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AS ÁREAS METROPOLITANAS DE LISBOA E DO PORTO

Ao longo de todo o século XX,


XX, identificam-
identificam-se três processos que têm contribuído para as assimetrias na
estrutura de povoamento do território nacional:
nacional: a litoralização
litoralização,, a urbanização e a bipolarização em
torno das duas grandes cidades, Lisboa e Porto.
A litoralização do país tornou
tornou--se visível nas últimas décadas; assim, em 2001, o litoral
litoral,, apesar de ocupar
apenas 28% da superfície do território continental, detinha 65% da população,
população, enquanto o interior se
caracterizava por uma paisagem de desertificação humana.
humana. Paralelamente, tem-
tem-se assistido a um
progressivo processo de urbanização,
urbanização, verificando-
verificando-se um aumento da concentração demográfica nos
espaços urbanos, em detrimento das zonas rurais e dos lugares de reduzida dimensão populacional.
Por fim, a bipolarização tem ocorrido em torno das duas principais cidades, Lisboa e Porto,
Porto, e vem a
intensificar--se,
intensificar se, não ao nível da população daquelas duas cidades em si, já que em ambos os casos as
cidades/concelhos têm vindo a perder população, mas ao nível das suas áreas metropolitanas.
metropolitanas.

_________

Doc. 1 – AML e AMP

A expansão suburbana de Lisboa e do Porto envolveu algumas cidades próximas e um grande


número de aglomerados populacionais,
populacionais, que se desenvolveram, criando dinamismo demográfico e
económico e ascendendo, alguns deles, à categoria de cidade.
As relações que se estabelecem nestas extensas áreas urbanizadas exigem decisões conjuntas dos
concelhos que nelas se localizam,
localizam, nomeadamente para a prevenção e resolução de problemas que
ultrapassam as fronteiras municipais (a gestão do Metro do Porto, por exemplo). Deste modo, em 1991,
1991,
foram instituídas as áreas metropolitanas de Lisboa (AML
AML)) e do Porto (AMP
AMP)) como espaços
individualizados (i. e. unidades autárquicas particulares, de âmbito supramunicipal),
supramunicipal), integrando os municípios
correspondentes: a AML com 19 concelhos,
concelhos, 10 do distrito de Lisboa e os restantes do de Setúbal, e a AMP
AMP,,
com 9 concelhos,
concelhos, 8 do distrito do Porto e 1 de Aveiro (Doc.
(Doc. 1).
1).
A criação das áreas metropolitanas não foi acompanhada da regulamentação das respectivas competências, o
que só aconteceu mais recentemente, em 2003,
2003, com a Lei Quadro das Áreas Metropolitanas.
Metropolitanas. Nesta lei,
admitia--se a constituição de grandes áreas metropolitanas (GAM
admitia GAM)) e de comunidades urbanas
(ComUrb
ComUrb),
), tendo como requisitos a continuidade territorial dos concelhos integrantes e a obrigatoriedade de
serem constituídas, no mínimo, por nove municípios com pelo menos 350 mil habitantes para as GAM e três
municípios com pelo menos 150 mil habitantes para as ComUrb.
ComUrb.
Esta lei veio incentivar a criação de novas estruturas de cooperação intermunicipal
intermunicipal.. Levou também à
recomposição,, ainda não totalmente definida, das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto,
recomposição Porto, reflectindo
as alterações na organização funcional e nas relações que se estabelecem no seu seio (Doc.
(Doc. 2).
2).
_________

Doc. 2 – Concelhos que integravam as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, antes e depois
da Lei Quadro das Áreas Metropolitanas.

Nas duas principais áreas metropolitanas desenvolvem-


desenvolvem-se intensas relações de complementaridade
que aumentam o dinamismo e a competitividade dessas áreas como um todo.
todo. Tende, assim, a passar-
passar-
se de uma estrutura funcional monocêntrica (centrada na grande cidade) e radiocêntrica
radiocêntrica,, do ponto de
vista da rede viária, para uma estrutura policêntrica em que os diferentes centros urbanos se
complementam.
As actuais GAM são: Lisboa, Porto, Minho, Aveiro, Coimbra, Algarve e Viseu.

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Fonte: Adaptado de Geografia A 11.º Ano.
Ano. Texto editores, 2008. prof.geo.fernando@sapo.pt

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