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O MODELO DE AUTO-AVALIAÇÃO DAS BE: METODOLOGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO

PRÁTICAS E MODELOS DE AUTO-AVALIAÇÃO


DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

Agrupamento de Escolas do Vale de S.Torcato


BE/CRE E.B. 2,3 de S.Torcato
Coordenadora: Maria Manuela Cardoso de Matos
1. Problema/Diagnóstico

No Agrupamento de Escolas do Vale de S. Torcato, identificaram-se como factores condicionantes do sucesso


educativo três grandes problemas: o nível sócio-económico e cultural muito baixo, a existência de fenómenos
crescentes de exclusão social e de taxas de insucesso e de abandono precoce do sistema educativo, pelo que é
indispensável uma intervenção concertada a vários níveis, nomeadamente, ao nível do ensino-aprendizagem, ao
nível da participação dos pais e encarregados de educação e ao nível da comunidade. Assim sendo, todos os
nossos projectos pretendem:

 Promover o sucesso educativo, combatendo o défice cívico, promovendo hábitos de vida saudáveis e
reduzindo o abandono precoce do sistema educativo;
 Aumentar os níveis de participação dos pais e encarregados de educação, incrementando competências de
interacção e promovendo a responsabilização parental;
 Combater a exclusão social na Escola, potenciando uma dinâmica integrada de intervenção dos agentes locais

A política da BE deve estar intimamente relacionada com as iniciativas, preocupações e prioridades da Escola.
Daí a biblioteca que coordeno também se encontrar envolvida a realizar apoio a actividades de tempos livres
extra-curriculares e de enriquecimento curricular e em vários projectos de sensibilização à participação dos
alunos e encarregados de educação nas actividades da BE, nomeadamente, na dinamização de actividades livres,
de carácter lúdico e cultural na escola/agrupamento. Resolvi, pelos motivos acima referidos, escolher o Domínio
C – Subdomínios C.1 (Indicador C.1.1. e C.1. 2.).
2. Identificação do Objecto a avaliar

DOMÍNIO C. Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à Comunidade

SUBDOMÍNIOS C.1 Apoio a Actividades Livres, Extra-Curriculares e de Enriquecimento Curricular

Indicadores C.1.1. Apoio à aquisição e desenvolvimento de métodos de trabalho e de estudo autónomos

C.1.2. Dinamização de actividades livres, de carácter lúdico e cultural na Escola/Agrupamento

3. Tipo de Avaliação de medida a empreender

O conceito de avaliação das BE tem mudado, avaliando-se, hoje, as bibliotecas não só em termos da colecção, quantidade
de recursos humanos e materiais, ou o número de visitas e empréstimos domiciliários mas sim em termos de impacto
qualitativo da biblioteca. Interessam os resultados das acções da biblioteca nas atitudes e competências dos utilizadores.
Indicador C.1.1. - Apoio à aquisição e desenvolvimento de métodos de trabalho e de estudo autónomos.
Trata-se de um indicador que pode ser usado como um indicador de impacto pois através da aquisição e desenvolvimento
de métodos de trabalho e de estudo autónomos adquiridos pelos utilizadores na BE, poder-se-á reconhecer o trabalho
desenvolvido pela BE na melhoria das competências e níveis de sucesso dos alunos (melhoria nos métodos de trabalho e
estudo e na qualidade dos trabalhos realizados) assim como nas atitudes e valores.
Seleccionei o indicador C.1.2. – Dinamização de actividades livres, de carácter lúdico e cultural na Escola/ Agrupamento,
como sendo um exemplo de um indicador de processo, já que está mais direccionado para as actividades e serviços
oferecidos pela BE (número de visitas, de sessões, de participações em actividades lúdicas e culturais)

4. Metodologias e Instrumentos a utilizar para recolha de evidências

Cada domínio inclui:


 Indicadores – zonas de intervenção de cada domínio;
 Factores críticos de sucesso – exemplos de situações, ocorrências, acções que operacionalizam o indicador;
 Recolha de evidências – fontes e instrumentos de recolha de dados para mostrar se o indicador foi ou não
atingido;
 Acções de melhoria – sugestões de acções a implementar.
C.1. Apoio a Actividades Livres, Extra-curriculares e de Enriquecimento Curricular
C.1.1. Apoio à aquisição e desenvolvimento de métodos de trabalho e de estudo autónomos
Factores de Sucesso Acções Evidências/ Instrumentos
 A BE apoia as actividades livres de leitura, pesquisa,  Alargar o horário de abertura da BE fazendo-  Horário da BE.
estudo e execução de trabalhos escolares, realizadas o coincidir com a permanência dos alunos na
pelos alunos fora do horário lectivo e dos contextos escola.  Registos de observação de
formais de aprendizagem. utilização da BE. (O5)
 Distribuir o horário da equipa da BE de modo
 Os alunos praticam técnicas de estudo variadas: exploram a assegurar o mais possível a presença  Grelha de registos de actividades
permanente de um elemento da equipa da livres.
informação de diferentes tipos de documentos, tomam
BE
notas, elaboram resumos, produzem e editam trabalhos  Grelhas de análise de trabalhos
escritos recorrendo sempre que necessário ao uso do  Reforçar a articulação entre a BE e o trabalho extra-curriculares dos alunos.
computador e da Internet. de sala de aula e das áreas de EA e AP
planeando antecipadamente o tipo de estudo  Questionário aos alunos. (QA3)
 Os alunos desenvolvem hábitos de trabalho e aprendem a e trabalho a realizar.
organizar a sua própria aprendizagem, revelando uma  Entrevistas aos docentes.
progressiva autonomia na execução das tarefas.  Produzir em colaboração com os docentes,
materiais e sugestões de actividades ao  Fichas de trabalho
estudo (fichas, guiões, outros).
 Registo de opinião
 Estabelecer um plano articulado e
progressivo para o desenvolvimento de  Registo do grau de progressão nas
competências de trabalho e de estudo. competências de trabalho e de
estudo
C. 1. Apoio a Actividades Livres, Extra-curriculares e de Enriquecimento Curricular
C.1.2. Dinamização de actividades livres, de carácter lúdico e cultural na Escola/ Agrupamento
Factores de Sucesso Acções Evidências / Instrumentos
 Os alunos encontram na BE um conjunto de propostas de  Organizar no início do ano lectivo uma sessão  PAA da BE
de acolhimento nas BE com os
actividades visando a utilização criativa dos seus tempos  Relatórios de actividades
pais/encarregados de educação dos alunos
livres, que lhes permitem desenvolver a sensibilidade para divulgação das actividades do PAA da  Registo de projectos em torno de
BE.
estética e o gosto e interesse pelas artes, ciências e actividades livres, de carácter
humanidades  Acordar com os pais/EE um programa de lúdico e cultural
actividades livres, lúdicas e culturais que
 Estatística da participação dos EE
correspondem aos interesses e expectativas
 Os alunos usufruem de um programa de animação dos alunos tendo sempre em conta as metas  Registo de frequência da BE por
do PE.
cultural, regular e consistente, traduzido num conjunto de pais/encarregados de educação
iniciativas, de que são exemplo: exposições, espectáculos,  Criar, com a ajuda dos pais/encarregados de com as crianças e jovens
educação, dos docentes e não docentes da
palestras, debates, sessões de poesia, teatro, concursos,  Registo de reuniões/contactos
escola, um leque de actividades livres que
jogos, celebrações de efemérides, ciclos de cinema e de aproxime os pais/encarregados da educação realizados
e a escola.
música, outros.  Materiais de apoio produzido
 Melhorar os mecanismos de promoção de  Inquéritos aos pais/encarregados
marketing da BE, valorizando e divulgando
de educação
junto da comunidade educativa e local o seu
programa de animação cultural.  Questionários aos alunos (QA3)

 Rentabilizar as iniciativas programadas,


partilhando-as com outras escolas e BE
5. Planificação do processo

Etapas do processo Intervenientes Calendarização


1. Avaliação diagnóstica da BE e selecção do Professores bibliotecários e equipa da BE Novembro de 2009
domínio
2. Aprovação do domínio a avaliar pelo Director da Escola e Conselho Pedagógico Dezembro de 2009
Director da Escola e pelo CP
3. Elaboração do Plano de Avaliação Professores bibliotecários e equipa da BE Janeiro de 2010
4. Divulgação do Plano de Avaliação ao CP e Professores bibliotecários Janeiro de 2010
Departamentos
5. Selecção e elaboração de instrumentos e Professores bibliotecários e equipa da BE Fevereiro de 2010
recolha de evidências
6. Aplicação dos instrumentos de recolha de Turmas, alunos, professores e encarregados de educação Março e Abril de 2010
evidências
7. Tratamento e análise dos dados Professores bibliotecários e equipa da BE Maio de 2010
recolhidos: identificação de pontos fortes e
fracos, definição dos níveis de desempenho
e perfil da BE
8. Elaboração do relatório final e divulgação Professores bibliotecários Julho de 2010
ao CP e à equipa responsável pela avaliação
interna
9. Divulgação do relatório à comunidade Professores bibliotecários Julho de 2010
educativa
10. Elaboração e implementação do Plano de Professores bibliotecários e equipa da BE Ano lectivo de 2010/2011
Acção
6. Identificação das Amostras

Na fase de planeamento da avaliação definem-se os grupos de amostragem para a aplicação dos questionários.
A definição de uma amostra justifica-se quando o número de elementos de uma determinada população ou universo em
estudo é muito elevado, tornado difícil ou implicando um grande dispêndio de tempo analisá-lo na sua totalidade.

 A amostra deve abranger 10% da totalidade dos alunos e a diversidade de alunos da escola: os vários anos/ciclos
de escolaridade, os vários turnos; rapazes e raparigas; alunos dos CEF e da EFA, alunos da Educação Especial.

 A amostra deve abranger 20% da totalidade dos docentes e a diversidade de docentes da escola, aplicando-se os
questionários aos diferentes departamentos, nos domínios/subdomínios em que se justifique; os docentes mais
antigos na escola e a docentes recém-chegados.
7. Limitações ao plano de avaliação

 Pouca formação da equipa da BE e pouco tempo disponível;

 Processo de aplicação complexa, longa e morosa, suspendendo outras actividades da BE;

 Falta de sistematização e de experiência na recolha de evidências;

 Falta de rigor no preenchimento dos inquéritos por parte dos alunos e de alguns docentes às vezes por
desconhecimento do trabalho realizado na biblioteca, outras vezes para despachar a tarefa;

 Dificuldades na colaboração de alguns docentes por falta de tempo, e por acreditar que a avaliação é uma
actividade inútil geradora de grandes quantidades de dados aborrecidos com conclusões inúteis;

 Dificuldades na aceitação de resultados menos positivos;

 Dificuldades na gestão do tempo;

 Risco de confusão entre a avaliação do coordenador e da sua equipa e da auto-avaliação da BE.


Bibliografia

Texto da sessão: O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares. Metodologias e Operacionalização (Parte 1)

Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar, RBE, 12 de Novembro de 2009