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Coberturas do Cráton do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco

A cobertura do Cráton do São Francisco pode ser sintetizada em três compartimentos, que serão estudados em separado:

1. Bacia do São Francisco

2. Aulacógeno do Paramirim

3. Rifte RecôncavoTucano Jatobá

Coberturas do Cráton do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco Rifte Recôncavo-Tucano- Jatobá Aulacógeno do Paramirim Bacia do São
Coberturas do Cráton do São Francisco Rifte Recôncavo-Tucano- Jatobá Aulacógeno do Paramirim Bacia do São

Rifte Recôncavo-Tucano- Jatobá

do Cráton do São Francisco Rifte Recôncavo-Tucano- Jatobá Aulacógeno do Paramirim Bacia do São Francisco

Aulacógeno do Paramirim

Bacia do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco: Bacia

do São Francisco

Ocupa quase todo o setor de orientação NS do cráton.

Área de 500.000Km 2 da bacia hidrográfica homônima (MG, BA, GO).

Limites W, NW e E = Limites do cráton.

Limite S: natureza erosiva.

embasamento/cobertura e com o

Limite

NE: contato

Aulacógeno do Paramirim.

Principais unidades estratigráficas:

Supergrupo Espinhaço (Paleo/Mesoproterozóico)

Supergrupo São Francisco (Neoproterozóico)

Grupo Santa Fé (Permiano/Carbonífero)

Grupos Areado, Mata da Corda e Urucuia (Cretáceo)

Coberturas do Cráton do São Francisco: Bacia do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco:

Bacia do

São

Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco Bacia

do São Francisco:

Estratigrafia

Supergrupo Espinhaço: pequenas áreas no interior da Bacia, onde apenas a parte superior da unidade está exposta (quartzitos eólicos, pelitos e arenitos marinhos).

Supergrupo Espinhaço está totalmente exposto no Aulacógeno do Paramirim e Faixa Araçuaí.

Supergrupo São Francisco: unidade de maior expressão geográfica na bacia, composto pelos grupos Macaúbas e Bambuí.

Grupo Macaúbas: em torno de 900Ma.

Grupo Bambuí: idade ainda controversa. 740 a 600Ma.

Coberturas do Cráton do São Francisco Bacia

do São Francisco:

Estratigrafia

Grupo Santa Fé: pequenas ocorrências na parte central e noroeste da bacia, preenchendo paleovales escavados sobre o Grupo Bambuí.

Grupo Areado: conglomerados, arenitos, pelitos e carbonatos.

Grupo Mata da Corda: intrusivas, vulcânicas e afins, de filiação alcalina (Neocretáceo).

Grupo Urucuia: arenitos.

Coberturas do Cráton do São Francisco ‐ Bacia do São Francisco: Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco Bacia do São

Francisco:

Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco - Bacia do São Francisco:

O Supergrupo Espinhaço na Bacia do São Francisco

Durante o Estateriano houve a “tentativa” de quebra de Atlântica (formada no Evento Transamazônico).

Esta “tentativa” de quebra levou à formação das bacias estaterianas (1,8 a 1,6Ga), dentre as quais encontram se as rochas do Supergrupo Espinhaço. Grupo Rio Pardo: equivalente no limite norte da bacia.

Tratase de um sistema de riftes continentais, uma vez que as “tentativas de quebra” não “vingaram” (não evoluíram para oceanos – até o momento não foram encontrados resquícios de crosta continental).

Esta “tentativa” demarcou linhas de fraqueza na crosta, que propiciaram mais tarde (ex.: Toniano) a abertura de bacias oceânicas neoproterozóicas (dentre as quais a bacia do Grupo Macaúbas). Estas foram posteriormente deformadas durante o Brasiliano, dando origem aos orógenos marginais ao Cráton do São Francisco.

Coberturas do Cráton do São Francisco: Bacia do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco:

Bacia do

São

Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco: o Supergrupo Espinhaço

Coberturas do Cráton do São Francisco: o Supergrupo Espinhaço

Coberturas do Cráton do São Francisco - Bacia do São Francisco:

O Supergrupo Espinhaço na Bacia do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco - Bacia do São Francisco: O Supergrupo Espinhaço na Bacia

Coberturas do Cráton do São Francisco - Bacia do São Francisco:

O Grupo Macaúbas na Bacia do São Francisco

Como dito anteriormente, a “tentativa” de quebra no Estateriano (1,75Ga) demarcou linhas de fraqueza na crosta, que propiciaram mais tarde (ex.: Toniano, 900Ma) a abertura de bacias oceânicas neoproterozóicas (dentre as quais a bacia do Grupo Macaúbas).

O Grupo Macaúbas engloba na base diamictitos, arenitos e pelitos de origem glacio continental (na atual zona cratônica), com transições para glaciomarinhos (nas faixas marginais).

É separado do Grupo Macaúbas por discordância angular.

Em síntese: Grupo Macaúbas representa um evento tafrogênico de expressão regional, que teve início por volta de 930Ma e promoveu a quebra do Paleocontinente Rodínea.

Coberturas do Cráton do São Francisco ‐ Bacia do São Francisco: Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco Bacia do São

Francisco:

Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco: Bacia do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco:

Bacia do

São

Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco - Bacia do São Francisco:

O Grupo Bambuí na Bacia do São Francisco

Grupo Bambuí: sucessão de rochas marinhas carbonáticas e pelíticas, passando a arenitos para o topo e conglomerados para as bordas da bacia.

Registro de generalizada transgressão marinha.

Comportamento flexural de antepaís da bacia, em resposta aos cinturões brasilianos (a começar pela Faixa Brasília).

Idade entre 740Ma e 600Ma para a base da unidade.

Coberturas do Cráton do São Francisco ‐ Bacia do São Francisco: Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco Bacia do São

Francisco:

Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco: Bacia do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco:

Bacia do

São

Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco - Bacia do São Francisco:

O Grupo Santa na Bacia do São Francisco

Preenchimento de paleovales nas unidades de topo do Grupo Bambuí.

Formações Floresta (folhelhos, tilitos e arenitos) e Taboleiro (arenitos com intercalações de pelitos).

Idade permocarbonífera (~300Ma): icnofósseis.

Depósitos glaciais e de base de geleiras, o grupo registra a passagem do Gondwana pela região circumpolar.

Compõem, junto com as unidades cretácicas, a região geográfica denominada Bacia Sanfranciscana.

Coberturas do Cráton do São Francisco ‐ Bacia do São Francisco: Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco Bacia do São

Francisco:

Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco: Bacia do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco:

Bacia do

São

Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco - Bacia do São Francisco:

O Grupos Areado, Mata da Corda e Urucuia na Bacia do São Francisco

Grupo Areado: conglomerados e arenitos na base, pelitos e carbonatos na porção intermediária, arenitos no topo.

Sistemas aluviais passando a lagos e dunas, de idade barremiana eoaptiana (Cretáceo).

Grupo Mata da Corda: intrusivas, vulcânicas e vulcanoclásticas. Evento magmático de filiação alcalina (kamafugitos) de idade neocretácica (85 80Ma).

Grupo Urucuia: arenitos eólicos e aluviais.

Síntese: as rochas cretácicas representam repercussões da fragmentação de Gondwana e geração do Atlântico Sul (Evento Sul Atlantiano), iniciando se com a deposição da base do Grupo Areado (semigrabens). Ocorreu ainda o soerguimento principal do Arco do Alto Paranaíba e o vulcanismo Mata da Corda.

Coberturas do Cráton do São Francisco ‐ Bacia do São Francisco: Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco Bacia do São

Francisco:

Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco: Bacia do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco:

Bacia do

São

Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco Bacia

do São Francisco:

Arcabouço Estrutural

Unidades pré cambrianas foram atingidas pelas frentes orogênicas brasilianas.

Com exceção do limite sul, formaram se cinturões epidérmicos de antepaís ( explicar ).

3 compartimentos estruturais: Oeste (W, borda das faixas Brasília e Rio Preto), Centro (C, rochas do Supergrupo São Francisco indeformadas), e Leste (E, porção externa da Faixa Araçuaí).

Coberturas do Cráton do São Francisco: Bacia do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco:

Bacia do

São

Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco Bacia

do São Francisco:

Arcabouço Estrutural

Cinturões de antepaís em W e E: associação de falhas de empurrão e dobras, envolvendo as unidades pré cambrianas (caráter epidérmico).

Caráter epidérmico (tectônica brasiliana não afetou o embasamento na área cratônica) é comprovado por exposições do descolamento basal no setor E, e por sísmica no setor W.

No setor W não há metamorfismo ou clivagem penetrativa, o que ocorre no setor E (vide perfil, próximo slide).

Coberturas do Cráton do São Francisco: Bacia do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco:

Bacia do

São

Francisco

N A B Modificado de Schöll & Fogaça (1981 )
N
A
B
Modificado de Schöll
& Fogaça (1981 )

2km

TRANSPORTETRANSPORTE DEDE MASSAMASSA DEDE EE PARAPARA WW (FAIXA(FAIXA ARAARAÇÇUAUAÍÍ))

E W Fm. São João da Chapada – Nível C E W 3m
E
W
Fm. São João da Chapada –
Nível C
E
W
3m

Detalhes em Campanha et al. (2007)

Coberturas do Cráton do São Francisco Bacia

do São Francisco:

Arcabouço Estrutural

Há ainda elementos tectônicos formados durante o Evento Sul Atlantiano, no Eocretáceo, embora em menor escala:

Base do Grupo Areado: semigrabens de orientação NS (reativação de estruturas brasilianas no Grupo Bambuí);

Outras estruturas neoproterozóicas, reativadas no Cretáceo: Alto de Sete Lagoas, Alto do Paranaíba (separa as bacias do Paraná e do São Francisco), Alto do São Francisco (separa as bacias do São Francisco e Parnaíba), Baixo de Pirapora e Alto de Januária.

Coberturas do Cráton do São Francisco:

Aulacógeno do Paramirim

Feição morfotectônica do norte do Cráton do São Francisco (Bahia).

Compreende a Serra do Espinhaço Setentrional, vales do Paramirim e do São Francisco e Chapada Diamantina.

Unidades de preenchimento do aulacógeno: supergrupos Espinhaço e São Francisco (fases rifte e de subsidência ocorridas a 1,75 e 1,0Ga).

Inversão tectônica no Neoproterozóico (Brasiliano), da qual pequena porção no setor central foi poupada.

Coberturas do Cráton do São Francisco

Coberturas do Cráton do São Francisco Aulacógeno do Paramirim

Aulacógeno do Paramirim

Coberturas do Cráton do São Francisco – Aulacógeno do Paramirim:

Estratigrafia

Supergrupo Espinhaço: unidade de maior expressão geográfica no aulacógeno. Preenchimento de rifts estaterianos, assimétricos, que permitiram importantes variações faciológicas entre a Chapada Diamantina e a Serra do Espinhaço Setentrional.

Supergrupo São Francisco: Grupo Santo Onofre (turbiditos, correlacionável ao Grupo Macaúbas em Minas) na Serra do Espinhaço Setentrional. Grupo Una na região da Chapada Diamantina.

Grupo Una se divide nas formações Bebedouro e Salitre. A primeira apresenta diamictitos, arenitos e pelitos glácio marinhos. Correlacionável ao Grupo Macaúbas. A segunda apresenta basicamente carbonatos, sendo correlacionada ao Grupo Bambuí.

Coberturas do Cráton do São Francisco – Aulacógeno do Paramirim: Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco – Aulacógeno do Paramirim:

Estratigrafia

Coberturas do Cráton do São Francisco – Aulacógeno do Paramirim:

Arcabouço Estrutural

Conjunto de falhas de empurrão e dobras de orientação preferencial NNW (Brasiliano).

Intensidade da deformação cresce em direção a SW.

No norte, as estruturas são parcialmente obliteradas pelo sistema de falhas de empurrão da Faixa Rio Preto e da Faixa Riacho do Pontal. Estas falhas avançam de forma epidérmica até quase a metade da área do aulacógeno.

Coberturas do Cráton do São Francisco: Rifte

Recôncavo TucanoJatobá

Ramo não evoluído do sistema de rifts que deu origem ao Atlântico Sul.

Largura média de 80km, estendendo se por cerca de 400km na direção NS.

Mais da metade de sua extensão está dentro do cráton.

Associação de semi grabens, compondo as sub bacias do Recôncavo, Tucano e Jatobá.

Falhas de borda não alinhadas, alternam se entre E e W (ver perfis).

Coberturas do Cráton do São Francisco: Rifte

Recôncavo TucanoJatobá

Coberturas do Cráton do São Francisco: Rifte Recôncavo ‐ Tucano ‐ Jatobá Rifte Recôncavo-Tucano- Jatobá
Coberturas do Cráton do São Francisco: Rifte Recôncavo ‐ Tucano ‐ Jatobá Rifte Recôncavo-Tucano- Jatobá

Rifte Recôncavo-Tucano- Jatobá

Coberturas do Cráton do São Francisco: Rifte

Recôncavo TucanoJatobá

Preenchimento sedimentar tem espessura de 11.000m !!!

Megasseqüências pré, sin e pós rifte.

Sucessão pré rifte é constituída por sedimentos lacustres, fluviais e eólicos de idade neojurássica a eo cretácica.

Fase rifte se inicia no Berriasino (135130Ma) e perdura até o Aptiano (114 108Ma). Grande lago alimentado por correntes, deltas e rios.

Cessada a subsidência rifte, o preenchimento da calha prosseguiu com cascalhos e areais fluviais (pós rifte).

Coberturas do Cráton do São Francisco: Rifte Recôncavo ‐ Tucano ‐ Jatobá

Coberturas do Cráton do São Francisco:

Rifte Recôncavo

TucanoJatobá

Síntese da Evolução Tectônica do Cráton do São Francisco

Síntese da Evolução Tectônica do Cráton do São Francisco

1) Estágio I: aglutinação e consolidação de uma grande massa continental arqueana (Evento Rio das Velhas/Jequié) entre 2,9 e 2,7Ga. Núcleos continentais com idades de até 3,4Ga agregamse por meio de colisões diacrânicas.

2) Estágio II: individualização do continente Paramirim. Massa continental antes aglutinada é fragmentada, dando origem à margem passiva Minas (deposição do Supergrupo Minas).

3) Estágio III: edificação do orógeno paleoproterozóico, durante o Evento Transamazônico. Clímax a 2,1Ga. Cinturão Mineiro e setor norte. Continente do Paramirim (Bloco do Gavião) colide com o “continente” do Gabão, com a interveniência de arcos magmáticos (ItabunaSalvador Curaçá) e microcontinentes (Jequié, Serrinha).

Síntese da Evolução Tectônica do Cráton do São Francisco

4) Estágio IV: Tafrogênese Estateriana. Colisões terminam no Orosiriano, podendo ter formado um supercontinente. No Estateriano (1,75Ga), instala se uma rede de rifts onde deposita se o Supergrupo Espinhaço.

5) Estágio V: Tafrogênese Toniana. 950Ma, aproximadamente. Fragmentação de Rodínia, e individualização da placa São Francisco Congo, delineando os traços do futuro Cráton do São Francisco. Deposição do Grupo Macaúbas e correlatos nas bacias geradas.

6) Estágio VI: Orogênese Brasiliana. O continente São Francisco Congo é envolvido numa série de colisões que termina com a formação de Gondwana no fim do Neoproterozóico (~600Ma).

Síntese da Evolução Tectônica do Cráton do São Francisco

6) Estágio VI: Orogênese Brasiliana. O continente São Francisco Congo é envolvido numa série de colisões que termina com a formação de Gondwana no fim do Neoproterozóico (~600Ma). As margens passivas e ativas são convertidas nas faixas que definem o contorno do cráton. O seu interior subside por ação de sobrecargas laterais, que se iniciam com o desenvolvimento da Faixa Brasília. Com isso depositam se os sedimentos do Grupo Bambuí e correlatos, com generalizada transgressão marinha. Pouco mais tarde os próprios sedimentos do Bambuí são colhidos pelas frentes orogênicas brasilianas, formando os cinturões epidérmicos.

7) Evento VII: Evento Sul Atlantiano e os rifts Abaeté e Recôncavo TucanoJatobá quando da abertura do Atlântico Sul (Jurássico Cretáceo).

Síntese da Evolução Tectônica do Cráton do São Francisco
Síntese da Evolução
Tectônica do Cráton do
São Francisco