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1 Eficiência energética e energias renováveis em edifícios, serviços e indústria
1
Eficiência energética
e energias renováveis
em edifícios, serviços e indústria

2

Índice

1
1

Enquadramento geral

5

1.1
1.1
1.2
1.2
1.3
1.3
1.4
1.4
1.5
1.5

Emissões de carbono e sustentabilidade ambiental

5

A dependência energética de Portugal

9

Impacto energético-ambiental dos edifícios

13

Certificação energética de edifícios

15

Sustentabilidade energética nos edifícios

17

2
2

Eficiência energética em edifícios

serviços e indústria: Medidas de eficiência

energéticas transversais

19

2.1
2.1

Iluminação

20

2.1.1 2.1.2 2.1.3 2.1.4
2.1.1
2.1.2
2.1.3
2.1.4

Implementação de iluminação mais eficiente: iluminação LED

20

Reposicionamento das iluminárias

21

Implementação de sensores de movimento/presença

21

Aproveitamento de luz natural

22

2.2
2.2

Climatização: sistemas de AVAC

23

2.2.1
2.2.1

Implementação de equipamento AVAC

com elevada eficiência energética

23

2.2.2
2.2.2

Correcta gestão dos setpoints de temperatura

24

2.2.3
2.2.3

Implementação de sistemas de freecolling

24

2.2.4 2.2.5
2.2.4
2.2.5

Implementação de sistemas de geotermia

25

Antecâmera na entrada da zona climatizada

25

2.3
2.3

Sistemas de motores eléctricos

26

2.3.1
2.3.1

Aplicação de variador electrónico de velocidade (VEV)

26

2.3.2
2.3.2

Substituição de motores eléctricos convencionais avariados

ou fim de vida por motores de alta eficiência energética

27

2.3.3
2.3.3

Otimização dos sistemas de transmissão mecânica entre o motor

e o equipamento utilizador final - Acopolação directa

28

2.3.4
2.3.4

Implementação de arrancadores suaves

29

2.4
2.4

Frio industrial

30

2.4.1 2.4.2 2.4.3
2.4.1
2.4.2
2.4.3

Termoacumulação (Acumulação de energia latente) - bancos de gelo

30

Utilização de motores a gasolina

31

Novos fluidos frigorigéneos

31

3
3

Energias Renováveis

32

3.1
3.1

Energia solar

34

3.2
3.2
3.3
3.3

Energia eólica Energia Hídrica

36

38

3.4
3.4

Energia da Biomassa

40

4
4

Referências bibliográficas

41

3

4

O aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) produzidas pela queima dos combustíveis
O aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) produzidas pela queima dos combustíveis
O aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) produzidas pela queima dos combustíveis

O aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) produzidas pela queima

dos combustíveis fósseis, usados para satisfazer as crescentes necessidades ener- géticas a nível global, estão a provocar graves alterações climáticas no planeta.

Na Figura 1.1 é apresentado graficamente esse aumento da concentração de GEE

na atmosfera ao longo dos anos, sendo possível concluir que o seu valor quase que

duplicou, entre os anos de 1970 e 2004.

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Figura 1.1 - Emissões mundiais anuais de gases de efeito estufa (GEE) entre 1970 e 2004 (adaptado de [1]).

A elevada concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera terrestre tem

como principais consequências: o aumento das temperaturas globais médias, mu- danças nos regimes de chuva e nos níveis de precipitação, a ocorrência com maior frequência de eventos climáticos extremos, a elevação do nível das águas do mar e alterações de ecossistemas [1].

Segundo o 4º relatório de avaliação do Painel Intergovernamental para as Altera- ções Climáticas [2] (IPCC, na sigla inglesa), a temperatura na superfície terrestre aumentou 0.74 ± 0,18 °C durante o século XX. Os modelos climáticos referencia- dos também pelo IPCC estimam que as temperaturas globais de superfície, pro- vavelmente, aumentarão no intervalo entre 1.1°C a um máximo de 6.4 °C, entre 1990 e 2100 [1]. No ano de 2010, em Portugal Continental, foi registado um valor médio de temperatura do ar de 15.42°C, superando em +0.24°C, o valor médio

6 registado entre os anos de 1971 e 2000 [2].

No sentido de alcançar um novo equilíbrio, que esteja em harmonia com o am- biente e que respeite os direitos das gerações futuras, foram tomadas um conjun- to de medidas com o intuito de responsabilizar os Governos mundiais pelas suas condutas.

Em 1997, trinta e seis dos países industrializados assinaram o Protocolo de Quioto (PQ), onde assumiram compromissos rígidos no sentido de diminuir as emissões de GEE, nomeadamente, nos sectores dos transportes e da energia. No entanto, como

a validação do PQ dependia da subscrição de um número suficiente de países que

no total fossem responsáveis por 55% das emissões dos países industrializados, só

a partir de Fevereiro de 2005, após a adesão da Rússia (em 2004), o protocolo en-

trou em vigor. Este protocolo define, como principais objectivos, a redução global

da emissão de gases do efeito de estufa na ordem dos 5,2%, no período entre 2008

e 2012, comparativamente às emissões de 1990, e de uma redução de 8%, para os países pertencentes também à União Europeia (UE) [3].

Por outro lado, a União Europeia, com a finalidade de desenvolver uma economia energeticamente competitiva, com redução das emissões de carbono, recorre à iniciativa «metas 20-20-20». Com esta iniciativa, os Estados-Membros preten- dem atingir até 2020, as seguintes metas [4]:

• redução das emissões de gases de efeito de estufa em 20%, face aos níveis de

1990;

• aumento em 20% do uso de fontes de energia renováveis e;

• adopção de medidas com vista à obtenção de uma poupança energética de 20% relativamente aos níveis de consumo actuais.

O cumprimento destes objectivos só é possível com a implementação de fortes medidas a nível global, permitindo uma reformulação do consumo da energia por parte da sociedade, baseadas nos seguintes fundamentos:

• éticos e sociais: actualmente 28% da população mundial consome 77% de toda a energia produzida, enquanto 72% vivem apenas com os restantes 23%

[4];

7

• ambientais: contribuição para a redução das emissões de GEE;

• estratégicos: a Europa depende fortemente de países fora da UE (alguns deles politicamente muito instáveis) para satisfazer as suas necessidades de com- bustíveis fósseis, razão pela qual não existe uma certeza de continuidade do fornecimento;

• económicos: o custo anual da factura energética representa uma parcela sig- nificativa das despesas de um edifício.

Concluindo, e face à situação actual do consumo de energia, a eficiência energética pode ter um papel muito importante, podendo ser fundamental na redução dos consumos de energia e respectiva dependência dos combustíveis fosseis. Não é suficiente procurar energias alternativas renováveis, é preciso também optimizar os consumos energéticos, recorrendo à utilização racional de energia.

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A dependência energética de Portugal Embora Portugal seja um país com escassos recursos energéticos de

A dependência energética de Portugal

A dependência energética de Portugal Embora Portugal seja um país com escassos recursos energéticos de origem

Embora Portugal seja um país com escassos recursos energéticos de origem fóssil, cerca de 76.1% da energia primária nacional é consumida precisamente sob essas fontes de energia (petróleo, carvão e gás natural), o que obriga à importação des- tes recursos energéticos. Na Figura 1.2 é apresentado graficamente o consumo de energia primária por fonte, em Portugal, no ano de 2011.

de energia primária por fonte, em Portugal, no ano de 2011. Figura 1.2 - Consumo de

Figura 1.2 - Consumo de energia por fonte, em Portugal no ano de 2011 [5].

Segundo dados do Eurostat, Portugal está entre os 10 países da UE-27 com maior dependência energética externa [6]. A forte dependência energética é um dos pro- blemas graves que Portugal enfrenta e, num contexto de custo energia cada vez mais elevado, constitui uma das muitas causas da crise económica que abala a sociedade e o Estado português. Segundo a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) [5], a dependência de Portugal, em termos de importação de energia, no ano de 2011, foi de 77.1%. Ainda assim, esta dependência de energia externa tem vindo a diminuir desde 2005, ano que atingiu 88.8% [5].

Em 2011, o saldo importador de produtos energéticos cifrou-se em 7 100 M€, re- presentando um aumento de +27.7%, face ao valor de 2010 (5 561 M€). Em termos do valor importado de produtos energéticos, no ano de 2011, o petróleo bruto e refinados representaram cerca de 82% e o gás natural cerca de 13% desse valor

10 total [7].

Associada à forte dependência energética, o país depara-se com uma elevada ine- ficiência na utilização da energia, o que facilmente se demonstra comparando a quantidade de energia primária consumida em relação ao produto interno bruto (PIB). Por exemplo, em 2009, foram necessárias 187 toneladas equivalente de pe- tróleo (tep) para produzir 1000 euros de PIB, quando a média europeia (UE-25) foi de 165 tep [6].

Tal como nos restantes países desenvolvidos do mundo, torna-se necessária uma alteração de padrões de produção e de consumo de energia e uma reformulação energética (tal como mencionado em 1.1.1), permitindo aumentar a eficiência ener- gética e ambiental da economia do país e reduzir a sua vulnerabilidade em relação ao comportamento dos mercados internacionais. No ano de 2005, visando pro- mover as energias renováveis, aumentar a eficiência energética e reduzir a depen-

dência externa, Portugal adoptou a New Energy Policy, comprometendo-se com as seguintes metas [8] [9]:

• 60% da electricidade ser produzida a partir de fontes renováveis (31% em termos de energia primária);

• melhoria de eficiência energética equivalente a 10% do consumo final de energia até 2015;

• forte investimento em projectos de energia solar e das ondas ,entre outras, nas energias renováveis Portugal aponta para o valor de 31% de aumento do recurso a este tipo de energias, e não apenas os 20% estabelecidos pela U.E., com as «metas 20-20-20».

os 20% estabelecidos pela U.E., com as «metas 20-20-20». Figura 1.3 - Consumo de energia final

Figura 1.3 - Consumo de energia final em Portugal, por sector de actividade, em 2010 [5].

Em termos de consumos por sectores de actividade em Portugal, destacam-se os sectores dos transportes, indústria e doméstico. Na Figura 1.3 é apresentado, o consumo de energia final em Portugal, por sector de actividade, no ano de 2010.

Em Portugal no ano de 2010, o consumo de energia final atingiu o valor de 17276 ktep, tendo-se verificado uma redução de 1.3% face ao ano de 2009 [5]. A par- cela de energia consumida nos edifícios (serviços + sector doméstico) é cerca de 29% da energia final, e cerca de 62% do consumo de energia eléctrica nacional, o que evidencia, desde logo, a necessidade de moderar especialmente o consumo de energia eléctrica nos edifícios. Segundo a ADENE [3], com algumas medidas de eficiência energética nos edifícios, é possível poupar até 30-35% da energia consu- mida, mantendo as mesmas condições de conforto.

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1.3 Impacto energético-ambiental dos edifícios Durante o seu ciclo de vida, o maior impacto energético-ambiental

1.3 Impacto energético-ambiental dos edifícios

1.3 Impacto energético-ambiental dos edifícios Durante o seu ciclo de vida, o maior impacto energético-ambiental de

Durante o seu ciclo de vida, o maior impacto energético-ambiental de um edifício acontece no período em que este está em operação (utilização e manutenção do edifício). Os custos associados aos consumos durante esta fase atingem em média, o valor da construção num prazo de 7 a 20 anos [11].

Os interesses económicos e a necessidade de construir rapidamente fizeram com que em Portugal, nos últimos 50 anos, se colocasse de parte algumas das boas práticas ancestrais de construção, cuja adaptação à região se tornava tão caracte- rística. Verificou-se assim, a construção de edifícios pouco adaptados às caracte- rísticas climáticas do local e que apresentavam elevados consumos energéticos na sua utilização. Em projectos de edifícios não houve a preocupação com os custos de utilização e de manutenção, durante a vida útil do edifício. Assim, os edifícios com um recurso cada vez maior a equipamentos de ar condicionado para controlo do ambiente interior tornaram-se grandes consumidores de energia. Nos países desenvolvidos pertencentes à OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvol- vimento Económico) os edifícios são actualmente responsáveis por 40% da ener- gia final consumida, ultrapassando significativamente os resultados de todos os meios de transporte em conjunto [12].

Desde há alguns anos, verificou-se uma crescente preocupação com os custos e impactos ambientais das fases de utilização, bem como, da futura demolição. O custo de construção deixou assim de ser o único custo a influenciar a decisão de construir. Existem oportunidades economicamente atrativas na implementação de medidas de eficiência energética que permitam a redução do consumo de ener- gia dos edifícios, de serviços e de indústria, com menores custos e maiores re-

13

tornos do que noutros sectores. Na Figura 1.4 é apresentada esquematicamente uma possível poupança energética e de emissões de CO2, que a implementação de medidas de eficiência energética de um edifício médio na UE permite.

energética de um edifício médio na UE permite. Figura 1.4 – Renovação de edifícios: poupança

Figura 1.4 – Renovação de edifícios: poupança energética e emissões de C02 (adaptado de [13]).

Na Europa as pessoas passam cerca de 90% do seu tempo no interior dos edifícios, pelo que uma inadequada gestão da energia conduz a gastos desnecessários em grande escala [18].

Os sistemas de aquecimento, arrefecimento e iluminação são geralmente os gran- des responsáveis pelo elevado valor das facturas energéticas do edificado, pelo que, uma das grandes preocupações da engenharia civil é conceber edifícios que permitam o menor recurso possível a este tipo de sistemas, mantendo uma boa climatização interior e o bem-estar do utilizador. Neste sentido, é necessário apos- tar e desenvolver medidas de eficiência energética e em energias alternativas, di- minuindo a dependência da energia fóssil ou não renovável.

Certificação energética de edifícios Em 2003 foi publicada a Directiva Comunitária 2002/91/CE que obriga todos

Certificação energética de edifícios

Certificação energética de edifícios Em 2003 foi publicada a Directiva Comunitária 2002/91/CE que obriga todos os

Em 2003 foi publicada a Directiva Comunitária 2002/91/CE que obriga todos os Estados Membros a melhorar o desempenho energético das construções ao nível da térmica e do consumo de águas quentes sanitárias. Esta directiva foi transposta para a legislação portuguesa em 2006, através do Decreto-Lei 80/2006 de 4 de Abril [14].

Em 2010, foi publicada a Directiva 2010/31/UE do Parlamento Europeu e do Con- selho relativa ao desempenho energético dos edifícios (reformulação). Esta direc- tiva, com o intuito de promover a melhoria do desempenho energético dos edifí- cios na União Europeia, estabelece requisitos para as metodologias de cálculo e aplicação de requisitos mínimos do desempenho energético dos edifícios, planos nacionais para aumentar o número de edifícios de necessidades de energia quase nulas (net zero-energy buildings), certificação energética e inspecção das instala- ções de aquecimento e ar condicionado [15].

Assim, os novos projectos da térmica de edifícios passaram a ser examinados por peritos qualificados, e a sua execução, alvo de fiscalização e peritagem em obra. As características de eficiência energética de cada edifício, ou de cada fracção autó- noma, passaram a ser expressas num certificado energético através de um sistema de etiquetagem, no qual é mencionada a classe de eficiência, o valor do consumo anual de energia e a respectiva emissão de carbono [16].

A certificação energética dos edifícios é uma medida obrigatória promovida pela Comissão Europeia, com o objectivo de optimizar o desempenho energético-am- biental do meio edificado, através da colocação da informação relevante ao dis-

15

por do utilizador final e aumentando o seu poder de escolha com base em dados quantificados.

Com a certificação energética, os proprietários têm a possibilidade de conhecer a qualidade energética do edifício, antes de o adquirirem, e os promotores e cons- trutores terão tendência a utilizar componentes e equipamentos de melhor qua- lidade.

Actualmente existem vários sistemas de certificação energética como o LiderA (Portugal), o Breeam (UK), o Leed (USA), o Casbee (Japâo), o Nabers (Austrália), entre outros. Estes sistemas apresentam diferenças entre si, sendo cada um mais adaptado às condições do seu país de origem.

16

Sustentabilidade energética nos edifícios De uma forma muito genérica, a sustentabilidade assenta em três grandes

Sustentabilidade energética nos edifícios

Sustentabilidade energética nos edifícios De uma forma muito genérica, a sustentabilidade assenta em três grandes

De uma forma muito genérica, a sustentabilidade assenta em três grandes vectores: o planeta (preo- cupações ambientais), as pessoas (preocupações sociais) e a rentabi- lidade (preocupações económicas), representados esquematicamente na Figura 1.5.

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Figura 1.5 - Os três vectores da sustentabili- dade (adaptado de [16]).

17

Neste caso particular, a sustentabilidade visa conceber edifícios energeticamente eficientes, utilizando reduzidos recursos materiais e de energia, produzindo reduzi- das quantidades de resíduos, tendo sempre como base, preocupações económicas e ambientais. Assim, um projecto de um edifício dito “sustentável” passa essen- cialmente por [17]:

• melhorar a eficiência energética, diminuindo as necessidades em iluminação, ventilação e climatização artificiais;

• substituir o consumo de energia fóssil por energia renovável, não poluente e gratuita;

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• adoptar sistemas de tratamento de resíduos orgânicos, sistemas de reaprovei- tamento de água e outros;

• utilizar materiais de origem local, preferencialmente materiais de fontes reno- váveis ou com possibilidade de reutilização e que minimizem o impacto am- biental (como extracção, consumos de energia e de água, aspectos de saúde e emissões poluentes).

18

O aumento da eficiência energética tanto nos edifícios de serviços como na in- dústria, exige

O aumento da eficiência energética tanto nos edifícios de serviços como na in-

dústria, exige uma atitude pró-activa da parte dos gestores de manutenção dos edifícios e dos próprios proprietários dos edifícios, permitindo para uma actuação em termos de adequação efectiva dos seus equipamentos e processos a novas tec- nologias e estratégias actualemente disponíveis.

As medidas de eficiência energética transversais deverão incidir sobre os principais

consumidores de energia, permitindo reduções do consumo de energia em maior escala.

Em edifícios de serviços os principais consumidores de energia são: iluminação, sistemas de climatização (AVAC) e outros equipamentos. Já em indústria grande parte dos consumos energéticos é da responsabilidade da reduzida eficiência ener- géticas dos vários consumidores: sistemas accionados por motores elétricos, pro- dução de frio e calor, iluminação e processo industrial.

19

As lâmpadas comuns geram luz por meio da queima de um filamento, o que gera

As lâmpadas comuns geram luz por meio da queima de um filamento, o que gera grande quantidade de calor e consome 90% da energia utilizada pela lâmpada

– apenas os 10% restantes são utilizados na produção de luz.

20

2.1.1 Implementação de iluminação mais eficiente: iluminação LED
2.1.1 Implementação de iluminação mais eficiente:
iluminação LED
de iluminação mais eficiente: iluminação LED Os LEDs não utilizam o filamento, permitindo gerar luz

Os LEDs não utilizam o filamento, permitindo gerar luz através de uma corrente elétrica que passa pelos díodos, sendo por isso mais económicos.

A

em relação às lâmpadas tradicionais:

iluminação por tecnologia LED oferece as seguintes vantagens

LED Poupança cerca de
LED
Poupança
cerca de
LED oferece as seguintes vantagens LED Poupança cerca de • alta qualidade de luz (experiência confortável

• alta qualidade de luz (experiência confortável aos olhos);

• baixa emissão de calor, contribuindo para economia de energia e conforto do ambiente;

• economia média de energia de 80% quando comparada às convencionais incandescentes e de halogénio, sem compro- meter a performance;

• longa duração, em média entre 25.000 a 50.000 horas, que pode ser traduzida até 25 anos sem necessidade de reposição;

* Considerando o funcionamento de 1 lâmpada durante 8h/dia, 30€/ano* 365dias/ano e custo de energia de 0,16€/kWh (comparativamen- te a uma lâmpada tradicional de halogénio ou incandescente).

• redução dos custos de manutenção com o aumento da vida útil;

• ausência de metais pesados como chumbo e mercúrio, facilitando a reciclagem;

• a muito baixa emissão de radiação infravermelha que reduz a atração de insectos;

• inexistência de picos de consumo no arranque, uma vez que não necessita de balastro;

• nível de iluminação instantâneo sem risco de danos à lâmpada.

2.1.2 Reposicionamento das luminárias

É frequente encontrar iluminação insuficiente e inadequada ao espaço e à função

pretendida. Para solucionar este problema, os utilizadores recorrem a candeeiros de secretária e/ou pontos de luz auxiliares. Parte destes casos, o correto posiciona- mento das luminárias será suficiente na resolução do problema. O novo posicio- namento pode resultar num nível médio de 40 % no posto de vista luminotécnico, tornando a iluminação mais eficiente.

21

2.1.3 Implementação de sensores

2.1.3 Implementação de sensores

2.1.3 Implementação de sensores de movimento/presença

de movimento/presença

2.1.3 Implementação de sensores de movimento/presença
2.1.3 Implementação de sensores de movimento/presença

É frequente encontrar espaços com pouca utilização ou de passagem em que a ilu-

minação se encontra ligada em períodos sem ocupação. Nestes espaços propõe-se

a instalação de sensores de movimento ou de presença que accione a iluminação

apenas quando esta é estritamente necessária, isto é, quando o espaço se encontra

com ocupação.

Em algumas instalações, a aplicação de sensores permitiu reduções de cerca de 70% do consumo de energia da iluminação.

2.1.4 Aproveitamento de luz natural

A criação de clarabóias na cobertura permite a entrada de luz natural e reduzir os consumos energéticos associados à iluminação artificial desta área. É ainda um factor de bem-estar e conforto para os utilizadores.

Os spots solares são o mais avançado conceito mundial de difusão de luz natural em espaços interiores. Seja qual for a posição do Sol no céu, o sistema consegue captar, conduzir e espalhar a luz do dia de forma homogénea a toda uma divisão ou recinto.

22

céu, o sistema consegue captar, conduzir e espalhar a luz do dia de forma homogénea a

2.2

Climatização: sistemas de AVAC

2.2.1

Implementação de equipamento AVAC

 

com elevada eficiência energética

 

A eficiência energética dos equipa-

mentos de ar condicionado (AVAC) é expressa pelos índices COP e EER que estão relacionados com o rendimen-

to

de produção de energia térmica.

O

nível de consumo energético de-

pende da relação entre a quantidade

de frio ou calor obtida e a energia elé-

trica consumida.

de frio ou calor obtida e a energia elé- trica consumida. 23 EER – “Energy Efficiency

23

EER – “Energy Efficiency Ratio”

é o Índice de Eficiência de Energia e representa o

valor da potência da unidade em arrefecimento dividida pela potência elétrica que

a

unidade necessita para a execução do trabalho. Resumindo quanto mais alto for

o

valor de EER, maior será a sua eficiência.

COP – “Coefficient Of Perfomance”

é o Coeficiente de Desempenho e represen-

ta o rácio entre a energia térmica (calor) fornecida por uma bomba de calor e a

energia elétrica consumida pelo sistema. À semelhança do EER, quanto maior for

o COP, mais eficiente será o sistema.

2.2.2 Correcta gestão dos setpoints de temperatura

Uma boa gestão de set-points de temperatura permite um melhor desempenho energético do sistema de AVAC do edifício e uma redução nos consumos energéti- cos, além de contribuir para o conforto e bem-estar dos utilizadores.

Em Portugal, na estação de aquecimento (Inverno) recomenda-se um setpoint de temperatura entre os 18°C e os 20°C, enquanto para a estação de arrefecimen- to (Verão) se recomenda setpoionts de temperatura na ordem dos 23°C a 25°C. Importa referir que uma boa gestão de setpoints implica sempre a definição de valores de temperatura mais elevados no Verão do que no Inverno. Desta forma, o gradiente de temperatura interior-exterior é menor, permitindo uma redução nos consumos energéticos do edifício. Na optica do utilizador, e sendo as temperaturas de conforto entre os 18°C e 25°C, esta gestão de setpoints permite reduzir o cho- 24 que térmico sentido na mudança de espaços exteriores e interiores, e vise-versa.

Num estudo realizado a um edifício de serviços, localizado no centro do País, con- cluiu-se que a alteração de 1ºC no valor de set-point pode significar uma redução ou um aumento das necessidades energéticas do edifico em climatização em cerca de 5 a 10%. No global, uma boa gestão dos set-points pode traduzir-se numa re- dução de cerca de 44% das necessidades energéticas do edifico em climatização, em relação a uma gestão descuidada.

2.2.3 Implementação de sistemas de freecolling

O sistema de freecooling tem por base o aproveitamento do ar frio exterior no ar- refecimento de água utilizada nos sistemas de climatização de espaços interiores,

diminuindo as necessidades de consumo energético em climatização dos mesmos. Normalmente estes sistemas são instalados em espaços que necessitam constan- temente de arrefecimento, como por exemplo, centros de dados (Data Centers) com servidores e UPS.

2.2.4 Implementação de Sistemas de Geotermia

O sistema de geotermia consiste no aproveitamento do calor térmico do subsolo

para a climatização do edifício e aquecimento das águas sanitárias, permitindo grandes poupanças relativamente às energias convencionais e com benefícios para

o ambiente. A energia geotérmica explorável em Portugal continental é consegui-

da pelo facto de a terra manter a sua temperatura constante de mais ou menos 17°C, o que possibilita realizar arrefecimento natural no Verão e um pré-aqueci-

mento no Inverno.

25

2.2.5 Antecâmera na entrada da zona climatizada

A

implementação de antecâmara nas entradas do edifício permite evitar o contac-

to

directo entre o ar exterior e o interior climatizado, reduzindo as trocas de calor

entre o interior e exterior e consequente redução nos consumos energéticos em

climatização.

Esta medida torna-se ainda mais fundamental em edifícios de serviços (escritórios, supermercados, centros comerciais) onde ser verifica um elevado fluxo de entrada

e saída de pessoas.

Sistemas de motores eléctricos Em Portugal, os motores elétricos são dos equipa- mentos mais disseminados
Sistemas de motores eléctricos Em Portugal, os motores elétricos são dos equipa- mentos mais disseminados

Sistemas de motores eléctricos

Sistemas de motores eléctricos Em Portugal, os motores elétricos são dos equipa- mentos mais disseminados em

Em Portugal, os motores elétricos são dos equipa- mentos mais disseminados em todos os sectores, sendo responsáveis por cerca de 70% da energia elétrica total consumida na indústria e por cerca de 30% do consumo elétrico global do País.

(Fonte: ADENE)

A decomposição do consumo de energia dos motores, pelas principais utilizações

finais na Industria portuguesa é a seguinte: bombagem (22%), ventilação (19%), compressão (20%) e outros (processamento de materiais, etc) (39%). Indepen-

26 dentemente da utilização final, um sistema de motores elétricos é constituído por diferentes componentes consumidores de energia, como são os próprios motores, os sistemas de transmissão, as bombas e ventoinhas.

2.3.1 Aplicação de Variador

Eletrónico de Velocidade (VEV)

Na indústria em Portugal, o sobredimensionamento de motores é frequentemente verificado devido sobretudo à utilização sistemática de fatores de segurança muito elevados. Por outro lado, em casos de incerteza da carga que motor terá de vencer, opta-se por sobredimensionar este.

O sobredimensionamento excessivo dos motores de indução acarreta três desvan-

tagens principais: maior investimento inicial na aquisição do motor e equipamento

associado; diminuição do rendimento do motor, com aumento dos custos de ope- ração; diminuição do fator de potência da instalação, conduzindo um aumento da fatura elétrica (devido à energia reativa) ou à necessidade de aquisição de equipa- mentos para compensar o fator de potência.

Uma forma de contornar este sobredimensionamento excessivo dos motores con- siste em implementar um mecanismo (variador de velocidade) que ajuste a velo- cidade do motor às cargas ou necessidades do processo, permitindo uma redução do consumo de energia elétrica, aumento do desempenho global do sistema de motor elétrico e diminuição do desgaste do equipamento.

Variador de velocidade consiste num conversor elétrico de potência que adapta

continuamente a energia elétrica fornecida ao motor elétrico, de modo a controlar

a potência mecânica desse motor em função das características de torque/veloci- dade da carga (movida pelo motor).

O recurso a variadores de velocidade para ajustar a velocidade do motor às re- ais necessidades, poderá representar reduções médias de cerca de 25%, podendo chegar a 50% do consumo de energia elétrica. Além de outros benefícios como o aumento da vida útil do próprio motor e aumento do fator de potência.

2.3.2 Substituição de motores eléctricos convencionais

avariados ou fim de vida por motores de alta

eficiência energética

27

A substituição de motores elétricos antigos por motores novos de alta eficiência

energética poderá representar uma das ações em eficiência energética com uma

maior expressão a aplicar na indústria, com uma elevada economia no consumo de energia elétrica.

A melhoria de rendimento obtida para os motores de alta eficiência relativamente aos motores convencionais situa-se normalmente nos 3-4%, podendo, no entan- to, atingir um máximo de 8%. Este desempenho é justificado pela utilização de melhores materiais construtivos, melhores acabamentos e da alteração das carac- terísticas dimensionais do motor.

Os motores de alta eficiência, pela sua conceção, são motores que exigem um investimento inicial superior em cerca de 25% a 30%, mas que poderá ser recupe- rado pela poupança obtida no consumo energético (PRIs relativamente baixos).

28

2.3.3 Otimização dos sistemas de transmissão mecânica

entre o motor e o equipamento utilizador final

– acopolação directa

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A transmissão por acoplamento direto permite reduções das perdas energéticas em cerca de 10 a 20%.

reduções das perdas energéticas em cerca de 10 a 20%. A utilização de arrancadores suaves evita

A utilização de arrancadores suaves evita os picos de corrente durante o arranque, permitindo reduzir a potência contratada na fatura de energia, para além de pou- par o próprio motor, aumentando a vida útil deste.

29

Em Portugal da refrigeração industrial é efetuada geralmente através de sistemas de refrigeração por compressão

Em Portugal da refrigeração industrial é efetuada geralmente através de sistemas de refrigeração por compressão mecânica de vapor ou sistemas de refrigeração por absorção.

Existem muitas soluções que permitam aumentar a eficiência energética de um sistema de refrigeração. Sem ter em consideração a utilização de novos sistemas, a implementação de estratégias de otimização e controlo nos sistemas já existentes poderá representar de cerca de 30% em termos de consumos de energia.

A aplicação de novos sistemas de refrigeração inclui a utilização de: bombas de

calor de absorção, novos fluidos frigorigéneos (amoníaco, CO2) e acumulação tér- mica de frio (acumulação de energia latente).

30

2.4.1

Termoacumulação (acumulação de energia latente)

 

– criação de bancos de gelo

 

A termoacumulação é uma tecnologia usada há muitos anos e que tem vindo a ser

redescoberta para aplicações industriais (nomeadamente na industria alimentar). Esta tecnologia permite a produção de gelo nos períodos de vazio, em que o custo da energia elétrica é mais reduzido, e o armazenamento do gelo em bancos de gelo até este ser utilizado para refrigeração. Como o custo da eletricidade é bastante

elevado nos períodos de pico de consumo, esta tecnologia simples torna-se bas- tante atrativa, podendo representar grandes reduções nas faturas de energia.

Em alternativa ao motor elétrico, é possível o recurso a um motor a gasolina na

Em alternativa ao motor elétrico, é possível o recurso a um motor a gasolina na transmissão de energia mecânica ao compressor de um sistema de refrigeração. Este sistema, já testado na produção de gelo, na industria alimentar e na industria química, permite a instalação de um chiller de absorção acoplado.

A utilização de um motor a gasolina (sem o refrigerador de absorção) permite poupar até 52% do consumo de energia primária inicial. Com o chiller de absorção acoplado, essa poupança pode atingir os 77%. Note-se no entanto que, apesar dos valores elevados das poupanças energéticas, estas medidas necessitam de in- vestimentos consideráveis em equipamento (especialmente se o sistema incluir o passo de refrigeração por absorção). Assim, os sistemas com e sem refrigeração de absorção têm períodos de payback os 4 anos e os 2 anos, respetivamente.

31

de payback os 4 anos e os 2 anos, respetivamente. 31 Devido ao Protocolo de Montreal,

Devido ao Protocolo de Montreal, os esforços de investigação têm-se centrado no desenvolvimento de fluidos de refrigeração alternativos aos clorofluorcarbonetos (CFCs) e hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs).

Estes fluidos alternativos podem reduzir o consumo energético (entre 2 a 20%) segundo relatórios publicados.

32 As energias renováveis são consideradas energias alternativas ao modelo energé- tico tradicional, tanto pela

32

As energias renováveis são consideradas energias alternativas ao modelo energé- tico tradicional, tanto pela sua disponibilidade da sua fonte garantida (presente e futura), como pelo seu menor impacto ambiental. No lado oposto, os combustí- veis fósseis necessitam de milhares de anos para se formarem.

Atualmente, as principais energias renováveis, fontes inesgotáveis de energia, são:

• Energia Solar: A energia do Sol é convertida em eletricidade ou em calor, atra- vés dos painéis solares fotovoltaicos ou térmicos para aquecimento do am- biente e de água, respectivamente;

• Energia Eólica: A energia cinética dos ventos é convertida em eletricidade através de turbinas eólicas ou aerogeradores;

• Energia Hídrica: A energia da água dos rios, das marés e das ondas que podem ser convertidas em energia elétrica, como por exemplo as barragens;

• Energia Geotérmica: A energia da terra pode ser convertida em calor para aquecimento do ambiente ou da água;

• Energia Biomassa: Energia de origem vegetal (queima de madeira e biomassa proveniente das plantas).

Os incentivos à utilização de energias renováveis e o grande interesse que esta temática despertou nestes últimos anos deveram-se principalmente:

• à consciencialização da possível escassez dos recursos fósseis (como o petróleo);

• aos constantes aumentos do preço do petróleo;

33 • à necessidade de redução das emissões de gases nocivos para a atmosfera, os

33

• à necessidade de redução das emissões de gases nocivos para a atmosfera, os GEE (Gases de efeito de estufa);

• aos objectivos definidos pela União Europeia;

• ao Protocolo de Quioto e;

• às preocupações com as alterações climáticas.

O potencial das energias renováveis não está ainda explorado ao máximo, uma vez que as tecnologias atualmente utilizadas não permitem o seu máximo aproveita- mento. Por outro lado, essas tecnologias têm também consequências prejudiciais para o ambiente, nomeadamente o impacto que as infraestruturas necessárias causam nos ecossistemas, como por exemplo, barragens e turbinas eólicas.

3.1 Energia solar

34

A energia solar é considerada uma ener-

gia bastante rentável, uma vez que, anu- almente, o sol fornece cerca de 10.000 vezes mais energia do que a energia total consumida em todo o mundo. Esta ener- gia proveniente do Sol (energia térmica e luminosa) pode ser convertida em energia elétrica (painéis solares fotovoltaicos), em energia térmica, utilizada no aqueci- mento das águas sanitárias, e em energia mecânica (motores solares).

A energia solar é considerada uma fonte

de energia limpa e renovável, uma vez que

não polui o meio ambiente e é finita.

Vantagens Energia Solar fotovoltaico

• Investimento de baixo risco e elevada taxa de rentabilidade anual (superior a

10%).

• Reduzido período de retorno de in- vestimento (entre 6 a 8 anos).

• A energia facturada pela CFE diminui com a energia fornecida à rede.

de retorno de in- vestimento (entre 6 a 8 anos). • A energia facturada pela CFE
Como principais desvantagens, a energia solar apresenta o seu custo de implemen- tação e de

Como principais desvantagens, a energia solar apresenta o seu custo de implemen- tação e de armazenamento.

Os países que mais produzem energia solar são: Japão, Estados Unidos e Alemanha.

Vantagens de um Sistema Solar Térmico

•Produção de água quente sem poluição ou ruídos;

•Permite apoio através de resistência eléctrica ou esquentador;

•Depósito interior ou exterior;

•Economicamente competitiva, permi- tindo períodos de retorno reduzidos.

35

A energia eólica, produzida a partir da força dos ventos, é considerada uma das mais

A energia eólica, produzida a partir da força dos ventos, é considerada uma das

mais importantes fontes de energia, uma vez que se trata de uma fonte limpa, não gerando poluição nem agredindo o meio ambiente.

De um modo simplificado, o seu mecanismo consiste na captação da energia ci- nética do vento através de hélices ligadas a uma turbina, produzindo energia me- cânica. A turbina por sua vez irá acionar um gerador elétrico, produzindo energia electrica.

A quantidade de energia produzida varia em função da densidade do ar, da área

coberta pela rotação das pás (hélices) e da velocidade do vento.

O aproveitamento da energia cinética do vento é utilizado desde sempre pelo ho-

36 mem, principalmente nas embarcações e moinhos.

Este tipo de energia tem sido a energia renovável com maior taxa de crescimento, nos últimos anos. Os parques eólicos devem ser implementados em locais onde o vento é mais ou menos constante e atinge uma determinada intensidade.

Atualmente, apenas 1% da energia gerada no mundo provém deste tipo de fon- te. Porém, o potencial para exploração é grande. Atualmente, a capacidade eólica mundial é de 238,4 GW (Gigawatts).

Os países que mais geram energia eólica: 1º - China (62,7 GW) 2º - Estados
Os países que mais geram
energia eólica:
1º - China (62,7 GW)
2º -
Estados Unidos (46,9 GW)
3º -
4º -
5º -
Alemanha (29 GW)
Espanha (21,6 GW)
Índia (16 GW)
37
6º - França (6,8 GW)
7º - Itália (6,7 GW)
8º - Reino Unido (6,5 GW)
9º - Canadá (5,2 GW)
10º- Portugal (4 GW)
(Fonte: Relatório de 2011 da Global Wind Energy
(capacidade eólica em 15 anos))
Energia hídrica ou hidroeléctrica provém da força das águas. A partir dos desníveis naturais de

Energia hídrica ou hidroeléctrica provém da força das águas. A partir dos desníveis naturais de um rio, ou mesmo criando desníveis artificiais, é possível aproveitar a energia da força do seu caudal.

Os cursos de água podem ser utilizados de duas formas distintas:

A

água pode ser forçada a acumular-se numa barragem e posteriormente, ao

abrirem-se as comportas, faz com que a água passe pelas turbinas, gerando energia mecânica, que será transformada em energia elétrica (semelhante ao

processo de produção de energia eólica).

O curso de água de um rio pode também ser obrigado, através de diques a passar pelas diretamente por turbinas, produzindo de energia elétrica, através

38 de o movimento de hélices.

Vantagens:

• Produção de energia elétrica sem necessidade de poluição.

• Retenção de água a nível regional que pode ser utilizada, se potável, para fins variados (rega, turismo, por exemplo).

• Possível regulação do fluxo de inundações de um rio.

Desvantagens:

• Há impactos geográficos e biológicos na construção de uma barragem, pois

este elemento arquitetónico altera a fauna e flora do local onde é construído,

a sua paisagem, a sedimentação, entre outros.

Em Portugal há uma grande aposta neste tipo de energia pois o país tem um gran- de número de cursos de água. Só o rio Tejo tem mais de 30 barragens ao longo do seu curso, no território português. Estão planeadas dez novas barragens que leva- rão Portugal para o topo da Europa na produção deste tipo de energia.

Estão planeadas dez novas barragens que leva- rão Portugal para o topo da Europa na produção

39

A energia da Biomassa consiste no aproveitamento de resíduos e produtos bio- degradáveis que advêm

A energia da Biomassa consiste no aproveitamento de resíduos e produtos bio- degradáveis que advêm da agricultura, de florestas e mesmo de industrias com o intuito de produzir energia.

Existem 4 tipos de aproveitamento para estes resíduos:

40

• a biomassa sólida;

• os biocombustíveis líquidos;

• os biocombustíveis gasosos (biogás) e;

• resíduos sólidos urbanos.

sólida; • os biocombustíveis líquidos; • os biocombustíveis gasosos (biogás) e; • resíduos sólidos urbanos.
[1] IPCC, “Relatório Sintese (IV): Alterações Climáticas 2007,” IPCC- Intergovern- mental Panel on Climate Change,

[1] IPCC, “Relatório Sintese (IV): Alterações Climáticas 2007,” IPCC- Intergovern- mental Panel on Climate Change, 2007.

[2] I. P. Instituto de Meteorologia, “Boletim Climatológico Anual,” Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lisboa, 2010.

[3] ADENE, Guia da Eficiência Energética, Novembro 2010.

[4] ADENE, “Eficiência energética nos edifícios residenciais,” Guia informativo, Maio 2008.

[5] DGEG, “Balanço Energético,” DGEG - Direção Geral de Energia e Geologia,

2011.

[6] R. Vilão, C. Venâncio e e. al., “Relatório do Estado do Ambiente 2011,” Agência Portuguesa do Ambiente, Dezembro 2011.

[7] DGEG, “A Fatura energética portuguesa,” Direção Geral de Energia e Geologia,

2011.

[8] M. Pinho, A new Energy era, Ministério da Economia e da Inovação, 2009.

[9] web2, “Portugal já atingiu 25% da meta para aumentar a eficiência energé-

tica até 2015,” 7 Dezembro 2011. [Online]. Available: http://greensavers.sapo.

pt/2011/02/25/portugal-ja-atingiu-25-da-meta-para-aumentar-a-eficiencia-

energetica-ate-2015/.

[10] Internacional Council for Research and Innovation in Buiolding and Constru-

41

tion, “Agenda 21 on Sustainable Constuction,” CIB Report Publication No. 237, Rot- terdam, 1999.

[11] ICS, “Lisboa – Reabilitação Sustentável”, Auditório do Metropolitano de Lis- boa, Alto Dos Moinhos, Lisboa: Iniciativa “Construção Sustentável”, 2011.

[12] L. Tirone e K. Nunes, Construção Sustentável, Sintra, Portugal: Tirone Nunes S.A., 2007.

[13] J. M. Barroso, Apresentação ao Conselho Europeu, 2011.

[14] DL, Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4 de Abril, Lisboa: Imprensa Nacional: RCCTE,

2006.

[15] Parlamento Europeu e do Conselho, “Directiva 2010/31/UE,” Jornal Oficial da União Europeia relativa ao desempenho energético dos edifícios (reformulação), 42 19 de Maio de 2010.

[16] M. D. Pinheiro, Ambiente e Construção Sustentável, Portugal: Instituto do Am- biente, 2006.

[17] A. Lanham, P. Gama e R. Braz, “Arquitectura Bioclimática: Perspectivas de ino- vação e futuro,” Seminários de Inovação, 2004.

[18] V. Rocheta e F. Farinha, “Práticas de projecto e construtivas para a construção sustentável,” 3º Congresso de construção, Coimbra, 2007.

[19] Adene, “Reabilitação energética da envolvente de edifícios residenciais,” DGGE, Lisboa, 2004.