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Campus Académico de Vila Nova de Gaia

Escola Superior de Educação Jean Piaget/Arcozelo

(Decreto-Lei nº 468/88, de 16 de Dezembro)

Disciplina: Teorias e Modelos de Comunicação

Docente: Pedro Pinto Machado

“Modelos de Comunicação”

Trabalho realizado por: Tânia Moreira

nº: 31285

Curso: Pós-Graduação em TIC

Canelas, 5 de Fevereiro de 2010


Modelos de Comunicação

Antes de iniciar a abordagem aos 4 Modelos de Comunicação -


Modelos de Base Linear ou de Informação; Modelos de Base
Cibernética ou Circular; Modelos de Comunicação de Massas e
por fim, os Modelos Culturais ou Sócioculturais, penso que seja
importante definir o conceito de Modelo.
Um Modelo de Comunicação é uma descrição sob a forma gráfica
conscientemente simplificada de uma realidade parcelar, com o
intuito de mostrar os principais elementos de qualquer estrutura ou
processo e as relações entre esses elementos. Desta forma, abordarei
em seguida as 4 correntes de Comunicação pois, no caso da
Comunicação, para conhecermos as formas ideais de comunicar,
necessitamos de conhecer os 4 Modelos. Como nos refere Freixo
(2006: 337) “(…) para se proceder ao estudo da comunicação, torna-
se necessário «desmontar» os seus diferentes elementos para melhor
poder compreender o seu funcionamento”

Modelos de Base Linear

 Modelo Linear de Lasswell


Em 1948, o cientista social e politicólogo americano Harnold Lasswell,
publicou um artigo onde dissociava o fenómeno da comunicação em
5 partes basilares, sendo cada parte representada por um elemento
do fenómeno e um “campo de estudos especializados”.
Segundo este autor, para se descrever um acto comunicativo, é
necessário responder às seguintes questões: Quem? (emissor); Diz o
quê? (mensagem); Por que canal? (meio); A quem? (receptor); Com
que efeito? (efeito).

Este modelo de comunicação envolve 3 premissas:


1ª) Os processos de comunicação são assimétricos – o emissor
tem um papel activo, que produz o estímulo e, um receptor que reage
a esse estímulo;
2ª) A comunicação é intencional pois o seu intuito consiste em
obter um determinado efeito, gerando um determinado
comportamento;
3ª) As funções do comunicador/emissor e do destinatário/receptor
surgem isoladas, independentes das relações sociais, culturais e
situacionais em que o acto comunicativo se processa.

 Modelo Linear de Shannon e Weaver


Paralelamente à apresentação do Modelo de Lasswell, que pretendia
explicar de que forma se desenvolvia o processo comunicativo (5
interrogações), os teóricos Shannon e Weaver, elaboraram o seu
Modelo Linear, este baseado no primeiro.
Esta tese é essencialmente matemática e vai permitir estudar a
quantidade de informação que uma mensagem comporta e a
capacidade de transmissão de um determinado canal.
Este novo Modelo Linear é constituído por 6 elementos e foi
concebido para apresentar aspectos técnicos das telecomunicações
que posteriormente foram alargados às ciências sociais e humanas.
Segundo este modelo, que se baseia numa teoria matemática, a
comunicação processa-se pelos seguintes constituintes: a fonte de
informação; transmissor; canal; fonte de ruído; receptor e destino. Ou
seja, na fonte de informação corresponde o momento de produção da
mensagem, em seguida esta mensagem é transformada pelo
transmissor, em um sinal susceptível de ser difundido pelo canal.
Aqui, surge-nos um novo termo, a fonte de ruído, que é responsável
pelas interferências que prejudicam a reprodução exacta da
mensagem. Citando Shannon e Weaver (2006: 151) “(…) o ruído é
responsável pelas interferências que prejudicam a transmissão
perfeita da mensagem.” Ou seja, é o elemento que perturba, dificulta
a compreensão pelo destinatário, como por exemplo, o barulho, a voz
muito baixa, a interferência na rádio, a chuva na televisão ou o
farfalhar no telefone. De seguida, o receptor irá receber a mensagem
enviada e este dará o “feedback”, reagindo à mensagem inicial
fazendo agora o papel de transmissor (sentido inverso). O destino,
indica o ponto de chegada da mensagem que pode ser uma pessoa,
uma coisa, ou uma máquina.
Porém, esta teoria foi bastante criticada isto porque, os seus autores
não consideraram “(…) a interacção com o receptor, o papel das
redes de comunicação e, ainda, por terem negligenciado a
componente semântica das mensagens”. (FREIXO, 2006: 344)

Modelos de Base Cibernética ou Circulares


Os Modelos Cibernéticos são todos aqueles que integram o
feedback/a retroacção como elemento regulador da circularidade da
informação. O matemático, Norber Wiener, fundador da Cibernética,
considerava este campo como uma área interdisciplinar abrangendo
“todo o campo da teoria do controlo e comunicação, na máquina ou
no animal”. (FREIXO, 2006: 347)

Modelo de Comunicação Interpessoal


Os Modelos de Comunicação Interpessoal baseiam-se nos modelos de
base cibernética, pelo facto de traduzirem uma comunicação numa
situação de interacção face-a-face, consistindo em eventos de
comunicação oral e directa.

 Modelo de Comunicação Interpessoal de Wilbur Schramm


Este modelo veio trazer aos modelos lineares alterações
significativas, introduzindo-lhes algumas precisões suplementares.
Assim, este autor dá uma nova dimensão aos modelos lineares,
alargando a noção de codificação e descodificação. Segundo
Scharamm, o acto comunicativo é interminável, afirmando que é
errado dizer que o processo comunicativo tem um início e um fim
como nos refere no Livro de Freixo (2006: 349), “Nós somos
pequenas centrais telefónicas recebendo e reencaminhando a grande
corrente interminável de informação…”
Neste momento, aparece pela 1ª vez a noção de feedback, deixando
assim de ser, o modelo puramente linear. Ou seja, tanto o emissor
como o receptor têm a capacidade de codificar e descodificar as
mensagens, de emiti-las e interpretá-las, tal como nos diz Jean
Cloutier (2006: 350), «… emissor e receptor assemelham-se …».
A noção de feedback é semelhante à de reacção, na medida em que,
quando o receptor recebe a mensagem, este vai reagir e codificar a
sua própria mensagem (a sua resposta) em função daquilo que
recebeu. Podemos então referir, que este modelo de Schramm, é
amplamente circular.

 Modelo de Circular de Jean Cloutier


Jean Cloutier, que foi considerado o mais representativo desta
corrente comunicativa, no seu livro “A Era de Emerec”, pretendeu dar
significado ao indivíduo em dois pólos, ou seja, alguém que recebe e
emite informação.
Este Modelo Cibernético, não é um modelo estático mas sim dinâmico
pois, está em movimento e varia segundo os tipos de comunicação
estabelecida. Também não é linear, mas sim concêntrico, isto porque
“(...) o seu ponto de partida é sempre o ponto de chegada” (FREIXO,
2006: 353)
Modelos de Comunicação de Massas
Os Modelos de Comunicação de Massas foram inseridos nos Modelos
de Base Cibernética. Isto deve-se ao facto de os meios de
comunicação se basearem nos princípios de retroacção.

 Modelo Geral de Comunicação de Gerbner


Este modelo defendido por George Gerbner caracteriza-se pelo poder
de apresentar formas diferentes em função do tipo de situação de
comunicação que descreve. Podemos referir que esta corrente
trouxe-nos uma vantagem pois, esta adapta-se para diversos fins,
pode descrever a comunicação mista entre humanos e máquinas,
assim como, pode ser usado para diferenciar áreas de investigação e
construção teórica.

 Modelo Geral de Comunicação de Schramm


No que se refere ao ponto de vista de Schramm, este modelo é uma
adaptação do seu modelo base. O emissor/fonte da comunicação
passa a colectivo, ou seja, são ao mesmo tempo, o organismo e os
mecanismos que dele fazem parte.
As mensagens enviadas são múltiplas mas semelhantes. No entanto,
este processo de comunicação não termina já, cada receptor faz
parte integrante de um grupo e as mensagens divulgadas pelos mass
media vão continuar o seu rumo através desses grupos.

 Modelo Geral de Comunicação de Maletzke


O modelo defendido por Maletzke foi considerado um bom exemplo
académico do estudo da comunicação de massas, pelo facto de este
autor ter conseguido demonstrar a complexidade desta comunicação
nas suas implicações sóciopsicológicas.
No seu esquema, este autor apresentou alguns elementos,
nomeadamente, comunicador, mensagem, meio e receptor,
acrescentando mais dois elementos que emergem entre o meio e o
receptor. Um destes elementos é a pressão ou constrangimento
causado pelo meio (pois o indivíduo é influenciado pelas
características, princípios e conteúdos do meio), o outro é a imagem
que o receptor tem desse mesmo meio, que influencia a sua escolha
no que diz respeito aos conteúdos.

Modelos Culturais ou Culturológicos

 Modelo Cultural de Edgar Morin


Contrariamente aos modelos/teorias anteriores, esta corrente centra-
se na cultura de massas e as suas precursões na sociedade.
Esta corrente baseia-se em estudos de investigadores franceses como
é o exemplo de Edgar Morin. Este investigador centra-se na cultura de
massas e esta é gerada pelo processo dialéctico que abrange 3
elementos relacionados: a criação, a produção e o consumo. Assim, o
êxito do grande público depende do grau de eficiência da resposta às
aspirações e necessidades do indivíduo.

 Modelo Cultural de Abraham Moles


A teoria deste investigador francês insere-se numa perspectiva
cibernética da comunicação. Para este autor, estamos perante uma
sociodinâmica da cultura, ou seja, existe uma interacção constante
entre a cultura e o meio em que está inserida, interacção realizada
pelos criadores que provocam a evolução.
Na perspectiva de Moles, a comunicação está compreendida em 4
elementos, o macro-meio (que representa a sociedade em si),
integrado nela está o criador (aquele que actua) e tem como fim
desenvolver novas ideias, desempenhando actividades que abarcam
todos os ramos em função de um micro-meio, sendo este entendido
como um sub-conjunto da sociedade, através dos mass-media (a
televisão, rádio, imprensa…).
Referências Bibliográficas

 FREIXO, Manuel J. Vaz - Teorias e Modelos de Comunicação,


Lisboa: Instituto Piaget, 2006.

 MACHADO, Pedro P. – Diapositivos – Modelos da Comunicação,


Porto: Instituto Piaget, 2009/2010.

Referências retiradas da Internet

 http://www.bocc.ubi.pt/pag/fidalgo-semiotica-modelos.html