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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA

CAMPUS DE CAPANEMA
CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL E ENERGIAS RENOVÁVEIS

ANTONIA KAMILA DA SILVA COSTA
JEEZEQUELE ALVES MOURA
LUCIANE PIMENTEL CORRÊA
RENAN ROCHA PEREIRA
VÍTOR DA SILVA OLIVEIRA

CICLO HIDROLÓGICO
Fundamentos e Impactos Ambientais

CAPANEMA-PA
2014

da Universidade Federal Rural da Amazônia.ANTONIA KAMILA DA SILVA COSTA JEEZEQUELE ALVES MOURA LUCIANE PIMENTEL CORRÊA RENAN ROCHA PEREIRA VÍTOR DA SILVA OLIVEIRA CICLO HIDROLÓGICO Fundamentos e Impactos Ambientais Trabalho apresentado ao curso de Engenharia Ambiental e Energias Renováveis. CAPANEMA-PA 2014 . Professor(a): Mariane Gonçalves. como requisito parcial de avaliação na disciplina “Introdução à Engenharia Ambiental”.

e isso permite a manutenção da vida. como é denominado. a fotossíntese nos seres autótrofos (RICKLEFS. como é o caso dos humanos). Além de a água estar diretamente interligada com a maioria dos processos biológicos. O Ciclo Hidrológico. . por exemplo. E suas propriedades sugerem sua importância. Sua capacidade de resistir às mudanças de temperatura se dá por conta de seu alto calor específico. não fosse a reorganização de suas moléculas de Hidrogênio e Oxigênio. a água torna-se menos densa em seu estado sólido. 2010). permitindo que apenas a camada superficial mantenha-se congelada. como. que tem na composição de seu corpo uma grande quantidade de água (entre 70% e 80%. não sendo esse um fator limitante para a vida de plantas e animais aquáticos. em lugares onde predomina a baixa temperatura. 22) (grifo nosso) A água é um elemento fundamental para a manutenção da vida e do equilíbrio nos ecossistemas terrestre e aquático. devido sua grande capacidade de dissolver compostos inorgânicos. 2010. participa de diversos processos metabólicos em todos os seres vivos. A densidade da água é um fator de extrema importância também. seu ciclo interfere diretamente na manutenção não só da vida dos seres. Ademais. rios e lagos congelariam por inteiro. é o objeto de estudo deste trabalho. É considerada um solvente universal. como também nas características vegetais e climáticas de cada região. que apresenta as principais noções acerca de seu desenvolvimento. principalmente de grande parte dos seres vivos.1 INTRODUÇÃO “É difícil imaginar a vida em qualquer outra base que não seja a água” (RICKLEFS. p. Com isso. os fundamentos ou etapas que o regem e os impactos ambientais que podem interferir nele. pois. o que a torna um recurso de extrema relevância para os processos químicos de todos os sistemas vivos.

destacam-se a evapotranspiração. 54). “representa o conjunto de processos físicos que envolvem a circulação e movimentação da água na superfície terrestre e atmosfera” e. CUNHA e MOCCELIN. Isso ilustra que a água desenvolve um ciclo completo de transformação de estado no planeta enquanto percorre três grandes reservatórios: a atmosfera. os solos. entre os processos que o movem. 2013).2 O CICLO HIDROLÓGICO 2. como nos explicam Rodrigues e Mediondo (2013. Acerca das limitações do seu equilíbrio. Sendo assim. como nos confirmam Townsend. 2005. os ventos as distribuem pelo espaço terrestre e é papel da precipitação devolvê-las ao Planeta (CALIJURI. os continentes e os oceanos. Esse fenômeno físico se explica pelo fato de que essas energias “aumentam o nível de agitação das moléculas na interface atmosfera-hidrosfera” (BRAGA et al. a presença ou ausência da vegetação interferem nele. compreender fatores essenciais à sua manutenção e também aqueles que lhe podem ser limitantes. a evaporação e a precipitação. Além disso. que se inicia com a evaporação do que está disponível nos reservatórios da superfície terrestre. segundo os autores. depois de captarem a água do solo e de usá-la para regular suas atividades bioquímicas. os lagos ou sua forma sólida (gelo) servem de principais reservatórios para esse elemento. 34) e esse aumento faz com que moléculas formadas por H 2O. que também pode fluir de canais de rios e aquíferos subterrâneos para voltar à sua fonte elementar. a parte da água que fica depositada na copa das árvores pode evaporar ou escorrer . como explica Braga et al (2005). embora o ciclo hidrológico independa da biota. O e N escapem da água em forma de vapor. p. uma vez que as plantas. A água é um deles. Por sua vez. dentre outras questões. a energia solar e a eólica são determinantes para a circulação da água. O ciclo desse recurso. lançam-na para a atmosfera quando transpiram. p. Na Terra. Begon e Harper (1987).1 PRIMEIRAS NOÇÕES Pensar a vida significa. que são a matriz das águas que evaporam para a atmosfera em virtude do trabalho da energia solar. A principal fonte do ciclo hidrológico são os oceanos.

2013. nos corpos hídricos ou nas folhas das plantas (RODRIGUES e MEDIONDO. a evapotranspiração. como as enchentes. duração e tempo de recorrência de eventos chuvosos) intervêm no gerenciamento dos recursos hídricos (RODRIGUES e MEDIONDO. o escoamento superficial e o subterrâneo. que atuam para permitir que ela penetre os solos. certos problemas ambientais relacionados à água. é o principal processo controlador desse ciclo em uma região. que existem fatores limitantes do perfeito equilíbrio desse ciclo. a infiltração. todavia. a interceptação. que é a soma de processos de evaporação e transpiração.2 FUNDAMENTOS O gerenciamento deste recurso envolve de modo muito relevante os principais processos atuantes no ciclo da água. os quais têm taxa de infiltração elevada no início e com tendência a se estabilizar. boa parte da água da chuva dos continentes provém da evaporação dos oceanos. 2013). evitando problemas de erosão ou de excessiva perda de sedimentos e nutrientes. os quais podem interferir. . já que possibilitam inferir. como apontado por Rodrigues e Mediondo (2013). Tal fato. Esses fatores ratificam. como propriamente observa o autor. intensidade. do desmatamento. que são: a precipitação. Entretanto. Mais um significativo processo desse ciclo envolve a força da gravidade e a capilaridade (característica físico-química da água). 2. Segundo Braga et al (2005). e suas características (quantidade anual. mostra a importância da circulação do vapor d’água. portanto. ou a “água que cai sobre o solo ou sobre um corpo de água” (BRAGA et al. resultantes. que fazem com que a água seja convertida do estado líquido para o vapor a partir da disponibilidade dela na superfície do solo. perto de 50% da precipitação decorre dela própria. A precipitação. Outro componente de valor do ciclo hidrológico é a evapotranspiração. 37). na manutenção da vida no Planeta. sobretudo porque ela é indispensável ao clima de diversas regiões e dela depende a distribuição de chuva ao redor do Planeta. mesmo que não profundamente. dentre outros fatores. Na Bacia Amazônica.através dos caules para o solo. 2013). a percolação. sazonalidade. p. consequentemente.

esse fluxo de água superficial encarrega-se de alimentar os corpos hídricos superficiais (lagos. a água é enviada ao solo. ocorre o escoamento superficial. com o desenvolvimento dos processos industriais. Uma parte dessa água que infiltra alcança camadas bem profundas dos solos. por força da energia solar. ela é retida pela vegetação ou se empoça em depressões do terreno. Begon e Harper (2006). evapotranspirada. contribuindo para o reinício do ciclo. 2013). similares em termos de área. ou. exatamente porque as plantas têm o papel de interceptar água e de evapotranspirá-la. quando escorre pelo caule. No primeiro caso. ou. Esse processo do ciclo hidrológico é chamado de percolação. Um dos principais problemas ambientais vividos a partir dessa era e intensificados na contemporaneidade. geologia 1 Ver em anexo um esquema do Ciclo Hidrológico. onde atua na prevenção de problemas como erosão e perda excessiva de nutrientes. sobretudo. 2. é o desmatamento. ocupação exacerbada dos espaços urbanos e expansão das cidades. sofre evaporação 1. Quando não sofre infiltração ou percolação. têm perdido sua condição incipiente e se tornado acíclicos. Silvio Ferraz e Kátia Ferraz (2013). no segundo. contribuindo para alimentar aquíferos confinados. cujo objeto foram microbacias experimentais. que.3 IMPACTOS AMBIENTAIS SOBRE O CICLO DA ÁGUA Desde. rios e reservatórios). morfologia.quando a taxa de precipitação supera a de infiltração. por conta do crescimento populacional. o início da Idade Moderna. mas através do escoamento subterrâneo (RODRIGUES e MEDIONDO. na década de 1990. Uma evidência experimental de que existe essa interferência das florestas sobre esse ciclo foi ilustrada por Walter Lima. é usada pela planta e. há evidências de que a vegetação interfere no ciclo hidrológico. depois. Uma vez mantidas essas condições. a ação antrópica sobre a paisagem natural tem contribuído para a alteração dos ciclos biogeoquímicos. como comprovam pesquisas. é porque essa água é interceptada. que descreveram uma pesquisa feita na Suíça. Como nos confirmam Townsend. Nesse processo. também os abastecem. que também pode se dar em áreas impermeáveis. . quando ocorre mais abaixo da superfície.

erosão e sedimentação dos cursos de água essa área estará. devido a quantidade limitada do recurso no lençol freático. A salinização do solo ocorre devido à irrigação excessiva. causando erosão do solo e deixando-o depauperado de nutrientes. entre os quais a desertificação e a salinização do solo. foram as primeiras a promover o uso coletivo da água. Reis e Brandão (2013) argumentam que as primeiras grandes civilizações. levará a uma diminuição na recarga dos reservatórios subterrâneos e.e clima. que são carreados com o escoamento da água. A outra possuía 69% de pastagem e 31% de floresta. devido a obras de alvenaria ou a pavimentação asfáltica. mas distintas quanto ao uso do solo 2. A desertificação tem origem com o desmatamento. 2009). além de outros fatores. consequentemente. que viviam próximas a rios. e isso será refletido na vazão dos rios urbanos no período de estiagem. o aumento do escoamento superficial poderá gerar inundações nas cidades. mais propensa à perda no balanço hídrico. A impermeabilização do solo ainda pode ocorrer devido a processos como compactação do solo e remoção da cobertura vegetal original (FELLIPE. ocorre a obstrução da penetração da água no solo e o aumento do escoamento superficial. Desse modo. a uma redução na água armazenada no solo. além da falta de água para agricultura e abastecimento nas cidades. MAGALHÃES JÚNIOR. Por conta da impermeabilização do solo. A impermeabilização do terreno. grande parte da água precipitada escoará superficialmente. fazendo com que a água escoe superficialmente com grande força. . por exemplo. já que a ausência de vegetação deixa o solo “nu”. Em segundo lugar. Uma vez que não há escoamento de água para o solo. O primeiro impacto. 2 Uma das bacias estava inteiramente coberta por floresta. O estudo comprovou que. é a alteração que mais promove modificações na dinâmica do ciclo de água nas áreas urbanas (cidades). relacionado com a falta de infiltração de água no solo. quanto menor o quantitativo da vegetação em uma determinada área. advieram também impactos ao meio ambiente inerentes a esse uso. de acordo com Fritzen e Binda (2011).

por exemplo. tanto porque servem de reservatório ao ciclo hidrológico quanto porque são itens de subsistência às comunidades ecológicas que sobrevivem a partir deles. deixar de prover a pesca e modificar o clima das regiões pelo globo terrestre. esses são fatores que. . atrapalharão a manutenção da vida. estudar e compreender os ciclos biogeoquímicos são tarefas essenciais porque significam conhecer os fatores limitantes à vida na Terra e subsidiam medidas de intervenção quando a ação antrópica os desequilibra. Esse exemplo indica que os fatores desse ciclo (energia solar. com isso. médio e longo prazo. como lagos e rios. os fatores (ou componentes) são intimamente ligados. prejudicar a agricultura. os quais. bem como das florestas. também abastecem reservatórios. Sendo assim. o meio ambiente pode obstar o acesso à água e. a curto. é o que se sabe de cada um individualmente e do conjunto em que se relacionam que será levado a estudo. diante da necessidade de intervenções mais específicas. fato que contribui para que novas precipitações ocorram. por força da energia solar. de novo. processos que ocorrem nos ciclos dos elementos essenciais às atividades dos seres vivos.3 CONCLUSÃO A vida é movida através da troca. como se sabe. reservatórios – como lagos e rios – e a precipitação) são limitantes da vida e que. lançam moléculas com água de volta à atmosfera. as plantas precisam interceptar a água que vem com a precipitação (para que se mantenham vivas) e devolvem parte dela em forma de vapor para a atmosfera. Previamente. por sua vez. reciclagem e transformação de matéria e energia. a água que os realimentará. Em uma das fases do ciclo hidrológico. vegetação. Estas. Se impactado severamente pelas intensas atividades antrópicas. pode-se considerar urgente a proteção dos corpos hídricos. e. Dentro de cada um dos ciclos biogeoquímicos. de onde se originará.

Rio de Janeiro: Elsevier. In: CALIJURI.). Interações bióticas e abióticas na paisagem: uma perspectiva eco-hidrológica. São Paulo: Pearson Prentice Hall. FERRAZ. A. R & BRANDÃO. 239-254.). FERRAZ. de B. BINDA. CALIJURI. 2013. 6 ed. hidrologia e impactos no ambiente. F. Rio de Janeiro: Elsevier. . L. Davi Gasparini F. Porto Alegre: Artmed. BEGON. Maria do Carmo. Tecnologia e Gestão. A Economia da Natureza.l]: Guanabara Koogan. [S. 2013. Bicca. (Coord. p. MOCCELLIN. CUNHA. In: CALIJURI. Anais. 2013. P. R.. RICKLEFS. LIMA. E. M. C. Impactos ambientais sobre rios e reservatórios. UFMG. B. FRITZEN. M. 2006. J. do C. RODRIGUES. Engenharia Ambiental: Conceitos. Maria do Carmo. Belo Horizonte: CEDEPLAR. F. R. Maria do Carmo.). Tecnologia e Gestão. Introdução à Engenharia Ambiental. Benedito et al. REIS. Consequências da Ocupação Urbana na Dinâmica das Nascentes em Belo Horizonte-MG. L. 2009. J. Engenharia Ambiental: Conceitos.. (Coord. Kátia Maria Paschoaletto M. L. Davi Gasparini F. CUNHA. 2013. Maria do Carmo. M. Davi Gasparini F. CUNHA. MENDIONDO.. Bacias Hidrográficas: Caracterização e Manejo Sustentável. 2010.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRAGA.. TOWNSEND.). FELIPPE. Ateliê Geográfico. Eduardo Mario. Alterações no ciclo hidrológico em áreas urbanas: cidade. Silvio Frosini de B. Engenharia Ambiental: Conceitos. 2 ed. CUNHA.. 2005. In: CALIJURI. Rio de Janeiro: Elsevier. Fundamentos Ecológicos e Ciclos Naturais. D. Walter de Paula. L. Belo Horizonte. (Coord. & HARPER. CUNHA. FACE. MAGALHÃES JÚNIOR. M. 2 ed. Fundamentos em Ecologia. Rio de Janeiro: Elsevier.. Tecnologia e Gestão. 2011. F. In: CALIJURI. Dulce B. Juliana. In: VI Encontro Nacional Sobre Migrações. G. Davi Gasparini F. A. (Coord. Engenharia Ambiental: Conceitos. Tecnologia e Gestão.