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UEP – UNIÃO ESPÍRITA PARAENSE – COORDENADORIA DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL – ATENDIMENTO FRATERNO

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ATENDIMENTO

FRATERNO

UEP – UNIÃO ESPÍRITA PARAENSE – COORDENADORIA DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL – ATENDIMENTO FRATERNO

[2]

UNIÃO ESPÍRITA PARAENSE – UEP

COORDENADORIA DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL

COESP

ATENDIMENTO FRATERNO ATRAVÉS DO DIÁLOGO

DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO

Belém – Pará - 2008

Atualizada em novembro de 2011

UEP – UNIÃO ESPÍRITA PARAENSE – COORDENADORIA DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL – ATENDIMENTO FRATERNO

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ATENDIMENTO FRATERNO ATRAVÉS DO DIÁLOGO – AFD

SUMÁRIO

1. FUNDAMENTAÇÃO 04

2. CONCEITO 05

3. OBJETIVOS 05

4. CONSIDERAÇÕES GERAIS E CARACTERÍSTICAS DO ATENDIDO 05

5. PERFIL DO ATENDENTE FRATERNO 06

6. FASES RELEVANTES DO ATENDIMENTO 07

7. DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS DO DIÁLOGO DE JESUS E DO PROFISSIONAL 08

8. REFLEXÕES IMPORTANTES PARA O ATENDENTE FRATERNO 08

9. DINÂMICA DO ATENDIMENTO 09

9.1 Coordenação 09

9.2 A Recepção 10

10. CONDIÇÕES PARA REALIZAÇÃO DO ATENDIMENTO 10

11. FONTE DE CONSULTAS 11

12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 11

ANEXOS:

1 – Perispírito.

2 – Doenças e enfermidades.

3 – Problemas espirituais e suas causas.

4 – Problemas espirituais; Foco metodológico, objetivos e recursos terapêuticos.

5 – Síntese da Proposta do Atendimento Fraterno através do Diálogo.

6 – Vivências de Atendimento Fraterno na Casa Espírita.

ATENDIMENTO FRATERNO ATRAVÉS DO DIÁLOGO

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01. FUNDAMENTAÇÃO

Em JESUS temos o Atendente Fraterno Perfeito que, além de ter ensinado às multidões, através de seus inolvidáveis discursos, deixou-nos preciosas lições dialogadas, através das quais o Seu verbo de luz socorreu os indivíduos, cada um conforme a sua necessidade: O Moço Rico, A Mulher Samaritana,

A Mulher Equivocada, Zaqueu, Joana de Cusa, A Mulher Cananita, Os Cegos de Jericó, As irmãs de

Lázaro, O menino lunático, A mulher hemorroíssa (1) e tantos outros, libertando a todos. Maria de Magdala ouvira as pregações do Evangelho do Reino, não longe da Vila Principesca onde

vivia entregue a prazeres, em companhia de patrícios romanos, e tomara-se de admiração profunda pelo Messias.

O Profeta Nazareno havia plantado em sua alma novos pensamentos. Depois que lhe ouvira a palavra,

observou que as facilidades da vida traziam-lhe um tédio mortal ao espírito sensível. Envolvida em

pensamentos profundos, Maria penetrou o umbral da humilde residência de Simão Pedro, onde Jesus parecia esperá-lo, tal a bondade com que a recebeu num grande sorriso. A recém-chegada sentou-se com indefinível emoção a estrangular-lhe o peito.

- Ouvi o vosso amoroso convite ao Evangelho ! Desejava ser das vossas ovelhas, mas será que Deus

me aceitaria? O Profeta Nazareno fitou-a, enternecido, sondando as profundezas de seu pensamento, e respondeu, bondoso:

- Maria, levanta os olhos para o céu e regozija-te no caminho, porque escutaste a Boa Nova do Reino e Deus te abençoa as alegrias.

A face crestada carregava as

marcas iniludíveis da miséria moral, decorrência inevitável daquela outra miséria, a econômica.

Estava cansado de viver. Com a mente perturbada, fez-se esquivo. Selara os lábios desde o dia de

hediondez, temendo, odiando os seres iguais, todos os homens decorrentes.

O doce Rabi da Galiléia fascinava-o, NELE havia inconfundível grandeza e parecia comum, entranhada

força e ressumava fragilidade, desconhecido poder, e Sua voz era um canto. Penetrava-lhe o corpo, balsamizava-lhe a alma. Supunha tê-lo dentro e fora; não saberia explicar. Por que não O conhecera antes, nos dias venturosos ? Interrogou-se. TÊ-LO-IA amado Não distinguia todas as Suas palavras que a brisa dispersava. Aguçou, porém as ouças e escutou, deslumbrado: Bem aventurados os aflitos, pois que serão consolados. Os dois olhares se encontraram: a fagulha dos seus olhos e o Sol dos olhos dele, e incendiou o coração Tudo em volta desapareceu numa visão de luz, de beleza de aspirações que se renovavam, e Mathias

E sofria as aflições disso tudo

Mathias ben Mordeckai resmungava padecimentos mal contidos

ben Mordeckai se resolveu avançar, crescer, qual se fora um dardo disparado na direção do infinito que alcançaria. Perdeu-se no tempo, confundiu-se no espaço.

O aflito deu-se conta do luar sobre as montanhas e desceu cantando a poesia do Reino de Deus que já

abundava no país de sua vida e adentrou-se pelas portas do futuro, consolado. Se o Divino Mestre disse: “Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados” Mateus, Cap. XI, v. 28, 29 e 30, também propôs: “ Que vos ameis uns aos outros” , dizendo-nos, assim, “ se estiverdes em condição, vinde diretamente a mim pelos caminhos formosos da oração, mas se vos sobrecarregardes a ponto de não achardes o caminho emocional da prece, recorrei a vosso irmão pois que através dele eu vos ajudarei” . Jesus chamava as pessoas a uma nova vida.

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Assim , o Atendimento Fraterno através do Diálogo, propiciará ao Atendido a oportunidade de expor suas angústias, dúvidas, conflitos, vicissitudes, problemas, assim como o objetivo de estar procurando auxílio na Casa Espírita. Ao Atendente, a possibilidade de, com as informações recebidas, inteirar-se sobre o quadro geral das dificuldades enfrentadas pelo Atendido proporcionando-lhe orientações, respostas, personalizando o atendimento fornecendo-lhe orientações evangélico-doutrinária e da rede de serviços sociais existentes na cidade. Funciona, ainda, como uma verdadeira porta que, se aberta, poderá lhe prodigalizar bênçãos de alegria e paz. Daí, a grande responsabilidade de quem atende pois, sendo o primeiro contato direto com um trabalhador da Casa Espírita, da sua atuação dependerá o ingresso ou não do recém-chegado à utilização dos recursos que a Casa oferece.

02. CONCEITO

O Atendimento Fraterno consiste em receber a pessoa que busca a Casa Espírita, proporcionando-

lhe oportunidade de expor livremente, em caráter privativo, suas dificuldades, fornecendo-lhe breves orientações evangélico-doutrinárias para compreensão de seus problemas, assim como encaminhá- la, se assim desejar, aos recursos espirituais que a Casa Espírita possui, assim como transmitir-lhe estímulos de que esteja precisando.

O Atendimento Fraterno é uma relação que deve estar presente em todas as atividades da vida

humana, nas relações inter-pessoais, em especial na Casa Espírita.

03. OBJETIVOS

Objetivo primacial: receber bem e orientar com segurança todos aqueles que o buscam. Não se propõe a resolver desafios nem as dificuldades, eliminar doenças nem os sofrimentos, mas

propor ao participante os meios hábeis para a própria recuperação. (Joanna de Ângelis)

Atender, fraternalmente, os que chegam;

Ensejar clima de serena confiança que contribua para reerguer o ânimo do atendido;

Ouvir e orientar à luz do Evangelho de JESUS e da Doutrina Espírita;

Apresentar JESUS e seu Evangelho à luz do Espiritismo;

Transmitir esperança como realidade possível; Introduzir o conceito de reforma íntima como única terapia que definitivamente solucionará problemas e dificuldades apresentadas.

04. CONSIDERAÇÕES GERAIS E CARACTERÍSTICAS DO ATENDIDO

Os problemas que aturdem as pessoas, nos dias de hoje, são os mais diversificados possíveis e vão, desde a necessidade pura e simples do conhecimento, às angústias superlativas dos que se encontram sobraçando os mais pesados fardos. Portanto, as pessoas que procuram o Atendimento Fraterno de um modo geral, apresentam, as seguintes características:

a) Agitada, desconfiada, inibida, zangada, curiosa, falante;

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b) Sofridas, angustiadas, sem opções de busca que lhe saciem as esperanças. O desânimo e o desespero, muitas vezes, já se encontram instalados e, com isso encontram-se revoltadas e pessimistas;

c) Trazem consigo decepções acerbas em relação aos recursos até então experimentados, sejam da Ciência e/ou da Religião. Alguns já procuraram recursos junto a charlatões e mercadores da mediunidade, gastando vultosas somas sem êxito;

d) Alguns trazem consigo concepções falsas da Doutrina Espírita, por isso se portam desconfiadas e em expectativa permanente;

e) Uns perderam entes queridos e não conseguiram superar a dor dessas perdas;

f) Outros não alcançando um relacionamento estável na vida afetiva ou familiar, transferem para o convívio social os seus conflitos, desajustando-se e fracassando nas metas programadas;

g) Alguns, pedindo por outros, tocados de compaixão ou incomodados pelo desequilíbrio daqueles com que se relacionam;

h) Vítimas da pobreza, do desemprego, cuja problemática conquanto de ordem material, tem raízes e implicações mais profundas;

i) Alguns viciados, vítimas de si mesmo, mas de um certo modo de uma sociedade ainda não transformada pelas luzes do Evangelho;

j) Doentes de toda ordem: do corpo, da mente, do espírito;

k) Destaque à problemática da obsessão, pois de permeio com muitos desses conflitos humanos estão as interferências espirituais variadas.

05. PERFIL DO ATENDENTE FRATERNO

A arte de ouvir é muito complexa.

Algumas vezes, ouvem-se as narrativas que são apresentadas com estado de espírito crítico e perdem-

se os melhores conteúdos, porque não estão de acordo com o pensamento e a conduta de quem escuta.

As criaturas humanas convivem umas com as outras, mantendo-se sempre estranhas, não conseguindo sair do próprio cárcere em que restringem os passos, embora preservando a aparência de livres. Por conseqüência, a solidão e a depressão aumentam na razão direta em que se avolumam os grupos sociais, sempre ávidos de novidades e posses transitórias, quase coisas nenhumas. Despertando para a circunstância aflitiva, de que eles também necessitariam de ser ouvidos e orientados, na solidão em que se encontram, nas necessidades a que estão expostos, são induzidos a fazer uma avaliação de conduta, mudando de atitude em relação àqueles que os buscam. Passam, então, a ouvi-los com o coração, isto é, participam da narrativa do outro com espírito solidário, saindo da própria solidão. Ouvir com o coração. Pode ser molesto para quem ouve. No entanto, uma palavra dita com o coração consegue o milagre de modificar-lhe a visão em torno do que lhe ocorre, encorajando-a para prosseguir no cometimento. Além de ouvir, oferecer algo em troca: uma palavra alentadora, uma gesto fraternal, um sorriso compassivo, qualquer coisa que responda ao suplicante de maneira encorajadora. Ouvir com o coração é também uma forma feliz de falar com o coração, mediante ou não o uso de palavras. É vibração de amor que se expande e que retorna em música de solidariedade. A arte de ouvir é também a ciência de ajudar, e não será pelo muito falar que o objetivo será alcançado. Aprende, tu, a ouvir com o coração, tudo quanto outros corações estejam procurando dizer-te.

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Descobrirás um mundo totalmente novo, enriquecedor, no qual te encontras e ainda não havias percebido, alegrando-te com a honra imensa de estar nele e ajudá-lo a ser cada vez mais feliz. JESUS, como Psicoterapeuta Excelente, ouvia com respeito para responder com segurança. A eficácia da ajuda possível de ser prestada a alguém está vinculada, portanto, a valores subjetivos relacionados com o seu carisma, o amor que irradia, que o torna uma pessoa dotada de qualidades

inter-pessoais

ainda, necessita ter alguns requisitos:

relevantes que o credenciam para o trabalho. Portanto, ao Atendente Fraterno, mais

a) HUMANOS BÁSICOS:

- Saber ajudar-se;

- Interesse fraternal por outras pessoas;

- Conhecimento das relações humanas e inter-pessoais;

- Hábito da prece e do estudo;

- Ser pessoa moralizada;

- Equanimidade, ponderação, paciência, segurança, equilíbrio emocional.

b) NATUREZA EVANGÉLICO-DOUTRINÁRIA:

- Conhecimento evangélico-doutrinário;

- Integração nas atividades da Casa Espírita;

- Ser aplicador de passe.

c) OUTROS REQUISITOS:

- Comedido, discreto, fraterno, afável, gentil, caridoso, carismático;

- Ouvir mais do que falar, expressar sentimentos com sinceridade e interesse real de ajuda, capacidade de levar o atendido à compreensão de si mesmo;

- Evitar interromper àquele que fala; - Ter paciência, reservando-lhe o tempo necessário para apresentar a idéia, o pedido de orientação e de ajuda, para libertar-se da opressão do drama que o aflige;

- Não fazer perguntas embaraçosas, quando a questão seja apresentada de forma nebulosa. O que não foi dito poderá constranger o atendido, caso se veja convidado a detalhar situações delicadas ou perturbadoras;

- Quando convidado a opinar, expressar com bondade aquilo que deduz, buscando sempre ajudar, nunca aumentando o peso das preocupações, acusando, seja quem for, ou estimulando a consciência de culpa;

- Demonstrar simpatia na face, exteriorizando interesse, ao invés do enfado, em razão do tema parecer cansativo ou sem maior significado;

- Quando a narrativa se alongar em forma repetitiva, sugerir, fraternalmente, que as queixas, lamentações, reclamações, auto-piedade, devem ser substituídas por confiança e fé em DEUS.

06 – FASES RELEVANTES DO ATENDIMENTO

ATENDER: expressar de forma indireta (não verbalmente) disponibilidade e interesse pelo atendido;

RESPONDER: demonstrar por gestos e palavras compreensão pelo atendido, correspondendo-lhe a expectativa pessoal;

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PERSONALIZAR: contribuir para que o atendido conscientize-se de que é uma pessoa ativa, com responsabilidade perante seu problema e que é capaz de encontrar soluções;

ORIENTAR: saber avaliar, com ele, alternativas de ações possíveis, de modo a facilitar-lhe a escolha (que é dele) da ação transformadora.

Essas etapas do processo de ajuda são fases seqüenciadas e ordenadas de forma invariável, ou seja, uma depende da outra: o ATENDER é pré-requisito ao RESPONDER e assim sucessivamente. Exemplo: não se pode ORIENTAR – que significa delinear metas para ajudar o atendido sem antes ATENDER, RESPONDER E PERSONALIZAR, ou seja, demonstrar compreensão pela verbalização do Atendido que é a fase do RESPONDER (não por palavras e sim por gestos). Essa fase (a do RESPONDER) bem executada possibilita o PERSONALIZAR que é – levá-lo à compreensão de sua experiência vivida,. Essa compreensão da vivência instrumentaliza o Atendente Fraterno à orientação do atendido aos recursos que a Casa Espírita possui, assim como a rede de serviços sociais existentes nos bairros da cidade. Importante observar que se não houver uma boa preparação em cada uma dessas fases pode comprometer irremediavelmente a fase seguinte e ao Atendimento Fraterno como um todo.

Assim sendo, quando o Atendente Fraterno ATENDE E ATENDE BEM, o atendido envolve-se, ou seja, adquire a capacidade de confiar no processo de ajuda. Quando o Atendente RESPONDE bem, o atendido adquire a condição emocional para perceber a situação em que se encontra naquele momento em que pede ajuda. Durante o PERSONALIZAR deve acontecer o processo de compreender no atendido, ou seja, ele ir mais fundo no exame de si mesmo a ponto de estabelecer, pela reflexão, ligações de causa e efeito entre os vários elementos presentes na sua experiência de vida de modo a definir aonde quer chegar. Por fim, a capacidade de ORIENTAR abre,

no atendido a possibilidade para o agir, que é o movimento interno da alma para sair de uma posição psicológica desfavorável para outra mais adequada e felicitadora.

07. DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS DO DIÁLOGO DE JESUS E O PROFISSIONAL.

O Atendimento Fraterno através do Diálogo (AFD) deve ser mais:

- oportunidade de desabafo que coleta de sintomas;

- indução à reflexão sobre possíveis causas das dificuldades que o atendido está vivenciando do que oferecimento de diagnóstico;

- demonstração de atenção que oferta de receitas;

- manifestação de fraternidade que demonstração de competência tecnicista.

Importante, portanto, dizer que o Atendimento Fraterno através do diálogo (AFD) na Casa Espírita dispensa modelos acadêmicos, normalmente utilizados por profissionais técnicos.

A habilitação necessária é o conhecimento evangélico doutrinário, e das relações humanas e interpessoais,

sensibilidade, possibilitando com isso o acesso aos abençoados recursos do Evangelho aos irmãos necessitados que procuram a Casa Espírita.

08.

REFLEXÕES IMPORTANTES PARA O ATENDENTE FRATERNO

 

O

TRABALHO

do

Atendente

Fraterno

se

reveste

de

características

que

precisam

ser

de

seu

conhecimento consciente para evitar que se transformem em fontes de prejuízo para as tarefas:

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a) Preparo prévio geral:

Diferentemente de outros trabalhadores da Casa que possuem uma referência prévia em relação à tarefa (Coordenador de Grupo; Roteiro Sistematizado; Bibliografia Sugerida; Palestrante: tema anteriormente escolhido, etc.); o Atendente não pode antecipar quem sentará à sua frente: Alguém

com tendência suicida? Alguém com ódio do próximo? Necessário, portanto, seu preparo em leituras de livros edificantes, sintonia elevada, prática de prece, hábito da meditação; simulação mental de atendimento a possíveis tipos de problemas.

O material mental arquiva-se na memória e é trazido à tona muitas vezes, por intervenção de

amigos espirituais, quando situações semelhantes se apresentam na tarefa.

b) Inspiração ostensiva de trabalhadores espirituais:

Pela impossibilidade de preparo prévio específico, os trabalhadores espirituais superam essa

fragilidade esmerando em oferecer as inspirações necessárias ao Atendente. Daí que, muitas vezes estabelecem com o Atendente um intercâmbio intenso de idéias e de sugestões mesmo que ele não

se dê conta disso. Afinal, o irmão em atendimento para chegar até ali, já requereu muito esforço

espiritual. Por isso, todo empenho deve ser feito para evitar que a oportunidade seja desperdiçada.

O preparo do Atendente é indispensável, para possibilitar essa sintonia utilizar, os recursos da

leitura, meditação, prece, sintonia elevada.

c)

Necessidade de conscientização e permanente reflexão sobre a natureza do trabalho:

O

trabalho do Atendente é feito em solidão e muitas vezes, o atendido nunca mais é visto. É

necessário, portanto, que o Atendente reflita, constantemente, que o seu trabalho é feito perante o olhar do mundo espiritual. Que a mais importante aprovação deve vir de sua consciência tranqüila por ter feito o melhor que podia. Não sendo assim, a tendência é desestimular-se e abandonar a tarefa.

09. A DINÂMICA DO ATENDIMENTO:

O Atendimento Fraterno através do diálogo (AFD) nas Casas Espíritas pode acontecer de diversas

formas: 1. Nos mesmos dias e hora do Atendimento Espiritual; 2. Vinculado aos Plantões de Passe; 3. Vinculado as Palestras; 4. Outros

9.1. A COORDENAÇÃO:

As Coordenações de turno e ou de Orientação Doutrinária da Casa Espírita, ou outro trabalhador designado pela direção da Casa, conforme a realidade de cada Casa, são os responsáveis pela escala

de trabalhadores, devidamente treinados pela Coordenadoria de Atendimento Espiritual – COESP –da

Diretoria executiva – DIREX, da UEP, ou CRES e Casas, a compor as equipes de Atendimento Fraterno.

Para efeito de organização interna, estatística e relatório de atividades, as Coordenações de Turno e/ou de Orientação Doutrinária da Casa Espírita ou outro trabalhador designado pela Direção da Casa, deverá:

a) Organizar a tarefa, distribuindo os trabalhadores nos locais apropriados ao Atendimento;

b) Identificar o número de atendidos, por dia;

c) Do número de atendidos, por dia, identificar aqueles que freqüentam o Atendimento Espiritual;

d) Encaminhar esses dados à Direção da Casa.

OBS. As atividades b), c), d) ficam a critério da organização interna da cada Casa Espírita.

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9.2 A RECEPÇÃO

a) A Recepção ocorrerá no espaço físico de entrada da Casa , devendo haver identificação desse serviço e

dos trabalhadores aos que chegam, com utilização de crachás;

b) A Recepção é feita por um trabalhador que atenderá fraternalmente a todos que adentrarem a Casa e os

encaminhará ao AFD;

c) As Coordenações de Turno e/ou de Orientação Doutrinária da Casa Espírita, ou outro trabalhador

designado pela Direção da Casa, conforme a realidade de cada Casa, deverão observar os requisitos básicos ao exercício da tarefa de Recepcionista, bem como suas atribuições, as quais sugerimos nesta apostila.

9.2.1 Requisitos:

- Ser espírita e estar familiarizado com a dinâmica da Casa Espírita;

- Ter boa apresentação, procurando conjugar higiene pessoal à discrição e simplicidade no traje;

- Ter boa capacidade de expressão, sendo claro e objetivo para que o recém chegado compreenda as informações;

- Ser atencioso e interessado, encaminhando o recém chegado ao Atendimento Fraterno ou outro recurso que a Casa possui;

- Ter segurança e tranqüilidade pois muitos chegam aflitos e carentes de paz;

- Ser fraterno e solidário criando um ambiente de aconchego e bem estar;

-Ter compromisso com a Causa e a Casa Espírita desempenhando a tarefa em clima de responsabilidade, alegria, equilíbrio, boa vontade;

- Participar dos treinamentos básicos e de aperfeiçoamento oferecidos pela COESP, CRES e Casas.

9.2.2 Atribuições

- Conhecer a dinâmica de funcionamento da Casa Espírita: normas, horários, dias de reuniões, nome dos trabalhadores, período da preparação dos trabalhadores;

- Receber fraternalmente as pessoas;

- Prestar informações acerca das atividades da Casa com cordial afabilidade. Se a casa

disponibilizar folhetos informando dias, horas e o tipo de Atendimento, é de bom alvitre distribuir aos recém-chegados na entrada da Casa;

- Controlar o trânsito das pessoas criando um ambiente que funcione como recepção;

- Distribuir mensagens a todos que adentrarem a Casa Espírita, sugerindo que leiam, meditem

sobre o assunto, assim como o Recepcionista deve lê-las a cada 10´, contribuindo, à criação de um campo magnético salutar ao Atendimento.

10. CONDIÇÕES À REALIZAÇÃO DO ATENDIMENTO

10.1 Local do atendimento

Agradável e que garanta uma certa privacidade, resguardando a intimidade das pessoas atendidas,

sem contudo, ser um ambiente totalmente fechado a fim que não dê margem a suposições infelizes comprometendo a seriedade do trabalho;

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11. FONTE DE CONSULTA

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01. Autores Diversos/Vieira, Waldo. Livro “Seareiros de Volta” . Os Complementos da palavra.

páginas 34 a 36. FEB;

02. Emanuel/Xavier, F. Cândido. “Encontro Marcado”. Caridade e Razão páginas 34 a 36;

03. Camilo (espírito), psicografia Teixeira/Raul. Livro: “Correnteza de Luz”. Capítulo 26. Editora

Frater;

04. Emmanuel, Xavier, F. Cândido. Livro: “Confissão Auricular”. FEB. Páginas 51 a 54;

05. Prisco, Marco/Franco, Divaldo. Livro: ”Legado Kardequiano” . Escute Ajudando. Capítulo 4. Editora Alvorada;

06.Boa Nova. Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Humberto de Campos. “Maria de Magdala” . páginas 131 a 140. 21ª. Edição. FEB – Rio de Janeiro;

07. Quando voltar a Primavera. Divaldo Franco, pelo espírito Amélia Rodrigues. Livraria Espírita Alvorada Editora, Salvador – BA, 1994. Páginas 41 a 44. “Aflitos e Consolados”;

08.Primícias do Reino, Divaldo Franco, pelo espírito Amélia Rodrigues. Livraria Espírita

Alvorada Editora, Salvador-BA, 9ª. Edição, 2003. Páginas 67 a 74. “Nicodemos, o Amigo”;

09. Angelis, Joanna (espírito), psicografia de Divaldo Franco “Sendas Luminosas”, cap. 7, página 49, Casa Editora Espírita Pierre Paul Didier, 1ª. Edição, Votuporanga, São Paulo, 1998;

10. Angelis, Joanna (espírito), psicografia de Divaldo Franco “Diretrizes para o êxito”, páginas 75

a 79, Livraria Espírita Alvorada Editora, 2004;

11. Angelis, Joanna (espírito), psicografia de Divaldo Franco “O Ser Consciente”, páginas 73, 76

e 79 a 81, Livraria Espírita Alvorada Editora, 8ª. Edição, Salvador-BA, 1993;

12.Angelis, Joanna (espírito), psicografia de Divaldo Franco “Despertar do Espírito”, Livraria Espírita Alvorada Editora, 3ª. Edição, Salvador-BA, 2000.

12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

01.A Bíblia na Linguagem de Hoje. O Novo Testamento. Tradução na Linguagem de Hoje. 2ª edição. Sociedade Bíblica do Brasil. BR – DF;

02. Almeida, Alberto Ribeiro de. “Atendimento Fraterno” . Apostila;

03. A Gênese. Capítulo XV. Ítem 10. FEB. BR-DF;

04.Rodrigues, Amélia/Franco, Divaldo. “Pelos Caminhos de Jesus” . capítulo XV, Mulher Equivocada – Encontro de Reparação, Capítulo XVIII Inesquecível Diálogo. Livraria Espírita

Alvorada. 3ª. Edição. 1998. Salvador-BA;

05. Conselho Federativo Nacional. Adequação do Centro Espírita para o melhor atendimento de suas finalidades. Quanto ao Atendimento Fraterno através do diálogo. Orientação ao Centro Espírita. 5ª. Edição. BR-FEB. 1999;

06.Kardec, Allan. “Consolador Prometido” . Os Bons Espíritas. “O Evangelho segundo o

Espiritismo. Capítulo VI. Itens 3 e 4 e capítulo XVII, item 47. FEB;

07. “Como fazer Atendimento Fraterno” . Federação Espírita do Paraná. 1999;

08. “Atendimento Fraterno”. Projeto Manoel Philomeno de Miranda. Editora Alvorada. 4ª edição.

1998.

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[12]

UEP – UNIÃO ESPÍRITA PARAENSE – COORDENADORIA DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL – ATENDIMENTO FRATERNO [12] ANEXO 1

ANEXO 1

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[13]

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[14]

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ANEXO 3

[15]

PROBLEMAS ESPIRITUAIS E SUAS CAUSAS

 

Problemas

Causas

Causas

 

Causas

Espirituais ou

Imediatas

Anteriores

Primárias ou

Primeiras

Sintomas

Presentes

- Obsessões

Imperfeições

Débitos com

Infringência

- Inimizades

Morais atratoras

de

espíritos

das leia

morais em

desencarnados

- Antipatias

perseguições

e outros

 

relação

- Malquerenças

Espirituais

ao

próximo

(suas com outros ou no entorno)

Débitos com

 

Dificuldades

espíritos

de

encarnados

 

relacionamento

-

Patologias

Traumas

Experiências

 

comportamentais

interiores e

fragilidades

dramáticas e

auto-

Infringência

 

(medos, fobias,

das leis

insegurança etc)

orgânicas

agressões

morais em

-

Doenças

Escravização ao prazer e gozos

relação a si próprio

cármicas

Tendências

 

-

Vícios

compulsivas

 

(alcoolismo,

Materiais

droga, jogo,

 

etc)

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[16]

-

Insaciedade

Egoísmo

Defeitos

 
 

morais

-

Inquietudes

Orgulho

consolidados

-

Tédio

Materialismo

Rebeldia em

-

Revolta

Cegueira em

relação ao

Desesperança

relação aos

Desprezo a Deus e de suas leis

progresso

Moral

-

defeitos

-

Indiferença

Ignorância em relação as causas dos

 

Desnorteamento

 

Teses

-

Loucura

 

equivocadas de

 

Problemas

vida

 

Dificuldades

Ausência

Abuso dos

Infringência

materiais

de

recursos

das leis

crônicas

oportunidades

da vida

morais em

 

econômicas

relação a

 

Anseios em

criação

realizações

Limitações

Abuso dos

pessoais

Interiores

talentos

restringidas

próprios

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ANEXO 4

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[17]

ATENDIMENTO ESPIRITUAL – AE

PROBLEMAS

 

OBJETIVO

ESPIRITUAIS

FOCO

OU SINTOMAS

METODOLÓGICO

PRESENTES

- Obsessões

   

- Inimizades

- Antipatias

Malquerenças (suas com outros ou

-

no entorno)

- Patologias

- Patologias

comportamentais

(medos, fobias, insegurança etc)

ALIVIAR

Mini

-

Doenças cármicas

Presentes

Sintomas

mizaç

ão do

Vícios (alcoolismo, droga, jogo,

-

incô

modo

 

vivido

etc)

Dificuldades materiais crônicas

-

Anseios em realizações pessoais

-

restringidas

- Insaciedade

- Inquietudes

- Tédio

- Revolta

- Desesperança

- Indiferença

- Desnorteamento

- Loucura

CAUSAS IMEDIATAS: Só são minimiza

ADMINISTR

Discipli

AR

nament

 

o

RECURSOS TERAPÊUTICOS

Passe, Atendimento Mediúnico,

Enfermaria Espiritual

Atendimento Fraterno através do Diálogo,

Estímulos ao Auto-Exame, Prática da

UEP – UNIÃO ESPÍRITA PARAENSE – COORDENADORIA DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL – ATENDIMENTO FRATERNO

das pela vontade deliberada e firme de

Causas

da

Prece.

Imediatas

 

Condut

mudar

a

CAUSAS ANTERIORES:

REMOVER

 

Por serem des-

Causas

Prática do Bem e Aprendizado do Amor

conhecidas, só são atingidas de forma in-

Anteriores

direta pelas práticas atuais do ser.

 

CAUSAS PRIMÁRIAS:

EVITAR

Conscientização sobre as Leis de Deus e

Representam a

Causas

 

razão fundamental dos sofrimentos do es-

Primárias

necessidade de

progredir

pírito

[18]

Sopa Fraterna, Visita a H

Atendimento a Necessita

Estudo do Evangelho;

Estudos Doutrinários,

Leituras Nobres

ANEXO 5 SÍNTESE DA PROPOSTA DO ATENDIMENTO FRATERNO ATRAVÉS DO DIÁLOGO

UEP – UNIÃO ESPÍRITA PARAENSE – COORDENADORIA DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL – ATENDIMENTO FRATERNO

[19]

01. Público que procura a Casa Espírita para o Atendimento Fraterno através do Diálogo – AFD – traz diversas dificuldades que aturdem as criaturas humanas desde a necessidade pura e simples do conhecimento à cura real e/ou “milagrosa” ; 02.Atendimento: OUVIR – ORIENTAR à luz do EVANGELHO DE JESUS E DA DOUTRINA ESPÍRITA, procurando sempre envolver o atendido no compromisso de assumir o que for bom, justo e necessário, em benefício de seu despertamento espiritual; 03. Casos de traumas profundos: Atendido deverá ser esclarecido quanto a própria Rede de Serviços existente no bairro e/ou cidade (Centros de Atendimento à Família, Universidades, Defensoria Pública, Delegacia da Mulher, Casa de Saúde Mental, Associação de Portadores de Necessidades Especiais, Conselhos: Criança e Adolescente; Mulher; Assistência Social; Idoso; Tutelar) ao atendimento para caso específico; 04. Indispensável ao Atendimento Fraterno:

Ouvir com o coração;

Sentimento vivenciado pelo atendido;

Auto-descobrimento e resgate da auto-estima;

Oferecimento dos recursos evangélico e doutrinário que a Casa possui;

Disciplinamento do tempo. 05. RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS AO ATENDENTE FRATERNO:

Falar com simplicidade;

Oportunidade de expor, se quiser, suas dificuldades e necessidades;

Atender, mantendo a privacidade, sem, contudo, vedação absoluta da sala;

Quando necessário preencher ficha de freqüência; EVITAR:

Transformar o espaço do AFD em consultório psicológico;

Atender de forma exclusivista determinada pessoa;

Criar dependência;

Excesso de burocracia, fichas, impressos, etc.;

Prometer curas ou esclarecer certezas absolutas;

Opiniões pessoais;

Interferir em receituários médicos;

Fazer revelações;

Dizer ao atendido: “ você está obsidiado” ;

Doutrinar espíritos durante o atendimento;

Utilizar informações do atendimento para orientar doutrinadores;

Utilizar informações dos doutrinadores para orientar o atendimento;

Encaminhar ou indicar pessoas às reuniões mediúnicas;

Asseverar para o atendido “você é médium”;

Atender pessoas que estejam em transe mediúnico;

Estimular ao atendido, que em atitudes de queixas, revele os nomes das casas espíritas por onde passou.

ANEXO 6

UEP – UNIÃO ESPÍRITA PARAENSE – COORDENADORIA DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL – ATENDIMENTO FRATERNO

[20]

VIVÊNCIA DE ATENDIMENTO FRATERNO NA CASA ESPÍRITA

“ COMPROMISSO AMEAÇADO” Tânia Rupset

- NARRATIVA

“ nem sei como começar. Não estou mais suportando a situação em casa: meu marido bebe e se enche de

dívidas. Ele já prometeu, vária vezes, parar de beber mas não consegue. Estou desesperada. Meu filho estão vivenciando todo o problema, mas tenho medo de me separar e me complicar espiritualmente. Já me disseram que é meu carma e devo agüentar até o fim. O que eu faço ?”

- ORIENTAÇÃO

Falamos da Doutrina Espírita e do conceito de carma, que é dinâmico e não determinista, ou fatalista,

como erroneamente se pensa. Demos a visão espírita do DEUS-AMOR e não do Deus-punição e explicamos que a responsabilidade de nosso atos, através do livre-arbítrio, é uma das maiores provas desse amor. Falamos da colheita a partir da sementeira, que se dará a partir de nossa capacidade, limites e nível evolutivo; do reencontro de espíritos através da reencarnação para novas oportunidades de reparação

e crescimento, da finalidade essencial da vida, que é aprendermos a nos amar, à medida que evoluímos. No casamento, o compromisso é mútuo – disse-lhe.

Sugerimos que se perguntasse: - “Eu quero, realmente, manter, ou salvar este relacionamento (e/ou ajudar

o marido) ? – Já investi tudo o que podia para que isso aconteça ? – O que eu poderia fazer além do que

já fiz, com esse objetivo ? “ E lhe orientamos que antes de tomar uma decisão, procurasse harmonizar-se mais através da oração, freqüência às reuniões doutrinárias, passes; que realizasse o Evangelho no Lar e procurasse envolver o companheiro e a família em vibrações de paz e mentalizações positivas. Tentasse o diálogo carinhoso e evitasse o conflito. Pensasse nele como um doente (sem rancor, mas sim, com piedade) e propusesse-lhe a terapia médica e espírita. Caso ele não aceitasse, auxiliasse-o da maneira possível independente a decisão de manter ou não o casamento.

- COMENTÁRIOS

É importante termos sempre em mente durante o atendimento uma de suas diretrizes: que não nos

compete induzir ou tomar qualquer decisão pelo assistido, respeitando o livre-arbítrio de cada um, fator preponderante na evolução individual. Devemos oferecer a palavra espírita, inclusive esclarecendo quanto

a conceitos errôneos, ampliando assim a visão do problema e oferecendo alternativas de reflexões, que auxiliarão na escolha (individual e intransferível).