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MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL EXÉRCITO PORTUGUÊS COMANDO DA INSTRUÇÃO E DOUTRINA ESCOLA DE SARGENTOS DO

MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL EXÉRCITO PORTUGUÊS

COMANDO DA INSTRUÇÃO E DOUTRINA

ESCOLA DE SARGENTOS DO EXÉRCITO

2ª COMPANHIA DE ALUNOS

ME IM 101

MANUAL DA PROVA DE APTIDÃO MILITAR

E DOUTRINA ESCOLA DE SARGENTOS DO EXÉRCITO 2ª COMPANHIA DE ALUNOS ME IM 101 MANUAL DA

2012

MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL EXÉRCITO PORTUGUÊS COMANDO DA INSTRUÇÃO E DOUTRINA ESCOLA DE SARGENTOS DO

MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL EXÉRCITO PORTUGUÊS

COMANDO DA INSTRUÇÃO E DOUTRINA

ESCOLA DE SARGENTOS DO EXÉRCITO

2ª COMPANHIA DE ALUNOS

ME IM 101

MANUAL DA PROVA DE APTIDÃO MILITAR

E DOUTRINA ESCOLA DE SARGENTOS DO EXÉRCITO 2ª COMPANHIA DE ALUNOS ME IM 101 MANUAL DA

2012

CARTA DE PROMULGAÇÃO

1. O presente manual tem por finalidade ser um instrumento de consulta não só para o candidato como também para o aluno do Curso de Formação de Sargentos do Quadro Permanente.

2. Permite consolidar o estudo e treinar procedimentos teóricos e práticos para que o futuro graduado possa colocar em prática no cumprimento da sua missão.

3. Trata-se de um manual NÃO CLASSIFICADO e NÃO REGISTADO, devendo no entanto ser manuseado com os cuidados necessários ao seu bom estado de conservação e apenas usado para os fins a que se destina.

4. É uma publicação exclusiva da Escola de Sargentos do Exército.

5. Este manual escolar entra em vigor na data da sua promulgação.

Escola de Sargentos do Exército, Quartel em Caldas da Rainha,

O COMANDANTE

de

de 2012

JOÃO PEDRO FERNANDES DE SOUSA BARROS DUARTE

CORONEL INFANTARIA

REGISTOS DAS ALTERAÇÕES

IDENTIFICAÇÃO DA ALTERAÇÃO (Nº e DATA)

DATA

ENTRADA

IDENTIFICAÇÃO DE QUEM INTRODUZIU (Ass, Posto, Unidade)

DA

EM VIGOR

INTRODUÇÃO

(DATA)

ÍNDICE

CAPITULO 1 ARMAMENTO E TIRO

101. Reconhecer o armamento e equipamento individual principal, usado pelo Exército Português

1-1

102. Desmontar e montar a Espingarda Automática G-3 7,62mm

1-3

103. Acessórios na Espingarda Automática G-3 7,62mm

1-9

104. FAZER A MANUTENÇÃO DE 1º ESCALÃO DA ESPINGARDA AUTOMÁTICA G-3 7,62MM

1-12

105. Identificar granadas de mão

1-14

106. Fazer a manutenção da PISTOLA Walther 9mm M/61

1-19

107. Fazer a manutenção da Metralhadora Ligeira HK-21 7,62mm M/68

1-21

CAPITULO 2 INFORMAÇÃO E CONTRA-INFORMAÇÃO

108. Observar e escutar

2-1

109. Designar objetivos

2-5

110. Obter e transmitir uma notícia

2-7

111. Identificar pessoal e unidades

2-8

CAPITULO 3

SAPADORES

112. Identificar materiais e engenhos perigosos

3-1

113. Localizar minas e armadilhas

3-7

114. Enunciar as características e funcionamento das minas

3-9

CAPITULO 4 TRANSMISSÕES

115. Pronunciar letras/algarismos e soletrar palavras utilizando o alfabeto fonético OTAN

4-1

116. Instalar o Telefone de Campanha P/BLC101

4-3

117. Operar o Telefone de Campanha P/BLC101

4-5

118. Transmitir e receber comunicações

4-6

119. Instalar o equipamento Rádio E/R P/PRC-425

4-8

120. Operar o equipamento Rádio E/R P/PRC-425

4-12

CAPITULO 5

TOPOGRAFIA

121. Identificar na carta acidentes naturais e artificiais do terreno

5-1

122. Orientar uma carta topográfica (pela associação carta/terreno)

5-4

123. Determinar as coordenadas militares hectométricas de um ponto na carta militar

5-5

124. Localizar na carta um ponto do terreno e determinar as suas coordenadas militares (UTM)

5-11

125. Navegar no terreno

5-12

CAPITULO 6 TÉCNICA INDIVIDUAL DE COMBATE

126. Equipar e bivacar

6-1

127. Camuflar-se (proteger-se das vistas)

6-4

128. Proteger-se dos fogos

6-9

129. Instalar-se sem preparação da posição

6-13

130. Instalar-se com preparação da posição

6-15

131. Progredir no terreno

6-21

CAPITULO 7 SAÚDE, HIGIENE E SEGURANÇA

132. Medidas sanitárias

7-1

133. Higiene individual

7-3

134. Profilaxia de doenças transmissíveis sexualmente

7-5

135. Prevenção da toxicodependência

7-7

136. Avaliar as funções vitais

7-8

137. Colocar uma vítima em “posição adequada”

7-10

138. Reanimar uma vítima em paragem cardiorrespiratória

7-11

139. Suster hemorragia externa

7-13

140. Desobstruir as vias respiratórias

7-16

1

141.

Imobilizar uma fratura num dos membros

7-18

142. Transportar um ferido

7-20

143. Organizar uma bolsa de urgência

7-22

CAPITULO 8

ORDEM UNIDA

144. Passar da posição de “À VONTADE” à de “SENTIDO” e vice-versa (s/arma)

8-1

145. Fazer “DIREITA/ESQUERDA VOLVER” e “MEIA VOLTA VOLVER” (a pé firme)

8-3

146. Participar no “PERFILAR” de uma formatura

8-4

147. Romper a marcha, marchar e fazer alto (s/ arma)

8-5

148. Passar da posição de “À VONTADE” à de “SENTIDO” e vice-versa (c/arma)

8-6

149. Fazer o “OMBRO ARMA” e a partir desta posição o “DESCANSAR ARMA”

8-8

150. Fazer o “APRESENTAR ARMA” e a partir desta posição o “OMBRO ARMA”

8-9

151. Romper a marcha, marchar e fazer alto (armado)

8-10

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

2

1

CAPITULO 1 ARMAMENTO E TIRO

101. RECONHECER O ARMAMENTO E EQUIPAMENTO INDIVIDUAL PRINCIPAL, USADO PELO EXÉRCITO PORTUGUÊS

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) A evolução tecnológica das últimas décadas, provocou profundas alterações no campo de batalha - a dispersão e mobilidade das unidades podem mais facilmente provocar situações em que o combatente se sinta ou fique isolado; o aumento do alcance as armas originou uma maior extensão das áreas em que os seu efeitos se podem tornar efetivos-

a melhoria da precisão, tornou maior a probabilidade de se atingir o alvo ao primeiro tiro. O combatente está pois

vulnerável aos efeitos de todas as armas ligeiras, minas anti-pessoal, carros de combate, fogos de artilharia e aéreos, pelo que deve estar apto a utilizar eficazmente todos os meios disponíveis para sobreviver e vencer. Porém, o papel que a tecnologia desempenha na guerra moderna, não deve ser sobrevalorizado em detrimento do Homem. O combate

é uma ação violenta, onde praticamente não existem regras que definem ou limitem o confronto. Para o combatente, a lei da guerra resume-se a matar ou morrer. Por isso o soldado serve-se de todos os meios ao seu alcance para destruir o In, utilizando desde as mãos até à arma de fogo mais sofisticada. Muito embora seja impossível definir toda a gama de materiais de que o combatente se pode servir no combate, nesta secção refere-se o armamento individual principal em uso no Exército Português.

1) Granadas de mão Ofensivas

uso no Exército Português. 1) Granadas de mão Ofensivas Defensivas 2) Espingardas Espingarda automática G-3 7,62mm

Defensivas

Português. 1) Granadas de mão Ofensivas Defensivas 2) Espingardas Espingarda automática G-3 7,62mm e o

2) Espingardas Espingarda automática G-3 7,62mm e o respetivo sabre baioneta

automática G-3 7,62mm e o respetivo sabre baioneta Espingarda automática G-3 7,62mm com coronha retráctil
automática G-3 7,62mm e o respetivo sabre baioneta Espingarda automática G-3 7,62mm com coronha retráctil

Espingarda automática G-3 7,62mm com coronha retráctil

Espingarda automática G-3 7,62mm com coronha retráctil Espingarda automática Galil 5,56mm M/SAR com coronha

Espingarda automática Galil 5,56mm M/SAR com coronha rebatível e o respetivo sabre baioneta

M/SAR com coronha rebatível e o respetivo sabre baioneta 3) Pistolas Pistola Metralhadora FBP 9mm e
M/SAR com coronha rebatível e o respetivo sabre baioneta 3) Pistolas Pistola Metralhadora FBP 9mm e

3) Pistolas Pistola Metralhadora FBP 9mm e o respetivo sabre baioneta

coronha rebatível e o respetivo sabre baioneta 3) Pistolas Pistola Metralhadora FBP 9mm e o respetivo
coronha rebatível e o respetivo sabre baioneta 3) Pistolas Pistola Metralhadora FBP 9mm e o respetivo

1-1

Pistola Walther 9mm

Pistola Walther 9mm b) O equipamento individual destina-se a proteger o combatente e a proporciona-lhe a

b) O equipamento individual destina-se a proteger o combatente e a proporciona-lhe a maior comodidade possível, tanto no transporte de todos os artigos que necessita para o combate, como para a sua sobrevivência em combate. Fazem parte do equipamento individual de combate:

Cinturão

Fazem parte do equipamento individual de combate: Cinturão Porta carregadores Cantil Suspensórios Saco de dormir

Porta carregadores

individual de combate: Cinturão Porta carregadores Cantil Suspensórios Saco de dormir Máscara BQ M17-A2
individual de combate: Cinturão Porta carregadores Cantil Suspensórios Saco de dormir Máscara BQ M17-A2

Cantil

Suspensórios

combate: Cinturão Porta carregadores Cantil Suspensórios Saco de dormir Máscara BQ M17-A2 Poncho impermeável Rede

Saco de dormir

Porta carregadores Cantil Suspensórios Saco de dormir Máscara BQ M17-A2 Poncho impermeável Rede camuflada biface

Máscara BQ M17-A2

Cantil Suspensórios Saco de dormir Máscara BQ M17-A2 Poncho impermeável Rede camuflada biface para capacete

Poncho impermeável

Saco de dormir Máscara BQ M17-A2 Poncho impermeável Rede camuflada biface para capacete Estojo de limpeza

Rede camuflada biface para capacete

Poncho impermeável Rede camuflada biface para capacete Estojo de limpeza do armamento distribuído G-3 GALIL

Estojo de limpeza do armamento distribuído

para capacete Estojo de limpeza do armamento distribuído G-3 GALIL WALTHER 1-2 Porta granadas Mochila M/85

G-3

capacete Estojo de limpeza do armamento distribuído G-3 GALIL WALTHER 1-2 Porta granadas Mochila M/85 Capacete

GALIL

Estojo de limpeza do armamento distribuído G-3 GALIL WALTHER 1-2 Porta granadas Mochila M/85 Capacete combate

WALTHER

1-2

Porta granadas

armamento distribuído G-3 GALIL WALTHER 1-2 Porta granadas Mochila M/85 Capacete combate (balístico) Ferramenta

Mochila M/85

G-3 GALIL WALTHER 1-2 Porta granadas Mochila M/85 Capacete combate (balístico) Ferramenta portátil do

Capacete combate (balístico)

G-3 GALIL WALTHER 1-2 Porta granadas Mochila M/85 Capacete combate (balístico) Ferramenta portátil do combatente FBP

Ferramenta portátil do combatente

G-3 GALIL WALTHER 1-2 Porta granadas Mochila M/85 Capacete combate (balístico) Ferramenta portátil do combatente FBP
G-3 GALIL WALTHER 1-2 Porta granadas Mochila M/85 Capacete combate (balístico) Ferramenta portátil do combatente FBP
FBP
FBP

102.

DESMONTAR E MONTAR A ESPINGARDA AUTOMÁTICA G-3 7,62MM

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) A Espingarda Automática G-3 7,62 mm é uma arma:

- ligeira, porque pode ser transportado por um só homem;

- individual, porque um só homem pode tirar dela o máximo rendimento;

- que executa tiro automático. Modalidade de tiro em que, após o primeiro disparo, as operações necessárias à execução dos disparos seguintes se efetuam sem intervenção do atirador, desde que este mantenha o gatilho premido;

b) Utiliza os tipos de munição seguintes:

- cartucho normal 7,62 x 51 NATO. Utilizado no serviço de segurança, na execução dos programas de tiro e em

combate;

- cartucho de salva. Utilizado em algumas cerimónias, prestação de honras fúnebres, por exemplo, e em instrução

para lhes imprimir maior realismo. Apesar de não ter projétil este cartucho pode causar lesões quando disparado a

distâncias inferiores a 5 metros;

- cartucho para lançamento de granadas. Utilizado para lançar granadas de espingarda até uma distância de 120 metros;

- cartucho de manobra. Utilizado para treino do atirador nas operações de manejo de fogo, no carregamento e enchimento de carregadores.

c) Tem um alcance máximo (distância máxima que os projéteis atingem dando à arma uma inclinação de 40º) de 3800 metros e um alcance prático (distância a que uma arma normalmente faz fogo) de 200 metros.

d) Tem uma velocidade prática de tiro (número de tiros executados por minuto, considerando as pausas provenientes da substituição de carregadores, retificações de pontaria e resolução expedita de avarias) de 100 tiros por minuto em tiro automático e de 40 tiros por minuto em tiro semi-automático.

e) É fabricada em PORTUGAL (Fábrica das Indústrias Nacionais de Defesa INDEP em BRAÇO DE PRATA, LISBOA) sob licença da firma alemã HECKLER e KOCH GMBH que a concebeu, e é a única arma com que todos os militares do Exército executam tiro.

NOTA: Na descrição da forma como se executa cada um dos procedimentos respeitantes às operações que se seguem, considerou-se o caso do atirador que empunha a arma com a mão direita atirador direito. O atirador esquerdo, em cada procedimento, deverá utilizar a mão contrária da indicada e posições simétricas das referidas.

f) Executar as Operações de Segurança

Seja em que circunstância for, a arma deve sempre considerar-se como CARREGADA até se verificar o contrário. Em obediência a este princípio, ANTES de se iniciar a desmontagem da Espingarda Automática G-3 7,62 mm DEVE SEMPRE executar-se as OPERAÇÕES DE SEGURANÇA seguintes:

1) Empunhar a arma com a mão direita estendendo o dedo indicador ao longo do guarda-mato e segurar o guarda- mão com a mão esquerda, voltando a boca do cano para cima.

mão com a mão esquerda, voltando a boca do cano para cima. Fig. 1 2) Colocar

Fig. 1

2) Colocar o comutador na posição de SEGURANÇA (S), utilizando o polegar da mão direita.

de SEGURANÇA (S), utilizando o polegar da mão direita. Fig. 2 3) Retirar o carregador, pressionando

Fig. 2

3) Retirar o carregador, pressionando para a frente, com o polegar da mão esquerda, o respetivo fixador.

Fig. 2 3) Retirar o carregador, pressionando para a frente, com o polegar da mão esquerda,

Fig.3

1-3

4) Puxar a alavanca do manobrador à retaguarda, com a mão esquerda, e fixá-la no entalhe do tubo-guia.

com a mão esquerda, e fixá-la no entalhe do tubo-guia. Fig. 4 5) Verificar, visualmente ou

Fig. 4

5) Verificar, visualmente ou pelo tato (com a ponta do dedo), se não há cartucho introduzido na câmara.

ponta do dedo), se não há cartucho introduzido na câmara. Fig. 5 6) Levar de novo

Fig. 5

6) Levar de novo a culatra à frente, libertando, com a mão esquerda, a alavanca do manobrador do respetivo entalhe de fixação (não soltar bruscamente o manobrador).

entalhe de fixação (não soltar bruscamente o manobrador). Fig. 6 7) Colocar de novo o carregador

Fig. 6

7) Colocar de novo o carregador na arma.

g) Desmontar a Arma

A desmontagem da Espingarda Automática G-3 7,62 mm executa-se quando se torne necessário proceder a

qualquer operação de manutenção (limpeza e conservação), ou para aprendizagem do seu funcionamento e/ou

emprego. Para desmontar a arma, não se utiliza qualquer tipo de ferramenta especial (basta um punção ou um cartucho de manobra).

O militar a quem está a arma está distribuída, só está autorizado a proceder às operações de desmontagem que a

seguir se indicam:

- desmontagem da arma nas suas partes principais;

- desmontagem da culatra;

- desmontagem do carregador.

NB:

As

partes

desmontadas/componentes devem ser arrumados ordenadamente, por forma a não se extraviarem e a

facilitar a montagem.

operações

de

desmontagem

devem

ser

executadas

pela

sequência

indicada

e

as

1) Desmontar a arma nas suas partes principais

NB: Depois de executadas as operações de segurança.

(a)

(b)

Retirar a bandoleira Libertar o zarelho da bandoleira do olhal da cavilha de fixação da base do ponto de mira. Soltar a extremidade posterior da correia, do botão.

mira. Soltar a extremidade posterior da correia, do botão. Fig. 7 Retirar a coronha e a

Fig. 7

Retirar a coronha e a tampa posterior da caixa da culatra Com a culatra à frente, retirar as cavilhas que ligam a coronha à caixa da culatra. Introduzir as cavilhas nos alojamentos dos casquilhos de fixação da coronha.

a coronha à caixa da culatra. Introduzir as cavilhas nos alojamentos dos casquilhos de fixação da

Fig. 8

1-4

(c)

Separar a correia da caixa da culatra.

(d)

(e)

(f)

(g)

(c) Separar a correia da caixa da culatra. (d) (e) (f) (g) Fig. 9 Retirar o

Fig. 9

Retirar o punho Retirar a cavilha de fixação do punho à caixa da culatra. Separar o punho da caixa da culatra. Reintroduzir a cavilha de fixação no orifício respetivo.

Reintroduzir a cavilha de fixação no orifício respetivo. Fig. 10 Retirar a culatra Com a mão

Fig. 10

Retirar a culatra Com a mão esquerda puxar o manobrador à retaguarda. Retirar a culatra do interior da caixa da culatra. Levar, de novo, o manobrador à frente.

da caixa da culatra. Levar, de novo, o manobrador à frente. Fig. 11 Retirar o tapa-chamas

Fig. 11

Retirar o tapa-chamas Com a mão direita, desenroscar o tapa-chamas da boca do cano.

a mão direita, desenroscar o tapa-chamas da boca do cano. Fig. 12 Retirar o guarda-mão Retirar

Fig. 12

Retirar o guarda-mão Retirar a cavilha de fixação do guarda-mão. Separar o guarda-mão da arma. Reintroduzir a cavilha no orifício respetivo.

da arma. Reintroduzir a cavilha no orifício respetivo. Fig. 13 Espingarda Automática G-3 7,62 mm desmontada

Fig. 13

Espingarda Automática G-3 7,62 mm desmontada nas suas PARTES PRINCIPAIS:

a cavilha no orifício respetivo. Fig. 13 Espingarda Automática G-3 7,62 mm desmontada nas suas PARTES

1-5

2) Desmontar a culatra

(a)

Segurar o bloco da culatra com a mão direita. Fazer rodar a cabeça da culatra de 180º para a esquerda (para fora) e separá-la do porta-percutor.

para a esquerda (para fora) e separá-la do porta-percutor. Fig. 14 (b) Rodar o porta-percutor 90º

Fig. 14

(b)

Rodar o porta-percutor 90º para a esquerda (para fora), extraindo-o da armadura da culatra.

a esquerda (para fora), extraindo-o da armadura da culatra. Fig. 15 (c) Separar o percutor e

Fig. 15

(c)

Separar o percutor e sua mola, do porta-percutor

15 (c) Separar o percutor e sua mola, do porta-percutor Fig. 16 (d) Desmontar o carregador

Fig. 16

(d)

Desmontar o carregador Levantar um pouco a tampa do fundo do carregador, com a mão direita. Retirar a tampa do carregador, empurrando-a para a direita com o polegar da mesma mão.

empurrando-a para a direita com o polegar da mesma mão. Fig. 17 Extrair do interior da

Fig. 17

Extrair do interior da caixa, a mola, o transportador e placa-suporte, sem os separar.

a mola, o transportador e placa-suporte, sem os separar. Fig. 18 Carregador desmontado Fig. 19 h)

Fig. 18

Carregador desmontado

placa-suporte, sem os separar. Fig. 18 Carregador desmontado Fig. 19 h) Montar a Arma NB :

Fig. 19

h) Montar a Arma

NB: Antes de iniciar a montagem, verificar se o comutador de tiro se encontra na posição de segurança (S) (Fig. 2).

1) Montar a culatra Colocar a mola e o percutor no alojamento do corpo da culatra. Introduzir a peça de comando de travamento no alojamento do corpo da culatra, fazendo passar o percutor pelo seu canal interior. Premir a peça de comando de travamento e rodá-la de 180º no sentido dos ponteiros do relógio.

1-6

Colocar a cabeça da culatra sobre a peça de comando de travamento com a sua rampa posterior voltada para o detentor da cabeça da culatra. Fazer pressão sobre a cabeça da culatra até vencer a resistência da mola do detentor. Rodar a cabeça da culatra 45º, no sentido dos ponteiros do relógio, até o rolete de travamento esquerdo ficar em frente do detentor da cabeça da culatra. Puxar a cabeça da culatra para a frente, até os roletes de travamento começarem a recolher, tendo o cuidado de não puxar demasiado. Rodar a cabeça da culatra 90º, no sentido indicado, até que as guias inferiores da culatra fiquem completamente voltadas para baixo.

2) Montar o carregador Segurar a caixa do carregador com a mão esquerda e com o fundo para cima. Colocar o transportador e a respetiva mola.

fundo para cima. Colocar o transportador e a respetiva mola. Fig. 20 Colocar a tampa do

Fig. 20

Colocar a tampa do carregador fazendo-a deslizar nas suas guias respetivas, pressionando-a no final, para baixo.

3) Montar/ligar as partes principais Colocar o guarda-mão.

- Retirar a cavilha de fixação do orifício respetivo.

- Encostar o guarda-mão ao cano.

- Fixar o guarda-mão à caixa da culatra, por intermédio da cavilha respetiva.

à caixa da culatra, por intermédio da cavilha respetiva. Fig. 21 Colocar o tapa-chamas - Roscá-lo

Fig. 21

Colocar o tapa-chamas

- Roscá-lo completamente na boca do cano.

Colocar a culatra na caixa da culatra

- Introduzir a culatra na caixa da culatra tendo em atenção:

- que o manobrador esteja à frente;

- que os roletes da culatra estejam recolhidos;

- que as guias do corpo da culatra estejam em concordância com as guias da caixa da culatra.

estejam em concordância com as guias da caixa da culatra. Fig. 22 Colocar o Punho Fixar

Fig. 22

Colocar o Punho Fixar o punho à caixa da culatra, através da cavilha de fixação respetiva, tendo em atenção que:

- o cão deve estar armado;

- o ejetor (parte anterior) deve estar na sua posição mais baixa.

(parte anterior) deve estar na sua posição mais baixa. Fig. 23 Colocar a coronha e a

Fig. 23

Colocar a coronha e a tampa posterior da caixa da culatra

- Encostar a extremidade posterior da armadura do punho à face inferior da caixa da culatra.

- Introduzir o conjunto coronha peça de ligação da caixa da culatra, colocando as guias de uma e de outra peças em correspondência.

- Exercer pressão na coronha, para a frente.

- Fixar o conjunto através das cavilhas de fixação da caixa da culatra.

através das cavilhas de fixação da caixa da culatra. Fig. 24 Colocar a bandoleira - Fixar

Fig. 24

Colocar a bandoleira

- Fixar a extremidade posterior da correia pelo botão, depois de ter feito passar em volta do suporte da bandoleira, na coronha.

i) Verificar o Funcionamento da Arma No final da montagem da arma, verificar o seu funcionamento da seguinte forma:

- com a boca do cano voltada para cima, puxar a culatra à retaguarda e fechá-la em seguida;

1-7

- colocar o comutador de tiro na posição “E”;

- premir o gatilho;

- certificar-se de que o funcionamento não apresenta anomalias.

103.

ACESSÓRIOS NA ESPINGARDA AUTOMÁTICA G-3 7,62MM

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA Para além de dispositivos que permitem melhorar a pontaria, e que são de distribuição restrita, a Espingarda Automática G-3 7,62 mm possui os seguintes acessórios, cujo conhecimento é de interesse geral:

- sabre-baioneta, bipé, batente de instrução.

a) Sabre-Baioneta

1) Destino

O sabre-baioneta destina-se à luta corpo a corpo.

2) Constituição

O sabre-baioneta é constituído por:

2) Constituição O sabre-baioneta é constituído por: Fig. 1 3) Montar o SABRE-BAIONETA na Espingarda Automática

Fig. 1

3) Montar o SABRE-BAIONETA na Espingarda Automática G-3 7,62 mm Colocar a arma na posição de segurança. Retirar a tampa do tubo do manobrador (fazer pressão na respetiva cavilha êmbolo de fixação para dentro, e puxar a tampa para a frente).

de fixação para dentro, e puxar a tampa para a frente). Fig. 2 Retirar o parafuso

Fig. 2

Retirar o parafuso de fixação do adaptador

frente). Fig. 2 Retirar o parafuso de fixação do adaptador Fig. 3 Introduzir o adaptador no

Fig. 3

Introduzir o adaptador no tubo do manobrador, por forma a que os orifícios do tubo do manobrador e os do adaptador fiquem em concordância.

do manobrador e os do adaptador fiquem em concordância. Fig. 4 Colocar o parafuso de fixação

Fig. 4

Colocar o parafuso de fixação do adaptador, roscando-o.

4 Colocar o parafuso de fixação do adaptador, roscando-o. Fig. 5 Enfiar o olhal do sabre-baioneta

Fig. 5

Enfiar o olhal do sabre-baioneta no tapa-chamas e a cabeça com perno do punho no adaptador.

roscando-o. Fig. 5 Enfiar o olhal do sabre-baioneta no tapa-chamas e a cabeça com perno do

Fig. 6

1-9

4) Retirar o SABRE-BAIONETA Colocar a arma na posição de segurança. Premir o fixador da cabeça do punho do sabre-baioneta e retirá-lo.

fixador da cabeça do punho do sabre-baioneta e retirá-lo. Fig. 7 Desenroscar o parafuso de fixação

Fig. 7

Desenroscar o parafuso de fixação do adaptador e retirá-lo. Retirar o adaptador do tubo do manobrador. Enroscar o parafuso de fixação no adaptador. Colocar a tampa no tubo do manobrador.

b) Bipé

1) Destino

O bipé (novo modelo) destina-se a dar apoio à Espingarda Automática G-3 7,62 mm, no tiro, no solo.

É montado na parte média da arma entre o guarda-mão e o alojamento do carregador.

da arma entre o guarda-mão e o alojamento do carregador. Fig. 8 2) Composição O bipé

Fig. 8

2) Composição

O bipé é constituído por:

- cabeça semiesférica amovível com 2 garras de fixação; - 2 pernas articuladas ligadas pela cabeça menor que gira dentro da cabeça amovível.

pela cabeça menor que gira dentro da cabeça amovível. Fig. 9 3) Montar o BIPÉ (novo

Fig. 9

3) Montar o BIPÉ (novo modelo) na Espingarda Automática G-3 7,62 mm Colocar a arma na posição de segurança; Retirar o guarda-mão; Articular o conjunto cabeça amovível cabeça menor, pernas articuladas, conforme indica a figura (as duas garras laterais da cabeça amovível abertas)

(as duas garras laterais da cabeça amovível abertas) Fig. 10 Montar o conjunto indicado junto ao

Fig. 10

Montar o conjunto indicado junto ao alojamento do carregador.

o conjunto indicado junto ao alojamento do carregador. Fig. 11 Fixar as duas garras laterais da

Fig. 11

Fixar as duas garras laterais da cabeça amovível nos alojamentos respetivos da caixa da culatra.

4) Retirar o bipé Colocar a arma na posição de segurança. Retirar o guarda-mão. Retirar as garras laterais da cabeça amovível dos alojamentos respetivos na caixa da culatra. Retirar o conjunto do bipé empurrando-o para a frente e para baixo. Colocar o guarda-mão.

c) Batente de instrução

1) Destino

O batente de instrução é um dispositivo que, adaptado à Espingarda Automática G-3 7,62 mm, permite a

execução de tiro com cartucho de salva.

1-10

2) Composição O batente de instrução é feito em liga de alumínio para não poder ser facilmente confundido com o tapa- chamas.

não poder ser facilmente confundido com o tapa- chamas. Fig. 12 3) Montar o batente de

Fig. 12

3) Montar o batente de instrução na Espingarda Automática G-3 7,62 mm Colocar a arma na posição de segurança. Retirar o tapa-chamas. Enroscar o batente de instrução no cano até ficar bem firme.

1-11

104.

FAZER A MANUTENÇÃO DE 1º ESCALÃO DA ESPINGARDA AUTOMÁTICA G-3 7,62MM

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

O militar a quem a Espingarda Automática G-3 7,62 mm está distribuída, é responsável pela execução dos trabalhos

do 1º escalão de manutenção.

A manutenção de 1º escalão:

- assegura o funcionamento da arma;

- diminui o risco do seu desgaste prematuro;

- evita acidentes;

- reduz os custos e os tempos de reparação. Comporta dois tipos de limpeza:

- Limpeza ordinária

Destina-se a conservar o asseio indispensável e renovar a untura das partes metálicas mais expostas; efetua-se sempre que a arma regresse de uma instrução, sem que tenha feito fogo ou quando esteja armazenada por longos períodos;

- Limpeza extraordinária

Visa evitar a oxidação das partes metálicas da arma, formação e depósito de poeiras, resíduos de pólvora ou outros detritos no cano, câmara, mecanismos ou peças, por forma a evitar o desgaste prematuro da arma, mantendo a sua operacionalidade durante longo tempo; efetua-se sempre após a execução de tiro, quando a arma se tenha molhado, enlameado, apanhado pó ou areia e ainda quando exposta a ambientes húmidos salgados, bem como quando após

longos períodos de armazenamento, seja colocada ao serviço.

a) Executar as Operações de Manutenção de 1º Escalão O material a utilizar na limpeza da arma é o seguinte:

1) Estojo de limpeza

2) Ingredientes de limpeza

o seguinte: 1) Estojo de limpeza 2) Ingredientes de limpeza Fig. 1 Ingrediente nº 80 (óleo

Fig. 1

Ingrediente nº 80 (óleo de limpeza) Utiliza-se para a remoção de unturas antigas, resíduos de pólvora, eventual ferrugem (em armas portáteis); Tem propriedades lubrificantes e de proteção contra a corrosão.

Ingrediente nº 10 (óleo de lubrificação) Destina-se à lubrificação e à proteção contra a corrosão; É um óleo lubrificante para fins genéricos.

3) Mechas, trapos e desperdícios Os trapos e desperdícios devem ser macios e devem encontrar-se secos.

b) Ações de carácter geral Durante a execução das limpezas, colocar as peças já limpas sobre uma superfície limpa e seca. Efetuar as limpezas do cano com o tapa chamas colocado. Não obstruir a boca do cano com tampas, rolhas, trapos, etc.

c) Executar a limpeza ordinária Desmontar a arma nas suas partes principais, a culatra e os carregadores.

Uma vez concluídas as ações de desmontagem indicadas na alínea anterior, proceder às seguintes operações de limpeza e lubrificação:

- passar várias vezes o escovilhão de lubrificação pelo cano, com ingrediente

- limpar o cano com escovilhão de limpeza do cano;

- limpar a câmara com escovilhão de limpeza da câmara;

- limpar o bloco da culatra e o interior da caixa da culatra;

- limpar o percutor e o seu alojamento;

- limpar a garra do extrator;

- limpar, olear e secar a alça e o ponto de mira;

- lubrificar ligeiramente as partes móveis com o ingrediente nº 10;

nº 10;

1-12

- limpar o carregador e as munições e verificar se a mola do carregador permite um manejamento normal do transportador indispensável ao bom funcionamento da arma.

d) Terminadas as ações de limpeza e lubrificação Montar a arma verificar o funcionamento da arma.

e) Executar a limpeza extraordinária Desmontar a arma nas suas partes principais, a culatra e os carregadores. Uma vez concluídas as ações de desmontagem indicadas na alínea anterior, proceder às seguintes operações de limpeza e lubrificação:

- aplicar o ingrediente nº 80 nas zonas que possuam unturas antigas, resíduos de pólvora, ou vestígios de ferrugem;

- remover os detritos e secar completamente todas as partes da arma, exterior e interiormente;

- proceder como na limpeza ordinária.

f) Terminadas as ações de limpeza e lubrificação Montar a arma conforme o prescrito e verificar o funcionamento da arma.

NOTA: Sempre que a arma tenha feito fogo, repetir a limpeza extraordinária nos dois dias seguintes à execução do tiro.

1-13

105.

IDENTIFICAR GRANADAS DE MÃO

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA As granadas de mão são armas de arremesso e, portanto, de trajetória curva. Esta característica torna-as especialmente indicadas para bater alvos situados em ângulos mortos (que não podem ser atingidos pelos projéteis das armas de tiro tenso, como é, por exemplo, a Espingarda Automática G-3 7,62 mm).

a) Constituição de uma granada de mão De uma forma geral, as granadas de mão adotadas no Exército, são constituídas pelas seguintes partes principais:

são constituídas pelas seguintes partes principais: Fig. 1 b) Esquema geral de funcionamento de uma granada

Fig. 1

b) Esquema geral de funcionamento de uma granada de mão Retirada a cavilha de segurança e lançada a granada, a alavanca de segurança salta e liberta o percutor, que, pela ação da sua mola, vai ferir a cápsula fulminante.

Fig. 2
Fig. 2

Inicia-se então a combustão do misto retardador que vai provocar, passados 4 a 5 segundos, a detonação do detonador e, por simpatia o rebentamento da carga e da própria granada.

por simpatia o rebentamento da carga e da própria granada. Fig. 3 c) Granadas de mão

Fig. 3

c) Granadas de mão adotadas no exército São as seguintes as granadas de mão adotadas no Exército:

- Granada de Mão Ofensiva de Instrução M/62;

- Granada de Mão Ofensiva de Guerra M/62;

- Granada de Mão Defensiva M/63;

- Granada de Mão Incendiária;

- Granada de Fumos;

- Granada de Mão Lacrimogénea.

1) Granada de Mão Ofensiva de Instrução M/62

(a) Identificação

de Mão Ofensiva de Instrução M/62 (a) Identificação Fig. 4 Para aspetos: uma fácil identificação visual,

Fig. 4

Para

aspetos:

uma

fácil

identificação

visual,

reter

os

seguintes

COR: AZUL com inscrições a branco; INSCRIÇÃO: “INERT”.

1-14

(b)

Emprego Em treino das tropas e em exercícios.

(c)

Atuação (efeitos) Apesar de não ter carga explosiva, a detonação do detonador pode provocar estilhaços em alguns componentes.

(d) Componentes

(e) Características principais

- Raio de ação …

- Distância de segurança

-

-

Alcances:

-

-

-

Retardamento

Peso

Atirador de pé Atirador de joelhos Atirador deitado

Peso Atirador de pé Atirador de joelhos Atirador deitado Fig. 5 não tem 30 m a

Fig. 5

não

tem

30 m

a 5 seg

4

295g

30

20

10

a 35

a 25

a 15m

2) Granada de Mão Ofensiva de Guerra M/62

(a) Identificação

Granada de Mão Ofensiva de Guerra M/62 (a) Identificação Fig. 6 Para uma fácil identificação visual,

Fig. 6

Para uma fácil identificação visual, reter os seguintes aspetos:

COR:

amarelo no corpo e em alto relevo no fundo; INSCRIÇÃO: OFF HAND GREN M321 TNT.

VERDE

AZEITONA

com

inscrições

a

(b)

Emprego Em combate próximo, batendo ângulos mortos.

(c)

Atuação (efeitos) Atua por efeito moral (grande estrondo) e por ação de sopro (deslocação de ar) ambos muito violentos.

(d) Componentes

(e) Características principais

- Raio de ação

Componentes (e) Características principais - Raio de ação 10 Fig. 7 a 15 m - Distância

10

Fig. 7

a 15 m

- Distância de segurança

30

m

- Retardamento

4

a 5 seg

Peso Alcances:

-

295g

- Atirador de pé

30

a 35

- Atirador de joelhos

20

a 25

- Atirador deitado

10

a 15m

1-15

3) Granada de Mão Defensiva de Guerra M/63

(a) Identificação

Granada de Mão Defensiva de Guerra M/63 (a) Identificação Fig. 8 Para uma fácil identificação visual,

Fig. 8

Para uma fácil identificação visual, reter os seguintes aspetos:

COR: VERDE AZEITONA com inscrições a amarelo; INSCRIÇÃO: FRAG HAND GREN M312 COMP B.

(b)

Emprego Emprega-se contra pessoal, limpeza de abrigos, ninhos de metralhadoras, etc.

(c)

Atuação (efeitos) Atua por estilhaços provenientes de uma espiral de fragmentação, razão pela qual o atirador, quando a lança, tem de estar abrigado.

(d) Componentes

(e) Características principais

- Raio de ação

- Distância de segurança

-

-

Alcances:

-

-

-

Retardamento

Peso

Atirador de pé Atirador de joelhos…… Atirador deitado

Atirador de pé Atirador de joelhos …… Atirador deitado Fig. 9 15 185m 4 450g m

Fig. 9

15

185m

4

450g

m

a 5 seg

30

20

10

a 35

a 25

a 15m

4) Granada de Mão Incendiária (fósforo branco)

(a) Identificação

de Mão Incendiária (fósforo branco) (a) Identificação Fig. 10 Para seguintes aspetos: uma fácil identificação

Fig. 10

Para

seguintes aspetos:

uma

fácil

identificação

visual,

reter

os

COR: VERMELHA com inscrições a preto.

(b)

Emprego Emprega-se na sinalização ou mascaramento pela formação duma nuvem densa de fumo branco. Pode também ser utilizada como anti-pessoal ou incendiária.

(c)

Atuação (efeitos) Atua através do fósforo branco que é uma substância incendiária.

1-16

(d)

Componentes

(d) Componentes Fig. 11 (e) Características principais (a) Percutor - Cavilha de segurança - Alavanca de

Fig. 11

(e) Características principais

(a) Percutor

- Cavilha de segurança

- Alavanca de segurança

-

Detonador

-

Fósforo branco

-

Corpo metálico

-

Retardamento

1

a 2 seg

-

Peso

450g

-

Peso de carga

220g

- Tempo de combustão Alcances:

60 seg

- Atirador de pé

30

a 35

- Atirador de joelhos

20

a 25

-

Atirador deitado

10

a 15m

5) Granada de Fumos

(a) Identificação

10 a 15m 5) Granada de Fumos (a) Identificação Fig. 12 Para uma fácil identificação visual,

Fig. 12

Para uma fácil identificação visual, reter os seguintes aspetos:

COR: VERDE CLARA com inscrições a preto; INSCRIÇÃO:”GREEN”, “YELLOW” OU “RED” conforme os fumos forem verde, amarelo ou encarnado.

(b)

Emprego Destina-se a criar cortinas de fumo ou a sinalizar áreas.

(c) Componentes

cortinas de fumo ou a sinalizar áreas. (c) Componentes Fig. 13 (d) Características principais (b) Percutor

Fig. 13

(d) Características principais

(b) Percutor

- Cavilha de segurança

- Elemento de atraso

- Misto iniciador

- Alavanca de segurança

- Detonador

- Fósforo branco

- Corpo metálico

- Retardamento

1

a 2 seg

- Peso

450g

- Peso de carga fumígena

220g

Tempo de emissão Alcances:

-

60

seg

- Atirador de pé

30

a 35

- Atirador de joelhos

20

a 25

- Atirador deitado

10

a 15m

NOTA: Aquando do seu lançamento, ter em atenção a direção do vento.

6) Granada de Mão Lacrimogénia

1-17

(a) Identificação

(a) Identificação Fig. 14 Para uma fácil identificação visual, reter os seguintes aspetos: COR: CINZENTA com

Fig. 14

Para uma fácil identificação visual, reter os seguintes aspetos:

COR: CINZENTA com inscrições a branco e com cinta central a vermelho INSCRIÇÃO: “GRANADA LACRIMOGÉNIA ANTI MOTIM”

(b)

Emprego Destina-se a dispersar tumultos e a desalojar elementos inimigos, de compartimentos.

(c)

Atuação Os gases libertados atuam sobre as glândulas lacrimais irritando-as e provocando as lágrimas.

(d) Componentes

irritando-as e provocando as lágrimas. (d) Componentes Fig. 15 (e) Características principais - Raio de ação

Fig. 15

(e) Características principais

- Raio de ação

10m

- Distância de segurança

20m

- Retardamento

1

a 2 seg

Peso Alcances:

-

295g

- Atirador de pé

30

a 35

- Atirador de joelhos

20

a 25

- Atirador deitado

10

a 15m

NOTA: Aquando do seu lançamento, ter em atenção a direção do vento.

1-18

106.

FAZER A MANUTENÇÃO DA PISTOLA WALTHER 9MM M/61

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Características principais

1) Destino

É uma arma individual, de tiro tenso, destinada a fazer tiro direto até à distância de 50 metros.

a fazer tiro direto até à distância de 50 metros. Fig. 1 2) Características Fig. 2

Fig. 1

2) Características

até à distância de 50 metros. Fig. 1 2) Características Fig. 2 É uma arma semi-automática,

Fig. 2

É uma arma semi-automática, de travamento por bloco e arrefecimento pelo ar.

3) Dados numéricos e balísticos da arma:

- calibre 9 mm;

- número de estrias 6 dextorsum;

- capacidade do carregador 8 cartuchos;

- alcance útil 50 m;

- alcance máximo 1600 m;

- alça única regulada para 50 m.

4) Perfurações

MATERIAL

 

DISTÂNCIAS

 

25 m

30 m

200 m

Terra solta

36

cm

35

cm

31

cm

Areia

26

cm

25

cm

21

cm

Madeira de Pinho

23

cm

23

cm

17

cm

Chapa de ferro de 2 mm/espessura incidência de 90º

Perfura

Perfura

Perfura

5) Guarnições e acessórios Platinas. Coldre. Escovilhão. Vareta de limpeza. Fiador.

b) Desmontagem geral da arma

1) Separar o conjunto grupo do cano/grupo da corrediça do grupo do punho. Verificar se não há nenhum cartucho na câmara e se o cão está armado. Esta verificação pode fazer-se olhando para o indicador de carregamento, pois, havendo um cartucho na câmara, fica saliente. Outra maneira é, premindo o fixador do carregador, tirá-lo da arma, puxar a corrediça à retaguarda e verificar se existe algum cartucho introduzido. Se não existe prime-se a alavanca de fixação da corrediça para baixo; esta vai à frente. Levar o cão à frente executando um disparo. Colocar a arma em segurança. Atuar no fecho de segurança para baixo de modo a deixar a letra S à vista (com a letra F à vista a arma está na posição de fogo). Introduzir o carregador vazio.

está na posição de fogo). Introduzir o carregador vazio. Fig. 3 Puxar a corrediça à retaguarda

Fig. 3

Puxar a corrediça à retaguarda até que fique completamente aberta e presa. Tirar o carregador. Com a mão esquerda faz-se baixar o braço do fecho de ligação até à sua posição extrema.

NOTA: Se não se dispuser de um carregador vazio empurra-se para cima a alavanca de fixação da corrediça para que esta fique presa à retaguarda.

1-19

Com o polegar esquerdo empurra-se para baixo a alavanca de fixação da corrediça e faz-se a separação do grupo do cano - grupo da corrediça do grupo do punho.

Fig. 4do grupo do cano - grupo da corrediça do grupo do punho. 2) Separar o grupo

2) Separar o grupo do cano do grupo da corrediça

Fig. 4 2) Separar o grupo do cano do grupo da corrediça Fig. 5 Com o

Fig. 5

Com o indicador da mão direita faz-se pressão sobre a cavilha do bloco de travamento, obrigando-o a descer. Com ambas as mãos faz-se a separação dos dois grupos, puxando-os para os lados.

c) Limpeza (ordinária) e lubrificação da arma A limpeza ordinária executa-se depois de qualquer sessão de instrução ou exercícios em que não se tenha efetuado tiro (objeto de limpeza completa). Para retirar todas as sujidades procede-se do seguinte modo:

1) Separar o conjunto grupo do cano/grupo da corrediça, do grupo de punho; depois, separar o grupo do cano do grupo da corrediça;

2) Limpar as superfícies exteriores expostas a poeiras e as partes oleadas com um desperdício seco;

3) Utilizar o escovilhão para limpar todas as partes que tenham sido expostas à ação dos gases da pólvora;

4) Depois de limpas, todas as partes devem ser esfregadas e secas completamente;

5) Aplicar o lubrificante especial a todas as superfícies metálicas polidas.

NOTA: Não se deve tentar dar ao interior do cano um brilho metálico e tirar o pó ou quaisquer corpos estranhos por meio de sopro, quer do cano, quer dos diversos furos, guias, etc.

As nódoas negras, bem como vestígios antigos de ferrugem, não devem tentar-se tirar, mas simplesmente lubrificar. A arma, em arrecadação, deve estar recolhida na bolsa, com o cão desarmado e sem carregador. Os carregadores, em arrecadação, devem estar descarregados para evitar a fadiga da mola e untados com óleo de preservação.

d) Montagem da arma. Ligar o grupo do cano ao da corrediça; Com a mão esquerda segura-se o grupo do cano-grupo da corrediça e, com a direita, o grupo do punho, pelo punho.

corrediça e, com a direita, o grupo do punho, pelo punho. Fig. 6 Faz-se deslizar os

Fig. 6

Faz-se deslizar os grupos do cano-corrediça pelas guias do grupo do punho. Tem que se empurrar para cima, com o polegar da mão esquerda, o bloco de travamento.

cima, com o polegar da mão esquerda, o bloco de travamento. Fig. 7 As peças salientes

Fig. 7

As peças salientes que se encontram na parte posterior do grupo do punho (ejetor, desarmador e placa de disparar) têm que ser empurradas para baixo conforme indicam as setas da Fig. 7. Introduz-se um carregador vazio e puxa-se a corrediça à retaguarda até que fique presa. Com o polegar da mão esquerda, roda-se o braço do fecho de ligação até este ficar na sua posição superior.

de ligação até este ficar na sua posição superior. Fig. 8 Com o polegar da mão

Fig. 8

Com o polegar da mão direita empurra-se para baixo a alavanca de fixação da corrediça, ao mesmo tempo que se puxa ligeiramente a corrediça à retaguarda, largando-a em seguida.

da corrediça, ao mesmo tempo que se puxa ligeiramente a corrediça à retaguarda, largando-a em seguida.

Fig. 9

1-20

107.

FAZER A MANUTENÇÃO DA METRALHADORA LIGEIRA HK-21 7,62MM M/68

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Generalidades

1) Destino

M/68 1. ELEMENTOS DE DOUTRINA a) Generalidades 1) Destino Fig. 1 É uma arma coletiva, de

Fig. 1

É uma arma coletiva, de tiro tenso, destinada a fazer fogo às pequenas e médias distâncias contra alvos

móveis ou fixos em quaisquer condições de tempo e visibilidade.

2) Características

É uma arma automática de cano fixo mas amovível, que funciona por ação indireta de gases, sendo o seu

arrefecimento feito por irradiação.

3) Dados numéricos

- Calibre 7,62mm.

- Número de estrias --4-- dextorsum.

- Capacidade do carregador 20 cartuchos.

- Capacidade das fitas:

- DM1 5 troços de 50 cartuchos cada (elos contínuos); - DM6 varia com o número de elos e possibilidade de transporte (elos destacáveis).

b) Organização geral da arma A arma é constituída pelos seguintes 8 grupos de montagem e acessórios (Fig. 2).

1 - Grupo do cano (1)

2 - Grupo da culatra (3)

3 - Grupo de alimentação (4)

4 - Grupo do punho (5)

5 - Grupo da manga e caixa dos mecanismos (2)

6 - Grupo da coronha (6)

7 - Guarnições

- Bipé (7).

- Carregador.

- Fitas para 50 cartuchos.

- Tambor.

- Adaptador do carregador.

- Tapa-Chamas (descrito em a. Grupo do cano).

- Bandoleira

8 - Acessórios

- Cunhetes metálicos pera fitas.

- Estojo de limpeza.

- Máquina de carregar fitas.

- Tripé. - Alça telescópica Hensoldt. - Alça trilux L2 A2.

Tripé. - Alça telescópica Hensoldt. - Alça trilux L2 A2. Fig. 2 c) Desmontagens autorizadas ao

Fig. 2

c) Desmontagens autorizadas ao utilizador Normas de segurança Antes de se iniciar a desmontagem da arma, e como medida de segurança, deve procedimento:

adotar-se o seguinte

- colocar o fecho de segurança na posição S;

- virar o cano para cima ou para uma zona onde um disparo fortuito não cause qualquer dano;

- remover a fita de elos ou o carregador;

- puxar atrás a alavanca do manobrador e fixá-lo no entalhe do tubo-guia;

- certificar-se que a câmara está livre;

- levar de novo a culatra à frente.

1-21

Operação de Desmontagem

Pode agora proceder-se à desmontagem para limpeza, a única autorizada a pessoal não especializado. Seguir a ordem indicada:

- retirar a bandoleira;

- retirar as duas cavilhas de ligação da peça de ligação à caixa dos mecanismos e introduzi-las nos alojamentos da coronha;

- rodar o punho para baixo;

- separar a coronha com peça de ligação puxando-a para trás (Fig. 3);

- retirar a armadura da culatra puxando-a para trás (Fig. 4);

- retirar o cano;

- premir a parte anterior do fecho do corpo do alimentador puxando para fora do perno;

- premir a parte posterior do fecho e retirar completamente o alimentador (Fig. 5);

- retirar o corpo da placa-guia premindo o fecho que se encontra no lado direito da arma (Fig. 6);

- retirar a placa suporte, rodando convenientemente a placa de fixação das cavilhas da tampa, situada na face direita;

- retirar o bipé;

- desmontar a culatra

na face direita; - retirar o bipé; - desmontar a culatra Fig. 3 Fig. 4 Fig.

Fig. 3

direita; - retirar o bipé; - desmontar a culatra Fig. 3 Fig. 4 Fig. 5 d)

Fig. 4

- retirar o bipé; - desmontar a culatra Fig. 3 Fig. 4 Fig. 5 d) Manutenção

Fig. 5

d) Manutenção orgânica A manutenção orgânica abrange os seguintes trabalhos:

A manutenção orgânica abrange os seguintes trabalhos: Fig. 6 - operações de limpeza e conservação; -

Fig. 6

- operações de limpeza e conservação;

- a execução de todos os trabalhos de manutenção fixados;

- a pesquisa de avarias e deficiências e sua resolução;

- substituição de peças e de conjuntos;

- ensaios de funcionamento;

e corresponde ao 1º e 2º escalões de manutenção, a realizar pela unidade.

1) 1º Escalão de manutenção

(a) Esquema dos trabalhos de 1º escalão a realizar pelo utilizador:

Para se conseguir uma boa manutenção do 1º escalão esquematizam-se no mapa a seguir às operações a realizar pelo utilizador nas diversas situações normais de utilização.

 

DESIGNAÇÃO

 

APÓS A

ANTES DO

APÓS O TIRO

N.º

TRABALHO

UTILIZAÇÃO

TIRO

1

Manga e caixa dos mecanismos Manga e caixa dos mecanismos

Verificar se há danos Limpar e olear Desolear

X

 

X

X

X

2

Cano

Limpar e olear Desolear

X

 

X

Cano

X

 

Tapa-Chamas

Limpar e olear Verificar se está firmemente assente

X

 

X

3

Tapa-Chamas

X

4

Alça

Limpar e ensaiar

X

X

X

5

Alimentador

Limpar e olear

X

 

X

6

Culatra

Limpar e olear Desmontar, limpar e olear

X

X

X

 

Coronha

Limpar

X

 

X

7

Tubo guia da mola recuperadora c/ mola recuperadora

Limpar e olear

X

X

8

Armação para o punho com caixa dos mecanismos de disparar

Limpar e olear

X

 

X

9

Fitas de elos

Verificar estado dos elos e passo médio

   

X

10

Acessórios

Limpar e ensaiar

X

 

X

1-22

e) Responsabilidade na Manutenção Este escalão de manutenção é da responsabilidade do utilizador da arma, devendo comunicar ao seu superior hierárquico qualquer avaria, deficiência ou falta notada, afim de se providenciar a sua resolução.

f) Tipos de Limpeza Considerações:

Na manutenção orgânica tem importância fundamental as operações de limpeza da arma, como base de todo o sistema. O responsável direto e permanente pela limpeza da arma é o utilizador, mas o mecânico de armamento da Unidade deve colaborar em todas as operações que exijam a sua presença, para resolução de avarias ou deficiências.

Em qualquer circunstância está proibido o uso de materiais desgastantes (lixas, esmeris, etc) ou de ingredientes não expressamente autorizados pelo serviço de material. Limpar as superfícies exteriores expostas a poeiras e as partes oleadas com um pano ou desperdício seco. Utilize o escovilhão para limpar todas as partes que tenham sido expostas à ação dos gases de pólvora. Depois de limpar todas as partes devem ser esfregadas e secas completamente. Aplicar óleo ou lubrificante especial a todas as superfícies metálicas polidas. São os seguintes os tipos de limpeza a considerar:

- limpeza ordinária;

- limpeza extraordinária;

- limpeza completa.

LIMPEZA ORDINÁRIA efetua-se sempre que a arma recolha de qualquer serviço e não requeira tratamento especial.

LIMPEZA EXTRAORDINÁRIA efetua-se sempre que a arma tenha feito fogo, depois de serviços em que a arma se tenha molhado ou sujado, ou quando a arma, tendo estado longamente em armazém, seja posta ao serviço.

LIMPEZA COMPLETA é da competência do pessoal técnico do Serviço de Material, se necessário coadjuvado pelo utilizador, sendo realizada sempre que for determinado superiormente ou depois de revista completa da arma pelo mecânico de armamento na oficina da Unidade.

g) Montagem da arma Montar o bipé. Colocar o corpo da placa guia e a placa suporte. Apertando o fecho, colocar o corpo do alimentador. Introduzir o cano na caixa dos mecanismos. Introduzir a culatra na caixa dos mecanismos, até que a superfície posterior da armadura esteja no mesmo plano da caixa dos mecanismos. Rodar o punho e fixá-lo. Ligar a peça de ligação-coronha à caixa dos mecanismos por intermédio de duas cavilhas de ligação (Fig. 7). Montar a bandoleira. Verificar se a arma está bem montada efetuando vários movimentos de manobra.

está bem montada efetuando vários movimentos de manobra. Fig. 7 NOTA: O instrutor executa todas estas

Fig. 7

NOTA: O instrutor executa todas estas operações de modo bem visível para os instruendos, dando às peças os nomes exatos. Os instruendos executam as mesmas operações e repetem os nomes das peças, no máximo de 3 instruendos por arma, que trocam de lugar.

1-23

CAPITULO 2 INFORMAÇÃO E CONTRA- INFORMAÇÃO

108. OBSERVAR E ESCUTAR

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA A OBSERVAÇÃO assume fundamental importância pela necessidade que o COMBATENTE tem de conhecer, o mais cedo possível, acerca do In, a sua localização, os seus movimentos, a sua atividade, etc. Assim, a OBSERVAÇÃO tem como finalidades: pesquisa de notícias sobre a posição ou atividades de forças In, determinação de objetivos e/ou a regulação dos fogos das NT. Pelo que acaba de se referir fácil se torna concluir:

- por um lado, pela desejo de TODOS OS COMBATENTES DEVEREM SABER OBSERVAR; - por outro lado, pela necessidade de apenas alguns receberem a missão específica de OBSERVAR.

a) Técnicas de observação e escuta

1) Como OBSERVAR de DIA A OBSERVAÇÃO é para ser feita a olho nu, portanto sem a ajuda de instrumentos óticos que permitam ver objetivos pouco visíveis ou invisíveis à vista desarmada. Regra geral para além dos 400m o OBSERVADOR deve:

(a)

(b)

Camuf1ar-se e camuflar a posição (PO/PE)

Estudar o terreno do SECTOR a OBSERVAR, identificando com precisão (Fig. 1):

- os Pontos de Referência (PR1 PR2) que lhe foram indicados; - as características locais que mais se evidenciam (arbustos, troncos, rochas, casas, etc.), fixando o seu aspeto geral (cor, forma, etc.) e a situação que ocupam em re1ação ao PO/PE - o que irá permitir, mais facilmente, detetar elementos e meios de fogo IN.

(c)

(d)

(e)

detetar elementos e meios de fogo IN. (c) (d) (e) Fig.1 Olhar para o centro do

Fig.1

Olhar para o centro do sector (Fig.2), em frente do PO/PE, e OBSERVAR até ao limite de visão cujos pormenores podem ser vistos a olho nu (400 m aprox), tentando descobrir movimentos ou quaisquer indícios que revelem, de imediato, a presença do In.

indícios que revelem, de imediato, a presença do In. Fig. 2 OBSERVAR o terreno junto do

Fig. 2

OBSERVAR o terreno junto do PO/PE, percorrendo com a vista da direita para a esquerda uma faixa de terreno com a profundidade máxima de 50m.

OBSERVAR da mesma forma em seguida, mas agora da esquerda para a direita, uma nova faixa de terreno mais além (até aos l00m), sobrepondo-se à primeira.

2-1

(f)

Continuar assim a OBSERVAR, por faixas de terreno sucessivas com alternância do sentido de observação, até ao limite de visão pormenorizada a olho nu.

até ao limite de visão pormenorizada a olho nu. Fig. 3 NOTA: Se o sector a

Fig. 3

NOTA: Se o sector a observar for muito largo, subdividi-lo em 2 ou 3 subsectores.

for muito largo, subdividi-lo em 2 ou 3 subsectores. Fig. 4 (g) Ter na OBSERVAÇÃ0 os

Fig. 4

(g)

Ter na OBSERVAÇÃ0 os seguintes cuidados especiais:

- concentrar a observação sobre as regiões onde se considera mais provável a presença ou o acesso In, sem descurar o resto do sector;

- imobilizar o olhar, durante alguns segundos, sobre os pontos a vigiar;

- passar regularmente em revista todo o sector sem deixar de OBSERVAR, com intervalos pequenos, os pontos mais suspeitos;

- evitar deixar-se absorver totalmente por um ponto suspeito.

(h) Vigiar particularmente No terreno:

- todos os possíveis PO do In (cristas, orlas de bosques, valadas, sebes, casas, torres de vigia, etc.);

- todos os itinerários desenfiados que conduzam à posição; Na posição In:

- trincheiras, regiões de abrigos e observatórios:

- passagens habituais, estreitas e nas redes de arame;

- outros obstáculos, etc.

2) Como OBSERVAR de NOITE Consoante a noite é mais ou menos clara, assim será maior ou menor o papel da vista. De qualquer forma:

- só se vê a curtas distâncias; - só se observa o global dos objetivos, fundindo-se os detalhes com a silhueta. Sem utilizar dispositivos de visão noturna, o OBSERVADOR deve:

(a)

(b)

(c)

(d)

Camuflar-se a si e camuflar a posição (PO/PE) - este deve ser montado em zonas com vegetação para facilitar a camuflagem e dificultar a observação do In feita com infravermelhos.

Deitar-se, se possível, por assim lhe ser mais fácil ver as silhuetas recortadas no fundo mais claro do céu (exceto em noites muito claras e que ofereçam condições de observação que se aproximam das diurnas).

Percorrer o sector de observação por meio de uma série de movimentos bruscos dos olhos, com pausas curtas. Na observação de um objetivo, fazê-lo com movimentos pequenos e bruscos dos olhos por cima e à sua roda, com toda a atenção permanentemente nele fixada, mas sem o olhar diretamente.

permanentemente nele fixada, mas sem o olhar diretamente. Fig. 5 Fechar os olhos com bastante frequência

Fig. 5

Fechar os olhos com bastante frequência para reduzir a fadiga.

(e) Sempre que se suspeitar que há um objetivo a mover-se na frente, verificar a existência real do movimento colocando um ponto de referência (sabre-baioneta, ramo de árvore, etc.) no chão e tirar uma mirada que passe pelo objetivo e pela referência; passado algum tempo voltar a tirar a mirada, certificando-se assim se o objetivo se moveu ou não.

2-2

(f) Fechar um olho, observando com o outro, se durante a observação o terreno for iluminado. Logo que a iluminação cesse, fechar o olho com que estava a observar e abrir o outro, já acostumado à escuridão, podendo continuar assim a observação.

3) Como ESCUTAR de DIA e de NOITE A ESCUTA é um método de vigilância que consiste na observação de notícias sobre o In pela interpretação dos ruídos e dos sons que se captam. É UM COMPLEMENTO DA OBSERVAÇÃO, especialmente de noite

(os ruído são mais audíveis) e em condições de visibilidade limitada: neblina, nevoeiro, fumos, etc. Por meio dos sons característicos podem detetar-se os movimentos In, localizar-se as suas posições e deduzir- se as suas intenções futuras (por ex.: ruídos próprios de quem organiza o terreno, indicam que vai defender). As posições de onde se ESCUTA chamam-se Postos de ESCUTA (PE), podendo ou não, simultaneamente, serem PO. Os PE devem localizar-se em zonas baixas por os sons não produzirem ecos e por os "fatores estranhos" influírem o menos possível nos resultados da ESCUTA. Sem utilizar dispositivos de ampliação sonora, quando se ESCUTA deve-se:

- manter na posição o mais imóvel possível;

- retirar o capacete e, se sentir zumbidos nos ouvidos que prejudiquem a audição, abrir a boca e tentar bocejar ou apertar o nariz com os dedos e engolir em seco;

- encostar o ouvido ao solo periodicamente para melhor receção, identificação e localização dos ruídos;

NB: Em tempo seco ou muito frio o solo transmite muito bem os ruídos. Tirar partido do VENTO ou evitá-lo:

- se soprar frontal e fraco, logo favorável, procurar um local que o receba para beneficiar com os ruídos estranhos que traga consigo;

- se soprar forte (ou de costas mesmo que, fraco) procurar uma zona na resguarda do barulho que provoca.

b) Observar e escutar em terreno não acidentado (ou pouco) e de pouca vegetação, não preparado De dia/noite

1) Ao escolher a posição exata, para OBSERVAR e ESCUTAR, evitar que a silhueta se recorte no fundo do céu, regra geral mais claro (isto é particularmente importante de noite).

mais claro (isto é particularmente importante de noite). Fig.6 2) Aplicar, permanentemente e sistematicamente, as

Fig.6

2) Aplicar, permanentemente e sistematicamente, as "técnicas de observação e escuta" descritas na alínea 1a.

c) Observar e escutar em terreno arborizado ou em bosques Faz-se, quer ao nível do solo (pelos espaços abertos existentes entre as fileiras de árvores), quer em cima das árvores (nas clareiras e por cima do bosque).

1) Do solo Dia/Noite Limpar o sector de observação de vegetação e arbustos se possível. Seguir, genericamente, as técnicas descritas em 2.a.

2) Em cima das árvores Dia/Noite

descritas em 2.a. 2) Em cima das árvores Dia/Noite Fig.7 (a) Escolher uma árvore que: -

Fig.7

(a)

Escolher uma árvore que:

- não se saliente das outras pela sua altura, folhagem, etc., para não atrair a atenção do In; - seja grossa e com muita ramagem, de copa espessa e na direção do In.

(b)

Preparar na árvore escolhida uma plataforma para efetuar a observação mais cómoda e cuidadosamente.

2-3

(c)

Prestar muita atenção à eventual existência de atiradores especiais In que, geralmente, tanto se podem situar no solo como em cima das árvores.

(d) Seguir, genericamente, as técnicas descritas em 2 a.

(d) Seguir, genericamente, as técnicas descritas em 2 a. Fig.8 NB : A observar por cima

Fig.8

NB: A observar por cima do bosque, especialmente em terreno muito acidentado, permite aumentar o sector de observação em profundidade.

3) Em terrenos montanhosos

(a)

(b)

Escolher o PO/PE nas vertentes junto a rochas e penhascos

Escolher o PO/PE nas vertentes junto a rochas e penhascos Fig.9 Ap1icar, na OBSERVAÇÃO e ESCUTA,

Fig.9

Ap1icar, na OBSERVAÇÃO e ESCUTA, as técnicas apreendidas.

2-4

109.

DESIGNAR OBJETIVOS

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA O COMBATENTE pode ter necessidade de informar com rapidez a localização de qualquer OBJETIVO observado:

ponto do terreno, elementos ou viaturas In protegidos, posição de metralhadora, etc. Interessa pois, neste caso, adotar uma forma simples e suficientemente eficaz que permita ao indivíduo a quem está a ser indicado o OBJETIVO que a localize rapidamente.

a) Designar objetivos Como proceder:

1) Sem o recurso a um Ponto de Referência (PR) Neste caso não há lugar a uma "referenciação do objetivo mas tão somente a INDICAÇÃO DO OBJETIVO por este ser facilmente visível.

Então, o COMBATENTE para o INDICAR volta-se bem de frente para o OBJETIVO que pretende indicar e diz (método).

- “ NESTA DIREÇÃO

(com o braço estendido, aponta a direção exata.)

- A METROS

(indica a distância aproximada que o separa do OBJETIVO) “…TAL OBJETIVO…” (descreve-o pelos elementos que o identificam: o quê, cor, forma e tamanho, etc.)

NOTA: Para se certificar de que o OBJETIVO foi localizado e identificado o COMBATENTE deve pedir à sua descrição a pessoa a quem o indicou.

2) Com o recurso a um Ponto de Referência (PR) - REFERENCIAÇÃO Se o OBJETIVO que se pretende indicar não é facilmente visto nem identificável ter-se-á que recorrer a um “ponto auxiliar” (referência) próximo do OBJETIVO, e fixo, relativamente ao qual este é referenciado. Depois de se ter voltado bem de frente para o OBJETIVO que pretende indicar, o COMBATENTE deve então proceder do seguinte modo:

(a)

ESCOLHER UM PR próximo do OBJETIVO (facilmente identificável no terreno)

(b)

DEFINIR ESSE PR (de acordo com o método indicado na alínea anterior: direção, distância e descrição do PR)

(c)

CERTIFICAR-SE DE QUE O PR FOI LOCALIZADO (perguntando se foi visto e, em caso de dúvida, ouvir a sua descrição)

(d)

SITUAR O OBJETIVO RELACINANDO-O COM O PR (dizendo a direção e a distância a que se encontra este último)

A direção pode ser definida facilmente pelo recurso a um dos seguintes processos:

- Indicando a " posição relativa” do OBJETIVO ao PR (a esquerda, direita, acima ou abaixo).

- Indicando a " posição cardeal” do OBJETIVO (a norte, a sul, a este ou a oeste do PR).

- Utilizando o método do relógio

Neste caso, imagina-se o mostrador de um relógio colocado no terreno, com o centro no próprio PR, e a

linha 6-12 (das horas) definida pela posição do observador (das horas) e pelo PR.

definida pela posição do observador (das horas) e pelo PR. Fig.1 Para referenciar o OBJETIVO deve

Fig.1

Para referenciar o OBJETIVO deve indicar-se a direção horária “ que ele ocupa em relação ao relógio imaginário.

A distância do OBJETIVO ao PR pode ser indicada:

- em metros (aproximados);

- ou pelo número de dedos;

que cabem no intervalo entre o PR e o Objetivo.

2-5

Fig. 2 - O COMBATENTE deve estender completamente o braço na direção do PR com

Fig. 2

- O COMBATENTE deve estender completamente o braço na direção do PR com a mão na vertical e

os dedos estendidos e unidos, e medir, em largura de dedos ou mãos, o intervalo entre aqueles dois

pontos: PR e OBJETIVO.

mãos, o intervalo entre aqueles dois pontos: PR e OBJETIVO. Fig.3 Exemplo Suponhamos a situação “encenada”

Fig.3

Exemplo

Suponhamos a situação “encenada” pela Fig.4 para o observador designar (indicar) a outro (recetor) o OBJETIVO (0) onde se sabe existirem protegidos, dois elementos In armados. Deverá, então, proceder do seguinte modo:

- OBSERVADOR:

- Nesta direção (aponta), a 300m, a igreja com o “para-raios” na torre (é o PR);

- Visto?

- RECETOR:

- Confirma a indicação do PR.

- OBSERVADOR:

- RECETOR: - Confirma a indicação do PR. - OBSERVADOR: Fig.4 - 5 horas, 3 dedos,

Fig.4

- 5 horas, 3 dedos, 2 elementos In armados atrás da moita (é o OBJETIVO - 0)

- Visto?

- RECETOR:

- Confirma que o OBJETIVO (0) foi visto.

2-6

110.

OBTER E TRANSMITIR UMA NOTÍCIA

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Como se obtém as informações Qual será o papel que cada combatente desempenha na produção das informações? Para o descrever é necessário dizer primeiro o que acontece as notícias que cada um transmite e a maneira como elas se transformam em informações.

Os

homens que estão em contacto direto com o inimigo, tais como: os que tomam parte em patrulhas ou incursões,

os

que guarnecem postos de observação, escuta, etc., são os melhores elementos para a pesquisa de notícias. Os

seus relatórios constituem os alicerces em que assenta todo edifício das informações de combate. Há no Estado Maior de todos os batalhões e escalões superiores um Oficial de Informações que elabora um plano

de pesquisa das notícias, cuja finalidade é fixar e distribuir missões de pesquisa. Para isso e baseado nesse plano, o

Oficial de Informações redige e envia quesitos concretos e detalhados ás unidades mais indicadas ou aptas a fornecer as notícias que lhes dão resposta.

Recebidas essas notícias o oficial regista-as e cataloga-as para estudo e exame e averigua da sua verosimilhança; finalmente, interpreta-as transformando-as dessa maneira em informações

O oficial de informações determina aquilo que o inimigo é fisicamente capaz de fazer e apresenta as suas

conclusões ao comando numa síntese de informações que o habilita a tomar uma decisão.

b) Colaboração do combatente na produção das informações

O papel de cada combatente na produção das informações de combate consiste, portanto, na colheita das notícias. Por isso, quer faça parte de uma patrulha, quer guarneça um posto de observação, quer preste qualquer outra espécie de serviço, deve conservar-se sempre atento a fim de poder colher todas as notícias acerca do inimigo que vê, ouve, ou de qualquer modo referencie. Deve comunicar ao seu comandante de secção ou pelotão, tão rapidamente quanto possível, todas as notícias por mais insignificantes que pareçam. Podem ser precisamente essas que o oficial de informações necessita para completar o quadro da atividade inimiga nesse momento. Ao comunicar qualquer notícia deve utilizar-se a seguinte sequência:

- O QUE observou;

- ONDE teve lugar;

- QUANDO ocorreu.

c) Pesquisa das notícias

Todos os homens são instruídos a transmitir o resultado das suas observações. Esta instrução constitui para cada combatente e para a sua unidade um importante auxilio. Noutros tempos não se comunicava as notícias acerca de inimigos que parecessem pouco importantes ou até ridículas. Ninguém, hoje, deve cometer esse grave erro.

As informações que pareçam mais insignificantes podem ser precisamente aquelas de que o oficial de informações

necessita para completar o seu quadro sobre a situação inimiga. A transmissão de notícias nas unidades em 1º

escalão e normalmente feita verbalmente de homem para homem visto ser esse o processo mais rápido e aquele que permite perguntar e responder; escrevê-las levaria tempo e o tempo é um facto vital. As comunicações verbais podem ser feitas por telefone ou rádio. De qualquer forma, ao fazerem-se estas comunicações deve sempre atender-se a: O QUÊ, ONDE e QUANDO. Uma boa norma para não esquecer aquilo que se pretende transmitir e a maneira como se deve fazer é usar a palavra TUTELA, em que:

- T é o tamanho (efetivo)

- U é a unidade (tipo)

- T é o tempo (hora)

- E é o equipamento (ou material)

- L é a localização

- A é a atividade revelada.

2-7

111.

IDENTIFICAR PESSOAL E UNIDADES

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Senha e Contra-Senha

1) Sempre que as necessidades de segurança o exijam, a identificação entre pessoal ou unidades faz-se por pa1avras de código designadas por senha e contra-senha.

2) Estas palavras são substantivas ou adjetivas, sem qualquer 1igação entre si; a sua atribuição é regulada nas NEP dos QG das RM ou ZM e das GU.

3) A senha e contra-senha destinam-se a identificar o pessoal militar ou forças que se dirijam a uma Unidade, Estabelecimento ou Organismo, ou que contactem durante operações.

4) Em cada Unidade, Estabelecimento ou Organismo, a senha e a contra-senha devem ser do conhecimento do Comandante, 2º Comandante, oficial de segurança, oficial de serviço, pessoal da guarda e forças destacadas.

b) A identificação por senha e contra-senha faz-se do modo indicado a seguir:

INTIMAÇÃO PELA SENTINELA

ACÇÃO OU RESPOSTA PELA PESSOA OU GRUPO INTIMADO

Alto! Quem vem lá?

Faz alto e dá uma «resposta» que indique que o indivíduo ou grupo está autorizado a passar. Por exemplo, «amigo», «aliado» «cabo da guarda», etc.

Avance ao reconhecimento!

O

indivíduo ou o chefe do grupo avança.

NÃO RESPONDE!

 

Alto! (a sentinela detém o indivíduo ou chefe do grupo, sem o deixar aproximar demasiado, até que o reconhecimento esteja completo).

O

indivíduo ou o chefe do grupo faz alto. NÃO RESPONDE!

A

sentinela diz a senha em voz baixa.

O

indivíduo ou o chefe do grupo diz a contra-senha em resposta à senha.

A

sentinela manda avançar o resto do grupo,

O

chefe do grupo (ou um militar por

ele designado) fica junto da

se

for caso disso.

sentinela para a auxiliar na identificação do resto do grupo.

2-8

CAPITULO 3 SAPADORES

112. IDENTIFICAR MATERIAIS E ENGENHOS PERIGOSOS

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Explosivos Todos os Exércitos usam explosivos em trabalhos de instrução (das NF) e de destruição (do In: pontes, aeródromos, material/ equipamento, pessoal, etc.), os quais exigem o seu conhecimento perfeito e modo de emprego. Nesta última perspetiva, os explosivos constituem uma arma defensiva ou ofensiva. Os explosivos, por si só, não são perigosos; o perigo está no seu manuseamento, pelo que se torna necessário conhecer, familiarizar-se e respeitar todas as regras de segurança, que não são mais do que a aplicação do cuidado e do bom senso.

1) Trotil (TNT)

(a)

É o explosivo militar que, pelas suas características, (segurança, sobretudo) mais é utilizado nas zonas de combate. Apresenta-se em “petardos”, com o formato prismático e cilíndrico (desde 62,5g a 1000 g) e em pó (sacos de 0,5 Kg a 50 Kg).

(desde 62,5g a 10 00 g) e em pó (sacos de 0,5 Kg a 50 Kg).

Fig. 1

(b)

Principais características

- Relativa insensibilidade ao choque.

- Muito estável em qualquer clima (à humidade e temperatura).

- Pode arder em pequenas quantidades, ao ar livre, sem explodir.

- É insolúvel em água.

- Tem cor amarela (sob a ação da luz solar escurece).

- Os gases, resultantes da explosão, são venenosos.

(c)

(d)

Finalidade Demolições e de emprego geral (é o explosivo mais utilizado como carga das minas e das GM).

Efeitos Porque se trata de um explosivo fraturante, é especialmente usado em cargas de corte e de rotura.

b) Minas São constituídas por um explosivo, regra geral, contido em embalagem adequada e destinada a destruir ou avariar veículos, barcos ou aviões, e/ou a matar, ferir ou, doutra maneira, incapacitar pessoal. As minas devem ser manuseadas com respeito, mas sem medo.

3-1

1) Minas ACar e Aviat Destinam-se a destruir ou avariar carros de combate (CC) e outros veículos terrestres, respetivamente.

combate (CC) e outros veículos terrestres, respetivamente. MINA ANTI-CARRO M15 MINA ANTI-CARRO M21 Fig. 2 As

MINA ANTI-CARRO M15

veículos terrestres, respetivamente. MINA ANTI-CARRO M15 MINA ANTI-CARRO M21 Fig. 2 As minas ACar podem ser

MINA ANTI-CARRO M21 Fig. 2

As minas ACar podem ser utilizadas isoladamente ou instalados em “campos” (Fig. 3) de acordo com planos estabelecidos para:

( Fig. 3) de acordo com planos estabelecidos para: CAMPO DE MINAS IMPLANTADO Fig. 3 fortalecer

CAMPO DE MINAS IMPLANTADO Fig. 3

fortalecer posições à frente, retaguarda e flancos das NF; desorganizar ataques In; canalizar movimentos In; As minas ACar são normalmente acionadas por pressão, da ordem dos 100 Kg ou mais, por vezes ainda superior a 150 Kg. Usualmente a carga explosiva atua por efeito de sopro.

2) Minas APess Destinam-se a matar, incapacitar ou neutralizar o pessoal por efeito de fragmentação ou de sopro.

o pessoal por efeito de fragmentação ou de sopro. MINA A.P. M2A4 MINA A.P. M14 Fig

MINA A.P. M2A4

por efeito de fragmentação ou de sopro. MINA A.P. M2A4 MINA A.P. M14 Fig 4 As

MINA A.P. M14 Fig 4

As minas APess podem ser instaladas em campos de minas ACar ou em campos de minas APess para dar segurança local ou aviso (alerta) e como fator desmoralizador. Também podem ser utilizados isoladamente em qualquer local e circunstância.

3) Funcionamento das minas

(a) Cadeia de Fogo É uma série de fatores que ocorrem na detonação de uma mina.

Todas as minas conhecidas explodem nesta sequência, sem olhar ao tipo, medida ou nacionalidade; que deve ser bem conhecida para permitir desarmar ou despoletar o maior número de tipos de minas existentes.

3-2

Há cinco elementos numa “cadeia de fogo” que são:

- ação iniciadora;

- disparador;

- detonador;

- reforçador;

- carga principal.

(b) Ação iniciadora: é a ação que começa a cadeia de fogo na detonação da mina. Pode ser originada por pessoal, veículos, etc. Os quatro tipos mais comuns são: TRACÇÃO, PRESSÃO, DISTENSÃO e DESCOMPRESSÃO (Fig. 5)

TRACÇÃO, PRESSÃO, DISTENSÃO e DESCOMPRESSÃO (Fig. 5) Fig. 5 (c) Disparador: é um engenho usado para

Fig. 5

(c) Disparador: é um engenho usado para transformar a ação iniciadora numa detonação. É o resultado daquela. Sob as condições necessárias, o disparador pode iniciar o detonador ou reforçador. Os disparadores podem ser mecânicos, de fricção, reação química, contacto elétrico, etc., sendo os primeiros os mais utilizados, dos quais a fig. 7 ilustra os mais comuns.

mais utilizados, dos quais a fig. 7 ilustra os mais comuns. DISPARADOR DE TRACÇÃO M1 DISPARADOR

DISPARADOR DE TRACÇÃO M1

a fig. 7 ilustra os mais comuns. DISPARADOR DE TRACÇÃO M1 DISPARADOR TRACÇÃO-DISTENÇÃO M3 DISPARADOR DE

DISPARADOR TRACÇÃO-DISTENÇÃO M3

DE TRACÇÃO M1 DISPARADOR TRACÇÃO-DISTENÇÃO M3 DISPARADOR DE TRACÇÃO-FRICÇÃO M2 DISPARADOR DE ATRASO M1

DISPARADOR DE TRACÇÃO-FRICÇÃO M2

M3 DISPARADOR DE TRACÇÃO-FRICÇÃO M2 DISPARADOR DE ATRASO M1 DISPARADOR DE PRESSÃO M1 A1 Fig. 6
M3 DISPARADOR DE TRACÇÃO-FRICÇÃO M2 DISPARADOR DE ATRASO M1 DISPARADOR DE PRESSÃO M1 A1 Fig. 6

DISPARADOR DE ATRASO M1

DISPARADOR DE TRACÇÃO-FRICÇÃO M2 DISPARADOR DE ATRASO M1 DISPARADOR DE PRESSÃO M1 A1 Fig. 6 (d)

DISPARADOR DE PRESSÃO M1 A1

Fig. 6

(d) Detonador: é um pequeno engenho, constituído por um explosivo muito sensível, cuja explosão será provocada por calor, chama ou percussão do disparador. Os detonadores, se não manuseados cuidadosamente, podem detonar. São constituídos por um tubo de metal, fechado num dos extremos, com cerca de 6 cm de comprimento, contendo uma carga iniciadora e uma carga base. Destinam-se a provocar o rebentamento de explosivos pouco sensíveis (seguros) no momento oportuno. Daí a importância do seu emprego pois evita-se o perigo do transporte de grandes quantidades de explosivos sensíveis e pouco seguros.

3-3

Os detonadores podem ser elétricos ou pirotécnicos, sendo uns e outros instantâneos ou de atraso.

sendo uns e outros instantâneos ou de atraso. D E T O N A D O

DETONADOR ELÉCTRICO (CORTE)

D O R E L É C T R I C O ( C O R

DETONADOR PIROTÉCNICO (CORTE)

Fig. 7

(e)

Reforçador: é uma carga intermédia usada para iniciar a carga principal das minas. Nem todas as minas têm reforçador. Destina-se a amplificar a onda detonante.

É

mais sensível mas menos poderoso, por ter menos massa que a carga principal - fig. 2, 4 e 5.

(f)

Carga Principal: é o elemento que define a potência e os efeitos das minas. A carga pode ser explosiva, tóxica ou incendiária. Se de explosivos, e este estiver em boas condições, é quase insensível (elevada segurança no seu manuseamento) fig. 5 e 6.

(g)

Raio de ação efetivo da mina

É

a distância à volta dela dentro da qual, logo que a mina rebente, 50% do pessoal será ferido ou morto.

(h)

Área perigosa da mina

É definida por um círculo com um raio tal que, fora dele, o pessoal, mesmo não abrigado, não sofre

qualquer efeito do rebentamento de uma mina. Em geral, é da ordem dos 150 metros.

c) Cargas de efeito dirigido São cargas moldadas de forma que o efeito da sua explosão se verifica numa só direção, concentradamente, originando furos ou cortes no material a que se tenha aplicado (efeito de Monroe). Estas cargas destinam-se principalmente a perfurar ou cortar aço e betão, mas podem também ser usadas na abertura de furos em alvenaria ou em rocha.

d) Torpedo Bengalório

É um engenho explosivo, de configuração cilíndrica (tubo de ferro/lata), improvisado ou de fábrica, destinado à

abertura de brechas em campos de minas e redes de arame farpado.

O torpedo bengalório, de fábrica, é constituído por secções ligáveis umas às outras por intermédio de mangas de

ligação, permitindo a obtenção de comprimentos variáveis consoante as necessidades.

de comprimentos variáveis consoante as necessidades. Fig. 8 e) Cordão Lento Contém pólvora negra, constituindo

Fig. 8

e) Cordão Lento Contém pólvora negra, constituindo um núcleo central, envolvida com aperto por várias camadas de fibras têxteis e impermeabilizadas exteriormente. Tem um diâmetro aproximado de 0,5 cm. Pode ter diversas cores: branco, preto, amarelo e laranja. A mais vulgarizada é a preta. Arde lentamente e emprega-se para transmitir a chama aos detonadores pirotécnicos, com uma velocidade uniforme, variável entre 1 cm/s e 0,7 cm/s.

uma velocidade uniforme, variável entre 1 cm/s e 0,7 cm/s. Fig. 9 O cordão lento pode

Fig. 9

O cordão lento pode ser inflamado com acendedores, com fósforos especiais ou não e com meios improvisados,

produtores de chama ou de calor, e visam a destruição de cargas explosivas, conferindo um atraso correspondente

ao comprimento do cordão/ velocidade de queima.

Fig. 10

3-4

ACENDEDOR DE PERCUSSÃO M2 exemplo de uso do ACENDEDOR M2 Para verificar o cordão lento,
ACENDEDOR DE PERCUSSÃO M2 exemplo de uso do ACENDEDOR M2 Para verificar o cordão lento,

ACENDEDOR DE PERCUSSÃO M2

ACENDEDOR DE PERCUSSÃO M2 exemplo de uso do ACENDEDOR M2 Para verificar o cordão lento, queimar

exemplo de uso do ACENDEDOR M2

Para verificar o cordão lento, queimar 30 cm e determinar pelo relógio, o seu tempo de inflamação.

f)

Cordão Detonante

 
 

É

constituído por uma alma de PETN (explosivo) num invólucro têxtil (amarelo ou amarelo e preto com

acabamento rugoso e encerado) ou de plástico branco.

Não o confundir com o cordão lento. Este inflama-se, enquanto o cordão detonante explode e transmite uma detonação.

É insensível à fricção e a choques ordinários. É iniciado por um detonador, fig. 8.

A velocidade de detonação é de 6000 a 7000 m/s.

 

Tem potência suficiente para iniciar outros explosivos a que esteja convenientemente ligado (escorvamento).

 
 
 

escorvamento de um petardo com cordão detonante

escorvamento de um cartucho de dinamite com cordão detonante

 

Fig. 11

 

O

cordão detonante é empregue para a explosão simultânea de diversas cargas separadas.

 
 

Fig. 12

 

E,

particularmente, para iniciar explosivos em cargas enterradas.

g)

Armadilhas

 

Entende-se por armadilha um sistema capaz de provocar inesperadamente o efeito de cargas ocultas (explosivas, incendiárias e tóxicas) mediante ações exercidas sobre objetos cuja existência se não conhece ou que são aparentemente inofensivos. As armadilhas destinam-se a criar uma psicose de incerteza e de desconfiança no meio inimigo (população civil e tropas), conduzindo a uma baixa de moral e criando um grau de precauções que impõem limitações a todas as atividades.

As armadilhas podem utilizar materiais de série, mas as concebidas e utilizadas pelos sabotadores são, em grande parte dos casos, constituídas por materiais improvisados e por explosivos de segurança precária, pelo que a sua deteção, neutralização e remoção são dificílimas. Uma armadilha é, em geral, constituída por:

- Um elemento que sofre a “ação iniciadora” e que vai provocar o funcionamento de um “disparador”;

- Um “disparador”, órgão que origina fogo por qualquer dos “processos de inflamação”, pirotécnicos ou elétricos;

- Um sistema de transmissão de fogo;

- Uma carga (explosiva, incendiária ou tóxica). É necessário um mínimo de 1 kg de TNT para matar um homem nas proximidades, por efeito de sopro. Para ações de fragmentação a quantidade de explosivo será menor. As armadilhas podem ser empregues praticamente em todos os locais no campo, nas estradas e em áreas urbanas, nas portas das casas e noutros infindáveis locais.

os locais no campo, nas estradas e em áreas urbanas, nas portas das casas e noutros

Fig. 13

3-5

Fig. 14 Fig. 15 Constituindo o “arame de tropeçar” o expediente mais utilizado na “

Fig. 14

Fig. 14 Fig. 15 Constituindo o “arame de tropeçar” o expediente mais utilizado na “ ação

Fig. 15

Constituindo o “arame de tropeçar” o expediente mais utilizado na “ação iniciadora” da “cadeia de fogo”.

3-6

113.

LOCALIZAR MINAS E ARMADILHAS

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Presumíveis locais de instalação de minas inimigas (In) A experiência e o conhecimento dos hábitos de minagem e armadilhas do In são de importância basilar na localização desses engenhos. Em geral a localização mais comum é a seguinte:

Covas, remendos na estrada ou zonas moles no pavimento das estradas; Nas bermas das estradas e valetas; Junto de obstáculos de arame farpado ou outro tipo, tais como veículos abandonados, troncos de árvores caídos;

passagens obrigatórias (ex.: estreitamentos); em áreas próprias para bivaque ou para zonas de reunião (ZRn) e em edifícios adequados para instalação de Comandos; etc. Em resumo, as coisas e lugares vantajosos que você escolheria serão também utilizados pelo In. Ter especial atenção aos arames de tropeçar em:

- bermas de estrada;

- junto de minas Aca;.

- acesso a pontos importantes.

Descodificar de outras minas ou armadilhas junto de uma mina detetada. As armadilhas aparecem nos locais já referidos e ainda em:

objetos atraentes como recordações. Objetos caros ou úteis, etc.; ligação em ações de rotina como portas, janelas, telefones, rádios, intercetores, etc.; acessos a locais ou objetos utilizados como chamariz.

Obs.: Ver FII SAP(00)-01-01, campo B-2. g.

b) Neutralização de minas

1) Uma vez detetadas, as minas podem ser neutralizadas por um dos seguintes métodos:

(a)

Destruição no local (com explosivos. É o mais seguro, mas a necessidade ou disciplina de segredo pode inviabilizá-lo).

(b)

Remoção com corda (e fateixa, se necessário. É o método imediatamente mais seguro. Os engenhos podem

ou

não explodir consoante têm ou não dispositivos anti levantamento).

(c)

Remoção manual (é muito perigoso).

(c) Remoção manual (é muito perigoso). Fig. 1 2) A neutralização de minas ou armadilhas só

Fig. 1

2) A neutralização de minas ou armadilhas só deve ser efetuada por pessoal devidamente habilitado para o fazer. Todavia, todo o militar deve ser capaz em situações muito especificas - e, numa ótica estrita, com vista à sua própria sobrevivência - de localizar minas e armadilhas e de as sinalizar. Assim, durante a progressão sobre um itinerário, por exemplo, a unidade pode "cair" numa zona minada ou armadilhada e daí resultar um certo número de baixas - eventualmente todos menos você! (evitá-lo, detetando os engenhos, é o ideal). Nesta situação, haverá que reduzir todos os movimentos no interior da área minada ou armadilhada ao mínimo e efeitos usando uma sonda e uma vara flexível (se houver vegetação circundante.

(a)

Voltando para o lado para onde se quer avançar procurar com o auxilio da vara flexível (final) e de mangas arregaçadas, arames de tropeçar desde o solo até à altura de um homem, numa extensão correspondente ao comprimento da vara.

(b)

Se não encontrar nada usar então a sonda, abrindo o corredor com largura para um homem passar.

A sonda deve ser enterrada suavemente no terreno, fazendo ângulo de 45º, ou menos, com o terreno

horizontal, a fim de impedir que a sua ponta acione as minas que atuam por pressão. Mas, se a ponta da sonda tocar num objeto sólido, parar de imediato a operação de sondagem, remover cuidadosamente a terra para identificar o objeto detetado.

3-7

No caso de ser uma mina, retirar a terra suficiente para a sua identificação total e exata localização. Sinalizar a mina com um pau e fita, trapo ou mesmo papel higiénico, por forma a que o pau e o nó da mina fiquem voltados para a mina.

a que o pau e o nó da mina fiquem voltados para a mina. Nó voltado

Nó voltado para a mina Fig. 2

(c)

Repetir as operações anteriormente descritas tantas vezes quantas as necessárias para sair da zona que se julga minada.

(d)

No caso da deteção de um arame de tropeçar, percorrê-lo visualmente nos dois sentidos: até à ancoragem do arame, de um lado, e até ao engenho explosivo, do outro. Sinalizar o arame, como anteriormente se descreveu para as minas, reforçando essa sinalização pela colocação (cuidadosa) de uma fita ou papel no próprio arame de tropeçar.

(e)

A deteção de minas deve ser feita, como se disse, por pessoal especializado, o qual utiliza, além dos métodos descritos, também o elétrico, como a figura seguinte sugere.

também o elétrico, como a figura seguinte sugere. Pesquisador de minas MD8, com haste curta Fig.

Pesquisador de minas MD8, com haste curta Fig. 3

c) Regras de segurança a observar pelo Combatente no campo de batalha:

1) Não confiar em nada- suspeitar de tudo;

2) Não puxar nem cortar arames;

3) Não correr em zonas que se sabe/suspeitam minadas/ armadilhadas, nem que seja para socorrer um camarada ferido;

4) Não ser descuidado nem demasiado confiante;

5) Não crer que junto às redes de arame farpado do IN não há minas/armadilhas;

6) Não recuar ou ficar inativo quando encontrar minas/armadilhas;

7) Não usar o terreno aparentemente mais indicado e mais fácil sem o examinar previa e cuidadosamente;

8) Não deixar de manter a distância ao camarada da frente. Evitar progredir/andar em grupo.

9) Nunca esquecer de transmitir ao comandante imediatamente tudo o que vir de suspeito.

3-8

114.

ENUNCIAR AS CARACTERÍSTICAS E FUNCIONAMENTO DAS MINAS

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Características e funcionamento das minas Cadeia de fogo de uma mina É uma série de fatores que ocorrem na detonação de uma mina. Todas as minas conhecidas explodem nesta consequência, sem olhar ao tipo, medida ou nacionalidade; que deve ser bem conhecida para permitir desarmar ou despoletar o maior número de tipos de minas existentes. Há cinco elementos numa cadeia de fogo que são: ação iniciadora, disparador, detonador, reforçador e carga principal.

1) Acão iniciadora É a ação que começa a série de fogo na detonação de mina. Pode ser originada por:

(a)

Pessoal: exemplo; pode ser iniciada por pessoal puxando ou cortando arame de tropeçar; ou ainda sob a sua pressão.

(b)

Veículos: exemplo; quando aplica a pressão necessária sobre a mina AC.

(c)

Há ainda as minas controladas por rádio, ou por corrente elétrica, atuadas por um observador escondido, ou ainda por tempo de atraso. São deste tipo as ações iniciadoras de: vibração, indução eletromagnética, frequência, audiofrequência, ação retardada e fotelétrica.

(d)

Os 4 tipos mais comuns de ação iniciadora são: pressão, tração, descompressão e distensão.

2) Disparador

(a)

É engenho usado para transformar a ação iniciadora numa detonação.

(b)

Sob as condições necessárias, pode iniciar o detonador ou o reforçador.

(c)

Tipos básicos: mecânico, por funcionamento de mola (corte de cavilha calibrada, esferas de controle, controle de cavilha ou placa que se retira); fricção, reação química, contacto elétrico, reação eletroquímica, diafragma, inércia e anel que se quebra. (Reação elétrica fechando circuito ou gerando valor; reação química gerando calor ou produzindo chama).

3) Detonador

(a)

Constituído por um explosivo muito sensível, cuja explosão será provocada por calor, chama ou percussão do disparador

(b)

Tem o mesmo fim e função de um detonador na carga explosiva

(c)

Ativador: Pode ser rebentado pelos disparadores e o seu fim é o mesmo que o do detonador

4) Reforçador

(a)

Uma carga intermédia usada para iniciar a principal

(b)

Não existe em todas as minas

(c)

Amplifica a onda detonante

(d)

Mais sensível mas menos poderoso, por ter menos massa, que a carga principal

5) Carga principal: (explosivo, tóxico, incendiario)

(a)

Quase insensível, se o explosivo estiver em boas condições

(b)

É o elemento que define a potência e os efeitos da mina

3-9

CAPITULO 4 TRANSMISSÕES

115. PRONUNCIAR LETRAS/ALGARISMOS E SOLETRAR PALAVRAS UTILIZANDO O ALFABETO FONÉTICO OTAN

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Necessidade da utilização do alfabeto fonético Certamente já todos sentiram a dificuldade que por vezes surge na compreensão de letras ou palavras cuja pronúncia é idêntica.

Exemplo: “FACA” em vez de “VACA”.

Quando isto acontece é necessário repetir, falando mais devagar e, por vezes, até soletrar. Isto é, pronunciando letra a letra. Ora, quando se fala através do rádio ou telefone essas dificuldades aumentam e podem até ser agravadas por outros fatores estranhos à comunicação, tais como: rebentamentos, disparos, passagem de aviões, Além disto, nas Transmissões usa-se muitas vezes linguagem cifrada, isto é, grupos de letras que não formam palavras pronunciáveis, que aumenta mais a possibilidade de confusão. Por todas estas razões adotou-se um processo de pronunciar cada letra por meio de uma palavra começada por essa letra; palavras simples mais ou menos conhecidas universalmente e que foram escolhidas por comum acordo de vários países ALFABETO FONÉTICO.

b) Alfabeto fonético

Letra

Palavra

Pronuncia

A

ALFA

ÁL FA

B

BRAVO

BRA VO

C

CHARLIE

TCHÁR LI

D

DELTA

DEL TA

E

ECHO

É CO

F

FOXTROT

FOCS TROTE

G

GOLF

GÓLF

H

HOTEL

HO TEL

I

INDIA

IN DIA

J

JULIETT

DJU LI ÉTE

K

KILO

QUI

L

LIMA

LI MA

M

MIKE

MÁI QUE

N

NOVEMBER

VEM BÁ

O

OSCAR

ÓS

P

PAPA

PA PÁ

Q

QUEBEC

QUE BÉQUE

R

ROMEO

RO MIO

S

SIERRA

SI ÉRRA

T

TANGO

TAN GO

U

UNIFORM

IU NI FÓME

V

VICTOR

VIC

W

WHISKEY

UIS QUI

X

XRAY

ÉCSE REI

Y

YANKEE

IAN QUI

Z

ZULU

LU

Palavras ou grupos difíceis de pronunciar devem ser soletrados durante a transmissão, utilizando a expressão de serviço “EU SOLETRO” – se o operador souber pronunciar a palavra a soletrar, esta será transmitida antes e depois da soletração, a fim de a identificar.

Exemplo de transmissão:

Palavra pronunciável (CATENARY) CATENARY EU SOLETRO “CHARLIE ALFA TANGO ECHO NOVEMBER ALFA ROMEO YANKEE CATENARY”.

4-1

Palavra não pronunciável (MBLAR) “O ponto de reunião é EU SOLETRO MIKE BRAVO LIMA ALFA ROMEO”.

c) Pronúncia de algarismos Para distinguir algarismos de palavras com pronuncia semelhante ou para evitar a receção por extenso, utiliza-se a expressão de serviço “ALGARISMOS”, precedendo a transmissão. Quando os algarismos são transmitidos por rádio ou telefone observar-se-ão as seguintes regras para a pronuncia de algarismos:

Algarismo

Pronúncia

0

ZE RO

1

UM

2

DOIS

3

TRRES

4

QUÁ TRO

5

CIN CO

6

SAIS

7

TE

8

OI TO

9

VE

Os números são transmitidos dígito por dígito, exceto os múltiplos exatos de milhares, que podem ser transmitidos como se dizem normalmente.

Alguns exemplos práticos:

Número

Transmissão

44

QUATRO QUATRO

90

NOVE ZERO

136

UM TRÊS SEIS

500

CINCO ZERO ZERO

7000

SETE MIL

16000

UM SEIS MIL

1) O ponto décimal é transmitido utilizando a expressão de serviço “DÉCIMAL” .

Exemplo: 123,4 Transmite-se “ALGARISMOS” UM DOIS TRÊS “DÉCIMAL” QUATRO.

2) As datas são transmitidas dígito por dígito e o mês é transmitido completo.

Exemplo: 20AGO99 Transmite-se:

ALGARISMOS” DOIS ZERO AGOSTO “ALGARISMOS” NOVE NOVE

4-2

116.

INSTALAR O TELEFONE DE CAMPANHA P/BLC101

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Descrição do telefone

1) O telefone P/BLC 101 é constituído por um bloco com painel superior e microtelefone, sendo a caixa que envolve o bloco fabricada em liga de alumínio.

2) O telefone possui um gerador eletrónico de corrente de chamada, alimentado por 3 pilhas de 1,5 volt, substituindo

o gerador manual e que funciona quando o telefone opera em sistema BL (bateria local).

3) O sinal de chamada, obtido por pressão do botão RING do gerador, tem 20 Hz e a duração de 3 segundos, constituindo dessa forma uma proteção eficaz a sinalização prolongadas e reduzindo o consumo das pilhas.

b) Caraterísticas

1) O telefone, como se pode verificar, é compacto e robusto, tendo sido testado contra choques, altitude, humidade, chuva, cloretos, fungos e imersão. É portanto um equipamento à prova de água e às condições atmosféricas mais adversas, podendo operar em temperaturas que vão de -40º a +55º centigrados.

2) Possui um indicador luminoso de corrente de chamada.

3) O controlo do volume do sinal recebido obtém-se através de um besouro eletrónico regulável.

4) O telefone possui ainda um amplificador operacional que permite receber sinais fracos mesmo quando as linhas são longas.

5) A alimentação em sistemas BL é obtida com 3 pilhas de 1,5 volt cuja colocação é feita em série, num compartimento cilíndrico existente na base do bloco e fechado com tampa roscada.

6) Os comandos do telefone estão situados na parte superior do painel, assim descritos (da esquerda para a direita):

Um comutador de modos de funcionamento com as seguintes posições:

- BL, bateria local;

- BC, bateria central;

- CBS, sinalização por bateria central e conversação por bateria local.

Dois pressores de linha (LINE). Um botão (RING) que aciona o gerador eletrónico de corrente de chamada, quando premido. Um comutador do amplificador operacional, com as posições OFF e ON, permitindo quando na posição ON um ganho de 20 Db. Um indicador ótico, constituído por led de aviso permitindo verificar se está sendo enviada corrente para a

linha ou se está a receber corrente desta (em ambos os casos o led acende). Controlo de volume de som (BUZ). Ao centro do bloco encontra-se a cavidade do micro auscultador, com interruptor para funcionar em BL, BC ou CBS. Ligado a uma cavidade à esquerda encontra-se o micro auscultador com palhetas de pressão e, ao centro do bloco, uma placa branca para ali se inscrever o Nome/Número do telefone.

7) O alcance útil do telefone é de 30 Km.

c) Instalação do telefone A instalação do telefone pode ser executada de três formas diferentes, consoante o sistema de funcionamento em que vai operar. Vamos de seguida de escrever tais formas, mas primeiro deve ser preparada a extremidade da linha para ligação ao telefone. Assim, com um alicate adequado (ou canivete), deve-se descarnar a linha cerca de 1,5 cm sem cortar qualquer fio metálico. Premindo os botões LINE, ligar cada condutor a um botão, libertando-o de seguida.

1) Instalação para bateria local (BL)

(a)

Colocar o comutador de modo de funcionamento na posição BL.

(b)

Em campanha, estas operações devem ser feitas depois de executada a sua camuflagem individual.

4-3

(c)

O equipamento está pronto a operar, mas é necessário testar a linha (premir o botão RING do gerador eletrónico, devendo a lâmpada acender).

(d)

Aguardar que o outro telefone atenda, logo que isto aconteça o telefone está pronto a operar em BL, e neste caso concreto em sistema ponto-a-ponto.

(e)

Para responder, basta retirar o micro auscultador do descanso, premir a palheta do punho e falar.

2) Instalação para bateria central (BC) Agora o telefone não exige pilhas.

(a)

Ligar a linha aos pressores (o telefone está pronto a funcionar).

(b)

Para enviar corrente de chamada para a linha (ou comutador) basta retirar o micro auscultador do descanso.

(c)

Para falar, premir a palheta do micro auscultador.

3) Instalação para comutação automática O funcionamento neste sistema exige que se retire o módulo central do telefone e se coloque outro com marcador digital.

4-4

117.

OPERAR O TELEFONE DE CAMPANHA P/BLC101

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Generalidades Este telefone pode ser usado em redes táticas móveis ou fixas, operando em sistema BL ou BC e automáticos (CBS), quer em ambientes interiores (telefone de mesa) quer em ambientes exteriores (telefone de campanha). No caso concreto em que vamos operar funciona em BL, visto a ligação já estabelecida ser ponto-a-ponto. A este telefone podem ser fornecidos separadamente:

1) Amplificador para receção de sinais fracos quando os circuitos são muito longos ou a linha está em más condições de funcionamento. Com tal equipamento obtém-se um ganho significativo de 20 dB que, repete-se, são unidades acústicas.

2) Módulo de dígitos para funcionamento em sistema de comutação automática sendo fixado à base do telefone e ligado interiormente por uma ficha. Como se pode verificar, o telefone é fácil de transportar na sua bolsa de lona e possui um micro auscultador cujo formato foi especialmente concebido para ser usado pelo pessoal combatente. Além disso o besouro eletrónico permite baixar o volume do sinal recebido, evitando a deteção do utilizador quando em situações de campanha.

b) Operação

1) Verificação preliminar

(a)

Verificar se a linha está bem presa sob os pressores.

(b)

Verificar se o comutador de modo de funcionamento está em BL, uma vez que vamos trabalhar em sistemas de ponto-a-ponto e bateria local.

(c)

Verificar se as 3 pilhas estão em série.

2) Chamada Para chamar o correspondente, premir o botão RING, de forma a enviar uma corrente de chamada durante 3 segundos, libertando-o em seguida. Caso o correspondente não atenda carregar novamente no botão libertando-o em seguida. Cada trem de impulsos de chamada tem a duração de 3 segundos.

3) Conversação Quando o correspondente atender, dizer o Nome/Número de lista do telefone e, seguidamente, o nome de código do utente. Vamos supor que o Nome/Número de lista deste telefone é AVE 3 e serve um utente com o nome de código AÇOR, está ligado a outro telefone com o Nome/Número de lista AVE 5, servindo um utente chamado GAVIÃO. Assim, quando após o envio do sinal de chamada a estação AVE 5 responde (AQUI AVE 5 FALA GAVIÃO), o utente deste telefone dirá (AQUI AVE 3 FALA AÇOR). Estabelecida a ligação, cada um dos utentes prossegue a conversação finda a qual devem poisar o micro auscultador no descanso.

4-5

118.

TRANSMITIR E RECEBER COMUNICAÇÕES

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Uso do alfabeto fonético (conforme FII (00) 01-01)

b) Expressões de serviço

1) As expressões de serviço são PALAVRAS ou FRASES PRONUNCIÁVEIS a que foram atribuídos significados especiais.

2) Estas expressões são utilizadas em substituição das INDICAÇÕES DE PROCEDIMENTO e têm como objetivo facilitar a transmissão de mensagens em circuitos onde se empregam os procedimentos radiotelefónicos, ou mesmo telefónicos (entre comunicações de estações de países diferentes utilizam-se as indicações de procedimento, para evitar incompreensões sobre os seus significados).

3) As expressões de serviço que se seguem estão autorizadas para emprego generalizado em radiotelefonia:

- AUTENTIQUE (essa estação deve autenticar-se)

- CORRECTO (está correto)

- ANULAR ESTA TRANSMISSÃO (cancele esta transmissão porque está errada)

- EXECUTE (dê cumprimento ao conteúdo da mensagem ou expresso de serviço)

- ALGARISMOS (segue-se a transmissão de um número)

- RELÂMPAGO (tenho mensagem relâmpago)

- EU AUTENTICO (o grupo que vou transmitir é a resposta ao seu pedido de autenticação)

- EU REPITO (vou repetir o que pediu)

- EU SOLETRO (vou soletrar foneticamente a palavra que se segue)

- TENHO MAIS SERVIÇO (esta estação tem mais mensagens)

- TERMINADO (a minha transmissão terminou para si, não preciso de resposta)

- ESCUTO (pode transmitir para mim)

- ACUSE REPETINDO (repita totalmente esta transmissão e exatamente como a recebeu)

- RECEBIDO (recebi satisfatoriamente a sua ultima transmissão)

- REPITA (repita a sua ultima transmissão)

- SILÊNCIO SILÊNCIO SILÊNCIO (cessar imediatamente todas as transmissões nesta rede)

- SILÊNCIO CANCELADO (pode retomar a transmissão, o silêncio foi cancelado)

- FALE DEVAGAR (você está a transmitir demasiado depressa)

- AQUI (esta transmissão é feita pela estação cujo indicativo se segue imediatamente)

- ESTAÇÃO DESCONHECIDA (desconheço a identidade da estação que me chamou; repita seu indicativo)

- ESPERE (tenho de fazer uma pausa de alguns segundos)

- PALAVRA DEPOIS DE (a palavra a que me refiro é a que se segue a)

- PALAVRAS DOBRADAS (esta transmissão está a ser feita em más condições; transmita cada palavra ou frase 2 vezes seguidas)

- ERRADO (a sua ultima transmissão estava errada; a versão correta é)

NOTA - as expressões de serviço utilizadas em “telefonia por fio” são as mesmas da radiotelefonia, exceto:

- SILÊNCIO

- SILÊNCIO CANCELADO

c) Transmissão de mensagens

1) Na transmissão de mensagens o operador deve ditar a mesma, lenta e distintamente, dando a cada palavra a acentuação e ênfase própria, por frases curtas e naturais, nunca palavra a palavra.

2) Na transmissão de grupos cifrados será transmitido um de cada vez com uma pequena pausa após a última letra soletrada.

3) Nas mensagens de pronúncia difícil em claro será empregado o alfabeto fonético, utilizando-se a expressão de serviço “EU SOLETRO” depois de transmitida naturalmente a palavra a soletrar.

Exemplo:

ATENÇÃO ESTRADA PARA VERMOIL EU SOLETRO VICTOR ECHO ROMEO MIKE OSCAR INDIA LIMA VERMOIL ESTÁ MINADA EU SOLETRO MIKE INDIA NOVEMBER ALFA DELTA ALFA MINADA ESCUTO.

4-6

d)

Chamadas

1) Chamada entre duas estações ligadas ponto-a-ponto ou de comutação automática.

A estação responde, dizendo “AQUI procederá de igual modo.

(sua designação) e, depois desta resposta, a estação que chama

Exemplo:

- Situação A estação LEÃO DOIS chamava a estação LEÃO CINCO.

- Procedimento

(a)

Da estação LEÃO CINCO:

-

AQUI LEÃO CINCO (repetindo as vezes necessárias até que a estação que chamou fale).

(b)

Da estação LEÃO DOIS:

 

-

AQUI LEÃO DOIS

2) Chamada entre duas estações da mesma central

A central responde, dizendo: “CENTRAL

A estação que chama indica a designação da estação com quem deseja falar.

A central repete a designação da estação pedida.

A

A

” (sua designação).

” (sua designação).

central chama esta, que responde: “AQUI ”

central dirá: “ATENÇÃO A

(designação da estação que chama).

e) Estabelecimento de uma transmissão Admitamos uma rede livre contendo 16 estações com indicativos formados por um indicativo de geral (PILAR) e por uma indicação numérica. A estação PILAR 13 deseja transmitir para PILAR 10.

1º) Verifica se a rede está em silêncio ou se, tendo seguido a transmissão anterior, esta efetivamente terminou.

2º) Chama:

PILAR 10 AQUI PILAR 13 ESCUTO

3º) Pilar 10 responde:

PILAR 13 AQUI PILAR 10 ESCUTO

4º) Pilar 13 informa que tem uma mensagem urgente:

PILAR 10 AQUI PILAR 13 URGENTE ESCUTO

5º) Pilar 10 responde:

PILAR 13 AQUI PILAR 10 TRANSMITA ESCUTO

6º) Depois de Pilar 13 ter completado a transmissão da mensagem, Pilar 10, tendo recebido a transmissão satisfatoriamente, transmite:

PILAR 13 AQUI PILAR 10 RECEBIDO TERMINADO

4-7

119.

INSTALAR O EQUIPAMENTO RÁDIO E/R P/PRC-425

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Generalidades

1) O equipamento de rádio P/PRC-425 é um equipamento de FM, de fabrico Português (concebido pela CENTREL em com a colaboração da Arma de Transmissões) Fig.1

2) É um equipamento portátil (Man pack P/PRC-425) podendo ser montado em viatura como UMV (unidade de montagem veicular P/MT-460).

3) De construção modular para facilitar a manutenção.

b) Características gerais

1) Antenas Do tipo RC-292 (como instalação fixa) Laminar (como portátil) Vertical de chicote (para instalação em viatura BA-185).

2) Alcance Versão “man-pack” (a dorso) – 8 Km Fixo: 30 Km, dependendo da antena utilizada e comutador de ficha multifunções apropriada (AP 15 W)

3) Emprego tático Destina-se a ser utilizado nas ligações:

Pelotão Pelotão Pelotão Companhia Companhia - Batalhão

4) A sua constituição obedeceu às recomendações “NATO” nas características elétricas e mecânicas, tornando-se compatível com equipamentos “NATO”, no que se refere nomeadamente a:

Utilização de baixa potência 3 W Transmissão de tonalidade de sinalização de 150 Hz.

c) Principais características técnicas

1) Frequência de trabalho De 41.025 a 51.000 MHz (como opção, em qualquer faixa de 10 MHz entre 30 e 76 MHz).

2) Espaçamento entre canais

25 KHz

3) Número de canais O número de canais possíveis para cada faixa de 10 MHz é de 400 canais.

4) Alimentação

12 V CC fornecidos por baterias de cádmio-níquel recarregáveis.

5) Consumo Receção 400 mA Emissão 3 W 1.8 A Emissão 15 W 3.8 A

6) Temperaturas de funcionamento Concebido para funcionar entre temperaturas de -10C a + 50C.

7) Potência de saída Baixa potência (BP) 3 W Alta potência (AP) 15 W

4-8

8) Modulação FM frequência modulada (F 3) Modulação de dados (Modulação X)

9) Oscilador de tonalidade 150 Hz

10) SQUELCH Sistema de funcionamento em “SQ” (squelch) que evita o ruído de fundo do recetor quando em escuta.

11) Controlo remoto Quando instalado com UMV o equipamento pode ser ligado à unidade de controlo remoto de um cabo até uma distância de 50 metros

12) Retransmissão Pode ser utilizado em sistema de retransmissão como rádio relé.

13) Capacidade da bateria

4 Ah

14) Autonomia da bateria

9 horas, sendo 1/10 em emissão.

d) Constituição do E/R

1 - Painel de comando

2 - Caixa do E/R

3 - Bateria

4 - Caixa da bateria

5 - Microtelefone

6 - Adaptador da antena

7 - Antena laminar

1) Painel de comando

6

2

1

3 4 5 11 9
3
4
5
11
9

8

7

LEGENDA:

1 - Tomadas de áudio Para ligar o microtelefone ou auscultador em qualquer das tomadas.

2 - Potenciómetro de volume Controla o volume de áudio presente no auscultador

3 - Comutador de funções

a - DESL Rádio desligado.

b - LIG Rádio ligado.

c - SQ Rádio ligado com squelch (ausência de ruído de fundo).

d - RET Retransmissão (permite a sua utilização como retransmissor quando interligado com outro equipamento igual.

4 - Luz vermelha Quando acende é sinal de que a bateria está descarregada, ao tempo deve ouvir-se um ruído de 5o Hz no auscultador. Deve proceder-se à troca da bateria.

5 - Luz verde Indica que a bateria está carregada; acende quando:

Em emissão (quando premimos o interruptor do microtelefone) Na posição “LUZ”.

6 - Tomada multifunções

4-9

Nesta tomada é introduzida a ficha multifunções 8, que permite a ligação a outros equipamentos. Deve ter sempre uma ficha multifunções introduzida.

7 - Base de antena Para a antena laminar.

8 - Ficha multifunções Estabelece o tipo de contactos pretendidos no E/R; na versão portátil deve estar sempre introduzida em 6.

9 - Tomada para antena de 50 (Ohm) para:

Antena do tipo RC-292 Antena veicular BA-185.

10 - Tampa da tomada de antena de 50 Protege das poeiras e humidade quando não está ligada a 9.

11 - Comutadores de canal Comutadores rotativos para introduzir os canais entre 000 (41.025 KHz) e 399 (51.000 KHz). Centenas - Tem 4 posições. Os números iguais encontram-se “shuntados”. Dezenas Unidades

2) Caixa do E/R - Feita numa liga de alumínio injetado. É robusta e estanque. Permite a dissipação do calor gerado internamente.

3) Bateria

a dissipação do calor gerado internamente. 3) Bateria Constituição – elementos de cádmio-níquel Tensão

Constituição elementos de cádmio-níquel Tensão nominal 12,6 V Capacidade 4 A/h Autonomia 9 horas, sendo 1/10 em emissão Peso 1800 gramas

4) Caixa da bateria

1/10 em emissão Peso – 1800 gramas 4) Caixa da bateria Prende-se à caixa do E/R

Prende-se à caixa do E/R por dois fechos laterais Garante estanquicidade, mas para tal são necessários cuidados:

- o arco de metal em volta do topo da caixa da bateria sem deformações. ser mantida permanentemente ligada ao rádio, exceto no caso da instalação em UMV, em que será colocada na posição que lhe será destinada.

5) Auscultador e microtelefone

que lhe será destinada. 5) Auscultador e microtelefone e) Colocação da bateria e microtelefone 1 -

e) Colocação da bateria e microtelefone 1 - Abrigar-se, se possível, da chuva e poeiras.

2 - Verificar se a ficha da bateria está do mesmo lado que a do emissor-recetor.

3 - Encaixar a bateria no emissor-recetor.

4 - Apertar os fechos de ligação da caixa da bateria.

5 - Ligar a ficha do microtelefone numa das tomadas áudio depois de retirada a respetiva tampa.

f) Ligação das antenas

1) Colocação da antena laminar:

Roscar a antena na bobine. A este conjunto roscar o pescoço de pato. Roscar este conjunto de três peças, antena, bobine e pescoço de pato, na base da antena. Se o equipamento for utilizado às costas usar a antena laminar.

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Se o equipamento for utilizado como estação fixa, deitá-lo sobre uma das faces, encurvar o pescoço de pato de forma à antena ficar vertical. O microtelefone e o auscultador são ligados às tomadas áudio simultaneamente ou apenas o microtelefone (usual).

2) Adaptador da antena Para ligar a antena laminar à base de antena, constituído por:

Bobina para adaptar o comprimento elétrico da antena. Pescoço de pato permite a articulação da antena.

3) Antena laminar Antena de fita de aço flexível. Usada na versão portátil P/PRC-425.

4) Antena vertical de estação fixa Retirar a antena vertical laminar, desenroscando-a Retirar a tampa (10) da ficha (9). Ligar o cabo coaxial da antena RC-292 à ficha (9).

Nota: Não ligar duas antenas ao mesmo tempo.

à ficha (9). Nota: Não ligar duas antenas ao mesmo tempo. g) Verificação da carga da

g) Verificação da carga da bateria

1) Colocar o comando (3) na posição LIG e ajustar o volume (2). Verificar a existência de ruído de fundo no auscultador do microtelefone.

2) Se na posição LUZ, o avisador (5) verde, acender indica bateria carregada.

3) Se nas posições LIG, SQ, RET ou LUZ o avisador (4), vermelho, acender, indica bateria descarregada.

carregada. 3) Se nas posições LIG, SQ, RET ou LUZ o avisador (4), vermelho, acender, indica

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120.

OPERAR O EQUIPAMENTO RÁDIO E/R P/PRC-425

1. ELEMENTOS DE DOUTRINA

a) Colocação do canal Rodar os botões (1) de modo a colocar o canal pretendido em frente dos indicadores brancos dos botões. O número aparece nas janelas colocadas por cima dos botões. À noite rodar o botão (3) para a posição LUZ. As janelas ficam iluminadas.

b) Utilização do equipamento Rodar o botão (3) para a posição LIG. Verificar a existência de ruído de fundo no auscultador do microtelefone. Ajustar a patilha do microtelefone para falar.

c) Emissão

1) Premir a patilha do microtelefone para falar. O ruído de fundo desaparece.

2) Quando se tiver a garantia de estar a operar com estações de sinal forte, roda-se o botão 3 para SQ. O ruído de fundo desaparece. IMPORTANTE Manter a antena vertical e sem tocar em objetos; Escolher zonas abertas; Não operar debaixo de árvores; Em caso de dificuldade na transmissão ou receção desviar alguns metros para outro local.

d) Redes rádio Uma rede rádio é um conjunto de estações devidamente instaladas (fixas ou móveis) guarnecidas e chefiadas, operando nas mesmas frequências e segundo normas de trabalho comuns e específicas, cada uma delas servindo um Comando, uma Unidade um Organismo ou uma Entidade. Quando uma rede rádio é orientada e fiscalizada no seu funcionamento por uma das suas estações, denominada Estação Diretora de Rede (EDR) a rede toma a designação de rede dirigida. Este tipo de redes deverá ser destinado ao escoamento do tráfego de mensagens. Quando a rede não tem uma específica estação destinada à orientação de tráfego, toma a designação de rede livre. Este tipo de rede, que é de utilização eventual ou circunstancial, é indicado para o serviço direto de entidades em ações de Comando e Estado Maior ou para pedidos e execução de apoios imediatos no local de ação.

e) Procedimentos de rede livre

1) Considerações prévias Como referimos ao classificar as redes rádio, as redes livres são eminentemente destinadas a servir diretamente:

Entidades na preparação e/ou conduta de ações, devendo ser operadas pelas próprias entidades. Responsáveis pelo pedido e satisfação de apoios imediatos no local de ação. Porque as comunicações em rede não são controladas nem orientadas por uma estação diretora, cabe aos próprios utilizadores a responsabilidade pela:

- Segurança (garantia da autenticidade da(s) entidade(s) com que se contacta, discrição, brevidade da

comunicação, confidencialidade de assuntos importantes). - Disciplina de funcionamento aguardando oportunidade em que a rede esteja em silencio para comunicar, fazendo-o com rapidez e libertando-a de seguida para dar oportunidade a outros. Embora não haja uma estação a orientar a rede, existe ou deverá existir, uma estação que se destina a exercer uma coordenação e fiscalização técnicas da rede no sentido de vigiar as faltas às chamadas, a fim de esclarecer se tais faltas resultam de avarias, dificuldades técnicas resultantes das frequências escolhidas para prontamente se providenciar no sentido de se resolverem tais problemas, bem como para supervisionar as condições de segurança e disciplina da utilização da rede e para identificar os presumíveis contraventores.

2) Estabelecimentos de uma transmissão Admitamos uma rede livre contendo 16 estações com indicativos formados por um indicativo geral (p. e. PILAR) e por uma indicação numérica (que não terá de ser seguida nem ordenada).

A