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Microeconomia

PARTE 1 - INTRODUÇÃO A ECONOMIA

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Microeconomia

CAPÍTULO 1

INTRODUÇÃO À ECONOMIA

1.1 DEFINIÇÃO DE ECONOMIA.

Economia é o estudo da maneira pela qual a sociedade realiza a alocação ótima de recursos
escassos (limitados) frentes aos desejos humanos ilimitados.

1.2 RECURSOS ECONÔMICOS OU FATORES DE PRODUÇÃO.

Recursos Econômicos ou Fatores de Produção


São aqueles itens (insumos) necessários ao processo produtivo, sem os quais não se consegue
produzir nenhum bem ou serviço. Os Fatores de Produção são:
 Mão-de-obra (Trabalho)
 Capital (máquinas, equipamentos, ferramentas, edificações e estoques)
 Recursos naturais ou Terra
 Tecnologia
 Capacidade Empresarial

1. 3 ESCASSEZ : O PROBLEMA ECONÕMICO FUNDAMENTAL.

O problema fundamental da economia é a escassez. Um bem só possui valor


econômico quando é escasso, isto é, limitado.

1. 4 A REMUNERAÇAÕ DOS FATORES DE PRODUÇÃO.

Salários : são a remuneração do fator trabalho.


Juros : são a remuneração do capital financeiro.
Lucros : são a remuneração do capital de risco ou capital de investimento.
Aluguéis : são a remuneração do capital físico.

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1.5 A CLASSIFICAÇÃO DOS BENS

Bem econômico : é um bem escasso, e que portanto possui valor econômico.


Modernamente é entendido como aquele bem sobre o qual se pode definir precisamente os
direitos de propriedade (Ronald Coase).
Bem livre : é um bem que existe em abundância.
Bens finais: São bens prontos, já acabados, que não sofrerão mais nenhuma transformação.
Bens de Consumo : são bens utilizados para satisfazer desejos individuais, tais como:
alimentos, roupas, etc.
Bens de capital ou Bens de produção: são bens utilizados para produzir outros bens e que
não se consomem totalmente no processo de produção. Exemplos; máquinas, ferramentas,
etc.
Bens em transformação ou bens intermediários: são bens que ainda sofrerão alguma
transformação, isto é, são bens que compõem outros bens, tais como: cimento, chapas de
aço, toras de madeira, etc.

1.6 OS AGENTES OU ATORES ECONÔMICOS.

Agentes Econômicos
São aqueles que agem no cenário econômico, isto é, que possuem ações volitivas na economia
e que interferem no ciclo de geração, circulação e distribuição de riqueza. Os agentes (atores)
econômicos são :

 Famílias
 Empresas (Firmas)
 Governo (Setor Público)
 Setor Externo (Resto do Mundo)

1.7 O MERCADO DO PRODUTO E O MERCADO DE FATORES.

Em uma economia com dois setores os agentes econômicos podem interagir em


dois mercados:
 mercado do produto ou mercado de bens e serviços: é o mercado no qual as
firmas vendem ou alugam (ofertam) os bens e serviços para as famílias
 mercado de fatores : é o mercado no qual as firmas compram ou alugam
(demandam) os fatores de produção (recursos econômicos) das famílias

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No mercado de fatores :
 as famílias representam a oferta pois são as famílias que vendem ou alugam
(isto é, ofertam) os recursos econômicos (mão-de-obra, máquinas,
equipamentos, recursos naturais, etc.) para as firmas.
 as firmas representam a demanda pois são elas que compram ou alugam os
fatores de produção (os recursos econômicos) de propriedade das famílias.

No mercado do produto (mercado de bens e serviços) :


 as famílias representam a procura (demanda) pois são as famílias que
compram ou alugam (demandam) os bens e serviços produzidos pelas firma.
 as firmas representam a oferta pois são elas que vendem ou alugam os
produtos (bens e serviços) para as famílias.

1.8 FLUXO REAL X FLUXO MONETÁRIO.

Fluxo Real: É a circulação de recursos (fatores de produção) das famílias para as


empresas e pelo fluxo de bens e serviços das empresas para as famílias (veja figura
1).

Fluxo monetário ou Fluxo nominal: É a circulação da renda (remuneração dos


fatores de produção na forma de salários, aluguéis, juros e lucros) das empresas para
as famílias e dos gastos das famílias para adquirir os bens e serviços produzidos
pelas empresas (veja figura 1).

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FIGURA 1

EXERCÍCIOS

1. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) O ar que respiramos pode vir a ter um preço na Lua,
somente porque

(A) haverá o exercício do direito de propriedade sobre o ar, além do fato de que gastar-se-ão
horas de trabalho para produzi-lo.
(B) haverá um estoque limitado do mesmo, além do fato de que haverá exercício do direito de
propriedade sobre o mesmo.
(C) serão utilizados fatores de produção escassos na sua produção.
(D) o ar é sempre demandado e será produzido por fatores de produção escassos, além do fato
de que alguém exercerá o direito de propriedade sobre o mesmo.
(E) haverá uma procura por ar, além do fato de que haverá a necessidade de produção de
água (a água é um insumo na produção de ar).

GABARITO

1-D

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CAPÍTULO 2

CURVA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO

2.1 DEFINIÇÃO

A Curva de Possibilidade de Produção mostra as combinações de bens que são


fisicamente possíveis de serem produzidos utilizando plenamente os recursos
econômicos e dada (fixada) uma tecnologia.
Cada ponto sobre a CPP representa uma possibilidade de produção, isto é,
uma combinação de bens que são fisicamente possíveis de serem produzidos
utilizando-se plenamente os recursos econômicos.

2.2 A CPP COMO UMA FRONTEIRA DE PRODUÇÃO

A CPP é uma fronteira de produção, isto é, mostra o limite máximo da produção (o


máximo que se pode produzir), caso se utilize plenamente os recursos econômicos.
A CPP também é interpretada como uma fronteira de produção no sentido de separar
o que pode do que não se pode produzir, de modo que (veja figura 2):
 Pontos situados sobre a CPP: são possíveis de serem produzidos e representam
a plena utilização dos recursos econômicos e portanto mostram o máximo que se
pode produzir.
 Pontos situados aquém (abaixo) da CPP: são possíveis de serem produzidos,
porém representam a não utilização plena dos recursos, logo caracterizam
desperdício e ociosidade dos recursos.
 Pontos situados além (acima) a CPP: são impossíveis de serem produzidos.

FIGURA 2
A, B: Pontos possíveis de serem produzidos e representam a plena utilização dos recursos.

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C: Ponto possível de ser produzido mas representa a não utilização plena dos recursos
econômicos (representa ociosidade ou desperdício)
D: É um ponto (combinação de bens) que é impossível de ser produzido com os recursos
disponíveis

2.3 A CPP E O PROBLEMA FUNDAMENTAL DA ECONOMIA

A CPP reflete, mostra, o problema da escassez dos recursos econômicos.


Para se produzir mais de um bem e portanto utilizar mais recursos na produção
desse bem deve-se produzir menos do outro bem, pois como os recursos são
limitados restam menos recursos para serem aplicados na produção deste
último.

2.4 CUSTO DE OPORTUNIDADE (CUSTO SOCIAL, CUSTO ALTERNATIVO OU CUSTO


DE TRANSFORMAÇÃO)

O custo de oportunidade é tudo aquilo que deve ser sacrificado ao se fazer


determinada escolha.
 O custo de oportunidade de um bem mostra quantas unidades de um outro bem
devem ser sacrificadas para se produzir uma unidade a mais desse bem. Pôr
exemplo: o custo de oportunidade da soja é igual à quantidade de algodão que
deve ser sacrificada para se produzir uma unidade a mais de soja. O custo de
oportunidade de um bem é sempre medido em quantidades sacrificadas de um
outro bem.
 O custo de oportunidade é a inclinação da CPP. O custo de oportunidade em um
ponto da CPP é a inclinação da reta tangente à CPP nesse ponto (veja figura
3).
 A inclinação da reta tangente à CPP em um ponto é o custo de oportunidade do
bem que é plotado no eixo horizontal.
 A CPP é decrescente devido a existência de custos de oportunidade.
 A CPP pode ser uma linha reta desde que os custos de oportunidade sejam
constantes, isto é, se os custos de oportunidade forem constantes então a CPP será
uma reta.

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tg = Custo de oportunidade do algodão no ponto A.


FIGURA 3

2.5 LEI DOS RENDIMENTOS FÍSICOS MARGINAIS DECRESCENTES

Lei dos rendimentos decrescentes


A medida que se utiliza muita quantidade de um insumo sua produtividade
marginal (os acréscimos marginais, devidos a utilização de uma unidade à
mais do insumo) diminui. Pôr exemplo: A medida que se utiliza uma
unidade à mais do trabalho os acréscimos na produção são cada vez
menores.

2.6 CUSTOS DE OPORTINIDADE CRESCENTES

Como os rendimentos físicos marginais são decrescentes então os custos de


oportunidade são crescentes. A medida que produz cada vez mais de um bem,
devemos utilizar cada vez mais insumos na produção desse bem e pela lei dos
rendimentos decrescentes os acréscimos na produção serão cada vez menores,
logo o custo de se produzir cada vez mais de um bem é cada vez maior (as
quantidades sacrificadas do outro bem serão cada vem maiores), ou seja os custos
de oportunidade são crescentes.

2.7 CONCAVIDADE DA CPP


A CPP é côncava em relação à origem porque os custos de oportunidade são
crescentes.

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2.8 DESLOCAMENTO DA CPP

A CPP se desloca para fora (se afasta da origem) quando:


i. aumenta a disponibilidade dos recursos
ii. melhora a tecnologia
Um aumento da disponibilidade dos recursos disponíveis da economia ou melhoria
da tecnologia aumentam a capacidade produtiva da economia e consequentemente
deslocam a CPP para fora, pois essa mostra o limita máximo da produção e se a
capacidade de produzir aumenta então esse limite se expande (veja figura 4). É
importante notar que apenas esses aumentos e/ou melhorias dos recursos deslocam
a CPP para fora.

FIGURA 4
O aumento da disponibilidade dos recursos ou uma melhora da tecnologia desloca a CPP
para fora. O ponto B que antes da expansão era impossível de ser produzido tornou-se viável
após uma melhoria qualitativa e/ou quantitativa nos recursos econômicos.

EXERCÍCIOS

1. (AFTN 89/ESAF) Em relação à curva de possibilidades de produção abaixo, uma das


afirmações é FALSA. Identifique-a:

Bem
Y
Y1

Bem
0 X1
X

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(a) a curva de possibilidades de produção só se desloca a longo prazo, em função do aumento do


número de ofertantes
(b) cada combinação de X e Y significa uma possibilidade de utilização ótima dos fatores
produtivos
(c) a produtividade física marginal de cada recurso produtivo decresce com a maior utilização de
cada um deles
(d) as combinações de X e Y que formam a curva são tais, que esgotam a utilização de recursos
produtivos da economia
(e) os fatores de produção são escassos.
2. (AFTN 91/ESAF) Assinale a informação falsa:
(a) Um modelo simplificado da economia classifica as unidades econômicas em "famílias" e
"empresas", que integram em dois tipos de mercados: mercados de bens de consumo e
serviços e mercados de fatores de produção.
(b) Os serviços dos fatores de produção fluem das famílias para as empresas, enquanto o fluxo
contrário, de moeda, destina-se ao pagamento de salários, aluguéis, dividendos e juros.
(c) Os mercados desempenham cinco funções principais: (i) estabelecem valores ou preços; (ii)
organizam a produção; (iii) distribuem a produção; (iv) racionam os bens, limitando o
consumo à produção e (v) prognosticam o futuro, indicando como manter e expandir a
capacidade produtiva.
(d) A curva de possibilidades de produção dos bens X e Y mostra a quantidade mínima de X que
deve ser produzida, para um dado nível de produção de Y, utilizando-se plenamente os
recursos existentes.
(e) A inclinação da curva de possibilidades de produção dos bens X e Y mostra quantas unidades
do bem X podem ser produzidas a mais, mediante uma redução na produção do bem Y.
3. (AFTN 94/ESAF) Uma curva de possibilidades de produção, desloca-se:
(a) para a direita quando, tudo o mais constante, aumentam os gastos do governo
(b) para a direita quando, tudo o mais constante, aumenta a receita tributária do governo
(c) para a esquerda quando, tudo o mais constante, aumenta a receita tributária do governo
(d) para a direita, quando, tudo o mais constante, aumenta a disponibilidade de recursos
produtivos escassos
(e) em sentido oposto ao da variação da demanda agregada efetiva
4. (BACEN 98/VUNESP) Considere a seguinte curva de "possibilidades de produção" para uma
determinada economia "fictícia":

A C

B
D

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Onde Y e X são os únicos bens produzidos na economia. Com base nesta curva, pode-se afirmar
que:
(a) a economia só poderá atingir o ponto "C" se houver um aumento na disponibilidade de seus
recursos produtivos e/ou através de inovações tecnológicas;
(b) os pontos "A", "B" e "D" representam condições em que todos os recursos produtivos
disponíveis estão sendo utilizados;
(c) a partir do ponto "D", só é possível atingir os pontos "A" e "B" se houver um aumento na
disponibilidade de recursos produtivos na economia;
(d) somente o ponto "A" representa o pleno emprego dos fatores produtivos, pois destaca-se por
ser o ponto mais alto da curva;
(e) no curto prazo, os pontos "A" e "B" representam maiores potenciais de crescimento
econômico (elevação do produto interno bruto) em relação ao ponto "D".

5. (MPU 96) O problema econômico de decidir que bens devem ser produzidos:
a) pode ser visto como sendo a escolha de um ponto sobre a curva de possibilidades de
produção;
b) ocorre somente quando o estoque do fator trabalho é pequeno em relação ao estoque dos
demais fatores produtivos;
c) perde o significado quando os insumos são completamente especializados;
d) depende basicamente da tecnologia usada e, portanto, não está relacionado à questão da
escassez;
e) é irrelevante em sociedades altamente desenvolvidas, caracterizadas por níveis elevados de
produtividade dos insumos.

6. (AO 97CARLOS CHAGAS) Quando uma economia não está trabalhando na sua curva de
possibilidades de produção
(A) há perfeita flexibilidade dos preços.
(B) o progresso tecnológico é neutro.
(C) o custo de oportunidade de aumentar a produção é nulo.
(D) a oferta de fatores de produção é inelástica.
(E) deve fechar-se ao comércio exterior.

7. (GESTOR 2001/ESAF) Indique a opção que apresenta o custo que representa o grau de
sacrifício que se faz ao se optar pela produção de um bem, em termos da produção alternativa
sacrificada.
a) custo externo
b) custo contábil
c) custo histórico
d) custo de oportunidade

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e) custo marginal

GABARITO

1. A 3. D 5. A 7. D
2. D 4. A 6. C

CAPÍTULO 3

DEMANDA (PROCURA)

3.1 LEI DA DEMANDA (LEI DA PROCURA).

Lei da Demanda (Lei da Procura) : Preços e quantidades demandadas são


inversamente proporcionais, ceteris paribus. Isto é: se o preço aumenta a quantidade
demandada diminui e vice- versa, se o preço diminuir então a quantidade demandada
aumentará.
A demanda (a procura) reflete o comportamento, as intenções, dos consumidores. O
preço e a quantidade demandada são inversamente proporcionais porque se o preço estiver
alto (caro) o consumidor desejará comprar pouco, porém se o preço estiver baixo (barato)
o consumidor desejará comprar muito. A única exceção legítima à lei da demanda é um
bem chamado bem de Giffen..
OBS: Ceteris Paribus significa: tudo mais constante.

3.2 CURVA DE DEMANDA.

A curva de demanda é decrescente (possui inclinação negativa) porque o preço ( P ) e


a quantidade demandada (Qd ) são inversamente proporcionais (veja figura 5).

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FIGURA 5
Ao preço de 1 u.m (unidade monetária) o consumidor deseja consumir 5 laranjas. Se o preço
aumentar para 3 u.m então o consumidor deseja consumir apenas 2 laranjas, ou seja, o preço
e a quantidade demandada são grandezas inversamente proporcionais.

3.3 FATORES QUE INFLUENCIAM A QUANTIDADE DEMANDADA DE


UM BEM.

A quantidade demandada de um bem é influenciada, além do seu próprio preço,


pêlos seguintes fatores extra preço do bem:
 Renda Nominal
 Gostos e preferências
 Propaganda
 Preço dos bens relacionados ( preço dos bens substitutos e complementares)
 Expectativas
 Número de consumidores (compradores)

3.4 DIFERENÇA ENTRE DEMANDA E QUANTIDADE DEMANDADA.

A quantidade demandada (Qd ) representa uma simples variável, pôr exemplo: 1, 2


ou 3 quantidades de laranjas demandadas (procuradas) pelo consumidor. A demanda
(D) representa a relação , geralmente inversa, que existe entre o preço de um bem e
a quantidade demandada deste bem. A quantidade demandada é colocada no eixo
horizontal, enquanto que a demanda é a própria curva de demanda. A Demanda,
isto é, a relação inversa entre preço e quantidade demandada pode ser mostrada
através de um gráfico (a curva de demanda), uma tabela (relacionando o preço com
quantidade demandada) ou uma equação matemática envolvendo o preço (P) e a
quantidade demandada (Qd ).

3.5 DIFERENÇA ENTRE DESLOCAMENTO “NA” CURVA DE DEMANDA E


DESLOCAMENTO “DA” CURVA DE DEMANDA.

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Lembre-se que demanda é própria curva de demanda. Portanto um deslocamento na


demanda significa um deslocamento sobre a curva (ao longo da curva, em cima da
curva, na curva)de demanda (que permanece fixa), enquanto que um deslocamento da
demanda significa um deslocamento da curva como um todo, isto é, quando a própria
curva desloca-se para a direita ou para a esquerda.

Deslocamento na curva de demanda

Quando as variações de quantidade demandada são causadas exclusivamente pôr


variações de preço diremos que houve um deslocamento na demanda. Se
quantidade demandada aumentou é porque o preço necessariamente diminuiu e se a
quantidade demandada diminuiu é porque o preço aumentou (veja figura 6). Quando
ocorre um deslocamento na curva de demanda é errado dizer que a demanda
aumentou ou diminuiu, só é correto afirmar que a quantidade demandada
aumentou ou então que diminuiu.

FIGURA 6
A variação na quantidade demandada de laranja foi causada pela variação
no preço da laranja, isto é, a quantidade demandada caiu de 6 para 1 unidade porque o
preço da laranja aumentou de 1 para 4, houve portanto um deslocamento na curva (ao
longo da curva, sobre a curva) de demanda (do ponto A para o ponto B).

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Resumo: Quando as variações de quantidade demandada são causadas pôr


variações no preço ocorre um deslocamento
Deslocamento da curva denademanda
curva de demanda. Quando as
variações de quantidade são causadas pôr fatores extra preço do bem ( variações
na renda,Quando
no gosto,
as no preço dos
variações de bens substitutos
quantidade e complementares,
demandada são causadas napôr
expectativa
fatores extra
oupreço
no número
do bemde compradores)
diremos que houveocorre
um um deslocamento
deslocamento da curva isto
da demanda, de demanda
é, a demanda
(para a direita
desloca-se para ou para ou
a direita a esquerda). Portanto
para a esquerda variaçõesdenoquantidade
se as variações preço dedemandada
um bem são
causam
causadasumpôrdeslocamento
outros fatores naquecurva deodemanda
não seja preço do bem,, enquanto
tais comoque variações
variações nos no
na renda,
fatores extra
gosto, no preçopreço ( tais
dos bens como, variações
relacionados (substitutosnae complementares),
renda, gosto, preço dos bensou no
na expectativa
relacionados, expectativa e Aumentar
número de consumidores. número deaconsumidores)
demanda é umcausam jargãoum quedeslocamento da a
significa deslocar
curva
curvadededemanda.
demandaAumentar a demanda
para a direita é diferente
(veja figura de aumentar
7), deslocamento a quantidade
este causado pôr um
demandada e diminuir a demanda é diferente de diminuir a quantidade
fator extra preço tais como variações na renda, no gosto, etc., de modo análogo, diminuir
demandada.
a demanda significa deslocar a demanda para a esquerda. Quando ocorre um
deslocamento da curva de demanda para a direita, além de dizer que a quantidade
demandada aumentou, também é lícito dizer que a demanda aumentou. Quando
ocorre um deslocamento da demanda para a esquerda, além de dizer que a quantidade
demandada diminuiu, também é correto dizer que a demanda diminuiu.

FIGURA 7

Inicialmente ao preço de R$ 100,00 o consumidor deseja consumir 2 unidades de caviar por


mês, porem, com o aumento de sua renda o consumidor deseja consumir, ao mesmo preço
de R$ 100,00, 30 unidades de caviar, ou seja a demanda se deslocou da posição D para a
posição D’.

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3.6 DETERMINANTES DA DEMANDA DE UM BEM: EFEITO RENDA, EFEITO


SUBSTITUIÇÃO E EFEITO PREÇO TOTAL.

EFEITO RENDA

Efeito renda: quando as variações de quantidade demandada de um bem são causadas


exclusivamente pôr variações da renda dos consumidores deste bem. O efeito renda
pode ser positivo ou negativo.
Efeito renda positivo: Renda e quantidade demandada são diretamente proporcionais,
isto é, uma variação na renda causa uma variação na quantidade demandada na mesma
direção (um aumento da renda dos consumidores causa um aumento da quantidade
demandada e vice-versa, uma diminuição na renda causa uma diminuição da
quantidade demandada). Ocorre no caso dos bens normais ou superiores.
Efeito renda negativo: Renda e quantidade demandada são inversamente proporcionais.
Quando o efeito renda é negativo as variações na renda causam variações na
quantidade demandada em direção oposta ( um aumento da renda dos consumidores
causa uma diminuição da quantidade demandada e vice-versa, uma diminuição na
renda dos consumidores causa um aumento da quantidade demandada). Ocorre no caso
dos bens inferiores ( incluindo o bem de Giffen)

EFEITO SUBSTITUIÇÃO

Efeito substituição: quando as variações na quantidade demandada de um bem são


causadas exclusivamente pôr variações no preço do bem, já compensando o
consumidor pela perda de renda real. O efeito substituição é sempre negativo, isto é,
qualquer que seja o bem (normal ou superior, inferior ou de Giffen) o efeito
substituição é negativo pois implica numa relação inversa entre preço e quantidade
demandada. Ocorre em todos os tipos de bens.
OBS – Demanda compensada: é aquela na qual só existe efeito substituição, não
possui efeito renda, portanto toda demanda compensada é decrescente.

EFEITO PREÇO TOTAL

Efeito preço total: é a soma do efeito renda com o efeito substituição, isto é, uma
variação da quantidade demandada causada pôr uma variação no preço pode ser
decomposto no efeito renda e no efeito substituição.

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Efeito Demanda
Efeito
Substituição
Renda (ER)
(ES)

BEM normal ou superior negativo positivo decrescente

BEM inferior; ES>ER negativo negativo decrescente

BEM DE GIFFEN: ES<ER negativo negativo crescente

FIGURA 8

3.7 DEMANDA DE UM BEM: NORMAL OU SUPERIOR, INFERIOR E DE


GIFFEN.

Bem normal ou superior: A renda e a quantidade demandada são diretamente


proporcionais. Quando um bem é normal (feijão, arroz, etc) ou superior ( caviar,
BMW) uma aumento da renda dos consumidores causa um aumento da quantidade
demandada do bem, deslocando a curva de demanda deste bem para a direita e para
cima, e vice-versa, uma diminuição na renda causa uma diminuição na quantidade
demandada , deslocando a curva de demanda para a esquerda e para baixo. Nos bens
normais ou superiores o efeito renda é positivo. A curva de demanda de um bem
normal ou superior é decrescente porque o efeito renda positivo reforça o efeito
substituição negativo.
OBS: Note que o efeito renda não distingue o bem normal de um bem superior.
É a elasticidade renda que cria um critério de distinção entre o bem normal e
o bem superior.

Bem inferior: A renda e a quantidade demandada são inversamente


proporcionais. Um bem inferior é um bem “vagabundo”, de má qualidade (carne de
2ª, sebo, etc.). Quanto menor a renda do consumidor mais ele irá demandar bens
inferiores. Quando um bem é inferior um aumento da renda do dos consumidores
causa uma diminuição da quantidade demandada, deslocando a curva de demanda
deste bem para a esquerda e para baixo e vice-versa, quando a renda dos consumidores
diminui, a quantidade demandada do bem inferior aumenta deslocando a curva de
demanda para a direita e para cima. Nos bens inferiores o efeito renda é negativo. A
curva de demanda de um bem inferior é decrescente porque o efeito substituição
negativo (que tende a tornar a demanda decrescente) é em módulo, em
magnitude, maior que o efeito renda negativo (que tende a tornar a demanda
crescente).

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Bem de Giffen: é a única exceção legítima à lei da demanda. A curva de


demanda de demanda de um bem de Giffen é crescente, isto é, uma diminuição no
preço causa uma diminuição das quantidade demandada. Exemplos históricos: (i)
batata na Irlanda no século 19, (ii) consumo de pão pela classes proletárias de
Londres no século 19. A curva de demanda de um bem de Giffen é crescente
porque o efeito renda negativo é maior (em módulo, em magnitude) que o
efeito substituição.
OBS: Um bem de Giffen é um bem:
(i)excessivamente inferior;
(ii) de cujo consumo o consumidor está saturado;
(iii) e que possui uma participação relativa elevada no orçamento do
consumidor.
portanto todo bem de Giffen é um bem inferior mas nem todo bem inferior é
um bem de Giffen.

OBSERVAÇÃO
Existem outras exceções à lei da demanda, porém, não são consideradas
exceções legítimas, tais como:
( i ) Bem de Veblen ou bem de ostentação,
( ii ) Bens para especulação.

3.8 BENS SUSTITUTOS E COMPLEMENTARES NA DEMANDA.

Bens substitutos (bens sucedâneos ou concorrentes) na demanda

Bens substitutos na demanda são bens concorrentes no consumo (coca- cola e pepsi-
cola, skol e antártica, café e chá, carne bovina e peixe, manteiga e margarina, fósforo e
isqueiro, feijão e soja), isto é, disputam a primazia de serem consumidos, caso o
consumidor consumir muito de um bem irá consumir pouco (menos) do outro ( do seu
substituto),em outra palavras, o consumidor ora substitui o consumo de um bem pelo do
outro. O preço de um bem e a quantidade demandada do seu substituto são
diretamente proporcionais, isto é, se o preço da coca- cola aumentar então a
quantidade demandada de pepsi- cola também aumentará, pois os consumidores
deixarão de comprar coca- cola (já que ela está mais cara). Se o preço de um bem
aumenta, então a quantidade demandada do seu substituto também aumenta, deslocando
a curva de demanda deste (do substituto) para a direita e para cima e vice-versa (veja
figura 9), se o preço de um bem diminui, a quantidade demandada do substituto
diminui, deslocando a demanda do substituto para a esquerda e para baixo.

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FIGURA 9

Inicialmente ao preço de R$ 1,5 o consumidor deseja consumir 1 coca-cola, porém com o


aumento do preço da pepsi-cola, o consumidor irá substituir o consumo de pepsi-cola por
coca-cola e portanto, ao mesmo preço de R$ 1,5 seu desejo agora é de consumir 3 unidades
de coca-cola, isto é, o aumento do preço da pepsi-cola deslocou a demanda de coca-cola
para a direita (da posição D para a posição D’).

Bens complementares na demanda

Bens complementares na demanda são bens consumidos conjuntamente (terno e


gravata, sapato e meia, cigarro e fósforo, automóvel e gasolina, pizza e guaraná, feijão e
arroz), isto é, quando o consumidor consome de um bem quase que automaticamente
consome também do outro bem. O preço de um bem e a quantidade demandada do
seu complementar são inversamente proporcionais, pois se o preço do sapato diminui
então a quantidade de meias aumenta (já que o consumidor comprará mais sapatos). Se o
preço de um bem aumenta, então a quantidade do seu complementar diminui, deslocando
a curva de demanda deste (do complementar) para a esquerda (veja figura 10) e para
baixo e vice- versa, se o preço de um bem diminui, a quantidade demandada do
complementar aumenta, deslocando a demanda do complementar para a direita e para
cima.

FIGURA10:

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FIGURA 10

Inicialmente (sobre a demanda D) o consumidor deseja comprar 3 gravatas ao preço de R$


20,0, porém se o preço do terno aumenta, o consumidor irá comprar menos ternos e portanto
também irá comprar menos gravatas, isto é, o aumento do preço do terno desloca a curva de
demanda da gravata para a esquerda.

RESUMO

 Se o preço de um bem varia então haverá um deslocamento sobre a curva de demanda.


 Se a renda dos consumidores de um bem normal ou superior aumentar (diminuir) então a
demanda desse bem se deslocará para a direita e para cima ( para a esquerda e para baixo).
 Se a renda dos consumidores de um bem inferior aumentar (diminuir) então a demanda
desse bem se deslocará para a esquerda e para baixo ( para a direita e para cima).
 Se o preço de um bem aumentar (diminuir) então a demanda do substituto se deslocará para
a direita e para cima ( esquerda e para baixo).
 Se o peço de um bem aumentar (diminuir) então a demanda do complementar se deslocará
para a esquerda e para baixo (cima e para a direita).
 Uma expectativa favorável (desfavorável) desloca a demanda de um bem para a direita e
para cima (esquerda e para baixo).
 Se o número de consumidores aumenta (diminui) então a demanda se deslocará para a
direita e para cima ( esquerda e para baixo).
 A cláusula de ceteris paribus , representa uma análise de equilíbrio parcial, isto é, que
algumas variáveis não estão sendo levadas em consideração.

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Deslocamento da demanda para a direita e para cima

A demanda aumenta (desloca-se para a direita) quando :


 aumenta a renda dos consumidores de um bem normal ou superior,
 diminui a renda dos consumidores de um bem inferior,
 aumenta os gostos dos consumidores pelo bem,
 aumenta o preço de um bem substituto na demanda,
 diminui o preço de um bem complementar na demanda,
 aumenta as expectativas favoráveis,
 aumenta o número de consumidores do bem.

EXERCÍCIOS

1. (AFTN 85/ESAF) A demanda de um bem normal X é expressa pela equação x = a - bp, onde x
é a quantidade demandada do bem X, p é o preço do bem e a e b são parâmetros. Aumentando a
renda dos consumidores:
(a) a e b aumentam de valor
(b) a e b diminuem de valor
(c) a mantém-se constante e b aumenta de valor
(d) a aumenta de valor e b mantém-se constante
(e) a e b mantêm-se constantes

2. (AFTN 85/ESAF) Dado o gráfico abaixo, da demanda do bem x. Podemos afirmar que, tudo o
mais mantido constante,

Preço

D
x Quantidade de
demanda
(a) quando aumenta a renda do consumidor, a curva de demanda do bem x desloca-se para a
direita, se este bem for inferior
(b) quando aumenta o preço de um bem complementar ao bem x, a curva de demanda do bem x
desloca-se para a esquerda
(c) quando aumenta o preço de um bem substituto do bem x, a curva de demanda do bem x
desloca-se para a esquerda
(d) quando aumenta o preço do bem x, a curva de demanda de x desloca-se para a direita
(e) quando aumenta o preço do bem x, a curva de demanda de x desloca-se para a esquerda.

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Microeconomia

3. (AFTN85/ESAF) O efeito substituição para qualquer tipo de bem é:


(a) negativo
(b) positivo
(c) nulo
(d) positivo e maior que o efeito renda
(e) negativo e menor que o efeito renda

4. (BACEN 98VUNESP) Considerando-se a relação entre demanda por um bem e a renda do


consumidor, pode-se afirmar que:
(a) a relação entre renda e a demanda pelo bem é sempre positiva;
(b) uma elevação da renda necessariamente eleva a demanda pelo bem;
(c) uma elevação da renda não necessariamente eleva a demanda pelo bem;
(d) não existe a possibilidade da demanda pelo bem cair quando a renda aumenta;
(e) elevações na renda causam necessariamente elevação na demanda pelo bem na mesma
proporção.

5. (AO 97/CARLOS CHAGAS) A condição necessária e suficiente para um bem ter uma curva
de demanda positivamente inclinada é a de ser:
(A) um bem inferior e o efeito renda exceder o efeito substituição oposto.
(B) um bem inferior.
(C) um bem normal.
(D) o efeito renda exceder o efeito substituição.
(E) o efeito substituição exceder o efeito renda.

6. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Supondo uma função da demanda marshalliana, um


aumento da demanda por gasolina pode ser causado por:
(A) queda ou aumento no preço da gasolina, mantidos os demais parâmetros constantes.
(B) queda no preço do álcool combustível.
(C) aumento da renda disponível dos consumidores.
(D) aumento do preço dos carros movidos por gasolina.
(E) avanço tecnológico que reduza, ou ao menos mantenha estável, o preço da gasolina.

7. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Com relação a um bem de Giffen, pode-se afirmar que
a

(A) oferta será negativamente inclinada, supondo o preço do bem representado no eixo
vertical do plano cartesiano.
(B) oferta será positivamente inclinada, supondo o preço do bem representado no eixo
vertical do plano cartesiano.
(C) demanda será vertical, pois o consumidor não aumentará (ou diminuirá) o consumo do
bem em função de mudanças no preço do mesmo.
(D) demanda será horizontal e congruente com o eixo horizontal do plano cartesiano.
(E) demanda será positivamente inclinada.

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Microeconomia

8. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Com relação aos bens inferiores, normais e de Giffen,
pode-se afirmar que

(A) para todos os bens de Giffen, o efeito substituição é maior que o efeito renda.
(B) a diferença entre um bem normal e um bem inferior está no fato de que, para o segundo,
quando há uma queda no preço do mesmo, o efeito renda possui sentido oposto, se comparado
com um bem normal e a diferença, por outro lado, entre um bem de Giffen e um bem inferior
reside no fato de que o efeito substituição, em sentido oposto ao efeito renda, é maior no caso
dos bens de Giffen.
(C) para todos os bens inferiores, o efeito substituição possui o mesmo sinal, o mesmo
sentido, que o efeito renda.
(D) para todos os bens normais, uma queda no preço do bem implica um efeito substituição e
um efeito renda em sentidos opostos.
(E) para todos os bens de Giffen, o efeito renda é maior que o efeito substituição.

9. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Uma diminuição no preço de um bem, se tudo o mais


permanecer constante, implicará

(A) em uma diminuição da quantidade demandada deste bem.


(B) em um aumento da quantidade demandada deste bem.
(C) em um deslocamento para a direita da curva de demanda deste bem.
(D) em um deslocamento para a esquerda da curva de demanda deste bem.
(E) em um deslocamento da curva de demanda e em uma diminuição da quantidade
demandada deste bem.

10. (GESTOR 2000/ CARLOS CHAGAS) Quando o preço de um bem substituto do bem X cai,
tem-se que

(A) a quantidade demandada do bem X permanece inalterada.


(B) as quantidades demandadas do bem substituto e do bem X aumentam.
(C) a quantidade demandada do bem X aumenta.
(D) a quantidade demandada do bem X também cai.
(E) as quantidades demandadas do bem substituto e do bem X permanecem constantes.

11. (GESTOR 2001) Entre as afirmações abaixo, indique aquelas que são Falsas (F) e as que
são Verdadeiras (V).
( ) Bem público refere-se ao conjunto de
bens gerais fornecidos pelo setor
público: educação, justiça, segurança etc.
São bens de consumo coletivo, que se
caracterizam pela impossibilidade de
excluir determinados indivíduos de seu
consumo, uma vez delimitado o volume
disponibilizado para a coletividade.

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Microeconomia

( ) Bem inferior é um tipo de bem em que


a quantidade demandada varia
diretamente com o nível de renda do
consumidor, coeteris paribus.
( ) Bem normal é um tipo de bem em que a
quantidade demandada varia
inversamente com o nível de renda do
consunidor, coeteris paribus.
( ) Bens complementares são bens tais
que a elevação no preço de um dos bens
causa um movimento para a esquerda na
curva de demanda do outro bem.

a) V, V, V, V
b) V, V, V, F
c) V, V, F, F
d) V, F, F, V
e) F, F, V, V

12. (Gestor 97/Carlos Chagas) Quando a renda de um indivíduo cai, tudo o mais permanecendo
constante, a sua demanda por um bem inferior.
(a) aumenta.
(b) cai numa proporção igual a queda de sua renda.
(c) cai numa proporção maior do que a queda de sua renda.
(d) cai numa proporção menor do que a queda de sua renda.
(e) permanece inalterada.

13. (AFC 97) De acordo com a teoria do consumidor, o efeito total do


decréscimo no preço de um bem qualquer é dividido entre:
(A) Efeito Substituição, devido à alteração nos preços relativos, que pode ser
positivo ou negativo, e Efeito Renda, devido à alteração no poder de
compra, que pode ser positivo ou negativo.
(B) Efeito Substituição, devido à alteração no poder de compra, que pode ser
negativo ou positivo, e Efeito Renda, devido à alteração nos preços
relativos, que só pode ser positivo.
(C) Efeito Substituição, devido à alteração nos preços relativos, que pode ser
negativo ou positivo, e Efeito Renda, devido à alteração no poder de
compra, que só pode ser positivo.
(D) Efeito Substituição, devido à alteração no poder de compra, que só pode
ser positivo, e Efeito Renda, devido à alteração nos preços relativos, que
só pode ser negativo.

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Microeconomia

(E) Efeito Substituição, devido à alteração nos preços relativos, que só pode
ser negativo, e Efeito Renda, devido à alteração no poder de compra,
que pode ser positivo ou negativo.

14. (AFCE-TCU/95) Julgue os itens seguintes (certo-C e errado-E).

a) Diz a lei da demanda que há relação inversa entre o preço e a quantidade demandada de um
bem normal.Ora, um vendedor de cachorros-quentes afirma ter observado serem as elevações de
preço de seu produto acompanhadas de aumentos da quantidade vendida.Descartando-se, por
improvável, um equívoco do vendedor, conclui-se que ou a lei da demanda não se aplica a
cachorros- quentes, ou este produto não é um bem normal.

b) curva de oferta do bem X elevar-se á em qualquer uma das circunstâncias seguintes: os


salários dos trabalhadores sobem; a depreciação do capital reduz a produtividade do trabalho; e o
preço de X aumenta.

c) Para qualquer bem, são deslocadores da curva de demanda: a renda dos consumidores, os
preços dos bens complementares, os preços dos bens substitutos, os gostos (preferenciais) dos
consumidores e o número de consumidores.

d) Se um bem é inferior, um aumento da renda dos consumidores leva a uma redução da


demanda do bem.

15. (AFC-TCU/96) A análise da oferta e demanda, que estuda as interações entre vendedores e
compradores em uma economia de mercado, constitui o cerne do estudo dos fenômenos
econômicos.A respeito desse assunto, julgue os itens a seguir.(certo-C e errado E).

a) A queda substancial do preço dos computadores, concomitantemente ao aumento da


produção desses bens, é perfeitamente compatível com a existência, nesse mercado, de uma
curva de oferta, de curto prazo, positivamente inclinada.

b) O efeito substituição afirma que as pessoas compram mais quando o preço diminui,
porque o poder de compra aumenta.

c) A abertura do mercado automobilístico aos produtores estrangeiros desloca a curva de


oferta de carros para a direita.

d) Como bicicletas ergométricas e máquinas simuladoras de escada (step)são bens


substitutos, um aumento no preço das bicicletas elevará o preço das máquinas simuladoras de
escada.

16. (AFCF/97) D e acordo com a teoria do consumidor, o efeito do decréscimo no preço de um


bem qualquer é dividido entre:

a) efeito-substituição, devido a alteração nos preços relativos, que pode ser positivo ou
negativo, e efeito-renda, devido a alteração no poder de compra, que pode ser positivo ou
negativo;

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Microeconomia

b) efeito- substituição, devido a alteração no poder de compra, que pode ser positivo ou
negativo, e efeito-renda, devido a alteração nos preços relativos, que só pode ser positivo;

c) efeito-substituição, devido a alteração nos preços relativos, que pode ser positivo ou
negativo, e efeito-renda, devido a alteração no poder de compra, que só pode ser positivo;

d) efeito-substituição, devido a alteração no poder de compra, que só pode ser positivo, e efeito-
renda, devido a alteração nos preços relativos, que só pode ser negativo;
e) efeito-substituição, devido a alteração nos preços relativos, que só pode ser negativo, e
efeito-renda, devido a alteração no poder de compra, que pode ser positivo ou negativo.

17. (Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/97)A curva de demanda de um


bem é representada pela seguinte equação: p=200-5q, onde p é o preço e q a quantidade. A
receita total será maximizada quando a quantidade for igual a:

a) 10

b) 20

c) 30

d) 40

e) 50

18. (GESTOR 2002-ESAF) “A quantidade demandada de um bem aumenta


quando o preço do mesmo diminui e, inversa-mente,
diminui quando seu preço aumenta. Assim,
a demanda de um bem parece responder à
chamada ‘lei da demanda’, que diz que sempre
que o preço de um bem aumenta (diminui) sua
quantidade demandada diminui (aumenta).”
Embora o comportamento da grande maioria dos
bens atenda à referida “lei da demanda”, acima
mencionada, há exceções, são os chamados
a) bens substitutos.
b) bens complementares.
c) bens de Giffen.
d) bens normais.
e) bens inferiores.

GABARITO

1. D 5. A 9. B 13. E 17. B
2. B 6. C 10. D 14. F,F,V,V 18. C
3. A 7. E 11. D 15. V,F,V,V
4. C 8. E 12. A 16. E

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CAPÍTULO 4

OFERTA

4.1. LEI DA OFERTA

Lei da Oferta : Preços e quantidades ofertadas são diretamente proporcionais, ceteris


paribus. Isto é: se o preço aumenta a quantidade ofertada aumenta e vice- versa, se o preço
diminui então a quantidade ofertada diminui.
A oferta reflete o comportamento, as intenções, dos produtores (das firmas). O preço e
a quantidade ofertada são diretamente proporcionais porque se o preço estiver alto (caro) o
produtor desejará vender muito, porém se o preço estiver baixo (barato) o produtor
desejará vender pouco.
OBS: Ceteris Paribus significa: tudo mais constante.

4.2 CURVA DE OFERTA


A curva de oferta é crescente (possui inclinação positiva) porque o preço ( P ) e a
quantidade ofertada (Qs ) são diretamente proporcionais (veja figura 11).

FIGURA 11

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Microeconomia

Se o preço da laranja aumentar de 1 para 2 então a quantidade ofertada pelo produtor


aumentará de 3 para 6, isto é, o preço e a quantidade ofertada são diretamente proporcionais.

4.3 FATORES QUE INFLUENCIAM A QUANTIDADE OFERTADA DE UM


BEM

A quantidade ofertada de um bem é influenciada, além do seu próprio preço, pêlos


seguintes fatores extra preço do bem:
 Preço dos insumos (custo)
 Condições climáticas
 Tecnologia
 Preço dos bens relacionados ( preço dos bens substitutos e complementares)
 Expectativas
 Impostos
 Número de vendedores (firmas)

4.4 DIFERÊNÇA ENTRE OFERTA E QUANTIDADE OFERTADA

A quantidade ofertada (Qs ) representa uma simples variável, pôr exemplo: 1, 2 ou


3 quantidades de laranjas ofertadas (produzidas) pela firma. A Oferta (S de suplay)
representa a relação , direta, que existe entre o preço de um bem e a quantidade
ofertada deste bem. A quantidade ofertada é colocada no eixo horizontal, enquanto que
a oferta é a própria curva de oferta. A Oferta, isto é, a relação direta entre preço e
quantidade ofertada pode ser mostrada através de um gráfico (a curva de oferta), uma
tabela (relacionando o preço com quantidade ofertada) ou uma equação matemática
envolvendo o preço (P) e a quantidade ofertada (Qs ).

4.5 DIFERENÇA ENTRE DESLOCAMENTO “NA” CURVA DE OFERTA E


DESLOCAMENTO “DA” CURVA DE OFERTA

Lembre-se que a oferta é própria curva de oferta. Portanto um deslocamento na oferta


significa um deslocamento sobre a curva (ao longo da curva, em cima da curva, na
curva)de oferta (que permanece fixa), enquanto que um deslocamento da oferta
significa um deslocamento da curva como um todo, isto é, quando a própria curva
desloca-se para a direita ou para a esquerda.

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Microeconomia

Deslocamento na curva de oferta

Quando as variações de quantidade ofertada são causadas exclusivamente pôr


variações de preço diremos que houve um deslocamento na oferta (veja figura
12). Se quantidade ofertada aumentou é porque o preço necessariamente aumentou e
se a quantidade ofertada diminuiu é porque o preço diminuiu. Quando ocorre um
deslocamento na curva de oferta só é lícito dizer que a quantidade ofertada
aumentou (ou diminuiu), é errado dizer que a oferta aumentou (ou diminuiu).

FIGURA 12

Inicialmente (no ponto A) ao preço de R$ 1,0 e produtor deseja vender 3 unidades-sacos de


feijão, porém se o preço do feijão aumenta de R$ 1 para R$ 2 o produtor desejará vender 6
unidades, ou seja, a variação na quantidade ofertada de feijão (de 3 para 6) foi causada pela
variação no preço de feijão (de 1 para 2) e portanto houve um deslocamento na curva (ao
longo da curva, sobre a curva) de oferta (do ponto A para o ponto B).

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Deslocamento da curva de oferta

Quando as variações de quantidade ofertada são causadas pôr fatores extra


preço do bem diremos que houve um deslocamento da oferta, isto é, a oferta desloca-se
para a direita ou para a esquerda se as variações de quantidade ofertada são causadas pôr
outros fatores que não seja o preço do bem, tais como variações no preço dos insumos, na
tecnologia, nas condições climáticas, no preço dos bens relacionados (substitutos e
complementares), na expectativa ou no número de firmas. Aumentar a oferta significa
deslocar a curva de oferta para a direita. Diminuir a oferta significa deslocar a oferta
para a esquerda (veja figura 13). Quando ocorre um deslocamento da curva de oferta, é
correto afirmar, conforme o caso, que tanto a oferta quanto a quantidade ofertada
aumentou ou então que a oferta e quantidade ofertada diminuiu.

FIGURA 13
Uma condição climática adversa desloca a curva de oferta para a esquerda (d posição S
pra a posição S’).

4.6 BENS SUSTITUTOS E COMPLEMENTARES NA OFERTA

Bens complementares na oferta

Bens complementares na oferta são bens produzidos conjuntamente (carne e couro,


manteiga e leite com baixo teor de gordura), isto é, quando o produtor está produzindo um
bem quase que automaticamente estará produzindo também o outro bem. O preço de um
bem e a quantidade ofertada do seu complementar são diretamente proporcionais,
pois se o preço da carne aumenta então a quantidade produzida de couro também aumenta
(já que ao abater o gado para produzir carne o produtor estará também produzindo o
couro). Se o preço de um bem aumenta, então a quantidade ofertada do seu complementar
aumenta, deslocando a curva de oferta deste (do complementar) para a direita e para baixo
e vice- versa, se o preço de um bem diminui, a quantidade ofertada do complementar
diminui, deslocando a oferta do complementar para a esquerda e para cima.

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Bens substitutos (bens sucedâneos ou concorrentes) na oferta

Bens substitutos na oferta são bens concorrentes na produção (feijão e soja, laranja
e tangerina, manteiga e leite com alto teor de gordura, açúcar e álcool), isto é, disputam
a primazia de serem produzidos, caso o produtor decida produzir muito de um bem irá
produzir pouco (menos) do outro ( do seu substituto),em outra palavras, o produtor ora
substitui a produção de um bem pela produção do outro. O preço de um bem e a
quantidade ofertada do seu substituto são inversamente proporcionais, isto é, se o
preço da laranja aumentar então a quantidade ofertada (produzida) de tangerina
diminuirá, pois o produtor desejará produzir laranjas. Se o preço de um bem aumenta,
então a quantidade ofertada do seu substituto diminui, deslocando a curva de oferta
deste (do substituto) para a esquerda e para cima e vice-versa, se o preço de um bem
diminui, a quantidade ofertada do substituto aumenta, deslocando a oferta do substituto
para a direita e para baixo.

Resumo: Quando as variações de quantidade ofertada são causadas pôr variações


no preço ocorre um deslocamento na curva de oferta. Quando as variações de
quantidade são causadas pôr fatores extra preço do bem ( variações no preço dos
insumos, na tecnologia, nas condições climáticas, no preço dos bens substitutos e
complementares, na expectativa ou no número de vendedores) ocorre um
deslocamento da curva de oferta (para a direita ou para a esquerda). Portanto
variações no preço de um bem causam um deslocamento na curva de oferta ,
enquanto que variações nos fatores extra preço ( tais como variações no preço dos
insumos, na tecnologia, nas condições climáticas, no preço dos bens substitutos e
complementares, na expectativa ou no número de vendedores ) causam um
deslocamento da curva de oferta. Aumentar a oferta é diferente de aumentar a
quantidade ofertada e diminuir a oferta é diferente de diminuir a Qs

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Microeconomia

RESUMO

 Se o preço de um bem varia então haverá um deslocamento sobre a curva de oferta.


 Se o preço dos insumos de um bem aumentar (diminuir) então a oferta desse bem se
deslocará para a esquerda e para cima ( para a direita e para baixo).
 Se a tecnologia da produção de um bem melhorar (piorar) então a oferta desse bem se
deslocará para a direita e para baixo ( para a esquerda e para cima).
 Se o preço de um bem aumentar (diminuir) então a oferta do complementar se deslocará
para a direita e para baixo (esquerda e para cima).
 Uma condição climática favorável (desfavorável) desloca a oferta de um bem para a direita
e para baixo (esquerda e para cima).

 Se o preço de um bem aumentar (diminuir) então a oferta do substituto se deslocará para a


esquerda e para cima (para a direita e para baixo).
 Se o número de firmas aumentar a oferta desloca para a direita e para baixo ( esquerda e
para cima).

EXERCÍCIOS

1. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Se a curva de oferta de um bem for positivamente


inclinada, um aumento no preço deste bem, implicará

(A) em uma situação inalterada.


(B) em uma diminuição de sua quantidade ofertada.
(C) em um aumento de sua quantidade ofertada.
(D) em um deslocamento para a direita de sua curva de oferta.
(E) em um deslocamento para a esquerda de sua curva de oferta.

2. (AFC 96) Suponha um mercado competitivo em situação de equilíbrio.

p
O
p*

q* q
Qual dos eventos abaixo causará um deslocamento da curva de oferta deste mercado para
cima?
(A) o preço de um dos fatores utilizados na produção do bem deste mercado
diminui.
(B) os consumidores passam a apreciar mais o bem.

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Microeconomia

(C) o preço de todos os fatores utilizados na produção do bem deste


mercado diminui.
(D) uma lei impõe a utilização de uma tecnologia menos eficiente,
aumentando o custo marginal para produzir qualquer quantidade do bem
deste mercado.
(E) o preço do bem aumenta.

3. (GESTOR 2002/ ESAF) A curva de oferta mostra o que acontece com a


quantidade oferecida de um bem quando seu preço
varia, mantendo constante todos os outros
determinantes da oferta. Quando um desses determinantes
muda, a curva da oferta se desloca.
Indique qual das variáveis abaixo, quando alterada,
não desloca a curva da oferta.
a) Tecnologia
b) Preços dos insumos
c) Expectativas
d) Preço do bem
e) Número de vendedores

GABARITO

1.C 2. D 3. D

CAPÍTULO 5

PREÇO DE EQUILÍBRIO E LEI DA OFERTA E DA PROCURA

5.1 PREÇO DE EQUILÍBRIO

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Preço de equilíbrio É o preço determinado conjuntamente pela oferta e pela demanda,


isto é, é o preço determinado pelo mercado, pela livre interação entre as forças de demanda
e oferta (veja figura 14). Nem a demanda, nem a oferta isoladamente podem determinar o
preço, e sim a atuação conjunta de ambas. O preço de equilíbrio é aquele que iguala as
intenções da oferta e da demanda ( Qd = Qs ). Para se determinar o preço de equilíbrio
basta igualar a quantidade demandada (Qd ) com a quantidade ofertada (Qs ),
isto é, ( Qd = Qs ), ou então igualar o preço de demanda (Pd ) com o preço de oferta (Ps ),
isto é , (Pd = Ps ).

FIGURA 14

5.2 QUANTIDADE DE EQUILÍBRIO

A quantidade de equilíbrio é aquela que corresponde ao preço de equilíbrio. A


quantidade de equilíbrio é aquela que iguala os preços que os consumidores
desejam pagar ((Pd ) com os preços que os produtores desejam receber (Ps ). A
quantidade de equilíbrio iguala os preços de demanda e de oferta (Pd = Ps ).

5.3 MERCADOS NÃO EQUILIBRADOS

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Desequilíbrios de mercados

O mercado encontra-se em desequilíbrio (veja figura 15) quando há :


 Excesso de oferta (escassez de demanda): Ocorre quando a quantidade
ofertada é maior que a quantidade demandada, ou seja, o preço praticado no
mercado é maior que o preço de equilíbrio desse mercado. A concorrência
entre os produtores diminuirá o preço praticado, até igualar o preço de
equilíbrio.
 Excesso de demanda (escassez de oferta) : Ocorre quando a quantidade
demandada é maior que a quantidade ofertada, ou seja, o preço praticado é
menor que o preço de equilíbrio. A concorrência entre os consumidores
aumentará o preço praticado, até igualar o preço de equilíbrio.

FIGURA 15

5.4 LEI DA OFERTA E DA PROCURA

Lei da Oferta e da Procura ( 1º caso)


Se a demanda (procura) pôr um bem aumenta então o preço desse bem aumenta
(veja figura 16), em outras palavras, se a procura pôr um bem aumenta, isto é, se a curva
de demanda se desloca para a direita, então o preço de equilíbrio desse bem aumenta. De
fato, se a procura pôr laranjas aumentar então sei preço aumentará . Lembre-se que a
demanda aumenta (desloca-se para a direita) quando : aumenta a renda dos consumidores
de um bem normal ou superior, diminui a renda dos consumidores de um bem inferior,
aumenta os gostos dos consumidores pelo bem, aumenta o preço de um bem substituto na
demanda, diminui o preço de um bem complementar na demanda, aumenta as expectativas
favoráveis aumenta. o número de consumidores do bem.

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FIGURA 16

Lei da Oferta e da Procura ( 2º caso)


Se a demanda (procura) pôr um bem diminuir então o preço desse bem irá
diminuir, ou seja, se a demanda pôr um bem diminuir, isto é, se a curva de demanda
do bem se deslocar para a esquerda, então, o preço desse bem diminuirá (veja figura
17). De fato, se a procura pôr laranjas diminuir então seu preço diminuirá. Lembre-se
que a demanda de um bem diminui (desloca-se para a esquerda) quando : diminui a
renda dos consumidores de um bem normal ou superior, aumenta a renda dos
consumidores de um bem inferior, diminui os gostos dos consumidores pelo bem,
diminui o preço de um bem substituto na demanda, aumenta o preço de um bem
complementar na demanda, diminui as expectativas favoráveis, diminua o número de
consumidores do bem.

‘FIGURA 17

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Lei da Oferta e da Procura ( 3º caso)

Se a oferta de um bem aumentar, então o seu preço irá diminuir. Se a oferta de um


bem aumentar, isto é, se a curva de oferta se deslocar para a direita, então o preço de
equilíbrio desse bem diminuirá (veja figura 18). De fato, se a oferta de laranjas
aumentar, então o seu preço diminuirá. Lembre-se que a oferta aumenta (curva de
oferta se desloca para a direita) quando: diminui o preço dos insumos, ocorrem
condições climáticas favoráveis, diminui o preço de um bem substituto na oferta,
aumenta o preço de um bem complementar na oferta, ocorre expectativas favoráveis,
há uma redução dos impostos.

FIGURA 18

Lei da Oferta e da Procura ( 4º caso)


Se a oferta de um bem diminuir, então o seu preço aumentará. De fato, se a
oferta de um bem diminuir, isto é, se a curva de oferta se desloca para a esquerda,
então o seu preço de equilíbrio aumentará (veja figura 19). De fato, se a oferta de
laranjas diminuir então o seu preço aumentará. Lembre-se que a oferta diminui
(curva de oferta se desloca para a esquerda) quando: aumenta o preço dos insumos,
ocorrem condições climáticas adversas, aumenta o preço de um bem substituto na
oferta, diminui o preço de um bem complementar na oferta, ocorre expectativa
desfavorável, há um aumento dos impostos.

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Microeconomia

FIGURA 19

EXERCÍCIOS
1. (AFTN 89/ESAF) Dado o diagrama abaixo, representativo do equilíbrio no mercado do bem
X, assinale a alternativa correta:

Preço de
X Oferta de X

Demanda de
X
Quantidade do bem
X
(a) X é um "bem de Giffen"
(b) Tudo mais constante, o ingresso de empresas produtoras no mercado do bem X provocaria
elevação do preço de equilíbrio do bem X
(c) O mercado do bem X é caracterizado por concorrência perfeita
(d) Tudo mais constante, um aumento na renda dos consumidores provocaria um aumento no
preço de equilíbrio do bem X, se este for inferior
(e) Tudo mais constante, a diminuição no preço do bem Y, substituto de X, levará a um aumento
no preço de equilíbrio de X.

2. (TCU 93) Suponha-se que o mercado de batata de Irecê (Bahia) apresente uma estrutura
considerada de concorrência perfeita, com demanda mensal dada pela equação:
QD = 1000 – 2 P, em que QD é a quantidade em quilos, mensalmente demandada, e P é o preço

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Microeconomia

por quilo. Embora a produção mensal de batata em Irecê seja estável e se situe em torno de 800
quilos, uma praga reduziu-a inesperadamente a 500 quilos. Em conseqüencia:
(a) o preço do quilo deverá sofrer um aumento de 100%, para manter o mercado em equilíbrio;
(b) no intervalo de preços definido pelas duas situações de oferta, antes e depois da praga, a
demanda mensal no município de Irecê será elástica com relação aos preços;
(c) embora ofertando menos, os produtores de Irecê experimentarão um aumento de receita, com
os novos preços de equilíbrio;
(d) a oferta mensal, no município de Irecê, será sempre insuficiente para atender à demanda,
qualquer que seja o preço cotado no mercado;
(e) a curva de oferta mensal, em Irecê, tornar-se-á perfeitamente elástica em relação aos preços.

3. (GESTOR 2001/ESAF) “O preço em uma economia de mercado é determinado tanto pela


oferta como pela procura. Colocando em um único gráfico as curvas de oferta e procura de um
bem ou serviço qualquer, a intersecção das curvas é o ponto de equilíbrio E, ao qual
correspondem o preço p0 e a quantidade q0. Este ponto é único: a quantidade que os
consumidores desejam comprar é exatamente a quantidade que os produtores querem vender. Ou
seja, não há excesso ou escassez de oferta ou de demanda. Existe coincidência de desejos.”

(Trecho extraído do livro “Economia: micro e macro” de Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos, São Paulo.
Atlas, 2.000 p. 66)

Dadas a função de demanda (D = 20 – 2p) e a função de oferta (S = 12 + 2p), pede-se:

1) determinar o preço de equilíbrio (p0);


2) determinar a respectiva quantidade de equilíbrio (q0);
3) identificar se existe excesso de oferta ou de demanda, se o preço for $ 3 e
4) definir a magnitude desse excesso (q).

Indique a opção correta.

a) 1) p0 = $ 2;
2) q0 = 16 un.;
3) excesso de oferta e
4) q = 4 un.
b) 1) p0 = $ 2;
2) q0 = 16 un.;
3) excesso de demanda e
4) q = 4 un.
c) 1) p0 = $ 4;
2) q0 = 12 un.;
3) excesso de oferta e
4) q = 8 un.
d) 1) p0 = $ 4;
2) q0 = 12 un.;
3) excesso de demanda e
4) q = 8 un.

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e) 1) p0 = $ 6;
2) q0 = 10 un.;
3) excesso de oferta e
4) q = 6 un.

4. (AFC 2000/ESAF) Caso haja uma geada na região que produz a alface consumida em uma
cidade, pode-se prever que, no curto prazo, no mercado de alface dessa cidade,
a) a curva de demanda deverá se deslocar
para esquerda em virtude da elevação nos
preços, o que fará com que haja uma
redução na quantidade demandada
b) a curva de oferta do produto deverá se
deslocar para a esquerda, o que levará a
um aumento no preço de equilíbrio e a
uma redução na quantidade transacionada
c) a curva de oferta se deslocará para a
direita, o que provocará uma elevação no
preço de equilíbrio e um aumento na
quantidade demandada
d) não é possível prever o impacto sobre as
curvas de oferta e de demanda nesse
mercado, uma vez que esse depende de
variáveis não mencionadas na questão
e) haverá um deslocamento conjunto das
curvas de oferta e de demanda, sendo que
o impacto sobre o preço e a quantidade de
equilíbrio dependerá de qual das curvas
apresentar maior deslocamento

5. (Gestor 97/Carlos Chagas) A curva de demanda de um bem é representada pela


seguinte equação p=200-5q onde:
p preço
q quantidade
A receita total será maximizada quando a quantidade for igual a:
(A) 10
(B) 20
(C) 30
(D) 40
(E) 50
6. (Economista do Ministério das Minas e Energia/83) Considere as equações Ps = 100 + 5Qs e
Pd = 280 – 4Qd, sendo Os e Pd, respectivamente, os preços de oferta e de procura, e Qs e Qd as
quantidades oferta e procurada de um determinado produto. Existe um preço, acima do de
equilíbrio, que, se vigorasse no mercado, provocaria um excedente de produção de 18 unidades
do produto. Esse preço é igual a

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a) 230. b) 240 c) 250 d) 260

7. (GESTOR 2002/ESAF) As curvas de oferta e demanda de mercado de


um bem são, respectivamente: S = – 400 + 400 p
e D = 5.000 – 500 p. Pede-se:
(1) o preço e a quantidade de equilíbrio (p1 e q1)
dada a alíquota de um imposto específico T = 0,9
por produto e
(2) o valor total da respectiva arrecadação do governo.
a) (1) p1 = 6,40 e q1 = 1.800 e (2) 1.620,00
b) (1) p1 = 6,00 e q1 = 1.920 e (2) 1.728,00
c) (1) p1 = 6,00 e q1 = 2.000 e (2) 1.800,00
d) (1) p1 = 5,76 e q1 = 2.000 e (2) 1.800,00
e) (1) p1 = 4,80 e q1 = 2.400 e (2) 2.160,00

8. (ANLISTA DE ORÇAMENTO 2002/ESAF) Considere o seguinte modelo de oferta e demanda


para um determinado bem:
Qd = a – b.Pt
Qs = – c + d.Pt – 1
onde:
Qd = quantidade demandada do bem;
Qs = quantidade ofertada do bem;
Pt = preço do bem no período t;
Pt – 1 = preço do bem no período anterior; e
"a", "b", "c" e "d" constantes positivas.
Com base neste modelo, é correto afirmar que:
a) o modelo é conhecido como "modelo da teia
de aranha" e possui dinâmica explosiva uma
vez que os parâmetros "a", "b", "c" e "d" são
positivos.
b) o modelo tende necessariamente ao equilí-brio.
c) a dinâmica do modelo dependerá dos valores
"b" e "d".
d) não existe equilíbrio neste modelo.
e) tanto a curva de oferta quanto a de demanda
são positivamente inclinadas.

9. (ANALISTA DE ORÇAMENTO 2002/ESAF) Considere o seguinte modelo de oferta e demanda


para um determinado bem:
Qd = a – b.P
Qs = – c + d.P
.P/.t = á .(Qd – Qs)
onde:
Qd = quantidade demandada do bem;
Qs = quantidade ofertada do bem;
P = preço do bem;
"a", "b", "c", "d" e "á " constantes positivas;
.P = variação do preço; e
.t = variação do tempo.
Com base nestas informações, é correto afirmar
que:
a) a dinâmica do modelo é imprevisível dado
que "b", "d" e "á " são positivos.
b) dado que "á " e "d" são positivos, o equilíbrio
de mercado será necessariamente instável.
c) a condição de que "b" > 0 torna o modelo

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instável.
d) não é possível encontrar o preço de equilíbrio
de mercado neste modelo.
e) como "d" > "– b", o equilíbrio do modelo será
estável.

GABARITO

1. C 4. B 7. A
2. C 5. B 8.C
3. A 6. B 9.E

CAPÍTILO 6

ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA

6.1 DEFINIÇÃO

A elasticidade - preço da demanda mede a sensibilidade na quantidade


demandada ( Qd ) quando se faz uma variação no preço ( P ) de um bem. A demanda
de um bem pode ser elástica, inelástica ou de elasticidade unitária. A demanda é elástica
quando uma pequena variação no preço causa proporcionalmente uma grande variação no
preço. A demanda é inelástica quando é insensível à variação de preço, isto é, uma grande
variação de preço causa proporcionalmente uma pequena variação na quantidade
demandada. A demanda é de elasticidade unitária quando uma variação no preço causa
uma variação na quantidade demandada na mesma proporção. O coeficiente de
elasticidade- preço da demanda () é definido como a razão entre a variação
percentual na quantidade demandada e a variação percentual no preço, isto é:
Qd %
 .
P %

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6.2 CÁLCULO DA ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA

1º CASO: QUANDO OS DADOS SÃO PERCENTUAIS.

Quando os dados relativos à quantidade demandada e ao preço estão na forma percentual


devemos utilizar a fórmula abaixo:

Qd %

P %
Ou seja a elasticidade- preço da demanda é igual a variação percentual na quantidade
demandada ( Qd % ) dividida pela variação percentual no preço ( P % ).

Exemplo : Se um aumento de 10% no preço de um bem causa uma diminuição de 20% na


quantidade demandada desse bem, calcule a elasticidade preço da demanda.

Qd % 20
Solução:     2 ( demanda elástica)
P % 10

2º CASO: QUANDO OS DADOS SÃO TABELADOS E É ESPECIFICADO O NÍVEL DE


PREÇO.

Quando os dados relativos à quantidade demandada e ao preço estão na forma de uma tabela
e o comando da questão especifica o nível de preço no qual deve-se calcular a elasticidade-
preço da demanda, devemos utilizar a fórmula abaixo:

Q P

P Q
Ou seja a elasticidade- preço da demanda é igual ao produto da razão entre a variação na
quantidade ( Qd ) e a variação no preço ( P ) pela razão entre o preço e a quantidade
demandada.

Exemplo: Dada a tabela abaixo calcule a elasticidade- preço da demanda:


a) ao preço de 10;
b) ao preço de 40.

Preço Quantidade
10 80
40 20

Q P 60 10 1
Solução : a)    x  (demanda inelástica)
P Q 30 80 4

Q P 60 40
b)    x  4 (demanda elástica)
P Q 30 20

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3º CASO: QUANDO OS DADOS SÃO TABELADOS E NÃO É ESPECIFICADO O


NÍVEL DE PREÇO (ELASTICIDADE NO ARCO).

Quando os dados relativos à quantidade demandada e ao preço estão na forma de uma tabela
e o comando da questão não especifica o nível de preço no qual deve-se calcular a
elasticidade- preço da demanda, devemos utilizar a fórmula abaixo:

Q ( P1  P2 )

P (Q1  Q2 )
Ou seja a elasticidade- preço da demanda é igual ao produto da razão entre a variação na
quantidade ( Qd ) e a variação no preço ( P ) pela razão entre a soma dos preços e a soma das
quantidades demandadas.

Exemplo: Dada a tabela abaixo calcule a elasticidade- preço da demanda:

Preço Quantidade
10 80
40 20

Q ( P1  P2 ) 60 (10  40)
Solução:    x  1 (demanda com elasticidade unitária)
P (Q1  Q2 ) 30 (80  20)

4º CASO: QUANDO É DADA A FUNÇÃO DE DEMANDA (ELASTICIDADE NO


PONTO)

Quando a relação entre a quantidade demandada e o preço é dada pôr uma equação de
demanda e pede-se para calcular a elasticidade preço da demanda, devemos utilizar a
fórmula abaixo:

dQ P

dP Q
Ou seja a elasticidade- preço da demanda é igual ao produto da derivada da quantidade
dQ P
em relação ao preço ( ) pela razão entre o preço e a quantidade demandada ( ).
dP Q

Exemplo: A demanda de um bem é Qd  2 P  100 , calcule a elasticidade- preço


da demanda ao preço de 10.

Solução : Para calcular a elasticidade da demanda quando é dada a equação de


demanda devemos seguir o procedimento abaixo:

1º passo: calcular a derivada da quantidade em relação ao preço:

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dQ
 2
dP
2º passo: calcular a quantidade que corresponde ao preço de 10:

Q  2.(10)  100  80

3º passo: calcular a razão entre o preço e a quantidade:

P 10

Q 80

dQ P dQ
3º passo: aplicar a fórmula   , ou seja multiplicar a derivada ( ) pela
dP Q dP
P
razão entre o preço e a quantidade ( ):
Q

dQ P 10 1
  (2).   (demanda inelástica).
dP Q 80 4

6.3 PROPRIEDADES DA DEMANDA ELÁSTICA

Quando a demanda é elástica então:


i. As variações na quantidade demandada são proporcionalmente maiores que
as variações de preço ( Qd %  P%).
ii. O coeficiente de elasticidade – preço da demanda () é maior que a unidade.
iii. A receita total e o preço são inversamente proporcionais, isto é, um aumento
do preço causa uma redução da receita total e vice-versa.
iv. Os gastos do consumidor (dispêndio) e o preço são inversamente
proporcionais, isto é, uma aumento do preço causa uma redução dos gastos do
consumidor e vice-versa.
v. A receita total é uma função crescente da quantidade
vi. A Receita Marginal é positiva.

6.4 RECEITA TOTAL (RT) E RECEITA MARGINAL (RMg)

A Receita Total é produto da quantidade pelo preço: RT= P. Q


A Receita Marginal é a variação na receita total causada pelo acréscimo de uma
unidade a mais vendida. Se a Receita Total é crescente então a Receita Marginal é
positiva. Se a Receita Total é decrescente então a Receita Marginal é negativa. Se a
Receita Total é máxima então a Receita Marginal é nula.

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6.5 PROPRIEDADES DA DEMANDA INELÁSTICA

Quando a demanda é inelástica então:


i. As variações na quantidade demandadas são proporcionalmente menores que as
variações de preço ( Qd %  P%).
ii. O coeficiente de elasticidade é menor que a unidade (.
iii. A Receita Total e o Preço são diretamente proporcionais, isto é, um aumento do
preço causa uma aumento da Receita Total e vice-versa.
iv. Os Gastos do Consumidor (Dispêndio)e o Preço são diretamente proporcionais, ou
seja, um aumento do preço causa um aumento do dispêndio e uma redução do preço
causa uma redução do dispêndio.
v. A Receita Total é uma função decrescente da quantidade.
vi. A Receita Marginal é negativa.

6.6 PROPRIDADES DA DEMANDA DE ELASTICIDADE UNITÁRIA

Quando a demanda possui elasticidade unitária então :


i. As variações proporcionais na quantidade demandada são iguais às variações
proporcionais de preço ( Qd %  P%).
ii. O coeficiente de elasticidade é igual a unidade (.
iii. As variações de preço não afetam a Receita Total.
iv. O dispêndio não se altera quando se faz variações de preço.
v. A Receita Total é máxima.
vi. A Receita Marginal é nula.

6.7 FÓRMULAS DA ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA

Qd % Qd P Qd ( P1  P2 ) dQd P


   
P % P Qd P (Qd  Qd )
1 2
dP Qd

6.8 DEMANDA COM ELASTICIDADE – PREÇO CONSTANTE

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A elasticidade-preço da demanda depende do nível de preço, isto é, a elasticidade


varia ao se percorrer uma curva de demanda. Porém quando a demanda é uma
hipérbole a elasticidade é constante. Quando a demanda é uma hipérbole equilátera de
C
equação Q  a então a elasticidade é igual ao expoente do preço, isto é,   a (veja
P
figura 20).
4 1
Exemplo: se Q  então   .
P 2

FIGURA 20

6.9 DEMANDA LINEAR

Quando a demanda é uma reta (veja figura 21) então:


i. A demanda possui elasticidade unitária ao preço médio (no ponto médio).
ii. A demanda é elástica à preços altos (acima do ponto médio).
iii. A demanda é inelástica à preços baixos (abaixo do preço médio).
iv. A demanda é perfeitamente elástica no intercepto do eixo vertical dos preços.
v. A demanda é perfeitamente inelástica no intercepto do eixo horizontal das
quantidades.

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M: ponto médio de AB
FIGURA 21

6.10 ELASTICIDADE E INCLINAÇÃO DA CURVA DE DEMANDA

dP
A inclinação da curva de demanda ( ) não é sinônimo de elasticidade pois essa é
dQ
dQd P
dada pôr:   . Porém a elasticidade é inversamente proporcional à inclinação,
dP Qd
P
Q
visto que   , então quanto mais inclinada a curva de demanda menor será a
dP
dQ
elasticidade, isto é, quanto mais íngreme a demanda mais inelástica será essa demanda
(veja figura 22). Portanto:
i. Quanto mais inclinada ( mais íngreme, “mais em pé”) a demanda mais inelástica
ela é.
ii. Quanto menos inclinada (mais deitada, “mais achatada”) a demanda mais elástica
ela é.
iii. Quando a demanda é uma reta vertical (paralela ao eixo vertical dos preços e
perpendicular ao eixo horizontal das quantidades) a demanda é perfeitamente
(absolutamente, infinitamente) inelástica, ou seja, .
iv. Quando a demanda é uma reta horizontal (paralela ao eixo horizontal das
quantidades e perpendicular ao eixo vertical dos preço) a demanda é perfeitamente
elástica , ou seja, .

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FIGURA 22

6.11 FATORES QUE INFLUENCIAM A ELATICIDADE – PREÇO DA DEMANDA DE


UM BEM

Os fatores que influenciam a elasticidade – preço da demanda de um bem são:


i. número de substitutos
ii. número de usos
iii. essencialidade do bem
iv. participação relativa no orçamento do consumidor
v. preço
vi. o tempo.

Assim, um bem é tanto mais elástico quanto:


i. maior o número de substitutos
ii. maior o número de usos
iii. menor a essencialidade
iv. maior a participação relativa no orçamento
v. maior o preço
vi. maior o tempo disponível para a reação do consumidor à uma variação no
preço, isto é, de modo geral a elasticidade de longo prazo é maior que a
elasticidade de curto prazo.

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6.12LASTICIDADE-PREÇO DE LONGO PRAZO DA DEMANDA

De modo geral a demanda é mais elástica no longo prazo do que no


curto prazo. Pôr exemplo a demanda pôr gasolina é mais elástica no longo
prazo do que no curto prazo.
Para os bens de consumo durável (como automóveis, geladeiras,
televisores e bens de capital comprados pelas indústrias) ocorre o oposto, isto
é, a demanda de bens duráveis é mais elástica no curto prazo do que no longo
prazo.

EXERCÍCIOS

1. (AFTN 85/ESAF) Se um bem tem demanda elástica com relação a variações em seu preço:
(a) sua curva de demanda será uma reta paralela ao eixo dos preços
(b) um aumento no seu preço, tudo o mais constante, provoca um aumento no dispêndio do
consumidor com o bem
(c) sua curva de demanda será uma reta paralela ao eixo das quantidades, necessariamente
(d) um aumento no seu preço será sempre mais proporcional à variação na quantidade
demandada
(e) um aumento no seu preço, tudo o mais mantido constante, provoca redução no dispêndio do
consumidor com o bem.

2. (AFTN 89/ESAF) Quando à função demanda, é correto afirmar:


(a) um aumento no preço do bem deixará inalterada a quantidade demandada do bem, a menos
que também seja aumentada a renda nominal do consumidor
(b) um aumento no preço do bem, tudo mais constante, implicará aumento no dispêndio do
consumidor com o bem, se a demanda for elástica com relação a variações no preço desse
bem
(c) se essa função for representada por uma linha reta negativamente inclinada, o coeficiente de
elasticidade-preço será constante ao logo de toda essa reta
(d) se essa função for representada por uma linha reta paralela ao eixo dos preços, a elasticidade-
preço da demanda será infinita
(e) se a demanda for absolutamente inelástica com relação a modificações no preço do bem, a
função demanda será representada por uma reta paralela ao eixo dos preços.

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3. (AFTN 91/ESAF) O diagrama abaixo representa o mercado do bem X.

Preço
Ofert
a
P1
E
P0
Deman

Quantida
Q Q

Podemos afirmar corretamente que:


(a) a cobrança de um imposto específico sobre o bem X incidiria integralmente sobre os
produtores
(b) X é um bem “inferior”
(c) Um aumento de renda dos consumidores deslocará a curva de oferta para a direita,
elevando a quantidade produzida
(d) a fixação de um preço mínimo P1, elevaria a quantidade de equilíbrio para Q1
(e) a cobrança de um imposto ad-valorem incidiria em parte sobre os produtores e em parte
sobre os consumidores

4. (AFTN 91/ESAF) Indique a afirmação correta:


(a) um aumento na renda dos consumidores resultará em demanda mais alta de X, qualquer
que seja o bem
(b) uma queda no preço de X, tudo o mais permanecendo constante, deixará inalterado o
gasto dos consumidores com o bem, se a elasticidade-preço da demanda for igual a 1
(c) o gasto total do consumidor atinge um máximo na faixa da curva de demanda pelo bem
em que a elasticidade-preço iguala a zero
(d) a elasticidade-preço da demanda pelo bem X independe da variedade de bens substitutos
existentes no mercado
(e) um aumento no preço do bem Y, substituto, deslocará a curva de demanda de X para a
esquerda.

5. (AFTN 94/ESAF) Se for possível definir a função demanda de um bem e essa função for
representada por uma reta negativamente inclinada, indicando relação inversa entre preço e
quantidade demandada, tudo o mais constante, o coeficiente de elasticidade-preço da demanda,
em certo ponto da reta, será:
(a) igual à elasticidade em qualquer outro ponto
(b) igual à medida da inclinação dessa reta
(c) nulo
(d) tanto menor quanto maior o preço do bem
(e) tanto maior quanto maior o preço do bem

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6. (BACEN 98/VUNESP) Com relação aos conceitos de "elasticidade-preço da demanda" e


"curva de demanda", num gráfico cujo eixo vertical representa o preço e o horizontal a
quantidade, pode-se afirmar que:
(a) não tem sentido o conceito de elasticidade num determinado ponto da curva;
(b) uma curva de demanda é considerada completamente inelástica se ela for horizontal;
(c) uma curva de demanda é considerada completamente elástica se ela for vertical;
(d) em valores absolutos, a elasticidade é sempre menor que um;
(e) a elasticidade é variável ao longo de uma curva de demanda linear negativamente inclinada.
7. (MPU 96) Utilizando os conceitos de oferta e demanda, julgue os itens que se seguem:
I. A elasticidade-preço da demanda é mais elevada para bens e serviços que
têm muitos substitutos próximos;
II. O controle de aluguéis aumenta a disponibilidade de imóveis para locação,
já que provoca uma redução dos aluguéis e, portanto, expande a demanda
nesse mercado;
III. A fixação do salário mínimo acima do nível de equilíbrio, conduz ao
desemprego;
IV. A razão pela qual as curvas de oferta são ascendentes é que, para preços
mais elevados, mais produtores decidem entrar no mercado;
V. Um aumento na renda dos consumidores desloca para baixo a curva de
demanda.
Estão certos apenas os itens:
a) I e V
b) II e V
c) II e III
d) I, III e IV
e) I, III e V

8. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) A elasticidade-preço da demanda mede


(A) o ângulo de inclinação da função de demanda.
(B) o inverso do ângulo de inclinação da demanda.
(C) a sensibilidade do preço diante de mudanças da quantidade demandada.
(D) a relação entre uma mudança percentual no preço e uma mudança percentual da
quantidade demandada.
(E) a sensibilidade da função de demanda relacionada a alterações na renda.

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9. (AO 2001/ESAF) Considere a seguinte curva de demanda linear:

p (preço)

q (quantidade)

Considerando  = valor absoluto da elasticidade preço da demanda, podemos então afirmar que:

a)  será igual a 0,5 no ponto médio da curva


b)  terá valor constante em todos os pontos
da curva
c)  será infinito no ponto em que q = 0
d)  será igual a 1 no ponto em que p = 0
e)  será infinito tanto no ponto em que q = 0
quanto no ponto em que p = 0

10. (AFC 96/modificado) Considere a seguinte curva de demanda invertida:


30  x
PX 
4
A elasticidade da demanda quando x=10 é:
(A) –2;
(B) zero;
(C) 1;
(D) infinita negativa;
(E) infinita positiva.

11. (AFC 97) Suponha que, em um determinado mercado, a curva de demanda


inversa seja expressa pela função p(q), onde p significa preço, e q significa
quantidade. A expressão correta para o cálculo da Receita Marginal neste
mercado é:
p
(A) p x
q

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p
(B) q  qx
q
p q
(C) px  qx
q p
q
(D) p  qx
p
q q
(E) px  qx
p p

12. 10) (AFC – MF/93) A demanda por um determinado bem normal é inelástica quando

a) a uma redução no preço do bem, tudo mais constante, corresponde um aumento na receita
total.
b) a uma redução no preço do bem, tudo mais constante, não corresponde qualquer alteração
na receita total.
c) a um aumento no preço do bem, tudo mais constante, não corresponde qualquer alteração
na receita total.
d) a um aumento no preço do bem, tudo mais constante, corresponde uma queda na receita
total.
e) a um aumento no preço do bem, tudo mais constante, corresponde um aumento da receita
total.

GABARITO

1. E 5. E 9. C
2. E 6. E 10.A
3. E 7. D 11. A
4. B 8. D

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CAPÍTULO 7

ELASTICIDADE – PREÇO DA OFERTA

7.1 DEFINIÇÃO

A elasticidade – preço da oferta ( S ) é a sensibilidade na quantidade ofertada ( Qs ) devido à


uma variação de preço. A oferta pode ser elástica, inelástica ou de elasticidade unitária. A oferta
é elástica quando uma variação no preço causa uma variação mais do que proporcional na
quantidade ofertada (QS % > P%).. A oferta é inelástica quando as variações na quantidade
ofertada são proporcionalmente menores do que as variações de preço (QS % < P%). A oferta
é de elasticidade unitária quando uma variação no preço causa uma variação na quantidade
ofertada na mesma proporção (QS % = P%). O coeficiente de elasticidade- preço da oferta é
definido como a razão entre a variação proporcional na quantidade ofertada e a variação
proporcional no preço, ou seja,
QS %
S  .
P %

7.2 CÁLCULO DA ELASTICIDADE-PREÇO DA OFERTA

1º CASO: QUANDO OS DADOS SÃO PERCENTUAIS.

Quando os dados relativos à quantidade ofertada e ao preço estão na forma percentual


devemos utilizar a fórmula abaixo:

QS %
S 
P %
Ou seja a elasticidade- preço da oferta é igual a variação percentual na quantidade
ofertada ( QS % ) dividida pela variação percentual no preço ( P % ).

Exemplo : Se um aumento de 10% no preço de um bem causa um aumento de 20% na


quantidade ofertada desse bem, calcule a elasticidade preço da oferta.

QS % 20
Solução:  S    2 ( oferta elástica)
P % 10

2º CASO: QUANDO OS DADOS SÃO TABELADOS E É ESPECIFICADO O NÍVEL DE


PREÇO.

Quando os dados relativos à quantidade ofertada e ao preço estão na forma de uma tabela e o
comando da questão especifica o nível de preço no qual deve-se calcular a elasticidade-
preço da oferta, devemos utilizar a fórmula abaixo:

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QS P
S 
P QS
Ou seja a elasticidade- preço da oferta é igual ao produto da razão entre a variação na
quantidade ofertada ( QS ) e a variação no preço ( P ) pela razão entre o preço e a quantidade
ofertada.

Exemplo: Dada a tabela abaixo calcule a elasticidade- preço da demanda:


c) ao preço de 10;
d) ao preço de 40.

Preço Quantidade
10 20
40 70

QS P 50 10 5
Solução : a)  S   x  (oferta inelástica)
P QS 30 20 6

QS P 50 40 20
b)  S   x  (oferta inelástica)
P QS 30 70 21

3º CASO: QUANDO OS DADOS SÃO TABELADOS E NÃO É ESPECIFICADO O


NÍVEL DE PREÇO (ELASTICIDADE NO ARCO).

Quando os dados relativos à quantidade ofertada e ao preço estão na forma de uma tabela e o
comando da questão não especifica o nível de preço no qual deve-se calcular a elasticidade-
preço da oferta, devemos utilizar a fórmula abaixo:

QS ( P1  P2 )
S 
P (QS1  QS2 )
Ou seja a elasticidade- preço da oferta é igual ao produto da razão entre a variação na
quantidade ( QS ) e a variação no preço ( P ) pela razão entre a soma dos preços e a soma das
quantidades ofertadas.

Exemplo: Dada a tabela abaixo calcule a elasticidade- preço da oferta:

Preço Quantidade
10 20
40 70

QS ( P1  P2 ) 50 (10  40) 50 50 25


Solução :  S   x  ( )( )  (oferta inelástica)
P (QS  QS ) 30 (20  70)
1 2
30 90 27

4º CASO: QUANDO É DADA A FUNÇÃO DE OFERTA (ELASTICIDADE NO PONTO)

Curso Professor Geraldo Goes Página 56


Microeconomia

Quando a relação entre a quantidade ofertada e o preço é dada pôr uma equação de oferta e
pede-se para calcular a elasticidade preço da oferta, devemos utilizar a fórmula abaixo:

dQS P

dP QS
Ou seja a elasticidade- preço da oferta é igual ao produto da derivada da quantidade em
dQ P
relação ao preço ( S ) pela razão entre o preço e a quantidade ofertada ( ).
dP QS

Exemplo: A oferta de um bem é QS  2 P  100 , calcule a elasticidade- preço da


oferta ao preço de 80.

Solução : Para calcular a elasticidade da oferta quando é dada a equação de oferta


devemos seguir o procedimento abaixo:

1º passo: calcular a derivada da quantidade em relação ao preço:

dQ S
2
dP
2º passo: calcular a quantidade que corresponde ao preço de 80:

Q  2.(80)  100  60

3º passo: calcular a razão entre o preço e a quantidade:

P 80

QS 60

dQS P dQ
3º passo: aplicar a fórmula  S  , ou seja multiplicar a derivada ( S )
dP QS dP
P
pela razão entre o preço e a quantidade ( ):
QS

80 8
 S  (2).  (oferta elástica).
60 3

7.3 FÓRMULAS DA ELASTICIDADE – PREÇO DA OFERTA

Curso Professor Geraldo Goes Página 57


Microeconomia

Qs % Qs P Qs ( P1  P2 ) dQs P


s    
P % P Qs P (Qs1  Qs2 ) dP Qs

7.4 A OFERTA LINEAR

Quando a oferta é uma reta (obviamente, positivamente inclinada) podemos distinguir


três casos interessantes (veja figura 23):
i. A oferta é uma reta passando pela origem dos eixos cartesianos (coeficiente linear
nulo): a elasticidade da oferta é constante é igual a 1 (unitária).
ii. A oferta é uma reta que intercepta o eixo vertical dos preços (coeficiente linear
positivo): a elasticidade da oferta é variável e elástica (maior que 1).
iii. A oferta é uma reta que intercepta o eixo horizontal das quantidades (coeficiente
linear negativo): a elasticidade da oferta é variável e inelástica (menor que 1).

FIGURA 23

7.5 ELASTICIDADE-PREÇO DE LONGO PRAZO DA OFERTA

De modo geral a oferta é mais elástica no longo prazo do que no curto prazo.
Para a oferta secundária (oferta a partir da sucata) ocorre o oposto, isto é, a oferta
secundária é mais elástica no curto prazo do que no longo prazo.

1. (AFTN 91/ESAF) Assinale a afirmação falsa:

Curso Professor Geraldo Goes Página 58


Microeconomia

(a) a curva de oferta de um bem X, se for uma reta e passar pela origem dos eixos de preços
e quantidades terá coeficiente de elasticidade-preço unitário
(b) a curva de oferta da indústria, no curto prazo e em regime de concorrência perfeita, será a
soma das quantidades oferecidas por todas as firmas
(c) a curva de oferta indica os preços máximos capazes de induzir os vendedores a colocar as
várias quantidades no mercado
(d) a oferta do monopolista, no curto prazo e em condições de demanda e custos inalterados,
é um único ponto que indica uma quantidade e um preço
(e) a curva de oferta de uma firma, no curto prazo e em regime de concorrência perfeita, será
a curva de custo marginal para todas as quantidades iguais ou superiores àquela para a
qual o custo variável médio é mínimo.

2. (Gestor 97/Carlos Chagas) Um aumento da demanda de um bem não elevará o


preço de equilíbrio se
(A) a elasticidade da demanda for infinita.
(B) o bem for inferior.
(C) o bem for superior.
(D) os custos de produção forem crescentes.
(E) a elasticidade da oferta for infinita.

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
C E
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

Curso Professor Geraldo Goes Página 59


Microeconomia

CAPÍTULO 8

ELASTICIDADE – RENDA DA DEMANDA

8.1 DEFINIÇÃO

A elasticidade- renda da demanda mede a sensibilidade na quantidade demandada ( Qd ) quando


se varia a renda do consumidor (R). A elasticidade- renda é utilizada para classificar um bem
como superior, normal ou inferior. O coeficiente de elasticidade – renda da demanda é definido
como a razão entre uma variação percentual na quantidade demandada e a variação percentual
Qd %
na renda, isto é,  R  .
R %

8.2. CLASSIFICAÇÃO

Bem superior: R  1.

Bem Normal: 0 R  1.

Bem Inferior : R  0.

Nota: Quando um bem é superior (lagosta, BMW, caviar) a elasticidade- renda da demanda é
maior que 1. Quando um bem é normal (feijão, arroz) a elasticidade- renda está compreendida
entre 0(zero) e 1(um). Quando a elasticidade – renda é igual à 1 o bem é normal. Quando um
bem é inferior (carne de 2ª) a elasticidade renda é negativa.

Curso Professor Geraldo Goes Página 60


Microeconomia

8.3 CÁLCULO DA ELASTICIDADE-RENDA DA DEMANDA

1º CASO: QUANDO OS DADOS SÃO PERCENTUAIS.

Quando os dados relativos à quantidade demandada e à renda estão na forma percentual


devemos utilizar a fórmula abaixo:

Qd %
R 
R %
Ou seja a elasticidade- renda da demanda é igual a variação percentual na quantidade
demandada ( Qd % ) dividida pela variação percentual na renda ( R % ).

Exemplo 1: Se um aumento de 10% na renda do consumidor de um bem causa um


aumento de 20% na quantidade demandada desse bem, calcule a elasticidade renda da demanda.

Solução: O primeiro fato a se observar é que um aumento da renda do consumidor causou


um aumento na quantidade demandada e portanto a elasticidade renda é positiva.
20
R    2 ( bem superior)
10

Exemplo 2: Se um aumento de 10% na renda do consumidor de um bem causa um


aumento de 5% na quantidade demandada desse bem, calcule a elasticidade renda da demanda.

Solução: O primeiro fato a se observar é que um aumento da renda do consumidor causou


um aumento na quantidade demandada e portanto a elasticidade renda é positiva.
5 1
 R    ( bem normal)
10 2
Exemplo 3: Se um aumento de 10% na renda do consumidor de um bem causa um
aumento de 10% na quantidade demandada desse bem, calcule a elasticidade renda da demanda.

Solução: O primeiro fato a se observar é que um aumento da renda do consumidor causou


um aumento na quantidade demandada e portanto a elasticidade renda é positiva.
10
 R    1 ( bem normal)
10

Exemplo 4: Se um aumento de 10% na renda do consumidor de um bem causa uma


redução de 20% na quantidade demandada desse bem, calcule a elasticidade renda da demanda.

Solução: O primeiro fato a se observar é que um aumento da renda do consumidor causou


uma diminuição na quantidade demandada e portanto a elasticidade renda é negativa.
20
 R    2 ( bem inferior)
10

Curso Professor Geraldo Goes Página 61


Microeconomia

Exemplo 5: Se um aumento de 10% na renda do consumidor de um bem causa uma


diminuição de 5% na quantidade demandada desse bem, calcule a elasticidade renda da
demanda.

Solução: O primeiro fato a se observar é que um aumento da renda do consumidor causou


uma redução na quantidade demandada e portanto a elasticidade renda é negativa.
5 1
 R     ( bem inferior)
10 2

Exemplo 6: Se um aumento de 10% na renda do consumidor de um bem causa uma


diminuição de 10% na quantidade demandada desse bem, calcule a elasticidade renda da
demanda.

Solução: O primeiro fato a se observar é que um aumento da renda do consumidor causou


uma redução na quantidade demandada e portanto a elasticidade renda é negativa.
10
 R    1 ( bem inferior)
10

2º CASO: QUANDO OS DADOS SÃO TABELADOS E É ESPECIFICADO O NÍVEL DE


RENDA DO CONSUMIDOR.

Quando os dados relativos à quantidade demandada e à renda estão na forma de uma tabela e
o comando da questão especifica o nível de renda do consumidor no qual deve-se calcular
a elasticidade- renda da demanda, devemos utilizar a fórmula abaixo:

Q R
R 
R Q
Ou seja a elasticidade- renda da demanda é igual ao produto da razão entre a variação na
quantidade ( Qd ) e a variação na renda ( R ) pela razão entre a renda e a quantidade
demandada.

Exemplo 1: Dada a tabela abaixo calcule a elasticidade- renda da demanda:


a) quando a renda do consumidor é de 10 unidades monetárias;
b) quando a renda do consumidor é de 20 unidades monetárias.

Renda Quantidade
10 40
20 80

Solução : Devemos notar que a renda e a quantidade são diretamente


proporcionais, pois, quando a renda aumentou de 10 para 20 então a quantidade aumentou de 40
para 80, e portanto a elasticidade renda da demanda é positiva.

Curso Professor Geraldo Goes Página 62


Microeconomia

40 10
a)  R   x  1 (bem normal)
10 40

40 20
b)  R   x  1 (bem normal)
10 80

Exemplo 2: Dada a tabela abaixo calcule a elasticidade- renda da demanda quando a


renda do consumidor é de 10 unidades monetárias.

Renda Quantidade
10 40
20 100

Solução : Devemos notar que a renda e a quantidade são diretamente


proporcionais, pois, quando a renda aumentou de 10 para 20 então a quantidade aumentou de 40
para 100, e portanto a elasticidade renda da demanda é positiva.
60 10 3
 R   x  (bem superior)
10 40 2
Exemplo 3: Dada a tabela abaixo calcule a elasticidade- renda da demanda quando a renda do
consumidor é de 10 unidades monetárias.

Renda Quantidade
10 40
20 70

Solução : Devemos notar que a renda e a quantidade são diretamente


proporcionais, pois, quando a renda aumentou de 10 para 20 então a quantidade aumentou de 40
para 70, e portanto a elasticidade renda da demanda é positiva.
30 10 3
 R   x  (bem normal)
10 40 4

Exemplo 4: Dada a tabela abaixo calcule a elasticidade- renda da demanda quando a renda do
consumidor é de 10 unidades monetárias.

Renda Quantidade
10 40
20 30

Curso Professor Geraldo Goes Página 63


Microeconomia

Solução : Devemos notar que a renda e a quantidade são inversamente


proporcionais, pois, quando a renda aumentou de 10 para 20 então a quantidade diminui de 40
para 30, e portanto a elasticidade renda da demanda é negativa.
10 10 1
 R   x   (bem inferior)
10 40 4

3º CASO: QUANDO OS DADOS SÃO TABELADOS E NÃO É ESPECIFICADO O


NÍVEL DE RENDA (ELASTICIDADE NO ARCO).

Quando os dados relativos à quantidade demandada e à renda estão na forma de uma tabela e
o comando da questão não especifica o nível de renda do consumidor no qual deve-se
calcular a elasticidade- renda da demanda, devemos utilizar a fórmula abaixo:

Q ( R1  R2 )
R 
R (Q1  Q2 )

Ou seja a elasticidade- renda da demanda é igual ao produto da razão entre a variação na


quantidade ( Qd ) e a variação na renda ( R ) pela razão entre a soma das rendas e a soma das
quantidades demandadas.

Exemplo: Dada a tabela abaixo calcule a elasticidade- preço da demanda:

Renda Quantidade
10 80
40 20

60 (10  40)
Solução :  R   x  1 (bem inferior)
30 (80  20)

4º CASO: QUANDO É DADA A EQUAÇÃO DA CURVA DE ENGEL

Quando a relação entre a quantidade demandada e a renda é dada pôr uma equação
envolvendo a renda e a quantidade demandada (curva de Engel) e pede-se para calcular a
elasticidade renda da demanda, devemos utilizar a fórmula abaixo:

dQ R
R 
dR Q
Ou seja a elasticidade- renda da demanda é igual ao produto da derivada da quantidade
dQ R
em relação à renda ( ) pela razão entre a renda e a quantidade demandada ( ).
dR Q

Curso Professor Geraldo Goes Página 64


Microeconomia

Exemplo 1: A demanda de um bem é expressa em função da renda do


consumidor pela equação Qd  2 R  100 , calcule a elasticidade- renda da
demanda quando a renda do consumidor é de 10 unidades monetárias.

Solução : Para calcular a elasticidade- renda da demanda quando é dada a curva


de Engel devemos seguir o procedimento abaixo:

1º passo: calcular a derivada da quantidade em relação à renda:

dQ
 2
dR
2º passo: calcular a quantidade que corresponde à renda de 10:

Q  2.(10)  100  80

3º passo: calcular a razão entre a renda e a quantidade:

R 10

Q 80

dQ R dQ
3º passo: aplicar a fórmula  R  , ou seja multiplicar a derivada ( ) pela
dR Q dR
R
razão entre o preço e a quantidade ( ):
Q

10 1
  (2).   (bem inferior).
80 4

Exemplo 2: A demanda de um bem é expressa em função da renda do consumidor


pela equação Qd  2 R  100 , calcule a elasticidade- renda da demanda quando a
renda do consumidor é de 10 unidades monetárias.

Solução : Para calcular a elasticidade- renda da demanda quando é dada a curva


de Engel devemos seguir o procedimento abaixo:

1º passo: calcular a derivada da quantidade em relação à renda:

dQ
 2
dR
2º passo: calcular a quantidade que corresponde à renda de 10:

Q  2.(10)  100  120

Curso Professor Geraldo Goes Página 65


Microeconomia

3º passo: calcular a razão entre a renda e a quantidade:

R 10

Q 120

dQ R dQ
3º passo: aplicar a fórmula  R  , ou seja multiplicar a derivada ( ) pela
dR Q dR
R
razão entre o preço e a quantidade ( ):
Q

10 1
  (2).   (bem normal).
120 6

8.3 FÓRMULAS DA ELASTICIDADE RENDA

Qd % Qd R Qd ( R1  R2 ) dQd R


   
R % R Qd P (Qd1  Qd2 ) dR Qd

1. (BACEN 94/CESGRANRIO) Considere a seguinte função-demanda pelo bem X: X = M – 3


Px, onde M é a renda dos consumidores e Px o preço de X. Quando M = 10 e Px = 1 a
elasticidade-renda e a elasticidade-preço da demanda são, respectivamente:
(a) 1, -1
(b) 1, -3
1 3
(c) ,
7 7
10 3
(d) ,
7 7
10
(e)  ,3
7

2. (BACEN 94/CESGRANRIO) Pela teoria da demanda bens superiores são aqueles para os
quais:
(a) a elasticidade-renda da demanda é maior do que zero;

Curso Professor Geraldo Goes Página 66


Microeconomia

(b) a elasticidade-renda da demanda é maior do que um;


(c) a elasticidade-preço da demanda é maior do que zero;
(d) a elasticidade-preço da demanda é maior do que um;
(e) ambas as elasticidades são maiores do que zero.

3. (AO 97/CARLOS CHAGAS) A elasticidade renda da demanda de um bem é constante e igual


a 0,5. Uma elevação da renda dos consumidores de 10%, fará com que a quantidade demandada
aumente em:
(A) 3%
(B) 5%
(C) 8%
(D) 10%
(E) 0,5%

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
D B B
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

CAPÍTULO 9

ELASTICIDADE – PREÇO CRUZADA DA DEMANDA

9.1 DEFINIÇÃO

Curso Professor Geraldo Goes Página 67


Microeconomia

A elasticidade – preço cruzada da demanda mostra a sensibilidade na quantidade demandada


de um bem quando se varia o preço de um outro do bem. A elasticidade preço cruzada serve
para classificar os bens como substitutos ou complementares na demanda. A elasticidade –
preço cruzada da demanda do bem X em relação ao preço do bem Y (XY)é definida como a
razão entre a variação percentual na quantidade do bem X e a variação percentual no preço do
Qx%
bem Y, isto é,  XY  . A elasticidade –preço cruzada da demanda do bem Y em
Py %
relação ao preço do bem X (YX)é definida como a razão entre a variação percentual na
Qy %
quantidade do bem Y e a variação percentual no preço do bem X, isto é, YX  .
Px %
Note que (XY) e (YX) possuem o mesmo sinal.

9.2 CLASSIFICAÇÃO

Bens substitutos: XY .

Bens complementares: XY .

Bens não correlacionados: XY = .

Nota: Quando dois bens são substitutos a elasticidade cruzada entre eles é positiva. Quando dois
bens são complementares a elasticidade cruzada entre eles é negativa. Quando dois bens não
estão relacionados então a elasticidade cruzada entre eles é nula.

9.3 FÓRMULAS DA ELASTICIDADE-PREÇO CRUZADA DEMANDA

Qx % Qx Py Qx ( Py  Py ) dQx Py


1 2

 xy    
Py % Py Qx Py (Q1x  Qx2 ) dPy Qx

Qy % Qy Px Qy (Px1  Px2 ) dQy Px


yx    
Px % Px Qy Px (Q1y Qy2 ) dPx Qy

Curso Professor Geraldo Goes Página 68


Microeconomia

1. (MPU 96) Suponha que, quando o preço do brócolis aumenta em 2%, a quantidade
vendida de couve-flor aumenta 4%. Ceteris paribus, isto significa que:
a) a elasticidade-renda da demanda de couve-flor é 2 e que os bens são complementares;
b) a elasticidade-preço cruzada da demanda entre os bens é 2 e que os bens são substitutos;
c) a elasticidade-preço da demanda de couve-flor é 0,5 e que os bens são substitutos;
d) a elasticidade-preço cruzada da demanda entre os bens é -0,5 e que os bens são
complementares;
e) a elasticidade-preço da demanda de brócolis é -0,2 e que os bens são substitutos.

2. (AO 2001/ESAF) Considere as seguintes equações:


Da (Pa,Pb) = 50 - 4Pa + 10 x Pb
Sa (Pa, Pi) = 6 x Pa x Pi

onde
Da = demanda pelo bem A
Sa = oferta do bem A
Pa = preço do bem A
Pb = preço do bem B
Pi = preço do insumo I

Considerando Pb = 3 e Pi = 1, podemos então afirmar que:

a) O preço de equilíbrio do bem A será de 8;


a quantidade de equilíbrio de mercado
será de 48; os bens A e B são substitutos
na demanda; e um aumento de 20% no
preço de B resultará num aumento de
7,5% na quantidade de equilíbrio de
mercado.
b) O preço de equilíbrio do bem A será de 8;
a quantidade de equilíbrio de mercado
será de 48; os bens A e B são
complementares na demanda; e um
aumento de 20% no preço de B resultará
num aumento de 7,5% na quantidade de
equilíbrio de mercado.
c) O preço de equilíbrio do bem A será de 8;
a quantidade de equilíbrio de mercado
será de 48; os bens A e B são substitutos
na demanda; e um aumento de 20% no
preço de B resultará num aumento de
20% na quantidade de equilíbrio de
mercado.

Curso Professor Geraldo Goes Página 69


Microeconomia

d) O preço de equilíbrio do bem A será de 9;


a quantidade de equilíbrio de mercado
será de 58; os bens A e B são substitutos
na demanda; e um aumento de 20% no
preço de B resultará num aumento de
10,5% na quantidade de equilíbrio de
mercado.
e) O preço de equilíbrio do bem A será de 9;
a quantidade de equilíbrio de mercado
será de 58; os bens A e B são
complementares na demanda; e um
aumento de 20% no preço de B resultará
num aumento de 10,5% na quantidade de
equilíbrio de mercado.

3. (AFC 2000) A função de demanda de um consumidor por um bem x é dada por qx=20px-1py0,5
sendo qx a quantidade demandada do bem x por parte desse consumidor e px e py,
respectivamente, os preços do bem x e de outro bem y. Nesse caso, pode-se afirmar que, para
esse consumidor,
a) os bens x e y são substitutos
b) os bens x e y são complementares
c) o bem x é um bem de Giffen
d) a elasticidade preço da demanda pelo bem
x é 2
e) a elasticidade preço cruzada da demanda
pelo bem x em relação ao bem y é
negativa

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
B A A
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

Curso Professor Geraldo Goes Página 70


Microeconomia

Curso Professor Geraldo Goes Página 71


Microeconomia

TEORIA DO CONSUMIDOR

CAPÍTULO 10

PREFERÊNCIAS

10.1 CESTAS DE CONSUMO

Cestas de bens
Uma cesta A ( x, y ) é uma combinação das quantidades dos bens X e Y. Suponha que o
bem X seja pêra e que o bem Y seja uva, então o par ordenado (2, 3) é uma cesta, isto é, a
cesta (2,3) significa que 2 unidades (quantidades) de pêras e 3 unidades de uvas. De modo
análogo a cesta (1,4) representa 1 pêra e 4 uvas. Generalizando, a cesta (x1, y1) representa
x1 unidades do bem X e y1 unidades do bem Y.

Definição: Uma cesta A é estritamente preferível à cesta B, se o consumidor prefere


estritamente a cesta A do que a cesta B, isto é, se para ele a cesta A é sempre melhor do que a
cesta B, em outras palavras, a cesta A dá ao consumidor uma maior satisfação do que a cesta
B . Exemplo: a cesta (4,3) é estritamente preferível à cesta (1,2) se o consumidor sempre
preferir consumir 4 pêras e 3 uvas do que consumir 1 pêra e 2 uvas.
Notação: A  B . Lê-se: a cesta A é estritamente preferível a cesta B
Assim, A( x1 , y1 )  B( x 2 , y 2 ) , significa que o consumidor prefere consumir x1 unidades do
bem X e y1unidades do bem Y do que consumir x2unidades do bem X e y2unidades do bem Y.

10.2 PREFERÊNCIA ESTRITA

A B

Curso Professor Geraldo Goes Página 72


Microeconomia

10.3 RELAÇÃO DE INDIFERÊNÇA

Definição: duas cesta A e B são indiferentes ( A  B) se essas cesta fornecem a mesma


satisfação para o consumidor. Exemplo : a cesta (4,3) é indiferente à cesta (5,1) se para o
consumidor tanto faz consumir 4 pêras e 3 uvas ou consumir 5 pêras e 1 uva.
Notação: A  B lê-se: a cesta A é indiferente a cesta B.

10.4 PREFERÊNCIA FRACA

Definição: Um consumidor prefere fracamente uma cesta A (x1,y1) à uma cesta B (x2,y2) ,
isto é, A  B, se A é estritamente preferível à B ( A  B ) ou A é indiferente à B ( A B ).

10.5 HIPÓTESES RELATIVAS ÀS PREFERÊNCIAS

As preferências possuem três hipóteses fundamentais (axiomas), são as propriedades de:


 Completeza: as preferências são completas, isto é, dadas duas cesta A e B, então ou
A é fracamente preferível a B ( A  B ) ou B é fracamente preferível à A ( B  A),
em outras palavras, ou A  B, ou B  A ou A  B.
 Reflexiva: A  A, isto é, uma cesta é pelo menos tão boa quanto ela mesma.
 Transitiva : Se a cesta A é preferível à cesta B (A  B )e a cesta B é preferível a
cesta C (B  C), então a cesta A é preferível à cesta C (A  C).

10.6 PREFERÊNCIAS BEM-COMPORTADAS

Definição: Uma preferência é dita bem- comportada quando é monotônica e


convexa ao mesmo tempo.
 Preferencias monotônicas: Se a cesta A possui mais de ambos os bens do que a
cesta B, implicar que a cesta A é sempre preferível à cesta B, então essa preferência
é dita monotônica.
 Preferências Convexas: Sejam A e B duas cesta preferíveis à uma terceira cesta C,
implicar que uma combinação (uma média ponderada), entre as cesta A e B também
seja preferível à cesta C ( preferencia pela diversificação) então essa preferência é
dita convexa.

1. (Gestor 97/Carlos Chagas) Supondo um consumidor com preferências bem


comportadas, pode-se afirmar que a Taxa Marginal de Substituição
Curso Professor Geraldo Goes Página 73
Microeconomia

(A) é sempre igual à razão de troca do mercado.


(B) é igual à razão de troca do mercado apenas no equilíbrio do consumidor.
(C) nunca é igual à razão de troca do mercado.
(D) é maior ou igual à razão de troca do mercado.
(E) é menor ou igual à razão de troca do mercado.

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
B
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

CAPÍTULO 11

UTILIDADE

11.1 ESPAÇO DAS MERCADORIAS

Se as quantidades do bem X são plotadas no eixo horizontal e as quantidades do


bem Y são plotadas no eixo vertical (veja figura 24), então o plano assim obtido
é chamado de Espaço das Mercadorias. Note que cada ponto nesse plano é
uma cesta de bens, isto é, uma combinação de bens.

Curso Professor Geraldo Goes Página 74


Microeconomia

ESPAÇO DAS MERCADORIAS


FIGURA 24

11.2 FUNÇÃO UTILIDADE - U(x, y)

Definição: É uma função U(x, y) que associa a cada cesta de consumo (x, y) um nível
de satisfação (de utilidade). Exemplo: suponha que seja possível medir cardinalmente
(utilizando números) a satisfação que uma determinada cesta de bens fornece ao
consumidor, se função de utilidade é dada pôr U(x, y) = 2x + y, então se o consumidor
consumir a cesta (5, 4), isto é, se o consumidor consumir 5 pêras e 4 uvas, obterá de
satisfação, de utilidade, 2.(5)+4=14 útiles (unidades de satisfação). Se porém o
consumidor consumir a cesta (1,3), seu nível de utilidade será de 2.(1)+3=5 útiles.

Curso Professor Geraldo Goes Página 75


Microeconomia

11.3 ABORDAGENS DA UTILIDADE

Historicamente o estudo da utilidade passou pelas fases da utilidade cardinal e da


utilidade ordinal.
 Utilidade Cardinal: originalmente, pensou-se que fosse possível medir a utilidade
cardinalmente, isto é, utilizando os números cardinais e criou-se uma unidade de
medida para a utilidade chamada “útile”. Tal abordagem verificou-se inadequada ,
dado o caráter subjetivo da utilidade( da satisfação) que uma cesta de bens fornece à
um consumidor, pôr isto, esta abordagem foi abandonada da Teoria Econômica.
Atualmente utiliza-se a abordagem ordinal da utilidade. Exemplo: se U(x, y) = x +
y, então se o consumidor consumir a cesta (4, 3), isto é, se o consumidor consumir 4
pêras e 3 uvas, obterá de satisfação, de utilidade, .4+3=7 útiles (unidades de
satisfação). Se porém o consumidor consumir a cesta (1,2), seu nível de utilidade
será de 1+2=3 útiles.
 Utilidade Ordinal: nesta abordagem não é preciso medir as utilidades fornecidas
pelas cestas de bens, e sim, apenas, ordenar as preferencias do consumidor.
Exemplo: se U(x, y)=x + y, então a cesta A (4,3) fornece um nível de satisfação u1,
enquanto a cesta B (1,2) fornece um nível de satisfação u2, não sabemos, e não
precisamos saber, os valores numéricos (cardinais) de u1 e u2, mas sabemos que a
cesta A fornece um nível de utilidade maior que a cesta B, pois a cesta A possui
mais de ambos os bens.

11.4 UTILIDADE MARGINAL( UMg) DE UM BEM

Definição: A utilidade marginal de um bem é a variação na utilidade


(satisfação) total devido ao acréscimo de uma unidade a mais desse bem. O
consumo de uma unidade a mais de um bem, pôr exemplo uma pêra a mais, causa
um acréscimo na satisfação (utilidade) do consumidor, acréscimo este chamado de
utilidade marginal desse bem (utilidade marginal da pêra).
A utilidade marginal do bem X é a derivada parcial da função utilidade em relação
U
a quantidade do bem X, isto é: UMg x  .
x
A utilidade marginal do bem Y é a derivada parcial da função utilidade em relação
U
à quantidade do bem Y, isto é, UMg y  .
y
Princípio das utilidades marginais decrescentes : As utilidades marginais são
positivas e decrescentes, isto é, os acréscimos nas utilidades são cada vez
menores.

Curso Professor Geraldo Goes Página 76


Microeconomia

11.5 CURVA DE INDIFERENÇA

Definição: É a curva no espaço das mercadorias que mostra as cestas (as combinações
de bens) que fornecem ao consumidor o mesmo nível de satisfação (de utilidade). As
curvas de indiferença são curvas de níveis da função utilidade. O conceito de curva de
indiferença faz parte da abordagem ordinal.
As curvas de indiferença possuem as seguintes propriedades (veja figura 25):
 São decrescentes: pois existe a possibilidade de substituir um bem pelo outro de
maneira a permanecer no mesmo nível de satisfação. Preferencias monótonas implicam
em curvas de indiferença decrescentes (com inclinação negativa).
 São côncavas para cima (convexas em relação à origem): pois as taxas marginais de
substituição são decrescentes e também porque existe uma preferencia pela
diversificação.
 São densas, isto é, entre duas curvas de indiferença sempre podemos traçar uma
terceira.
 Não se interceptam.
 Afasta-se da origem à medida que aumenta o nível de utilidade.

U(A)=U(B)=U(C)=M1
U(D)=U(E)=M2
U(F)=U(G)=M3
FIGURA 25

Curso Professor Geraldo Goes Página 77


Microeconomia

11.6 PRINCIPAIS TIPOS DE PREFERENCIAS E SUAS RESPECTIVAS


UTILIDADES E CURVAS DE INDIFERENÇA

Os principais tipos de utilidade são:


 Cobb- Douglas: U ( x, y )  Ax  y  . As curvas de indiferenças são bem
comportadas.
 Bens Substitutos Perfeitos: U(x, y) = x + y. As curvas de indiferença são
retas.
 Bens Complementares Perfeitos : U(x, y) = min {ax, by}. As curvas de
indiferença são em forma de cantoneira (em forma de L) “penduradas” na
reta y = ax/b pois a racionalidade econômica impõe que ax = by.
 Bens Neutros: se y é um bem neutro então U(x,y) = f(x) e se o bem y é plotado
no eixo vertical então as curvas de indiferenças são retas verticais, paralelas ao
eixo dos y.
 Um mal : se y é um “mal” então as curvas de indiferença são crescentes e a
utilidade do consumidor aumenta quando as curvas de indiferença se afastam
desse mal.
 Preferencias saciadas: se existe uma cesta de saciedade ou de satisfação plena
então as curvas de indiferença são círculos em volta dessa cesta de saciedade
e a utilidade do consumidor aumenta quando esses círculos se aproximam da
cesta do ponto de satisfação.

11.7 TAXA MARGINAL DE SUSTITUIÇÃO ENTRE DOIS BENS


(PROPENSÃO MARGINAL A PAGAR)

 Definição: A taxa marginal de substituição de y pôr x (TMgSy,x) é a quantidade do


bem Y que deve ser sacrificada para se obter uma unidade a mais do bem X de maneira
a permanecer no mesmo nível de satisfação.
 Interpretação geométrica: A taxa marginal de substituição é a inclinação negativa da
curva de indiferença, isto é, a taxa marginal de substituição é a inclinação da reta
tangente à curva de indiferença em um ponto (veja figura 26).
 Relação (Cálculo matemático): A taxa marginal de substituição entre dois bens é
UMg x
igual à razão entre as utilidades marginais desses bens, isto é: TMgSy, x 
UMg y

Curso Professor Geraldo Goes Página 78


Microeconomia

A
UMg x
Tg  TMgS y , x
A
 A
UMg y
FIGURA 26

11.8 A RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA DO CONSUMIDOR

Definição: A reta de restrição orçamentária mostra os pontos, as cestas de bens, que


são factíveis, isto é, que podem ser compradas pelo consumidor (veja figura 27).
Equação : A equação da restrição orçamentária é x. p x  y. p y  R , onde R é a
renda do consumidor, x e y são respectivamente as quantidades dos bens X e Y , px
é o preço do bem X e py é o preço dos bem Y.
Inclinação : A inclinação da restrição orçamentária é igual à razão entre os preços
dos bens ( - px / py ). A inclinação da restrição orçamentária é igual ao preço
relativo do bem X porque é igual ao preço do bem X dividido pelo preço do bem Y,
isto é, a inclinação da restrição orçamentária é igual ao preço do bem X (do bem
que é plotado no eixo horizontal) dividido pelo preço do bem Y (que é plotado no
outro eixo). A inclinação da restrição orçamentária é igual ao preço relativo do bem
plotado no eixo horizontal.

Curso Professor Geraldo Goes Página 79


Microeconomia

FIGURA 27

1. (AO 97/CARLOS CHAGAS) A hipótese da aditividade das utilidades equivale à suposição de


que a utilidade marginal de um bem depende unicamente da
(A) quantidade disponível desse bem.
(B) quantidade disponível dos outros bens.
(C) quantidade disponível desse bem e dos outros bens.
(D) renda dos consumidores.
(E) condição técnica da produção desse bem.

2. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Um conjunto de curvas de indiferença verticais no


plano cartesiano para uma economia com dois bens ilustra, para um consumidor, uma situação
em que

(A) um dos bens pode ser absolutamente indesejado para o consumidor, como no caso de
cigarros para um não fumante.
(B) não existem bens que causam dependência no consumidor.
(C) o consumidor é infinitamente indiferente entre os bens ou entre as cestas dos dois ens.
(D) a taxa marginal de substituição no consumo é igual a um (TMSc = 1).
(E) a taxa marginal de substituição fora do módulo é, no limite, igual a + para um dos bens,
no caso um bem que causa dependência (heroína, por exemplo).

3. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) A inclinação da curva de indiferença, considerando-se


uma economia com dois bens representados no plano cartesiano, é

(A) conhecida como a taxa de utilidade marginal dos bens, que é sempre igual aos preços
relativos.
(B) necessariamente igual aos preços relativos.
(C) a taxa marginal de substituição no consumo.

(D) a inclinação da restrição orçamentária.


(E) representada somente pela igualdade entre as razões de utilidades marginais e preços
relativos.
4. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Suponha um consumidor de serviços políticos, ou
escolhas públicas, (o eleitor) que seja indiferente entre votar em um político de centro- esquerda
Curso Professor Geraldo Goes Página 80
Microeconomia

ou dois políticos social-democratas. Nesse caso, a taxa marginal de substituição de políticos de


centro esquerda por políticos social-democratas será (supondo que os políticos social-democratas
estejam representados no eixo horizontal do plano cartesiano em que se localiza o mapa de
indiferença entre políticos com o qual se defronta nosso eleitor):

(A) menos meio.


(B) meio.
(C) um.
(D) menos um.
(E) tangente de 45 graus.

5. (Gestor 97/Carlos Chagas) Um determinado consumidor tem suas preferências


representadas por U=X1+X2, onde X1 é a quantidade do bem 1 e X2 a quantidade do
bem 2. Neste caso, pode-se afirmar que para este consumidor os bens 1 e 2 são
(A) substitutos perfeitos.
(B) complementares perfeitos.
(C) bens de luxo.
(D) bens de Giffen.
(E) bens inferiores.

6. (AFC 95) Dada as funções x1a x21-a e alnx1+(1-a)lnx2, é falso afirmar que:
(A) a utilidade marginal do bem 1, quando se considera a primeira função, é
ax1a-1 x21-a;
(B) a utilidade marginal do bem 1, quando se considera a segunda função, é
a/x;
(C) ambas as funções representam as mesmas referências;
(D) a razão entre as utilidades marginais dos bens x1 e x2 para as duas
funções é igual;
(E) a utilidade marginal do bem 2, quando se considera a segunda função, é
1/x2.

7. (TCE-TCU/82) Quando a utilidade total proporcionada por determinado bem cresce, a


utilidade marginal é:

a) constante;

b) negativa e declinante;

c) positiva e declinante;

d) negativa e crescente;

e) positiva e crescente.

Curso Professor Geraldo Goes Página 81


Microeconomia

8. (TCE- TCU/82) A Curva De Indiferença Do Consumidor Mostra As Diversas Combinações


Possíveis De Dois Bens, Que Proporcionam A Mesma Utilidade Ou Satisfação.Curva de
indiferença mais alta proporciona maior satisfação e curva de indiferença mais baixa. Menor
satisfação.Apresentam as curvas de indiferença tr~es características básicas, que são:

a) possuem inclinação positiva, são convexas em relação ‘a origem e muito raramente se


interceptam;

b) possuem inclinação negativa, são convexas em relação ‘a origem e não se interceptam;

c) possuem inclinação negativa, são côncovas em relação ‘a origem e se interceptam com


freqüência;

d) possuem inclinação positiva, são convexas em relação ‘a origem e não se interceptam;

e) possuem inclinação negativa e podem ser tanto convexas quanto côncovas.

9. ( Assessor Técnico-Economista da Câmara Legislativa- DF/92)Tendo em vista a Teoria do


Consumidor, é correto afirmar que:

a) duas curvas de indiferença de um mesmo indivíduo podem se cruzar;

b) o equilíbrio do consumidor ocorre quando a reta de restrição orçamentária tangencia a curva


de indiferença mais externa;

c) o excedente do consumidor ocorre quando este não está disposto a pagar pelo bem o valor
que o mercado solicita;

d) o efeito substituição gera aumento de satisfação.

10. (Assessor Técnico-Economista da Câmara Legislativa –DF/92) Assinale as alternativas


incorretas, com base na teoria do Consumidor.

a) A taxa marginal de substituição, que corresponde à inclinação da reta de restrição


orçamentária, é constante.

b) O objetivo do consumidor é maximizar sua função utilidade, dada a sua restrição


orçamentária.

c) As curvas de indiferença são convexas em relação à origem.Se este fato não for observado, a
solução do problema do consumidor será a especialização do consumo.

d) A utilidade marginal torna-se negativa a partir do momento em que a curva de utilidade


atinge seu pico.

11. (AFCE-TCU/98) A teoria da demanda baseia-se nas decisões dos consumidores e requer o
conhecimento de como são formadas as suas preferências.A esse respeito, julgue os itens
seguintes.

Curso Professor Geraldo Goes Página 82


Microeconomia

a) Tanto a posição como a forma das curvas de indiferença, para um consumidor particular,
dependem unicamente de suas preferências, não sendo afetadas pelo nível de renda e pelos
preços de mercado.

b) Supondo que, para um determinado consumidor, raquetes e bolas de tênis sejam


complementos perfeitos, a variação da demanda de raquetes resultantes de uma redução do preço
desse produto dever-se à tão-somente ao efeito-renda.

c) A inclinação da curva de restrição orçamentária depende dos preços relativos dos bens e
da renda do consumidor.

1 1
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 17 18 19 20 21 22 23 24 25
5 6
A A C A A E C B B fvvf vvf
4 4
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 42 43 44 45 46 47 48 49 50
0 1

51 52 53 54 55 56

10-F,V,V,F
11- V,V,F

CAPÍTULO 12

A ESCOLHA ÓTIMA DO CONSUMIDOR

12.1 O OBJETIVO DO CONSUMIDOR

O objetivo do consumidor é obter a maior satisfação possível, isto é, atingir o maior


nível de utilidade possível, sujeito á sua restrição orçamentária. A escolha ótima é a
cesta de bens que maximiza a utilidade do consumidor, dado a sua restrição
orçamentária.

12.2 A CESTA ÓTIMA E O EQUILÍBRIO DO CONSUMIDOR

Curso Professor Geraldo Goes Página 83


Microeconomia

A Cesta Ótima
Definição: A cesta ótima (a combinação de bens) é aquela que é factível (que pode ser
adquirida) e que maximiza a utilidade do consumidor. A cesta ótima representa a solução
do problema do consumidor. A cesta ótima é o ponto de equilíbrio do consumidor.
Interpretação geométrica: A cesta ótima é aquela situada sobre a reta de restrição
orçamentária (e portanto é factível) e ao mesmo tempo pertence à curva de indiferença
mais elevada ( e portanto fornece o maior nível de utilidade), isto é, a cesta ótima é obtida
geometricamente quando a curva de utilidade mais alta possível ( de maior utilidade)
tangencia a restrição orçamentária (vide figura 28).
Condições de Obtenção: A cesta ótima (x*, y* ) satisfaz as duas condições abaixo:
 x * . p x  y * . p y  R , isto é, a cesta ótima ( x * , y * ) é factível (pode ser comprada) e
portanto satisfaz a equação da restrição orçamentária;
UMg x p
  x , isto é, a razão entre as utilidades marginais dos bens é igual à
UMg y py
razão entre os preços desses bens. De fato, na cesta ótima, e apenas nela, a restrição
orçamentária (cuja inclinação é dada pela razão entre os preços dos bens) é tangente á
curva de indiferença e portanto a restrição orçamentária torna-se uma taxa marginal
de substituição (que é igual à razão entre as utilidades marginais ). Note que a
UMg x p
igualdade (  x ) só se verifica no ponto de equilíbrio do consumidor, isto
UMg y py
é, só se verifica para a cesta ótima.

FIGURA 28

12.3 A UTILIDADE MARGINAL DA MOEDA

Curso Professor Geraldo Goes Página 84


Microeconomia

Definição: A utilidade marginal da moeda () é igual à razão entre a utilidade


UMg x
marginal de um bem e o preço desse bem ( ). A utilidade marginal da
px
moeda é a utilidade obtida com a última unidade monetária gasta em um bem.

12.4 A CONDIÇÃO DE EQUILÍBRIO E A UTILIDADE MARGINAL DA


MOEDA

UMg x p UMg x UMg y


A condição de equilíbrio  x pode ser escrita como  , isto é,
UMg y py px py
a máxima satisfação é obtida quando a utilidade marginal da moeda é constante.
O consumidor maximiza sua utilidade quando a utilidade obtida com a última
unidade monetária gasta nos diversos bens é constante, pois o preço da moeda é
UMg x UMg y UMg moeda 
unitário :    .
px py preçomoeda 1

12.5 A CESTA ÓTIMA PARA UMA FUNÇÃO DE UTILIDADE DO TIPO


COBB - DOUGLAS

Se a função utilidade for do tipo Cobb-Douglas, isto é, se U ( x, y )  Ax  y  , então :


 R
 A quantidade ótima do bem X será: x * 
(   ) p x

 R
 A quantidade ótima do bem Y será: y * 
(   ) p y

Onde: R é a renda do consumidor


Px é o preço do bem X
Py é o preço do bem Y

Exemplo: Sabendo que a função de utilidade de um consumidor é U ( x, y )  xy , sua


renda e de 10 unidades monetárias e os preços dos bens X e Y são respectivamente 1 e 2,calcule
as quantidades ótimas que maximizam a utilidade do consumidor.

Solução:
Dados: U ( x, y )  xy  x 1 / 2 y 1 / 2
R= 10
Px = 1
Curso Professor Geraldo Goes Página 85
Microeconomia

Py = 2

 R
Sabemos que x*  , substituindo os dados acima temos
(   ) p x
1/ 2 10
x*  5
(1 / 2  1 / 2) 1

 R
De modo análogo y*  , substituindo os dados teremos:
(   ) p y
1/ 2 10
Y*   2,5
(1 / 2  1 / 2) 2

1. (BACEN 94/CESGRANRIO)Tomemos uma economia com dois bens, X e Y, com preços Px =


1 e Py = 1, respectivamente. Para um consumidor cuja função-utilidade seja dada por U = x . y e
que possua uma renda total M de seis unidades monetárias a cesta de consumo que lhe maximiza
a satisfação é:
(a) X = 3, Y = 3
(b) X = 3, Y = 2
(c) X = 2, Y = 3
(d) X = 2, Y = 2
(e) X = 0, Y = 6

2. (AFC 2000) Imagine um consumidor que consuma apenas dois bens e cujas preferências possam
a b
ser representadas pela função de utilidade U(x, y)= x y , na qual x e y são as quantidades
consumidas dos dois bens, e a e b são constantes reais e positivas. Com relação à demanda desse
consumidor é correto afirmar que:

a) a demanda pelo bem y é elástica, ou seja,


possui um valor, em módulo, superior à
unidade
b) dada a renda do consumidor, o volume do
dispêndio realizado por ele com a aquisição
do bem x não depende do preço do mesmo
c) a demanda pelo bem x é inelástica
d) o bem x é um bem inferior
e) o bem y é um bem de Giffen

3. (IPEA 97/Carlos Chagas) Suponha uma função de utilidade quase-linear da forma


U(x0,x1)=x0 + u(x1): Neste caso, se x0 > 0, a demanda pelo bem 1
Curso Professor Geraldo Goes Página 86
Microeconomia

(A) só depende do preço do bem 0.


(B) depende do preço de bem 1 e da renda.
(C) só depende do preço do bem 1.
(D) depende do preço do bem 0, do preço do bem 1 e da renda.
(E) depende do preço do bem 0 e da renda.

4. (Gestor 97/Carlos Chagas) Suponha um consumidor com sua função de utilidade


dada por U=X21.X32, onde X1 é a quantidade do bem 1 e X2 a quantidade do bem 2.
Sabendo-se que o preço do bem 1 é igual a 2, o preço do bem 2 é igual a 3 e a renda
do consumidor igual a 500, pode-se afirmar que as quantidades demandadas dos bens
são:
(A) X1 = 145 e X2 = 70
(B) X1 = 122,5 e X2 = 85
(C) X1 = 100 e X2 = 100
(D) X1 = 90 e X2 = 120
(E) X1 = 80 e X2 = 125

5. (Gestor 97/Carlos Chagas) Suponha um consumidor com a função utilidade dada por
U=X1.X2+X2, sendo que P1 = P2 = 5 e a renda é igual a 100. Se o governo cobrar um
imposto de 5 para cada quantidade do bem 1 que o consumidor adquira, o efeito renda
e o efeito substituição, segundo Slutsky, seriam:
(A) –2,625 e –2,275
(B) –2,5 e –2,5
(C) –2,35 e –2,65
(D) –1,535 e –3,465
(E) –1,5 e –3,5

6. (AFC 96) Suponha que a taxa marginal de substituição no consumo para um


indivíduo seja dada por TMS = y/x, sendo y e x os dois bens disponíveis para
escolha. Assinale abaixo a afirmativa verdadeira para este indivíduo:
(A) x é um bem inferior e y é um bem superior;
(B) x é um bem supeior e y é um bem inferior;
(C) x é um bem normal, e y também é um bem normal;
(D) y não é exatamente um bem normal, mas está na fronteira de ser
considerado um bem normal;
(E) x não é exatamente um bem normal, mas está na fronteira de ser
considerado um bem normal.

Curso Professor Geraldo Goes Página 87


Microeconomia

7. (Assessor Técnico-Economista da Câmara Legislativa- DF/92) No que diz respeito ao modelo


de equilíbrio do consumidor, através das curvas de indiferença, é correto afirma que:
a) a partir da curva de preço-consumo, obtido através da união dos vários pontos de equilíbrio
decorrentes de variações do preço de um dos bens, constrói-se a curva de demanda pelo bem
cujo preço vario, a qual relaciona preços e quantidades, negativamente, para o respectivo bem
normal;

b)a partir da curva de renda-consumo, obtida através da união dos vários pontos de equilíbrio
decorrentes de variações da renda do consumidor, constrói-se a curva de Engel, que relaciona a
renda negativamente com qualidade demandada de um bem normal;

c)um aumento na renda disponível do consumidor deslocará a curva de restrição orçamentária,


fazendo com que seja alcançada curva de indiferença mais externa, podendo significar nível de
satisfação menor;

d)quando existe variação do preço dos bens no modelo de equilíbrio, não se observa o efeito-
renda.

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
A B C C A C A
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

CAPÍTULO 13

DESLOCAMENTO PARALELO DA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA


CURVA DE RENDA CONSUMO
CURVA DE ENGEL

13.1 DESLOCAMENTO DA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA

Curso Professor Geraldo Goes Página 88


Microeconomia

Quando se varia a renda nominal ( R ) mantendo-se constante os preços dos bens a reta
de restrição orçamentária sofre um deslocamento paralelo. Um aumento da renda nominal
R, mantendo-se constante os preços dos bens (e portanto não alterando a inclinação da
p
restrição orçamentária X ) causa um deslocamento paralelo da restrição orçamentária
pY
para cima e vice-versa.

13.2 CURVA DE RENDA – CONSUMO

É o lugar geométrico das cestas de equilíbrio obtidas quando se varia a renda nominal
mantendo-se constante os preços dos bens, isto é, a curva de renda consumo é construída
ligando-se as cestas de equilíbrio obtidas quando se faz sucessivos deslocamentos da
restrição orçamentária. A curva de renda consumo de bens substitutos perfeitos é o
próprio eixo horizontal das quantidades do bem X (caso esse bem seja o mais barato) ou
o eixo vertical das quantidades do bem Y (caso esse bem seja o mais barato). A curva de
renda consumo de bens complementares perfeitos é uma reta passando pela origem (é a
própria reta onde estão “penduradas” as curvas de indiferença em forma de cantoneiras).
Quando um bem é normal ou superior a curva de renda consumo é crescente.
Quando um bem é inferior a curva de renda consumo é decrescente.

13.3 CURVA DE ENGEL

A curva de Engel é obtida a partir da curva de renda consumo relacionando-se as


quantidades de equilíbrio de um bem com os respectivos níveis de renda. A curva de
Engel é qualquer curva que relacione a renda com a quantidade demandada. A curva de
Engel para bens substitutos perfeitos é uma reta passando pela origem e cuja inclinação é
o preço do bem X caso esse seja o bem mais barato. A curva de Engel de bens
complementares perfeitos é uma reta passando pela origem e cuja inclinação é a soma dos
preços dos bens. Quando um bem é normal ou superior a curva de Engel é crescente
(possui inclinação positiva), Quando um bem é inferior a curva de Engel é
decrescente (possui inclinação negativa). Se a curva Engel possui concavidade para
baixo (para o eixo da Renda) o bem é dito necessário. Se a curva de Engel possui
concavidade para cima o bem é dito de luxo.

1. (FTF/83) A curva de Engel é baseada em uma das seguintes hipóteses:

a) preços constantes e variações na renda;

b) preços e rendas constantes;

c) variação nos preços e rendas constantes;

Curso Professor Geraldo Goes Página 89


Microeconomia

d) variações nos preços e rendas;

e) falta de correlação entre a quantidade de um bem e a renda.

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25

26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

CAPÍTULO 14

ROTAÇÃO DA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA


CURVA DE PREÇO – CONSUMO
CURVA DE DEMANDA

14.1 ROTAÇÃO DA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA

Um aumento no preço de um bem, mantendo-se constante a renda e o preço dos


demais bens causa uma rotação da restrição orçamentária. Quando se aumenta o preço
do bem X, mantendo-se constante o preço do bem Y e da renda, a restrição
orçamentária sofre uma rotação no sentido horário.

Curso Professor Geraldo Goes Página 90


Microeconomia

14.2 CURVA DE PREÇO-CONSUMO

É o lugar geométrico das cestas de equilíbrio obtidas quando se varia o preço de um


bem mantendo-se constante a renda e o preço dos demais bens, isto é, a curva de preço
consumo é construída ligando-se as cestas de equilíbrio obtidas pôr sucessivas rotações
da restrição orçamentária. A curva de preço- consumo de bens substitutos perfeitos é o
próprio eixo horizontal das quantidades do bem X (caso esse bem seja o mais barato) ou
o eixo vertical das quantidades do bem Y (caso esse bem seja o mais barato). A curva
de preço- consumo de bens complementares perfeitos é uma reta passando pela origem
(é a própria reta onde estão “penduradas” as curvas de indiferença em forma de
cantoneiras). Se a curva de preço- consumo é horizontal então a elasticidade- preço
da demanda é unitária. Se a curva de preço- consumo é decrescente então a
demanda é elástica. Se a curva de preço consumo é crescente então a demanda é
inelástica.

14.3 CURVA DE DEMANDA

A curva de demanda é obtida a partir da curva de preço – consumo. A curva de


demanda é construída a partir da curva de preço - consumo relacionado-se as
quantidade de equilíbrio de um bem com os respectivos níveis de preço desse bem. A
demanda para bens substitutos perfeitos é uma hipérbole. A demanda para bens
complementares perfeitos também é uma hipérbole.

1. (AFC 97) Um consumidor pode escolher entre apenas dois bens, x e y.


Suponha que os preços do dois bens são tais que a reta de restrição
orçamentária é descrita pela linha cheia nos cinco diagramas da figura abaixo.
Em um segundo momento, o governo cria um novo imposto, que só incide sobre
quantidades de x consumidas a mais que a quantidade representada por xx* nos
cinco diagrama da figura a seguir.

y y y y y

x* x x* x x* x x* x x* x

a) b) c) d) e)

Curso Professor Geraldo Goes Página 91


Microeconomia

A linha que representa a restrição orçamentária correta na figura acima, após a


introdução deste imposto, é:
(A) a linha pontilhada da figura (a);
(B) o pedaço da linha cheia para x < x*, e o pedaço da linha pontilhada para
x > x* da figura (b);
(C) a linha pontilhada da figura (c);
(D) o pedaço da linha cheia para x < x*, e o pedaço da linha pontilhada para
x > x* da figura (d);
(E) a linha pontilhada da figura (e).

2. (ANPEC/87) Se a curva de preço-consumo para uma mercadoria é horizontal para todos os


preços significantes, a curva de demanda para essa mercadoria é:

a) positivamente inclinada;

b) hipérbole retangular, elasticidade preço unitária;

c) hipérbole retangular, elasticidade-preço variável ao longo da curva;

d) horizontal.

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
D B
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

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Microeconomia

TEORIA DA FIRMA

PARTE 1- TEORIA DA PRODUÇÃO

Curso Professor Geraldo Goes Página 94


Microeconomia

CAPÍTULO 15

PRODUÇÃO COM UM INSUMO VARIÁVEL

15.1 OS TIPOS DE INSUMOS UTILIZADOS PELA FIRMA

Insumos fixos: são aqueles que não podem variar instantaneamente. Exemplos: a terra,
capital instalado, setor administrativo.
Insumos variáveis: são aqueles que podem variar instantaneamente. Exemplo: mão-de-
obra.
Curto Prazo: é o período d tempo em que pelo menos um insumo é fixo.
Longo Prazo: é o período de tempo em que todos os insumos são variáveis. È o horizonte
de planejamento da firma. A firma produz no curto prazo e paneja no longo prazo.

15.2 HIPÓTESES SOBRE A PRODUÇÃO COM UM INSUMO VARIÁVEL

As hipóteses sobre a produção com um insumo variável são:


(i) só existe um insumo variável que é a mão de obra (trabalho), representado pela
letra L.
(ii) só existe um insumo fixo que é a terra.

Exemplo: a produção de um bem agrícola que utiliza como insumo variável a mão de obra,
isto é, é possível contratar ou demitir qualquer quantidade de mão de obra e a terra é um
insumo fixo , ou seja, não se pode aumentar ou diminuir o total da terra disponível para a
produção desse bem.

15.3 O PRODUTO TOTAL OU PRODUÇÃO TOTAL DA FIRMA ( PT)

Produto Total (PT): é uma função (gráfico ou tabela) que fornece a quantidade
produzida (o nível do produto) em função do nível de insumo variável (mão-de-obra)
utilizado pela firma.

15.4 PRODUTO MÉDIO (PMe)

Produto Médio (PMe): É a razão entre o produto total (PT) e o nível de trabalho(L).

PT
PMe 
L

Curso Professor Geraldo Goes Página 95


Microeconomia

15.5 PRODUTO MARGINAL (PMg)

Produto Marginal (PMg) : É a variação do produto total devido ao acréscimo de


uma unidade a mais do insumo variável (L). O produto marginal é a derivada do
produto total em relação à mão-de-obra (L).

dPT
PMg 
dL

15.6 RELAÇÕES ENTRE O PRODUTO TOTAL (PT), O PRODUTO MARGINAL (PMg)


E O PRODUTO MÉDIO (PMe)

As principais relações entre o Produto Total (PT), o Produto Marginal (PMg) e o


Produto Médio (PMe) são (veja figura 29):
(i) Se o Produto Total é crescente então o Produto Marginal é positivo.
(ii) Se o Produto Total é decrescente então o Produto Marginal é negativo.
(iii) Se o Produto Total é máximo então o Produto Marginal é nulo.
(iv) O Produto Marginal atinge seu máximo para o mesmo nível de trabalho no
qual o Produto Total atinge o seu ponto de inflexão.
(v) O Produto Médio atinge seu ponto de máximo quando corta (se iguala)
ao Produto Marginal.
(vi) O Produto Médio atinge seu ponto de máximo se iguala ao Produto
Marginal no ramo descendente deste e no ponto de máximo daquele.
(vii) Quando o Produto Marginal é negativo, então o Produto Médio é
decrescente (não vale a volta).

FIGURA 29

Curso Professor Geraldo Goes Página 96


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15.7 LEI DOS RENDIMENTOS FÍSICOS MARGINAIS DECRESCENTES

Lei dos rendimentos físicos marginais decrescentes: Existe um nível de insumo


no qual a produtividade marginal do insumo (o Produto Marginal) começa a
decrescer, isto é, ao se utilizar muita quantidade de um insumo sua produtividade
marginal diminui. Essa Lei só é válida no curto prazo, quando pelo menos um
insumo é mantido fixo, portanto não devemos confundi-la com os rendimentos
decrescentes de escala, pois este é um conceito de longo prazo, no qual todos os
insumos são variáveis.

15.8 OS ESTÁGIOS DE PRODUÇÃO DE UM INSUMO

A medida que se varia, que se utiliza cada vez mais quantidade de um insumo (pôr
exemplo a mão-de-obra), mantendo-se fixa a quantidade do outro insumo (pôr exemplo a terra),
o insumo variável passa pôr três estágios, denominados de estágios I, II e III desse insumo. Tome
como exemplo a produção de uma fazenda na qual a terra é fixa e o fazendeiro vai contratando
cada vez mais lavradores para cultivar sua terra. A mão-de-obra, que é o insumo variável passará
sucessivamente pelos estágios I, II e III.
Inicialmente utiliza-se pouca mão-de-obra para muita terra e portanto nos encontramos no
estágio I da mão-de-obra. A medida que se utiliza cada vez mais mão-de-obra, esse insumo
atingirá seu estágio II e atingirá seu estágio III quando a produtividade dessa mão-de-obra for
nula, para qualquer quantidade de mão-de-obra acima desse ponto a produtividade dessa mão-de-
obra torna-se negativa, isto é, quando se utiliza muita mão-de-obra para pouca terra.

Curso Professor Geraldo Goes Página 97


Microeconomia

Os estágios do insumo variável (da mão-de-obra) são:

(i) Estágio I da mão-de-obra: ocorre quando o nível de mão-de-obra varia de zero


até o ponto de máximo do Produto Médio. Nesse estágio a firma utiliza pouca
mão-de-obra para muita terra. A mão-de-obra encontrasse no seu estágio I
quando é usado de uma forma extensiva, isto é, em pouca quantidade em relação
à terra.
(ii) Estágio II da mão-de-obra: ocorre quando o nível de mão-de-obra varia do
ponto de máximo do Produto Médio até o ponto onde o Produto Marginal se
anula. Nesse estágio tanto o Produto Médio quanto o Produto Marginal são
decrescentes.
(iii) Estágio III da mão-de-obra: ocorre quando o nível de mão-de-obra é maior do
que aquele no qual o Produto Marginal se anula, ou seja, nesse estágio o
Produto Marginal da mão-de-obra é negativo. Nesse estágio a firma utiliza muita
mão-de-obra para pouca terra. A mão-de-obra encontrasse no seu estágio III
quando é usado de uma forma excessivamente intensiva, isto é, em muita
quantidade em relação à terra, consequentemente existe mão-de-obra com
ociosidade, desperdício e portanto o produto marginal da mão-de-obra é
negativo.

Os estágios do insumo fixo (da terra) são (veja figura 30):

(iv) Estágio I da terra: Nesse estágio a firma utiliza pouca terra para muita mão-de-
obra. A terra encontrasse no seu estágio I quando é usado de uma forma
extensiva, isto é, em pouca quantidade em relação à mão-de-obra.
(v) Estágio II da terra: ocorre quando o nível de insumo fixo não é usado nem de
forma extensiva, nem de forma excessivamente intensiva.
(vi) Estágio III da terra: Nesse estágio a firma utiliza muita terra para pouca mão-
de-obra. A terra encontrasse no seu estágio III quando é usado de uma forma
excessivamente intensiva, isto é, em muita quantidade em relação à mão-de-
obra, consequentemente existe terra em ociosidade, desperdício e, portanto o
produto marginal da terra é negativo.

Curso Professor Geraldo Goes Página 98


Microeconomia

FIGURA 30

15.9 A SIMETRIA DOS ESTÁGIOS DE PRODUÇÃO

Existe uma simetria entre os estágios de produção dos insumos fixo e variável, a
saber:
(i) O Estágio I da mão-de-obra (insumo variável) eqüivale ao estágio III da
terra (insumo fixo): quando o nível de mão-de-obra varia de zero até o ponto
de máximo do Produto Médio da mão-de-obra notamos que a mão-de-obra
está sendo utilizada em pouca quantidade em relação à terra, ou seja a mão-
de-obra está sendo utilizada de forma extensiva e a terra de forma
excessivamente intensiva e portanto a mão-de-obra está no seu estágio I e a
terra está no seu estágio III.
(ii) O Estágio II da mão-de-obra (insumo variável) eqüivale ao estágio II da
terra (insumo fixo): quando o nível de mão-de-obra varia do ponto de
máximo do Produto Médio até o ponto onde o Produto Marginal se anula
notamos que tanto a mão-de-obra quanto a terra não estão mais sendo
utilizados de forma extensiva mas também não estão sendo utilizados de
forma excessivamente intensiva e portanto a mão-de-obra está e a terra estão
no seu estágio II. Esse é portanto o único estágio em que a firma produz, é
irracional a firma produzir nos outros estágios.
(iii) Estágio III da mão-de-obra (insumo variável) eqüivale ao estágio I da
terra (insumo fixo): quando o nível de mão-de-obra é maior do que aquele
no qual o seu Produto Marginal se anula, ou seja, nesse quando o Produto
Marginal da mão-de-obra é negativo notamos que a mão-de-obra está sendo
utilizada em muita quantidade em relação à terra, ou seja a mão-de-obra está
sendo utilizada de forma excessivamente intensiva e a terra de forma
extensiva e portanto a mão-de-obra está no seu estágio III e a terra está no seu
estágio I.
Portanto a firma só produz no estágio II (da mão-de-obra ou da terra).

Curso Professor Geraldo Goes Página 99


Microeconomia

15.10 A IRRACIONALIDADE DO ESTÁGIO III DO TRABALHO OU MÃO-DE-OBRA


(INSUMO VARIÁVEL)

O estágio III da mão-de-obra não é utilizado pela firma pois para


esses níveis de insumo o produto marginal da mão-de-obra é negativo, ou
seja, o produto total é decrescente. Nesse estágio a o insumo trabalho está
sendo utilizado de forma irracionalmente intensiva, isto é, muita mão-de-obra
para pouca terra. Note que esse estágio também corresponde ao estágio I do
insumo fixo (da terra), portanto a irracionalidade é devido à utilização
excessiva da mão-de-obra em relação à terra.

15.11 A IRRACIONALIDADE DO ESTÁGIO III DA TERRA (INSUMO FIXO)

O estágio III da mão-de-obra não é utilizado pela firma pois para


esses níveis de insumo o produto marginal da terra é negativo. Nesse
estágio o insumo trabalho está sendo utilizado de forma irracionalmente
intensiva, isto é, muita mão-de-obra para pouca terra. Note que esse estágio
também corresponde ao estágio I do insumo variável (da mão-de-obra),
portanto a irracionalidade é devido à utilização excessiva da terra em relação
à mão-de-obra.

15.12 OS LIMITES DO EXTENSIVO E DO INTENSIVO

Os limites da mão-de-obra (do insumo variável) são:

Limite do Extensivo da mão-de-obra: Ocorre para o nível de mão-de-obra


correspondente ao ponto no qual o Produto Médio da mão-de-obra atinge o seu
máximo. É chamado de limite do extensivo da mão-de-obra porque :
(i) antes desse nível de insumo a mão-de-obra está sendo usada em pouca
quantidade em relação à terra, isto é, está sendo usada de forma extensiva.
(ii) corresponde ao maior nível de insumo no qual a mão-de-obra pode ser
usada extensivamente, a partir desse ponto a mão-de-obra deixa de ser
utilizada extensivamente e passa a ser usada intensivamente, mantendo-se
fixa a quantidade de terra.
Limite do Intensivo da mão-de-obra: Ocorre para o nível de mão-de-obra
correspondente ao ponto no qual o Produto Marginal da mão-de-obra se anula. É
chamado de limite do intensivo da mão-de-obra porque :
(i) depois desse nível de insumo a mão-de-obra está sendo usada em muita
quantidade em relação à terra, isto é, está sendo usada de forma
excessivamente intensiva (portanto de forma irracional).
(ii) corresponde ao maior nível de insumo no qual a mão-de-obra pode ser
usada racionalmente de forma intensiva, mantendo-se fixa a quantidade de
terra; a partir desse ponto a mão-de-obra deixa de ser utilizada de forma
intensiva e racional e passa a ser usada de forma excessivamente intensiva
e portanto de forma irracional.

Curso Professor Geraldo Goes Página 100


Microeconomia

RESUMO

(i) Quando um insumo está no seu primeiro estágio ( estágio I ) é porque está
sendo utilizado de forma extensiva, isto é, está sendo usado em pouca
quantidade em relação ao outro insumo.
(ii) Quando um insumo está no seu terceiro estágio ( estágio III) é porque está
sendo utilizado de forma excessivamente intensiva, isto é, está sendo usado em
muita quantidade em relação ao outro insumo e portanto seu produto
marginal é negativo.
(iii) O estágio I da mão-de-obra (do insumo variável) eqüivale ao estágio III da
terra (do insumo fixo) e vice-versa, o estágio III da mão-de-obra eqüivale ao
estágio I da terra. O estágio II é igual tanto para a mão-de-obra quanto para a
terra.
(iv) A firma só produz no estágio II (da mão-de-obra e da terra). Nesse estágio os
produto marginal e médio da mão-de-obra são decrescentes.
(v) O estágio I da mão-de-obra (estágio III da terra) não é utilizado(é irracional)
porque o Produto Marginal da terra( do insumo fixo) é negativo.
(vi) O estágio III da mão-de-obra (estágio I da terra) não é utilizado(é irracional)
porque o Produto Marginal da mão-de-obra (do insumo variável) é negativo.
(vii) O nível de mão-de-obra correspondente ao ponto de máximo do Produto Médio
da mão-de-obra é chamado de limite do extensivo do insumo variável e de
limite do intensivo do insumo fixo.
(viii) O nível de mão-de-obra correspondente ao ponto de onde o Produto Marginal da
mão-de-obra se anula é chamado de limite do intensivo do insumo variável e
de limite do extensivo do insumo fixo.

1. (MPU 96) Em relação à lei dos rendimentos decrescentes, julgue os itens a seguir:
I. O produto médio de um insumo qualquer atinge um máximo e depois começa
a declinar quando a utilização dos demais insumos aumenta de maneira
proporcional;
II. Mantendo-se a utilização dos demais insumos constante, o produto marginal
de qualquer insumo declinará, se o uso desse insumo for aumentado;
III. Nessa lei, se um insumo for excessivamente utilizado, a produção total será
reduzida;
IV. Em virtude da existência de fatores fixos, essa lei implica custos de
oportunidade, associados a acréscimos na produção cada vez menores;
V. Essa lei diz respeito às quantidades relativas dos insumos e, portanto, não se
aplica, se houver um aumento no uso de todos os fatores considerados.
Estão certos apenas os itens:
a) I e II
b) II e III
c) II e V
d) III e V

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Microeconomia

e) IV e V.

2. (MPU 96) Em relação à teoria da produção, julgue os itens abaixo:


I. Se a produtividade média de um fator for maior que o produto marginal, então
o produto médio deve estar crescendo com uma maior utilização desse
insumo;
II. Em presença de rendimentos constantes de escala, as produtividades médias e
marginais são iguais e independem do nível de produção;
III. Inovações tecnológicas conduzem a modificações nos métodos produtivos e,
portanto, deslocam a função de produção das firmas;
IV. Quando o produto total é maximizado com respeito a um determinado fator, o
produto marginal deste último se anula;
V. Se a produtividade marginal de dois insumos variar na mesma proporção, a
taxa marginal de substituição técnica entre esses insumos não se altera.
Estão certos apenas os itens:
a) I e III
b) II e V
c) I, II e III
d) I, III e IV
e) III, IV e V.

3. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Os fatores fixos de produção referem-se a insumos que

(A) não podem ter seu estoque alterado, mesmo no longo-prazo, sendo esta uma das razões
para o surgimento de deseconomias de escala ou custos médios crescentes no longo-prazo.

(B) devem ser utilizados em proporção fixa com outros fatores.


(C) não podem ter seus estoques alterados no curto-prazo.
(D) não podem variar no longo-prazo.
(E) possuem relação técnica constante.

4. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) A lei dos rendimentos decrescentes refere-se a

(A) rendimentos totais decrescentes.


(B) rendimentos marginais decrescentes.
(C) rendimentos modais decrescentes.
(D) custos médios decrescentes.
(E) custos totais crescentes.

5. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Supondo um fator fixo de produção, quando o produto


marginal é igual a zero pode-se afirmar que

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Microeconomia

(A) o produto total é máximo.


(B) o produto marginal é mínimo e, por esta razão, igual a zero, o que é uma tautologia por
definição.
(C) o produto médio é máximo.
(D) o custo marginal é mínimo.
(E) os retornos marginais de ambos os fatores de produção são decrescentes.

6. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Se na produção de um bem vale a lei dos rendimentos


decrescentes, então pode-se afirmar que a produtividade

(A) marginal é decrescente.


(B) marginal fica negativa.
(C) média é igual à marginal.
(D) média aumenta a taxas crescentes.
(E) marginal é crescente.

7. (Gestor 97/Carlos Chagas) Se na produção de um bem vale a lei dos rendimentos


decrescentes, pode-se afirmar que a produtividade
(A) marginal é decrescente.
(B) média aumenta a taxas crescentes.
(C) média é igual a marginal.
(D) marginal torna-se negativa.
(E) marginal é crescente.
8. (Assessor Técnico-Economista da Câmara Legislativa – DF/92) Assinale a alternativa correta,
considerando o modelo de produção com apenas um insumo variável.

a)A curva de produto total, em relação a um determinado insumo, é sempre crescente.


b)A curva de produto marginal, obtida como sendo a inclinação, para cada valor do insumo
considerado, da curva de produto total, é sempre decrescente.
c)As curvas de produto médio e produto marginal cruzam-se no ponto mínimo da primeira.
d)A curva de produto médio, obtida como sendo a inclinação da reta que liga a origem e a curva
do produto total, para cada valor do insumo considerado, é crescente até determinado nível de
insumo, tornando-se decrescente após.

9. (Assessor Técnico-Economista da Câmara Legislativa – DF/92) Considere F (falsa) ou V


(verdadeira) para cada uma das afirmativas a seguir, considerando a curva de produto físico total
a seguir representado.

Curso Professor Geraldo Goes Página 103


Microeconomia

I – Da origem até o ponto A temos o produto marginal crescente


II – De A até B, exclusive, temos o produto marginal maior do que o produto médio.
III – A partir do ponto C, inclusive, temos produto marginal negativo
IV – No ponto B temos o produto marginal igual ao produto médio.

A alternativa correta é
a) F, F, V, V c) V, F, V, V
b) V, V, F, V d) F, V, F, V

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
C E C B A A A D B
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

CAPÍTULO 16
PRODUÇÃO COM DOIS INSUMOS VARIÁVEIS:
CAPITAL(K) E TRABALHO(L)

16.1 ESPAÇO DOS INSUMOS

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Microeconomia

Se as quantidades do insumo trabalho L são plotadas no eixo horizontal e as quantidades


do insumo capital K são plotadas no eixo vertical (veja figura 31), então o plano assim
obtido é chamado de Espaço dos Insumos. Note que cada ponto nesse plano é uma
cesta de insumos, isto é, uma combinação de insumos trabalho e capital.

ESPAÇO DOS INSUMOS


FIGURA 31

16.2 FUNÇÃO DE PRODUÇÃO - Q(L, K)

Definição: É uma função Q(L,K) que associa a cada cesta de insumos (L,K)
utilizada pela firma, um nível de produção. Exemplo: Suponha que uma firma
produza carros, se a função de produção de uma firma é dada pôr Q( L, K )  KL ,
então se a firma utilizar a cesta (9, 4), isto é, se a firma utilizar 9 unidades de capital e
4 unidades de trabalho produzirá, 9.4  36  6 unidades de produto, isto é,
produzirá 6 carros. Se porém a firma utilizar a cesta (16,25), seu nível de produção
será de 16.25  400  20 unidades de produto.

16.3 PRODUTO MARGINAL( PMg) DE UM INSUMO

Curso Professor Geraldo Goes Página 105


Microeconomia

Definição: O produto marginal de um insumo é a variação na produção total (na


quantidade produzida) devido ao acréscimo de uma unidade a mais desse insumo. A
utilização, pôr parte da firma, de uma unidade a mais de um insumo, causa uma variação na
quantidade produzida, variação essa chamada de produto marginal desse insumo.

O Produto Marginal do capital (PMgK) é a variação no produto total devido ao


acréscimo de uma unidade a mais de capital, exemplo: se a firma utilizar uma unidade a
mais de capital, se utilizar uma máquina a mais na produção, obterá um acréscimo na sua
produção total , acréscimo esse chamado de produto marginal do capital. O Produto Marginal
do capital (PMgK) é a derivada parcial da função de produção em relação a quantidade do
Q
insumo capital K, isto é: PMg K  .
K

O Produto Marginal do trabalho (PMgL) é a variação no produto total devido ao


acréscimo de uma unidade a mais de trabalho, exemplo: se a firma utilizar uma unidade a
mais de mão-de-obra, se utilizar uma hora a mais de trabalho na produção, ou contratar um
empregado a mais, obterá um acréscimo na sua produção total , acréscimo esse chamado de
produto marginal do trabalho. O Produto Marginal do trabalho (PMgL) é a derivada parcial da
Q
função de produção em relação a quantidade do insumo trabalho L, isto é: PMg L  .
L

16.4 ISOQUANTA

Definição: É a curva no espaço dos insumos que mostra as cestas (as combinações de
insumos) que fornecem para a firma o mesmo nível de produção (veja figura 32). As
isoquantas são curvas de níveis da função de produção.
As isoquantas possuem as seguintes propriedades :
 São decrescentes : pois existe a possibilidade de substituir um insumo pelo outro de
maneira a permanecer no mesmo nível de produção.
 São côncavas para cima (convexas em relação à origem) : pois as taxas marginais de
substituição técnica são decrescentes e também porque a firma possui uma preferencia
pela diversificação dos insumos que utiliza.
 São densas, isto é, entre duas isoquantas sempre podemos traçar uma terceira.
 Não se interceptam.
 Afasta-se da origem à medida que aumenta o nível de produção.

Curso Professor Geraldo Goes Página 106


Microeconomia

FIGURA 32

16.5 PRINCIPAIS TIPOS DE FUNÇÃO DE PRODUÇÃO E SUAS RESPECTIVAS


ISOQUANTAS

Os principais tipos de função de produção são:


 Cobb- Douglas: Q( L, K )  AK  L . As isoquantas são em forma de hipérboles.
 Insumos Substitutos Perfeitos: Q(L, K) = K + L. As isoquantas são retas.
 Insumos Complementares Perfeitos : Q(L, K) = min {aL, bK}. As isoquantas são
em forma de cantoneira (em forma de “L”) “penduradas” na reta K = aL/b
pois a racionalidade econômica impõe que aL = bK.

16.6 TAXA MARGINAL DE SUSTITUIÇÃO TÉCNICA ENTRE DOIS INSUMOS

 Definição: A taxa marginal de substituição de L pôr K (TMgSTL,K) é a quantidade do


insumo L que deve ser sacrificada para se obter uma unidade a mais do insumo K de
maneira a permanecer no mesmo nível de produção.
 Interpretação geométrica: A taxa marginal de substituição técnica é a inclinação
negativa da isoquanta, isto é, a taxa marginal de substituição técnica é a inclinação da
reta tangente à isoquanta em um ponto (veja figura 33).
 Relação (Cálculo matemático): A taxa marginal de substituição técnica entre dois
insumos é igual à razão entre os produtos marginais desses insumos, isto é:
PMg L
TMgSTL , K 
PMg K

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Microeconomia

A
QMg L
Tg  TMgS L , K 
A
A
QMg K
FIGURA 33

16.7 A RETA DE ISOCUSTO DA FIRMA

Definição: A reta de isocusto mostra os pontos, as cestas de insumos, que são


factíveis, isto é, que podem ser compradas pela firma (veja figura 34).
Equação : A equação da reta de isocusto é w.L  r.K  C , onde C é o custo da
firma, L e K são respectivamente as quantidades dos insumos bens trabalho e
Capital , w é o preço (remuneração) do trabalho e r é o preço (remuneração) do
capital.
Inclinação : A inclinação da reta de isocusto é igual à razão entre os preços dos
w
insumos (  ). A inclinação da isocusto é igual ao preço relativo do insumo
r
trabalho L porque é igual ao preço do trabalho (w) dividido pelo preço do capital
(r), isto é, a inclinação da restrição orçamentária é igual ao preço do trabalho (do
insumo é plotado no eixo horizontal) dividido pelo preço do capital (que é plotado
no outro eixo). A inclinação da restrição orçamentária é igual ao preço relativo do
insumo plotado no eixo horizontal.

Curso Professor Geraldo Goes Página 108


Microeconomia

w
Tg 
r
FIGURA 34

16.8 O OBJETIVO DA FIRMA

O objetivo da firma é maximizar seu lucro, sujeito á sua restrição de custo.

16.9 O 1º PROBLEMA DA FIRMA: MAXIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO

O 1º problema da firma é o de maximizar sua produção sujeito à um nível


de custo, isto é, fixado o custo C , e os preços dos insumos w e r, qual a cesta
ótima de insumos ( L* , K * ) que maximiza o seu nível de produção.

Curso Professor Geraldo Goes Página 109


Microeconomia

16.10 O EQUILÍBRIO DA FIRMA : A SOLUÇÃO DO 1º PROBLEMA

A Cesta Ótima de insumos para o 1º problema da firma


Definição: A cesta ótima (a combinação de insumos) é aquela que é factível (que pode
ser adquirida pela firma) e que maximiza a produção da firma, fixado o seu custo. A cesta
ótima representa a solução do 1º problema da firma. A cesta ótima é o ponto de equilíbrio
da firma.
Interpretação geométrica: A cesta ótima é aquela situada sobre a reta de isocusto (e,
portanto é factível) e ao mesmo tempo pertence à isoquanta mais elevada ( e portanto
fornece o maior nível de produção), isto é, a cesta ótima é obtida geometricamente
quando a isoquanta mais alta possível ( de maior nível de produção) tangencia a reta de
isocusto (vide figura 35).
Condições de Obtenção: A cesta ótima (L*, K* ) satisfaz as duas condições abaixo:
 w.L*  r.K *  C , isto é, a cesta ótima de insumos ( L* , K * ) é factível (pode ser
comprada) e portanto satisfaz a equação da reta de isocusto;
PMg L w
  , isto é, a razão entre os produtos marginais dos insumos é igual à
PMg K r
razão entre os preços desses insumos. De fato, na cesta ótima, e apenas nela, a reta
de isocusto (cuja inclinação é dada pela razão entre os preços dos insumos) é tangente
á isoquanta e portanto a reta de isocusto torna-se uma taxa marginal de substituição
técnica (que é igual à razão entre os produtos marginais ). Note que a igualdade
PMg L w
(  ) só se verifica no ponto de equilíbrio da firma, isto é, só se verifica
PMg K r
para a cesta ótima de insumos que resolvem o 1º problema da firma.

FIGURA 35

Curso Professor Geraldo Goes Página 110


Microeconomia

16.11 A CESTA ÓTIMA DE INSUMOS PARA UMA FUNÇÃO DE PRODUÇÃO


DO TIPO COBB DOUGLAS

Se a função de produção for do tipo Cobb- Douglas, isto é, se Q( L, K )  AL K  , então :


 C
 A quantidade ótima do insumo L será: L* 
(   ) w

 C
 A quantidade ótima do insumo K será: K * 
(   ) r

Onde: C é o custo fixado pela firma


w é o preço (remuneração) da mão-de-obra (salário)
r é o preço (remuneração) do capital

16.12 O 2º PROBLEMA DA FIRMA

A firma também enfrentar o problema de minimizar seu custo sujeito a atingir


um nível de produção fixado, ou seja, fixado o nível de produção e os preços
dos insumos a firma irá minimizar seus custos de maneira a alcançar o nível de
produto fixado.
O 1º e 2º problema da firma são equivalentes, ou seja, a cesta ótima de insumos
que maximiza a produção sujeita à um custo fixado é a mesma cesta de insumos
que minimiza sue custo sujeita a atingir um nível de produto fixado.

16.13 O VERDADEIRO PROBLEMA DA FIRMA

O verdadeiro problema da firma é o de maximizar seu lucro sujeito a uma


restrição de custo e não o de maximizar a produção ou o de minimizar custo,
portanto a cesta ótima apresentada nesta seção não resolve o problema da
firma, ela é apenas uma condição necessária mas não suficiente para
maximizar o lucro, ou seja se uma firma está maximizando seu lucro, então
necessariamente estará minimizando seu custo (maximizando a produção),
porém se a firma está minimizando custo (maximizando a produção) não
necessariamente estará maximizando seu lucro.

Curso Professor Geraldo Goes Página 111


Microeconomia

16.14 GRAU DE HOMOGENEIDADE DA FUNÇÃO DE PRODUÇÃO

Uma função de produção é dita ser homogênea de grau k se:

Q( .K ,  .L)  k .Q( K , L)

de modo que se a função de produção é homogênea de grau 3 e a firma duplicar


os insumos então a produção da firma será multiplicada pôr 8 pois:

Q(2.K ,2.L)  2 3.Q( K , L)  8.Q( K , L)

16.15 RENDIMENTOS DE ESCALA

RENDIMENTOS DE ESCALA

Rendimentos constantes de escala: um aumento nos insumos causa um aumento


proporcional na quantidade produzida, ou seja se a firma duplicar seus insumos (usar o
dobro de mã0-de-obra e capital) então a produção duplicará; se triplicar seus insumos
então sua produção irá triplicar. Se a função de produção for homogênea de grau 1
então ela possui rendimentos constantes de escala.

Rendimentos crescentes de escala: um aumento nos insumos causa um aumento mais


que proporcional na quantidade produzida, ou seja se a firma duplicar seus insumos
(usar o dobro de mã0-de-obra e capital) então a produção mais que duplicará; se
triplicar seus insumos então sua produção mais que triplicará. Se a função de produção
for homogênea de grau maior que 1 então ela possui rendimentos crescentes de escala.

Rendimentos decrescentes de escala: um aumento nos insumos causa um aumento


menos que proporcional na quantidade produzida, ou seja se a firma duplicar seus
insumos (usar o dobro de mã0-de-obra e capital) então a produção aumentará mas não
chega a duplicar; se triplicar seus insumos então sua produção menos que triplicará. Se
a função de produção for homogênea de grau menor que 1 então ela possui rendimentos
decrescentes de escala

16.16 HOMOGENEIDADE DE UMA FUNÇÃO COBB-DOUGLAS

Curso Professor Geraldo Goes Página 112


Microeconomia

Se a função de produção for do tipo Cobb- Douglas então seu grau de


homogeneidade é dado pela soma dos expoentes, ou seja: se Q( L, K )  AL K 
então + é o grau de homogeneidade.
+=1 homogênea de grau 1 (rendimento constante de escala)
+1 homogênea de grau maior que 1 (rendimento crescente de escala)
+1 homogênea de grau menor que 1 (rendimento decrescente de escala)

16.17 RELAÇÕES ENVOLVENDO RENDIMENTOS DE ESCALA

i. Se uma função de produção possui rendimentos constantes de escala então, para as


mesmas variações no produto, suas isoquantas são igualmente espaçadas.
ii. Se uma função de produção possui rendimentos crescentes de escala então, para as
mesmas variações no produto, suas isoquantas se aproximam uma das outras.
iii. Se uma função de produção possui rendimentos decrescentes de escala então,
para as mesmas variações no produto, suas isoquantas se afastam uma das outras.
iv. Se uma função de produção possui rendimentos constantes de escala (é homogênea
de grau 1) então os produtos marginais do trabalho e da mão-de-obra são funções
homogêneas de grau 0, e portanto não dependem da magnitude dos insumos e sim
da proporção entre eles.
v. Se uma função de produção é homogênea de grau k então suas derivadas parciais
de 1ª ordem são homogênea de grau k-1; suas derivadas parciais de 2ª ordem são
homogênea de grau k-2 e suas derivadas parciais de n-ésima ordem são
homogênea de grau k- n.

16.18 ISOLINHA

É o lugar geométrico dos pontos de equilíbrio nos quais a taxa marginal de


substituição técnica é constante. Se a função de produção for homogênea de grau
um então suas isolinhas são retas.

Curso Professor Geraldo Goes Página 113


Microeconomia

16.19 CAMINHO DE EXPANSÃO

O caminho de expansão é uma isolinha na qual a produção aumenta,


mantendo-se constante os preços dos insumos. O caminho de expansão mostra
como variam as proporções dos insumos quando se varia a produção (ou a
despesa), mantendo-se constante os preços dos insumos. Se a função de produção
for homogênea de grau um então o caminho de expansão é uma reta. As curvas de
custo médio de longo prazo e de custo total de longo prazo são obtidas à partir do
caminho de expansão.
Todo caminho de expansão é uma isolinha mas nem toda isolinha é um
caminho de expansão.

16.20 ELASTICIDADE SUBTITUIÇÃO

A elasticidade de substituição (  ) mostra a sensibilidade da relação


capital- trabalho(K/L) devido à uma variação na taxa marginal de substituição
técnica de trabalho pôr capital.

 ( K / L)% d ( K / L) TMgST
  .
(TMgSTL , K )% d (TMgST ) ( K / L)
A elasticidade de substituição de uma função de produção Cobb-
Douglas é dada pelo seu grau de homogeneidade.

1. (BACEN 94/CESGRANRIO) Considere uma função de produção de tipo Cobb-Douglas: Y =


AL K1-, onde Y é o produto, A é uma constante, L é trabalho e K é capital. As produtividades
marginais do trabalho e do capital são dadas, respectivamente por:
(a) ; 1-
(b) ALK-; (1 - ) AL-1 K1-
(c) (-1) AL K-; AL-1 K1-
(d) AL-1 K1-; (1-)ALK-
(e) (1-)ALK; (1-)AL K

2. (AO 97/CARLOS CHAGAS) A produção de um bem é feita usando capital e trabalho em


proporções fixas. Neste caso pode-se concluir que a elasticidade de substituição entre capital e
mão-de-obra é
(A) infinita.
(B) menor do que a unidade.
(C) igual a zero.
(D) maior do que a unidade.
(E) igual a unidade.

3. (Gestor 97/Carlos Chagas) Quando uma função de produção é homogênea do


primeiro grau

Curso Professor Geraldo Goes Página 114


Microeconomia

(A) o aumento da quantidade de um fator diminui a produtividade marginal de outro


fator.
(B) aumentando a utilização dos fatores de produção numa dada proporção, a
produção não aumentará nesta proporção.
(C) as produtividades marginais dos fatores dependem da proporção em que estes
fatores são utilizados.
(D) os custos totais de produção são constantes ao longo do caminho de
expansão.
(E) não se verifica a lei dos rendimentos decrescentes.

4. (IPEA 97/Carlos Chagas) Se um pequeno aumento percentual da taxa técnica de


substituição, que mede a inclinação da isoquanta, der origem a um
(A) grande aumento percentual na razão de fatores, pode-se dizer que a isoquanta
é relativamente plana e que a elasticidade de substituição é grande.
(B) pequeno aumento percentual na razão de fatores, pode-se dizer que a
isoquanta é relativamente curva e que a elasticidade de substituição é grande.
(C) pequeno aumento percentual na razão de fatores, pode-se dizer que a
isoquanta é relativamente plana e que a elasticidade de substituição é grande.
(D) grande aumento percentual na razão de fatores, pode-se dizer que a isoquanta
é relativamente curva e que a elasticidade de substituição é pequena.
(E) grande aumento percentual na razão de fatores, pode-se dizer que a isoquanta
é relativamente curva e que a elaticidade de substituição é grande.

5. (IPEA 97/Carlos Chagas) Considere a função de produção Cobb-Douglas: y(x,z)=xa


z1-a. É INCORRETO afirmar que
(A) esta função é homogênea de grau 1.
(B) a taxa técnica de substituição é igual a: -
(C) a elasticidade de substituição é igual a 1.
(D) esta função exibe retornos constantes de escala.
(E) esta função engloba a função de produção CES.

6. (Gestor 97/Carlos Chagas) A taxa técnica de substituição mede a


(A) inclinação de uma isocusto.
(B) inclinação de uma isolucro.
(C) inclinação de uma isoquanta.
(D) razão de preços dos insumos.
(E) produtividade marginal do insumo variável.

Curso Professor Geraldo Goes Página 115


Microeconomia

7. (AFC 96) Considere uma função de produção dada por f(x1, x2) = C x1a x2b,
onde x1 e x2 são os fatores de produção, e a, b e C são parâmetros. A Taxa de
Substituição técnica entre os fatores é dada por:
x1
(A) C ;
x2
a 1 b 1
(B) x1  x2 ;
ax2
(C) ;
bx1

(D) abx1a 1 x2 b1 ;


x1
(E) C .
x2

8. (AFC 97) Qual das afirmações abaixo envolvendo o conceito de “retornos de


escala”, dentro do contexto da teoria da firma, é falsa:
(A) A análise dos retornos de escala envolve a capacidade de a firma variar
todos os insumos utilizados na produção.
(B) Retornos de escala podem ser considerados como um fator determinante
da estrutura de um mercado.
(C) Não é possível afirmar qualquer coisa sobre os retornos de escala de
uma firma sem antes conhecermos sua tecnologia de produção.
(D) Se os retornos de escala de uma firma são constantes, então a teoria
microeconômica diz que, no longo prazo, esta firma não pode extrair
lucros de monopólio.
(E) Retornos de escala podem ser constantes ou positivos, mas nunca
negativos.
9. (ICMS SP/1997/VUNESP) Com relação aos conceitos de rendimentos decrescentes e retornos
de escala no processo de produção de uma firma, pode-se afirmar que:
(A) existem deseconomias de escala se ocorre uma queda da produtividade dos fatores de
produção, quando a empresa diminui a escala de produção.
(B) A lei dos rendimentos decrescentes defere-se à situação em que uma empresa aumenta a
utilização de todos os fatores de produção, mas a quantidade produzida aumenta menos
que proporcionalmente ao aumento dos fatores.

Curso Professor Geraldo Goes Página 116


Microeconomia

(C) A lei dos rendimentos decrescentes ocorre quando, ao adicionarmos fatores de produção
variáveis, com pelo menos um fator de produção fixo, a produção inicialmente aumenta
a taxas crescentes, depois continua aumentando, mas a taxas decrescentes, até começar
a cair.
(D) Nos rendimentos decrescentes, supõe-se que todos os fatores de produção são
variáveis, entretanto nos retornos de escala supões-se que exista pelo menos um fator
fixo de produção.
(E) O formato da curva de custo médio de longo prazo deve-se à lei dos rendimentos
decrescentes, enquanto o formato da curva de custo médio de curto prazo é devido às
economias de escala.
10. 1 (Economista – Petrobrás/97) A função de produção Y = F(K,L) onde Y é produto, K é o
capital e L é o trabalho, apresenta retornos constantes de escala se

a) F(ZK, ZL) = ZY d) F(K+1,L+1) – F(K,L) = 1


b) F(ZK,ZL) = Y e) ZF(K,L) = Y.
c) F(K/L,1) = K/L

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
D C C A E C C E C
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

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Microeconomia

CAPÍTULO 17

TEORIA DOS CUSTOS NO CURTO PRAZO

17.1 TIPOS DE CUSTOS

GEOMETRIA DOS CUSTOS (veja figura 36)

Custo Fixo (CF): É aquele que não depende da quantidade produzida (Q). É a
parte do custo total que não é função da quantidade produzida Q.

Custo Variável (CV): É aquele que depende da quantidade produzida (Q). É a


parte do custo total que é função da quantidade produzida Q.

17.2 CUSTO TOTAL (CT)

O Custo Total é a soma do Custo Fixo com o Custo Variável.

CT  CF  CV

FIGURA 36

Curso Professor Geraldo Goes Página 118


Microeconomia

17.3 CUSTO MÉDIO (CMe) OU CUSTO TOTAL MÉDIO (CTMe)

É a razão entre o Custo Total (CT) e a quantidade produzida (Q).

CT
CMe 
Q

17.4 CUSTO FIXO MÉDIO (CFMe)

É a razão entre o Custo Fixo (CF) e a quantidade produzida (Q).

CF
CFMe 
Q

17.5 CUSTO VARIÁVEL MÉDIO (CVMe)

É a razão entre o Custo Variável (CV) e a quantidade produzida (Q).

CV
CVMe 
Q

17.6 CUSTO MARGINAL (CMg)

É a variação no custo total devido ao acréscimo de uma unidade a mais


produzida. O Custo Marginal é a derivada do Custo Total (CT) em à quantidade
produzida Q.

dCT
CMg 
dQ

17.7 GEOMETRIA DOS CUSTOS TOTAL, FIXO E VARIÁVEL

Custo Fixo (CF): é uma reta horizontal (paralela ao eixo das quantidades produzidas),
pois não depende dessa quantidade.
Custo Variável (CV): é uma função crescente da quantidade produzida pois quanto
mais a firma produz, maior será o custo. O CV parte da origem porque se a firma não
produzir nada seu custo variável será zero.
Custo Total (CT): como o custo total é a soma do custo variável com o custo fixo e
este é uma reta horizontal então o CT possui a mesma forma do CV só que partindo do
custo fixo.

Curso Professor Geraldo Goes Página 119


Microeconomia

17.8 GEOMETRIA DOS CUSTOS MÉDIO, VARIÁVEL MÉDIO, MARGINAL E FIXO


MÉDIO (veja figura 37)

Custo Médio (CMe): é uma curva em forma de “U”. O Custo Médio se iguala (corta) o
Custo Marginal no ponto de mínimo daquele e no ramo ascendente deste.
Custo Marginal (CMg): o CMg corta o CMe no ponto de mínimo do CMe.
Custo Variável Médio (CVMe): O CVMe atinge seu ponto de mínimo quando se
iguala (corta) o custo marginal. O CVMe se aproxima assintoticamente do Custo
Médio, isto é, a medida que a quantidade produzida aumenta o CVMe se aproxima cada
vez mais do CMe, porém sem nunca corta-lo.
Custo Fixo Médio (CFMe): o CFMe é uma hipérbole.

FIGURA 37

1. (MPU 96) Em relação à teoria dos custos, julgue os itens a seguir:


I. Os custos médios são minimizados quando os custos marginais são maiores
que o custo médio;
II. Em presença de economias crescentes de escala, os custos marginais são
decrescentes e a curva de custo total torna-se menos inclinada;
III. Os custos de oportunidade de uma firma devem incluir a depreciação das
máquinas utilizadas;
IV. Custos fixo médios são os custos médios associados aos fatores fixos e,
portanto, não variam com o nível de produção;

Curso Professor Geraldo Goes Página 120


Microeconomia

V. A curva de custo marginal intercepta a curva de custo médio no ponto mínimo


da curva de custo médio.
Estão certos apenas os itens:
a) I e V
b) II e III
c) I, II e IV
d) I, II e V
e) II, III e V

2. (AO 97/CARLOS CHAGAS) Se o custo médio de uma empresa for crescente:


(A) o custo fixo médio também será crescente.
(B) o custo variável médio será maior que o custo médio.
(C) não vale a "lei dos rendimentos decrescentes".
(D) o custo marginal será maior que o custo médio.
(E) existem economias externas à firma.

3. (Gestor 97/Carlos Chagas) Se o custo marginal for superior ao custo médio


(A) este estará no seu ponto de mínimo.
(B) este será decrescente.
(C) o custo marginal será decrescente.
(D) vale a lei dos rendimentos.
(E) este será crescente.

4. (Gestor 97/Carlos Chagas) A curva de custo marginal


(A) pode se situar acima ou abaixo da curva de custo variável médio dependendo
do formato da curva de custo total médio.
(B) situa-se sempre acima da curva de custo variável médio quando a curva de
custo variável médio é decrescente e sempre abaixo quando ela é crescente.
(C) pode se situar acima ou abaixo da curva de custo variável médio, dependendo
do formato da curva de custo fixo médio.
(D) situa-se sempre abaixo da curva de custo variável médio quando a curva de
custo variável médio é decrescente e sempre acima quando ela é crescente.
(E) sempre cruza a curva de custo variável médio quando a curva de custo variável
médio está no seu ponto de máximo.

5. (AFC 95) Uma firma incorre em custo de x2+2x+9, se deseja produzir x unidades de
seu produto. Se sua função demanda inversa é dada por P=10–2x, o valor da elasticidade
da demanda, quando ela produz no ponto mínimo de sua curva de custo médio é:
(A) 1
Curso Professor Geraldo Goes Página 121
Microeconomia

(B) 1/3
(C) 0
(D) 2/3
(E) 2/9

6. (AFC 97) Na figura a seguir, o eixo horizontal representa a mensuração das quantidades de
um bem, produzidas por uma firma, e o eixo vertical representa a mensuração dos custos
associados a estas quantidades:
Custos
3
2
1

Quantidade
Produzida

As figuras 1, 2 e 3 representam, respectivamente, as curvas de custo:


(A) médio variável, médio e marginal;
(B) médio, médio variável e marginal;
(C) marginal, médio e médio variável;
(D) marginal, médio variável e médio;
(E) médio, marginal e variável médio.
7. (Fiscal de Contribuições Previdenciárias/79) Se o custo marginal de um produto é crescente,
podemos afirmar que

a) o custo médio também é crescente.


b) o custo médio é decrescente.
c) o custo marginal é inferior ao custo médio
d) o custo médio é inferior ao marginal.
e) Nenhuma das afirmativas acima está correta.

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
E D B D D A E

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CAPITULO 18

TEORIA DOS CUSTOS DE LONGO PRAZO

18.1 O CUSTO TOTAL DE LONGO PRAZO (CTLP)

O Custo Total de longo prazo é uma função crescente da quantidade,


porém parte da origem porque no longo prazo não existe custo fixo.

18.2 O CUSTO MÉDIO DE LONGO PRAZO (CMeLP)

O Custo Médio de longo Prazo (CMeLP) é a envoltória dos Custos médios


de curto prazo (veja figura 38).
(i) De modo geral os pontos de tangencia entre os custo médios de curto
prazo (CMeCP) e o CMeLP são diferentes dos pontos de mínimos dos
CMeCP.
(ii) O ponto de mínimo do CMeCP só pertence ao CMeLP no ponto de
mínimo do CMeLP.

FIGURA 38

Curso Professor Geraldo Goes Página 123


Microeconomia

18.3 O CUSTO MARGINAL DE LONGO PRAZO (CMgLP)

O Custo marginal de longo prazo (CMgLP) é caracterizado pôr dois pontos:


(i) O ponto de mínimo do CMeLP;
(ii) O ponto obtido, fixado uma planta, pela intercessão entre o CMgCP e
a reta vertical traçada pelo ponto de tangencia entre o CMeLP e o
CMeCP.

18.4RELAÇÕES ENTRE O CMeLP E O CMgLP

As principais relações entre o CMeLP e o CMgLP são (veja figura 39):

(i) O CMgLP corta (se iguala) o CMeLP no ponto de mínimo deste e no ramo
ascendente daquele.
(ii) no ponto de mínimo do CMeLP temos que CMeLP = CMeCP = CMgCP = CMgLP

FIGURA 39

Curso Professor Geraldo Goes Página 124


Microeconomia

18.5 O CMeLP E OS RENDIMENTOS DE ESCALA (VIDE FIGURA 40)

i. Quando o CMeLP é decrescente existem rendimentos crescentes de


escala.
ii. Quando o CMeLP é crescente existem rendimentos decrescentes de
escala.
iii. No ponto de mínimo do CMeLP existem rendimentos constantes de
escala.
iv. Se função de produção é homogênea de grau 1, isto é, possui
rendimentos constantes de escala, então o CMeLP é uma reta horizontal.
v. Se função de produção possui rendimentos constantes de escala então o
CMeLP e o CMgLP são iguais (são retas horizontais) (veja figura 41)

FIGURA 40

Curso Professor Geraldo Goes Página 125


Microeconomia

FIGURA 41

1. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Se a curva de custo médio de longo preço for


decrescente, esta diminuição se deve a existência de

(A) rendimentos decrescentes.


(B) rendimentos constantes de escala.
(C) deseconomias externas.
(D) economias de escala.
(E) deseconomias de escala.

2. (AFC 2000) A função de produção de uma empresa é dada por y=min{5L, 25K} na qual y é a
quantidade produzida, L é a quantidade empregada de trabalho e K, a quantidade empregada de
capital. Sendo r a taxa de remuneração do capital e w a taxa de remuneração do trabalho, a
função de custo (CT(y))dessa empresa será dada por:
a) CT(y)=5w+25r
b) CT(y)=rw(y+y2)
c) CT(y)=min{0,2y,0,04r}
d) CT(y)=y(0,2w+0,04r)
e) rw
CT(y)= y 2

3. (Analista de Finanças Federal/89) Admita que a função e produção de uma firma competitiva
possa ser expressa como Q = K1/2 L1/2, onde Q representa a quantidade física produzida, e K e L
são as quantidades de capital e trabalho, respectivamente. O custo total de longo prazo para
produzir 4 unidades de produto, admitindo-se que a remuneração do capital seja 8 e o salário 2,
será

a) 32 b)34 c) 36 d) 38 e) 40

4. (Fiscal de tributes Federal/81) A afirmação de que a longo prazo, em concorrência perfeita e


com todas as firmas iguais, o lucro puro das firmas tende a 0 (zero) se explica porque

a) as firmas igualam o preço ao custo marginal


b) as firmas igualam o preço ao mínimo do custo variável médio
c) a livre entrada e saída de firmas do mercado impede a formação de lucros extraordinários
d) as firmas igualam o preço ao custo fixo.

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
D D A C
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

Curso Professor Geraldo Goes Página 126


Microeconomia

CAPÍTULO 19

TEORIA DOS MERCADOS

19.1 TIPOS DE MERCADO

Os mercados podem se estruturar de diversas maneiras, a saber:


Concorrência Perfeita: é o mercado caracterizado por um grande número de
pequenas firmas. O lucro econômico de uma firma competitiva é zero.
Monopólio: é o mercado no qual só existe uma única firma, um único vendedor.
Oligopólio: é mercado no qual existe um pequeno número de grandes firmas
Concorrência Monopolística: é um mercado no qual a firma possui no curto prazo
um lucro econômico positivo, porém no longo prazo o lucro econômico é nulo,
nesses mercados existe uma forte diferenciação do produto.
Monopsônio: é o mercado no qual só existe um único comprador.
Oligopsônio: é o mercado no qual existe um pequeno número de grandes
compradores.

19.2 HIPÓTESES DO MERCADO COMPETITIVO

Um mercado em concorrência perfeita é caracterizado pelas seguintes hipóteses:


i. Grande número de pequenas firmas: cada firma é um átomo, uma fatia
ínfima do mercado.
ii. Produto homogêneo: nos mercados competitivos, os produtos produzidos
pelas firmas são idênticos, isto é, nos mercados competitivos não existe
diferenciação do produto.
iii. Perfeito conhecimento de preços e salários: o consumidor sabe a cada
instante se uma firma está ou não cobrando o preço de mercado.
iv. Perfeita Mobilidade de Recursos: não há barreira para entrar ou sair do
mercado.
Uma conseqüência importante dessas hipóteses é que a firma competitiva é uma
simples tomadora de preços (seguidora de preços), isto é, a firma competitiva
simplesmente adota o preço de mercado.

Curso Professor Geraldo Goes Página 127


Microeconomia

19.3 DEMANDA INDIVIDUAL DE UMA FIRMA COMPETITIVA

A demanda individual (a fatia de mercado) de uma firma competitiva é


uma reta horizontal (perfeitamente elástica ao preço).

19.4 RECEITA MARGINAL DE UMA FIRMA COMPETITIVA

A Receita marginal de uma firma competitiva é igual ao preço. A curva de


receita marginal de uma firma em concorrência prefeita é uma reta horizontal
e é igual à curva de demanda dessa firma.

19.5 CONDIÇÃO DE LUCRO DE UMA FIRMA COMPETITIV

A condição de lucro de uma firma em concorrência perfeita é que o preço


deve ser igual ao custo marginal:

p  CMg
Uma firma competitiva, com o objetivo de maximizar seu lucro ou de
minimizar seu prejuízo, sempre irá igualar seu custo marginal ao preço do
bem que produz.

19.6 CURVA DE OFERTA DE UMA FIRMA COMPETITIVA


A curva de oferta de uma firma competitiva no curto prazo é o ramo
ascendente do custo marginal, a partir do ponto de mínimo do custo
variável médio.

OBSERVAÇÃO

 Se o preço é maior que o custo médio ( PCMe ) então a firma possui


lucro positivo.
 Se o preço é igual ao custo médio ( P = CMe ) então a firma possui lucro
zero.
 Se o preço é menor que o custo médio e maior que o custo variável médio
( CVMe PCMe) então a firma possui lucro negativo (prejuízo) mas
continuará produzindo pois a Receita Total cobre o custo variável e abate
parte do custo fixo.
 Se o preço é igual ao custo variável médio ( P = CVMe ) então diremos:
i. que a firma fecha (prejuízo máximo) ou
ii. que a firma é indiferente entre fechar ou produzir ou
iii. que a firma inicia suas operações (preço mínimo).

Curso Professor Geraldo Goes Página 128


Microeconomia

19.7 EQULÍBRIO DE LONGO PRAZO DE UMA FIRMA COMPETITIVA

O equilíbrio de longo prazo de uma firma em concorrência perfeita


ocorre no ponto de mínimo do custo médio de longo prazo.
Devemos lembrar que nesse ponto de mínimo do CMeLP temos que
CMeLP = CMeCP = CMgCP = CMgLP.

19.8 MONOPÓLIO

O monopólio é o mercado no qual só existe uma única firma no mercado. Um


monopólio puro é um monopólio que produz um bem que não possui substituto
perfeito.Um monopólio natural é aquele no qual existem rendimentos crescentes de
escala

19.9 CAUSAS DO MONOPÓLIO

As principais causas de formação de monopólios são:


i. Controle da oferta de matéria prima
ii. Franquia governamental
iii. Patentes
iv. Custos médios elevados

19.10 DEMANDA DO MONOPOLISTA

A demanda de um monopolista é a própria demanda de mercado, pois não existe


outra firma no mercado.
O monopolista sempre opera no ramo elástico da curva de demanda.
19.11 RECEITA MARGINAL NOS MERCADOS NÃO COMPETITIVOS

Quando a demanda é uma reta então a receita marginal também é uma reta e ambas
possuem o mesmo coeficiente linear, porém a receita marginal é mais inclinada, ou
seja, se a demanda é dada pela equação P  aQ  b então a Receita Marginal será dada
pela equação RMg  2aQ  b .

Demanda linear inversa: P  aQ  b

Receita Marginal: RMg  2aQ  b


No mercado em concorrência perfeita a Receita Marginal é uma reta horizontal, porém
nos mercados não competitivos a receita marginal é uma curva decrescente.

Curso Professor Geraldo Goes Página 129


Microeconomia

19.12 CONDIÇÃO DE LUCRO DO MONOPOLISTA

A condição de maximização para um monopolista é:

RMg  CMg

Com o objetivo de maximizar seu lucro ou de minimizar seu prejuízo, um


monopolista sempre irá igualar seu custo marginal à sua receita marginal.

19.13 OFERTA DO MONOPOLISTA

A oferta de um monopolista é composta de um conjunto de pontos (de combinações


de preço e quantidade), porém não existe uma curva de oferta para o monopólio.

19.14 O MONOPOLISTA COM DUAS PLANTAS (FÁBRICAS)

A condição de lucro para um monopólio com duas fábricas é :

CMg1  CMg 2  RMg


Com o objetivo de maximizar seu lucro, um monopólio com duas fábricas irá
igualar os custos marginais dessas plantas à sua receita marginal.

19.15 O MONOPOLISTA DISCRIMINADOR DE PREÇOS

A condição de lucro para um monopólio discriminador de preços é :

RMg1  RMg 2  CMg


Com o objetivo de maximizar seu lucro, um monopolista discriminador de
preços irá igualar as receitas marginais desses mercados ao seu custo marginal.

19.16 O MONOPÓLIO NATURAL

No monopólio natural o custo médio de longo prazo é decrescente, isto é, no


monopólio natural possui rendimentos crescentes de escala. No monopólio natural
o custo médio é maior que o custo marginal.

Curso Professor Geraldo Goes Página 130


Microeconomia

1. (BACEN 94/CESGRANRIO) Uma firma em concorrência imperfeita se distingue de uma


firma em concorrência perfeita porque sua(s) curva(s) de:
(a) custo marginal é ascendente;
(b) custo marginal é descendente;
(c) receita marginal é ascendente;
(d) receita marginal é descendente;
(e) custo e receita marginais coincidem.

2. (BACEN 97/CESPE) Um dos ramos da ciência econômica é a microeconomia, que estuda


aspectos referentes ao consumidor, às empresas, à organização dos mercados, à distribuição e à
produção de bens e serviços. Dentro do contexto dos conceitos básicos de microeconomia, julgue
os itens abaixo:
(a) as curvas de indiferença são negativamente inclinadas, côncavas e raramente se interceptam;
(b) se a demanda é inelástica, a receita total varia inversamente com o preço;
(c) com o aumento progressivo da quantidade de insumo variável, mantendo-se constante a
quantidade de outro insumo fixo, obtém-se um ponto no qual o produto marginal é máximo;
(d) são condições necessárias para a existência de um mercado perfeitamente competitivo;
nenhum comprador, ou vendedor, consegue influir nos preços mediante seu comportamento
comercial individual; cada agente econômico está completamente informado acerca de sua
produção e das possibilidades de consumo; os agentes econômicos agem de maneira a
maximizar seu ganho; e os fatores de produção são perfeitamente móveis;
(e) para que um monopólio seja efetivo, deve haver barreiras à entrada de novos fornecedores e
devem existir outros bens que sejam substitutos perfeitos para o produto.

3. (BACEN 98/VUNESP) Um mercado em concorrência perfeita é caracterizado:


(a) pelo fato de os compradores diferenciarem os vendedores em situações nas quais existe
informação imperfeita;
(b) pelo fato de os compradores poderem diferenciar os vendedores pela qualidade dos bens;
(c) pelo fato de os compradores não diferenciarem os vendedores por nenhum critério de
preferência, exceto pelo preço;
(d) pelo fato de a informação ser imperfeita e ainda assim o mercado funcionar de acordo com as
leis da oferta e procura;
(e) por uma curva de demanda para a firma completamente inelástica.

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Microeconomia

4. (MPU 96) Em mercados competitivos, pode-se afirmar que:


I. A regra de maximização de lucros implica que a firma irá aumentar sua
produção até o ponto em que o custo marginal se iguale ao custo médio;
II. A receita marginal é menor que o preço porque a venda de unidades
adicionais somente é possível por meio de uma redução de preços;
III. A ausência de barreiras à entrada/saída das firmas na indústria fixa o preço de
mercado no ponto mínimo da curva de custo médio e faz com que os lucros
econômicos se anulem no longo prazo;
IV. Mesmo se a curva de oferta de uma firma é ascendente no curto prazo, no
longo prazo ela pode ser perfeitamente elástica;
V. No equilíbrio competitivo, o custo marginal é igual ao salário dividido pela
produtividade marginal física do fator trabalho.
Estão certos apenas os itens:
a) I, II e V
b) I, III e V
c) I, IV e V
d) II, III e IV
e) III, IV e V

5. (MPU 96) Uma firma, operando em condições competitivas, fatura diariamente R$ 5.000,00.
Essa firma maximiza lucros, e os seus custos total médio, marginal e médio variável são
respectivamente de, R$ 8,00, R$ 10,00 e R$ 5,00. Nesse caso, a produção diária:
a) é de 200 unidades;
b) é de 500 unidades;
c) é de 625 unidades
d) é de 1.000 unidades
e) não pode ser calculada, em razão da insuficiência de dados.

6. (MPU 96) Em relação ao problema do monopólio, julgue os itens a seguir:


I. No longo prazo, a existência de barreiras à entrada possibilita aos
monopolistas auferirem lucros econômicos positivos;
II. No equilíbrio, um monopolista maximizador de lucros fixa seu preço ao nível
de sua receita marginal;
III. A curva de receita marginal do monopólio é descendente, porque as firmas
monopolistas são obrigadas a reduzir o preço, caso desejem vender unidades
adicionais do produto;

Curso Professor Geraldo Goes Página 132


Microeconomia

IV. O monopólio natural caracteriza-se pela existência de economias de escala na


produção;
V. Comparados com a concorrência perfeita, mercados monopolistas produzem
mais, porém cobram um preço mais elevado.
Estão certos apenas os itens:
a) II e III
b) IV e V
c) I, III e V
d) II, III e V
e) III, IV e V.

7. (AO 97/CARLOS CHAGAS) Em um mercado concorrencial, se o preço for maior que o custo
variável médio, uma firma , no curto prazo, deve:
(A) continuar produzindo no ponto onde o preço é igual ao custo marginal.
(B) contrair a produção até o ponto onde o preço é igual ao custo variável médio.
(C) não produzir nada.
(D) contrair a produção até o ponto onde o preço é igual ao custo fixo médio.
(E) expandir a produção até o ponto onde o preço é igual ao custo fixo.

8. (AO 97/CARLOS CHAGAS) A permanência do monopólio no longo prazo é garantida


(A) pelo baixo custo de produção do monopolista.
(B) pelos gastos em propaganda.
(C) pelo alto preço do produto vendido.
(D) pela impossibilidade de novas firmas entrarem no mercado.
(E) pelo controle dos canais de distribuição.

9. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Uma estrutura de mercado caracterizada por muitas


firmas e compradores, produtos homogêneos, livre entrada e saída do mercado, completo
conhecimento e mobilidade, é conhecida como

(A) concorrência monopolista.


(B) monopsônio.
(C) oligopólio.
(D) concorrência imperfeita.
(E) concorrência perfeita.

10. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Em uma indústria, onde vigora a concorrência


perfeita, uma firma estará em equilíbrio de curto prazo, no nível de produção onde

(A) o preço for igual ao custo médio mínimo.


(B) a receita marginal for igual a receita média.
(C) o preço for igual ao custo fixo médio.
(D) a receita marginal for igual ao custo variável médio.
(E) o preço for igual ao custo marginal.

Curso Professor Geraldo Goes Página 133


Microeconomia

11. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Em um setor onde vigora, no longo prazo, um regime
de concorrência monopolística, pode-se concluir que

(A) as curvas de demanda terão elasticidade infinita.


(B) empresas sairão do setor por causa do excesso de capacidade produtiva.
(C) não haverá lucro extraordinário no setor.
(D) as empresas irão operar no ponto de custo unitário mínimo.
(E) não haverá excesso de capacidade produtiva no setor.

12.(TCU 94) Assinale a afirmativa correta:


(a) Monopólios podem ser uma forma eficiente de organização econômica quando os
retornos de escala forem crescente e a função de produção for homogênea;
(b) Quando os custos marginais são ascendentes, os custos médios são mais elevados que
os custos marginais;
(c) A empresa perfeitamente competitiva opera apenas no ramo inelástico da curva de
demanda;

13. (GESTOR 2001/ESAF) Em um monopólio, onde a curva de demanda do produto é Q =


300 – 2 P (sendo Q e P, respectivamente, quantidade e preço), qual deverá ser a combinação de
Q e P para que haja a maximização da receita total ?
a) Q = 250 e P = 25
b) Q = 200 e P = 50
c) Q = 150 e P = 75
d) Q = 100 e P = 100
e) Q = 50 e P = 125

14. (GESTOR 2001/ESAF) A curva de demanda de uma empresa que opera num mercado de
concorrência perfeita é:
a) negativamente inclinada
b) positivamente inclinada
c) vertical ou perfeitamente inelástica
d) horizontal ou perfeitamente inelástica
e) horizontal ou perfeitamente elástica

15. (GESTOR 2001/ESAF) No modelo de concorrência perfeita (a curto prazo), a receita


marginal da empresa, para que haja a maximização do seu lucro, será:
a) menor que o seu custo marginal
b) igual ao custo médio
c) igual ao custo marginal, sendo o custo
marginal crescente
d) igual ao custo marginal, sendo o custo
marginal decrescente
e) maior que o custo marginal

Curso Professor Geraldo Goes Página 134


Microeconomia

16. (AFC 2000) Um mercado em concorrência perfeita possui 10.000 consumidores. As funções
de demanda individual de cada um desses consumidores são idênticas e são dadas por
q=100,5p, em que q é a quantidade demandada em unidades por um consumidor e p é o preço
do produto em reais. As empresas desse mercado operam com custo marginal constante igual a 4
e custo fixo nulo. Pode-se afirmar que
a) o preço de equilíbrio é igual a R$
4.000,00 e a quantidade de equilíbrio é
igual a 8 unidades
b) o preço de equilíbrio é igual a R$ 4,00 e a
quantidade de equilíbrio é igual a 8
unidades
c) a curva de demanda agregada é dada pela
soma vertical das curvas de demanda
individuais
d) não é possível determinar preço e
quantidade de equilíbrio
e) o preço de equilíbrio desse mercado é
igual a R$ 4,00 e a quantidade de
equilíbrio é igual a 80.000 unidades

17. (IPEA 97/Carlos Chagas) É INCORRETO afirmar


(A) a função de lucros é sempre não-decrescente com relação aos preços dos
produtos.
(B) a curva de demanda por fatores tem sempre inclinação negativa.
(C) as funções de demanda por insumos são homogêneas de grau um.
(D) a função de lucros é homogênea de grau um com relação a preços.
(E) a função de lucros é convexa com relação a preços.

18. (IPEA 97/Carlos Chagas) Suponha que a curva de demanda da indústria seja dada
por X(P) = a – bP e que há m firmas idênticas com a curva de custo: c(y) = y2+1. Pode-
se dizer que o preço de equilíbrio nesta indústria será igual a:
(A) p* = m/(a+b)
(B) p* = b/(a+m/2)
(C) p* = a/(b+m/2)
(D) p* = (m/2)/(a+b)
(E) p* = (a+b/2)/m

19. (IPEA 97/Carlos Chagas) Uma firma monopolista enfrenta uma demanda linear
inversa da forma: p(y) = a – by e tem uma função de custo igual a c(y) = cy. Pode-se
dizer que o preço de monopólio e o nível de produção serão respectivamente iguais a:
(A) y* = (a – c)/2 e p* = (a – c)/2b

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Microeconomia

(B) y* = (a – c)/2 e p* = (a – c)/2b


(C) y* = (a + c)/2b e p* = (a + c)/2
(D) y* = (a – c)/2b e p* = (a – c)/2
(E) y* = (a – c)/2b e p* = (a + c)/2

20. (Gestor 97/Carlos Chagas) Uma firma vende o seu produto, em concorrência
perfeita, a um preço igual a $ 40. O custo total é dado por C=10+2Q2, onde Q
representa a quantidade produzida. O nível de produção ótimo da firma é:
(A) Q = 4
(B) Q = 6
(C) Q = 8
(D) Q = 10
(E) Q = 12

21. (Gestor 97/Carlos Chagas) Em um mercado perfeitamente competitivo, cada ofertante pode
optar entre dois tipos de plantas: a do tipo 1, que possui um custo fixo de $1.000 e cuja a função
de custo variável é CV1=10q2 (q é a quantidade produzida); e a do tipo 2, que possui um custo
fixo de $500 e com CV2=5q2. Para uma demanda total de Q=5.000-10P (Q é a quantidade total e
P, o preço do bem), no equilíbrio de longo prazo, qual deveria ser o número de firmas em
operação?
(A) 200
(B) 400
(C) 600
(D) 800
(E) 1.000

22. (AFC 95) Uma firma usa um único insumo H para produzir um produto Q. A
firma é uma tomadora de preços nos mercados de insumo e produto. Suponha
que a função de produção da firma seja: Q  H  1
A resposta da oferta da firma a um pequeno aumento no preço dos insumos é
dada por: (Use P, para denominar o preço do produto e w, para denominar o
preço do insumo).
(A) –P/4w
(B) –P/2w
(C) –P/2w2
(D) 0
(E) P/2w

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Microeconomia

23. (AFC 96) Suponha uma empresa cuja produção é dividida entre duas
plantas, A e B. As funções de custo marginal para as duas plantas A e B são,
respectivamente, 5+2qA e 40+qB, onde qA e qB são as quantidades produzidas
em cada uma das duas plantas. Se o produto total da empresa for dado por
q=15, assinale a divisão ótima de produto entre as duas plantas.
(A) qA=10, qB=5;
(B) qA=8, qB=7;
(C) qA=9, qB=6;
(D) qA=6, qB=9;
(E) qA=15, qB=0;

24. (AFC 96) A lógica da maximização de lucros nas decisões de uma firma não
implica que:
(A) o valor do produto marginal de um fator de produção deva ser igual ao
seu preço;
(B) a firma deve sempre escolher uma tecnologia na qual o produto marginal
do fator capital seja superior ao produto marginal do fator trabalho;
(C) a função de oferta de uma firma competitiva deve sempre ser uma
função nunca será crescente em relação a seu preço;
(D) a função de demanda por um fator de produção empregado pela firma
nunca será crescente em relação a seu preço;
a escolha da tecnologia adotada depende dos preços relativos dos fatores.

25. (AFC 96) Algumas firmas operam em mercados cuja estrutura é denominada
pela teoria microeconômica como “monopólio natural”. Do ponto de vista da
teoria microeconômica, o principal fator determinante da existência desta
estrutura de mercado é:
(A) a preferência dos consumidores neste mercado;
(B) a relação entre a curva de demanda do mercado e a curva de custo
médio das firmas potenciais que desejam operar neste mercado;
(C) o comportamento estratégico da primeira firma a estabelecer-se neste
mercado como produtora;
(D) a elasticidade da demanda neste mercado;
(E) a existência de retornos constantes de escala para a atividade produtiva
neste mercado.

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Microeconomia

26. (AFC 97) Um monopolista atua em um mercado em que a curva de demanda


inversa é dada por p(q)=2–3q, e sua função de custo é dada por c(q)=4q, onde p
representa o preço e q representa a quantidade. Se o monopolista decide
produzir a quantidade que maximiza seus lucros, o preço de equilíbrio neste
mercado será:
(A) 5/4
(B) 2/5
(C) 5/2
(D) 3/5
(E) 4/5

27. (BACEN 2001/ESAF) Sobre a oferta de uma firma em concorrência perfeita, assinale a
opção correta.
(A) Uma empresa com rendimentos constantes de escala necessa-riamente apresenta uma
curva de oferta de curto prazo horizontal.
(B) Uma firma nunca deve operar caso o preço de seu produto seja inferior ao seu custo
médio de produção.
(C) A curva de oferta de curto prazo é dada pelo ramo ascendente da curva custo variável
médio acima do ponto de cruzamento dessa curva com a curva de custo marginal.
(D) A curva de oferta de curto prazo não guarda nenhuma relação com a curva de custo
marginal.
(E) A curva de oferta de curto prazo é dada pelo ramo ascendente da curva de custo
marginal acima do ponto de cruzamento dessa curva com a curva de custo variável
médio.

28. (BACEN 2001/ESAF) A curva de custo marginal de um monopolista é dada pela expressão
CMg=5q na qual q é a quantidade produzida pelo monopolista. A função de demanda pelo seu
produto é p=42–q, na qual p é o preço do produto. Nessas condições, assinale a opção correta.
(A) Caso o custo fixo do monopolista seja nulo e ele não tenha o seu preço regulado, então
seu lucro será igual a 420.
(B) Caso o custo fixo do monopolista seja nulo e ele não tenha o seu preço regulado, então
seu lucro será igual a 210.
(C) Caso o custo fixo do monopolista seja nulo e ele tenha o seu preço regulado de modo a
induzi-lo a produzir uma quantidade eficiente de seu produto, então seu lucro será igual
a 420.

Curso Professor Geraldo Goes Página 138


Microeconomia

(D) Caso o custo fixo do monopolista seja nulo e ele tenha o seu preço regulado de modo a
induzi-lo a produzir uma quantidade eficiente de seu produto, então seu lucro será igual
a 210.
(E) O monopólio terá um déficit igual a 200 caso seu preço seja regulado.

29. (BACEN 2001/ESAF) Uma empresa vende seu produto a preços diferenciados para dois
grupos de consumidores. Supondo-se que essa empresa seja maximizadora de lucro, pode-se
inferir que:

(A) A elasticidade preço da demanda do grupo de consumidores que paga o maior preço
pelo produto é maior do que a elasticidade preço da demanda do grupo de consumidores
que paga o menor preço por esse produto.
(B) A elasticidade preço da demanda do grupo de consumidores que paga o menor preço
pelo produto é maior do que a elasticidade preço da demanda do gruo de consumidores
que paga o maior preço por esse produto.
(C) Os consumidores que pertencem ao grupo que paga o maior preço pelo produto são em
menor número do que os consumidores que pagam o menor preço pelo produto.
(D) Os consumidores que pertencem ao grupo que paga o menor preço pelo produto são em
menor número do que os consumidores que pagam o maior preço pelo produto.
(E) A diferenciação de preços e a maximização de lucros não são compatíveis.

30. (ICMS SP/1997/VUNESP) Sobre o comportamento de uma firma e a estrutura de um de um


determinado produto, assinale a alternativa correta.
(A) Se o preço excede o Custo Variável Médio, mas é menor que o Custo Total Médio, no
nível de equilíbrio de produção, a empresa está incorrendo em perdas, mas deve
continuar a produzir no curto prazo.
(B) O nível ótimo de produção para uma firma em concorrência perfeita é dado pelo ponto
no qual a Receita Marginal excede o Custo Marginal na maior quantidade possível, com
o Custo Marginal crescente.
(C) Se a demanda de um dado produto é elástica, uma elevação do seu preço provocará
aumento de receita total dos produtores desse produto, coeteris paribus.
(D) A única diferença entre um mercado em concorrência perfeita e um mercado em
concorrência monopolista é que, neste último, existem barreiras á entrada de novas
firmas.
(E) No monopólio e no oligopólio, persistirão lucros normais a longo prazo.

31. (Assessor Técnico-Economista da Câmara Legislativa-DF/92) A curva de demanda que um


produtor competitivo vislumbra no mercado é

a) Infinitamente elástica.
b) Infinitamente inelástica
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Microeconomia

c) Negativamente inclinada
d) Positivamente inclinada

32. (GESTOR 2002/ESAF) Uma firma, em concorrência perfeita, apresenta


2
um custo total (CT) igual a 2 + 4 q + 2 q , sendo
q a quantidade vendida do produto por um preço
p igual a 24. Assinale o lucro máximo que essa
firma pode obter.
a) 46
b) 48
c) 50
d) 54
e) 60

33. (GESTOR 2002/ESAF) Indique, nas opções abaixo, o mercado no qual só


há poucos compradores e grande número de
vendedores.
a) Monopólio
b) Monopsônio
c) Oligopólio
d) Oligopsônio
e) Concorrência Perfeita

34. (GESTOR 2002/ESAF) Em monopólio, a curva da oferta:


a) é dada pela curva da receita marginal.
b) é dada pela curva do custo marginal, acima
do custo fixo médio.
c) é dada pela curva do custo marginal, acima
do custo variável médio.
d) é dada pela curva do custo variável médio.
e) não existe.

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
D C
ffvvf E B C A D E E C A C E C E C C E D B C E B B
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
E E D B A A B D E
51 52 53 54 55 56

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Microeconomia

CAPÍTULO 20

EQUILÍBRIO GERAL E BEM ESTAR

20.1 ÓTIMO DE PARETO NAS TROCAS

Uma alocação é dita Eficiente de Pareto ou um Ótimo de Pareto nas trocas se uma das
afirmações abaixo são satisfeitas:

i. É impossível melhorar a situação de um agente sem piorar a de outro.


ii. Não há como fazer com que todos os agentes envolvidos melhorem.
iii. Não existem trocas de bens mutuamente vantajosas para serem efetuadas.
iv. Esgotaram-se (foram realizadas) todas as trocas de bens mutuamente vantajosas.
v. Todos os ganhos de comércio foram exauridos.
vi. Os agentes igualaram suas taxas marginais de substituição entre os bens
disponíveis na economia.
vii. As curvas de indiferença dos agentes, plotadas na caixa de Edgeworth, são
tangentes.

20.2 CAIXA DE EDGWORTH PARA UMA ECONOMIA DE TROCAS

Suponha que numa economia só existem dois agentes (agente I e agente II). Cada
agente possui seu espaço das mercadorias na qual se encontram suas respectivas
curvas de indiferença (veja figura 42).A caixa de Edgworth é uma caixa obtida
(construída) pela junção do espaço das mercadorias de um agente com o espaço
das mercadorias do outro agente, após a rotação do espaço deste último agente
(veja figura 43).
As dimensões dessa caixa são determinadas pelas dotações iniciais de bens dos

Curso Professor Geraldo Goes Página 141


Microeconomia

FIGURA 42

FIGURA 43

20.3 CURVA DE CONTRATO NAS TROCAS

A curva de contrato para uma economia de trocas é o lugar geométrico dos


pontos (das alocações) que são ótimos de Pareto para as trocas (veja figura
43 acima), isto é, para as alocações nas quais as taxas marginais de substituição
entre os bens são iguais para todos os agentes (consumidores) dessa economia e,
portanto são aquelas alocações nas quais foram esgotadas as possibilidades de
trocas mutuamente vantajosas, ou seja, qualquer troca que aumente a
utilidade de um agente irá diminuir a utilidade do outro agente.

Curso Professor Geraldo Goes Página 142


Microeconomia

20.4 LEI DE WALRAS

O valor do excesso de demanda agregada é identicamente zero, isto é, o


valor do excesso de demanda agregada é zero para todas as escolhas possíveis de
preço, não apenas para o preço de equilíbrio.

20.5 CURVA DE POSSIBILIDADE DE UTILIDADE (CPU)

A Curva de Possibilidade de Utilidade é a curva de contrato plotada no


espaço das utilidades (veja figura 44). Cada ponto sobre a CPU é um ótimo
de Pareto nas trocas.

FIGURA 44

20.6 TAXA MARGINAL DE SUBTITUIÇÃO DA ECONOMIA

A Taxa Marginal de Substituição de uma economia é a inclinação da


CPU em um ponto (veja figura 45).

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FIGURA 45

20.7 O 1º TEOREMA DO BEM ESTAR PARA UMA ECONOMIA DE TROCAS

O Primeiro Teorema do Bem Estar (1º TBE) para uma economia de trocas afirma
que todo equilíbrio Walrasiano (competitivo) é também um equilíbrio de
Pareto. Se uma alocação x * é um equilíbrio walrasiano então x * também é um
equilíbrio de Pareto, em outras palavras todos os equilíbrios de mercado são
eficientes de Pareto.
As hipóteses implícitas do 1º TBE numa economia de trocas são:
i. Os agentes só se preocupam com o seu consumo de bens, e não com o
consumo dos outros agentes, isto é, não existe externalidade no consumo.
ii. Os agentes se comportam com numa economia competitiva, isto é, são
tomadores de preço, tomam o preço como dado.
iii. Supõe a existência real de um equilíbrio competitivo.

O 1º TBE numa economia de trocas afirma que existe um mecanismo (a saber, o


mecanismo competitivo) que faz com que os recursos sejam alocados de uma
maneira eficiente, independente da distribuição dos benefícios econômicos entre
os agentes. Note que se no mundo real fossem encontradas as condições para a
realização do 1º TBE então não haveria condições para a atuação do Estado visto
que o mercado competitivo alocaria os recursos da melhor maneira possível. Porém
nas chamadas “falhas de mercado” não se encontram as condições necessárias para
a realização do 1º TBE e portanto, em presença dessas falhas de mercado, somente
a atuação do Estado pode levar a economia a atingir uma eficiência de Pareto.

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20.8 O 2º TEOREMA DO BEM ESTAR PARA UMA ECONOMIA DE TROCAS

O Segundo Teorema do Bem Estar (2º TBE) para uma economia de trocas afirma que
se as preferências são bem comportadas (monótonas e convexas) então dado um
particular equilíbrio de Pareto existirá um sistema de preços para o qual esse
equilibro de Pareto também é um equilibro competitivo, ou seja, quando as
preferências são bem comportadas , uma alocação eficiente de Pareto é um
equilíbrio de mercado para algum conjunto de preços.
O 2º TBE para uma economia de trocas garante sob que condições valem a volta do 1º
TBE. Se x * é um equilíbrio de Pareto e se as preferências são bem comportadas
então, existirá um sistema de preços para o qual x * também é um equilíbrio
competitivo.
O 2º TBE afirma que sob certas condições, toda alocação eficiente de Pareto pode ser
obtida como um equilíbrio competitivo de mercado. O 2º TBE implica os problemas
da eficiência e da distribuição podem ser separados, isto é que as funções
alocativas e distributivas dos preços podem ser separadas.

20.9 ÓTIMO DE PARETO NA PRODUÇÃO

Uma alocação é dita Eficiente de Pareto ou um Ótimo de Pareto na produção se uma


das afirmações abaixo são satisfeitas:

i. É impossível melhorar a situação de um agente sem piorar a de outro.


viii. Não há como fazer com que todos os agentes envolvidos melhorem.
ix. Não existem trocas de insumos mutuamente vantajosas para serem efetuadas.
x. Esgotaram-se (foram realizadas) todas as trocas de insumos mutuamente
vantajosas.
xi. Todos os ganhos de comércio foram exauridos.
xii. Os agentes igualaram suas taxas marginais de substituição técnica entre os
insumos disponíveis na economia.
xiii. As isoquantas dos agentes (das firmas), plotadas na caixa de Edgeworth, são
tangentes.

20.10 CAIXA DE EDGWORTH PARA UMA ECONOMIA COM PRODUÇÃO

Suponha que numa economia só existem dois agentes (firma I e firma II). Cada
firma possui seu espaço dos insumos no qual se encontram suas respectivas
isoquantas. A caixa de Edgworth é uma caixa obtida (construída) pela junção do
espaço dos insumos de uma firma com o espaço dos insumos da outra firma, após a
rotação do espaço desta última firma.
As dimensões dessa caixa são determinadas pelas dotações iniciais de insumos
dessas firmas.

Curso Professor Geraldo Goes Página 145


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20.11 CURVA DE CONTRATO NA PRODUÇÃO

A curva de contrato para uma economia com produção é o lugar


geométrico dos pontos (das alocações) que são ótimos de Pareto na
produção, isto é, para as alocações nas quais as taxas marginais de substituição
técnica entre os insumos são iguais para todos os agentes (firmas) dessa
economia e, portanto são aquelas alocações nas quais foram esgotadas as
possibilidades de trocas mutuamente vantajosas de insumos, ou seja, qualquer
troca de insumos que aumente a produção de uma firma irá diminuir a
produção da outra firma.

20.12 CURVA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO (CPP)

A Curva de Possibilidade de Produção é a curva de contrato plotada no espaço


das quantidades produzidas (veja figura 46). Cada ponto sobre a CPP é um
ótimo de Pareto na produção.
O leitor deve notar que se trata da mesma curva estudada no capítulo 2.

FIGURA 46

20.13 TAXA MARGINAL DE SUBTITUIÇÃO TÉCNICA DA ECONOMIA

A Taxa Marginal de Substituição Técnica de uma economia é a


inclinação da CPP em um ponto (veja figura 47).

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FIGURA 47

20.14 O 1º TEOREMA DO BEM ESTAR PARA UMA ECONOMIA COM PRODUÇÃO

O Primeiro Teorema do Bem Estar (1º TBE) para uma economia com produção
afirma que todo equilíbrio Walrasiano (competitivo) é também um equilíbrio
de Pareto na produção. Se uma alocação x * é um equilíbrio walrasiano então
x * também é um equilíbrio de Pareto na produção, em outras palavras todos os
equilíbrios de mercado são eficientes de Pareto na produção.
As hipóteses implícitas do 1º TBE numa economia de trocas são:
iv. Os agentes só se preocupam com o seu consumo de bens, e não com o
consumo dos outros agentes, isto é, não existe externalidade no consumo.
v. As firmas se comportam como maximizadoras de lucro e são tomadoras de
preço no mercado de fatores, tomam o preço dos insumos como dados.
vi. Supõe a existência real de um equilíbrio competitivo.
vii. As escolhas de uma firma não afetam a possibilidade de produção das
outras firmas, isto é, não existe produção de externalidade.

O 1º TBE numa economia com produção afirma que se todas as firmas agem como
maximizadoras competitivas de lucro então um equilíbrio competitivo será
eficiente de Pareto, independente da distribuição dos benefícios econômicos
entre os agentes, ou seja, a maximização dos lucros não implica em eqüidade.
Note que se no mundo real fossem encontradas as condições para a realização do
1º TBE na produção isto excluiria a existência de rendimentos crescentes de
escala.

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20.15 O 2º TEOREMA DO BEM ESTAR PARA UMA ECONOMIA COM PRODUÇÃO

O Segundo Teorema do Bem Estar (2º TBE) para uma economia com
produção afirma que se as preferências são bem comportadas (monótonas
e convexas) e em ausência de rendimentos crescentes de escala então
dado um particular equilíbrio de Pareto na produção existirá um sistema
de preços para o qual esse equilíbrio de Pareto também é um equilibro
competitivo, ou seja, quando a função de produção das firmas possuem
retornos decrescentes ou constantes de escala, uma alocação eficiente de
Pareto é um equilíbrio de mercado para algum conjunto de preços.
O 2º TBE na produção para uma economia de trocas garante sob que
condições valem a volta do 1º TBE na produção. Se x * é um equilíbrio de
Pareto e em ausência de retornos crescentes de escala então, existirá um
sistema de preços para o qual x * também é um equilíbrio competitivo.
O 2º TBE afirma que sob certas condições, toda alocação eficiente de Pareto
pode ser obtida como um equilíbrio competitivo de mercado.

20.16 O 1º MELHOR ÓTIMO.

O First Best (o Primeiro Melhor Ótimo) (veja figura 48) é atingido quando as três
condições abaixo são satisfeitas ao mesmo tempo.
i. Eficiência nas trocas: Os agentes, enquanto consumidores igualam suas taxas
marginais de substituição entre os bens (Condição marginal para as trocas)
ii. Eficiência na produção: Os agentes, enquanto firmas igualam suas taxas marginais de
substituição técnica entre insumos (Condição marginal para substituição de fatores).
iii. Eficiência na composição do produto: A taxa marginal de substituição no consumo da
economia é igual à taxa marginal de substituição técnica da economia, isto é, o que os
agentes produzem enquanto firma é igual ao que querem consumir enquanto
consumidores (Condição marginal para a substituição de produções).
Basta que uma dessas condições não seja satisfeita para que a economia não atinja o 1º
Melhor Ótimo. Uma tributação é dita ótima quando não altera o 1º melhor ótimo. Caso não
seja possível incidir um imposto sem alterar o First Best, procura-se então a determinação
do Second Best ( Segundo Melhor ótimo), isto é, um imposto que cause a menor distorção
possível. O Problema do Segundo Melhor ótimo é um problema de maximização
condicionada e, portanto as condições para a realização do 1º melhor ótimo não estão
relacionadas com as condições para se atingir o 2º melhor ótimo.

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FIGURA 48

20.17 MONOPÓLIO E EFICIÊNCIA DE PARETO

O monopólio de modo geral não é eficiente no sentido de Pareto. Um


monopolista produz menos e mais caro que uma firma competitiva, ou seja a
quantidade produzida pelo monopólio é menor do que a quantidade produzida pela
firma competitiva e o preço do monopólio é maio do que o preço praticado no
mercado competitivo. Porém se o monopolista é um perfeito discriminador de
preços então o monopólio é eficiente no sentido de Pareto pois consegue se
apoderar de todo o excedente do consumidor.

20.18 EXCEDENTE DO CONSUMIDOR

O excedente do consumidor é o montante máximo (ou o preço máximo) que o


consumidor está disposto a pagar para não ser expulso do mercado caso se
encontre em uma situação de pressão (ou paga o preço estipulado pelo vendedor
ou deixa de comprar o bem). Fixado um determinado preço, o excedente do
consumidor pela primeira unidade demandada é a diferença entre o preço que
estaria disposto a pagar (dado pela sua demanda) e o preço que realmente paga (o
preço inicialmente fixado). Fixado um preço, o excedente do consumidor é a
área situada abaixo da demanda e acima desse preço (veja figura 49). O
excedente do consumidor é uma medida do seu bem estar. Quanto menor o
preço maior o excedente do consumidor. Ceteris Paribus, quanto mais inelástica a
demanda, maior será o excedente do consumidor.

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FIGURA 49

20.19 EXCEDENTE DO PRODUTOR

O excedente do produtor é o montante mínimo (ou o preço mínimo) que o


produtor está disposto a receber para não ser expulso do mercado caso se
encontre em uma situação de pressão (ou recebe o preço estipulado pelo
comprador ou deixa de vender o bem). Fixado um determinado preço, o
excedente do produtor pela primeira unidade ofertada é a diferença entre preço
que realmente recebe (o preço inicialmente fixado) e o preço que estaria disposto
a receber (dado pela sua oferta). Fixado um preço, o excedente do produtor é
a área situada acima da oferta e abaixo desse preço (veja figura 50). O
excedente do produtor é uma medida do seu bem estar. Quanto maior o
preço maior o excedente do produtor. Ceteris Paribus, quanto mais inelástica a
oferta, maior será o excedente do produtor.

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FIGURA 50

20.20 PERDA DE PESO MORTO (EXCESSO DE CARGA FISCAL, EXCESSO DE


GRAVAME OU DEADWIEGTH LOSS)

A imposição de um imposto causa uma perda de bem estar tanto para os


consumidores quanto para os produtores. Parte dessa perda é apropriada pelo
Governo, porém uma outra parte é perdida, essa perda de eficiência, medida em
termos de bem estar é chamada de perda de peso morto. A perda de peso morto
depende da elasticidade.
Teoricamente quando um imposto é neutro ele não causa perda de peso morto, pois
esse tipo de imposto (a tributação neutra) só possui efeito renda, não possui efeito
substituição e portanto não altera os preços relativos. Na prática, todo imposto gera
alguma perda de peso morto, de modo que alguns autores definem um imposto
neutro como sendo aquele que, na prática, causa a menor distorção possível. Os
principais impostos neutros, que, teoricamente, não causam perda de peso morto
são:
i. Imposto lump-sun
ii. Imposto per-capita
iii. Imposto geral sobre o consumo
iv. Imposto geral sobre a renda

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1. (MPU 96) O termo eficiência alocativa – ou Pareto-eficiência – refere-se a situações em que:


a) a alocação de recursos correspondente implica a melhhor distribuição da renda possível;
b) não se pode realocar os recursos de forma a beneficiar simultaneamente a todos os agentes
econômicos;
c) todas as firmas auferem lucros econômicos redistribuídos aos consumidores sob forma de
dividendos;
d) as decisões de produção são tomadas de maneira centralizada pelo governo;
e) todas as firmas estão produzindo no ponto mínimo de suas curvas de custo marginal.

2. (MPU 96) Na presença de falhas do sistema de mercado:


a) a ação do governo pode aumentar a eficiência na alocação de recursos; deve-se porém,
atentar para o eventual surgimento de falhas potenciais do poder público;
b) poder-se-á, sempre, por meio de uma realocação dos direitos de propriedade, atingir o
nível de eficiência desejado;
c) é impossível melhorar a situação, porque a alocação de mercado conduz à eficiência
alocativa máxima;
d) governo deve tomar a maioria das decisões nessa economia;
e) as decisões de alocação de recursos devem ser tomadas levando-se em conta os interesses
do eleitor mediano.

3. (BACEN 97/CESPE) Na análise referente ao impacto da tributação sobre os agentes


econômicos, existe a necessidade de se proceder a análises de ordens micro e macroeconômica,
utilizando-se uma série de instrumentos analíticos desses dois segmentos extremamente
relevantes. Acerca desse assunto, julgue os itens que se seguem:
(a) quando uma indústria está trabalhando com custos crescentes, o que significa que um
aumento de produção resulta em maiores custos por unidade de produção - o custo marginal
é menor que o custo médio -, sua curva de oferta é declinante. A imposição de um imposto
per capita sobre seu produto fará com que o preço de venda suba mais que o valor do
imposto;
(b) a resposta da teoria de second best tem sido que, mesmo se uma ou mais das condições
necessárias para a existência de um ótimo de Pareto não possam ser satisfeitas, ainda assim é
desejável satisfazer às demais;
(c) um exemplo de tributação neutra que, em qualquer hipótese, não causa excesso de carga, é o
imposto per capita. Essa forma de imposição, ao não provocar mudanças nos preços
relativos, pois não se relaciona com a atividade econômica, tem sido classicamente
empregada em modelos de tributação ótima;

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4. (AO 97/CARLOS CHAGAS) O lugar geométrico dos pontos de troca de equilíbrio geral
numa economia de 2 indivíduos e dois bens é a chamada curva de
(A) contrato de produção.
(B) contrato de consumo.
(C) transformação.
(D) oferta dos bens.
(E) possibilidade de produção.

5. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Supondo um mercado perfeitamente competitivo, pode-


se afirmar que uma política de
(A) preços máximos gera transferência de parte do excedente do produtor para o governo.
(B) tarifas protecionistas gera peso-morto e diminuição do excedente do produtor associada
ao aumento do excedente do consumidor.
(C) quotas gera menos distorções e peso-morto do que a simples transferência direta de
receita tributária para os produtores domésticos.
(D) preço mínimo sustentado gera transferências de parte do excedente dos consumidores
para os produtores.
(E) preços máximos ou mínimos gera peso-morto que será, em parte, transferido para os
produtores.

6. (GESTOR 2001/ESAF) “Uma apreciação do bem-estar social – objetivo que o Governo busca
maximizar – exige julgamentos de valor respectivos àquilo que é “desejável”, no sentido ético e
moral. Três desses julgamentos – considerados hipóteses plausíveis sobre utilidade e bem-estar –
são essenciais para o estabelecimento de um padrão normativo a respeito do tema.
Tais julgamentos de valor são os seguintes: (a) o bem-estar da comunidade deve ser definido em
termos da situação dos indivíduos que a integram. Isto significa dizer que o homem (e não a
sociedade ou determinados grupos sociais) é o objetivo último da experiência social; (b) cada
indivíduo deve ser considerado o melhor juiz de seu próprio bem-estar; (c) uma ação deve ser
considerada claramente desejável se, e somente se, contribuir para elevar o bem-estar de pelo
menos um indivíduo, sem reduzir o bem-estar dos demais.”

(Trecho extraído do livro “Economia do Setor Público” de Alfredo Filellini, São Paulo. Atlas, 1989, p. 19)

A hipótese do julgamento de valor (c), acima mencionada, corresponde ao conceito da (o):


a) “Armadilha de liquidez”
b) “Ótimo de Pareto”
c) “Bem de Giffen”
d) “Ilusão monetária”
e) “Lei de Say”

7. (AFC 2000/ESAF) As curvas de oferta e de demanda de um bem que é vendido em um


1.000 1.000
mercado concorrencial são dadas por, respectivamente, qs= p e qd=8.000 - p, sendo p
3 3
o preço da mercadoria vendida nesse mercado, medido em reais por unidade, qs a quantidade
ofertada da mesma e qd a sua quantidade demandada. Caso seja introduzido um imposto sobre a
venda dessa mercadoria no valor de R$ 3,00 por unidade vendida, pode-se afirmar que

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a) o peso morto do imposto será igual a


R$ 750,00
b) a quantidade de equilíbrio desse mercado
antes da introdução do imposto é igual a
5.000 unidades
c) após a introdução do imposto, o preço ao
consumidor deverá subir de R$ 12,00
para R$ 14,00
d) a redução no excedente do consumidor
em decorrência da introdução do imposto
será igual a R$ 9,00
e) o imposto irá implicar uma redução no
lucro dos produtores superior à redução
causada sobre o excedente dos
consumidores

8. (AFC 2000/ESAF) O primeiro teorema do bem estar social estabelece que todo equilíbrio
concorrencial é eficiente no sentido de Pareto. Para que esse teorema seja válido, é necessário
supor que
a) todos os agentes se comportem como
tomadores de preço
b) as preferências dos consumidores sejam
convexas
c) os consumidores busquem
intencionalmente a eficiência da
economia
d) haja poucos consumidores e poucos
vendedores em cada mercado
e) cada um dos consumidores conheçam as
funções de utilidade de todos os outros
consumidores

9. (AFC 2000/ESAF) Muitos ambientalistas têm chamado atenção para o fato de que a pesca de
determinadas espécies de peixe é tão elevada que a própria lucratividade de tal atividade acaba
sendo comprometida. Como conseqüência, eles sugerem que sejam adotadas medidas para
reduzir-se o volume pescado. Do ponto de vista da teoria econômica, esse problema
a) só será sanado caso haja uma proibição da
pesca das espécies de peixe em questão.
Tal proibição deveria vir acompanhada de
um programa de educação e
conscientização dos pescadores para que
esses percebam que estão agindo contra
seus próprios interesses
b) não é concebível uma vez que ele viola o
primeiro teorema do bem estar social

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c) só é possível caso os agentes envolvidos


não tenham informações suficientes
acerca de suas funções de produção ou
não tenham a habilidade necessária para
resolver os problemas relacionados à
maximização de seu lucro
d) ocorre em virtude do fato de que os
recursos pesqueiros são bens públicos e,
como tal, deveriam ser explorados
exclusivamente pelo poder público
e) pode ser conseqüência da existência do
livre acesso a um recurso comum, o que
leva a uma super exploração do mesmo.
Entre as soluções possíveis para esse
problema estaria a adoção de um imposto
específico sobre o produto da atividade
pesqueira

10. (IPEA 97/Carlos Chagas) O primeiro teorema do bem-estar nos diz que um
equilíbrio de Walras:
(A) é Pareto eficiente, ótimo num sentido ético e não depende da distribuição inicial
de fatores.
(B) é Pareto eficiente, não é necessariamente ótimo num sentido ético e depende
da distribuição inicial de fatores.
(C) não necessariamente é Pareto eficiente, não necessariamente é ótimo num
sentido ético e não depende da distribuição inicial de fatores.
(D) é Pareto eficiente, ótimo num sentido ético e depende da distribuição inicial de
fatores.
(E) não necessariamente é Pareto eficiente, é ótimo num sentido ético e não
depende da distribuição inicial de fatores.

11. (Gestor 97/Carlos Chagas) Suponha que o custo marginal de uma empresa competitiva para
obter um nível de produção q seja expresso pela equação: Cmg(q) = 3+2q. Se o preço de
mercado do produto da empresa for 9, o excedente do produtor para esta empresa seria:
(A) 0
(B) 3
(C) 6
(D) 9
(E) 12

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12. (Gestor 97/Carlos Chagas) Suponha que a fronteira de possibilidade de utilidades


para uma sociedade composta de dois indivíduos é UA+2UB=300. Admitindo que a
função de bem-estar social satisfaça o critério de Rawls, então a função bem-estar
social será maximizada quando:
(A) UA=50 e UB=125
(B) UA=80 e UB=110
(C) UA=90 e UB=105
(D) UA=100 e UB=100
(E) UA=120 e UB=90

13. (AFC 95) Suponha a seguinte economia com dois agentes e dois bens:
UA=min[2X1A, X2A] eA=[e1A=0, e2A=1]
UB=min[X1B, 3X2B] eB=[e1B=1, e2B=0]
O preço relativo de equilíbrio do bem 1 em unidades do bem 2 dessa economia
é:
(A) 1/4
(B) 1/3
(C) ½
(D) 1
(E) 2
14. (AFC 95) Um estudante acaba de aprender o primeiro teorema do bem-estar
e faz as seguintes críticas:
(1) o fato de existir incerteza nas decisões econômicas não é levado em
consideração;
(2) o fato de que uma parte dos bens recebidos por uma pessoa só será
consumida no futuro, enquanto outra pessoa desejaria consumir esses
mesmos bens no presente não é levado em consideração;
(3) a equidade na distribuição final dos bens não é levada em consideração;
(4) o fato de existirem pessoas que não tomam decisões sempre
consistentes com seus objetivos não é levado em consideração.
Indique, entre essas críticas, aquelas que realmente se referem a aspectos não
tratados, de alguma maneira, pela teoria por trás do primeiro teorema do bem-
estar.
(A) Todas
(B) 1, 2 e 4
(C) 2 e 3
(D) 3 e 4

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(E) Nenhuma

15. (AFC 96) A análise microeconômica preocupa-se, do ponto de vista


normativo, com soluções “eficientes” para o funcionamento de mercados.
Identifique a opção que apresenta a razão desta preocupação, sempre
considerando o ponto de vista normativo.
(A) soluções eficientes garantem distribuições de recursos idênticas para os
participantes de um mercado.
(B) soluções eficientes garantem distribuições de recursos não
necessariamente idênticas, mas certamente justas para os participantes.
(C) Na presença de soluções eficientes em um mercado, não existe uma
relação inflexível entre a quantidade de um bem que as pessoas desejam
consumir e o preço deste bem.
(D) Somente no caso da existência de resultados eficientes garante-se que
todas as firmas participantes de um mercado estão simultaneamente
maximizando seus lucros.
(E) As quantidades e os preços de um bem numa solução de equilíbrio
eficientes são tais que a disposição dos consumidores em pagar por uma
unidade adicional deste bem é igual à disposição dos produtores em
ofertar uma unidade adicional deste bem.

16. (AFC 97) Indique a afirmação falsa em relação ao conceito microeconômico


de “excedente do consumidor”.
(A) Seu montante depende da elasticidade da demanda em um mercado.
(B) Seu montante não depende dos custos de quem produz o bem em
questão.
(C) Ele pode ser usado como um tipo de medida de bem-estar dos
consumidores.
(D) Ele pode ser usado no contexto da avaliação da eficiência econômica de
uma determinada política tributária sobre o bem em questão.
O fato de um mercado estar em equilíbrio não implica que o montante do
excedente do consumidor seja igual ao montante do excedente do produtor

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17. (AFC 97) O “Primeiro Teorema do Bem-Estar Econômico” é uma prova


formal da seguinte afirmação:
(A) Todo mercado em equilíbrio geral produz uma distribuição eqüitativa de
recursos entre seus participantes.
(B) Se um mercado está em equilíbrio geral, então não existe troca possível
entre os agentes que seja capaz de melhorar a utilidade de pelo menos
um deles sem piorar a utilidade de pelo menos um dos demais.
(C) Se um mercado está em equilíbrio geral, então os preços relativos dos
bens independem das preferências dos participantes.
(D) Se um mercado está em equilíbrio geral, então a distribuição dos
recursos neles transacionados independe das dotações iniciais de
recursos de seus participantes.
Se um mercado está em equilíbrio geral, então os preços relativos dos
bens independem das dotações iniciais de recursos de seus participantes.

18. (AFC 97) Supondo que um mercado esteja inicialmente em equilíbrio, e que
o governo decida cobrar um imposto sobre as vendas do produto deste
mercado; indique a única afirmação correta que podemos fazer neste contexto.
(A) O “peso morto” criado por este imposto refere-se unicamente, à perda do
excedente do consumidor resultante.
(B) Haverá um “peso morto” associado a este imposto, cujo montante não
depende da elasticidade da demanda neste mercado.
(C) A perda do excedente do produtor, potencialmente causada pelo imposto
deve ser levada em consideração para o cálculo do “peso morto”.
(D) A curva de oferta deste mercado pode se deslocar como conseqüência
direta do imposto, fazendo com que o “peso morto” resultante seja
anulado.
(E) A curva de demanda deste mercado pode se deslocar como
conseqüência direta do imposto, fazendo com que o “peso morto”
resultante seja anulado.

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19. (BACEN 2001/ESAF) Considere as duas alternativas de políticas tributárias que se seguem:
Alternativa I: Aplicar um imposto per capita no valor de R$ 30,0 mensais por pessoa.
Alternativa II: Introduzir um imposto de R$ 1,00 por unidade vendida sobre a venda de um bem,
cuja oferta é perfeitamente (infinitamente) elástica.
Assinale a opção correta.
(A) Para um consumidor que, na hipótese de adotada a alternativa II, opte por consumir 30
unidades mensais do bem tributado, a alternativa I é inferior à alternativa II.
(B) Para um consumidor que, na hipótese de adotada a alternativa II, opte por consumir 30
unidades mensais do bem tributado, a alternativa I é indiferente à alternativa II, uma vez
que as duas implicam o mesmo gasto com impostos.
(C) Para um consumidor que, na hipótese de adotada a alternativa II, opte por consumir 30
unidades mensais do bem tributado, a alternativa I é preferível à alternativa II.
(D) Para um consumidor que, na hipótese de adotada a alternativa II, opte por consumir 30
unidades mensais do bem tributado, a alternativa I é superior à alternativa II caso a sua
demanda por esse bem seja inelástica e inferior à alternativa II caso sua demanda por
esse bem seja elástica.
(E) Para um consumidor que, na hipótese de adotada a alternativa II, opte por consumir 30
unidades mensais do bem tributado, a alternativa I é superior à alternativa II caso a sua
demanda por esse bem seja elástica e inferior à alternativa II caso sua demanda por esse
bem seja inelástica.

20. (BACEN 2001/ESAF) O assim chamado primeiro teorema do bem-estar social estabelece
que todo equilíbrio de mercado concorrencial é eficiente no sentido de Pareto. Indique quais das
seguintes condições não são necessárias para que esse teorema seja válido.
(A) Todos os bens devem ser bens privados.
(B) Todos os consumidores devem apresentar preferências convexas
(C) Não se devem verificar externalidades positivas ou negativas associadas às atividades
de consumo ou de produção.
(D) Não deve haver poder de monopólio ou monopsônio.
(E) Todas as informações relevantes devem ser de conhecimento comum de compradores e
vendedores.

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
B A ffv B D B A A E B D D C D E B B C C B
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

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CAPÍTULO 21

TEORIA DOS JOGOS

21.1 JOGOS

Suponha que existem dois jogadores A e B Cada jogador possui as estratégias (as
jogadas) AI e AII e o jogador B possui as estratégias (jogadas) BI e BII.

21.2 MATRIZ DE GANHOS OU MATRIZ DE PAY-OFF

A matriz de pay-off mostra os ganhos de cada jogador em função das suas


estratégias e das estratégias do outro jogador.

Cada par ordenado na matriz de pay-off mostra os respectivos ganhos dos jogadores.
Por exemplo, suponha a matriz de ganhos a seguir:

B
BI BII

AI (1,3) (2,-1)
A
AII (1,0) (1,1)

Então notamos que:


 O par (1,3) na matriz de pay-off significa que se o jogador A jogar a estratégia AI
e o jogador B escolher a estratégia BI então o jogador A ganhará 1 e o jogador B
ganhará 3.
 O par (2,-1) na matriz de pay-off significa que se o jogador A jogar a estratégia AI
e o jogador B escolher a estratégia BII então o jogador A ganhará 1 e o jogador B
perderá 1.
 O par (1,0) na matriz de pay-off significa que se o jogador A jogar a estratégia AII
e o jogador B escolher a estratégia BI então o jogador A ganhará 1 e o jogador B
nada ganhará .

Curso Professor Geraldo Goes Página 160


Microeconomia

 O par (1,1) na matriz de pay-off significa que se o jogador A jogar a estratégia AII
e o jogador B escolher a estratégia BII então o jogador A ganhará 1 e o jogador B
ganhará 1.

21.3 ESTRATÉGIA DOMINANTE

Uma estratégia é dita dominante para um jogador quando for sua melhor escolha
independente do que faça o outro jogador, isto é, existe uma escolha ótima, não
importando o que o outro faça.

Exemplo 1: considere um jogo com a matriz de pay-off a seguir:

B
BI BII

AI (1,3) (2,1)
A
AII (2,2) (3,0)

Notamos que a estratégia AII é uma estratégia dominante para o jogador A, pois:
i. Se o jogador B jogar BI é melhor para o jogador A escolher AII e ganhar 2 do
que escolher AI e ganhar 1.
ii. Se o jogador B jogar BII é melhor para o jogador A escolher AII e ganhar 3 do
que escolher AI e ganhar 2.

Logo AII é uma estratégia dominante para o jogador A, pois jogar AII é o melhor que
ele faz independente das jogadas do outro jogador.

Notamos também que a estratégia BI é uma estratégia dominante para o jogador B, pois:
iii. Se o jogador A jogar AI é melhor para o jogador B escolher BI e ganhar 3 do
que escolher BII e ganhar 1.
iv. Se o jogador A jogar AII é melhor para o jogador B escolher BI e ganhar 2 do
que escolher BII e ganhar 0.
Logo BI é uma estratégia dominante para o jogador B, pois jogar BI é o melhor que ele faz
independente das jogadas do outro jogador.
O par (AII,BI) é chamado de um equilíbrio de estratégias dominantes.

Exemplo 2: considere o jogo a seguir:

B
BI BII

AI (3,3) (2,1)
A
AII (2,-1) (1,0)

Curso Professor Geraldo Goes Página 161


Microeconomia

Notamos que a estratégia AI é uma estratégia dominante para o jogador A, pois:


v. Se o jogador B jogar BI é melhor para o jogador A escolher AI e ganhar 3 do
que escolher AII e ganhar 2.
vi. Se o jogador B jogar BII é melhor para o jogador A escolher AI e ganhar 2 do
que escolher AII e ganhar 1.

Logo AI é uma estratégia dominante para o jogador A, pois jogar AI é o melhor que
ele faz independente das jogadas do outro jogador.

Notamos também que não existe uma estratégia dominante para o jogador B, pois:
vii. Se o jogador A jogar AI é melhor para o jogador B escolher BI e ganhar 3 do
que escolher BII e ganhar 1.
viii. Se o jogador A jogar AII é melhor para o jogador B escolher BII e nada ganhar
do que escolher BI e perder 1.
Logo não existe uma estratégia dominante para o jogador B.

Exemplo 3: considere o jogo a seguir:

B
BI BII

AI (3,3) (2,1)
A
AII (2,-1) (4,0)

Notamos que não uma estratégia dominante para o jogador A, pois:


ix. Se o jogador B jogar BI é melhor para o jogador A escolher AI e ganhar 3 do
que escolher AII e ganhar 2.
x. Se o jogador B jogar BII é melhor para o jogador A escolher AII e ganhar 4 do
que escolher AI e ganhar 2.
Logo não existe uma estratégia dominante para o jogador A.

Notamos também que não existe uma estratégia dominante para o jogador B, pois:
xi. Se o jogador A jogar AI é melhor para o jogador B escolher BI e ganhar 3 do
que escolher BII e ganhar 1.
xii. Se o jogador A jogar AII é melhor para o jogador B escolher BII e nada ganhar
do que escolher BI e perder 1.
Logo não existe uma estratégia dominante para o jogador B.

21.4 MÉTODO PRÁTICO PARA DETERMINAR SE UMA ESTRATÉGIA É


DOMINANTE.

Se os ganhos de um jogador par uma determinada estratégia são maiores que os ganhos
desse jogador com a outra estratégia então a primeira estratégia é dita dominante, isto é,
considere o seguinte jogo:

B
BI BII

Curso Professor Geraldo Goes Página 162


Microeconomia

AI (a11,b11) (a12,b12)
A
AII (a21,b21) (a22,b22)

Onde aij é o ganho do jogador A se ele jogar a estratégia i e o jogador B jogar j


bij é o ganho do jogador A se ele jogar a estratégia i e o jogador B jogar j

A estratégia AI é dominante para o jogador A se a11 a21 e a12 a22 .


A estratégia AII é dominante para o jogador A se a11 a21 e a12a22 .
A estratégia BI é dominante para o jogador A se b11 b12 e b21 b22 .
A estratégia BII é dominante para o jogador A se b11 b12 e b21 b22 .

21.5 EQUILÍBRIO DE NASH COM ESTRATÉGIA PURA

Um par de estratégias (A*,B*) é um equilíbrio de Nash se A* é a escolha ótima do


jogador A caso o jogador B escolha a estratégia B* e vice-versa, B* é a melhor
escolha do jogador B caso o jogador A escolha A*. Em outras palavras, um par
de estratégias (A*,B*) é um equilibro de Nash se A* é o melhor dado B* e B*
é o melhor dado A*.

Exemplo 1: Considere o jogo:


B
BI BII

AI (2,1) (0,0)
A
AII (0,0) (1,2)

No jogo acima o par de estratégias (AI,BI) é um equilíbrio de Nash pois se o jogador A


escolher AI então a melhor coisa que o jogador B tem a fazer é escolher BI e vice-versa, se o
jogador B escolher BI então a melhor jogada do jogador A é AI.
Se o jogador A escolher AII então o jogador B escolherá BII, se o jogador B escolher BII,
o jogador A escolherá AII, logo (AII,BII) também é um equilíbrio de Nash.
Portanto existem nesse jogo dois equilíbrios de Nash: (AI,BI) e (AII,BII).
Exemplo 2: Seja o jogo abaixo:

B
BI BII

Curso Professor Geraldo Goes Página 163


Microeconomia

AI (1,2) (2,1)
A
AII (2,1) (1,0)

Se o jogador A escolher AI então o jogador B escolherá BI e se o jogador B escolher BI


escolher então o jogador A escolherá AII, logo não existe equilíbrio de Nash com essa estratégia.
Se o jogador A escolher AII então o jogador B escolherá BI e se o jogador B escolher BI então o
jogador A escolherá AII, logo (AII,BI) é um equilíbrio de Nash.
Portanto só existe um equilíbrio de Nash nesse jogo: (AII,BI).

Exemplo 3:
B
BI BII

AI (0,0) (0,-1)
A
AII (1,0) (-1,3)

Se o jogador A escolher AI então o jogador B escolherá BI e se o jogador B escolher BI escolher


então o jogador A escolherá AII, logo não existe equilíbrio de Nash com essa estratégia. Se o
jogador A escolher AII então o jogador B escolherá BII e se o jogador B escolher BII então o
jogador A escolherá AI, logo não existe equilíbrio de Nash com essa jogada. Portanto não
existe equilíbrio de Nash nesse jogo.

21.6 O DILEMA DO PRISIONEIRO


Considere a seguinte situação: duas pessoas são presas e acusadas de um crime. È dito a
cada um dos prisioneiros que se ele confessar e seu parceiro não confessar então ele será
libertado e seu parceiro será condenado à 6 anos de prisão. Se ambos confessarem serão
condenados à 3 ano e se ambos não confessarem serão condenados à 1 ano de prisão. Essa
situação é representada na matriz a seguir:

Prisioneiro B
C NC

C (-3,-3) (0,-6)
Prisioneiro A
NC (-6,0) (-1,-1)

Se o prisioneiro A confessa então a melhor escolha do prisioneiro B é confessar e o


prisioneiro B confessar então a melhor escolha do prisioneiro A é confessar, logo o par de
estratégias (C,C) é um equilíbrio de Nash. Se o prisioneiro A não confessa então o prisioneiro B

Curso Professor Geraldo Goes Página 164


Microeconomia

irá confessar, porém se o prisioneiro B confessar então o prisioneiro A confessará, logo não
existe equilíbrio de Nash com essa estratégia.
Devemos notar que nesse jogo, o equilíbrio de Nash (C,C) não é Pareto Ótimo pois
se os dois prisioneiros não confessassem poderiam aumentar o bem estar de ambos.

21.7 ESTRATÉGIA MAX-MIN

Considere um jogo bi-matricial. A estratégia maxmin maximiza os


ganhos mínimos. Para determinar a estratégia maxmin de um jogador
devemos seguir os seguintes passos:
i. Determinar os ganhos mínimos de cada jogada.
ii. Determinar o máximo entre esses ganhos mínimos.

Exemplo: Seja o jogo abaixo:

B
BI BII

AI (10,10) (-10,9)
A
AII (9,-10) (8,8)

Estratégia maxmin para o jogador A:


Se o jogador A escolher a estratégia AI, dependendo da escolha do outro jogador, poderá ganhar
10 ou perder 10, tomamos o mínimo desses valores, ou seja: min{10,-10}= -10. Se o jogador A
escolher a estratégia AII, dependendo da escolha do outro jogador, poderá ganhar 9 ou 8,
tomamos o mínimo desses valores, ou seja: min{8,9}= 8. Tomaremos agora o máximo entre os
ganhos mínimos, ou seja: Max{-10,8}= 8, como esse ganho resultou da estratégia AII, então AII
é uma estratégia max-min para o jogador A .

Estratégia maxmin para o jogador B:


Se o jogador B escolher a estratégia BI, dependendo da escolha do outro jogador, poderá
ganhar 10 ou perder 10, tomamos o mínimo desses valores, ou seja: min{10,-10}= -10. Se o
jogador B escolher a estratégia BII, dependendo da escolha do outro jogador, poderá ganhar 9
ou 8, tomamos o mínimo desses valores, ou seja: min{8,9}= 8. Tomaremos agora o máximo
entre os ganhos mínimos, ou seja: Max{-10,8}= 8, como esse ganho resultou da estratégia
BII, então BII é uma estratégia max-min para o jogador B .
Portanto o par de estratégias (AII,BII) é um equilíbrio de estratégia maxmin para o jogo.

Curso Professor Geraldo Goes Página 165


Microeconomia

OBSERVAÇÕES
i. Se um jogo possui equilíbrios de Nash então todo equilíbrio de estratégia
dominante é Nash, mas nem todo equilíbrio de Nash é um equilíbrio de
estratégia dominante.
ii. Se um jogo possui equilíbrios maxmin então todo equilíbrio de estratégia
dominante é maxmin, mas nem todo equilíbrio maxmin é um equilíbrio de
estratégia dominante.
iii. Um jogo é dito de soma zero quando os ganhos de um jogador são as
perdas do outro.
iv. Um equilíbrio de Nash em estratégia mista é obtido pela randomização
(aleatorização) da matriz de ganhos.
v. Um equilíbrio de Nash com estratégia pura é um caso particular de um
equilíbrio de Nash com estratégia mista.
vi. Se pelo menos um dos jogadores tiver uma estratégia dominante então
existirá um equilíbrio de Nash em estratégia pura.
vii. Todo jogo tem um equilíbrio de Nash: se não em estratégia pura pelo
menos em estratégia mista.
viii. Quando o jogo é repetido um número infinito de vezes a solução desse
jogo será cooperativa e então o equilíbrio de Nash será também Pareto
Ótimo.
ix. Quando o jogo é repetido um número finito de vezes a solução desse jogo
será não-cooperativa e então o equilíbrio de Nash não será Pareto Ótimo.

21.8 JOGOS NA FORMA NORMA E NA FORMA EXTENSIVA (SEQUENCIAL)

Um jogo pode está na forma Normal ou na forma Extensiva


(Seqüencial). Na forma normal as jogadas são feitas simultaneamente ou sem
que um jogador conheça as jogadas do outro. Na forma seqüencial um dos
jogadores joga primeiro e, portanto o segundo jogador conhece a jogada do
primeiro jogador.
Pode acontecer que um determinado par de estratégias seja Nash na
forma norma mas não seja Nash na forma extensiva.

21.9 EQUILÍBRIO PERFEITO EM SUBJOGOS

Um subjogo é um ramo da arvore de um jogo na forma seqüencial. Um equilíbrio é


dito perfeito em todos os subjogo se também é um equilíbrio em cada um dos
subjogo, ou seja, se o equilíbrio não se altera quando tiramos qualquer ramo da
arvore.

Curso Professor Geraldo Goes Página 166


Microeconomia

1. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Com relação ao conceito de equilíbrio de Nash, pode-


se afirmar que

(A) é um equilíbrio de estratégia dominante, sempre.


(B) cada jogador toma a decisão que maximiza seus pay-offs, independentemente das
decisões que os outros jogadores estão tomando.
(C) cada jogador toma decisão que maximiza seus pay-offs, levando em consideração as
decisões que os outros jogadores estão tomando e, por esta razão, todo equlíbrio de Nash é
equilíbrio de estratégia dominante, como mostra o dilema do prisioneiro com dois jogadores.
(D) a dependência entre agentes é condição necessária e suficiente para que exista um único
equilíbrio possível.
(E) o equilíbrio de estratégia dominante é um caso especial de equilíbrio de Nash.

2. (AFC 2000/ESAF) Considere o jogo abaixo representado na forma estratégica na qual A e B


são duas estratégias disponíveis para o jogador 1, a e b são duas estratégias disponíveis para o
jogador 2, e os payoffs do jogo estão representados pelos números entre parênteses sendo que o
número à esquerda da vírgula representa o payoff do jogador 1 e o número à direita da vírgula
representa o payoff do jogador 2.
Jogador 2
a b
A (3,2) (0,0)
Jogador 1
B (0,0) (2,3)

Com base nesse jogo, é possível afirmar que:

a) se o jogo for jogado seqüencialmente,


sendo que o jogador 1 determina
inicialmente a sua estratégia e é seguido
pelo jogador 2, que toma sua decisão já
conhecendo a estratégia escolhida pelo
jogador 1, então, haverá mais de um
equilíbrio perfeito de subjogos
b) o jogo não apresenta nenhum equilíbrio
de Nash
c) todos os equilíbrios de Nash do jogo
acima são eficientes no sentido de Pareto
d) todos os equilíbrios de Nash do jogo são
equilíbrios com estratégias dominantes
e) um equilíbrio de Nash para esse jogo
ocorre quando o jogador 1 escolhe a
estratégia B e o jogador 2 escolhe a
estratégia a

3. (IPEA 97/Carlos Chagas) No caso clássico do dilema do prisioneiro:

Curso Professor Geraldo Goes Página 167


Microeconomia

(A) a solução de Nash para jogos não repetidos é sempre cooperar; para jogos
repetidos com duração finita é sempre não cooperar e para jogos repetidos
com duração infinita é sempre não cooperar.
(B) a solução de Nash para jogos não repetidos é sempre não cooperar; para jogos
repetidos com duração finita é sempre cooperar e para jogos repetidos com
duração infinita é sempre cooperar.
(C) a solução de Nash para jogos não repetidos é sempre não cooperar; para jogos
repetidos com duração finita é sempre cooperar e para jogos repetidos com
duração infinita é sempre cooperar.
(D) a solução de Nash para jogos não repetidos é sempre não cooperar; para jogos
repetidos com duração finita é sempre não cooperar; e para jogos repetidos
com duração infinita depende do grau de impaciência dos jogadores.
(E) a solução de Nash para jogos não repetidos é sempre cooperar; para jogos
repetidos com duração finita é sempre cooperar e para jogos repetidos com
duração infinita depende do grau de impaciência dos jogadores.

4. (IPEA 97/Carlos Chagas) Suponha que a demanda de mercado é linear e igual a


P(q1+q2)=a-b(q1+q2) e que duas firmas operam com custos C1 = c1q1 e C2 = c2q2. O
equilíbrio estável de Nash em produtos será igual a:
(A) q1 = (a-2c1+2c2)/3b e q2 = (a-2c2+2c1)/3b
(B) q1 = (a-c1+2c2)/b e q2 = (a-c2-2c1)/b
(C) q1 = (a-c1-2c2)/3b e q2 = (a-c2-2c1)/3b
(D) q1 = (a-2c2+c1)/2b e q2 = (a-2c1+c2)/2b
(E) q1 = (a-2c1+c2)/3b e q2 = (a-2c2+2c1)/3b

5. (IPEA 97/Carlos Chagas) No caso de equilíbrio de Nash em estratégias mistas pode-


se dizer com certeza que, se um jogador acredita que o outro jogará a estratégia mista
de equilíbrio:
(A) ele prefere jogar a sua estratégia mista de equilíbrio a jogar uma das
estratégias puras que são parte de sua estratégia mista, pois aquela sempre
lhe dá um retorno maior.
(B) ele é indiferente entre jogar a sua estratégia mista de equilíbrio ou uma das
estratégias puras que são parte de sua estratégia mista.
(C) ele prefere jogar uma das estratégias puras que são parte de sua estratégia
mista, pois aquelas sempre lhe dão um retorno maior.
(D) ele pode tanto jogar sua estratégia mista de equilíbrio como uma das
estratégias puras que são parte de sua estratégia mista, dependendo dos
retornos associados a cada opção.

Curso Professor Geraldo Goes Página 168


Microeconomia

(E) ele é indiferente entre jogar a sua estratégia mista de equilíbrio ou uma das
estratégias puras que não são parte de sua estratégia mista.

6. (Gestor 97/Carlos Chagas) É um resultado típico do jogo do dilema dos prisioneiros


(sem repetição) que
(A) existem pelo menos dois equilíbrios de Nash.
(B) o equilíbrio de Nash é sempre Pareto-eficiente.
(C) não existe nenhum equilíbrio de Nash.
(D) não existe estratégia dominante.
(E) o resultado Pareto-eficiente é estrategicamente dominado por um resultado
ineficiente.

7. (AFC 95) Considere o seguinte jogo:


(1,1)
1 a
y (0,10)
E D b
(3,3)
2 a (7,0)
1 x
1 b (8,8)

O equilíbrio de Nash, que é subjogo perfeito, é:


(A) Dyb;
(B) Dxb;
(C) Dya;
(D) Dxa;
(E) axDE.

8. (AFC 95) A matriz abaixo contém os pay-offs para os dois jogadores em um


jogo em forma estratégica. A primeira entrada de cada elemento da matriz
refere-se ao pay-off do jogador 1, que escolhe entre as estratégias a1, a2, a3, e a
segunda ao pay-off do jogador 2, que escolhe entre as estratégias 1, 2, 3.
1 2 3
1 3,2 -10,8 -3,5
2 8,3 5,5 -10,4
3 4,6 5,8 4,4
Os pares de estratégias referentes aos equilíbrios de Maximis e Nash, nesse
jogo, são:
(A) Maximin = (2,2), Nash = (2,2);

Curso Professor Geraldo Goes Página 169


Microeconomia

(B) Maximin = (1,2), Nash = (2,1);


(C) Maximin = (3,2), Nash = (2,2);
(D) Maximin = (2,2), Nash = (3,3);
(E) Maximin = (2,1), Nash = (1,2);

9. (AFC 96) Considere o seguinte jogo representado na sua forma normal:


João
E D
José
C 2,1 0,0
B 0,0 1,5

José pode escolher entre as estratégias C eB, enquanto João pode escolher
entre as estratégias E e D. Os payoffs são tais que se, por exemplo, José
escolher C e João escolher E, Jos´recebe 2 e João 1. Assinale as combinações
de estratégias que produzem um equilíbrio de Nash neste jogo:
(A) CE e BD;
(B) BE e CD;
(C) somente CE;
(D) CE e BE;
(E) somente BD.

10. (AFC 97) Considere o jogo em forma normal dado pela matriz abaixo:
2
A B
I (3,3) (4,2)
1
II (8,0) (5,1)
Aqui, as estratégias disponíveis para o jogador 1 são I e II, e as estratégias
disponíveis para o jogador 2 são A e B. As entradas representam os pay-offs
resultantes das combinações de estratégias, de forma que, por exemplo, se o
jogador 1 escolhe I e o jogador 2 escolhe B, 1 recebe 4 e 2 recebe 2. Quais
combinações de estratégias resultam em um equilíbrio de Nash para este jogo?
(A) (I, A)
(B) (I, A) e (II, B)
(C) (I, B)
Curso Professor Geraldo Goes Página 170
Microeconomia

(D) (I, B) e (II, B)


(E) (II, B)

11. (BACEN 2001/ESAF) Considere o jogo representado pela matriz de payoffs abaixo, na qual
A e B são as estratégias disponíveis para o jogador 1 e C e C são as estratégias disponíveis para o
jogador 2:
Jogador 2
C D
Jogador 1
A (1,1) (0,0)
B (0,0) (2,2)

(A) O jogo apresenta dois equilíbrios de Nash e dois equilíbrios com estratégias dominantes.
(B) A combinação das estratégias B e D é um equilíbrio com estratégias dominantes.
(C) O jogo apresenta dois equilíbrios de Nash e nenhum equilíbrio com estratégica
dominante.
(D) O jogo não apresenta nenhum equilíbrio de Nash e nenhum equilíbrio com estratégias
dominantes.
(E) A combinação das estratégias A e C e um equilíbrio com estratégias dominantes, mas
não é um equilíbrio de Nash.

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
E C D E B E A C A E C
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56

Curso Professor Geraldo Goes Página 171


Microeconomia

CAPÍTULO 22

TEORIA DA INFORMAÇÃO

22.1 ASSIMETRIA DE INFORMAÇÕES

Existe uma assimetria de informação quando um dos lados do mercado possui


mais informações que o outro lado, pôr exemplo:
i. os compradores podem possuir menos informações sobre a qualidade (o tipo)
do bem que está sendo transacionado do que os vendedores desse bem.
ii. Em certos contratos , como pôr exemplo os contratos de seguro, as seguradoras
não possuem informações completas sobre a conduta (o comportamento) dos
seus segurados.
Esses mercados são chamados de mercados com informação imperfeita ou
mercados com assimetria de informações.

22.2 O MERCADO DE LIMÕES

O mercado de limões é o mercado de carros usados. O termo “limão” é uma


gíria americana para algo ruim e “ameixa” significa algo bom, na língua
portuguesa usamos respectivamente os termos ‘’abacaxi’’ e ‘’uva’’, em outras
palavras uma “ameixa” é uma “uva” e um “limão” é um “abacaxi”.
No mercado de automóveis usados, os vendedores (proprietários dos carros)
sabem se os seus carros são um limão ou uma ameixa, porém os compradores não
conhecem a qualidade desses carros, existe portanto uma assimetria de
informações.

22.3 TIPOS DE ASSIMETRIA

As assimetrias de informações podem ser classificadas em duas categorias:


i. Seleção Adversa ou tipo oculto: um dos lados do mercado não observa a
qualidade, o tipo, a característica do outro lado do mercado.
ii. Moral Hazard (Perigo Moral) ou ação oculta: um dos lados do mercado não
observa a conduta, a ação, o comportamento do outro lado do mercado.

Curso Professor Geraldo Goes Página 172


Microeconomia

22.4 SELEÇÃO ADVERSA

Em um problema de seleção adversa um dos lados do mercado não observa a


qualidade do outro lado do mercado. O mercado de limões (o mercado de carros
usados) é um exemplo de seleção adversa pois os vendedores sabem a qualidades dos
automóveis, porém os compradores apenas conhecem a qualidade na média, isto é, sabem
se em média os carros são um “limão” ou uma “ameixa”.
Suponha que nesse mercado são praticados preços médios, pôr exemplo, que os
compradores desejam pagar um preço médio formado a partir da informação de que em
média 50% dos carros são do tipo ameixa e os outros 50% são do tipo limão mas não
sabem se um carro em particular é uma ameixa ou um limão. Mas, a este preço médio,
apenas os proprietários de limões desejam vender seus carros; os proprietários de ameixas,
não. Consequentemente os proprietários de um carro do tipo ameixa serão expulsos do
mercado, isto é, não desejarão vender seus carros. Se um comprador pratica um preço
médio então é muito provável que esse preço médio pertença à uma faixa de preços que
satisfaça o dono de um limão mas não satisfaça o dono de uma ameixa, e portanto os donos
de carros do tipo ameixa não irão vender seus automóveis, serão expulsos do mercado; daí
o nome seleção adversa. Em resumo, quando existe uma assimetria de informação de
tipo oculto, se são praticados preços médios então os melhores serão expulsos do
mercado.
O problema de seleção adversa pode se resolvido através de uma sinalização.
Os donos de uma ameixa podem sinalizar a boa qualidade se seus carros oferecendo pôr
exemplo uma garantia maior.

22.5 PERIGO MORAL (COMPORTAMENTO OPORTUNISTA)

Em um problema de perigo moral um dos lados do mercado não observa a


conduta (o comportamento, a ação) do outro lado do mercado. Considere o mercado
de contrato de seguro saúde no qual as seguradoras não sabem se seus segurados
possuem ou não o hábito de zelar pôr sua saúde; considere também o caso de contratos
de seguro contra o furto de automóveis no qual um segurado pode tomar as precauções
necessárias para dificultar o furto de seu carro ou pode Ter um comportamento
desleixado, aumentando as chances de um furto; os exemplos acima caracterizam um
problema de Perigo moral, pois um dos lados do mercado não observa a conduta do
outro lado do mercado.
As situações abaixo são exemplos de Perigo Moral (comportamento oportunista):
i. Uma pessoa faz seguro contra roubo para seu carro e passa a estacioná-lo com a
porta destrancada.
ii. Um médico pede um número exagerado de exames clínicos para um paciente, a ser
pago pelo seguro do paciente.
iii. Uma empresa baixa a qualidade dos produtos e/ou a quantidade contida nas
embalagens quando percebe que a qualidade e/ou a quantidade em cada
embalagem não é imediatamente verificável.

Curso Professor Geraldo Goes Página 173


Microeconomia

22.6 RELAÇÃO PRINCIPAL E AGENTE

O problema do Principal e do Agente é a questão do sistema de incentivo: “como


eu posso conseguir que alguém faça alguma coisa pôr mim”. Considere uma
situação envolvendo dois atores: o principal e o agente. O principal quer induzir o
agente a fazer alguma coisa par si (o principal) mas que para o agente acarreta
um custo e o principal não pode observar a ação do agente, mas pode observar a
quantidade produzida. Pôr exemplo, você emprega alguém para arar a sua terra pôr
você. Trata-se portanto de desenhar um contrato que satisfaça tanto aos interesses do
principal quanto aos interesses do agente. A relação Principal/Agente é uma relação
contratualista. As situações abaixo caracterizam uma relação principal/agente:
i. Estado (principal) x burocrata (agente)
ii. Governo (principal) x Agência reguladora (agente)
iii. Agência reguladora (principal) x firmas prestadoras do serviço (agentes)
iv. Firma (principal) x vendedores (agente)
v. Dono da terra (principal) x lavrador (agente).
Um contrato para resolver de maneira eficiente o problema dos incentivos deve ser
bem desenhado, isto é, deve satisfazer duas condições:
 A restrição de participação: A utilidade do agente, caso aceite o contrato, deve
ser maior ou igual à utilidade desse agente caso não aceite o contrato.
 A restrição de compatibilidade do incentivo: Caso o agente aceite o contrato, a
utilidade desse agente deve ser maior (ou igual) caso ele se esforce do que caso ele
não se esforce, ou seja, deve-se igualar o produto marginal do esforço ao nível do
esforço ótimo. Essas duas condições podem ser obtidas de várias formas, a saber:
aluguel, trabalho assalariado, pegar ou largar e parceria.

1. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Uma agência de controle da concorrência, como o


CADE por exemplo, funcionará a contento se, e somente se,
(A) a informação for perfeita.
(B) supondo que a informação seja imperfeita, existirem contratos que tornem compatíveis
incentivos entre o Principal (Sociedade, representada pelos agentes públicos, no caso os políticos
e os burocratas) e o Agente (a agência) e entre a agência (agora Principal) e os ministérios e
órgãos do governo fiscalizados (Agentes).
(C) a eficácia do contrato não dependa da estrutura de incentivos com a qual o Agente
(agência ou sociedade) se depara, mesmo considerando informação assimétrica.
(D) houver algum controle da sociedade sobre a agência, estabelecido contratualmente, pois
sempre há o risco do fiscalizador cooperar com o fiscalizado (ser cooptado pelo mesmo) e
houver algum controle contratual-legal sobre os fiscalizados (as empresas do setor privado).
(E) havendo assimetria de informação a possibilidade de controle direto ou indireto será nula,
por parte da agência, sobre as ações ocultas das empresas do setor privado.

2. (GESTOR 2000/CARLOS CHAGAS) Suponha um mercado secundário de bens de capital em


que se deparam vendedores de máquinas e equipamentos usados com compradores, nesta
situação:

Curso Professor Geraldo Goes Página 174


Microeconomia

(A) se os vendedores possuem mais informação sobre os produtos do que os compradores,


pode-se esperar que os vendedores que oferecem produtos de pior qualidade tenderão a ficar fora
do mercado.
(B) há um problema de informação e, provavelmente, os melhores produtos ficarão fora do
mercado; por esta razão é razoável traduzir para o português a expressão do inglês market for
lemmons como “mercado de abacaxis”.
(C) caso os vendedores sejam avessos ao risco e os compradores, neutros, o first best sempre
seria aquele que implicasse menor moral hazard.
(D) não há moral hazard no mercado em questão, dado que sempre os compradores poderão
trocar o produto, caso não haja, inclusive, garantia.
(E) não existirão problemas de Principal-Agente no mercado, caso a informação seja
assimétrica e, portanto, não haja seleção adversa.

3. (AFC 2000/ESAF) Considere as afirmações abaixo:


I – Os problemas relacionados ao que ficou conhecido na literatura sobre assimetria de
informação como moral hazard ou risco moral dizem respeito ao fato de que uma das partes de
um contrato não tem como observar, direta ou indiretamente, algumas ações praticadas pela
outra parte do contrato, relevantes para o objetivo do contrato.
II – Nem sempre a assimetria de informação acerca da qualidade de um bem que é transacionado
em um mercado leva ao problema de seleção adversa.
III – O oferecimento de uma garantia na compra de um bem é um exemplo de um mecanismo de
incentivo usado para evitar problemas de moral hazard, mecanismo esse que não tem eficácia
na prevenção dos problemas relacionados ao fenômeno da seleção adversa.
Pode-se afirmar que:
a) todas as afirmações estão corretas
b) apenas as afirmações I e II estão corretas
c) nenhuma afirmação está correta
d) apenas a afirmação III está correta
e) apenas as afirmações I e III estão corretas

4. (AFC 97) Considere um mercado onde os vendedores conhecem


perfeitamente a qualidade dos produtos que estão ofertando, porém os
compradores não conhecem a qualidade de cada produto individual, apenas a
média de todo o mercado. Você pode apenas, por exemplo, no mercado de
carros usados. Assinale a afirmação falsa a respeito deste mercado.
(A) O volume de trocas pode ser menor que o considerado eficiente.
(B) Existem mecanismos possíveis para que os ofertantes sinalizem a
qualidade dos seus produtos.
(C) O problema em questão recebe, na teoria microeconômica, o nome de
“seleção adversa”.

Curso Professor Geraldo Goes Página 175


Microeconomia

(D) Apesar de o volume de trocas poder ser menor que aquele que seria
observado em um mercado onde a informação fosse perfeita, o preço de
equilíbrio será necessariamente igual nos dois casos.
(E) Se os compradores agem de forma a maximizar o valor esperado da
utilidade, então o preço que estarão dispostos a pagar por um bem pode
ser maior que o preço mínimo pelo qual um vendedor estaria disposto a
vender aquele bem.

5. (BACEN 2001/ESAF) Considere as seguintes afirmações:


I. Um dos problemas que as instituições financeiras encontram quando a taxa de juros se
encontra muito elevada é que os pedidos de empréstimo que se fazem nessas condições
envolvem usualmente projetos com risco elevado.
II. Um problema encontrado por uma instituição financeira que financia um projeto é que o
executor desse projeto pode estar propenso a assumir um risco maior do que seria
adequado para a instituição financiadora, caso ele tenha pouco a perder com o fracasso do
projeto e muito a ganhar com seu sucesso.

Assinale a opção correta.


(A) A afirmação I diz respeito a um problema de seleção adversa e a afirmação II diz
respeito a um problema de moral hazard.
(B) A afirmação I diz respeito a um problema de moral hazard e a afirmação II diz respeito
a um problema de seleção adversa.
(C) As duas afirmações dizem respeito a problemas de seleção adversa.
(D) As duas afirmações dizem respeito a problemas de moral hazard.
(E) As afirmações não se referem a problemas de seleção adversa nem a problemas de
moral hazard.

6. (BACEN 2001/ESAF) Dos mecanismos abaixo, indique qual não pode ser entendido como um
mecanismo para minimizar problemas de moral hazard.
(A) Remuneração do trabalhador agrícola igual à metade do produto da terra por ele
trabalhada.
(B) Participação nos lucros da empresa por parte de seus executivos.
(C) Estabelecimento de franquia em seguros de automóveis.
(D) Renovação de seguro de automóveis com desconto para segurados que não sofreram
acidentes na vigência do contrato anterior.
(E) Oferecimento de garantia na revenda de automóveis usados.

Curso Professor Geraldo Goes Página 176


Microeconomia

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D B B D A E
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

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CAPÍTULO 23

EXTERNALIDADES

23.1 DEFINIÇÃO DE EXTERNALIDADE

Existe uma externalidade quando as ações de um agente impactam (positivamente ou


negativamente) as ações de outros agentes da economia.
A presença de externalidade pode ser caracterizada quando:
i. Os benefícios marginais sociais são diferente dos benefícios marginais privados.
ii. Os custos marginais sociais são diferente dos custos marginais privados.
iii. Os preços praticados não refletem os verdadeiros custos.
Diremos que existe uma externalidade no consumo quando um consumidor se
preocupa com a produção ou consumo de outro agente. Na prática, os problemas de
externalidade são devidos aos direitos de propriedade mal definidos.

23.2 TIPOS DE EXTERNALIDADE

Uma externalidade pode ser positiva ou negativa:


i. Externalidade positiva: ocorre quando as ações de um agente impactam
positivamente as ações de outros agentes da economia, ou seja, ocorre quando o
benefício marginal social é maior que o benefício marginal privado (no caso de
externalidade no consumo) ou quando o custo marginal social é menor que o
custo marginal privado (no caso de externalidade na produção). Pôr exemplo um
floricultor se beneficia (e não recebe nada pôr isto) pela polemização realizadas
pelas abelhas de seu vizinho apicultor.
ii. Externalidade negativa: ocorre quando as ações de um agente impactam
negativamente as ações de outros agentes da economia, ou seja, ocorre quando o
custo marginal social é maior que o custo marginal privado (no caso de uma
externalidade na produção) ou quando o Benefício marginal social é menor que o
benefício marginal privado (no caso de uma externalidade no consumo). Pôr
exemplo uma firma prejudica (e não paga nada pôr isto) a produção de uma
colônia de pescadores quando despeja detritos na água.

Curso Professor Geraldo Goes Página 177


Microeconomia

23.3 A TRAGÉDIA DOS COMUNS

A tragédia dos comuns é a tendência que a sociedade tem de utilizar em excesso


(podendo chegar à exaustão) os recursos comuns (públicos). A externalidade
negativa pode ser baixa individualmente porém será elevada em termos coletivos.

23.4 A EXTERNALIDADE COMO FALHA DE MERCADO

Em presença de externalidade o mercado não realiza uma alocação eficiente dos


recursos e portanto a externalidade representa uma falha de mercado. Se os custos de
transação forem baixos o processo de negociação levará à eficiência, caso contrário,
a eficiência é obtida através da atuação do Estado pôr meio de regulação ou de
impostos corretivos.

23.5 IMPOSTO DE PIGOU

O imposto de Pigou é um imposto implementado para corrigir os efeitos de uma


externalidade negativa.

23.6 TOREMA DE COASE

Teorema de Coase: se as preferências dos consumidores são do tipo quaselinear


então a curva de contrato ( o conjunto das alocações eficientes de Pareto) será
uma reta horizontal, isto é, só existe uma quantidade ótima de externalidade. O
Teorema de Coase afirma que, sob certas circunstancias, a quantidade eficiente
do bem envolvida numa externalidade não depende da distribuição inicial dos
direitos de propriedade.
Se os agentes privados puderem negociar sem custos de transação ( ou com
baixo custo de transação) em relação à alocação dos recursos , então o processo
de barganha levará à uma eficiência, independente da distribuição inicial dos
direitos.

Curso Professor Geraldo Goes Página 178


Microeconomia

1. (BACEN 98/VUNESP) Considerando o conceito de externalidades, é correto afirmar que


elas:
(a) são corrigidas pelo sistema de preços;
(b) decorrem do fato de ser impossível que a ação de um agente ou grupo de agentes tenha
impactos sobre resultados desejados por outros agentes;
(c) são sempre negativas, de vez que estão relacionadas com a piora, decorrente de ações de
outros, dos resultados desejados por determinados agentes;
(d) são sempre positivas, de vez que estão relacionadas com a melhora, decorrente de ações de
outros, dos resultados desejados por determinados agentes;
(e) são decorrentes do fato de que a ação de um agente ou grupo de agentes pode ter impactos
sobre resultados desejados por outros agentes;

2. (GESTOR 2001/ESAF) “As ações econômicas desenvolvidas por produtores e consumidores


exercem, necessariamente, efeitos incidentes sobre outros produtores e/ou consumidores que
escapam ao mecanismo de preços, ainda que estes sejam determinados em regimes de mercado
perfeitamente competitivos. Estes efeitos, não refletidos nos preços, são conhecidos por “efeitos
externos” ou “externalidades”.
Uma externalidade pode implicar tanto ganhos como perdas para os recipientes da ação
econômica inicial. Quando o recipiente for um produtor, um benefício externo tornará a forma de
um acréscimo no lucro. A imposição de um custo externo, por outro lado, significará redução no
lucro. Quando o recipiente for um consumidor, sua função de bem-estar é que estará sendo
afetada pelas externalidades, positiva ou negativamente.
Percebe-se, então, que as externalidades positivas representam sempre “economias externas”,
enquanto as externalidades negativas trazem “deseconomias externas”.

(Trecho extraído do livro “Economia do Setor Público” de Alfredo Filellini, São Paulo, Atlas, 1989, p. 73)
Uma empresa provoca uma deseconomia externa quando
a) os benefícios sociais excedem os
benefícios privados
b) os custos privados excedem os custos
sociais
c) não há diferença entre os custos sociais e
os custos privados
d) não há diferença entre os benefícios
sociais e os benefícios privados
e) os custos sociais excedem os custos
privados

3. (AFC 2000/ESAF) Uma empresa produtora de papel e celulose despeja parte dos resíduos de
sua produção em um rio, poluindo-o. Isso faz com que a produtividade de uma empresa
pesqueira que atua nesse rio seja reduzida. Essa empresa pesqueira é a única afetada pela
poluição gerada pela empresa de papel e celulose. Com relação a uma situação como essa,
assinale a opção correta.

Curso Professor Geraldo Goes Página 179


Microeconomia

a) A introdução de um imposto sobre a


emissão de poluição por parte da empresa
de papel e celulose pode levar a um nível
de poluição mais eficiente do que aquele
que seria obtido sem nenhuma forma de
controle.
b) Segundo o teorema de Coase, na ausência
de custos de transação, a definição de
quem tem o direito ao uso das águas do
rio levará a uma geração ótima de
poluição, mas não terá efeito sobre a
lucratividade individual de cada uma das
empresas.
c) O nível ótimo de emissão de poluição
depende de como o direito ao uso das
águas do rio é alocado entre a empresa
pesqueira e a empresa de papel e celulose.
d) A quantidade eficiente de emissão de
poluição é zero, uma vez que a poluição é
danosa à atividade da empresa pesqueira.
e) A situação descrita acima é um exemplo
típico de externalidade positiva na
produção.

4. (AFC 96) A análise microeconômica contém uma série de considerações


acerca da presença de “externalidades” na produção e/ou no consumo em
certos tipos de mercado. Assinale a opção que justifica esta preocupação, do
ponto de vista normativo da teoria.
(A) Externalidades na produção são normalmente apontadas como a
principal causa da existência dos monopólios, e das ineficiências deles
decorrentes.
(B) Externalidades no consumo implicam que, mesmo sem precisar se
preocupar com as decisões de outras pessoas, os consumidores sempre
conseguem maximizar suas utilidades quando o mercado está em
equilíbrio.
(C) Quando externalidades no consumo estão presentes, as pessoas
precisam de mais informações além de simplesmente preços de mercado
para realizarem trocas eficientes.
(D) Externalidades na produção sempre diminuem o potencial de produção
das firmas.

Curso Professor Geraldo Goes Página 180


Microeconomia

(E) Instituições tais como o governo nada podem fazer para corrigir as
distorções impostas por qualquer tipo de externalidade em um mercado.

5. (AFC 97) Na linguagem da teoria microeconômica, diz-se que um bem produz


uma “externalidade” se:
(A) ele afeta a função de utilidade das pessoas, mas não existe um mercado
em que este bem possa ter transacionado;
(B) ele gera um potencial de exportação para a economia em questão;
(C) o único preço relevante para este bem é aquele dado pelo mercado
internacional;
(D) existem “direitos de propriedade” bem definidos sobre este bem;
(E) não existe nenhum consumidor potencial para este bem.

6. (GESTOR 2002/ESAF) Tecnicamente ocorre uma externalidade quando


os custos sociais (CS) de produção ou aquisição
são diferentes dos custos privados (CP), ou
quando os benefícios sociais (BS) são diferentes
dos benefícios privados (BP).
Uma externalidade positiva apresenta-se quando:
a) BS < BP
b) BS = BP
c) CS > CP
d) CS = CP
e) BS > BP

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E E A C A E
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

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Microeconomia

PROVAS TCU

1. (TCU 92) É muito comum a fixação de preços mínimos para proteger os produtores do setor
agrícola contra as flutuações de mercado. Supersafras leva a quedas nos preços de equilíbrio e à
diminuição nas receitas auferidas pelos respectivos produtores.
Assinale a opção correta:
(a) Toda queda de preço implica redução de receita, independente do tipo de bem
produzido;
(b) Quedas de preço implicam redução de receita apenas quando a demanda pelo produto
for elástica;
(c) A política de fixação de preços mínimos para produtos agrícolas não estimula a
produção;
(d) A política de fixação de preços mínimos é sempre menos onerosa aos cofres públicos
que a concessão de subsídios. Independente, portanto, do tipo de bem produzido.
(e) A política de interferência nos mercados de produtos agrícolas, por meio de fixação de
preços mínimos , onera menos os cofres públicos que um programa de subsídios. Isso
decorre do fato de a demanda por produtos agrícolas ser inelástica
(f) Desconheço a resposta correta

Nas questões de 1 a 5, marque, em cada questão, a única opção correta, de acordo com o
comando de cada uma delas:

2. (TCU 93) Suponha-se que o mercado de batata de Irecê (Bahia) apresente uma estrutura
considerada de concorrência perfeita, com demanda mensal dada pela equação:
QD = 1000 – 2 P, em que QD é a quantidade em quilos, mensalmente demandada, e P é o preço
por quilo. Embora a produção mensal de batata em Irecê seja estável e se situe em torno de 800
quilos, uma praga reduziu-a inesperadamente a 500 quilos. Em conseqüencia:
(a) o preço do quilo deverá sofrer um aumento de 100%, para manter o mercado em
equilíbrio;
(b) no intervalo de preços definido pelas duas situações de oferta, antes e depois da praga,
a demanda mensal no município de Irecê será elástica com relação aos preços;
(c) embora ofertando menos, os produtores de Irecê experimentarão um aumento de
receita, com os novos preços de equilíbrio;
(d) a oferta mensal, no município de Irecê, será sempre insuficiente para atender à
demanda, qualquer que seja o preço cotado no mercado;
(e) a curva de oferta mensal, em Irecê, tornar-se-á perfeitamente elástica em relação aos
preços.
Curso Professor Geraldo Goes Página 182
Microeconomia

3. (TCU 94) Assinale a afirmativa correta:


(a) Monopólios podem ser uma forma eficiente de organização econômica quando os
retornos de escala forem crescente e a função de produção for homogênea;
(b) Quando os custos marginais são ascendentes, os custos médios são mais elevados que
os custos marginais;
(c) A empresa perfeitamente competitiva opera apenas no ramo inelástico da curva de
demanda;
(d) Contrariamente às economias externas pecuniárias, as externalidades tecnológicas são
compatíveis ao “ótimo de Pareto”;
(e) O teorema de Euler da distribuição requer que o equilíbrio seja competitivo e que a
função de produção seja homogênea linear.

4. (TCU 94) Assinale o item que completa a afirmativa: Se a economia está em pleno
emprego, um deslocamento para cima somente da curva de demanda de trigo:
(a) levará a uma queda gradual no preço do trigo;
(b) levará à falência os plantadores de trigo;
(c) não alternará a produção de trigo;
(d) levará a um aumento na quantidade ofertada de trigo com uma conseqüente
diminuição na quantidade ofertada de alguns outros produtos;
(e) levará a um aumento da quantidade ofertada de milho.

5. (TCU 94) Em relação às características de um oligopólio, assinale o item que melhor o


descreve:
(a) uma situação de mercado com poucos compradores;
(b) uma situação de mercado com poucos produtores;
(c) uma situação de mercado com apenas um comprador;
(d) uma situação de mercado com os preços controlados pelo Governo;
(e) uma situação de mercado com apenas um vendedor.

6. (TCU 95) Julgue os itens abaixo:


(1) Diz a lei da demanda que há uma relação inversa entre o preço e a quantidade
demandada de qualquer bem normal. Ora, um vendedor de cachorro-quente afirma ter
observado serem as elevações do preço do seu produto acompanhadas de aumentos da
quantidade vendida. Descartando-se, por improvável, um equívoco do vendedor,

Curso Professor Geraldo Goes Página 183


Microeconomia

conclui-se que ou a lei da demanda não se aplica a cachorros-quentes, ou este produto


não é um bem normal;
(2) A curva de oferta do bem “X” elevar-se-á em qualquer uma das circunstâncias
seguintes: os salários dos trabalhadores sobem; a depreciação do capital reduz a
produtividade do trabalho; e o preço de “X” aumenta;
(3) Para qualquer bem, são deslocadores da curva de demanda; a renda dos cinsumidores,
os preços dos bens complementares, os preços dos bens substitutos, os gostos
(preferências) dos consumidores e o número de consumidores;
(4) Se um bem é inferior, um aumento da renda dos consumidores leva a uma reduçào da
demanda do bem.
(5) A elasticidade-renda da demanda de um bem será tanto menor quanto maior for a
participação dos gastos com o bem no orçamento familiar.

7. (TCU 95) Julgue os itens a seguir:


(1) Se uma alteração no preço de um bem provoca uma variação em sentido oposto na
receita total, então a demanda do bem é elástica. Caso a variação da receita total se dê
no mesmo sentido da mudança do preço, a demanda será inelástica;
(2) Em boa parte, a reconhecida variabilidade dos preços dos produtos agrícolas é
explicada pela combinação das flutuações da oferta (que depende de fatores
aleatórios), de um lado, com a relativa inelasticidade da demanda desses bens tanto ao
preço quanto à renda, de outro lado;
(3) A incidência de um imposto sobre compradores e/ou vendedores depende da
elasticidade-preço das curvas de oferta e de demanda do produto tributado. Assim,
quanto mais elásticas forem as curvas de demanda e de oferta maior será a parcela do
imposto que incidirá sobre os consumidores;
(4) Mantidos constantes os preços, se a quantidade vendida de determinado bem cresce à
taxa anual de 3%, enquanto a renda per capita cresce à taxa de 6%, conclui-se que a
elasticidade-renda da demanda do bem é igual a 2%;
(5) Terá mais possibilidades de aumentar a sua receita de exportações o país que exporta
um bem de demanda elástica à renda e inelástica ao preço do que o país que exporta
um produto de demanda inelástica à renda e elástica ao preço.
8. (TCU 95) Julgue os itens a seguir:
(1) custos fixos médios são constantes;
(2) considere a curva de transformação apresentada no gráfico abaixo:

Bem X

Bem Y
Curso Professor Geraldo Goes Página 184
Microeconomia

É correto afirmar que o aumento da produção do bem Y se dá a custos marginais crescentes.


(3) economias de escala resultam do melhor aproveitamento dos fatores fixos de
produção;
(4) a curva de oferta de uma firma perfeitamente competitiva coincide com o segmento de
sua curva de custo marginal situado acima da curva de custo médio;
(5) o gráfico abaixo mostra as curvas de custo médio (CMe) e custo marginal (CMg) de
produção de determinado bem. Verifica-se, no gráfico, que a curva de custo marginal
corta a de custo médio de baixo para cima, no ponto onde o custo médio é mínimo.
Apesar de freqüente, a situação retratada é um caso especial que somente se verifica
quando a função de produção for homogênea linear.

R$ CMg
CMe

Quantidad
eEEe

Curso Professor Geraldo Goes Página 185


Microeconomia

9.(TCU 96) Com relação à teoria da produção, dos custos e da alocação de recursos, julgue os
itens abaixo:
(1) A lei da produtividade marginal decrescente é compatível com qualquer tipo de
rendimentos de escala que caracterize a função de produção;
(2) Uma firma minimiza custos quando seus gastos entre os diferentes insumos são
igualmente distribuídos;
(3) Em mercados competitivos, o produto da receita marginal de um determinado insumo
iguala-se ao valor da produtividade marginal desse mesmo insumo;
(4) No longo prazo, uma firma monopolista, que não produz no ponto em que seus custos
médios totais são mínimos, será obrigada a encerrar suas atividades;
(5) A alocação de recursos gerada pelo equilíbrio competitivo, embora eficiente no
sentido de Pareto, não pode ser justa do ponto de vista social.

10. (TCU 96) A análise da oferta e demanda, que estuda as interações entre vendedores e
compradores em uma economia de mercado, constitui o cerne do estudo dos fenômenos
econômicos. A respeito desse assunto, julgue os itens a seguir:
(1) Se a demanda for preço-elástica, um imposto específico sobre um determinado bem
será inteiramente repassado aos consumidores;
(2) A queda substancial do preço dos computadores, concomitantemente ao aumento da
produção desses bens, é perfeitamente compatível com a existência, nesse mercado, de
uma curva de oferta, de curto prazo, positivamente inclinada;
(3) O efeito substituição afirma que as pessoas compram mais quando o preço diminui,
porque o poder de compra aumenta;
(4) A abertura do mercado automobilístico aos produtores estrangeiros desloca a curva de
oferta de carros para a direita;
(5) Como bicicletas ergométricas e máquinas simuladoras de escada (step) são bens
substitutos, um aumento no preço das bicicletas elevará o preço das máquinas
simuladoras de escada.

11. (TCU 98) A teoria da demanda baseia-se nas decisões dos consumidores e requer o
conhecimento de como são formadas as suas preferências. A esse respeito, julgue os itens
abaixo:
(1) se a elasticidade-preço da demanda de um bem for igual a –1, duplicando-se o preço
desse produto, duplicar-se-á também o gasto total com esse produto;
(2) tanto a posição como a forma das curvas de indiferença, para o consumidor particular,
dependem unicamente de suas preferências, não sendo afetadas pelo nível de renda e
pelos preços de mercado;

Curso Professor Geraldo Goes Página 186


Microeconomia

(3) supondo que, para um determinado consumidor, raquetes e bolas de tênis sejam
complementos perfeitos, a variação da demanda de raquetes resultante de uma redução
do preço desse produto dever-se-á tão somente ao efeito renda;
(4) visto que as curvas de demanda tendem a ser mais elásticas no longo prazo, o
excedente do consumidor tende da diminuir provocando, com o decorrer do tempo, a
redução dos níveis de satisfação do consumidor;
(5) a inclinação da curva de restrição orçamentária depende dos preços relativos dos bens
e da renda do consumidor.

12. (TCU 98) A teoria da produção e dos custos analisa as características básicas que descrevem
as operações das empresas e serve de base para determinar as decisões de produção e emprego
das empresas, no curto e no longo prazos. Nesse contexto, julgue os itens a seguir:
(1) a existência de franquias na indústria de fast food, em que a unidade produtiva é
possuída e administrada por proprietários individuais, que seguem regras pré-
determinadas de controle de qualidade e vendem um tipo de produto previamente
especificado, está relacionada à existência de economias de escala;
(2) uma redução do IPTU pago pelas empresas, no âmbito de um programa de incentivos
fiscais que visa aumentar o potencial produtivo de uma região, deslocará a curva de
custo marginal dessas empresas para baixo e para a esquerda;
(3) quando o produto marginal de valor positivo torna-se nulo, o produto total é
maximizado e o produto médio é decrescente;
(4) em mercados competitivos, a inclinação descendente da curva do produto da receita
marginal (marginal revenue product), reflete o fato de a empresa ser obrigada a
reduzir o preço, caso deseje vender maiores quantidades de seu produto;
(5) se uma empresa produz aviões no ponto em que os produtos marginais de todos os
seus insumos igualam-se, então essa empresa está minimizando seus custos.

13. (TCU 98) A determinação dos preços dos bens e dos fatores de produção é influenciada pelo
ambiente de mercado vigente. Torna-se então necessário examinar as estruturas de mercados em
que as decisões de oferta e demanda são operacionalizadas. A esse respeito, julgue os itens
seguintes:
(1) uma contração permanente da demanda em uma indústria competitiva, caracterizada
por custos decrescentes, provoca um aumento do preço do produto e reduz a produção;
(2) a imposição de um tributo de 25% sobre os lucros de um monopolista fará que ele
aumente o preço e restrinja o nível de produção;
(3) sabendo que os postos de gasolina usam a locação para diferenciarem seus produtos,
fixam o preço no nível do custo marginal e auferem lucros econômicos positivos n

Curso Professor Geraldo Goes Página 187


Microeconomia

curto prazo e nulos no longo prazo, é correto concluir que eles constituem bons
exemplos de concorrência monopolística;
(4) a formação bem-sucedida de um cartel requer atuação em mercados cuja demanda seja
inelástica, além da existência de empresas de tamanho similar que se disponham a
seguir as regras da organização;
(5) em um monopólio perfeitamente discriminador, um tipo de regulação que obrigue o
produtor a fixar um preço único para os diferentes consumidores resulta em uma perda
de eficiência.

GABARITO TCU

1) E
2) C
3) A
4) D
5) D
6) FFVVF
7) VVFVV
8) FVFFF
9) VFVFV
10) FVFVF
11) FVVFF
12) VFVFF
13) VFFFV
APÊNCICE MATEMÁTICO

DERIVADA DE UMA FUNÇÃO

Seja y= f(x) uma função de uma variável real.

1. DEFINIÇÃO

Curso Professor Geraldo Goes Página 188


Microeconomia

A derivada de y no ponto x é a inclinação da reta tangente ao


gráfico de y= f (x) no ponto x.

Inseri gráfico

2. NOTAÇÃO

dy
y`, ou
dx

E lê-se “ derivada de y em relação a x”.

3. REGRAS DE DERIVAÇÃO

I) A derivada de uma constante (  ) é zero, isto é:

Se y =  , então y` =0

Exemplos :

1) Se y  10 então y` = 0

Curso Professor Geraldo Goes Página 189


Microeconomia

2) Se y  - 3 então y` = 0

II) A derivada de uma variável em relação a si mesma é 1 (um) , isto é:

Se y  x então y` 1

Exemplos:

1) Se y  x então y` 1

dP
2) Se   Q  3 então 1
dQ

dQ
3) Se Q =   7então 1
d

III) A derivada de Kx em relação à x é K (onde K é uma constante) ,isto


é:

Se y  Kx então y` K

Exemplos:

1) Se y  3 x então y` 3

2) Se y  8 x então y` 8

3) Se y   x então y` 1

d
4) Se  = 3Q + 7 então 3
dQ

dQ
5) Se Q  4 P  10 então  4
d

Curso Professor Geraldo Goes Página 190


Microeconomia

IV) A derivada de x n em relação à x é n.x n 1

Se y  x n , então y = n.x n 1

EX.:

1) Se y  x 5 então y` 5 x 4

2) Se y  x10 então y` 10 x 9

3) Se y  x1000 então y` 1000 x 999

4) Se y  x 7 então y` 7 x 6

5) Se y  x 3 então y` 3 x 2

6) Se y  x 2 então y` 2 x

7) Se y  5x 3 então y` 15 x 2

8) Se y  4x 5 então y` 20 x 4

9) Se y  3x 3  10 x  8 então y` 9 x 2  10

d
10) Se  = 3Q 2 + 5 Q + 7 então  6Q  5
dQ

dQ
11) Se Q = -3  2 +5  + 7 então  6 P  5
d

4. PROPRIEDADES

4.1) Se uma função é crescente sua derivada é positiva.

Curso Professor Geraldo Goes Página 191


Microeconomia

4.2) Se uma função é decrescente sua derivada é negativa.

4.3) Se uma função tem um máximo sua derivada é nula.

4.4) Para calcular o máximo de uma função devemos derivá-la e igualar a


zero.

5. APLICAÇÕES DA DERIVADA À ECONOMIA

Marginal = Derivada

5.1. CUSTO MARGINAL (CMg)

dCT
CMg 
dQ

Se o CT = Q2 + 10.Q calcule o custo marginal para Q= 10.

5.2. RECEITA MARGINAL (RMg)

Curso Professor Geraldo Goes Página 192


Microeconomia

dR
RMg = dQ

Se a RT = Q2 + 10Q, calcule a receita marginal para Q = 10.

6. PRODUTO MARGINAL(PMg)

d
PMg = dL

Se o  = L3 +L2 +3L calcule o produto marginal para L =10.

6. DERIVADA PARCIAL

Seja f ( x, y ) uma função de duas variáveis x e y.

f
é a derivada parcial de f em relação a x
x

f
é a derivada parcial de f em relação a y
y

f
= deriva em relação a x e considera y como constante.
x

f
=deriva em relação a y e considera x como constante.
y

Exemplos:

a) f ( x, y )  x 2  y 3  10 x  5 y  xy
f
 2 x  10  y
x
f
 3y 2  5  x
y

Curso Professor Geraldo Goes Página 193


Microeconomia

b) Q( K , L)  L2  K 3
Q
 2L
L
Q
 3K 2
K

c) Q( K , L)  L2 .K 3
Q
 2 L.K 3
L
Q
 3K 2 .L2
K

Curso Professor Geraldo Goes Página 194