CAPÍTULO 5
SUMÁRIO
5 – O MUNDO DOS ESPÍRITOS
5.1 INTRODUÇÃO
5.2 ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS
5.3 PERISPÍRITO
5.3.1 Histórico
5.3.2 Natureza e propriedades
5.4 DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS
5.4.1 Introdução
5.4.2 Terceira ordem – Espíritos imperfeitos
5.4.3 Segunda ordem – Bons espíritos
5.4.4 Primeira ordem – Espíritos puros
5.5 PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRI-
MENTOS DOS ESPÍRITOS
Curso Básico de Espiritismo
O Mundo dos Espíritos
5 – O MUNDO DOS ESPÍRITOS
5.1 INTRODUÇÃO
A Segunda Parte de “O Livro dos Espíritos” trata do chamado mundo espírita,
ou dos espíritos. Nela, o Codificador – Allan Kardec – procurou situar todos os assuntos que dizem respeito aos seres que habitam esse fascinante mundo, ou seja, os espíritos.
A contribuição desse estudo é de vital importância para a elucidação de inúme-
ras questões atinentes ao modo de vida que levaremos após deixarmos o corpo físico, as relações dos espíritos entre si e com os encarnados, a reencarnação, as ocupações dos espíritos, a hierarquia existente entre eles, etc. Neste capítulo deter-nos-emos a exami- nar os seguintes itens: origem e natureza dos espíritos, perispírito, diferentes ordens de espíritos, percepções, sensações e sofrimentos dos espíritos.
5.2 ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS
“Podemos dizer que os espíritos são os seres inteligen- tes da criação. Eles povoam o Universo, fora do mundo mate- rial”. Esta é a definição dada pelos espíritos em resposta à questão n.º 76 de “O Livro dos Espíritos”, seguindo-se breve comentário de Allan Kardec:
“A palavra espírito é aqui em- pregada para designar os seres extracorpóreos e não mais o elemento inteligente universal”. Os espíritos são indivi- dualizações do princípio inteli-
gente, como os corpos são indi- vidualizações do princípio material; a época e a maneira dessa formação é que desco- nhecemos. Podemos deduzir, assim, que a natureza do espírito não é a mesma da matéria. A posição da Doutrina Espírita é bem definida quanto à origem do espírito e da matéria. No capítulo XI, n.º 6, de “A Génese”, Allan Kardec desenvolve o seguinte raciocínio:
“O princípio espiritual teria a sua fonte no elemento cósmico universal? Não seria apenas uma transformação, um modo de existência deste elemento, como a luz, a electricidade, o calor, etc.? Se assim fosse, o princípio espiritual passaria pelas vicissitudes da matéria; ex- tinguir-se-ia pela desagregação como o princípio vital; o ser inteligente só teria uma existência momentânea, como o corpo, e com a morte voltaria ao nada, ou – o que viria a dar no mesmo – ao Todo Universal. Seria, numa palavra, a sanção das doutrinas ma- terialistas.
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O Mundo dos Espíritos
Sobre o que não paira a menor dúvida é acerca da união do princípio espiritual à matéria, e, em estágios mais avançados, já o espírito individualizado, que se serve da matéria como elemento indispensável ao seu progresso. É assim que tudo serve, tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo até ao arcanjo, pois mesmo este último começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia, de que o vosso espírito limitado ainda não pode abarcar o conjunto”. Nem todos os espíritos tiveram o seu início aqui na Terra. Todavia, o nosso pla- neta começou a oferecer a possibilida- de de surgimento da vida quando as grandes convulsões telúricas se atenua- ram, dando condições para que o prin- cípio espiritual, em obediência aos di- tames divinos, desse origem ao surgi- mento das formas mais rudimentares de vida. Daí para a frente, ao longo dos milénios, a imensa cadeia de seres que existem, ou que existiram, estabeleceu- se, servindo, cada espécie, de filtro de transformismo para o espírito, na sua marcha ascensional no rumo da perfei- ção.
Pode parecer contraditório que, estudando o mundo dos espíritos, en- tremos em considerações sobre a vida na Terra. Todavia, ao tratarmos da ori- gem e natureza dos espíritos, não pode-
ríamos fazê-lo de outro modo, já que, tanto nas obras básicas, como noutras de autores encarnados e desencarnados de reco- nhecido valor e que demonstram profundo respeito pela Doutrina, é enfatizada a marcha do espírito pelos escalões inferiores da natureza. Transcrevemos as questões n.os 607 e 607-a, de “O Livro dos Espíritos”, para darmos uma ideia dessa posição:
“Ficou dito que a alma do homem, na sua origem, se assemelha ao estado de in-
fância da vida corpórea, que a sua inteligência apenas desponta, e que ela se ensaia para a vida. Onde cumpre o espírito essa primeira fase?
– Numa série de existências que precederam o período a que chamais de huma-
nidade.
Parece, assim, que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?
– Não dissemos que tudo se encadeia na natureza, e tende à unidade? É nesses
seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco, e ensaia para a vida, como dissemos. É, de certa ma- neira, um trabalho preparatório, como o da germinação, a seguir ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna espírito. É então que começa para ele o período de humanidade, e com este a consciência do seu futuro, a distinção do bem e do mal e a responsabilidade dos seus actos. Como depois do período da infância vem o da adolescência, depois a juventude e, por fim, a idade madura. Nada há, de resto, nessa origem, que deva humilhar o homem. Os grandes génios sentem-se humilhados por te- rem sido fetos informes no ventre materno? Se alguma coisa deve humilhá-los, é a sua inferioridade perante Deus e a sua impotência para sondar a profundidade dos seus desígnios e a sabedoria das leis que regulam a harmonia do Universo. Reconhecei a
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grandiosidade de Deus nessa admirável harmonia que faz a solidariedade de todas as coisas da natureza. Crer que Deus pudesse ter feito qualquer coisa sem objectivo, e criar seres inteligentes sem futuro, seria blasfemar contra a Sua bondade, que se esten- de sobre todas as criaturas.”
A RETER
1 – Os espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material.
2 – Os espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são indi- vidualizações do princípio material.
3 – O nosso planeta começou a oferecer possibilidade de surgimento da vida quando as grandes convulsões telúricas se atenuaram.
4 – É nos seres inferiores que o princípio espiritual se elabora, se individualiza, pouco a pouco, e ensaia para a vida.
5.3 PERISPÍRITO
Como a semente de um fruto é envolvida pelo perisperma, o espírito, propriamente dito, é revestido de um envoltório que, por compara- ção, se pode chamar perispírito. O perispírito, ou corpo fluídico dos espí- ritos, é um dos produtos mais importantes do fluido cósmico universal. É uma condensação deste fluido em torno de um foco inteligente, ou alma.
Vimos que o corpo carnal tem igualmen-
te a sua origem nesse mesmo fluido, transfor-
mado e condensado em matéria tangível. No
perispírito, a transformação molecular opera-se de modo diferente, pois o fluido conserva a sua imponderabilidade e as suas qualidades etéreas.
O corpo perispiritual e o corpo carnal têm, pois,
a sua origem no mesmo elemento primitivo.
Ambos são matéria, ainda que em dois estados
diferentes.
A RETER
1 – O espírito é revestido de um envoltório que se chama perispírito.
2 – O perispírito é um dos produtos mais impor- tantes do fluido cósmico universal.
3 – Tal como o corpo físico é matéria, mas em estado diferente.
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5.3.1 HISTÓRICO
O Mundo dos Espíritos
A existência de um elemento intermediário entre o espírito e o corpo físico é admitida desde a mais remota antiguidade. No Egipto (5000 anos a. C.), já se acreditava na existência de um corpo para o espírito, denominado kha. Na Índia, no “Rig-Veda”, livro sagrado dos vedas, encontramos referências ao perispírito, com o nome de linga-sharira. Para Confúcio era o corpo aeriforme. Na Grécia, os filósofos adoptavam uma variada nomenclatura para defini-lo: ve- ículo leve, corpo luminoso, carro subtil da alma. Paracelso chamou-lhe corpo astral, ou evestrum. Leibnitz denominava-o de corpo fluídico. Paulo de Tarso refere-se ao perispí- rito nas suas epístolas, chamando-lhe corpo espiritual, ou corpo incorruptível. Modernamente, como consequência de algumas deduções evidentes a favor da sua existência por parte de alguns cientistas, o perispírito é chamado modelo organiza- dor biológico (MOB), corpo bioplasmático, etc.
A RETER
1 – A existência do perispírito é admitida desde a mais remota antiguidade.
2 – De acordo com as épocas e os povos, teve várias denominações.
5.3.2 NATUREZA E PROPRIEDADES
A natureza do envoltório fluídico
está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do espírito. Há al- guns, portanto, cujo envoltório fluídico, se bem que etéreo e imponderável em relação à matéria tangível, ainda é muito pesado, se assim nos podemos exprimir, em relação ao mundo espiritual, para não permitir que eles saiam do meio que lhes é próprio. Nessa categoria devem ser in- cluídos aqueles cujo perispírito é tão grosseiro que o confundem com o corpo carnal, razão por que continuam a crer-se vivos. Esses espíritos, cujo número é avultado, permanecem na superfície da Terra, como os encarnados, julgando-se entregues às suas ocupações terrenas. Outros, um pouco mais desmaterializa- dos, não o são, contudo, suficientemente, para se elevarem acima das regiões terres- tres.
O envoltório perispirítico de um
espírito modifica-se com o progresso moral que este realiza em cada encarnação, embo- ra encarne no mesmo meio. Os espíritos superiores, encarnando, excepcionalmente, em
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missão, num mundo inferior, têm o perispírito menos grosseiro do que o dos indígenas desse mundo. Sabemos que a união do espírito (alma mais perispírito) ao corpo físico tem iní- cio no momento da concepção. Essa ligação permite que o perispírito se constitua numa verdadeira matriz espiritual, orientando o desenvolvimento do futuro ser. Segundo o espírito Emmanuel, espanta ao embriologista a lei organogenética que estabelece a ideia directora do desenvolvimento fetal, desde a união do espermatozóide ao óvulo, especifi- cando os elementos amorfos do protoplasma. Nos domínios da vida, essa ideia directriz conserva-se inacessível, até hoje, aos nossos processos de indagação e análise, porquan- to esse desenho invisível não está subordinado a nenhuma determinação físico-química, porém, unicamente ao corpo espiritual preexistente, em cujo molde se realizam todas as acções plásticas da organização e sob cuja influência se efectuam todos os fenómenos endosmóticos. Um estudo profundo do perispírito, seguindo-se ao trabalho magistral da codifi- cação kardeciana, é desenvolvido por Gabriel Delanne no seu livro “A Evolução Aními- ca”, publicado em 1885. Apesar do avanço dos conhecimentos científicos, podemos observar que as modernas pesquisas nada mais têm feito do que comprovar o valor da referida obra em relação a tão palpitante tema. É nesse livro que encontramos referência às dúvidas e argumentos do notável fisiologista francês Claude Bernard, ao examinar o desenvolvimento celular, o embrião e o ser já formado. “O que diz essencialmente com o domínio da vida, e não pertence à Química, nem à Física, nem ao que mais possamos imaginar, é a “ideia directriz” dessa actuação vital. Em todo o germe vivo há uma ideia dirigente, a manifestar-se e a desenvolver-se na sua organização. Depois, no cur- so de toda a sua vida, o ser permanece sob a influência dessa força criadora, até que morre, quando ela não se pode efectivar mais. É sempre o mesmo princípio de conser- vação do ser que lhe reconstitui as partes vivas, desorganizadas pelo exercício, por acidentes ou enfermidades”. O ilustre fisiologista, contemporâneo de Kardec, não fala em perispírito, mas imagina a sua existência, quando fala de ”… uma ideia directriz e desenho ideal de um organismo ainda invisível”. No estudo da referida obra de Gabriel Delanne fica evidenciado que o perispírito é uma aquisição do espírito na sua longa marcha pelos caminhos desta evolução bioló- gica. Essa evolução está claramente definida no capítulo XI da segunda parte de “O Livro dos Espíritos” e vem completar-se com o trabalho dos grandes naturalistas do século XIX, de entre os quais se destaca a figura de Charles Darwin, cujo trabalho prin- cipal, “A Origem das Espécies”, foi publicado em 1859, dois anos após a publicação de “O Livro dos Espíritos”. O conhecimento do perispírito faz luz sobre vários pontos obs- curos da referida obra, que, apesar de notável, analisa a evolução do ponto de vista sim- plesmente material, deixando de lado o elemento mais importante no mecanismo da vida, ou seja, o espírito, para o qual as formas vivas são apenas filtros de transformismo, tendo em vista a sua superior finalidade. Para finalizar, citamos algumas propriedades do perispírito, entre tantas, por certo, que não podemos ainda compreender.
Matriz espiritual do corpo físico
Pelo ensino dos espíritos, ficamos a saber que a união do espírito ao corpo se opera no momento da concepção, quando se forma a célula ovo. Pelo raciocínio somos levados a concluir que apenas os elementos constitutivos dos cromossomas, ou seja, o ácido desoxirribonucleico (ADN), o ácido ribonucleico (ARN) e proteínas seriam insu-
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ficientes para desencadearem o maravilhoso fenómeno da vida. É necessária a presença da ideia directriz de Claude Bernard, para nós o perispírito, orientando e disciplinando o desenvolvimento celular.
Sustentador das formas físicas dos seres vivos
Sabemos que a renovação celular é uma constante em todos os seres vivos. No caso da espécie humana, ao cabo de mais ou menos sete anos, há uma renovação total das células, exceptuando as células nervosas ou neurónios. Como entender-se que per- sista a fixidez da espécie, a memória e os demais actos necessários à actividade vital, diante de tão surpreendente renovação? Graças, claro, à acção directiva do perispírito, que não só orienta a formação do ser como sustenta a sua forma, até que ocorra a desen- carnação.
Retrata o nosso estado mental
Por ser um organismo estruturado num outro espaço, sofre, decisivamente, a ac- ção da nossa mente, definindo a nossa posição no concerto evolutivo. Após a morte do corpo físico, de acordo com o seu peso específico, gravitaremos até às regiões afins com o nosso modo de ser.
Papel na mediunidade
No mecanismo da mediunidade é fundamental a acção do perispírito, seja pela capacidade de exteriorização que os médiuns possuem, seja pela combinação do fluido perispiritual do médium com o fluido perispiritual dos espíritos.
A RETER
1 – O perispírito é uma aquisição do espírito, na sua longa marcha pelos caminhos da evolução biológica.
2 – A união do espírito ao corpo físico dá-se no momento da concepção.
3 – O perispírito é a matriz espiritual do corpo físico.
4 – O perispírito é o sustentador das formas físicas dos seres vivos.
5 – O perispírito retrata o nosso estado mental.
5.4 DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS
5.4.1 INTRODUÇÃO
A classificação dos espíritos baseia-se no seu grau de adiantamento, nas quali- dades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se. Esta clas- sificação, aliás, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta carácter definido. De um a outro grau, a transição é insensível e, nos limites extremos, os matizes apagam-se, como nos reinos da natureza, como nas cores do arco-íris, ou, também, como nos diferentes períodos da vida do homem.
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Os espíritos, em geral, admitem três categorias principais ou três grandes divi- sões. Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão para o mal. Os da segunda caracterizam-se pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os bons espíritos. A primeira, finalmente, compreende os espí- ritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição. Com o auxílio de um quadro, será fácil determinar a ordem, assim como o grau de superioridade ou de inferioridade dos que possam entrar em relações connosco e, por conseguinte, o grau de confiança ou de estima que mereçam. É, de certo modo, a chave da Ciência Espírita, porque só ela pode explicar as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos acerca das desigualdades intelectuais e morais dos espíri- tos.
A RETER
1 – A classificação dos espíritos baseia-se na sua evolução e nada tem de absoluta.
2 – Os espíritos dividiram-na em três ordens que comportam dez classes.
5.4.2 TERCEIRA ORDEM – Espíritos imperfeitos
Características gerais:
Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes. Têm a intuição de Deus, mas não O compreendem. Nem todos são essencial- mente maus. Em alguns há mais leviandade e irreflexão do que ver- dadeira maldade. Alguns não fa-
zem o bem nem o mal; mas, pelo simples facto de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrá- rio, comprazem-se no mal, e rejubilam quando se lhes depara uma ocasião de praticá-lo. Seja, porém, qual for o grau de desenvolvimento intelectual que tenham alcan- çado, as suas ideias são pouco elevadas e os seus sentimentos mais ou menos abjectos. Todo o espírito que, nas suas comunicações, trai um mau pensamento pode ser classifi- cado na terceira ordem. Podem compor cinco classes principais:
Décima classe – Espíritos impuros
São inclinados ao mal, de que fazem o objecto das suas preocupações. Como espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a desconfiança e mascaram-se de todas as maneiras para melhor enganar. Ligam-se aos homens de carácter bastante fraco
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para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos por consegui- rem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam. Nas manifestações dão-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosse- ria das expressões, nos espíritos, como nos homens, é sempre indício de inferioridade moral e intelectual. As suas comunicações exprimem a baixeza dos seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito tempo esse papel e acabam sempre por se traírem. Quando encarnados, mostram-se propensos a todos os vícios geradores das pai- xões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez, a avareza sórdida. Fazem o mal por prazer, quase sempre sem motivo.
Nona classe – Espíritos levianos
São ignorantes, maliciosos, irreflectidos e zombeteiros. Metem-se em tudo; a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos des- gostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. Nas suas comunicações com os homens, a sua linguagem é, amiúde, espirituo- sa, mas quase sempre sem profundeza de ideias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e apreciam-nos, mordazes e satíricos. Se tomam nomes falsos, é mais por leviandade do que por maldade.
Oitava classe – Espíritos pseudo sábios
Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos, sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir, no que diz respei- to às suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso não passa do reflexo dos preconcei- tos e ideias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de algumas verda- des com os erros mais profundos, através dos quais realçam a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se.
Sétima classe – Espíritos neutros
Nem suficientemente bons para fazerem o bem, nem suficientemente maus para fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e não ultrapassam a condição comum da humanidade, quer no que concerne à moral, quer no que toca à inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades.
Sexta classe – Espíritos batedores e perturbadores
Estes espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas su- as qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente a sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. Parecem ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do Globo, quer actuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenómenos não derivam de uma causa fortuita, ou física, quando denotam carácter intencional e inteligente. Todos os espíritos podem produzir tais fenómenos, mas os de ordem elevada deixam-nos, de ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para as coisas
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materiais do que para as da inteligência; quando julgam úteis as manifestações desse género, lançam mão destes últimos como seus auxiliares.
A RETER
1 – Predominância da matéria sobre o espírito.
2 – Comportam cinco classes: impuros, levianos, pseudo-sábios, neutros e batedores ou perturbadores.
5.4.3 SEGUNDA ORDEM – Bons espíritos
Características gerais:
Predominância do es- pírito sobre a matéria; desejo do bem. As suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adian- tamento que hajam alcançado; uns têm a ciência, outros a
sabedoria e a bondade. Os mais adiantados reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamen- te desmaterializados, conservam, mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traços da existência corporal, na forma da linguagem, como nos hábitos, entre os quais se descobrem, mesmo, algumas das suas manias. De outro modo, seriam espíritos per- feitos.
Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem que se faça. Como espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de protecção e neutralizam a in- fluência dos espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não é grato sofrê-la. Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus semelhantes. Não os move o orgulho, nem o egoísmo ou a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme, e fazem o bem pelo bem. Podem ser divididos em quatro classes principais:
Quinta classe – Espíritos benévolos
A bondade é neles a qualidade dominante. Apraz-lhes prestar serviço aos ho- mens e protegê-los. Porém, os seus conhecimentos são limitados.
Quarta classe – Espíritos sábios
Distinguem-se pela amplitude dos seus conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais do que com as de natureza científica, para as quais têm maior aptidão. Entretanto, só encaram a Ciência do ponto de vista da sua utilidade, e jamais são dominados por quaisquer paixões próprias dos espíritos imperfeitos. Terceira classe – Espíritos de sabedoria
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As qualidades morais de ordem mais elevada são o que os caracteriza. Sem possuírem conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo recto sobre os homens e as coisas.
Segunda classe – Espíritos superiores
Esses reúnem em si a ciência, a sabedoria e a bondade. A linguagem que em- pregam exala sempre benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. A sua superioridade torna-os mais aptos do que os outros a da- rem-nos noções exactas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. Comunicam-se, complacentemente, com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem. Quando, por excepção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e, então, oferecem-nos o tipo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mun- do.
A RETER
1 – Predominância do espírito sobre a matéria.
2 – Comportam quatro classes: benévolos, sábios, de sabedoria e superiores.
5.4.4 PRIMEIRA ORDEM – Espíritos puros
Características gerais:
Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absolutas, em relação aos espíritos de outras ordens.
Primeira classe
Os espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e despoja- ram-se de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é susceptível a criatura, não têm mais provas a sofrer, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida em mundos espirituais evoluídos. Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessi- dades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade, porém, não é a da ociosida- de monótona, a transcorrer em perpétua contemplação. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas, que os conservam distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados, às vezes, pelo nome de anjos, arcanjos ou serafins.
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O Mundo dos Espíritos
A RETER
1 – Nenhuma influência da matéria.
2 – Comportam uma única classe: percorreram todos os graus da escala e despojaram-se de todas as impurezas da matéria.
RESUMO DA ESCALA ESPÍRITA
|
Ordem |
Características |
Clas- |
Denominação |
Características particu- lares |
|
|
gerais |
se |
||||
|
10.ª |
Impuros |
Inclinados ao mal. Ignorantes, maliciosos, irreflectidos, zombeteiros. Conhecimentos amplos. Não sabem o que julgam. Inércia: não fazem bem nem mal. Manifestam-se pela me- diunidade de efeitos físi- cos. |
|||
|
9.ª |
Levianos |
||||
|
Terceira |
Predominância da |
||||
|
matéria sobre |
8.ª |
Pseudo-sábios |
|||
|
Espíritos |
o |
espírito |
|||
|
imperfeitos |
7.ª |
Neutros |
|||
|
6.ª |
Batedores/ |
||||
|
perturbadores |
|||||
|
5.ª |
Benévolos |
A bondade é qualidade dominante. Conhecimentos muito amplos e esclarecidos. Qualidades morais eleva- das. Sabedoria, ciência e bon- dade. |
|||
|
Segunda |
Predominância do |
4.ª |
Sábios |
||
|
espírito sobre |
|||||
|
Bons |
a |
matéria |
3.ª |
De sabedoria |
|
|
espíritos |
|||||
|
2.ª |
Superiores |
||||
|
Primeira |
Nenhuma |
1.ª |
Espíritos puros |
Superioridade intelectual e moral absoluta. |
|
|
Espíritos |
influência |
||||
|
puros |
da matéria |
||||
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Curso Básico de Espiritismo
5.5
PERCEPÇÕES,
SENSAÇÕES
O Mundo dos Espíritos
E
SOFRI-
MENTOS DOS ESPÍRITOS
No mundo espiritual, o espírito age com maior liberdade, conservando as per- cepções que tinha quando encarnado e tendo outras que o corpo físico não lhe permite. Não queremos dizer com isso que o espírito, pelo simples facto de passar para o mundo
espiritual, sofra profundas transformações no seu modo de ser e de agir, mas apenas que o corpo físico limitava as suas possibilidades. Em relação ao conhecimento, é proporcional ao nível de evolução de cada um. Os espíritos inferiores não sabem mais do que os homens do mesmo nível. A ideia que fazem do princípio das coisas, do passado e do futuro, varia de acordo com o grau de elevação de cada espírito. O mesmo ocorre em relação à compreensão de Deus: os espí- ritos superiores vêem-No e compreendem-No; os espíritos inferiores sentem-No e adi- vinham-No. A vista dos espíritos não é circunscrita como nos seres corpóreos, constituindo- se numa faculdade geral. Aqueles que, todavia, ainda se encontram presos mentalmente aos quadros da vida material, continuarão a ter as suas percepções visuais limitadas, como se ainda estivessem no plano físico. Todas as percepções são atributos do espírito e fazem parte do seu ser. Quando ele se reveste de um corpo material, elas
manifestam-se pelos meios orgânicos; mas no estado de liberdade já não estão locali- zadas.
Em relação à música e às belezas naturais, prevalece ainda a posição evoluti- va do espírito na apreciação das mesmas. Esclarecem-nos os espíritos que a música celeste não pode ser comparada à nossa. Comunicando-se connosco, alguns espíritos dizem sentir fadiga, necessidade de repouso, frio ou calor. Nas questões n.os 254 e 255 de “O Livro dos Espíritos” encontramos a expli- cação, dizendo que não podem sentir fadiga como a entendemos e, portanto, não neces- sitam do repouso corporal, pois não possu- em órgãos em que as forças tenham de ser restauradas. Mas o espírito repousa, no sen- tido de não permanecer numa actividade
constante. Ele não age de maneira material, porque a sua acção é toda intelectual e o seu repouso é todo moral. Há momentos em que
o seu pensamento diminui de actividade e
não se dirige a um objecto determinado; este é um verdadeiro repouso, mas não se pode compará-lo ao do corpo. A espécie de fadiga que os espíritos podem sentir está na
razão da sua inferioridade, pois quanto mais
se elevam, de menos repouso necessitam.
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Curso Básico de Espiritismo
O Mundo dos Espíritos
Em relação às sensações de frio ou calor, o que existe é a lembrança do que so- freram durante a vida e, algumas vezes, tão penosa como a própria realidade. Frequen- temente, é uma comparação que fazem, para exprimirem a sua situação. Quando se lembram do corpo experimentam uma espécie de impressão, como quando se tira uma capa e algum tempo depois ainda se pensa estar com ela. Na questão n.º 257 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec apresenta um “en- saio teórico sobre a sensação dos espíritos”. Recomendando a consulta do livro aludi- do, servir-nos-emos dele para resumir o que atrás já foi dito:
Durante a vida, o corpo recebe as impressões exteriores e transmite-as ao espíri- to, por intermédio do perispírito, que constitui, provavelmente, o que se costuma chamar fluido nervoso. O corpo, estando morto, não sente mais nada, porque não possui espírito nem perispírito. O espírito, desligado do corpo, experimenta a sensação, mas como esta não lhe chega por um canal limitado torna-se geral. Como o perispírito é apenas um agente de transmissão, pois é o espírito que possui a consciência, deduz-se que se pu- desse existir perispírito sem espírito, ele não sentiria mais do que um corpo morto. Da mesma maneira, se um espírito não tivesse perispírito, seria inacessível a todas as sen- sações penosas: é o que acontece com os espíritos completamente purificados. Sabemos que quanto mais o espírito se purifica, mais eterizada se torna a essência do perispírito, de maneira que a influência material diminui à medida que o espírito progride, ou seja, à medida que o perispírito se torna menos grosseiro.
A RETER
1 – No mundo espiritual, o espírito age com maior liberdade, tendo as percepções que tinha quando encarnado e outras que o corpo físico não permite. 2 – A sensação de frio ou calor que alguns espíritos dizem sentir é a lembrança do que sofreram durante a vida.
BIBLIOGRAFIA
Allan Kardec:
“O Livro dos Espíritos”, Questões: 43/45, 79, 93, 100/113, 244, 249, 540, 1.ª Edição, Edicel-Editora Cultural Espírita, Lda; “A Génese”, Cap. XIV, N.os 7, 9 e 10, 18.ª Edição (Popular), Federação Espírita Brasi- leira.
André Luiz, “Evolução em Dois Mundos”, psicografia de Francisco Cândido Xavier, 1.ª Parte, Cap. II, 3.ª Edição, Federação Espírita Brasileira.
Emmanuel, “Emmanuel”, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Pág. 127, 7.ª Edi- ção, Federação Espírita Brasileira.
Gabriel Dellane, “A Evolução Anímica”, Cap. I, Ideia directriz, 4.ª Edição, Federação Espírita Brasileira.
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Curso Básico de Espiritismo
Minigrupos
MINIGRUPOS (apoio bibliográfico)
Leia com atenção o apoio bibliográfico e faça um resumo para cada tema:
MINIGRUPO 1: ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS
Allan Kardec, “O Livro dos Espíritos”, Questões 76 a 92.
Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.
MINIGRUPO 2: PERISPÍRITO
Allan Kardec:
“O Livro dos Espíritos”, Questões 93 a 95; “A Génese”, Cap. IV, N.os 7 a 11.
Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.
MINIGRUPO 3: AS DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS
Allan Kardec, “O Livro dos Espíritos”, Questões 100 a 113.
Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.
MINIGRUPO 4: PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS
Allan Kardec, “O Livro dos Espíritos”, Questões 237 a 256.
Um elemento do grupo funcionará como secretário para posteriormente apresentar as conclusões.
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Minigrupos
MINIGRUPOS
Depois de ter estudado este capítulo, responda, por escrito, às seguintes questões:
MINIGRUPO 1: ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS
1 – Que definição encontramos sobre os espíritos, em “O Livro dos Espíritos”, questão n.º 76?
2 – Segundo esta definição, podemos deduzir que a natureza do espírito é a mesma da matéria? Porquê?
3 – Porque é que o princípio espiritual não pode ter a sua fonte no elemento cósmico universal?
4 – De acordo com as questões 607 e 607–a) de “O Livro dos Espíritos”, será na forma humana que o espírito inicia a sua marcha rumo à perfeição?
5 – A alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?
MINIGRUPO 2: PERISPÍRITO
1 – A ideia da existência de um elemento intermediário entre o espírito e o corpo sem- pre existiu, desde a mais remota antiguidade. Qual a comparação que Kardec fez para chegar ao perispírito?
2 – O corpo perispiritual e o corpo carnal têm a sua origem no mesmo elemento primiti- vo. Qual?
3 – O perispírito é matéria? Justifique.
4 – O envoltório fluídico é igual para todos? Porquê?
5 – Quando tem início a união do espírito ao corpo físico?
MINIGRUPO 3: PERISPÍRITO
1 – Qual foi a importância do conhecimento desenvolvido por Allan Kardec do perispí- rito, na investigação científica?
2 – Explique o que significa: “O perispírito é a matriz espiritual do corpo físico”.
3 – A renovação celular é uma constante em todos os seres vivos. O que sustenta, então, a sua forma?
4 – Que relação existe entre o nosso estado mental e a natureza do perispírito?
5 – Qual o seu papel na mediunidade?
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Minigrupos
MINIGRUPO 4: DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS
1 – O que é a escala espírita? Como se divide? Qual a sua utilidade?
2 – Qual a diferença entre as três principais ordens de espíritos? A transição é sempre perceptível?
3 – Quantas classes compõem a 3.ª ordem, a dos espíritos imperfeitos? Explique as ca- racterísticas de cada uma delas.
4 – Quantas classes compõem a 2.ª ordem, a dos bons espíritos? Explique as caracterís- ticas de cada uma delas.
5 – Quantas classes compõem a 1.ª ordem, a dos espíritos puros? Explique as suas ca- racterísticas.
MINIGRUPO 5: PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS
1 – Após a desencarnação, os espíritos conservam as percepções que tinham na Terra?
2 – Os espíritos desencarnados vêem como os encarnados?
3 – Os espíritos desencarnados precisam de repouso? Justifique, com base na resposta às questões n.os 254 e 255 de “O Livro dos Espíritos”.
4 – Os espíritos têm sensações de frio e calor?
5 – Como se processa a desencarnação? O que pensam e sentem os espíritos nessa altura (resumir questão 257).
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Curso Básico de Espiritismo
TESTE
NOME:
DATA:
Teste
/
/
1 – MARQUE A ALTERNATIVA CORRECTA COM UM “X”.
1.1 – Os espíritos são:
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( |
) a – Os seres superiores da criação; |
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( |
) b – Os seres privilegiados da criação; |
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( |
) c – Almas de outros planetas; |
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( |
) d – Os seres inteligentes da criação. |
1.2 – Os espíritos individualizam-se nos:
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( |
) a – Seres inanimados; |
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( |
) b – Seres superiores da criação; |
|
( |
) c – Seres inferiores da criação; |
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( |
) d – Seres eleitos. |
1.3 – Os espíritos têm origem:
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( |
) a – No princípio espiritual, como a matéria tem origem no fluído cósmico universal; |
|
( |
) b – Em microscópicos fragmentos de Deus; |
|
( |
) c – No fluído cósmico universal; |
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( |
) d – No princípio vital, como a matéria tem origem no fluído cósmico universal. |
1.4 – A união do espírito ao corpo dá-se:
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( |
) a – No momento da concepção; |
|
( |
) b – No momento do nascimento; |
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( |
) c – Quando se completa um dia; |
|
( |
) d – Quando se completa um ano de idade. |
1.5 – A acção directiva do perispírito:
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( |
) a – Protege o espírito do frio; |
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( |
) b – Protege o espírito da matéria; |
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( |
) c – Orienta a informação do ser e sustenta a sua alma; |
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( |
) d – Orienta a formação do ser e sustenta a sua forma. |
1.6 – As principais ordens admitidas para os espíritos são:
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( |
) a. Imperfeitos, quase perfeitos, perfeitos; |
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( |
) b. Perfeitos, imperfeitos; |
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( |
) c. Imperfeitos, bons, puros; |
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( |
) d. Anjos, demónios. |
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Curso Básico de Espiritismo
Teste
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2 |
– ASSINALE COM “V”, SE VERDADEIRO, OU “F”, SE FALSO. |
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( |
) a – Todo o espírito que, nas suas comunicações, trai um mau pensamento pode ser classificado na terceira ordem. |
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( |
) b – Os espíritos pseudo sábios dispõem de poucos conhecimentos e têm consciência disso. |
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( |
) c – Os espíritos superiores reúnem em si a ciência, a sabedoria e a bondade. |
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( |
) d – No mundo espiritual, o espírito tem as percepções que tinha quando encarnado e outras que o corpo físico não permite. |
|
( |
) e – Quando um espírito comunicante diz experimentar sensações de frio ou calor, de modo algum revelam recordação da existência física. |
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3 |
– NUMERE A 2.ª COLUNA, DE ACORDO COM A 1.ª. |
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(1) O perispírito é |
( |
) uma condensação de matéria cósmica em torno de um foco de inteligência ou alma. |
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( |
) é semi-material. |
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(2) A natureza do perispírito |
( |
) o mais importante produto do FCU. |
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( |
) retrata o nosso estado mental. |
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(3) O perispírito é modernamente chamado por alguns de |
( |
) modelo organizador biológico, corpo bio- plasmático, etc. |
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( |
) está em relação com o grau de adiantamen- to moral do espírito. |
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