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DIGITALIZADO POR: PRESBÍTERO (TEÓLOGO APOLOGISTA) PROJETO SEMEADORES DA PALAVRA VISITE O FÓRUM

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PRESBÍTERO (TEÓLOGO APOLOGISTA) PROJETO SEMEADORES DA PALAVRA VISITE O FÓRUM

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Conheça meUior a teologia cristã por meio de tabelas

e diagramas cronológicos e explicativos

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H. Wayne House

J

Teologia Cristã em Quadros

H. WAYNE HOUSE

VMla

Prazer, emoção e conhecimento

ISBN 85-7367-311-7

Caregoria: Teologia/Referência

Este livro foi publicado em inglês com o título

Charts o f Christian Teob gy and Doctnne

por Zondervan Publishing House

~ 1986׳ por The Zondervan Corporation

2 1999 por Editora Vida

Traduzido por Alderi S. de Matos, Th. D.

I aimpressão, 1999 7aimpressão, 2000

Todos os direitos reservados na língua portuguesa por Editora Vida, rua Júlio de Castilho, 280 03059-000 São Paulo, SP — Telefax: (Oxxll) 6096-6833

Gerência editorial: Reginaldo de Souza Preparação de textos: Jair A. Rechia Revisão de provas: Fabiani Medeiros Capa: N ouveau Comunicação Diagramação: Imprensa da Fé

Fabiani Medeiros Capa: N ouveau Comunicação Diagramação: Imprensa da Fé Impresso no Brasil, na Imprensa da

Impresso no Brasil, na Imprensa da Fé

A W. Robert Cook, com quem aprendi minha teologia básica, e a Earl D. Radmacher, mestre, amigo e pai adotivo espintual, com quem aprendi a viver a minha teologia

Prolegômenos

Sumário

1.

Traços Distintivos dos Sistemas Teológicos

11

2.

Modelos Teológicos Feministas Contem porâneos

21

3.

Guia para a Interpretação de Textos Bíblicos

22

Com paração entre Teologia do Pacto e Dispensacionalismo

23

5.

Esquemas Dispensacionais Representativos

25

Bibliologia

 

6.

Modelos de Revelação

26

7.

Concepções Acerca da Revelação Geral

29

8.

Modalidades da Revelação Especial

30

9.

Teorias de Inspiração

31

10.

Teorias Evangélicas de Inerrância

32

11.

Maneiras de Harmonizar as Discrepâncias da Escritura

33

12.

Respostas a Supostas Discrepâncias da Escritura

34

Teologia Propriamente Dita

 

13.

Concepções Rivais Acerca de Deus

38

14·

Sete Grandes Cosmovisões

41

15.

Argum entos Clássicos a Favor da Existência de Deus

42

16.

Avaliação dos Argum entos Clássicos a Favor da Existência de Deus

44

17·

O C onhecim ento de Deus

46

18.

Esquemas de Classificação dos Atributos Divinos

47

19.

Representação Gráfica dos Atributos de Deus

48

20.

Definições dos Atributos de Deus

49

21.

0

Desenvolvimento Histórico da Doutrina da Trindade

51

22.

Antigo Diagrama da Trindade Santa

53

23.

Principais Noções Acerca da Trindade

54

24·

Um a Apresentação Bíblica da Trindade

56

25.

Concepções Falsas Acerca da Trindade

58

26.

Os Nomes de Deus

59

Cristologia

 

27.

Heresias Cristológicas Históricas

61

28.

Falsas Concepções Acerca da Pessoa de Cristo

63

29.

A União da Divindade e da Hum anidade na Pessoa do Filho

64

30.

Teorias Acerca da Kenosis

65

31.

A Pessoa de Cristo

65

32.

Profecias Messiânicas Cumpridas em Cristo

68

33.

A Pecabilidade versus Impecabilidade de Cristo

70

34·

Teorias Acerca

da Ressurreição de Jesus Cristo

71

Pneumatologia

 

35.

O Ensino Bíblico Acerca do Espírito Santo

74

36.

Títulos do Espírito Santo

76

37·

A O bra do Espírito Santo na Salvação

77

38.

Quatro Conjuntos de Dons Espirituais

78

39.

Síntese dos Dons Espirituais

79

40.

Pontos de Vista Acerca das “Línguas”

82

Angelologia

 

41·

Com paração entre os Anjos, os Seres H um anos e os Animais

83

42.

Os Filhos de Deus em Gênesis 6

84

44·

A D outrina de Satanás e dos Demônios

86

45.

Nomes de Satanás

88

 

Antropologia

46. Teorias Acerca da Constituição do Homem

89

47. As Dimensões da Imago Dei

91

48. Concepções sobre

a Natureza da Imago Dei

92

49. ·Teorias da Justiça Original

93

50. Teorias do Pecado Original

94

51. A Imputação do Pecado de Adão

95

52. Teorias sobre a Natureza do Pecado

98

Soteriologia

 

53.

Definição dos Termos Básicos da Salvação

99

54·

Concepções Acerca da Salvação

100

55.

C om paração de Termos Soteriológicos

101

56.

A Aplicação da Salvação no Tempo

102

57.

Argumentos Tradicionais sobre a Eleição

103

58.

Principais

Concepções Evangélicas sobre a Eleição

105

59.

A Ordem dos Decretos

106

60.

Os Cinco Pontos do Calvinismo e do Arminianismo

107

61.

Diferentes Concepções Acerca dos Meios de Graça

109

62.

Vocação Geral versus Vocação Eficaz

110

63.

Os Sete Sacramentos Católico-Romanos

111

64·

Concepções Acerca da Expiação

112

65.

A Extensão da Expiação

114

66.

A Teoria Penal Substitutiva da Expiação

115

67.

Os Resultados da Morte de Cristo

116

68.

Variedades do Universalismo

117

69.

Concepções Acerca da Santificação

119

70.

Cinco Concepções Acerca da Santificação

120

Eclesiologia

 

71.

O Fundamento da Igreja

122

72.

U m a C om paração Dispensacional entre Israel e aIgreja

123

73.

A Igreja Local Contrastada com a Igreja Universal

124

74·

Analogias entre Cristo e a Igreja

125

75.

Os Ofícios de Presbítero e Diácono -

Qualificações e Deveres

126

76.

Qualificações Funcionais dos Presbíteros e Diáconos

127

77.

O

Ofício de Presbítero

128

78.

O

Ofício de Diácono

129

79.

Quatro Concepções sobre o Batismo com Agua

130

80.

Q uatro Concepções sobre a Ceia do Senhor

132

81.

Disciplina Eclesiástica

134

82.

Fluxograma de Disciplina Eclesiástica

135

Escatologia

 

83.

Termos Básicos sobre a Segunda Vinda de Cristo

136

84·

Concepções

Acerca

do A rrebatam ento

137

85.

Concepções Acerca do Milênio

141

86.

Q uadro Cronológico Dispensacional das ÚltimasCoisas

145

87.

Concepções Acerca das Ultimas Coisas

146

88.

Perspectivas sobre o Extincionismo

147

89.

Castigo Eterno

148

Prefácio

A preparação deste livro de esboços de teologia e doutrina foi uma tarefa prolongada, porém frutífera. Desde que comecei a ensinar teologia na Universidade LeTourneau e depois no Seminário Teológico de Dallas, senti que havia a necessidade de um livro de esboços básicos sem elhante ao meu O Novo 7estamento em Quadros (Ed. Vida, 1999). Este volume não é uma tentativa de oferecer uma análise ou panorama exaustivo da teologia. Antes, minha

intenção foi expor de m aneira

variedade de temas teológicos que com freqüência interessam aos estudantes de teologia ou pelo menos são encontrados por eles. Essencialmente, segui uma abordagem clássica da teologia, o que poderá desapontar alguns estudiosos. Todavia, creio que, de maneira geral, isto será mais benéfico aos professores, estudantes e leigos que serão os principais usuários desta obra. A teologia tem experimentado tempos difíceis em alguns círculos, porém,

para aqueles que verdadeiramente valorizam a Palavra dc Deus e desejam saber o que Deus está procurando revelar ao seu povo, ela é uma tareia necessária e gloriosa. Espero que todos aqueles que utilizarem este livro obtenham os benefícios que recebi ao escrevê-lo. E inevitável que ocorram diferentes tipos de erros na preparação de um livro desta natureza, com sua infinidade de detalhes. Terei prazer em corrigidos em futuras edições, à medida que os leitores me informarem a respeito deles.

tão equitativa quanto possível as diferentes perspectivas acerca de um a grande

H. Wayne House

Soli Deo Gloria!

Agradecimentos

Muitas pessoas influenciaram na produção deste livro. Desejo agradecer aos alunos de minhas diferentes turmas de teologia no Seminário Teológico de Dallas, especialmente aos que me ofereceram uma assistência especial na elaboração destes esboços: Mark Allen, Rod Chaney, Kathie Church, Larry Gilcrease, Alan K. Ginn, Casey Jones, Mike Justice, Johann Lai, Randy Knowles, Toni Martin, Doreen Mellott, Steve Pogue, Greg Powell, Brian Rosner, David Seider, Brian Smith, Gayle Sumner, Larry Trotter. Agradeço de maneira especial a Richard Greene, Greg Trull e Steve Rost, assistentes de pesquisa e amigos que trabalharam comigo neste e em outros projetos, prestando um serviço de amor a um irmão em Cristo. Se houver outros, peço perdão por meu esquecimento.

Alguns auxiliares de ensino do Western Baptist College também me foram úteis quando eu era deão e professor de teologia naquela escola: Rob Baddeley, Marie Thom pson, Toni Powell e Colleen Schneider Frazier. Meu muito obrigado também ao Professor Tim Anderson.

Também desejo expressar minha gratidão aos colegas do Seminário de Dallas (Craig Blaising, Lanier Burns, Norm an Geisler, Fred Howe, Robert Ligthner e Ken Sarles) que examinaram os diferentes esboços relacionados com as suas especialidades teológicas.

Gregg Harris deu-me grande incentivo na decisão de empreender a produção deste livro utilizando meu computador Macintosh e Aldus PageMaker. Obrigado Gregg.

Stan Gundry e Len Goss, da Zondervan, foram mais que pacientes em aguardar a conclusão desta obra. Eles demonstraram simpatia e compreensão cristã para comigo durante os últimos anos, muito além do que eu poderia ter esperado deles. Agradeço sinceramente ao Senhor por eles.

Finalmente, quero agradecer a minha esposa, Leta, e aos meus filhos, Carrie e N athan, que têm sido uma bênção de Deus para mim ao longo dos anos. O seu apoio realmente tem sido uma das maravilhosas dádivas de Deus a mim.

1. Traços Distintivos dos Sistemas Teológicos

Teologia Católica Romana Tradicional

Natureza da It/o 'n ״ ia

A

teologia está evoluindo constantem ente no seu entendim ento da fé cristã. O princípio inaciano da acomodação e 0 princípio do desenvolvimento, proposto por J. H. Newman, refletem a natureza mutável da teologia católica romana. O elemento de mudança do catolicismo deve-se primordialmente à posição de autoridade conferida ao ensino da igreja.

Revelação

A Bíblia, incluindo os apócrifos, é reconhecida como a fonte autorizada de revelação, juntamente com a tradição e 0 ensino da igreja. O papa tam bém faz pronunciam entos investidos de autoridade ex cathedra (da cadeira) sobre questões de doutrina e moral. Esses pronunciamentos são isentos de erro. A igreja é a mãe, guardiã e intérprete do cânon.

Muitos estudiosos católicos romanos posteriores ao Concilio Vaticano II afastaram-se do ensino tradicional da igreja nessa área, abraçaram as perspectivas da alta crítica acerca das Escrituras e rejeitaram a infalibilidade papal.

Salvação

A graça salvadora é comunicada mediante os sete sacramentos, que são meios de graça. O Batismo, a Confirmação (ou Crisma) e a Eucaristia referem-se à iniciação na igreja. A Penitência (ou Confissão) e a U nção estão relacionadas com a cura. O M atrim ônio e as O rdens são sacramentos de compromisso e vocação.

A

igreja ministra os sacramentos por meio do sacerdócio ordenado e hierarquicamente organizado. Segundo a concepção tradicional, não havia salvação fora da igreja, mas o ensino recente tem reconhecido que a graça pode ser recebida fora da igreja.

No sacramento da Eucaristia, 0 pão e 0 vinho tornam-se literalmente o corpo e 0 sangue de

 

Cristo

(transubstanciação).

igreja

Os quatro atributos essenciais da igreja são unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade. Fundam entalm ente, a igreja é a hierarquia ordenada, atingindo o seu ápice no papa.

A organização está constituída em torno de uma autoridade sacerdotal centralizada, que teve 0 seu início com Pedro. A autoridade do sacerdócio é transmitida por meio da sucessão apostólica na igreja. Os bispos de Roma têm autoridade para avaliar as conclusões acadêmicas e fazer pronunciamentos e definições conciliares.

A igreja é a mediadora da presença de Cristo no mundo. Deus usa a igreja como sua agente para levar 0 mundo em direção ao seu reino.

M ana

N o Concilio de Efeso (431 d.C.), Maria foi declarada a mãe de Deus assim como a mãe de Jesus Cristo, no sentido de que 0 Filho que ela deu à luz era ao mesmo tempo Deus e homem.

São observadas quatro festas marianas (anunciação, purificação, assunção e o nascimento de Maria).

Maria ficou isenta do pecado original ou de pecado pessoal em virtude da intervenção de Deus (a imaculada concepção).

M aria é a misericordiosa m ediadora entre 0 ser humano e Cristo, 0 Juiz.

Algumas partes

deste gráfico baseiam-se em materiais extraídos

de Tensions in Gmtemjxirurs Tfw )logy [Tensões na Teologia C o n te m p o râ n ea ], eds. Stanley

N. Gundrv e Alan F. Johnson (Chicago: M oody Press, 1976). Usado mediante permissão.

1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Natural

Definição

A teologia natural é a tentativa de obter (י entendim ento de Deus e do seu relacionam ento com o universo por meio da reflexão racional, sem apelar à revelação especial tal como a auto-revelação de Deus em Cristo e nas Escrituras.

Base

Deus é 0 Ser eterno, imutável, soberano, santo, pessoal, criador do universo. Ele tem tudo

Epistemo-

sob seu controle e desde a eternidade planejou o futuro por meio de seus eternos decretos.

lógica

Isso é feito de tal maneira que ele não é m oralm ente responsável pelo mal.

Relação com

A teologia natural trata da existência e dos atributos de Deus a partir de fontes comuns a

a Teologia

todos os seres humanos (criação, raciocínio lógico, etc.), ao passo que a teologia revelada

Revelada

trata de verdades específicas discernidas nas Escrituras. A teologia natural requer somente a razão, enquanto que a teologia revelada também requer fé e a iluminação do Espírito.

Propósito

A teologia natural pode ser usada apologeticamente para provar a existência de Deus. Ela

da Teologia

tam bém fornece apoio à teologia revelada. Se as conclusões da teologia natural são aceitas,

N atural

então também é “razoável” aceitar a verdade teológica revelada. Assim, a teologia natural tem um propósito evangelístico.

Possíveis

A teologia natural carece de base bíblica.

Objeções

 

A teologia natural tenta isentar a razão dos efeitos da queda e da depravação.

Teologia Luterana

Teologia

A teologia estrutura׳ se em to m o das três doutrinas fundam entais da sola scriptura (somente a Escritura), sola gratia (somente a graça) e sola fide (somente a fé).

Cristo

Cristo é o centro da Escritura. A sua pessoa e obra, especialmente a sua morte vicária, são 0 fundam ento da fé cristã e da mensagem da salvação.

Revelação

Somente a Escritura é a fonte autorizada da teologia e da vida e ensino da igreja. A Escritura é a própria Palavra de Deus, sendo tão verdadeira e dotada de autoridade quanto 0 próprio Deus. No centro da Escritura estão a pessoa e a obra de Cristo. Assim sendo, o principal propósito

da Escritura é soteriológico -

Palavra, por meio da obra de Cristo, é 0 modo como Deus efetua a salvação.

proclamar a mensagem de salvação em Jesus Cristo. A

1. Traços Distintivos (continuação)

Salvação

A salvação é somente pela graça mediante a fé. A fonte da salvaçao é a graça de Deus manifestada

 

pela obra de Cristo, 0 fundamento da salvação. O meio de receber a salvação

é somente a fé.

 

As pessoas em nada contribuem para a sua salvação. Elas estão inteiramente destituídas de livre ׳ arbítrio com respeito à salvação, e assim Deus é a causa eficiente da salvação.

O

Espírito Santo atua por intermédio da palavra do Evangelho (inclusive 0 batismo e a Ceia do Senhor) para trazer salvação.

0

Espírito usa 0 batismo das crianças para produzir nelas a fé e levá-las à salvação.

A

Eucaristia (ou Ceia do Senhor) envolve a presença real de Cristo com o pão e o vinho, embora tais elementos permaneçam pão e vinho (consubstanciação).

A

teologia da cruz deve ser a marca da verdadeira teologia. Em vez de se concentrarem nas coisas referentes à natureza invisível e às obras de Deus, conforme discutidas na teologia natural, que Lutero chama de teologia da glória, os cristãos devem concentrar-se na humildade de Deus revelada na morte de Cristo na cruz. Em uma teologia da cruz, os crentes passam a ter 0 conhecimento de Deus e também um verdadeiro conhecimento

 

de

si mesmos e

do seu

relacionam ento com Deus.

 

Teologia Anabatista

Ieologia

Os anabatistas não deram ênfase aos estudos teológicos sistemáticos. Antes, as doutrinas eram forjadas à medida que se aplicavam à vida. Os anabatistas caracterizaram-se por seu zelo missionário, vida separada e ênfase na eclesiologia.

Revelação

A Bíblia deve ser plenam ente obedecida na vida do cnstão. Ela é a única autoridade e guia.

 

O

Espírito revela a mensagem da Palavra à comunidade da té. A interpretação das

Escrituras é discernida principalmente nas reuniões da igreja. Os anabatistas tendem a

concentrar-se mais nos ensinos de Cristo e do Novo Testamento do que no Antigo Testamento.

Salvação

O pecado não é tanto um a servidão do livre-arbítrio hum ano e sim a capacidade perdida

 

de

responder a Deus. 0

livre-arbítrio do ser humano lhe permite arrepender-se e obedecer

ao

evangelho. Q uando alguém se arrepende e crê, Deus o regenera para andar em

novidade de vida. A ênfase maior está na obediência e não no pecado, na regeneração e não na justificação.

Igreja

A igreja é 0 corpo visível dos crentes obedientes a Cristo. A igreja existe comunidade visível, e não como um corpo invisível ou uma igreja estatal.

como uma

Somente adultos crentes podem participar do batismo. O batismo testifica a separação do crente em relação ao mundo e o seu compromisso de obediência a Cristo.

Os sacramentos - batismo e Ceia do Senhor -

são apenas símbolos da obra de Cristo; eles

não conferem graça ao participante. As características da vida do membro da igreja devem ser conversão pessoal, vida santificada, sofrimento por Cristo, separação, amor pelos irmãos, não-resistência e obediência à Grande Comissão. A igreja é o reino de Deus que está em constante conflito com o reino ímpio do sistema mundial. A igreja deve evangelizar no mundo, mas não deve participar do seu sistema. Isto afasta a participação em qualquer ofício governamental ou serviço militar.

1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Reformada

Teologia

A teologia reformada fundamenta-se no tema central da soberania de Deus. Toda a realidade está sob o domínio supremo de Deus.

Deus

Deus é soberano. Ele é perfeito em todos os aspectos e possui toda justiça e poder.

Ele criou

todas as coisas e as sustém. Com o o Criador, ele em nenhum sentido é limitado pela

criação.

Revelação

A teologia reformada baseia-se somente na Escritura (sola scríptura). A Bíblia é a Palavra de Deus e como tal permanece isenta de erros em todos os aspectos. A Escritura dirige toda a vida e ensino da igreja. A Bíblia possui autoridade em todas as áreas que aborda.

Salvação

Na eternidade passada, Deus escolheu um certo número de criaturas caídas para serem

reconciliadas com ele mesmo. No tempo oportuno, Cristo veio para salvar os escolhidos.

O

Espírito Santo ilumina os eleitos para que possam crer no Evangelho e receber a

salvação. A salvação pode ser resumida nos Cinco Pontos do Calvinismo: Depravação Total, Eleição Incondicional, Expiação Limitada, Graça Irresistível e Perseverança dos Santos (as iniciais em inglês formam a palavra TULIP).

Igreja

A igreja é composta dos eleitos de Deus que recebem a salvação. Por meio do pacto com Deus, eles estão comprometidos a servi-lo no mundo.

O batismo simboliza a entrada na comunidade do pacto tanto para as crianças quanto para

os adultos, embora ambos possam renunciar ao seu batismo.

Q uando os crentes participam com fé da Ceia do Senhor, 0 Espírito Santo atua neles para torná-los participantes espirituais.

Em geral, os presbíteros eleitos pela igreja ensinam e governam a comunidade local.

A unidade da igreja deve basear-se no consenso doutrinário.

1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Arminiana

Teologia

A teologia arminiana preocupa-se em preservar a justiça (equammidade) de Deus. Como pode um Deus justo considerar as pessoas responsáveis pela obediência a m andam entos que são incapazes de obedecer? Esta teologia dá ênfase à presciência divina, à responsabilidade e livre-arbítrio humanos, c à graça capacitadora universal (graça comum).

Í \ ־US

Deus é soberano, mas resolveu conceder livre-arbítrio aos seres humanos.

Sah açao

Deus predestinou para a salvação aqueles que ele viu de antem ão que iriam arrepender-se e crer (eleição condicional). Cristo sofreu pelos pecados de toda a humanidade; assim sendo,

a

expiação é ilimitada. A salvação pode ser perdida pelo crente, e por isso a pessoa deve

esforçar-se para não cair e se perder. Cristo não pagou a penalidade dos nossos pecados, pois se o tivesse feito todos seriam salvos. Antes, Cristo sofreu pelos nossos pecados para que o Pai pudesse perdoar aqueles que se arrependem e crêem. A m orte de Cristo foi um exemplo da penalidade do pecado e do preço do perdão.

 

Teologia Wesleyana

leologia

A teologia wesleyana é essencialmente arminiana, mas tem um senso mais forte da realidade do pecado e da dependência da graça divina.

ί\Γ\

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Salvação

A Bíblia é a revelação divina, o padrão supremo para a fé e a prática. Todavia, existem quatro meios pelos quais a verdade é mediada - a Escritura, a razão, a tradição e a experiência (0 quadrilátero wesleyano). A Escritura possui autoridade suprema. Depois da Escritura, a experiência continua a ser a melhor evidência do cristianismo.

A salvação é um processo de graça com três passos: graça preveniente, graça justificadora e graça santificadora. A graça preveniente é a obra universal do Espírito entre 0 nascimento

e a salvação de uma pessoa. A graça preveniente impede que alguém se afaste m uito de Deus e capacita a pessoa a responder ao evangelho, positiva ou negativamente. Para aqueles que recebem 0 evangelho, a graça justificadora produz salvação e inicia 0 processo de santificação.

O crente tem como alvo a obtenção da inteira santificação, que é produzida pelo Espírito Santo em uma segunda obra da graça. A inteira santificação significa que a pessoa foi

aperfeiçoada em amor. A perfeição não ·é absoluta, porém relativa e dinâmica. Q uando

alguém pode amar sem interesse próprio ou motivos impuros, então ele ou ela alcançou

a perfeição.

1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Liberal

Teologia

Os teólogos liberais procuram articular 0 cristianismo em termos da cultura e do pensam ento contemporâneos. Eles buscam preservar a essência do cristianismo em termos e conceitos modernos.

Deus

Deus é imanente. Ele habita no mundo e não está acima ou separado dele. Assim, não existe distinção entre o natural e 0 sobrenatural.

Trindade

O Pai não atua sobrenaturalmente, mas por meio da cultura, filosofia, educação e

sociedade. A teologia liberal geralmente é unitária e não trinitária, reconhecendo somente a divindade do Pai. Jesus estava “repleto de Deus”, mas não era Deus encarnado. O Espírito não é uma pessoa da Divindade, mas simplesmente a atividade

de

Deus no mundo.

Cristo

Cristo deu à hum anidade um exemplo moral. Ele também expressou Deus a nós. Cristo não morreu para pagar a penalidade dos nossos pecados ou para imputar a sua justiça aos seres humanos. Ele não era Deus nem salvador, mas simplesmente o representante de Deus.

Espírito

Santo

O Espírito é a atividade de Deus no mundo, e não uma terceira pessoa da Divindade igual em essência ao Pai e ao Filho.

Revelação

A Bíblia é um registro hum ano falível de experiências e pensamentos religiosos. A validade histórica do registro bíblico é posta em dúvida. As avaliações científicas provam que os elementos miraculosos da Bíblia são apenas expressões religiosas.

Salvação

O ser hum ano não é pecador por natureza, mas possui um sentimento religioso universal.

O

alvo da salvação não é a conversão pessoal, mas 0 aperfeiçoamento da sociedade. Cristo

deu 0 exemplo supremo daquilo que a hum anidade se esforça por alcançar e irá tornar-se um dia. De maneira característica, a teologia liberal tem negado uniformemente a queda, o pecado original e a natureza substitutiva da Expiação.

Futuro

Cristo não irá voltar em pessoa. O reino virá à terra como conseqüência do progresso moral universal.

1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Existencial

Teologia

O s teólogos existenciais afirmam que precisamos desmitificar ou “desmitologizar” a Escritura. “Desmitologizar a Escritura significa rejeitar não a Escritura ou a mensagem cristã, mas a cosmovisão de uma época antiga.” Isso implica em explicar tudo 0 que é sobrenatural como sendo um mito. Por conseqüência, a parte im portante da fé cristã passa a ser a experiência subjetiva, e não a verdade objetiva (ver Salvação). A Bíblia, quando desmitologizada, não fala acerca de Deus, mas acerca do homem.

D eus

E impossível um conhecimento objetivo da existência de Deus. O conceito de Deus foi um auxílio para os primeiros cristãos entenderem a si próprios, mas em nosso tempo, tendo uma cosmovisão diferente, podemos ver o que está por trás do mito. Assim, Deus é a nossa declaração acerca da vida hum ana. “Portanto, está claro que, se um hom em vai

falar acerca de Deus, ele evidentem ente precisa talar a respeito de si m esm o”

(Bultmann).

Se Deus existe, ele atua no m undo como se não existisse, e nós não podemos conhecê-lo de nenhum modo objetivo.

Trindade

A Trindade é um mito relacionado com o conteúdo sobrenatural da Bíblia (ver Deus).

Cristo

Jesus é simplesmente um hom em comum. Como 0 Novo Testamento é considerado um mito, nós não temos m uito conhecim ento do “Jesus histórico", se é que temos algum conhecimento. Isso nos deixa um quadro de Jesus desprovido de qualquer intervenção “divina.” A Cruz nada significa no que se retere a levar os pecados de m odo vicário, e a Ressurreição é totalm ente inconcebível como evento histórico. Isso também se aplica ao Nascimento Virginal e a outros milagres.

Espírito

Tudo 0 que sabemos sobre 0 Espírito Santo provém de trechos sobrenaturais e não fidedignos

Santo

da Bíblia, que na realidade são apenas míticos.

Revelação

A Bíblia não é uma fonte de informações objetivas a respeito de Deus. Para melhor com preenderem a si mesmas, as pessoas dos primeiros séculos criaram um mito em torno de Jesus. Ele não operou milagres nem ressurgiu dentre os mortos. Se pudermos “eliminar os mitos” do Evangelho, descobriremos o propósito original por trás do mito e poderemos encontrar orientação para as nossas vidas na atualidade. Isto é chamado de

“desmitologização.” A Bíblia to rn a׳ se um livro pessoas por meio do encontro.

que tem como objetivo transformar as

Salvação

“Salvação” é encontrar o nosso “verdadeiro eu.” Isso é feito por meio da decisão de colocar a nossa fé em Deus, e essa decisão irá m udar o nosso entendim ento de nós mesmos. Assim sendo, a salvação é uma m udança de toda a nossa perspectiva e conduta de vida, fundam entada em um a experiência de “D eus”; não é uma m udança da natureza hum ana. Como nada conhecemos objetivamente acerca de Deus, é um a questão de “ter fé na fé.”

Mito

Bultmann entendia um mito como um modo de falar do Transcendente em termos deste mundo: “Mitologia é uma forma de simbolismo na qual aquilo que não é deste mundo, aquilo que é divino, é representado como se fosse deste m undo e hum ano; o ‘além’ é representado como ‘0 aqui e agora.’”

1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Neo-Ortodoxa

Teologia

A neo-ortodoxia é mais uma herm enêutica do que uma teologia sistemática completa. Ela foi uma reação contra o liberalismo do final do século dezenove e esforçou-se por preservar a essência da teologia da Reforma ao mesmo tempo que se adaptava a questões contemporâneas. E uma teologia do encontro entre Deus e 0 ser humano.

Deus

Deus é totalmente transcendente, exceto quando decide revelar-se ao ser humano. Deus é inteiramente soberano sobre a sua criação e independente dela. Deus não pode ser conhecido por meio de provas (Kierkegaard). Deus não pode ser conhecido por doutrinas objetivas, mas por meio de uma experiência de revelação.

Cristo

Cristo, conforme manifesto na Escritura, é 0 Cristo da fé, e não necessariamente 0 Jesus histórico. Cristo é a revelação de Deus. O Cristo importante é aquele experimentado pelo indivíduo. Cristo não teve um nascim ento virginal (Brunner). Ele é o símbolo do novo ser no qual tudo o que separa as pessoas de Deus é eliminado (Tillich).

Revelação

H á uma tríplice revelação de Deus ao hom em por meio da sua Palavra. Jesus é o Verbo feito carne. A Escritura aponta para a Palavra. A pregação proclama o Verbo feito carne.

A Bíblia contém a Palavra de Deus. A Palavra é revelada pelo Espírito à m edida que a

Bíblia e Cristo são proclamados. A Bíblia é hum ana e falível, sendo confiável somente na medida em que Deus se revela por meio de encontros com a Escritura. A historicidade

da

Escritura não é importante. O relato da criação é um mito (Niebuhr) ou um a saga

 

(Barth).

Salvação

O homem é totalmente pecaminoso e somente pode ser salvo pela graça de Deus.

A

Palavra produz uma crise de decisão entre a rebeldia do pecado e a graça de Deus.

Som ente pela fé a pessoa pode escolher a graça de Deus nessa crise e receber a salvação. Toda a humanidade está eleita em Cristo (Barth). N ão existe nenhum pecado herdado

de

Adão (Brunner). O homem peca por opção, e não por causa da sua natureza (Brunner).

Pecado é 0 egocentrismo (Brunner). Pecado é a injustiça social e o medo (Niebuhr).

A

salvação é o compromisso com Deus por interm édio de um “salto de fé” às cegas

quando se está em desespero (Kiekegaard).

Escatologia

O inferno e o castigo eterno não são realidades (Brunner).

1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia da Libertação

Teologia

A teologia não é vista como um sistema de dogmas e sim como um meio de dar início a mudanças sociais. Essa noção tem sido chamada “a libertação da teologia” (H. Segundo). Essa teologia surgiu a partir do Vaticano II e das tentativas de teólogos liberais no sentido de enfrentarem as desigualdades sociais, políticas e econômicas em face de um cristianismo não mais guiado por uma cosmovisão bíblica. Boa parte do contexto da teologia da libertação tem sido a América Latina e essa teologia tornou׳ se uma resposta à opressão política dos pobres. Os seus proponentes com freqüência têm concepções distintas; na realidade, não existe uma teologia da libertação “unificada.” Antes, trata-se de diversas “alternativas” estreitamente relacionadas que derivam de raízes comuns. Em vez de uma teologia clássica interessada em questões teológicas como a natureza de Deus, o ser humano ou 0 futuro, a teologia da libertação está interessada neste mundo e em como podem ocorrer mudanças por meio da ação política. Na América Latina em especial, teólogos católicos romanos procuraram combinar 0 cristianismo e o marxismo.

Deus

Deus é ativo, colocando-se sempre ao lado dos pobres e oprimidos e contra os opressores, de modo que não atua de maneira igual para com todos. Os teólogos da libertação acentuam a sua imanência em detrimento da sua transcendência. Deus é mutável.

Cristo

Jesus é visto como um messias do envolvimento político. Ele é Deus entrando na luta pela justiça ao lado dos pobres e dos oprimidos. Todavia, ele não foi um salvador no sentido tradicional da palavra. Em vez disso, os teólogos da libertação defendem uma idéia de “influência m oral” no que diz respeito à expiação. N ada se diz acerca de uma satisfação da ira de Deus contra 0 ser humano.

Espírito

Santo

A pneumatologia está virtualmente ausente da teologia da libertação. Parece difícil encontrar um papel para a obra do Espírito Santo nos sistemas políticos centrados no ser humano.

Revelação

A Bíblia não é um livro de verdades e normas eternas, mas de registros históricos específicos (muitas vezes pouco fidedignos). N o entanto, muitas passagens são utilizadas em apoio dessa teologia, especialmente o relato do Exodo. Os teólogos da libertação utilizam a “nova” hermenêutica a fim de defenderem as suas posições. Como a sua teologia se apóia em uma análise marxista e é vista como um modo útil de criar ações “apropriadas” (ver Salvação), eles dão ênfase primariamente a normas éticas que alcancem os fins do movimento.

Salvação

A salvação é vista como uma transformação social em que se estabelece justiça para os pobres e oprimidos. “O católico que não é um revolucionário está vivendo em pecado m ortal” (C. Torres). Q ualquer método para alcançar esse fim é aceitável, até mesmo a violência e a revolução. Essa concepção tende para o universalismo, e o evangelismo torna-se simplesmente 0 esforço de gerar consciência e preparar as pessoas para a ação política.

Igreja

A igreja é vista como um instrumento para transformar a sociedade: “A atividade pastoral da

igreja não é uma conclusão que resulta de premissas teológicas

processo pelo qual o m undo é transform ado” (G. Gutiérrez). A neutralidade política não é

uma opção para a igreja.

[ela] tenta ser parte do

1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Negra

Teologia

A teologia negra é uma forma de teologia da libertação que tem no seu centro 0 tema da opressão dos negros pelos brancos. Ela resultou da “necessidade de as pessoas negras definirem 0 propósito e sentido da existência negra em uma sociedade racista branca” (Cone). Essa teologia emergiu nas últimas duas décadas na onda dos movimentos de libertação como uma expressão da consciência negra e procura abordar as questões que os

negros precisam

enfrentar no seu dia׳ a׳ dia.

D eus

Conceitos complexos ou essencialmente filosóficos acerca de Deus são em grande parte ignorados por causa da preferência pelas necessidades dos oprimidos. Assim sendo, os conceitos cristãos brancos ensinados ao homem negro devem ser rejeitados ou ignorados. Afirm a׳ se que a pessoa de Deus, a Trindade, 0 seu supremo poder e autoridade, bem como “indícios sutis do caráter m asculino e branco de D eus” não se relacionam com a experiência negra (e em alguns casos são antagônicos à mesma). A perspectiva dom inante sobre Deus é de um Deus em ação, que liberta os oprimidos por causa da sua justiça. A sua im anência é mais enfatizada que a sua transcendência e por isso ele é visto como um ser instável ou que está sempre em mudança.

Trindade

A Trindade não é acentuada. Todavia, Jesus é Deus, mas no sentido da expressão visível de interesse e salvação da parte de Deus.

Cristo

Cristo é aquele que liberta quase que exclusivamente num sentido social. Ele é um libertador ou “Messias N egro” cuja obra de em ancipação dos pobres e oprimidos da sociedade assemelha׳ se à busca de libertação por parte dos negros. A mensagem de Cristo é “poder negro” (Henry). A sua natureza intrínseca e atividade espiritual recebem pouca ou nenhum a atenção. Alguns até mesmo negam o seu papel de sacrifício expiatório pelos pecados do m undo e de doador da vida eterna (Shrine).

Revelação

A teologia negra não está presa ao literalismo bíblico, mas é de natureza mais pragmática. Somente a experiência da opressão negra é 0 padrão investido de autoridade.

Salvação

A salvação é a liberdade da opressão e pertence aos negros nesta vida. Os proponentes da teologia negra estão interessados mais especificamente nos aspectos políticos e teológicos da salvação do que nos aspectos espirituais. Em outras palavras, a salvação é a libertação física da opressão branca em vez da liberdade no tocante à natureza e atos pecaminosos de cada indivíduo. A apresentação do céu como uma recompensa por seguir a Cristo é vista como uma tentativa de dissuadir os negros do alvo da verdadeira libertação de sua pessoa integral.

Igreja

A igreja é 0 centro da expressão social da comunidade negra, onde os negros podem expressar liberdade e igualdade (Cone). Assim sendo, a igreja e a política constituem um todo coeso em que se realiza a expressão teológica do desejo de liberdade social.

2. Modelos Teológicos Feministas Contemporâneos

Raízes da Teologia Feminista

O surgimento do Movimento de Libertação da Mulher a partir de meados do século XX ajudou a criar uma consciência crítica feminista. Essa consciência, ao interagir com a Bíblia e as tradições teológicas cristãs, tem buscado uma nova investigação de paradigmas antigos e uma nova agenda de estudo. Essa “nova” investigação e agenda resultou nos seguintes modelos.

M odelo

Proponentes

Rejeccionista

(pós-cristão)

Ponto de Vista

Entende que a Bíblia promove uma estrutura patriarcal opressora e rejeita a sua autoridade.

Ala da Rejeição

B. Friedan, K. Millett, G. Steinem

Rejeita totalm ente as tradições judaico ׳ cristãs como irremediavelmente voltadas para o masculino.

Ala da Restauração

M. Daly, N. Goldenberg

Restaura a religião da magia ou aceita um misticismo da natureza baseado exclusivamente na consciência das mulheres.

Conservador

Não vê qualquer sexismo radicalmente opressor no

(evangélico)

relato bíblico.

Ala

J. Hurley, S. Foh, S. Clark,

Busca ordem por meio de papéis complementares. O

Tradicional

G. Knight, E. Elliot,

papel da mulher na ordem criada por Deus deve

Ala

Concilio pela Masculinidade e Feminilidade Bíblica

expressar׳ se pela submissão e dependência voluntária na igreja e na família (e para alguns na sociedade). O padrão divino para os hom ens é a liderança amorosa. Isso não diminui a verdadeira liberdade e dignidade das mulheres.

Igualitária

C. Kroeger, A. Spencer, G. Bilizikian, Cristãos pela

A Bíblia requer m útua submissão, nem o hom em nem a mulher sendo relegados a um papel particular na família,

Como os rejeccionistas, vê um chauvinismo (valorização

Reformista

Igualdade Bíblica

igreja ou sociedade com base exclusiva no seu gênero.

(libertação)

exagerada) patriarcal na Bíblia e na história cristã, tendo 0 desejo de superá10׳. Seu compromisso com a libertação como a mensagem central da Bíblia impede que rejeite a tradição cristã.

Ala Moderada

L. Scanzoni, V. M ollenkott, M. S. van Leeuwen

Por meio da exegese, tenta trazer à luz o papel positivo das mulheres na Bíblia. Algumas reformistas moderadas buscam na tradição profética uma hermenêutica “utilizável” de libertação. Em textos que não tratam especificamente de mulheres, elas encontram um apelo à criação de uma sociedade justa, livre de todo tipo de opressão social, econômica ou sexista.

Ala Radical

E. Schüssler, E. Stanton

A pela a uma “herm enêutica de

suspeita” feminista mais

abrangente. Parte do reconhecimento de que a Bíblia foi escrita, traduzida, canonizada e interpretada por homens. 0 cânon da fé ficou centralizado no homem.

Por meio da reconstrução teológica e exegética, as mulheres novamente devem assumir 0 lugar de destaque que ocuparam na história cristã primitiva.

3. Guia para a Interpretação de Textos Bíblicos

Term os

Descritiva

O que significa?

O que se quer dizer com o termo?

Como ele funciona nesta sentença?

Que palavras-chave carecem de um estudo aprofundado?

E strutura

Q ue tipo de frase é esta?

Q ue leis estruturais são utilizadas?

contraste

causa/efeito

comparação

síntese/explicação

repetição

pergunta/resposta

proporção

geral/específica

clímax

permuta/in versão

Quais são as principais palavras de ligação?

Form a

Q

ue forma literária é utilizada?

Literária

 

Q

uais são as suas características?

Como esta forma literária transmite o sentido do autor?

A linguagem é literal ou figurada?

A tm

osfera

Q ue aspectos da passagem revelam a atmosfera?

Que palavras que transmitem emoção são usadas?

Como se desenvolve no texto a atitude do autor? e a dos leitores?

© 1987 Mark Bailey. Adaptado e usado mediante permissão.

Racional

Por que isso foi dito aqui?

Por que este termo é usado? (de modo geral)

Por que este termo é usado? (de modo específico)

Por que este é um termo-chave na passagem?

Por que foi usado este estilo de frase?

Quais são as causas, efeitos ou propósitos refletidos nas cláusulas?

Por que é usada esta ordem de palavras, expressões ou cláusulas?

Por que os relacionamentos declarados são como são?

Por que é empregada esta forma literária?

Por que as figuras são usadas como são?

Por que esse tipo de atmosfera domina esta passagem específica?

Por que essa atmosfera é essencial para a apresentação eficaz desta passagem?

,

Conclusiva

Qual é a importância?

Quais são as verdades dominantes ensinadas na passagem?

O que essas verdades indicam sobre como Deus age ou quer que os crentes ajam?

Quais são as verdades permanentes ensinadas nas principais afirmações?

Que grandes motivações ou promessas revelam as cláusulas subordinadas?

Que idéias centrais são enfatizadas por meio da ordem das palavras ou das expressões?

Q u e limitações sã() encontradas?

Q ual é a importância desta forma de literatura em relação à verdade transmitida?

Q ue luz é lançada sobre a verdade pelas figuras de linguagem utilizadas?

Qual é a importância da atmosfera para a argumentação da passagem?

O teor dominante da passagem é de encorajamento ou repreensão?

4. Comparação entre Teologia do Pacto e Dispensacionalismo

Ponto de Vista

Descrição

Teologia do Pacto

A teologia do pacto concentra-se em um grande pacto geral conhecido como 0 pacto da graça. Alguns o tem denominado pacto da redenção. Ele é definido por muitos como um pacto eterno enrre os membros da Trindade, incluindo os seguintes elementos: (1)0 Pai escolheu um povo para ser seu; (2) o Filho foi designado, com seu consentimento, para pagar o castigo do pecado desse povo; e (3) o Espírito Santo foi designado, com seu consentimento, para aplicar a ohra do Filho ao seu povo escolhido.

Esse pacto da graça é realizado na terra, historicamente, por meio de pactos subordinados, iniciando com 0 pacto das obras

e culminando com a nova aliança, que cumpre

e completa a obra graciosa de Deus em relação aos seres humanos, na terra. Esses pactos incluem 0 pacto adâmico, o pacto noaico, 0 pacto abraâmico, 0 pacto mosaico, 0 pacto davídico e a nova aliança.

O pacto da graça também é usado para explicar

a unidade da redenção ao longo de todas as eras, começando com a Queda, quando terminou o pacto das obras.

A teologia do pacto não considera cada pacto separado e distinto. Ao contrário, cada pacto apoia-se nos anteriores, incluindo aspectos dos mesmos e culminando na nova aliança.

Dispensacionalism o

A teologia dispensacionalista vê o mundo e a história da humanidade como uma esfera doméstica sobre a qual Deus supervisiona a realização do seu propósito e vontade. Essa realização do seu propósito e vontade pode ser vista ao se observarem os diversos períodos ou estágios das diferentes economias pelas quais Deus lida com a sua obra e com a humanidade em particular. Esses diversos estágios ou economias são chamados dispensações. O seu número pode chegar a sete: inocência, consciência, governo humano, promessa, lei, graça e reino.

O

Povo de Deus

Deus tem um povo, representado pelos santo; da era do Antigo Testamento e os santos da era do Novo Testamento.

O

Planei de Deus para o seu Povo

Deus tem 11m povo, a igreja, para 0 qual ele tem um plano em todas as eras desde Adão: reunir esse povo em um só corpo, tanto na era do Antigo quanto do Novo Testamento.

O

Plant) Divino

de Salvação

Deus tem um plant) de salvação para 0 seu povo desde a época de Adão. E um plano de graça, sendo a realização do pacto eterno da graça, e vem por intermédio da fé em Jesus Cristo.

Deus tem dois povos -

Israel e a igreja. Israel é um povo

terreno e a igreja é o seu povo celestial.

Deus tem dois povos separados, Israel e a igreja, e tem também dois planos separados para esses dois povos distintos. Ele planeja um reino terreno para Israel. Esse reino foi adiado até a vinda de Cristo com poder, uma ve: que Israel 0 rejeitou na sua primeira vinda. Durante a era da igreja Deus está reunindo um povo celestial. Os dispensacionalistas discordam se os dois povos permanecerão distintos no estado eterno.

Deus tem somente um plano de salvação, embora isso muitas vezes seja mal-compreendido por causa de inexatidões em alguns escritos dispensacionais. Alguns têm ensinado ou entendido erroneamente que os crentes do Antigo Testamento foram salvos por obras e sacrifícios. Todavia, a maior parte crê que a salvação sempre toi pela graça mediante a fé, mas que o conteúdo da té pode variar até a plena revelação de Deus em Cristo.

Este grático representa concepções tradicionais e está baseado principalmente no estudo de Richard R Belcher, A

Comparison of D ispaaaaatiJim and

Covenant Theoiapi [Comparação entre 0 Dispensacionalismo e a Teologia do Pacto]

(Columbia. S.Cl: Richharrv Press,

1980).

4. Teologia do Pacto/Dispensacionalismo (continuação)

Ponto de Vista

Teologia do Pacto

Dispensacionalismo

O

Lugar do Destino Eterno do Povo de

Deus tem somente um lugar para 0 seu povo, uma ve: que ele tem somente um povo, um

Existem divergências entre os dispensacionalistas quanto ao futuro estado de Israel e da igreja. Muitos

Deus

plano para esse povo e 11111 plano de salvação.

crêem que a igreja irá sentar-se com Cristo no seu

 

O

seu povo estará na sua presença por toda a

trono na Nova Jerusalém durante o milênio quando

eternidade.

ele governar as nações, ao passo que Israel será a cabeça das nações da terra.

O

Nascimento da

A

igreja existiu antes da era do Novo

A igreja nasceu no dia de Pentecoste e não existiu na

Igreja

Testamento, incluindo todos os remidos desde

história até aquele tempo. A igreja, 0 corpo de Cristo,

 

Adão. O Pentecoste não foi 0 início da igreja, mas a capacitação do povo de Deus manifesto

não é encontrada no Velho Testamento, e os santos do Velho Testamento não são parte do corpo de

na

nova dispensação.

Cristo.

0

Propósito da Primeira Vinda de

Cristo veio para morrer pelos nossos pecados e para estabelecer 0 Novo Israel, a manifestação

Cristo veio para estabelecer o reino messiânico. Alguns dispensacionalistas crêem que ele deveria ser um reino

Cristo

da

igreja do Novo Testamento. Essa

terreno em cumprimento às promessas do Velho

 

continuação do plano de Deus colocou a igreja sob um pacto novo e melhor, que foi uma nova manifestação do mesmo Pacto da Graça. O reino que Jesus ofereceu foi 0 reino presente, espiritual e invisível.

Testamento feitas a Israel. Se os judeus tivessem aceito a oferta de Jesus, esse reino terreno teria sido estabelecido de imediato. Outros dispensacionalistas crêem que Cristo estabeleceu o reino messiânico em alguma forma da qual a igreja participa, mas que o reino terreno aguarda a segunda \׳inda de Cristo à

 

Alguns pactualistas

(especialmente pós׳

 

milenistas) também vêem um aspecto físico no reino.

terra. Cristo sempre teve em mente a cruz antes da coroa.

O

Cumprimento da

As promessas da Nova Aliança mencionadas

Os dispensacionalistas não concordam se somente Israel

uma para Israel e outra para a igreja. Outros

Nova Aliança

em Jeremias 3 1.31 ss são cumpridas no Novo Testamento.

irá participar da Nova Aliança, numa época posterior, ou se tanto a igreja como Israel participam

 

conjuntamente. Alguns dispensacionalistas acreditam que existe só uma nova aliança com duas aplicações:

acreditam que existem duas novas alianças: uma para Israel e outra para a igreja.

O

Problema do Amilenismo e do Pós-Milenismo

A teologia do pacto tem sido historicamente amilenista, crendo que o reino é presente e espiritual, ou pós-milenista, crendo que 0

Todos os dispensacionalistas são pré-milenistas, embora não necessariamente pré-tribulacionistas. Esse tipo de pré-milenista crê que Deus irá voltar-se

versus o Pré-

reino está sendo estabelecido na terra e terá

novamente para a nação de Israel, à parte de sua

Milenismo

a

sua culminação na vinda de Cristo. Em

obra com a igreja, e que haverá um período de mil

 

anos recentes alguns teólogos do pacto têm sido pré-milenistas, crendo que haverá uma futura manifestação do reino de Deus na terra. No entanto, a relação de Deus com Israel estará em conexão com a igreja. Os pós-milenistas crêem que a igreja está instaurando 0 reino agora e que Israel finalmente se tornará uma parte da igreja.

anos em que Cristo reinará no trono de Davi, de acordo com as profecias do Velho Testamento e em cumprimento das mesmas.

A

Segunda Vinda de Cristo

A vinda de Cristo irá trazer 0 juízo final e o estado eterno. Os pré-milenistas afirmam que um período milenar irá preceder 0 juízo

De acordo com a maioria, primeiro irá ocorrer o Arrebatamento, e então um período de tribulação, seguido do reino de Cristo durante mil anos, após 0

 

o estado eterno. Os pós-milenistas crêem que 0 reino está sendo estabelecido pelo trabalho do povo de Deus na terra, até 0 momento em que Cristo irá consumá-lo,

e

qual haverá o juízo e o estado eterno.

na sua vinda.

5. Esquemas Dispensacionais Representativos

J. N. Darby

18004882

J. H. Brookes

18304897

 

Éden

Estado paradisíaco (até o Dilúvio)

Ante-diluviano

Noé

 

Patriarcal

Abraão

Israel

Mosaico

sob

a lei

sob o sacerdócio sob os reis

 

Gentios

Messiânico

Espírito

Espírito Santo

Milênio

Milenar

James M. Gray

18514935

Edênico

Ante-diluviano

Patriarcal

Mosaico

Igreja

Milenar

Plenitude do tempo

Eterno

C. I. Scofield

18434921

Inocência

Consciência

Governo humanei

Promessa

Lei

Graça

Reino

Adaptado de Charles C. Ryrie, Díspensationalism Today [Dispensacionalismo Hoje] (Chicago: Moody Press, 1965), p. 84· Usado mediante permissão.

6. Modelos de Revelação

Modelo

Partidários

Definição de Revelação

Propósito da Revelação

Revelação como

Pais da igreja

A revelação é dotada de autoridade divina,

Despertar a fé salvadora por meio da aceitação da

Doutrina*

Igreja medieval Reformadores

sendo transmitida de maneira objetiva e proposicional pelo meio (palavras) exclusivo

verdade revelada de maneira suprema em Jesus Cristo.

B.

B. Warfield

da Bíblia.** As suas proposições em geral

Francis Schaeffer Concilio Internacional sobre Inerrância Bíblica

assumem (ו caráter de doutrina.

Revelação como

William Temple

Revelação é a demonstração da disposição e

Instilar esperança e confiança no Deus da história.

Evento Histórico

G.

Ernest Wright

capacidade redentora de Deus conforme

Oscar Cullman Wolfhart Pannenberg

testificada por seus grandes feitos na história humana.

Revelação como

Friedrich Schleiermacher

Revelação é a auto-manifestação de Deus por

Propiciar uma experiência de união com Deus

Experiência

Π.

W. R. Inge

meio de sua presença íntima nas profundezas

que eqüivale à imortalidade.

Interior

C.

H. Dodd

do espírito e da psique humanos.

Karl Rahner

Revelação como

Karl Barth

Revelação é a mensagem de Deus àqueles que

Gerar a fé como a adequada consumação meta-

Presença

Emil Brunner

ele confronta com a sua Palavra na Bíblia e

revelatória de si própria.

Dialética

John Baillie

com Cristo na proclamação cristã.

Revelação como

Teilhard de Chardin

Revelação é (ו atingimento de um nível superior

O bter a reestruturação da percepção e da

Nova Consciência

M. Blondel Gregory Baum Leslie Dewart Ray L. Hart Paul Tillich

de consciência à medida que se é atraído para uma participação mais frutífera na criatividade divina.

experiência e uma concomitante auto׳ transformação.

*O modelo doutrinário reconhece a “revelação natural"

(aquilo que pode ser discernido acerca de Deus pela razão ou pela criação) como algo distinto da revelação bíblica especial. Todavia, ela é considerada de

pequena im portância em virtude de não ser salvífica (ela simplesmente “fere” a consciência). Este modelo considera os milagres e os sinais apostólicos tom o confirmações da rcvclaçao.

**Os rcólogos católicos romanos que abraçam esse modelo acrescentam a essa definição as palavras “ou pelo ensino oficial da Igreja.”

lisle gráfico baseia-se em Avery Dulles, Models of Revelation [Modelos de Revelação]

(Maryknoll, N.Y.: Orbis Books, 1992). Usado m ediante permissão.

6. Modelos de Revelação (continuação)

Modelo

Visão Geral da Bíblia

Relação com a História

Meio de Apreensão Humana

Revelação como

A Bíblia é a Palavra de Deus (tanto na

A revelação é trans-histórica (ela é discreta

Iluminação (pelo Espírito Santo)

Doutrina

forma como no conteúdo).

e determinativa quanto à sua contigüidade com a história).

Revelação como

A Bíblia é um evento. Está ligada à auto׳

 

Razão

Evento Histórico

revelação de Deus manifesta indiretamente na totalidade de sua atividade na história. Ela nunca é extrínseca seja á continuidade ou à particularidade dessa história.

A revelação é intra-histórica (a Bíblia revela a história dentro da história).

Revelação como

A Bíblia contém a palavra de Deus

A revelação é psico-histórica (ela relaciona׳

Intuição

Experiência

(misturada com os elementos humanos

se com a história como uma imagem

Interior

de erro e mito: a Bíblia é uma “casca”

mental da continuidade humana).

Revelação como

que envolve o “cerne” da verdade). Essa verdade somente pode ser apreendida (experimentada) por meio da iluminação pessoal.

Presença

A Bíblia limut'Se a palavra de Deus a nós (a revelação não é estática, mas

A revelação é supra-histórica (a Bíblia revela a “história além da história”).

Razão “transacional” (interação com a fé intrínseca à revelação)

Dialética

dinâmica, e tem que ver com a contingência da resposta humana) na medida em que é dinamizada pelo Espírito Santo.

 

Revelação como

A Bíblia é um paradigma -

um mediador

A revelação é a-histórica (a história torna׳

Meditação racional/mística

Nova

pelo qual se pode obter a u to ׳

se virtualmente irrelevante ao ser

Consciência

transformação e transcendência (mas ela é somente um esforço hum ano que utiliza uma linguagem humana “claudicante” com vistas a esse objetivo).

submetida a contínuas reinterpretações de transcendência pessoal).

6. Modelos de Revelação (continuação)

Modelo

H erm enêutica Básica

 

Pontos Fortes Alegados

Revelação como D outrina

Indução

(objetiva)

Deriva do próprio testem unho da Bíblia sobre si ^ mesma.

 

E

a concepção tradicional, desde os pais da igreja até o presente.

E

distintivo em virtude da sua coerência interna.

Provê o fundamento para uma teologia consistente.

Revelação

Dedução

(objetiva/

Tem valor religioso pragmático por causa de seu

com o Evento H istórico

subjetiva)

caráter concreto. Identifica certos temas bíblicos subestimados ou ignorados

 

pelo modelo proposicional- (Revelação como Doutrina).

 

E

mais orgânico em sua abordagem e aponta para um

 

modelo de história.

 

E

não-autoritário, sendo assim mais plausível para a mentalidade contemporânea.

Revelação

Ecletismo (subjetiva)

Oferece defesa contra uma crítica racionalista da

com o

Bíblia.

Experiência

Promove a vida devocional.

Interior

A sua flexibilidade incentiva o diálogo inter-religioso.

Revelação com o Presença Dialética

Indução

(subjetiva)

Procura apoiar׳ se sobre um fundam ento bíblico. Evidencia um claro enfoque cristológico, porém não ortodoxo. A sua ênfase ao paradoxo afasta muitas objeções quanto à implausibilidade da mensagem cristã. Oferece a oportunidade de encontro com um Deus transcendente.

Revelação

Ultra-ecletismo

Evita a inflexibilidade e o autoritarismo. Respeita o papel

com o Nova

(extremamente

ativo da pessoa no processo revelatório. Harmoniza-se

Consciência

subjetiva)

com o pensamento evolucionista ou transfonnacionista. Sua filosofia satisfaz a necessidade de um viver frutífero no mundo.

Pontos Fracos Alegados

A Bíblia não reivindica a sua própria infalibilidade proposicional. Os exegetas antigos e medievais eram abertos a interpretações alegóricas/espirituais. A diversidade de termos e convenções literárias milita contra esse nuxielo.

A ciência moderna refuta o literalismo bíblico e outras noções ligadas a esse modelo.

Sua hermenêutica ignora o poder sugestivo do contexto bíblico.

Relega a Bíblia a uma posição de “fenôm eno”. E virtualmente desprovido de sustentação teológica. Apesar de sua alegada plausibilidade, não promove o diálogo ecumênico.

Faz uma seleção arbitrária de dados bíblicos. Substitui o conceito bíblico da eleição pelo elitismo natural. Por sua ênfase na experiência, faz um divórcio entre revelação e doutrina. Sua orientação experimental também apresenta o risco de uma excessiva introspecção na prática devocional.

Embora fundamentado na Bíblia, carece de coerência interna. Sua linguagem paradoxal é confusa. Sua obscuridade ao relacionar (י Cristo da fé com o Jesus histórico enfraquece a sua validade.

Faz violência à Escritura por meio de suas interpretações não-ortodoxas.

E um neo-gnosticismo inadequado para uma

experiência cristã significativa. Em sua totalidade, nega o valor cognitivo/objetivo da Bíblia.

7. Concepções Acerca da Revelação Geral

Definição

Revelação geral é a comunicação de Deus acerca de si mesmo a todas as pessoas, em todos os

 

tempos e lugares. Ela refere׳ se à auto-manifestação de Deus por meio da natureza, da história

e

do ser interior (consciência) da pessoa humana.

Tomás de

Aquino é um defensor da teologia natural, que afirma ser possível obter um conhecimento verdadeiro

Aquino

de Deus a partir da natureza, da história e da personalidade humana, à parte da Bíblia.

Toda verdade pertence aos dois reinos. 0

reino inferior é o reino da natureza e é conhecido por meio

 

da razão; 0 reino superior é 0 reino da graça e é aceito com base na autoridade, pela fé. Aquino insistiu que podia demonstrar pela razão a existência de Deus e a imortalidade da alma.

Teologia

A

revelação geral fornece 0 fundamento para a formulação da teologia natural. A teologia católica

Católica

romana tem dois níveis:

Romana

Primeiro Nível: A teologia natural é construída com blocos de revelação geral cimentados pela razão. Inclui as evidências da existência de Deus e da imortalidade da alma. E insuficiente para um conhecimento salvador de Deus. A maior parte das pessoas não atinge este primeiro nível pela razão, mas pela fé.

Segundo Nível: Uma teologia revelada é construída com blocos de revelação especial cimentados pela fé. Inclui a expiação vicária, a trindade etc. Neste nível a pessoa chega à salvação.

João

Deus oferece uma revelação objetiva, válida e racional acerca de si mesmo na natureza, na história e na

Seria possível encontrar uma teologia natural em Romanos 1.20, mas Paulo passa a demonstrar que o ser

Calvino

personalidade humana. Ela pode ser observada por qualquer pessoa. Calvino tira essa conclusão de

Salmos 19.1-2 e de Romanos 1.19-20. O pecado deturpou as evidências da revelação geral e 0 testemunho de Deus ficou obscurecido. A revelação geral não capacita 0 descrente a obter um conhecimento verdadeiro de Deus. Existe a necessidade dos óculos da té. Quando alguém é exposto e regenerado por meio da revelação especial, ele é capacitado a ver claramente o que está na revelação geral. Mas 0 que se vê sempre esteve lá de maneira genuína e objetiva.

humano caído empenha-se na supressão e substituição da verdade. A menção da natureza no Salmo 19 foi feita por um homem piedoso que \־ia essa natureza da perspectiva da revelação especial.

Karl

Barth rejeita a teologia natural e a revelação geral. A revelação é redentora por natureza. Conhecer

Barth

a

Deus e ter informações correntes sobre ele é estar relacionado com ele na experiência salvífica.

 

Os seres humanos são incapazes de conhecer a Deus à parte da revelação em Cristo. Se as pessoas pudessem obter algum conhecimento de Deus fora da sua revelação em Jesus Cristo, elas teriam contribuído de algum modo para a sua salvação. Não existe revelação fora da Encarnação. Romanos 1.18-32 indica que as pessoas de fato encontram a Deus no cosmos, mas somente porque já 0 conhecem por meio da revelação especial comunicada pelo Espírito Santo quando se lê a Palavra de Deus.

A

Bíblia é apenas um registro da revelação, um indicador da revelação, dotado de autoridade.

Passagens

O

Salmo 19 pode ser interpretado no sentido de que não há linguagem ou palavras cuja voz não seja

Bíblicas

ouvida. Os versículos 7 a 14 mostram como a lei vai além da revelação do cosmos.

Romanos 1.18-32 enfatiza a revelação de Deus na natureza. Romanos 2.14-16 enfatiza a revelação geral na personalidade humana. Paulo argumenta em 1.18 que as pessoas têm a verdade mas a suprimem por causa da sua injustiça. Os ímpios ficam sem desculpa porque Deus mostrou por meio da criação 0 que pode ser conhecido sobre ele. Romanos 2 observa que o judeu deixa de fazer 0 que

a lei requer e que 0 gentio também sabe o suficiente para ficar responsabilizado diante de Deus.

Atos 14.15-17 observa que as pessoas devem voltar-se para 0 Deus vivo, que fez os céus e a terra. Embora Deus tenha permitido que as nações andem nos seus próprios caminhos, ele deixou um testemunho na história e na natureza.

Atos 17.22-31 registra a proclamação de Paulo aos atenienses sobre 0 Deus desconhecido como sendo o mesmo Deus que ele conhecia pela revelação especial. Eles haviam discernido esse Deus desconhecido sem nenhuma revelação especial. O versículo 28 admite que até mesmo um poeta pagão, sem revelação especial, pôde alcançar a verdade espiritual, ainda que não a salvação.

8. Modalidades da Revelação Especial

Eventos Miraculosos: Deus atuando no mundo de maneiras históricas concretas, afetando o que ocorre

Exemplos:

Chamado de Abraão (Gn 12) Nascimento de Isaque (Gn 21) Páscoa (Êx 12) Travessia do Mar Vermelho (Ex 14)

Λ.

Comunicações Divinas: A revelação de Deus por meio da linguagem humana

Exemplos:

Linguagem audível (Deus falando a Adão no jardim, Gn 2.16, e a Samuel no templo, 1 Sm 3.4)

O ofício profético (Dt 18.15-18)

Sonhos (Daniel, José) Visões (Ezequiel, Zacarias, João no Apocalipse)

A Escritura (2 Tm 3.16)

Manifestações Visíveis:

Exemplos:

Deus manifestando ׳ se em forma visível

Teofanias do Velho Testamento antes da encarnação de Jesus Cristo (geralmente descrito como o Anjo do Senhor, Gn 16.7-14, ou como um homem, como no caso de Jacó, Gn 32) A glória do shekinah (Êx 3.2-4; 24-15-18; 40.34-35) Jesus Cristo (a inigualável manifestação de Deus como um verdadeiro ser humano, com todos os processos e experiências humanas tais como o nascimento, a dor e a morte, Jo 1.14; 14.9; Hb 1.1-2)

9. Teorias da Inspiração

Teorias da

Inspiração

Formulação do Conceito

Mecânica ou

0

autor bíblico é um instrumento passivo

do Ditado

na transmissão da revelação de Deus.

 

A

personalidade do autor é posta de lado para preservar o texto de aspectos humanos falíveis.

Parcial

A inspiração diz respeito apenas às doutrinas da Escritura que não podiam ser conhecidas pelos autores humanos.

Deus proporcionou as idéias e tendências gerais da revelação, mas deu ao autor humano liberdade na maneira de expressá-la.

Graus de

Inspiração

Certas partes da Bíblia são mais inspiradas que outras ou inspiradas de modo

Essa concepção admite erros de diferentes

diferente.

tipos na Escritura.

Intuição ou

Indivíduos talentosos dotados de

Natural

excepcional percepção foram escolhidos por Deus para escreverem a Bíblia.

A

inspiração é semelhante a uma habilidade artística ou ao talento natural.

Iluminação

Os autores humanos foram capacitados

ou Mística

por Deus a redigirem a Escritura.

O

Espírito Santo intensificou as suas capacidades normais.

Verbal,

Plenária

Elementos tanto divinos quanto humanos estão presentes na produção da Escritura.

Todo 0 texto da Escritura, inclusive as próprias palavras, é um produto da mente de Deus expresso em termos e condições humanos.

Objeções ao Conceito

Se Deus houvesse ditado a Escritura, 0 estilo, o vocabulário e a redação seriam uniformes. Mas a Bíblia indica diferentes personalidades e modos de expressão nos seus escritores.

Não é possível inspirar idéias gerais de modo infalível sem inspirar as palavras da Escritura.

A maneira como as palavras de revelação foram dadas aos profetas e 0 grau de conformidade às próprias palavras da Escritura por parte de Jesus e dos escritores apostólicos indicam a inspiração de todo 0 texto bíblico, até mesmo das palavras.

Não se encontra no texto nenhuma sugestão de graus de inspiração (2 Tm 3.16).

Toda a Escritura é incorruptível e não pode falhar (Jo 10.35; 1 Pe 1.23).

Esta concepção torna a Bíblia não muito diferente de outras obras literárias religiosas ou filosóficas inspiradoras.

O

texto bíblico afirma que a Escritura vem de Deus por meio de homens (2 Pe 1.20-21).

O

ensino bíblico indica que a revelação veio por meio de comunicações divinas especiais, e não por meio de capacidades humanas intensificadas.

Os autores humanos expressam as próprias palavras de Deus, e não simplesmente as suas próprias palavras.

Se toda palavra da Escritura fosse uma palavra de Deus, então não existiria o elemento humano que se observa na Bíblia.

10. Teorias Evangélicas de Inerrância

Posição

Inerrância Plena

Inerrância

Limitada

Inerrância de

Propósito

Irrelevância da

Inerrância

Proponente

Harold Lindsell

Roger Nicole

Millard Erickson

Daniel Fuller

Stephen Davis

William LaSor

Jack Rogers

James Orr

David Hubbard

Formulação do Conceito

A Bíblia é plenamente veraz em tudo o que ensina e afirma. Isso se estende tanto à área da história quanto da ciência. Não significa que a Bíblia tem o propósito primário de apresentar informações exatas acerca de história e ciência. Portanto, 0 uso de expressões populares, aproximações e linguagem fenomênica é reconhecido e entendido no sentido de cumprir com 0 requisito da veracidade. Assim sendo, as aparentes discrepâncias podem e devem ser harmonizadas.

A Bíblia é inerrante somente em seus ensinos doutrinários salvíficos. A Bíblia não foi concebida para ensinar ciência ou história, nem Deus revelou questões de história ou ciência aos escritores. Nessas áreas, a Bíblia reflete a compreensão da sua cultura e, portanto, pode conter erros.

A Bíblia é isenta de erros no sentido de concretizar o seu propósito primário de levar as pessoas a uma com unhão pessoal com Cristo. Portanto, a Escritura é verdadeira (inerrante) somente na medida em que realiza o seu propósito fundamental, e não por ser factual ou precisa naquilo que assevera. (Esta concepção é semelhante àquela da Irrelevância da Inerrância.)

A inerrância é substancialmente irrelevante por várias razões:

(1) A inerrância é um conceito negativo. A nossa concepção da Escritura deve ser positiva. (2) A inerrância não é um conceito bíblico. (3) N a Escritura, erro é uma questão espiritual ou moral, e não intelectual. (4) A inerrância concentra a nossa atenção nos detalhes, e não nas questões essenciais da Escritura. (5) A inerrância impede uma avaliação honesta das Escrituras. (6) A inerrância produz desunião na igreja. (Este conceito é semelhante ao da Inerrância de Propósito.)

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11. Maneiras de Harmonizar as Discrepâncias da Escritura

Estratégia/Defensor

Abordagem Abstrata

B. B. Warfield

Abordagem Harmonística

h d w a r d

Loui.s ( Janssen

J.

Y o u n g

Abordagem Harmonística Moderada

Everett Harrison

Abordagem da Fonte Errante*

Moderada Everett Harrison Abordagem da Fonte Errante* h d w a r d J. C a

h d w a r d

J.

C a r n e ll

Abordagem da Errància Bíblica*

P e w e y

Beegle

Explanação

Aqueles que seguem esta abordagem estão cientes de que existem dificuldades na Escritura, mas eles tendem a sentir que essas dificuldades não precisam ser todas elas explicadas porque

o peso da evidência a favor da inspiração e da conseqüente inerrância da Bíblia é tão grande que nenhuma quantidade de dificuldades poderia derrubá-la. Eles tendem a usar como argumento final principalmente a consideração doutrinária da inspiração da Bíblia.

a consideração doutrinária da inspiração da Bíblia. Os partidários desta abordagem sustentam que a crença na

Os partidários desta abordagem sustentam que a crença na inerrância baseia-se no ensino

doutrinário da inspiração. Eles afirmam que as dificuldades apresentadas podem ser resolvidas,

e procuram fazê-lo -

às vezes usando de conjecturas.

Esta abordagem até certo ponto segue o estilo da abordagem harmonística. Os problemas são encarados com seriedade, havendo um esforço em resolvê-los ou atenuar as dificuldades até onde isso é razoavelmente possível com os dados atualm ente disponíveis. As tentativas não são feitas prematuramente.

A inspiração somente assegura a reprodução precisa das fontes utilizadas pelo escritor bíblico,

e não a retificação das mesmas. Assim, se a fonte continha um a referência errônea, o escritor

bíblico registrou aquele erro exatamente como estava na fonte. Por exemplo, o Cronista podia estar apelando a uma fonte falível e errônea ao elaborar a sua relação dos números de carros e cavaleiros.

A Bíblia contém erros -

problemas reais e insolúveis. Eles devem ser aceitos e não

racionalizados. A natureza da inspiração deve ser inferida daquilo que a Bíblia produziu. Qualquer que seja a inspiração, ela não é verbal. Não se pode considerar que a inspiração estende-se à própria escolha das palavras do texto. Portanto, não é possível ou necessário reconciliar todas as discrepâncias.

*Estes nomes foram escolhidos somente para distinguir as concepções. Nem Carnell nem Beetle identificam as suas posições com os nomes aqui mencionados. A tabela foi adaptada de Gleason L. Archer, “Alleged Errors and Discrepancies in the Original Manuscripts of the Bible” [Supostos Erros e Discrepâncias nos Manuscritos Originais da Bíblia), em Norman L. Gcisler, ed., Inerrancy ]Inerrância] (Grand Rapids: Zondervan, 1979), pp. 57-82; e Millard J. Erickson, Christian Theology [Teologia Cristã] (Grand Rapids: Baker, 1983, 1984, 1985), pp. 230-32. Estas obras foram usadas mediante permissão.

12. Respostas a Supostas Discrepâncias da Escritura

A tabela abaixo reflete um resumo da resposta dada por Gleason L. A rcher aos supostos erros e discrepâncias da Escritura apontados por William LaSor

e Dewey Beegle.* Estas são consideradas as mais difíceis dentre as muitas discrepâncias mencionadas pelos críticos contra os manuscritos originais da

Bíblia. LaSor apontou dez objeções, mas somente seis das quais foram incluídas aqui, porque duas foram refutadas com um a só resposta, uma foi retirada

e duas das suas objeções foram dirigidas contra a argum entação de outra pessoa, e não contra a própria Escritura. Beegle apontou onze objeções. Archer abordou somente dez delas, uma vez que a décima primeira era a repetição de uma área tam bém m encionada por LaSor. C om relação às alegações, a intenção óbvia desta tabela é simplesmente identificar as áreas de preocupação, e não fornecer uma síntese completa das alegações. Isto pode ser obtido mediante consulta das fontes utilizadas para a tabela.

Erro ou Discrepância Alegada

Discrepâncias Numéricas nos Livros Históricos

2 Sm

10.18 X

1 Cr

19.18

2

C r 36.9

24.8

1 Reis 4.26 X 2 Cr 9.25

X 2 Reis

1

C r

11.11

X

2 Sm

23.8

 

LaSor

Genealogias de Cristo

Mt

1 X Lucas

LaSor

3

A Localização do Túmulo de José

Atos 7.16 X Js 24.32

LaSor e Beegle

Explicação

Não existe prova de que essa discrepância existia nos manuscritos originais. Provavelmente era difícil entender os numerais quando se copiavam manuscritos velhos e gastos. Os sistemas antigos de notação numérica eram suscetíveis de erros como, por exemplo, omitir ou acrescentar zeros.

Os pais da igreja entenderam que Mateus fornece a linhagem de José, 0 pai legal de Jesus, enquanto que Lucas fornece a linhagem de Maria, a sua mãe. Esta interpretação retrocede ao quinto século cristão, se não antes.

Caso paralelo àquele em que Isaque confirmou com Ahimeleque os seus direitos à terra em que foi escavado o poço de Berseba (Gn 26.26-33). A terra havia sido adquirida anteriormente por Abraãt) (21.22-31). Por causa dos hábitos nômades de Abraão, Isaque julgou necessário restabelecer os seus direitos ao poço. Provavelmente ocorreu uma situação semelhante quando Jacó comprou o campo de sepultamento perto de Siquém (33.18-20). Embora não se mencione em Gênesis que Abraão comprara a terra, Estêvão provavelmente sabia disso por meio da tradição oral, e é significativo que Siquém foi a região onde Abraão edificou o seu primeiro altar após migrar para a Terra Santa.

* 1;1hela adaptada de Gleason L. Archer, “Alleged Errors and Discrepancies in the Original Manuscripts of the Bible,” em Norman L. Geisler, ed., Inerrancy ((!rand Rapids: Zondervan, 1979), pp. 57-82; e Millard J. Erickson, Christum Theology (Grand Rapids: Baker, 1983, 1984, 1985), pp. 230-32. Estas obras são usadas mediante permissão.

12. Respostas a Supostas Discrepâncias (continuação)

O Número dos Anjos no Túmulo de Jesus

Mt 28.5; Mc 16.5

LaSor

X

Lc 24-4; Jo 20.12

A Fonte da Referência ao Campo do Oleiro

Mt 27.9

LaSor

A Data do Êxodo

Êx 1.11

X

LaSor

1 Rs

6.1

A Referência de Judas a Enoque

Jndas 14

Beegle

A Referência de Judas a Miguel e Satanás

Judas 9

Beegle

Uma comparação cuidadosa dos relatos mostra que dois anjos estavam envolvidos, embora o anjo que realizou o milagre do terremoto, removeu a pedra, aterrorizou os guardas e falou às três mulheres em sua primeira visita provavelmente fosse o mais destacado dos dois, dessa maneira levando Mateus e Marcos a referirem-se a ele especificamente. Existem exemplos paralelos nos evangelhos com respeito a demônios (Mt 8.28 X Mc 5.2; Lc 8.27) e cegos (Mt 20.30 X Mc 10.46; Lc 18.35), nos quais a proeminência de um indivíduo em cada exemplo levou alguns autores a registrarem somente a presença daquele indivíduo, quando de fato havia dois. “Um” é diferente de “um e somente um.”

Embora Mateus cite em parte Zacarias 11.13, o ponto principal da passagem de Mateus (27.6-9) refere-se ao campo do oleiro, que não é mencionado em Zacarias e sim em Jeremias (19.2,11; 32.9). Q uando combinavam citações do Velho Testamento como Mateus faz aqui, era prática geral dos escritores do Novo Testamento referirem-se somente à que era mais famosa. Assim, Mateus atribuiu a citação a Jeremias. Isto pode ser comparado com Mc 1.2-3, onde uma citação mista de Malaquias 3.1 e Isaías 40.3 é atribuída somente a Isaías.

Juizes 11.26 e Atos 13.19-20 apoiam a afirmação de 1 Reis 6.1 de que o Exodo ocorreu por volta de 1446 a.C. As evidências bíblicas e arqueológicas mostram que Exodo 1.11 não se constitui em

prova conclusiva para localizar o Exodo em afirmações nas páginas 64-65 do seu ensaio.

1290 a.C. Ver a explicação de A rcher sobre essas

duas

Archer observa que não há nenhuma razão por que obras pseudepigráficas escritas no período intertestamentário, como o Livro de Enoque citado em Judas 14, não pudessem conter alguns fatos e relatos historicamente corretos. A rcher argum enta que a profecia de Enoque foi preservada do mesmo modo que o diálogo de Adão e Eva foi preservado para que Moisés o registrasse milhares de anos mais tarde.

A suposição implícita de Beegle de que Judas não possuía outra fonte válida de informação a não ser o texto hebraico do Velho Testamento, que não registra este incidente, é errônea porque o registro de Judas foi inspirado pelo Espírito Santo. Os eventos ou afirmações mencionados na Escritura Sagrada não precisam aparecer mais de uma vez na Bíblia a fim de serem aceitos como verdadeiros. O próprio Beegle sustenta que João 3.16 é autêntico e fidedigno, muito embora ocorra somenie uma vez na Bíblia.

12. Respostas a Supostas Discrepâncias (continuação)

A

Duração do Reinado de Peca

 

Embora Peca estivesse limitado a Gileade nos doze primeiros anos do seu reinado, ele foi 0 único rei legítimo

2

Rs 15.27

de Israel de 752 a 732 a.C. Os reinados de Manassés e de seu filho Pecaías entre 752 e 740 a.C. foram

Beegle

 

usurpações. Mesmo quando confinado a Gileade, Peca reivindicou o trono de Israel e considerou Samaria como a sua legítima capital. Existe um paralelo em Davi, que, segundo 1 Reis 2.11, reinou sobre Israel por 40 anos, embora a sua autoridade tenha sido limitada nos primeiros sete anos. O rei Tutmés III, da 18- dinastia do Egito, teve um reinado oficial de 48 ou 49 anos, porém, como subiu ao trono quando ainda criança, a sua m adrasta assumiu a autoridade por vários anos e o governo efetivo de Tutmés foi de apenas 35 anos.

A

Data das Invasões de Senaqueribe

 

Não há nenhum a evidência convincente de erro no manuscrito original, pois evidentemente houve 0

2

Rs 18.1

X

2 Rs 18.13

equívoco de algum escriba na transcrição de 2 Reis 18.13. Q u er tenham sido utilizados numerais ou os

Beegle

números tenham sido escritos por extenso, 24 facilmente poderia ser transcrito como 14· Todas as outras datas de 2 Reis (15.30; 16.1-2; 17-1) apóiam a data de 18.1. U m a simples correção textual em 18.13 harmonizaria todos os relatos.

O

Número de Vezes que o Galo Cantou Na Negação de Pedro

M ateus e Lucas quando muito somente implicam um canto do galo, ac) passo que Marcos m enciona especificamente dois cantos. A exegese confirma que M ateus e Lucas não especificam quantas vezes 0

Mt 26.34, 7475׳; Lc 22.34, 60-61

X

Mc

galo iria cantar, e portanto não há nenhum a contradição.

14.30,72

Beegle

A Citação de Elifaz feita por Paulo

1 Co 3.19

Beegle

Q uem Levou Davi a Fazer o Censo

2 Sm 24.1

Beegle

X

1 Cr 21.1

Provavelmente nunca foi alegado por qualquer estudioso evangélico que a Bíblia somente cite como válidas as afirmações de santos inspirados ou que todas as afirmações desses santos sejam válidas. Algumas das censuras que Jó dirigiu contra Deus foram menos que inspiradas e pelas mesmas ele foi justam ente repreendido (Jó 34-1-9; 38.1-2; 40.2). Por outro lado, muitos dos sentimentos expressos por seus três conselheiros eram doutrínariam ente corretos. A citação de Elifaz feita por Paulo não representa nenhum a ameaça.

Segundo a Bíblia, Deus pode permitir que um crente que está sem com unhão com ele pratique uma ação insensata ou ofensiva contra Deus a fim de que, depois que a pessoa colher o fruto amargo do seu erro, experimente o juízo disciplinar apropriado e assim, hum ilhada pelo Espírito, seja levada a uma com unhão mais íntima com 0 Senhor. Foi esse o caso de Jonas. N a parte final do reinado de Davi, este e a nação começaram a confiar em seu crescimento númerico e material a tal ponto que precisaram de um juízo disciplinar que os restaurasse à devida dependência de Deus. Portanto, o Senhor permitiu que Satanás induzisse Davi a fazer o censo, o que resultou em uma rigorosa disciplina da parte de Deus. Assim, ambos os relatos são verdadeiros, pois tanto Deus como Satanás influenciaram Davi.

12. Respostas a Supostas Discrepâncias (continuação)

A Duração das Genealogias de Gênesis 5 e 10

Beegle

A Idade de Terá Quando Abraão Deixou Harã

Gn 12.4

X

Beegle

A t

7.4

à luz

de

G n

11.26,32

O Local do Sepultamento de Jacó

Gn 2.3.19; 50.1.3

Beegle

X

Ar 7.16

Duração da Peregrinação de Israel no Egito

Êx 12.40

X

Beegle

U1 3.17

Não há nenhum a razão porque não possa haver saltos nesta genealogia, pois Lucas 3.36 indica pelo menos um salto na genealogia encontrada em Gênesis 10.24· Além disso, o estudo cuidadoso do uso concreto dos termos hebraicos e gregos para “pai” e “gerou” revela que freqüentem ente não significavam nada mais específico do que uma linha direta de ascendência. Por exemplo, Jesus foi muitas vezes cham ado de “Filho de D avi.” Além disso, nem Gênesis 5 nem Gênesis 10 m encionam duração específica que totalize todo o período de tempo desde Adão até Noé, ou de Noé até Abraão. No entanto, são fornecidos os anos de cada geração, de modo que o período total desde Adão até Abraão pode ser calculado com facilidade. O problema está em harmonizar a cronologia bíblica com a cronologia histórica secular.

A inferência de Beegle de que Terá tinha 70 anos quando A braão nasceu é altamente discutível.

A Escritura somente diz que Terá tinha 70 anos quando nasceu o seu primeiro filho. Ela não diz

especificamente quem nasceu primeiro. Abraão é mencionado em primeiro lugar provavelmente por causa da sua importância. Outras passagens, como Gênesis 11.28, indicam que Harã pode ter sido o mais velho, desde que foi 0 primeiro a morrer. Assim sendo, não há nenhum a dificuldade em supor que Abraão nasceu quando Terá tinha 130 anos. Essa idade avançada para a paternidade não era incomum naquele tempo.

Q uando Atos 7.16 é adequadamente interpretado, descobre׳ se que se refere ao local do sepultam ento dos filhos de Jacó, ao passo que Gênesis 23.19 e 50.13 referem-se ao local do sepultamento de Jacó.

A ênfase da observação de Paulo não está em revelar o período entre Gênesis 12, quando a

promessa foi feita pela primeira vez a Abraão, e Êxodo 20, quando a lei foi dada a Moisés.

O ponto principal da sua afirmação é que a lei, que foi dada 430 anos após a época dos três

patriarcas a quem foram feitas as promessas, nunca teve a intenção de anular ou substituir

aquelas promessas. Paulo simplesmente menciona 0 conhecido intervalo da peregrinação

egípcia como algo que fez separação entre o período da promessa do pacto e 0 período da

legislação mosaica. Com o

tal, o com entário de Paulo foi perfeitamente histórico e correto.

13. Concepções Rivais Acerca de Deus

Concepção

Politeísmo

Idealismo

Partidários

Antigas Religiões da Natureza

Josiah Royce

Hinduísmo

William Hocking

Zen׳Budismo

Ciência cristã

Mormonismo

Platão

 

Hegel

Emerson

Síntese da

Doutrina

Crença de que existe uma pluralidade de deuses. Alguns dizem que surgiu como rejeição do monoteísmo. Muitas vezes intimamente ligado ao culto da natureza. É a contraparte popular do panteísmo.

Essa filosofia é um reducionismo intelectual que explica o dualismo observado entre mente e matéria em termos de uma mente infinita que inclui tudo. Todos os componentes do universo, inclusive o bem e o mal, tornam-se nada mais que equivalente finitos do Infinito. Todos os elementos fundem-se com o bem último. O bem, por sua vez, representa a realidade ideal.

Idéia de Deus

Deus é relegado a um entre muitos em um panteão de deuses. Difere do henoteísmo, o qual, embora admita muitos deuses, vê um deus acima de todos os demais.

Deus é uma personificação nebulosa do Absoluto. Embora perfeito, imutável e transcendente, ele é impessoal.

Contraste com

a Bíblia

Há somente um Deus verdadeiro (Dt 6.4; Is 43.10-11; 1 Co 8.4-6; G1 4.8).

Deus é pessoal bem como transcendente (SI 103.13; 113.5-6; Is 55.8-9). O ser humano está naturalmente alienado de Deus (Ef 4.18).

13. Concepções Rivais Acerca de Deus (continuação)

Concepção

Partidários

Síntese da Doutrina

Idéia de Deus

Contraste com a Bíblia

Realismo

Panteísmo

Thomas Reid

Spinoza

Neo-realistas

Radhakrishnan

Hindus

Os universais têm uma existência em certo sentido independente das percepções particulares da mente. Em sua forma pura, é diametralmente oposto ao reducionismo. Procura estabelecer o equilíbrio entre a objetividade e a subjetividade. Sua estrutura sistematizada dá ênfase à importância da intuição. Fornece uma base para a distinção sujeito/objeto.

Essa concepção é essecialmente o mesmo que o Idealismo. Deus é distinto da sua criação e, portanto, a transcende.

Ver o Idealismo com relação aos três primeiros pontos. O ser humano em nenhum sentido é independente de Deus, nem pode alcançar a verdade espiritual de modo autônomo (At 17.28; 1 Co 2.10-14).

Transcendentalistas

Esta concepção dá ênfase à identificação de Deus com todas as coisas. A realidade é representada como uma fusão amorfa de toda matéria e espírito. O ser pessoal é absorvido na Alma Superior predominante. Como tal, essa concepção é diametralmente oposta ao deísmo.

Deus eqüivale a tudo e tudo eqüivale a Deus (Deus é impessoal e imanente, mas não transcendente).

Deus é pessoal e transcendente (SI 103.13; 113.5-6; Is 55.8-9). O ser humano é uma entidade real (Gn 2.7; 1 Ts 5.23) e um agente moral livre limitado (Rm 7.18 e Jo 6.44).

13. Concepções Rivais Acerca de Deus (continuação)

Concepção

Panenteísmo

Deísmo

Partidários

Diógenes

Voltaire

Henri Bergson

Thomas Hobbes

Charles Hartshorne

Charles Blount

Alfred N. Whitehead

John Toland

Schubert Ogden

Evolucionistas teístas

John Cobb

Thomas Jefferson

Síntese da

Uma concepção processiva da realidade e de Deus (em

A

natureza e a razão apontam para certas verdades básicas.

Doutrina

contraste com uma concepção estática) na qual um Deus finito que compreende todas as possibilidades do mundo é gradualmente concretizado no mundo em parceria com o ser humano. Deus tem um pólo potencial e um pólo factual, e por isso às vezes usa-se o termo bipolarteísmo.

Por um processo racional, o indivíduo pode chegar ao conhecimento dessas verdades auto-evidentes sem a necessidade de iluminação divina. Esta concepção reconhece Deus, mas nega qualquer intervenção sobrenatural no universo.

Idéia de Deus

Contraste com

a Bíblia

Deus é finito, distinto do mundo, mas inseparável e interdependente do mundo.

Deus é infinito (SI 139.7 Ί 2 ; Jr 23.23; Ap 1.8).

Deus é transcendente (SI 113.5-6).

Deus é pessoal e transcendente, mas não imanente. Ele é uma espécie de Deus “controle remoto.” (Ele “apertou um botão” para criar todas as coisas e agora observa passivamente o que acontece.)

Deus é imanente (2 Cr 16.9; At 17.28; Ag 2.5;

Mt 6.25-30).

Deus é onipotente (Gn 18.14; Mt 28.18).

O

ser humano é inerentemente depravado (Jr 17.9;

O ser humano necessita de Deus (At 17.28).

Ef 2.1-2) e necessita da graça para salvar-se (Ef 2.8-9).

Deus não necessita do ser humano (aseidade: “Eu sou o que sou,” Ex 3.14· Ver também Dn 4.35).

O

ser humano não é “autônomo”.

14. Sete Grandes Cosmovisões

Nenhum Deus (es)

Ateísmo

Deus está dentro do mundo e identifica-se com ele.

Panenteísmo

Finito

Realidade

Última

Um Deus

Muitos Deuses

Politeísmo

Infinitos (nenhuma concepção)

Um Deus finito está além do universo, mas age no mesmo de modo limitado.

Teísmo finito

Deus identifica-se com o mundo.

Panteísmo

Finitos

Infinito

Deus não se identifica com o mundo

© 1990 Norman Geisler. Adaptado e usado mediante permissão.

Deus não intervém no mundo, mas é exclusivamente transcendente.

Deísmo

Um Deus infinito e pessoal está além do universo, mas age no mesmo.

Teísmo

15. Argumentos Clássicos a favor da Existência de Deus

Tipo de A rgum ento

a posteriori*

a posteriori

a posteriori

a posteriori

a posteriori

a posteriori

a priorit

Título do A rgum ento

Proponente do A rgum ento

O Argumento do Movimento, ou do Motor

Tomás de Aquino

O Argumento

Tomás de Aquino

Cosmológico

(Argumento

pela Causa)

0 Argumento da Possibilidade e da Necessidade

Tomás de Aquino

O Argumento

Tomás de Aquino

da Perfeição

O Argumento

Tomás de Aquino

Teleológico

(Argumento

do Desígnio)

O Argumento

Immanuel Kant

Moral (ou

Antropológico)

 

Agostinho

0 Argumento de que Deus é uma Idéia

João Calvino

Inata

Charles Hodge

Conteúdo

do

A rgum ento

Existe movimento (locomoção) no universo. Uma coisa não pode mover׳ se a si própria; é necessário uma torça ou agente externo. Uma regressão infinita de forças é sem sentido. Portanto, deve haver um ser que é a fonte última de todo movimento, mas que não é movida ela mesma. Esse ser é Deus, 0 primeiro motor imóvel.

Todo efeito tem uma causa. Não pode haver uma regressão infinita de causas finitas. Portanto, deve existir uma causa não causada ou um ser necessário. Esse ser é Deus.

As coisas existem em uma rede de relacionamentos com outras coisas. Elas só podem existir dentro dessa rede. Portanto, cada coisa é dependente. Todavia, uma regressão infinita de dependências

é contraditória. Assim, deve existir um ser que é absolutamente independente e não contingente a qualquer outra coisa. Esse ser é Deus.

Observa-se no universo a existência de uma pirâmide de seres (por exemplo, desde os insetos até o ser humano) em um grau sempre crescente de perfeição. Deve existir um ser final que é absolutamente perfeito, a fonte de toda perfeição. Esse ser é Deus.

Existe no mundo uma ordem ou desígnio observável que não pode ser atribuída ao próprio objeto (por exemplo, objetos inanimados). Essa ordem observável argumenta em favor de um ser inteligente que estabeleceu essa ordem. Esse ser

é Deus.

Todas as pessoas possuem um impulso moral ou imperativo categórico. Como essa moralidade nem sempre é recompensada nesta vida, deve haver alguma base ou razão para o comportamento moral que está além desta vida. Isso implica na existência da imortalidade, do juízo final e de um Deus que estabelece e sustenta a moralidade recompensando o bem e punindo o mal.

Toda pessoa normal nasce com a idéia de Deus implantada em sua mente, embora ela esteja suprimida pela injustiça (Rm 1.18). A medida que a criança cresce em direção à idade adulta, essa idéia torna-se mais clara. Experiências críticas no transcurso da vida podem despertar essa idéia.

*a posteriori: afirmações ou argumentos logicamente posteriores à experiência sensorial, ou dela dependentes, fa priori: afirmações ou argumentos logicamente anteriores à experiência sensorial, ou independentes da mesma.

15. Argumentos Clássicos (continuação)

Tipo de A rgum ento

a priori

a priori

a priori

a

priori

a priori

a

priori

a priori

Titulo do A rgum ento

Proponente do A rgum ento

O Argumento

Evelyn Underhill

do

Misticismo

O Argumento

Agostinho

da Verdade

A. H. Strong

O Argumento

Anselmo de

Ontológico

Cantuária

O Argumento da Finitude do Ser Humano

Aristóteles

O Argumento

Agostinho

da Bem-

Aventurança

Tomás de Aquino

O Argumento

Bispo Berkeley

da Percepção

O Argumento

Auguste Sabatier

Existencial

Conteúdo do A rgum ento

O ser humano é capa: de ter uma experiência mística direta com Deus que resulta em uma experiência de êxtase. Essa união com Deus é tão peculiarmente poderosa que ela produz uma auto-validação da existência de Deus.

Todas as pessoas crêem que algo é verdadeiro. Se Deus

é o Deus da verdade e 0 verdadeiro Deus, então

Deus é a Verdade. Essa Verdade (com V maiúsculo)

é o contexto de qualquer outra verdade. Portanto, a

existência da verdade implica na existência da Verdade, que implica na existência de Deus.

Premissa maior: O ser humano tem uma idéia de um ser infinito e perfeito.

Premissa menor: A existência é uma parte necessária

da perfeição.

Conclusão: Existe um ser mtmito e perfeito, pois o próprio conceito de perteição requer a existência.

0

ser humano é consciente da sua própria finitude.

O que torna 0 ser humano consciente disto? Deus

está continuamente impressionando o ser humano

com a infinitude divina. Portanto, 0 próprio senso

de tinitude é uma prova de que existe um ser

infinito, Deus.

O ser humano é inquieto. Ele tem um vago desejo de bem-aventurança. Esse desejo foi dado por Deus, pois o homem está inquieto até que descanse em Deus. A presença desse desejo é uma prova indireta

da existência de Deus.

O ser humano é capaz de perceber (sentir) as coisas ao

seu redor. Isso não pode ser causado seja por eventos tísicos (percepção como ato mental) ou pelo próprio homem. Portanto, a existência da percepção implica

na existência de Deus como a única explicação racional das percepções humanas.

Deus prova a si mesmo por meio do Kerygma, que é a sua declaração de amor, perdão e justificação do ser humano. Quando alguém se decide pelo Kerygma, ele então sabe que Deus existe. Nenhuma outra evidência é necessária. Deus não é tanto provado como é conhecido, e isso ocorre existencialmente.

16. Avaliação dos Argum entos Clássicos a favor da Existência de Deus

A rgum ento

Cosmológico

Todo efeito tem uma causa; não pode haver uma regressão intinita de causas finitas; portanto, deve existir uma causa não causada ou um ser necessário; este ser é Deus.

A rgum entos a Favor

Proponente Tomás de Aquino

Argum entos

Contra

A ausência de um ser essencial ou causa não causada conduz em última análise à auto׳ criação ou à criação pelo acaso, ambas as quais são logicamente impossíveis.

Um círculo ou cadeia de causas exigiria que um elo da cadeia estivesse simultaneamente causando existência

e tendo sua existência causada, potencialidade

produzindo factualidade, e isto não é possível. O nada

não pode causar alguma coisa.

Um ser necessário deve ser infinito. Somente aquilo que tem potencialidade pode ser limitado, e um ser necessário deve ser pura factualidade (ou então poderia ser possível que ele não existisse).

A lei da causalidade aplica-se somente a seres finitos. Deus, que é infinito e eternamente auto-existente, não requer uma causa.

Não existe nenhuma conexão necessária (logicamente) entre causa e efeito. Quando muito, temos somente uma disposição psicológica para esperar que 0 efeito ocorra.

Um círculo de causas pode ser uma alternativa para uma regressão infinita de causas.

A existência de um Criador infinito não pode ser demonstrada a partir da existência de um universo finito.

Se tudo necessita de uma causa, assim também Deus, ou então Deus deve ser auto-causado, o que é impossível.

A rgum ento

Teleológico

Existe no mundo uma ordem ou desígnio observável que não pode ser atribuída ao próprio objeto (por exemplo, objetos inanimados); essa ordem observável argumenta em favor de um ser inteligente que estabeleceu essa ordem; esse ser é Deus.

A rg u m en to s a Fav or

Proponente Tomás de Aquino

Argum entos

C ontra

A criação pelo acaso é equivalente à auto-criação, pois

o acaso é uma abstração matemática sem qualquer

existência real em e de si mesma. Além disso, 0 acaso

e a eternidade não reforçam o argumento, já que em

uma arena puramente aleatória as coisas tornam-se

mais desorganizadas com o tempo, e não menos.

Mesmo no que parecem ser ocorrências naturais aleatórias e em enfermidades, a ordem ainda assim está presente. A força desse argumento é a favor da existência de um criador inteligente. Ele não procura argumentar acerca do caráter do criador.

Este argumento é a posteriori - a partir de algo externo, isto é, baseado na observação. Diante do fato de que

a única base alternativa para postular uma criação

inteligente é um a priori - a partir de algo interno -, temos pouca escolha, a não ser basear nossos argumentos a favor da existência de Deus naquilo que observamos no mundo ao nosso redor.

A ordem do mundo pode ser atribuída a agentes outros que não um ser inteligente, tais como 0 acaso ou a seleção natural.

Este argumento deixa de explicar ocorrências como catástrofes naturais e doenças, que argumentam contra a existência de um Deus bom.

Este argumento é inválido porque aplica o que é observável àquilo que vai além da experiência.

16. Avaliação dos Argumentos Clássicos (continuação)

A rgum ento Antropológico

(Moral)

Todas as pessoas possuem um impulso moral ou imperativo categórico. Como essa moralidade nem sempre é recompensada nesta vida, deve haver alguma base ou razão para o comportamento moral que está além desta vida. Isso implica na existência da imortalidade, do juízo final e de um Deus que estabelece e sustenta a moralidade recompensando 0 bem e punindo o mal.

Argum entos a Favor

Proponente

Immanuel Kant

A rgum entos

C ontra

Como a consciência ou impulso moral do ser humano muitas vezes não atende aos seus melhores interesses em termos de sobrevivência, é improvável que ela se desenvolveria como uma parte necessária da seleção natural.

Embora a existência de um Deus bom (e todo-poderoso) possa exigir a destruição do mal, ela não exige essa destruição necessariamente agora.

Esse impulso moral está baseado na natureza de Deus, e não em sua vontade arbitrária. Na verdade, Deus não pode ser considerado arbitrário, porque ele não pode querer algo contrário à sua natureza.

O impulso moral do ser humano pode ser atribuído a fontes outras que não Deus, tal como a idéia de consciência que se desenvolve como uma parte necessária do processo evolutivo ou de seleção natural.

Se Deus existe como recompensador do bem, por que existe

0 mal (especialmente se, como professam os teístas, Deus

é totalmente bom e todo-poderoso) ?

Se esse impulso moral vem somente do ato criador de Deus, tal impulso é arbitrário e Deus não é essencialmente bom (isto milita contra 0 Deus bom do teísmo, em favor do qual este argumento é usado como prova).

A rgum ento

Ontológico

Este argumento assume a seguinte forma (e muitas outras):

premissa maior: O ser humano tem uma idéia de um ser infinito e perfeito. premissa menor: A existência é uma parte necessária da perteição. conclusão: Existe um ser infinito e perfeito, pois 0 próprio conceito de perfeição requer a existência.

A rgum ento a Favor

Proponente Anselmo de Cantuária

A rgum entos

C ontra

Se a afirmação “nenhuma afirmação sobre a existência é necessária” for verdadeira, ela também deve aplicar-se à própria afirmação, 0 que seria auto-anulatório. Assim sendo, é possível que se possam fazer algumas afirmações necessárias sobre a existência.

As afirmações sobre a existência não podem ser necessárias porque a necessidade é simplesmente uma característica lógica das proposições.

Não existe nenhuma conexão entre a existência de um ser perfeito na mente de uma pessoa e a efetiva existência deste ser no mundo.

O argumento requer a adoção de uma estrutura platônica, na qual 0 ideal é mais real que o físico.

17. O Conhecimento de Deus

Revelação

Natural

Dada a todos Destinada a Todos

Suficiente para a Condenação

Declara a Grandeza de Deus

Revelação

Especial

Dada a Poucos Destinada a Todos

Suficiente para a Salvação

Declara a Graça de Deus

 

Manifestações

 

Manifestações

1.

Natureza

Salmos 19.1

1. Moisés e os Profetas

Hb

1.1

2.

História Israel

Hb

1.2

3.

2. A Encarnação 3. Os Apóstolos

Hb 2.3-4

Consciência Moral Humana Natureza Religiosa do Ser Humano

 
 

Apologética

Natureza

1.

Argumento

Cosmológico

1. Pessoal

Fp 3.10

2.

Argumento

Teleológico

2. Antrópica

Linguagem humana

3.

Argumento

Antropológico

3. Analógica

Rm 5.7-8

18. Esquemas de Classificação dos Atributos Divinos

Strong

Atributos

Absolutos

Chafer

Personalidade

Erickson

Atributos de

Grandeza

Mueller

Atributos

Negativos

Thiessen

Essência de Deus

Espiritualidade,

Onisciência

Espiritualidade

Unidade

Espiritualidade

envolvendo

Sensibilidade

Personalidade

Simplicidade

Imaterial, incorpóreo

Vida

Santidade

Vida

Imutabilidade

Invisível

Personalidade

Justiça

Infinidade

Infinidade

Vivo

Amor

Constância

Eternidade

Pessoal

Infinidade,

Bondade

Onipresença

envolvendo

Verdade

Auto -existência

Auto-existência

Imensidade

Imutabilidade

Vontade

Eternidade

Liberdade

Perfeição,

Onipotência

envolvendo

Verdade

Amor

Santidade

Atributos

Atributos

Atributos de

Atributos

Os Atributos

Relativos

Constitucionais

Bondade

Positivos

de Deus

Tempo e Espaço,