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Comunicação Aplicada: Marketing, Publicidade e Relações públicas Técnicas de Expressão Escrita “O Tsunami”

Comunicação Aplicada: Marketing, Publicidade e Relações públicas

Técnicas de Expressão Escrita

e Relações públicas Técnicas de Expressão Escrita “O Tsunami” Lisboa, 1 de Junho de 2014 


“O Tsunami”

Lisboa, 1 de Junho de 2014

Docente:

Prof. Mariana Matias

Trabalho realizado por:

Ema Ribeiro

21205939

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Índice !

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Índice

2

Epígrafe

4

Introdução

5

“O Tsunami”

6

Análise Teórica do Texto “O Tsunami”

9

Conclusão

12

Webgrafia

13

Página 2 de 13

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Epígrafe !

“ A escrita é a pintura da voz”

(Voltaire)

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Introdução!

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O presente trabalho está inserido na unidade curricular de Técnicas de Expressão

Escrita, da licenciatura em Comunicação Aplicada: Marketing, Publicidade e Relações

Públicas da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Com a elaboração deste trabalho foi proposto a turma a criação de um texto,

lento ou rápido, utilizando as técnicas leccionadas em aula, ao longo do semestre, pela

docente.

A unidade curricular, Técnicas de Expressão Escrita, tem como objectivo

essencial o aperfeiçoamento das competências no domínio do português escrito e das

capacidades de produção de vários registos. A vertente pragmática é apoiada numa

aparelhagem teórica conducente a uma consciencialização das técnicas de escrita e

dos vários mecanismos e estruturas exigidos pelos diferentes registos.

Assim, respondendo ao desafio, resolvi escrever o texto rápido, e escolhi o tema

“ O Tsunami”, esperando que corresponda às expectativas desejadas e que cumpra os

objectivos pretendidos.

A presente produção textual está divida em duas partes: uma parte prática onde

está inserida a produção textual e uma parte teórica onde justificarei, as minhas

escolhas, com as técnicas da escrita, portuguesa, apreendidas em aula.

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“O Tsunami” !

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A manhã começa calma e serena. O sol é quente e brilhante. As gaivotas e

outros pássaros cantam e sobrevoam o hotel e a praia. A praia parece um paraíso e de

outro mundo. O hotel fica de frente para a praia. Entre o hotel e a praia está a piscina.

Ambas se enchem de turistas, no decorrer da manhã. O mar está sereno e a água

quente e límpida e transparente. E tudo parece perfeito…ou quase tudo!

Surge uma brisa fria, seguida de ventos fortes. VEEE! Um estrondoso barulho

irrompe o quase silêncio da manhã, num segundo, tudo muda: a terra começa

a tremer! O tremor da terra parece apregoar um desastre natural! A terra

estremece e vibra e os turistas começam a perceber que algo não está bem.

O pânico instala-se! Parece que o mar está a ganhar vida! Avista-se uma

gigantesca onda no horizonte. E com ela arrasta rochas e pedras e alguns

destroços.

As pessoas que estão na praia são rapidamente engolidas. A força da

onda arrasa com tudo e todos que estão no seu caminho. Em segundos

aproxima-se do hotel. Os hospedes: correm e saltam para tentar fugir. Forma-

se um enorme reboliço. Os gritos das pessoas começam a surgir. Fogem e

gritam, assustadas! Gritam porque o tempo urge e o mar não para. Crianças e

velhotes e adultos fogem. A onda é enorme e gigantesca! O reboliço é cada

vez maior.

Abate-se sobre o paraíso uma tragédia “grega”, sem dó nem piedade,

levando tudo pela frente. Que separa as famílias e faz feridos há cada

instante. A força da natureza arrasta e afasta às famílias. Após a primeira

onda, a mistura de cores, funde e confunde. Há o verde das árvores e o

castanho da terra e o amarelo da areia e o vermelho do sangue. A força,

inabalável e indestrutível, do mar: arranca árvores e parte ramos e destrói

casas, e assim, entra pela cidade a dentro, e arrasta tudo o que apanha pela

frente. O oceano dá sinais de tréguas. Com o mar mais calmo, não por muito

tempo, os sobreviventes, tentam encontrar os familiares e amigos e fugir

deste filme de terror. Gritam-se nomes e nomes e mais nomes, é um barulho

ensurdecedor que corta corações e almas.

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No meio da confusão e do desespero o mar volta a gritar e a terra a

estremecer. Grita tanto, que assusta! Ainda mais imponente e mortífero que

da primeira vez. O ruído do mar mistura-se com o choro das crianças e com

os gritos pais e com os berros dos velhotes, numa sinfonia macabra e

devastadora que se ouve a quilómetros de distância.

Há cores e sons nunca vistos nem ouvidos. O mar parece ter ganho

vida e quer avassalar com o paraíso. A mistura dos destroços: árvores e

ramos e terras atinge carros e destrói casas e derruba postes, e devasta os

sonhos e vidas. Ceifa vidas! Os sobreviventes correm e fogem! Sem parar.

Fogem como podem, e tropeçam em escombros e destroços e cadáveres!

Chocam uns com os outros. A força das águas continua a engolir e arrastar

pessoas, e não há nada que as pare. O tempo urge e não pára, tal como a

revolta dos mares. As crianças desesperam sem saber dos pais e por não

saber o que fazer. Ao longe os escombros e o castanho da terra engole o azul

límpido e transparente do mar e controla a paisagem do que já foi um

paraíso.

As árvores caem e partem-se os ramos, e tudo flutua, o chão já nem se

vê. Há água por todo o lado, chega as cinturas. E há troncos e ramos de

árvores que já não o são que chocam e batem nas poucas que se têm de pé!

E o mar não abranda e não avisa e não pára! O mar passa e invade sem pedir

licença e massacra e arrasta e destrói. Avança, e engole as pessoas e as

casas e a natureza que se atravessa na sua frente com uma força imparável e

abrupta que nada parece deter. As árvores mais antigas, altas e largas e

fortes, parecem resistir…mas não por muito tempo. Se houver outro chamado

dos oceanos não haverá árvore nem pessoa que sobreviva.

Os hoteis e as casas e as infra-estruturas junto da costa caem e ficam

em ruínas e ouvem-se estrondos por todo o lado. Há gritos de dor e

desespero, e o medo parece ser cada vez maior. Os destroços e as telhas e

os vidros e pedaços de histórias de vida, fundem-se com o oceano que

invadiu a costa e que parece não ter fim.

As pessoas protegem-se e fogem, fogem que fogem, como podem. Não

olham para trás. Uma onda de solidariedade invadiu aquele inferno

devastador. Há sobreviventes a tentar salvar sobreviventes e familiares.

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Mesmo sabendo que correm risco de vida. A cada minuto que passa, o pavor

apoderasse do rosto dos sobreviventes. O medo de um novo grito do mar é

inevitável. Mas não só. O medo de que algum daqueles cadáveres, que

flutuam, seja um familiar ou amigo é aterrorizante. As roupas já mudaram de

cor ou desapareceram. A água entranha-se e castanho predomina e domina, e

contrasta, até com o vermelho do sangue. E há berros de dor e de medo e de

pavor. Como o grito do oceano furioso. Ouve-se o choro de uma criança e o

latir de um cão preso nos destroços e buscam-se os conhecidos, à procura de

sinais de vida. Ouvem-se pedidos de ajuda, daqui e dali.

Com o mar mais calmo e sem forças para continuar com a destruição os

sobreviventes procuram lugares mais seguros, caso haja um novo grito dos

mares. Posta essa hipótese de lado, sobreviventes e moradores locais

ajudam na busca pela vida. O que há uns minutos era um paraíso tropical e

sereno e umas férias de sonho para muitos transformou-se num autêntico

inferno. Já debaixo de um sol mais calmo, mas que não aquece, e perante um

mar menos revoltado começam a surgir os corpos sem vida. O mar pode ter

dado descanso mas a população parece morta, apesar de viva. Acordou para

um terrível pesadelo.

Não se conhecem caminhos nem estradas, e os imensos destroços

inundaram a costa. E há ramos e água, e cheira a medo no ar. As pessoas já

não gritam: choram ou ficam mudas perante tamanha destruição. Soam as

sirenes. TI-NO-NI! TI-NO-NI! Ouvem-se por todo o lado como sinal de

catástrofe. Já não cheira a brisa do mar nem à bebidas tropicais e muito

menos a férias e descanso. Cheira a terra molhada e a dor e a morte.

Respira-se o triste e ensombrado mar castanho marcado pelo terror. O mundo

nunca mais será o mesmo perante tal catástrofe natural. A dor será partilhada

pelos quatro cantos do mundo. O paraíso está envolto num clima de dor e

desespero e pânico que vai demorar a desaparecer. Aquela praia e aquele

hotel e aquela costa e aquela população já não são mais como dantes e o

paraíso deixou de o ser…O medo e a dor, esses, imperam…

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Análise Teórica do Texto “O Tsunami”

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A construção deste texto rápido foi baseada nas técnicas dadas em aula, com o

objectivo de construir um texto assimétrico e progressivo, e no qual o tempo da história

seja igual ao tempo de narração.

A progressão e assimetria foram feitas do seguinte modo:

no início do texto é feita a referência ao “o quase silêncio da manhã”, para

transmitir a ideia de sossego e tranquilidade antes do tsunami (“A manhã

começa calma e serena. O sol é quente e brilhante. As gaivotas e outros pássaros

cantam e sobrevoam o hotel e a praia. A praia parece um paraíso e de outro

mundo.”);

posteriormente, referi o início do tsunami, inicialmente com menos

intensidade (“Avista-se uma gigantesca onda no horizonte. E com ela

arrasta rochas e pedras e alguns destroços.”), intensidade essa que vai

aumentando ao longo do texto (“As pessoas que estão na praia são

rapidamente engolidas. A força da onda arrasa com tudo e todos que

estão no seu caminho.”)

No fim do texto, voltamos a ter um texto menos rápido, e que equivale ao fim do

tsunami. Usei a negação de verbos agentivos para reforçar a força do que havia

sido descrito anteriormente (“Com o mar mais calmo e sem forças para

continuar com a destruição”).

A assimetria é também conseguida pela alternância entre o uso de frases longas e

curtas, como por exemplo :” A força, inabalável e indestrutível, do mar : arranca

árvores e parte ramos e destrói casas, e assim, entra pela cidade a dentro, e

arrasta tudo o que apanha pela frente. O oceano dá sinais de tréguas.”

Este texto tenta contrariar a tirania da visão, apelando a outros sentidos (neste

caso, ao olfacto e à audição). São exemplos disso os seguintes excertos : “Há gritos de

dor e desespero”, “Já não cheira a brisa do mar nem à bebidas tropicais”, “O

ruído do mar mistura-se com o choro das crianças e com os gritos pais e com

os berros dos velhotes, numa sinfonia macabra e devastadora que se ouve a

quilómetros de distância.”.

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Sintaxe

Polissíndeto: uso repetitivo da conjugação “e”.

“As gaivotas e outros pássaros cantam e sobrevoam o hotel e a praia”; “árvores e

ramos e terras atinge carros e destrói casas e derruba postes, e devasta os

sonhos de umas férias no paraíso e de uma vida”; “E o mar não abranda e não

avisa e não pára”.

Assonância: consiste em repetir sons de vogais em um verso ou em uma frase.

“a mistura de cores, funde e confunde”; “E há berros de dor e de medo e

de pavor”.

 

Sinestesia: fusão de diferentes impressões sensoriais.

“cheira a medo no ar” ; “ Respira-se o triste e ensombrado mar castanho

marcado pelo terror”.

Uso de consoantes oclusivas para dar mais força ao texto.

“e

o

mar não para” “As árvores caem e partem-se os ramos, e tudo

flutua”.

Uso de onomatopeias

“VEEE”- som do vento forte ; “TI-NO-NI”- sirenes.

Anáfora: é a repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no princípio de

frases ou versos.

E o mar não abranda e não avisa e não pára”

Semântica

No decorrer da produção utilizei o Presente do Indicativo para conferir às situações

cinesia (duração e percurso) e também pelo valor perfectivo deste tempo que

permite que as situações sejam claramente delimitadas no espaço e no tempo

(intervalo fechado).

“O sol é quente e brilhante”; “Fogem

como

assustadas e gritam, assustadas!”.

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podem

e

tropeçam”; “Fogem

!

Reforço da intensidade através do uso do “que” (ocupa tempo e reforça a

intensidade do verbo)

“As pessoas protegem-se e fogem, fogem que fogem, como podem”;

Personificação: consiste em atribuir a objetos inanimados ou sentimentos ou

ações próprias dos seres humanos.

“O medo de um novo grito do mar é inevitável”; “Como o grito do oceano

furioso“.

Cinesia: uso de verbos cinésicos

“Os hospedes: correm e saltam para tentar fugir.”

Uso de pouca descrição:

Tentei evitar ao máximo o uso de modificadores de verbo, pois ocupam a história e

modificadores de nome, sobretudo

adjectivos e sintagmas preposicionais.

arrastam muito o texto, tornando-o lento. Usei 11!

Lexicais:

A escolha de certas expressões não é inocente, e pretende transmitir afectos e

sensações, neste caso, de velocidade, impacto e tragédia. São exemplo disso as

seguintes expressões:

“reboliço”, “chocam e batem”, “engole o azul”.

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Conclusão !

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De um modo geral os cuidados para a construção estrutural deste texto tinha como

regra fundamental a uniformidade do ritmo e das cores e sons sugeridos pelos morfemas

e pelas figuras de estilo empregues (que actuam nos planos morfológico, sintáctico e

semântico). A gradação rítmica do texto varia consoante o movimento do mar.

A vírgulação e a utilização das cópulas para a iteração, também resultam na

variação rítmica e acumulação (no caso da adição de efeitos) de situações, para que o

“peso da gravidade” também ajude a velocidade do texto. As elipses ajudaram a reduzir o

“peso” das frases com o corte do sujeito e, assim, forneceram a rapidez necessária a

longas frases de iteração.

Para os afectos do texto, tentei que os morfemas, a sintaxe e, em última análise, a

semântica, resultassem “barulhentos”, “rápidos”, e como “instrumentos de percussão”.

Assim, tentei utilizar o máximo possível, ao nível morfológico, as consoantes oclusivas

mais sonoras (ex: p, t); em relação às vogais, tentei utilizar as mais abertas (ex: a, e, o).

No plano sintáctico, recorri às figuras de estilo (com atenção à intersecção com os outros

planos): o Assíndeto , Polissíndeto para a adição de efeitos; a gradação (ascendente e

descendente) que da através da seriação de ideias. Muitas Paráfrases, na medida em que

estas fornecem iterações redundantes, explicativas e amplificadoras; anáforas;

onomatopeias; tentei não utilizar muitas Comparações para não correr o risco de tornar

algum momento mais animado; e pela mesma razão (anterior) a utlização das Metáforas e

das Imagens incidiu mais em Comparações com objectos menos animados; e por fim, e

talvez a mais importante, o uso da Cinestesia que possibilitou a fusão das diversas

impressões sensoriais.

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Webgrafia!

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