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CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO

ELABORADO POR:

CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO ELABORADO POR: ASEB – Associação Sociocultural Espírita de Braga Rua do Espírito

ASEB – Associação Sociocultural Espírita de Braga

Rua do Espírito Santo, N.º 38 Nogueira

4700 – 183 BRAGA

PORTUGAL Site: www.aseb.com.pt

Nogueira 4700 – 183 BRAGA PORTUGAL Site: www.aseb.com.pt ADEP – Associação de Divulga- dores de Espiritismo

ADEP – Associação de Divulga- dores de Espiritismo de Portugal

Rua do Espírito Santo, N.º 38 Nogueira

4700 – 183 BRAGA

PORTUGAL Site: www.adeportugal.org

“S omente o Espiritismo, bem entendido e bem com- preendido, pode remediar esse estado de coisas e

tornar-se, conforme disseram os Espíritos, a grande alavan-

ca da transformação da Humanidade.”

(Allan Kardec, Obras Póstumas, Projecto 1868)

“A poiada tão só nas leis da Natureza, não pode variar mais do que estas leis; mas, se uma nova lei for desco-

berta, tem ela que se pôr de acordo com essa lei. Não lhe ca- be fechar a porta a nenhum progresso, sob pena de se suici- dar.”

(Allan Kardec, Obras Póstumas, Constituição do Espiritismo)

“A crescentemos que a tolerância, fruto da caridade, que constitui a base da Doutrina Espírita, lhe im-

põe como um dever respeitar todas as crenças.”

(Allan Kardec, Obras Póstumas, Constituição do Espiritismo)

ÍNDICE

INTRODUÇÃO

13

TEMAS DO CURSO

15

PROGRAMA GERAL

17

PROGRAMA ESPECÍFICO

19

1 – O QUE É O ESPIRITISMO

23

1.1

Precursores do Espiritismo

23

1.1.1 Emanuel Swedenborg

23

1.1.2 Andrew Jackson Davis

24

1.1.3 Hydesville — As irmãs Fox (o ano de 1848)

25

1.1.4 As mesas girantes

27

1.2

Allan Kardec

29

1.2.1 Um homem destinado a uma missão

29

1.2.2 Consolador

32

1.2.3 O que é o Espiritismo

33

Bibliografia

34

Minigrupos (apoio bibliográfico)

35

Minigrupos

37

Teste

39

2 – DOUTRINA ESPÍRITA

43

2.1

Introdução

43

2.1.1

Empirismo, dogmatismo, cepticismo e agnosticismo

43

2.2

Filosofia com bases científicas e consequências morais

44

2.2.1 Ciência – método científico

44

2.2.2 Filosofia – novos campos para o conhecimento

46

2.2.3 Moral – aperfeiçoamento interior

48

Bibliografia

50

Minigrupos (apoio bibliográfico)

51

Minigrupos

52

Teste

54

3 – O ESPIRITISMO E OUTRAS DOUTRINAS ESPIRITUALISTAS

59

3.1 Princípios fundamentais da Doutrina Espírita

59

3.2 O carácter da revelação espírita

63

3.3 O Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas

65

3.3.1 Rosacruz

66

3.3.2 Teosofia

66

3.3.3 Cabala

67

3.3.4 Umbanda

68

3.4

O Espiritismo e as religiões

69

3.4.1 Fase da magia

69

3.4.2 Fase religiosa

69

3.4.3 Espiritismo

69

3.5

Espiritismo é uma religião?

70

Bibliografia

72

Minigrupos (apoio bibliográfico)

73

Minigrupos

74

Teste

75

4 – DEUS, ESPÍRITO E MATÉRIA

77

4.1

Deus

79

4.1.1 Provas da Sua existência

79

4.1.2 Atributos da divindade

84

4.2

Espírito e matéria

87

4.2.1 Princípio das coisas

89

4.2.2

Formação dos seres vivos

90

4.2.2.1

Princípio vital

91

Bibliografia

93

Minigrupos (apoio bibliográfico)

94

Minigrupos

96

Teste

98

5 – O MUNDO DOS ESPÍRITOS

103

5.1 Introdução

103

5.2 Origem e natureza dos espíritos

103

5.3

Perispírito

 

105

5.3.1. Histórico

106

5.3.2

Natureza e propriedades

106

5.4

Diferentes ordens de espíritos

108

5.4.1 Introdução

108

5.4.2 Terceira ordem – espíritos imperfeitos

109

5.4.3 Segunda ordem – bons espíritos

111

5.4.4 Primeira ordem – espíritos puros

112

5.5 Percepções, sensações e sofrimentos dos espíritos

114

Bibliografia

115

Minigrupos (apoio bibliográfico)

116

Minigrupos

117

Teste

119

6 – PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

123

6.1

Introdução – revisão histórica

123

6.1.1 Reencarnação e metempsicose

125

6.1.2 Reencarnação e ressurreição

126

6.1.3 A reencarnação na bíblia e nos evangelhos

127

6.1.4 Reencarnação e a evolução anímica

129

6.1.5 Reencarnação e a evolução do homem

131

6.1.6 Evidências da reencarnação

132

6.2

Objectivo da encarnação

134

6.2.1

Justiça da reencarnação

137

6.3

Da volta do espírito, extinta a vida corporal, à vida espiritual

138

Bibliografia

143

Minigrupos (apoio bibliográfico)

144

Minigrupos

146

Teste

148

7 – PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS

153

7. 1 Introdução

153

 

7.1.1

Estudo histórico

154

7.2

Perseguição religiosa à doutrina mundos habitados

157

7.2.1 A encarnação de deus sobre a terra

158

7.2.2 A criação dos astros na génese bíblica

159

7.2.3 A descendência adâmica

160

7.2.4 A parada do sol e da lua

161

7.2.5 A salvação da humanidade pelo sangue de jesus

161

7.3 Há muitas moradas na casa de meu pai

162

7.4 Transmigrações progressivas

163

7.5 Universo infinito – evidência existência de outros mundos habitados

166

Bibliografia

168

Minigrupos (apoio bibliográfico)

169

Minigrupos

171

Teste

173

8 – AS LEIS MORAIS (I)

177

8.1 Da lei divina ou natural – o bem e o mal

178

8.2 Da lei de adoração

180

8.2.1 Politeísmo

181

8.2.2 Sacrifícios

182

8.3

Da lei do trabalho

183

8.3.1

Limite do trabalho – repouso

184

8.4

Da lei de reprodução

185

8.4.1 Obstáculos à reprodução

186

8.4.2 Casamento e celibato

186

8.4.3 Poligamia

187

8.5

Da lei de conservação

187

8.5.1 Gozo dos bens terrenos

188

8.5.2 Necessário e supérfluo

189

8.5.3 Privações voluntárias – mortificações

189

8.6

Da lei de destruição

190

8.6.1

Destruição necessária e destruição abusiva

190

8.6.1.1 Flagelos destruidores

192

8.6.1.2 Guerras

192

8.6.1.3 Assassínio

193

8.6.1.4 Crueldade

193

8.6.1.5 Pena de morte

194

Minigrupos (apoio bibliográfico)

196

Minigrupos

197

Teste

199

9 – AS LEIS MORAIS (II)

203

9.1

Da lei de sociedade

203

9.1.1 Necessidade da vida social

203

9.1.2 Vida de isolamento: voto de silêncio

204

9.1.3 Laços de família

204

9.2

Da lei de progresso

205

9.2.2

Povos degenerados

206

9.2.3 Marcha do progresso

207

9.2.4 Progresso da legislação humana

208

9.2.5 Civilização

209

9.2.6 Influência do Espiritismo no progresso

210

9.3

Da lei de igualdade

211

9.3.1 Igualdade natural

211

9.3.2 Igualdade de direitos do homem e da mulher

211

9.3.3 Igualdade perante o túmulo

212

9.3.4 Desigualdade das aptidões

212

9.3.5 Desigualdades sociais

213

9.3.6 Desigualdade das riquezas

213

 

9.3.6.1

As provas da riqueza e da miséria

214

9.4

Da lei de liberdade

215

9.4.1

Liberdade natural

215

9.4.1.1

Escravidão

215

9.4.2 Liberdade de pensar

216

9.4.3 Liberdade de consciência

216

 

9.4.3.1 Livre-arbítrio

217

9.4.3.2 Fatalidade

218

9.4.3.3 Conhecimento do futuro

219

9.4.3.4 Resumo teórico do móbil das acções humanas

220

9.5

Da lei de justiça, de amor e de caridade

221

9.5.1

Justiça e direitos naturais

221

9.5.1.1

Direito de propriedade – roubo

222

9.5.2 Caridade – amor ao próximo

223

9.6

Da perfeição moral – as virtudes e os vícios

224

9.6.1

Virtudes

225

9.6.1.1 Caracteres do homem de bem

225

9.6.1.2 Auto-conhecimento

226

9.6.2

Vícios

226

9.6.2.1 Paixões

226

9.6.2.2 Egoísmo

227

Bibliografia

228

Minigrupos (apoio bibliográfico)

229

Minigrupos

230

Teste

232

10 – ESPERANÇAS E

237

10.1

Penas e gozos terrenos

237

10.1.1 Felicidade e infelicidade relativas

237

10.1.2 Perda de entes queridos

240

10.1.3 Decepções, ingratidão, afeições destruídas

240

10.1.4 Uniões antipáticas

241

10.1.5 Temor da morte

242

10.1.6 Desgosto da vida – suicídio

243

10.2

Penas e gozos futuros

246

10.2.1 O nada – a vida futura

246

10.2.2 Intuição das penas e gozos futuros

247

10.2.4

Natureza das penas e gozos futuros

248

10.2.5 Penas temporais

250

10.2.6 Expiação e arrependimento

251

10.2.7 Duração das penas futuras

252

10.2.8 Paraíso, inferno e purgatório

254

Bibliografia

256

Minigrupos (apoio bibliográfico)

257

Minigrupos

258

Teste

260

BIBLIOGRAFIA GERAL

262

GLOSSÁRIO

264

Curso Básico de Espiritismo

INTRODUÇÃO

Introdução

Obras Póstumas” – Projecto 1868, editado em 1890, por Leymarie, seu biógra- – Allan Kardec, o Codificador, preconiza “…um curso regular de Espiritismo

com o fim de desenvolver os princípios da Ciência e difundir o gosto pelos estudos sé- rios. Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as ideias espíritas ”

E

m

fo

Hoje, mais do que nunca, em que as pessoas buscam avidamente a compreensão dos princípios espirituais, para que lhes dêem a sustentação interior que as concepções filo- sóficas e religiosas tradicionais não oferecem, torna-se necessário que o conhecimento do Espiritismo seja o mais consentâneo possível com a sua realidade intrínseca, e não deformado por interpretações particulares.

Face a essas orientações, a Associação Sociocultural Espírita de Braga visa oferecer com este Curso Básico de Espiritismo, aos interessados por esta doutrina, um conheci- mento fundamental dos seus princípios e uma visão global dos conteúdos que nele são tratados.

A ADEP (Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal) colaborou e contri-

buiu, decisivamente, na elaboração deste curso, no que respeita aos seus conteúdos e, ainda, na sua programação e implementação.

Foram estabelecidos dez capítulos, divididos em subtítulos e desenvolvidos em quaren-

ta e duas reuniões de estudo, tendo por critério os grandes assuntos que trata a Doutrina

Espírita, conforme se pode observar no programa.

Cada assunto é tratado didacticamente, através de exposições doutrinárias, apresentan- do, no final de cada item, um resumo (a reter). No final de cada capítulo, tem estudo em minigrupos (dois tipos diferentes), teste de avaliação e indicação bibliográfica.

Em resumo, este Curso Básico de Espiritismo constitui-se num pré requisito aos inte- ressados em adentrar fases mais avançadas do conhecimento espírita e tratar os seus diferentes aspectos mais especificamente, como é, por exemplo, o caso da mediunidade através do Curso de Educação da Mediunidade (CEM). (1)

(1) O Curso de Educação da Mediunidade (CEM) é um programa de estudo sobre a mediunidade, desen- volvido pela Associação Sociocultural Espírita de Braga desde 1988.

- 13 -

Curso Básico de Espiritismo

TEMAS DO CURSO

01 – O que é o Espiritismo.

02 – Doutrina Espírita.

Temas do Curso

03 – O Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas.

04 – Deus, espírito e matéria.

05 – O mundo dos espíritos.

06 – Pluralidade das existências.

07 – Pluralidade dos mundos habitados.

08 – As leis morais (I).

09 – As leis morais (II).

10 – Esperanças e consolações.

- 15 -

Curso Básico de Espiritismo

PROGRAMA GERAL

Programa Geral

1ª PARTE

INTRODUÇÃO / APRESENTAÇÃO

2ª PARTE

TEMAS POR CAPÍTULO

01 O que é o Espiritismo

02 Doutrina Espírita

03 O Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas

04 Deus

1º INQUÉRITO

Interregno do Natal

05 O mundo dos espíritos

06 Pluralidade das existências

07 Pluralidade dos mundos habitados

Interregno da Páscoa

08 As leis morais (I)

09 As leis morais (II)

10 Esperanças e consolações

ÚLTIMO INQUÉRITO

3ª PARTE

BALANÇO E CONCLUSÕES FINAIS

- 17 -

Curso Básico de Espiritismo

Programa Específico

PROGRAMA ESPECÍFICO

DATA

N.º AULA

MATÉRIA

 

1.ª

Apresentação

 

2.ª

O

que é o Espiritismo

 

3.ª

O

que é o Espiritismo

 

4.ª

Minigrupos

 

5.ª

 

Teste

 

6.ª

Doutrina Espírita

 

7.ª

Doutrina Espírita

 

8.ª

Minigrupos

 

9.ª

 

Teste

 

10.ª

O

Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas

 

11.ª

O

Espiritismo e outras doutrinas espiritualistas

 

12.ª

Minigrupos

 

13.ª

 

Teste

 

14.ª

Deus, espírito e matéria

 

15.ª

Deus, espírito e matéria

 

16.ª

Minigrupos

 

17.ª

 

Teste

 

18.ª

Mundo dos espíritos

 

19.ª

Mundo dos espíritos

 

20.ª

Minigrupos

 

21.ª

 

Teste

 

22.ª

Pluralidade das existências

 

23.ª

Pluralidade das existências

 

24.ª

Minigrupos

 

25.ª

 

Teste

 

26.ª

Pluralidade dos mundos habitados

 

27.ª

Pluralidade dos mundos habitados

 

28.ª

Minigrupos

 

29.ª

 

Teste

 

30.ª

As leis morais (I)

 

31.ª

As leis morais (I)

 

32.ª

Minigrupos

 

33.ª

 

Teste

 

34.ª

As leis morais (II)

 

35.ª

As leis morais (II)

 

36.ª

Minigrupos

 

37.ª

 

Teste

 

38.ª

Esperanças e consolações

 

39.ª

Esperanças e consolações

 

40.ª

Minigrupos

 

41.ª

 

Teste

 

42.ª

Balanço e conclusões

- 19 -

CAPÍTULO 1

SUMÁRIO

1 – O QUE É O ESPIRITISMO

1.2 PRECURSORES DO ESPIRITISMO 1.2.1 Emanuel Swedenborg

1.2.2 Andrew Jackson Davis

1.2.3 Hydesville – As irmãs Fox (ano de 1848)

1.2.4 As mesas girantes

1.3 ALLAN KARDEC

1.3.1 Um homem destinado a uma missão

1.3.2 Consolador

1.3.3 O que é o Espiritismo

Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

1 – O QUE É O ESPIRITISMO

1.1 PRECURSORES DO ESPIRITISMO

1.1.1 EMANUEL SWEDENBORG

Muito culto, este grande vidente sueco era engenheiro de minas, uma autori- dade em Metalurgia, Zoologia, Anatomia, Física e Astronomia. Grande precursor do Espiritismo. Viveu em Londres. Em 1745 manifesta-se médium. O caso de Gothenburg é famoso, onde o vidente observou e descreveu um incêndio em Estocolmo, a 300 milhas (uma milha tem cerca de 1852 metros) de distân- cia, com perfeita exactidão, estando ele num jantar com dezasseis convidados, que serviram de testemunhas. Este caso foi in- vestigado, inclusive, pelo filósofo Kant, que era seu contemporâneo e amigo Ele verificou, através da vidência, que o mundo espiritual, para onde vamos após a morte, se compõe de várias esferas, representando graus de luminosidade e feli-

cidade. Cada um de nós irá para aquela que se adapte à nossa condição espiritual. Somos julgados, automaticamente, por uma lei espiritual de similitudes. O resultado é determinado pelo resultado global da nossa vida, de modo que a absolvição ou o arrependimento no leito da morte têm pouco proveito. Verificou, nessas esferas espirituais, que o cenário e as condições deste mundo eram reproduzidos fielmente, do mesmo modo que a estrutura da sociedade. Viu casas onde viviam famílias, templos onde praticavam o culto, auditórios on- de se reuniam para fins sociais, palácios onde deviam morar os chefes. A morte era suave, dada a presença de seres celestiais, que ajudavam os recém-

chegados na sua nova existência. Eles passavam, imediatamente, por um período de absoluto repouso. Reconquis- tavam a consciência em poucos dias. Havia anjos e demónios, mas eram seres humanos que tinham vivido na Terra e que, ou eram almas retardatárias (demónios), ou altamente desenvolvidas (anjos). Levavam consigo os seus hábitos mentais adquiridos, as suas preocupações, os seus preconceitos. Todas as crianças eram recebidas igualmente, fos- sem ou não baptizadas. Não havia penas eternas. Os que se achavam nos infernos podi- am trabalhar para sair de lá, desde que quisessem. Os que se achavam no céu não ti- nham lugar permanente: trabalhavam por uma posição mais elevada. Havia o casamen- to, sob a forma de união espiritual. Ele fala da arquitectura, do artesanato, das flores, dos frutos, dos bordados, da arte, da música, da literatura, da ciência, das escolas, dos museus, das academias, das bibliotecas e dos desportos. Os que saíam deste mundo ve-

1 - Emanuel Swedenborg
1 - Emanuel Swedenborg

- 23 -

Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

lhos e decrépitos, doentes ou deformados, recuperavam a mocidade e, gradativamente, o completo vigor. Os casais continuavam juntos, se os seus sentimentos recíprocos os atraíam. Caso contrário, era desfeita a união. Isto por volta de 1760, quase cem anos antes de aparecer o Espiritismo, com Al- lan Kardec. Infelizmente acabou por perder-se nas suas próprias visões, fascinado pela reali- dade invisível, devido à ostensividade da sua mediunidade e falta de estudo, acabando por criar uma seita eivada de absurdos.

A RETER

1 – Médium com imensas capacidades, tornou-se famoso por ser muito conhecido no elevado meio social a que pertencia.

2 – Descreveu o destino dos homens após a morte.

3 – Aproximadamente um século antes do lançamento da 1.ª edição de “O Livro dos Espíritos”, visualizou e descreveu cenas do mundo espiritual muito semelhantes.

1.1.2 ANDREW JACKSON DAVIS

Filho de pais humildes, nasceu nos EUA, em 1826, num distrito rural do estado de Nova Iorque. Não deti- nha grande actividade intelectual. Corpo mirrado. Nenhum traço que denunciasse a sua excepcional mediu- nidade futura. Nos últimos anos da infância desabrocharam os seus pode- res psíquicos. Ouvia vozes no campo. Vozes gentis, que lhe davam bons conselhos e conforto. Tornou-se vi- dente. Fazia diagnósticos médicos com a sua vidência. Olhando o corpo humano, era como se ele se tornasse transparente. Cada órgão aparecia claramente e com uma radiação espe- cial e peculiar, que se obscurecia em

caso de doença. Via os espíritos e fa- lou com Swedenborg, já desencarnado. Tinha pouca cultura, mas em transe, proferia discursos sobre os mais variados temas, dos quais pouco ou nada sabia. Posteriormente, de nada se lembrava. Escreveu cerca de trinta livros, editados com o título de “Filosofia Harmónica”, que lhe foram transmitidos por Swedenborg. Assistiu ao desencarne de uma senhora,

onde descreveu pormenorizadamente os processos da morte no plano espiritual. Por volta de 1856, antes do seu aparecimento, profetizou detalhadamente o apa- recimento do automóvel, dos veículos aéreos movidos por uma força motriz de natureza explosiva, da máquina de escrever e locomotivas com motores de combustão interna, com uma riqueza de detalhes impressionante.

2 - Andrew Jackson Davis
2 - Andrew Jackson Davis

- 24 -

Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

Previu o aparecimento do Espiritismo em “Princípios da Natureza”, publicado em 1847. Davis fez uma descrição pormenorizada do mundo espiritual, mais completa do que a de Swedenborg e, tal como ele, em alguns aspectos condizentes com a Doutrina Espírita. Em outros não. Davis apresentou a reencarnação como não obrigatória para o progresso do espí- rito (o espírito pode, e deve, progredir no espaço, sem necessidade de reencarnar). Com ele nasceu o primeiro liceu espiritual, fundado por ele em 25 de Janeiro de 1863, em Nova Iorque, copiado de um sistema de educação que teria presenciado no plano espiri- tual, em desdobramento. O célebre vidente americano sofreu acusações caluniosas e críticas acervas. Homem superior, a tudo se sobrepunha, com tolerância evangélica e larga compreensão. Desencarnou em 1910, com 84 anos. À semelhança de Swedenborg, por falta de estudo e conhecimento, lançou uma série de livros em que o fantástico supera as possibilidades do real.

A RETER

1 – Andrew Jackson Davis desenvolveu a sua mediunidade na infância.

2 – Fazia diagnósticos médicos através da sua vidência.

3 – Em transe, discursava sobre temas dos quais nada sabia.

4 – Apesar da sua pouca actividade intelectual, escreveu cerca de trinta livros: “Filoso- fia Harmónica”.

5 – Fundou o primeiro liceu espiritual.

1.1.3 HYDESVILLE — AS irmãs Fox (O ano de 1848)

Historicamente, o Espiritismo surgiu motivado pelos fenómenos de movimentação de objectos, verificados em diferentes países, na Europa, na América e noutras partes do mundo.

Todavia, o marco de tais acontecimen- tos foi as manifestações ocorridas na aldeia de Hydesville, no condado de Wayne, perto de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. Ali morava o casal Fox. Tinha pelo menos três filhas, duas das quais viviam com os pais; os Fox estabeleceram-se na casa desde 1847. Numa noite do ano de 1848, nas pare- des de madeira do barracão de John Fox, co- meçaram a soar pancadas incomodativas, per- turbando o sono da família, toda metodista. As meninas Katherine (Katie ou Kate), de nove anos de idade, e Margareth, de doze anos, cor- reram para o quarto dos pais, assustadas com os golpes fortes no tecto e paredes do seu quarto. As pancadas, ou raps, começaram nessa

- 25 -

3 - Irmãs Fox
3 - Irmãs Fox

Curso Básico de Espiritismo

O Que é o Espiritismo

noite; depois, ouvia-se o arrastar de cadeiras e, com o tempo, os fenómenos tornaram-se mais complexos; tudo estremecia, os objectos moviam-se, havia uma explosão de sons fortes.

Três noites seguidas, até 31 de Março de 1848, os fenómenos repetiram-se inten- samente, impedindo que os Fox conciliassem o sono. O sr. Fox fez buscas completas

pelo interior e exterior da casa, mas nada encontrou que explicasse as ocorrências.

A menina Kate, um dia, já habituada ao fenómeno, pôs-se a imitar as pancadas,

batendo com os dedos sobre um móvel, enquanto exclamava, em direcção ao ponto on- de os ruídos eram mais constantes: “Vamos, Old Splitfoot (velho pé fendido), faça o que eu faço”. Prontamente as pancadas do desconhecido se fizeram ouvir, em igual número, e paravam quando a menina também parava. Margareth, a brincar, disse: “Agora, faça o mesmo que eu: conte um, dois, três, quatro”, ao mesmo tempo que dava pancadas com os dedos. Foi-lhe plenamente satis- feito esse pedido, deixando a todos estupefactos e medrosos. As meninas Fox eram protestantes e supunham tratar-se do demónio. Chamavam ao batedor sr. Splitfoot (pé fendido), que corresponde a pé de bode.

A família Fox estava alarmada; acorreram vizinhos e curiosos. Toda a localidade

comentava os acontecimentos. O sr. Duesler idealizou, então, o alfabeto, para poderem traduzir as pancadas e compreenderem o que dizia o invisível.

O batedor invisível contou a sua história: chamava-se Charles B. Rosma; fora

um vendedor ambulante e, hospedado naquela casa pelo casal Bell, ali o assassinaram para roubar-lhe a mercadoria e o dinheiro que trazia e o seu corpo fora sepultado na cave. Fizeram uma busca no local indicado e aí encontraram tábuas, alcatrão, cal, cabe- los, ossos, utensílios. Uma criada dos Bell, Lucretia Pulver, declarou que viu o vende- dor e descreveu-o; disse como chegara à casa e referiu o seu misterioso desaparecimen- to. Uma vez, descendo à adega, o seu pé enterrou-se num buraco e, falando disto ao patrão, ele explicou que deviam ser ratos; e foi apressadamente fazer os necessários reparos. Ela vira nas mãos dos patrões objectos da caixa do ambulante. Arthur Conan Doyle, no seu livro “História do Espiritismo”, relata que cinquen- ta e seis anos depois foi descoberto que alguém fora enterrado na adega da casa dos Fox. Ao ruir uma parede, crianças que por ali brincavam descobriram um esqueleto. Os Bell, para maior segurança, haviam emparedado o corpo, na adega, onde inicialmente o haviam enterrado. Em 23 de Novembro de 1904, o “Boston Journal” noticiava que o esqueleto do homem que possivelmente produziu as batidas, ouvidas inicialmente pelas irmãs Fox em 1848, fora encontrado e as mesmas estavam, portanto, eximidas de qualquer dúvida com respeito à sinceridade delas na descoberta da comunicação dos espíritos. Na época dos acontecimentos, formaram-se diversas comissões com a finalidade de estudar os estranhos fenómenos e desmascarar a fraude atribuída às Fox. Verificou- se que eles ocorriam na presença das meninas; atribuiu-se-lhes o poder da mediunidade. Nenhuma comissão, todavia, conseguiu demonstrar que se tratava de fraude. Os factos eram absolutamente verídicos, embora tivessem submetido as meninas aos mais rigoro- sos e severos exames, atingindo, às vezes, as raias da brutalidade. As irmãs Fox foram pressionadas. A Igreja excomungou-as, como pactuantes com o demónio. Muitas vezes, foram acusadas de embusteiras e ameaçadas fisicamente. Em 1888, ao comemorar os quarenta anos dos fenómenos de Hydesville, Marga- reth Fox, iludida por promessas de favores pecuniários pelo cardeal Maning, fez publi- car uma reportagem no “New York Herald”, onde afirmou que os fenómenos que reali- zaram eram fraudulentos. Todavia, no ano seguinte, arrependida da sua falta de honesti- dade para com o Espiritismo, reuniu grande público no salão de música de Nova Iorque

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e retratou-se das suas declarações anteriores, não só afirmando que os fenómenos de Hydesville eram reais, como provocando uma série de fenómenos de efeitos físicos no salão repleto.

A retratação foi publicada na época. Consta da revista “Light” e do jornal norte-

americano “New York Press”, de 20 de Maio de 1889. Como, porém, a lealdade e a sinceridade não são requisitos dos espíritos apaixo- nados, ainda hoje, quando se quer denegrir a fonte do Espiritismo, vem à baila a confis-

são das moças. Na retratação não se toca, ou quando se toca é para mostrar que não há no que confiar. Os pormenores ficam de lado. Os fenómenos aqui narrados, e as irmãs Fox, suas personagens principais, passa- ram para a história do Espiritismo. No entanto, o Espiritismo não surgiu aqui, mas sim mais tarde, com a edição de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, em 18 de Abril de 1857.

A RETER

1 – Toda a família e vizinhos assistiram aos fenómenos.

2 – Ninguém sabia explicar a origem das pancadas.

3 – O batedor invisível contou a sua história, que veio a confirmar-se cinquenta e seis anos depois.

4 – Os fenómenos foram submetidos à mais severa crítica, mas saíram autenticados.

1.1.4 AS MESAS GIRANTES

Uma série progressiva de fenómenos deu origem à Doutrina Espírita.

O primeiro facto observado foi o da movimentação de objectos diversos. Desig-

naram-no vulgarmente pelo nome de mesas girantes ou dança das mesas. Tal fenómeno parece ter sido notado primeiramente nos Estados Unidos da

4 - Uma sessão de mesas girantes
4 - Uma sessão de mesas girantes

América, de forma intensa, e propagou-se pelos países da Europa, como a França, a Inglaterra, a Alemanha, a Holanda e até a Turquia, em meados do século XIX, tendo

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como marco, especialmente, o ano de 1848, com os fenómenos de Hydesville já estuda- dos, envolvendo a família Fox. Todavia, a História regista este fenómeno desde a mais alta antiguidade, tendo-

se produzido de formas estranhas, como ruídos insólitos e pancadas, sem nenhuma cau- sa ostensiva.

A princípio quase só encontrou incrédulos, porém, ao cabo de pouco tempo, a

multiplicidade de experiências não permitiu que pusessem em dúvida a realidade.

O fenómeno das pancadas, ou batidas, foi chamado raps ou echoes; o das mesas

girantes, ou moventes, de table-moving, para os ingleses; table-volante ou table- tournante, para os franceses. No início, nos Estados Unidos da América, os espíritos só se comunicavam pelo processo trabalhoso, de grande morosidade, de alguém dizer em voz alta o alfabeto e o espírito era convidado a indicar por raps ou echoes, no momento em que fossem pronunciadas as letras que, reunidas, deviam compor as palavras que queria dizer. Era a telegrafia espiritual, como então lhe chamavam. Os próprios espíritos indicaram, em fins de 1850, uma nova maneira de comuni- cação: bastava, simplesmente, que se colocassem ao redor de uma mesa, em cima da

qual se poriam as mãos. Levantando um dos pés, a mesa daria – enquanto se recitava o alfabeto – uma pancada, sempre que fosse proferida a letra que servisse ao espírito para formar as palavras. Esse processo, ainda que muito lento, produziu resultados excelen- tes. Assim se chegou às mesas girantes e falantes. Saliente-se que a mesa não se limitava a levantar-se sobre um pé para responder às perguntas que se faziam; movia-se em todos os sentidos, girava sob os dedos dos experimentadores, às vezes elevava-se no ar, sem que se descobrissem as forças capazes de fazer isso.

O fenómeno das mesas girantes propagou-se rapidamente e, durante muito tem-

po, entreteve a curiosidade dos salões. Depois, aborreceram-se dele, pois a gente frívola, que apenas imita a moda, considerou-o como simples distracção. As pessoas criteriosas e observadoras, todavia, abandonaram as mesas girantes

por terem visto nascer delas algo sério destinado a prevalecer, e passaram a ocupar-se com as consequências a que o fenómeno dava lugar, bem mais importantes nos seus resultados. Deixaram o alfabeto pela ciência, tal o segredo desse aparente abandono. As mesas girantes representarão sempre o ponto de partida da Doutrina Espírita

e merecem, por isso, alguma explicação para que, conhecendo-se as causas, será facili- tada a chave para decifrar os efeitos mais complexos. Para que o fenómeno se realize, há necessidade da intervenção de uma ou mais pessoas dotadas de aptidão especial, designadas pelo nome de médiuns. Muitas vezes, um poderoso médium produzirá sozinho mais do que vinte outros juntos. Basta colocar as mãos na mesa para que, no mesmo instante, ela se mova, erga, revire, dê saltos, ou gire com violência.

A princípio, supôs-se que os efeitos poderiam explicar-se pela acção de uma cor-

rente magnética, ou eléctrica, ou ainda pela de um fluido qualquer. Outros factos, entre- tanto, demonstraram ser insuficiente esta explicação. Estes factos são as provas de inte- ligência que eles deram. Ora, como todo o efeito inteligente há-de, por força, derivar de uma causa inteligente, ficou evidenciado que, mesmo admitindo-se, em tais casos, a intervenção da electricidade, ou de qualquer outro fluido, outra causa se achava associa- da a essa. Qual era? Qual a inteligência? As observações e as pesquisas espíritas realizadas por Allan Kardec e outros sá- bios, demonstraram que a causa inteligente era determinada pelos espíritos que podiam agir sobre a matéria, utilizando o fluido fornecido pelos médiuns, isto é, meios ou in-

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termediários entre os espíritos e os homens, gerando, assim, as manifestações físicas e as manifestações inteligentes. Aperfeiçoaram-se os processos. As comunicações dos espíritos não se detiveram nas manifestações das mesas girantes. Evoluíram para as cestas e pranchetas, nas quais se adaptava um lápis, e as comunicações passaram a ser escritas – era a psicografia indi- recta. Posteriormente, eliminaram-se os instrumentos e apêndices; o médium, tomando directamente o lápis, passou a escrever por um impulso involuntário e quase febril – era a psicografia directa.

A RETER

1 – A moda das mesas girantes ou dançantes permitiu que numerosas pessoas reflectis- sem e desenvolvessem consideravelmente a nova ideia.

2 – Eram movidas por uma força inteligente.

3 – Foram o ponto de partida da Doutrina Espírita.

4 – O próprio Allan Kardec era, no início, muito céptico face aos fenómenos mediúni- cos.

1.2 ALLAN KARDEC

1.2.1 UM HOMEM DESTINADO A UMA MISSÃO

O professor Hippolyte-Léon Denizard Rivail – Allan Kardec – interessou-se pelos fe- nómenos espíritas no ano de 1855, quando o sr. Carlotti, seu amigo há vinte e cinco anos, lhe falou, pela primeira vez, da intervenção dos es- píritos e conseguiu aumentar as suas dúvidas sobre tais fenómenos. Inicialmente, o professor Rivail esteve a ponto de abandonar as investigações, porque não era positivamente um entusiasta das manifesta- ções dos espíritos. Quase deixou de frequentar as sessões, não o fazendo em atenção aos pedidos

do sr. Carlotti e de um grupo de intelectuais que, confiando na sua inteligência, competência e honestidade, lhe delegaram a ingente tare- fa de compilar, separar, comparar, condensar e coordenar as comunicações que os espí- ritos lhes ditaram. Assinala Kardec que foram as meninas Baudin (Julie e Caroline – catorze e dezasseis anos de idade) as médiuns que mais concorreram para esse trabalho, sendo quase todo “O Livro dos Espíritos” escrito por intermédio delas e na presença de selecta e numerosa assistência. Foi, então, a casa da sonâmbula sra. Roger, na companhia do sr. Fortier, seu hip- notizador, e ali encontrou o sr. Pâtier e a sra. Plainemaison, que lhe falaram dos mesmos

fenómenos referidos por Carlotti, mas em tom mais ponderado. O sr. Pâtier, funcionário público, de meia-idade, muito instruído, de carácter sé- rio, frio e calmo; de falar ajuizado, isento de qualquer arroubo, causou-lhe excelente

5 - Allan Kardec
5 - Allan Kardec

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impressão e quando o convidou a assistir às experiên- cias que se realizavam em casa da sra. Plainemaison, na Rua Grange-Batelière, n.º 18, em Paris, aceitou. O encontro fora marcado para terça-feira, 31 de Maio de 1855, às oito horas da noite. Já anteriormente, em 1854, o prof. Rivail ouviu falar, pela primeira vez, das mesas girantes, pela boca do sr. Fortier, magnetizador, com o qual entrara em relações para os seus estudos sobre magnetismo. Como podemos ler em “Vida e Obra de Allan Kardec”, de André Moreil, o sr. Fortier um dia falou-lhe: “Eis uma coisa mais do que extraordinária: – não somente magnetizam uma mesa, fazendo-a girar, mas também a fazem falar; perguntam coisas e a mesa responde”. Allan Kardec replica: “Isto é outra questão:

acreditarei quando puder ver com os meus próprios olhos e quando me provarem que uma mesa tem um

cérebro para pensar, nervos para sentir e que pode tornar-se sonâmbula: por enquanto, seja-me permitido dizer que tudo isso me parece um conto para fazer dormir em pé”. Em “Obras Póstumas”, Kardec comenta: “Era lógico este raciocínio: eu conce- bia o movimento por efeito de uma força mecânica, mas ignorando a causa e a lei do fenómeno, afigurava-se-me absurdo atribuir-se inteligência a uma coisa puramente

material. Achava-me na posição dos incrédulos actuais, que negam porque apenas vê- em um facto que não compreendem”. Foi na casa da sra. Plainemaison, naquela terça-feira, 31 de Maio de 1855 já ci- tada, que Hippolyte-Léon Denizard Rivail assistiu pela primeira vez aos fenómenos das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida. Entrevia, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenómenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomou a si estudar a fundo. Os médiuns eram as duas meninas Baudin (Julie e Caro- line). Aí, viu comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas, algumas ve- zes até a perguntas mentais, que acusavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha.

E continua em “Obras Póstumas”: “Compreendi, antes de tudo, a gravidade da

exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenómenos, a chave do problema, tão

obscuro e controvertido, do passado e do futuro da Humanidade, a solução que eu pro-

fazia-se mister, portanto, andar com a maior cir-

cunspecção e não levianamente; ser positivista e não idealista, para não me deixar ilu- dir”.

Antes de dedicar-se ao estudo dos fenómenos espíritas, quem era Allan Kardec? Ele nasceu na cidade de Lyon, na França, a 3 de Outubro de 1804, recebendo o nome de Hippolyte-Léon Denizard Rivail. Os estudos de Kardec foram iniciados em Lyon, tendo-os completado em Yver- dun, na Suíça, sob a direcção do célebre e inesquecível professor Johann Heinrich Pes- talozzi. Teve uma sólida instrução, servida por uma robusta inteligência. Ele conhecia

alemão, inglês, italiano, espanhol, holandês, sem falar na língua materna, e tinha grande cultura científica.

O seu trabalho pedagógico é rico e extenso. Produziu, em França, quase uma de-

zena de obras sobre educação, no período de 1828 a 1849. Os seus livros foram adopta-

6 - Primeiro livro da codificação
6 - Primeiro livro da codificação

curava em toda a minha vida. (

)

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dos pela Universidade de França. Traduziu para a língua francesa diferentes obras de educação e moral, dentre elas, Telémaco”, de Fénelon. Foi bacharel em Ciências e Letras. Membro de so- ciedades sábias da França, entre outras, da Real Academia de Ciências Naturais. Emérito educador, criou em Paris o Instituto Técnico, estabelecimento de ensino com base no método Pestalozzi; foi professor no Liceu Polimático. Fundou, em sua casa, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia Comparada, Astronomia, etc. Criou um método original, por processos mnemónicos, que levava o estu- dante a aprender e compreender as lições com facilidade e rapidez. No ano de 1832 casou-se com Amélie Gabrielle Boudet, professora com diploma de primeira classe. A sua doce Gabi, como ele carinhosamente a chamava, ajudou-o

intensamente, tanto nas suas actividades pedagógicas quanto no seu fecundo labor pela causa espírita. Foi um homem de bem; carácter adamantino. As qualidades morais marcavam a sua personalidade; na vida, a coragem nunca lhe faltou; nunca desanimava; a calma foi um destaque do seu carácter; de temperamento jovial; de inteligência brilhante, marcada pela lógica e pelo bom senso; não fugia à discussão, quando a finalidade era esclarecer os assuntos. Allan Kardec foi o escolhido para tão elevada missão – a de Codificador – jus- tamente pela nobreza dos seus sentimentos e pela elevação do seu carácter, tudo aliado a uma sólida inteligência. Sujeitava os seus sentimentos, os seus pensamentos à reflexão. Era tudo subme- tido ao poder da lógica. Nada passava sem o rigor do método, sem o crivo do raciocínio. Filósofo, benfeitor, idealista, dado às ideias sociais, possuía, ainda, um coração digno do seu carácter e do seu valor intelectual. A partir do instante em que se dedicou ao estudo dos fenómenos da intervenção dos espíritos, no ano de 1855, na casa da sra. Plainemaison, até ao ano de 1869, quando desencarnou vitimado pelo rompimento de um aneurisma, no dia 31 de Março, traba- lhou intensa e incansavelmente, tendo produzido o maior acervo da Doutrina Espírita, com o pseudó- nimo de Allan Kardec, nome que teve numa en- carnação como sacerdote druida, na Gália, no tem- po de Júlio César, segundo revelação dos espíritos. Do seu trabalho gigantesco, destacamos:

“O Livro dos Espíritos” (1857); “O Livro dos Médiuns” (1861); “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864); “O Céu e o Inferno, ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo” (1865); “A Génese, os Milagres e as Predições” (1868). Estes livros constituem a base do Espiri-

tismo ou Doutrina Espírita. Kardec criou uma terminologia apropriada aos novos conceitos da Doutrina Espírita. Entre outros, os vocábulos espírita, espiritista e espiri-

Entre outros, os vocábulos espírita , espiritista e espiri- 7 - Componente moral 8 - Revista

7 - Componente moral

8 - Revista Espírita
8 - Revista Espírita

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tismo, que exprimiam, sem nenhum equívoco, as ideias relativas aos espíritos na orien- tação doutrinária espírita. Não confundir com espiritual, espiritualista e espiritualismo. Produziu obras subsidiárias e complementares, de grande valor doutrinário, co-

mo:

O Que é o Espiritismo”; “ Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita”; “ Obras Póstumas”. Criou a “Revista Espírita, Jornal de Estudos Psicológicos”, periódico mensal que editou e preparou os originais de Janeiro de 1858 a Junho de 1869. Fundou, em Pa- ris, a 1 de Abril de 1858, a primeira associação espírita regularmente constituída, sob a denominação de “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas”. Nestas rápidas anotações, não conseguimos dizer tudo a respeito do missionário da Codificação Espírita. Registámos, apenas, aspectos gerais da sua magnífica persona- lidade. Sugerimos, entretanto, que os interessados consultem a bibliografia indicada, para melhor sentirem o seu valor extraordinário, a sua vida e a sua obra.

A RETER

1 – Allan Kardec nasceu em Lyon, França, em 03.10.1804.

2 – Casou com Amélie Gabrielle Boudet. Não tiveram filhos.

3 – Era inteligente, calmo, corajoso, bom e de muito bom senso.

4 – Estudou no Instituto de Yverdun, Suiça, com Pestalozzi.

5 – Conhecia a fundo várias línguas e fez várias traduções.

6 – Fundou e dirigiu a sua própria escola e ministrou cursos gratuitos de várias discipli- nas.

7 – Foi membro de várias sociedades sábias.

8 – Desencarnou em Paris, em 31.03.1869, aos sessenta e cinco anos.

1.2.2 CONSOLADOR

As grandes verdades da Espiritualidade Superior, sempre que são reveladas a uma certa população, sofrem de um efeito rotineiro: podemos chamar-lhe recuo evoluti- vo.

Na verdade, segundo a lei do progresso, nenhuma conquista do espírito, uma vez adquirida, se perde. Daí o itálico. O recuo evolutivo deriva da média evolutiva de uma população determinada que, quando as verdades reveladas estão mais um tanto adiante da sua mentalidade, imiscui nessas ideias novas a sua ganga, as suas imperfeições, de tal forma que da ver- dade original resulta uma meia verdade. Aconteceu com o Cristianismo e provavelmente acontece já com o Espiritismo, etc. Será talvez a única forma de essas populações se associarem à revelação sem se perderem totalmente dela. Em termos numéricos é uma meia perda e não uma perda inteira. Do mesmo modo, não é uma conquista ou um passo adiante de forma óptima, mas sim uma meia conquista ou um meio passo adiante. Quando Jesus, no “Evangelho”, fala do Consolador ou Paracleto dominava já muito melhor do que nós, hoje, esse fenómeno do recuo evolutivo. Por isso disse que

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enviaria mais tarde o Consolador, que lembraria os ensinos dele e adiantaria mais algu- mas ideias que na época seria inútil referir. Surge o Espiritismo e, como Allan Kardec define, reúne as características do tal Consolador. Até aqui tudo bem. O que é menos bom é os espíritas embandeirarem em arco e colocarem a etiqueta na testa dizendo que o Espiritismo é o tal Consolador. A etiqueta, qualquer que seja, ainda traz um resíduo mágico, antiquíssimo. E depois, de tanto se usar a etiqueta, perde-se o conteúdo.

O Espiritismo será o Consolador desde que o movimento espírita não se distan-

cie da Doutrina Espírita, tal como Kardec a codificou. Será consolador se dispensar o rótulo e se traduzir em actos e palavras do quoti- diano que façam jus a esse nome.

A RETER

1 – O efeito recuo evolutivo permite-nos entender a função de consolador no Espiritis- mo, de acordo com o que afirma Jesus;

2 – Será consolador se dispensar o rótulo e se traduzir em actos e palavras do quotidiano que façam jus a esse nome.

1.2.3 O QUE É O ESPIRITISMO

Allan Kardec diz que um dos primeiros resultados que colheu das suas observa- ções foi que os espíritos, nada mais sendo do que as almas dos homens, não possuíam a

plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber de que dispunham se circunscrevia ao grau de adiantamento que haviam alcançado. Que, reconhecida desde o princípio, esta verdade o preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos espíritos e o impediu de formular teorias prematuras, tendo por base o que fora dito por um ou al- guns deles.

O simples facto de comunicar com os espíritos, dissessem eles o que dissessem,

provava a existência do mundo invisível ambiente. Já era um ponto essencial, um imen- so campo aberto às suas explorações, a chave de inúmeros fenómenos até aí inexplica- dos. O segundo ponto, não menos importante, era que aquela comunicação permitia que

se conhecesse o estado desse mundo, seus costumes, etc. Cada espírito, em virtude da sua posição pessoal e dos seus conhecimentos, desvendava-lhe uma face daquele mun- do, do mesmo modo que se chega a conhecer o estado de um país interrogando habitan- tes seus de todas as classes, não podendo um só, individualmente, informar-nos de tudo. Compete ao observador formar o conjunto, por meio dos documentos colhidos de dife- rentes lados, coleccionados, coordenados e comparados uns com os outros. Conduziu- se, pois, com os espíritos, como houvera feito com os homens. Para ele, eles foram, do menor ao maior, meios de o informar e não reveladores predestinados. Tais as disposições com que empreendeu os seus estudos, e nelas prosseguiu sempre. Observar, comparar e julgar, essa a regra que constantemente seguiu.

E no seu livro “O Que é o Espiritismo” o Codificador conclui: “Podemos defini-

lo assim: o Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espí- ritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.

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O Que é o Espiritismo

A RETER

1 – O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filo- sófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que di- manam dessas mesmas relações.

2 – Pode ser definido assim: “o Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, ori- gem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.

BIBLIOGRAFIA

Allan Kardec:

“Obras Póstumas”, 2.ª Parte, Projecto 1868 e Previsões, a minha primeira iniciação ao Espiritismo, 13.ª Edição, 1973, Federação Espírita Brasileira; “O Que é o Espiritismo”, Introdução, 14.ª Edição, Federação Espírita Brasileira; “O Livro dos Médiuns”, 2.ª Parte, Cap. II, 30.ª Edição, 1972, Federação Espírita Brasi- leira; “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Caps. I e VI, 51.ª Edição, Federação Espírita Brasileira; “O Livro dos Espíritos”, Introdução, Item III, 33.ª Edição, Federação Espírita Brasileira.

André Moreil, Vida e Obra de Allan Kardec”, 1.ª Parte, A Vida Espírita de Allan Kardec, Cap. III, 1.ª Edição, tradução de Miguel Maillet, Edicel – S.P.

Arthur Conan Doyle, História do Espiritismo”, Cap. IV, O Episódio de Hydesville, Editora Pensamento, São Paulo, tradução de Júlio Abreu Filho, 1978.

Carlos Imbassahy, A Missão de Allan Kardec”, 1.ª Parte, Edição da Federação Espírita do Paraná, 1957.

Zêus Wantuil, As Mesas Girantes e o Espiritismo”, Caps. 1 e 2, 1.ª Edição, Federação Espírita Brasileira.

Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, ”Allan Kardec” (Pesquisa Bibliográfica e Ensaios de Interpretação), Vol. II, Cap. I, 1980, Federação Espírita Brasileira.

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Minigrupos

MINIGRUPOS (apoio bibliográfico)

Leia com atenção o apoio bibliográfico e faça um resumo para cada tema:

MINIGRUPO 1: HYDESVILLE – As irmãs Fox – O ano de 1848

1 – O episódio de Hydesville em 1848 Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, Allan Kardec”, Vol. II, Cap. I, N.º 1 – Os acontecimentos de Hydesville em 1848; Arthur Conan Doyle, História do Espiritismo”, 1978, Editora Pensamento, Cap. IV, Págs. 73 a 84.

2 – As irmãs Fox Carlos Imbassahy, A Missão de Allan Kardec”, Cap. III – Hydesville; Arthur Conan Doyle, História do Espiritismo”, 1978, Editora Pensamento, Cap. IV, Págs. 85 a 92.

Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.

MINIGRUPO 2: AS MESAS GIRANTES

1 – As mesas girantes e dançantes Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, “Allan Kardec”, Vol. II, Cap. I, N.º 2.

2 – Da diversão aos estudos sérios Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, Allan Kardec”, Vol. II, Cap. I, N.os 3 e 4.

3 – A explicação do fenómeno Allan Kardec:

“O Livro dos Espíritos”, Introdução, N.os III, IV e V; “O Livro dos Médiuns”, 2.ª Parte, Cap. IV, N.os 72 a 81.

Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.

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Minigrupos

MINIGRUPO 3: ALLAN KARDEC – Um homem destinado a uma missão

1 – Hippolyte-Léon Denizard Rivail – Allan Kardec, dados biográficos Carlos Imbassahy, “A Missão de Allan Kardec”, I Parte, Cap. V.

2 – Allan Kardec – Iniciação espírita Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, “Allan Kardec”, Vol. II, Cap. II, N.º 2.

3 – Allan Kardec – O missionário Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, Allan Kardec”, Vol. II, Cap. II, N.º 1.

4 – O que é o Espiritismo Allan Kardec:

O Que é o Espiritismo”, Introdução; “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. I, N.º 5. Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, “Allan Kardec”, Vol. II, Cap. II, N.º 5.

Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.

MINIGRUPO 4: ESPIRITISMO E O CONSOLADOR PROMETIDO

1 – O Consolador prometido Allan Kardec, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. VI, N.os 3 a 5.

2 – O Cristo e o Espiritismo Allan Kardec:

“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. I, N.os 3 a 7; “O Livros dos Espíritos”, Questões 625 a 628.

Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.

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Minigrupos

MINIGRUPOS

Depois de ter estudado este capítulo, responda, por escrito, às seguintes questões:

MINIGRUPO 1: EMMANUEL SWEDENBORG E ANDREW JACK- SON DAVIS – Os precursores do Espiritismo

1 – Quais eram as nacionalidades dos precursores do Espiritismo?

2 – Onde e em que séculos viveram?

3 – Qual foi o principal fenómeno de vidência de Swedenborg, testemunhado por dezas- seis convidados?

4 – Identifique as características da mediunidade de vidência de Andrew Jackson Davis.

5 – Que profecias fez?

MINIGRUPO 2: HYDESVILLE E AS IRMÃS FOX

1 – O que aconteceu em Hydesville, perto de Nova Iorque, em 1848, com as irmãs Katherine e Margareth Fox?

2 – De que religião era a família Fox?

3 – Quem foi o idealizador do alfabeto por pancadas?

4 – Como se chamava o espírito que provocou o fenómeno dos raps ou pancadas?

5 – Quem testemunhou a veracidade da sua identidade?

MINIGRUPO 3: AS MESAS GIRANTES

1 – Onde e quando apareceram as mesas girantes, também chamadas table-moving e/ou table-tournante?

2 – Em que consistia o fenómeno das mesas girantes?

3 – Que importância tiveram para o aparecimento do Espiritismo?

4 – Como se explicam estes fenómenos?

5 – O que é a psicografia indirecta?

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Minigrupos

MINIGRUPO 4: ALLAN KARDEC – Um homem destinado a uma missão

1 – Quando e como Allan Kardec se convenceu da veracidade dos fenómenos espíritas?

2 – Quem foram as médiuns que colaboraram com ele?

3 – Qual o verdadeiro nome de Allan Kardec?

4 – Qual foi a sua missão na Terra?

5 – Diga a ordem pela qual surgem as obras da codificação.

MINIGRUPO 5: ESPIRITISMO – O consolador prometido

1 – O que é recuo evolutivo?

2 – Como será o Espiritismo o Consolador?

3 – Porque é o Espiritismo considerado o Consolador prometido por Jesus e a terceira revelação?

4 – Que resultados colheu Allan Kardec nas suas observações?

5 – Defina Espiritismo?

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TESTE

NOME:

DATA:

Teste

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1

– NUMERE A 1.ª COLUNA, DE ACORDO COM A 2.ª.

(

) Métodos de pesquisa usados por Kar- dec:

(1) Katherine e Margareth.

(

) Aldeia onde residia a família Fox:

(2) Table-moving; table-tournante.

(

) Nome do espírito que provocou o fe- nómeno dos raps, em 1848:

(3) Lucretia Pulver.

(

) Nome das irmãs Fox:

(4) Hydesville.

(

) Fenómeno das mesas girantes:

(5) Charles B. Rosma.

(

) Testemunha que disse qual o homem que se hospedara na casa dos Bell:

(6) Duesler.

(

) Os fenómenos de movimento de objectos surgiram

(7) que os fenómenos eram verídicos.

(

) Idealizador de um alfabeto por Pancadas:

(8) Experimental (indutivo) e dedutivo.

(

) Três comissões que estudaram os fe- nómenos de Hydesville concluíram

(9) simultaneamente na América e na Eu- ropa, entre 1848 e 1850.

2

– MARQUE A ALTERNATIVA CORRECTA COM UM “X”.

2.1 – Os fenómenos de Hydesville ocorreram:

(

) a – Em Março de 1848;

(

) b – Em Maio de 1848;

(

) c – Em Março de 1850;

(

) d – Em Maio de 1850.

2.2 – O fenómeno das mesas girantes pode ser explicado pela acção:

(

) a – Dos espíritos sobre a matéria, conjugado com um fluido próprio dos médiuns;

(

) b – Inteligente de um desencarnado e do seu princípio vital;

(

) c – Inteligente de um encarnado e do seu princípio vital;

(

) d – Da vontade dos médiuns sobre a matéria e de um fluido próprio dos espíritos.

2.3 – O processo de comunicação dos espíritos com cestas e pranchetas correspon- de à:

(

) a – Psicografia directa;

(

) b – Psicologia alfabética;

(

) c – Psicografia indirecta;

(

) d – Escrita automática.

2.4 – Em 1 de Abril de 1858, Allan Kardec:

- 39 -

Curso Básico de Espiritismo

Teste

(

) a – Lançou a 1.ª edição de “O Livro dos Espíritos”;

(

) b – Lançou a 1.ª edição de “A Génese”;

(

) c – Fundou a “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas”;

(

) d – Lançou a 1.ª edição de “O Livro dos Médiuns”.

2.5 – O Espiritismo é ao mesmo tempo:

(

) a – Ciência prática de fenómenos mediúnicos;

(

) b – Ciência prática de consequências morais;

(

) c – Ciência prática de fenómenos anímicos e parapsicológicos;

(

) d – Ciência prática e filosófica de consequências morais.

2.6 – Ao definir o Espiritismo, Allan Kardec afirma que ele é uma ciência que trata da:

(

) a – Natureza e origem dos espíritos que se comunicam connosco;

(

) b – Natureza, origem e destino dos homens, bem como das suas relações com o mundo espiritual;

(

) c – Natureza e destino dos espíritos, bem como das suas relações com o mundo cor- poral.;

(

) d – Natureza, origem e destino dos espíritos, bem como das suas relações com o mundo corporal.

3 – ESCREVA EM CADA UMA DAS DATAS O NOME DO LIVRO DA CODI- FICAÇÃO ESPÍRITA DE ALLAN KARDEC:

1861

1864

1857

1868

1865

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