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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DISCIPLINA: LABORATÓRIO DE FENÔMENOS DE TRANSPORTE

EXPERIMENTOS 8 E 9 FATOR DE ATRITO E PERFIS DE VELOCIDADE DE

ESCOAMENTO EM CONDUTOS DE SEÇÃO CIRCULAR

JÚLIA PIVA COSTA

389099

LUCIANE CRISTINA BIGARAN

389129

MATEUS RIBEIRO DE AGUIAR GARCIA

389293

MAURÍCIO REIS DO NASCIMENTO

389315

TAMARA RAMALHO MIGNOLI

389285

SÃO CARLOS - SP

2013

2

SUMÁRIO

1. OBJETIVOS

 

3

2. RESUMO

4

3. INTRODUÇÃO TEÓRICA

5

3.1. Fator de Atrito

 

5

3.2. Perfis de Velocidade

7

4. MATERIAIS E MÉTODOS

11

4.1. Fator de Atrito

 

11

4.2. Perfil de Velocidade

13

5. RESULTADOS

E DISCUSSÕES

16

5.1.

Resultados

16

5.1.1. Fator de atrito em condutos de seção circular

16

5.1.2. Perfis de velocidades para escoamento turbulento em condutos

cilíndricos (tubo de Pitot)

19

5.2.

Discussão

24

5.2.1. Fator de atrito em condutos de seção circular

24

5.2.2. Perfis de velocidades para escoamento turbulento em condutos

cilíndricos (tubo de Pitot)

26

6. CONCLUSÃO

 

27

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

28

3

1. OBJETIVOS

Esta prática teve como objetivos determinar os fatores de atrito experimental e teórico para um tubo de seção circular através de dados de pressão para diferentes valores de vazão e também obter perfis de velocidades experimentais e teóricos através de medidas de queda de pressão obtidas em um tubo de Pitot e nas paredes do tubo, respectivamente.

4

2. RESUMO

A vazão ou velocidade de escoamento é considerada uma das principais variáveis de um processo, já que através de sua medição é possível controlar-se o balanço material de uma linha. Outra importante variável de processo é a perda de carga, produzida quando um fluido escoa de um ponto a outro dentro de um conduto, sendo ela causada pelo atrito do fluido com a superfície interna da parede do tubo ou pelas turbulências no escoamento. Assim, quanto maior for a rugosidade da parede da tubulação ou mais viscoso for o fluido, maior será a perda de energia. Portanto, analisando-se economicamente, quanto maior forem as perdas energéticas, maior será o custo com bombeamento, logo, maiores os custos da instalação. Desta maneira, é fundamental que sejam utilizadas as técnicas mais adequadas e precisas para as avaliações dessas duas variáveis. As práticas realizadas tiveram por objetivo o cálculo dessas em dutos com seções circulares constantes. Para a obtenção da velocidade de escoamento e consequentemente dos perfis de velocidades, foi utilizado o Tubo de Pitot, instrumento que se baseia na diferença entre a pressão total e estática (medidas por um manômetro). Também através de diferenças de pressão, entre pontos distintos da tubulação, e os devidos balanços de energia foi possível obter os fatores de atrito e as perdas de carga. Tanto os perfis de velocidade quando os fatores de atrito experimentais foram posteriormente comparados com os seus esperados valores teóricos resultando em boas concordâncias.

5

3. INTRODUÇÃO TEÓRICA

3.1. Fator de Atrito

Considere o esquema abaixo, que representa um fluido escoando ao longo de uma seção de tubulação de diâmetro constante e igual a D:

FIGURA 1 - Esquema de fluido escoando por seção de tubulação.

1 - Esquema de fluido escoando por seção de tubulação. Fonte: Acervo pessoal. Aplicando o balanço

Fonte: Acervo pessoal.

Aplicando o balanço de energia mecânica entre os pontos 1 e 2 temos:

(1)

Em que u b é a velocidade média de escoamento do fluido, é sua densidade, g é a

aceleração da gravidade, z é a variação de altura ao longo do duto, P é a variação de pressão, e lwf é a perda de carga. Como não há variação de altura nem de diâmetro ao longo do duto, temos que as variações de energia potencial e cinética, respectivamente, são nulas. Assim:

(2)

Considerando que a pressão é medida por um manômetro fechado, como no esquema abaixo:

6

FIGURA 2 - Esquema de manômetro fechado.

6 FIGURA 2 - Esquema de manômetro fechado. Mas: Fonte: Acervo pessoal. No ponto A tem-se

Mas:

Fonte: Acervo pessoal.

No ponto A tem-se que:

No ponto B tem-se que:

(3)

(4)

(5)

Em que m é a densidade do fluido manométrico e H = H 1 H 2 . Assim:

Logo:

(6)

(7)

Por uma das definições de fator de atrito (de Fanning), tem-se que:

7

(8)

Pela relação obtida a equação (2), nota-se que:

(9)

Por fim, por meio da combinação entre a equação (9) e (7) temos a relação do fator de atrito com a variação da altura manométrica.

(10)

A literatura sugere correlações empíricas para cálculo do fator de atrito. Tais correlações diferem quanto ao tipo de escoamento.

Escoamento laminar:

Em que Re é o número de Reynolds.

Escoamento turbulento:

(11)

Para Reynolds variando em uma faixa de 4x10³ a 1x10 5 utiliza-se a correlação abaixo:

(12)

Por fim, para valores de Reynolds maior que 1x10 5 faz-se uso da seguinte correlação:

(13)

8

Considere um fluido escoando por uma tubulação horizontal, com atrito entre o fluido e a parede do duto desprezível. Nesta tubulação é inserido um sensor proveniente de um tubo de Pitot, identificado por 2. É importante ressaltar que a velocidade na extremidade do sensor é nula. A este equipamento está acoplado um manômetro fechado, como segue na Figura 3:

FIGURA 3 - Esquema do sensor do tubo de Pitot inserido em uma tubulação.

do sensor do tubo de Pitot inserido em uma tubulação. Fonte: Acervo pessoal. Aplicando o balanço

Fonte: Acervo pessoal.

Aplicando o balanço de energia mecânica entre 1 e 2, temos:

(14)

Em que u b é a velocidade média do fluido, g é a aceleração da gravidade, z é a diferença de altura entre os pontos da tubulação, P é a variação de pressão,

é a densidade do fluido e lwf é a perda de carga. A partir das hipóteses descritas acima, tem-se:

Mas, como visto anteriormente,

(15)

9

(16)

Em que h = h 2 -h 1 é a diferença entre as alturas no manômetro e m é a densidade do fluido manométrico.

Assim:

(17)

Como o sensor do tubo de Pitot é móvel, isto permite que sejam realizadas medidas de velocidade em diferentes pontos do eixo axial da tubulação, tornando possível, dessa forma, a determinação do perfil de velocidades. Partindo da teoria desenvolvida para camada limite, pode-se prever o perfil de velocidades teórico da seguinte forma:

Primeiramente, deve-se calcular u * , segundo a equação abaixo.

(18)

Contudo,

 

(19)

Substituindo a equação (18) em (19) temos:

(20)

Em seguida, calcula-se a posição adimensional y + como evidenciado

abaixo:

 

(21)

10

Posteriormente, calcula-se a velocidade adimensional u + de acordo com as condições abaixo:

Por fim, calcula-se u:

(22)

(23)

(24)

(25)

Com diferentes valores de y e P é possível estimar as velocidades teóricas em diferentes posições do eixo axial da tubulação, permitindo, assim, a previsão do perfil teórico de velocidades.

11

4. MATERIAIS E MÉTODOS

4.1.Fator de Atrito

Para determinar experimentalmente o fator de atrito em condutos de seção circular, foram utilizados os seguintes materiais:

Termômetro;

Galão;

Balança;

Cronômetro;

Uma bomba acoplada ao kit experimental;

Manômetro de mercúrio em U;

Sistema experimental formado por tubulações e válvulas.

O aparato experimental utilizado para essa prática está apresentado na

Figura 4.

12

FIGURA 4 Sistema utilizado no experimento de determinação do fator de atrito.

no experimento de determinação do fator de atrito . Fonte: Acervo pessoal. Para determinar o fator

Fonte: Acervo pessoal.

Para determinar o fator de atrito nas tubulações de mesmo material (aço galvanizado), mas de diâmetros diferentes (tubulação A de diâmetro igual a 7,8 mm e o tubo B com 6,3 mm), mediu-se a vazão mássica em duplicata, através de coleta e pesagem de água em um determinado tempo. Essa medida foi obtida quatro vezes, mantendo a válvula de alimentação totalmente aberta e variando somente a de reciclo, deixando o sistema com vazão máxima (reciclo no mínimo), vazão mínima (reciclo no máximo), e vazões intermediárias maior e menor.

13

Em cada uma das quatro medidas de vazões, a temperatura foi aferida, pois devido ao uso de bomba no sistema, houve um pequeno aquecimento na água. Além disso, para cada uma das vazões mediu-se a variação de pressão através da leitura no manômetro em U para as duas tubulações, A e B, em comprimentos dos tubos de 0,5 m e de 1m. Com os valores de perda de carga obtidos, calculou-se o fator de atrito f experimental e teórico.

4.2. Perfil de Velocidade

Para realizar a determinação experimental dos perfis de velocidades em escoamento turbulento através condutos cilíndricos (Tubo de Pitot), utilizou-se os seguintes materiais:

Balança;

Galão;

Cronômetro;

Termômetro;

Uma bomba acoplada ao kit experimental;

Manômetro de mercúrio em U;

Sistema experimental com um tubo de Pitot acoplado.

O sistema experimental utilizado para essa prática e o tubo de Pitot acoplado nele estão apresentados nas Figuras 5 e 6, respectivamente.

14

FIGURA 5 Sistema utilizado no experimento de perfis de velocidade.

Sistema utilizado no experimento de perfis de velocidade . Fonte: Acervo pessoal. FIGURA 6 – Tubo

Fonte: Acervo pessoal.

FIGURA 6 Tubo de Pitot acoplado ao sistema experimental para determinar perfis de velocidade.

6 – Tubo de Pitot acoplado ao sistema experimental para determinar perfis de velocidade . Fonte:

Fonte: Acervo pessoal.

15

A prática iniciou-se estabelecendo uma vazão constante através do tubo do sistema. Para isso mediu-se a vazão mássica de água em duplicata, coletando e pesando uma quantidade da mesma em um determinado tempo. Além disso, aferiu- se a temperatura da água ao decorrer do experimento. Com esse escoamento estável determinou-se a queda de pressão fornecida pelo Pitot. Para isso, em um tubo de 2,2 cm posicionou-se o tubo de Pitot em cinco pontos diferentes (nas extremidades do conduto, no centro e nos dois pontos intermediários), e em cada posição mediu-se a queda de pressão H no manômetro em U. Posteriormente, para calcular a tensão de cisalhamento na parede do conduto após o conjunto do tubo de Pitot, mediu-se a distância L igual a 0,75 m entre dois pontos de tomada de pressão localizados nesse conduto, e através de leitura no manômetro em U, mediu-se a queda de pressão entre esses pontos. Essas medidas foram obtidas para vazão mínima (alimentação e reciclo totalmente abertos), depois repetiu-se o mesmo processo variando a vazão para máxima (reciclo fechado) e para duas vazões intermediarias (reciclo mais que meio aberto e fechado), obtendo quatro conjuntos de dados, com os quais determinaram- se perfis de velocidade para cada escoamento.

16

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

5.1.

Resultados

5.1.1. Fator de atrito em condutos de seção circular

Para calcular o fator de atrito em dois tubos, A e B, de diâmetros diferentes (A tem diâmetro igual a 7,8 mm e B tem 6,3 mm), em dois comprimentos L do conduto (0,5m e 1m), mediu-se quatro vazões mássicas (w) distintas. Essas medidas foram realizadas utilizando um galão de massa 0,72 kg, e foi calculada através da razão massa por tempo. Os dados obtidos para os quatro escoamentos diferentes nos tubos A e B, bem como a temperatura, viscosidade da água ( e

densidades ( da água e do mercúrio, estão apresentados na Tabela 1 e 2, respectivamente.

TABELA 1 Dados obtidos para o tubo A.

 

Massa

Tempo

Vazão

Vazão

Temperatura

(H 2 O) g)

(kg)

(s)

(kg/s)

média (kg/s)

(°C)

kg/(m.s)

kg/m³

kg/m³

Vazão mínima

4,53

39,94

0,1134

0,1123

28,00

0,00085

996,2

13526

4,43

39,88

0,1111

Vazão máxima

7,06

29,94

0,2358

0,2378

30,00

0,000815

995,6

13521

7,08

29,53

0,2398

Vazão intermediária menor

4,86

40,19

0,1209

0,1221

31,00

0,000798

995,3

13519

4,93

40,00

0,1233

Vazão intermediária

5,78

29,94

0,1931

0,1916

31,00

0,000798

995,3

13519

maior

5,73

30,12

0,1902

Fonte: Acervo pessoal.

17

TABELA 2 Dados obtidos para o tubo B.

 

Massa

Tempo

Vazão

Vazão

Temperatura

(H 2 O) g)

(kg)

(s)

(kg/s)

média (kg/s)

(°C)

kg/(m.s)

kg/m³

kg/m³

Vazão mínima

5,03

60,13

0,0837

0,0844

27,00

0,00087

996,5

13528,7

5,13

60,22

0,0852

Vazão máxima

7,18

39,97

0,1796

0,1800

29,00

0,000831

995,9

13523,8

7,20

39,91

0,1804

Vazão intermediária menor

4,53

49,75

0,0911

4,53

49,90

0,0908

0,0909

30,00

0,000815

995,6

13521,4

Vazão intermediária

6,00

40,09

0,1497

0,1479

31,00

0,000798

995,3

13518,9

maior

5,83

39,9

0,1461

Fonte: Acervo pessoal.

A partir desses dados foi possível calcular a velocidade média u b e o número de Reynolds, através das Equações (26) e (27) respectivamente.

(26)

(27)

Em cada comprimento L dos tubos A e B, mediu-se uma diferença de altura H no manômetro de mercúrio em U, e através desses valores e da Equação

(7) calculou-se a variação da pressão P em cada conduto nos comprimentos 0,5m

(H 1 e P 1 ) e 1m (H 2 e P 2 ). Esses valores obtidos encontram-se nas Tabelas 3 e 4 para os tubos A e B respectivamente.

TABELA 3 Valores de velocidade média, Reynolds e variação de pressão para os dois comprimentos L no tubo A.

 

Vazão

H 1

P 1

H 2

P 2

ub

Re

média (kg/s)

(m)

(Pa)

(m)

(Pa)

(m/s)

Vazão mínima

0,1123

0,037

4543,414

0,069

8472,854

2,358

21557,06

Vazão máxima

0,2378

0,129

15835,12

0,267

32775,01

4,998

47624,92

Vazão intermediária menor

0,1221

0,041

5031,982

0,081

9941,234

2,567

24973,82

Vazão intermediária

0,1916

0,088

10800,35

0,182

22337,09

4,030

39202,36

18

maior

Fonte: Acervo pessoal.

TABELA 4 Valores de velocidade média, Reynolds e variação de pressão para os dois comprimentos L no tubo B.

 

Vazão

H 1

P 1

H 2

P 2

ub

Re

média (kg/s)

(m)

(Pa)

(m)

(Pa)

(m/s)

Vazão mínima

0,0844

0,075

9211,167

0,135

16580,1

2,718

19633,35

Vazão máxima

0,1800

0,231

28360,66

0,466

57212,41

5,799

43781,44

Vazão intermediária menor

0,0909

0,073

8960,957

0,142

17430,90

2,930

22545,71

Vazão intermediária

 

0,1479

0,159

19514,27

0,324

39764,93

4,767

37454,44

maior

Fonte: Acervo pessoal.

De posse desses valores calculou-se o fator de atrito experimental (f exp )

no escoamento de água pelos tubos A e B, nos dois comprimentos do conduto (0,5m

e 1m) para as quatro vazões distintas, através da Equação (9). Fez-se também o

cálculo do fator de atrito pelas correlações empíricas (f teórico ), através das Equações (12) e (13), para posteriores análises dos resultados experimentais. Ainda com o intuito de analisar os resultados obtidos pela prática, obteve- se o fator de atrito através do gráfico de Moody (f Moody ). Para obter esse valor foi

necessário calcular a rugosidade relativa (rel ) do tubo de aço galvanizado. Essa é

dada pela Equação (28), em que relaciona a rugosidade absoluta (abs ) do material do tubo com o seu diâmetro. Na literatura, para o aço galvanizado, encontra-se que esse valor de abs é igual a 0,15 mm.

(28)

Para o tubo A encontrou-se rugosidade relativa rel igual a 0,019 e para o

tubo B rel é igual a 0,024. Através desses valores, dos resultados encontrados para

o número de Reynolds e do gráfico de Moody foi possível encontrar os valores de

f Moody . Esses dados, assim como os resultados dos fatores de atrito experimental (f 1exp e f 2exp para os dois comprimentos L de 0,5 m e de 1m respectivamente),

19

teóricos e seus erros relativos, para os tubos A e B, estão apresentados nas tabelas 5 e 6 respectivamente.

TABELA 5 Resultados dos fatores de atrito experimental, teórico, pelo gráfico de Moody e seus respectivos erros relativos, para o tubo A.

Vazão

média (kg/s)

f1exp

f2exp

fmédio,exp

fteórico

Erro

relativo (%)

fMoody

Erro relativo

Moody (%)

Vazão mínima

0,1123

0,0064

0,0060

0,0062

0,0065

5,19

0,0118

47,45

Vazão máxima

0,2378

0,0050

0,0051

0,0051

0,0053

5,52

0,0116

56,27

Vazão intermediária Menor

0,1221

0,0060

0,0059

0,0059

0,0063

5,36

0,0117

49,21

Vazão intermediária

 

0,1916

0,0052

0,0054

0,0053

0,0056

5,58

0,0116

54,26

Maior

Fonte: Acervo pessoal.

TABELA 6 Resultados dos fatores de atrito experimental, teórico, pelo gráfico de Moody e seus

respectivos erros relativos, para o tubo B.

Vazão

média (kg/s)

f1exp

f2exp

fmédio,exp

fteórico

Erro

relativo (%)

fMoody

Erro relativo

Moody (%)

Vazão mínima

0,0844

0,0079

0,0071

0,0075

0,0067

12,24

0,0125

39,99

Vazão máxima

0,1800

0,0053

0,0054

0,0054

0,0055

1,88

0,0123

56,37

Vazão intermediária Menor

0,0909

0,0066

0,0064

0,0065

0,0064

1,08

0,0124

47,60

Vazão intermediária

0,1479

0,0054

0,0055

0,0055

0,0057

3,36

0,0123

55,42

Maior

Fonte: Acervo pessoal.

5.1.2. Perfis de velocidades para escoamento turbulento em condutos cilíndricos (tubo de Pitot)

Os dados para determinar o perfil de velocidade de um escoamento são obtidos através de um sistema com vazão constante. Para isso, mediu-se em duplicata a vazão mássica de água escoando, utilizando um galão de massa igual 0,86 kg para coletar o fluido. Variando a abertura da válvula de reciclo, obteve-se

20

quatro vazões diferentes, calculadas através da razão da massa do líquido pelo tempo. Os resultados obtidos para os quatro escoamentos diferentes, assim como a viscosidade da água (a temperatura e densidades ( da água e do mercúrio, são mostrados na Tabela 7.

TABELA 7 Dados obtidos para calcular os perfis de velocidade.

 

Massa

Tempo

Vazão

Vazão

Temperatura

(H 2 O) g)

(kg)

(s)

(kg/s)

média (kg/s)

(°C)

kg/(m.s)

kg/m³

kg/m³

Vazão mínima

(reciclo aberto)

9,59

10,22

9,94

11,34

0,9648

0,9012

0,9330

26,00

0,00089

996,8

13531,2

Vazão máxima

13,01

6,38

2,0384

(reciclo fechado)

13,10

6,13

2,1370

2,0877

30,00

0,000815

995,6

13521,4

Reciclo mais que meio aberto

10,44

11,28

0,9255

10,68

11,25

0,9493

0,9374

34,00

0,000751

994,4

13511,6

Reciclo mais que

11,36

6,96

1,6322

1,6482

36,00

0,000721

993,7

13506,7

meio fechado

11,60

6,97

1,6643

Fonte: Acervo pessoal.

Estabelecido escoamento constante, para cada vazão mediu-se a variação da altura manométrica (H) nos pontos de tomada de pressão de comprimento L igual a 0,75m do conduto após o conjunto de Pitot. Com esses valores de H, calculou-se a queda de pressão (P), a velocidade média (u b ), o

número de Reynolds e a tensão de Cisalhamento (s ) na parede do conduto, através das Equações (7), (15), (27) e (19). Os resultados obtidos para essas medidas e cálculos estão apresentados na Tabela 8.

TABELA 8 Valores de variação de pressão, velocidade média, número de Reynolds e tensão de cisalhamento para o conduto após o conjunto de Pitot.

 

Vazão

H 1

P 1

ub

Re

s

média (kg/s)

(cmHg)

(Pa)

(m/s)

(N/m²)

Vazão mínima

0,9330

1,9

2333,908

2,164

53440,06

17,115

Vazão máxima

2,0877

6,5

7978,935

4,004

107595,71

58,512

Vazão intermediária menor

0,9374

0,7

858,680

1,314

38281,94

6,297

Vazão intermediária

 

1,6482

4,8

5886,115

3,442

104362,49

43,165

maior

21

Fonte: Acervo pessoal.

Em cada vazão (máxima, mínima e as intermediárias maior e menor), posicionou-se o tubo de Pitot em cinco pontos equidistantes em um tubo de 2,2 cm. Em cada um deles, foi possível medir a diferença de altura manométrica (H) e

consequentemente calcular a queda de pressão (P) causada pelo Pitot, através da Equação (7). De posse desses valores e da Equação (15) foi possível obter a velocidade experimental (u exp ) em cada ponto do Pitot para cada vazão. A partir desses dados plotaram-se os gráficos da posição pela velocidade experimental, para cada vazão, obtendo dessa forma, os perfis de velocidade experimentais. Para plotar os perfis de velocidade teóricos, foi necessário calcular a velocidade teórica (u teórico ). Esta, como pode ser verificado pela Equação (25), depende das velocidades adimensional (u + ) e de atrito (u * ). A última depende apenas da tensão de cisalhamento e da densidade da água, sendo calculada para cada ponto através da Equação (20). Já a velocidade adimensional depende da distância adimensional y + , obtido para cada posição y do Pitot (y=0 cm, y=0,55 cm, y=1,1 cm, y=0,55 cm e y=0 cm) através da Equação (21). Cada intervalo de y + caracteriza o regime do escoamento (subcamada laminar, região de transição e turbulenta), dessa forma u + é dado pela distribuição universal das velocidades e sua equação depende do valor de y + , como pode ser verificado pelas Equações (22), (23) e (24). Através dessas calculou-se a velocidade adimensional (u + ). Esses resultados obtidos para o tubo de Pitot estão apresentados nas Tabelas 9, 10, 11 e 12 respectivamente para cada vazão. A partir desses dados plotaram-se os Gráficos 1, 2, 3 e 4 de posição pelas velocidades teóricas e experimentais, resultando nos perfis de velocidade teóricos e experimentais.

22

TABELA 9 Valores da queda de pressão, velocidades adimensional, de atrito, teórica e

experimental, obtidas no conjunto de Pitot em cada posição do tubo pra vazão mínima.

Vazão Mínima (reciclo totalmente aberto)

H

uteórico

uexp

Erro relativo

y (m)

(cmHg)

P (Pa)

y+

u*

u+

(m/s)

(m/s)

(%)

0,0000

1,0

1228,373

0,0

0,1310

0,0000

0,000

1,570

-

0,0055

1,8

2211,071

809,0

0,1310

22,2395

2,914

2,106

27,7

0,0110

1,8

2211,071

1618,0

0,1310

23,9723

3,141

2,106

32,9

0,0165

1,7

2088,234

809,0

0,1310

22,2395

2,914

2,047

29,8

0,0220

0,8

982,698

0,0

0,1310

0,0000

0,000

1,404

-

Fonte: Acervo pessoal.

GRÁFICO 1 Perfil de velocidade teórico e experimental para vazão mínima.

Perfis de velocidade para vazão mínima 0,025 0,020 0,015 u experimental 0,010 0,005 u teórico
Perfis de velocidade para vazão mínima
0,025
0,020
0,015
u experimental
0,010
0,005
u teórico
0,000
0,000
1,000
2,000
3,000
4,000
Posição y (m)

Velocidade (m/s)

Fonte: Acervo pessoal.

TABELA 10 Valores da queda de pressão, velocidades adimensional, de atrito, teórica e

experimental, obtidas no conjunto de Pitot em cada posição do tubo para vazão máxima.

Vazão Máxima (reciclo totalmente fechado)

y (m)

H

P (Pa)

y+

u*

u+

uteórico (m/s)

uexp

Erro relativo

(cmHg)

 

(m/s)

(%)

0,0000

7,4

9083,7102

0,0

0,2424

0,0000

0,000

4,272

-

0,0055

9,7

11907,025

1628,8

0,2424

23,9890

5,816

4,891

15,90

0,0110

10,5

12889,048

3257,6

0,2424

25,7219

6,236

5,088

18,40

0,0165

9,4

11538,767

1628,8

0,2424

23,9890

5,816

4,815

17,21

0,0220

5,6

6874,159

0,0

0,2424

0,0000

0,000

3,716

-

Fonte: Acervo pessoal.

23

GRÁFICO 2 Perfil de velocidade teórico e experimental para vazão máxima.

Perfis de velocidade para vazão máxima 0,025 0,020 0,015 u experimental 0,010 u teórico 0,005
Perfis de velocidade para vazão máxima
0,025
0,020
0,015
u experimental
0,010
u teórico
0,005
0,000
0,000
2,000
4,000
6,000
8,000
Posição y (m)

Velocidade (m/s)

Fonte: Acervo pessoal.

TABELA 11 Valores da queda de pressão, velocidades adimensional, de atrito, teórica e

experimental, obtidas no conjunto de Pitot em cada posição do tubo para vazão intermediária menor.

Vazão intermediária menor (reciclo mais que meio aberto)

H

uteórico

uexp

Erro relativo

y (m)

(cmHg)

P (Pa)

y+

u*

u+

(m/s)

(m/s)

(%)

0,0000

0,7

1594,691

0,0

0,0796

0,0000

0,000

1,791

-

0,0055

1,3

2330,703

579,5

0,0796

21,4055

1,703

2,165

27,11

0,0110

1,9

2576,040

1159,0

0,0796

23,1384

1,841

2,276

23,62

0,0165

2,1

2330,703

579,5

0,0796

21,4055

1,703

2,165

27,11

0,0220

1,0

1226,686

0,0

0,0796

0,0000

0,000

1,571

-

Fonte: Acervo pessoal.

GRÁFICO 3 Perfil de velocidade teórico e experimental para vazão intermediária menor (reciclo

mais que meio aberto).

Perfis de velocidade para reciclo mais que meio aberto 0,025 0,020 0,015 u experimental 0,010
Perfis de velocidade para reciclo mais
que meio aberto
0,025
0,020
0,015
u
experimental
0,010
u teórico
0,005
0,000
0,000
1,000
2,000
3,000
Posição y (m)

Velocidade (m/s)

Fonte: Acervo pessoal.

24

TABELA 12 Valores da queda de pressão, velocidades adimensional, de atrito, teórica e

experimental, obtidas no conjunto de Pitot em cada posição do tubo para vazão intermediária maior.

Vazão intermediária maior (reciclo mais que meio fechado)

uexp

Erro relativo

y (m)

H (cmHg) P (Pa)

y+

u*

u+

uteórico (m/s)

(m/s)

(%)

0,0000

5,1

6253,997

0,0

0,2084

0,0000

0,000

3,548

-

0,0055

6,6

8093,408

1579,9

0,2084

23,9127

4,984

4,036

19,02

0,0110

7,4

9074,428

3159,7

0,2084

25,6456

5,345

4,274

20,04

0,0165

6,5

7970,781

1579,9

0,2084

23,9127

4,984

4,005

19,63

0,0220

4,6

5640,860

0,0

0,2084

0,0000

0,000

3,369

-

Fonte: Acervo pessoal.

GRÁFICO 4 Perfil de velocidade teórico e experimental para vazão intermediária menor (reciclo

mais que meio fechado).

0,025 Perfis de velocidade para reciclo mais que meio fechado 0,020 0,015 0,010 u experimental
0,025
Perfis de velocidade para reciclo mais
que meio fechado
0,020
0,015
0,010
u
experimental
0,005
u
teórico
0,000
0,000
2,000
4,000
6,000
Velocidade (m/s)
Posição y (m)

Fonte: Acervo pessoal.

5.2. Discussão

5.2.1. Fator de atrito em condutos de seção circular

A partir das correlações empíricas e da equação de Moody (que é uma relação explicitada e fornece resultados semelhantes à equação de Colebrook- White, utilizada para construção do diagrama de Moody), verifica-se que f depende apenas das características do sistema (como Reynolds e rugosidade relativa). A equação de Moody é dada pela equação (o)

25

f

  1000000  0,0055. 1 20000 . D   3   
1000000 
0,0055. 1 20000 . D
3
Re

(29)

em que ε/D é a rugosidade relativa do tubo. Dessa forma, f não varia com o comprimento da tubulação. Mas, pelo balanço de energia mecânica, verificou-se também que a perda de carga é igual à razão entre a variação de pressão ao longo do duto e a densidade do fluido. Assim, como f é constante, temos que a perda de carga varia linearmente com o comprimento. Contudo, deve-se lembrar que todas as medidas de vazão e de diferença de altura na coluna manométrica são visuais, o que acarreta em um erro de experimentador, justificando o pequeno desvio nas medidas de f para diferentes comprimentos. Comparando as medidas para os dois tubos, nota-se que o fator de atrito diminui com o aumento do diâmetro. Isso se deve ao fato de que o aumento de tal dimensão acarreta em um aumento na turbulência do escoamento (indicado pelo aumento no número de Reynolds), o que implica na minimização dos efeitos de parede, diminuindo o fator de atrito. Um raciocínio análogo pode ser utilizado para explicar a diminuição da perda de carga com aumento do diâmetro. Ao longo da prática, houve variação significativa da temperatura. Essa variável também influi nos valores do fator de atrito. O aumento da temperatura ocasiona diminuição da densidade e da viscosidade do fluido. Porém, a variação na viscosidade é muito mais significativa em detrimento da variação da densidade. Assim, há elevação no número de Reynolds, implicando em um aumento da turbulência do escoamento e, consequente, diminuição no fator de atrito. Analisando os resultados, pode-se verificar que os valores obtidos experimentalmente apresentam boa concordância com as correlações empíricas dependentes somente de Reynolds. No entanto deve-se lembrar que todas as medidas de vazão, e de diferença de altura na coluna manométrica são visuais, o que acarreta em um erro de experimentador, justificando o pequeno desvio observado. Porém, ao comparar-se os valores experimentais com os obtidos através do diagrama de Moody, o qual depende tanto do número de Reynolds quando da rugosidade relativa, houve certa discrepância. Uma possível explicação para tal

26

discrepância é o fato das tubulações estarem desgastadas devido ao longo tempo de uso. Como os fatores de atrito medidos são menores do que os previstos pelo diagrama de Moody, percebe-se que as paredes da tubulação perderam suas ranhuras iniciais e tornaram-se lisas.

5.2.2. Perfis de velocidades para escoamento turbulento em condutos cilíndricos (tubo de Pitot)

Através do tratamento dos dados pode-se verificar que houve um desvio (em torno de 23%) com relação ao perfil de velocidades teórico. Esse desvio é devido ao longo tempo de uso do equipamento, o qual apresentava vazamentos e oxidação. Deve-se levar em conta, também, o erro do experimentador, visto que a prática é visual. Observou-se também que os maiores erros estão associados às menores vazões (reciclo totalmente ou parcialmente aberto). Uma possível justificativa é o fato de o escoamento não estar totalmente desenvolvido em baixas vazões. O perfil experimental se assemelha ao teórico já que ambos são simétricos, com velocidade máxima no centro e velocidade mínima nas extremidades, como era esperado. No entanto, apesar de mínimas, as velocidades nas extremidades não foram nulas como prevê o perfil teórico, pois não é possível medir a velocidade da camada de fluido que está justaposta com a parede. Durante a prática não pode ser observado regime laminar, pois mesmo com o reciclo totalmente aberto, o número de Reynolds foi sempre maior que 2100, evidenciando o regime turbulento.

27

6. CONCLUSÃO

A partir dos resultados obtidos na prática de fator de atrito observou-se uma boa correlação entre os fatores de atrito experimentais (obtidos através dos dados de queda de pressão) e teóricos (obtidos através de correlações empíricas e apenas dependentes do número de Reynolds). Contudo não foi observada a mesma concordância com os fatores de atrito retirados do diagrama de Moody. Isto provavelmente se deve ao fato do tubo do equipamento estar gasto pelo uso, o que tornou suas paredes mais lisas do que a rugosidade deste material prevê, porquanto esta rugosidade foi utilizada para aferir os fatores de atrito no diagrama. Quanto ao uso dos tubos de diferentes diâmetros, os fatores de atritos obtidos mostraram-se menores no tubo de maior dimensão, já que os efeitos de parede são menores para dutos de maior raio. O fator f apresentou um pequeno desvio em seus valores para diferentes comprimentos, o que não era esperado. Os possíveis erros dos resultados podem ser creditados às medidas visuais de vazão e altura manométrica, bem como à variação de temperatura e ao desgaste do equipamento. Já no experimento de perfis de velocidade notou-se um significativo desvio entre os perfis de velocidade experimentais e teóricos (em torno de 23%), podendo ser devido ao caráter visual da prática, bem como o tempo de uso do equipamento. Os maiores erros estão associados às menores vazões e isto possivelmente é relacionado ao fato do escoamento não estar desenvolvido nestas condições. Apesar disto, os perfis experimentais mostraram-se condizentes aos teóricos, uma vez que apresentaram simetria, máximo no centro e mínimos nas extremidades, conforme o esperado.

28

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHERIC. Chemichal Engineering Research Information Center. Disponível em: < http://www.cheric.org/research/kdb/>. Acesso em: 27. dez. 2012.

MPSC. Informações técnicas: tabela de rugosidades. Disponível em:

<http://www.mspc.eng.br/fldetc/fluid_0550.shtml>. Acesso em: 27 dez. 2012.

PERRY, R. H, GREEN, D. W. Perry chemical engineers’ handbook. 7 ed., New York: McGraw-Hill, 1997.

WHITE, F. M. Mecânica dos fluídos. 4 ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill Interamericana do Brasil, 2002.