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GUILHERME DE SOUZA NUCCI DICIONARIO JURIDICO PENAL, PROCESSO PENAL E EXECUGAQ PENAL, REVISTA DOS TRIBUNAIS Dicionsnio Juripico Penal, processo penal e execucio penal Gunite 0 Souzs Nucet © dots ebcio2013 Enirons Revista 005 TUNA Lio Gis Tan Fs do doe, 820 Bea Fans (CEPOL 6000 S30 i, SP, Ba later mover is es at 83517 hor el o800702-2409 Vise nos se wastcom br Fecharem dt dio (140220031 =S- APRESENTACAO © Dicionario Jurtdico das cieneias eriminais, cuidando de Direito Penal, Processe Penal e Exceucao Penal, faz parte de umarplo projeto de consolidacao de obras pontuais, caja objetivo ¢ permitir so estudante de Diteito rapide acesso aos cunceitos hasicosc fun: clamemtais dessas matétas, bem como propotcionat ao operador a célete busca pelo termo ou expressao justiieadora de ums pesquisa sminueiosae profinda, ste tabalho foi consirutdo em tomnodas nossas diversas obras jjuridicas, que tatam dasciencias criminals tos mais variadosaspectos ceenvolvem doutrinaejurisprudéncia, Cada verbete guatda pedfelta nonia coma nossa visio dosinstirutosde Dielto Penal, Processo PenaleFxecucdo Penal, buscando clarczae objetividade naexposigao. De AZ, transpusetios para. Diciondro juridico as defines lessenciais ea indicacdes das figuras tipicas inriminadoras, perm ndo 9 eselarecimento imediato ¢,a¢ mestio tempo, uma fonte de pesquisa ‘Cabe a0 leitoraavaliagao desta inédita obra, promovende,coms ‘sempre, as sempre ites consideragaescriticas para o seu apetteigo AEdivora Revista dos Tibunals—Thomson Reuters reteramos ‘oagradecimento pelaconfiangadepositadana coneretiza¢a0 de out projeto de nossa auto Sto Paulo fevereiode 2013, ABANDONO DE ANIMAIS EM PRO- PRIEDADEALHELA:cuida-se dodel ‘oupificaclopeloant. 164 doC digo Pe nal.envolvendo tambémaintroducao dos animais em propriedade alheia Pune-sea introdugao ou abandono de animais em propriedade alheia, semconsentimentodequemdedire to. desde quedo fato resulte prejuizo Ocrimeécondicionado,poissomente sepunese houverprejutzoa0donodo lugar. Tutela-seo ABANDONODEFUNGAO:¢ainfragao penal tipificada no art. 323 do Codigo Penal,consistenteemabandonarcar- £0 publico, fora dos casos permitidos emlei. Se do fato resultarprejutzo pk blico, 0 crime se torna qualificado. 0 mesmoocorrese ofato secerem lugar compreendido na faixa de fronteira Tutela-se a administragao piiblica, ABANDONO DE IDOSO: constitui cri- meprevistonoart.98dalei10.741/2003, abandonar o idoso em hospitais, s de satide, entidades de longa permanéneia, oucongéneres,ounao prover suas necessidades bésicas, quando obrigado por lei ou manda. do, Considera-se idoso 0 maior de 50 anos, ABANDONO DE INCAPAZ: € 0 crime ipificado no art. 133 do Cédigo Pe- nal, indicativo do abandono de pes- soa que estd sob cuidado, guarda, vigilaincia ou autoridade do agente ©, por qualquer motivo, incapaz de se defender dos riscos inerentes ao abandono, Havendo lesao grave, a pena se eleva, Resultando a morte da vitima, aumenta-se ainda mai Ha, também, elevacdo da pena se o abandonoocorreem lugar ermo, seo agenteéascendenteoudescendente, cOnjuge, irmao, tutor ou curador da vitima ou se 0 ofendido ¢ maior de 60 anos. O bem juridico protegido avidaea satide da pessoa oe Dicontto Jueoco ABANDONO OU EXPOSICAO DE RECEM-NASCIDO: a fgura pica Incriminadora do art. 134 do Codigo Penal, prevendo punigdo para quem expor ou abandons reeém-nascido, como fim deoeultar desonrapropria, Sedo fac resultariesao grave,apena aumentada, Havendo morte igual: mente. Note-se que o resto mais grave somente pacie oeorrer a title deculpa-Cuids-sodecrime precerdo Loso, Vale destacartratar-e de crime proprio, cometid pela mie daria ¢aabandonada. Exeopeionaimen, nlvimosa pritica pelo pai, quando visar aoculagio dedesorrado casa, em comunidade conservadors, que ndo acta aunigo des dois. Tutela-se svidaeasatideda pessoa. ABANDONO INTELECTUAL: cud se do delito previsto no art 246 do Céaigo Penal, consistente em deat, semjustacausa, deproverinstruio primaria de iho em idade escolar Tutela-se 2 educacao e instrugao de menoresde Banos, queo Estado ret pot dever preservar-Outra forma do mesmo crimo ¢ deserita no art. 247 do6digo Puna, significando peer tirqueo menor de 18 anos, sujeltoa senpexterouconfindod sta guamaon, vigilancia,Fequente easa de jog ot mal-afarmada,ouconsivacompessoa viclosioudemavida, frequenteespe téculoeapas de perverté-lo ot dele ofender 0 pudor. ou ainda participe de representagao de igual natureza Pune-se, também, quem permiraque omenordeanosresidaou trabalhe ‘emcasadeprostituigao.mendigueots sirva demendigo para exitaracomi- seragdo publica Tutela-seaeducagio ‘moraldomenor ABANDONO MATERIAL: trata-se de crime contra a assistencia familiar, Drevisto no art. 244 do Codigo Pe zal, consistente em dei, sen us ‘causa, de provera subsisténeia do conjuge,oudefihomenorde 18 anos ouinaptoparsotrabalho,oudeascen- dente invsido ou maior de 60 anes, ‘nao thes proporeionancos recursos ‘necossiovoufaltandoaopagamento {de pensao allmenttetajudicfalmente teardada, fixade ou majorada, bem ‘como deta, sem justa causa, de so- correr descendente ou ascondente, igavernentvenfarmo.Zgualmente,pu e-sequem. sendosoiertefastracnt lide, de qualquer modo, inclusive por sbandono injustiicado de emprego fu fungdo, © pagamento de pensio limenticiajudicialmente aeordade, fixada ou majorada. Eo unieo delito do Codigo Penal a mantera pena de rmulta fizada em salério minim (de uum a der searios,alem da pena de detengz0,deuma quatroanos. ABERTO: vide rgimeaberto. ABERRATIOGRIMINIS:6o resultado ‘lverso do pretendido, sigaifieando ‘que o agente atinge bem jurieo di- verso do que visava, por acidente ou erronaexocucgo,Deveresponderpor culpanotocante 0 retultadonikoob: jetivadoinicelmente rt. 74.CP. Ha vendotambsmoresultadoidealizado, aplica-se 0 concureo formal (at. 70, CP). Exemplo: pretendendo atingir raga dacasa do vizinho, era olan {amentodapedracterminaacortando ‘proprio vizinho. Respondeporlesto corporal culposa contra est. ABERRATIO ICTUS: 60 err0 na exe- cuglo, consistente em atingit pessoa tiversa da pretendida, por acidente fuer no uso dos melos de cxeeu. (o, Deve o agente responder como Se tivesse atingido a pessoa almcjada (art. 73, CP) Se for ating tambem ‘pessoa precendida,apleaseocon- ‘eurso formal (er 70, CP) lustrando, seoagentequermatarseuirméo,era ‘odisparo estingeestranho, responde ‘como setivesseacertado seu parent, ‘comaagravante prevstano at 6 do C6diga Penal AROLICIONISMO PENAL: trata-se de um novo método de visualizat pensar DiretoPenal,questionando significado das punigdes, em parti clarda pena prvativa deliberdade, fontedeproblemaseerucldades. que ntoasseguraaressocalizacto dopre s0. Aponta como solugdo a busca de ‘uta formas deliberdade e justi beseando-se em deseriminslizagio delitos) e despenalizagao (manter 3 Figuracriminosa, masretirara pens) ‘A sociedade ceria capaz de oleger seus préprios métodos de punicto dodelinquente, sem necessidade do fenearceramento, Enquanto nao se stingeopatamarided paraisso de se restringi ao maximo a aplicagio {da pena privatia deliberdade, con: trolando rigidamente a populace carceréria fisandoumtetoparacada Dresidioreceber novos detentos. Em ‘oss visto, oablicionismo, rpleto \debons propésits,vabatha deforma utépica, pois ndo estamos prepara dospara simplesmenteabolirapena privativadelberdade.substicuindo-a Pormecanismorvariades deeontrole ‘Social, mormente aos delinquentes violentos participantes do erime forganizad.| ABOLITIOCRIMINIS:Saaboligao de Figuratipicaincriminadoradefzando deconsiderardelitodeterminadacan- dura, Provoeda retratividade dale) sbolicionsta,beneficiando todos 0s fcusadsecondenados com base no crimeorgentito(art.2,CP).Acarreta ‘extingao da punfbiidade (art. 107, mc») ABORTO: é« intertupea0 da grav: der. provocando a morte do fets ‘embrido, onsidera seiniciada ages tagao a partir da nidagao (ixacac do {eu lecuneadonaparededo itero} ABORTO ACIDENTAL: 3 incerrup ‘lo dagravider provocadaporcausas exteriors. traumaticas, no const ‘indo crime, ABORTO COM CONSENTIMENTO DAGESTANTE: 6 figura prevista at. 126 do Codigo Pena. destinads & pessoaquerealizaoaborto,contando como aval dagestamt, Entetan, se A mulher grévida no € maior de lt anosoweallenadaoudébi mental.ot sev consentimemto ¢odtide median te raude, rave ameaga ou violencia, apliea-seapenado art 125,queémais clovada. Protege-sea vida humana ABORTO ECONOMICO-SOCIAL: Interrupeao da gestagio porrezies ‘econdmicas ousocials, quandoa ges ‘ante no tem condigoes para arear comasgastos decarrentes da tiagao do iso. Ecxime. ABORTO EUGENICO (ou eugenést 0): €acessacao da gravider inspira dda por motivos de selegto de carae teristicas pessoals,impedindo-se 0 inascimentode pessoasporiadorasde doficencia ou deeitas genétcos. ABONTO HUMANITARIO:videcabor tosentimental ABORTOLEGAL-videsbortoperminida, ABORTO NATURAL: 6 interrupcto da gravideroriunds de eausas pato logleas, de maneiraespontines, Nao ABORTO NECESSARIO: vide aborto Ferapeuico. 2 ABORTO PERMITIDO: 6 cessacio \dagravidezadmltdaem ei, sob dues formas: parasalvara vida dagestante (ort 128,1, CP} enoscasosde muller cestuprada (art 128, H.C, ABORTO PROVOCADO PELA GES. TANTE OU COM SEU CONSENTI- MENTO:éoautoaborte,quandoaprs priagestanterealiza.ainterrupeao da ‘ravidez; pode ser, ambom, quando tereeivorealizaabort,comouval da gestante. sta responde com hase no Aart 123 do Codigo Penal, engwantao rercero incide nas penas doar. 126. Tutela-sea vidalhurmana, ABORTO PROVOCADO POR TER: "TRO: # figura tipica previsia no art 125 do Codigo Penal, em que 0 agente prawoea a abartonagestante, semoseucansentimento, rotege-se vida humana ea integridade sic, ABORTO QUALIFICADO PELO RE- SULINDO: as penas do aborto sio ‘levadas em um tergo, nos casos dos artigos 125 e 126 do Codigo Pens! quandaemeomequbicladscesacio dagravidezoudosineiosempregados Paratanto,ocorrelesiescozporaisgra ves para agestance: sa0 duplicadas, quandoagestante morce ABORTO SENTIMENTAL: € inter rupeao dagestagao, quandoamilher lengravidowemvitudedeestupra art 126,11, 08), i ‘ABORTO THRAPRUTICO: 6a inter- rupgloda grvideremirude dereco mendagdo médica para svar vide da gestante, Culde-se de excludente ellicitude (at 128,1,CP) ABSOLVICAO IMPROPRIA:trata-se e sentenga absolutéra, nos termos doar, 386, prdgrafo Unico, Il, CPP, ‘por austrcls de culpabilidade las freada ne inimputablidade (doenca ‘mental ou desenvalvimento mental retardado ou incompleto) do ru, Impondo-se medida de seguranga (internacao ou tratamento amivula torial, Adenominsez0 de imprepria ‘advém do fata de ser aplicad sang. penal no aevsado, embora naa send {ecorrencia de crime, mas de injusto pel. Fosseautenicvabsavicie.nao haverianenbumaespéciede punigi, ABSOLVIGAO SUMARIA: éa decisio ddemérito,termiativa do proeesso, Julgando improcedente a protensto punitiva estaal, ainda em estdgio Tricia da inatragio (ert. 397, CPP) ou fpos0 izodetormagaodaculpa (art 418,cPP), ABSORGAOzCocrteriouslizado para solucionaraconfliozparentede or ts significado queumfatprevisto por le penal incriminadora, quando fextiver também prevsto em out de lor amplitude, deve-se aplicar 5 ‘mente esta itima, Cua da peo posta deque crime-meto deve sera Sorvido pelo crime-tim. A wlizacau de um delito como mera ponte para angi outro, efotvamente desejdo pelo agente, deve ser esconsiers> fa pera fins punitivos. listrando. ‘emisséo de cheque falsifieado para ‘pratica de estelionato faz eom ne teste delitoabsorvaafalifieagso(vide Siimala 17 dost) ABUSO DE AUTORIDADE: consttut 0 exlme ripfieado nos artigos 3+ © {4 da Lei 96/1965, mas tarnbem ‘a agravante prevista mo art lf primeita parte, do Codigo Penal. No ‘aso da agravante, devesse entender abuso de mtnridadecivilendo de funciona pblice. ida sedoabu sodepderinerenteautela, curate, soardacte ABUSO DE PODER: consti agra- ‘ante, representada pelo excess0 04 desvio do exercilo de atividade fun- ‘onal, por pate do servidor publica, ABUSO DF CONFIANCA: vide furto ‘com atnso deconfianga ABUSO DE INCAPAZES: 6 0 dete previsio no ar. 178 de Cdigo Penal ‘cua cond tipieaabusar em pro ‘eit proprio alhei, denecessida ‘de palsaoouinexperiéncia demenot ‘ude alienaeaootidebilidade mental deouttem,induzinda qualquercdeles praticade atosurcetvelde procuzit feito jurdie,emprejaizo proprio ‘de wecceicn, Protege-seo pattiménio a bo Soe ABUSO NA PRATICA DA AVIAGKO® {acontravengzo penal prevista no ecslei3.688/1941,ar.35,ceferente eonduta de quem se enteeger na prftica da aviagdo, a aerobaeias ou ‘S008 balxos, fora da zona em que ‘aleio permite, ow fazer desceraae- Tonave fora dos lugates destinados ‘esse fim. ACKO CIVIL EX DELICTO:é a acio proposta pela vicima do crime, na esfora cival, para obter indenizacao tem face de dane canado, quando existente (vide arts. 68 68 do CP Ha eres possibiiades para ajuiear essa dernanda: a oofendid ogres: stcomo assstente de acusacia nos autos do processo-erime, onde se fapura deito e seu autor, aprovel tandoparafazerpedidecondenatsrio vil, bascado.nareparacie do dano; 'b) o ofendido espera 0 transito em Julgado da sentenca condenatéria, apresentando-anaesferacivil,como tituloerecitivatormode. spenaspare “dhcuriroquancumdevido:e)avitins pode ajuizaracao de conhecimento, isando 3 reparagio do dan, es ‘comitantemente ao tramite da agao penal, embora.nesse caso, posta or ‘oprocessamento suspense, até que sedecida causa criminal ACKO EM CURTO-CIRCUITO: trata ‘eee ums reago primitiva do ser mano, advinda por cstimulo exter ‘no quesurged superficie de nopino, vmentaness ‘© impulsivas, geralmente explosivas, ‘eausadoras de esoesa bens juices. Boutoceléricoinstantinee passive! deenvolverqualquerserhurann.que pperdea conseoncia do que faz poral {uns momentos. Essa condutas ndo “tutorizatn a descomsieragio dr Ponsabiidadepenaldoagente,poisse aplica,aocaso,ateoriada acto lbera Inca (agaolierenmorigem)- Quer temumateagioexplosiva momenta ncateriaconsigbesdesecontrolarse, anteioniente, prestasse atenlo a0 ‘eu comportamento inquieto ener ‘oso. Enfim, embara censtitus uma realidade, 24¢20 em curto patimdnio histérico, cultural, eco 6gico,paisgftico,turistio, artistic, cligioso,arqueniogico.etnogrificoou monumental do Estado. ALTERAGAO DE MARCA EM ANI MAIS: 6a fguraipica prevsta no at \62doCéign Penal vsandoasupees- sooisalteragioindevidn em gio ot ebanho alhcia, mares ou sina ind ative de propriedade. Protege-se 0 ba ALTERNATIVIDADE (principio da): nieado para solucionar 0 conf sparente de normas, significa que a splicacdo de uma norma penal ade- erminad ato termina por exclira slicabilidade de otra, que também »prevé como delito.Fxempliteando, eum atlibidinoso,pratcadocontra nvontade da vitima, for subside. gocrime de volagao sexual mediante aude, alternativamente,eacli-sedo rontextade esti, AMEACA:éodelltopreustonoart. 147 {oCédiga fenaleconsisteem inti dar alguém, apunciando-The um mal uturo, inst e grave, por palavra, cit, gestoououtmimeinsimblien lito deacaa publicacondicionada 2 arepresemtacaoda viima.Ocrimeso- menteseennfiguraseomalprometido representar algo noeivo ao ofendido, (om projuzo sei, vorussill ito Protege-sealiberdade indivi AMPLA DEFESA: 0 prinelo cons titucional segundo o qual ao acusa do, no proeesso criminal deve ser fassgurade a mals asta e expressiva dofesa (art. 38, Lv, CF), garantindo= sea possibilidacede atodefesa (ser ouvidodirctamentopelojuizdacausa) cede defesa técnica (er asistindo por advogedo) ANALOGIA: cuida-se do mévodo de Integragio daDireito, permitindoasi pressdodelacunas, modianteouso de hhormasreguladorasdesitwaDessini- layestisirando,nocampopenal.oas- séciomorinotrabalhonaae previsto ‘comocrime;mas oassédiosexval sm. Usllizar-seda analogia seria aplicar 0 disposte pelo art. 216-A do Cdigo Penal a qualquer hipotese deassédio ‘moral, valendo-se da integragao por similitude. Tal métoda évedado em Direitoena, potsterefrontalmenteo principiodalegalidade. Naorbitapro cessualpenal admite-seoempregoda analogisem qualguerprismatart. 3% (cpp), patasupriracunes ANALOGIA IN BONAM PARTEM 6 ‘0 uso da analogia em beneficio do 16u, pois permite a sia absolvigioos aplieagiode penamaisbrandaauuma stuagéo ftica nan previsaexpressa- ‘montocmlel.Emfacedoprinciplo da logulidade,somsente se admit aan loglatieneflenemcasosexceprionsi, AMustrmido, pode-se aecitar oaborto do mulher vtima de violagdo sexual ‘madlante aude por snalogia 30 es tupro, provsto no art. 128i, im (prucesso penal, admite-selivremente ‘busode analoglaparasuprilacunas (an. [ANALOGIA IN MALAM PARTEM: & ‘utlizagae de analogia em peje do ru, poiseviafguracriminosa,por mite, a uma stuagao asia que {nfo se encaixa, primeriamente, em mnhutipo nesininador. Epreibida ‘campo penal por Tesaralegalidade.Nosetorprocessal pponaladmitese nempregada ana bla,come objetivo dosuprirlacunas, nulndo-seadisposiopeloart $d Castigo de rocessa Penal ANISTIA:Eadeclaragaodequedeter- ‘minados fatos se tornamn impuniveis por motive de uilidade social, por melo de le, editada pelo Congresso Nacional extinguindo-se a pubis {dade do agente (art 107, 1, CP). Na ‘ess2nela, no encanto elimina sea Picidace porqueostatossi0 apaguios abistoris, ANTECEDENTIS: & vide pregiessa Criminal do aeusado, consistente cm condenagdescomtrnsitoer judo, {ssascondenagdes precisam ocorre antes da prea do nove éelito para figurarem como antocodentes. Alem disso deve-seevitarobisn idem dt plapunigéopelomesmofato), uses, Tovar em contaa mesma condenagso paragerarantecedenteereincidenca, ANTERIORIDADE:oprineipiocons: tiuuclonalassociado alegalicade que prevenaohaverrimesemleanterior ‘quea dofina, nem pena sem le an terior que scomine (art. 5.9, XL, CFs ‘ar 1, CP) Assogura-se aeficiente ddalegalidade pots denada resolveria bouscarseaexatneia de le, para t piticar uma infracao penal, caso esta pudesse seraplieada de modo retro. aivwasituagDes iticas a veorridas ANTITURIDICIDADE: vide itn, [Nao comungamos da idcia de que 9 terme antijuridicidade ¢diverso de licitude, Para a teoria do crime, sito sindnimos, provocando iguais, ‘consequencias. ANONGIO DE MEIO ABORTIVO: ‘contravenao penal prevsta no Dec. ei 3.688/1941, art. 20, consistente ‘em anuncie process, substan ou ‘objeto destinado a provocar abort. Fri nossoentendimenta otipapenal ‘inaplicve!, poss hipoteseatica se ‘substme ao art. 286 do Codigo Penal Gincitagio aocrimedeabort) APARTE: éoditeitodapartedeinterie nnamanifestagiodoadversiria,quan- ae doer debate oral perante os jurados, no Tibunaldo tl Havendoqualquer dlivergenca, eabe ao juiz presidente ‘conecderaté ts minutos pare cada apartoruquerid, queseraoacreseidos av tempo da parte prejudieada (ar, 487, XIL CPP) APELAGAO: 60 recurso interposio ‘contra deeiszo definitiva, que juga certinta o proceaso, com julgamento ‘de mérito, devolvendo a0 teibunal 0 ‘eonhceimentadamateriadesenvol dasolongodainstrucao.Cabezinda, ‘conta decisdes com forga de defink- tiva, nfo abrangidas pelo recurso em sentido estito (art. 583, CPP). APLICAGKO DA PENA: trata-se de procedimento judicial decarater ise ‘ericiondirio, emborajuridieamente ‘vineulado & motiagao, parao esta Delecimento da pena concrec dest nadaaorén, visandodsulliénclapara reptovare prevenicacaime. APLICAGAO IRREGULAR DE EM- PRESTIMODEINSTITUICKOFINAN- CEIRA:Codelto prevstonoart. 2042 1174921846 consistenteomplicar, cm fnalidade diversa da provista ert leioucontrat recursosprovenientes de fs tituicio financeira ec ou por ins- titlgaa eredenciada para repass-t, ciamentoconcedide porins- APOLOGIA DE CRIME OU CRIMI- [NOSO: aiguratipieainesiminodora 24 revista no art 287 do Cédigo Penal, buscando punic quem faz, publica mente, apologiadefatocriminos9 ou deautordecrime. Neosepodeinelui, ‘nombitodacondutadeltwoss, ama nifestagae,mesmoquepibliea contra apunigaoporalgumdelioouemfavor ‘de algum condensdo, pois se ena sana livre expresso do ser humano, Tutela-se a paz publica APREENSAO; ¢sedidaassecurats riadestinada a tomar algo de alguém ‘ou de algum ugar, produzindo prove ‘ou preservanda direitos. Pode asso car seats, APRESENTACAO DE DECLARAGAO DE CREDITO FALSA: € 0 crime do art, 14 da Lei 7182/1986, referente a ‘quemapresentarcmliguidagsoexts Judicial, owem falencia de insuituigao financeira, declaracto de crédito ou reelamagdo fale oujuntaraelastiulo {alsoousimulado, Pune-se,igvalmen- te, 0¢x-administrador ou falide que reonhecer;como verdadeir,eredto quen200 sea APROPRIAGAODEBENSDEIDOSO: 6 0 delito previsto no art. 102 da Le 10,741/2008, rferente a conduta de ‘quemapropriar sedeoudesviarbens, pproventos, pensdo ou qualquer ou- {ro endimento do idoso, dando-thes aplicagaodiversadadesuafinalidace. ‘Considera-seidocoomaiorde60an03. [APROPRIAGRODECOISAACHADA: Godelitoprevistoncart. 168, pardgra- fonic,ll,doCédigoPenal visindos ‘puniequemachacoisaalbeiapertidac {delaseapropristtalou parcialmen- te, deixandode restitl-la ae dono 04 lepltimo possuidor ou de entreg-la ‘autoridade comperente. dentro de ‘quinze dias O dalito¢condicionado soesgotamento doprazofixadoemlel para devolugao.Alémdissotornnse funcamental haver conhceiment doqueacoisafotperdida-enavaban- donada-bem como ¢ precisosabera ‘quem devaiver Poroutrolade,aapro~ pringSo de coisa equeeida, na reali fede, cfurto, Teles 0 parimonio, |APROPRIAGKO DE COISA HAVIDA, POR ERRO, CASO FORTUITO OU. ORCA DA NATUREZA:cuida-sedo delta prevsto no art. 169, capt do (CodigoPenal.disciplinandoaconduts ‘de quem se spropiar de coisa alia vind ao sex poder por erro moor tito ou fora da natureza, Busca se ppunir quem reecbe alge por force da soreermé vengano de alguét;cas0 fortwito significa acidental; Forge da natura representa evento imprevi sivel), devendo agi honestamente © devolver 20 le/time proprieticio, E Adelitoque tutelao pattimdnin, APROPRIACAO DETESOURO: pu- pe-seaconctadequemachatescuro fm prédi alhoi, nos termes do art 168, parigrafo nico, Ido Codigo Pe ral, eseapropris,notodoouemparte, Diconane lunes decoraaquetemdiretoo propeetrio doreterdoprédofotesoure.segundo ‘lei cv deve er dividide em partes ‘guais entrequem achoueo donodo lugar). 0 bem jurdico proteyido &0 patriménio, APROPRIACAOINDEBITA: 60 crime previsto no art, 168 do Céligo Penal representaco pelo apossamento de cnisaalheiamével, dequotemaposse fue dotengio.Aunenta-seapenaem tum tergo quando o agente recebex ‘coisa em deposito necessario, na ‘qualidade do or, curador adminis: ‘wadordafaléncta iquidatéioinven- tariante,testamenteirocnceposiarin jcicileem arao deotico,empregn ‘ouprosso,Protege-seopstrimdnio, APROPRIAGKO INDEBITA FINAN: ‘CEIRAG trata sedo crime previsto no art 52a Let 7492/1986, consistemte proprarse. quaisquer das pes soasmencionadas no ar. 25 desta {de dinhero tule, valor ougualquer ‘outro bern mévelde que tema posse ‘013 eso em prewcito propein ou alhelo, Pune-se, também, qualquer {as possoas mencionadas no art. 25, stale quenegociardteto,ttuloou ‘gvalqueroutrohem mavelouimevel ‘de quetema posse, sem autorlzagio ‘doquemdedlireic,Dispoeoart 25da refer Leo penalmenterespon: sve. nos terms desta, onto: Tador ¢o¢ administradoves de insti- tuledo finances assimeonsiderados ‘osdiretoresegerentes.Equiparam-se Dconsre eco sos administrador delnstuigiod nanceira. interventor, a liquidante cua sindica APROPRIACAO INDERITA PREVI- DENCIARIA: é figura tpic i minadora prevista no art. 168-8. consistente em deixar de repassar 8 previdencia social ascontebuiges = colhidas doscontribuintesnoprazne naformalogalouconvencional. gual mente, quem recolhe, no prazo lea, cantribigae ou outa importineia destinada a prevideneia social, quan do descontada de pagamento feito a segurados,terceicosouarreeadda do piblen; quem recalhe contibulgtes dovidas a presidencia social que te- nham integrado despesas contabeis ou eustos eatvos a veuda de pods (os0118 presiagao de servigos; quem paga boneticio devido a segurado, quandoasrespoctvascotasouvalores iveremsidoreembolsadosempeesa pela previdéncia socal 1d extinglo da punibilidade seo autor declarar, confessareefetuar 0 pagamento das contribuigdes, espontanesmente, importancias ou valores, prestando ssinformacoesdevidasa previdéncia -ocal,conformes lelouregulament sntes do intel da ao fiscal Podeo izapliearo perio julgandoextinta spuribilidade, ou aplicar somente multa se o agente for primario e de pons antecedentes, dese que tena promevideapdsoiniciods acto fiscal, antes do oferecimentodadenincia.o pagamento dacontrbuicaosocil pre videneidei,comacess6ries ou quan: don valor das eontibuigoes devidas, comscesséros forigalonsinferior estabelecido pela previdencia socal administratvarmente, como sendo o ‘minimo para oajuizarnento das exe ‘cugdesfiscais Protege-seasegusidade social. AQUISIGAO, RECEBIMENTO Ot USO ILEGAL DE BENS: ¢ a infracio penal tpificada pelo art 174 da Lei 11.101/2008,referente acquire cher, usar itamente,bemquesabe percenceramassafaidaouintuirpara queterceiro, de boa fo adguia, ro ceba ou use ARMA: é instrumento destinado 8 ferir pessoas, com 0 intuit apres {Yo oU defensive, denorinancio- se arma prépria rev6lves, espada, ps thal etc). Pode ratarse, ainda, de ‘qualquer outro instramentoadaptae do pera ferir pessoas, denominando: -searma imprépria (faca deev2iana, ‘martelo, machaclo ete). Quando a le fizer referencia a0 termo arma, sem maior especifcacao, podo-seacather ‘os dois senidos. Quanto as armas de ‘ogo, hd crimes especialmente pre ‘istosno Estatuto da Desarmamento (Lei 10.826/2003). Quanto as armas fem ger, debate.ce se est om vigor ‘8 contravengio penal dos ats. ie 19:0 Dee-le13.688/ 1981. Em nosso entendimento, a esposta 6 negat ‘va. Ambas foram absorvidos pela La 1.62009. ARQUIVAMENTO Do INQUERITO: tuxdno tdemino da investigagto pole lal caso oMinistérioPablicoentenda ‘ilo haver provas suficientes para e- ‘munclaro indiiado, requero arqul amano do inguéeto ao julz Se este oneordar, determine oarquivamen- to. Se nfo aquiescer, envia os autos {to Procurador-Geral de justga (at 24, CPP), que decidiré se cabe aeao Donal ou nio.Seentenderpertinente {propositure da demande, designs ‘umpromotoraapresentaradenincl ‘avo entendaimperinente, insists no arquivamentoe ojuizestardobr imide aacatar Apso arquivamento, Pxde-se reiniciar a investigagao, se hhowverprovasnovasudditas) desde ‘quento teaha ocotrdo a presrigo. ARQUIVAMENTO IMPLICETO:sgnl- fhe que dngio aeusatéro,eminves tigngies onde ha varios indiciados ‘entendendo porbem denunciar ape hnasalgunsdolesentooutrs,ofereces dencneia alidandoonomedequem ho merece seracionadopenalmente. Dia-se tor havido arquivamento im plteto no vacate as que nfo foram Genunciados,Trata-se de hipdtese frre, pois nexistente no dircito brasileiro. Cabe ao Ministorio Publ. co, em funio da obrigatoriedade da ‘cto penal pie, ajuizardemanda contra todos os indicindas havendo proves suficientes; se conta alguns eles nao existirem provas, deve © promotor requerer expressamente 0 !rquivamento, exponda suas ries, dando ensefo ao julz pera enviar os autos ao Procurador-Geral de histga nos termosdoart.2840CPR ARQUIVAMENTO INDIRETO: ¢ 9 hipstese em que o drgae acusatero delxa de apresentar dendinelacontra sg nda or enemies gi incompetente paraa deman- fa. toca hipotese ¢ erronea, pols inexistente na leglslagao, Havendo incompeténcia, cabe so Ministerio Pablicosuscits-la,nos termoslogus, ‘out até mesmo eneaminhac aden ‘la 20 juizo competent. Quedar-se inerte ni ¢ legalmente aceitavel. ‘denominando-se ral situate dear ‘qulvamentoindizete ARREBATAMENTO DE PRESO: 1a ‘edo cvimeretratado peloar.33do Cédign Penal exja concata punivel {0 arrebatamento de peso, afm de mmaltrtélo,dopoderdequemotenha sob custidia ou guarda, Pavece-nos. ‘tue « conduta deveria ser conside ada delito mesmo que a finalidade no fosse 0 maltate. Por outto lao, ‘cansimando-seo erie, se houwer temprego de violencia, o resultado ‘desta também 6 pun, como les ‘corporalemconcurso material, t= {ela penal volta-se a administragao dajustign ARKEMESSODEPROJETIL écrime previsto no at. 264 do Cidigo Penal, ppunindo-se a condute de quem ar remessa pro)stil contra veicul, om mm