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MODALIDADES GRUPAIS

(ZIMERMAN, 2010; ZIMERMAN e OSÓRIO, 1997)

A classificação para os diferentes tipos de grupos parte de um ponto de vista que pode ser da vertente teórica, do tipo de setting, da finalidade, do tipo de integrantes, do tipo de vínculo com o coordenador e etc.

Tipos de grupos classificados a partir das FINALIDADES

GRUPOS

OPERATIVOS

TERAPÊUTICOS

autoajuda
autoajuda

propriamenteTipos de grupos classificados a partir das FINALIDADES GRUPOS OPERATIVOS TERAPÊUTICOS autoajuda Terapêuticos ditos

Terapêuticos

ditos

Estas ramificações muitas vezes não são rígidas, pois um grupo operativo pode ser terapêutico assim como o grupo psicoterápico pode utilizar referenciais dos grupos operativos.

17/08/2014

O que define a finalidade do grupo?

O tipo de integrantes que o compõem,

A natureza das combinações do setting,

O esquema referencial teórico adotado,

O procedimento técnico empregado.

1 GRUPOS OPERATIVOS 1.1 Ensino-aprendizagem (de reflexão) 1.2 Institucionais (empresas, escolas, etc.) 1.3
1 GRUPOS
OPERATIVOS
1.1 Ensino-aprendizagem (de reflexão)
1.2 Institucionais (empresas, escolas, etc.)
1.3 Comunitários (programas de saúde
mental)
2.1.1
Área médica
(diabéticos, reumáticos,
2.1
idosos, etc.)
2 GRUPOS
Autoajuda
2.1.2
Área psiquiátrica
(alcoólicos anônimos,
TERAPÊUTICOS
borderline, etc)
2.2
2.2.1 Psicanalítica
Terapêuticos
2.2.2
Psicodrama
2.2.3
Teoria sistêmica
propriamente
2.2.4
Cognitivo comportamental
ditos
2.2.5
Abordagem múltipla

1 GRUPOS OPERATIVOS

Pichon Rivière, psicanalista argentino, a partir de 1945 cria os grupos operativos ao trabalhar com adolescentes em um hospital na cidade de Rosário.

O grupo operativo não é uma técnica analítica, embora use a psicanálise para compreensão do que se passa nele, considerando aspectos conscientes e inconscientes.

O autor define o “Esquema conceitual referencial operativo” (ECRO).

Referencial é o conjunto de experiências, conhecimentos e afetos prévios a partir dos quais os indivíduos pensam e agem em grupos. Mas, para se tornar operativo e gerar as mudanças pretendidas, precisa-se que cada um externalize o que pensa e com isto a potencialidade de comparação com o que os outros dizem levará a uma operatividade.

Pichon caracteriza grupo como um conjunto restrito de pessoas, que, ligadas por constantes de tempo e espaço e articuladas por sua mútua representação interna, propõe-se, em forma explícita ou implícita, à uma tarefa que constitui sua finalidade.

O

grupo operativo é um instrumento de trabalho, um

método de investigação e cumpre, além disso, uma função terapêutica, pois se caracteriza por estar

centrado em uma tarefa que pode ser o aprendizado,

a cura, o diagnóstico de dificuldades, etc

Bode expiatório: é depositado em um membro do grupo os aspectos negativos ou atemorizantes do mesmo ou é depositado em um membro do grupo os aspectos negativos ou atemorizantes do mesmo ou da tarefa, sendo este segregado pelo grupo. Este sujeito “assume” as culpas do grupo, o livrando dos conteúdos que provocam medo, ansiedade, etc.

Porta-voz: aquela pessoa que a partir de um certo momento diz ou faz algo no : aquela pessoa que a partir de um certo momento diz ou faz algo no grupo que representa algo que estava latente. O porta-voz não tem consciência do significado grupal do que enuncia (ou denuncia). Diz algo que vive como próprio, porém subliminarmente percebeu no grupo.

17/08/2014

O papel do copensor (nome que Pichon gostava de dar para o coordenador) é de criar, manter e fomentar a comunicação entre os membros do grupo buscando o enriquecimento das pessoas ao se envolverem com a tarefa.

Segundo Bleger, o coordenador deve respeitar o tempo do grupo para trabalhar determinadas questões, não deve ser crítico e estar atento para não criar dependência em relação a ele, fazendo o possível para estabelecer o diálogo entre os componentes do grupo.

Para Pichon, o grupo estrutura-se sobre a base do interjogo de mecanismos de assunção e atribuição de papéis, ou seja, da posição que cada integrante assume na rede de interações.

Formação de papéis (porta-voz; bode expiatório; sabotador e líder). O líder pode ser do tipo autoritário, democrático, demagógico e laissez-faire.

Para Pichon-Rivière, papel é um modelo organizado de conduta relativo a uma certa posição do indivíduo em uma rede de interação, interligado a expectativas próprias e dos outros.

Sabotador: aquele integrante que em determinado momento assume o papel de resistência à mudança. aquele integrante que em determinado momento assume o papel de resistência à mudança.

Líder: liderança autocrática geralmente executada por pessoas narcísicas, rígidas, cujos seguidores são pessoas inseguras e liderança autocrática geralmente executada por pessoas narcísicas, rígidas, cujos seguidores são pessoas inseguras e dependentes. A democrática é aquele tipo considerado mais saudável, uma vez que os papéis, funções e limites estão organizados. Já a do tipo laissez-faire caracteriza-se pela ausência de agente continente para as angústias e ansiedades. E por fim, a liderança demagógica, tem um líder que prega falsas ideologias, permanecendo num discurso distante da prática.

PRÉ-TAREFA, TAREFA E PROJETO

•

Pré-tarefa: fase ou momento que antecede a tarefa em que há hesitação ou protelação. A presença de medos básicos faz se manifestarem mecanismos defensivos de resistência à mudança. O grupo faz “como se” trabalhasse, mas na verdade é uma forma de protelação, o que acaba gerando também insatisfação. Medo do desconhecido e da mudança (ansiedades paranóides) e medo de perder o conhecido (ansiedades depressivas).

Conceitos de VERTICALIDADE (história de cada indivíduo) e de HORIZONTALIDADE (o aqui e agora da totalidade grupal).

Indicadores do processo grupal: afiliação/pertença, comunicação, cooperação, tele, aprendizagem e pertinência.

A COOPERAÇÃO pressupõe ajuda mútua e se dá

mediante

o

desempenho

de

diferentes

papéis

e

funções.

Na tentativa de articular demandas do grupo e dos indivíduos, muitas vezes surge a competição.

A flexibilização dos papéis é uma forma de se trabalhar esse problema, buscando a “co- operatividade”. “Co-operar” não significa não discordar ou confrontar.

17/08/2014

Tarefa: nesse momento, alcança-se maior operatividade e criatividade, podendo-se sistematizar objetivos e realizar

Tarefa: nesse momento, alcança-se maior operatividade e criatividade, podendo-se sistematizar objetivos e realizar tarefas propostas e/ou novas.

objetivos e realizar tarefas propostas e/ou novas. Projeto : do projeto, uma vez alcançado um nível

Projeto: do projeto, uma vez alcançado um nível de operatividade, o grupo pode se planejar.

A AFILIAÇÃO e a PERTENÇA dizem respeito ao grau de identificação dos membros do grupo entre si e com a tarefa.

A afiliação indica a concordância em pertencer ao grupo.

A pertença envolve um sentimento de identificação com o grupo. A afiliação e a pertença são indicadores básicos para o desenvolvimento dos outros processos no grupo

• A COMUNICAÇÃO envolve as redes de comunicação no grupo, contendo possibilidades e entraves, o
• A COMUNICAÇÃO envolve as redes de comunicação
no grupo, contendo possibilidades e entraves, o
conflito e a necessidade de trabalhar sobre ele.
• É
preciso
elaborar
o
que
se
chama
de
“mal-
entendido”.
• A aprendizagem vai além da mera incorporação de
informações e pressupõe o desenvolvimento da
capacidade de criar alternativas – por meio dela
percebe-se o grau de plasticidade grupal diante dos
obstáculos e da criatividade para superar as
contradições e mesmo integrá-las.

A

aprendizagem

comunicação.

está

inter-relacionada

à

A TELE caracteriza a disposição positiva ou negativa dos membros do grupo entre si. Refere-se às relações no grupo tais como são percebidas e vividas.

É uma disposição para atuar em conjunto e, assim, pode ser positiva ou negativa. As percepções entre os membros do grupo estão vinculadas aos processos transferenciais (processo de atribuição de papéis ao outro com base nas expectativas inscritas na vida psíquica do sujeito).

1.1 – Grupos operativos voltados ao Ensino- aprendizagem • Ideologia fundamental = “aprender a aprender”
1.1
Grupos
operativos
voltados
ao
Ensino-
aprendizagem
• Ideologia fundamental = “aprender a aprender”
• Tarefa = aprendizagem e treinamento.
• Desenvolver a capacidade para a reflexão
implicando as capacidades para perceber, sentir,
pensar, agir e, especialmente, aprender a aprender.

1.3 Grupos operativos comunitários

Muito utilizado no campo da saúde mental, as técnicas grupais tem uma ampla área de utilização em comunidades.

São utilizados para cuidados primários (prevenção), secundários (tratamento) e terciários (reabilitação). Ex: grupos de gestantes, de adolescentes sadios, líderes naturais da comunidade, pais, etc.

Técnicos de distintas áreas de especialização além de psicólogos e psiquiatras podem realizar estes grupos.

17/08/2014

A PERTINÊNCIA refere-se à produtividade do grupo, à sua capacidade de centrar-se em seus objetivos, de forma coerente com seus outros processos.

Esses processos do grupo não são estanques e nem lineares.

1.2 Grupos operativos Institucionais

Cada vez mais a atividade está sendo utilizada nas instituições.

As empresas estão montando serviços dirigidos por psicólogos organizacionais que se destinam a aumentar o rendimento de produção da empresa através de grupos operativos centrados na tarefa de obtenção de um clima de harmonia entre os seus diversos subgrupos.

2 Grupos terapêuticos

Proposta principal = melhorar alguma situação de patologia dos indivíduos, quer seja estritamente no plano da saúde orgânica, quer do psiquismo, ou em ambos ao mesmo tempo.

2.1 Grupos Terapêuticos de autoajuda

Amplamente utilizados, com comprovada eficiência em várias áreas.

Composto por pessoas portadoras de uma mesma categoria de prejuízos e de necessidades. Tipos:

- Adictos (obesos, fumantes, toxicômanos, alcoolistas, etc).

- Cuidados primários de saúde (programas preventivos, diabéticos, hipertensos, etc.)

2.2

Grupos

(psicoterápicos)

terapêuticos

propriamente

ditos

Destinam-se à aquisição de INSIGHT sobre aspectos inconscientes dos indivíduos e da totalidade grupal.

No grupo o indivíduo interage com outras pessoas em um espaço preparado para facilitar com que ele se perceba neste contato. Isso permite que ele experimente um número riquíssimo de situações onde pode se dar conta de sua maneira de funcionar no contato com o outro.

2.2.2 Abordagem Psicodramática

Criada por Moreno, na década de 30. O psicodrama ainda conserva o mesmo eixo fundamental constituídos por seis elementos: cenário, protagonista, diretor, ego auxiliar, público e a cena apresentada.

Utiliza técnicas como a técnica da dupla, a técnica do espelho e a técnica da inversão de papéis.

O psicodrama não é a mera aplicação de dramatizações, como podem ser empregadas em outros tipos de grupoterapias.

17/08/2014

- Reabilitação (infartados, espancados, colostomizados, etc.) - Sobrevivência social (estigmatizados –
- Reabilitação
(infartados,
espancados,
colostomizados, etc.)
- Sobrevivência social (estigmatizados – homossexuais,
portadores de defeitos físicos, etc.
- Suporte
(cronicidade
física ou
psíquica, pacientes
terminais, etc.)
- Problemas sexuais e conjugais.

2.2.1 Abordagem Psicanalítica

 

Não há um único referencial teórico, tornando-se necessárias adaptações às peculiaridades do campo grupal com as suas leis dinâmicas específicas.

As psicoterapias podem funcionar por um período de tempo longo ou curto, podem ter objetivo de insight destinado a mudanças caracterológicas ou podem buscar benefícios como remoção dos sintomas, alívio de angústias ou resolução de crises. Ou ainda, adaptabilidade nas inter-relações familiares, profissionais e sociais.

 

Moreno

pretendia

que

a

ação dramática

 

terapêutica levasse a algo mais do que a mera repetição de papéis tais como são desempenhados do quotidiano.

 

A ação dramática permite insights profundos por parte do protagonista e do grupo, a respeito do significado dos papéis assumidos.

Para Moreno, toda ação é interação por meio de papéis.

2.2.3 Teoria Sistêmica

Os grupos funcionam como um sistema, ou seja, que há uma constante interação, complementação e suplementação dos distintos papéis que foram atribuídos e que cada um de seus componentes desempenha.

Um sistema é um conjunto integrado onde qualquer modificação em um de seus elementos necessariamente irá afetar os outros e o sistema como um todo.

2.2.4 Cognitivo-comportamental

Postula que todo indivíduo é um organismo processador de informações, recebendo estímulos e dados, e gerando interpretações sobre os mesmos.

A psicoterapia foca-se na resolução de problemas, buscando também a prevenção da recaída e de problemas posteriores.

Em síntese:

É fundamental que

o

terapeuta

tenha

claras

as

respostas às seguintes questões:

 

Que espécie de mudanças ele pretende?

 

Que tipos de técnicas?

Aplicado para qual tipo de público, por qual tipo de terapeuta e sob quais condições?

17/08/2014

A intervenção é feita através de perguntas que procuram explorar a influência do problema na vida da família e a influência da família na vida do problema. Investigam conexões, padrões, relações. São aquelas que abrem espaço para novas perguntas e criam oportunidade para que novos significados do emerjam e promovam a mudança de visão e comportamento.

Suas técnicas visam a modificação da forma como a pessoa interpreta eventos internos e externos (correção de distorções cognitivas), influenciando assim na sua emoção e reação comportamental.

O indivíduo aprende a identificar os pensamentos disfuncionais e a substituí-los por modos de pensar mais saudáveis.

Trabalha-se também com técnicas de autoajuda que produzem o alívio dos sintomas, técnicas de resolução de problemas, de melhora da autoestima e do autocontrole.

BLEGER, José. Temas de psicologia: entrevista e grupos. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

Maria Sá Barreto. Classificação geral dos

MACIEL. Ana

grupos.

Disponível

em:

http://pt.scribd.com/doc/103067687/4-Classificacao-Geral-

dos-Grupos-ppt-Cap-7-08-01 Acesso em: 20/07/2014.

SOARES, Sônia Maria; FERRAZ, Aidê Ferreira. Grupos operativos de aprendizagem nos serviços de saúde:

sistematização de fundamentos e metodologia. Esc Anna Nery R. Enfermagem. n.11(1), p.52-57, 2007.

David

ZIMERMAN,

E.

Fundamentos

básicos

das

grupoterapias.

2.ed.

Porto

Alegre:

Artmed,

2000.

(reimpressão 2010)

ZIMERMAN, David E.; OSÓRIO, Luiz Carlos et al. Como trabalhamos com grupos. Porto Alegre: Artmed, 1997.