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ARCSCENE 9.

2: UMA ABORDAGEM GERAL SOBRE CRIAÇÃO DE


ANIMAÇÕES TRIDIMENSIONAIS

RAMON LEAL PESSÔA

JOÃO PESSOA – PB
2009
2

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ________________________________________________________ 3

2 ANIMAÇÕES 3D COM ARCSCENE _______________________________________ 4

2.1 DEFINIÇÕES INICIAIS ______________________________________________ 6

2.1.1 Modelos de Terreno _____________________________________________ 6

2.1.2 Z-Values em Atributos ___________________________________________ 9

2.1.3 Z-Value Atrelado a Geometria ____________________________________ 10

2.2 ANIMAÇÃO NO ARCSCENE ________________________________________ 11

2.2.1 Ambiente do ArcScene _________________________________________ 11

2.2.2 Propriedades de um Layer Keyframe ______________________________ 15

2.2.3 Propriedades de um Camera Keyframe_____________________________ 15

2.2.4 Propriedades de um Scene Keyframe ______________________________ 16

2.2.5 Propriedades de um Time Layer Keyframe __________________________ 17

2.2.6 Tracks (trilhas) ________________________________________________ 17

2.3 EXEMPLOS DE ANIMAÇÃO ________________________________________ 19

2.3.1 Animações com Layer Keyframe __________________________________ 19

2.3.2 Animações com Camera Keyframe ________________________________ 20

2.3.3 Animações com Scene Keyframe _________________________________ 20

2.3.4 Animações com Time Layer Keyframe _____________________________ 21

2.4 SALVANDO E EXPORTANDO ANIMAÇÃO _____________________________ 21

3 CONSIDERAÇÕES ___________________________________________________ 23

REFERÊNCIAS __________________________________________________________ 24
3

1 INTRODUÇÃO

A utilização de Sistemas de Informações Geográficas (SIG´s) para


representação e gerenciamento do espaço está se tornando cada vez mais intensa.
Dessa forma, a visível complexidade de modelagem do ambiente geográfico
impulsiona o constante desenvolvimento de ferramentas e metodologias para
garantir maior eficiência e precisão nas aplicações de SIG.
Nesse cenário, a possibilidade de se representar tridimensionalmente o
espaço geográfico com precisão (observada nas exigências técnicas para geração
de dados cartográficos), tem ampliado o leque de possíveis aplicações e favorecido
o surgimento de softwares de SIG com funcionalidades mais específicas, tais como
a análise em três dimensões (3D),
Especificamente para esse tipo de análise, o software ArcGIS dispõe de
uma extensão, denominada “3D Analyst”, e dois aplicativos de visualização
tridimensional, um para aplicações mais específicas e locais, e outro para aplicações
mais abrangentes e globais, correspondendo respectivamente ao ArcScene e
ArcGlobe.
Além das análises permitidas com a integração da extensão e um aplicativo
de visualização 3D, existe ainda a possibilidade de se produzir animações
tridimensionais.
Essa possibilidade oferece, aos usuários de SIG, a produção de
apresentações mais atraentes, além da tradução mais aproximada da realidade do
espaço geográfico para um ambiente computacional.
Apresentações dessa natureza facilitam o entendimento das relações
geográficas, proporcionando a compreensão de elementos e fenômenos espaciais
por especialistas, e até mesmo por indivíduos da sociedade que não possuem
conhecimentos técnico-específicos.
Assim, este documento visa discorrer sobre características do aplicativo de
visualização tridimensional ArcScene, presente no pacote do software ArcGIS 9.2, a
partir de uma abordagem sobre conceitos e funcionalidades envolvidas para geração
de animações tridimensionais.
4

2 ANIMAÇÕES 3D COM ARCSCENE

O software ArcScene 9.2 presente na extensão 3D Analyst do pacote


ArcGIS é uma aplicação que permite visualizar dados geográficos em três
dimensões. Em seu ambiente gráfico é possível executar a sobreposição de várias
camadas de dados para exibição 3D. Tal exibição é efetuada a partir da leitura de
informações quantitativas de uma determinada grandeza disposta sobre o espaço
(geralmente elevação1), possibilitando a análise e visualização tridimensional.
De maneira semelhante ao ArcScene, há também o aplicativo ArcGlobe
para proporcionar o desenvolvimento de projetos que necessitem de visualização e
análise 3D. Entretanto, existem alguns aspectos que diferenciam suas aplicações e
determinam qual ambiente deve-se utilizar.
O ArcGlobe é desenvolvido para ser utilizado com uma grande quantidade
de dados, permitindo a visualização funcional e ágil de dados vetoriais e raster
(matricial). Baseada em uma visão abrangente do espaço geográfico, todos os
dados são projetados em um globo e exibidos em diferentes níveis de detalhes,
objetivando a obtenção de desempenho máximo através do carregamento dos
dados considerando os níveis definidos. Ainda, para favorecer a velocidade de
navegação e visualização, dados vetoriais são transformados em raster de acordo
com seus níveis de detalhes.
Já o ArcScene é um aplicativo desenvolvido para aplicações mais locais,
sendo adequado para geração de cenários em perspectiva. Dados vetoriais são
exibidos como vetores e possuem a capacidade de suportar simbologia 3D.
Algumas das diferenças funcionais mais importantes estão exibidas na
Tabela 1. Após a tabela, na Figura 1, pode-se visualizar ainda a diferença entre uma
cena em perspectiva no ArcScene e a visão global encontrada no ambiente
ArcGlobe.
É válido salientar que, considerando o objetivo desse documento, as
características tratadas posteriormente, irão abordar estritamente o aplicativo

1
Geralmente trabalha-se com dados de elevação para visualização 3D, mas de acordo com
conceitos encontrados sobre modelagem de terreno, é tranquilamente possível utilizar outra
grandeza, tais como componentes minerais presentes no solo, e projetá-la tridimensionalmente para
executar análises. No item 2.1.1 deste documento aborda-se tal fato com mais esclarecimentos
conceituais.
5

ArcScene 9.2 da extensão 3D Analyst e os conceitos necessários para o


entendimento de suas funcionalidades para geração de Animações 3D.

Tabela 1 – Diferenças principais entre ArcGlobe e ArcScene.

DESCRIÇÃO ARCGLOBE ARCSCENE

3D Analyst Toolbar Não Suportado Suportado


Habilidade para lidar com grandes volumes de dados Suportado Não Suportado
Utilizar TIN como fonte de elevação Suportado Suportado
Exibição de TIN Não Suportado Suportado
Complexas Simbologias 3D Não Suportado Suportado
Annotation Feature Classes Suportado Não Suportado
Fonte: ESRI (2009).

ArcGlobe ArcScene

Figura 1 – Visualizações 3D distintas entre o ArcGlobe e ArcScene.

Conclusivamente, pode-se considerar, de maneira resumida, que o


ArcGlobe é a melhor opção quando:

 O volume de dados é elevado;


6

 A extensão da área de trabalho corresponde a uma vasta região,


onde a curvatura da terra pode ser considerada;
 Não há a necessidade de simbologia tridimensional para dados
vetoriais.

Por outro lado, considera-se o ArcScene a melhor opção quando:

 O volume de dados é pequeno;


 A extensão da área de trabalho corresponde a uma pequena região,
onde a curvatura da terra torna-se consideravelmente irrelevante;
 Há a necessidade de simbolizar tridimensionalmente dados vetoriais.

2.1 DEFINIÇÕES INICIAIS

Para que dados geográficos sejam visualizados em 3D, faz-se necessária a


existência de informações quantitativas de uma determinada grandeza que varia
sobre o espaço, onde comumente é utilizado dados de elevação (altura e/ou
altitude), como citado anteriormente na página 3. Dentro do software ArcGIS, tais
informações são tratadas por Z-Values (Valores de Z – Valores de Elevação no eixo
Z).
Existem várias maneiras de se trabalhar com visualização em perspectiva
tridimensional com dados geográficos, das quais as três principais formas são:

 Sobreposição de um modelo de terreno com valores de Z (Modelos


Digitais de Terreno (MDT) – TIN ou Raster)
 Z-Value armazenado em atributos;
 Z-Value atrelado a Geometria do dado.

2.1.1 Modelos de Terreno

Para representação das variações de relevo em superfícies do espaço


geográfico, antes da disseminação do SIG, os materiais cartográficos utilizavam o
7

traçado manual de curvas de níveis e/ou pontos cotados com altitudes referenciadas
ao nível médio do mar (datum vertical). Tal representação era proporcionada por
técnicas de topográfica e/ou fotogrametria, onde através de simples interpolação
linear, eram obtidos valores intermediários. (BRENDA e CORRÊA, 2006)
Com o advento do SIG, a representação da superfície evoluiu, passando a
ser executado por técnicas avançados e automatizados de interpolação
computacional, resultando em uma descrição matemática do terreno denominada de
Modelo Digital de Terreno – MDT. (ROCHA, 2000)
De maneira geral, um MDT é usado para representação de uma grandeza
que varia continuamente no espaço, tais como os dados de elevação, quantidade de
minerais presentes no solo ou dados de precipitação pluviométrica de uma região.
Além disso, também é comum encontrar na literatura termos sendo
utilizados analogamente ao MDT, como no caso do Modelo Numérico de Terreno
(MNT). Ainda, quando o MDT representa dados de elevação, é comumente utilizado
o termo Modelo Digital de Elevação (MDE).
Já na língua inglesa, os termos consolidados e relacionados a esta
modelagem são:

 Digital Terrain Model (DTM);


 Digetal Elevation Model (DEM);
 Digital Elevation Data (DED).

De maneira simplificada, deve-se entender o MDT como a representação


matemática de uma superfície, através das coordenadas X, Y e Z, onde X e Y
localizam espacialmente o fenômeno e Z, quantifica a grandeza trabalhada.
Habitualmente, são utilizados dois tipos de dados para representação de um
MDT:
 Malha Regular, apresentada em formato matricial contendo colunas
(X), linhas (Y), e um número digital (Z) correspondente à grandeza
modelada para cada Célula (interseção de linha e coluna).
 Malha Triangular, apresentada em formato vetorial contendo pontos,
com valores (Z) da grandeza modelada, interligados por linhas que
formam triângulos. Nela, cada região possui coordenadas X, Y para
8

a localização espacial. Vale ressaltar ainda que comumente refere-se


à malha Triangular pelo anglicismo TIN (Triangular Irregular
Network).

Para a melhor visualização desses dois tipos de representações a Figura 2


a seguir exibe na parte esquerda uma Malha Regular e na parte direita uma Malha
Triangular ou TIN.

Grade Regular TIN

Figura 2 – Visualização de uma Grade Regular e uma Grade Irregular Triangular (TIN).
Fonte: Adaptado de Câmara, Monteiro e Medeiros (2001).

Ainda, para um maior esclarecimento sobre as diferentes características


entre os modelos de representação, a tabela abaixo apresenta as principais
diferenças entre a Grade Regular e a Grade Irregular Triangular (TIN).

Tabela 2 – Comparação entre modelos de Grade Regular e Grade Triangular.

GRADE REGULAR RETANGULAR GRADE IRREGULAR TRIANGULAR (TIN)

Apresenta regularidade na distribuição espacial Não apresenta regularidade na distribuição


dos vértices das células do modelo espacial dos vértices das células do modelo
Os vértices dos retângulos são estimados a Os vértices dos triângulos pertencem ao
partir das amostras conjunto amostral
Apresenta problemas para representar Representa melhor superfícies não
superfícies com variações locais acentuadas homogêneas com variações locais acentuadas
9

Estrutura de dados mais simples Estrutura de dados mais complexa

Relações topológicas entre os retângulos são É necessário identificar e armazenar as


explícitas relações topológicas entre os triângulos
Mais utilizado em aplicações qualitativas e para
Mais utilizado em aplicações quantitativas.
análises multiníveis no formato raster.
Fonte: Adaptado de Câmara, Monteiro e Medeiros (2001).

2.1.2 Z-Values em Atributos

Uma outra forma de armazenar informações de elevação é utilizando uma


coluna da tabela de atributos com valores numéricos correspondendo a altura ou
altitude.
Esse tipo de armazenamento é geralmente utilizado quando se trabalha
com pontos cotados ou curvas de níveis, onde cada entidade geográfica possui, em
seu registro da tabela de atributos, um determinado valor de Z.
Quando um arquivo possui esse tipo de armazenamento, diz-se que ele
corresponde a uma entidade 2D que possui informações 3D.
A Figura 3 a seguir exemplifica a situação tratada neste item, onde estão
exibidos dois arquivos com Z-Values em Atributos, correspondentes à Camada
Pontos_Cotados e Curvas_de_Níveis. Nela é exposta ainda os atributos dos pontos
cotados.

Figura 3 – Arquivos com Z-Values em Atributos.


10

2.1.3 Z-Value Atrelado a Geometria

No ArcGIS, shapefiles podem conter Z-Values atrelados em sua própria


geometria. Neste caso, as feature classes (classes de feições) são denominadas de
3D.
Para converter dados de SIG, comumente produzidos em 2D, em 3D, deve-
se utilizar informações de:

 Um MDT, onde haverá um processamento para coleta do valor e


transferência para geometria do arquivo resultante;
 Atributos do dado, onde o valor armazenado em uma coluna da
tabela de atributos será transferido para o arquivo resultante;
 Um valor de elevação constante, onde o usuário determina
manualmente um valor constante desejado.

Dessa forma, tem-se a possibilidade de utilização, dentro do ArcGIS, de


dados pontuais, lineares e poligonais com geometria tridimensional. Para verificar se
o dado possui geometria 3D ou não, deve-se observar o atributo que armazena a
Geometria do shapefile, correspondente a coluna “Shape*” da tabela de atributos de
qualquer arquivo shapefile.
A Tabela 3 exibe os atributos utilizados para caracterização do
armazenamento de geometria, possibilitando assim, a diferenciação entre feições 2D
e 3D.

Tabela 3 – Atributo e Geometria do shapefile.

SHAPE* TIPO

Point Ponto com geometria 2D.

Line Linha com geometria 2D.

Polygon Poligono com geometria 2D.

Point Z Ponto com geometria 3D embutida.

Line Z Ponto com geometria 3D embutida.

Polygon Z Ponto com geometria 3D embutida.


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2.2 ANIMAÇÃO NO ARCSCENE

Uma animação consiste basicamente em uma visualização das mudanças


de propriedades de um ou vários objetos (tais como layers). A seqüência de
visualização das mudanças de propriedades produz o efeito necessário para
geração da animação desejada.
Quando se trabalha com análises tridimensionais em SIG, as animações
podem ajudar, dentre muitas questões, a visualizar mudanças em perspectiva 3D e
alterações de propriedades importantes que não são destacadas em 2D, além de
melhor identificar mudanças ocorridas no tempo.
Nos itens a seguir, serão identificadas as características gerais do
ArcScene, observando seus aspectos principais para a geração de animações
tridimensionais. Além disso, serão exibidas as propriedades dos objetos utilizados
que podem ser animadas no ArcScene, além de expor as formas de geração de
animação e suas especificidades.

2.2.1 Ambiente do ArcScene

A interface do aplicativo ArcScene é bastante intuitiva assemelhando-se


com o ambiente do ArcMap. Os principais menus do ArcScene são idênticos aos do
ArcMap, o que facilita a utilização do aplicativo por usuários do ArcGIS.
Ao abrir o ArcScene pela primeira vez, exibi-se basicamente as três barras
principais: Barra de Menu, Barra Padrão e a Barra de Ferramentas do aplicativo.
Além destas, também são exibidas a Tabela de Conteúdos na parte lateral esquerda
e uma área central para visualização dos dados importados e ativos na cena.
A Figura 4 a seguir exibe a tela capturada do aplicativo ArcScene,
possibilitando a visualização de sua interface. Na figura, estão destacadas com um
contorno verde as partes mais importantes.
Na parte 1, tem-se a barra de menus para execução de operações mais
gerais sobre o documento trabalhado, tais como abertura, gravação e exibição de
extensões do aplicativo.
Na parte 2 encontram-se alguns ícones que facilitam o acesso a funções da
barra de menus.
12

Na parte 3, estão localizadas as funções de interação com a visualização


dos dados trabalhados correspondente a Barra de Ferramentas do ArcScene.
E na parte 4, exibi-se a tabela de conteúdos, parte onde os dados
importados são exibidos em forma de camadas (layers).

Figura 4 – Interface do Aplicativo.

Inicialmente, é importante que sejam consideradas algumas definições do


aplicativo. Uma delas é a Cena (Scene), que corresponde a visualização geral dos
dados ativos no ArcScene.
Como visualizado na Figura 4 anteriormente, os dados importados para uma
cena, são exibidos em camadas na tabela de conteúdos dentro um “Scene Layers”
(Camadas da Cena). Cada “Scene Layers” pode conter diversas camadas e grupo
de camadas, entretanto, cada arquivo do ArcScene só pode conter um “Scene
Layes”.
Clicando com o botão sobre o “Scene Layes” pode-se abrir as suas
Propriedades, onde tem-se a possibilidade de alteração de:
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o Exagero Vertical;
o Cor do Plano de Fundo;
o Sistema de Coordenadas;
o Alcance de Visualização Principal;
o Iluminação Solar (Azimute Solar, Elevação Solar e Contraste).

Essas propriedades correspondem as definições iniciais para a criação de


um projeto no ArcScene. Entretanto, nada impede que se executem alterações
sobre essas propriedades durante um projeto.
A partir do conhecimento da cena no aplicativo, pode-se seguir para o
entendimento do processo de geração de animações sobre os dados no ArcScene
que se dá a partir da utilização da Barra de Ferramentas “Animation”.
Para habilitar a Barra de Ferramentas deve-se seguir à Barra de Menus e
clicar no menu View -> ToolBars -> Animation, como demonstrado na Figura 5
abaixo. Após a habilitação, aparecerá a Barra de Ferramentas “Animation”,
visualizada na parte direita da Figura 5.

Figura 5 – Barra de Ferramentas “Animation”.


14

Para produção de animação com a Barra de Ferramentas “Animation”


existem métodos distintos, entretanto, todos estão baseados no conceito de
Keyframe (Quadros-chave).
De maneira geral, um Keyframe corresponde à captura de um determinado
objeto da cena em um momento definido. De forma mais simples, ele pode ser
comparado a uma câmara fotográfica, registrando as propriedades momentâneas de
um ou vários objetos inseridos na Cena.
Criando dois ou mais Keyframes em uma cena, o ArcScene executa uma
interpolação para exibição gradativa da variação das propriedades modificadas entre
a primeira e as outras capturas efetuadas. Dessa forma, tem-se, com a transição
entre Keyframes, a produção de visualizações animadas no aplicativo.
Dentro do ArcScene existem quatro tipos de Keyframes:

o Layer Keyframe, utilizado para captura das propriedades das


camadas;
o Camera Keyframe, utilizado para captura das propriedades de
visualização;
o Scene Keyframe, utilizado para captura das propriedades da
Cena;
o Time Layer Keyframe, utilizado para produção de animações
com variações temporais das propriedades das camadas.

Para criação de Keyframes, existem dois caminhos básicos que


correspondem à utilização do botão “Capture View” e à utilização do “Create
Keyframe...” incluído na Barra de Ferramentas Animation.
Vale ressaltar que outra maneira menos complexa de produzir animações
dar-se através da utilização do botão “Record” existente no “Animation
Controls”, acessado através do botão “Open Animation Controls” . Nesta
gravação, é efetuada uma captura da visualização da cena, na qual o usuário fica
livre para utilizar as ferramentas de visualização do ArcScene.
Por ter uma característica aberta para manipulação, tal gravação se
apresenta como uma maneira mais simples para geração de animações, entretanto,
15

ela não oferece muitos recursos de variações em conjunto de objetos como se


observa no caso da edição de Keyframes.
Conclusivamente, cada Keyframe possui um conjunto de propriedades
específicas para animação que estão diretamente relacionadas ao seu tipo. Tais
propriedades estão descritas nos subitens a seguir.

2.2.2 Propriedades de um Layer Keyframe

A Tabela 4 abaixo exibe a descrição das propriedades que podem ser


animadas em um Layer Keyframe.

Tabela 4 – Propriedades de um Layer Keyframe

PROPRIEDADES DESCRIÇÃO

Define a visibilidade dos objetos (Layers) dentro do Track. Em um Keyframe


específico, por exemplo, as camadas podem estar definidas para não
Visibility
serem visualizadas, de forma que somente as outras camadas sejam
exibidas.
Define a transparência dos objetos (Layers) dentro de um Track. Pode-se
Transparency definir uma determinada porcentagem de transparência sobre um layer para
que outros layers possam aparecer.
Define uma distância para mover os objetos (Layers) contidos em um Track
Translation
nas direções x, y e z.
Define um fator de escala sobre os eixos x, y e z, para aumentar ou diminuir
Scale
objetos.
Definem ângulos de rotação em x, y e z sobre um ponto fixado para objetos
contidos em um Track. Rotação sobre eixo x é denominada de ângulo de
Rotation roll ou de yaw. Rotação sobre o eixo y, é denominada de inclinação ou
ângulo de pich. Rotação sobre o eixo z é denominado de azimute ou ângulo
de Heading.
Define o valor do centro para modificação dos objetos contidos dentro do
Center Offset Track. Com o padrão (0,0, 0,0, 0,0), a escala e a rotação são realizadas
com o centro do retângulo envolvente do Layer.
Fonte: Adaptado de ESRI (2009).

2.2.3 Propriedades de um Camera Keyframe

A Tabela 5 a seguir exibe a descrição das propriedades que podem ser


animadas em um Camera Keyframe.
16

Tabela 5 – Propriedades de um Layer Keyframe

PROPRIEDADES DESCRIÇÃO

“Perspective”
Define, para o observador, a exibição da visualização em uma projeção
perspectiva. Isto permite que a cena seja observada em três dimensões
possibilitando a visualização em ângulos oblíquos. O observador não tem
Projection Type escala definida nesta projeção, pois ela é variável ao longo da visualização.
“Ortho”
Define, para o observador, uma projeção ortogonal, fazendo com que ele
tenha sua visualização diretamente de cima para baixo. Isto faz com que a
cena seja visualizada em duas dimensões como um mapa.
Target Define as coordenadas x, y e z para o alvo da visualização.
Azimuth Define o azimute para o alvo da visualização.
Define o ângulo de inclinação (pich), em graus, da visualização em relação
ao alvo. Ângulos positivos colocam o observado acima do alvo, olhando
Inclination
para baixo. Ângulos negativos colocam o observador olhando para cima. O
valor de 0.0 coloca o observador na mesma altura do alvo.
Define o ângulo de “roll”, em graus, da visualização em relação à linha de
Roll visão entre o observador e o alvo. Valores positivos ou negativos tornam a
visualização inclinada. O valor de 0.0 deixa a visualização horizontal.
Define a distância 3D, em unidades da cena, entre a posição do observador
Distance
e do alvo.
Define o ângulo do campo de visão, em graus, da visualização. Ângulos
View Angle menores ocasionarão efeitos de aproximação, enquanto que ângulos
maiores ocasionam o efeito de distanciamento.
Define o número mínimo e máximo nas direções x e y para a extensão
ortogonal (2D) da visualização sobre a superfície. No ArcScene, esta
Ortho Extent
propriedade aparece automaticamente somente se o “Projection Type”
estiver definido como “Ortho”.
Fonte: Adaptado de ESRI (2009).

2.2.4 Propriedades de um Scene Keyframe

A Tabela 6 a seguir exibe a descrição das propriedades que podem ser


animadas em um Scene Keyframe.

Tabela 6 – Propriedades de um Layer Keyframe

PROPRIEDADES DESCRIÇÃO

Vertical Define o exagero vertical que pode ser usado para enfatizar as
Exaggeration características da superfície em cada Keyframe.
Define a direção angular da fonte de iluminação usada na exibição da cena
Sun Azimuth
para cada Keyframe. O padrão é 315º (noroeste).
Define a altitude (o ângulo da fonte de iluminação acima do horizonte)
Sun Inclination
usada na exibição da cena. O padrão é 30º acima do horizonte.
Sun Contrast Define a quantidade de sombreamento aplicado sobre a superfície.
Background Color Define a cor do plano de fundo da cena. O padrão é branco.
Fonte: Adaptado de ESRI (2009).
17

2.2.5 Propriedades de um Time Layer Keyframe

A Tabela 7 a seguir exibe a descrição das propriedades que podem ser


animadas em um Time Layer Keyframe.

Tabela 7 – Propriedades de um Layer Keyframe

PROPRIEDADES DESCRIÇÃO

Define o tempo de cada Keyframe. Pelo menos dois Keyframes são


necessários para um Time Layer Track. Se não houver uma coluna do tipo
Time
“Data”, é possível usar o valor de um campo numérico como a presente
propriedade, como por exemplo, a coluna “ObjectID”.
Interval Define o intervalo par usar na exibição entre cada Keyframe.
Define as unidades para o “Interval”. Por exemplo, se o “Interval” for
definido para 1 e o “Units” for definido para “Hours”, quando a animação for
executada, dados que abrangem cada hora serão exibidos juntos. Se o
Units
“Units” for definido para “Unknown”, pode-se animar através de colunas
com valores numéricos, tais como a coluna ObjectID, citado na propriedade
“Time”.
Fonte: Adaptado de ESRI (2009).

2.2.6 Tracks (trilhas)

No ArcScene, um conjunto de Keyframes de mesmo tipo é armazenado em


Tracks (trilhas). Dessa forma, uma animação consiste na execução de um, ou de um
conjunto de Tracks, de maneira individual ou coletiva.
Para gerenciar os Tracks do projeto, deve-se ir para a Barra de Ferramentas
Animation e depois em “Animation Manager” . É no Animation
Manager que se alteram as propriedades dos Keyframes, dos Tracks e a distribuição
da animação no tempo definido para o projeto.
A Figura 6 a seguir exibe a caixa de diálogo do Animation Manager.
18

Figura 6 – Animation Manager.

Deve-se atentar que existem diferentes maneiras para criação de


animações no ArcScene, que serão utilizadas dependendo do tipo de animação que
deseja-se criar.
Em algumas situações, pode ser necessário criar somente um Track, como
em casos que se deseja animar apenas as propriedades de um Layer. Em outros
casos, podem ser criados vários Tracks para reprodução em conjunto quando a
animação for executada, como em casos que se deseja animar as propriedades de
um Layer em conjunto com as propriedades da cena, sendo tudo visualizado através
de um vôo sobre a superfície.
Ainda, é válido exemplificar que com um Layer Track do ArcScene é
possível:

o Mover uma camada sobre um caminho usando a ferramenta


“Move Layer Along Path”, onde uma camada é movimentada
sobre um arco, como por exemplo, um carro sobre a estrada;
19

o Criar um grupo de animação usando a ferramenta “Create


Group Animation”, onde é automaticamente produzida uma
animação com efeitos de transição entre as camadas
utilizadas no grupo;

2.3 EXEMPLOS DE ANIMAÇÃO

Para facilitar o conhecimento de alguns dos efeitos permitidos pelo


ArcScene em suas animações, tem-se descrito, nos subitens a seguir, algumas
possibilidades interessantes para animações.

2.3.1 Animações com Layer Keyframe

No ArcScene pode-se utilizar Layers para animações de diversas formas.


Os exemplos mais comuns são:

o Movimento de uma camada sobre um caminho usando a


ferramenta “Move Layer Along Path”, onde uma camada é
movimentada sobre um arco, como o exemplo do carro sobre
a estrada, citado anteriormente;
o Modificação da visibilidade, tornando Layers visíveis e
invisíveis de acordo com o momento da animação;
o Modificação da transparência, possibilitando o efeito de
transição para exibição de dois Layers;
o Translação de um Layer sobre os eixos x, y e z, possibilitando
animações onde uma camada surja por baixo da superfície, ou
onde uma camada caia do céu sobre a superfície.
o Rotação de um Layer sobre os eixos x, y e z, possibilitando o
destaque de alguma característica da camada.

Uma possibilidade muito útil é a criação de um “Graphics Layer” através da


Ferramenta “New Graphics Layer” presente na Barra de Ferramentas “3D Graphics
Layer”. Dessa forma, pode-se criar e definir simbologia em texto, pontos, linhas e
20

polígonos gráficos, sendo permitida também a animação deste Layer de forma


análoga a qualquer outro.
Assim, podem ser inseridos textos para melhor descrição da cena, e animá-
los através da alteração das propriedades do Layer Keyframe.

2.3.2 Animações com Camera Keyframe

Considerando o Camera Keyframe no ArcScene, alguns de seus exemplos


comuns de animação são descritos como:

o Movimentação da posição de observação da cena, que pode


ser uma visualização ortogonal ou em perspectiva.
o Execução de efeitos de aproximação e distanciamento,
possibilitando o destaque de feições pequenas dentro da cena.
o Movimentação do observador sobre um caminho, possibilitada
através da utilização da ferramenta “Create Flyby from Path”.

2.3.3 Animações com Scene Keyframe

Existem diversas maneiras de se animar uma cena do ArcScene. Os


exemplos mais comuns são:

o Modificação da cor definida para o plano de fundo da cena.


Pode-se, por exemplo, utilizar tonalidades de azul claro para
representar o céu durante o dia, e tonalidades de azul escuro
ou preto, para representação do céu durante a noite;
o Alteração da posição da fonte de iluminação da cena. Isto
permite a criação do efeito de transição do dia para noite e
pode ser utilizada em conjunto com o item anterior;
o Modificação do exagero vertical do terreno definido para a
cena. Esta possibilidade permite o destaque de alterações das
características da superfície.
21

2.3.4 Animações com Time Layer Keyframe

A utilização de um Time Layer Track é bastante interessante para produção


de animações em projetos que necessitem avaliar determinadas modificações
temporais nos dados trabalhados. Por ter seu funcionamento definido através da
determinação de um intervalo de tempo, pode-se utilizar esta característica para a
geração de efeitos programados de animação.
Um exemplo dessa situação é a possibilidade da geração de uma
animação, onde a visualização apresente o aspecto de construção através do
tempo.
Dessa forma, pode-se simular, por exemplo, a construção de um duto sobre
a superfície do terreno. Isto é permitido a partir da divisão da linha que representa o
duto, em diversas partes. Além disso, a tabela de atributos, das linhas divididas,
deve possuir duas colunas (Inicio e Fim) que determinem o momento que cada parte
deve aparecer. Assim, a inserção de uma seqüência na coluna inicial, provocará o
aparecimento gradativo de cada parte sobre a superfície, conseguindo-se passar o
efeito de criação dinâmica do duto.

2.4 SALVANDO E EXPORTANDO ANIMAÇÃO

Uma animação pode ser salva em um documento como um Scene


Document (.sxd); guardada como um arquivo de animação independente (.asa), ou
exportados para um Audio Video Interleaved (.avi).
Um Scene Document pode compartilhar um projeto tridimensional completo.
Já o “Arquivo de Animação Independente” pode ser utilizado como modelo para
outros projetos de animação, pois ele armazena todas as informações sobre as
propriedades trabalhadas.
O terceiro modo de compartilhamento, o formato AVI, é uma maneira de se
exibir animações altamente detalhadas que podem ser reproduzidas em tempo real
para um amplo e variado público quando você necessita rapidamente demonstrar
um problema que melhor se apresenta através de exibição dinâmica.
22

Para salvar um Scene Document, deve-se utilizar o botão “Save” da


Barra Padrão. Para salvar um arquivo de animação independente, deve-se utilizar o
botão “Save Animation File” , presente na Barra de Ferramentas
“Animation”. Também nesta Barra de Ferramentas encontra-se a opção “Export to
Video” , que permite a exportação para o formato AVI.
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3 CONSIDERAÇÕES

O presente material expôs algumas das características principais da


extensão 3D Analyst do ArcGIS quanto ao aspecto de visualização e geração de
animação tridimensional com dados geográficos no aplicativo ArcScene. Percebe-se
que tal aplicativo apresenta um amplo potencial para análise de dados geográficos,
ao possibilitar a execução de análises espaciais em perspectiva tridimensional.
Além disso, considerando sua utilização, o oferecimento de uma interface
gráfica bastante intuitiva, proporciona uma rápida familiarização com suas
funcionalidades. Dessa forma, o tempo gasto para o entendimento de suas
definições e conceitos torna-se menos dispendioso.
Entretanto, um aspecto que merece ser bastante ponderado, ao se
considerar a utilização do aplicativo, é a sua dificuldade de trabalho quando se tem
uma massa de dados consideravelmente grande. Além disso, também é relevante a
necessidade, para que se tenha um bom desempenho em visualização, de
dispositivos de vídeo de boa qualidade para a máquina de trabalho.
Mesmo assim, tem-se materializado no ArcScene, um aplicativo que atende
tranquilamente as necessidades básicas de projetos que necessitem trabalhar com
modelagem e visualização tridimensional. E, na ocasião de se dispor de hardwares
de qualidade compatível com as necessidades do aplicativo, pode-se ter a
disposição, uma grande ferramenta para projetos de natureza tridimensional com
necessidades mais específicas e exigentes.
Para maiores informações sobre a extensão 3D Analyst e animações no
ArcScene, pode-se acessar os links a seguir:

An overview of 3D Analyst
http://webhelp.esri.com/arcgisdesktop/9.2/index.cfm?TopicName=An_overview_of_3D_Analyst

ArcScene 3D display environment


http://webhelp.esri.com/arcgisdesktop/9.2/index.cfm?TopicName=ArcScene_3D_display_environment

Tutorial 3D Analyst
http://webhelp.esri.com/arcgisdesktop/9.2/index.cfm?TopicName=Tutorials
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REFERÊNCIAS

BRENDA, F.; CORRÊA, F. P. Modelagem Digital de Terrenos Aplicada à Geração


de Mapas Temáticos. Workshop de Computação Científica da UENF. Campos dos
Goytacazes, RJ. p. 11-14. 2006.

CÂMARA, G.; MONTEIRO, A. M.; MEDEIROS, J. S. Introdução à Ciência da


Geoinformação. São José dos Campos, SP: INPE, 2001. Disponível em:
<http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/introd/index.html>. Acesso em: 10 de Outubro
de 2008.

ESRI. Welcome to ArcGIS Desktop Help 9.2. Disponível


em: <http://webhelp.esri.com/arcgisdesktop/9.2/index.cfm?TopicName=welcome>.
Acessado em: 10-07-2009.

FELGUEIRAS, C.A., 1998, Modelagem Numérica de Terreno. In: Introdução ao


SIG. São José dos Campos: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, p.
7.1-7.38.

ROCHA, C.H.B., 2000, “Geoprocessamento: tecnologia transdisciplinar”. Juiz de


Fora: Ed. do Autor, 220p.

SHEPHARD, N. Animation in ArcScene. ArcUsers: Jan-Mar de 2003. p. 8-10.


Redland, CA – USA. 2003