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Sistema de calibração de válvulas industriais

Atitude Editorial
Edição 41, Junho de 2009
Por Alãine Marques Lopes e Telma Côrtes Quadros de Andrade
Conjunto de equipamentos interligados e estruturados garante confiabilidade em sistemas de calibração de válvulas de
controle de processo
Muitos processos requerem equipamentos de campo e controladores dedicados para gerenciar processos.  Um equipamento de
campo é parte de um controle realimentado e sua localização permite medir e transmitir variáveis de processo.
 
Um dos elementos finais de controle mais utilizado é a válvula de controle, que é capaz de variar a restrição ao escoamento de
um fluido em resposta a um comando recebido na forma de um sinal padrão. Após um determinado tempo de operação, as
válvulas apresentam nível crescente de vazamento decorrente do desgaste natural das partes internas, necessitando manutenção
para a substituição dos elementos vedantes para manter a confiabilidade de seu funcionamento.
 
A operação da maioria dos processos industriais, especialmente nas indústrias químicas e petroquímicas, envolve um grande
risco de vazamentos de fluídos químicos, incêndios e até explosões. Os sistemas de instrumentação de segurança (SIS) foram
especificamente desenvolvidos para a proteção do pessoal de operação, do equipamento e do meio ambiente por meio da
redução da probabilidade ou da severidade desses acidentes.
Em muitos países existem normas relacionadas aos SIS que tem efeito de lei, com penalidades previstas quando há o seu
descumprimento, podendo resultar em ação civil e criminal tanto contra empresas como contra indivíduos envolvidos. No
Brasil já são utilizados os SIS em várias aplicações e, pensando na segurança de pessoas, equipamentos e processos, propõe­se
neste trabalho a utilização de um sistema de calibração de válvulas eletropneumáticas de controle de processo industrial,
denominado Works, que é um conjunto de equipamentos interligados e estruturados de forma a realizar a calibração de
válvulas de controle de processo de maneira segura e confiável.
A partir da utilização de instrumentos adequados interligados a um computador, pode­se eliminar o erro de paralaxe e obter a
real posição da válvula calibrada. O resultado é uma operação mais confiável, com menor tempo em bancada e registro dos
dados, e maior precisão no controle de posição de abertura com consequente melhora no desempenho das malhas de controle e
de otimização.
TECNOLOGIAS DE INTERCONEXÃO E TRATAMENTO DE SINAIS
Logo após o final da década de 1960, surgiram os controladores programáveis, revolucionando o controle de manufaturas e o
controle discreto. Um controlador (computador dedicado) pode rodar um controle lógico para acionar válvulas de posição,
motores, etc., que são elementos finais em um controle realimentado.
Na metade da década de 1970, com a evolução dos componentes eletrônicos, surgiu o primeiro Sistema de Controle Digital
Distribuído (SDCD), mas mesmo sendo uma tentativa pela eficiência e pela performance, mostrou­se deficiente com o
surgimento dos equipamentos microprocessados, pois estavam preparados para processar somente informações de controle.
No início dos anos 1980, com o crescimento da tecnologia baseada em microprocessadores, pode­se ver o lançamento de
sistemas de controle distribuído com algumas particularidades, tais como: sinais de 4~20 mA, com dois ou quatro fios,
medições analógicas e operações digitais. Foi então que apareceu a tecnologia Fieldbus, que tornou­se um protocolo de
comunicação aberto, em que se pode observar sinais digitais explícitos, conexões de dois ou quatro fios, taxa de transmissão de
31,25 kbits/s para equipamentos de campo, etc.
Existem normas que exigem que a indústria determine um Nível de Integridade Desejado (SIL) para todas as aplicações de
Sistemas Instrumentados de Segurança. Pode­se traduzir SIL como sendo o nível de robustez necessário a ser implantado, de
forma a minimizar os riscos do processo a níveis aceitáveis. O SIS é um sistema que garante a segurança de instalações
industriais pela automação, garantindo o controle das variáveis do processo e sua permanência nos valores especificados.

 Os equipamentos acoplados à rede possuem inteligência para desempenhar funções específicas de controle. OLE Server – Aplicativo servidor OPC/OLE De acordo com a definição da OPC Foundation. e aplicações comerciais no controle de processo de uma indústria. as aplicações OPC clientes. os mais populares protocolos industriais da atualidade e que serão comentados a seguir. Surge daí a opção pela utilização de arquiteturas de sistemas abertos que. que fornece a real posição da válvula. O OLE Server para Windows é a porção servidor do software que realiza a conexão entre o lado cliente do software e a DFI302. mas sim orientadas para exigir que se atinja um nível de performance desejado pelo sistema. existe carência de dados adequados. independente da localização. A OPC Foundation. em que apenas um fabricante lança produtos compatíveis com a sua própria arquitetura de rede. TECNOLOGIAS E SUBSÍDIOS A opção pela implementação de sistemas de controle baseados em redes requer um estudo para determinar qual tipo de rede possui as maiores vantagens de instalação ao usuário final.As normas atuais sobre Sistemas Instrumentados de Segurança têm como denominador comum não serem normas prescritivas. da arquitetura de máquina ou do ambiente de implantação. PLC. As válvulas para controle de processo são. ou bancos de dados numa sala de controle. utiliza seu driver OPC client para comunicar­se de uma maneira padronizada com softwares que são servidores de informação. Os softwares que acompanham sistemas de controles já gerenciam o funcionamento de alguns equipamentos. definem objetos padronizados. que deve buscar uma plataforma de aplicação compatível com o maior número de equipamentos possíveis. a fim de garantir uma grande interoperabilidade entre aplicações de automação e controle. tais como loops PID. implicando erros de paralaxe. Isto ocorre pelo fato de se realizar o procedimento sem utilizar um transmissor de posição. A rede Fieldbus interliga os equipamentos de I/O mais inteligentes e pode cobrir distâncias maiores. em geral. “os procedimentos de teste do tipo teste de curso podem fornecer uma cobertura de diagnóstico mais abrangente. Devido à enorme variedade de condições de aplicação na indústria de processo. assim como de dispositivos aprovados. sejam eles equipamentos de chão de fábrica. o fator mais determinante quando se trata de calcular o SIL. A arquitetura cliente / servidor via OLE é uma arquitetura de processamento distribuído que fornece uma única visualização do sistema aos usuários e aplicações e possibilita a utilização de serviços em um ambiente de rede. como sistema de processo distribuído. qualquer cliente pode acessar dispositivos de campo de forma padrão. O OLE/COM une os fornecedores de hardware com os desenvolvedores de software. OLE for Process Control (OPC) é um mecanismo que provê meios de padronizar a comunicação entre inúmeras fontes de dados. auxiliando na obtenção de dados mais confiáveis para a malha como um todo”. observou­se que os métodos utilizados para calibração de válvulas de controle podem ser susceptíveis a falhas por. Uma vez que o servidor tenha uma interface OPC. é necessário que estes sistemas utilizem instrumentos de campo inteligentes. equipamentos inteligentes a fim de comunicar a informação que estes servidores possuem com aplicações que também entendam o padrão OLE/COM. métodos e propriedades para servidores de informação em tempo real. na maioria das vezes. não possuírem um diagnóstico confiável das leituras observadas. equipamentos de campo. isto é. o usuário pode encontrar em mais de um fabricante a solução para os seus problemas. O acesso ao OLE Server pode ser feito localmente (conexão local – Server instalado na mesma estação do cliente OLE) ou por uma rede (conexão remota – server instalado em outra estação). como o OLE Server. baseados na tecnologia OLE/COM da Microsoft. Os protocolos de comunicação implementados no módulo DFI302 utilizado são o Ethernet TCP/IP e Fiedbus. que possuam a capacidade de se autodiagnosticarem. Para a implantação de soluções deste tipo. Este set de interfaces. o teste de curso realizado sem a empregabilidade de instrumentos de verificação e controle faz  ele perder a confiabilidade. controle de fluxo de informações e processos. Resumidamente. Conforme Karte. a diferença entre o que é observado visualmente pelo operador e o que um instrumento mede com precisão. Entretanto. estabeleceu um set de interfaces padronizadas Object Linking and Embedding / Component Object Model (OLE/COM). como um software supervisório. Mediante pesquisa de mercado. . ao contrário das arquiteturas proprietárias. uma organização com fins não lucrativos. que podem ser adquiridas independentemente do sistema de controle utilizado.

 não isolado. Fonte de alimentação para o Backplane  É uma fonte de tensão AC de entrada universal e saídas 5 Vdc (alimentação para o backplane) e 24 Vdc (uso externo). DEFINIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS Os equipamentos inteligentes utilizados encontram­se detalhados a seguir. constituindo uma ponte de informação entre o supervisório e o instrumento digital supervisionado. Esta impedância é implementada por um circuito de controle de impedância.ElipseSCADA – Sistema Supervisório  Sistemas Supervisórios são softwares que permitem que sejam monitoradas e rastreadas informações do processo. Ele evita a desagradável oscilação e distorção de sinal. de acordo com requisitos de normas vigentes. O princípio de funcionamento do efeito Hall é a mudança da condutividade de um elemento em presença de campos magnéticos. proteção contra curto­circuito e sobrecorrente. O objeto OPC Server é um cliente OPC que possibilita a comunicação com um determinado equipamento ou dispositivo. tem­se uma tensão proporcional ao campo magnético aplicado. Ele fornece uma tensão de saída que é proporcional ao campo magnético aplicado. O produto externo indica que a força tem uma direção mutuamente perpendicular ao fluxo de corrente e ao campo magnético. resulta em impedância de linha puramente resistiva para uma larga faixa de frequência. o que permite o envio e recebimento de dados em tempo real. DF52 – Fonte de Alimentação para Fieldbus  O módulo de fonte utilizado é composto de uma fonte universal de entrada AC (90 a 264 Vac. em paralelo com os dois terminadores de linha Fieldbus (resistor de 100 W em série com capacitor de 1 mF exigidos pela norma IEC 11558­2). BT302 – Terminador Fieldbus Em Fieldbus. apropriada para alimentação de elementos Fieldbus. Também é possível fazer acionamentos e enviar ou receber informações para equipamentos de aquisição de dados. Os nós do Sistema de Supervisão e Aquisição de Dados (SCADA) são responsáveis pela aquisição e envio de dados ao processo. indispensável para a implementação de uma rede Fieldbus. As informações poderão ser visualizadas por intermédio de quadros sinóticos animados com indicações instantâneas. via gráficos e objetos que estão relacionados com as variáveis físicas de campo. DFI302 – Fieldbus Universal Bridge O DFI302 é um elemento­chave na arquitetura distribuída dos Sistemas de Controle de Campo. Sensor HALL Os sensores de Efeito Hall constituem uma das melhores opções para sensoriamento de campos magnéticos. resultaria em uma impedância de linha da ordem de 50 W. configuração e manutenção usando OLE. em paralelo com os dois terminadores de linha de 100? ±2% cada. decorrente da variação do sinal de comunicação. DF51 – Módulo processador  O módulo processador DF51 é um módulo que manipula a comunicação e as tarefas de controle. A . utilizando o protocolo OPC. O ElipseSCADA é uma ferramenta para o desenvolvimento de sistemas de supervisão e controle de processos que permite a monitoração de variáveis em tempo real. conforme definição do fabricante SMAR Equipamentos Industriais. além de ser imune às trepidações mecânicas. Este provê serviços de comunicação para controle. pico (ripple) e indicação de falha. PSI302P – Impedância para fonte de alimentação Fieldbus A função da impedância para fonte de alimentação é implementar um circuito com impedância de saída que. o frame de transmissão é feito pela modulação da corrente e o frame de recepção é feito pela tensão percebida. As linhas equipotenciais ao longo do comprimento do material são inclinadas. O sistema a ser desenvolvido utilizará o supervisório ElipseSCADA. Ou seja. principalmente quando se exige velocidade e precisão. Este dispositivo apresenta uma impedância de saída que. Quando se tem um fluxo de corrente em um material sujeito a um campo magnético perpendicular. o ângulo por meio do qual o fluxo de corrente é mudado pelo campo magnético é conhecido como ângulo Hall e é um parâmetro dependente do material. supervisão usando OPC. e isso nos leva a tensão de Hall medida ao longo do material. O OPC Server é a representação de um servidor OPC DA dentro do ElipseSCADA. 47 a 63 Hz ou um equivalente DC). O PSI302P é um dispositivo de controle de impedância ativa. Este sensor magnético é ideal para uso em sistema de sensor de posição linear ou rotativo. e uma saída 24 Vdc isolada.

 Considerando que esse sistema atenderá também a válvulas com entrada de sinal 4~20 mA.25 x 31. Pode ser usado para controlar posição da haste de qualquer tipo de válvula ou outra aplicação que necessite medir a posição.). uma linha Fieldbus deve apresentar uma impedância característica Z0 de 100? ±20% @ 31.02­1992 (IEC 1158­2). um em cada final do tronco principal. CONSTRUÇÃO DO SISTEMA DE CALIBRAÇÃO DE VÁLVULAS Para construção do sistema de calibração de válvulas. proporcional à entrada recebida pela rede Fieldbus. ferramentas e equipamentos.8 kHz a 39 kHz (0. com ele pode­se medir deslocamento ou movimento tipo linear ou rotativo. mencionado anteriormente. A definição do projeto emprega um conversor IF para captação do sinal de posição. TP301 – Transmissor de posição O TP301 é um transmissor inteligente para medidas de posição. o que acarreta uma reflexão do sinal com uma amplitude proporcional a este descasamento. tornando sua construção mais leve.25 kHz e os terminadores devem apresentar uma impedância de 100? ±2%. O FY301 é baseado no bico­palheta. Se em todas as extremidades da linha e nas junções as impedâncias estiverem casadas. Figura 2 – Foto do sistema de calibração de válvulas “Works” O layout de fixação das válvulas de diâmetros maiores foi definido considerando seu centro de gravidade. etc. os sinais de comunicação fluem de forma unidirecional. o sinal encontra uma barreira. com dispositivos adequados para teste em válvula de diversos diâmetros (½” a 14”). Por norma. ocasionando sérias distorções no sinal original. tornando dispensável a utilização do TP.25 kHz a 1. Caso a linha apresente uma junção. irá se sobrepor a este sinal. FI302 – Conversor de Fieldbus para corrente O FI302 é um conversor destinado a interfacear Sistemas Fieldbus com válvulas de controle e atuadores. como se a linha fosse infinita. somente um BT302 é requerido. Veja Figura 2. considerando que no mercado existem posicionadores que já disponibilizam o sinal de posição da válvula em 4~20 mA. ação simples ou ação dupla. além de atender aos requisitos de segurança do processo. considerando a faixa de frequência de 7.25 kHz).principal função de um terminador é evitar reflexão do sinal de transmissão.25 x 31. O sistema de leitura da posição real da válvula utiliza a tecnologia de sistema de efeito Hall. O TP tem o objetivo de transmitir ao sistema a posição real da válvula. Ele produz uma saída de 4 mA a 20 mA. saídas e parâmetros de controle. o efeito de reflexão será eliminado. consistindo em uma rede RC com resistor de 100 ? em série com um capacitor de 1 µF. Sendo assim. FY301 – Posicionador inteligente de válvulas  O FY301 é um posicionador inteligente para válvulas de controle linear. BLOCOS FUNCIONAIS A Figura 1 é a representação genérica de um bloco funcional que possui suas entradas. de sentido oposto ao sinal transmitido. Em uma linha infinita de transmissão de sinal com impedância característica Z0. Possui concepção simples. . O dispositivo BT302 é um Terminador Fieldbus desenvolvido de acordo com os requisitos da norma ISA­S50. Seu princípio de funcionamento é baseado no sensor de posição por efeito hall. Ele recebe sinais de corrente tipicamente de 4 mA a 20 mA ou 0 a 20mA e torna­os disponíveis para um sistema Fieldbus. Como a PSI302 utilizada já possui um terminador. IF302 – Conversor de corrente para Fieldbus O IF302 é um conversor destinado a interfacear transmissores analógicos com uma rede Fieldbus. informações de diagnóstico e de display. Figura 1 – Diagrama geral de um bloco de função O protocolo de comunicação é tratado internamente pelos próprios blocos funcionais que são responsáveis tanto pelas comunicações cíclicas (publicações de parâmetros para supervisão e links) quanto pelas comunicações acíclicas (notificações de alarmes/eventos. Esta reflexão. foi confeccionada uma bancada em aço carbono para apoio das válvulas. consagrado pelo uso no campo e no sensor de posição por efeito Hall. Uma rede Fieldbus precisa de dois terminadores. utiliza­se um conversor FI para fazer o cancelamento dos sinais. existirá um descasamento de impedância (impedância de entrada da junção diferente da impedância característica da linha). fazendo a leitura de posição pela leitura magnética do imã instalado na haste da válvula.

Por meio de uma bancada observando seu centro de gravidade. implantando tecnologias de comunicação de dados analógicos e digitais para acionamento de válvulas e monitoração de sua posição durante os testes. ganhou­se mais leveza. além de poder atender ao cliente in loco. Figura 3 – Diagrama funcional do sistema Works Por meio do SYSCON. no interligamento lógico dos diversos blocos funcionais implementados em cada device da rede por meio do SYSCON e a definição dos parâmetros de controle de cada bloco. observando parâmetros de segurança em seu transporte. pois não há contato mecânico de nenhuma das partes.O módulo de comunicação Fieldbus comunica com o software de supervisão via Ethernet e. que recebe este sinal e o converte para Fieldbus. e utilizando sua ferramenta Organizer e o OLE Server da SMAR foi realizada a comunicação entre os instrumentos Fieldbus e o sistema supervisório. A configuração dos instrumentos consiste. novamente em 4~20 mA. Os valores colhidos resultaram em um certificado de calibração que é fornecido ao cliente. Este sinal passa pelo módulo (DFI). faz o sistema ser universal. RESULTADOS E DISCUSSÃO O objetivo principal do trabalho foi desenvolver um sistema de calibração de válvulas eletropneumáticas de controle de processo industrial. Algumas telas que gerenciam o processo de calibração podem ser vistas nas Figuras 4. O TP recebe o sinal de posição e o converte. melhor facilidade de locomoção. basicamente. com a qual foi possível diagnosticar a taxa de erro na válvula calibrada. por meio do software de supervisão. atendendo a todos os tipos de válvulas. pode­se observar melhor como trabalha o sistema “Works”. enviando­o para o posicionador. uma planilha eletrônica de análise dos resultados. posição de sua abertura ou fechamento. pode­se monitorar todo o processo e gerar os relatórios de performance dos testes. O IF é utilizado para captação do sinal de posição naquelas que já disponibilizam para o sistema o sinal de posição analógico; já aquelas que não disponibilizam este sinal. No posicionador o sinal analógico é convertido em pneumático. A utilização de conversores Fieldbus / corrente e corrente / Fieldbus. No diagrama. 5 e 6. incluso no ElipseSCADA.  enviando­o para o IF. têm­se. Diagrama de funcionamento Por meio do diagrama de funcionamento (Figura 3). também. que podem ser impressos. segue via Ethernet para o computador e é utilizado pelo software que supervisiona todo o processo. Pelo OPC Server. conforme CA do cliente. implicando uma leitura segura. Figura 4 – Tela inicial do processo Figura 5 – Tela de acompanhamento geral do sistema Figura 6 – Tela de visualização e impressão de histórico CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO (CA) Para facilitar a visualização e registrar as operações desenvolvidas pelo sistema. sem influências e sem desgaste de peças. bem como do posicionador com entrada de sinal de 4~20 mA. com gráficos e parecer dos resultados. Isto quer dizer que as válvulas que têm entrada de sinal de 4~20 mA utilizam o conversor FI para cancelar o sinal. A válvula recebe o sinal pneumático e o converte em 0~100% . o FI recebe o sinal Fieldbus (sinal digital) e converte para 4~20 mA (sinal analógico). Os dados obtidos são lançados na planilha eletrônica que possui o Critério de Aceitação (CA) referente ao cliente em específico e que resulta em um certificado de calibração. o projeto é dividido em duas etapas: configuração lógica (arranjo lógico do processo dividido em células de processo e módulos de controle) e distribuição física da rede de instrumentos (distribuição física dos instrumentos nas interfaces). A adoção de leitura utilizando tecnologia de efeito Hall é um diferencial importante. . fazem uso do transmissor de posição. 3~15 psi.

 Felipe; CARDOSO. 1 CD­ ROM. São Paulo. Disponível em: http://www. Cap. 105. 95. n. São Paulo. maio 2005.pdf. São Paulo. ago. mar. São Paulo. 2003. 1 CD­ROM. Roberto. Rio e Janeiro. 2002. Newton. Disponível em: http://www. Thomas; VARGAS. RS p. Apostila de Conceitos de Comunicação Fieldbus Foundation . ano 9. Saber eletrônica. São Paulo. 63­65. p. Petro e Química.095. Rio Grande do Sul. Posicionadores inteligentes em sistemas de desligamento de emergência (Emergency Shutdown). p. n. 17 ElipseSCADA: HMI / SCADA SOFTWARE. 27­29. Cap.A utilização de instrumentos Fieldbus permite o acompanhamento e toda a monitoração do sistema via supervisório. ano 10.br/prg/sisbi/bibct/acervo/info/2000/Mono­Jonko. 4 ESTEVES. 19 CASSIOLATO. ago. 1990. São Paulo.htm. Euryclides de Jesus Zerbini”. 10 SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. 6. Emulador de equipamentos de campo H1. n.  15 SMAR Equipamentos Industriais. Disponível em: http://www.ufpel. 1 CD­ROM. Resende. EUA n. 2005. 12 SMAR Equipamentos Industriais. 2 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA – PUC. 2006. OPC server / Manual. 2006. Disponível em: http://wwwusers. 9 SMAR Equipamentos Industriais. nov. 1 CD­ ROM. Set. São Paulo. 37­40. São Paulo. 54­61. Teoria de controle – domínio temporal. maio 2006.br/arlei/AEDB/Pj2003/Monografia5. 48­49. Disponível em: http://www. 14 ATOS AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL LTDA.br/edicoes/ed_275/275. Arquitetura Foundation Fieldbus. Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia.8. 2004. São Paulo. 2004. TELMA CÔRTES QUADROS DE ANDRADE é física. 1 CD­ROM. 21 SMAR Equipamentos Industriais. SMAR OLE Server: Configurando os OLE Servers.841. 2005.tche. Interface de comunicação entre ambiente de modelagem e sistema supervisório. 1 CD­ROM.asp. Acesso em: 11 abr. Escola SENAI “Prof. 1 CD­ROM. Daniel Teixeira de Andrade. ago. Pelotas.html. Rio de Janeiro. Acesso em: 6 abr.professores. confiável e com registro dos dados para impressão de resultados e geração de relatórios. 2005. Jair Jonko.rdc. 18 BRAGA. além da monitoração e o histórico de todas as válvulas calibradas.asp?comando=392.674; 5. n.com. 14. . Acesso em: 12 jan. Ainda tem como diferencial uma IHM agradável e de fácil manuseio e controle. ano 10. 2006. Acesso em: 22 abr. Catálogo de Normas Técnicas Petrobrás N­2273: verificação. Marcos. 1 CD­ROM. 2006. São Paulo. 2006. 2006. 16 ARAÚJO. jun. São Paulo. Eric; ROCHA. Acesso em: 27 maio 2006. 20 SMAR Equipamentos Industriais. REFERÊNCIAS 1 CASSIOLATO. 2005. jan. Denise Lopes Cardoso. ano 10. Controle & Instrumentação.br/edicoes/edicoes. Acesso em: 17 maio 2006.com/brasil/Fieldbus.654.br/werneckr/cp_cap0400.petroequimica. Como funcionam os sensores Hall e a maneira de escolhê­los. 2005. Como implementar projetos com Foundation Fieldbus. Fieldbus: manual de instruções dos blocos funcionais. 275. 6 PACHECO.; MACIEL. p. n. 2006. Controle & Instrumentação. São Paulo. 1. 1 CD­ ROM. Controle & Instrumentação. SYSCON: System Configurator. 2004. São Paulo. 2002. v 2. Instrumentação Digital. Darci.aedb. especialista em termodinâmica e Diretora de Fortalecimento Tecnológico Empresarial da Secretaria de Ciência. jul.doc.puc­rio. comprovando o comportamento da válvula calibrada. Disponível em: http://www. Como (e por que) determinar o SIL de um Sistema Instrumentado de Segurança? Controle & Instrumentação. César; ANDRADE . Com toda a sistemática empregada. 13 SMAR Equipamentos Industriais.smar. mestre e doutora em Geofísica. possibilitando também o registro. 95. 106. 3 SOLEKI. 7 KARTE. Controle & Instrumentação. César. Marcello; RODRIGUEZ. ano 9. Dr. 5 PETROBRAS. 392.sabereletronica. 2000. calibração e teste de válvula de controle (procedimento). Sensor Hall: A tecnologia dos posicionadores inteligentes de última geração. São Paulo. 2006. Departamento de Química. Luciana; PEREIRA. 2006. 3. Sistema de intertravamento de segurança. João Aurélio V. Como implementar projetos com Foundation Fieldbus. n. 104. CONCLUSÃO O desenvolvimento de um sistema universal de calibração de válvulas eletropneumáticas de controle de processo industrial foi plenamente alcançado. n. São Paulo. nov. ALÃINE MARQUES LOPES é engenheira mecatrônica.com. 11 SMAR Equipamentos Industriais. histórico e a elaboração de certificado de calibração. alcançou­se um sistema totalmente automatizado. 8 TEMPO parado é dinheiro jogado fora. 2006. p. p. Confiabilidade mais ampla para os elementos finais de controle.

Este trabalho foi premiado pelo Programa de Bolsas de Apoio ao Desenvolvimento de Iniciação Tecnológica (BITEC). Veja também: Itens relacionados: 22/09/2014 00:00 ­ Cabos para aplicação na geração de energia eólica 22/09/2014 00:00 ­ Desafios para implantação da LT 500 kV Tucuruí/Manaus. 23/07/2014 00:00 ­ Barramentos blindados: assim a eletricidade viaja por uma “autoestrada” ­ Parte IV Itens mais atuais: 11/06/2010 11:13 ­ MME discute criação de um programa brasileiro de smart grid 24/05/2010 11:40 ­ Especificação de sistemas de monitoração on­line para transformadores de potência baseados em uma arquitetura descentralizada 24/05/2010 10:57 ­ Instalação de canaletas de PVC 24/05/2010 10:46 ­ Oportunidades para expansão da geração distribuída e cogeração no Brasil 24/05/2010 08:48 ­ INCIDÊNCIA DE RAIOS EM PRÉDIOS ­ Parte II Itens mais antigos: 23/05/2010 21:01 ­ Barramentos blindados 23/05/2010 19:07 ­ Conteúdo do programa 23/05/2010 18:59 ­ ITCNet elege as maiores da construção 23/05/2010 18:53 ­ O espectro das fontes de luz e os níveis baixos de iluminação: o básico 23/05/2010 18:48 ­ Smart grid é o futuro certo da distribuição de energia elétrica? << Página anterior Próxima página >> . Sebrae e CNPq. Instituto Euvaldo Lodi (IEL). 18/08/2014 00:00 ­ Plantas de cogeração em centros comerciais 23/07/2014 00:00 ­ Telecomando em subestações assistidas.