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Os Grandes Concílios Ecumênicos.

A Igreja Católica, desde seu nascimento no dia de Pentecostes, realizou periodicamente


grandes encontros reunindo todos os Bispos do mundo. Esses encontros são chamados de
“Concílios Ecumênicos”, e têm como objetivo, discutir, deliberar e promulgar textos
fundamentais para o desenvolvimento da Doutrina Católica, tendo sempre como referência
a Bíblia Sagrada e a Tradição do Magistério Romano.

Ao longo desses vinte séculos de cristianismo, houve vinte e um Concílios Ecumênicos,


sendo o primeiro o Concílio de Jerusalém, com a presença de todos os Apóstolos, sob a
presidência de São Pedro, o primeiro Papa; e o último, o Concilio Vaticano II, realizado no
Vaticano sob a presidência dos Papas João XXIII e Paulo VI. Esse Concílio teve a duração
de três anos (1962-1965).

Falaremos agora sobre os principais Concílios Ecumênicos.

Concílio de Jerusalém

O primeiro Concílio reuniu-se em Jerusalém por volta do ano 60, na presença dos
Apóstolos, presidido por São Pedro.

É narrado no Livro dos “Atos dos Apóstolos”, a partir do capítulo quinze.

Esse Concílio decidiu, entre outras coisas, que era necessário levar a “Boa Nova” da
Salvação a todos os homens, sem se fazer distinção entre judeus e gentios. Também decidiu
a não necessidade da circuncisão, bastando apenas o Batismo cristão.

Segundo a Tradição, é nesse Concílio que se elaborou o “Credo” que se recita nas missas,
após a homilia do sacerdote.

Concílio de Nicéia

Após o Concílio de Jerusalém, reuniu-se no ano 325 na cidade de Nicéia, um novo Concílio
Ecumênico de capital importância para o mundo cristão.Esse Concílio ficou conhecido
como “Concílio de Nicéia”.

Foi convocado e presidido pelo Papa São Silvestre I, e discutiu, entre outros temas, a
questão da Trindade de Deus, definindo-a como Dogma de fé. Elaborou um novo “Credo”,
onde claramente proclama a crença no Deus “Uno e Trino”.

Concílio de Constantinopla

No início do cristianismo, muitas heresias perturbaram o mundo católico. Mesmo após o


Concílio de Nicéia, em 325, as polêmicas em torno da questão da Trindade de Deus
continuavam, principalmente difundidas por um bispo de nome “Ario”, que afirmava que a
Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, o Filho, era “menor” do que o “Pai”.
Por esse motivo, um novo Concílio foi chamado em 381 pelo Papa Dâmaso I, reunindo-se
na cidade de Constantinopla.Esse Concílio debruçou-se mais uma vez sobre a questão da
Trindade, aumentando e melhorando as definições do Concílio anterior e promulgando o
“Credo Niceno-Constantinopolitano”, que é rezado até hoje nas missas mais solenes, sendo
o Credo Oficial da Igreja. Com esse Concílio, a questão da Trindade de Deus ficou
definitivamente estabelecida.

Concílio de Trento

Após diversos Concílios de importância variável, reuniu-se na cidade de Trento, ao norte da


Itália, um grande Concílio Ecumênico entre os anos de 1550-1560, sob a presidência do
Papa São Pio V.

Foi o mais importante Concilio da era moderna, pois enfrentou diversas questões de
importância capital, como a questão da transubstanciação de Cristo na Eucaristia, o
verdadeiro significado da missa, a questão do sacerdócio católico, os Sacramentos da
Igreja, entre outras questões de grande relevância, todas elas negadas pelo protestantismo.

Esse Concílio renovou o Missal católico, bem como todos os manuais de ritos
sacramentais.

Após esse Concílio, a Igreja passou mais de 300 anos sem necessidade de Concílios gerais
até o século XIX.

Concílio Vaticano I

Reuniu-se no Vaticano sob a presidência do Papa Pio IX, entre os anos de 1868-1871.

Esse Concílio tratou de diversas questões gerais e definiu a Infalibidade Pontifícia em


assuntos relacionados à Fé e à Moral, exclusivamente. Na verdade, o Concilio Vaticano I
não terminou oficialmente.

Foi interrompido por diversas questões políticas, como a guerra pela unificação da Itália, a
guerra entre a Prússia (Alemanha) e a França, entre outras questões.

Um novo Concílio só seria reunido no século XX.

Concílio Vaticano II

O último Concílio Ecumênico reuniu-se entre os anos de 1962 e 1965 no próprio Vaticano,
sob a presidência dos Papas João XXIII e Paulo VI.

Esse Concílio foi eminentemente um “Concílio Pastoral”, isto é, não definiu Dogmas ou
novos pontos doutrinários, mas propôs novas formas de Evangelizacão, bem como
atualizou o rito da missa, que passou a ser rezada não mais em latin mas em língua
vernácula, para a maior participação dos fiéis católicos.
Desde então, não houve novos Concílios Gerais na Igreja de Cristo.