Vous êtes sur la page 1sur 83

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

AULA 05 PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL

Olá amigos(as), tudo bem?

Sei lá por que, em nosso cronograma, coloquei duas vezes o tópico Processo Administrativo. Lamentável! Mas há tempo para a correção. Sendo o nosso curso teórico, e para não prejudicá-los, vou postar uma bateria de questões comentadas da Lei 9.784, de 1999.

Ao lado das Lei 8.112, de 1990, Lei 8.429, de 1992, e Lei 8.666, de 1993, a Lei de Processo é uma das mais queridinhas de FCC. Atentas(os)!

Ah! Aviso aos navegantes: em algumas questões, vocês perceberão uma maior objetividade nas respostas, até mesmo como decorrência dos conhecimentos adquiridos nos tópicos anteriores. Assim, como muitos conhecimentos básicos já foram expostos, é desnecessário repeti-los.

Vamos à aula! Cyonil Borges.

Observação: postei na parte aberta do Tecconcursos alguns comentários. Essa semana termino o comentário de umas 100 questões de FCC todas de

2012. Vou colocar

no

site.

Peço que prestigiem o trabalho

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

QUESTÕES EM SEQUÊNCIA

Das disposições gerais (arts. 1º e 2º)

  • 1. (2003/Cespe AGU) Em face da atual distribuição de competência na

Constituição

da

República,

cabe

à

União

legislar

acerca

de

processo

administrativo

para

si própria

e

para

os

demais entes da Federação.

(Certo/Errado)

(2007/Cespe TCE-GO Procurador) Na Lei do Processo Administrativo (Lei n.º 9.784/1999), são definidas regras aplicáveis a praticamente todas as atividades administrativas e não necessariamente relacionadas ao processo administrativo. Regras básicas relacionadas a anulação, revogação e convalidação dos atos administrativos, por exemplo, que não mantêm pertinência direta com o processo administrativo, estão previstas na mencionada lei.

Lucas Rocha Furtado. Curso de direito administrativo.

Belo Horizonte: Fórum, 2007, p. 1.212 (com adaptações).

Com base na Lei de Processo, julgue o item a seguir:

  • 2. (2007/Cespe TCE-GO Procurador) Institui normas básicas sobre o

processo administrativo no âmbito da União, dos estados, do DF e dos municípios, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da administração. (Certo/Errado)

  • 3. (2007/Cespe TCE-GO Procurador) Não tem nenhuma aplicação nos

processos dos tribunais de contas, visto que a própria lei exclui a sua aplicabilidade aos processos administrativos específicos, regidos por

legislação própria. (Certo/Errado)

  • 4. (2005/Cespe TJ-CE Juiz) Uma decisão administrativa, mesmo que não

fira norma jurídica expressa, pode ser inválida se, por exemplo, não guardar relação adequada entre os meios que elegeu e os fins a serem perseguidos

pela administração. (Certo/Errado)

  • 5. (2008/FCC TRF-5R Técnico) Nos processos administrativos serão

observados, entre outros, os critérios de

I. atendimento a fins de interesse individual, válida a renúncia total ou parcial de poderes ou competências, salvo autorização em lei.

II. objetividade no atendimento do interesse público, permitida a promoção pessoal de agentes ou autoridades.

III. divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 IV. adoção

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

IV. adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados. No tocante a Lei no 9.784/99, está INCORRETO o que consta APENAS

 

em:

a)

I e II.

b)

I e III.

c)

II e III.

d)

II e IV.

e)

I, II e IV.

6. (2006/ESAF

ANEEL/Técnico) Assinale a opção que elenque dois

 

princípios norteadores da Administração Pública que se encontram implícitos na Constituição da República Federativa do Brasil e explícitos na Lei n.

9.784/99.

 

a)

Legalidade / moralidade.

 

b)

Motivação / razoabilidade.

c)

Eficiência / ampla defesa.

d)

Contraditório / segurança jurídica.

 

e)

Finalidade / eficiência.

 
 

Dos direitos dos administrados (art. 3º)

 
 

7.

(2008/FCC TRF/5R

Analista) De

acordo com a Lei nº 9.784/99,

considere:

 

I. Ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão dificultar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações.

 

II. Ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que seja interessado ou não, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas.

III. Formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente.

IV. Fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei.

É correto afirmar que, perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados, o administrado tem os direitos apontados APENAS em:

a)

I e IV.

b)

I e II.

c)

I e III.

d)

III e IV.

e) II e IV. Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges –
  • e) II e IV.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

Dos deveres dos administrados (art. 4º)

  • 8. (2006/ESAF TCU ACE) Na Lei Federal n. 9.784/99, que trata sobre o

processo administrativo, estão previstos os deveres do administrado perante

a Administração.

Assinale, no rol abaixo, aquele dever que não consta da norma acima mencionada.

  • a) Proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé.

  • b) Não agir de modo temerário.

  • c) Prestar as informações que lhe forem solicitadas.

  • d) Atuar de forma a impulsionar o processo.

  • e) Expor os fatos conforme a verdade.

Início do processo (arts. 5º a 8º)

  • 9. (2007/Cespe - PGE-PA ADMINISTRADOR) O processo administrativo

pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. (Certo/Errado)

10. (2008/FCC TRF/5R Analista) Segundo a Lei nº 9.784/99, no que diz respeito ao início do processo é INCORRETO afirmar:

a)

O processo administrativo pode iniciar-se de ofício

ou

a

pedido

de

interessado.

 

b)

É

lícito

à

Administração

a

recusa

imotivada

de

recebimento

de

documentos, devendo o servidor suprimento de eventuais falhas.

orientar

o

interessado

 

quanto

ao

c)

O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida

solicitação oral, deve ser formulado por escrito.

 

d)

Os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou

formulários

padronizados

para

assuntos

que importem pretensões

equivalentes.

 

e)

Quando os pedidos de uma pluralidade de interessados tiverem conteúdo

e fundamentos idênticos, poderão ser formulados em um único requerimento, salvo preceito legal em contrário.

Da competência (arts. 11 a 17)

11. (2005/Cespe ANCINE Advogado) No processo administrativo, se

excluídas

a

delegação

(Certo/Errado)

e

a

avocação,

a

competência

é

irrenunciável.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 12. (2008/Cespe

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

12. (2008/Cespe MMA Analista Ambiental) Um órgão administrativo e seu titular poderão delegar toda a sua competência a outros órgãos ou titulares, desde que estes lhes sejam hierarquicamente subordinados. (Certo/Errado)

13. (2004/ESAF CGU Analista) De acordo com a Lei de Processo Administrativo (Lei nº 9.784/99), pode haver a delegação de competência, quando conveniente em razão de circunstâncias diversas. No rol normativo não se inclui a circunstância da seguinte índole:

  • a) social

  • b) moral

  • c) econômica

  • d) jurídica

  • e) territorial.

14. (2004/Cespe TCU Analista) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir sobre recursos administrativos, ele poderá, por força de disposição legal, delegar essa competência ao respectivo presidente. (Certo/Errado)

15. (2008/FCC TCE-SP/Auditor) De acordo com a lei federal de processo administrativo (Lei no 9.784/99), a delegação da prática de atos administrativos tem como característica a:

  • a) proibição de ressalva quanto ao exercício da atribuição delegada.

  • b) permissão de delegação de atos normativos e de decisão de recursos.

  • c) dependência da autorização expressa de lei específica.

  • d) limitação da delegação a órgãos hierarquicamente subordinados.

  • e) permissão da sua revogação a qualquer tempo, mesmo que concedida por

prazo determinado.

16. (2006/Cespe ANATEL ANALISTA ADMINISTRATIVO) A avocação temporária de competência é admitida, desde que seja em caráter excepcional e se relacione a órgãos hierarquicamente subordinados, prescindindo da relevância dos motivos e de justificação. (Certo/Errado)

17. (2002/FCC TRE/PI Analista Judiciário) No âmbito da Administração Pública federal, em conformidade com a Lei nº 9.784, de 29.01.99, deverá ser observada, quanto à competência, entre outras regras, que:

  • a) não será permitida, em qualquer hipótese, a avocação temporária de

competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 b) inexistindo

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

  • b) inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá

ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir.

  • c) é vedado ao órgão administrativo

e

seu titular

delegar parte de

sua

competência a outros órgãos ou titulares, quando hierarquicamente subordinados.

estes não

lhe

sejam

  • d) poderão ser objeto de delegação a decisão de recurso administrativo e a

edição de atos de caráter normativo.

  • e) para o ato de

delegação basta ser especificada a matéria, os poderes

transferidos e os limites da atuação do delegado.

18. (2007/ESAF PGDF) Em relação ao Processo Administrativo, analise os itens a seguir:

I. O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão recorrida, ainda que a matéria não seja de sua competência, nos termos da Lei n. 9.784/99;

II. Conforme expressa previsão legal, um órgão administrativo e seu titular poderão delegar parte de sua competência a outros órgãos ou titulares, mesmo que não lhes sejam hierarquicamente subordinados;

III. Apenas o ato de delegação deverá ser publicado

no meio oficial,

observando-se o princípio da publicidade, tendo em vista a exigência legal,

não se aplicando referida exigência para o ato de revogação;

IV. De acordo com o disposto na Lei n. 9.784/99 e o princípio constitucional

da moralidade

administrativa,

é

suspeito

de

atuar

em processo

administrativo o servidor ou autoridade que tenha interesse indireto na

matéria;

V. A Lei n. 9.784/99 admite a avocação de competência, ainda que interfira no duplo grau.

A quantidade de itens incorretos é igual a:

  • a) 3 b) 2 c) 1 d) 4 e) 5

Dos impedimentos e das suspeições (arts. 18 a 21)

19. (2008/ESAF

CGU

Correição) Em relação aos impedimentos e

à

suspeição, de que tratam as disposições constantes da Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990 e da Lei n. 9.784, de 29 de janeiro de 1999, é correto afirmar que:

  • a) é impedido de atuar em processo administrativo servidor ou autoridade

cujo primo participou como testemunha nos autos.

  • b) servidor efetivo estável pode participar como membro de comissão

disciplinar que investigue ato de superior hierárquico.

  • c) pode participar de comissão de processo administrativo disciplinar ou de

sindicância servidor que seja cunhado da acusada.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 d) servidor

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

  • d) servidor que incorrer em hipóteses de impedimento deve comunicar o fato

à autoridade competente ao término das apurações, constituindo-se falta grave a omissão desse dever de comunicar.

  • e) a suspeição exige que a amizade e a inimizade sejam qualificadas pela

notoriedade.

20. (2008/CESPE SEAD/UEPA

Cargo 1) QUESTÃO

38 João, servidor

público estável, está sendo submetido a um processo administrativo disciplinar, no qual poderão vir a atuar como membros os seguintes

servidores estáveis: Pedro, que

possui interesse

direto na

matéria em

questão; Paulo, que participou como perito, em momento anterior à instauração do processo; Mônica, que se encontra atualmente litigando judicialmente com Maria, esposa de João; e José, amigo íntimo de Carlos,

filho de João.

Considerando-se a situação acima e de acordo com o que prescreve a Lei n.º 9.784/1999, a qual regula o processo administrativo, poderá ser arguida a suspeição de:

  • a) Pedro.

  • b) Paulo.

  • c) Mônica.

  • d) José.

Da forma, tempo, e lugar dos atos do processo (arts. 22 a 25)

21. (2008/CESPE

TJDFT

Administração)

Os

atos

do

processo

administrativo disciplinar regido pela Lei n.º 9.784/1999 podem realizar-se

em qualquer dia da semana, desde (Certo/Errado)

que

ocorram na

sede do órgão.

Da comunicação dos atos processuais (arts. 26 a 28)

22. (2008/CESPE TRF-5ªR Ex. Mandados) No tocante à comunicação dos atos, de acordo com a Lei no 9.784/99 a intimação, no caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, deve ser efetuada por meio de:

  • a) via postal com aviso de recebimento.

  • b) publicação oficial.

  • c) telegrama.

  • d) via postal simples.

  • e) mandado.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 23. (2008/FCC

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

23. (2008/FCC TRF/5R Analista) Com relação à instrução do processo, segundo a Lei no 9.784/99, quando dados, atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará:

  • a) o reconhecimento da verdade dos fatos.

  • b) a pena de multa no valor correspondente a dois salários mínimos

vigentes.

  • c) o arquivamento do processo.

  • d) a renúncia de direito pelo administrado.

  • e) a pena de multa no valor corresponde a um salário mínimo vigente.

24. (ESAF/MIN 2012) O desatendimento, pelo particular, de intimação realizada pela Administração Pública Federal em processo administrativo

  • a) não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a

direito pelo administrado.

  • b) não importa o reconhecimento da verdade

dos

fatos, mas constitui

renúncia a direito pelo administrado, se se tratar de direito disponível.

 
  • c) importa o reconhecimento da verdade

dos

fatos, mas

não

constitui

renúncia automática a direito pelo administrado, tratando-se de direito

indisponível.

  • d) importa o reconhecimento da verdade dos fatos, e a renúncia a direito

pelo administrado.

  • e) opera extinção do direito de defesa, por opção do próprio particular.

Da instrução (arts. 20 a 47)

25. (2008/CESPE TRF-5ªR Ex. Mandados) No tocante à instrução do processo, de acordo com a Lei nº 9.784/99, os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada, com menção de data, hora e local de realização, com antecedência mínima de:

  • a) quinze dias úteis.

  • b) cinco dias úteis.

  • c) dez dias corridos.

  • d) quinze dias corridos.

  • e) três dias úteis.

26. (2008/FCC TRF/5R Técnico) No tocante a instrução do processo, de acordo com a Lei no 9.784/99, encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se, salvo se outro prazo for legalmente fixado, no prazo máximo de:

a) trinta dias. b) três dias. c) cinco dias. d) quinze dias. e) dez dias. Curso
  • a) trinta dias.

  • b) três dias.

  • c) cinco dias.

  • d) quinze dias.

  • e) dez dias.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

27. (2008/FCC TRF/5R Analista) No tocante à instrução do processo, de acordo com a Lei no 9.784/99, quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo, o parecer deverá ser emitido, salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo, no prazo máximo de:

  • a) três dias.

  • b) cinco dias.

  • c) sete dias.

  • d) dez dias.

  • e) quinze dias.

28. (CGU/2012)

A

respeito

dos

prazos

atinentes

aos

processos

administrativos em geral e sua forma de contagem, nos termos da Lei n.

9.784/99, assinale a opção correta.

  • a) Não há distinção na forma de contagem entre prazos fixados em dias e

fixados em meses ou anos.

  • b) Prazo fixado em meses cujo vencimento se daria em 28 de fevereiro, tem

seu termo em 10 de março.

c)

Prazos

fixados

em

dias

ou

meses

contam-se

de

modo contínuo.

  • d) Os prazos começam a correr da data em que foi praticado o ato ou a

tomada de decisão.

  • e) Ameaça de bomba que força o encerramento do expediente, antes da hora

normal, prorroga o prazo até o primeiro dia útil seguinte.

Do dever de decidir (arts. 48 e 49)

29. (2001/FCC TRF-5R Juiz) Determinado processo administrativo, sujeito à Lei no 9.784/99, foi iniciado de ofício pela Administração, teve a produção de algumas provas determinada de ofício pelo órgão responsável por sua impulsão e foi decidido em 25 dias a contar do encerramento da instrução. Além disso, alguns atos administrativos, praticados no seio desse processo e dos quais decorriam efeitos favoráveis aos destinatários, foram anulados pela Administração passados 4 anos de sua prática. Na situação acima descrita, a Lei nº 9.784/99 foi:

  • a) desrespeitada no tocante ao modo de se conduzir a instrução.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 b) desrespeitada

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

  • b) desrespeitada no tocante ao modo de se iniciar o processo.

  • c) respeitada.

  • d) desrespeitada no tocante ao prazo de decisão.

  • e) desrespeitada no tocante à anulação dos atos referidos.

Da motivação (art. 50)

30. (2004/Cespe Juiz Federal) A relação trilateral do processo judicial e a relação bilateral do processo administrativo, bem como a inércia do Poder Judiciário versus a oficialidade da administração, caracterizam diferenças entre esses dois tipos de processo. Quanto às semelhanças, uma delas consiste em que nem todos os atos de um e de outro precisam de motivação expressa. (Certo/Errado)

31. (2006/Cespe AGU) A autoridade administrativa competente, ao julgar fatos apurados em um processo administrativo, não está vinculada às conclusões do parecer final que lhe é encaminhado por sua consultoria jurídica, mas, caso venha a afastar-se do sugerido, deve especificar os pontos em que o mesmo lhe parece equivocado ou inaplicável ao caso. (Certo/Errado)

32. (2006/Cespe AGU) Se a autoridade administrativa acolher parecer devidamente fundamentado de sua consultoria jurídica para decidir pela

demissão de servidor público, com a simples aposição da expressão “de acordo”, sem aprofundamento de fundamentação, o ato demissório deverá

ser considerado desmotivado e, portanto, eivado de nulidade. (Certo/Errado)

Um servidor público da ANVISA solicitou a concessão de licença para tratar de interesses particulares, pelo período de seis meses. O servidor, com cinco anos de efetivo exercício e que nunca gozou de qualquer licença, teve seu pedido indeferido sob a alegação de que não havia interesse administrativo na concessão dessa licença.

33. (2007/Cespe Anvisa Técnico) O indeferimento da solicitação do servidor dispensava motivação expressa, por tratar-se de ato administrativo discricionário. (Certo/Errado)

34. (2005/ESAF MP APO) Um dos elementos do ato administrativo é o motivo. Recente norma federal (Lei nº 9.784/99) arrolou os casos em que o ato administrativo tem de ser motivado. Assinale, no rol abaixo, a situação na qual não se impõe a motivação.

  • a) Decisão de recurso administrativo.

  • b) Decisão de processo administrativo de seleção pública.

c) Dispensa de processo licitatório. d) Revogação de ato administrativo. e) Homologação de processo licitatório. Curso
  • c) Dispensa de processo licitatório.

  • d) Revogação de ato administrativo.

  • e) Homologação de processo licitatório.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

Da desistência e outros casos de extinção do processo (arts. 51 e 52)

35. (2007/FCC ANS Técnico) No que concerne ao processo administrativo estabelecido pela Lei no 9.784/99, é INCORRETO afirmar:

  • a) Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o

interessado em imposição de

deveres, ônus, sanções ou restrição

ao

exercício de

direitos e

atividades e

os

atos

de outra natureza,

de

seu

interesse.

  • b) Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade

responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo de força maior, podendo ser dilatado até o dobro, mediante comprovada justificação.

c)

Havendo

pluralidade

de

interessados

na

abertura

de

processo

administrativo, ainda que tiverem conteúdo e fundamentos idênticos, deverão ser formulados, obrigatoriamente e em qualquer caso, pedidos individuais e diversos.

  • d) Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral, o

órgão competente poderá, mediante despacho motivado, abrir período de consulta pública para manifestação de terceiros, antes da decisão do pedido,

se não houver prejuízo para a parte interessada.

  • e) O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou

parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis, sendo que, havendo vários interessados, a desistência ou renúncia atinge somente quem a tenha formulado.

Da anulação, da revogação, e da convalidação (arts. 53 a 55)

Alvarás de pesquisa minerária, concedidos à empresa Zeta Minerações e Pavimentações Ltda., foram revogados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), após o Comando do Exército ter solicitado, sob o fundamento da prevalência do interesse público, permissão para que a área fosse utilizada e explorada pelo 9.º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército Brasileiro, tendo em vista a necessidade de que o Exército construísse, diretamente e em local próximo à área em exploração, instalações necessárias ao funcionamento de suas atividades. A empresa, então, solicitou ao ministro de Estado de Minas e Energia que este avocasse o processo administrativo e reformasse o ato nele praticado, tendo em vista a sua ilegalidade.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 A respeito

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

A respeito dessa situação hipotética, do regime jurídico dos recursos minerais e da avocação administrativa, julgue os itens que se seguem.

36. (2007/Cespe AGU Procurador) No âmbito da avocatória, só é possível realizar eventual revisão do ato do DNPM sob a invocação do mérito administrativo, mas não da sua ilegalidade, pois, nesse último caso, será cabível a anulação e não, a avocação. (Certo/Errado)

37. (CGU/2012) Determinado cidadão ostenta a condição de anistiado político, vez que fora beneficiado por ato administrativo, praticado em 05/10/2005, que lhe atribuiu tal condição, bem como determinou a reparação econômica dela decorrente.

Mediante acompanhamento das atividades da Administração Pública e usufruindo da transparência imposta pela Lei do Acesso à Informação, o cidadão descobre, em consulta ao sítio eletrônico do Ministério da Justiça, que havia sido formado grupo de trabalho para a realização de estudos preliminares acerca das anistias políticas até então concedidas.

Irresignado e temeroso de que as futuras decisões do referido grupo de trabalho viessem a afetar sua esfera patrimonial, o cidadão impetra mandado de segurança preventivo para desconstituir o ato que instaurou o grupo de trabalho.

Acerca do caso concreto acima narrado, assinale a opção incorreta, considerando a jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre a questão.

  • a) A criação

do

mencionado grupo de

autotutela administrativa.

trabalho insere-se no poder de

  • b) Por força do art. 54 da Lei n. 9.784/99, há prazo decadencial para que a

Administração revise seus atos.

  • c) Caso o grupo de trabalho encontre ilegalidades na concessão da anistia,

será preciso ouvir o cidadão por ela beneficiado, garantindo-lhe o

contraditório e a ampla defesa.

  • d) Não houve ato ilegal ou abusivo da Administração passível de correção

pela via do mandado de segurança.

  • e) A Administração conduzirá os processos submetidos ao grupo de trabalho

baseada no princípio da oficialidade.

Do recurso administrativo e da revisão (arts. 56 a 65)

(2005/Cespe Antaq Analista) Durante muito tempo, o termo processo vinha associado à função jurisdicional. Não se cogitava, no âmbito do direito administrativo, de processo atinente às relações entre administração e cidadãos.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o termo processo para significar a processualidade administrativa. Por isso, encontra-se esse termo no

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 inciso LV

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

inciso LV do art. 5.°: "Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes."

Odete Medauar Direito administrativo moderno. 9 a ed. (rev e

atual). São

Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2005 (com adaptações)

Considerando o texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir, referentes ao processo administrativo, com base na Lei n.° 9.784/1999 e nas normas constitucionais.

  • 38. Caso ao final da instrução de um processo administrativo um servidor obtenha

decisão desfavorável da autoridade administrativa, da qual ainda caiba recurso, não estará ele obrigado a esgotar a instância administrativa para ter direito a recorrer ao Poder Judiciário. (Certo/Errado)

(2003/Cespe Defensor-AM) A administração direta do estado do Amazonas multou Cristiano por imputar a ele uma determinada infração ambiental. Inconformado, Cristiano realizou pedido administrativo de anulação da multa, por considerá-la ilegal, mas sua solicitação foi indeferida. Irresignado, ele recorreu dessa decisão indeferitória, mas ingressou com o recurso fora do prazo. Acerca da situação hipotética apresentada, julgue os itens a seguir.

39. Embora a intempestividade obste o conhecimento do recurso, nada impede que a autoridade administrativa competente reconheça a procedência

da argumentação de Cristiano e (Certo/Errado)

anule, de ofício, a penalidade.

  • 40. (2004/Cespe DPU Defensor) Há na doutrina menção ao princípio da

revisibilidade como um dos que orientam o processo administrativo, significando, à semelhança do princípio do duplo grau de jurisdição, que o interessado tem direito a recorrer das decisões que lhe forem desfavoráveis, salvo se o ato for praticado pela mais alta autoridade da esfera administrativa em questão. (Certo/Errado)

41. (2007/FCC TCE-MG Técnico) Têm legitimidade para interpor recurso administrativo, nos termos da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999:

a) os titulares de direitos e interesses que não forem parte no processo.

b) aqueles cujos recorrida.

direitos ou interesses não

forem afetados pela decisão

c)

as

associações

representativas, no tocante a direitos e interesses

coletivos. d) as organizações representativas,

no tocante

a

direitos e

interesses

individuais. e) os cidadãos quanto a direitos ou interesses individuais.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 42. (2006/Cespe

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

42. (2006/Cespe ANA ANALISTA ADMINISTRATIVO) Considere-se que uma empresa pública tenha sofrido processo administrativo e que a decisão tenha sido contrária aos seus interesses, na conclusão do processo. Nesse caso, de acordo com a Lei n.o 9.784/1999, para recorrer da decisão, a empresa deverá dirigir seu recurso à autoridade que proferiu a decisão, que poderá encaminhá-la à autoridade superior ou reconsiderá-la. (Certo/Errado)

43. (2004/FCC TRT 22R Analista Administrativo) Servidor público federal, objetivando impugnar determinada decisão administrativa, apresentou recurso regulado pela Lei no 9.784/99. Em virtude desse fato, considere as proposições abaixo:

I. O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não

a reconsiderar superior.

no prazo

de

5

(cinco) dias, o encaminhará à autoridade

II. O recurso interposto fora do prazo não impede a Administração de rever de ofício o ato ilegal, desde que não ocorrida a preclusão administrativa.

III. O prazo para interposição de recurso, salvo disposição legal específica, é de 15 (quinze) dias.

IV. O recurso sempre suspende os efeitos da decisão impugnada. É correto o que se contém APENAS em

  • a) I e II.

  • b) I e III.

  • c) I, II e III.

  • d) II e IV.

  • e) III e IV.

44. (2008/Cespe PGE/PB Procurador) Não é possível que a instância superior, ao analisar o recurso administrativo, imponha decisão mais severa do que a imposta por instância inferior. (Certo/Errado)

45. (2008/CESPE TJPI Juiz) A respeito da administração pública, assinale a opção correta.

  • a) O poder regulador insere-se no conceito formal de administração pública.

  • b) A jurisprudência e a doutrina majoritária admitem

a

coisa julgada

administrativa, o que impede a reapreciação administrativa da matéria

decidida, mesmo na hipótese de ilegalidade.

  • c) O princípio do processo judicial que veda a reformatio in pejus não se

aplica ao processo administrativo.

  • d) O poder normativo, no âmbito da administração pública, é privativo do

chefe do Poder Executivo.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 e) Conforme

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

  • e) Conforme entendimento do STF, o poder de polícia pode ser exercido pela

iniciativa privada.

46. (2007/ESAF/DF/PROCURADOR) Nos termos dos dispositivos da Lei n. 9.784/99, que regula o processo administrativo, é incorreta a afirmação de que:

  • a) não pode ser objeto de delegação a decisão de recursos administrativos.

  • b) quando a lei não fixar prazos diferentes, é de 10 (dez) dias o prazo para

interpor o recurso administrativo, contado da ciência da decisão ou

divulgação oficial da decisão recorrida.

  • c) o prazo para os órgãos consultivos emitirem seu parecer, quando devam

ser obrigatoriamente ouvidos, é de 15 (quinze) dias.

  • d) salvo disposição em contrário, os recursos administrativos não terão efeito

suspensivo.

  • e) a redação do art. 55 impõe expressamente o dever de a Administração

convalidar, sponte propria, os atos que apresentem defeitos sanáveis, nos quais se evidencia não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros.

47. (2004/Cespe STJ Analista Judiciário) Todo recurso administrativo tem, em regra, efeito devolutivo e, excepcionalmente, efeito suspensivo. (Certo/Errado)

48. (2007/Cespe Anvisa - Técnico) Um pedido de reconsideração acerca do referido indeferimento deveria ser dirigido à autoridade imediatamente superior à que indeferiu a solicitação do servidor. (Certo/Errado)

49. (2007/Cespe TJ-TO JUIZ) Por meio do recurso ou da revisão administrativa, não se admitirá como resultado o agravamento da situação do recorrente. (Certo/Errado)

50. (2008/Cespe PGE/PB Procurador) O prazo para a interposição do recurso administrativo é de 10 dias. (Certo/Errado)

51. (2008/Cespe PGE/PB Procurador) Não se exige a garantia de instância (caução) para a interposição de recurso administrativo, salvo disposição legal expressa em contrário. (Certo/Errado)

52. (2006/Cespe AGU PROCURADOR) O recurso hierárquico impróprio é o pedido de reexame dirigido à autoridade superior àquela que produziu o ato

impugnado, isto é,
impugnado,
isto
é,

verifica-se

(Certo/Errado)

dentro

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

da

mesma

escala

hierárquica.

Dos prazos (arts. 66 e 67)

53. (2002/FCC TRT 2R) Um prazo em um processo administrativo sujeito à Lei no 9.784/99, fixado em lei como de “um mês”, tem como seu dia do início 31 de janeiro. Considerando-se que o ano em questão não é bissexto, o dia do vencimento será:

  • a) 4 de março.

  • b) 3 de março.

  • c) 2 de março.

  • d) 1o de março.

  • e) 28 de fevereiro.

Das sanções (art. 68)

54. (2006/ESAF AFT) Conforme a

legislação federal sobre o processo

administrativo

(Lei

n.

9.784/99), as

sanções

a

serem aplicadas

pela

autoridade competente:

  • a) terão sempre natureza pecuniária.

  • b) podem consistir em obrigação de fazer ou de não fazer.

  • c) serão precedidas, se for o caso, pelo direito de defesa.

  • d) serão, sempre, obrigações de fazer.

  • e) podem ter, excepcionalmente, natureza de privação de liberdade.

Das disposições finais (arts. 69 e 70)

55. (2005/Cespe MP/MT) Com a promulgação da Lei n.º 9.784/1999, todo o processo administrativo passou a ser exaustivamente regulado por suas disposições. Uma das características desse processo é a gratuidade, ressalvada a possibilidade de a administração cobrar o ressarcimento de certos custos, como o de extração de cópias. (Certo/Errado)

56. (FGV/2008 - Senado Federal Anal. Legislativo Adm.) Em relação ao processo administrativo genérico, regulado pela Lei 9.784/99, é certo afirmar que:

(A) a Administração não pode cobrar por despesas processuais, sendo, inclusive, inconstitucional a lei que acaso permitisse tal cobrança. (B) as normas dos processos administrativos específicos, no que toca à densidade de incidência normativa, aplicam-se subsidiariamente no processo genérico, quando forem de ordem pública.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 (C) o

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

  • (C) o órgão competente para decidir o recurso administrativo pode agravar a

situação do recorrente, mas, antes da decisão, deve cientificá-lo do fato e permitir que ofereça as alegações de seu interesse.

  • (D) a decadência do direito da Administração de anular seus próprios atos

administrativos ocorre irrestritamente em 5 (cinco) anos quando deles se

originam efeitos patrimoniais contínuos.

  • (E) o administrador público deve motivar minuciosamente seus atos,

indicando os fatos e fundamentos jurídicos, quando, dentre outros casos, se tratar de decisão de recursos administrativos e de intimação por meio de publicação oficial.

  • 57. (FGV/2008 - Senado Federal Anal. Suporte de Sistemas) O

processo administrativo geral (regido pela Lei 9.784/99):

  • (A) admite que associações sejam legitimadas como interessados, na defesa

de interesses coletivos.

  • (B) insere, como direito do administrado, a obrigação de proceder com

lealdade e boa-fé.

  • (C) permite a delegação para a prática de atos que decidem recursos

administrativos, desde que seja estável a autoridade delegada.

  • (D) aplica-se também em matéria de direito tributário, inclusive no que

tange a infrações fiscais.

  • (E) não rende ensejo a que atos administrativos com vício de legalidade

sejam convalidados.

  • 58. (FGV/2008 - Senado Federal - Policial Federal) No que se refere

ao processo administrativo geral, regido pela Lei 9.784/99, é correto

afirmar que:

  • (A) atos

os

administrativos

com

vício

de

legalidade

não

podem ser

convalidados, em razão do princípio da segurança jurídica.

  • (B) não

nele

há incidência

dos

princípios

da

razoabilidade

e

da

proporcionalidade.

(C)

é

indispensável a motivação

nos

atos que

imponham ou agravem

deveres, encargos ou sanções.

  • (D) seu andamento não pode

resultar de impulsão, de

ofício, do órgão

administrativo, exigindo sempre a iniciativa do interessado.

  • (E) não há impedimento à atuação do servidor que o preside, ainda que

tenha interesse direto ou indireto na matéria discutida.

  • 59. (CGU/2012) A Lei n. 9.784/99, que regula o processo administrativo no

âmbito da Administração Pública Federal, aplica-se, subsidiariamente, nos processos administrativos específicos, a exemplo do Processo Administrativo Disciplinar. A respeito de suas disposições, assinale a opção incorreta.

a) Considerando a

ausência de

disposição

na

Lei

n. 8.112/90,

a

Lei

n.

9.784/99

limitou em

3

(três) o número

de testemunhas indicadas pelo

acusado

 

a

ser

ouvidas

pela

b)

É

vedada

à

Administração a recusa imotivada de

comissão. recebimento de

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 documentos, devendo

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

documentos,

devendo

o

servidor

orientar

o

interessado

quanto

ao

suprimento

 

de

eventuais

falhas.

c)

A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo

órgão

 

administrativo.

d)

O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade

dos

fatos,

nem

a

renúncia

a

direito

pelo

administrado.

e)

A intimação pode ser efetuada por ciência no processo, por via postal com

aviso de recebimento, por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado.

60. (CGU/2012) Determinado cidadão, detentor do domínio útil de terreno de marinha, insurge-se contra o processo administrativo adotado pela Administração Pública para fins de atualização da taxa de ocupação do terreno em que ele figura como enfiteuta.

Tendo em mente recente julgado do STJ acerca do tema, assinale a opção considerada correta por aquele Tribunal Superior.

a)

A majoração

da

taxa

de

ocupação de terreno de marinha

efetivada

mediante atualização do valor do imóvel depende da participação do

administrado.

 

b)

A norma contida no art. 28 da Lei n. 9.784/99 prevalece sobre a do art. 1 o

do Decreto n. 2.398/87.

 

c)

A atualização anual da taxa de ocupação dos terrenos de marinha pode

ser tida como uma imposição de um dever ou ônus ao administrado.

d)

A classificação de certo imóvel como terreno de marinha não depende de

prévio contraditório e ampla defesa.

 

e)

No caso das taxas de ocupação dos terrenos de marinha, é despiciendo

procedimento administrativo prévio com a participação dos interessados, bastando que a Administração Pública siga as normas do Decreto n.

2.398/87.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

QUESTÕES COMENTADAS

  • 1. (2003/Cespe AGU) Em face da atual distribuição de competência na

Constituição da República, cabe à União legislar acerca de processo administrativo para si própria e para os demais entes da Federação.

Comentários:

Primeiro

de

tudo precisamos fixar, de

vez,

9.784/1999, objeto de estudo desta aula.

a abrangência da Lei

O mais bobodos concursandos sabe que os entes da federação possuem competência para se auto-organizar, ou seja, são autônomos nos termos da CF/1988 (art. 18). Assim, cada um desses tem competência para legislar sobre algumas matérias referentes quanto ao seu próprio funcionamento, como servidores públicos e processos administrativos.

Em razão

disso, a

União, quando cria, por exemplo, sua própria

norma a respeito de servidores, tal norma não se estenderá, automaticamente, aos estados e aos municípios da Federação. Esses, bem como o DF, estabelecem suas próprias normas a respeito de servidores. É o que ocorre com a Lei 8.112/90, por exemplo, que vale tão só para servidores civis federais.

Com esse mesmo raciocínio, a Lei 9.784/1999 vale tão só para a União, não se estendendo aos demais integrantes da Federação, daí a incorreção do quesito.

Uma última informação: nada impede que os Estados-membros adotem, facultativamente, a legislação federal, contudo, há a necessidade de a lei estadual determinar sua aplicação, enfim, não é de aplicação automática.

1. Gabarito: ERRADO

(2007/Cespe TCE-GO Procurador) Na Lei do Processo Administrativo (Lei n.º 9.784/1999), são definidas regras aplicáveis a praticamente todas as atividades administrativas e não necessariamente relacionadas ao processo administrativo. Regras básicas relacionadas a anulação, revogação e convalidação dos atos administrativos, por exemplo, que não mantêm pertinência direta com o processo administrativo, estão previstas na mencionada lei.

Lucas Rocha Furtado. Curso de direito administrativo.

Belo Horizonte: Fórum, 2007, p. 1.212 (com adaptações).

  • 2. (2007/Cespe TCE-GO Procurador) Institui normas básicas sobre o

processo administrativo no âmbito da União, dos estados, do DF e dos

municípios, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da administração.

Comentários:

Como revimos na questão

anterior, a União

institui

suas próprias

normas a respeito dos seus processos administrativos.

Com

efeito, foi

editada a Lei 9.784/1999, a qual institui normas básicas sobre o processo

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 administrativo no

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração (art. 1º da Lei 9.784/99).

BIZU DE PROVA: a Lei 9.784/1999, chamada de “geral dos processos administrativos federaisvale para Administração Indireta também (Lembram? Isso mesmo. Autarquias, fundações, sociedades de economia mista, e empresas públicas).

Além disso, vale

para todos os

poderes, no desenrolar, é claro, de

processos administrativos. Vejamos o que diz o §2º do art. 1º da norma:

Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.

Portanto, a questão estaria resolvida: a Lei 9.784/1999 vale para a Administração Direta e Indireta de todos os Poderes, no que diga respeito aos processos administrativos que sejam desenvolvidos. Mas, como já se disse, não é obrigatória para Estados, Municípios e Distrito Federal. Logo, errado o item.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 administrativo no

2. Gabarito: ERRADO

3. (2007/CESPE/TCE-GO/Procurador) A Lei 9.784/1999 não tem nenhuma aplicação nos processos dos tribunais de contas, visto que a própria lei exclui a sua aplicabilidade aos processos administrativos específicos, regidos por legislação própria.

Comentários:

Como já citado, a Lei 9.784/1999 aplica-se a toda Administração Pública Federal, no desenrolar de processos administrativos. Então, aplica- se, por exemplo, ao Tribunal de Contas da União e ao MPU? A resposta é positiva e, daí, incorreção do item.

Para não perder o bom costume, algumas observações merecem feitas.

É sabido

por

nós

que

o

TCU

tem sua

própria Lei Orgânica,

a

Lei

8.443/1992. Dentre

outras

disposições,

esta

última

norma

cuida

dos

processos típicos do Tribunal. Estes processos são chamados por nós no Tribunal de “processo de controle”, sendo o mais conhecido o de contas, “ordinárias” – as anuais, as “especiais”, instauradas em razão da ocorrência

de um dos fatos previstos no art. 8º da Lei 8.443/1992, ou as

extraordinárias (em caso

de

fusão

e

de extinção,

por

exemplo).

Os

processos do TCU, no exercício de suas competências, têm natureza

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 administrativa ,

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

administrativa, ainda que de colorido quase jurisdicional, como de vez em quando o STF ressalta.

Há uma antiga regra jurídica que diz entre o geral e o específico, vale o específico. Assim, entre normas gerais e específicas, aplicam-se as específicas. Desse modo, aos processos do TCU aplica-se, precipuamente, a sua própria Lei Orgânica, a qual cuida dos processos da Corte de Contas Federal. Mas, então, não se aplica à Lei 9.784/1999 ao TCU? Sim, mas apenas subsidiariamente. Com outras palavras, não havendo resposta na Lei específica, busca-se a resposta na Lei geral do Processo Administrativo Federal. Inclusive, essa é a jurisprudência do STF (MS 23.550):

de qualquer modo, nada exclui os procedimentos do Tribunal de Contas da aplicação subsidiária da lei geral de processo administrativo federal (Lei 9.784/1999), que assegura aos administrados, entre outros, o direito a 'ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos (art. 3º, II), formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente (o grifo não consta do original).

  • 3. Gabarito: ERRADO

  • 4. (2005/Cespe TJ-CE Juiz) Uma decisão administrativa, mesmo que não

fira norma jurídica expressa, pode ser inválida se, por exemplo, não guardar relação adequada entre os meios que elegeu e os fins a serem perseguidos pela administração.

Comentários:

A resposta a este item é simples, basta recordar do aprendizado sobre o princípio da proporcionalidade. Lembremos, pois, a conceituação do princípio: ADEQUABILIDADE ENTRE OS MEIOS UTILIZADOS E OS FINS PRETENDIDOS.

Se a conduta do Administrador não respeita tal relação, será
Se
a
conduta
do
Administrador
não
respeita
tal
relação,
será

excessiva, portanto, desproporcional. A ideia central da

proporcionalidade é que todos só são obrigados a suportar restrições em sua liberdade ou propriedade de iniciativa da Administração Pública se imprescindíveis ao atendimento do interesse público. Dessa forma, é possível, sim, invalidar-se uma decisão administrativa quando

não respeitada a necessária proporcionalidade condutas administrativas.

  • 4. Gabarito: CERTO

que

deverá orientar as

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 5. (2008/FCC

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

5. (2008/FCC TRF-5R Técnico) Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:

I. atendimento a fins de interesse individual, válida a renúncia total ou parcial de poderes ou competências, salvo autorização em lei. II. objetividade no atendimento do interesse público, permitida a promoção pessoal de agentes ou autoridades. III. divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição. IV. adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados. No tocante a Lei no 9.784/99, está INCORRETO o que consta APENAS

em:

  • a) I e II.

  • b) I e III.

  • c) II e III.

  • d) II e IV.

  • e) I, II e IV. Comentários:

Essa questão reproduz, literalmente, o parágrafo único do art. 2º da Lei 9.784/1999, o qual trata dos critérios de condução dos processos administrativos por todas as partes envolvidas (administradores, técnicos, peritos etc.), não nos oferecendo, portanto, grandes dificuldades. Vamos à análise dos quesitos.

Item

I

INCORRETO. O

atendimento dirige-se a

fins gerais,

havendo desvio de finalidade atender aos fins meramente individuais. Outro erro do quesito é afirmar que é válida a renúncia de poderes ou competências (a competência é irrenunciável).

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 5. (2008/FCC

Item II INCORRETO. A objetividade é, de fato, um dos critérios da Lei, no entanto, em nome do princípio da impessoalidade, é vedada a promoção dos agentes ou autoridades, daí a incorreção do quesito.

Item III CORRETO. Perfeito o quesito. A Lei 9.784/99 menciona

divulgação

oficial,

ou

seja,

o

meio

de

se

oferecer transparência,

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 visibilidade, da

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

visibilidade, da conduta dos administradores não será, necessariamente, a publicação no Diário Oficial. Sabemos que, por vezes, a mera afixação em quadro de avisos já é suficiente para dar publicidade aos atos da Administração.

Contudo, o princípio da publicidade não é de aplicação irrestrita, isso porque existem exceções expressas no texto constitucional, como é o caso de assuntos atinentes à Segurança Nacional.

Item IV CORRETO. Perfeito o quesito. No Direito Administrativo não vigora o princípio da instrumentalidade das formas, como ocorre no Direito Civil, com outras palavras, no direito público a forma é elemento essencial à validade dos atos, não podendo ser deixado sob a discricionariedade do administrador. No entanto, o entendimento atual é de que a forma não pode ser superior ao fim desejado pela Administração (é apenas um meio), devendo, portanto, o administrador evitar o uso de formas exageradas, complexas, tudo em nome do princípio da simplicidade, do formalismo moderado.

5. Gabarito: item A.

6. (2006/ESAF

ANEEL/Técnico) Assinale a opção que elenque dois

princípios norteadores da Administração Pública que se encontram implícitos na Constituição da República Federativa do Brasil e explícitos na Lei n.

9.784/99.

  • a) Legalidade / moralidade.

  • b) Motivação / razoabilidade.

  • c) Eficiência / ampla defesa.

  • d) Contraditório / segurança jurídica.

  • e) Finalidade / eficiência. Comentários:

Questão bastante maliciosa da Esaf, isso porque exige do candidato decorar os princípios expressos da Lei 9.784/1999, em seu art. 2º, caput:

Art. 2 o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.

Vamos

começar

pela

comparação

com

o

art.

37,

caput, da

Constituição:

legalidade,

impessoalidade,

moralidade,

publicidade,

e

eficiência.

Então

perceberam

alguma

diferença?

Isso

mesmo,

os

princípios

da

publicidade

e

da

impessoalidade

 

não

são

citados

expressamente na Lei 9.784/1999. Ressalto que a Banca pode fazer as seguintes construções: quais são os princípios previstos no art. 37,

caput, da

CF/1988, não

explicitados no

art.

2º,

caput, da

Lei

9.784/1999? Ou,

ao

comparar o rol

art.

37

da

CF/1988 com o identidade.

art.

2º,

caput, da

de princípios do Lei de Processo,

assinale a

Vamos agora aos quesitos. Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges –

Vamos agora aos quesitos.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

Item A INCORRETO. Os dois princípios são citados, igualmente, na CF/1988 e na Lei 9.784/1999.

Item B CORRETO. Exatamente como solicitado pela Banca, isso porque os princípios da razoabilidade e da motivação permanecem (para a Administração Pública) implícitos no texto constitucional, porém, já estão explícitos na Lei 9.784/1999, daí a correção do item.

Item

C

INCORRETO.

São

constitucional e na Lei de Processo.

dois princípios expressos no

texto

Item D INCORRETO. O contraditório é princípio expresso tanto na CF/1988 quanto na Lei de Processo, no entanto, o princípio da segurança jurídica é implícito apenas na CF/1988, encontrando-se, atualmente, explícito na Lei de Processo, daí a incorreção do quesito.

Item E INCORRETO. A finalidade é princípio expresso na Lei 9.784/1999 e implícito no texto constitucional, todavia, o princípio da eficiência está explícito em ambas as normas, daí a incorreção do item em análise.

6. Gabarito: item B.

7.

(2008/FCC TRF/5R

Analista) De

acordo

com

a

Lei

9.784/99,

considere:

 

I. Ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão dificultar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações.

II. Ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que seja interessado ou não, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas.

III. Formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente.

IV. Fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei.

É correto afirmar que, perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados, o administrado tem os direitos apontados APENAS em:

  • a) I e IV.

  • b) I e II.

  • c) I e III.

  • d) III e IV.

  • e) II e IV. Comentários:

Vamos direto aos quesitos, fazendo sua análise a partir da leitura do art. 3º da Lei:

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 Art. 3

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

Art. 3 o O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados:

I

-

ser

tratado com respeito pelas

autoridades e servidores, que

deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas

obrigações;

 

II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas;

III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente;

IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei.

Item I INCORRETO. No inc. I, os servidores deverão facilitar o exercício dos direitos e não dificultar, daí a incorreção do quesito.

Item II INCORRETO. A Lei garante ter ciência da tramitação dos processos, bem como ter vistas, obter cópias de documentos, contudo, isso só é franqueado àqueles que estão na condição de interessado, logo, incorreto o item ao afirmar que mesmo os não interessados podem ter acesso aos autos.

Item III CORRETO. O inc. III do art. 3º, acima, é expresso nesse sentido.

Item IV CORRETO. O inc. IV do art. 3º é expresso nesse sentido, logo, correto o item.

8.

7. Gabarito: item D.

(2006/ESAF TCU ACE) Na Lei Federal n. 9.784/99, que trata sobre o

processo administrativo, estão previstos os deveres do administrado perante

a Administração.

Assinale, no rol abaixo, aquele dever que não consta da norma acima mencionada.

  • a) Proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé.

  • b) Não agir de modo temerário.

  • c) Prestar as informações que lhe forem solicitadas.

  • d) Atuar de forma a impulsionar o processo.

  • e) Expor os fatos conforme a verdade. Comentários:

Preliminarmente à análise propriamente dita, uma rápida leitura do art. 4º da Lei:

Art. 4 o São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo:

I - expor os fatos conforme a verdade;

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 II -

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; III - não agir de modo temerário;

IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos.

O erro está contido no item “D”, isso porque a impulsão, de ofício, do processo administrativo é um dos critérios a serem seguidos pelo administrador (inc. XII do parágrafo único do art. 2º). Temos, nessa passagem, o princípio do impulso oficial, o qual representa o dever de a Administração, depois de instaurado o processo, mantê-lo em curso, em movimento, independentemente da inércia (da paralisação) do administrado.

8. Gabarito: item D.

9. (2007/Cespe PGE-PA ADMINISTRADOR) O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.

Comentários:

Vamos direto ao que interessa. O item em análise fala de uma das fases do mesmo, a instauração. Conforme o art. 5° da Lei 9.784/1999, o processo pode ser iniciado pela Administração (leia-se: de ofício) ou em razão de provocação do interessado, sendo que o requerimento feito por este último deve ser formulado, de regra, por escrito e conter os seguintes dados:

  • - órgão ou autoridade administrativa a que se dirige;

  • - identificação do interessado ou de quem o represente;

  • - domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações;

  • - formulação

do

pedido,

fundamentos; e

com

exposição

dos

fatos

e

de

seus

  • - data e assinatura do requerente ou de seu representante.

Então correto nosso item, dado que o processo administrativo pode ser iniciado tanto a pedido de um interessado, quanto de ofício.

Basicamente,

ainda

duas

outras

fases

nos processos

administrativos:

I) INSTRUÇÃO

na

qual

se

faz

o levantamento das

informações

necessárias à tomada de decisão; II) DECISÃO após a instrução, cabe ao órgão/agente público decidir.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 De maneira

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 De maneira

De maneira sintética, então, o trâmite de um processo administrativo pode ser assim ser resumido: instaura, instrui, decide.

9. Gabarito: CERTO

10. (2008/FCC TRF/5R Analista) Segundo a Lei nº 9.784/99, no que diz respeito ao início do processo é INCORRETO afirmar:

a) O processo administrativo pode iniciar-se interessado.

de ofício

ou

a

pedido

de

b)

É

lícito

à

Administração

a

recusa

imotivada

de

recebimento

de

documentos, devendo o servidor suprimento de eventuais falhas.

orientar

o

interessado

 

quanto

ao

c) O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado por escrito.

d) Os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou

formulários padronizados para assuntos equivalentes.

que importem pretensões

e) Quando os pedidos de uma pluralidade de interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos, poderão ser formulados em um único requerimento, salvo preceito legal em contrário.

Comentários:

Questão de fixação. Vamos direto aos quesitos. Item A CORRETO. Art. 5º da Lei 9.784/1999.

Item B INCORRETO. O parágrafo único do art. 6º da Lei de Processo é categórico “é vedada à Administração a recusa imotivada de

recebimento de documentos (

...

)”.

Com outras palavras, o administrador

não pode, sem qualquer razão plausível, negar o recebimento de documentos entregues pelo administrado. Assim, se houver motivo justificável, é dever do administrador não receber a documentação e, ainda, orientar sobre as eventuais falhas cometidas, por exemplo:

documento encaminhado para órgão incompetente. Cabe a este orientar o administrado sobre o órgão competente e não reter a documentação, sem qualquer providência.

Item C CORRETO. Exatamente como estabelecido no art. 6º, caput, da Lei 9.784/1999.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 Item D

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

Item D CORRETO. É bastante lógico o art. 7º da Lei 9.784/1999, ao exigir que os órgãos e entidades elaborem modelos ou formulários padronizados, especialmente para atender as pretensões equivalentes. Percebam que não estamos diante de ato discricionário, mas sim vinculado

(os órgãos e entidades deverão (

...

)).

Item E CORRETO. O item está exatamente nos termos do art. 8º da norma, daí sua correção. O requerimento único é mesmo possível, até por uma questão de racionalidade administrativa, contudo, para sua admissão, os pedidos devem ter o mesmo conteúdo (objeto) e fundamento. Assim, por exemplo, se o pedido tem o mesmo conteúdo, mas os fundamentos são diversos, a análise será em separado; da mesma forma, se o fundamento jurídico é idêntico, mas o resultado desejado é diverso, o caminho é análise em separado.

  • 10. Gabarito: item B.

11. (2005/Cespe ANCINE Advogado) No processo administrativo, se excluídas a delegação e a avocação, a competência é irrenunciável

Comentários:

De

cara,

alguém

deve

ter

se

perguntado:

poxa,

o

tema

‘competência’ não diz respeito aos atos administrativos? Lembro que os atos se inserem em algo maior, os processos, os quais, no nosso caso, são administrativos. Então, ao tratarmos de processos aqui, estamos tratando de atos. Mas como recordar é viver, como diria um poeta.

O tema é tratado, no essencial, do art. 11 ao art. 17 na Lei, a qual estabelece, de pronto, a irrenunciabilidade da competência, portanto, devendo ser exercida a quem foi atribuída, ressalvas feitas às possibilidades de delegação e avocação.

Interessante destacar a péssima construção do item, o qual nos dá a ideia de renúncia de competência nos casos de delegação e de avocação. Na realidade, a ideia é equivocada. Veremos os motivos da crítica, mas, antes, é necessária a citação do art. 11 da Lei 9.784/99, que assim dispõe:

A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 Item D
Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 A leitura

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

A leitura do dispositivo reconstruído fica assim: a competência para a prática de atos em processos administrativos deve ser exercida pelos órgãos a que foi atribuída como própria, permitindo-se a delegação e a avocação nos casos juridicamente admissíveis. Todavia, não se permite a renúncia de competência, uma vez que isso seria como renunciar ao interesse público.

Como você percebe, o item que estamos analisando é dúbio em sua redação, e, certamente, poderia ter sido objeto de recurso junto à banca, pleiteando-se sua anulação. Todavia, certamente, não houve recurso. Daí, a manutenção do gabarito como correto.

BIZU: de

agora

em diante,

se

tiverem dúvida nas

questões de

administrativo mandem notificações no fórum concurseiros (www.forumconcurseiros.com.br), para que seja aferida a possibilidade de recursos. Se couber algum, podemos tentar dissuadir a ilustre organizadora do “pecado” cometido.

  • 11. Gabarito: CERTO

12. (2008/Cespe MMA Analista Ambiental) Um órgão administrativo e seu titular poderão delegar toda a sua competência a outros órgãos ou titulares, desde que estes lhes sejam hierarquicamente subordinados.

Comentários:

Um órgão administrativo e quem o titulariza podem, desde que não haja proibição legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica, ou territorial (não é política e sequer moral!). É o que diz o art. 12 da Lei 9.784/1999, literalmente:

Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.

O erro da questão? Basicamente, dois:

I) dizer que pode haver delegação de toda competência. Não pode. Veja que o primeiro trecho negritado fala em delegação de parte. Só não diz qual o tamanho dessa “parte”, o que pode levar a problemas no dia a dia do

mundo real. Se houver delegação de 99% da competência, é delegação em parte. Mas deixa pra lá. Isso é procurar “chifres em cabeça de cavalo” 1 e o examinador, normalmente, não faz isso ...

II)

a

questão

informa, ainda, que

só pode haver delegação caso o

recebedor da delegação seja hierarquicamente subordinado ao delegante. ERRADO também, isso porque o dispositivo em referência permite a delegação ainda que não haja subordinação hierárquica.

1 A UNI do Caverna do Dragão tem chifre, mas a UNI é Unicórnio e não Cavalo, viu!

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 O ato

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

O ato delegatório, quando for possível, deverá especificar os poderes transferidos, podendo ser revogado a qualquer tempo pelo delegante (é a qualquer tempo mesmo!).

O ato praticado sob o manto da delegação reputa-se praticado pelo delegado, é dizer, por quem efetivamente o praticou, e quem, inclusive, responderá por eventuais irregularidades no exercício da competência delegada.

12.

Gabarito: ERRADO.

13. (2004/ESAF CGU Analista) De acordo com a Lei de Processo Administrativo (Lei nº 9.784/99), pode haver a delegação de competência, quando conveniente em razão de circunstâncias diversas. No rol normativo não se inclui a circunstância da seguinte índole:

  • a) social

  • b) moral

  • c) econômica

  • d) jurídica

  • e) territorial.

Comentários:

A seguir, o art. 12 da Lei 9.784, de 1999:

Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.

Ou seja, um órgão administrativo e quem o titulariza podem, desde que não haja proibição legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica, ou territorial (não é política e sequer moral!). Daí a correção da alternativa B.

13.

Gabarito: item B.

14. (2004/Cespe TCU Analista) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir sobre recursos administrativos, ele poderá, por força de disposição legal, delegar essa competência ao respectivo presidente.

Comentários:

Questão bem tranquila. O art. 13 da Lei 9.784/1999 informa ser indelegável a competência para apreciação de recursos administrativos, daí a incorreção do item. Essa é uma das boas passagens da Lei, pela seguinte razão: imaginemos que uma autoridade qualquer tome uma decisão que tenha sido potencialmente prejudicial a um particular.

Esse então recorre (há uma nuance interessante no andamento do recurso administrativo que veremos mais adiante).

O recurso administrativo Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula

O

recurso

administrativo

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

é

encaminhado,

então,

pela

via

hierárquica para a autoridade. Suponhamos que essa autoridade superior pudesse delegar a competência para a apreciação do recurso.

Resultado: a autoridade hierárquica superior poderia delegar para aquela que houvera tomado a decisão administrativa inicial, a qual era exatamente a decisão que o potencial prejudicado queria ver reformulada.

Em síntese: permitir a delegação da apreciação de recursos administrativos poderia simplesmente “fulminar” o “duplo grau

administrativo”. Preferimos outra construção: duas cabeças pensam melhor do que uma. É preciso que mais de uma autoridade tenha possibilidade de se pronunciar quanto a situações que tenham de ser decididas pela Administração.

Outras vedações de delegação são, igualmente, extraídas do art. 13 da Lei 9.784/1999, a saber: a edição de atos de caráter normativo e as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.

O recurso administrativo Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula
  • 14. Gabarito: ERRADO

15. (2008/FCC TCE-SP/Auditor) De acordo com a lei federal de processo administrativo (Lei nº 9.784/99), a delegação da prática de atos administrativos tem como característica a:

  • a) proibição de ressalva quanto ao exercício da atribuição delegada.

  • b) permissão de delegação de atos normativos e de decisão de recursos.

  • c) dependência da autorização expressa de lei específica.

  • d) limitação da delegação a órgãos hierarquicamente subordinados.

  • e) permissão da sua revogação a qualquer tempo, mesmo que concedida por

prazo determinado.

Comentários:

O gabarito correto é o item “E”, isso porque a delegação pode mesmo a qualquer tempo ser revogada, independentemente da fixação de prazo ou de condições.

Vamos, agora, identificar os erros dos demais quesitos.

Item A INCORRETO. A delegação é a repartição parcial do exercício de competência com outros agentes subordinados ou não, devendo tanto o ato inicial de delegação como sua revogação serem publicados em meio oficial (leia-se: não é, necessariamente, Diário Oficial, pode ser um

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 Boletim Interno

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

Boletim Interno do órgão/entidade). E qual a utilidade desta publicação? Principalmente para efeito de controle por outras autoridades e órgãos, isso porque as decisões adotadas serão consideradas editadas pelo delegado.

Agora, vamos ao ponto central do quesito: é possível a delegação com reserva de poderes? A resposta é positiva, segundo previsto no §1º do art. 14 da Lei 9.784/1999:

§

1 o

O

ato

de

delegação

especificará

as

matérias

e

poderes

transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os

objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada.

A delegação com reserva de poderes garante que a autoridade (delegante) conjuntamente com delegado exerça a competência, com outras palavras, em havendo reserva de poderes, é desnecessário que a autoridade delegante primeiro revogue a delegação para depois exercer a competência. Item B INCORRETO. O art. 13 veda a delegação de tais atos. Item C INCORRETO. Olha o que diz o art. 12:

Um órgão administrativo e impedimento legal, delegar

seu titular poderão,

parte

da

sua

se

não

houver

competência a

outros

órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.

Perceberam?

Isso

mesmo,

não

é

necessário

o

advento

de

lei

garantindo a delegação, daí a incorreção do quesito.

Item D INCORRETO. A PM de São Paulo aplica multa de trânsito, estranho não é?! Como é que pode a PM aplicar multa, se a competência é do DETRAN, pergunta-se o amigo concursando. Acontece que o DETRAN delegou o exercício da competência à Polícia Militar, diga-se de passagem, órgão não subordinado ao DETRAN. Isso só foi possível porque o art. 12 da Lei 9.784/1999 é enfático em afirmar que a delegação pode ocorrer ainda que não haja subordinação hierárquica.

  • 15. Gabarito: item E.

16. (2006/Cespe ANATEL ANALISTA ADMINISTRATIVO) A avocação temporária de competência é admitida, desde que seja em caráter excepcional e se relacione a órgãos hierarquicamente subordinados, prescindindo da relevância dos motivos e de justificação.

Comentários

Questão fácil, no entanto, vale-nos a título de fixação.

A avocação é tratada no art. 15 da Lei 9.784/1999. O dispositivo será reproduzido para ser explorado um pouco mais:

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 Será permitida,

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 Será permitida,

Os destaques que fazemos desse preceito referente à avocação são os seguintes:

I) Caráter excepcional: a avocação

não

deve ser

prática, mas

exceção. Não é desejável que a

norma

atribua

competência

a

um

órgão/agente e o superior hierárquico, então,

retire

tal competência.

Ademais, imagina a situação do sujeito que tem sua competência avocada. Acabaria sendo marcado em seu local de trabalho. Mais ou menos assim:

olha, lá vai ele. O sujeito que teve sua competência avocada ... II) Motivos relevantes, justificados: não poderia ser diferente. Se a avocação é excepcional, tem de ser explicada quando ocorrer. Daí, sua necessária motivação;

III) Temporária: o tempo certo é necessário. Se não, melhor que a competência passe a ser do avocante;

IV) Com

relação a órgão

inferior:

imagina

diferente

avocar

competência de quem é hierarquicamente superior. Não há sentido nisso,

não é? Vamos para a próxima.

  • 16. Gabarito: ERRADO

17. (2002/FCC TRE/PI Analista Judiciário) No âmbito da Administração Pública federal, em conformidade com a Lei nº 9.784, de 29.01.99, deverá ser observada, quanto à competência, entre outras regras, que:

a) não será permitida, em qualquer hipótese, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.

b) inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir.

c) é vedado ao órgão administrativo

e

seu titular

delegar parte de

sua

competência a outros órgãos ou titulares, quando hierarquicamente subordinados.

estes não

lhe

sejam

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 d) poderão

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

d) poderão ser objeto de delegação a decisão de recurso administrativo e a edição de atos de caráter normativo.

e) para o ato de delegação basta ser especificada a matéria, os poderes transferidos e os limites da atuação do delegado.

Comentários:

Vamos direto à análise dos itens.

Item A INCORRETO. Revimos que a avocação (ato de trazer para si) é sempre: motivado, temporário, e excepcional, aplicando-se aos órgãos subordinados, daí a incorreção do quesito. Ver figura na questão anterior.

Item B CORRETO. O item está correto, nos termos do art. 17 da Lei 9.784/1999. A lógica do dispositivo é garantir ao administrado maior chance de ver seu pleito revertido pela Administração.

Pensa

na

seguinte

situação:

houve

aplicação da penalidade de

advertência pelo chefe imediato de servidor federal do Poder Executivo, sendo que a lei não menciona a autoridade competente para a apreciação de possível recurso interposto. Na omissão, se a autoridade competente for o Presidente da República e o recurso do servidor for pelo Presidente

indeferido, o único caminho do Judiciário.

administrado agora é

bater

as

portas do

Entenderam por que começar pelo menor nível hierárquico?

Item C INCORRETO. O art. 12 da norma afirma que a delegação é possível, apesar de entre órgãos não subordinados, daí a incorreção do quesito.

Item D INCORRETO. O art. 13 da Lei veda a delegação de tais atos, daí a incorreção do item.

Item E INCORRETO. O §1º do art. 14 determina a especificação das(os):

  • Matérias e poderes transferidos;

  • Limites da atuação do delegado;

  • Duração;

  • Objetivos da delegação; e

  • Recursos cabíveis.

No item, em análise, a Banca deixou de citar a duração, os objetivos, e o recurso cabível, daí sua incorreção.

17. Gabarito: item B.

18. (2007/ESAF PGDF) Em relação ao Processo Administrativo, analise os itens a seguir:

I. O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão recorrida, ainda que a matéria não seja de sua competência, nos termos da Lei n. 9.784/99;

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 II. Conforme

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

II. Conforme expressa previsão legal, um órgão administrativo e seu titular poderão delegar parte de sua competência a outros órgãos ou titulares, mesmo que não lhes sejam hierarquicamente subordinados;

III. Apenas o ato de delegação deverá ser publicado

no meio oficial,

observando-se o princípio da publicidade, tendo em vista a exigência legal,

não se aplicando referida exigência para o ato de revogação;

IV. De acordo com o disposto na Lei n. 9.784/99 e o princípio constitucional

da moralidade

administrativa,

é

suspeito

de

atuar

em processo

administrativo o servidor ou autoridade que tenha interesse indireto na

matéria;

V. A Lei n. 9.784/99 admite a avocação de competência, ainda que interfira no duplo grau.

A quantidade de itens incorretos é igual a:

a) 3 b) 2 c) 1 d) 4 e) 5 Comentários:

Vamos aos quesitos.

Item I INCORRETO. Ainda que a matéria não seja de sua competência?! Na boa, permito-me não comentar, rsrs ...

Item II CORRETO. A avocação, nos termos da Lei, é decorrência da hierarquia. A delegação, por sua vez, nem sempre decorre da hierarquia. O exemplo clássico que costumo citar é a delegação do DETRAN para as PMs dos Estados para aplicação de multas. Obviamente que, entre o Detran e a PM, inexiste laço de subordinação.

Item III INCORRETO. Tanto o ato de delegação como o ato de revogação da delegação devem ser publicados em meio oficial. É com a publicidade do ato de revogação que, oficialmente, o gestor delegatário deixa de responder pelo expediente.

Item IV INCORRETO. A suspeição não se confunde com o impedimento, apesar de ambos os institutos serem uma decorrência do princípio da impessoalidade. Na suspeição, as situações que a suscitam são SUBJETIVAS, no caso, amizade íntima e inimizade notória. Por sua vez, no impedimento, as situações são OBJETIVAS, como, por exemplo, participar de processo para aumento da própria remuneração ou remuneração da esposa (interesse direto e indireto, nessa ordem).

Item V CORRETO. A Lei 9.784, de 1999, permite, expressamente, a avocação, isto é, o ato de trazer para si a competência do subordinado ou, temporariamente, a competência delegada. E, quanto ao duplo grau, observo que não é um princípio previsto expressamente na Lei. Em verdade, o número de instâncias recursais máximo é de três, o que nos leva a concluir pela existência de apenas uma instância.

18. Gabarito: item A.

19. (2008/ESAF

CGU

Correição) Em relação aos impedimentos e à

suspeição, de que tratam as disposições constantes da Lei n. 8.112, de 11 de

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 dezembro de

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

dezembro de 1990 e da Lei n. 9.784, de 29 de janeiro de 1999, é correto afirmar que:

  • a) é impedido de atuar em processo administrativo servidor ou autoridade

cujo primo participou como testemunha nos autos.

  • b) servidor efetivo estável pode participar como membro de comissão

disciplinar que investigue ato de superior hierárquico.

  • c) pode participar de comissão de processo administrativo disciplinar ou de

sindicância servidor que seja cunhado da acusada.

  • d) servidor que incorrer em hipóteses de impedimento deve comunicar o fato

à autoridade competente ao término das apurações, constituindo-se falta grave a omissão desse dever de comunicar.

  • e) a suspeição exige que a amizade e a inimizade sejam qualificadas pela

notoriedade.

Comentários:

Com essa questão, damos início ao tema impedimentos e suspeição, aplicação direta do princípio da impessoalidade.

Os atos da Administração devem ser fundamentados, motivados, livres de imoralidades, de subjetivismos, cercados (sempre e sempre) da imparcialidade.

Nos processos administrativos, como conjunto de atos interligados

logicamente para

um resultado

final,

a

história não

pode

(deve) ser

diferente, inclusive, por contarmos com o agravante de que a

Administração funciona (a um só tempo) como julgadora e parte.

Assim, se houver inclinação

de

se

prejudicar

ou

de

se

favorecer

o

administrado,

é

dever

de a Administração

afastar seus servidores da

condução do processo.

Logo, com a tentativa de se evitar o desvio de finalidade, a ofensa ao princípio da impessoalidade, a Lei 9.784/1999 traz regras sobre os impedimentos e as suspeições.

O art. 18 lista os casos de impedimento, vejamos:

I - tenha interesse direto ou indireto na matéria;

II - tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau;

III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro.

Percebam que as hipóteses de impedimentos são de natureza bem objetivas, aferível pelas circunstâncias apresentadas. Por exemplo: Ministro da Fazenda recebe pedido de servidores sobre concessão de determinada gratificação, a qual, igualmente, lhe será favorável. Nesse caso, em razão do interesse na matéria, deve comunicar o fato ao Presidente da República, abstendo-se de atuar.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 Vamos acrescentar

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

Vamos acrescentar mais um detalhe sobre a regra de impedimento: o grau de parentesco. O grau de parentesco gerador do impedimento é consanguíneo e por afinidade até o 3º grau, por exemplo:

- Consanguíneo: pais, filhos, netos, avós, irmãos, tios, e sobrinhos; - Por afinidade: sogros, genros, sobrinhos, tios do cônjuge, cunhados. E os primos? Esses podem. Isso porque são parentes colaterais de 4º

grau.

Relativamente

à

transcrição da norma:

suspeição, preferimos, mais uma vez, pela

Art. 20. Pode ser arguida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau.

Diferentemente do impedimento (o qual deve ser declarado pelo servidor, sob pena de falta grave), a suspeição não, necessariamente, será declarada pelo próprio servidor, podendo, inclusive, ser arguida pelas partes interessadas, ocasião que indeferida a alegação, poderá ser objeto de recurso, sem efeito suspensivo. Os fundamentos para a aplicação da suspeição são: a amizade íntima ou a inimizade notória.

Vamos à análise dos quesitos.

Item A INCORRETO. O primo é parente colateral de 4º grau, logo, não há impedimento, afinal a Lei proíbe a participação até o 3º grau, daí a incorreção do quesito.

Item B CORRETO. A Lei 9.784/1999 não veda essa participação. A única exigência é que, se o servidor estável for Presidente da Comissão, deve contar com cargo de igual ou maior complexidade OU nível de escolaridade igual ou superior do servidor investigado.

Item C INCORRETO.

A

Lei

veda a participação

também dos

parentes por afinidade até o 3º grau, como é o caso do cunhado, daí a incorreção do quesito.

Item D INCORRETO. A comunicação do impedimento não é quando do término das apurações. Com a declaração de impedimento, a autoridade se abstém de atuar em qualquer dos atos processuais, daí a incorreção do item.

Item E INCORRETO. A amizade é marcada por ser íntima; já a inimizada é que deve ser notória, daí a incorreção do quesito, ao afirmar que tanto a amizade como a inimizade são marcadas pela notoriedade.

19. Gabarito: item B.

20. (2008/CESPE SEAD/UEPA Cargo 1) João, servidor público estável, está sendo submetido a um processo administrativo disciplinar, no qual poderão vir a atuar como membros os seguintes servidores estáveis: Pedro, que possui interesse direto na matéria em questão; Paulo, que participou

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05 como perito,

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

como perito, em momento anterior à instauração do processo; Mônica, que se encontra atualmente litigando judicialmente com Maria, esposa de João; e José, amigo íntimo de Carlos, filho de João.

Considerando-se a situação acima e de acordo com o que prescreve a Lei n.º 9.784/1999, a qual regula o processo administrativo, poderá ser arguida a suspeição de:

  • a) Pedro.

  • b) Paulo.

  • c) Mônica.

  • d) José.

Comentários:

Questão de fixação. Peço aos amigos concursandos que decorem os casos de suspeição, os demais serão aplicações do impedimento. A suspeição ocorre quando da existência de amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau.

Portanto, a suspeição poderá ser arguida contra José, afinal de contas, é amigo íntimo de Carlos, filho de João.

20. Gabarito: item D. 21. (2008/CESPE TJDFT

Administração)

Os

atos

do processo

administrativo disciplinar regido pela Lei n.º 9.784/1999 podem realizar-se em qualquer dia da semana, desde que ocorram na sede do órgão.

Comentários:

A Lei 9.784/1999, do art. 22 ao 25, fornece-nos vários detalhes sobre os atos do processo, os quais podem ser assim sintetizados:

  • Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir (princípio do formalismo moderado);

  • Não são admitidos atos do processo verbais, devem ser todos produzidos por escrito, com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável;

  • O reconhecimento de firma só é exigido se houver dúvida quanto à autenticidade do documento, salvo disposição legal;

  • O órgão administrativo pode dar fé cópia;

a documento exigido em

  • Os atos são realizados nos dias úteis, no horário normal de funcionamento, salvo os já iniciados, cuja paralisação possa prejudicar o interessado ou a Administração;

  • A regra é que os atos do processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias (dilatado até o dobro, se houver motivo plausível), salvo motivo de força maior.

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges – Aula 05  Os

Curso de Direito Administrativo para o TRT RJ Profº Cyonil Borges Aula 05

  • Os atos do processo devem realizar-se preferencialmente na sede do órgão (não é exclusivamente!), cientificando-se o interessado se outro for o local de realização, daí a incorreção da questão que ora analisamos.

21. Gabarito: ERRADO.

22. (2008/CESPE TRF-5ªR Ex. Mandados) No tocante à comunicação dos atos, de acordo com a Lei no 9.784/99 a intimação, no caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com domicílio indefinido, deve ser efetuada por meio de:

  • a) via postal com aviso de recebimento.

  • b) publicação oficial.

  • c) telegrama.

  • d) via postal simples.

  • e) mandado. Comentários:

Os administrados interessados nos processos administrativos têm direito de ser intimados (notificados, cientificados) de decisões ou da efetivação de diligências, sobretudo em razão do princípio da ampla defesa.

Assim, se a intimação não observar a antecedência mínima de três dias úteis, para o comparecimento do interessado, ou se forem realizadas sem observar os requisitos legais, haverá nulidade.

Todavia, o comparecimento do administrado supre a falta ou a irregularidade, afinal de contas, nesse caso, os princípios do contraditório e da ampla defesa não foram ofendidos.

Quanto à formalização, as intimações podem ser feita por qualquer meio que assegure a certeza de ciência do interessado, como fax, e-mail etc. O §3º do art. 26 enumera, exemplificativamente, as seguintes formas:

ciência no processo; via postal com aviso de recebimento; e por telegrama (isso ainda existe?! Rsrs ...).

Agora, se o interessado for indeterminado, desconhecido, ou com domicílio indefinido, a intimação deve ser efetuada por meio de publicação oficial (algo do tipo: citação por edital, como no processo judicial, com o realce de que a Lei 9.784/1999 não fala em citação por edital, mas sim publicação oficial).

22. Gabarito: item B.

23. (2008/FCC