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Práticas e Modelos de Avaliação em Bibliotecas Escolares

Síntese da Sessão 3

Foram objectivos desta sessão:


• Perceber a estrutura e os conceitos implicados na construção do Modelo de Auto-Avaliação das
Bibliotecas Escolares.

• Entender os factores críticos de sucesso inerentes à sua aplicação.

As tarefas propostas em alternativa consistiram:


Foi pedido que cada formando delineasse um Workshop formativo de apresentação do Modelo de
Auto-Avaliação dirigido à sua escola/ agrupamento. As temáticas a abordar deveriam ser, entre outras, as
seguintes:
- Pertinência da existência de um Modelo de Avaliação para as bibliotecas escolares.
- O Modelo enquanto instrumento pedagógico e de melhoria de melhoria. Conceitos implicados.
- Organização estrutural e funcional.
- Integração/ Aplicação à realidade da escola/ biblioteca escolar. Oportunidades e constrangimentos.
- Gestão participada das mudanças que a sua aplicação impõe. Níveis de participação da escola.
Era pedido que indicassem os instrumentos a criar para a realização do workshop.
OU
Foi pedida uma análise crítica ao Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares, tendo em
conta os seguintes aspectos:

- O Modelo enquanto instrumento pedagógico e de melhoria de melhoria. Conceitos implicados.


- Pertinência da existência de um Modelo de Avaliação para as bibliotecas escolares.
- Organização estrutural e funcional. Adequação e constrangimentos.
- Integração/ Aplicação à realidade da escola.
- Competências do professor bibliotecário e estratégias implicadas na sua aplicação.

Na fase final da sessão, foi solicitado a cada formando que seleccionasse o contributo de um dos
colegas e fizesse um comentário fundamentado à proposta/análise por ele efectuada.

Realização das tarefas:


Em relação à realização das tarefas, 35 formandos participaram na unidade e elaboraram uma das
tarefas desta acção. 21 dos formandos optaram pela tarefa nº 1 e 14 pela tarefa nº 2. Todos os formandos
fizeram, independentemente da sua heterogeneidade, algum tipo de comentário ao trabalho de um colega.
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Síntese da elaboração dos Workshops:


Objectivos:
- Reflectir sobre o conceito de biblioteca escolar (BE) e sua missão como agente catalisador da
mudança pedagógica no contexto da sociedade e do sistema educativo actuais;
- Reconhecer a importância da auto-avaliação da BE;
- Debater o modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar, quanto à sua estrutura, conceitos
subjacentes e …
- Reflectir entre pares sobre a sua oportunidade e pertinência, assim como as dificuldades previstas
pelo seu confronto com as práticas vigentes, antecipando estratégias e soluções.
- Analisar os possíveis constrangimentos e aspectos facilitadores da implementação do modelo à
realidade de cada escola/agrupamento
- Debater sobre a necessidade de gerir a mudança buscando evidências relatadas em diferentes
estudos acerca do impacto que as bibliotecas escolares têm na escola e quais os factores que se assumem
como críticos ao seu desenvolvimento.
- Planificar uma calendarização prévia, conjunta, de implementação do processo, a ajustar à
realidade respectiva.

Alguns dos formandos não efectuaram rigorosamente a tarefa pedida. A programação de um


workshop não equivale à disponibilização do PP de apoio à exposição de ideias e conceitos mas da
metodologia (activa e construtivista, uma vez que se trata de uma "oficina") de trabalho e reflexão que se
pretende imprimir a determinado grupo de formandos.

Os instrumentos/estratégias criados mais insistentemente assinalados para a realização do


workshop foram:

- Power Point
- Realização de exercícios práticos
- Trabalho de grupo seguido de debate, sobre PP
- Comentário a frases chave sobre a BE
- Aplicação de questionário
- Certificado de participação

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Na realização do seu trabalho, os formandos reflectiram na sua maioria as leituras realizadas,


utilizando citações e esquemas extraídos da bibliografia disponibilizada.
No entanto, a maioria dos comentários aos trabalhos dos colegas espelha alguma confusão entre os
pontos fortes e constrangimentos decorrentes da análise da programação da iniciativa pedida - a realização
de um workshop formativo para a escola - e a própria aplicação do modelo MAABE nos próximos tempos.

Os aspectos mais enunciados, entre outros, foram:


2 Pontos fortes 2 Constrangimentos inerentes
ao sucesso da iniciativa
Uma sólida fundamentação teórica Pressuposto de que os colegas teriam realizado uma
leitura prévia da documentação
Recurso a esquemas e sínteses nas apresentações Ambição desproporcionada em relação à
PP participação dos colegas na definição de medidas
concretas
Partilha e reflexão colectiva Extensão e profundidade dos PP face ao público-alvo
Trabalho direccionado para pequenos grupos Pouca componente prática
Ponto de partida a análise de textos da bibliografia
Apresentação de uma bibliografia ajustada
Sólido conhecimento do modelo da parte do
dinamizador do workshop

Síntese da Análise Crítica ao Modelo de Auto-Avaliação :

A tarefa solicitada consistiu na realização de uma análise crítica ao Modelo de Auto-Avaliação,


considerando os seguintes aspectos:

O Modelo enquanto instrumento pedagógico e de melhoria de melhoria. Conceitos implicados.

Todos os formandos reconheceram o Modelo de Auto-Avaliação como um instrumento pedagógico e


de melhoria. Salientamos o contributo da Carla Crespo que analisa muito bem este tópico:

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(…) o documento em apreço assume-se, de facto, como instrumento pedagógico e de melhoria de
práticas, a que subjaz um conceito de currículo aberto, dinâmico, que se define pela atitude investigativa
do professor no desenvolvimento curricular e que preconiza um estudo de realidade educativa no seu
contexto, mediante uma atitude crítica e decisória do professor.

Quanto aos conceitos implicados eles são:


• valor,
• missão da biblioteca escolar,
• avaliação
• evidence-based practice

Os conceitos mais enumerados pelos formandos foram os de valor, missão e de evidence-based


practice. No entanto, sugerimos que haja um trabalho de aprofundamento em torno destes conceitos para
melhor compreender a filosofia inerente ao Modelo de Auto-Avaliação.

Pertinência da existência de um Modelo de Avaliação para as bibliotecas Escolares

Os formandos reconhecem a pertinência da existência de um modelo de auto-avaliação apesar de


remeterem para alguns constrangimentos sobre os quais recomendamos uma nova leitura à luz das
sugestões enunciadas no ponto seguinte.

Organização estrutural e funcional. Adequação e constrangimentos


Todos os formandos dominam bem a arquitectura do modelo de auto-avaliação.

Quanto aos constrangimentos o colega Fernando Rebelo afirma:


(…) este modelo corre igualmente o risco, mais pelo processo de implementação, que por falhas na
sua concepção, de se transformar em algo que o documento rejeita – uma sobrecarga de trabalho que se
pode esgotar em si mesma o trabalho substantivo que pretende vir a avaliar. Pode assim transformar-se
numa rotina sem reflexos na melhoria dos serviços, como aconteceu anteriormente a excelentes
projectos na área da educação.

Tal como o colega Fernando Rebelo alguns formandos consideraram que o maior constrangimento é
a carga burocrática que a aplicação deste modelo de auto-avaliação pode implicar, assim como a possível
perda de tempo que um instrumento desta natureza pode significar para o trabalho da BE. Contudo,
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desejaríamos que reflectissem estas questões sob uma outra perspectiva: o mérito pedagógico, a
perspectiva da melhoria, a necessidade de definição de standards comuns e, ainda, a uniformização de
práticas.

Integração/ Aplicação à realidade da escola

As escolas têm percursos diferentes, contextos sociais heterogéneos, professores e alunos oriundos
de realidades distintas, ofertas de escolas diversificadas, tipologias que se tem fundido, por isso cada escola
é igual a si própria. É neste contexto que a aplicação do modelo terá de ser flexível. Esta foi uma ideia
reforçada pela maior parte dos formandos.
O envolvimento de todos também foi uma ideia presente nas análises críticas.

Competências do professor bibliotecário e estratégias implicadas na sua aplicação.

A colega Conceição Gregório destaca o papel formativo do professor bibliotecário:


O professor bibliotecário deve ter um papel formativo e didáctico, a sua acção ou as acções que
promove devem contribuir para a melhoria dos resultados escolares dos alunos…

A maioria dos formandos, enfatizaram a liderança como uma competência que o Professor
Bibliotecário. A liderança deve ser um patamar alcançado pelo Professor Bibliotecário para que o sucesso
da biblioteca escolar seja integrado plenamente nos sucessos da escola.

A leitura do texto obrigatório - Eisenberg e Miller (2002) “This Man Wants to Change Your Job”
foi várias vezes referenciada pelos formandos, nomeadamente no que diz respeito às competências do
professor Bibliotecário. Este texto evidência as seguintes competências do Professor Bibliotecário:

a. Ser proactivo;

b. Saber exercer influência junto de professores e do Conselho Executivo;

c. Ser útil, relevante e considerado pelos outros membros da comunidade educativa;

d. Ser observador e investigativo;

e. Ser capaz de ver o todo - “the big picture”;

f. Saber estabelecer prioridades;

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g. Realizar uma abordagem construtiva aos problemas e à realidade;

h. Ser gestor de serviços de aprendizagem no seio da escola;

i. Saber gerir recursos no sentido lato do termo;

j. Ser promotor dos serviços e dos recursos;

k. Ser tutor, professor e um avaliador de recursos, com o objectivo de apoiar e contribuir para as
aprendizagens;

l. Saber gerir e avaliar de acordo com a missão e objectivos da escola.

m. Saber trabalhar com departamentos e colegas.

Estas podem-se agrupar em dois grandes grupos: as Competências Profissionais e as Competências


Pessoais.

As Competências Profissionais integram, entre outras:

• Educação ( Ex: Saber trabalhar com departamentos e colegas; Ser tutor, professor e um
avaliador de recursos, com o objectivo de apoiar e contribuir para as aprendizagens);

• Informação ( Ex- Saber gerir recursos no sentido lato do termo; Ser promotor dos serviços e
dos recursos ….)
• Gestão ( Ex- Saber gerir e avaliar de acordo com a missão e objectivos da escola; Ser gestor de
serviços de aprendizagem no seio da escola;

As Competências Pessoais integram, entre outras:


• Comunicação (Ex - Ser um comunicador efectivo no seio da instituição…);
• Liderança (Ex - Ser proactivo, boas relações interpessoais …).

De um modo geral, as análises críticas deveriam originar um conhecimento mais aprofundado dos
princípios, metodologias, competências e atitudes que fundamentam as práticas necessárias à sua
implementação:

• Procurar a melhoria e a qualidade dos serviços prestados;


• Conseguir ler a realidade da biblioteca escolar globalmente; ver “the big picture”;
• Enfrentar desafios e novas oportunidades, tendo em conta o contexto interno e o ambiente
externo;
• Criar um ambiente de confiança e de respeito mútuo no interior da equipa e na escola;
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• Deter competências de comunicação;
• Trabalhar em equipa no interior da organização e na escola;
• Exercer a função com liderança, mobilizando os outros, trabalhando colaborativamente com o
conselho executivo, com os outros docentes e stakeholders;
• Planificar, priorizar e focalizar a sua acção nos aspectos críticos;
• Ser flexível e saber responder à mudança, entre outras.

A tarefa contemplava ainda a selecção e o comentário crítico ao trabalho de um dos colegas. Aqui a
adesão foi total, embora se verifiquem desníveis entre os contributos dos diferentes formandos.

Realçamos que a segunda parte da actividade é um momento importante de interacção, de


aprofundamento e auto-correcção.

Felicitamos o conjunto da turma pelo bom desempenho e desejamos a todos a continuação de um


bom trabalho!

As formadoras
Júlia e Margarida