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O autor e m questão é um especialista em história do episcopado hispânico no período de

dominação visigótica. Seus trabalhos apresentam como enfoque central a análise dos
ocupantes dos altos graus hierárquicos do episcopado relacionando suas atuações ao contexto
mais geral das demandas sociais próprias de cada temporalidade.

Seu objetivo é juntar referências as informações ildefonsianas (que para ele são as mais
completas). E ao mesmo tempo submeter a uma revisão e contraste as notícias que
tradicionalmente se possui. Esse trabalho já foi feito por H. FLOREZ a cerca de dois séculos
antes, mas ele pretende refazer ou adicionar alguma coisa no que foi feito, destaca quese isto
for possível. (p.2).

Seu interesse é nos bispos toledanos no século VII.

Aurasius (morre em 615), permaneceu durante os reinados de (Viterico, Gundemaro e


Sysebuto) (quase 12 anos).
Viterico (602-610) = tenta restaurar o arianismo, persegue católicos e bizantinos. Teve a
filha (herminberga) repudiada por Teodorico rei de Borgonha. Fez alianças com Lombardos e
francos para vingar-se de Teodorico, mas foi assassinado em um banquete (por quem? E por
que?) assume Gundemaro (610-612).

Gundemaro (610-612) = acopla a Toledo o território metropolitano da cartaginense cuja


capitalidade sustentava Cartagena (cidade principal do domínio bizantino na Espanha). E por
decreto real é posta como província metropolitana do reino (falta indicação precisa deste
documento, apesar de citar grande trecho dele). (p. 4) . O poder régio determinando as
divisões eclesiásticas, intervenção do político no religioso.
Sisebuto = não fala nada deste rei durante o episcopado de Aurasius.

Helladius (615-633) – o ideal para Ildefonso. Era um magnata da corte palatina, encarregado
dos negócios públicos. Nas horas “vagas” ia para o mosterio agaliense e se mesclava aos
religiosos de lá. R.Récio o apresenta neste momento como um religioso secular interferindo nas
tarefas do mosteiro. Mas, vale perguntar se sua concepção de religioso é embasada apenas na
confissão particular do credo cristão ou se perpassa pelo acúmulo diferenciador do especialista
e do leigo, pois, neste caso, enquanto magnata retirando-se momentaneamente no mosteiro,
ele não era um religioso. (p.5). Renuncia a função pública e se retira definitivamente no
mosteiro agaliense sendo eleito abade e depois arcebispo de Toledo.

O texto tem buracos inexplicáveis como por exemplo o reinado de Sisebuto que não é
detalhado, mal e parcamente citado.

Suíntila (621-631) = apesar de ser eletiva a sucessão real, Suíntila tenta por seu filho em
seu lugar (Ricimero). O golpe de Sisenando põe fim a tal intento. Mas, isto influencia a Eládio
que leva do mosteiro de ágali um monge (Justo) para a sede de Toledo para o suceder. Isto cria
um cisma entre episcopado o cenóbio que ele não comenta. (p. 7).
A primazia de Heládio perdurou os reinados de Sisebuto, Suíntila e o início de Sisenando.

Justus (633-636) = foi também abade de Ágali. Sofreu oposição de um diácono Tb chamado
Justo. Este diácono já havia se levantado contra Eládio e quando este morre ele se acha com
atributos episcopais. Ele, segundo Recio, sofre um acesso de loucura considerado castigo a
sua soberba e é estrangulado durante o sono por seus próprios seguidores. Récio aponta como
motivo do homicídio a intemperança do castigo do intruso.
Esta história ficou muito mal contada, há um assassinato só porque o cara queria ser bispo. Ele
se achava em condições de assumir tal função, não deveria ser qualquer um ou sim e, por isto,
é que foi morto. Mas o récio apresenta o episódio com tanta naturalidade que fica associado a
idéia de estar ele recebendo o castigo divino por ser ele intruso como récio o chama.
Único grande destaque de seu episcopado foi a reunião do IV Concílio de Toledo em que ele é o
último metropolitano a assinar as atas. Deve ser por ser o mais novato.
Morre 19 dias antes de Sisenando. Só foi metropolitano durante o reinado de Sisenando.
Uma dúvida: este bispo Justo nomeado foi o monge trazido do mosteiro por Eladio ou o
diácono Justo que ficou reclamando é que era o trazido do mosteiro agaliense por Eladio? O
texto não deixa isto claro.

Eugenius I (636-) = discípulo de Eladio e monge agaliense desde a Infância. Levado a sua
residência por Eladio do qual recebeu instrução clerical. Igual ao caso do Justo, sofreu com um
problema pois um diácono chamado Lucidio, se auto-intitulou presbítero e “entrando a saco
em los bienes de La iglesia”. Como castigo, Ildefonso fala que ele perdeu os sentidos e morreu
miseravelmente. (p.9).

Chintila (636-) assume e logo marca um concilio (diferente de sisenando). Isto pode ser
um sinal do caráter consensual da posse de Chintila. Talvez tenha sido eleito segundo os
ditames do IV Concílio de Toledo. Em 636 faz o V Conc. Toledo e em 638 o VI conc, de Toledo.
Eugenio I, possuía conhecimentos astronômicos e computista. Pontificou durante os reinados
de Chintila, Tulga e Chindasvinto, num total de quase 11 anos. Segundo P. Florez, faleceu em
setembro de 646.

Eugenius II (646-657) = posto a frente da escola catedralicia de Toledo, abandonou tudo para
ir a Zaragoça possivelmente atraído pela fama de Bráulio e para fazer profissão religiosa e
dedicar-se ao culto dos mártires. Bráulio o fez arcediano da cidade. Mas, o clero toledano
dividido pelas disputas clericais e monásticas, fez com que Recesvinto nomeasse Eugênio II
para ser metropolitano daquela sede. Mesmo tendo Bráulio escrito carta a Recesvinto pedindo
que desistisse da idéia de nomear Eugênio II. Recesvinto prosseguiu e o nomeou.
Foi grande poeta. Durante se pontificado aconteceram os concílios 7º(646), 8º(653), 9º(655) e
o 10º(656).

Ildefonso (657-667) = biografado por Julian de Toledo. Nascido em Toledo de família com
posses econômicas e de fortuna. Contrariando seus pais se formou no mosteiro de Ágali
(possivelmente aluno de Eladio, Justo e Eugenio I). Também suspeita-se que tenha-se formando
na escola isidoriana de Sevilha. (p.14).
Ordenado diácono por Eladio, chegou a ser abade de Ágali e com seu dinheiro construiu um
mosteiro feminino.
Sua obra principal foi o a virgindade perpétua da Santa Maria.
Parece que não manteve boas relações com Recesvinto. Durante seu decênio de pontificado
não se reuniu um concílio, enquanto no decênio anterior, foram quatro.
Utiliza também para entender o período de Ildefonso, além de Julian,a Crónica Mozarabe.
(p.15).
O XI conc Toledo apresenta Wamba como um rei religioso e o antecessor (recesvinto) como
não. E diz que o período entre estes concílios foi difícil e conturbado. A crônica Moçárabe faz o
mesmo. (p.15).
Porém, não indícios históricos de perturbações no reinado de recesvinto. E até mesmo de que
ele era pacífico com os bispos. (p.16). O Conc XI de Toledo fala de grande meretriz mas, o
Recio acha que é a figura bíblica.
Salienta que a mulher que adulterou com Potamio era intimamente ligada a família reinante.

Recesvinto (649-672) = segundo o biógrafo por imposição do rei é que foi nomeado
Ildefonso para a sede Toledana.

Quiricus ou Quiriacus (667-679) = não se sabe ao certo quem era, mas supõe-se que era
conhecido em Toledo, foi abade de um mosteiro, bispo de barcelona e ascendeu a sede
toledana por nomeação de Recesvinto. Presidiu o XI concílio de Toledo, no qual se registra uma
fórmula de fé considerada por especialistas como o summum do desenvolvimento das fórmulas
de fé espanholas.
Julianus (680-690) = educado desde a infância na escola catedralícia. A Cronica moçarabe fala
que era de origem judia mas de pais cristãos. Pensou em ir para o mosteiro, mas depois
desistiu da idéia e ficou nas fileiras do clero episcopal.

Wamba (672-681)= rei religioso, no leito de morte, já inconsciente, recebe a tonsura por
parte de Julian e designa o conde Ervigio para ser o novo rei. (p.26). Mas, isto soa como
traição, então em janeiro de 681 reunem-se no XII concílio de Toledo e proclamam, o canone
VI, a primazia verdadeira e absoluta do metropolitano de Toledo sobre todo o reino.
Ervigio (681-687).
Em 683 chega em Toledo um enviado do papa Leon II, com as atas do 6º concílio ecumênico (o
terceiro de Constantinopla), querendo que a igreja visigoda, por seus bispo, subescrevessem
tais atas. Julian faz isto e manda um comentário. Em Roma o comentário de Julian é mal
interpretado. Então Julian reúne o XIV concilio e faz um comentário geral e envia a Roma.

Sisbertus (690- ) = o nome parece ser comum entre os godos.


Egica (687- ) nomeado por Ervigio que estava muito enfermo. Mas sofreu reação então
convoca o XVI conc de Toledo (em 693). Para dar explicações ao clero. Pois exonerara o bispo
de Toledo Sisbertus por acusar de conspirar contra o rei e tramar sua morte. Os clérigos do
concilio aceitam sua deposição e pregam sua excomunhão. Porém não se sabe como terminou
a vida de sisberto.

Felix (?). era metropolitano de Sevilha, mas assumiu a sede de Toledo e depois passou Sevilha
a Faustino. Possivelmente este Felix era arcipreste na Igreja de Toledo, pois nos concílio 13, 14
e 15 de Toledo um arcipreste com este nome assina as atas. Depois, possivelmente, deve ter
sido nomeado para Sevilha quando da morte do metropolitano desta. E, após a deposição de
Sisberto (693), volta para Toledo.