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Miguel Enrique Stedile

O advogado Leandro Scalabrin foi o primeiro a denunciar o pedido do Ministério Público Estadual de extinção do MST.

“O RS vive um
Estado de Exceção”
Ações do governo gaúcho retomam métodos das ditaduras
militares brasileira e chilena.

f echamento de escolas, áreas restritas de mani-


festações, cancelamento de títulos eleitorais,
monitoramento ilegal e classificação de “ter-
roristas” para os movimentos sociais. Em entrevis-
ta, o advogado Leandro Scalabrin afirma que as
Como definir a situação dos movimentos sociais
e dos direitos humanos no Rio Grande do Sul?
Leandro Scalabrin - O Rio Grande do Sul pode
ser considerado um Estado de Exceção porque res-
tringe o direito de reunião, de ir e vir, de livre
tar o Estado de Defesa e depois de ouvir o Conse-
lho da República e o Conselho de Defesa Nacional.
A Constituição Estadual gaúcha proíbe registros
e bancos de dados com informações referentes à
convicção política, filosófica ou religiosa. O Esta-
violações do governo gaúcho retomam métodos manifestação e de liberdade de imprensa; man- do de Exceção vigora no RS desde a promulgação
das ditaduras militares brasileira e chilena. Inte- tém banco de dados com informações referentes da Instrução Operacional nº 006.1 (IO-6) de outu-
grante da Rede Nacional de Advogados e Advoga- às convicções ideológicas de cidadãos; viola o si- bro de 2007 pelo Estado Maior da Brigada Mili-
das Populares (Renaap) e da Comissão de Direitos gilo das comunicações telefônicas; realiza prisões tar. Esta “instrução” promulgada e aplicada pela
Humanos da OAB em Passo Fundo (RS), Scala- ilegais em massa, tortura, desaparecimentos tem- Brigada Militar restringe o direito de manifesta-
brin foi a primeira pessoa a denunciar a existên- porários e usa arbitrariamente a força contra pro- ção, reunião, ir e vir e de liberdade de impren-
cia da ata do Ministério Público Estadual pedindo testos. A Constituição Federal dispõe que só o Pre- sa, cria um aparato militar para monitoramento
a extinção do MST e as normas da Brigada Mili- sidente da República poderia restringir os direitos e manutenção de banco de dados com convic-
tar para despejos, no ano passado. de reunião e sigilo de comunicações, após decre- ções ideológicas de opositores do governo e mo-

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vimentos sociais; e estabelece o uso da violência briel, Fazenda Guerra em Coqueiros do Sul (8.000 rios casos de prisão temporária em massa de du-
contra manifestações. O governo do RS se coloca hectares), Granja Nenê em Nova Santa Rita (1.246 zentas, trezentas pessoas, da mesma forma como
acima da Constituição e das convenções interna- hectares) e Fazenda Palma (3.029 hectares) em Pe- ocorria no Chile de Pinochet. Durante os despejos
cionais de direitos humanos ao se auto-atribuir o dro Osório. Através de um TAC - Termo de Ajus- a liberdade de imprensa e as prerrogativas de ad-
poder soberano e imperial de definir novas regras tamento de Conduta – firmado entre a Secretaria vogados são desrespeitadas. Além de tudo existem
excepcionais para a sociedade gaúcha, arbitradas Estadual de Educação e o MPE, foram fechadas as dois casos comprovados de tortura em caráter co-
por ele mesmo. Escolas Itinerantes localizadas nos acampamentos letivo contra manifestantes. O ex-ouvidor da Se-
de sem-terra no Estado do RS, a partir do ano le- cretária de Segurança Pública denunciou o uso de
Há paralelos na história brasileira com esta tivo deste ano. E por fim, uma ação civil pública grampos ilegais com finalidade política e existe
situação no RS hoje? dissolveu o MST na Comarca de Sarandi, onde ele um fato novo vinculado ao uso de armas de cho-
O paralelo mais recente para a situação do Rio surgiu 25 anos atrás, onde a decisão liminar proi- que como forma de torturar manifestantes. Outro
Grande do Sul, onde um general comanda a Segu- biu ocupação “por integrantes do MST, de qual- fato digno de nota foi a dissolução do Encontro
rança Pública e os coronéis estão nas ruas dizen- quer outra área localizada há menos do que 5 km Estadual do MST, com cerca de mil pessoas, na Fa-
do o que o povo pode fazer ou não, é a ditadura de rodovia, seja a via federal, estadual ou muni- zenda Annoni, em 2008, exatamente 40 anos de-
civil-militar brasileira implantada com o golpe de cipal. Todas estas ações são encaminhamento da pois das forças armadas terem feito o mesmo com
1º de abril de 1964 e que rompeu uma estabilida- política do MPE. Anteriormente a aprovação da o congresso da UNE em Ibiúna, São Paulo.
de democrática de 19 anos. Desde a redemocrati- política institucional pelo CSMP, já haviam sido
zação em 1985 os militares não detinham tama- encaminhadas ações na Comarca de Carazinho O Governo gaúcho pode alegar que estas ações
nho poder em suas mãos. para cancelar a transferência dos títulos eleitorais são legais?
de 60 sem-terra acampados em Coqueiros do Sul As prisões em massa violam a presunção de
De que forma esta situação articula diversas e impedir as marchas de sem-terra de ingressarem inocência prevista na Constituição. A dissolução
instituições do Estado? na comarca de Carazinho, jurisdição que abrange do congresso do MST, apreensão de carros de som
De duas formas, sendo a primeira através da os Municípios de Carazinho, Almirante Tamanda- de sindicatos, ameaças públicas, violência contra
aceitação do que vem ocorrendo pelo Ministé- ré do Sul, Coqueiros do Sul e Santo Antônio do passeatas, violam o direito constitucional de li-
rio Público Estadual (MPE), que deveria exercer o Planalto (uma área de 2.108 km2). vre manifestação e reunião. O “aparato militar”
controle externo sobre a polícia e não o exerce. O criado pela Brigada, com atuação na investiga-
CDDPH (Conselho de Defesa dos Direitos da Pes- Trata-se, então, de uma articulação entre o ção de sindicatos e partidos, na repressão e na ar-
soa Humana) recomendou ao MPE que ingressasse Poder Executivo e o Ministério Público? ticulação via imprensa e ministério público, viola
com ação judicial para revogar a IO-6, mas a re- A articulação é mais ampla: envolve os gran- o princípio constitucional da separação de esferas
comendação não foi acatada, ou seja, não se trata des proprietários rurais representados pela FAR- de atuação das polícias, colocado na constituição
de mera omissão, mas de aceitação do Estado de SUL, empresas multinacionais, a bancada ruralista para evitar o surgimento de um novo Dops, como
Exceção. Isto não é gratuito: o governo estadual na Assembleia Legislativa e os grandes meios de este que surgiu no RS. Os grampos ilegais violam
possui vários integrantes do Ministério Público comunicação do Estado, todos unindo forças para o direito de inviolabilidade das comunicações. A
em seu primeiro escalão e não se submeteu ao re- manter a absurda concentração de terras no RS política de “ações rígidas”, ou seja, violentas, em
sultado da eleição para o cargo de Procurador Ge- que coloca a maioria das terras na mão de muito manifestações, viola o Código de conduta para
ral de Justiça nomeando a segunda mais votada. poucos. Este é o objetivo da articulação: manter os encarregados da aplicação da lei, adotado pela
A segunda forma de articulação decorre da cria- a disparidade na distribuição de terras e os privi- ONU através da Resolução 34/169 de 17/12/1979;
ção de uma “força especial” dentro do Ministé- légios dos proprietários que através delas conse- e os Princípios Básicos para utilização da força e
rio Público Estadual, que atua de forma integrada guem acessar fundos públicos. armas de fogo, adotado pela ONU em 07/07/1990.
com a Brigada Militar, Poder Judiciário e o Servi- As deliberações do CSMP violam o princípio cons-
ço de Inteligência. Esta “força especial” foi criada E como tem sido o comportamento da Brigada titucional e a garantia à sociedade de independên-
a partir da elaboração de um relatório e da apro- Militar no RS? cia funcional dos Promotores.
vação do voto do Procurador Gilberto Thums pelo A Brigada Militar possui bancos de dados com
Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), informações ideológicas de partidos políticos, de- O que é possível prever hoje sobre esta
onde o caráter do maior movimento social do Es- putados, diretórios acadêmicos, sindicatos e mo- situação? A criminalização dos movimentos
tado, o dos trabalhadores sem terra, é considera- vimentos sociais. Monitora as sedes de entidades, sociais irá se acentuar?
do “paramilitar”. Somando-se a isto uma procura- lideranças e locais de possíveis manifestações; O aparato militar de repressão política poderá
dora do Ministério Público Federal ingressou com apreende equipamentos e carros de som de sin- ser adequado ao Estado de Direito com a mudan-
ação alegando que a organização dos trabalhado- dicatos nas portas de fábrica. Quando identifi- ça do comandante supremo da Brigada Militar , o
res é uma organização terrorista. cam pessoas que irão participar de protestos, as Governador do Estado. Todavia, a deliberação do
pessoas são impedidas de ir e vir, com a deten- CSMP que caracteriza o MST como uma organi-
Quais são as consequências práticas desta ção dos veículos onde estão (ônibus). Se a Briga- zação terrorista, independente da mudança de go-
decisão? da não consegue impedir os protestos, os reprime verno, continuará sendo executada nas comarcas
Ao considerar este movimento social como com uso imoderado de violência, cavalaria, cães e onde promotores locais, a despeito de sua inde-
uma organização paramilitar e terrorista, o MPE bombas, contra protestos e manifestações de ban- pendência funcional, se submeterem à deliberação
e aquela procuradora federal praticamente deram cários, professores, metalúrgicos, comerciários, superior ilegal e encaminharem as ações ali pro-
sinal verde para a repressão militar ao movimen- estudantes, movimentos sociais. Nestes casos a postas, como de fato vem ocorrendo em Carazi-
to, que é atacado como se fosse um “inimigo” in- Brigada já quebrou a perna de uma professora, nho, Canoas, Pedro Osório, São Gabriel, onde fo-
terno do Estado. Mas não é só, a partir da deli- causou hemorragia interna num pequeno agricul- ram criadas as zonas de restrição de direito (onde
beração do CSMP, foram propostas quatro ações tor, atirou pelas costas contra dois trabalhadores não pode haver manifestações), Sarandi (onde o
civis públicas contra os principais acampamentos sem-terra tendo matado um deles, além de causar MST foi dissolvido através da proibição de acam-
de sem-terra no Estado que através do deferimen- inúmeros ferimentos em cerca de trezentos mani- par) e Porto Alegre (onde foi firmado o TAC que
to de medidas liminares do Poder Judiciário cria- festantes nos últimos dois anos. Além da violên- fechou as escolas).
ram uma “zona de restrição do direito de mani- cia, usa algemas arbitrariamente e existem casos
festação” numa faixa de dois quilômetros ao redor de desaparecimento temporário de manifestantes,
da Fazenda Southal (13.207 hectares) em São Ga- caso de um estudante da UFRGS. Ocorreram vá- Miguel Enrique Stedile é jornalista.

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Bianca Costa e Roberto Dornelles

Resistência
políticas de sucateamento e extermínio das áreas
sociais do Estado, como também o ataque frontal
aos nossos direitos, era fortalecermos a denúncia
do tema da corrupção e enfraquecermos o gover-

no campo e na cidade
no a ponto de ele não ter força para votar projetos
na Assembleia Legislativa que atacassem os direi-
tos dos trabalhadores”, explica.
Ainda conforme Rejane, após as denúncias de
corrupção tomarem grandes proporções no Esta-
do, os sindicatos e movimentos sociais passaram
Em 2009, foram mais de dez protestos contra Southal, em São Gabriel, na fronteira oeste. O as- a ser perseguidos. “Todas as denúncias que nós
o governo de Yeda Crusius (PSDB). As manifesta- sassinato do sem-terra faz parte de uma política de fizemos geraram, por parte do governo, grandes
ções pediam desde o esclarecimento sobre casos repressão que levou a Brigada Militar a ser a única mecanismos de tentar calar a voz do movimento
de corrupção envolvendo o governo até o impe- polícia do país a não adotar as “Diretrizes Nacio- através de ações na Justiça, indiciamentos, perse-
dimento da governadora. Tem sido assim ao lon- nais para Execução de Mandados Judiciais de Ma- guições políticas, ameaças e a instituição do medo
go dos três anos de governo. Em um dos protestos nutenção e Reintegração de Posse Coletiva”, pro- nos locais de trabalho. Isso fez com que o go-
mais contundentes contra a governadora, orga- postas pela Ouvidoria Agrária Federal. Antes disso, verno evitasse o processo de mobilização”. Mas
nizado pela Via Campesina em 2008, mais de 17 em 2007, Yeda extinguiu o Gabinete da Reforma a pressão do governo não teve o efeito desejado.
pessoas ficaram feridas. Na ocasião, cerca de 400 Agrária da Secretaria Estadual de Agricultura, dei- Neste ano, o CPERS protagonizou o movimento
policiais militares da Tropa de Choque da Brigada xando claro que no estado a Reforma Agrária se “Fora Yeda”, que percorreu as cidades do estado
Militar (a polícia militar gaúcha) foram mobiliza- tratava apenas de um caso de polícia. para denunciar os casos de corrupção. Uma pes-
dos para reprimir três mil manifestantes. Para tentar conter o avanço dessas determina- quisa realizada pelo Fórum dos Servidores Públi-
Em julho de 2009, uma manifestação organi- ções, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem cos mostrou que 94% dos 94 mil pesquisados afir-
zada pelo Fórum dos Servidores Públicos do Rio Terra (MST) aposta na educação como um meio maram que a governadora Yeda é culpada pelos
Grande do Sul, em frente à casa da governadora, de resistência. Nina Tonin, da coordenação esta- casos de corrupção no Estado.
expôs o lado autoritário de Yeda Crusius. Na oca- dual do MST, acredita que a educação é um dos A administração tucana no RS também ten-
sião, a chefe do executivo acusou os professores instrumentos mais eficazes para resistir às políti- ta desmontar a legislação ambiental do Estado.
de “torturadores de crianças”. Além disso, a po- cas excludentes do governo Yeda Crusius. “Nós Atualmente, tramita na Assembléia o projeto de
lícia gaúcha algemou e deu voz de prisão à pre- defendemos a necessidade do conhecimento para lei 154/2009, de autoria do deputado Edson Brum
sidente do Sindicato dos Professores do Estado os trabalhadores e mesmo com o fechamento das (PMDB), que flexibiliza o Código Ambiental e be-
(CPERS-Sindicato), Rejane de Oliviera e à verea- escolas pela governadora, e a repressão aos movi- neficia o agronegócio. Para tentar reverter esse
dora Fernanda Melchionna (Psol). mentos sociais populares, em condições mais pre- quadro, ambientalistas, sindicatos e os movimen-
As manifestações representam o descontentamen- cárias nós temos recebido apoio de entidades e tos sociais se uniram para discutir a situação. De
to de grande parte da população gaúcha, que não de movimentos sociais em geral, para garantir as acordo com o ambientalista Felipe Amaral, a par-
concorda com as políticas de “choque de gestão” do condições mínimas de escolarização nos acampa- tir da organização desses setores foi possível levar
governo Yeda. Um governo que começou contrarian- mentos, e seguimos nesse processo. Também te- para a sociedade informações a respeito das inten-
do a expectativa dos seus eleitores ao tentar aumentar mos criado e aberto outros espaços formativos e ções do governo. “Quando a gente identificou essa
impostos antes mesmo de assumir o mandato. educativos formais e informais como nunca na estratégia do governo, os ambientalistas buscaram
A oposição na Assembleia Legislativa tenta re- história do MST. Nesses 25 anos nunca tivemos articulação com outros setores da sociedade. Uma
sistir aos projetos que chegam do Executivo e que tantos camponeses e camponesas jovens e adul- das características que a gente vem construindo é
priorizam as grandes empresas em detrimento dos tos estudando de alguma forma para que o campo a articulação com os movimentos sociais urbanos e
interesses da população. No entanto, há uma difi- gaúcho seja um lugar bom de se viver.” do campo na tentativa de fortalecer a luta dos am-
culdade da oposição em combater e investigar as O setor que mais sofreu com as políticas de bientalistas. Essa perspectiva de trabalhar em bloco
ações do governo. Para o deputado Raul Pont (PT), “choque de gestão” foi justamente a educação. Em com os movimentos sociais e sindicatos, possibili-
a CPI da Corrupção não conseguiu cumprir seu pa- 2008, a Secretaria da Educação colocou em práti- tou que a gente desse uma maior visibilidade para
pel, pois a maioria de seus integrantes é da base ca o projeto de “enturmação”, em que turmas fo- a discussão ambiental,” relata.
governista. “Os membros da comissão taparam os ram extintas para a formação de salas de aulas com Os metalúrgicos também criticam o governo
ouvidos, se recusaram a ouvir provas. Então, foi a mais alunos nas escolas. Ainda neste mesmo ano, por não propor políticas de alternativa à crise fi-
Anticomissão Parlamentar de Inquérito quando os o governo alugou contêineres de lata para suprir a nanceira mundial. Conforme o secretário geral da
próprios parlamentares se recusaram a ter acesso às falta de salas de aula. Escolas que funcionavam em Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul,
provas é porque aquilo foi uma farsa”, denuncia. prédios antigos, que precisavam de reformas, fo- Jairo Carneiro, desde o início da crise, o estado
Segundo Raul Pont, outra forma da oposição ram substituídas pelas “escolas de lata”. Até o mo- perdeu 50 mil postos de trabalho. Para ele, o go-
contestar as políticas e as ações do governo, é de- mento, uma ação que deveria ser emergencial, se verno não enfrentou a crise com a seriedade ne-
nunciar para a imprensa suas falhas e contradições. transformou em uma rotina insalubre para profes- cessária. “Nós observamos que é uma administra-
Entretanto, conforme Pont, a grande imprensa não sores e estudantes, em diversas cidades do estado. ção que fica se gabando do déficit zero, mas fazer
repercute as denúncias, e mais do que isso, dissemi- A presidente do CPERS, Rejane de Oliveira, afir- déficit zero é fácil, pois é só não investir, não
na a versão oficial. “A política neoliberal do gover- ma que o governo representa o projeto neoliberal. pagar aumento salarial dos trabalhadores. Mas,
no só não é desmascarada para quem não conhece Para ela, a proposta de Yeda tem na sua matriz o ao mesmo tempo em que se gaba do déficit zero,
e graças à cumplicidade dos meios de comunicação ataque aos direitos dos trabalhadores, a corrupção o executivo concede incentivos para a GM. Até
que sustentam a versão do governo”, afirma. e a criminalização dos movimentos sociais. “Nós quando essas empresas vão ficar sem pagar im-
Em agosto do ano passado o sem-terra Elton tomamos uma decisão política de fazer o enfrenta- postos? A GM faz 10 anos que não paga e agora
Brum da Silva foi assassinado em uma ação da Bri- mento político com este governo. Entendemos que vai ficar mais 15?”, questiona.
gada Militar de reintegração de posse da Fazenda a única forma que o movimento tinha de barrar as Bianca Costa e Roberto Dornelles são jornalistas.

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