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Deze 6 encontro
oo o
mbr internacional
o
intercâm-
bio cultural entre os
sobre políticas
países de língua portuguesa
tem sido objecto de várias res-
oluções oficiais, projectos de in-
de intercâmbio
tervenção e iniciativas pontuais.
Permanece, contudo, a sensação so ertne larutluc oibmâcretni
de que há muito por fazer na aproxi- odis met aseugut rop augníl ed sesíap
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meios e vontades em nome deste in- an rezaf rop otium áh euq ed oãças
teresse comum.Quando caminhamos otnemicehnoc-retni on e oãçamixorpa
para a celebração do 15º aniversário -revid sod siarutluc setnega so ertne
da CPLP (em 2011), e num momento ralucit ra ed edadicapac an e sesíap sos
em que vários dos oito palcos lusófonos -ni etsed emon me sedatnov e soiem
(aos quais se junta, como parceiro privi- .mumoc esseret
legiado, a Galiza) estão a iniciar um novo -arbelec a arap somahnimac odnauQ
ciclo político (Angola, Portugal, Guiné- me( PLPC ad oirásrevina º51 od oãç
Bissau e Moçambique), a Cena Lusófona soiráv euq me otnemom mun e ,)1102
promove um encontro entre siauq soa( sonofósul soclap otio sod
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tucio- olcic ovon mu raicini a oãtse )azilaG
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COIMBRA -ne ortnocne mu evomorp
Te a t r o d a C e r c a d sievásnopser ert
e -utitsni
São Bernardo
Floripes Negra tas cimeiras, na cidade da Praia, os responsáveis pela Cultura dos países da CPLP
reconheciam, no entanto, as “dificuldades diversas constatadas na implementação
Floripes na Ilha do Príncipe, em Portugal e no mundo das Declarações de Estoril a Bissau” e voltavam a apresentar como projectos várias
de AUGUSTO BAPTISTA das iniciativas consideradas prioritárias em 2000. Assim, a pequena história destas
Álbum Fotográfico / Reportagem / Ensaio cimeiras acaba por ser um clarificador diagnóstico.
edições.cena
aqueles que as podem tornar concretas – no caso, os artistas e as estruturas de
criação. Sem eles, sem o seu envolvimento activo, não adiantará nunca pensar-se
em estreitar laços culturais.
À venda na sede da Cena Lusófona e no Tea- É por isso que, na altura em que retomamos a nossa actividade regular e em
tro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, que, por coincidência, vários dos países da CPLP estão a iniciar novos ciclos políti-
ou via encomenda postal, após solicitação cos da sua vida democrática, organizamos em Coimbra o Encontro Internacional
sobre Políticas de Intercâmbio. Para que, com o contributo de todos, através de
por telefone, fax, ou e-mail. um indispensável diálogo entre decisores políticos e agentes culturais actuantes e
situados no terreno, possamos começar a construir uma muito concreta, possível e
frutuosa comunidade cultural de língua portuguesa.
Cena Lusófona
cenaberta 2
cenaberta Dezembro 2009
Encontro
Internacional
sobre políticas de
intercâmbio
Dez. 3 4 5 6
COIMBRA
A Cena Lusófona
O intercâmbio cultural entre os países de tada, capaz de produzir resultados duradou- Tal qual a CPLP, a Cena Lusófona nasceu
língua portuguesa tem sido objecto de várias ros) nem sempre tem sido possível. Por outro também em 1996, na sequência de um
resoluções oficiais, projectos de intervenção e lado, subsiste um grande desconhecimento, por programa de intercâmbio concebido
iniciativas pontuais. Permanece, contudo, a sen- parte das instituições oficiais, do trabalho que a convite do Governo Português.
sação de que há muito por fazer na aproxima- tem sido feito no terreno, mesmo, por vezes, Quisemos construir um programa inte-
ção e no inter-conhecimento entre os agentes dentro dos próprios países de onde emanam os grado, capaz de encontrar âncoras em
culturais dos diversos países e na capacidade de projectos. parceiros locais, de fomentar a partici-
articular meios e vontades em nome deste in- O objectivo deste encontro é contribuir pação de todos os envolvidos, de criar
teresse comum. para ultrapassar estes constrangimentos. Sem raízes.
Quando caminhamos para a celebração do o carácter oficial das cimeiras de Estados, mas Trabalhando com todos os países da
15.º aniversário da CPLP (em 2011), e num mo- com a vantagem de juntar à mesma mesa res- CPLP, a Cena tem desenvolvido diversas
mento em que vários dos oito palcos lusófonos ponsáveis políticos, artistas e outros agentes actividades: circulação de espectáculos,
(aos quais se junta, como parceiro privilegiado, com experiência no terreno, ele constitui uma planos continuados de formação, re-
a Galiza) estão a iniciar um novo ciclo político oportunidade para que nos possamos ouvir mu- conhecimento e apoio à qualificação de
(Angola, Portugal, Guiné-Bissau e Moçambique), tuamente. A partir deste conhecimento refor- espaços cénicos nos países africanos,
a Cena Lusófona promove um encontro entre çado, e num contexto de diálogo informal, acre- constituição de Centros de Intercâmbio
responsáveis institucionais e agentes culturais, ditamos que é possível realizar uma verdadeira Teatral, edição e divulgação da drama-
ciente do papel relevante que o teatro pode de- reunião de trabalho, centrada não nos grandes turgia de língua portuguesa, constituição
sempenhar também enquanto instrumento de princípios e estratégias de actuação, mas nas de um Centro de Documentação e Infor-
promoção da língua portuguesa. possibilidades concretas de articulação que es- mação especializado, investigação sobre a
Tal como a Cena Lusófona, várias outras tão ao alcance de todos. tradição oral, organização de um festival
estruturas e personalidades têm desenvolvido Uma tentativa, se quisermos, de descobrir itinerante pelos vários países, lançamento
projectos nesta área ao longo dos últimos anos. os pequenos mas efectivos passos que temos de pontes para o diálogo entre o uni-
Por razões várias, o diálogo regular entre elas de dar para conferir sentido e aplicabilidade aos verso lusófono e a Galiza; a constituição,
(condição basilar para uma intervenção susten- compromissos que ciclicamente são assumidos. enfim, de uma comunidade cultural de
língua portuguesa, como base imprescin-
dível para o inter-conhecimento, para a
identificação das especificidades de cada
caso, para a reciprocidade, para o tra-
balho conjunto, para a cooperação e para
a solidariedade.
cenaberta 3
cenaberta
Declaração do Estoril
No âmbito do Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio, cenaberta
publica a “Declaração do Estoril”, assinada em 2000, no final da primeira Reunião dos
Ministros da Cultura da CPLP.
Os Ministros da Cultura da Comunidade dos Países de 7) A sua intenção de enfatizarem no plano interno o Os Ministros da Cultura da CPLP manifestam ainda o seu
Língua Portuguesa (CPLP) reunidos a convite do Governo potencial das artes e da cultura, na sensibilização das profundo regozijo pela participação neste encontro de um
Português, no Estoril, nos dias 5 e 6 de Maio de 2000: gerações mais novas para a importância da protecção e representante de Timor-Leste, e afirmam a sua intenção de
a) Conscientes que a cultura de cada povo constitui a promoção das respectivas identidades culturais. iniciar uma política de cooperação com o futuro Estado
força estruturante da sua identidade própria, formando 8) O seu desejo de conferir uma nova dimensão estra- como forma de garantir a realização dos desígnios comuns.
a consciência colectiva que lhe assegura continuidade tégica à cooperação no sector cultural, aprofundando e Acordam ainda em aprovar o Plano de acção anexo
histórica e forjando o seu modo de percepção da vida e desenvolvendo relações cada vez mais estreitas nesta área,
à presente Declaração, que reflecte a sua intenção de
do mundo; num espírito de igualdade, respeito e tolerância.
b) Tendo em conta que os povos que representam levarem a cabo, no mais curto espaço de tempo, efectivas
9) A sua disposição em promoverem fora das suas fron-
partilham de uma herança histórico-cultural e linguística teiras acções conjuntas de difusão dos valores culturais acções de cooperação no domínio cultural.
que os une, feita de um percurso comum de vários séculos comuns. Mandatam, por último, o Ministro da Cultura de Portugal,
que originou um património material e imaterial que urge 10) O seu propósito em diligenciarem junto de organiza- com a colaboração do Secretariado Executivo da CPLP,
preservar, valorizar e difundir; ções internacionais, incluindo as instituições financeiras, no para transmitir a presente Declaração à próxima Cimeira
c) Cientes de que um tal património, tanto no que tem sentido da obtenção de financiamento para a recuperação e de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, a decorrer
de comum, quanto na sua imensa diversidade, representa valorização do património comum que se encontra ameaçado. este ano no Maputo.
um potencial decisivo para o aprofundamento e consolida-
ção das relações entre os povos, num espírito de com-
preensão e tolerância, bem como para a afirmação desta
Comunidade noutras áreas do Mundo;
Plano de acção
d) Considerando ainda que a cultura deve constituir um Os Ministros da Cultura da Comunidade a) Na área do Património ca, em regime de rotatividade entre todos
direito fundamental, cujo exercício se torna tanto mais dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), l acções de recuperação, salvaguarda e os países da CPLP, incluindo a instituição
importante, quanto é certo que contribui activamente reunidos a convite do Governo Português, valorização do património móvel e imóvel, de um Prémio na respectiva área, devendo
para o desenvolvimento da personalidade humana, para a nos dias 5 e 6 de Maio de 2000, no Estoril, representativo do passado histórico-cul- os respectivos regulamentos e modos de
transmissão e aprofundamento de conhecimentos, saberes com o objectivo de consolidarem e desen- tural comum, aberto também à formação funcionamento estar definidos até ao final
e competências, para o respeito mútuo, bem como para volverem os laços que os unem no domínio no âmbito da conservação e restauro, e de Dezembro de 2000. A primeira edição
cultural, decidem: que envolvam entidades de pelo menos desta Bienal terá lugar em Cabo Verde, no
a concretização do pluralismo, da responsabilidade, da
cidadania e da vivência democrática; três Estados-membros da CPLP; segundo trimestre de 2001, e será dedi-
I – APROVAR O PRESENTE PLANO DE acções de cooperação no domínio do cada à Música;
e) Certos também de que as actividades culturais cons-
l
SEGUINTES ACÇÕES COMUNS DE com a finalidade de combater o tráfico ilí- cias que deverá envolver projectos de pelo
social e económico, pelo impacte directo e indirecto na COOPERAÇÃO NO DOMÍNIO CUL- cito de bens culturais. menos três países da CPLP e que deverá
criação de riqueza e de emprego; TURAL. b) Na área do Livro e das Bibliotecas viabilizar não apenas a circulação das obras
f) Considerando que o fenómeno de globalização das I.1. – De âmbito global l edição e aquisição de livros para difusão e de valores culturais revelados na Bienal
economias, a par dos avanços muito significativos das a) a realização de reuniões anuais dos em bibliotecas públicas ou outras unidades de Criadores, mas também outras obras
tecnologias de informação e comunicação, podem diluir as Ministros da Cultura dos países da CPLP, documentais e que promova um maior representativas da criação artística dos
em regime rotativo, determinando-se no conhecimento e intercâmbio das literatu-
matrizes culturais mais profundas, atentando contra uma vários países da CPLP;
final de cada reunião o local de realização ras e culturas no espaço de língua portu-
diversidade que se impõe salvaguardar; da seguinte;
l a continuação do seu apoio ao Projecto
g) Decididos pois a contrariar um tal risco, através do guesa; Cena Lusófona.
b) a instituição do dia 17 de Julho, data da o estabelecimento de parcerias que
fomento dos intercâmbios culturais, do reforço dos laços proclamação da CPLP, como o Dia da Cul-
l
I.2.3. Na área dos Direitos de Autor e Di-
possibilitem e dinamizem a participação de reitos Conexos
históricos e da promoção de iniciativas comuns que tura Lusófona, e a sua comemoração anual, autores de língua portuguesa em feiras do
valorizem o espaço de expressão linguística comum a que incluindo diversas manifestações culturais l o estabelecimento de um programa de
livro e festivais internacionais; apoio à elaboração de legislação e forma-
pertencem. concertadas entre os Estados-membros da a criação de um projecto de apoio à
Comunidade, nomeadamente a leitura de
l
ção de técnicos, a coordenar por Portugal
ampliação de conteúdos em língua por- em parceria com o Brasil, devendo o seu
Declaram: um clássico da literatura em Português, em
tuguesa, em linha, referentes às temáticas modo de concretização e financiamento
todos os Estados-membros da CPLP;
1) O seu firme propósito em contribuir para que a CPLP do livro e das bibliotecas, estabelecendo estar definidos até ao final de Dezembro
c) a realização regular de estudos e en-
reforce a sua dimensão cultural, à qual se comprometem a múltiplas ligações entre si, por forma a de 2000.
contros técnicos, no âmbito das estruturas
dar visibilidade acrescida, procurando para tanto associar incrementar o acesso à informação biblio-
existentes em cada país, que sustentem as
aos seus esforços a acção da sociedade civil. gráfica e cultural de língua portuguesa em
decisões políticas a adoptar nas reuniões II – NO CUMPRIMENTO DO PLANO DE
rede, sob coordenação técnica de Portugal
2) O seu empenho em levar a cabo iniciativas destina- de carácter ministerial; ACÇÃO ORA APROVADO:
em parceria com o Brasil.
das a promover e valorizar a língua portuguesa, enquanto d) o reforço da colaboração institucional
c) Na área do Cinema e do Audiovisual
l realizar, a convite do Ministro da Cultura
vasto património comum, intensificando as diligências com entre as diferentes entidades por si tute- do Brasil, a próxima reunião dos Minis-
projectos nas áreas da produção, dis-
ladas;
l
vista à sua utilização mais ampla e frequente em organiza- tros da Cultura no primeiro semestre de
tribuição, promoção e formação nestas
ções internacionais, bem como a sua cooperação com e) a criação, pela CPLP, com a colabora- 2001, no Rio de Janeiro, comprometendo-
áreas, bem como acções de conservação
ção com cada um dos Ministérios da Cul- -se a enviar ao Secretariado Executivo da
outras línguas nacionais de Estados-membros da CPLP. e restauro de obras cinematográficas, que
tura, de uma página na Internet dedicada à CPLP, até finais do corrente ano, propostas
3) O seu compromisso quanto à criação de redes e literatura e demais manifestações culturais envolvam entidades de pelo menos três
para a agenda dessa reunião;
parcerias transnacionais que desenvolvam projectos de dos Estados-membros desta Comunidade; Estados-membros da CPLP.
promover, por ocasião dessa segunda
Com vista à instituição deste Fundo, é
l
colaboração no domínio da cultura, contribuindo para uma f) o funcionamento do Secretariado Exe- Cimeira, uma mostra de livros de autores
política de cooperação eficaz e de longo prazo. cutivo da CPLP como elemento de ligação criada uma comissão técnica, constituída
pelos responsáveis ou entidades a nomear, Africanos e de Timor-Leste de expressão
4) O seu propósito em envidarem esforços junto dos entre os Ministérios da Cultura dos vários portuguesa, acção que se integra nos esfor-
países, encarregando-o desde já da prepa- nos termos da alínea g) do ponto I.1 do
membros competentes dos respectivos Governos no sen- ços a desenvolver desde já de maior pro-
ração da próxima reunião dos Ministros da presente Plano de Acção, que, até ao final
tido de ser facilitada a circulação de intelectuais, criadores, de Novembro de 2000 deverá elaborar moção e divulgação desta literatura.
artistas e outros agentes culturais, dentro dos limites dos Cultura em parceria com as entidades do
país anfitrião; o projecto de regulamento, que incluirá
respectivos compromissos internacionais. nomeadamente a proposta orçamental, a Os Ministros da Cultura tomaram conheci-
g) a nomeação em cada Ministério da
5) O seu empenho em diligenciar juntos dos membros identificação das prioridades sectoriais e mento e encorajam a realização do primei-
Cultura, no prazo de 15 dias, da entidade
competentes dos respectivos Governos, bem como junto os valores percentuais a definir para cada ro encontro de escritores e editores da
ou do responsável pelo acompanhamento
de órgãos dos espaços de integração a que pertençam, sector, o seu modo de funcionamento e CPLP, iniciativa do Secretariado Executivo
e implementação do Plano de Acção agora
de gestão, os critérios de elegibilidade desta Comunidade.
no sentido de se reduzirem os obstáculos alfandegários à aprovado;
dos projectos a financiar e a forma do seu Finalmente, em face do pedido apresen-
circulação dos bens culturais, no quadro das respectivas h) a inclusão de Timor-Leste em todos
os projectos a desenvolver no âmbito do financiamento. A referida comissão traba- tado pelos representantes de Timor-Leste,
vinculações internacionais. foi decidido conceder um apoio excepcio-
presente Plano de Acção. lhará igualmente na elaboração do cro-
6) O seu acordo em concederem aos investigadores nal à constituição da biblioteca central de
I.2. – De âmbito sectorial nograma relativo à aplicação do presente
e estudiosos do espaço da CPLP que se encontrem no plano de acção. Dili, suportado pelo Brasil, por Portugal e
I.2.1. A criação de um Fundo, denominado
respectivo território, condições de acesso às fontes Fundo Cultural-CPLP, o qual poderá inte- I.2.2. Na área das Artes do Espectáculo e pelos demais Estados-membros da CPLP
documentais, bem como aos bens culturais pertencentes grar, para além dos Ministérios da Cultura das Artes Visuais que tenham disponibilidades para o fazer.
às colecções públicas, idênticas às de que beneficiam os da CPLP, outras entidades de natureza l a criação de uma Bienal de Criadores de
seus cidadãos. pública e/ou privada, destinado a financiar: expressão portuguesa, de natureza temáti- Estoril, 6 de Maio de 2000.
cenaberta 4
Dezembro 2009
COIMBRA inter-
oo o
Teatro da Cerca câmbio cultural
entre os países de língua
de São Bernardo portuguesa tem sido objecto de
04 Sessão de abertura
10h30 Participantes
Dez Painel I
sex. Palcos para o intercâmbio: os espaços Instituições oficiais Agentes culturais, festivais
cénicos nos países da CPLP e outras instituições não-governamentais
13h30
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Almoço (CPLP)* Portugal
A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra
15h30 Portugal Abel Neves
Painel II Ministério da Cultura de Portugal Alkantara*
Circuito teatral lusófono: festivais, Secretaria de Estado da Cooperação de Por- Cena Lusófona
intercâmbios e circulação regular
entre os países de língua portuguesa tugal* Centro Dramático de Évora
Direcção-Geral das Artes Companhia de Teatro de Braga
19h00 Instituto Camões* Encontros da Lusofonia (Torres Novas)
Jantar Câmara Municipal de Coimbra Festival Internacional de Expressão Ibérica (FITEI)
21h30 Brasil Filipe Crawford Produções
A Cena no Café Ministério da Cultura do Brasil* Teatro Meridional
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia Teatro O Bando
Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo* Universidade Lusófona*
10h00 Secretaria de Cultura do Estado do Rio Brasil
05 Painel III
Criação e difusão da dramaturgia
Grande do Sul*
Angola
Circuito de Teatro Português (São Paulo)
Cooperativa Cultural Brasileira
Dez de língua portuguesa: centros de Ministério da Cultura de Angola* Festival de Teatro de Língua Portuguesa (FESTLIP, Rio
sab. documentação e edição teatral Cabo Verde de Janeiro)
13h00 Ministério da Cultura de Cabo Verde* Festival de Teatro Lusófono (Teresina, Piauí)
Almoço Guiné-Bissau Fundação Palmares*
Ministério da Educação Nacional, Cultura e Angola
15h00
Ciências da Guiné-Bissau* Elinga Teatro
Painel IV
São Tomé e Príncipe Festival de Teatro e Artes de Luanda
Dar e receber: co-produções e
Ministério da Educação e Cultura de São Tomé Cabo Verde
formação artística entre agentes
e Príncipe Burbur
culturais no espaço da CPLP
Timor-Leste Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do
19h00 Embaixada da República Democrática de Mindelo*
Jantar Timor-Leste em Portugal Guiné-Bissau
21h30 Moçambique Centro de Intercâmbio Teatral de Bissau (CIT/Bis-
A Cena no Café Ministério da Educação e Cultura de Moçam- sau)
bique* São Tomé e Príncipe
Galiza (Espanha) Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé (CIT/
10h30 Axencia Galega das Industrias Culturais São Tomé e Príncipe)
06 Conclusões / Encerramento (AGADIC) Galiza (Espanha)
Candido Pazó
Dez 13h00
Almoço Manuel Guede Oliva
dom. Revista Galega de Teatro
Sarabela Teatro
* a confirmar
cenaberta 5
cenaberta
mindelact
"Sizwe Banzi est mort", Dankun & Théatre Bouffes du Nord
cenaberta 6
Dezembro 2009
"No Inferno", Grupo de Teatro do Centro Cultural Português "Escuta aqui, seu ladrão", Sikinada - Companhia de Teatro
09
festival "Boka Noti", Otaca
grupos participantes
cenaberta 8
Dezembro 2009
A Cena no Café
© Paulo Nogueira
© Pedro Rodrigues
BRAGA COIMBRA
Um projecto multifacetado Arquitectura e antropologia
“São Tomé era irmão de Santo António. Um dia um “Tudo na arquitectura é um acto de poder. Sobre
irmão foi falar com a mulher do outro e o apaixonado o meio, sobre a Natureza, sobre os materiais. É sem-
não gostou. Então fez o mesmo. E o outro também pre um acto de domínio”. Conclusão de José António
não gostou. Zangaram-se e nunca mais se falaram. Bandeirinha n'A Cena no Café dedicada à arquitectura
Taparam a estrada que os unia com mar". Assim nas- e antropologia realizada no dia 16 de Novembro, no
ceram as ilhas de São Tomé e Príncipe. Esta e outras Café-Teatro do Teatro Académico de Gil Vicente, em
histórias, contadas n'A Brasileira, Braga, na noite de Coimbra. O inventário de espaços cénicos feito pela
9 de Novembro, foram o mote da primeira sessão de Cena Lusófona foi apontado como um paradigma das
A Cena no Café fora de Coimbra. relações entre estas disciplinas.
António Augusto Barros, Rui Madeira e Portugal depois de ter sido escolhido em Com o pretexto de servir como "ape- espaços teatrais dos países lusófonos. Logo
Rogerio Boane falaram para uma sala cheia. Moçambique, numa oficina de teatro.“Eu era ritivo" aos Colóquios de Outono da Univer- nos deparámos com situações ímpares:
Houve informação, discussão e muitas his- bailarino. Entrava em danças teatrais em que sidade de Coimbra (23 e 24 de Novembro), como é possível fazer um levantamento des-
tórias. As primeiras de todas chegaram de contávamos uma história de uma forma tra- este encontro juntou os arquitectos José te tipo no Príncipe, por exemplo, onde há o
longe, da ilha do Príncipe. Na projecção de dicional, misturando canto e dança. Escolhe- António Bandeirinha e Paulo Providência “Auto de Floripes” em que os actores são os
um documentário de Ivo Ferreira – “Con- com os antropólogos Nuno Porto e Sandra
ram-me porque tinha uma grande carga de habitantes e o palco a rua, a cidade? Como li-
tadores de Histórias do Príncipe” – parti- Xavier para debater os cruzamentos entre
tradição no que fazia e isso interessou-lhes”. dar com estas realidades como arquitectos?
lharam-se narrativas, crenças, tradições de arquitectura e antropologia.
Convidado para um estágio internacional de Optámos por inventariar todos os espaços
um povo que resiste à morte da memória. “A arquitectura tem-se apropriado do
actores em 2000, Rogerio juntou-se a outros onde há o hábito de fazer teatro”, explicou
Histórias de reis, animais, princesas, gigan- discurso da antropologia ao tentar aproxi-
jovens seleccionados, noutros países, pelo mar-se das realidades sociais. O que é que José António Bandeirinha, concluindo que:
tes, de irmãos que se zangam e tantas outras, “Para essas inquietações foi sempre precio-
mesmo processo.“Através desse encontro”, os antropólogos pensam desta aproximação
que sobrevivem a gerações e ensinam que síssima a presença dos antropólogos. Este é
diz, “descobri como somos diferentes e, ao ao seu discurso? Até que ponto a hetero-
“em África a oralidade tem um peso enor-
mesmo tempo, tão iguais! Encontrei as se- -identidade corresponde à auto-identidade um belíssimo exemplo de colaboração entre
me. Mas as pessoas morrem e com elas
melhanças, a normalidade dentro das nossas das disciplinas?”, uma pergunta de Sandra arquitectura e antropologia”.
estas histórias. Um dos nossos objectivos é
culturas muito diferentes. O que a Cena Xavier. “Na minha opinião, a arquitectura Paulo Providência lançou algumas
registar, em todos os países, os contadores
aproxima-se da antropologia quando preten- leituras sobre o modo como as disciplinas
de histórias”. Palavras de António Augusto Lusófona me fez foi mudar-me da dança
de estudar realidades não arquitectónicas”, se complementam: “A antropologia tem
Barros: “Começámos pelo Príncipe. Está para o teatro e dar-me a oportunidade de
concluiu. interesse para a arquitectura quando esta se
em processo de montagem o documentá- conhecer outras culturas e outros países”.
José António Bandeirinha, por seu encontra em período de crise, quando deixa
rio sobre São Tomé e já está projectado o Quanto ao futuro, o actor não hesita:“Voltar lado, viajou por momentos marcantes da de acreditar nas formas. Então os arquitec-
da Guiné-Bissau". Importante também é o a Moçambique, levar a minha experiência e relação entre as duas disciplinas. Primeiro
facto de todos estes documentários serem tos procuram olhar as coisas de outra forma.
poder ajudar!”. por uma fase de “namoro”, em que “a an-
falados em crioulo. Para além do português, Por outro lado, a arquitectura tem uma
Coube a Rui Madeira abordar outro tropologia ensinou à arquitectura que não
“existem as línguas maternas que estão a aspiração muito antiga, a de ser considerada
projecto da Cena Lusófona: o inventário podia existir sem a construção social que
desaparecer e é necessário preservar. São uma ciência. Quer ser rigorosa, ter leis que
dos espaços cénicos nos países africanos de lhe está subjacente. Mais tarde vem a fase
tesouros culturais que se estão a perder”. prevejam as formas, que a relacionem com a
língua portuguesa.“Dos tempos do colonia- do questionamento, de um ataque mútuo.
O mais importante não será exportar o sociedade. Que tipos de habitação para que
Agora existem as duas, centradas em si
lismo aos dias de hoje, muito se construiu e tipos de homem, de culturas?".
português para outros países, acrescentou, próprias, com um certo amadurecimento
mas sim fazer um esforço para aprofundar destruiu. É importante saber que salas exis- Nuno Porto lembrou a definição de
que lhes permite fazer as duas coisas em
conhecimentos de cada realidade diferente tem para se poder trabalhar, em que estado Malinowski, centrando a questão na relação
simultâneo, namorar e criticar”.
da nossa. estão, que condições têm para montar um O arquitecto conimbricense exempli- entre indivíduos: “a antropologia é a ciência
O interveniente seguinte foi Rogerio espectáculo. Serve também de alerta para ficou com o inventário dos espaços cénicos do sentido de humor”. E para haver humor,
Boane. Hoje actor profissional da Compa- que as entidades competentes de cada país da Cena Lusófona: “Os arquitectos foram rematou Nuno Porto, “é preciso não estar
nhia de Teatro de Braga, Rogerio veio para se agarrem à sua reconstrução”. chamados para criar uma base de dados de sozinho”.
cenaberta 9
cenaberta
cenas
tação: Portimão, Lisboa, Ponta Delgada, Serpa, arquipélago de São Tomé e Príncipe. A progra- maturgo, poeta e romancista, com vasta obra em
Póvoa do Varzim, Braga, Leiria, Castelo Branco e mação incluiu uma exposição de artistas plásti- Portugal e muitas colaborações no estrangeiro, é
Vila Franca de Xira foram algumas das outras ci- cos são-tomenses, conferências e a mostra e autor das peças para teatro “Amadis”, “Anákis”,
breves
dades visitadas. venda de livros de autores deste país. “Touro”, “Terra”, “Medusa”, “Atlântico”, “Finis-
Luandino Vieira, recorde-se, recusou receber o terrae” e “Arbor Mater”, “El Gringo”, “Lobo-
Prémio Camões que lhe foi atribuído em 2006, Inaugurada a 7 de Novembro, a iniciativa decorreu Wolf”, “Inter-rail”, “Além as Estrelas são a nossa
alegando “motivos íntimos e pessoais”. Mais tarde, ao longo de todo o mês, incluindo a exposição Casa”, e, mais recentemente, “Nunca estive em
em entrevistas concedidas a alguns jornais cul- “6 expressões são-tomenses”, com obras dos ar- Bagdad” e “Este Oeste Éden”. Autor, também,
turais, diria que recusara o prémio por se con- tistas Estanislau Neto, Ismael Sequeira, Le-Brimet, de textos para televisão, publicou o seu primeiro
siderar um escritor morto e que este deveria ser Plácido Vicente e Yolanda Esteves. romance, “Corações Piegas” em 1996, seguido
atribuído a alguém que continuasse a escrever. Na “mostra de autores” são-tomenses estiveram de “Asas para que vos quero” (1997). Em 1998
Acabou por publicar ainda mais dois títulos em representados os escritores Alda Espírito Santo, publica o livro de poesia “Eis o Amor a Fome e
2006. António Bondoso, Armindo Vaz de Almeida, Au- a Morte” e em 2002 um volume de ensaios, “Al-
gusto Nascimento, Carlos Graça, Fernando de gures entre a resposta e a interrogação”.
Brasil Macedo, Gerhard Seibert, Nocência Mata, Kath- A obra de Abel Neves está representada na co-
leen Becker, Olinda Beja e Sacramento Neto. lecção “Cena Lusófona” com a peça “Supernova”,
Alberto Guzik lança Como conferencistas, participaram Augusto Nas- editada em 2000.
biografia de Naum cimento, investigador do Instituto de Investigação
Alves de Souza Científica Tropical de Lisboa (“Controvérsias
em torno da história de São Tomé e Príncipe”); Espanha
“Imagem, Cena, Palavra” é o título da recente Jorge Castilho, jornalista (“Um turista em S. Tomé Feira Galega das Artes
biografia do dramaturgo brasileiro Naum Alves e Príncipe”); e Gerhard Seibert, investigador do
de Souza. Escrita por Alberto Guzik e editada Centro de Estudos Africanos do ISCTE (“São
Escenicas
pela Imprensa Oficial, foi lançada em São Paulo, Tomé e Príncipe: da “Independência Total” à de-
A Cena Lusófona esteve representada na Feira
no passado mês de Outubro. pendência sem fim à vista”).
Galega de Artes Escenicas, realizada em San-
Finalizou esta iniciativa uma sessão de leitura de
tiago de Compostela de 19 a 23 de Outubro
Artistas, escritores e políticos encheram a sala do poesia de Armindo Vaz de Almeida e de Alda Es-
passado, com organização da Agência Galega
centro comercial Frei Caneca, num ambiente in- pírito Santo, por Carolina S.
das Indústrias Culturais (AGADIC). Mais de
formal e agitado. Na mesma ocasião, foi apresen- A Cena Lusófona associou-se a esta actividade,
uma dezena de espectáculos foram contrata-
tado um outro livro, “Teatro de Alberto Guzik”. disponibilizando ao público os seus livros “Ima-
dos para digressão em 2010, com especial
O autor partilhou no seu blogue o entusiamo e ginário do teatro angolar”, de Fernando de Mace-
preferência pelo teatro para o público infantil.
a honra que sentiu: “Fiquei honradíssimo com a do, e “Floripes Negra”, de Augusto Baptista.
edição de minhas peças, assim como estou muito
A Feira mantém a sua característica de “espaço de
feliz porque a biografia do Naum tornou-se um
mercado”, permitindo a programadores de toda
livro lindo, que faz jus a esse criador ímpar, um Portugal a Espanha e de Portugal o contacto com as mais
ser de talento tão gigantesco quanto sua sensi-
Abel Neves vence recentes criações teatrais galegas e a contratação
bilidade”.
Para além de escritor e dramaturgo, Alberto Prémio Luso-Brasileiro de algumas delas.
Cinco espaços da cidade acolheram vinte com-
Guzik é crítico teatral, actor, encenador e pro- Nascido em Ourém mas residente em Angola de Dramaturgia panhias galegas num evento destinado aos produ-
fessor. Mestre em teatro pela Escola de Comuni- desde muito novo, Luandino foi combatente do
tores, distribuidores e demais agentes culturais de
cação e Artes da Universidade de São Paulo. Faz MPLA, preso pela PIDE na década de 50 e conde- O dramaturgo português Abel Neves foi galar-
toda a Península Ibérica.
actualmente parte da companhia de teatro Os nado a mais de dez anos de prisão. doado com o Prémio Luso-Brasileiro de Dra-
O Auditório de Galicia concentrou uma vez mais
Satyros. maturgia António José da Silva pela sua peça
as principais actividades da Feira: aí estiveram ins-
Guzik acompanha desde há muito o trabalho de “Jardim Suspenso”. O Prémio é uma iniciativa
talados o gabinete de coordenação, os stands das
Naum Alves de Souza: em 2005, escreveu o prefá- Brasil conjunta do Instituto Camões e da Funarte
companhias de teatro, as mesas de debate e dois
cio do livro “Teatro”, editado pela Cena Lusófona, Boaventura de Sousa – Fundação Nacional de Arte do Ministério da
dos principais palcos do encontro, as salas Mozart
que reúne todas as peças de Naum escritas até Cultura do Brasil.
àquela data.
Santos homenageado e Ángel Brage. A programação alargou-se, no en-
tanto, a mais salas da cidade de Santiago: ARTeria
pelo Governo brasileiro
© Pedro Rodrigues
A iniciativa integrou o ciclo “Comunidade de Portugal De acordo com uma nota do Instituto Camões, o
Leitores”, uma organização da livraria Almedina,
da professora da Faculdade de Letras da Universi-
Mês de São Tomé e Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António
José da Silva visa incentivar a escrita dramática em
dade de Coimbra Ana Paula Arnaut, do Centro de Príncipe na Galeria de todos os seus géneros e o aparecimento de novos
Literatura Portuguesa e da Ideias Concertadas. Santa Clara dramaturgos de língua portuguesa, reforçando as
Com “O Livro dos Guerrilheiros” editado este parcerias de desenvolvimento e cooperação cul-
ano pela Editorial Caminho, Luandino Vieira tem A Galeria-Bar de Santa Clara, em Coimbra, tural entre Portugal e o Brasil.
viajado por todo o país em sessões de apresen- dedicou a sua programação de Novembro ao Abel Neves nasceu em Montalegre em 1956. Dra-
cenaberta 10
Dezembro 2009
Homenagem a um dos mais interessantes políti- O Eunuco de Inês de Castro: Teatro no País
DR
dos Mortos
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cos portugueses da Primeira República, cuja obra
Armando Nascimento Rosa, Ed.Casa do Sul, 2006.
literária permanece demasiado desconhecida, a
O Fidalgo Aprendiz
peça “Sabina Freire” estreou no Theatro Circo D. Francisco Manuel de Melo, Ed. Biblioteca – Arquivo
de Braga. No passado dia 19, mudou-se de armas Teatral Francisco Pillado Mayor, Dep. de Galego-
e bagagens para Coimbra, onde permanece para -Português, Francês e Linguística da Universidade da
Coruña, 2007.
uma temporada no Teatro da Cerca de São Ber-
nardo até dia 3 de Dezembro. A digressão nacio- O herói Incómodo: Utopia e Pessimismo no
Teatro de Hilda Hilst
nal, que se prolongará pelo ano de 2010, arranca Alva Martínez Teixeiro, Ed. Biblioteca – Arquivo Tea-
na estante
em breve. tral Francisco Pillado Mayor, Dep. de Galego-Portu-
Encenado por Rui Madeira, director artístico da guês, Francês e Linguística da Universidade da Coruña,
2009.
Companhia de Teatro de Braga, o espectáculo está
O rapaz da última fila – Palavra de Cão Bu-
integrado nas Comemorações do Centenário da
cha e Estica
República. Últimas aquisições Juan Mayorga, Colecção Livrinhos de Teatro da Coto-
do Centro de Documentação via / Artistas Unidos, 2008.
da Cena Lusófona O Teatro em Angola, Vol. I e II
Brasil-Portugal José Mena Abrantes, Ed. Nzila, 2005.
A Cidade: uma trilogia
Meridional apresenta Lula Anagnostáki, Colecção Livrinhos de Teatro da
Ofícios do livro
Coord. António Manuel Ferreira e Maria Eugénia
Contos em Viagem Cotovia / Artistas Unidos, 2008.
Pereira, Ed. Universidade de Aveiro, 2007.
A dirección de actores
Brasil – outras rotas Júlio Cardoso
Dani Salgado, n.º 7 da Colección Breviarios, Editorial Palabra e acción. A obra de Manuel Lorenzo
Galaxia e IGAEM, 2006. no sistema teatral galego
A obra foi escrita por um dos autores contem- Roberto Pascual, n.º 7 da Colección Máscaras, Edito-
O espectáculo do Teatro Meridional "Contos A estátua perdida (Peça de teatro em cinco rial TrisTram, 2006.
porâneos mais premiados, o norte-americano
em Viagem Brasil - outras rotas", em cena em actos)
Doug Wright, que obteve com esta peça, entre Raul Mendes Fernandes, Ed. Ku Si Mon, 2008. Peças Escolhidas, Vol. II
Lisboa até 19 de Dezembro, reúne textos de Henrick Ibsen, Ed. Cotovia, 2008.
outros, o Prémio Pulitzer para Teatro e o Prémio A Expresión dramática na educación: Ar-
Adélia Prado, Affonso Romano de Sant’Anna, Peças Escolhidas, Vol. II
Benjamim H. Danks da Academia Americana de gumentos para situar a expresión dra-
Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de mática no centro do currículo Carlo Goldoni, Ed. Cotovia, 2009.
Artes e Letras.
Melo Neto, João Guimarães Rosa, João Ubaldo Gavin Bolton, n.º11 da Colección Biblioteca de Teatro, Pílades
Doug Wright inspirou-se na vida de um travesti Editorial Galáxia e AGADIC, 2009.
Ribeiro, Jorge Amado, Lêdo Ivo e Mauro Mota. Pier Paolo Pasolini, Colecção Livrinhos de Teatro da
alemão, personagem verídica, nascida como Lo- Almas Cativas e Poemas Dispersos Cotovia / Artistas Unidos, 2007.
thar Berfeld, que reinventou a sua identidade e se Roberto de Mesquita, Ed. Município de Lajes do Pico, Poética
assumiu como Charlotte von Mahlsdorf. 2007. Aristóteles, Ed. Biblioteca – Arquivo Teatral Francisco
© Margarida Dias
A peça conta a história deste travesti que nasceu Almeida Garrett, Retrato Paratextual com Pillado Mayor, Dep. de Galego-Português, Francês e
Teatro ao Fundo Linguística da Universidade da Coruña, 2007.
e cresceu na Alemanha Oriental, montando e
Iolanda Ogando, Ed. Biblioteca – Arquivo Teatral
preservando um museu fantástico e mantendo Relación de notícias sobre o teatro nos fon-
Francisco Pillado Mayor, Dep. de Galego-Português,
dos da Biblioteca – Arquivo Teatral Fran-
um cabaret clandestino na cave desse museu. O Francês e Linguística da Universidade da Coruña,
cisco Pillado Mayor (1882-1975)
2009.
museu ainda existe e está aberto ao público – Mu- Laura Tato Fontaíña, Ed. Biblioteca – Arquivo Teatral
As aventuras de Nhu Lobo Francisco Pillado Mayor, Dep. de Galego-Português,
seu Gründerzeit. Francês e Linguística da Universidade da Coruña,
Armindo Martins Tavares, Ed. Instituto Politécnico de
Doug Wright transformou a curiosa história em Lisboa, 2008. 2009.
“Eu Sou a Minha Própria Mulher”, peça escrita As Presidentes – Peso a mais, sem peso: sem Teatro
para um único actor interpretar não só a per- forma José Maria Vieira Mendes, Ed. Cotovia, 2008.
sonagem principal, como as quase 30 outras que Werner Schwab, Colecção Livrinhos de Teatro da Co-
tovia / Artistas Unidos, 2007. Teatro de rua: olhares e perspectivas
atravessam a acção. Org. Narciso Telles e Ana Carneiro, Ed. E-papers,
Augusto Abelaira 2005.
A Seiva Trupe vai apresentar este espectáculo
Coord. Paulo Alexandre Pereira, Ed.Universidade de
comemorativo de Júlio Cardoso no Teatro do Aveiro, 2008. Teatro occidental: unha historia teatral
desde a escenografía
Campo Alegre, no Porto, nos meses de Janeiro Calderón Anne Surgers, n.º 12 da Colección Biblioteca de Teatro,
e Fevereiro, seguindo depois em itinerância pelo Pier Paolo Pasolini, Colecção Livrinhos de Teatro da Editorial Galáxia e AGADIC, 2009.
país. Cotovia / Artistas Unidos, 2007.
!Todo o mundo a escena¡ A economia do
Comida – Casas – Repartição teatro: unha ferramenta de xestión no
Miguel Castro Caldas, Colecção Livrinhos de Teatro
Portugal da Cotovia / Artistas Unidos, 2008.
sistema teatral galego
Francisco J. Sanjiao, n.º 8 da Colección Máscaras, Edi-
Rui Madeira ganha Crime e outras peças torial TrisTram, 2007.
Peter Asmussen, Colecção Livrinhos de Teatro da Co-
Prémio Santareno tovia / Artistas Unidos, 2006.
Tomaz de Figueiredo
Coord. António Manuel Ferreira, Ed. Universidade de
Desejo e outras peças Aveiro, 2007.
Definindo o Brasil como um “território imenso O actor e encenador Rui Madeira, director Josep M. Benet i Jornet, Colecção Livrinhos de Teatro Turandot, Vol. I e II
e grandioso, feito de paisagens plurais, múltiplas da Cotovia / Artistas Unidos, 2007.
artístico da Companhia de Teatro de Braga e Carlo Gozzi, Ed. Biblioteca – Arquivo Teatral Francis-
especificidades e uma magnificente produção co Pillado Mayor, Dep. de Galego-Português, Francês
vice-presidente da Cena Lusófona, recebeu a 22 Desmedida: Luanda São Paulo – São Fran-
literária”, o Teatro Meridional escolheu “viajar cisco e volta e Linguística da Universidade da Coruña, 2007.
de Novembro o “Prémio Santareno de Teatro
através de lugares que têm mais perto ou mais Ruy Duarte de Carvalho, Ed. Cotovia, 2006.
– Especial”, atribuído pela Câmara Municipal de Um Carvalho – Inglaterra: uma peça para
longe o Rio S. Francisco ou, como popularmente Do canto ao conto: Estudos de Literatura galerias
Santarém e o Instituto Bernardo Santareno. A Portuguesa Tim Crouch, Colecção Livrinhos de Teatro da Cotovia
é chamado, o Velho Chico”. Um rio que atravessa
distinção premeia “o prestigiado percurso de António Manuel Ferreira, Ed. Til-Fragmentos de edu- / Artistas Unidos, 2008.
cinco Estados – Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, cação, 2006.
décadas, como actor e encenador”. Vésperas da Virgem Santíssima – Brilhare-
Alagoas e Sergipe. “Foi da produção literária dos tes
Doutor, por favor, máteme com xeito
© Augusto Baptista
autores que nasceram nestes lugares que orga- Xosé Teixeiro, Ed. Biblioteca – Arquivo Teatral Francis- Antonio Tarantino, Colecção Livrinhos de Teatro da
nizámos a Outra Viagem: a das palavras”, escrevem co Pillado Mayor, Dep. de Galego-Português, Francês Cotovia / Artistas Unidos, 2007.
e Linguística da Universidade da Coruña, 2009.
Miguel Seabra e Natália Luiza, responsáveis pela Xestión de proxectos e producíon de es-
direcção artística do projecto. Dramaturxia. Teoría e Práctica pectáculos
Afonso Becerra de Becerreá, n.º 9 da Colección Bi- Francisco Oti Rios, n.º 8 da Colección Breviarios, Edi-
Com encenação de Miguel Seabra, “Contos em blioteca de Teatro, Editorial Galaxia e IGAEM, 2007. torial Galáxia e IGAEM, 2006.
viagem Brasil – outras rotas” tem interpreta-
Escrever a ruína
ção de Gina Tocchetto (texto) e António Pedro Coord. António Manuel Ferreira, Ed. Universidade de Publicações Periódicas
(música). O espaço cénico é de Jean-Guy Lecat e Aveiro, 2006. (números mais recentes)
os figurinos de Marta Carreiras. Estará no Centro Hamelin
Juan Mayorga, Colecção Livrinhos de Teatro da Coto- Folhetim, Teatro do Pequeno Gesto (Rio de Janei-
Cultural do Cartaxo a nove de Janeiro, na Casa ro-Brasil), n.º 27 (Jan-Jul/2008).
Rui Madeira via / Artistas Unidos, 2007.
das Artes de Vila Nova de Famalicão a 29 de Ja-
Introdución á linguaxe musical Adágio, CENDREV – Centro Dramático de Évora,
neiro e em Viseu nos dias 26 e 27 de Fevereiro no Para além de Rui Madeira, o júri decidiu premiar n.º 43 (2.º Semestre de 2007).
Mónica Groba Lorenzo, n.º 8 da Colección Biblioteca
Teatro Viriato. este ano, na mesma categoria, o encenador Joa- de Teatro, Editorial Galaxia e IGAEM, 2006. Repertório, PPGAC – Programa de Pós-Graduação
quim Benite (director da Companhia de Teatro de Lilás em Artes Cénicas da Universidade Federal da Bahia,
Jon Fosse, Colecção Livrinhos de Teatro da Cotovia / n.º 12 (2009).
Almada) e o actor António Júlio.
Seiva Trupe comemora Na categoria de peças de teatro inéditas, o vence-
Artistas Unidos, 2006. Urdimento do Programa de Pós-Graduação em
Artes Cénicas (Universidade do Estado de Santa Cata-
Lusofilias
meio século de carreira dor foi o escritor Domingos Lobo, com a peça
Coord. António Manuel Ferreira, Ed. Universidade de rina), n.º 11 (2008).
"Não deixes que a noite se apague".
de Júlio Cardoso Aveiro, Dep. de Línguas e Culturas, 2008. Casahamlet, n.º 11 (Maio/2009).
Manual básico de iluminación escénica Sinais de Cena, Centro de Estudos de Teatro da
António López-Dávila, n.º 9 da Colección Breviarios, Faculdade de Letras de Lisboa, n.º 11 (Junho/2009).
Estreia no próximo mês de Janeiro o espectáculo Editorial Galáxia e AGADIC, 2009.
comemorativo dos 50 anos de carreira do actor Forma Breve, Universidade de Aveiro, n.º 6
Manual de práctica teatral feminista (Dezembro/2008).
Júlio Cardoso – “Eu Sou a Minha Própria Mulher”, Elaine Aston, n.º 10 da Colección Biblioteca de Teatro,
de Doug Wright, com encenação de João Mota. Editorial Galaxia e AGADIC, 2009. Artistas Unidos, n.º 20 (Dezembro de 2007).
cenaberta 11
cenaberta Dezembro 2009
© Augusto Baptista
ROSTOS DA CENA
Rogerio Boane
Integrante do elenco de "Quem Come Quem" e hoje na Companhia
de Teatro de Braga, o moçambicano Rogerio Boane saltou da dan-
ça para o teatro. Pés em Portugal, "é aqui onde eu tenho de ficar a
aprender", sonha regressar a Maputo "para criar abertura, trabalhar
a sério. A sério, no sentido: com uma encenação a sério, com um
cenário a sério, luzes a sério".
Nascido em 1978, Maputo, Moçambique, muito jovem Além do mais não estava ainda convencido de que era ac- do possível, criar uma Escola de Teatro em parceria com a
ainda Rogerio Boane saltitou entre grupos de teatro, viveu tor”. A adensar as dúvidas: "A Gaivota". “Eu assisti a algumas Cena Lusófona. Estando lá podia ser um veículo. Conheço as
fugazes experiências de palco. Desses tempos guarda peças deles, foi 'A Gaivota', fiquei com medo: muito texto, pessoas, conheço as dificuldades mesmo do terreno e a Cena
memória do grupo Xitlhango. Aos 18 anos ingressa no meu Deus, eu não sou capaz, falar, falar, decorar”. viria com um projecto mais elaborado, que eu não tenho
Grupo de Canto e Dança Milorho, revela as suas invulgares Em Moçambique, um telefonema do Rui Madeira capacidade para fazer as coisas muito apuradas, orçamentos,
capacidades de bailarino. decide-o: “Na altura ele disse que precisava de um bailarino. acções, o que se podia ou não fazer, e também convidar actores
Em 1999, o Grupo de Canto e Dança Milorho designa Essa parte é que me convenceu. E peguei e vim e fiz o meu e directores daqui para irem para lá.
Rogerio Boane para participar, em Maputo, num workshop primeiro espectáculo cá: “Uma Comédia na Estação”.
da Cena Lusófona: um encontro marcante na vida do actor, Não mais parou. Entre muitas outras representações, Sonho de envergadura…
então com 21 anos. levou a palco as peças "A Estalajadeira", de Carlo Goldoni, Nisso tudo eu seria um instrumento de campo. Eu queria ir
Este workshop, dirigido por Stephan Stroux, visava a "Doroteia", de Nelson Rodrigues, "A Vida como Exemplo", mesmo ao campo encontrar aquelas pessoas que estão a fazer
escolha de um representante moçambicano no espectá- de Alexej Schipenko, "As Bacantes", de Eurípides. teatro e falar, assim de igual, sem ir lá como uma pessoa mais,
culo “Quem Come Quem”, integrado no projecto Viagem Neste caldo teatral, nas reviravoltas de Maputo a Braga, que lhes transmite umas quantas coisas mas que depois eles
ao Centro do Círculo, co-produção da Cena Lusófona, A a Cena Lusófona surge na vida de Rogerio Boane como o não conseguem implementar, aquilo fica-lhes só na cabeça
Escola da Noite, Companhia de Teatro de Braga e Teatro eixo em que giram as mudanças, tal qual o actor confia ao mas não funciona lá, que a realidade é outra. É preciso criar
Vila Velha (Brasil). cenaberta: abertura, não só formar, criar espaços em que os grupos de
“Eu era bailarino, mas como já tinha uma pequena teatro possam ir para esses espaços e trabalhar a sério. A
experiência de palco no grupo Xitlhango, e os outros eram Como achas que o projecto Cena Lusófona mar- sério, no sentido: com uma encenação a sério, com um cenário
só bailarinos, fui considerado a pessoa mais indicada para cou a tua vida de actor? a sério, luzes a sério.
fazer esse workshop de teatro”. Os convites foram dirigidos A Cena Lusófona abriu-me oportunidades únicas e, de uma
a todos os grupos de Moçambique, “o que contribuiu para maneira directa ou indirecta, tem acompanhado o meu proces-
Com mais organização?
diminuir rivalidades, aproximar os grupos e os actores, so criativo, a minha evolução teatral.Tenho vivido e convivido
Nós lá fazemos tudo, como aqui numa certa altura os actores
misturar actores e bailarinos”. imensamente com pessoas do espaço de língua portuguesa,
eram luminotécnicos, eram tudo, faziam tudo. Lá os grupos
Foram muitos e qualificados os participantes no work- não só aqui em Portugal, também no Brasil, onde já estive. E
fazem tudo, trabalham para terem um sustento, e são obriga-
shop, “trinta e tal pessoas”, segundo as contas do Rogerio, há muitas propostas para Angola, Cabo Verde, S.Tomé. Só que
dos a submeterem-se a projectos como o da embaixada de
“todas a concorrerem para um sonho. E estavam lá actores existem aquelas barreiras que têm dificultado, mas isso são
não sei o quê que apoia sobre a malária, então fazem teatro
profissionais, com carreira de teatro. No fundo, o que coisas mais da produção e da falta de apoios à Cena.
sobre a malária, a cooperação tal apoia sobre a fome, então
eu queria era estar ali com aqueles actores profissionais,
fazem uma peça sobre a fome… Falta implementar o teatro
começarmos juntos. Normalmente, quando íamos para um Mas de 2000 em diante ingressaste na Companhia
que existe no Mutumbela Gogo. Os outros grupos encenam
espectáculo em que entravam os actores mais velhos, nós de Teatro de Braga…
assim textos mais mediáticos. Agora falta trabalhar mesmo
fazíamos uma pequena parte e, de repente, estávamos na Claro que nestes últimos anos este plano de intercâmbio
textos a sério.
estreia. Quase não havia contacto com eles, eles com as teatral lusófono tem sido muito concretizado no âmbito da
suas horas de ensaio…” Companhia de Teatro de Braga, e por força do director Rui
Esse teu projecto é coisa para curto prazo ou
O workshop durou cerca de duas semanas, Rogerio foi Madeira.
o eleito. E logo viaja para Portugal, instala-se em Coimbra. propósito de velho actor em final de carreira?
“Mais precisamente viemos para a Tocha. Foi lá onde nos É uma coisa que eu alimento dentro de mais alguns bons anos.
Com a tua vida de actor hoje estabilizada, pro-
encontrámos todos: os angolanos, os brasileiros, santo- É um projecto mais de maturidade, aí já não sei se fico lá, se
jectos?
menses, todos os actores escolhidos. Os nossos primeiros Eu sempre tive uma ideia, desde que vim para Portugal: voltar fizer falta no projecto ficarei lá; mas também não gostaria de
ensaios foram lá. Ensaiávamos, dormíamos, tudo lá. Foi a Moçambique. Depois de me sentir formado, sinto-me em dí- estar desligado da Cena Lusófona, porque vou precisar de
mesmo intensivo”. vida para com o meu país, gostaria de dar uma certa formação. uma ligação mesmo com Portugal.
Da Tocha a preparação do "Quem Come Quem" ru- Em Moçambique não temos Escolas de Teatro. Mesmo eu, hoje
mou para Coimbra, para A Escola da Noite. Após a estreia actor profissional, a minha escola é a vida. Em Moçambique não Ultimamente tens ido a Moçambique?
no Teatro Gil Vicente, seguiram-se apresentações em Braga há Escolas de Teatro, nem formadores. As pessoas formam-se Já lá não vou há quatro anos. Quando eu estava a dançar, quan-
e no Porto (Palácio Cristal). “A ideia era que o espectáculo através de workshops, depois vão-se integrando em grupos do era bailarino e não sabia se queria ser actor ou bailarino,
entrasse em digressão por todos os PALOP, mas por razões e vão fazendo. Alguns tiveram a oportunidade de participar regressava sempre uma vez por ano. Ia dar espectáculos com
que me ultrapassam ficou só em Portugal”. numas co-produções, fizeram algumas peças cá, depois voltam a minha companhia, para manutenção, para ganhar energias.
Terminado o "Quem Come Quem", Rui Madeira, a Moçambique, mas não conseguem continuar. A partir do momento em que escolhi ser actor, que decidi
director da Companhia de Teatro de Braga (CTB), convida ficar aqui e continuar a minha carreira no teatro, já não tinha
Rogerio Boane para integrar o próximo espectáculo da Como queres desenvolver essa formação teatral motivos, e então decidi ficar aqui. Que ir lá para carregar tea-
companhia. “Eu disse que sim, mas que teria de ir a Moçam- em Moçambique? tro, não vale a pena. Agora é aqui que eu tenho de aprender,
bique carregar as baterias. Estava na Europa há 3 meses... A minha ideia é dar uma formação continuada ou, na medida é aqui onde eu tenho de ficar a aprender.
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