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PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

QUESTÕES

PONTO 01 - Poder Constituinte. Constituição: conceito, concepções, classificação e elementos. Normas constitucionais: conceito, forma, conteúdo, finalidade, estrutura lógica, classificações, eficácia e aplicabilidade. Hermenêutica constitucional: especificidades, elementos de interpretação, princípios metódicos.

01 - Prova: FCC - 2011 - PGE-MT - Procurador

Os textos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova Iorque, em março de 2007, tramitaram perante as Casas do Congresso Nacional nos anos de 2007 e 2008, com vistas à sua aprovação, por meio de Decreto Legislativo. O então projeto de Decreto Legislativo foi aprovado, inicialmente, na Câmara dos Deputados, pelo voto de 418 e 353 de seus membros, em primeiro e segundo turnos, respectivamente; na sequência, encaminhado ao Senado Federal, foi aprovado pelo voto de 59 e 56 de seus membros, em primeiro e segundo turnos, respectivamente. Promulgado e publicado o Decreto Legislativo no 186, de 2008, o Governo brasileiro depositou o instrumento de ratificação dos atos junto ao Secretário-Geral das Nações Unidas em agosto de 2008, ocorrendo, ao final, a edição do Decreto no 6.949, de 2009, pelo Presidente da República, promulgando a referida Convenção e seu Protocolo Facultativo.

Diante disso, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo

a) estão aptos a produzir efeitos no ordenamento jurídico brasileiro, ao qual se integraram

como norma equivalente às leis ordinárias. b) estão aptos a produzir efeitos no ordenamento jurídico brasileiro, em que serão considerados equivalentes às emendas à Constituição.

c) estão aptos a produzir efeitos no plano jurídico externo, mas não no ordenamento interno

brasileiro.

d) estariam aptos a produzir efeitos no ordenamento jurídico brasileiro se houvessem sido

aprovados como proposta de emenda à Constituição de iniciativa do Presidente da República,

promulgada pelas Mesas das Casas do Congresso Nacional.

e) não estão aptos a produzir efeitos no plano jurídico externo, tampouco no ordenamento

interno brasileiro, uma vez que não foram observados os procedimentos necessários à sua

ratificação e promulgação.

02 - Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador

O artigo 69, caput, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro dispõe que “as ações de sociedades de economia mista pertencentes ao Estado não poderão ser alienadas a qualquer título, sem expressa autorização legislativa”. Referido dispositivo foi objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade no 234, na qual o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a autorização legislativa exigida pela Constituição estadual “há de fazer-se por lei formal, mas só

será necessária, quando se cuide de alienar o controle acionário da sociedade de economia mista” (Rel. Min. Néri da Silveira, publ. DJ 09/05/1997).

Na decisão em questão, relativamente ao dispositivo impugnado, o STF procedeu à

a) declaração de inconstitucionalidade com redução de texto.

b) revogação.

c) declaração parcial de inconstitucionalidade com redução de texto.

d) declaração de inconstitucionalidade sem redução de texto.

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COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

e)

interpretação conforme à Constituição.

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- Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador

Considera-se de eficácia limitada a norma constitucional segundo a qual

a) os trabalhadores urbanos e rurais têm direito à participação nos lucros, ou resultados,

desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa,

conforme definido em lei.

b) não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião, assim definido

em lei.

c) ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.

d) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações

profissionais que a lei estabelecer.

e) os trabalhadores urbanos e rurais têm direito à duração do trabalho normal não superior a

oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a

redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

04 - Prova: FCC - 2010 - TCE-RO - Procurador

O Poder Constituinte Reformador, no Brasil,

a) é fundamento de validade para que os Estados- Membros da Federação promulguem

Constituições próprias com a aprovação das respectivas Assembleias Legislativas.

b) permite que a Constituição Federal seja emendada, por meio de revisão constitucional, desde

que haja o voto favorável de três quintos de Deputados e Senadores, em sessão unicameral

c) está materialmente limitado à forma federativa de Estado, à separação de poderes, à forma

republicana, ao sistema presidencialista, bem como aos direitos e garantias fundamentais

segundo disposição expressa do texto constitucional.

d) pode se manifestar por meio de emendas à Constituição, cujo projeto pode ser proposto por

mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

e)

é caracterizado como derivado, limitado, circunstanciado e inicial.

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- Prova: FCC - 2010 - TCE-RO - Procurador

De acordo com a jurisprudência do STF, se houver dispositivos constitucionais com conteúdo

incompatível dentro do texto constitucional,

a) deve-se buscar uma interpretação conciliatória entre os dispositivos, pois não é possível

considerar a existência de normas inconstitucionais no texto da Constituição.

b) será descartada a norma que afronta as cláusulas pétreas com mais intensidade, pois estas

exercem um papel de meta-controle da ordem constitucional.

c) aplica-se o princípio da ponderação, como técnica de hermenêutica constitucional, para que,

por meio do sopesamento dos princípios constitucionais, elimine- se a norma incompatível com

o sistema.

d) deve-se buscar uma norma hierarquicamente superior à Constituição, presente em Tratados

Internacionais, a qual aponte uma referência valorativa que solucione o conflito normativo nacional.

e) os dois dispositivos constitucionais que entram em contradição devem ser eliminados do

sistema, por meio da interpretação do STF, a fim de se garantir o princípio da unidade da Constituição e o da máxima eficiência.

06 - Prova: FCC - 2010 - TCE-RO - Procurador

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COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

A interpretação conforme a Constituição é uma técnica que pode ser aplicada pelo

a) Poder Legislativo, para preservar a vigência da lei, quando é chamado pelo STF, em ação

declaratória de constitucionalidade, a prestar informações sobre a vontade autêntica do legislador que embasou a fase de deliberação parlamentar do projeto de lei aprovado.

b) Poder Legislativo, para justificar a derrubada de veto jurídico oposto pelo Presidente da

República com base em declaração de inconstitucionalidade parcial sem redução de texto.

c) Supremo Tribunal Federal, em controle de constitucionalidade, apenas para normas que

possibilitem mais de uma interpretação, a fim de preservar a lei no ordenamento jurídico e

adequá-la aos valores da ordem constitucional.

d) Poder Judiciário, como uma técnica de hermenêutica constitucional, para que promova um

aperfeiçoamento da lei e amolde a vontade do legislador aos ditames das regras e dos princípios

constitucionais.

e) Poder Executivo, para justificar a adequação dos pressupostos constitucionais da urgência e

da relevância, quando questionada a constitucionalidade de medida provisória em ação direta de inconstitucionalidade.

07 - Prova: FCC - 2010 - TCE-RO - Procurador

Em fevereiro de 2010, o artigo 6o da Constituição Federal foi alterado para que, ao rol dos

direitos fundamentais que prevê, fosse acrescentado o direito à alimentação. A eficácia desse direito é classificada como

a)

plena.

b)

contida de princípio programático.

c)

limitada de princípio institutivo.

d)

contida de princípio institutivo.

e)

limitada de princípio programático.

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- Prova: FCC - 2010 - PGE-AM - Procurador

Considerando a história do constitucionalismo brasileiro, é correto afirmar que

a) o bicameralismo no Poder Legislativo brasileiro foi instituído apenas com a Constituição de

1946, como modo de assegurar a participação dos Estadosmembros no processo legislativo

federal.

b) a primeira Constituição brasileira que previu expressamente direitos fundamentais foi a de

1988.

c) a primeira Constituição brasileira que previu a forma federativa de Estado foi a de 1891, ainda

que não se tenha, na ocasião, garantido aos Municípios autonomia de ente federativo.

d) o Supremo Tribunal Federal foi criado com a Constituição de 1946, que também previu a

ação direta de inconstitucionalidade, atribuindo àquele Tribunal a competência para julgá-la

originariamente.

e) o exercício do controle de constitucionalidade pelo Poder Judiciário somente foi permitido

no Brasil a partir da criação da representação interventiva pela Constituição de 1946.

09 - Prova: FCC - 2009 - PGE-SP - Procurador

Considere as seguintes afirmações:

I. Liberdade, Igualdade e Fraternidade, ideais da Revolução Francesa, podem ser relacionados, respectivamente, com os direitos humanos de primeira, segunda e terceira gerações.

II. O direito à paz inclui-se entre os direitos humanos de segunda geração.

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COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

III. Os direitos humanos de primeira geração foram construídos, em oposição ao absolutismo,

como liberdades negativas; os de segunda geração exigem ações destinadas a dar efetividade à autonomia dos indivíduos, o que autoriza relacioná-los com o conceito de liberdade positiva e com a igualdade.

IV. A indivisibilidade dos direitos humanos significa que, ao apreciar uma violação a direito

fundamental, o juiz deverá apreciar todas as violações conexas a ela.

V. A positivação da dignidade humana nas Constituições do pós-guerra foi uma reação às

atrocidades cometidas pelo regime nazista e uma das fontes do conceito pode ser encontrada

na filosofia moral de Kant.

Estão corretas SOMENTE as afirmações

a) I, II e III.

b) I, II e IV.

c) I, III e V.

d)

II, III e V.

e)

I, II, III e V.

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- Prova: FCC - 2009 - PGE-SP - Procurador

A distinção entre a norma jurídica e a sua mera expressão textual resta sobremodo evidenciada

a) no controle incidental de constitucionalidade, em relação ao controle abstrato-principal.

b) na interpretação de normas-princípio, em relação à interpretação de normas-regra.

c) mediante o uso do elemento sistêmico da interpretação, comparativamente à utilização dos

demais elementos exegéticos.

d) nas decisões de controle de natureza interpretativa, comparativamente às decisões simples

de inconstitucionalidade.

e) no controle de inconstitucionalidade tendo como parâmetro a Constituição Federal, em

relação ao controle de nível estadual.

11 - Prova: FCC - 2009 - PGE-SP - Procurador

A Constituição de 16 de julho de 1934 é considerada o marco inicial do constitucionalismo social-

democrático no Brasil, nela estando presentes a introdução e a reconfiguração de institutos com

o objetivo de conferir maior eficiência à ação estatal. Nesse sentido,

a) adotou-se nova disciplina para o habeas corpus e para o exercício do poder regulamentar.

b) extinguiu-se a Justiça Federal e introduziu-se a técnica de repartição vertical da competência

legislativa.

c) introduziu-se o controle abstrato de normas e o veto presidencial.

d) outorgou-se ao Presidente da República autorização para expedir decretos-leis e criou-se o

mandado de segurança.

e) atenuou-se o bicameralismo do Poder Legislativo e atribuiu-se certa europeização ao sistema

de controle de constitucionalidade.

12 - Prova: FCC - 2009 - PGE-SP - Procurador

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COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

Por proposta de 19 (dezenove) Assembleias Legislativas Estaduais e após regular aprovação do Congresso Nacional, é promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado emenda constitucional extinguindo a ação declaratória de constitucionalidade, embora na mesma sessão legislativa projeto de lei, de idêntico conteúdo, tenha sido rejeitado pelo Senado Federal. A emenda em pauta deve ser considerada

a) constitucional, tanto sob o ângulo formal, quanto sob o ângulo material.

b) inconstitucional, pois a matéria constante de propositura rejeitada não pode ser objeto de

nova proposta na mesma sessão legislativa.

c) inconstitucional, por vício de iniciativa.

d) constitucional, sob o ângulo formal, mas inconstitucional sob o prisma material, por

enfraquecer o princípio da supremacia da Constituição.

e) constitucional, sob o ângulo material, mas inconstitucional sob o prisma formal, por não

haver sido submetida à sanção ou veto do Presidente da República.

13 - Prova: FCC - 2009 - PGE-SP - Procurador

A determinação de que "a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa

julgada", consubstancia norma constitucional de eficácia

a)

plena restringível.

b)

plena irrestringível e não regulamentável em nível ordinário.

c)

limitada de cunho programático.

d)

limitada de cunho preceptivo.

e)

plena irrestringível, porém regulamentável em nível ordinário.

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- Prova: FCC - 2008 - TCE-AL - Procurador

A Constituição da República veda que matéria constante de proposta de emenda constitucional

rejeitada ou havida por prejudicada seja objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. Considerando a classificação doutrinária das limitações ao poder constituinte reformador, esta vedação constitucional caracteriza-se como limitação de ordem

a)

material.

b)

formal.

c)

circunstancial.

d)

implícita.

e)

relativa.

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- Prova: FCC - 2006 - PGE-RR - Procurador

A proposta de emenda constitucional pode ser apresentada

a)

pelo Ministro da Justiça.

b)

pelo Presidente da República.

c)

por um quarto, no mínimo, dos membros do Senado Federal.

d)

pela Comissão de Constituição e Justiça do Congresso Nacional.

e)

por mais de um terço das Assembléias Legislativas das unidades da Federação.

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- Prova: FCC - 2006 - BACEN - Procurador - Prova 1

O poder constituinte derivado se manifesta, na Constituição brasileira, pela possibilidade de promulgação de emendas constitucionais. Todavia, há limites formais e materiais ao poder de reforma constitucional, sendo correto afirmar que

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COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

a) o Presidente da República não pode encaminhar proposta de emenda constitucional, razão

pela qual a emenda não está sujeita a sanção ou veto.

b) a Constituição não poderá ser reformada na vigência de intervenção federal, estado de

defesa e estado de sítio.

c) não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a separação dos

Poderes, a forma unitária e republicana de Estado e os direitos individuais e sociais.

d) existem limites implícitos ao poder de reforma constitucional, decorrentes dos princípios de

direito internacional, em virtude da adoção da teoria monista pelo Supremo Tribunal Federal.

e) a proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada pode ser objeto de nova proposta

a qualquer tempo, por conta da supremacia do poder constituinte.

17 - Prova: FCC - 2005 - PGE-SE - Procurador

Consideradas as classificações das Constituições segundo os critérios de estabilidade e modo de

elaboração, tem-se, respectivamente, que a Constituição brasileira de 1988 é

a) histórica e formal.

b) sintética e escrita.

c)

analítica e flexível.

d)

rígida e dogmática.

e)

material e semi-flexível.

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- Prova: FCC - 2005 - PGE-SE - Procurador

Considera-se de eficácia limitada a norma constitucional segundo a qual

a) é vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar (art. 17, § 4º ).

b) ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (art.

5º , II).

c) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações

profissionais que a lei estabelecer (art. 5º , XIII).

d) é direito dos trabalhadores urbanos e rurais a proteção em face da automação, na forma da

lei (art. 7º , XXVII).

e) a casa é asilo inviolável do indivíduo, nela ninguém podendo penetrar sem consentimento

do morador, salvo nos casos previstos na Constituição (art. 5º , XI).

01 - B

02 - E

03 - A

04 - D

05 - A

06 - C

07 - E

08 - C

09 - C

10 - D

11 - E

12 - A

13 - B

14 - B

15 - B

16 - B

17 - D

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PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

18 - D

PONTO 02 - Controle de constitucionalidade: a supremacia da Constituição; vício e sanção de inconstitucionalidade; origens e evolução histórica do controle; modalidades de controle; efeitos subjetivos e temporais da declaração de inconstitucionalidade e de constitucionalidade. Modificação formal da Constituição: poder reformador e suas limitações. Modificação informal da Constituição: mutações constitucionais.

1 - (Prova: FCC - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - Procurador)

Ao dispor sobre o processamento da ação direta de in- constitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade, a Lei nº 9.868/1999, expressamente autoriza a realização

pelo Supremo Tribunal Federal de audiências públicas para

a) legitimar, mediante procedimento que enseja a manifestação dos diversos segmentos da

sociedade civil relacionados com a matéria, o juízo do Supremo Tribunal Federal sobre a

conveniência e oportunidade dos diplomas normativos questionados em sede de controle abstrato de normas

b) permitir a manifestação, em casos de evidente repercussão política e social, dos diversos

segmentos da sociedade civil relacionados com a matéria, de modo a adensar legitimidade democrática à atuação do Supremo Tribunal Federal.

c) viabilizar, em face do princípio do contraditório, a manifestação de terceiros interessados no processo.

d) ouvir depoimentos de pessoas com experiência e autoridade na matéria, em caso de

necessidade de esclarecimento de matéria ou circunstância de fato ou, de notória insuficiência das informações existentes nos autos.

e) viabilizar, em face do princípio do contraditório, a manifestação dos amici curiae admitidos

no proces- so.

2 - ( Prova: FCC - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - Procurador)

Ao dispor sobre o processamento da ação direta de inconstitucionalidade, a Lei nº 9.868/1999, expressamente autoriza a admissão pelo relator do processo, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, da manifestação de outros órgãos ou entidades.Tal permissivo legal acabou por introduzir a figura dos amici curiae no âmbito do controle abstrato de constitucionalidade. A participação dos amici curiae em tais processos é, porém, limitada, não lhes sendo reconhecida legitimidade para

a) recorrer da decisão do relator que inadmite sua par- ticipação no processo e intervir em sede

de ação declaratória de constitucionalidade, em face do veto presidencial ao dispositivo que

legitimava a admissão de amici curiae na espécie.

b) requerer a concessão de medida cautelar e produzir sustentação oral.

c) requerer concessão de medida cautelar e oferecer embargos declaratórios, em face de

decisão de mérito proferida pelo STF.

d) oferecer embargos declaratórios em face de decisão de mérito proferida pelo STF, e

apresentar manifestações em sede de ação declaratória de constitucionalidade, em face do veto

presidencial ao dispositivo que legitimava a admissão de amici curiae na espécie.

e) recorrer da decisão do relator que inadmite sua participação no processo e intervir após

transcorrido o prazo para apresentação de informações pelos órgãos e autoridades que produziram a lei ou o ato normativo impugnado.

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COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

3 - ( Prova: FCC - 2013 - AL-PB - Procurador)

Em relação às súmulas vinculantes, é correto afirmar:

a) Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula vinculante aplicável ou que

indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso, inclusive quanto

aos julgamentos dos recursos interpostos contra decisões proferidas antes da edição da súmula vinculante.

b) Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula vinculante aplicável ou que

indevidamente a aplicar, caberá reclamação diretamente ao Tribunal competente que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e

determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso, salvo quanto aos julgamentos dos recursos interpostos contra decisões proferidas antes da edição da súmula vinculante.

c) Somente da decisão judicial que contrariar a súmula vinculante aplicável ou que

indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a

procedente, cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso, salvo quanto aos julgamentos dos recursos interpostos contra decisões proferidas antes da edição da súmula vinculante.

d) Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula vinculante aplicável ou que

indevidamente a aplicar, caberá reclamação diretamente ao Tribunal competente que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso, inclusive quanto aos julgamentos dos recursos interpostos contra decisões proferidas antes da

edição da súmula vinculante.

e) Somente da decisão judicial que contrariar a súmula vinculante aplicável ou que

indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com

ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso, inclusive quanto aos julgamentos dos recursos interpostos contra decisões proferidas antes da edição da súmula vinculante.

4 - ( Prova: FCC - 2013 - AL-PB - Procurador)

Em relação ao controle abstrato de constitucionalidade, é correto afirmar:

a) O Supremo Tribunal Federal deve condicionar sua admissibilidade à inviabilidade do controle

difuso.

b) A arguição de descumprimento de preceito fundamental pode ter por objeto lei anterior à

Constituição Federal.

c) Somente o Procurador-Geral da República pode ajuizar ação direta de inconstitucionalidade

por omissão.

d) O Conselho Federal da OAB poderá ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade desde que

comprovada a pertinência temática. e) Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar ação direta de inconstitucionalidade interventiva proposta pelo Procurador-Geral da República.

5 - (Prova: FCC - 2012 - PGE-SP)

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Assinale a alternativa correta.

a) As decisões de procedência, pelo Supremo Tribunal Federal, nas Ações Diretas de

Inconstitucionalidade interpostas contra leis federais ou contra leis estaduais possuem eficácia contra todos, mas aquele Tribunal pode, pelo voto de dois terços de seus membros, determinar que essas decisões também produzam efeitos vinculantes relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública.

b) As decisões de procedência, pelo Supremo Tribunal Federal, nas Ações Diretas de

Inconstitucionalidade interpostas contra leis federais ou contra leis estaduais possuem eficácia

contra todos e seus efeitos sempre retroagirão à data do início da vigência da lei.

c) As decisões de improcedência, pelo Supremo Tribunal Federal, nas Ações Declaratórias de

Constitucionalidade interpostas contra leis federais ou contra leis estaduais possuem eficácia

contra todos, mas aquele Tribunal pode, pelo voto de dois terços de seus membros, determinar que essas decisões só tenham eficácia a partir do trânsito em julgado.

d) As decisões de procedência, pelo Supremo Tribunal Federal, nas Ações Diretas de

Inconstitucionalidade interpostas contra leis federais ou contra leis estaduais possuem eficácia

contra todos, mas aquele Tribunal pode, pelo voto de dois terços de seus membros, determinar que essas decisões só tenham eficácia a partir do trânsito em julgado.

e) As decisões de improcedência, pelo Supremo Tribunal Federal, nas Ações Declaratórias de

Constitucionalidade interpostas contra leis federais ou contra leis estaduais possuem eficácia contra todos, mas aquele Tribunal pode, pelo voto de dois terços de seus membros, determinar que essas decisões também produzam efeitos vinculantes relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública.

6 - (Prova: FCC - 2011 - PGE-MT - Procurador) Ao julgar ações diretas de inconstitucionalidade tendo por objeto dispositivos de lei definidora de critérios para o rateio dos Fundos de Participação dos Estados e do Distrito Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade, sem pronúncia de nulidade, dos dispositivos atacados, assegurada sua aplicação até 31 de dezembro de 2012 (ADI 875, ADI 1.987 e ADI 2.727, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, publ. DJE de 30-4-2010).

No caso em tela,

a) a decisão é nula, uma vez que o vício de inconstitucionalidade pressupõe a nulidade do ato,

devendo a declaração de inconstitucionalidade produzir efeitos retroativos e eficácia contra todos.

b) a decisão é nula, uma vez que somente se admite a possibilidade de restrição do alcance

subjetivo da declaração de inconstitucionalidade em sede de controle concentrado.

c) a decisão somente produzirá efeitos se vier a ser editada Resolução do Senado Federal

suspendendo a eficácia dos dispositivos legais declarados inconstitucionais pelo STF.

d) as ações foram julgadas parcialmente procedentes, uma vez que não foi pronunciada a

nulidade dos dispositivos legais tidos por inconstitucionais.

e) o STF procedeu à modulação dos efeitos temporais da declaração de inconstitucionalidade,

consoante faculdade prevista expressamente em lei.

7 - (Prova: FCC - 2011 - PGE-MT - Procurador / Direito Constitucional / Controle de Constitucionalidade; ) Em janeiro de 1999, o Governador do Distrito Federal editou o Decreto no 20.098, por meio do qual se vedava a realização de manifestações públicas com a utilização de carros de som e

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assemelhados na Praça dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios, na Praça do Buriti e adjacências. O Decreto distrital foi objeto de ação direta de inconsti-tucionalidade, ao final julgada procedente, extraindo-se do voto do Relator, Ministro Ricardo Lewandowski, o seguinte

excerto: "A restrição ao direito de reunião estabelecida pelo Decreto distrital 20.098/99, a toda

a evidência, mostra-se inadequada, desnecessária e desproporcional quando confrontada com

a vontade da Constituição (Wille Zur Verfassung), que é, no presente caso, permitir que todos

os cidadãos possam reunir-se pacificamente, para fins lícitos, expressando as suas opiniões

livremente." (ADI 1969 - DF, publ. DJE 31.08.2007).

Considere as seguintes afirmações a esse respeito:

I. O STF adentrou a análise do mérito da constitucionalidade do Decreto distrital, fazendo prevalecer a norma constitucional segundo a qual todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.

II. Em seu voto, o Ministro Relator efetua a análise à luz do princípio da proporcionalidade, utilizado em sede de jurisdição constitucional para aferir a procedência de medidas restritivas de direitos fundamentais, assim como em situações de ocorrência de colisão de direitos fundamentais.

III. A referência à vontade da Constituição evidencia que a aplicação da norma constitucional não se restringiu à sua literalidade, tendo se procedido a uma interpretação teleológica, relacionando-se o direito de reunião à liberdade de expressão do pensamento.

Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.

b) II, apenas.

c) I e II, apenas.

d) I e III, apenas.

e) I, II e III.

8 - (Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador) O artigo 69, caput, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro dispõe que “as ações de sociedades de economia mista pertencentes ao Estado não poderão ser alienadas a qualquer título, sem expressa autorização legislativa”. Referido dispositivo foi objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade no 234, na qual o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a autorização legislativa exigida pela Constituição estadual “há de fazer-se por lei formal, mas só será necessária, quando se cuide de alienar o controle acionário da sociedade de economia mista” (Rel. Min. Néri da Silveira, publ. DJ 09/05/1997).

Na decisão em questão, relativamente ao dispositivo impugnado, o STF procedeu à

a) declaração de inconstitucionalidade com redução de texto.

b) revogação.

c) declaração parcial de inconstitucionalidade com redução de texto.

d) declaração de inconstitucionalidade sem redução de texto.

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PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

e) interpretação conforme à Constituição.

9 - (Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador) Foi ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal (STF) ação direta de inconstitucionalidade (ADI) em que se pleiteia sejam declarados inconstitucionais dispositivos da Lei estadual paulista no 13.121/2008, que introduz alterações na Lei no 6.544/1989, o estatuto das licitações do Estado de São Paulo. O argumento central reside na suposta invasão, pelo Estado, de competência da União para dispor sobre normas gerais de licitações e contratos administrativos. Na hipótese de o STF vir a julgar procedente a ADI, órgãos e entidades da Administração estadual paulista

a) deverão processar suas licitações com base na Lei estadual no 13.121/2008, até que lei

estadual posterior promova as adequações necessárias, em conformidade com a decisão do STF. b) poderão processar suas licitações com base na Lei estadual no 13.121/2008, até que lei

federal posterior promova as alterações necessárias, em conformidade com a decisão do STF.

c) deverão formular consulta ao Tribunal de Contas do Estado sobre como processar suas

licitações, podendo valer-se da Lei estadual no 13.121/2008, até que sobrevenha a decisão da Corte de Contas. d) estarão desde logo vinculados à decisão do STF, devendo processar suas licitações em

conformidade com as normas gerais de licitações contempladas na legislação federal existente.

e) estarão vinculados à decisão do STF a partir do momento em que assim o reconhecer o

Tribunal de Justiça do Estado, em sede de representação de inconstitucionalidade a ser formulada perante esta Corte pelo Governador do Estado.

10 - (Prova: FCC - 2010 - TCE-AP - Procurador)

Ao julgar a Arguição de Descumprimento do Preceito Fundamental no 130, concluiu o Supremo Tribunal Federal pela total procedência da ação, "para o efeito de declarar como não recepcionado pela Constituição de 1988 todo o conjunto de dispositivos da Lei Federal no 5.250, de 9 de fevereiro de 1967" (Rel. Min. Ayres Britto, publ. DJE 6/11/2009). Dentre seus dispositivos, a lei em questão regulamentava o exercício de direito que atualmente é consagrado pelo artigo 5o, V, da Constituição da República, segundo o qual "é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem".

Nesse contexto, tem-se que

a) a decisão do Supremo Tribunal Federal não impede o exercício do direito de resposta, que é

consagrado em norma constitucional de aplicabilidade imediata.

b) o exercício do direito de resposta fica condicionado à edição de nova lei que o regulamente.

c) a decisão do Supremo Tribunal Federal suspendeu a eficácia do artigo 5o, V, da Constituição.

d) o interessado em exercer direito de resposta precisará impetrar mandado de injunção para

assegurá-lo.

e) o Supremo Tribunal Federal deve atribuir prazo ao Congresso Nacional para regulamentar o

exercício do direito de resposta, sob pena de inconstitucionalidade por omissão.

GABARITOS:

01 - D

02 - C

03 - A

04 - B

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PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

05 - D

06 - E

07 - E

08 - E

09 - D

10 - A

1. Origens, objeto e conceito do Direito Administrativo. Função administrativa. Princípios da

Administração Pública. Poderes da Administração: a) Poder normativo; b) regulamentar; c) Poder de polícia; d) Poder discricionário; e) Poder hierárquico.

01 - Prova: FCC - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Regime jurídico administrativo; No que diz respeito ao regime jurídico administrativo, considere as seguintes afirmações:

I. Há, neste tipo de regime, traços de autoridade, de supremacia da Administração, sendo possível, inclusive, que nele se restrinja o exercício de liberdades individuais.

II. As chamadas prerrogativas públicas, para que sejam válidas, devem vir respaldadas em

princípios constitucionais explícitos na Constituição Federal.

III. Via de regra, também integram o regime jurídico administrativo de um município as leis, os

decretos, os regulamentos e as portarias do Estado em que ele se localiza.

IV. É tendência da maioria da doutrina administrativista contemporânea não mais falar em “restrições” ou “sujeições” como traço característico do regime jurídico administrativo, em razão dessas expressões poderem levar à falsa conclusão de que as atividades da Administração que visam a beneficiar a coletividade podem estar sujeitas a limites.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) IV.

b) I

c) I e III.

d) II e IV.

e)

I, II e III.

02

- Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Regime jurídico administrativo; Poderes da

Administração; Poder de polícia; O poder de polícia expressa-se, em sentido amplo, por meio de

a) medidas repressivas, não compreendendo medidas preventivas.

b) medidas gerais preventivas de limitação de direitos, podendo ser discricionárias quando não

previstas em lei.

c) atos administrativos concretos limitadores do exercício de direitos e atividades individuais

em caráter geral e abstrato.

d) atos administrativos normativos gerais e atos administrativos de aplicação da lei ao caso

concreto.

e) medidas preventivas abstratas, tais como vistorias e licenças.

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COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

03 - Prova: FCC - 2010 - TCE-AP - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Regime jurídico administrativo; Princípios - Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência;

O princípio constitucional da eficiência, que rege a Administração Pública, apresenta-se em a) nível materialmente superior ao princípio da legalidade, uma vez que autoriza a

Administração Pública a adotar medidas formalmente em desacordo com a lei em prol do aumento de produtividade e agilidade.

b) hierarquia superior aos demais princípios constitucionais, uma vez que deve nortear toda a

atuação da Administração Pública.

c) relação ao modo de estruturação da Administração Pública, uma vez que autoriza a

derrogação do regime jurídico de direito público e a aplicação do direito privado quando este se mostrar financeiramente mais atrativo.

d) mesmo nível de hierarquia do princípio da supremacia do interesse público, eis que também

possui prevalência superior apriorística.

e) relação ao modo de organizar, estruturar e disciplinar a Administração Pública, não apenas

em relação a atuação do agente público.

04 - Prova: FCC - 2010 - PGE-AM - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Regime jurídico administrativo; Princípios -

Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência; NÃO é situação que configura nepotismo, a sofrer a incidência da Súmula Vinculante no 13, editada pelo Supremo Tribunal Federal, a nomeação de

a) sobrinho de Secretário de Estado para cargo de dirigente de autarquia estadual.

b) cunhado de Presidente da Assembleia Legislativa para cargo de assessor da Presidência do

Tribunal de Justiça.

c) irmão adotivo de Secretário de Estado para cargo de diretor na respectiva Secretaria.

d) cônjuge de Governador para cargo de Secretário de Estado.

e) sogro de Deputado Estadual, para cargo de assessor em gabinete de outro Deputado

Estadual.

05 - Prova: FCC - 2008 - TCE-AL - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Regime jurídico administrativo; Princípios - Proporcionalidade, Razoabilidade, Motivação, Autotutela e Outros Princípios;

O regime jurídico administrativo possui peculiaridades, dentre as quais podem ser destacados

alguns princípios fundamentais que o tipificam. Em relação a estes, pode-se afirmar que o princípio da

a) supremacia do interesse público informa as atividades da administração pública, tendo

evoluído para somente ser aplicado aos atos discricionários.

b) supremacia do interesse público informa as atividades da administração pública e pode ser

aplicado para excepcionar o princípio da legalidade estrita, a fim de melhor representar a tutela do interesse comum.

c) legalidade estrita significa que a administração pública deve observar o conteúdo das normas

impostas exclusivamente por meio de leis formais.

d) indisponibilidade do interesse público destina-se a restringir a edição de atos discricionários,

que só podem ser realizados com expressa autorização legislativa.

e) indisponibilidade do interesse público destina-se a restringir a atuação da administração

pública, que deve agir nas hipóteses e limites constitucionais e legais.

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COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

06 - Prova: FCC - 2006 - PGE-RR - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Regime jurídico administrativo; Princípios - Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência; Princípios - Proporcionalidade, Razoabilidade, Motivação, Autotutela e Outros Princípios; Em relação aos princípios constitucionais aplicáveis à Administração Pública é correto afirmar que o princípio da

a) supremacia do interesse público é hierarquicamente superior aos demais, devendo ser

aplicado sempre que houver embate entre direito público e direito privado. b) publicidade dispensa publicação no Diário Oficial do Estado, desde que o particular

interessado tenha sido notificado sobre o ato administrativo que lhe seja pertinente.

c) autotutela abrange a faculdade que possui a Administração Pública de rever seus próprios

atos. d) moralidade administrativa, embora previsto de forma individualizada na Constituição

Federal, somente é aplicável à Administração Pública quando o ato praticado revestir-se de ilegalidade.

e) eficiência autoriza a mitigação do princípio da legalidade sempre que houver necessidade de

privilegiar o alcance de melhores resultados na prestação de serviços públicos.

07 - Prova: FCC - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder vinculado e discricionário; Poder normativo, poder hierárquico e poder disciplinar ; Sobre Poderes da Administração, considere os seguintes itens:

I. A nomeação de pessoa para um cargo de provimento em comissão é expressão do exercício do poder discricionário.

II. É possível que um ato administrativo consubstancie o exercício concomitante de mais de um poder pela Administração pública.

III. A Súmula vinculante nº 13, relativa à vedação ao nepotismo, é expressão dos poderes normativo e disciplinar da Administração pública.

Está correto o que consta em

a)

I, II e III.

b)

I, apenas.

c)

III, apenas.

d)

I e II, apenas.

e)

II e III, apenas.

08

- Prova: FCC - 2013 - AL-PB - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder normativo, poder hierárquico e poder disciplinar ;

O chamado poder regulamentar autônomo, trata-se de

a) exercício de atividade normativa pelo Executivo, disciplinando matéria não regulada em lei,

de controversa existência no direito nacional.

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PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

b) poder conferido aos entes federados para legislar em matéria administrativa de seu próprio

interesse.

atividade

responsabilidade.

c)

normativa exercida pelas agências reguladoras, nos setores sob sua

d) prerrogativa conferida a todos os Poderes para disciplinar seus assuntos interna corporis.

e) atividade normativa excepcional, conferida ao Conselho de Defesa Nacional, na vigência de

estado de defesa ou estado de sítio.

09 - Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder normativo,

poder hierárquico e poder disciplinar ;

Em relação aos poderes da Administração Pública, é correto afirmar que o poder

a) normativo é decorrência do poder vinculado da Administração, na medida em que só admite

a prática de atos expressamente previstos em lei.

b) normativo é reflexo do poder discricionário nos casos em que é dado à Administração Pública

o poder de substituir a lei em determinada matéria.

c) disciplinar é decorrente do poder de polícia administrativo, na medida em que admite a

aplicação de sanções a todos os particulares.

d) disciplinar, no que diz respeito aos servidores públicos, é decorrente do poder hierárquico,

na medida em que se traduz no poder da Administração de apurar infrações e aplicar penalidades aos servidores públicos sujeitos à sua disciplina. e) regulamentar, quando decorrente do poder hierárquico, é discricionário, porque não encontra estabelecidos em lei as hipóteses taxativas de sua incidência.

10 - Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Regime jurídico administrativo; Poderes da

Administração; Poder de polícia;

O poder de polícia expressa-se, em sentido amplo, por meio de

a) medidas repressivas, não compreendendo medidas preventivas.

b) medidas gerais preventivas de limitação de direitos, podendo ser discricionárias quando não

previstas em lei.

c) atos administrativos concretos limitadores do exercício de direitos e atividades individuais

em caráter geral e abstrato.

d) atos administrativos normativos gerais e atos administrativos de aplicação da lei ao caso

concreto.

e)

medidas preventivas abstratas, tais como vistorias e licenças.

11

- Prova: FCC - 2010 - TCE-RO - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder normativo,

poder hierárquico e poder disciplinar ; O poder normativo conferido à Administração Pública compreende a

a) edição de decretos autônomos para criação e extinção de órgãos públicos, na medida em que

são tradução de seu poder de auto-organização.

b) edição de atos normativos de competência exclusiva do Chefe do Executivo, tais como,

decretos regulamentares, resoluções, portarias, deliberações e instruções.

c) promulgação de atos normativos originários e derivados, sendo os primeiros os regulamentos

executivos e os segundos, os regulamentos autônomos.

d) promulgação de atos legislativos de efeitos concretos, desde que se refiram a objeto passível

de ser disposto por meio de decreto regulamentar.

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COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

e) edição de decretos autônomos, restringindo-se estes às hipóteses decorrentes de exercício

de competência própria, outorgada diretamente pela Constituição.

12 - Prova: FCC - 2008 - TCE-AL - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder normativo, poder hierárquico e poder disciplinar ; O poder regulamentar atribuído pela Constituição Federal ao Chefe do Poder Executivo

a) aplica-se para regular qualquer matéria em relação a qual o Poder Legislativo não tenha

legislado.

b) define a atividade do Poder Legislativo quando se exercer sobre matéria originariamente

atribuída ao Poder Executivo, em termos de iniciativa legislativa.

c) retira fundamento diretamente da Constituição federal, prescindindo, portanto, de legislação

ordinária que lhe seja preexistente.

d) limita-se à atividade de viabilizar a aplicação de lei ordinária.

e) compreende a edição de atos normativos com conteúdo material de lei, mas de hierarquia

infralegal.

13 - Prova: FCC - 2006 - PGE-RR - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder de polícia; Durante fiscalização em determinado estabelecimento comercial foi constatada a realização de atividade de venda de remédios manipulados no local, sem autorização dos órgãos estaduais competentes para tanto. Neste caso, os fiscais estaduais, dotados de poder de polícia administrativa deverão, dentre outras medidas eventualmente cabíveis em face da natureza da

infração,

a) autuar o comerciante, facultada a concessão de prazo para apresentação defesa, bem como

recolher amostra do medicamento para análise de sua lesividade.

b) notificar o comerciante a apresentar defesa, no prazo legal, para posterior análise do cabimento da lavratura do auto de infração, bem como solicitar às autoridades superiores que requeiram autorização judicial para apreensão das mercadorias irregulares.

c) autuar o comerciante e comunicar as autoridades superiores para requerimento de ordem

judicial para apreensão das mercadorias.

d) apreender as mercadorias e notificar o comerciante para apresentação de defesa, no prazo

legal, apenas após o quê poderá ser lavrado, se for o caso, o auto de infração cabível.

e) apreender as mercadorias irregulares encontradas no local, lavrando auto de apreensão, bem

como autuar o comerciante pelas infrações cometidas, concedendo-lhe prazo para apresentação de defesa.

14 - Prova: FCC - 2006 - BACEN - Procurador - Prova 1

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder de polícia; Nos termos do conceito aceito pela doutrina nacional, caracteriza exercício de poder de polícia

a

a)

prisão em flagrante de um criminoso.

b)

defesa do território nacional contra invasão estrangeira.

c)

interdição de um estabelecimento por agentes de vigilância sanitária.

d)

suspensão dos direitos políticos de servidor que incida em improbidade administrativa.

e)

defesa de terras públicas contra a invasão por terceiros.

15

- Prova: FCC - 2006 - BACEN - Procurador - Prova 1

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PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; poder hierárquico e poder disciplinar ;

NÃO é decorrência do exercício do poder hierárquico, no âmbito da Administração pública, a

Poder normativo,

a)

avocação, feita por um Ministro de Estado, de competência de subordinado seu.

b)

alteração, por dirigente de autarquia, de ato praticado por subordinado seu.

c)

revisão, por Ministro de Estado, de ato praticado por subordinado seu.

d)

delegação de competências do Presidente da República para um Ministro de Estado.

e)

revisão, pelo Presidente da República, de ato praticado por dirigente de fundação pública.

16

- Prova: FCC - 2006 - BACEN - Procurador - Prova 1

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder de polícia; Segundo a regra geral legalmente estabelecida, a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à

legislação em vigor,

a)

é imprescritível.

b)

prescreve em 5 anos, comportando interrupção ou suspensão.

c)

prescreve em 5 anos, não comportando interrupção ou suspensão.

d)

prescreve em 5 anos, comportando interrupção, mas não suspensão.

e)

prescreve em 5 anos, comportando suspensão, mas não interrupção.

17

- Prova: FCC - 2005 - PGE-SE - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; poder hierárquico e poder disciplinar ; Sobre o poder normativo da Administração, é correto afirmar que

Poder normativo,

a) é deferido a entidades da Administração Direta e Indireta, nos limites das suas respectivas

competências.

b) pode se manifestar em caráter originário, mesmo que contra a lei.

c) seu exercício representa legítima delegação de competência legislativa à Administração.

d) se resume ao poder regulamentar previsto no art. 84, IV, da Constituição Federal.

e) tem como titular o Presidente da República, que pode delegá-lo a outros níveis inferiores da

federação.

18 - Prova: FCC - 2005 - PGE-SE - Procurador

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder de polícia; Definido o poder de polícia administrativa como a atividade pública de condicionamento e

limitação de direitos dos particulares, em nome do interesse público, é correto afirmar que a) seu exercício decorre da supremacia geral deferida à Administração, o que permite a atividade policial à margem das competências legalmente atribuídas.

b) não compete às entidades da Administração Indireta exercer o poder de polícia, ainda que

autorizadas legalmente.

c) sempre que o poder de polícia for exercido, ali estará também o interesse público, por conta

da aplicação do princípio da supremacia do interesse público sobre o particular.

d) apenas pode esse poder ser exercido por pessoas jurídicas de direito público, por causa da

sua incompatibilidade com o regime jurídico das pessoas jurídicas de direito privado, ainda que integrantes da Administração.

e) se manifesta em todas as atividades administrativas, mesmo nas áreas de fomento e de

intervenção no domínio econômico.

19 - Prova: FCC - 2002 - PGE-SP - Procurador

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17

PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder de polícia; As medidas de polícia administrativa

a) são marcadas pelo atributo da exigibilidade, que dispensa a Administração de recorrer ao

Poder Judiciário para executá-las.

b) podem ser apenas implementadas mediante prévia autorização judicial, por não serem auto-

executórias.

c) podem ser auto-executórias, de acordo com a decisão arbitrária da autoridade

administrativa.

d) são auto-executórias, se necessárias para a defesa urgente do interesse público.

e) tipificam hipótese de indevida coação administrativa, quando auto-executadas pelo

administrador sem autorização legal.

01 - B

02 - D

03 - E

04 - D

05 - E

06 - C

07 - D

08 - A

09 - D

10 - D

11 - E

12 - E

13 - E

14 - C

15 - E

16 - B

17 - A

18 - D

19 - D

PONTO 02 - Regime jurídico administrativo dos Órgãos e das Entidades da Administração pública

Direta e Indireta. Terceiro Setor: a) Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Lei Federal n.º 9.790, de 23 de março de 1999); b) Organizações Sociais (Lei Federal n.º 9.637, de

15 de maio de 1998, e Lei Complementar Estadual n.º 271, de 26 de fevereiro de 2004).

1 - (Prova: FCC - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - Procurador) Considere:

I. É característica recorrente nas agências reguladoras estabelecidas no Brasil a partir da década de 90 a definição de mandato aos seus dirigentes, com duração fixada em suas respectivas leis instituidoras.

II. Para as empresas públicas, a Constituição Federal prevê uma espécie de investidura especial aos seus diretores, que dependerá de prévia aprovação do poder legislativo respectivo.

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18

PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

III. Nas sociedades de economia mista, desde que se preservem o capital social exclusivamente público e a maioria do capital votante nas mãos da União, é possível a transferência das demais ações a outros entes federados.

Está correto o que consta em

a)

I, II e III.

b)

I, apenas.

c)

III, apenas.

d)

I e II, apenas.

e)

II e III, apenas.

2

- (Prova: FCC - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - Procurador)

Municípios pernambucanos limítrofes pretendem firmar, entre si, consórcio público visando a mútua cooperação na prestação de serviços na área da saúde. Nessa situação e considerando a lei geral de consórcios públicos, é correto afirmar que

a) a ratificação do protocolo de intenções respectivo será feita por meio de decretos dos Chefes

do Poder Executivo dos entes consorciados.

b) em razão do objeto consorciado, a presença da União como partícipe faz-se necessária.

c) para ingresso da União neste consórcio, é preciso que o Estado de Pernambuco também dele

participe.

d) o consórcio público poderá não ter personalidade jurídica própria, devendo-se optar por atuar

em nome de um dos entes consorciados ou de todos eles.

e) será nulo o contrato de consórcio se sua ratificação não se realizar em até dois anos, contados

da data de subscrição do respectivo protocolo de intenções.

3 - (Prova: FCC - 2013 - AL-PB - Procurador)

Em razão de nulidade constatada em concurso público, diversos servidores que trabalhavam com a expedição de certidões em repartição estadual tiveram suas nomeações e respectivos atos de posse anulados, embora não tivessem dado causa à nulidade do certame. Em vista dessa

situação, as certidões por eles emitidas

a) não podem ser atribuídas ao ente estatal, sendo nulas de pleno efeito, em face da teoria da

usurpação de poder.

b) são consideradas válidas, ressalvada a existência de outros vícios na sua produção, o que se

explica pela teoria do órgão ou da imputação.

c) são anuláveis, desde que os interessados exerçam a faculdade de impugná-las.

d) são consideradas inválidas, o que se explica pela teoria dos motivos determinantes.

e) são consideradas inexistentes, visto que sua produção se deu sem um dos elementos essenciais do ato administrativo, a saber, o agente competente.

4 - (Prova: FCC - 2013 - AL-PB - Procurador)

É característica do regime jurídico das entidades da Administração Indireta

a) a existência de entidades de direito público, como as autarquias e empresas públicas, dotadas

de prerrogativas semelhantes às dos entes políticos.

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19

PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

b) a ausência de subordinação hierárquica entre as pessoas administrativas descentralizadas e

os órgãos da Administração Direta responsáveis pela sua supervisão.

c) a obrigatoriedade de contratação de pessoal das entidades descentralizadas por meio do

regime celetista.

d) que a existência legal das entidades descentralizadas decorra diretamente da promulgação

de lei instituidora.

e) a obediência de todas as entidades descentralizadas à Lei Complementar no 101/2000 (Lei de

Responsabilidade Fiscal).

5 - (Prova: FCC - 2012 - PGE-SP - Procurador)

Autarquia regularmente instituída para desempenhar funções atinentes ao setor de saúde pública, incluindo fiscalização, recebeu denúncia sobre possível vazamento de gás tóxico, com

risco de explosão, em bueiro localizado em determinada rua constituída exclusivamente por estabelecimentos comerciais de pequeno porte. A autarquia, por cautela, determinou a regular interdição de uma quadra da rua, impedindo o trânsito de pessoas aos estabelecimentos localizados na área. O risco foi confirmado, e o problema, devidamente identificado, foi solucionado em período pouco superior a 60 (sessenta) dias. Os comerciantes pretendem obter provimento jurisdicional que determine o ressarcimento, pela autarquia, dos danos que entendem terem experimentado, incluindo lucros cessantes pelo período em que seus estabelecimentos permaneceram fechados. A atuação do poder público, nos termos do acima descrito e do que dispõe a Constituição Federal,

a) não pode ensejar indenização aos particulares, na medida em que a atuação do poder público

se consubstanciou em expressão de seu poder de polícia, o que afasta a responsabilidade extracontratual.

b) pode ensejar indenização aos particulares, comprovado o nexo de causalidade e a ocorrência

de danos específicos e anormais, tendo em vista que a conduta dos agentes públicos, ainda que

lícita, pode ensejar a responsabilidade extracontratual do ente público.

c) não pode ensejar indenização aos particulares, na medida em que não foram comprovados a

prática de ato ilícito doloso por agente público e o nexo de causalidade entre os prejuízos

alegados e a conduta dos representantes do poder público.

d) pode ensejar indenização aos particulares, uma vez que restou configurado excesso na

atuação dos agentes públicos, estes que, no exercício do poder de polícia, somente estão

autorizados a praticar medidas repressivas, e desde que legalmente previstas.

e) pode ensejar indenização aos particulares, desde que comprovados o nexo de causalidade e

os danos sofridos, respondendo a autarquia sob a modalidade subjetiva, uma vez que se tratou de falha do serviço.

6 - (Prova: FCC - 2012 - PGE-SP - Procurador)

O Conselho da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo é órgão

a) superior da Procuradoria Geral do Estado, diretamente subordinado ao Procurador-Geral do

Estado, integrado por membros natos e presidido pelo Procurador-Geral do Estado Adjunto.

b) superior da Procuradoria Geral do Estado, integrado por membros natos e por representantes

eleitos para um mandato de dois anos.

c) complementar da Procuradoria Geral do Estado, presidido pelo Procurador-Geral do Estado e

integrado, em sua totalidade, por membros diretamente eleitos, para um mandato de dois anos.

d) complementar da Procuradoria Geral do Estado, presidido pelo Procurador do Estado

Corregedor-Geral e integrado pelos Procuradores do Estado-Chefes dos órgãos de execução.

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20

PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

e) superior da Procuradoria Geral do Estado, integrado por Procuradores do Estado escolhidos

pelo Procurador-Geral do Estado para um mandato de dois anos, vedada a recondução.

7 - (Prova: FCC - 2011 - PGE-MT - Procurador)

O regime jurídico aplicável às entidades integrantes da Administração indireta

a) sujeita todas as entidades, independentemente da natureza pública ou privada, aos princípios

aplicáveis à Administração Pública.

b) é integralmente público, para autarquias, fundações e empresas públicas, e privado para

sociedades de economia mista.

c) é sempre público, independentemente da natureza da entidade.

d) é sempre privado, independentemente da natureza da entidade.

e) é o mesmo das empresas privadas, para as empresas públicas e sociedades de economia

mista, exceto em relação à legislação trabalhista.

8 - (Prova: FCC - 2011 - PGE-MT - Procurador / Direito Administrativo / Organização da administração pública; Consórcios públicos; ) De acordo com a Lei no 11.107/2007, o consórcio público

a) é constituído por contrato de programa, que deverá ser precedido da subscrição de contrato

de rateio.

b) depende, para sua eficácia, de ratificação pela União, quando envolver entes de outras

unidades federativas.

c) envolve sempre entes de mais de uma esfera da Federação, para a gestão associada de

serviços públicos de competência da União. d) poderá aplicar os recursos provenientes do contrato de rateio nas atividades de gestão

associada a ele cometidos, inclusive transferências e operações de crédito.

e) constituirá associação pública, integrando a Administração indireta dos entes da federação

consorciados, ou pessoa jurídica de direito privado.

9 - (Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador)

Como característica comum às entidades integrantes da Administração Indireta do Estado de

São Paulo, pode-se mencionar a

a) necessidade de lei autorizando a criação do ente.

b) necessidade de concurso público para preenchimento dos cargos em comissão.

c) submissão à autotutela da Administração Direta.

d) submissão ao regime próprio de previdência.

e) observância do regime de precatórios para pagamento de seus débitos judiciais.

10 - (Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador)

De acordo com a Lei Federal no 11.107/2005, que disciplina os consórcios públicos, estes são dotados do seguinte privilégio:

a) promover desapropriações e instituir servidões, desde que possuam natureza jurídica de

direito público.

b) serem contratados com dispensa de licitação, desde que possuam natureza jurídica de direito

público.

c) possibilidade de contratarem com dispensa de licitação com limites de valores mais elevados.

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21

PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

d) prerrogativa de serem contratados com inexigibilidade de licitação com limites de valores mais elevados, independentemente de sua natureza jurídica. e) prerrogativa de serem contratados com inexigibilidade de licitação em razão de valores mais elevados, desde que possuam natureza jurídica de direito privado.

1 - B

2 - C

3 - B

4 - B

5 - B

6 - B

7 - A

8 - E

9 - A

10 - C

1. Direito Processual Civil. Noções Gerais. Conceito. Natureza. Relação com outros ramos do Direito. Normas de Direito Processual Civil. Natureza Jurídica. Fontes. Princípios norteadores do processo civil. O Código Civil como fonte. Interpretação. Direito Processual Civil no tempo e no espaço.

1

- (Prova: FCC - 2013 - AL-PB - Procurador)

O

pedido do autor delimita a jurisdição a ser prestada. O princípio processual que informa essa

delimitação é o da

a)

duração razoável do processo.

b)

eventualidade.

c)

imparcialidade.

d)

adstrição ou congruência.

e)

celeridade ou economia processuais.

2

- (Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador)

O

princípio geral do processo que atribui às partes toda a iniciativa, seja na instauração do

processo, seja no seu impulso, é o princípio

a)

do devido processo legal.

b)

inquisitivo.

c)

dispositivo.

d)

da eventualidade.

e)

da verdade real.

3

- (Prova: FCC - 2010 - TCE-RO - Procurador)

A

garantia do juiz natural

a)

permite a criação de tribunal para julgar determinado caso.

b)

confere aos tribunais, indiscriminadamente, o poder de avocação de processos.

c)

possibilita a derrogação e a disponibilidade das competências.

d)

inviabiliza a edição de regras de competência determinada por prerrogativa de função.

e)

admite a pré-constituição, por lei, de critérios objetivos de determinação da competência.

4

- (Prova: FCC - 2006 - BACEN - Procurador)

O

princípio da inércia da jurisdição significa que

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22

PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

COMPILAÇÃO DA SEMANA - 01

a) nenhum Juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer,

nos casos e forma legais.

b) todos os atos processuais dependem de preparo.

c) a lei processual só admite a submissão da sentença ao duplo grau de jurisdição, se houver

recurso voluntário da parte.

d) o Juiz não determinará a emenda da petição inicial, salvo se o réu argüir sua inépcia.

e) ao Juiz é vedado impulsionar o processo, cabendo somente à parte requerer o que entender

necessário.

5 - (Prova: FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal) O princípio da congruência significa que

a) os atos processuais que não tragam prejuízo devem ser aproveitados pelo juiz.

b) o juiz deve julgar livremente, mas oferecendo as razões de seu convencimento.

c) o juiz deve ser congruente, ou seja, coerente na apreciação das provas.

d) toda matéria de fato ou de direito deve ser arguida por ocasião da contestação.

e) o juiz deve julgar adstrito ao que foi pedido pelo autor em sua inicial.

GABARITOS:

1 - D

2 - C

3 - E

4 - A

5 - E

2. Ação, jurisdição, processo e procedimento. Conceito. Espécies. Distinções. Funções essenciais à Justiça. Magistratura. Ministério Público. Advocacia pública e privada. Defensoria Pública. Auxiliares da Justiça. Jurisdição. Características.

1 - (Prova: FCC - 2014 - Prefeitura de Recife - PE - Procurador) Ricardo, advogado, patrocinou os interesses de Paulo quase que graciosamente, em razão de profunda amizade. Pelo trabalho, cobrou o valor simbólico de R$ 200,00, que foram pagos em dinheiro. Algum tempo depois, porém, Paulo se casou com ex-namorada de Ricardo, que passou

a tratá-lo como inimigo capital. Para se vingar de Paulo, Ricardo ajuizou ação de cobrança de

honorários sustentando que, para o patrocínio da causa, as partes haviam estipulado honorários de R$ 1.500,00, os quais não teriam sido pagos. No entanto, Paulo provou, no curso da ação de cobrança, que os honorários eram de outro valor, além de terem sido integralmente pagos.

Nesta ação de cobrança, o juiz deverá julgar

a) improcedente o pedido, com resolução de mérito, condenando Ricardo ao pagamento de

multa por litigância de má-fé, de valor não superior a 1% do valor da causa, mais os honorários

e despesas que Paulo tiver despendido, sem prejuízo de indenização por perdas e danos, que será desde logo arbitrada em valor não superior a 20% do valor da causa.

b) improcedente o pedido, com resolução de mérito, condenando Ricardo ao pagamento de

multa por litigância de má-fé, de valor não superior a 1% do valor da causa, mais os honorários

e despesas que Paulo tiver despendido, sem prejuízo de indenização por perdas e danos, que

será desde logo arbitrada em valor não superior a 10% do valor da causa. c) extinto o processo, sem resolução de mérito, requisitando a instauração de inquérito policial contra Ricardo.

d) improcedente o pedido, com resolução de mérito, con- denando Ricardo ao pagamento de

multa por litigância de má-fé, de valor não superior a 1% do valor da causa, que já abrangerá eventuais perdas e danos, mais os honorários e despesas que Paulo tiver despendido.

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PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA PONTO 01 CONSTITUCIONAL ADMINISTRATIVO PROCESSO CIVIL

e) improcedente o pedido, com resolução de mérito, condenando Ricardo ao pagamento de

multa por litigância de má-fé, de valor não superior a 1% do valor da causa, mais os honorários

e despesas que Paulo tiver despendido, sem prejuízo de indenização por perdas e danos, que deverá ser objeto de ação autônoma.

2 - (Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador)

Analise as seguintes assertivas sobre as despesas e multas envolvendo as partes e os

procuradores, de acordo com o Código de Processo Civil:

I. Quem receber custas indevidas ou excessivas é obrigado a restituí-las, incorrendo em multa equivalente ao triplo de seu valor.

II. O juiz, ao decidir qualquer incidente ou recurso, condenará nas despesas o vencido, as quais abrangem não só as custas dos atos do processo, como também a indenização de viagem, diária de testemunha e remuneração do assistente técnico.

III. O réu que, por não arguir na sua resposta fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, dilatar o julgamento da lide, será condenado nas custas a partir do saneamento do processo e perderá, ainda que vencedor na causa, o direito a haver do vencido honorários advocatícios.

IV. Quando, a requerimento do réu, o juiz declarar extinto o processo sem julgar o mérito, o autor não poderá intentar de novo a ação, sem pagar ou depositar em cartório as despesas e os honorários, em que foi condenado.

Está correto o que se afirma APENAS em

a)

I e IV.

b)

II e IV.

c)

I, II e III.

d)

II, III e IV.

e)

III e IV.

3

- (Prova: FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador)

A

alienação da coisa ou do direito litigioso, a título particular, por ato entre vivos,

a)

não altera a legitimidade das partes e a sentença proferida entre as partes originárias não

estende seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário.

b) altera a legitimidade das partes, permitindo o ingresso imediato em juízo do adquirente ou

cessionário, substituindo o alienante ou o cedente, independentemente de consentimento da parte contrária.

c) altera a legitimidade das partes, mas o ingresso em juízo do adquirente ou cessionário está

condicionado ao consentimento da parte contrária, ensejando a extinção do feito sem resolução

de mérito se não houver o consentimento.

d) não altera a legitimidade das partes, sendo vedado ao adquirente ou ao cessionário, o seu

ingresso em juízo, substituindo o alienante ou o cedente, sem que haja o consentimento da parte contrária, mas poderá intervir no processo, assistindo o alienante ou o cedente.

e) não altera a legitimidade das partes, sendo vedado ao adquirente ou cessionário ingressar em

juízo, substituindo o alienante ou cedente, ou intervir no processo assistindo o alienante ou cedente.

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4 - (Prova: FCC - 2008 - TCE-AL - Procurador) A capacidade postulatória é a

a) inerente ao representante do Ministério Público quando atuar nos processos, em qualquer

circunstância.

b) equivalente à plena capacidade civil.

c) conferida ao representante do absolutamente incapaz.

d) conferida ao juiz para a devida e independente condução do processo, inclusive para

determinar a produção de provas.

e) conferida ao advogado devidamente inscrito na OAB para agir em juízo em nome das partes

que representar.

5 - (Prova: FCC - 2006 - PGE-RR - Procurador)

A procuração geral para o foro habilita o advogado a

a) recorrer, inclusive se o recurso estiver sujeito a preparo.

b) transigir e dar quitação nos autos.

c) receber citação inicial em nome da parte que o constituiu.

d) administrar os negócios do mandante.

e) firmar compromisso de inventariante em nome do mandante.

6 - (FCC - 2006 - BACEN - Procurador) Há substituição processual quando

a) o advogado representa a parte no processo.

b) autorizado por lei, terceiro pleitear em nome próprio direito alheio.

c) terceiro pleitear em nome próprio e em nome alheio direitos que são comuns,

independentemente de autorização legal.

d) a parte não necessitar de advogado para postular em Juízo.

e) autorizado por lei, terceiro pleitear em nome alheio os direitos que este não postular,

prejudicando seus credores.

GABARITOS:

1 - A

2 - D

3 - D

4 - E

5 - A

6 B

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JURISPRUDÊNCIAS SELECIONADAS

Material selecionado pelo Dr. Rodrigo Peixoto Medeiros, Procurador do Estado de São Paulo

DIREITO CONSTITUCIONAL

PONTO 01 - Poder Constituinte. Constituição: conceito, concepções, classificação e elementos. Normas constitucionais: conceito, forma, conteúdo, finalidade, estrutura lógica, classificações, eficácia e aplicabilidade. Hermenêutica constitucional: especificidades, elementos de interpretação, princípios metódicos.

SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Vantagens pecuniárias. Adicionais por Tempo de Serviço e Sexta-Parte. Cálculo. Influência recíproca. Cumulação. Excesso. Inadmissibilidade. Redução por

ato da administração.

Coisa julgada material anterior ao início de vigência da atual Constituição

da República. Direito adquirido. Não oponibilidade

. Ação julgada improcedente. Embargos de

divergência conhecidos e acolhidos para esse fim. Interpretação do art. 37, XIV, da CF, e do art.

17, caput, do ADCT. Voto vencido.

Não pode ser oposta à administração pública, para efeito de

impedir redução de excesso na percepção de adicionais e sexta-parte, calculados com influência recíproca, coisa julgada material formada antes do início de vigência da atual Constituição da

República.

(STF - RE-EDv: 146331 SP , Relator: CEZAR PELUSO, Data de Julgamento: 23/11/2006,

Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJ 20-04-2007 PP-00087 EMENT VOL-02272-02 PP-00250)

REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO PARÁGRAFO 3 DO ARTIGO 65 DA LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL, INTRODUZIDO PELA LEI COMPLEMENTAR N. 54/86 .

-

O PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO (VERFASSUNGSKONFORME

AUSLEGUNG) É PRINCÍPIO QUE SE SITUA NO ÂMBITO DO CONTROLE DA CONSTITUCIONALIDADE, E NÃO APENAS SIMPLES REGRA DE INTERPRETAÇÃO. A APLICAÇÃO DESSE PRINCÍPIO SOFRE, POREM, RESTRIÇÕES, UMA VEZ QUE, AO DECLARAR A INCONSTITUCIONALIDADE DE UMA LEI EM TESE, O S.T.F . - EM SUA FUNÇÃO DE CORTE CONSTITUCIONAL - ATUA COMO LEGISLADOR NEGATIVO, MAS NÃO TEM O PODER DE AGIR COMO LEGISLADOR POSITIVO, PARA CRIAR NORMA JURÍDICA DIVERSA DA INSTITUÍDA PELO PODER LEGISLATIVO. POR ISSO, SE A ÚNICA INTERPRETAÇÃO POSSIVEL PARA COMPATIBILIZAR A NORMA COM A CONSTITUIÇÃO CONTRARIAR O SENTIDO INEQUIVOCO QUE O PODER LEGISLATIVO LHE PRETENDEU DAR, NÃO SE PODE APLICAR O PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO, QUE IMPLICARIA, EM VERDADE, CRIAÇÃO DE NORMA JURÍDICA,

O QUE É PRIVATIVO DO LEGISLADOR POSITIVO

. - EM FACE DA NATUREZA E DAS RESTRIÇÕES DA

INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO, TEM-SE QUE, AINDA QUANDO ELA SEJA APLICAVEL, O E DENTRO DO ÂMBITO DA REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, NÃO HAVENDO QUE CONVERTER-SE, PARA ISSO, ESSA REPRESENTAÇÃO EM REPRESENTAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO, POR SEREM INSTRUMENTOS QUE TEM FINALIDADE DIVERSA, PROCEDIMENTO DIFERENTE E EFICACIA DISTINTA . - NO CASO, NÃO SE PODE APLICAR A INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO POR NÃO SE COADUNAR ESSA COM A FINALIDADE INEQUIVOCAMENTE COLIMADA PELO LEGISLADOR, EXPRESSA LITERALMENTE NO DISPOSITIVO EM CAUSA, E QUE DELE RESSALTA PELOS ELEMENTOS DA INTERPRETAÇÃO LOGICA . - O PARÁGRAFO 3 DO ARTIGO 65 DA LEI COMPLEMENTAR N. 35/79, ACRESCENTADO PELA LEI COMPLEMENTAR N. 54, DE 22.12.86, E INCONSTITUCIONAL, QUER NA ESFERA FEDERAL, QUER NA ESTADUAL. VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS 57, II, 65 E 13, III E IV, BEM COMO SEU PARÁGRAFO 1, DA CARTA MAGNA. REPRESENTAÇÃO QUE SE JULGA PROCEDENTE, PARA SE DECLARAR A

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INCONSTITUCIONALIDADE DO PARÁGRAFO 3 DO ARTIGO 65 DA LEI COMPLEMENTAR N. 35/79, INTRODUZIDO PELA LEI COMPLEMENTAR N. 54, DE 22.12.86. (STF - Rp: 1417 DF , Relator:

MOREIRA ALVES, Data de Julgamento: 09/12/1987, TRIBUNAL PLENO, Data de Publicação: DJ 15-04-1988 PP-08397 EMENT VOL-01497-01 PP-00072)

PONTO 02. Controle de constitucionalidade: a supremacia da Constituição; vício e sanção de inconstitucionalidade; origens e evolução histórica do controle; modalidades de controle; efeitos subjetivos e temporais da declaração de inconstitucionalidade e de constitucionalidade. Modificação formal da Constituição: poder reformador e suas limitações. Modificação informal da Constituição: mutações constitucionais.

RECLAMAÇÃO AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE Nº 11/DF LIMINAR

VIGÊNCIA EXAURIDA NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO

. Exaurida a vigência de medida

acauteladora em ação declaratória de constitucionalidade, torna-se insubsistente a eficácia

vinculante a viabilizar o manuseio da reclamação

. AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.686-CE

DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 62/2009. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE INTERSTÍCIO CONSTITUCIONAL MÍNIMO ENTRE OS DOIS TURNOS DE VOTAÇÃO DE EMENDAS À LEI MAIOR (CF, ART. 60, §2º). CONSTITUCIONALIDADE DA SISTEMÁTICA DE “SUPERPREFERÊNCIA” A CREDORES DE VERBAS ALIMENTÍCIAS QUANDO IDOSOS OU PORTADORES DE DOENÇA GRAVE. RESPEITO À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E À PROPORCIONALIDADE. INVALIDADE JURÍDICO- CONSTITUCIONAL DA LIMITAÇÃO DA PREFERÊNCIA A IDOSOS QUE COMPLETEM 60 (SESSENTA) ANOS ATÉ A EXPEDIÇÃO DO PRECATÓRIO. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA (CF, ART. 5º, CAPUT). INCONSTITUCIONALIDADE DA SISTEMÁTICA DE COMPENSAÇÃO DE DÉ BITOS INSCRITOS EM PRECATÓRIOS EM PROVEITO EXCLUSIVO DA FAZENDA PÚBLICA. EMBARAÇO À EFETIVIDADE DA

JURISDIÇÃO (CF, ART. 5º, XXXV), DESRESPEITO À COISA JULGADA MATERIAL (CF, ART. 5º XXXVI), OFENSA À SEPARAÇÃO DOS PODERES (CF, ART. 2º) E ULTRAJE À ISONOMIA E NTRE O ESTADO E

O PARTICULAR (CF, ART. 1º, CAPUT, C/C ART. 5º, CAPUT). IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA

UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CF, ART. 5º , XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. INCONSTITUCIONALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO ÍNDICE DEFINIDOR DOS JUROS MORATÓRIOS DOS CRÉDITOS INSCRITOS EM PRECATÓRIOS, QUANDO ORIUNDOS DE RELAÇÕES JURÍDICO TRIBUTÁRIAS . DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA ENTRE DEVEDOR PÚBLICO E DEVEDOR PRIVADO (CF, ART. 5º, CAPUT). INCONSTITUCIONALIDADE DO REGIME ESPECIAL DE PAGAMENTO. OFENSA À CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO ESTADO DE DIREITO (CF, ART. 1º, CAPUT), AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES (CF, ART. 2º), AO POSTULADO DA ISONOMIA (CF, ART. 5º, CAPUT), À GARANTIA DO ACESSO À JUSTIÇA E A EFETIVIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL (CF, ART. 5º, XXXV) E AO DIREITO ADQUIRIDO E À COISA JULGADA (CF,

ART. 5º,XXXVI). PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. 1

.

A Constituição Federal de 1988

não fixou um intervalo temporal mínimo entre os dois turnos de votação para fins de aprovação

de

emendas à Constituição (CF, art. 62, §2º), de sorte que inexiste parâmetro objetivo que

oriente o exame judicial do grau de solidez da vontade política de reformar a Lei Maior. A interferência judicial no âmago do processo político, verdadeiro locus da atuação típica dos agentes do Poder Legislativo, tem de gozar de lastro forte e categórico no que prevê o texto da Constituição Federal. Inexistência de ofensa formal à Constituição brasileira. 2. O pagamento

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prioritário, até certo limite, de precatórios devidos a titulares idosos ou que sejam portadores de doença grave promove, com razoabilidade, a dignidade da pessoa humana (CF, art. 1º, III) e

a

proporcionalidade (CF, art. 5º, LIV),situando-se dentro da margem de conformação do

legislador constituinte para operacionalização da novel preferência subjetiva criada pela Emenda Constitucional nº 62/2009. 3. A expressão “na data de expedição do precatório”, contida no art. 100, §2º, da CF, com redação dada pela EC nº 62/09, enquanto baliza temporal para a aplicação da preferência no pagamento de idosos, ultraja a isonomia(CF, art. 5º, caput) entre os cidadãos credores da Fazenda Pública, na medida em que discrimina, sem qualquer fundamento, aqueles que venham a alcançar a idade de sessenta anos não na data da expedição do precatório, mas sim posteriormente, enquanto pendente este e ainda não ocorrido o pagamento. 4. O regime de compensação dos débitos da Fazenda Pública inscritos em precatórios, previsto nos §§ 9º e 10 do art. 100 da Constituição Federal, incluídos pela EC nº 62/09, embaraça a efetividade da jurisdição (CF, art. 5º, XXXV), desrespeita a coisa julgada

material (CF, art. 5º, XXXVI), vulnera a Separação dos Poderes (CF, art. 2º) e ofende a isonomia entre o Poder Público e o particular (CF, art. 5º, caput), cânone essencial do Estado Democrático de Direito (CF, art. 1º, caput). 5. A atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança viola o direito fundamental de propriedade (CF, art. 5º, XXII) na medida em que é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. A inflação, fenômeno tipicamente econômico-monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que

o

meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é

inidôneo a promover o fim a que se destina (traduzir a inflação do período).

6. A quantificação

dos juros moratórios relativos a débitos fazendários inscritos em precatórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança vulnera o princípio constitucional da isonomia (CF, art. 5º, caput) ao incidir sobre débitos estatais de natureza tributária, pela discriminação em detrimento da parte processual privada que, salvo expressa determinação em contrário, responde pelos juros da mora tributária à taxa de 1% ao mês em favor do Estado (ex vi do art. 161, §1º, CTN). Declaração de inconstitucionalidade parcial sem redução da expressão “independentemente de sua natureza”, contida no art. 100, §12, da CF, incluído pela EC nº 62/09, para determinar que, quanto aos precatórios de natureza tributária, sejam aplicados os mesmos juros de mora incidentes sobre todo e qualquer crédito tributário. 7. O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com redação dada pela Lei nº 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC nº 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, §12, da CF, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. 8. O regime “especial” de pagamento de precatórios para Estados e Municípios criado pela EC nº 62/09, ao veicular nova moratória na quitação dos débitos judiciais da Fazenda Pública e ao impor o contingenciamento de recursos para esse fim, viola a cláusulaconstitucional do Estado de Direito (CF, art. 1º, caput), o princípio da Separação de Poderes (CF, art. 2º), o postulado da isonomia (CF, art. 5º), a garantia do acesso à justiça e a efetividade da tutela jurisdicional (CF, art. 5º, XXXV), o direito adquirido e à coisa julgada (CF, art. 5º, XXXVI). 9. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente em parte (ADI 4425 / RT 944)

EDUCAÇÃO – DIREITO FUNDAMENTAL – ARTIGOS 206, INCISO IV, E 208, INCISO VI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – ENSINO PROFISSIONALIZANTE – ESTADO – ALIMENTAÇÃO –

COBRANÇA – IMPROPRIEDADE.

Ante o teor dos artigos 206, inciso IV, e 208, inciso VI, da Carta

de 1988, descabe a instituição pública de ensino profissionalizante a cobrança de anuidade

relativa à alimentação

(STF - RE: 357148 MT , Relator: Min. MARCO AURÉLIO, Data de

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PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA PONTO 01 CONSTITUCIONAL ADMINISTRATIVO PROCESSO CIVIL

Julgamento: 25/02/2014, Primeira Turma, Data de Publicação: ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-062 DIVULG 27-03-2014 PUBLIC 28-03-2014)

Ementa: MEDIDA CAUTELAR.

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 147, § 5º, DO

REGIMENTO INTERNO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE GOIÁS

. PAGAMENTO DE

REMUNERAÇÃO AOS PARLAMENTARES EM RAZÃO DA CONVOCAÇÃO DE SESSÃO EXTRAORDINÁRIA. AFRONTA AOS ARTS. 39, § 4º, E 57, § 7º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL QUE VEDAM O PAGAMENTO DE PARCELA INDENIZATÓRIA EM VIRTUDE DESSA CONVOCAÇÃO. PLAUSIBILIDADE JURÍDICA E PERIGO DA DEMORA CONFIGURADOS. MEDIDA CAUTELAR

DEFERIDA

. I – O art. 57, § 7º, do Texto Constitucional, numa primeira análise, veda o pagamento

de parcela indenizatória aos parlamentares em razão de convocação extraordinária, norma que é de reprodução obrigatória pelos Estados membros por força do art. 27, § 2º, da Carta Magna. II – A Constituição é expressa, no art. 39, § 4º, ao vedar o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória ao subsídio

percebido pelos parlamentares.

III – A presença do perigo da demora é evidente, uma vez que,

caso não se suspenda o dispositivo impugnado, a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás continuará pagando aos deputados verba vedada pela Carta Política, em evidente prejuízo ao erário. IV – Medida cautelar deferida. (STF - ADI: 4587 GO , Relator: Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Data de Julgamento: 25/08/2011, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJe-182 DIVULG 21-09-2011 PUBLIC 22-09-2011)

RECLAMAÇÃO.

A reclamação pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o

desrespeito a decisão proferida. Descabe emprestar-lhe contornos próprios ao incidente de uniformização, o que ocorreria caso admitida a teoria da transcendência dos motivos

determinantes

. Precedentes: Reclamação nº 3.014/SP, Pleno, relator ministro Ayres Britto,

acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 21 de maio de 2010. (STF - Rcl: 11477 CE , Relator: Min. MARCO AURÉLIO, Data de Julgamento: 29/05/2012, Primeira Turma, Data de Publicação: DJe-171 DIVULG 29-08-2012 PUBLIC 30-08-2012)

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PREPARAÇÃO CONCURSO PROCURADORIA GERAL DO RIO GRANDE DO NORTE JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA PONTO 01 CONSTITUCIONAL ADMINISTRATIVO PROCESSO CIVIL

DIREITO ADMINISTRATIVO

PONTO 01. Origens, objeto e conceito do Direito Administrativo. Função administrativa. Princípios da Administração Pública. Poderes da Administração: a) Poder normativo; b) regulamentar; c) Poder de polícia; d) Poder discricionário; e) Poder hierárquico.

ADMINISTRATIVO. PODER DE POLÍCIA. TRÂNSITO. SANÇÃO PECUNIÁRIA APLICADA POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. IMPOSSIBILIDADE. 1. Antes de adentrar o mérito da controvérsia, convém afastar a preliminar de conhecimento levantada pela parte recorrida. Embora o fundamento da origem tenha sido a lei local, não há dúvidas que a tese sustentada pelo recorrente em sede de especial (delegação de poder de polícia) é retirada, quando o assunto é trânsito, dos dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro arrolados pelo recorrente (arts. 21 e 24), na medida em que estes artigos tratam da competência dos órgãos de trânsito.

O enfrentamento da tese pela instância ordinária também tem por conseqüência o

cumprimento do requisito do prequestionamento.

2. No que tange ao mérito, convém assinalar

que, em sentido amplo, poder de polícia pode ser conceituado como o dever estatal de limitar- se o exercício da propriedade e da liberdade em favor do interesse público. A controvérsia em debate é a possibilidade de exercício do poder de polícia por particulares (no caso, aplicação de multas de trânsito por sociedade de economia mista). 3. As atividades que envolvem a consecução do poder de polícia podem ser sumariamente divididas em quatro grupo, a saber:

(i) legislação, (ii) consentimento, (iii) fiscalização e (iv) sanção

. 4. No âmbito da limitação do

exercício da propriedade e da liberdade no trânsito, esses grupos ficam bem definidos: o CTB estabelece normas genéricas e abstratas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (legislação); a emissão da carteira corporifica a vontade o Poder Público (consentimento); a Administração instala equipamentos eletrônicos para verificar se há respeito à velocidade estabelecida em lei (fiscalização); e também a Administração sanciona aquele que não guarda

observância ao CTB (sanção).

5. Somente o atos relativos ao consentimento e à fiscalização são

delegáveis, pois aqueles referentes à legislação e à sanção derivam do poder de coerção do Poder Público. 6. No que tange aos atos de sanção, o bom desenvolvimento por particulares estaria, inclusive, comprometido pela busca do lucro - aplicação de multas para aumentar a

arrecadação.

7. Recurso especial provido.(STJ - REsp: 817534 MG 2006/0025288-1, Relator:

Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, Data de Julgamento: 10/11/2009, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 10/12/2009)

Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL 12/1995 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CARACTERIZAÇÃO DOS CARGOS EM COMISSÃO. PROIBIÇÃO

DA

PRÁTICA DE NEPOTISMO. ADI JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE.

I - A vedação a que

cônjuges ou companheiros e parentes consanguíneos, afins ou por adoção, até o segundo grau, de titulares de cargo público ocupem cargos em comissão visa a assegurar, sobretudo, cumprimento ao princípio constitucional da isonomia, bem assim fazer valer os princípios da

impessoalidade e moralidade na Administração Pública

. II - A extinção de cargos públicos, sejam

eles efetivos ou em comissão, pressupõe lei específica, dispondo quantos e quais cargos serão extintos, não podendo ocorrer por meio de norma genérica inserida na Constituição. III - Incabível, por emenda constitucional, nos Estados-membros, que o Poder Legislativo disponha sobre espécie reservada à iniciativa privativa dos demais Poderes da República, sob pena de afronta ao art. 61 da Lei Maior. Precedentes. IV – O poder constituinte derivado decorrente tem por objetivo conformar as Constituições dos Estados-membros aos princípios e regras impostas pela Lei Maior. Necessidade de observância do princípio da simetria federativa. V – ADI julgada parcialmente procedente, para declarar inconstitucional o art. 4º, as expressões “4º e” e

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“ inclusive de extinção de cargos em comissão e de exoneração” , constante do art. 6º e, por arrastamento, o art. 7º, a, todos da EC 12/1995, do Estado do Rio Grande do Sul. VI - Confere- se, ainda, interpretação conforme ao parágrafo único do art. 6º, para abranger apenas os cargos situados no âmbito do Poder Executivo.(STF - ADI: 1521 RS , Relator: Min. embranco, Data de Julgamento: 19/06/2013, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJe-157 DIVULG 12-08-2013 PUBLIC 13-08-2013 EMENT VOL-02697-01 PP-00001)

PONTO 02. Regime jurídico administrativo dos Órgãos e das Entidades da Administração pública Direta e Indireta. Terceiro Setor: a) Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Lei Federal n.º 9.790, de 23 de março de 1999); b) Organizações Sociais (Lei Federal n.º 9.637, de 15 de maio de 1998, e Lei Complementar Estadual n.º 271, de 26 de fevereiro de 2004).

RECURSO - APLICABILIDADE ESTRITA DA PRERROGATIVA PROCESSUAL DO PRAZO RECURSAL EM DOBRO (CPC, ART. 188) - PARANAPREVIDÊNCIA - ENTIDADE PARAESTATAL (ENTE DE COOPERAÇÃO) - INAPLICABILIDADE DO BENEFÍCIO EXTRAORDINÁRIO DA AMPLIAÇÃO DO PRAZO RECURSAL - INTEMPESTIVIDADE - RECURSO NÃO CONHECIDO.

- As empresas governamentais (sociedades de economia mista e empresas públicas) e os entes de cooperação (serviços sociais autônomos e organizações sociais) qualificam-se como pessoas jurídicas de direito privado e, nessa condição, não dispõem dos benefícios processuais inerentes à Fazenda Pública (União, Estados-membros, Distrito Federal, Municípios e respectivas autarquias), notadamente da prerrogativa excepcional da ampliação dos prazos recursais (CPC,

art. 188).

Precedentes. (AI 349477 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma,

julgado em 11/02/2003, DJ 28-02-2003 PP-00013 EMENT VOL-02100-04 PP-00697). PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DOS ARTS. 1º, DO DECRETO 20.910/32, E 2º DO DECRETO-LEI 4.597/42. NÃO-OCORRÊNCIA. CONSELHO DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL. NATUREZA JURÍDICA: AUTARQUIA EM REGIME ESPECIAL. APLICAÇÃO DA

PRESCRIÇÃO QÜINQÜENAL. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO. 1

. O STF decidiu que os conselhos

de fiscalização profissional não têm natureza de pessoas jurídicas de direito privado, consolidando o entendimento de que "ostentam a natureza de autarquias especiais, enquadrando-se, portanto, no conceito de Fazenda Pública" (CUNHA, Leonardo José Carneiro da. A Fazenda Pública em Juízo, 5ª ed., São Paulo: Dialética, 2007, p. 291). 2. A pretensão indenizatória ajuizada em face do CREA/RS, autarquia em regime especial, sujeita-se ao prazo prescricional de cinco anos previsto no art. 1º do Decreto 20.910/32, nos termos do art. 2º do Decreto-Lei 4.597/42: "O Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, que regula a prescrição qüinqüenal, abrange as dívidas passivas das autarquias, ou entidades e órgãos paraestatais, criados por lei e mantidos mediante impostos, taxas ou quaisquer contribuições, exigidas em virtude de lei federal, estadual ou municipal, bem como a todo e qualquer direito e ação contra

os mesmos

." 3. Agravo regimental desprovido (STJ - AgRg no REsp: 956925 RS 2007/0124817-4,

Relator: Ministra DENISE ARRUDA, Data de Julgamento: 20/09/2007, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 08.11.2007 p. 205)

PROCESSUAL CIVIL. LOCAÇÕES. AÇÃO RENOVATÓRIA. LOCAÇÃO COMERCIAL. CONAB. IMÓVEL DE EMPRESA PÚBLICA. LEI N. 8.245/1991. PROIBIÇÃO DO COMPORTAMENTO CONTRADITÓRIO (NEMO POTEST VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM). SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA.

INOCORRÊNCIA. ART. 21, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC.

1. Somente as locações de imóveis de

propriedade da União, dos estados e dos municipios, de suas autarquias e fundações públicas não se submetem às normas da Lei n. 8.245/1991, nos expressos termos do artigo 1º, parágrafo único, alínea a, n. 1, do texto legal. 2. No caso concreto, não consta nenhuma informação no

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sentido de que o imóvel objeto do contrato de locação seria de titularidade da União, e a Conab mera possuidora deste. Muito pelo contrário, infere-se do acórdão que o imóvel é de propriedade da empresa pública, sujeita às normas aplicáveis às empresas privadas, inclusive nas relações jurídicas contratuais que venha a manter. 3. As locações são contratos de direito privado, figure a administração como locadora ou como locatária. Neste último caso, não há norma na disciplina locatícia que retire do locador seus poderes legais. Naquele outro também não se pode descaracterizar o contrato de natureza privada, se foi este o tipo de pacto eleito pela administração, até porque, se ela o desejasse, firmaria contrato administrativo de concessão de uso. (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 22ª ed., rev, ampl. e atualizada. Editora Lumen Juris: Rio de Janeiro, 2009. p. 183) 4. O intento da recorrente de contratar com base na Lei de Locações, oferecendo condições para renovação da locação e gerando uma legítima expectativa à locatária, e, posteriormente, não querer se submeter à Lei n. 8.245/1991, atenta contra o princípio da boa-fé objetiva, notadamente em sua

vertente venire contra factum proprium.

5. Sob o ângulo do princípio da causalidade, a

recorrente, ré na ação renovatória de aluguel, ao se opor à renovação do contrato de locação celebrado entre as partes, não obstante o cumprimento dos requisitos previstos da Lei n. 8.245/1991, deve responder pelos ônus sucumbenciais. É que sem a sua conduta não haveria motivo para a propositura da demanda. 6. Recurso especial não provido. (STJ , Relator: Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Data de Julgamento: 24/04/2014, T4 - QUARTA TURMA)

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DIREITO PROCESSUAL CIVIL

PONTO 01. Direito Processual Civil. Noções Gerais. Conceito. Natureza. Relação com outros ramos do Direito. Normas de Direito Processual Civil. Natureza Jurídica. Fontes. Princípios norteadores do processo civil. O Código Civil como fonte. Interpretação. Direito Processual Civil no tempo e no espaço.

PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE.INTERPOSIÇÃO DE UM ÚNICO RECURSO PARA ATACAR DUAS DECISÕESDISTINTAS. POSSIBILIDADE. 1. A ausência de decisão sobre os dispositivos legais supostamente violados, não obstante a interposição de embargos de declaração,impede o conhecimento do recurso especial. Incidência da

Súmula211/STJ.

2. O princípio da singularidade, também denominado da unicidade do recurso,

ou unirrecorribilidade consagra a premissa de que, para cada decisão a ser atacada, há um único recurso próprio e adequado previsto no ordenamento jurídico. 3. O recorrente utilizou-se do recurso correto (respeito à forma) para impugnar as decisões interlocutórias, qual seja o agravo de instrumento. 4. O princípio da unirrecorribilidade não veda a interposição de umúnico recurso para impugnar mais de uma decisão. E não há, na legislação processual, qualquer

impedimento a essa prática, nãoobstante seja incomum

. 5. Recurso especial provido.(STJ - REsp:

1112599 TO 2008/0284323-4, Relator: Ministra NANCY ANDRIGHI, Data de Julgamento:

28/08/2012, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 05/09/2012)

- PROCESSUAL - NULIDADE - PRINCÍPIOS PROCESSUAIS DA DEMANDA,INÉRCIA E IMPARCIALIDADE

ARELAÇÃO

RECURSO ESPECIAL

"SUGESTÃO"

DO

JUIZ

PARA

QUE

TERCEIRO

INTEGRE

- RECURSO PROVIDO.

1. Ao Juiz não é dada a possibilidade de substituir-se às partes emsuas

obrigações, como sujeitos processuais, exceto nos casosexpressamente previstos em lei, sob

pena de violação dos princípiosprocessuais da demanda, inércia e imparcialidade.

2. Recurso

provido.(STJ - REsp: 1133706 SP 2009/0154793-2, Relator: Ministro MASSAMI UYEDA, Data de Julgamento: 01/03/2011, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 13/05/2011)

PONTO 02. Ação, jurisdição, processo e procedimento. Conceito. Espécies. Distinções. Funções essenciais à Justiça. Magistratura. Ministério Público. Advocacia pública e privada. Defensoria Pública. Auxiliares da Justiça. Jurisdição. Características.

RE N. 578.543-MT e RE N. 597.368-MT / RED. P/ O ACÓRDÃO: MIN. TEORI ZAVASCKI / EMENTA:DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO. DIREITO CONSTITUCIONAL. IMUNIDADE DE JURISDIÇÃO. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO (ONU/PNUD). RECLAMAÇÃO TRABALHISTA.CONVENÇÃO SOBRE

PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DAS NAÇÕES UNIDAS (DECRETO 27.784/1950). APLICAÇÃO.

1.

Segundo estabelece a “Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas”, promulgada no Brasil pelo Decreto 27.784, de 16 de fevereiro de 1950, “A Organização das Nações Unidas, seus bens e haveres, qualquer que seja seu detentor, gozarão de imunidade de jurisdição, salvo na medida em que a Organização a ela tiver renunciado em determinado caso. Fica, todavia, entendido que a renúncia não pode compreender medidas executivas”. 2. Esse preceito normativo, que no direito interno tem natureza equivalente a das leis ordinárias, aplica-

se também às demandas de natureza trabalhista

. 3. Recurso extraordinário provido (i-748).

 

RE interposto de representação de inconstitucionalidade e prazo em dobro:

A Fazenda Pública

possui prazo em dobro para interpor recurso extraordinário de acórdão proferido em sede de

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Com base nesse entendimento, a 1ª

Turma, por maioria, reputou tempestivo o recurso extraordinário, mas lhe negou provimento para manter o aresto do tribunal de justiça. No caso, a Corte de origem, em sede de controle concentrado de constitucionalidade, declarara a inconstitucionalidade de lei municipal que condicionava o acesso aos serviços públicos à apresentação do cartão-cidadão, destinado aos munícipes. Contra essa decisão, o Município interpusera recurso extraordinário dentro do prazo em dobro. Preliminarmente, a Turma, por maioria, rejeitou proposta suscitada pelo Ministro Marco Aurélio para afetar o processo ao Plenário. O Colegiado afirmou que a Turma seria competente e, portanto, desnecessário o deslocamento do processo ao Pleno, na hipótese de se confirmar a declaração de inconstitucionalidade feita na origem. Vencido o suscitante, que asseverava não ser possível interpretar o art. 97 da CF de forma literal. Afiançava que, quer para declarar a lei harmônica com a Constituição, quer para declará-la conflitante, a competência seria do Plenário. Pontuava que, ao assim proceder, apreciar-se-ia primeiro a preliminar e depois a questão de fundo.A Turma sublinhou que se aplicaria o disposto no art. 188 do CPC (“Computar-se-á em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público”). Mencionou que não haveria razãopara que existisse prazoem dobro no controle de constitucionalidade difuso e não houvesse no controle concentrado. Aludiu que o prazo em dobro seria uma prerrogativa exercida pela Fazenda Pública em favor do povo. Vencidos os Ministros Roberto Barroso e Rosa Weber, que julgavam intempestivo o recurso. Enfatizavam que, de acordo com a jurisprudência predominante do STF, inclusive em julgamento realizado no Plenário, o prazo em dobro somente se aplicaria aos processos subjetivos. Rejeitaram eventual alegação de cerceamento de direito à Fazenda Pública ao não se reconhecer esse privilégio. Realçavam não haver direito subjetivo em jogo, mas uma questão institucional. Destacavam que não se deveria fomentar a cultura brasileira de se recorrer de tudo, pois em outros ordenamentos jurídicos, as questões seriam julgadas em um grau de jurisdição, e, por exceção, encaminhadas a um segundo grau de jurisdição. Ponderavam que, no Brasil, em alguns casos, haveria quatro graus de jurisdição (ARE 661288/SP)

representação de inconstitucionalidade (CF, art. 125, § 2º).

DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE INDIVIDUAL PARA EXECUÇÃO DE TÍTULO OBTIDO EM AÇÃO COLETIVA. INTEGRANTE NÃO FILIADO À ASSOCIAÇÃO DE CLASSE

NO

MOMENTO

DO

AJUIZAMENTO.

RECONHECIMENTO

.

1.

Esta

Corte,

filiando-se

ao

entendimento sufragado pelo Supremo Tribunal Federal, afirmou a legitimidade ativa ad causam dos sindicatos e entidades de classe para atuarem na defesa de direitos e interesses coletivos ou individuais dos integrantes da categoria que representam. Também afastou a necessidade de autorização expressa ou relação nominal dos associados, por se tratar de substituição processual. 2. Estabelecido no título executivo que a sentença contemplava os associados, o servidor público integrante da categoria beneficiada, desde que comprove essa condição, tem legitimidade para propor execução individual. 3. Impossibilidade de restrição, na fase de execução, dos efeitos de sentença proferida em ação coletiva, ainda que o exequente tenha se

filiado à associação de classe após o ajuizamento da ação de conhecimento

. Precedentes. 4.

Agravo regimental improvido. (STJ - AgRg no REsp: 1153359 GO 2009/0194305-0, Relator:

Ministro JORGE MUSSI, Data de Julgamento: 16/03/2010, T5 - QUINTA TURMA, Data de Publicação: DJe 12/04/2010)

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