Vous êtes sur la page 1sur 34
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS Engenharia Mecânica – linha de formação em Mecatrônica Disciplina: Laboratório

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS Engenharia Mecânica – linha de formação em Mecatrônica Disciplina: Laboratório de Sistemas Térmicos

1
1

Pedro Henrique Moreira Akaki

ANÁLISE DE UM TROCADOR DE CALOR BITUBULAR ÁGUA-ÁGUA OPERANDO EM CONTRA-CORRENTES E EM CORRENTES PARALELAS

Belo Horizonte

2015

Pedro Henrique Moreira Akaki

ANÁLISE DE UM TROCADOR DE CALOR BITUBULAR ÁGUA-ÁGUA OPERANDO EM CONTRA-CORRENTES E EM CORRENTES PARALELAS

Trabalho apresentado à disciplina Laboratório de Sistemas Térmicos do curso de Engenharia Mecânica com ênfase em Mecatrônica da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Professor: Márcio Araújo Pessôa

Belo Horizonte

2015

RESUMO

Este trabalho foi feito como um relatório para a disciplina: “Laboratório de Sistemas Térmicos”, em que os alunos devem explicar o funcionamento da transferência de calor em um sistema bitubular água-água operando em contra- correntes e em correntes paralelas.

Palavras-chave: transferência de calor, sistema bitubular, tubulações, contra- corrente, correntes paralelas.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Trocador de Calor casco e tubos com um passe no casco e um passe nos tubos (contra-corrente) ..................................................................................................9 Figura 2- Trocador de calor de casco e tubos..............................................................9 Figura 3 – Trocador de calor casco e tubos com um passe no casco e um passe nos tubos (contra-corrente)................................................................................................10 Figura 4 – Diagrama de um trocador de calor contra-corrente bitubular....................10 Figura 5 – Trocador tipo placa.....................................................................................11 Figura 6 – Aquecedor de corrente cruzada.................................................................12 Figura 7 – Três tipos de defletrores............................................................................14 Figura 8 – Detalhes de um trocador de calor..............................................................15 Figura 9 – Trocador casco e tubo...............................................................................16 Figura 10 – Trocador de calor de raspagem interna...................................................17 Figura 11 – Diferentes modelos de trocadores de calor a placas com gaxetas ou PHEs (APV/Invensys).................................................................................................18 Figura 12 – Exemplo de configuração para um PHE com nove placas.....................18 Figura 13 – Dimensionamento Térmico de um trocador de calor...............................20

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Vazões mássicas - operação em correntes paralelas...............................27 Tabela 2 - Temperaturas - operação em correntes paralelas.....................................27 Tabela 3 - Vazões mássicas - operação em contra-correntes....................................27 Tabela 4 - Temperaturas - operação em contra-correntes..........................................27

SUMÁRIO

  • 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................................................7

    • 1.1 Tipos de trocadores de calor...............................................................................7

      • 1.1.1 Classificação quanto à utilização....................................................................7

      • 1.1.2 Classificação quanto à forma construtiva......................................................8

        • 1.2 Cálculo de um Trocador de Calor......................................................................19

        • 1.3 Dimensionamento Térmico de Trocadores de Calor – DTML........................20

        • 1.4 Coeficiente global de transferência de calor...................................................21

          • 2 OBJETIVO...............................................................................................................24

          • 3 METODOLOGIA......................................................................................................25

            • 3.1 Materiais...............................................................................................................25

            • 3.2 Dados....................................................................................................................26

              • 4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL.......................................................................27

              • 5 TRATAMENTO DOS DADOS..................................................................................28

              • 6 ANÁLISE DE RESULTADOS..................................................................................30

              • 7 CONCLUSÃO..........................................................................................................31

              • 8 BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................32

              • 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Fundamentação teórica necessária para o desenvolvimento do experimento:

Tipos de trocador de calor; Coeficiente global de transferência de calor; Método da Média Logarítmica das Diferenças de Temperaturas (DTML); Método da Efetividade – NUT.

  • 1.1 Tipos de trocadores de calor

1.1.1 Classificação quanto à utilização

Os trocadores de calor são designados por termos correspondentes às modificações que realizam nas condições de temperatura ou estado físico do fluido de processo. No caso de o equipamento operar com dois fluidos de processo, prevalece, se possível, a designação correspondente ao serviço mais importante. Através deste critério, os trocadores de calor são classificados como:

resfriador (cooler) – resfria um líquido ou gás por meio de água, ar ou salmoura;

refrigerador (chiller) – resfria também um fluido de processo através da evaporação de um fluido refrigerante, como amônia, propano ou hidrocarbonetos clorofluorados;

condensador (condenser) – retira calor de um vapor até a sua condensação parcial ou total, podendo inclusive sub-resfriar um líquido condensado. O termo “condensador de superfície, aplica-se ao condensador de vapor exausto de turbinas e máquinas de ciclos térmicos;

Aquecedor (heater) – aquece o fluido de processo, utilizando, em geral, vapor d’água ou fluido térmico;

– Vaporizador (vaporizer) – cede calor ao fluido de processo, vaporizando-o total ou parcialmente através de circulação natural ou forçada. O termo “refervedor” (reboiler) aplica-se ao vaporizador que opera conectado a uma torre de processo, vaporizando o fluido processado. O termo “gerador de vapor” (steam generator) aplicase ao vaporizador que gera vapor d’água, aproveitando calor excedente de um fluido de processo;

Evaporador (evaporator) – promove concentração de uma solução pela evaporação do líquido, de menor ponto de ebulição.

1.1.2 Classificação quanto à forma construtiva

Trocadores tipo casco e tubo (shell and tube) – Equipamentos constituídos basicamente por um feixe de tubos envolvidos por um casco, normalmente cilíndrico, circulando um dos fluidos externamente ao feixe e o outro pelo interior dos tubos. Os componentes principais dos trocadores tipo casco e tubo são representados pelo cabeçote de entrada, casco, feixe de tubos e cabeçote de retorno ou saída.

– Trocadores especiais – Em face das inúmeras aplicações específicas dos trocadores de calor, são encontradas várias formas construtivas que não se enquadram nas caracterizações comuns (casco e tubo, tubo duplo, serpentina, trocador de placas, resfriadores de ar, rotativos regenerativos, economizadores, etc). Para estes tipos, é atribuída a classificação de “ESPECIAIS”, dada a sua peculiaridade de construção, em decorrência da aplicação.

Figura 1 - Trocador de Calor casco e tubos com um passe no casco e um passe nos tubos (contra-corrente).

Figura 1 - Trocador de Calor casco e tubos com um passe no casco e um

Figura 2- Trocador de calor de casco e tubos

Figura 1 - Trocador de Calor casco e tubos com um passe no casco e um

Figura 3 – Trocador de calor casco e tubos com um passe no casco e um passe nos tubos (contra-corrente)

Figura 3 – Trocador de calor casco e tubos com um passe no casco e um

O tipo mais comum de trocador de calor é mostrado abaixo:

Figura 4 – Diagrama de um trocador de calor contra-corrente bitubular

Figura 3 – Trocador de calor casco e tubos com um passe no casco e um

Consta de um tubo, posicionado concentricamente a outro tubo que forma a carcaça de tal arranjo. Um dos fluidos escoa dentro do tubo interno e outro através do espaço anular entre os dois tubos, uma vez que ambas as correntes de fluidos atravessam o trocador apenas uma vez, chamamos tal arranjo de trocador de calor de passo-simples. Se ambos os fluidos escoam na mesma direção, o trocador é chamado do tipo correntes paralelas; se os fluidos se movem em direções opostas, o trocador é do tipo correntes opostas. A diferença de temperatura entre o fluido quente e o frio, em geral varia ao longo do tubo e, a razão de transferência de calor variará de seção para seção. Para determinar a razão de transferência de calor deve-se usar, desta forma, uma diferença de temperatura média apropriada. Quando os dois fluidos que escoam ao longo da superfície de troca de calor se movem com ângulos retos entre si, o trocador de calor é denominado do tipo correntes cruzadas. Três arranjos distintos, deste tipo de trocador são possíveis:

Caso 1 – cada um dos fluidos não se misturam ao passar através do trocador e, desta forma, as temperaturas dos fluidos na saída do trocador não são uniformes, apresentando-se mais quente em um lado do que no outro. O aquecedor do tipo placa plana, projetado para ser utilizado como regenerador, utilizando a energia dos gases de descarga de uma turbina ou um radiador de automóvel, aproxima-se deste tipo de trocador, e o vemos abaixo.

Figura 5 – Trocador tipo placa

Consta de um tubo, posicionado concentricamente a outro tubo que forma a carcaça de tal arranjo.

Caso 2 – um dos fluidos não se mistura e outro é perfeitamente misturado ao atravessar o trocador. A temperatura do fluido misturado será uniforme em cada seção e, somente variará na direção do escoamento. Um exemplo deste tipo é o aquecedor de ar de corrente cruzada, mostrado esquematicamente abaixo. O ar que escoa através de uma bancada de tubos é misturado, enquanto que os gases no interior dos tubos estão confinados e, desta forma, não se misturam.

Figura 6 – Aquecedor de corrente cruzada

Caso 2 – um dos fluidos não se mistura e outro é perfeitamente misturado ao atravessar

Caso 3 – ambos os fluidos são misturados enquanto escoam através do trocador, isto é, a temperatura de ambos os fluidos será uniforme ao longo da seção e variará apenas na direção do escoamento. Para aumentar a área da superfície de troca de calor, por unidade de volume, a maioria dos trocadores de calor comerciais apresenta mais de um passe através

dos tubos e, o fluido que escoa por fora dos tubos, é guiado em zigue-zague por

meio de defletores. A

Error: Reference source not found

mostra a seção transversal

de um trocador com dois passes de tubos e defletores transversais no único passe do fluido que escoa entre a carcaça e os tubos. Os defletores são do tipo de

segmento. Este e outros tipos de defletores estão mostrados na mesma figura. Em um trocador de calor com defletores, a configuração do escoamento do lado da

carcaça é bastante complexa. Como se vê pelas

setas,

parte

do

tempo

o

escoamento é perpendicular ao tubo e na outra parte é paralelo.

O trocador, ilustrado na

Error: Reference source not found

, tem as placas de

tubos fixos em cada extremidade e aqueles são soldados ou expandidos nas placas. Este tipo de construção tem menor custo inicial, mas, pode ser usado somente para pequenas diferenças de temperatura entre o fluido quente e o frio porque, nenhum provimento é feito para evitar as tensões térmicas devido à expansão diferencial entre os tubos e a carcaça. Outra desvantagem consiste em remover o feixe de tubos para a limpeza. Estes inconvenientes podem ser contornados pela

modificação do projeto básico conforme mostra a

Error: Reference source not found

. Neste arranjo uma placa de tubos é fixa, mas a outra é aparafusada a uma tampa

flutuante que permite o movimento relativo entre o feixe de tubos e a carcaça.

Figura 7 – Três tipos de defletrores

Figura 7 – Três tipos de defletrores

Figura 8 – Detalhes de um trocador de calor

Figura 8 – Detalhes de um trocador de calor

Outros tipos de trocadores de calor para líquidos e gases são :

Tubos duplo

são

sustados

a

muito temo, principalmente quando as

velocidades de fluxo são baixas e as faixas de temperaturas são altas. Estes segmentos de tubos duplos são bem adaptados ao pequeno diâmetro, pois possibilitam o uso de pequenos flanges de seções com paredes delgadas, em comparação com o equipamento convencional multitubulado.

Figura 9 – Trocador casco e tubo

Outros tipos de trocadores de calor para líquidos e gases são : Tubos duplo – são

Trocadores com raspagem interna - este tipo de trocador tem um elemento rotativo munido de lâminas raspadoras montadas em molas, para raspagem da superfície interna. Os trocadores com raspagem interna são essencialmente convenientes para a transferência de calor com cristalização, ou transferência de calor em condições de pesada incrustações das superfícies; ou a transferência de calor em fluidos muitos viscosos. São usados, para cristalização, nas fábricas de parafina e nas fábricas petroquímicas.

Figura 10 – Trocador de calor de raspagem interna

Figura 10 – Trocador de calor de raspagem interna Permutador do tipo placa – consiste em

Permutador do tipo placa – consiste em placas que servem como superfícies de transferência de calor e de uma armação que as suporta. As chapas são facilmente limpas e substituídas. A área necessária pode ser atingida pela adição ou

subtração de chapas. O termo “trocador de calor a placas” e a sigla PHE (plate heat exchanger) são normalmente usados para representar o tipo mais comum de trocador a placas: o “trocador de calor a placas com gaxetas” (gasketed plate heat exchanger ou plate and frame heat exchanger). Entretanto, existem ainda outros tipos menos comuns de trocadores a placas, como o espiral ou o de lamela. Em todos eles, os fluidos escoam por estreitos canais e trocam calor através de finas chapas metálicas. Neste artigo serão apresentados os trocadores a placas com gaxetas, destacando suas principais características de construção e de operação.

Alguns exemplos de PHEs são mostrados na

Error: Reference source not found

.

Figura 11 – Diferentes modelos de trocadores de calor a placas com gaxetas ou PHEs (APV/Invensys)

Figura 11 – Diferentes modelos de trocadores de calor a placas com gaxetas ou PHEs (APV/Invensys)

Os PHEs foram introduzidos comercialmente na década de 30 para atender às exigências de higiene e limpeza das industrias alimentícias e farmacêuticas, pois eles podem ser facilmente desmontados, limpos e inspecionados. Entretanto, contínuos aperfeiçoamentos tecnológicos tornaram o PHE um forte concorrente aos tradicionais trocadores de casco-e-tubos ou duplo-tubo em várias outras aplicações industriais. Atualmente os PHEs são extensamente empregados em diversos processos de troca térmica entre líquidos com pressões e temperaturas moderadas (até 1,5 MPa e 150 o C) quando se deseja alta eficiência térmica.

Figura 12 – Exemplo de configuração para um PHE com nove placas

Figura 11 – Diferentes modelos de trocadores de calor a placas com gaxetas ou PHEs (APV/Invensys)

1.2 Cálculo de um Trocador de Calor

Os problemas de projeto, análise e ou desenvolvimento de um trocador de calor para uma finalidade específica podem ser classificados em dois grupos principalmente: problema de projeto e problema de desempenho. A solução de um problema é facilitada pela adoção do método mais adequado a ele. O problema de projeto é o da escolha do tipo apropriado de trocador de calor e o da determinação das suas dimensões, isto é, da área superficial de transferência de calor A necessária para se atingir a temperatura de saída desejada. A adoção do método da DTML é facilitada pelo conhecimento das temperaturas de entrada e saída dos fluidos quentes e frios, pois então DTML pode ser calculada sem dificuldade. Outro problema é aquele no qual se conhecem o tipo e as dimensões do trocador e se quer determinar a taxa de transferência de calor e as temperaturas de saída quando forem dadas as vazões dos fluidos e as temperaturas na entrada. Embora o método da DTML possa ser usado neste cálculo de desempenho do trocador de calor, o procedimento seria tedioso e exigiria iteração. Isto poderia ser evitado com a aplicação do método do NUT.

Método da DTML: Para prever ou projetar o desempenho de um trocador de calor, é essencial relacionar a taxa global de transferência de calor a grandezas como as temperaturas de entrada e de saída, o coeficiente global de transferência de calor e a área superficial total da transferência de calor.

– Método do NUT: É simples o uso do método DTML para analisar um trocador de calor quando as temperaturas de entrada dos fluidos são conhecidas e as temperaturas de saída ou são especificadas ou se determinam com facilidade pelas expressões do balanço de energia. Mas quando se conhecem somente as temperaturas de entrada este método exige um processo iterativo. Neste caso é preferível usar outra abordagem, o método denominado efetividade-NUT. Para definir a efetividade de um trocador de calor, devemos determinar inicialmente a taxa máxima possível de transferência de calor no trocador. A efetividade é definida como a razão entre a taxa real de transferência

de calor no trocador de calor e a taxa máxima possível de transferência de calor.

1.3 Dimensionamento Térmico de Trocadores de Calor – DTML

Uma diferença de temperatura cria a força motriz que determina a transmissão de calor de uma fonte a um receptor. Sua influência sobre um sistema de transmissão de calor, incluindo tanto como um receptor, é o objeto para o nosso estudo. Os tubos concêntricos, mostrados abaixo, conduzem duas correntes, e, em cada uma destas duas, existe um coeficiente de película particular, e suas respectivas temperaturas variam da entrada para a saída.

Figura 13 – Dimensionamento Térmico de um trocador de calor

de calor no trocador de calor e a taxa máxima possível de transferência de calor. 1.3

A fim de estabelecer a diferença de temperatura entre uma dada temperatura geral T de um fluido quente e uma temperatura t de um fluido frio, é necessário levar em consideração também todas as resistências entre as temperaturas. No caso de dois tubos concêntricos, sendo o tubo interno muito fino, as resistências encontradas são resistências peculiar do fluido do tubo, a resistência da parede do tubo Lm/km, e a resistência peculiar do fluido na parede anular. Uma vez que Q é igual a t/R

R

1

L

m

1

h

1

k

m

h

0

1

U

É costume substituir 1/U por R onde U denomina-se coeficiente total de transmissão de calor. Levando-se em conta que um tubo real possui áreas diferentes em suas superfícies interna e externa, hi e ho devem-se referir à mesma área de transmissão de calor. Se a área externa A do tubo interno for usada, então hi deveria possuir se ele fosse originalmente calculado com base na área maior A em vez de Ai, então:

1 1 1   U A h h i 0 i A
1
1
1
U
A
h
h
i
0
i
A

Considerando um sistema contracorrente temos, geralmente ambos os fluidos sofrem variações de temperatura que não são lineares quando as temperaturas são plotadas contra o comprimento. Entretanto, existe uma vantagem para uma dedução baseada numa curva de T – t contra L, uma vez que ela permita identificação da diferença de temperatura em qualquer parte ao longo do comprimento do tubo. Para dedução da diferença de temperatura entre dois fluxos, as seguintes hipóteses devem ser feitas:

o coeficiente total de transmissão de calor é constante em todo o comprimento da trajetória,

o calor específico é constante em todos os pontos da trajetória, não existem mudanças de fase parciais no sistema e as perdas de calor são desprezíveis; então

T

ml

MLTD

 T  t    T  t  1 2 2 1 
T
t
T
t
1
2
2
1
 T t
ln
1
2
T
t
2
1

 t  t 2 1   t  ln 2    t
t

t
2
1
  t
ln
2
t
1

Assim temos que a taxa de calor transferidas.

Q U AT

ml

1.4 Coeficiente global de transferência de calor

O coeficiente global de transferência de calor é o parâmetro mais importante na análise de um trocador de calor. Com ele pode-se qualificar o equipamento em teste frente aos demais disponíveis no mercado. O coeficiente global do trocador é uma variável que depende do tempo de vida do equipamento e de sua atual condição operacional. Isto porque o a operação normal pode provocar a alteração das superfícies de troca de calor tanto do fluido frio quanto do fluido quente. Estas alterações são normalmente devidas às incrustações que ocorrem na superfície dos tubos ou chapas, tanto no contato do fluido quente quanto no do fluido frio, atuando como uma resistência térmica adicional no processo de troca. A expressão para o cálculo do coeficiente global de transferência de calor, U, é, (caso de um tubo cilíndrico),

ln

D q   D f  
D
q
 
D
f
 

1

1

1

1

R

1

UA

U A

f

f

U A

q

q

h A

f

f

A

2

kL

h A

q

q

(1)

onde A é a área de troca de calor, D é o diâmetro do tubo, L é o seu comprimento, k é o coeficiente de transferência de calor por condução no tubo e h é o coeficiente de troca de calor dos fluidos frio e quente. Os índices f e q se referem ao fluido frio e quente, respectivamente. Esta expressão é válida para tubos circulares, onde a transferência de calor é radial. O índice , que aparece em R e A refere-se à resistência e à área de troca associadas à incrustação que pode estar presente nos trocadores. O coeficiente global de troca de calor em uma montagem experimental pode ser calculado se o fluxo de calor total, Q, for obtido a partir de medições de temperatura, vazão e, eventualmente, de pressão (se um ou ambos os fluidos forem um gás),

U

Q

A t

f

LN

(2)

sendo

Q

m C

f

t

Pf fs

t

fe

(3)

e m f é o fluxo mássico de fluido frio, se C Pf é o calor específico e (t fs -t fe ) é a diferença de temperatura do fluido frio entre saída e a entrada do trocador. A equação 2 expressa um balanço global do calor trocado no equipamento, mas necessita de uma definição apropriada para t LN :

t

LN

 t   t a b ln    t  t a b
t
t
a
b
ln
t
t
a
b

onde t a = (t q - t fe ) e t b = (t q – t fs ). , sendo t q a temperatura de condensação, t fe a temperatura da água de resfriamento na entrada do trocador e t fs a temperatura da água de resfriamento na saída do trocador. A efetividade de um trocador é a razão entre a quantidade de calor trocado e a máxima quantidade possível de calor trocado (que ocorreria em um trocador de correntes cruzadas com comprimento infinito, em processo adiabático) dadas as condições operacionais:

 

Q

t

3

t

2

Q

máx

t

1

t

2

E o número de unidades térmicas (NTU) de um trocador de calor é

NTU

A

f U

  • C min

,

onde Cmin é a capacidade térmica da corrente de fluido de resfriamento (m f C p ), pois a do vapor é considerada infinita já que ele passa por um processo de condensação.

2 OBJETIVO

Determinar a taxa de transferência de calor, a DTML, o coeficiente global de transferência de calor e a efetividade para cada modo de operação do trocador de calor e explicitar qual o mais efetivo para o experimento.

3 METODOLOGIA

3.1 Materiais

Aquecedor elétrico;

Reservatório;

Trocador de calor de tubo duplo água-água;

Termopares tipo T fixados na entrada e saída do fluxo;

Voltímetro, amperímetro, milivoltímetro, chave seletora.

Variador de tensão (fonte V ca regulada para 110V)

legenda: [1] Aquecedor elétrico interno à bancada; [2] Reservatório de água; [3] Sistema trocador de

Figura 14 – Sistema bitubular utilizado na prática.

3 METODOLOGIA 3.1 Materiais  Aquecedor elétrico;  Reservatório;  Trocador de calor de tubo duplo

calor bitubular; [4]Termopares tipo T; [5] Voltímetro, amperímetro, milivoltímetro, chave seletora.

3.2 Dados

Diâmetro do recipiente cilíndrico para medida de vazão: D = 123 mm;

Comprimento do trocador de calor: L = 2,4 m;

Diâmetro interno do tubo interno do trocador de calor: di = 10 mm;

Diâmetro externo do tubo interno do trocador de calor: de = 12 mm;

Diâmetro interno do tubo externo do trocador de calor: Di = 20 mm;

Diâmetro externo do tubo externo do trocador de calor: De = 22 mm;

Material dos tubos: cobre;

T amb = 25°C.

4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

  • 1. Abrir os 02 registros de água fria;

  • 2. Ligar a bomba d’água no painel de controle;

  • 3. Ajustar as vazões da água aos valores desejados;

  • 4. Ligar a resistência do aquecedor elétrico no painel de controle, ajustando a potência elétrica desejada (temperatura de entrada da água quente no trocador de calor) através da fonte Vca;

  • 5. Operar o trocador de calor em correntes paralelas, aguardar o regime permanente e efetuar as medidas constantes nas tabelas 1 e 2;

  • 6. Operar o trocador de calor em contra-correntes, aguardar o regime permanente e efetuar as medidas constantes nas tabelas 3 e 4.

Tabela 1 - Vazões mássicas - operação em correntes paralelas

 

Água fria

Água quente

Volume, (dm 3 )(L)

0,9

0,7

Intervalo de tempo, Δt(s)

 

45,8

81,78

Vazão Volumétrica, V(m 3 /s)

V=A sr H/ Δt

1,97E-05

8,56E-06

Vazão Mássica,

m(kg/s)

m= ρ.V

1,96E-02

8,46E-03

Tabela 2 - Temperaturas - operação em correntes paralelas

Temp. de entrada

Temp. de entrada

Temp. de saída

Temp. de saída

de água fria

de água quente

de água quente

de água fria

de água fria

de água quente

°C

  • mV mV

°C

mV

°C

mV

°C

0,037

26

1,472

59,9

0,302

32,4

0,562

38,6

Tabela 3 - Vazões mássicas - operação em contra-correntes

 

Água fria

Água quente

Volume, (dm 3 )(L)

0,9

0,7

Intervalo de tempo, Δt(s)

 

45,8

81,78

Vazão Volumétrica, V(m 3 /s)

V=A sr H/ Δt

1,97E-05

8,56E-06

Vazão Mássica,

m(kg/s)

m= ρ.V

1,96E-02

8,46E-03

Tabela 4 - Temperaturas - operação em contra-correntes

Temp. de entrada

Temp. de entrada

Temp. de saída

Temp. de saída

de água fria

de água quente

de água fria

de água quente

  • mV °C

mV

°C

mV

°C

mV

°C

0,0037

25,2

0,1427

58,8

0,44

35,7

0,478

36,6

5 TRATAMENTO DOS DADOS

Para cada modo de operação do trocador de calor, calcular a taxa de transferência de calor, a média logarítmica das diferenças de temperaturas (DTML), o coeficiente global de transferência de calor e a efetividade.

5.1 Taxa de transferência de calor

5.1.1 Taxa de transferência de calor em Corrente Paralela

Q

m C

f

t

Pf fs

t

fe

m f – agua fria = 1,96E-02 kg/s m q – agua quente 8,46E-03 kg/s

  • c Pf – 4,186 x 10 3 J/kg .°C

5.1.1.1

Água fria

Q = 1,96 x 10 -2

kg

s

Q = 525,09 W

5.1.1.2

Água quente

Q = 8,46 x 10 -3

kg

s

Q = 754,23 W

. 4,186 x 10 3

J

kg.° C

. (32,4 - 26) °C

. 4,186 x 10 3

J

kg.° C

. (59,9 – 38,6) °C

5.1.2 Taxa de transferência de calor em Contra Corrente

Q

m C

f

t

Pf fs

t

fe

m f – agua fria = 1,96E-02 kg/s m q – agua quente 8,46E-03 kg/s

  • c Pf – 4,186 x 10 3 J/kg .°C

5.1.2.1

Água fria

 

kg

Q = 1,96 x 10 -2

s

Q = 861,47 W

5.1.2.2

Água quente

 

kg

Q = 8,46 x 10 -3

s

. 4,186 x 10 3

. 4,186 x 10 3

Q = 786,18 W

J

kg.° C

J

kg.° C

. (35,7

– 25,2) °C

. (59,9 – 38,6)

°C

5.2 Média logarítmica das diferenças de temperatura (DTML)

T T (¿¿h, eT c ,e )

(T h, s T c ,s )

¿ ln¿ (¿¿h, eT c ,e )−(T h,s T c ,s )

¿ ∆T lm ¿

5.2.1 Fluxo em Corrente Paralela

∆T lm

(59,926)−(38,632,4)

ln[

(59,926)

  • (38,632,4 ) ]

∆T lm =16,3047

5.2.2 Fluxo em Contra Corrente

∆T lm

(58,835,7)−(36,635,7)

ln[ (58,835,7)

(36,635,7) ]

∆T lm =6,8409

5.3 Coeficiente global de transferência de calor

ln

D

q

D

f

 

 

1

1

1

1

R

1

UA

U A

f

f

U A

q

q

h A

f

f

A

2

kL

h A

q

q

k (cobre) = 401 W/(m·K)

Q=A s .U .∆T lm

c = raio externo do diâmetro externo

A s =2πcL

A s =2 π . 0,022m . 2,4

A s =0,332m 2

U=

´

Q

A s .∆T lm

5.3.1 Coeficiente global para correntes paralelas

5.3.1.1 Coeficiente global do tubo interno para correntes paralelas

U= Q(quente)

A s .T lm( paral)

 

754,23

0,332 .16,3047

U = 139,333

U=

  • 5.3.1.2 Coeficiente global do tubo externo para correntes paralelas

U=

Q(fria) ´

A s .T lm( paral)

U=

525,09

0,332 .16,3047

U = 97,003

  • 1 Coeficiente global para contra corrente

    • 5.3.1.1 Coeficiente global do tubo interno para contra corrente

U=

Q ´ (quente)

A s .T lm(cc)

U=

786,18

0,332 .6,8409

U = 346,155

  • 5.3.1.2 Coeficiente global do tubo externo para contra corrente

U=

Q(frio) ´

A s .T lm(cc)

U=

861,47

0,332 .6,8409

U = 379,305

5.4 Método da Efetividade

ε=

´

Q

= Taxade transferência calorreal

Qmax

Taxa de transferênciamáxima

ε cp =ε cc

ε=

C c (T c ,s T c , e ) C min (T h, e T c , e

) =

C h (T h,e T h,s )

C min (T h, e T c, e )

  • 2 Para Corrente Paralela

ε=

8,46 x 10 3 .

kg

s

J

. 4,186 x10 3 . kg.°C (59,938,6).° C

1,96 x 10 2 .

kg

s

. 4,186 x 10 3.

J

.°C (59,926).° C

kg

ε=0,271

  • 3 Para Contra Corrente

ε=

8,46 x 10 3 .

kg

s

J

. 4,186 x10 3 . kg.°C (58,836,6).° C

1,96 x 10 2 .

kg

s

J

. 4,186 x10 3 . kg.°C (58,825,2).° C

ε=0,2 85

6 ANÁLISE DE RESULTADOS

Foram encontrados valores diferentes de taxa de transferência de calor entre

os tubos interno e externo para as duas configurações (Corrente em Paralelo e em

Contra Corrente) o que indica as condições não ideais e as margens de erro de

medição dos componentes e da aferição dos valores visualmente.

A maior taxa de troca de calor encontrada para o modo Contra Corrente em

comparação ao Corrente em Paralelo condiz com a teoria para os equipamentos

com as dimensões utilizadas.

7 CONCLUSÃO

8 BIBLIOGRAFIA

[1]

de

e

-

acessado

dia

março de 2015.

FEM,

15

de

[3] http://www.protolab.com.br/Outra_Condutividade_Termica.htm