- mente qualquer lugar, e o sistema pode ser tão aberto ou tão fechado quanto desejado. Como um sistema de vídeo em rede é baseado em equipamentos e protocolos padrão de TI, ele pode beneficiar-se dessas tecnologias à medida que cresce. Por exemplo, o vídeo pode ser armaze- nado em servidores redundantes colocados em locais separados para aumentar a confiabilidade e ferramentas para compartilhamento de carga automático, gerenciamento de rede e manu- tenção do sistema podem ser usadas, o que não é possível com vídeo analógico.

> Relação custo-benefício: Um sistema de vigilância IP normalmente apresenta um custo total de propriedade menor que o de um sistema analógico de CFTV tradicional. Uma infraestrutura de rede IP frequentemente já existe e é usada para outros aplicativos dentro de uma organização, portanto, um aplicativo de vídeo em rede pode aproveitar a infraestrutura

VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, bENEFÍCIOS E APLICAçõES - CAPÍTULO 1

11

existente. Opções de rede com base em IP e redes sem fio também são alternativas muito mais baratas do que o cabeamento coaxial e de fibra tradicional para um sistema de CFTV analógico. Além disso, os fluxos de vídeo digital podem ser enviados a todo o mundo, utilizando várias infra-estruturas que operam entre si. Além disso, os custos de gerenciamento e equipamentos são menores, pois os aplicativos de retaguarda e o armazenamento funcionam em servidores padrão de mercado que utilizam sistemas abertos, e não em equipamentos "fechados", por exemplo, DVRs, como ocorre nos sistemas analógicos de CFTV.

Um sistema de vídeo em rede também pode oferecer ideias para melhorar um negócio. Por exemplo, em aplicações de varejo, implementar dados analíticos de vídeo em rede pode ajudar a melhorar o fluxo de clientes e aumentar as vendas.

Além disso, produtos de vídeo em rede podem ser compatíveis com a tecnologia Power over Ethernet. O PoE permite que dispositivos em rede recebam alimentação de um switch ou midspan compatível com PoE usando o mesmo cabo Ethernet que transporta dados (vídeo). Portanto, não há necessidade de uma tomada elétrica no local da câmera. O PoE possibilita economia substancial nos custos de instalação e pode aumentar a confiabilidade do sistema. Para saber mais sobre PoE, consulte o Capítulo 9.

Câmera de rede com PoE incorporado 3115 Câmera de rede sem PoE incorporado Fonte de
Câmera de rede
com PoE incorporado
3115
Câmera de rede
sem PoE
incorporado
Fonte de alimentação
ininterrupta (UPS)
Divisor ativo
Switch compatível com PoE
Fonte de alimentação
Ethernet
Power over Ethernet

Figura 1.2b

Um sistema que utiliza Power over Ethernet (PoE).

> Comunicações seguras: Produtos de vídeo em rede, bem como fluxos de vídeo, podem receber segurança de várias formas. Elas incluem autenticação com nome de usuário e senha, filtragem de endereços IP, autenticação usando IEEE 802.1X e criptografia de dados usando HTTPS (SSL/ TLS) ou VPN. Não há capacidades de criptografia em uma câmera analógica e nem possibilida- des de autenticação. Qualquer pessoa pode interceptar o vídeo ou substituir o sinal de uma câmera analógica com outro sinal de vídeo. Produtos de vídeo em rede também têm a flexibi- lidade de fornecer vários níveis de acesso de usuários. Para saber mais sobre segurança de rede, consulte os capítulos 9 e 10.

Instalações de vídeo analógico existentes, no entanto, podem migrar para um sistema de vídeo em rede e tirar vantagem de alguns dos benefícios digitais com a ajuda de codificadores de vídeo e dispositivos como adaptador de Ethernet em coaxial, que usa cabos coaxiais legados. Para saber mais sobre codificadores e decodificadores de vídeo, consulte o Capítulo 4.

12

CAPÍTULO 1 - VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, bENEFÍCIOS E APLICAçõES

1.3

Aplicações

O vídeo em rede pode ser usado em um número quase ilimitado de aplicações. A maioria dos

usos recai em vigilância ou monitoramento remoto de pessoas, lugares, propriedades e opera- ções. De forma crescente, o vídeo em rede também está sendo usado para melhorar a eficiência dos negócios à medida que aumentam as aplicações de vídeo inteligente. Apresentamos a seguir algumas possibilidades típicas de aplicação em importantes segmentos de atividade.

1.3.1 Lojas

em importantes segmentos de atividade. 1.3.1 Lojas Sistemas de vídeo em rede em lojas varejistas podem

Sistemas de vídeo em rede em lojas varejistas podem reduzir signifi- cativamente os furtos, melhoram a segurança da equipe e otimizam

o gerenciamento da loja. Um grande benefício do vídeo em rede é que ele pode ser integrado com o sistema de EAS (Electronic Article

Surveillance - Vigilância Eletrônica de Artigos) ou um sistema de POS (point of sale - ponto de venda) para fornecer uma imagem e um registro de atividades relacionadas à redução de lucros. O sistema pode acelerar a detecção de possíveis incidentes, além de alarmes falsos. O vídeo em rede oferece um alto nível de interoperabilidade e

o mais rápido retorno sobre o investimento.

O vídeo em rede, juntamente com aplicativos de vídeo inteligente, podem ajudar a identificar as áreas mais populares de uma loja e fornecer um registro da atividades e dos comportamentos de compra dos consumidores que ajudarão a otimizar o leiaute de uma loja ou das vitrines. Ele também pode contar o número de pessoas que entram e saem de uma loja para ajudar, por exemplo, no planejamento de equipe e mostrar quando mais caixas registradoras devem ser abertas por causa de longas filas.

1.3.2 Transportes

ser abertas por causa de longas filas. 1.3.2 Transportes O vídeo em rede ajuda a proteger

O vídeo em rede ajuda a proteger passageiros, equipes e ativos em todos os modos de transporte. No transporte público, todas as câmeras de segurança de estações, terminais, ônibus, trens e túneis podem ser conectadas a um centro de segurança. Quando ocorre um incidente, os operadores de segurança podem ver os vídeos ao vivo das câmeras relevantes para decidir rapidamente sobre a ação adequada. Em aero- portos, o vídeo em rede também está se tornando uma ferramenta usada para aumentar a eficiência de uma ampla variedade de serviços em áreas como estacionamentos, lojas, check-in, serviços de catering e controle da segurança.

Portos e terminais logísticos beneficiam-se das capacidades de detecção integradas do vídeo em rede, que podem alertar automaticamente à equipe de segurança quando um perímetro é viola- do. O vídeo em rede também pode ser usado para monitorar condições de tráfego para reduzir congestionamentos e permitir a resposta rápida a acidentes. Uma ampla variedade de câmeras de rede Axis atendem a condições rigorosas internas e externas. Para veículos como ônibus e trens, a Axis oferece câmeras de rede capazes de suportar variações de temperatura, umidade, poeira, vibração e vandalismo.

VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, bENEFÍCIOS E APLICAçõES - CAPÍTULO 1

13

1.3.3 Atividades bancárias e financeiras

- CAPÍTULO 1 13 1.3.3 Atividades bancárias e financeiras Bancos têm usado vigilância por vídeo há

Bancos têm usado vigilância por vídeo há muito tempo e, apesar de

a maioria das instalações ainda serem analógicas, o vídeo em rede é

comumente usado para instalações novas e existentes. Isso permite que um banco monitore eficientemente sua sede, as filiais e os caixas automáticos de um local central. O sistema pode ser equipado com capacidades inteligentes que automaticamente enviam alertas sobre tentativas de fraude em caixas automáticos, como clonagem de cartões, obstrução de cartões ou de dinheiro. Todos os vídeos podem ser gravados em qualidade HDTV, fornecendo imagens detalhadas pessoas e objetos que facilitam as investigações e a identificação positiva.

1.3.4 Vigilância pública

e a identificação positiva. 1.3.4 Vigilância pública O vídeo em rede é uma das ferramentas mais

O vídeo em rede é uma das ferramentas mais úteis no combate ao

crime e na proteção dos cidadãos. Ele pode ser usado para detecção

e detenção. O uso de redes sem fio possibilitou a implantação efi-

ciente de vídeo em rede no escopo de cidade. Os custos de instalação podem ser significativamente reduzidos com câmeras de rede que oferecem recursos de instalação rápida e confiável, incluindo a capa- cidade de foco e de configuração das câmeras remotamente pela rede. As capacidades de vigilância remota do vídeo em rede permi- tem que a polícia responda rapidamente a crimes sendo cometidos em vídeos ao vivo.

1.3.5 Educação

De creches a universidades, os sistemas de vídeo em rede ajudam a evitar vandalismo e aumentar a segurança de professores, alunos e funcionários. Eles permitem o monitoramento eficiente de todas as instalações internas e externas e fornecem imagens de alta qualidade que possibilitam a identificação positiva de pessoas e objetos. Além disso, câmeras de rede podem gerar alarmes automáticos. Por exem- plo, se a câmera for adulterada ou se houver ruído ou movimento em um prédio após o horário de expediente, imagens em tempo real podem ser enviadas para a equipe de segurança. O vídeo em rede também pode ser usado no ensino à distância, por exemplo, para alunos que não podem assistir pessoalmente às aulas. O sistema pode ser facilmente conectado a uma infraestrutura de rede existente, portanto, mantendo os custos de instalação e manutenção baixos.

mantendo os custos de instalação e manutenção baixos. 1.3.6 Governo O vídeo em rede pode ser

1.3.6 Governo

custos de instalação e manutenção baixos. 1.3.6 Governo O vídeo em rede pode ser usado para

O vídeo em rede pode ser usado para aplicação da lei, aplicações

militares e controle da fronteira. Ele também é um meio eficiente de segurança de todos os tipos de prédios públicos, de museus e biblio- tecas a tribunais e prisões. Câmeras dispostas nas entradas e saídas dos edifícios podem registrar quem entra e sai, 24 horas por dia. Elas podem ser usadas para evitar o vandalismo e aumentar a segurança para equipes e visitantes.

14

CAPÍTULO 1 - VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, bENEFÍCIOS E APLICAçõES

1.3.7 Assistência saúde

O vídeo em rede possibilita que hospitais e instalações de saúde aumentem a segurança geral e

a segurança das equipes, dos pacientes e dos visitantes. Em caso de alarmes, as equipes autori- zadas de segurança e do hospital podem ver o vídeo ao vivo de áreas críticas, como salas de emergência, departamentos psiquiátricos e salas de suprimentos médicos para obter rapidamen-

te uma visão clara da situação. O vídeo em rede também possibilita o monitoramento de pacien-

tes de alta qualidade, cuidados remotos de especialistas e aprendizado remoto.

1.3.8 Industrial

de especialistas e aprendizado remoto. 1.3.8 Industrial O vídeo em rede não só é uma ferramenta

O vídeo em rede não só é uma ferramenta eficiente para a segurança

de perímetros e instalações, como também pode ser usado para mo- nitorar e aumentar as eficiências em linhas de fabricação, processos

e sistemas logísticos. Em áreas perigosas ou esterilizadas, o monito- ramento remoto reduz o diagnóstico de problemas e os tempos de resposta. Para indústrias com vários locais de produção, o vídeo em rede pode reduzir significativamente o volume de viagens necessá- rias para questões de suporte técnico.

1.3.9 Infraestrutura crucial

questões de suporte técnico. 1.3.9 Infraestrutura crucial Seja uma instalação solar, uma subestação elétrica ou

Seja uma instalação solar, uma subestação elétrica ou uma instala- ção de gerenciamento de resíduos, o vídeo em rede pode ajudar a garantir atividade segura e ininterrupta todos os dias. Dados de pro- dução de locais remotos podem ser aprimorados com informações visuais.

Sistemas de vigilância baseados em IP abrem novas possibilidades de segurança e negócios para todos os setores. Saiba mais sobre os estudos de caso da Axis em www.axis.com/success_stories/

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

15

Câmeras de rede

Uma ampla variedade de câmeras de rede estão disponíveis hoje para atender a uma série de necessidades em termos de forma, uso, sensibilidade à luz, resolução e consi- derações ambientais.

Este capítulo fornece uma descrição do que é uma câmera de rede, as diferentes opções e recursos que ela pode ter e os diversos tipos de câmeras disponíveis: câmeras fixas, domes fixos, câmeras ocultas, PTZ (pan/tilt/zoom) e câmeras térmicas. Um guia de seleção de câmeras está incluído no fim do capítulo. Para saber mais sobre elementos de câmeras, consulte o Capítulo 3.

2.1 O que é uma câmera de rede?

Uma câmera de rede, também conhecida como câmera IP, é usada principalmente para enviar vídeo/áudio em uma rede IP, como uma rede local (LAN) ou a internet. Uma câmera de rede permite a visualização e/ou gravação ao vivo ou continuamente, em horários programados, sob solicitação ou quando disparado por um evento. O vídeo pode ser salvo localmente e/ou em um local remoto, e o acesso autorizado ao vídeo por ser feito onde houver acesso a uma rede IP.

ao vídeo por ser feito onde houver acesso a uma rede IP. Axis network camera L

Axis network camera

feito onde houver acesso a uma rede IP. Axis network camera L A N LAN/Internet Switch
feito onde houver acesso a uma rede IP. Axis network camera L A N LAN/Internet Switch

LAN

LAN/Internet

a uma rede IP. Axis network camera L A N LAN/Internet Switch PoE Computador com software

Switch PoE

Computador com software de gerenciamento de vídeo

Figura 2.1a

Uma câmera de rede se conecta diretamente à rede.

Uma câmera de rede pode ser descrita como uma combinação de câmera e computador em uma unidade. Os principais componentes de uma câmera de rede são a lente, o sensor de imagem, um ou mais processadores, e memória. Os processadores são usados para processamento de imagens, compactação, análise de vídeo e funções de conexão de rede. A memória é usada principalmente para armazenar o firmware da câmera de rede (programa de computador), mas também para armazenar vídeo por períodos mais curtos ou mais longos.

16

CAPÍTULO 2 - CÂMERA DE REDE

Assim como um computador, a câmera de rede tem seu próprio endereço IP, é conectada direta- mente a uma rede com fio ou sem fio e pode ser colocada onde houver uma conexão de rede. Ela difere de uma câmera web, que só pode operar quando está conectada a um computador pessoal (PC) via porta USB ou IEEE 1394 e, para usá-la, o software deve ser instalado no PC. Uma câmera de rede fornece servidor web, FTP (protocolo de transferência de arquivos), funcionalidades de e-mail e inclui muitos outros protocolos de segurança e de rede IP.

Além de capturar vídeo, as câmeras de rede da Axis realizam o gerenciamento de eventos e possuem funções inteligentes de vídeo, como detecção de movimento, detecção de áudio, alarme ativo contra adulteração e acompanhamento automático. Muitas câmeras de rede tam- bém oferecem portas de entrada/saída (E/S) que permitem conexões a dispositivos externos, como sensores e relés de movimento (para controlar, por exemplo, o travamento/destravamento de portas). O gerenciamento de eventos trata de definir um evento que é disparado pelos recur- sos nos produtos de vídeo em rede ou por outros sistemas, e da configuração de produtos ou do sistema para automaticamente responder ao evento, por exemplo, gravando vídeo, enviando notificações de alerta e ativando dispositivos diferentes, como portas e luzes. Os usuários podem configurar produtos de vídeo em rede para gravar quando um evento é disparado. Dessa forma, o gerenciamento de eventos permite que um sistema de vigilância use mais eficientemente a largura de banda da rede e o espaço de armazenamento.

Outros recursos da câmera de rede pode incluir capacidades de áudio, suporte embutido para Power over Ethernet (PoE) e um slot de cartão de memória para armazenamento local de grava- ções. As câmeras de rede da Axis também possuem recursos avançados de gerenciamento de segurança e de rede.

Entrada de

áudio

Zoom puller

Microfone interno

Compartimento de cartão de memória

Saída de

(Extrator de

zoom)

de cartão de memória Saída de (Extrator de zoom) Lente P-Iris Conector da íris áudio rede

Lente P-Iris

Conector da íris

áudio
áudio

rede PoE

Focus

puller

(Extrator de

foco)

Conector de

áudio rede PoE Focus puller (Extrator de foco) Conector de Conector RS-485/422 Conector de alimentação Bloco
áudio rede PoE Focus puller (Extrator de foco) Conector de Conector RS-485/422 Conector de alimentação Bloco
áudio rede PoE Focus puller (Extrator de foco) Conector de Conector RS-485/422 Conector de alimentação Bloco
áudio rede PoE Focus puller (Extrator de foco) Conector de Conector RS-485/422 Conector de alimentação Bloco

Conector

RS-485/422

Conector de

alimentação

Bloco de

terminais de

E/S

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

17

Câmeras de rede podem ser acessadas pela rede inserindo o endereço IP do produto no campo Endereço/Localização de um navegador da web do computador. Assim que uma conexão for estabelecida com o produto de vídeo em rede, a página inicial do produto, junto com links para as páginas de configuração do produto, será automaticamente exibida no navegador de Web.

As páginas da web embutidas dos produtos de vídeo de rede da Axis permitem que os usuários, entre outras coisas, definam o acesso de usuários, definam as configurações da câmera, ajustem

a resolução a taxa de quadros e o formato de compressão (H.264/Motion JPEG), bem como

regras de ação para quando ocorrer um evento. O gerenciamento de um produto de vídeo em rede através de suas páginas da web internas funcionarão apenas quando houver poucas câmeras em um sistema. Para instalações ou sistemas profissionais com várias câmeras, reco-

menda-se o uso de uma solução de gerenciamento de vídeo, em combinação com as páginas da web internas das câmeras. Para saber mais sobre soluções de gerenciamento de vídeo, consulte

o Capítulo 11.

As câmeras de rede da Axis também suportam uma variedade de acessórios que estendem as capacidade das câmeras. Por exemplo, câmeras de rede podem ser conectadas a uma rede de fibra óptica usando um switch conversor de mídia ou cabos coaxiais usando um adaptador de Ethernet sobre coaxial com suporte a Power over Ethernet.

2.1.1 Plataforma de Aplicativos de Câmera AXIS

A maioria dos produtos de vídeo em rede da Axis suportam a Plataforma de Aplicativos de

Câmera AXIS, que possibilita que aplicativos compatíveis, normalmente aplicativos de vídeo inteligente e que podem ser acessados no website da Axis, sejam baixados para os produtos. Ela permite que os produtos aumentem suas capacidades de vídeo inteligente com aplicativos da Axis ou de fornecedores terceiros de dados analíticos de vídeo. Um exemplo de tal aplicativo é o AXIS Cross Line Detection, que é um aplicativo de gatilho que detecta e dispara um evento quando objetos em movimento cruzam uma linha virtual.

evento quando objetos em movimento cruzam uma linha virtual. Figura 2.1c O AXIS Cross Line Detection

Figura 2.1c O AXIS Cross Line Detection é adequado a várias situações, incluindo monitoramento de vídeo de entradas de edifícios, área de carregamento de caminhões e estacionamentos.

18

CAPÍTULO 2 - CÂMERA DE REDE

2.1.2 Interface de programação de aplicativos

Todos os produtos de vídeo em rede da Axis têm uma interface de programação de aplicativos (API) chamada VAPIX®. A VAPIX permite que desenvolvedores integrem facilmente os produtos de vídeo Axis e suas funcionalidades embutidas em soluções de software. A VAPIX também permite que uma câmera Axis com um firmware atualizado seja compatível com versões ante- riores, por exemplo, de um sistema de gerenciamento de vídeo existente.

2.1.3 ONVIF

A maioria dos produtos de vídeo em rede Axis estão em conformidade com o ONVIF. O ONVIF,

que é um fórum global aberto do setor, fundado pela Axis, pela Bosch e pela Sony em 2008, trabalha para padronizar a interface de rede de produtos de vídeo em rede de diferentes fabri- cantes para garantir maior interoperabilidade. Ele dá aos usuários a flexibilidade de usar produtos em conformidade com o ONVIF de diferentes fabricantes em um sistema de vídeo em rede de vários fornecedores. O ONVIF ganhou impulso rapidamente e hoje é endossado pela maioria dos maiores fabricantes do mundo de produtos de vídeo IP. O ONVIF agora tem mais de 400 empresas membros envolvidas. Para obter mais informações, acesse www.onvif.org

2.2 Recursos de câmera para lidar com cenas difíceis

Câmeras de segurança enfrentam muitos desafios que afetam sua capacidade de fornecer vídeo de qualidade para a vigilância eficiente. As cenas podem ter níveis de luz variáveis e em uma faixa ampla, e condições como escuridão completa, nevoeiro e fumaça podem apresentar problemas na obtenção de vídeo utilizável. Para tratar tais cenários, as câmeras podem estar equipadas com uma variedade de recursos (veja a lista abaixo) que são importantes a considerar, pois eles têm impacto na qualidade da imagem.

2.2.1 Capacidade de obtenção de luz da lente (número F)

Lentes de câmera com um número f pequeno têm melhor capacidade de obtenção de luz. Em geral, quanto menor o número f, melhor é o seu desempenho em ambientes com pouca luz.

Algumas vezes, um número f maior é preferível para tratar certos tipos de iluminação. A sensi- bilidade à luz de uma câmera depende não só de sua lente, mas também do sensor de imagem

e do processamento de imagem. Mais detalhes sobre lentes e sensores de imagem são cobertos no Capítulo 3.

2.2.2 Íris

Lentes com uma íris manualmente ajustável são adequadas para cenas com um nível de luz constante. Para cenas com níveis de luz em mudança, uma íris automaticamente ajustável (íris DC/íris P) é recomendada para fornecer o nível correto de exposição. Câmeras com íris P permi- tem melhor controle da íris para obter qualidade de imagem ideal em todas as condições de iluminação. Mais detalhes são abordados no Capítulo 3.

2.2.3 Funcionalidade dia e noite

Uma câmera de rede com funcionalidade dia e noite tem um filtro de corte infravermelho automa- ticamente removível. O filtro fica ligado durante o dia, permitindo que a câmera produza cores da forma como o olho humano as vê. À noite, o filtro é removido para permitir que a câmera tire vantagem da luz próxima do infravermelho e produzir imagens preto e branco de boa qualidade. Essa é uma forma de estender a utilidade da câmera de rede em condições de pouca luz.

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

19

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2 19 Figura 2.2a À esquerda, uma imagem em modo Dia.
CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2 19 Figura 2.2a À esquerda, uma imagem em modo Dia.

Figura 2.2a

À esquerda, uma imagem em modo Dia. À direita, uma imagem em modo Noite.

2.2.4 Iluminadores infravermelhos (IR)

Em pouca luz ou na escuridão completa, os LEDs de IR embutidos em uma câmera ou em um iluminador infravermelho instalado separadamente fortalecerão a capacidade de uma câmera de usar luz perto do infravermelho para fornecer imagens preto e branco de qualidade. A luz perto de infravermelho da lua, das luzes da rua ou dos iluminadores de IR não é visível ao olho humano, mas o sensor de imagem de uma câmera pode detectá-la. (A luz perto de infravermelho está logo além da parte visível do espectro de luz e tem comprimentos de onda maiores do que a luz visível.)

Iluminadores de IR fornecem diferentes distâncias de iluminação. A iluminação com LEDs de IR embutidos nas câmeras Axis pode ser ajustada para corresponder ao ângulo de visão e pode ser ativada automaticamente na escuridão, em caso de um evento ou sob solicitação de um usuário. As câmeras Axis com LEDs de IR embutidos simplificam a instalação e fornecem uma opção de baixo custo. Ao mesmo tempo, iluminadores de IR externos dão aos instaladores a flexibilidade de escolher o iluminador de IR, por exemplo, um de longo alcance, e colocar a luz onde ela precisa estar, e não necessariamente no mesmo local da câmera.

estar, e não necessariamente no mesmo local da câmera. Figura 2.2b À esquerda, a imagem de
estar, e não necessariamente no mesmo local da câmera. Figura 2.2b À esquerda, a imagem de

Figura 2.2b À esquerda, a imagem de modo Noite sem o uso de iluminadores de IR (em que a câmera usou a pequena quantidade de luz que passa por baixo de uma porta no canto esquerdo do aposento). À direita, a imagem de modo Noite com iluminadores de IR

20

CAPÍTULO 2 - CÂMERA DE REDE

2.2.5 Tecnologia Lightfinder

Câmeras com a tecnologia Lightfinder da Axis têm sensibilidade extrema à luz. Tais câmeras podem fornecer imagens coloridas com pouca luz, de 0,18 lux ou menos. Isso é obtido por meio

da seleção ideal do sensor de imagem e da lente, do conhecimento de processamento de imagens

da Axis e do desenvolvimento interno do chip ASIC. Para ver mais detalhes, consulte o artigo

sobre Lightfinder em www.axis.com/corporate/corp/tech_papers.htm

Lightfinder em www.axis.com/corporate/corp/tech_papers.htm Figura 2.2c Cena (com iluminação de 0,4 lux na parede do
Lightfinder em www.axis.com/corporate/corp/tech_papers.htm Figura 2.2c Cena (com iluminação de 0,4 lux na parede do

Figura 2.2c Cena (com iluminação de 0,4 lux na parede do fundo) mostrada à esquerda usando uma câmera que alternou para o modo Noite e, à direita, usando uma câmera com tecnologia Lightfinder, que ainda funciona em modo Dia, fornecendo uma imagem colorida e detalhes como a caixa no chão na parede do fundo.

2.2.6 Resolução/megapixel

A resolução de uma câmera é definida pelo número de pixels em uma imagem fornecida pelo

sensor de imagens. Dependendo da lente usada, a resolução pode significar mais detalhes em uma imagem ou um campo maior de visão para cobrir uma área maior de uma cena. Câmeras com sensores de megapixel oferecem imagens com um milhão ou mais de pixels. Ao usar um ângulo de visão mais amplo, ela pode fornecer uma área maior de cobertura que uma câmera não megapixel. Ao usar um ângulo de visão estreito, as imagens podem ser vistas com mais detalhes, o que é útil para identificar pessoas e objetos. Câmeras que suportam HDTV 720p (1280x720 pixels) e HDTV 1080p (1920x1080 pixels), que são aproximadamente 1 e 2 megapixels, respectivamente, estão ganhando popularidade, pois seguem padrões que garantem taxa de quadros completa, alta fide- lidade de cores e uma relação de aspecto de 16:9. Para ver mais detalhes sobre sensores de imagem e resolução, consulte os Capítulos 3 e 6, respectivamente.

2.2.7 Configurações de controle de exposição

Quando o nível de iluminação muda, as câmeras Axis automaticamente se ajustam para garantir a exposição ideal. As câmeras também dão aos usuários a opção de modificar as diversas configura-

ções de controle de exposição em situações desafiadoras. Por exemplo, em situações de pouca luz,

os usuários podem aumentar o ganho para permitir que mais detalhes sejam vistos. A desvantagem

é que o ruído pode se tornar mais visível. Em pouca luz, os usuários também podem aumentar o

tempo de exposição para obter uma imagem mais clara, mas isso pode fazer com que objetos em movimento fiquem borrados. Zonas de exposição também podem estar disponíveis, permitindo que

os usuários definam a área de uma imagem que devem ser expostas de forma mais adequada. A

compensação de luz de fundo é outra técnica que pode ser usada em uma câmera para permitir

que objetos em áreas escuras fiquem visíveis contra um fundo muito claro (por exemplo, em frente

a uma janela/entrada).

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

21

2.2.8 Ampla faixa dinâmica (WDR, Wide Dynamic Range)

Para cenas de vigilância com áreas muito claras e escuras, como portas de entrada em uma loja/ ambiente de escritório, a entrada para uma garagem de estacionamento interno ou um túnel, ou em plataformas de trem, uma câmera com ampla faixa dinâmica pode fornecer a melhor solução. Câmeras WDR frequentemente incorporam um sensor de imagem que obtém diferentes exposições de uma cena (por exemplo, exposição curta em áreas muito claras e exposição longa em áreas escuras) e combiná-las em uma imagem, permitindo que objetos em áreas claras e escuras de uma cena sejam visíveis. Para ver mais detalhes, consulte o artigo sobre WDR em www.axis.com/corporate/corp/tech_papers.htm

sobre WDR em www.axis.com/corporate/corp/tech_papers.htm Figura 2.2d À esquerda, a imagem de uma câmera
sobre WDR em www.axis.com/corporate/corp/tech_papers.htm Figura 2.2d À esquerda, a imagem de uma câmera

Figura 2.2d

À esquerda, a imagem de uma câmera convencional. À direita, a imagem de uma câmera WDR.

2.2.9 Radiação térmica

Além do uso da luz de sol, luz artificial e luz perto de infravermelho, há a radiação térmica que podem ser usada para gerar imagens. Uma câmera de rede térmica não requer fonte de luz. Em vez disso, ela detecta a radiação térmica emitida de cada objeto com uma temperatura acima de zero graus Kelvin. Quanto mais quente o objeto, maior a radiação. Diferenças de temperatura maiores produzem imagens térmicas de maior contraste. Câmeras de rede térmicas podem ser usadas para detectar indivíduos em escuridão completa ou em outras condições desafiadoras, como fumaça ou nevoeiro leve, ou quando indivíduos estão escondidos nas sombras ou obscurecidos por um fundo complexo. Tais câmeras também não estão sujeitas a cegamento por luzes fortes. Câmeras técnicas são ideais para fins de detecção e podem ser usadas para complementar câmeras convencionais e melhorar a eficiência de um sistema de vigilância.

e melhorar a eficiência de um sistema de vigilância. Figura 2.2e À esquerda, a imagem de
e melhorar a eficiência de um sistema de vigilância. Figura 2.2e À esquerda, a imagem de

22

CAPÍTULO 2 - CÂMERA DE REDE

2.3 Recursos da câmera para facilidade de instalação

As câmeras de rede Axis incorporam recursos que tornam os produtos fáceis de instalar e usar, bem como mais confiáveis ao minimizar erros de instalação. Elas incluem o seguinte:

2.3.1 Para áreas externas.

Produtos prontos para uso externo podem ser usados imediatamente para instalações internas. Nenhuma caixa de proteção separada é necessária. Os produtos foram projetados para atender a uma variedade de temperaturas operacionais e oferecem proteção contra poeira, chuva e neve. Alguns podem até mesmo atender a padrões militares para operação em climas rigorosos.

2.3.2 Com foco na entrega

Para tornar a instalação mais rápida e mais simples, as câmeras Axis com lente focal fixa são focalizadas na fábrica, o que elimina a necessidade de focalizá-las no local de instalação. Isso é possível porque câmeras focais fixas com um campo de visão amplo ou médio normalmente tem uma profundidade ampla de campo (a faixa em que objetos próximos e afastados estão em foco). Para uma explicação sobre comprimento focal, número f e profundidade do campo, consulte o Capítulo 3.

2.3.3 Foco e zoom remotos

Uma câmera varifocal com foco e zoom remotos elimina a necessidade de focalização manual e de ajuste do campo de visão no local da câmera. A câmera, juntamente com o motor da lente, permite que o foco e o ângulo de visão sejam controlados e ajustados remotamente a partir de um compu- tador na rede.

2.3.4 Retrofoco remoto

Uma câmera varifocal de montagem CS com retrofoco remoto permite realizar o ajuste fino do foco remotamente a partir de um computador ao permitir que o sensor de imagem se mova. Essa funcionalidade funciona também com lentes opcionais.

2.3.5 Ajuste de ângulo de câmera em 3 eixos

As câmeras Axis de dome fixo são projetadas com um ajuste de ângulo da câmera de 3 eixos, o que permite pan, tilt e giro do suporte da lente (que compreende a lente e o sensor de imagem). Isso permite que as câmeras sejam montadas em uma parede ou no teto. Os usuários podem, então, ajustar facilmente a direção das câmeras e nivelar a imagem. A flexibilidade do ajuste da câmera, juntamente com a capacidade de girar a imagem usando a página da web das câmeras, permite que os usuários obtenham fluxos de vídeo verticalmente orientados (Formato Corridor da Axis).

de vídeo verticalmente orientados (Formato Corridor da Axis). Figura 2.3a Ajuste de ângulo de câmera de

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

23

2.3.6 Formato Corredor

O Formato Corredor da Axis permite que uma câmera fixa/de dome fixo forneça um fluxo de

vídeo verticalmente orientado. O formato vertical otimiza a cobertura de áreas como corredores, passagens e fileiras, maximizando a qualidade de imagem enquanto elimina o desperdício de largura de banda e de armazenamento. Ele permite, por exemplo, que câmeras de rede HDTV forneça vídeo com uma relação de aspecto 9:16. Com um dome fixo, isso é obtido primeiro girando 90° a lente de 3 eixos (ou com uma câmera fixa, posicionando-a de lado) e, a seguir, girando a imagem de vídeo 90° no sentido contrário na página da web da câmera.

90° no sentido contrário na página da web da câmera. Figura 2.3b Um visor de vistas

Figura 2.3b

Um visor de vistas de câmera usando o Formato Corridor da Axis.

2.3.7 Contador de pixel

O contador de pixels da Axis ajuda a garantir que a resolução de vídeo tenha qualidade suficiente

para atender a metas como identificação facial. Ele pode ser usado para verificar se a resolução

de pixels de um objeto atende aos requisitos regulatórios ou do cliente.

um objeto atende aos requisitos regulatórios ou do cliente. Figura 2.3c O contador de pixels da

Figura 2.3c O contador de pixels da Axis é um auxílio visual com formato de armação, com um contador corres- pondente para mostrar a largura e a altura da caixa. O contador de pixels ajuda a verificar, por exemplo, se a resolução de pixels de uma face é suficiente para a identificação facial.

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CAPÍTULO 2 - CÂMERA DE REDE

2.4 Tipos de câmeras de rede

As câmeras de rede podem ser classificadas de acordo com o seu uso previsto: apenas uso interno ou uso interno e externo. Uma câmera externa requer uma caixa de proteção externa, a não ser que o projeto da câmera já incorpore uma caixa de proteção. Para saber mais sobre proteção ambiental, consulte o Capítulo 5.

As câmeras de rede, sejam para uso em interiores ou exteriores, podem ser categorizadas ainda como fixas, domes fixas, ocultas, PTZ e térmicas.

2.4.1 Câmeras de rede fixas

ocultas, PTZ e térmicas. 2.4.1 Câmeras de rede fixas Figura 2.4a tidos, HDTV/multi-megapixel, WDR, Lightfinder,

Figura 2.4a

tidos, HDTV/multi-megapixel, WDR, Lightfinder, prontas para ambiente externo e com design à prova de vandalismo.

Câmeras de rede fixas, incluindo modelos com recursos como câmeras sem fio, iluminadores de IR embu-

Uma câmera de rede fixa é uma câmera que tem uma direção de visualização fixa depois de montada. Ela pode vir com uma lente fixa, varifocal ou com zoom motorizado e a lente pode ser intercambiável em algumas câmeras. Uma câmera fixa é o tipo de câmera tradicional em que a câmera e a direção para a qual ela aponta são claramente visíveis. Esse tipo de câmera é a melhor opção para aplicações nas quais é vantajoso que a câmera esteja bem visível. Câmeras fixas podem ser instaladas em caixas de proteção. As câmeras externas da Axis vêm pré-insta- ladas em caixas de proteção. Câmeras fixas também podem ser montadas em um motor de pan/ tilt para obter maior flexibilidade de visualização.

2.4.2 Câmeras de rede dome fixo

de visualização. 2.4.2 Câmeras de rede dome fixo Câmeras de rede de dome fixo, incluindo modelos

Câmeras de rede de dome fixo, incluindo modelos com recursos como vista panorâmica, HDTV/multi-

megapixel, iluminadores de IR embutidos, WDR, Lightfinder, prontas para ambiente externo e com design à prova de vandalismo.

Figura 2.4b

Uma câmera de rede em dome fixo é uma câmara fixa em um design de dome. Ela pode vir com uma lente fixa, varifocal ou com zoom motorizado e a lente pode ser intercambiável em algumas câmeras.

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

25

A câmera pode ser direcionada para apontar para qualquer direção. A principal vantagem deste tipo de câmera está em seu design discreto, passando despercebida, bem como no fato de ser difícil perceber a direção para a qual a câmera aponta. A câmera também é resistente a viola- ções. As câmeras de dome fixo da Axis fornecem diferentes tipos e níveis de proteção, como à prova de vandalismo e poeira, e classificações IP66 e NEMA 4X para instalações externas. As câmeras podem ser montadas em uma parede, no teto ou em um poste.

Um dome fixo com uma lente grande-angular e um sensor megapixel que fornece um campo de visão de 360º é frequentemente chamado de câmera panorâmica ou 360º.

é frequentemente chamado de câmera panorâmica ou 360º. Figura 2.4c de 360°, panorama, área de visualização
é frequentemente chamado de câmera panorâmica ou 360º. Figura 2.4c de 360°, panorama, área de visualização
é frequentemente chamado de câmera panorâmica ou 360º. Figura 2.4c de 360°, panorama, área de visualização
é frequentemente chamado de câmera panorâmica ou 360º. Figura 2.4c de 360°, panorama, área de visualização

Figura 2.4c

de 360°, panorama, área de visualização com PTZ digital e vista quádrupla.

Uma câmera de dome fixo 360º de 5 megapixel oferece vários modos de visualização, como visão geral

2.4.3 Funcionalidades em câmeras multi-megapixel fixas e de dome fixo

Câmeras multi-megapixel fixas e de dome fixo estão ficando mais comuns. Apesar de a resolução multi-megapixel oferecer vantagens, como descrito anteriormente, ela também apresenta desa- fios de requisitos de largura de banda e de armazenamento. No entanto, foram desenvolvidas funcionalidades para usar tais câmeras de formas inovadoras que ajudam a reduzir as necessi- dades de largura de banda e de armazenamento. Algumas funcionalidades que as câmeras multi-megapixel da Axis podem suportar estão descritas na página seguinte.

26

CAPÍTULO 2 - CÂMERA DE REDE

> PTZ Digital: Como uma câmera multi-megapixel pode cobrir uma área grande, a câmera pode permitir capacidades digitais de pan/tilt/zoom com posições predefinidas.

> AXIS Digital Autotracking: Esse aplicativo, quando instalado em uma câmera multi-megapixel da Axis, busca reduzir os requisitos de largura de banda e de armazenamento, particularmente em situações de vigilância de baixo tráfego, onde é desnecessário enviar continuamente a visão completa da câmera em resolução máxima. O AXIS Digital Autotracking permite que a câmera detecte automaticamente movimento em seu campo de visão e envie a parte da visão em que há atividade. A área de visualização recortada é centralizada e segue os objetos em movimento sem perda na qualidade da imagem. Como o aplicativo não bloqueia em um único objeto, a visão pode ser afastada para cobrir objetos em movimento em áreas diferentes do campo de visão da câmera, garantindo que nenhum incidente seja perdido. Quando não há movimento, uma visão geral de escala reduzida da vista completa da câmera é enviada. Apesar do tamanho dos fluxos de vídeo ser reduzido, a qualidade de vídeo das vistas aproximadas é mantida usando a resolução de pixels original da câmera. Dependendo do cenário, a resolução SVGA (800x600) do AXIS Digital Autotracking a 30 quadros por segundo pode reduzir o uso de largura de banda/armazenamento em aproximadamente 90% comparado com um fluxo de vídeo contínuo de 2 megapixel a 30 quadros por segundo. De forma correspondente, um fluxo digital de rastreamento automático em VGA (640x480) a 12 quadros por segundo pode reduzir em aproximadamente 95% comparado a um fluxo de vídeo contínuo de 5 megapixel a 12 quadros por segundo.

Fi-
Fi-

gura 2.4d À esquerda, uma imagem de 5 megapixel de escala reduzida. À direita, o AXIS Digital Autotracking fornece uma vista VGA recortada sem perda de qualidade da imagem da área em que há atividade.

> Fluxo de várias visões: Essa funcionalidade permite que várias áreas de visão recortadas de uma câmera multi-megapixel sejam enviadas simultaneamente, simulando até oito câmeras visuais. Cada fluxo pode ser configurado individualmente. Os fluxos, por exemplo, podem ser enviados a diferentes taxas de quadros para visualização ao vivo ou para gravação. O fluxo de várias visões dá aos usuários a capacidade de reduzir o uso de largura de banda e de armazenamento, ao mesmo tempo em que é capaz de cobrir uma grande área com apenas uma câmera.

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

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CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2 27 Figura 2.4e alizações de câmera virtual (até oito visualizações).

Figura 2.4e

alizações de câmera virtual (até oito visualizações).

Uma câmera multi-megapixel. Visão total permitindo áreas de visualização recortadas. Diversas visu-

2.4.4 Câmeras de rede ocultas

Câmeras ocultas são projetadas para misturarem-se com o ambiente e serem virtualmente impos- síveis de descobrir. Elas podem ser colocadas no nível dos olhos em entradas ou integradas em objetos, como caixas automáticas, para vigilância discreta ou oculta. Elas permitem fotografias em close para fins de identificação ou vigilância geral. Riscos de adulteração também são reduzidos. Usando uma lente de furo diminuto, as câmeras de rede ocultas internas/externas da Axis forne- cem resoluções de até 1 MP, incluindo HDTV 720p, e vêm pré-montadas com um cabo Ethernet para energia e dados. As câmeras são ideias para uso em lojas varejistas, bancos e hospitais.

ideias para uso em lojas varejistas, bancos e hospitais. Unidade principal com vários conectores Unidade do

Unidade principal com vários conectores

Unidade do sensor (lente e sensor de imagem)

conectores Unidade do sensor (lente e sensor de imagem) Figura 2.4f Câmeras ocultas, como a Câmera

Figura 2.4f Câmeras ocultas, como a Câmera de Rede AXIS P12 mostrada acima, misturam-se facilmente em uma variedade de ambientes. A unidade do sensor pode ser integrada em espaços muito pequenos, como atrás de uma chapa de metal fina em uma porta, atrás de uma parede, em um caixa automático ou em um compartimento especial. A unidade principal pode ser colocada a até 8 m de distância.

principal pode ser colocada a até 8 m de distância. Figura 2.4g Câmeras ocultas na Série
principal pode ser colocada a até 8 m de distância. Figura 2.4g Câmeras ocultas na Série
principal pode ser colocada a até 8 m de distância. Figura 2.4g Câmeras ocultas na Série

Figura 2.4g Câmeras ocultas na Série de Câmeras de Rede AXIS P85, que são pré-montadas para colocação no nível dos olhos, fornecem vigilância discreta e o melhor ângulo de visão para identificação facial comparada a câmeras montadas no teto.

28

CAPÍTULO 2 - CÂMERAS DE REDE

2.4.5 Câmeras de rede PTZ

CAPÍTULO 2 - CÂMERAS DE REDE 2.4.5 Câmeras de rede PTZ Figura 2.4h Câmeras de rede
CAPÍTULO 2 - CÂMERAS DE REDE 2.4.5 Câmeras de rede PTZ Figura 2.4h Câmeras de rede

Figura 2.4h Câmeras de rede PTZ, incluindo modelos HDTV e prontos para ambientes externos, bem como (na extrema direita) uma câmera PTZ dupla que combina uma câmera visual (convencional) e uma câmera térmica em uma unidade para vigilância de missão crítica.

Uma câmera PTZ fornece funções de pan, tilt e zoom (usando controle manual ou automático), permitindo a cobertura de uma área ampla e muitos detalhes ao aproximar o zoom. Uma câmera PTZ Axis normalmente tem capacidade de pan de 360°, tilt de 180° ou 220° e frequentemente está equipada com uma lente de zoom. (Uma lente com zoom fornece zoom óptico que mantém a resolução da imagem, diferentemente do zoom digital, que aumenta a imagem com perda na qualidade.)

Os comandos de PTZ são enviados pelo mesmo cabo de rede que a transmissão de vídeo (não há necessidade de cabos RS-485 como é o caso com uma câmera PTZ analógica). Câmeras PTZ com suporte para Power over Ethernet (PoE/PoE+/High PoE) também não precisam de cabos de energia separados, diferentemente de câmeras PTZ analógicas.

Câmeras PTZ podem ter vários fatores de forma; o mais comum é um dome PTZ, que é ideal para uso em instalações discretas devido ao desenho, à montagem (particularmente em montagens internas no teto) e a dificuldade em ver o ângulo de visão da câmera. Em instalações externas, as câmeras são normalmente montadas em postes ou paredes de um prédio.

Em operações com monitoramento ao vivo, câmeras PTZ podem ser usadas para seguir uma pessoa ou um objeto e aproximar o zoom para inspecionar mais de perto. Em operações auto- matizadas, a ronda automática em câmeras PTZ pode ser usada para monitorar diferentes áreas de uma cena. No modo de ronda, uma única câmera de rede PTZ pode cobrir uma área que exigiria várias câmeras de rede fixas. A principal desvantagem é que somente um local pode ser monitorado de cada vez.

Os domes PTZ de alta qualidade da Axis oferecem pan, tilt e zoom sem fim de alta velocidade e fornece robustez mecânica para operação contínua em modo de ronda. Domes com uma parada mecânica incorporam a funcionalidade de Auto-flip da Axis para possibilitar pan de 360°.

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

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0.75:1
0.75:1

Figura 2.4i À esquerda, vista ampla e, à direita, vista com aproximação de zoom de 20x com um dome PTZ HDTV 1080p, possibilitando que os textos no navio cargueiro sejam lidos a uma distância de 1,6 km da câmera.

0.75:1
0.75:1

Figura 2.4j À esquerda, vista ampla e, à direita, vista com aproximação de zoom de 20x com um dome PTZ HDTV 1080p, possibilitando que a placa de licença seja lida a uma distância de 275 m da câmera.

Vale notar que uma câmera HDTV com um fator de zoom menor pode ser capaz de fornecer o mesmo nível de detalhe em vistas com zoom aproximado que uma câmera de resolução menor com zoom maior. Isso foi ilustrado ao comparar uma câmera HDTV 720p da Axis com 18x zoom e uma câmera com 4CIF e 36x zoom. Para ver detalhes, consulte o artigo sobre zoom 18x vs. 36x em www.axis.com/corporate/corp/tech_papers.htm

Domes PTZ não são limitados a instalações de alta qualidade. Usando câmeras PTZ da Axis do tamanho da palma, montadas no teto, instalações de baixo custo, como lojas varejistas, têm a flexibilidade de mudar facilmente a direção da câmera e usá-las como ferramentas para melhorar o gerenciamento da loja e a segurança do local.

Outro produto inovador da Axis combina uma câmera de dome PTZ HDTV com um conversor de lente grande-angular que fornece um campo de visão de 360°. A Câmera de Rede de Dome PTZ AXIS P5544 pode alternar entre um campo de visão de 360° para vigilância geral e pan, tilt e zoom com uma lente separada para visões aproximadas em resolução HDTV e sem perda na qualidade da imagem. Esse tipo de câmera é ideal para aplicações de monitoramento ao vivo.

30

CAPÍTULO 2 - CÂMERAS DE REDE

30 CAPÍTULO 2 - CÂMERAS DE REDE Com a capacidade de cobrir um campo de visão

Com a capacidade de cobrir um campo de visão de 360° e com pan, tilt e zoom mecânicos sem perda

na qualidade da imagem. A AXIS P5544 pode cobrir uma área superior a 950 m². A imagem à esquerda acima mostra a visão ao vivo no modo Visão geral (com uma lupa digital no canto) e, à direita, a visão com zoom aproximado em modo Normal.

Figura 2.4k

Alguns dos recursos que podem ser incorporados em uma câmera PTZ incluem:

> Mascaramento de privacidade 3D. O mascaramento de privacidade 3D, que é suportado na maioria das câmeras PTZ Axis, permite que áreas selecionadas de uma cena sejam bloqueadas ou mascaradas da visão e da gravação. Também permite que o mascaramento seja mantido mesmo se o campo de visão da câmera for alterado através do controle de controle de inclina- ção, rotação e zoom, pois ele se move junto com o sistema coordenado da câmera.

pois ele se move junto com o sistema coordenado da câmera. Figura 2.4l privacidade de áreas

Figura 2.4l

privacidade de áreas que não devem ser cobertas por uma aplicação de vigilância.

Com a máscara de privacidade incorporada (retângulos cinzas na imagem), a câmera pode garantir a

> E-flip. Quando uma câmera PTZ é instalada no teto para acompanhar uma pessoa, por exemplo, em uma loja, haverá situações em que a pessoa passará bem embaixo da câmera. Ao

seguir uma pessoa, as imagens seriam vistas de cabeça para baixo sem a funcionalidade E-flip.

O

E-flip gira eletronicamente as imagens 180º em tais casos. Ela é realizada automaticamente

e

não será percebida pelo operador.

> Posições predefinidas/ronda. Câmeras PTZ permitem que uma série de posições predefinidas, normalmente entre 20 e 100, sejam programadas. Assim que as posições predefinidas forem programadas na câmera, o operador será capaz de ir de uma posição para a outra com grande rapidez. Em modo de ronda, a câmera pode ser programada para mover-se automaticamente de uma posição predefinida para a próxima, em uma ordem predefinida ou aleatoriamente. Normalmente, podem ser definidas até 20 rondas e ativadas durante horários diferentes do dia.

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

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> Gravação de ronda. A funcionalidade de gravação de ronda em câmeras PTZ permite a confi- guração fácil de uma ronda automática usando um dispositivo como um joystick para gravar os movimentos de pan/tilt/zoom de um operador e a duração de tempo gasta em cada ponto de interesse. A ronda pode ser ativada pelo botão ou por hora determinada.

> Acompanhamento automático. O acompanhamento automático é uma função inteligente de vídeo que detecta automaticamente uma pessoa ou um veículo em movimento, e o segue dentro da área de cobertura da câmera. Esse recurso é especialmente útil em situações de vigilância não-assistida, na qual a presença ocasional de pessoas ou veículos necessita de atenção especial. A função reduz consideravelmente o custo de um sistema de vigilância, pois são necessárias menos câmeras para cobrir uma cena. Ela também aumenta a eficácia da solução, pois permite que uma câmera PTZ grave áreas de uma cena onde houver atividade.

> Gatekeeper avançado/ativo. O Gatekeeper avançado permite que uma câmera PTZ Axis faça pan, tilt e zoom para uma posição predefinida quando for detectado movimento em uma área predefinida e retorne à posição inicial depois de um tempo definido. Quando essa função é combinada com a capacidade de continuar a acompanhar o objeto detectado, a função é chamada de Gatekeeper Ativo.

> Estabilização eletrônica da imagem (EIS). Em instalações internas, câmeras PTZ com fatores de zoom acima de 20x são sensíveis às vibrações e aos movimentos causados por tráfego ou vento. A EIS reduz os efeitos de vibração em um vídeo. Além de proporcionar imagens mais úteis, o EIS reduz o tamanho dos arquivos de imagens comprimidas, economizando um valioso espaço de armazenamento.

2.4.6 Câmeras de rede térmicas

espaço de armazenamento. 2.4.6 Câmeras de rede térmicas Câmeras de rede térmicas internas e externas, bem
espaço de armazenamento. 2.4.6 Câmeras de rede térmicas Câmeras de rede térmicas internas e externas, bem
espaço de armazenamento. 2.4.6 Câmeras de rede térmicas Câmeras de rede térmicas internas e externas, bem
espaço de armazenamento. 2.4.6 Câmeras de rede térmicas Câmeras de rede térmicas internas e externas, bem

Câmeras de rede térmicas internas e externas, bem como (na extrema direita) uma câmera PTZ dupla

que combina uma câmera visual (convencional) e uma câmera térmica em uma unidade para vigilância de missão

crítica.

Figura 2.4m

As câmeras de rede térmicas criam imagens com base no calor emitido por todos os objetos. As imagens são geralmente produzidas em preto e branco, mas podem ser artificialmente coloridas para facilitar a distinção de diferentes tons. Imagens térmicas são melhores quando há grandes diferenças de temperatura em uma cena. Quanto mais quente for um objeto, mais claro ele será na imagem térmica.

32

CAPÍTULO 2 - CÂMERAS DE REDE

Câmeras térmicas são ideais para detectar pessoas, objetos e incidentes em sombras, escuridão completa ou outras condições desafiadoras, como fumaça e poeira. As câmeras são usadas princi- palmente para detectar atividades suspeitas, pois imagens térmicas não permitem a identificação confiável. Portanto, elas complementam e apoiam câmeras de rede convencionais em uma insta- lação de vigilância.

Câmeras térmicas podem ser usadas para proteção de perímetro ou de área, fornecendo uma alternativa poderosa e de baixo custo à detecção de intrusos por radiofrequência, cercas eletri- ficadas e holofotes. No escuro, elas oferecem vigilância discreta, pois não há necessidade de luz artificial. Em áreas públicas, câmeras térmicas podem ajudar na segurança de áreas perigosas ou fora de limites, como túneis, trilhos de trem e pontes. Instalações internas usam segurança predial e gestão de emergências, permitindo que pessoas sejam detectadas dentro de um prédio, seja após o expediente ou durante emergências, como um incêndio. Câmeras térmicas são frequentemente usadas em prédios e áreas com alta segurança, como usinas nucleares, prisões, aeroportos, tubulações e seções sensíveis de estradas férreas.

Uma câmera térmica requer uma ótica especial, pois o vidro comum bloqueia a radiação térmica.

A maioria das lentes de câmeras térmicas são feitas usando germânio, que permite a passagem

de luz infravermelha e radiação térmica. A quantidade ou a distância que uma câmera térmica

pode "ver" ou detectar depende da lente. Uma lente grande-angular permite que uma câmera térmica tenha um campo de visão mais amplo, mas uma distância de detecção mais curta do que uma lente de telefoto, que fornece uma distância de detecção maior com um campo de visão mais estreito.

Uma câmera térmica também requer um sensor de imagem especial mais caro. Detectores usados para geração de imagens térmicas podem ser amplamente divididos em dois tipos:

sensores de imagem térmica não resfriados e sensores de imagem térmica resfriados.

Sensores em câmeras térmicas não resfriadas operam em ou próximos à temperatura ambiente

e entre 8 µm e 14 µm na faixa infravermelha de ondas longas. Sensores não resfriados são

frequentemente baseados na tecnologia de microbolômetro. Sensores de imagem térmica não resfriados são menores e mais baratos do que sensores de imagem resfriados. Portanto, uma câmera térmica não resfriada é mais barata. Tais câmeras também têm uma vida útil mais longa.

Sensores de imagem térmica resfriados são normalmente contidos em um invólucro vedado a vácuo e resfriados a temperaturas de até -210 °C para reduzir o ruído criado por sua própria radiação térmica em temperaturas mais altas. Isso permite que os sensores operem na faixa infra- vermelha de ondas médias, aproximadamente 3 a 5 µm (faixa cor de roda quente na imagem da página seguinte), o que fornece uma resolução espacial melhor e um contraste térmico maior, pois tais sensores podem distinguir diferenças de temperaturas menores e produzir imagens nítidas em alta resolução. As desvantagens de tais detectores é que eles são grandes, caros, consomem muita energia e os resfriadores devem ser reconstruídos a cada 8.000-10.000 horas.

A sensibilidade de uma câmera térmica à radiação infravermelha é expressa por seu valor de NETD (Noise Equivalent Temperature Difference - Diferença de Temperatura Equivalente de Ruído). Quanto menor o valor NETD, melhor a sensibilidade à radiação infravermelha.

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

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Micrômetros (μm)

4 0.01(10 -2 ) 0.40 1.50 5.50 10 Ultra- Infraver- Ondas de Raios-X Micro-ondas violeta
4
0.01(10 -2 )
0.40
1.50
5.50
10
Ultra-
Infraver-
Ondas de
Raios-X
Micro-ondas
violeta
melho
rádio/TV
térmico
3
6
-4
0.70
3.00
10
10
10
(1 mm)
(1 m)
Infravermelho
de onda média
Infravermelho
de onda curta
Perto de
infravermelho
Visível

Figura 2.4n Câmeras convencionais trabalham na faixa de luz visível, ou seja, com comprimentos de onda de apro- ximadamente 0.4-0.7 μm. Câmeras térmicas, por outro lado, são projetadas para detectar radiação no espectro infravermelho, muito mais amplo, até cerca de 14 μm (as distâncias no espectro acima não estão em escala).

Tecnologias de geração de imagens térmicas, que foram originalmente desenvolvidas para uso militar, são regulamentadas. Para que uma câmera térmica seja livremente exportadas, a taxa de quadros máxima não pode exceder 9 quadros por segundo (fps). Câmeras térmicas com uma taxa de quadros de até 60 fps podem ser vendidas na UE, na Noruega, na Suíça, no Canadá, nos EUA, no Japão, na Austrália e na Nova Zelândia, com a condição de que o comprador seja regis- trado e possa ser rastreado.

2.5 Diretrizes para a escolha de uma câmera de rede

Com a variedade de câmeras de rede disponível, é útil conhecer algumas diretrizes ao selecionar uma câmera de rede.

> Defina a meta de vigilância: visão geral ou muitos detalhes, e detecção, reconhecimento ou identificação. Imagens de visão geral destinam-se a ver uma cena de forma geral ou ver os movimentos gerais das pessoas. Imagens com muitos detalhes são importantes para a iden- tificação de pessoas ou objetos (por exemplo, reconhecimento de rosto ou placa de licença, monitoramento de ponto de vendas). A meta de vigilância determinará o campo de visão, a colocação da câmera e o tipo de câmera/lente necessário. Para saber mais sobre lentes, consulte o Capítulo 3.

> Área de cobertura. Em um determinado local, defina o número de áreas de interesse, quantas dessas áreas devem ser cobertas, e se as áreas estão localizadas relativamente próximas umas das outras ou se estão muito separadas. A área determinará o tipo de câmera e o número de câmeras necessárias.

- Megapixel/HDTV ou resolução menor. Por exemplo, se houver duas áreas de interesse relativamente pequenas e próximas uma da outra, pode ser usada uma câmera megapi- xel/HDTV com lente grande-angular em vez de duas câmeras de resolução inferior.

- Fixa ou PTZ. Uma área pode ser coberta por várias câmeras fixas/de dome fixo ou poucas câmeras PTZ. Considere que uma câmera PTZ com um zoom óptico alto pode fornecer imagens altamente detalhadas e vigiar uma área grande. Uma câmera PTZ convencional

34

CAPÍTULO 2 - CÂMERAS DE REDE

pode fornecer uma visão breve de uma parte de sua área de cobertura de cada vez, enquanto que uma câmera fixa pode fornecer cobertura completa de sua área o tempo todo. O dome PTZ especial com o campo de visão adicional de 360º fornece um campo intermediário no qual a cobertura completa de área ampla pode ser fornecida quando o pan/tilt/zoom não é usado. Para usar plenamente uma câmera PTZ, é necessário contar com um operador ou é estabelecer uma ronda automática.

> Ambientes internos ou externos.

- Sensibilidade à luz e requisitos de iluminação. As câmeras vêm com diferentes sensibili- dades à luz. Há dois fatores que os compradores podem verificar: um deles é o número f mais baixo na lente da câmera (quanto menor o número, mais sensível à luz ela é); o outro é a especificação de lux (quanto menor, melhor). A especificação de lux leva em conta o desempenho combinado de vários fatores, como a lente, o sensor de imagens e

o processamento de imagens. (Tenha em mente que as medições de lux em câmeras de

rede não são comparáveis entre produtos de vídeo em rede de diferentes fornecedores, pois não há padrão do setor para medir a sensibilidade à luz.)

Em ambientes externos, considere o uso de câmeras para dia e noite. Câmeras para dia e noite, com a tecnologia Lightfinder da Axis, estenderam a sensibilidade à luz, fornecendo informações de cor mesmo em ambientes escuros. Ao mesmo tempo, câmeras com LEDs de IR embutidos ou com iluminadores de IR externos, ajudam a aprimorar o vídeo preto

e branco em pouca luz e também fornecem vídeo utilizável em condições de escuridão

completa. Se adicionar luz externa com o uso de uma lâmpada normal ou com um iluminador de IR não for uma opção, considere o uso de câmeras térmicas para a detec- ção em escuridão completa.

Em cenas com iluminação de fundo (por exemplo, uma câmera interna apontando para uma janela ou uma porta) ou cenas com uma combinação de áreas muito claras e muito escuras, reposicionar a câmera pode ser a resposta para obter uma qualidade de vídeo melhor. Se tais cenários forem inevitáveis, considere câmeras com ampla faixa dinâmica (WDR). Uma boa câmera de vigilância WDR pode fornecer imagens que capturam deta- lhes em áreas bem iluminadas e escuras.

- Proteção. Se a câmera for colocada em um ambiente externo ou que exija proteção, selecione câmeras com as especificações adequadas, como IP51/52 para câmeras inter- nas, IP66 e NEMA 4X para câmeras externas, IK08/10 à prova de vandalismo/impacto e temperaturas operacionais que sejam adequadas ao ambiente. Caixas de proteção exter- nas especializadas também estão disponíveis. Para saber mais sobre proteção ambiental, consulte o Capítulo 5.

> Vigilância aberta ou oculta. Isso ajudará na seleção das câmeras, bem como o tipo de caixa de proteção e montagem, que ofereçam uma instalação discreta ou não discreta.

CÂMERAS DE REDE - CAPÍTULO 2

35

Entre as outras considerações importantes a respeito das características necessárias em uma câmera estão as seguintes:

> Resolução. Para aplicações que exijam imagens detalhadas, câmeras HDTV/megapixel podem ser a melhor opção. Para saber mais sobre resolução em megapixel, consulte o Capítulo 6.

> Compressão. Os produtos de vídeo em rede mais recentes da Axis suportam os formatos de compressão de vídeo H.264 e Motion JPEG. O H.264 oferece a maior economia em largura de banda e armazenamento. Para saber mais sobre compressão, consulte o Capítulo 7.

> Áudio. Se for necessário áudio, verifique se é necessário o áudio unidirecional ou bidirecional. Uma câmera de rede da Axis com áudio é distribuída com um microfone embutido e/ou uma entrada para microfone externo e um alto-falante ou uma saída de linha para alto-falantes externos. Para saber mais sobre áudio, consulte o Capítulo 8.

> Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente. O gerenciamento de eventos é frequente- mente configurado usando um software de gerenciamento de vídeo. O gerenciamento de eventos é aprimorado com o uso de portas de entrada/saída e funcionalidades de vídeo inteli- gente em um produto de vídeo em rede. A realização de gravações com base em gatilhos de eventos a partir de portas de entrada e/ou recursos de vídeo inteligente em um produto de vídeo em rede economiza largura de banda e espaço de armazenamento, e permite que os operadores tomem conta de um número maior de câmeras, pois nem todas as câmeras exigem monitoramento ao vivo, a menos que um alarme/evento ocorra. Para saber mais sobre as funções de gerenciamento, consulte o Capítulo 11.

> Armazenamento na borda. O armazenamento na borda permite que um produto de vídeo em rede Axis crie, controle e gerencie gravações localmente em um cartão de memória ou em compartilhamento de rede em um armazenamento conectado à rede (NAS) ou servidor de arquivos. Muitos produtos de vídeo em rede da Axis têm um slot de cartão SD integrado ou uma versão micro dele. Quando integrado com software de gerenciamento de vídeo, o arma- zenamento na borda pode fornecer uma solução de gerenciamento de vídeo fácil para sistemas com poucas câmeras em um local. Para instalações de vigilância indispensável, em locais remotos ou em situações móveis, o armazenamento na borda pode ajudar a criar um sistema de vigilância por vídeo mais robusto e flexível. Para saber mais sobre as funções de gerencia- mento de vídeo, consulte o Capítulo 11.

> Funcionalidades de rede. Considerações incluem PoE; criptografia HTTPS para criptografar fluxos de vídeo antes que sejam enviados pela rede; filtragem de endereços IP, que concede ou nega direitos de acesso a endereços IP definidos; IEEE 802.1X para controlar o acesso a uma rede; IPv6; Qualidade de Serviço para priorizar tráfego em uma rede; e a funcionalidade sem fio. Para saber mais sobre tecnologias de rede e segurança, consulte o Capítulo 9.

36

CAPÍTULO 2 - CÂMERAS DE REDE

> Interface aberta e software aplicativo. Um produto de vídeo em rede com uma interface aberta aumenta as possibilidades de integração com outros sistemas. Também é importante que o produto seja apoiado por boas opções de aplicativos e um software de gerenciamento que facilite a instala- ção e os upgrades dos produtos de vídeo em rede. Produtos Axis são suportados por uma variedade de softwares de gerenciamento de vídeo e aplicativos de vídeo inteligente da Axis e de mais de 850 de seus Parceiros de Desenvolvimento de Aplicativos. Para saber mais sobre sistemas de gerencia- mento de vídeo, consulte o Capítulo 11.

Outro aspecto importante, externo à câmera de rede em si, é a escolha do fornecedor do produto de vídeo em rede. Como as necessidades crescem e se modificam, o fornecedor deve ser consi- derado um parceiro de longo prazo. Isso significa que é importante escolher um fornecedor que ofereça uma linha completa de produtos de vídeo em rede e acessórios que atendam às neces- sidades tanto de hoje como no futuro. Além disso, o fornecedor deve oferecer inovação, suporte, upgrades e um roteiro de produtos a longo prazo.

Assim que for tomada uma decisão sobre a câmera necessária, é recomendável adquirir uma e testar sua qualidade antes de fazer uma grande compra.

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3

37

Elementos das câmeras

Vários elementos das câmeras afetam a qualidade da imagem e o campo de visão, de modo que é importante compreendê-los ao escolher uma câmera de rede. Os elementos são a sensibilidade da câmera à luz, o tipo de lente, o tipo de sensor de imagens e a técnica de varredura, além das funções de processamento de imagens. Todos esses elementos serão abordados neste capítulo. Algumas diretrizes sobre as considerações de instalação também serão apresentadas ao final.

3.1 Sensibilidade à luz

A sensibilidade à luz de uma câmera de rede é definida principalmente pela lente e pelo sensor de imagem, que são discutidos nas seções a seguir. A sensibilidade à luz é frequentemente espe- cificada em termos de lux, que corresponde ao nível de luminância no qual uma câmera produz uma imagem aceitável. Quanto mais baixa a especificação de lux, maior será a sensibilidade da câmera à luz. Normalmente, são necessários pelo menos 200 lux para iluminar um objeto para que seja obtida uma imagem de boa qualidade. Em geral, quanto mais luz incidir sobre o objeto, melhor será a imagem. Com pouquíssima luz, é difícil focalizar e a imagem apresentará ruídos e/ou ficará escura.

Luminância

Condições de iluminação

100.000 lux

Luz solar forte

10.000 lux

Luz solar plena

500

lux

Luz de escritório

100

lux

Sala mal iluminada

Tabela 3.1a

Exemplos de diferentes níveis de luminância.

Diferentes condições de iluminação geram uma luminância diferente. Muitas cenas naturais apresentam uma iluminação bastante complexa, com sombras e luzes que geram diferentes leituras de lux em diferentes partes de uma cena. Dessa forma, é importante ter em mente que uma leitura de lux não indica a condição de iluminação de toda a cena.

38

CAPÍTULO 3 - ELEMENTOS DAS CÂMERAS

Muitos fabricantes especificam o nível mínimo de iluminação necessária para que uma câmera de rede gere uma imagem aceitável. Embora essas especificações ajudem a fazer comparações de sensibilidade à luz de câmeras produzidas pelo mesmo fabricante, talvez não seja útil usar esses números para comparar câmeras de diferentes fabricantes. Isso ocorre porque diferentes fabricantes usam métodos diversos e têm critérios diferentes sobre o que é uma imagem aceitá- vel. Para comparar adequadamente o desempenho com pouca luz de duas câmeras diferentes, elas devem ser colocadas lado a lado e visualizando um objeto em movimento com pouca luz.

Para capturar imagens de boa qualidade em condições de pouca luz ou à noite, a Axis oferece uma variedade de soluções. Elas incluem câmeras com funcionalidade dia e noite, o que tira vantagem de luz próxima do infravermelho para produzir vídeos preto e branco de qualidade; câmeras dia e noite com a tecnologia Lightfinder da Axis, que permite vídeo colorido com muito pouca luz; e câmeras dia e noite com LED de infravermelho (IR) embutido ou um iluminador de IR externo para melhorar a qualidade do vídeo preto e branco com pouca luz ou na escuridão completa. Uma câmera térmica, que usa a radiação infravermelha dos objetos (ou seja, comprimentos de onda maiores do que a luz visível) é outra alternativa para a detecção em escuridão completa ou em condições desafiadoras de iluminação. Para saber mais sobre a tecnologia Lightfinder, câmeras com LED de IR embutido e câmeras térmicas, consulte o Capítulo 2. Mais informações sobre iluminadores de IR podem ser encontrados no website da Axis em www.axis.com/products/cam_irillum. Para saber mais sobre a funcionalidade dia e noite, consulte a Seção 3.3.

3.2 Elementos de lente

Uma lente, ou um conjunto de lente, de uma câmera de rede realiza várias funções. Entre elas estão as seguintes:

> Definir o campo de visão, ou seja, definir quanto da cena será capturado, e o nível de detalhes da captura.

> Controlar a quantidade de luz que atinge o sensor de imagens para que uma imagem seja corretamente exposta.

> Focalizar para ajustar qualquer um dos elementos no conjunto da lente, ou a distância entre os conjuntos de lentes e o sensor de imagens.

3.2.1 Campo de visão

Uma consideração a fazer ao selecionar uma câmera é o campo de visão necessário, ou seja, a área de cobertura. O campo de visão é determinado pela distância focal da lente e pelo tamanho do sensor de imagem.

A distância focal de uma lente é definida como a distância entre o centro de uma lente ou um ponto específico em um conjunto complexo de lentes e o ponto para onde todos os raios de luz convergem (normalmente o sensor de imagem da câmera). Quanto maior a distância focal, menor o campo de visão.

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3

39

A maneira mais rápida de descobrir a lente com a distância focal necessária para o campo de

visão desejado é usar uma calculadora de lentes rotativas ou uma calculadora de lentes on-line (www.axis.com/tools), ambas disponibilizadas pela Axis. O tamanho do sensor de imagem de uma câmera de rede, normalmente 1/4”, 1/3” e 1/2”, também deve ser usado no cálculo.

O campo de visão pode ser classificado em três categorias:

> Visão normal: Oferece o mesmo campo de visão que o olho humano.

> Telefoto: um campo de visão menor que fornece, de forma geral, detalhes mais finos que um olho humano pode fornecer. Uma lente de telefoto é usada quando o objeto de vigilância é pequeno ou está distante da câmera. Uma lente de telefoto geralmente tem capacidade de obtenção de luz menor do que uma lente normal.

> Ângulo amplo: um campo maior de visão com menos detalhes do que na visão normal. Uma lente grande-angular geralmente oferece boa profundidade de campo e um desempenho razoável com pouca luz. Lentes grandes-angulares produzem distorções geométricas, como efeitos de "olho de peixe" e barril.

como efeitos de "olho de peixe" e barril. Figura 3.2a Diferentes campos de visão: visão
como efeitos de "olho de peixe" e barril. Figura 3.2a Diferentes campos de visão: visão
como efeitos de "olho de peixe" e barril. Figura 3.2a Diferentes campos de visão: visão

Figura 3.2a

Diferentes campos de visão: visão grande-angular (à esquerda); visão normal (no meio); telefoto

(à direita).

visão normal (no meio); telefoto (à direita). Figura 3.2b (centro); telefoto (à direita). Lentes de
visão normal (no meio); telefoto (à direita). Figura 3.2b (centro); telefoto (à direita). Lentes de
visão normal (no meio); telefoto (à direita). Figura 3.2b (centro); telefoto (à direita). Lentes de

Figura 3.2b

(centro); telefoto (à direita).

Lentes de câmera de rede com diferentes distâncias focais: grande-angular (à esquerda); normal

40

CAPÍTULO 3 - ELEMENTOS DAS CÂMERAS

Existem três tipos principais de lentes:

> Lente fixa: Essa lente oferece uma distância focal fixa, ou seja, somente um campo de visão (normal, telefoto ou grande-angular). Uma distância focal comum de uma câmera de rede fixa

é de 3 mm.

> Lente varifocal: Esse tipo de lente oferece várias distâncias focais e, portanto, diferentes campos de visão. O campo de visão pode ser ajustado manualmente ou com um motor. Quando

o campo de visão mudar, o usuário precisará refocalizar a lente. As lentes de foco variável para câmeras de rede oferecem distâncias focais que variam de 3 mm a 8 mm.

> Lente de zoom: As lentes de zoom são como lentes de foco variável, pois permitem que o usuário selecione diferentes campos de visão. Entretanto, não será necessário refocalizar as lentes de zoom se o campo de visão mudar. O foto pode ser mantido dentro de uma faixa de distâncias focais, por exemplo, de 5,1 mm a 51 mm. Os ajustes da lente podem ser manuais ou motorizados para controle remoto. Quando uma lente indica, por exemplo, a capacidade de zoom de 10x, ela se refere à proporção entre a distância focal mais longa e mais curta da lente.

3.2.2 Combinando lente e sensor

Se uma câmera de rede tiver uma lente substituível, é importante selecionar uma lente adequada para a câmera. Uma lente feita para um sensor de imagem de 1/2 polegada será grande o sufi- ciente para sensores de imagem de 1/2, 1/3 e 1/4 polegada, mas não para um sensor de imagem de 2/3 polegada.

Se uma lente for feita para um sensor de imagem menor do que o que está instalado dentro da câmera, a imagem terá bordas pretas (veja a ilustração à esquerda na Figura 3.2c abaixo). Se uma lente for feita para um sensor de imagem maior do que o que está instalado dentro da câmera, o campo de visão será menor do que a capacidade da lente, pois parte das informações será "perdida" fora do sensor de imagem (veja a ilustração à esquerda na Figura 3.2c).

1/3” 1/3” 1/3” Lente de 1/4” Lente de 1/3” Lente de 1/2”
1/3”
1/3”
1/3”
Lente de 1/4”
Lente de 1/3”
Lente de 1/2”

Figura 3.2c

Exemplos de lentes diferentes instaladas em um sensor de imagem de 1/3 de polegada.

Ao trocar a lente em uma câmera megapixel, é necessária uma lente de alta qualidade, pois sen- sores megapixel têm pixels muito menores do que aqueles em um sensor VGA (640x480 pixels). É melhor corresponder a resolução da lente à resolução da câmera para usar totalmente a capacidade da câmera, bem como outros aspectos da lente. Observe que as lentes podem ser feitas sob medida para um tipo de câmera específico para obter o máximo desempenho. As lentes opcionais da Axis são selecionadas com isso em mente.

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3

41

3.2.3 Padrões de montagem de lentes para lentes intercambiáveis

Ao trocar uma lente, também é importante saber que tipo de montagem da lente há na câmera de rede. A montagem da lente é a interface que conecta a lente ao corpo da câmera. Há três padrões principais de montagem para lentes trocáveis nas câmeras de rede da Axis: CS, C e M12. Montagens CS e C são usadas em câmeras fixas, enquanto que a M12 é usada em lentes de câmeras de dome fixo.

As montagens CS e C têm uma rosca de 1 polegada e têm a mesma aparência. O que difere é a distância das lentes ao sensor quando instalada na câmera. Com a montagem CS, a distância

entre o sensor e a lente deve ser de 12,5 mm. Com a montagem C, a distância deve ser de 17.526 mm. É possível montar uma lente de montagem C no corpo de uma câmera de montagem CS usando um espaçador de 5 mm (anel adaptador C/CS). Se for impossível focalizar uma câmera,

é provável que o tipo errado de lente foi usado. Uma lente M12 tem uma rosca métrica M12 com passo de 0,5 mm.

3.2.4 Número 'f' e exposição

Em situações de baixa luminosidade, especialmente em ambientes internos, um fator importante que deve ser examinado em uma câmera de rede é a capacidade de captura de luz da lente. Isso pode ser determinado pela abertura da lente, também conhecido como número “f”. Um número 'f' define quanta luz poderá atravessar uma lente.

Um número f é a relação entre a distância focal da lente e o diâmetro de abertura ou da íris, visto pela frente da lente, normalmente chamado de pupila de entrada. Ou seja, o número f = distância focal/abertura. Quanto menor for o número f' (seja uma distância focal curta em rela-

ção à abertura, ou uma abertura grande em relação à distância focal), melhor será a capacidade de captura de luz da lente; ou seja, mais luz atravessará a lente e chegará ao sensor de imagem. Em situações de pouca luz, um número f menor geralmente produz uma qualidade da imagem melhor. (No entanto, pode haver alguns sensores que não possam tirar vantagem de um número

f menor em situações de pouca luz devido à maneira como foram projetados.) Um número f

maior, por outro lado, aumenta a profundidade do campo, o que é explicado na Seção 3.2.6.

Os números f são algumas vezes expressos como F/x. A barra indica divisão. Um F/4 significa que

a pupila de entrada é igual à distância focal dividida por 4. Portanto, se uma câmera tem uma lente com distância focal de 8 mm, a luz deve passar por uma pupila de entrada com diâmetro de 2 mm.

Embora as lentes com íris de ajuste automático tenham um intervalo de números f, muitas vezes apenas a extremidade máxima de captura de luz do intervalo (o menor número f) é especificada.

A

capacidade de obtenção de luz de uma lente ou o número f e o tempo de exposição (ou seja,

o

tempo durante o qual um sensor de imagem fica exposto à luz) são os dois principais elemen-

tos que controlam quanta luz um sensor de imagem recebe. Um terceiro elemento, o ganho, é um amplificador usado para deixar a imagem mais clara. Entretanto, o aumento do ganho tam- bém aumenta o nível de ruído (granularidade) de uma imagem. Portanto, é preferível ajustar o

tempo de exposição ou a abertura da íris. Para saber mais sobre o controle da exposição, consulte

42

CAPÍTULO 3 - ELEMENTOS DAS CÂMERAS

3.2.5 Tipos de controle de íris: fixo, manual, automático, preciso (íris P)

A capacidade de controle da abertura da íris de uma câmera é importante para a qualidade de imagem. Uma íris é usada para manter o nível de luz ideal para o sensor de imagem, para que as imagens sejam expostas adequadamente. A íris também pode ser usada para controlar a profun- didade do campo, o que é explicado em mais detalhes na Seção 3.2.6. O controle da íris pode ser fixo ou ajustável, e lentes de íris ajustável podem ser manuais ou automáticas. Lentes de íris automática podem ser classificadas ainda em lentes de auto-iris ou de P-Iris.

Íris fixa Com lentes de íris fixa, a abertura da íris não pode ser ajustada e é fixada em um certo número f. A câmera pode compensar alterações no nível da luz ajustando o tempo de exposição ou usando ganho.

Íris manual Com as lentes de íris manual, a íris pode ser ajustada girando um anel na lente para abrí-la ou fechá-la. Isso não é conveniente em ambientes em que a luz altera muito, como aplicações de vigilância interna.

Íris automática (DC e vídeo) Há dois tipos de lentes de íris automática: íris DC e íris de vídeo. Ambas usam um galvanômetro para ajustar automaticamente a abertura da íris em resposta a mudanças nos níveis de luz. As duas usam um sinal analógico (geralmente sinal de vídeo analógico) para controlar a abertura da íris. A diferença entre as duas é onde se localiza o circuito de conversão do sinal analógico em sinais de controle. Em uma lente íris DC, o circuito está localizado dentro da câmera; em uma íris de vídeo, fica dentro da lente.

Em situações com muita luz, uma câmera com uma lente de íris automática pode ser afetada por difração e desfoque quando a abertura da íris é muito pequena. Esse problema se nota especial- mente em câmeras de megapixels e HDTV, já que os pixels nos sensores de imagem são menores que nas câmeras de resolução inferiores. Portanto, a qualidade da imagem depende mais de obter a abertura certa da íris (abertura). Para otimizar a qualidade da imagem, uma câmera precisa ter controle sobre a posição da abertura da íris. O problema com lentes de íris automá- tica é que seu controle não fica disponível para a câmera ou para o usuário.

P-Iris

fica disponível para a câmera ou para o usuário. P-Iris P-Iris é um controle de íris

P-Iris é um controle de íris automático e preciso desenvolvido pela Axis

e pela Kowa Company do Japão. Possui lentes P-Iris e um software espe-

cializado que otimiza a qualidade da imagem. O sistema é projetado para

abranger as deficiências de uma lente auto-íris. A P-iris fornece melho- rias com relação ao contraste, à nitidez, à resolução e à profundidade de campo. Ter uma boa profundidade de campo, situação em que os objetos

a diferentes distâncias da câmera estão em foco simultaneamente, é

importante na monitoração de vídeo de um corredor longo de um esta- cionamento, por exemplo.

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3

43

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3 43 Tecnologia antiga P-Iris Figura 3.2d A imagem de P-Iris

Tecnologia antiga

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3 43 Tecnologia antiga P-Iris Figura 3.2d A imagem de P-Iris

P-Iris

Figura 3.2d

A imagem de P-Iris (à direita) fornece profundidade de campo maior.

de P-Iris (à direita) fornece profundidade de campo maior. Tecnologia antiga (vista recortada) P-Iris (vista recortada)
de P-Iris (à direita) fornece profundidade de campo maior. Tecnologia antiga (vista recortada) P-Iris (vista recortada)

Tecnologia antiga (vista recortada)

P-Iris (vista recortada)

Figura 3.2e

A imagem de P-Iris (à direita) fornece maior contraste.

Em situações com muita luz, a P-Iris limita o fechamento da íris para evitar o desfoque (difração) causado quando a abertura da íris é muito pequena. Isso geralmente acontece em câmeras que usam lentes íris DC junto a sensores de megapixels que possuem pixels pequenos. É muito importante ser capaz de evitar a difração e, ao mesmo tempo, se beneficiar de íris controlada automaticamente para aplicações de vigilância de vídeo externas.

Uma lente P-Iris usa um motor que possibilita que a abertura da íris seja posicionada de forma a ser precisamente controlada. Junto ao software configurado para otimizar o desempenho das lentes e do sensor de imagem, a P-Iris fornece a melhor posição da íris automaticamente para obter a qualidade de imagem ideal em todas as condições de luz.

44

CAPÍTULO 3 - ELEMENTOS DAS CÂMERAS

Em uma câmera de rede Axis com P-Iris, a página da web da câmera oferece uma escala de centros relativos que vai da maior abertura da lente até a menor. Esse recurso permite que o usuário ajuste a posição preferida da íris, que é a posição da íris usada pelo controle automático sob condições de muita luz.

pelo controle automático sob condições de muita luz. Figura 3.2f A P-Iris permite que o usuário
pelo controle automático sob condições de muita luz. Figura 3.2f A P-Iris permite que o usuário

Figura 3.2f

A P-Iris permite que o usuário ajuste a posição preferencial da íris para a maioria das condições de

iluminação

A P-Iris permite que as câmeras de rede fixas atinjam um novo nível de desempenho em quali-

dade de imagem. O controle de íris avançado beneficia particularmente as câmeras megapixel/ HDTV e aplicações de vigilância de vídeo extremas.

3.2.6 Profundidade de campo

Um critério que pode ser importante para uma aplicação de vigilância por vídeo é a profundida- de de campo. Profundidade de campo é a distância na frente e atrás do ponto focal onde os objetos parecem nítidos simultaneamente. A profundidade de campo pode ser importante, por exemplo, no monitoramento de um estacionamento, onde pode ser necessário identificar placas de carros a 20, 30 e 50 metros (60, 90 e 150 pés) de distância.

A profundidade de campo é afetada por quatro fatores: distância focal, número f, distância da

câmera ao alvo e o círculo de confusão, que é uma medida do cuidado com que uma imagem é

visualizada. Uma distância focal longa, uma pupila de entrada grande, uma distância curta entre

a câmera e o alvo ou uma vista aproximada limitarão a profundidade de campo.

Ponto focal Profundidade de campo
Ponto focal
Profundidade
de campo

Figura 3.2g

no meio da linha, a profundidade de campo possibilita identificar os rostos de todos que estão na frente e atrás do

ponto médio, a mais de 15 m de distância.

Profundidade de campo: Imagine uma linha de pessoas paradas uma atrás da outra. Se o foco estiver

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3

45

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3 45 Figura 3.2h Abertura da íris e profundidade de campo.

Figura 3.2h Abertura da íris e profundidade de campo. A ilustração acima é um exemplo da profundidade de campo para diferentes númerosf com uma distância focal de 2 m. Um número f grande (abertura menor da íris) permite que objetos estejam em foco em uma faixa maior. (Dependendo do tamanho do pixel, aberturas muito pequenas da íris poderão borrar a imagem devido à difração.)

3.3 Filtro de bloqueio de infravermelho removível (funcionalidade dia e noite)

Em muitas câmeras, há um filtro de bloqueio de infravermelho removível que fica atrás da lente da câmera e em frente do sensor de imagem. A função de um filtro de bloqueio de infravermelho é filtrar a luz infravermelha para permitir que as câmeras produzam cores que o olho humano vê. No entanto, se o filtro for removido sob condições de pouca luz ou noite, o sensor da câmera é capaz de tirar vantagem da luz perto de infravermelho e entregar imagens preto e branco mesmo quando não há luz visível suficiente.

Solenoide Sensor de imagem Suporte óptico Proteção dianteira
Solenoide
Sensor de imagem
Suporte óptico
Proteção dianteira

Filtro noturno

imagem Suporte óptico Proteção dianteira Filtro noturno Filtro diurn Figura 3.3a Ilustração e foto do filtro

Filtro diurn

Figura 3.3a Ilustração e foto do filtro de bloqueio de infravermelho removível (dia e noite) no suporte óptico que, nessa câmera, desliza lateralmente na parte traseira da proteção dianteira para usar o filtro de matiz vermelho durante o dia e a parte clara durante a noite.

A luz infravermelha, que cobre uma faixa de onda de 0,7 micrômetros (μm) a aproximadamente 1,0 m, está além do que o olho humano pode captar, mas a maioria dos sensores da câmera podem detectá-la e usá-la.

46

CAPÍTULO 3 - ELEMENTOS DAS CÂMERAS

Modo preto-e-branco Modo em cores Luz visível Luz perto de IR 1.0 0.9 0.8 0.7
Modo preto-e-branco
Modo em cores
Luz visível
Luz perto de IR
1.0
0.9
0.8
0.7
0.6
0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
0.0 0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
Comprimento
de onda (μm)
Kelvin
(temperatura
10,000
7,000
5,600
3,200
2,860
de cor)
Resposta relativa

Figura 3.3b

infravermelha proximal cobre a faixa de onda de 0,7 μm a 1,0 μm.

O gráfico mostra como um sensor de imagem reage à luz visível e à luz perto de infravermelho. A luz

Câmeras com um filtro de bloqueio de infravermelho removível têm funcionalidade dia e noite, fornecendo vídeo colorido durante o dia e, durante a noite, vídeo preto e branco, que reduz o ruído da imagem. Elas têm aplicações em situações de vigilância por vídeo, vigilância oculta e em am- bientes que restringem o uso de luz artificial. Um iluminador IV que gera luz infravermelha também pode ser usado junto com uma câmera para dia e noite para aumentar ainda mais a capacidade da câmera de gerar vídeo de alta qualidade em condições de baixa iluminação ou na escuridão com- pleta. Câmeras dia e noite com iluminadores de IR embutidos também estão disponíveis.

iluminadores de IR embutidos também estão disponíveis. Figura 3.3c À esquerda, iluminadores de IR externos; à
iluminadores de IR embutidos também estão disponíveis. Figura 3.3c À esquerda, iluminadores de IR externos; à
iluminadores de IR embutidos também estão disponíveis. Figura 3.3c À esquerda, iluminadores de IR externos; à

Figura 3.3c

À esquerda, iluminadores de IR externos; à direita, duas câmeras com iluminadores IR embutidos.

3.4 Sensores de imagem

Quando a luz atravessa uma lente, ela se concentra no sensor de imagem da câmera. Um sensor de imagem é formado por muitos fotopontos, cada um correspondendo a um elemento de ima- gem (comumente conhecido como “pixel”) no sensor de imagem. Cada pixel de um sensor de imagem registra a quantidade de luz à qual ele é exposto, transformando-o em um número correspondente de elétrons. Quanto maior a intensidade da luz, mais elétrons são gerados.

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3

47

Duas tecnologias principais podem ser usadas no sensor de imagem de uma câmera:

> CMOS (semicondutor de óxido metálico complementar)

> CCD (dispositivo acoplado por carga)

complementar) > CCD (dispositivo acoplado por carga) Figura 3.4a Sensores de imagem: CMOS (à esquerda); CCD
complementar) > CCD (dispositivo acoplado por carga) Figura 3.4a Sensores de imagem: CMOS (à esquerda); CCD

Figura 3.4a

Sensores de imagem: CMOS (à esquerda); CCD (à direita).

Sensores CMOS são desenvolvidos em um ritmo muito mais rápido do que os CCDs. A qualidade dos sensores CMS passaram por aprimoramentos drásticos e, hoje, são bem adequados para

fornecer vídeo multi-megapixel de alto desempenho. Comparados com sensores CCD, os senso- res CMOS têm mais possibilidades de integração e mais funções, e tem uma leitura mais rápida,

o que é vantajoso quando são necessárias imagens de alta resolução. Eles também têm menos

dissipação de potência no nível do chip e um tamanho menor do sistema. Sensores CMOS redu- zem o custo total de câmeras, pois contêm toda a lógica necessária para montar câmeras ao seu redor. Os sensores CMOS com resolução megapixel têm disponibilidade mais ampla e são fre- quentemente mais econômicos que os sensores CCD megapixel.

Os sensores megapixel geralmente usados em câmeras de vigilância por vídeo têm pixels de tamanho menor do que sensores de resolução menor. Por esse motivo, os sensores megapixel são menos sensíveis à luz do que sensores de resolução menor. No entanto, avanços na tecnologia CMOS possibilitam que sensores megapixel mais novos (e, portanto, novas câmeras multi-megapixel) correspondam à sensibilidade de luz de muitos sensores e câmeras de resolução menor. Apesar de sensores megapixel com tamanhos de pixels maiores estarem disponíveis, eles não são usados com frequência em câmeras de vigilância por vídeo devido à disponibilidade limitada de lentes correspondentes.

Sensores de imagem com ampla faixa dinâmica também possibilitam a introdução de câmeras que podem mostrar simultaneamente objetos em áreas muito claras e muito escuras de uma cena.

Sensores CCD, que empregam uma tecnologia desenvolvida especificamente para o setor de

câmeras, estão em uso desde os anos 1970 e ainda apresentam alguns benefícios em resoluções

e velocidade de vídeo moderadas. No entanto, os sensores CCD são frequentemente mais caros

e mais complexos de incorporar em uma câmera. Um CCD também pode consumir muito mais energia do que um sensor CMOS equivalente.

Para saber detalhes, consulte o artigo sobre sensores de imagem em www.axis.com/corporate/corp/tech_papers.htm

48

CAPÍTULO 3 - ELEMENTOS DAS CÂMERAS

3.5 Técnicas de varredura de imagens

A varredura entrelaçada e a varredura progressiva são as duas técnicas disponíveis hoje em dia

para ler e exibir informações geradas por sensores de imagem. As câmeras de rede podem usar qualquer uma dessas técnicas de varredura. As câmeras analógicas podem usar apenas a técnica de varredura entrelaçada para transferir imagens por um cabo coaxial e exibi-las em monitores analógicos.

3.5.1 Varredura entrelaçada

Quando uma imagem de um sensor de imagens entrelaçadas é produzida, dois campos de linhas são gerados: um campo exibindo as linhas ímpares e um segundo campo exibindo as linhas

pares. Entretanto, para criar o campo ímpar, são combinadas informações das linhas pares e ímpares em um sensor. O mesmo vale para o campo par, no qual as informações das linhas pares

e ímpares se combinam para formar uma imagem em linhas alternadas.

Ao transmitir uma imagem entrelaçada, apenas a metade das linhas (alternadas entre pares e ímpares) de uma imagem é enviada de cada vez, reduzindo pela metade a largura de banda consumida. O monitor, por exemplo, um televisor tradicional, também deve usar a técnica entre- laçada. Primeiro as linhas ímpares, depois as linhas pares, são exibidas; em seguida, elas são atualizadas alternadamente a 25/50 (PAL) ou 30/60 (NTSC) quadros por segundo para que o sistema visual humano as interprete como imagens completas. Todos os formatos analógicos de vídeo e alguns formatos HDTV modernos são entrelaçados. Embora a técnica de entrelaçamento crie artefatos ou distorções em virtude de dados 'desaparecidos', eles não são muito perceptíveis em um monitor entrelaçado.

Entretanto, quando um vídeo entrelaçado é exibido em monitores com varredura progressiva (como em monitores de computador, que varrem as linhas de uma imagem de maneira consecu- tiva), os artefatos passam a ser percebidos. Os artefatos, que podem ser vistos como “rasgos”, são causados pelo ligeiro atraso entre as atualizações das linhas pares e ímpares, pois apenas metade das linhas acompanha uma imagem em movimento, enquanto a outra metade espera pela atualização. Isso pode ser percebido especialmente quando o vídeo é parado e um quadro congelado do vídeo é analisado.

3.5.2 Varredura progressiva

Com um sensor de imagem de varredura progressiva, são obtidos os valores de cada pixel do sensor e cada linha de dados de imagem é lida sequencialmente, gerando uma imagem com quadro completo. Em outras palavras, as imagens capturadas não são divididas em campos separados, como na varredura entrelaçada. Com a varredura progressiva, um quadro de imagem completo é enviado pela rede e, quando é exibido em um monitor de computador com varredura progressiva, cada linha de uma imagem é colocada na tela, uma por vez, em perfeita ordem. Portanto, os objetos em movimento são mais bem apresentados em telas de computador quando

a técnica de varredura progressiva é utilizada. Em uma aplicação de vigilância por vídeo, ela pode ser essencial para ver detalhes em um alvo em movimento (por exemplo, uma pessoal que foge correndo). Virtualmente todas as câmeras em rede Axis usam a técnica de varredura progressiva.

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3

49

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3 49 1º campo: linhas ímpares 2º campo: linhas pares [17/20

1º campo: linhas ímpares

2º campo: linhas pares [17/20 ms (NTSC/PAL) posterior]

Ponto em movimento no quadro congelado, usando varredura entrelaçada

movimento no quadro congelado, usando varredura entrelaçada Ponto em movimento no quadro congelado, usando a varredura

Ponto em movimento no quadro congelado, usando a varredura progressiva

Figura 3.5a

À direita, uma imagem de varredura progressiva em um monitor de computador.

À esquerda, uma imagem de varredura entrelaçada exibida em um monitor progressivo (computador).

entrelaçada exibida em um monitor progressivo (computador). Figura 3.5b À esquerda, uma imagem JPEG de tamanho
entrelaçada exibida em um monitor progressivo (computador). Figura 3.5b À esquerda, uma imagem JPEG de tamanho

Figura 3.5b À esquerda, uma imagem JPEG de tamanho completo (704x576 pixels) de uma câmera analógica usando varredura entrelaçada. À direita, uma imagem JPEG de tamanho completo (640x480 pixels) de uma câmera em rede Axis usando a tecnologia de varredura progressiva. Ambas as câmeras usaram o mesmo tipo de lente e a velocidade do carro era a mesma – 20 km/h (15 mph). O fundo é claro em ambas as imagens. Entretanto, o motorista pode ser visto apenas na imagem que utiliza a tecnologia de varredura progressiva.

3.6 Controle da exposição

Como mencionado anteriormente, o tempo de exposição tem um efeito nas imagens e os usuá- rios podem alterar as configurações relacionadas à exposição de várias formas. As mais impor- tantes, prioridade de exposição, zonas de exposição, faixa dinâmica e compensação de luz de fundo, são explicadas nesta seção.

3.6.1 Prioridade da exposição

Ambientes claros exigem tempo de exposição menor. Condições de pouca luz exigem tempo de exposição maior, para que o sensor de imagem possa receber mais luz e, portanto, melhorar a qualidade da imagem. No entanto, aumentar o tempo de exposição também aumenta os borrões de movimento e reduz a taxa de quadros total, pois um tempo maior é necessário para expor cada quadro da imagem.

Em condições de pouca luz, as câmeras em rede Axis permitem que os usuários priorizem a qualidade de vídeo em termos de movimento ou de baixo ruído (granulação). Quando for neces- sário movimento rápido ou uma taxa de quadros alta, um tempo de exposição mais curto/ velocidade maior do obturador é recomendado, mas a qualidade da imagem pode ser reduzida.

50

CAPÍTULO 3 - ELEMENTOS DAS CÂMERAS

Quando o ruído baixo é priorizado, o ganho (amplificação) deve ser mantido o mais baixo possível para melhorar a qualidade da imagem, mas a taxa de quadros pode ser reduzida como resultado. Tenha em mente que, em condições escuras, definir um ganho baixo poderá resultar em uma imagem muito escura. Um valor de ganho alto possibilita observar uma cena escura, mas com mais ruído.

possibilita observar uma cena escura, mas com mais ruído. Figura 3.6a A página da web de

Figura 3.6a A página da web de uma câmera com opções para configurar, entre outras coisas, a exposição em condições de baixa luminosidade.

3.6.2 Zonas de exposição

Além de lidar com as áreas limitadas de alta intensidade de iluminação, a exposição automática de uma câmera de rede também deve decidir que área de uma imagem deve determinar o valor de exposição. Por exemplo, a frente (normalmente a seção inferior de uma imagem) pode conter informações mais importantes do que a parte de trás; por exemplo, o céu (normalmente a seção superior da imagem). As áreas menos importantes de uma cena não devem determinar a expo- sição geral. Em muitas câmeras de rede da Axis, o usuário é capaz de usar as zonas de exposição para selecionar a área de uma cena — centro, esquerda, direita, superior ou inferior — que deve receber uma exposição mais correta.

3.6.3 Faixa dinâmica

A faixa dinâmica, no que se relaciona à luz, é a relação entre os valores de iluminação maior e

menor. Muitas cenas têm uma faixa dinâmico alta, com áreas muito claras e muito escuras. Isso

é um problema para câmeras padrão, que têm uma faixa dinâmica limitada. Em tais cenas ou em

situações com luz de fundo em que uma pessoa está na frente de uma janela clara, uma câmera normal produziria uma imagem que deixaria pouco visíveis os objetos em áreas escuras. Para aumentar a faixa dinâmica de uma câmera e permitir que objetos em áreas escuras e claras sejam vistos, várias técnicas podem ser aplicadas. A exposição pode ser controlada e o mapea- mento de tons pode ser usado para aumentar o ganho em áreas escuras.

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3

51

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3 51 Figura 3.6b na cena, pois os detalhes nas áreas
ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3 51 Figura 3.6b na cena, pois os detalhes nas áreas

Figura 3.6b

na cena, pois os detalhes nas áreas claras e escuras são visíveis.

Acima estão duas imagens da mesma cena, mas a imagem à direita lida melhor com a faixa dinâmica

3.6.4 Compensação da luz de fundo

Embora a exposição automática da câmera tente fazer com que o brilho de uma imagem se pareça com o brilho de uma imagem visto pelo olho humano, ela pode ser facilmente enganada. Uma iluminação traseira intensa pode fazer com que os objetos em primeiro plano fiquem escuros. As câmeras de rede com compensação de iluminação traseira se esforçam por ignorar as áreas limitadas com iluminação intensa, como se elas não existissem. Isso permite que os objetos em primeiro plano sejam vistos, embora as áreas claras sofram superexposição.

3.7 Instalação de uma câmera de rede

Quando uma câmera de rede é comprada, a maneira como ela é instalada é igualmente impor- tante. Veja a seguir algumas recomendações sobre a melhor maneira de realizar uma vigilância por vídeo de alta qualidade com base no posicionamento da câmera e em fatores ambientais.

> Objetivo da vigilância e posicionamento da câmera. Se o objetivo for obter um panorama de uma área para acompanhar o movimento de pessoas ou objetos, a câmera adequada à tarefa deverá ser posicionada de forma a atingir esse objetivo.

Se a intenção for poder identificar uma pessoa ou um objeto, a câmera deve ser posicionada ou focalizada de forma que capture o nível de detalhe necessário para fins de identificação. A funcionalidade de contador de pixels da Axis, que está disponível na maioria das câmeras Axis, pode ser usada para verificar se a resolução em pixels de um objeto atende aos requisitos regulamentares ou do cliente, por exemplo, para identificação facial.

Se uma cena de vigilância beneficia-se mais de uma visão orientada verticalmente, instalar uma câmera com Formato Corridor Axis será vantajoso.

Câmeras com lentes varifocais também permitem que o campo de visão seja ajustado, então assegure-se de fazer os ajustes necessários e refocalizar para otimizar a visão. Autoridades policiais locais também poderão fornecer diretrizes sobre a melhor forma de posicionar uma câmera. Consulte o Capítulo 2 para obter mais informações sobre recursos como o Formato Corridor e o contador de pixels.

52

CAPÍTULO 3 - ELEMENTOS DAS CÂMERAS

> Use muita luz ou adicione luz se necessário. Normalmente é fácil e econômico acrescentar lâmpadas fortes em situações tanto internas como externas para criar as condições de ilumi- nação necessárias à captura de boas imagens.

> Evite apontar a câmera para o sol, pois ele "cegará" a câmera e poderá reduzir o desempenho do sensor de imagens. Se possível, posicione a câmera com o sol por trás.

> Evite luz de fundo. Esse problema ocorre normalmente quando se tenta capturar um objeto na frente de uma janela. Para evitar esse problema, reposicione a câmera ou use cortinas e feche as persianas, se possível. Se não for possível reposicionar a câmera, acrescente ilumina- ção frontal. As câmeras que operam com a faixa dinâmica ampla lidam melhor com situações de iluminação traseira.

> Reduza a faixa dinâmica da cena. Em ambientes externos, a visão de excesso de céu pode resultar em uma faixa dinâmica alta demais. Se a câmera não operar com a faixa dinâmica ampla, a solução é instalá-la bem acima do solo, usando um poste, se necessário.

> Ajuste as configurações da câmera. Às vezes, pode ser necessário ajustar os parâmetros de equilíbrio de branco, brilho e nitidez para obter uma imagem ideal. Em situações de baixa luminosidade, os usuários também devem dar prioridade à velocidade de captura ou à quali- dade da imagem.

Antes de montar a câmera, recomenda-se testá-la primeiro. Onde a distância entre a câmera e o objeto de vigilância e o tamanho do objeto são conhecidos ou podem ser aproximados, definir o campo de visão em uma lente varifocal e focalizar com aproximação podem ser feitos antes da instalação. Quando a câmera estiver instalada, pode ser feito o ajuste fino de aspectos como o campo de visão, o foco e outras configurações.

Câmera de rede Axis

PoE
PoE

Monitor de instalação AXIS T8412

Figura 3.7a Um dispositivo de exibição portátil alimentado por bateria, como o AXIS T8414 Installation Display, pode ser útil no local de instalação para o ajuste fino das configurações de uma câmera. O AXIS T8414 conecta-se a e alimenta a câmera e dá aos instaladores uma alternativa mais fácil do que o uso de um notebook, que pode não ser adequado ao instalar uma câmera usando uma escada ou elevador aéreo.

ELEMENTOS DAS CÂMERAS - CAPÍTULO 3

53

> Considerações legais. A vigilância por vídeo pode ser restrita ou proibida pelas leis, que variam de um país para o outro. É recomendável analisar a legislação da região antes de instalar um sistema de vigilância por vídeo. Talvez seja necessário, por exemplo, registrar ou obter uma licença para realizar vigilância por vídeo, especialmente em áreas públicas. Pode ser necessária sinalização indicativa. As gravações em vídeo podem precisar do registro de data e hora nas imagens. Pode haver normas quanto ao período de armazenamento das imagens. As gravações de áudio podem ou não ser permitidas.

54

CAPÍTULO 3 - ELEMENTOS DAS CÂMERAS

CODIFICADORES DE VÍDEO - CAPÍTULO 4

55

Codificadores de vídeo

Os codificadores de vídeo permitem que um sistema de vigilância por vídeo analógico de CCTV existente seja integrado a um sistema de vídeo em rede. Os codificadores de vídeo desempenham um papel significativo em instalações nas quais é necessário manter muitas câmeras analógicas. Este capítulo fornece uma visão geral sobre codi- ficadores de vídeo e descreve os diferentes tipos de codificadores de vídeo disponíveis. Uma breve discussão sobre técnicas de desentrelaçamento também está incluída, além de uma seção sobre codificadores de vídeo.

4.1 O que é um codificador de vídeo?

Um codificador de vídeo permite que um sistema de CCTV analógico seja integrado a um sistema de vídeo em rede. Ele permite que os usuários contem com as vantagens do vídeo em rede sem precisar descartar o equipamento analógico que já possuem, como câmeras analógicas de CCTV

e cabeamento coaxial.

Um codificador de vídeo conecta-se a uma câmera de vídeo analógico via um cabo coaxial e converte sinais de vídeo analógico em fluxos de vídeo digital que são enviados por uma rede em

base em IP com fio ou sem fio (por exemplo, LAN, WLAN ou internet). Para visualizar e/ou gravar

o vídeo digital, monitores de computador e PCs podem ser usados em vez de DVRs ou VCRs e monitores analógicos.

Acesso remoto a partir Câmeras de rede Axis do computador do escritório/doméstico com navegador web
Acesso remoto a partir
Câmeras de rede Axis
do computador do
escritório/doméstico
com navegador web
Codi cadores de vídeo Axis
INTERNET
0
0
-
-
AXIS Q7900 Rack
P
ower-one
P
ower-one
FNP 30
FNP 30
NETWORK
100-240 AC
100-240
50-50 Hz
50-50 Hz
4-2 A
ACTI VITY
1
2
3
4
4-2 A
AC
POW ER
AC
PO WE R
LO OP
PS1
PS2
FAN S
AXIS
Video Q7406
Encoder Blade
AXIS
Video Q7406
Encoder Blade
Câmeras
Computador com software
de gerenciamento de vídeo
Decodi cador de vídeo
em rede e video wall
analógicas

Figura 4.1a

um sistema de vídeo em rede através de codificadores e decodificadores de vídeo.

Ilustração de como as câmeras de vídeo analógicas e os monitores analógicos podem ser integrados a

56

CAPÍTULO 4 - CODIFICADORES DE VÍDEO

Através de codificadores de vídeo, é possível acessar remotamente e controlar por uma rede IP câmeras de vídeo analógicas de todos os tipos, como fixas, internas/externas, com cúpula, pan/tilt/zoom, e câmeras especiais, como para microscópio.

Um codificador de vídeo também oferece outras vantagens, tais como gerenciamento de eventos e funções de vídeo inteligente, além de medidas avançadas de segurança. Ele também pode incorporar um slot para cartão de memória para armazenar as gravações localmente. Um codi- ficador de vídeo também fornece escalabilidade e facilidade de integração com outros sistemas de segurança.

Entrada analógica Ethernet (PoE) Cartão de memória E/S RS-485 RS-422 Fonte de alimentação Áudio
Entrada analógica
Ethernet (PoE)
Cartão de memória
E/S
RS-485
RS-422
Fonte de alimentação
Áudio

Figura 4.1b Um codificador de vídeo autônomo de quatro canais com áudio, portas de E/S (entrada/saída) para controlar dispositivos externos, como sensores e alarmes, portas seriais (RS-422/RS-485) para controlar câmeras analógicas PTZ, conexão Ethernet com suporte para Power over Ethernet e um slot de cartão de memória para arma- zenamento local de gravações.

4.1.1 Componentes dos codificadores de vídeo e considerações

Os codificadores de vídeo da Axis oferecem muitas das mesmas funções disponíveis em câmeras de rede. Alguns dos principais componentes de um codificador de vídeo são os seguintes:

> Entrada de vídeo analógico para conexão de uma câmera analógica através de um cabo coaxial.

> Processador para executar o sistema operacional do codificador de vídeo, para funções de rede e segurança, para codificar vídeo analógico através de vários formatos de compressão e para análise de vídeo. O processador determina a velocidade de um codificador de vídeo, normal- mente medida em quadros por segundo na resolução mais alta. Codificadores de vídeo avan- çados podem oferecer total taxa de quadros (30 quadros por segundo com câmeras analógicas no padrão NTSC, ou 25 quadros por segundo com câmeras analógicas no padrão PAL) na reso- lução mais alta em todos os canais de vídeo. Os codificadores de vídeo Axis também têm de- tecção automática para reconhecer automaticamente se o sinal de vídeo analógico recebido é um padrão NTSC ou PAL. Para saber mais sobre resoluções NTSC e PAL, consulte o Capítulo 6.

> Memória para armazenar o firmware (programa de computador) utilizando Flash, além de armazenamento temporário (buffering) de sequências de vídeo (utilizando RAM).

> Slot para cartão de memória que permite que as gravações sejam armazenadas localmente em um cartão de memória.

CODIFICADORES DE VÍDEO - CAPÍTULO 4

57

> Porta Ethernet/PoE (Power over Ethernet) para conexão a uma rede IP para enviar e receber dados e para alimentar a unidade e a câmera conectada, caso a Power over Ethernet seja permitida. Para saber mais sobre Power over Ethernet, consulte o Capítulo 9.

> Uma porta serial (RS-232/RS-422/RS-485) é frequentemente usada para controlar as funções de pan/tilt/zoom de uma câmera PTZ analógica.

> Portas de entrada/saída para conectar dispositivos externos; por exemplo, sensores para detectar um evento de alarme e relés para ativar, por exemplo, luzes para reagir a um evento.

> Entrada de áudio para conexão de um microfone ou equipamentos de entrada de linha, ou saída de áudio para conexão a alto-falantes.

Ao selecionar um codificador de vídeo, as principais considerações para sistemas profissionais são confiabilidade e qualidade. Outras considerações incluem o número de canais analógicos suportados, qualidade de imagem, formatos de compressão, resolução, taxa de quadros e recursos como pan/tilt/zoom, áudio, gerenciamento de eventos, vídeo inteligente, Power over Ethernet e funções de segurança.

inteligente, Power over Ethernet e funções de segurança. Figura 4.1c Caixa de proteção de classificação IP66

Figura 4.1c

Caixa de proteção de classificação IP66 para codificadores de vídeo.

Atender a requisitos ambientais também pode ser uma consideração se o codificador de vídeo deve suportar condições como vibração, choque e temperaturas extremas. Em tais casos, uma caixa de proteção ou um codificador de vídeo robusto deve ser considerado.

4.1.2 Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente

Uma das principais vantagens dos codificadores de vídeo da Axis é a capacidade de gerenciar eventos e suas funções de vídeo inteligente, recursos que não existem em um sistema de vídeo analógico. Recursos incorporados de vídeo inteligente, como detecção de movimento no vídeo em várias janelas, detecção de áudio e alarme ativo contra adulteração, além de portas de en- trada para sensores externos, permitem que um sistema de vigilância por vídeo em rede fique constantemente alerta para detectar um evento. Assim que um evento é detectado, o sistema pode responder automaticamente com ações que podem incluir gravação de vídeo, envio de alertas por e-mail e SMS, por exemplo, acender luzes, abrir ou fechar portas e emitir alarmes. Para saber mais sobre o gerenciamento de eventos e vídeo inteligente, consulte o Capítulo 11.

58

CAPÍTULO 4 - CODIFICADORES DE VÍDEO

4.2 Codificadores de vídeo autônomos

DE VÍDEO 4.2 Codificadores de vídeo autônomos Figura 4.2a Codificadores de vídeo autônomos variam de 1

Figura 4.2a

Codificadores de vídeo autônomos variam de 1 a 16 canais, incluindo uma versão robusta.

O tipo mais comum de codificadores de vídeo é a versão autônoma, que oferece conexões de um

ou mais canais para câmeras analógicas. Um codificador de vídeo de vários canais é ideal em situações em que há várias câmeras analógicas localizadas em uma instalação remota ou em um local que esteja a uma distância razoável de uma sala de monitoramento central. Através do codificador de vídeo multicanal, os sinais de vídeo das câmeras remotas podem compartilhar o mesmo cabo de rede, reduzindo, assim, os custos de cabeamento.

Nos casos em que foram efetuados investimentos em câmeras analógicas, mas ainda sem a

instalação de cabos coaxiais, é melhor usar e posicionar codificadores de vídeo autônomos perto das câmeras analógicas. Isso reduz os custos de instalação porque dispensa a passagem de novos cabos coaxiais até um ponto central, uma vez que o vídeo pode ser enviado por uma rede Ether- net. Isso também elimina a perda de qualidade de imagem que ocorreria se o vídeo fosse trans- mitido a longas distâncias através de cabos coaxiais. Com cabos coaxiais, a qualidade de vídeo

é reduzida pela distância que os sinais devem percorrer. Um codificador de vídeo produz imagens digitais, portanto não há redução na qualidade da imagem devido à distância percorrida por um fluxo de vídeo digital.

à distância percorrida por um fluxo de vídeo digital. Figura 4.2b Ilustração de como um codificador

Figura 4.2b Ilustração de como um codificador de vídeo de canal único pode ser posicionado ao lado de uma câmera analógica em uma caixa de proteção da câmera.

4.3 Codificadores de vídeo instalados em rack

Codificadores de vídeo instalados em racks são vantajosos quando há um grande número de câmeras analógicas com cabos coaxiais conectados a uma sala de controle dedicada. Eles per-

mitem que várias câmeras analógicas sejam conectadas e gerenciadas de um rack em um local central. Um rack permite que várias placas de codificadores de vídeo diferentes sejam instaladas

e, portanto, oferece uma solução flexível, expansível e de alta densidade. Uma placa de codifi-

CODIFICADORES DE VÍDEO - CAPÍTULO 4

59

cador de vídeo pode conter uma, quatro ou seis câmeras analógicas. Uma placa pode ser vista como um codificador de vídeo sem uma caixa de proteção, apesar de não poder funcionar por si só, já que precisa ser instalado em um rack para operar.

só, já que precisa ser instalado em um rack para operar. Figura 4.3a Placas de codificadores
só, já que precisa ser instalado em um rack para operar. Figura 4.3a Placas de codificadores
só, já que precisa ser instalado em um rack para operar. Figura 4.3a Placas de codificadores

Figura 4.3a Placas de codificadores de vídeo e racks com diversos números de câmeras analógica e recursos. Quando o Rack AXIS Q7900 (à direita) está totalmente equipado com placas codificadoras de vídeo de 6 canais, ele pode conectar-se a até 84 câmeras analógicas.

Os racks de codificadores de vídeo da Axis oferecem recursos como hot swapping de placas, ou seja, as placas podem ser retiradas ou instaladas sem a necessidade de desligar o rack. Os racks também oferecem conectores de comunicação serial e portas de entrada/saída para cada placa codificadora de vídeo, além de uma fonte de alimentação única e conexões compartilhadas de rede Ethernet.

4.4 Codificadores de vídeo com câmeras PTZ analógicas

Em um sistema de vídeo em rede, comandos de pan/tilt/zoom de uma placa controladora são transmitidos pela mesma rede IP que para transmissão de vídeo e são encaminhados para a câmera PTZ analógica através da porta serial do codificador de vídeo (RS-232/RS-422/RS-485). Portanto, codificadores de vídeo permitem que câmeras PTZ analógicas sejam controladas a grandes distâncias, mesmo pela internet. (Em um sistema de CFTV analógico, cada câmera PTZ exigiria fiação serial separada e dedicada da placa controladora, com joystick e botões, até a câmera.)

Para controlar uma câmera PTZ específica, um driver deve ser instalado no codificador de vídeo. Muitos fabricantes de codificadores de vídeo fornecem drivers PTZ para a maioria das câmeras PTZ analógicas. Um driver PTZ também pode ser instalado no PC que executa o software de gerenciamento de vídeo se a porta serial do codificador de vídeo for configurada como um servidor serial que simplesmente repassa os comandos.

Par trançado RS-485 REDE IP Cabo coaxial Câmera analógica Codificador de vídeo Estação de Joystick
Par trançado
RS-485
REDE IP
Cabo coaxial
Câmera analógica
Codificador de vídeo
Estação de
Joystick
com cúpula
trabalho (PC)
I/O
IN
OUT
1 2 3 4 5 6
AUDIO

Figura 4.4a

vídeo (por exemplo, RS-485), permitindo seu controle remoto através de uma rede IP.

Uma câmera PTZ analógica com cúpula pode ser controlada através da porta serial do codificador de

60

CAPÍTULO 4 - CODIFICADORES DE VÍDEO

A porta serial mais comum para controlar funções de PTZ é a RS-485. Uma das vantagens da

RS-485 é que ela permite controlar várias câmeras PTZ com cabos de par trançado em uma conexão em “margarida” de uma câmera com cúpula para a câmera seguinte. A distância máxima em um cabo RS-485, sem o uso de um repetidor, é de 1.200 m.

4.5 Técnicas de desentrelaçamento

O vídeo das câmeras analógicas foi projetado para ser visto em monitores analógicos, como

televisores tradicionais, que usam uma técnica conhecida como “varredura entrelaçada”. Com a varredura entrelaçada, dois campos entrelaçados consecutivos de linhas são exibidos para formar uma imagem. Quando esse vídeo é exibido na tela de um computador, que usa uma técnica diferente chamada “varredura progressiva”, os efeitos de entrelaçamento (ou seja, sepa- ração ou “efeito pente”) dos objetos em movimento podem ser vistos. Para reduzir os efeitos indesejáveis do entrelaçamento, podem ser usadas diferentes técnicas de desentrelaçamento. Nos codificadores de vídeo avançados da Axis, os usuários podem escolher entre duas técnicas diferentes de desentrelaçamento: interpolação adaptativa e combinação.

interpolação adaptativa e combinação. Figura 4.5a mesma imagem entrelaçada com a técnica de
interpolação adaptativa e combinação. Figura 4.5a mesma imagem entrelaçada com a técnica de

Figura 4.5a

mesma imagem entrelaçada com a técnica de desentrelaçamento aplicada.

À esquerda, ampliação de uma imagem entrelaçada exibida em uma tela de computador; à direita, a

A interpolação adaptável gera a melhor qualidade de imagem. A técnica envolve o uso de

apenas um dos dois campos consecutivos e o uso da interpolação para criar o outro campo de

linhas para formar uma imagem completa.

A fusão envolve a combinação de dois campos consecutivos e a sua exibição como uma única

imagem para que todos os campos sejam apresentados. Em seguida, eliminam-se os artefatos de movimento ou o “efeito pente” causado pelo fato de que dois campos foram capturados em momentos ligeiramente diferentes. A técnica de fusão não consome tanto processamento quanto a interpolação adaptável.

4.6 Codificador de vídeo

Os decodificadores de vídeo Axis possibilitam que monitores analógicos ou digitais sejam conec-

tados e exibam vídeos ao vivo das câmeras de rede e codificadores de vídeo Axis. Os decodifica- dores de vídeo decodificam o vídeo e o áudio digitais provenientes de codificadores de vídeo ou

de câmeras de rede em sinais analógicos, que, então, podem ser usados por monitores analógicos,

CODIFICADORES DE VÍDEO - CAPÍTULO 4

61

como televisores tradicionais e switches de vídeo. Os decodificadores de vídeo também forne- cem saídas digitais de alta qualidade em telas LCD. Eles são ideais para uso com um monitor de visão público e em sistemas de vigilância grandes e pequenos. Os decodificadores de vídeo têm a capacidade de decodificar e exibir vídeo de muitas câmeras sequencialmente, ou seja, decodi- ficar e mostrar vídeo de uma câmera por alguns segundos antes de mudar para outra, e assim por diante. Eles também têm conexão automática em caso de alarme, que exibirá automatica- mente vídeo disparado por alarme.

Em situações em que somente a exibição de vídeo ao vivo é necessária, como um monitor de visão público na entrada de uma loja, um decodificador de vídeo oferece uma solução de custo mais baixo do que conectar a um monitor na rede via PC. Um decodificador de vídeo também pode complementar um sistema de gerenciamento de vídeo ajudando a descarregar o servidor principal com a decodificação de fluxos digitais simplesmente para fins de exibição.

Outra aplicação comum de um decodificador de vídeo é usá-lo em uma configuração analógico- -para-digital-para-analógico, para transporte de vídeo a longas distâncias. A qualidade do vídeo digital não é afetada pela distância percorrida, o que não ocorre quando sinais analógicos são enviados a longas distâncias. A única desvantagem pode ser uma certa latência, de 100 ms a alguns segundos, dependendo da distância e da qualidade da rede entre os pontos.

Câmera Codificador de Decodificador de vídeo Axis Monitor analógico analógica vídeo Axis Figura 4.6a Um
Câmera
Codificador de
Decodificador
de vídeo Axis
Monitor analógico
analógica
vídeo Axis
Figura 4.6a
Um codificador e um decodificador de vídeo podem ser usados para transmitir vídeo a longas distân-
I/O
IN
OUT
1 2 3 4 5 6
AUDIO

cias, de uma câmera analógica para um monitor analógico.

62

CAPÍTULO 4 - CODIFICADORES DE VÍDEO

PROTEçãO AMbIENTAL - CAPÍTULO 5

63

Proteção ambiental

Câmeras de vigilância são frequentemente colocadas em ambientes muito exi- gentes. Câmeras, codificadores de vídeo e certos acessórios podem exigir proteção contra chuva, ambientes quentes e frios, poeira, substâncias corrosivas, vibrações e vandalismo. Vários métodos podem ser usados para atender a tais desafios ambientais.

As seções abaixo abordam tópicos como proteção ambiental, caixas de proteção externas, coberturas, posicionamento de câmeras fixas em caixas, proteção contra vandalismo e adulteração, e tipos de fixação.

5.1 Proteção e classificações

As principais ameaças ambientais a um produto de vídeo em rede, particularmente um que esteja instalado em ambiente externo, são frio, calor, água, poeira e neve. Hoje, muitos produtos de vídeo em rede Axis internos e externos são projetados para atender a desafios ambientais e não exigem caixas de proteção separadas. Isso resulta em câmeras/codificadores de vídeo mais compactos e um processo de instalação mais fácil. Por exemplo, câmeras Axis projetadas para operar em temperaturas de até 75 °C são muito compactas, mesmo com um sistema de resfria- mento ativo embutido.

Um projeto de câmera também pode garantir confiabilidade e manutenção na vida útil da câmera, especialmente durante condições operacionais extremas. Por exemplo, algumas das câmeras de dome PTZ e fixas da Axis incorporam o Controle de Temperatura Ártica, que permite que as câmeras sejam ligadas em temperaturas de até -40 °C sem causar desgaste extra nas câmeras. O controle permite que diferentes elementos na unidade da câmera recebam energia em momentos diferentes. Alguns domes fixos da Axis sem Controle de Temperatura Ártica tam- bém podem ser ligados a -40 °C e enviar vídeo imediatamente.

O nível de proteção fornecido pelas caixas de proteção, sejam integradas ou separadas do produto de vídeo em rede, é frequentemente indicado por classificações definidas por padrões como IP, NEMA e IK. IP significa Ingress Protection (Proteção contra entrada, também chamado alguma vezes de International Protection - Proteção Internacional) e é aplicado mundialmente. NEMA significa National Electrical Manufacturers Association (Associação Nacional de Fabricantes de Equipamentos Elétricos) e aplica-se nos EUA. As classificações IK relacionam-se a impactos mecâ- nicos externos e são aplicadas internacionalmente.

64

CAPÍTULO 5 - PROTEçãO AMbIENTAL

64 CAPÍTULO 5 - PROTEçãO AMbIENTAL Figura 5.1a um dome fixo para ambiente externo, uma câmera
64 CAPÍTULO 5 - PROTEçãO AMbIENTAL Figura 5.1a um dome fixo para ambiente externo, uma câmera
64 CAPÍTULO 5 - PROTEçãO AMbIENTAL Figura 5.1a um dome fixo para ambiente externo, uma câmera

Figura 5.1a

um dome fixo para ambiente externo, uma câmera fixa para ambiente externo com Controle de Temperatura Ártica, um dome PTZ com resfriamento ativo integrado, bem como um codificador de vídeo robusto.

A partir da esquerda, uma câmera robusta projetada para atender ao ambiente especial de um ônibus,

As classificações ambientais mais comuns para produtos internos da Axis são IP42, IP51 e IP52, que fornecem resistência contra poeira e umidade/pingos d'água. Os produtos externos da Axis geralmente têm as classificações IP66 e NEMA 4X. O IP66 garante proteção contra poeira, chuva

e jatos de água fortes. O NEMA 4X garante proteção não só contra poeira, chuva e jato de água,

mas também contra neve, corrosão e danos por acúmulo de gelo. Algumas câmeras Axis que foram projetadas para ambientes extremos também atendem ao padrão do Exército dos EUA MIL-STD-810G para temperatura alta, choque térmico, radiação, neblina salina e areia. Para produtos à prova de vandalismo, IK08 e IK10 são as classificações mais comuns para resistência contra impacto. Mais informações sobre classificações IP podem ser encontradas em

www.axis.com/products/cam_housing/ip66.htm

Nas situações em que as câmeras possam ficar expostas a ácidos, como na indústria de alimentos, são necessárias caixas de proteção de aço inoxidável. Proteções especiais também podem ser necessárias por motivos estéticos. Algumas caixas de proteção podem ser pressurizadas, sub- mersíveis e à prova de balas. Quando for necessário instalar uma câmera em um ambiente potencialmente explosivo, outras normas entram em cena — como a IECEx, que é uma certificação global, e a ATEX, uma certificação europeia.

5.2 Caixas de proteção externas

Em casos em que as exigências do ambiente vão além das condições de operação de um produto de vídeo em rede, caixas de proteção externas são necessárias. As caixas de proteção de câmeras estão disponíveis em diferentes tamanhos e qualidades, e oferecem diferentes recursos.

Pode haver caixas de proteção de câmeras com aquecedores e ventiladores (sopradores) para acomodar temperaturas em mudança. Algumas caixas também possuem periféricos, como antenas para aplicações sem fio. Uma antena externa só é necessária se a caixa de proteção é

feita de metal. Uma câmera sem fio dentro de uma caixa de proteção de plástico funcionará sem

o uso de uma antena externa.

Em instalações externas, caixas de proteção especiais podem ser necessárias para codificadores de vídeo e acessórios, como módulos de áudio de E/S e codificadores de vídeo. Equipamentos de sistemas críticos, como fonte de alimentação, midspan e switch, também podem exigir proteção contra o clima e vandalismo.

PROTEçãO AMbIENTAL - CAPÍTULO 5

65

As caixas de proteção são feitas de metal ou plástico. Alguns fatores devem ser levados em consideração para selecionar um compartimento de proteção, entre eles:

> Acesso fácil ao produto de vídeo em rede

> Suportes de fixação

> Tampa da cúpula transparente ou fumê (para caixas de proteção de câmeras dome)

> Organização dos cabos

> Temperatura e outros fatores (considere a necessidade de aquecedor, ventilador e proteção solar)

> Fonte de alimentação (12 V, 24 V, 110 V, 230 V, PoE etc.)

> Nível de resistência a vandalismo

230 V, PoE etc.) > Nível de resistência a vandalismo Figura 5.2a Gabinetes à prova de
230 V, PoE etc.) > Nível de resistência a vandalismo Figura 5.2a Gabinetes à prova de
230 V, PoE etc.) > Nível de resistência a vandalismo Figura 5.2a Gabinetes à prova de
230 V, PoE etc.) > Nível de resistência a vandalismo Figura 5.2a Gabinetes à prova de
230 V, PoE etc.) > Nível de resistência a vandalismo Figura 5.2a Gabinetes à prova de

Figura 5.2a Gabinetes à prova de vandalismo prontos para instalação em ambientes externos para proteção de equipamentos como fonte de alimentação e switches, bem como oferecendo um local para montar as câmeras Axis. Na extrema direita, uma caixa de proteção pronta para instalação em ambiente externo para codificadores de vídeo, módulos de áudio de E/S e codificadores de vídeo.

5.3 Coberturas transparentes

A “janela” ou proteção transparente de uma caixa de proteção é normalmente feita de acrílico

(PMMA) ou plástico policarbonato. Uma vez que as janelas funcionam como lentes ópticas, elas devem ser de alta qualidade para reduzir seu efeito sobre a qualidade da imagem. Quando houver imperfeições inerentes no material transparente, a clareza ficará comprometida.

As exigências são maiores para as janelas das caixas de proteção de câmeras PTZ. As janelas não apenas precisam ter o formato especial de bolha, mas também precisam apresentar alta claridade, pois imperfeições como partículas de poeira podem ser ampliadas, especialmente quando forem instaladas câmeras com alta resolução e altos fatores de zoom. Além disso, se a espessura da janela for irregular, uma linha reta poderá aparecer curva na imagem resultante. Uma cobertura de dome de alta qualidade deve ter impacto muito pequeno na qualidade da imagem, independentemente do nível de zoom da câmera e da posição da lente.

A espessura de uma cobertura de dome pode ser maior para suportar impactos fortes, mas,

quanto maior a espessura da proteção, maiores serão as chances de haver imperfeições. O aumento da espessura também pode criar reflexos e refrações de luz indesejáveis. Portanto,

proteções mais espessas devem atender a requisitos mais rigorosos caso seja necessário reduzir

o efeito sobre a qualidade de imagem.

66

CAPÍTULO 5 - PROTEçãO AMbIENTAL

Está disponível uma variedade de coberturas de dome, incluindo versões transparentes e fumê. Embora as versões fumê permitam uma instalação mais discreta, elas também agem como óculos de sol, reduzindo a quantidade de luz à disposição da câmera. Portanto, ela afetará a sensibilidade da câmera à luz.

5.4 Posicionando uma câmera fixa em uma caixa de proteção

Ao instalar uma câmera fixa em uma caixa de proteção, é importante que a lente da câmera seja posicionada bem rente à janela para evitar ofuscamento. Caso contrário, aparecerão reflexos da câmera e do fundo na imagem. Para reduzir os reflexos, podem ser aplicados revestimentos especiais sobre qualquer vidro usado diante da lente. Hoje, as câmeras fixas externas da Axis são entregues pré-montadas em uma caixa de proteção para ambiente externo, o que economiza tempo de instalação e evita erros.

Vidro BOM Reflexo
Vidro
BOM
Reflexo
Vidro RUIM Reflexo
Vidro
RUIM
Reflexo

Figura 5.4a Ao instalar uma câmera atrás de um vidro, o posicionamento correto da câmera passa a ser importante para evitar reflexos.

5.5 Proteção contra vândalos e adulteração

Em algumas aplicações de vigilância, as câmeras correm o risco de ataques hostis e violentos. Apesar de uma câmera ou uma caixa de proteção nunca pode garantir proteção de 100% contra comportamento destrutivo em todas as situações, o vandalismo pode ser reduzido considerando vários aspectos: design da câmera/caixa de proteção, montagem, posicionamento e uso de fun- cionalidades de vídeo inteligente.

5.5.1 Classificações à prova de vandalismo

A resistência a vandalismo ou a impactos pode ser indicada pela classificação IK em uma câmera

ou caixa de proteção. Classificações IK especificam o grau de proteção que as caixas de proteção de equipamentos elétricos podem fornecer contra impactos mecânicos externos. Por exemplo, uma classificação IK10 significa que o produto pode suportar 20 joules de impacto, o que é equivalente a uma queda de um objeto de 5 kg de uma altura de 40 cm.

5.5.2 Projeto da câmera/da caixa de proteção

O formato da caixa de proteção ou da câmera é um fator importante. Uma caixa de proteção ou uma câmera fixa tradicional que projeta-se de uma parede ou do teto é mais vulnerável a

PROTEçãO AMbIENTAL - CAPÍTULO 5

67

ataques (por exemplo, a chutes ou golpes) do que caixas de proteção com projeto discreto para um dome fixo ou uma câmera PTZ. A proteção lisa e arredondada de um dome fixo ou de um dome PTZ montado no teto dificulta, por exemplo, o bloqueio da visão da câmera com a coloca- ção de um pedaço de tecido sobre a câmera. Quanto mais uma caixa de proteção ou uma câmera se mesclar com o ambiente ou estiver disfarçada com outra coisa que não seja uma câmera — por exemplo, uma lâmpada externa — melhor será a proteção contra o vandalismo.

externa — melhor será a proteção contra o vandalismo. Figura 5.5a Exemplos de câmeras e caixas

Figura 5.5a

Exemplos de câmeras e caixas de proteção à prova de vandalismo

de câmeras e caixas de proteção à prova de vandalismo 5.5.3 Montando A forma de fixação

5.5.3 Montando

A forma de fixação das câmeras e das caixas de proteção também é importante. Como mencio-

nado anteriormente, uma câmera de rede fixa tradicional ou uma câmera PTZ cuja instalação projeta-se de uma parede ou teto é mais vulnerável a ataques. A forma como o cabeamento para

a câmera é montado também é uma consideração importante. A proteção máxima é fornecida

quando o cabo é puxado diretamente através da parede ou do teto atrás da câmera. Dessa forma, não haverá cabos visíveis para serem manuseados indevidamente. Se isso não for possí- vel, um conduíte deve ser usado para proteger os cabos contra ataques.

5.5.4 Colocação da câmera

O posicionamento das câmeras também é um fator importante para evitar o vandalismo. Se as

câmeras forem posicionadas fora do alcance, em paredes altas, ou no teto, muitos ataques por

impulso do momento poderão ser evitados. A desvantagem pode ser o ângulo de visão, que, de certa forma, pode ser compensado pela escolha de uma lente diferente.

5.5.5 Vídeo inteligente

O recurso de alarme ativo contra adulteração da Axis ajuda a proteger as câmeras contra o

vandalismo. Ele pode detectar se uma câmera foi redirecionada, ofuscada ou adulterada, e

enviar alarmes aos operadores. Isso é especialmente útil em instalações com centenas de câmeras em ambientes exigentes nos quais é difícil controlar se todas as câmeras estão funcio- nando corretamente. Isso também é útil em situações nas quais não ocorre visualização ao vivo

e os operadores podem ser avisados quando as câmeras foram adulteradas.

68

CAPÍTULO 5 - PROTEçãO AMbIENTAL

5.6 Tipos de fixação

As câmeras precisam ser colocadas em vários tipos de lugares, e requerem fixações de diversos tipos.

tipos de lugares, e requerem fixações de diversos tipos. Parede/Poste Canto Figura 5.6a Exemplos de acessórios
tipos de lugares, e requerem fixações de diversos tipos. Parede/Poste Canto Figura 5.6a Exemplos de acessórios

Parede/Poste

Canto

Figura 5.6a

Exemplos de acessórios de montagem

Canto Figura 5.6a Exemplos de acessórios de montagem Kit Suspenso Parapeito Teto 5.6.1 Montagens no teto

Kit Suspenso

Parapeito

Teto

5.6.1 Montagens no teto

A fixação no teto é usada principalmente em instalações internas. O alojamento em si pode ser:

> Uma montagem em superfície: fixação direta sobre a superfície do teto e, portanto, comple- tamente visível

> Uma montagem suspensa no teto: instalada dentro do teto, com somente partes da câmera e da caixa de proteção (normalmente a tampa transparente do dome) visíveis

> Uma montagem suspensa: pendurada do teto como um pingente

5.6.2 Montagens em parede

A fixação em paredes é usada frequentemente para instalar câmeras dentro ou fora de edifica-

ções. A caixa de proteção é conectado a um braço que é fixado na parede. Fixações avançadas

têm uma manga para cabeamento interno, a fim de proteger o cabeamento. Para instalar uma caixa de proteção no canto de um edifício, pode-se usar uma fixação normal em parede junto com uma cantoneira adicional.

5.6.3 Instalações em postes

A instalação em um poste é usada principalmente junto com uma câmera PTZ em locais como

um estacionamento. Esse tipo de fixação normalmente leva em conta o impacto do vento. As dimensões do poste e da própria fixação devem ser projetadas para reduzir as vibrações. Os cabos são frequentemente colocados dentro do poste e as tomadas devem ser adequadamente vedadas. Algumas câmeras PTZ têm estabilização de imagem eletrônica integrada para limitar os efeitos do vento e das vibrações.

PROTEçãO AMbIENTAL - CAPÍTULO 5

69

5.6.4 Montagens em parapeito

As fixações em parapeitos são usadas em caixas de proteção para instalação no teto ou para erguer a câmera a fim de melhorar o ângulo de visão.

A Axis fornece uma ferramenta on-line que pode ajudar os usuários a identificar a caixa de proteção e os acessórios de montagem corretos necessários. Acesse www.axis.com/products/video/accessories/configurator

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CAPÍTULO 5 - PROTEçãO AMbIENTAL

RESOLUçõES DE VÍDEO - CAPÍTULO 6

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Resoluções de vídeo

A resolução de vídeo é semelhante tanto no mundo analógico como no mundo digital, mas existem algumas diferenças importantes na maneira como ela é definida. No vídeo analógico, uma imagem é formada por linhas, ou linhas de TV, pois a tecnologia de vídeo analógico é derivada do setor de televisão. Em um sistema digital, a imagem é formada por pixels quadrados.

As seções a seguir descrevem as diferentes resoluções que o vídeo em rede pode gerar. São elas: NTSC, PAL, VGA, megapixel e HDTV.

6.1 Resoluções NTSC e PAL

As resoluções NTSC (National Television System Comitê, Comitê Nacional de Sistemas de Televisão) e PAL (Phase Alternating Line, Linha de Fase Alternante) são padrões de vídeo analó- gico. Elas servem para o vídeo em rede porque os codificadores de vídeo geram essas resoluções ao digitalizar os sinais provenientes das câmeras analógicas. Câmeras de rede PTZ Axis mais antigas também fornecem resoluções NTSC e PAL, pois tais câmeras incluem um bloco de câmera compatível com NTSC/PAL (que incorpora o sensor da câmera com lente integrada que permite funções de zoom, foco automático e auto-iris) feito para câmeras de vídeo analógicas, em con- junto com uma placa integrada de codificador de vídeo.

Os padrões NTSC e PAL originam-se do setor televisivo. O NTSC tem uma resolução de 480 linhas de varredura e usa uma taxa de atualização de 60 campos entrelaçados por segundo (ou 30 quadros completos por segundo). A convenção de nomenclatura para esse padrão é 480i60, que define o número de linhas, o tipo de varredura ("i" significa varredura entrelaçada) e a taxa de atualização. O PAL tem uma resolução de 576 linhas de varredura e usa uma taxa de atualização de 50 campos entrelaçados por segundo (ou 25 quadros completos por segundo). A convenção de nomenclatura para esse padrão é 576i50. A quantidade total de informações por segundo é a mesma nos dois padrões.

Quando o vídeo analógico é digitalizado, a quantidade máxima de pixels que pode ser criada depende do número de linhas de TV disponíveis para digitalização. Normalmente, o tamanho máximo de uma imagem digitalizada é D1 e a resolução mais usada é a 4CIF.

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CAPÍTULO 6 - RESOLUçõES DE VÍDEO

D1 720 x 576

D1 720 x 480

Exibido na tela de um computador, o vídeo analógico digitalizado pode apresentar efeitos de entrelaçamento (por exemplo, divisão) e as formas podem ficar ligeiramente deslocadas, pois os pixels gerados talvez não se adaptem aos pixels quadrados da tela do computador. Os efeitos de entrelaçamento podem ser reduzidos usando técnicas de desentrelaçamento (consulte o Capítulo 4.5). A correção da relação de aspecto (a relação entre a largura e a altura de uma imagem) pode ser aplicada ao vídeo antes que ele seja exibido para garantir, por exemplo, que um círculo em um vídeo analógico permaneça um círculo quando exibido em uma tela de computador.

4CIF 704 x 480

2CIF 704 x 240

CIF 352 x 240

QCIF 176 x 120

4CIF 704 x 576

2CIF 704 x 288

CIF 352 x 288

QCIF 176 x 144

Figura 6.1a

À esquerda, diferentes resoluções de imagem em NTSC. À direita, diferentes resoluções de imagem em PAL.

6.2 Resoluções VGA

Com sistemas 100% digitais baseados em câmeras de rede, é possível gerar as resoluções deri- vadas da indústria da informática, padronizadas em todo o mundo, aumentando a flexibilidade. As limitações do NTSC e do PAL tornam-se irrelevantes. VGA (Video Graphics Array) é um sistema de exibição de vídeo para PCs originalmente desenvolvido pela IBM. A resolução é definida como 640x480 pixels. As câmeras Axis oferecem resoluções maiores do que isso. Elas incluem SVGA (Super VGA), que é de 800x600 pixels, e resoluções HDTV e multi-megapixel, que são explicadas nas seções seguintes.

VGA 640 x 480

4CIF 704 x 480

SVGA 800 x 600

 

HDTV 720p 1280 x 720

1

MP 1280 x 800

2 MP / HDTV 1080 1920 x 1080

~2 MP 1600 x 1200

 

3

MP 2048 x 1536

5

MP 2592 x 1944

RESOLUçõES DE VÍDEO - CAPÍTULO 6

73

6.3 Resoluções megapixel

Uma câmera de rede com resolução megapixel utiliza um sensor megapixel para gerar uma imagem com milhão de pixels ou mais. Quanto mais pixels um sensor tiver, maior será a possi- bilidade de captar detalhes mais refinados e gerar imagens de melhor qualidade. As câmeras de rede megapixel podem ser usadas para permitir que os usuários vejam mais detalhes (ideal para identificação de pessoas e objetos) ou para ver uma área maior de uma cena. Essa vantagem é um fator importante em aplicações de vigilância por vídeo.

A resolução megapixel é uma área em que as câmeras de rede se destacam em relação às

câmeras analógicas. A resolução máxima gerada por uma câmera analógica convencional após

a digitalização do sinal de vídeo em um gravador de vídeo digital ou codificador de vídeo é D1, ou seja, 720x480 pixels (NTSC) ou 720x576 pixels (PAL). A resolução D1 corresponde a um máximo de 414.720 pixels, ou 0,4 megapixel. Em comparação, um formato megapixel comum de 1280x1024 pixels gera uma resolução de 1,3 megapixel. Isso é mais de 3 vezes a resolução gerada pelas câmeras analógicas de CFTV.

A resolução em megapixel também fornece um grau de flexibilidade maior em termos de poder

fornecer imagens com diferentes relações de aspecto. Um monitor de TV convencional exibe uma imagem com relação de aspecto de 4:3. Câmeras em rede megapixel Axis podem oferecer

a mesma relação, bem como outras, como 16:9. A vantagem de uma relação de aspecto de 16:9

é que detalhes não importantes, normalmente localizados nas partes superior e inferior de uma

imagem de tamanho convencional, não estão presentes e, portanto, os requisitos de largura de banda e armazenamento podem ser reduzidos.

4:3 16:9
4:3
16:9

74

CAPÍTULO 6 - RESOLUçõES DE VÍDEO

6.4 Resoluções de Televisão de Alta Definição (HDTV)

O setor de vídeo adotou os formatos HDTV e, hoje, o HDTV prevalece. O HDTV fornece uma reso-

lução até cinco vezes maior do que a TV analógica padrão. O HDTV também tem maior fidelidade de cores (ou seja, como as cores verdadeiras são em relação à realidade) e um formato 16:9. Definidos pela SMPTE (Sociedade de Engenheiros de Cinema e Televisão), os dois padrões mais importantes de HDTV são o SMPTE 296M e o SMPTE 274M.

O SMPTE 296M (HDTV 720p) define uma resolução de 1280x720 pixels com alta fidelidade de

cor no formato 16:9, usando varredura progressiva a 25/30 hertz (Hz), que corresponde a 25 ou 30 quadros por segundo, dependendo do país, e a 50/60 Hz (50/60 quadros por segundo).

Países que usam frequências de 25/50 Hz incluem os da Europa, muitos na Ásia e na África, a Austrália e alguns da América do Sul, como a Argentina. Países que usam 30/60 Hz incluem os das Américas Central e do Norte, bem como a Coreia do Sul, o Brasil e a Arábia Saudita. Alguns países, como o Japão, usam 25/50 Hz e 30/60 Hz.

SMPTE 274M (HDTV 1080) define uma resolução de 1920x1080 pixels com alta fidelidade de cores em um formato de 16:9 usando varredura entrelaçada (representada por um "i", como em HDTV 1080i) ou progressiva (representada por um "p", como em HDTV 1080p) a 25/30 Hz e

50/60Hz.

Uma câmera compatível com os padrões SMPTE indica que ela opera com a qualidade da HDTV

e deve proporcionar todas as vantagens da HDTV em termos de resolução, fidelidade de cor e taxa de quadros.

O padrão HDTV utiliza pixels quadrados — semelhantes às telas de computador. Assim, o vídeo

de HDTV gerado por produtos de vídeo em rede pode ser exibido em monitores HDTV ou moni- tores normais de computador. As imagens de HDTV com varredura progressiva dispensam o uso de técnicas de conversão ou desentrelaçamento quando for necessário que o vídeo seja proces- sado por um computador ou exibido em uma tela de computador.

COMPACTAçãO DE VÍDEO – CAPÍTULO 7

75

Compressão de vídeo

As tecnologias de compressão de vídeo servem para reduzir e eliminar dados redun- dantes de vídeo para que um arquivo de vídeo digital possa ser enviado de maneira eficaz através de uma rede e armazenado em discos de computador. Com técnicas eficientes de compressão, é possível conseguir uma redução considerável no tamanho dos arquivos, com pouco ou nenhum efeito negativo sobre a qualidade do vídeo. A qualidade, entretanto, pode ser afetada se o tamanho do arquivo for reduzido ainda mais através do aumento do nível de compactação de uma determinada técnica.

Diferentes tecnologias de compressão, tanto reservadas como padrão de mercado, estão à disposição. Hoje em dia, a maioria dos fornecedores de vídeo em rede utiliza técnicas padronizadas de compressão. Os padrões são importantes para garantir a compatibilidade e a interoperabilidade. Eles são especialmente relevantes para a com- pressão de vídeo, pois o vídeo pode ser usado para finalidades diferentes e, em algumas aplicações de vigilância por vídeo, precisa poder ser visto muitos anos depois da data de gravação. Implementando padrões, os usuários finais podem selecionar entre dife- rentes fornecedores, em vez de ficarem presos a um único fornecedor ao projetar um sistema de vigilância por vídeo.

A Axis usa principalmente dois padrões de compressão de vídeo: H.264 e Motion JPEG.

O H.264 é o padrão de compressão de vídeo mais recente e mais eficiente. O uso do MPEG-4 Parte 2 (ou simplesmente MPEG-4) está sendo descontinuado. Este capítulo

aborda os fundamentos da compressão e descreve cada um dos padrões de compressão mencionados anteriormente.

7.1 Fundamentos da compressão

7.1.1 Codec de vídeo

O processo de compressão envolver a aplicação de um algoritmo ao vídeo de origem para criar um arquivo comprimido pronto para transmissão ou armazenamento. Para reproduzir o arquivo comprimido, um algoritmo inverso, chamado de descompressão, é aplicado para produzir um vídeo que apresenta praticamente o mesmo conteúdo do vídeo original. O tempo necessário para comprimir, enviar, descomprimir e exibir um arquivo é denominado latência. Quanto mais avan- çado o algoritmo de compressão, maior será a latência.

76

CAPÍTULO 7 - COMPACTAçãO DE VÍDEO

Um par de algoritmos que funcionam juntos é chamado de codec (codificador/decodificador) de vídeo. Codecs de vídeo para diferentes padrões não são normalmente compatíveis entre si, ou seja, o conteúdo de vídeo que é comprimido usando um padrão não pode ser descomprimido com um padrão diferente. Por exemplo, um decodificador MPEG-4 Parte 2 não funciona com um codificador H.264. Isso ocorre simplesmente porque um algoritmo não pode decodificar correta- mente a saída gerada por outro algoritmo, mas é possível implementar muitos algoritmos dife- rentes no mesmo software ou hardware, permitindo a coexistência de vários formatos.

7.1.2 Compressão de imagem x compressão de vídeo

Padrões de compressão diferentes usam métodos diferentes de redução de dados e, portanto, os resultados variam em termos de bit rate, qualidade e latência. Algoritmos de compressão são de dois tipos: compressão de imagem e compressão de vídeo.

A compressão de imagens utiliza a tecnologia de codificação intra-quadro. Os dados são redu- zidos dentro de um quadro de imagem pela simples retirada de informações desnecessárias que não são perceptíveis ao olho humano. O Motion JPEG é um exemplo desse padrão de compres- são. As imagens em uma sequência Motion JPEG são codificadas ou comprimidas como imagens JPEG individuais.

codificadas ou comprimidas como imagens JPEG individuais. Figura 7.1a Com o formato Motion JPEG, as três

Figura 7.1a Com o formato Motion JPEG, as três imagens na sequência acima são codificadas e enviadas como imagens separadas (quadros I) independentes entre si.

Algoritmos de compressão de vídeo, como o MPEG-4 e o H.264, usam a previsão entre quadros (interframe prediction) para reduzir os dados de vídeo entre uma série de quadros. Isso envolve técnicas tais como codificação diferencial, onde um quadro é comparado com um quadro de referência, e apenas os pixels que se modificaram em relação ao quadro de referência são codi- ficados. Dessa forma, reduz-se o número codificado e enviado de valores de pixels. Quando essa sequência codificada é exibida, as imagens aparecem exatamente como na sequência de vídeo original.

COMPACTAçãO DE VÍDEO – CAPÍTULO 7

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COMPACTAçãO DE VÍDEO – CAPÍTULO 7 77 Figura 7.1b Com a codificação de diferenças, apenas a