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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa Unidade II Nesta unidade, apresentaremos as linhas específicas de um projeto de pesquisa,

Unidade II

Nesta unidade, apresentaremos as linhas específicas de um projeto de pesquisa, sua organização e estrutura, trabalhando os métodos de pesquisa, visto que não há somente um método a seguir. Nesse sentido, você terá contato com assuntos relacionados à estrutura do trabalho de pesquisa, sua escolha e delimitações do assunto, bem como com os tipos de pesquisa (estudos de caso, bibliográficas, descritivas, correlacionais), a análise, o tratamento e a interpretação dos dados.

A unidade avança para os movimentos, formatos e possibilidades de publicação da pesquisa, partindo, portanto, do projeto ao relatório da pesquisa, suas formas da apresentação dos resultados, não deixando de considerar as normas de citações e referências.

5 Métodos de pesquisa: estruturação e organização

O que chamamos de ciclo da pesquisa e aprendizagem privilegia a dimensão didático-pedagógica na própria prática social da pesquisa, principalmente, no âmbito universitário, em que ocorre o aprendizado metodológico e em que é produzida grande parte das pesquisas.

Neste tópico, o foco recai na estrutura e na organização da pesquisa, de seu planejamento, bem como nos aspectos específicos do projeto.

Continuamos com o assunto dos métodos de pesquisa, agora esclarecendo o modo pelo qual os métodos se articulam num fio condutor como síntese. Síntese esta proporcionada pelas dimensões subjetiva do pesquisador (abarcando de desejos a crenças); e objetiva dos recursos e instrumentos reunidos pela experiência, assimilação e reflexão, num método, nele combinados; o que supõe articulação de raciocínios e procedimentos que, sozinhos, não nos levam muito longe, por serem incompletos.

Recorremos, continuamente, de diferentes modos, à pergunta fundamental: o que é pesquisa, afinal?

5.1 a pesquisa

Pesquisar é, de forma bem simples, procurar respostas às indagações. Procurar o que não se tem: uma resposta satisfatória. É a insatisfação que motiva a pesquisa; que somente ocorrerá se a curiosidade não estiver satisfeita, e as dúvidas, por ora, não justificarem novas buscas. Da pesquisa em geral passamos à pesquisa acadêmica e científica, em particular.

Pesquisa científica é, portanto, realização teórica e prática de uma investigação ordenada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pela ciência para a avaliação desse processo de aprendizagem. Trata-se de uma atividade voltada para a solução contínua de problemas, por meio do emprego de procedimentos científicos. Os problemas não terminam, tornam-se mais complexos,

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Unidade II assim como os instrumentos utilizados para resolvê-los. Esse movimento do conhecimento que se vai

assim como os instrumentos utilizados para resolvê-los. Esse movimento do conhecimento que se vai escapando quando se lhe parece agarrar reúne conjuntos de procedimentos sistemáticos, baseados em raciocínios lógicos, que têm por objetivo formular problemas e encontrar sucessivas soluções, mediante o emprego de métodos científicos.

A pesquisa tem sua linguagem própria, que chamamos metodológica, e integra os momentos do processo. A integração ocorre desde o âmbito teórico e conceitual das representações e visões de mundo das formas prescritas pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) até as relações por elas visadas (atividades acadêmicas, em sua maioria), desdobrando-se em técnicas e instrumentos coerentes de coleta de dados e validação das informações.

Antes do detalhamento do projeto, cabe apresentarmos os motivos da pesquisa científica.

5.1.1 As razões de ser da pesquisa científica

Por qual motivo se faz uma pesquisa científica? Há vários deles, para diferentes pessoas e diferentes oportunidades. Basicamente, a pesquisa científica serve para que o pesquisador busque respostas para aquilo que o inquieta, aquilo que o “incomoda”. O incômodo aqui colocado é aquele gerado pela necessidade de buscar respostas para aquilo de que ainda não se tem certeza ou para o qual a certeza não seja permanente. Enfim, afora aqueles motivos que fazem da pesquisa a evolução das ciências, as razões de ser da pesquisa científica, dentre outras tantas, podem ser expressas por:

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• exercitar e estruturar a inquietude, os impulsos, a curiosidade do estudante (pesquisador), indo além do lugar em que se está, procurando coisas novas, novos olhares e novos usos para aquelas existentes;

• descobrir, inventar e melhorar técnicas e tecnologias;

• explorar o conhecido, estimulando a intuição do pensamento científico quanto ao desconhecido, assumindo-o;

• aprender sobre a natureza e geri-la de modo representativo, responsável e sustentável;

• entender os sistemas socioambientais;

• produzir democraticamente inovações;

• buscar o desenvolvimento endógeno e comunitariamente sustentável;

• aumentar produtividade e competitividade, garantindo retorno à sociedade, em geral;

• gerar universalmente investimento, emprego e renda;

• buscar coletivamente soluções para os problemas sociais;

• procurar caminhos diferentes (novas variáveis e novos valores para os debates, segundo a visão sistêmica) para antigos e novos problemas.

Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa Exemplo de aplicação 5.1.2 O que convém pesquisar? E você: qual sua razão
Exemplo de aplicação 5.1.2 O que convém pesquisar?
Exemplo de aplicação
5.1.2 O que convém pesquisar?
Exemplo de aplicação 5.1.2 O que convém pesquisar? E você: qual sua razão de efetuar uma
Exemplo de aplicação 5.1.2 O que convém pesquisar? E você: qual sua razão de efetuar uma
Exemplo de aplicação 5.1.2 O que convém pesquisar? E você: qual sua razão de efetuar uma
Exemplo de aplicação 5.1.2 O que convém pesquisar? E você: qual sua razão de efetuar uma
Exemplo de aplicação 5.1.2 O que convém pesquisar? E você: qual sua razão de efetuar uma

E você: qual sua razão de efetuar uma pesquisa? Quais suas motivações? Já pensou nisso?

Escolher o que pesquisar não é uma tarefa das mais fáceis. Envolve decisão, ora motivada pelo próprio pesquisador, ora a ele imposta. O fato é que, como aluno-pesquisador, de que forma se escolhe o tema de um projeto de pesquisa? Há várias formas de escolher o tema de um projeto de pesquisa:

• escolha motivada pela paixão por assunto ou fato específico;

• escolha motivada pelo simples incômodo e mesmo por uma insatisfação com as respostas até então oferecidas;

• escolha pela instituição;

• escolha baseada na área de especialização do pesquisador;

• escolha decorrente de lacuna na formação;

• escolha baseada na relevância para uma determinada área;

• escolha visando à revisão de aspectos teóricos ou práticos;

• escolha baseada na aplicabilidade.

O tema é o ponto de partida do trabalho de pesquisa. Delimita um campo de estudo no interior de uma grande área de conhecimento e deve ser escolhido de acordo com as tendências e aptidões do pesquisador.

Encontrada uma área do conhecimento de interesse, deve-se identificar um tema plausível. Para avaliar a consistência de um tema, podem-lhe ser dirigidas perguntas:

• Trata-se de um problema original e relevante?

• Ainda que seja ”interessante”, é adequado para mim?

• Tenho hoje possibilidades reais para executar tal estudo?

• Existem recursos (financeiros, materiais, humanos

• Há tempo suficiente para investigar tal questão?

• Quais são as partes do seu tema?

• Qual é o contexto do tema?

) para o estudo?

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Unidade II • Qual é a importância do seu tema? • Quem deu contribuições relevantes ao

• Qual é a importância do seu tema?

• Quem deu contribuições relevantes ao tema? Como outros autores abordaram o assunto?

• O que resta por investigar no tema?

A aferição da consistência de um tema pode iniciar com tais perguntas e prosseguir na construção da problemática, ou problematização do tema da pesquisa, como exemplificado na seção específica do projeto.

Conforme bem explica Severino (2000, p. 74),

tratando-se de trabalhos acadêmicos, com finalidades didáticas e

propedêuticas, o tema escolhido ou delimitado deve deixar margem para a pesquisa positiva, bibliográfica, ou de campo, com a necessária aprendizagem desses métodos de pesquisa, não sendo, portanto, o trabalho uma pura criação mental do aluno. Por isso, escolhe-se um tema já abordado por outros, anteriormente, embora de outras perspectivas, para que haja obras a respeito dele, podendo o aluno pesquisar e consultar documentação para a realização do seu trabalho. Por outro lado, a visão clara do tema do trabalho, do assunto a ser tratado, a partir de determinada perspectiva, deve completar-se com sua colocação em termos de problema. O raciocínio – parte essencial de um trabalho – não se desencadeia quando não se estabelece devidamente um problema. Em outras palavras, o tema deve ser problematizado. Toda argumentação, todo raciocínio desenvolvido num trabalho logicamente construído, é uma demonstração que visa solucionar determinado problema. A gênese dessa problemática dar-se-á pela reflexão surgida por ocasião das leituras, dos debates, das experiências, da aprendizagem, enfim, da vivência intelectual no meio do estudo universitário e no ambiente científico e cultural.

] [

5.1.3 O porquê da pesquisa ou as suas justificativas

Toda pesquisa deve apresentar uma justificativa, pois, do contrário, a atividade não faria sentido. Não se pesquisa por nada. A justificativa mostra a relevância da pesquisa baseada no tema e nos objetivos propostos, identificando quais serão as contribuições principais e secundárias ao entendimento e à intervenção na realidade pesquisada. É a parte em que o pesquisador demonstrará o alcance e a efetividade da proposta de investigação.

A relevância que se estabelece pela coerência de um projeto nunca estará somente nele mesmo, apenas na vontade do pesquisador ou no ineditismo do trabalho; deve-se cumprir com as intenções, um circuito que vai até os frutos, os benefícios sociais do trabalho de pesquisa tomado como processo. De outra forma, uma pesquisa não deve prestar-se somente à realização do pesquisador, mas, sim, apresentar-se com um apelo aplicativo, que dela alguém possa fazer uso em benefício da evolução da ciência.

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Métodos de Pesquisa observação A justificativa de um projeto está na contribuição para o conhecimento sobre
Métodos de Pesquisa observação A justificativa de um projeto está na contribuição para o conhecimento sobre

observação

A justificativa de um projeto está na contribuição para o conhecimento sobre um tema, entretanto não podemos apenas ser guiados pelo utilitarismo que se esquece da participação das ciências básicas no edifício.

Para que fique claro, na redação da justificativa, o pesquisador deverá lançar mão da bibliografia principal e da motivação (pessoal ou não), que ampara a iniciativa. Na justificativa, apresenta-se o que foi obtido, bem como as faltas, nos estudos até então realizados. Sua contribuição será preencher tais lacunas ou demonstrar, de forma crítica, confirmando aquilo que se entendia até então, como certo ou errado, dependendo dos resultados da pesquisa.

O teor básico das justificativas de pesquisa passa pelas seguintes questões:

• Que motivos justificam um projeto de pesquisa?

• Qual é a atualidade do tema, sua inserção no contexto atual?

• Há ineditismo do trabalho ou agregação de valor aos estudos sobre o tema?

• Qual é o interesse e quais os vínculos do autor com o tema e os objetivos declarados?

• Qual é a relevância, a importância científica, social, educacional do tema?

• Qual é a pertinência, a contribuição do tema para a solução de um problema atual?

Oferecemos a você um exemplo de justificativa do tema de pesquisa.

Quadro 1 – Tema e sua justificativa

Problema de pesquisa do projeto

Justificativa

Estudo sobre as perdas sociais com a redução das experiências do gosto (consideradas, principalmente as possibilidades modernas não realizadas) na sociedade moderna e as transformações do sabor.

Há necessidade de se estabelecer a importância cultural da experiência da dúvida filosófica no aprendizado infanto-juvenil, com reflexão constante, abandonando a saciedade com as informações dadas sobre serviços, mercadorias e objetos, em geral.

Mostrar caminhos de aprendizado tradicional para valorizar a história das experiências e resgatar valores que podem nos ensinar a rever a natureza da relação dos seres humanos com seus produtos.

O resultado desse trabalho poderá ultrapassar os limites acadêmicos, tornando-se uma efetiva contribuição para a elaboração de políticas que regulem a educação formal, além de criar programas que estimulem sua via informal.

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Unidade II Para Salomon (2000, p. 221), a justificativa é um elemento que jamais poderá faltar

Para Salomon (2000, p. 221), a justificativa é um elemento que jamais poderá faltar num projeto de pesquisa. Para ele:

] [

projeto, tal a afinidade de sua relação. Mas é possível quase sempre distingui-los, reservando, para objetivos, os fins teóricos e práticos que se propõem alcançar com a pesquisa, e para justificação, as razões, sobretudo teóricas, que legitimam o projeto como trabalho científico. Em justificação, entra a defesa do projeto, cujo referencial há de ser a relevância do problema: a teórica, a humana, a operacional, a contemporânea. Completa a justificação a exposição de interesses envolvidos (os teóricos, os pessoais, os da equipe de pesquisadores), como os relacionados com “iniciação científica”, “aperfeiçoamento”, “especialização”, “titulação acadêmica”, “descoberta científica” etc.

frequentemente, justificação e objetivos formam uma só fase do

5.1.4 Para que pesquisar? Os objetivos

Toda pesquisa deve ter um objetivo determinado para saber o que se vai

O objetivo torna explícito o

procurar e o que se pretende alcançar. [

problema, aumentando os conhecimentos sobre determinado assunto. [ ]

Os objetivos podem definir a natureza do trabalho, o tipo de problema a

Respondem às perguntas: por quê?

ser selecionado, o material a coletar. [

Para quê? Para quem? (LAKATOS; MARCONI, 2007, p. 158-9).

]

]

Desta forma, os objetivos da pesquisa procuram:

• propiciar avanços e eficiência nas atividades científicas, valorizando também as perguntas pendentes, demandantes por respostas;

• responder a perguntas do interesse da comunidade científica, que deve estar alinhada às necessidades da sociedade que integra, de modo geral;

• oferecer novos pontos de vista e permitir que se retome aqueles que foram precocemente descartados, sem a pretensão de resolver plenamente os problemas ou apenas confirmar hipóteses;

• empreender pesquisas de relevância e interesse social, principalmente, no caso das tecnologias;

• ineditismo em sua área do conhecimento.

A contribuição pode ser tanto teórica, nas denominadas ciências básicas ou puras, quanto baseada em experimentação ou melhoria de técnicas existentes, as aplicadas, desde que os casos tenham seus resultados generalizados.

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Métodos de Pesquisa Os objetivos são o que não temos e que esperamos que a pesquisa

Os objetivos são o que não temos e que esperamos que a pesquisa nos dê. Indicam aonde queremos ir, o que queremos conhecer, melhorar e/ou transformar, adotando metas para monitorar e medir progressos no andamento.

metas para monitorar e medir progressos no andamento. Lembrete Os objetivos são a face da moeda

Lembrete

Os objetivos são a face da moeda que do outro lado tem a hipótese; enquanto esta é “o que eu tenho” (o que eu acho ou penso, com aquilo que já sei, até com muito de preconceitos), o objetivo é o “não tenho” do objeto de interesse.

Dividem-se os objetivos em duas frentes, empregando-se a terminologia de objetivos gerais e específicos. Os objetivos gerais indicam uma ação muito ampla, resultado pretendido, por exemplo:

• Melhorar o desempenho do estudante universitário nas várias dimensões (aulas, exercícios e atividades extrassala) do aprendizado escolar.

Já os objetivos específicos procuram descrever ações pormenorizadas ou aspectos detalhados que levarão à realização dos objetivos gerais, por exemplo:

• Identificar fatores que dificultam a aprendizagem e em qual aspecto ou dimensão.

• Propor mecanismos que mitiguem, minimizem esses fatores.

• Aplicar procedimentos metodológicos que garantam a melhoria da aprendizagem.

• Descrever o perfil dos alunos que utilizam computadores.

Os objetivos dependem do tipo de pesquisa que é realizada, e, como foi dito, da concepção de mundo (nível teórico). Por exemplo, um projeto realizado pelo Ministério da Saúde, cujo problema estaria em procurar caracterizar o perfil social das comunidades em que há casos de cólera, teria como objetivo orientar a política pública na área de saúde, visando conter a doença. No caso de pesquisa acadêmica, o objetivo maior será trazer uma contribuição ao tema. Isso posto:

Objetivos gerais: referem-se a uma contribuição teórica que se espera alcançar com a pesquisa (por exemplo, revisão de um conceito).

Objetivos específicos: apresentam o resultado imediato do trabalho científico (apresentação de uma bibliografia atualizada sobre o tema, compilação de novos dados sobre um assunto).

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Unidade II

Unidade II Seguimos oferecendo exemplo de declaração de objetivos. Quadro 2 – Declaração dos objetivos da

Seguimos oferecendo exemplo de declaração de objetivos.

Quadro 2 – Declaração dos objetivos da pesquisa

Objetivo geral

Objetivos específicos

 

•Refinamento dos principais conceitos, questões, momentos e instrumentos da pesquisa.

Este trabalho sobre métodos de pesquisa deseja recuperar os saberes e os fazeres esquecidos, o conhecimento que “está nas coisas”.

•Alcançar consistência com uma proposta diferente, partindo das situações descritas e analisadas na Unidade I.

• Criar um fórum de discussões para os resultados práticos e retorno por parte dos alunos.

os resultados práticos e retorno por parte dos alunos. Leitura obrigatória Convidamos você a acessar a

Leitura obrigatória

Convidamos você a acessar a Minha Biblioteca e ler o livro Elaboração de Pesquisa Científica, de José de Sordi (São Paulo: Saraiva, 2013). O link que o levará à obra é: <http://online.minhabiblioteca.com.br/ books/9788502210332>. Acesso em: 22 maio 2014.

5.1.5 Como pesquisar? O método é orientado metodologicamente

A metodologia é o empreendimento de avaliação que deve situar minuciosamente toda ação prevista

e desenvolvida no trabalho de pesquisa.

Para Lakatos e Marconi (2007, p. 83),

Todas as ciências caracterizam-se pela utilização de métodos científicos; em contrapartida, nem todos os ramos de estudo que empregam estes métodos são ciências. Dessas afirmações podemos concluir que a utilização de métodos científicos não é da alçada exclusiva da ciência, mas não há ciência sem o emprego de métodos científicos. Assim, o método é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros –, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista.

O método descreve, com vistas ao aprimoramento e à eficiência, as estratégias de pesquisa, desde sua concepção à coleta de dados necessários, a fim de averiguar as proposições, testar a hipótese ou hipóteses formuladas. Isto é, aceitar e colocar os preconceitos como ponto de partida para o diálogo, que

é a própria pesquisa. Em outras palavras, trata-se do estabelecimento dos parâmetros metodológicos da pesquisa que norteia:

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Métodos de Pesquisa • a escolha do tema e a identificação dos campos sociais (áreas, interesses

• a escolha do tema e a identificação dos campos sociais (áreas, interesses e agentes) envolvidos;

• os detalhamentos e a avaliação da escolha e dos procedimentos para a identificação, tomando como critério a coerência com os objetivos declarados;

• o acompanhamento da hipótese, questões ou dúvidas colocadas, de modo que as racionalize e facilite a execução da pesquisa no que se refere a recursos e tempo;

• crivar os instrumentos de coleta de dados e informações arrolados ou elaborados para utilização com indagações de fiabilidade e adequação entre concepção teórica e técnicas e procedimentos propostos;

• confrontar todos os passos de realização da pesquisa com seu projeto, propondo parâmetros e promovendo ajustes, quando necessário;

• checar a reprodutibilidade dos resultados.

Exemplo: no estabelecimento dos parâmetros metodológicos de uma pesquisa sobre o papel dos movimentos sociais urbanos na luta pelo direito universal à moradia e nas políticas públicas de moradia, podem-se combinar métodos e técnicas qualitativos, como a história de vida, com métodos quantitativos, como a elaboração de um índice de casas atendidas pelo sistema habitacional correlacionado ao índice de membros dos movimentos, a partir de dados retirados de uma amostra de moradores dos bairros A, B e C.

A metodologia ordena:

• o tipo de pesquisa;

• o instrumental utilizado (questionário, entrevista, entre outros);

• o cronograma;

• a equipe de pesquisadores e a coordenação do trabalho;

• a escolha e a utilização dos recursos;

• as formas de tabulação e tratamento dos dados;

• tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa.

5.1.6 Quanto às classificações e aos tipos de pesquisa

Toda classificação é, a um só tempo, processo intelectual e expressão de poder, posto que sua vigência seja em si uma consequência de posição social de seu autor ou grupos de autores.

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Unidade II São exemplos os argumentos de autoridade (uns “nomes” sustentam, mais que outros, os sistemas

São exemplos os argumentos de autoridade (uns “nomes” sustentam, mais que outros, os sistemas de classificação, tipologias e tipificações) e os projetos políticos dos eleitos (têm respaldo na escolha, e não na estritamente na lógica); respectivamente amparados na racionalidade de escolas ou grupos e na representatividade do sufrágio. Ou seja, em algumas vezes serão processos internos à própria ciência; em outras, não.

Ademais, a classificação que segue, e de resto todas as outras, deve ser objeto de reflexão e mesmo de contestação, antes que seja adotada. Reflexão para enxergar além de sua consistência (eficiência, bom funcionamento), procurando testar também sua coerência (eficácia, o cumprimento de metas e objetivos estabelecidos pelo projeto). Contestação quanto à adequação dos aspectos do modelo que não servirem à sua pesquisa, o que confere personalidade à pesquisa.

Trazendo mais luz ao conceito, classificação, para Tristão, significa:

] [

quaisquer (objetos e ideias) que possuem alguma característica comum pela qual devem ser diferenciados de outros elementos e, ao mesmo tempo, constitui sua própria unidade. A determinação e a seleção das classes que compreendem um esquema de classificação estão essencialmente relacionadas com as necessidades de utilização de cada esquema (apud BEZERRA, 2006, p. 13).

ordenar e dispor em classes. Uma classe consiste de um número de elementos

As classificações seguem a lógica exposta por Fabíola Maria Pereira Bezerra, com base em Prithvi N. Kaula e Ingetraut Dahlberg (BEZERRA, 2006, p. 13-4):

Kaula considera a ”classificação como um dos mais importantes ramos do

conhecimento” e justifica sua afirmação quando diz que a mente humana, de uma forma consciente ou inconsciente e independente do fim, desenvolve

a ação de classificar objetos, quando reúne coisas semelhantes e separa os outros não diretamente relacionados.

Neste processo mental, natural e automático de classificação dos “entes, dos fatos

e dos acontecimentos”, Pombo definiu como “pontos estáveis”, que permitem

ao ser humano uma orientação em relação ao mundo à sua volta, estabelecendo hábitos, afinidades e divergências. Possibilita ainda “reconhecer os lugares, os espaços, os seres, os acontecimentos; ordená-los, agrupá-los, aproximá-los uns dos outros, mantê-los em conjunto ou afastá-los irremediavelmente”.

Kaula afirma ainda que a utilização da classificação já era aplicada por grandes filósofos no processo de compreensão e análise do conhecimento.

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Refere que Aristóteles (382-322 a.C.) concebeu a classificação como um processo mental, dividindo originalmente o conhecimento em 5 categorias. Posteriormente estas categorias iniciais foram desenvolvidas e reconhecidas por Aristóteles e seus seguidores, em outras 10 categorias, em

Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa que representaram ou “qualificaram” as diversas áreas do conhecimento. Enquanto Kaula, em seu

que representaram ou “qualificaram” as diversas áreas do conhecimento. Enquanto Kaula, em seu artigo, associa o começo do estudo da classificação, a partir de Aristóteles, Dahlberg já afirma que a história das classificações é tão antiga como a história da humanidade, citando como exemplo a enciclopédia do egípcio Amenope no ano 1250 a.C., embora, na época, fosse reconhecida apenas como a “arte de classificar”, não podendo ser considerada ainda como ciência, pois não havia um embasamento teórico. Segundo o autor, todos os trabalhos desenvolvidos na época foram “organizados sistematicamente, i. e., o conhecimento neles apresentado era organizado segundo alguma ideia preconcebida”, sendo que a sistematização do conhecimento não era feita da maneira esquemática como hoje se apresenta.

Estabelecidas as concepções e as possibilidades da classificação nesse trabalho, seguimos com os critérios de classificação das pesquisas; e com relação às pesquisas, há o emprego genérico da classificação com base em seus objetivos gerais. Desse modo, classificam-se as pesquisas em exploratórias, descritivas e explicativas, como segue, com base em Gil (2002).

Exploratórias: cujo objetivo é “tatear” o quanto possível em busca de quaisquer elementos que possam esclarecer questões (hipóteses), problemas, mostrando algo ainda não apontado. Envolvem, geralmente, levantamento bibliográfico e documental, muito utilizadas como etapa inicial de um processo de pesquisa, já que se caracterizam por esclarecer certos temas e assuntos.

que se caracterizam por esclarecer certos temas e assuntos. observação As pesquisas exploratórias são realizadas

observação

As pesquisas exploratórias são realizadas para atender a diferentes objetivos, que vão da busca por conhecimento sobre determinado assunto, para avançar sobre bloqueios e limites à aproximação de um fato ou tema, conhecer aspectos obrigatórios de nosso entorno.

Descritivas e observacionais: foco na observação, no levantamento e no inventário de questões (dados e informações) com vistas à integração e à articulação dos elementos dos conjuntos estudados, de modo que confira sentido às relações aparentemente disparatadas nos momentos anteriores à pesquisa. A descrição é o momento mais rico do conhecimento, pois assume a imensa influência que recebe das visões de mundo particulares, assim como a grandeza do real, apresentando-o por dentro, de modo dinâmico e inacabado; pesquisas que chamamos de descritivas requerem muita maturidade pessoal e acadêmica, posto que não dão a última palavra, como quer o discurso explicativo. Aqui, há o predomínio da “razão subjetiva”, conforme foi definida.

Explicativas: coração da pesquisa positiva moderna, posto que o termo já remete a certo distanciamento do pesquisador, “mostrando como as coisas funcionam. Nas pesquisas denominadas explicativas, pesquisamos para descobrir os fatores que determinam os fatos ou colaboram para sua ocorrência, que serão apresentados como sistemas os mais fechados e controlados possível. Aqui, há o predomínio da “razão objetiva”, conforme foi definida.

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Unidade II

Unidade II Também é possível classificar as pesquisas conforme o emprego de instrumentos, que devem ser

Também é possível classificar as pesquisas conforme o emprego de instrumentos, que devem ser alinhados aos procedimentos técnicos, segundo Gil (2002, p. 43), que inspira as descrições seguintes.

Bibliográficas: assim como a pesquisa documental, a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de textos (laicos, religiosos, leis diversas, cartas, livros, artigos científicos etc.). É passo inicial em quase todos os estudos, havendo pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. Documentos, para a pesquisa documental, são fontes originais que não sofreram intervenção, cujos sentidos serão reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa, enquanto o objeto da pesquisa bibliográfica

é variado e já reproduzido, conforme as pesquisas que dele decorreram.

Estudos de campo: são levantamentos qualitativos que colocam o pesquisador em meio ao

objeto pesquisado, sejam relações sociais, sejam aspectos físicos e biológicos; há certa comunhão entre sujeito e objeto, que nos extremos podem variar dos casos em que as fronteiras entre ambos são bem visíveis àquelas em que desaparecerão. Há uma marca subjetiva nesses estudos, com preocupação com a objetividade. Trabalhos de campo são levantamentos de imersão, de participação, enquanto os levantamentos de dados para tabulação são instrumentos quantitativos, sendo usados, um e outro, conforme a fundamentação teórica (visão de mundo) e a metodologia (encadeamento eficiente dos passos no trabalho) da pesquisa encaminhada. Os levantamentos estatísticos oferecem maior distanciamento dos fatos, sendo mais ao gosto da ciência tradicional

e do planejamento, em particular, em virtude de seus atributos matemáticos. Porém, seu uso

adequado não deve vir da preferência pelo instrumento, mas das determinações e coerência metodológicas.

Estudos de caso: indicam o privilégio da profundidade e do detalhe, numa escala de observação de objeto controlado, num lugar concreto ou no plano teórico, que pode ser um bairro, uma empresa e até mesmo um traço de personalidade, desde que o enfoque esteja cravado. Os estudos de caso têm larga utilização nas ciências biomédicas (casos clínicos), com emprego nas ciências sociais aplicadas (administração e economia).

ciências sociais aplicadas (administração e economia). observação É preciso não confundir o tratamento banal de

observação

É preciso não confundir o tratamento banal de qualquer caso com estudos de profundidade, que levam tempo para maturar e se desenvolver; meses, pelo menos.

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Experimental: de modo geral, o experimento representa o melhor exemplo de pesquisa científica. Essencialmente, a pesquisa experimental consiste em determinar um objeto de

estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle

e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. O cientista manipula diretamente as variáveis relacionadas ao objeto de estudo, procurando identificar causas e efeitos e modalidades de ocorrência do evento; cria situações de controle para evitar interferências nas relações de causa-efeito identificadas na amostra, como o uso do placebo. Resumindo, a

Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa pesquisa experimental consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que

pesquisa experimental consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo e definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. A pesquisa experimental pode ou não ser feita em laboratório, desde que preencha os requisitos de: 1) manipulação de algum aspecto ou variável do objeto; 2) controle da situação experimental, sobretudo, criando um grupo de controle (de referência, para comparação e análise); 3) distribuição aleatória dos elementos que farão parte dos grupos experimentais e de controle. Os estudos ocorrerão com grupos coordenados ou com sujeito único.

Estudos de coorte, prospectivos, longitudinais ou de incidência: o conceito de coorte é empregado, na maioria das vezes, na área da saúde, em observações clínicas, na descrição de um grupo de indivíduos que possuem algo em comum, normalmente, a idade, mas também residência, permanência, exposição a agente contaminante etc. São, assim, reunidos e passam por observação durante períodos determinados, a fim de que sejam avaliadas as ocorrências em cada indivíduo. A periodização das observações deve ser criteriosa, e os dados pertinentes à história natural do problema em questão devem ser considerados (doença, vetores de contaminação, entre outros). Os estudos de coorte podem ser prospectivos (contemporâneos) e retrospectivos (históricos). O estudo de coorte prospectivo é elaborado no presente, com previsão de acompanhamento determinado, segundo o objeto de estudo. Segundo Gil (2002), sua principal vantagem é a de propiciar um planejamento rigoroso, o que lhe confere um rigor científico que o aproxima do delineamento experimental. O estudo de coorte retrospectivo é elaborado com base em registros do passado com seguimento até o presente. Só se torna viável quando se dispõe de arquivos com protocolos completos e organizados.

Análise dos dados, tratamento estatístico ou levantamento: segundo Gil (2002), as pesquisas desse tipo caracterizam-se pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados.

Pesquisa ex post facto e correlacionais: a tradução literal da expressão ex post facto é “a partir do fato passado”. Conforme Gil (2002, p. 49), a pesquisa ex post facto é uma investigação sistemática e empírica, na qual o pesquisador não tem controle direto sobre as variáveis independentes, porque já ocorreram suas manifestações, ou porque são intrinsecamente não manipuláveis; significa que nesse tipo de pesquisa o estudo foi realizado após a ocorrência de variações na variável dependente no curso natural dos acontecimentos. Também segundo Gil, uma importante modalidade de pesquisa ex post facto, muito utilizada nas ciências da saúde, é a pesquisa caso-controle.

Apesar das semelhanças com a pesquisa experimental, o delineamento ex post facto não garante que suas conclusões relativas a relações do tipo causa-efeito sejam totalmente seguras. O que geralmente se obtém nessa modalidade de delineamento é a constatação da existência de relação entre variáveis. Por isso é que essa pesquisa, muitas vezes, é denominada correlacional (GIL, 2002, p. 49).

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Unidade II

Unidade II O propósito básico dessa pesquisa é o mesmo da pesquisa experimental: verificar a existência

O propósito básico dessa pesquisa é o mesmo da pesquisa experimental: verificar a existência de relações entre variáveis. Seu planejamento também ocorre de forma bastante semelhante. A diferença mais importante entre as duas modalidades está em que, na pesquisa ex post facto, o pesquisador não dispõe de controle sobre a variável independente, que constitui o fator presumível do fenômeno, porque ele já ocorreu. O que o pesquisador procura fazer nesse tipo de pesquisa é identificar situações que se desenvolveram naturalmente e trabalhar sobre elas como se estivessem submetidas a controles.

Pesquisa-ação: quando o pesquisador não é apenas observador exterior aos fatos, mas assume a necessidade de fazer parte deles. Nas palavras de David Tripp (2005, p. 445-6):

É importante que se reconheça a pesquisa-ação como um dos inúmeros

tipos de investigação-ação, que é um termo genérico para qualquer processo que siga um ciclo no qual se aprimora a prática pela oscilação sistemática entre agir no campo da prática e investigar a respeito dela. Planeja-se, implementa-se, descreve-se e avalia-se uma mudança para a melhoria de sua prática, aprendendo mais, no correr do processo, tanto a respeito da prática quanto da própria investigação.

Pesquisa participante: a pesquisa participante, assim como a pesquisa-ação, caracteriza-se pela interação de pesquisadores e membros das situações investigadas.

saiba mais Convidamos a ler o livro: ADORNO, R. C. F. et al. O conhecimento

saiba mais

Convidamos a ler o livro:

ADORNO, R. C. F. et al. O conhecimento e o poder: de quem é a palavra. Relato de uma experiência de pesquisa participante. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 21, n. 5, out. 1987. Disponível em: <http://www.scielosp.org/

scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101987000500006&lng=pt

&nrm=iso>. Acesso em: 23 mar. 2014.

Há autores, como Serva (1995, p. 69-70) que também tratam da pesquisa participante:

A observação participante refere-se, portanto, a uma situação de pesquisa em que observador e observados encontram-se numa relação face a face,

e em que o processo da coleta de dados se dá no próprio ambiente natural

de vida dos observados, que passam a ser vistos não mais como objetos de pesquisa, mas como sujeitos que interagem em um dado projeto de estudos.

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[ ]

Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa Ao resgate da subjetividade, pela inserção do pesquisador numa relação direta e pessoal

Ao resgate da subjetividade, pela inserção do pesquisador numa relação direta e pessoal com o observado, corresponde a abertura para a emoção, o sentimento e o inesperado.

[ ]

a opção pela utilização da observação participante dá primazia à

experiência pessoal vivida no campo, evitando o aprisionamento do pesquisador em apriorismos. Por outro lado, isso não significa, em absoluto, que não se disponha de quadros referenciais teóricos sólidos.

] [

se disponha de quadros referenciais teóricos sólidos. ] [ observação É muito importante esclarecer que, na

observação

É muito importante esclarecer que, na prática, esses tipos não devem anteceder as escolhas e decisões de pesquisar, posto que são consequências do exercício real do método como fio condutor das ações; exceção no caso de propostas de temas e procedimentos de terceiros como condição à pesquisa.

5.1.7 A formulação do problema de pesquisa

Muitos estudantes consideram inconveniente a assertiva que lhes dirigimos nas aulas: “até para não sabermos, é preciso saber alguma coisa”, isto é, quando alguém afirma que nada sabe sobre algo, no contexto da pesquisa científica, a condição para tal “desconhecimento” é a de que tenhamos conhecimento prévio acerca desse assunto e, desse modo, percebamos que o trabalho de formular problemas e hipóteses, bem como a tarefa de descrever e/ou explicar as variáveis com as quais trabalhamos como pesquisadores, pede certo conhecimento sobre o assunto que queremos aprender e manejar.

Normalmente, os pesquisadores já acumulam conhecimento suficiente para elaborar problemas e hipóteses. Quando eles imaginam pesquisar determinado assunto, já leram e refletiram sobre o tema o suficiente para, com segurança, elaborar o seu problema e a hipótese da sua investigação.

No caso de trabalhos escolares, muitas vezes, o próprio professor da disciplina dá aos alunos algumas informações básicas sobre o tema proposto para uma pesquisa mais aprofundada, complementar e mesmo suplementar às aulas.

Como deveremos proceder se nos for solicitada uma pesquisa sobre um assunto que desconhecemos? E se devemos elaborar um problema de pesquisa e hipóteses pertinentes a esse problema, no caso de um tema que não dominamos?

É recomendação básica, e requisito fundamental, que façamos um estudo prévio sobre o tema de nosso interesse, para que possamos formular um problema de pesquisa que seja pertinente, mas, sobretudo, coerente.

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Unidade II Esse estudo prévio pode envolver leitura de jornais, enciclopédias, sítios da internet e orientação

Esse estudo prévio pode envolver leitura de jornais, enciclopédias, sítios da internet e orientação ou conversas com pessoas que sabemos dominar o tema (ou que possuem um conhecimento mais aprofundado sobre o assunto que vamos investigar).

Muitas vezes, dada a vastidão do tema e o nosso desconhecimento sobre o assunto estudado, esse estudo prévio acaba se transformando em uma pesquisa bibliográfica, momento de qualquer pesquisa, além de modalidade importantíssima quando o objetivo for levantamento dos atributos (propriedades físicas, químicas, sociológicas, médicas etc.) e exploração das diversas dimensões de temas (históricas, geográficas, econômicas, culturais, políticas, ambientais, entre outras).

Pesquisamos a fim de descobrir respostas para problemas. No campo da metodologia científica (conjunto de técnicas e métodos consagrados pelo trabalho de pesquisa científica), definimos problemas como questões não resolvidas e que se colocam como centro de discussão e investigação. De forma bastante simplificada, o problema da pesquisa resume o que nos inquieta, o que nos motiva a levantar informações, a respeito do que queremos saber mais.

informações, a respeito do que queremos saber mais. Lembrete É preciso saber algo do assunto que

Lembrete

É preciso saber algo do assunto que se deseja pesquisar.

Problema de pesquisa, para Gil (2002, p. 23), com recurso ao dicionário, é “questão não solvida e que é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento, pois é a que mais apropriadamente caracteriza o problema científico”. Justifica a seleção da acepção pela clareza de que nem todo problema é passível de tratamento científico. E reitera que “Isto significa que, para se realizar uma pesquisa, é necessário, em primeiro lugar, verificar se o problema cogitado se enquadra na categoria de científico”.

Esse autor reitera que:

toda pesquisa se inicia com algum tipo de problema, ou indagação. Todavia, a conceituação adequada de problema de pesquisa não constitui tarefa fácil, em virtude das diferentes acepções que envolvem este termo (GIL, 2002, p. 23).

Gil ajuda-nos na tarefa de classificar e manejar as questões da pesquisa em função de sua verificabilidade. Afirma ele que, nas perguntas como esta: como posso viver melhor e qual é a maneira correta de viver?, elaboram-se, respectivamente, problemas tecnológicos e morais (segundo o autor, de engenharia e de valor), contudo não são problemas científicos, porque na própria pergunta não há variáveis (acontecimentos cujo valor poderia mudar em função de inúmeros fatores) que possam ser testadas objetivamente (2002, p. 24). Em outras palavras:

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Problemas de valor ou de engenharia não podem ser problemas científicos. Eles não são cientificamente testáveis. Não conseguimos levantar evidências fortes o suficiente que possam responder às questões formuladas dessa maneira. Podemos até nos aproximar de respostas

Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa prováveis, mas dificilmente podemos chegar a uma conclusão com segurança e neutralidade (GIL,

prováveis, mas dificilmente podemos chegar a uma conclusão com segurança e neutralidade (GIL, 2002, p. 24).

Mais:

Um problema científico é um problema que apresenta uma situação que pode ser testada. Se um problema é uma questão que mostra uma situação necessitada de discussão, investigação, decisão ou solução temos que ter condições efetivas de discuti-lo, investigá-lo e solucioná-lo (GIL, 2002, p. 24).

Segundo vários pesquisadores e cientistas, a etapa mais difícil e trabalhosa do processo de pesquisa é a definição do problema. Vamos pesquisar o quê? Vamos responder a qual questão? É desse momento que depende todo o restante do trabalho de pesquisa. Se não formulamos adequadamente o problema, toda a nossa pesquisa está comprometida. Se não definimos o rumo, vamos com certeza nos perder.

O erro mais comum em pesquisa é iniciá-la sem ter claro o problema a ser resolvido. Temos tantas ideias, queremos saber tantas coisas, que erroneamente consideramos que está claro o que queremos saber. Esse é o maior engano. Muitas vezes, não está claro nem para nós mesmos. Imaginem então para os outros.

Seguem alguns exemplos de formulação de problemas de pesquisa.

Quadro 3 – Exemplos de problemas de pesquisa

Temática

Problematização do tema de pesquisa proposto no projeto.

Qualidade de vida

Avaliar se a educação escolar com preceitos médico-ambientais, jurídicos, políticos, logo nos primeiros anos do Ensino Fundamental, transforma hábitos alimentares e de higiene pessoal (profilaxia médica); conhecimento das normas essenciais, das leis básicas (começando pela Constituição Federal), participação nas decisões, na vida institucional das organizações, principalmente as públicas (participação política). Tudo isso de modo lúdico, brincando, jogando. Projeto de longa duração, com “grupo-controle”.

A utilização da informática no aprendizado escolar.

Verificar a eficácia da utilização de jogos eletrônicos (games variados, feitos com propósito educativo ou não) no aprendizado das diversas disciplinas, como sociologia, política, estatística, ecologia e todas as demais áreas de estudo. Projeto de curta duração, com possibilidades de testes qualitativos sobre o aprendizado.

A crise da hegemonia das áreas de denominação geográfica controlada, da vitivinicultura europeia.

Verificar se a presença de ótimas condições ambientais e culturais dos terroirs (clima, relevo, nutrientes no solo, saberes, tradições etc.) na vitivinicultura realmente são únicas, ou se as variedades de uvas viníferas podem ser cultivadas em quaisquer áreas cujas condições sejam aproximadas e artificialmente produzidas (varietais dos Estados Unidos, Chile e Nova Zelândia, por exemplo). Exemplo da champagne, que é o único vinho espumante que pode receber esse nome por ser da região de Champagne, sendo o vinho que passa por processos similares denominado simplesmente espumante. Projeto de média duração e interdisciplinar, de instrumental múltiplo, para escapar das amarras tecnicistas. Pesquisa bibliográfica, videográfica (documentários e dramas) e cartográfica.

A distribuição espacial da renda nas regiões metropolitanas brasileiras, associada aos problemas ambientais e de infraestrutura.

Verificar se a concentração de renda, além de estar associada ao acesso às melhores áreas das cidades (também do campo), também explica a distribuição dos benefícios e problemas ambientais.

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Unidade II

Unidade II saiba mais Você pode buscar as seguintes fontes para obter mais conhecimento sobre o
saiba mais Você pode buscar as seguintes fontes para obter mais conhecimento sobre o assunto:

saiba mais

Você pode buscar as seguintes fontes para obter mais conhecimento sobre o assunto:

CASTRO A. A. Formulação da pergunta de pesquisa. In: CASTRO, A. A.

Revisão sistemática com e sem metanálise. São Paulo: AAC, 2001. Disponível

em: <http://www.metodologia.org>. Acesso em: 20 maio 2014.

Esse capítulo faz parte de uma série de manuscritos que originou o curso, aberto e gratuito, de revisão sistemática e metanálise, disponibilizado pela Unifesp Virtual. (<http://www.virtual.epm.br/cursos/metanalise>.).

HEGENBERG, L. et al. (Org.). Métodos de pesquisa: de Sócrates a Marx e Popper. São Paulo: Atlas, 2012.

LIMA, T. C. S.; MIOTO, R. C. T. Procedimentos metodológicos na construção do conhecimento científico: a pesquisa bibliográfica. Katálysis, Florianópolis, v. 10, 2007. Número especial. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.

php?script=sci_arttext&pid=S1414-49802007000300004&lng=en&nrm

=iso>. Acesso em: 23 mar 2014.

Algumas considerações sobre o problema de pesquisa são necessárias:

• Uma pesquisa só será necessária se existir uma insatisfação com as soluções oferecidas, dúvida ou dúvidas a serem esclarecidas.

• A problemática é a evolução metodológica do encaminhamento da dúvida inicial que motiva e orienta a pesquisa; não podemos perder de vista essa origem, que, segundo os preceitos filosóficos geralmente aceitos, deve sempre sediar seu ciclo no senso comum, isto é, estabelecer seus horizontes no mundo da vida humana.

• Deve ser escrito de forma clara e argumentativa: qual é a questão, e seus parâmetros, para a qual se busca uma resposta?

Pode-se, ainda, qualificar os problemas quanto:

• À relevância: isso quer dizer que o problema de pesquisa precisa, de alguma forma, representar uma indagação ou questionamento que tenha importância no contexto histórico na construção do conhecimento, não podendo ser medido apenas pela aplicação das “conclusões” às quais chegarmos. É, então, uma questão de coerência de todo o “ciclo da pesquisa”, desde as concepções teóricas, técnicas, às éticas, que devem ser fundantes da ação.

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa • À clareza: isso significa que não pode haver dúvidas no encaminhamento da

• À clareza: isso significa que não pode haver dúvidas no encaminhamento da pesquisa sobre a questão da pesquisa que se irá realizar.

• À possibilidade de realização: devemos nos propor trabalhos factíveis, praticáveis, no que diz respeito a alcance dos objetos de interesse, acesso aos recursos em geral, além de ambiente de pesquisa.

• Aos interesses e preferências do pesquisador: sempre que pudermos, devemos escolher nossos temas de pesquisa. Na vida escolar (também na profissional), principalmente quando as pesquisas são exercícios de aprendizagem metodológica, os temas são secundários ou restritos à prática exploratória e ao domínio da reprodução do assunto antes de nele criar. Ou melhor, temos de fazer pesquisas em temas que não são os de nossa preferência, apesar de estarmos mais interessados em outros assuntos. Devemos procurar escolher assuntos que nos sejam interessantes, a respeito dos quais temos muita curiosidade.

• À especificidade: na definição do problema principal de nossas pesquisas, temos de ser bastante específicos quanto ao estabelecimento dos objetivos e de sua hierarquia, pois devem ser precisados os aspectos (as variáveis) que poderão (deverão) ser verificados.

Os temas muito amplos e fracionados podem apresentar-se como de difícil solução, e, se não definirmos exatamente o que queremos, provavelmente perderemos o foco em meio ao material bibliográfico (gráficos em geral, documentos, enciclopédias e artigos científicos). Devemos continuamente ajustar a problemática (o questionamento) da pesquisa como se fosse a busca pelas lentes adequadas que nos permitirão enxergar melhor nosso alvo; mais ou menos como fazemos naqueles exames oftalmológicos.

Logo, quanto mais específico for o problema formulado, mais fácil será empreender buscas e aferir a consistência das soluções encontradas. Quanto mais específico for o problema, mais sentido terá nosso trabalho de pesquisa. Esse é um trabalho que costumamos denominar “recorte do tema”. Como se estivéssemos diante de uma enorme folha de jornal recheada de assuntos interessantes e resolvêssemos “recortar” um artigo sobre determinado tema.

• À forma, como pergunta: por uma questão de precisão e controle lógico, formulamos o problema como pergunta na forma interrogativa; precisão, em virtude da necessidade da linguagem como instrumento; e controle na verificação das variáveis; isto é, os “termos acessórios do problema” que deverão ser checados.

A título de exemplo, seguem alguns problemas que podem ser considerados científicos, bem como seus motivos:

• O horário eleitoral gratuito (e demais modalidades de campanha) repercute no voto do eleitor?

— Procura-se aqui inquirir a assistência e avaliar a extensão de impactos.

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Unidade II • Os índices de desemprego, de déficit habitacional, da fome e de acesso à

• Os índices de desemprego, de déficit habitacional, da fome e de acesso à escola são responsáveis pelo crescimento da violência urbana?

— O propósito é avaliar pelo método comparativo de amostras com diferentes combinações dos fatores.

• Que fatores determinam o aumento ou a diminuição dos níveis de poupança de famílias de classe média?

— Aferir os períodos com menores afluxos de depósito em poupança relacionados a variáveis socioeconômicas de renda, escolaridade, segmentação de mercado etc., conforme as hipóteses.

• A escolha da dieta básica (e de alimentos particulares) dá-se conforme o grau de instrução?

— Averiguação das dietas básicas de grupos pesquisados da população total segundo estratos de escolaridade.

• Quais os fatores (psíquicos, sociais) influenciadores do hábito de amamentar?

— Pesquisa bibliográfica e entrevistas com grupos de estratos sociais de renda, educação, domicílio distintos; escolhas com base nas hipóteses.

• Os exames vestibulares refletem o nível de iniciação à leitura dos candidatos?

— Aferir a relação dos candidatos com a prática da leitura.

• Na realização de atividades por indivíduos isolados ou por grupos coordenados, qual é modo mais eficiente ou produtivo de execução do trabalho?

— Aferir e comparar os ciclos de atividades por modalidade.

• Qual é o impacto das atividades humanas no assoreamento dos rios urbanos?

— Mapear e mensurar os impactos da ocupação do território (atividades) na dinâmica hidrológica e no perfil hidrográfico da região estudada.

Os problemas mencionados anteriormente são científicos, específicos, atendendo aos requisitos mencionados. Formulado o problema da pesquisa, a elaboração da hipótese é a tarefa que, em seguida, faz-se necessária. Já dissemos que “se trata daquilo que achamos”, nossa “solução precária” para o problema proposto; é o que já temos sobre o objeto da pesquisa, o outro lado do objetivo.

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Métodos de Pesquisa 5.1.8 A elaboração das hipóteses de pesquisa A hipótese é, então, uma resposta

5.1.8 A elaboração das hipóteses de pesquisa

A hipótese é, então, uma resposta (provável) ao problema a ser investigado. Em algumas pesquisas,

essa elaboração é dispensável, ao menos em termos da sua explicitação formal (quer dizer, da sua declaração). Isso ocorre principalmente nos casos de estudos exploratórios ou descritivos.

De forma simplificada, podemos dizer que problemas, objetivos e hipóteses estão relacionados. Percebemos diferenças nos seguintes aspectos:

• enquanto os problemas são sentenças interrogativas, os objetivos são incertos, as hipóteses são afirmativas;

• as hipóteses são tão específicas quanto os objetivos e mais do que os problemas;

• as hipóteses apresentam uma maior preocupação com a operação da pesquisa propriamente dita; assim, se o problema apresenta a questão da pesquisa, a hipótese deve deixar claro qual a forma a ser utilizada para resolver o problema foco de investigação.

As hipóteses são consequências dos objetivos e dos problemas formulados. Elas funcionam como afirmações, procurando deixar evidente como serão respondidas algumas das questões pertinentes aos

problemas. Isso ocorre porque, como as hipóteses são mais específicas, elas podem estar relacionadas

a determinados aspectos do problema. Portanto, um mesmo problema pode gerar várias hipóteses,

e a construção de uma determinada hipótese é escolha pessoal do pesquisador em relação a várias possibilidades.

Vamos a alguns exemplos, tomados dos que já foram apresentados.

• Exemplo 1:

O tema é: a crise da hegemonia das áreas de denominação geográfica controlada, da vitivinicultura europeia.

Problema formulado: é possível manter a qualidade original de vinhos de regiões especiais nos vinhos que mantenham a variedade de uvas em outras partes do mundo?

Argumento: verificar se ótimas condições ambientais e culturais dos terroirs (clima, relevo, nutrientes no solo, saberes, tradições etc.) na vitivinicultura realmente são únicas, ou se as variedades de uvas viníferas podem ser cultivadas em quaisquer áreas cujas condições sejam aproximadas e artificialmente produzidas (varietais dos Estados Unidos, Chile e Nova Zelândia, por exemplo). Exemplo da champagne, que é o único vinho espumante que pode receber esse nome por ser da região de Champagne; sendo

o vinho que passa por processos similares denominado simplesmente espumante. Projeto de média

duração e interdisciplinar, de instrumental múltiplo para escapar das amarras tecnicistas. Pesquisa

bibliográfica, videográfica (documentários e dramas) e cartográfica.

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Unidade II

Unidade II Podemos formular várias hipóteses tomando o problema “É possível manter a qualidade original de

Podemos formular várias hipóteses tomando o problema “É possível manter a qualidade original de vinhos de regiões especiais nos vinhos que mantenham a variedade de uvas em outras partes do mundo?” como ponto de partida. Portanto, de um mesmo problema, podemos formular duas ou mais hipóteses diferentes. São várias as possibilidades. Numa delas, ambos os exemplares de vinhos devem ser comparados.

A título de exemplo, vamos formular duas hipóteses:

Hipótese 1: um dos dois é melhor, a partir dos critérios convencionais empregados pela arbitragem, desmoralizando um dos argumentos do debate.

Hipótese 2: os dois são de alta qualidade, e caem por terra os mitos.

Como é possível observar, as hipóteses são afirmações que se fazem na tentativa de obter respostas para a solução de um determinado problema. Seja lá qual for a hipótese escolhida, sua confirmação ou não auxilia na descoberta da resposta ao problema que formulamos. O pesquisador deve escolher aquela hipótese que mais o agrada e que lhe parece mais próxima de responder ao problema formulado.

• Exemplo 2:

O tema é: a distribuição espacial da renda nas regiões metropolitanas brasileiras e associação aos problemas socioambientais e de infraestrutura.

Problema formulado: a distribuição territorial da renda é causa principal de processos sociais que afirmam ou negam a qualidade de vida da população?

Argumento: verificar se a concentração de renda, além de estar associada ao acesso às melhores áreas das cidades (e do campo), também explica a distribuição dos benefícios e problemas ambientais. Para cada um dos fatores, podemos formular uma hipótese correspondente.

Hipótese 1: o poder aquisitivo; a renda determina o acesso às melhores áreas dos espaços urbanos e agrários.

Hipótese 2: a concentração de renda é acompanhada de mobilização e solução política (lobbies) dos problemas e atendimento de demandas.

Hipótese 3: as condições socioambientais em geral expressam o comportamento dos grupos com associação direta a esses espaços.

As hipóteses anteriores são afirmações que fazemos na tentativa de obter respostas para a solução de um determinado problema, qual seja, o da descoberta dos fatores que estão relacionados ao crescimento da violência urbana. Seja lá qual for a hipótese escolhida, sua confirmação ou não nos permite descobrir se o fator selecionado pode ou não estar vinculado ao crescimento da violência. O pesquisador deve

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Métodos de Pesquisa escolher a hipótese de sua preferência e a que lhe parece mais próxima

escolher a hipótese de sua preferência e a que lhe parece mais próxima de responder ao problema formulado.

5.1.8.1 Papel das variáveis

Como dissemos, na hipótese, estamos imaginando a existência de alguma relação entre coisas ou fatos.

Por exemplo, vamos imaginar o seguinte problema de pesquisa:

Problema: a ocorrência de cáries está relacionada ao acompanhamento odontológico preventivo?.

Estamos nos perguntando se o hábito de consultar com frequência o dentista pode estar relacionado

à frequência com que surgem cáries. Para esse problema, podemos formular a seguinte hipótese:

Hipótese: a frequência com que surgem cáries está relacionada à frequência de acompanhamento odontológico preventivo.

Nessa afirmação, estamos procurando investigar se “frequência de acompanhamento odontológico”

e “frequência de ocorrência de cáries” estão relacionadas. Para efeito da nossa pesquisa, “frequência de acompanhamento odontológico” e “frequência de ocorrência de cáries” serão as nossas variáveis. São as coisas ou os fatos que procuraremos estudar.

Quando o pesquisador elabora a hipótese de pesquisa, ele deve esclarecer exatamente o que significam as variáveis com as quais ele irá trabalhar. No exemplo anterior, acompanhamento odontológico pode ter significados diferentes para pessoas diferentes. Da mesma forma, pode haver diferentes maneiras de entender o que significa “ocorrência de cáries”.

As variáveis (as coisas e os fatos sobre os quais iremos trabalhar) necessitam ser definidas, detalhadamente, pelo pesquisador. No exemplo, as nossas variáveis podem ser explicadas da seguinte maneira:

— Frequência de acompanhamento odontológico preventivo: deve ser entendido como número de consultas preventivas (excluídos os tratamentos) a um profissional especializado em saúde dentária (dentista ou ortodontista), no período de um ano.

— Frequência de ocorrência de cáries: deve ser entendida como o número de vezes, ao longo de um ano, correspondente ao surgimento de cáries.

A partir da definição das nossas variáveis, deixamos claro o que iremos pesquisar. A partir da definição das nossas variáveis, qualquer pessoa pode compreender exatamente qual afirmação procuraremos confirmar ou negar.

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Unidade II Vamos retomar um exemplo anterior. • O problema formulado é: “será que a propaganda

Vamos retomar um exemplo anterior.

• O problema formulado é: “será que a propaganda eleitoral influencia decisivamente o voto do eleitor?”.

• Hipótese 1: no caso de eleitores indecisos, assistir ao programa eleitoral durante os três meses anteriores à eleição pode ajudá-los a definir a intenção de voto.

As nossas variáveis são:

• Variável 1: exposição ao programa eleitoral, que será entendida como o número de vezes que o eleitor assistiu/esteve exposto à propaganda partidária especialmente elaborada para o período de eleições, veiculada por meio da televisão.

• Variável 2: intenção de voto, que será entendida como a declaração espontânea de qual será o voto quando da eleição.

Fica claro também, na nossa formulação hipotética, que estaremos investigando essa possível relação dentre as pessoas declaradamente indecisas (quer dizer, que em um primeiro momento declararam não ter candidato definido). Também estamos esclarecendo que estudaremos a influência da propaganda eleitoral nos três meses anteriores ao pleito (período usual em que a propaganda eleitoral é veiculada).

Vejamos mais um exemplo:

• O problema formulado é: “quais os fatores que contribuem para o crescimento da violência urbana?”.

• Hipótese 1: quanto maior o desemprego, maior será a violência urbana.

As nossas variáveis são:

• Desemprego, que será compreendido como a inexistência de vínculo empregatício formal do indivíduo durante um ano (quer dizer, iremos definir que o indivíduo será considerado desempregado se não tiver tido algum trabalho com “registro em carteira” no período de doze meses).

• Violência urbana, que será entendida como o número de crimes (assaltos, roubos, assassinatos) na cidade durante o período de um ano.

Definidas as variáveis, podemos mencionar que as estudaremos a partir de estatísticas fornecidas por determinadas entidades de pesquisa ligadas ao governo municipal. Nosso trabalho será o de analisar se existe uma associação entre desemprego e violência urbana, por meio da comparação dos números que tivermos disponíveis.

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Métodos de Pesquisa Exemplo de aplicação Retome outros exemplos de problemas mencionados anteriormente. Para cada um
Exemplo de aplicação
Exemplo de aplicação

Retome outros exemplos de problemas mencionados anteriormente. Para cada um deles, formule uma hipótese e defina as variáveis de forma que seja possível confirmar ou não a hipótese formulada.

Que fatores determinam o aumento ou diminuição dos níveis de poupança de famílias de classe média?

O grau de instrução determina a escolha de determinado tipo de alimento?

A A Exercício de aplicação
A
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Exercício de aplicação
tipo de alimento? A A Exercício de aplicação condição social dos alunos está relacionada aos
tipo de alimento? A A Exercício de aplicação condição social dos alunos está relacionada aos
tipo de alimento? A A Exercício de aplicação condição social dos alunos está relacionada aos
tipo de alimento? A A Exercício de aplicação condição social dos alunos está relacionada aos

condição social dos alunos está relacionada aos resultados de exames vestibulares?

realização, em grupo, de determinada tarefa pode estar relacionada com a diminuição do tempo de execução e finalização da tarefa?

Oferecemos mais uma oportunidade de colocar em prática aquilo que estamos tratando. Veja o roteiro da atividade proposta:

1. A partir da bibliografia recomendada (a seguir), apresente a definição de “problema de pesquisa” (também denominada problemática e questão de pesquisa), destacando sua importância no conjunto do projeto.

2. Diferencie um problema científico de um não científico.

3. Formule um problema científico seguindo as sugestões (“dicas” dos autores recomendados) e as regras (condições estritas).

4. Responda às questões correlatas àquelas da problematização do tema, tais como: qual é a relação entre a problematização e os instrumentos e técnicas de pesquisa? Qual é a relação entre problemática e resultados da pesquisa?

Observações: o exercício deve ter redação direta, contemplando justificativas, devendo ser apresentado nas
Observações: o exercício deve ter redação direta, contemplando justificativas, devendo ser
apresentado nas condições mínimas estabelecidas para trabalhos acadêmicos, no que diz respeito à
indicação de fontes e referências, começando a empregar ao menos as normas mais elementares, isto é:
ABNT NBR 6023:2002 – Informação e documentação – Referências – Elaboração (original); ABNT NBR
10520:2002 – Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação (original).
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Unidade II saiba mais Bibliografia para o exemplo de aplicação: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. N

saiba maisBibliografia para o exemplo de aplicação: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. N B R -

Bibliografia para o exemplo de aplicação:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-10520:

informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro, 2002a.

NBR-6023:

informação

e

documentação

Elaboração. Rio de Janeiro, 2002b.

Ou:

Referências

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.

HEGENBERG, L. et al. (Org.). Métodos de pesquisa: de Sócrates a Marx e Popper. São Paulo: Atlas, 2012.

MEDEIROS, J. B. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos e seminários. São Paulo: Atlas, 2013.

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez,

2000. p. 63-71.

5.1.9 Quando pesquisar? Tempo coberto pelo projeto

Toda pesquisa tem um início, um meio e um fim. Não falamos somente em termos de conteúdo, mas também de tempo de execução. Quando a pesquisa começa, em quanto tempo se desenvolve e quando será finalizada? Tratamos, portanto, de um calendário, de um cronograma.

saiba maisConvidamos você a ler o artigo “Origem e Evolução do Nosso Calendário ”, escrito por

Convidamos você a ler o artigo “Origem e Evolução do Nosso Calendário”, escrito por Manuel Nunes Marques. Está disponível em: <http://www.mat. uc.pt/~helios/Mestre/H01orige.htm>. Acesso em: 22 maio 2014.

Temos certeza de que apreciará a leitura.

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Métodos de Pesquisa Figura 18 – O calendário O cronograma deve obedecer a um calendário predeterminado
Métodos de Pesquisa Figura 18 – O calendário O cronograma deve obedecer a um calendário predeterminado

Figura 18 – O calendário

O cronograma deve obedecer a um calendário predeterminado pelo agente pesquisador e descrever

o tempo necessário para a realização de cada uma das partes propostas no projeto.

Conforme Salomon (2000, p. 223), “um projeto que não se reduz a mero ’projeto de intenções‘, uma vez que tem de ser tecnicamente redigido, não pode deixar de conter cronograma e orçamento”.

No cronograma estão representados os elementos constitutivos do processo de pesquisa, tomando como referenciais o tempo e a natureza das atividades. Além disso, ainda para Salomon (2000, p. 223-4):

a concepção do cronograma é dinâmica e flexível e pode ser mostrada: a) definindo-se a priori que início, duração, término de uma fase ou de uma atividade não hão de ser entendidos rigidamente e de maneira estanque; b) nem sempre o término de uma fase é condição necessária para o início de outra subsequente; há possibilidade de imbricação de fases e [de] projeção de uma fase iniciar-se concomitantemente com outra.

As etapas podem ser coincidentes, mas não excludentes. Por exemplo, é possível fichar um texto

e levantar dados secundários no mesmo mês, mas não é possível fazer uma análise comparativa das entrevistas sem tê-las terminado. Salomon (2000, p. 223) ensina que:

A forma mais racional de se fazer um cronograma é assumir o modelo cartesiano de cruzamento de coordenadas ou da tabela cruzada, em que as colunas mostram os períodos e momentos do tempo reservado a cada fase da pesquisa, e as fileiras delineiam as fases e tarefas a cumprir.

Lá vai um exemplo:

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Unidade II

Unidade II Quadro 4 – Exemplo de cronograma Etapas Jan Fev Mar Abr Mai Jun Leitura

Quadro 4 – Exemplo de cronograma

Etapas

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Leitura e fichamento

           

Levantamento de dados em campo

           

Entrevista com operários

           

Entrevista com dirigentes

           

Análise comparativa

           

Redação do texto

           
saiba mais Consulte o livro de Délcio Vieira Salomon, C o m o f a

saiba mais

Consulte o livro de Délcio Vieira Salomon, Como fazer uma monografia (São Paulo: Martins Fontes, 2000). O Capítulo 8 apresenta outro bom exemplo de como se elaborar um cronograma.

5.1.10 A pesquisa socioambiental: das ciências básicas às aplicadas

O adjetivo socioambiental supõe a junção dos reinos físico, orgânico e cultural, articulando as ciências parcelares (disciplinas) em suas interfaces (intersecções), de modo que diminua as reduções

e o esfacelamento da realidade. Qualquer que seja a pesquisa, sempre terá por objeto eventos sociais

(relações sociais e culturais) e ambientais (trocas de matéria e energia); portanto, dirigindo-se à junção socioambiental, sejam acontecimentos empíricos (ciências sociais aplicadas, como a sociologia e

a geografia), seja nos imaginados (como a geometria e a física teórica), nas ciências básicas ou nas aplicadas.

Anteriormente, tratamos da importância do trabalho científico na aquisição de conhecimento e na ampliação da nossa compreensão do mundo, focando nos objetos de uso cotidiano, passando agora àqueles mais complexos, infelizmente, restritos aos especialistas.

Como vimos, a pesquisa é o conjunto de atividades que tem por objetivo estudar e investigar determinado fenômeno selecionado. Isso quer dizer que, escolhidos certo tema ou certa área do nosso interesse, a todas as atividades que desenvolveremos para atingir esse objetivo (aumentar

o conhecimento sobre o assunto) chamamos de pesquisa. Costumamos dizer que a pesquisa é um

processo, porque envolve trabalhos desenvolvidos durante um determinado período de tempo e que, normalmente, cruzam-se e têm uma relação de interdependência.

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa A pesquisa científica tem características bastante definidas: • a pesquisa é um processo

A pesquisa científica tem características bastante definidas:

• a pesquisa é um processo formal: segue regulamentos e normas claras e explícitas;

• a pesquisa é um processo sistemático: é realizada de forma ordenada, com uma intenção declarada;

• a pesquisa é um processo que se utiliza de metodologia específica: serve-se de procedimentos e estratégias cientificamente aprovadas.

Podemos então definir pesquisa como o processo formal e sistemático que, por meio da utilização da metodologia científica, permite que ampliemos os nossos conhecimentos. A partir daí, como entendermos a pesquisa social avançada e suas ligações capilares com a pesquisa ambiental?

Toda pesquisa é, a um só tempo, social e ambiental, posto que é dedicada ao estudo da realidade social que se entrelaça com a ambiental (biomas e ecossistemas), realidade essa que envolve inúmeros aspectos referentes ao homem em seus relacionamentos com outros homens, com a variedade ambiental (conjunto de formas orgânicas e inorgânicas) e as instituições. Quer dizer que é o tipo de pesquisa que encontramos nas mais variadas ciências (geografia, ecologia, sociologia, antropologia, ciência política, educação, psicologia etc.).

Dentre os vários temas aos quais se dedica a pesquisa socioambiental, podemos ressaltar alguns:

• produção do espaço geográfico e degradação ambiental;

• diagnóstico e prognóstico socioambiental;

• planejamento territorial, ambiental, econômico;

• estudos de políticas públicas;

• personalidade humana;

• família,

• grupos sociais;

• comportamento individual e coletivo;

• mudanças sociais;

• problemas sociais;

• comportamento político;

• organização social.

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81

Unidade II

Unidade II Pelas suas características e temáticas particulares, as Ciências Sociais não desfrutam do mesmo prestígio

Pelas suas características e temáticas particulares, as Ciências Sociais não desfrutam do mesmo prestígio que outras áreas das ciências, porém tem havido mudanças positivas com o esclarecimento sobre as interfaces e a maior aceitação das diversas disciplinas, antes descartadas. Algumas das razões desse descarte costumam ser:

• a realidade social não segue o mesmo padrão do universo físico, sendo impossível determinar a causalidade (tal fator causar tal fenômeno) e a previsibilidade (se tal fator ocorrer, termos uma chance de tantos por cento de certo fenômeno ocorrer) dos objetos estudados;

• é extremamente difícil quantificarmos os fenômenos sociais estudados;

• os pesquisadores sociais lidam com temas com os quais podem estar psicologicamente envolvidos, o que dificulta a objetividade nesse tipo de trabalho;

• geralmente, os fenômenos sociais envolvem tantos aspectos que se torna quase impossível defini-los e controlá-los.

A defesa mais fácil seria mostrarmos que os problemas anteriormente mencionados também ocorrem em diversas pesquisas das ciências naturais. No entanto, a melhor resposta para essas críticas é a demonstração das inúmeras possibilidades de executarmos pesquisa científica com o objetivo de estudarmos fenômenos sociais.

Exemplo de aplicação
Exemplo de aplicação

Folheando o jornal diário, podemos listar uma série de assuntos e temas de nosso interesse. Dentre esses assuntos, podemos selecionar alguns que poderiam ser objeto de estudo de pesquisas socioambientais. Faça a leitura de algum jornal. Depois:

• faça uma lista dos temas de interesse;

jornal. Depois: • faça uma lista dos temas de interesse; • selecione aqueles que podem ser
jornal. Depois: • faça uma lista dos temas de interesse; • selecione aqueles que podem ser

• selecione aqueles que podem ser identificados como temas de interesse da pesquisa socioambiental;

•
como temas de interesse da pesquisa socioambiental; • faça um pequeno esboço das justificativas para uma

faça um pequeno esboço das justificativas para uma pesquisa acerca do tema selecionado.

6 o projeto de pesquisa

O ciclo da pesquisa constitui-se no caminho de busca calcada no projeto que descreve detalhadamente seus atributos (assunto, objeto de interesse, justificativas da escolha e motivações do sujeito, além das referências e dos recursos previstos) e no relatório monográfico, produzido em seu amadurecimento com a finalidade de expor os resultados da pesquisa em fóruns adequados.

O trabalho de pesquisa pressupõe um objeto de estudo definido. Quer dizer, se vamos pesquisar, temos de definir de maneira bastante precisa o que pretendemos investigar e aonde queremos chegar; esse é o papel do projeto, organizar a ação que segue pistas e persegue um ou mais alvos.

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa Vamos estudar as formas mais adequadas para delimitar problemas, elaborar as hipóteses de

Vamos estudar as formas mais adequadas para delimitar problemas, elaborar as hipóteses de trabalho

e definir as condições variáveis que afetam o tema e, portanto, a pesquisa, que deve ser prioritariamente

voltada para os interesses coletivos; em qualquer que seja a área, pois o fundamental é melhorar a vida

das pessoas, não de algumas, mas de todas as pessoas.

Esses procedimentos são fundamentais. Sem eles, saímos para pesquisar sem objetivo definido. Sem essa clareza, pesquisamos sem rumo. Se não estabelecemos metas, perdemo-nos em um amontoado de papéis e ideias, impossibilitados de investigar qualquer questão e sem ampliarmos o nosso conhecimento sobre o mundo que nos cerca. Essa é a diferença entre estudar temas sem comprometimento (o que até pode ser o início de uma grande pesquisa) e a pesquisa científica.

O projeto de pesquisa tem uma sequência padronizada que, entretanto, não deve ser absolutamente rígida, mas aberta às transformações da realidade, às alterações das condições dadas no momento da formulação da pesquisa. Seguem duas sugestões de formatos, um de Geraldo Inácio Filho, outro de Antônio Carlos Gil.

Quadro 5 – Sequência dos momentos do projeto

Projeto de pesquisa Título

1. Tema

2. Tipo de pesquisa

3. Justificativa

4. Objetivos

5. Fundamentação teórica

6. Metodologia de execução do projeto

7. Cronograma

8. Previsão de recursos humanos

9. Previsão de recursos materiais

Referências bibliográficas

Fonte: Inácio Filho (1995).

Muito próxima da sequência anterior, de Geraldo Inácio Filho, é a de Antônio Carlos Gil, que apresenta

o seguinte processo de pesquisa, em seu livro sobre elaboração de projetos:

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Unidade II

Unidade II Formulação do Construção de problema   hipóteses Elaboração dos instrumentos de
Unidade II Formulação do Construção de problema   hipóteses Elaboração dos instrumentos de

Formulação do

Formulação do Construção de

Construção de

Formulação do Construção de

problema

 

hipóteses

Elaboração dos instrumentos de coleta de dados

Elaboração dos instrumentos de coleta de dados Pré-teste dos

Pré-teste dos

Elaboração dos instrumentos de coleta de dados Pré-teste dos
 

instrumentos

 

Análise e

  Análise e

interpretação dos

dados

Determinação do

Determinação do plano

plano

Determinação do plano
Determinação do plano
Determinação do plano

das variáveis

Operacionalização dos dados Determinação do plano das variáveis Seleção da amostra Coleta de dados Redação do

Seleção da amostra

Seleção da amostra

Seleção da amostra
Seleção da amostra
Seleção da amostra
das variáveis Operacionalização Seleção da amostra Coleta de dados Redação do relatório da pesquisa

Coleta de dadosdas variáveis Operacionalização Seleção da amostra Redação do relatório da pesquisa Figura 19 –

Redação do

relatório da

pesquisa

Figura 19 – Diagrama da pesquisa segundo Antônio Carlos Gil

O diagrama ou esquema anterior é muito próximo de nossa linha de raciocínio, começando pela construção das questões que motivam e justificam nova pesquisa sobre um assunto qualquer, “encerrando-se” com a redação final da monografia. A sequência dos quadrinhos não deve ser tomada de modo rígido, pois a redação não começa no final, nem a gama de instrumentos surge depois de todo o campo da pesquisa ser demarcado (identificação de variáveis ou aspectos do tema), o que seria o correto, pois não são neutros aos nossos olhos; temos preferências que, embora devam ser domesticadas, estão presentes. Enfim, o que determinamos como a linha mais correta de raciocínio é mais um modelo de planejamento e de trabalho acadêmico do que fundação de concepção de plano linear inflexível.

As perguntas da pesquisa levam à estrutura do projeto (são, portanto, estruturadoras) e, assim, o que pesquisar leva da temática (a área que se quer pesquisar, de modo bem geral) ao tema (dentre os assuntos da temática), em sua extensão ou seu recorte disciplinar dos horizontes da pesquisa. A indagação ou o porquê de se pesquisar geram as justificativas; o para quê, os objetivos; o como ou modo, a metodologia; e o quando, o cronograma.

Seguem comentários sobre as fases, ou melhor, os momentos do projeto de pesquisa, juntando aquilo que os dois esquemas apresentados têm de melhor, a nosso ver.

Título: é a denominação do trabalho e uma forma de se apropriar dele; algo como um “batismo” da relação que se estabelece; em nossa cultura, tudo o que é personalizado e deve ser mostrado, partilhado, tem nome. Importante: é flexível e pode mudar durante a pesquisa, até mesmo contando a história das mudanças das ideias iniciais que culminarão no relatório monográfico. A maior regra é manter-se coerente com o produto final.

Tema: é aquilo que nos interessou ou foi imposto como de nosso interesse; todo tema de pesquisa deve ser apropriado, mesmo que não tenha sido de nossa escolha; é preciso que com ele se estabeleça uma relação. Essa é fase de formulação do problema sobre o tema.

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Objetivos: são os pés e as pernas do trabalho, a condição de futuro, é o que dá movimento à pesquisa; é um lado da ação da pesquisa, enquanto o outro é o da construção de hipóteses, que é, ao contrário dos objetivos, a organização do que já temos.

Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa • Tipo de pesquisa: produto de classificações conforme o que se pesquisa (objeto)

Tipo de pesquisa: produto de classificações conforme o que se pesquisa (objeto) e as técnicas e procedimentos; importa saber a categoria de pesquisa como uma espécie de rótulo para facilitar

a indexação e a procura por parte dos futuros leitores.

Justificativa: escolha do tema; enfim, além do que foi escrito há pouco, mostra o grau de afinação com as escolhas, ou seja, quanto o pesquisador tomou a atividade para si.

Fundamentação teórica da pesquisa: apresenta os autores e as ideias que mais influenciaram

a busca, o método, as técnicas e os instrumentos empregados. É o momento de maior reflexão

do trabalho, o coração e a autoria do trabalho, o que vai distingui-lo de qualquer outro; é determinante das outras fases, de todos os procedimentos. Aqui se identifica o campo de estudos, os elementos (valores e transformações) e horizontes da pesquisa, para alguns, o sistema com suas variáveis.

Metodologia de execução do projeto: é o momento em que se devem explicar a sequência, o instrumental e os recursos da pesquisa, enfim, aqui se atribui sentido ao ciclo da pesquisa particular que se está realizando.

Devem-se correlacionar os estabelecimentos teóricos (as visões de mundo) do item precedente com esse momento da explicitação metodológica do método, isto é: operações com valores variáveis; seleção da amostra; elaboração dos instrumentos e determinação da estratégia de coleta de dados; determinação do plano de análise dos dados; previsão do formato de apresentação dos resultados; cronograma da execução da pesquisa; e definição dos recursos humanos, materiais e financeiros a serem alocados.

Seguem as etapas detalhadas na seção sobre a metodologia do trabalho:

Cronograma: é a distribuição das atividades no tempo.

Previsão de recursos humanos e materiais: é a projeção de gastos com as várias fases da pesquisa.

Referências bibliográficas: são fundamentais para o acompanhamento do diálogo (com outras soluções, técnicas, visões de mundo) que é a própria pesquisa.

técnicas, visões de mundo) que é a própria pesquisa. Lembrete Deve-se distinguir o processo global de

Lembrete

Deve-se distinguir o processo global de planejamento, que supõe todos os momentos da pesquisa, que vai da curiosidade e da inquietação à publicação e aos debates acadêmicos, do projeto propriamente dito, que é a formalização rigorosa dessas intenções.

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Unidade II

Unidade II observação Tão importante quanto o ideal de previsibilidade na base da busca é a
Unidade II observação Tão importante quanto o ideal de previsibilidade na base da busca é a

observação

Tão importante quanto o ideal de previsibilidade na base da busca é a abertura para a flexibilidade, que deve ser incorporada ao projeto e ser constitutiva do plano.

saiba mais No mercado editorial existem bons livros que abordam o tema projetos de pesquisa

saiba mais

No mercado editorial existem bons livros que abordam o tema projetos de pesquisa. Um deles é o livro de Antonio Carlos Gil, Como Elaborar Projetos de Pesquisa (5 ed. São Paulo: Atlas, 2010). Está disponível em: <http://online. minhabiblioteca.com.br/books/9788522478408>. Acesso em: 20 maio 2014.

Convidamos você à leitura.

Uma vez tratados os elementos constitutivos de um projeto de pesquisa, bem como suas características e ordenamentos, passamos para outra fase de igual importância: a sintetização das informações, bem como a publicação do projeto e da própria pesquisa.

7 síntese e pubLicação

O movimento do ciclo da pesquisa caminhou da origem, preparação e elaboração (que estão nos

tópicos 1 e 2 da unidade I) à viabilização (tópico 3 desta unidade), e agora chega aos seus aspectos mais

práticos, os formatos e as possibilidades de desfecho ou publicação. Agora trataremos da construção do trabalho baseando-nos nas relações acadêmicas, clássicas, entre professor-orientador e estudante- pesquisador, bem como com os demais estudantes e entre os estudantes. Desse modo, seguimos pelas regras sobre as partes da monografia, suas seções.

O trabalho do pesquisador projeta-se para além da própria pesquisa e envolve processos acadêmicos,

políticos, profissionais, sejam cotidianos ou eventuais. Complementa-se colocando-se para o público interessado. É trabalho que não termina, encerram-se as pesquisas em virtude de cálculos institucionais.

A publicação ou divulgação dos resultados de pesquisa é fase essencial, do mesmo modo que se

descobriu recentemente a importância da divulgação científica, dos momentos apresentados do projeto até agora, o relatório monográfico da pesquisa, com os resultados da pesquisa, quanto e como atingimos os objetivos almejados. Desde pôsteres, painéis, comunicações científicas, orais e escritas, passando pelos artigos, até as dissertações mais elaboradas com funções de relatórios, todos são modos de divulgação do trabalho, complementando-o.

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa saiba mais Divulgação científica é uma espécie de tradução dos jargões (linguagens
saiba mais Divulgação científica é uma espécie de tradução dos jargões (linguagens características,

saiba mais

Divulgação científica é uma espécie de tradução dos jargões (linguagens características, especializadas, limitadas) para a linguagem corrente, de modo que mais pessoas entendam os trabalhos; trata-se de democratização dos saberes e do conhecimento. Sobre tal tratamento do assunto, listamos obras relacionadas que podem auxiliá-lo:

BROCKMAN J.; MATSON, K. As coisas são assim. São Paulo: Cia. das Letras,

1997.

BROCKMAN J. Einstein, Gertrude Stein, Wittgenstein e Frankenstein.

São Paulo: Cia. das Letras, 1989.

CAPRA, F. O ponto de mutação. São Paulo: Cultrix, 1986.

Sabedoria incomum. São Paulo: Cultrix, 1990.

GOULD, S. J. Os dentes da galinha. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

OLIVA, A. Epistemologia: a cientificidade em questão. Campinas: Papirus,

1990.

A divulgação da pesquisa requer também que se obedeça a alguns critérios, a exemplo da descrição, da narrativa e da dissertação. As figuras que se seguem apresentam o que se deve efetuar em cada caso.

Pormenorizar Retratar Detalhar Visualizar Descrever é Caracterizar Enumerar Fotografar Figura 20 – Descrição
Pormenorizar
Retratar
Detalhar
Visualizar
Descrever é
Caracterizar
Enumerar
Fotografar
Figura 20 – Descrição
Observar
Atuar
Situar
Imaginar

Surpreender

Narrar é Envolver Relatar Contar
Narrar é
Envolver
Relatar
Contar

Figura 21 – Narrativa

Dinamizar

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Unidade II

Unidade II Criticar Expor Debater Posicionar-se Argumentar Questionar Desertar é Opinar Exemplificar Explicar
Criticar Expor Debater Posicionar-se Argumentar Questionar Desertar é Opinar Exemplificar Explicar Convencer
Criticar
Expor
Debater
Posicionar-se
Argumentar
Questionar
Desertar é
Opinar
Exemplificar
Explicar
Convencer
Discutir
Justificar

Figura 22 – Dissertação

O ciclo da pesquisa vai da origem da curiosidade ao projeto, passando pela dúvida, pela pesquisa bibliográfica, que gera novas dúvidas como condição ao desenvolvimento do projeto com suas muitas escritas e rascunhos que se tornarão o próprio relatório. Já a escolha dos instrumentos de pesquisa é decorrente das opções metodológicas determinadas quando da concepção do projeto.

Os instrumentos de coleta e produção de dados e informações aos quais nos referimos são os questionários, as entrevistas, os croquis, a utilização de mapas, cartas e plantas, observações de campo, leituras, interpretações e análises de dados estatísticos.

O relatório monográfico é a sistematização de todas as correções e todos os rascunhos nos registros da pesquisa que tem como finalidade a divulgação do processo de pesquisa. Antes de chegarmos ao texto final de publicação da pesquisa, apresentaremos instrumentos essenciais à construção do trabalho, como o processo de orientação, os seminários, os debates e as entrevistas.

Leitura obrigatóriaorientação, os seminários, os debates e as entrevistas. Acesse a Minha Biblioteca e leia o livro

Acesse a Minha Biblioteca e leia o livro de Wilges Bruscato, Quem Tem Medo da Monografia? (2 ed. São Paulo: Saraiva, 2010). O link de acesso é: <http://online.minhabiblioteca.com.br/books/9788502112940>. Acesso em: 20 maio 2014.

Lembrete>. Acesso em: 20 maio 2014. Lembre-se de quando dissemos anteriormente que “até para

Lembre-se de quando dissemos anteriormente que “até para não saber é preciso saber alguma coisinha!”

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa 7.1 as orientações: a relação professor-aluno na pesquisa: caminhos, regras e produtos Dentre

7.1 as orientações: a relação professor-aluno na pesquisa: caminhos, regras e produtos

Dentre os instrumentos, a orientação de trabalhos acadêmicos como a monografia é um ponto culminante. No processo de orientação, tanto o orientador quanto o orientando, em suas reuniões de orientação, apresentam, discutem, debatem sobre os instrumentos necessários ao desenvolvimento da pesquisa; portanto, sobre a essência da metodologia, que pode ser modificada seguindo parâmetros adotados.

A relação aluno-pesquisador/orientador, na base da construção da atividade de ensino-aprendizagem

e de pesquisa, parte do suposto de que o pesquisador consiga revelar seus progressos e saiba identificar

mudanças necessárias, bem como fazer as “perguntas certas” ao seu orientador; ou seja, nesse processo, há o entendimento de que o orientando adquira maturidade para bem pensar e desenvolver seu raciocínio metodológico, de forma que o professor-orientador tenha condições de indicar quais as ferramentas necessárias ao desenvolvimento da pesquisa.

O aluno-pesquisador deve ter de forma clara o que pretende com seus estudos. Deve ter certeza do

que deve ser explorado, do seu tema, e bem-delineada a problematização, bem como a hipótese, uma ou mais, se for o caso.

O que se vê, muitas vezes, é o aluno indagando ao orientador se o tema faz sentido sem que se apresente a pergunta, a problematização. Estamos acostumados, como orientadores de trabalhos acadêmicos, a receber alunos que nos informam sobre determinado assunto. Ora, todo e qualquer assunto tem lá seu grau de importância, mas, dissociado de uma problematização, fica vago e sem sentido. Outro comportamento de alguns estudantes: como a decisão pela pesquisa não é algo fácil, como vimos nas páginas anteriores, alguns alunos tomam uma posição mais passiva no processo. Significa que, em vez de propor um tema para discussão e análise, procuram por nossas sugestões. Pergunta clássica:

-

Professor: que tema é interessante de se investigar?

O

que mais recomendamos aos alunos quando nos procuram por sugestões na escolha do tema:

- Veja o mundo e escolha o que quer entender e mudar!

Esta, normalmente, é a resposta do professor.

É preciso mais do que motivar o estudante-pesquisador a entrar nos processos de pesquisa; é

necessário deslumbrá-lo com as possibilidades do conhecimento sem negar os saberes comuns de que comunga. O desafio do professor-cientista (que também pode ser criativo como o artista) é não hierarquizar os saberes do mundo da vida (para aonde todos os especialistas voltam), de áreas ou ramos do conhecimento distintos do seu. Esta é uma lição de casa que todos devemos fazer: criar um ambiente de respeito acadêmico nas relações complementares de ensino-aprendizagem-pesquisa. Nesse aspecto, as orientações coletivas, quando tratadas de assunto comum, oferecem ao estudante condições de debater com seus pares o que está pensando, bem como ter acesso às pesquisas de colegas.

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Unidade II

Unidade II Os aspectos da orientação do professor e o aprendizado envolvido geram processos criativos. O

Os aspectos da orientação do professor e o aprendizado envolvido geram processos criativos. O maior desafio do professor-orientador é provocar o sentido exploratório da atividade para que os orientandos possam, no gênero de exposição oral de um seminário, por exemplo, criar sínteses a serem coletivizadas pelos grupos interagentes.

É preciso, nas orientações, esclarecer os caminhos das recomendações e das sugestões das pesquisas.

O estudante tende a encontrar dificuldades mais ou menos recorrentes, como dificuldades em observar,

descrever, deter-se por longo tempo em fontes complexas, com sites de bancos de dados, a exemplo dos portais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE ou da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – Seade.

Bem, ainda no que diz respeito à orientação de pesquisa, é preciso reafirmar continuamente que os canais de comunicação devem sempre estar limpos, polidos e brilhantes, posto que seja a condição para

a qualificação dos trabalhos.

Na comunicação, que é o primeiro passo para os ajustes seguintes, quanto às regras, o orientador precisa “vender” ao aluno a ideia de que o emprego das normas não vai tolhê-lo, mas lhe dar garantias de riscos mais calculados, dados pela normalização das práticas da escrita, das referências às fontes de pesquisa, bem como do correto manuseio do instrumental de apoio (resumos, fichamentos, resenhas, anotações, representações gráficas etc.).

É preciso deixar bem claro para o estudante-pesquisador que o caráter histórico do conhecimento

(autoridades obrigatórias em todas as áreas do conhecimento) é de extrema importância e deve ser preservado, o que envolve a questão fundamental da autoria dos trabalhos, dele e daqueles que deve citar como fonte de inspiração positiva e negativa para sua argumentação. Tal assunto é tão relevante que negligenciá-lo pode configurar plágio (cópia indiscriminada de ideias e conceitos sem o devido reconhecimento das fontes), caracterizando-se como grave infração.

Começamos por chamar os alunos que precisam buscar respostas e soluções por meio de pesquisa acadêmica e recomendar:

- Leiam tudo e partilhem estas informações com os colegas, dividam trabalho e conversem entre vocês para elaborarem esquemas, antes mesmo de me perguntarem! Bom trabalho.

Esse costuma ser o essencial do diálogo que pretende convidar os jovens pesquisadores à reflexão, que deve ser anterior às perguntas sem método. Somente a contínua consideração dos objetivos deve satisfazer o critério de qualificação do trabalho acadêmico; a qualquer passo, devemos consultá-lo e analisar se nos aproximamos ou nos afastamos de nossos objetivos estipulados.

Trabalhar com grupos envolve o desafio de coordenar as atividades de modo a convergirem, para que leiam ou escutem os recados.

As recomendações para que os projetos sejam aceitos e aprovados requerem que os grupos trabalhem em conjunto, podendo apresentar minirrelatórios de atividades individuais, com participação

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa mais efetiva de cada membro. O que não entenderem deverão procurar em dicionários,

mais efetiva de cada membro. O que não entenderem deverão procurar em dicionários, na rede de computadores, em bibliotecas, e, depois disso, o que ainda não estiver claro, perguntar ao orientador, com identificação dos pontos a serem esclarecidos; mas não se deve esquecer: o projeto é um momento no qual pode haver dúvidas, que devem ser expressas em seu conteúdo, sendo momento importante e substancial da pesquisa.

As normas da ABNT devem ser consultadas, principalmente, as NBRs 6023, 6028, 10520, 14724, que estão resumidas no livro de João Bosco Medeiros, já citado, além de outros de metodologia da pesquisa. O projeto deve ter capa, sumário, citações ao longo do texto e, ao final, referências completas.

A sequência do texto (seja artigo científico, seja um relatório qualquer, além do monográfico), com

ou sem numeração, representa um raciocínio; portanto, deve ser apresentado na introdução, que, junto com o sumário, é fundamental à entrada do leitor no texto. Há uma sequência básica de projetos que facilita o desenvolvimento do raciocínio da pesquisa e de seus relatos parciais que se vão corrigindo. Diga (nesse rascunho que estará esboçando para o orientador, que se tornará o projeto) que vai explorar

os aspectos negativos e positivos sobre o tema apresentado para, em seguida, sugerir melhorias. Conclua

algo sobre sua experiência. Pronto, “acabou”

Agora, com mais detalhes.

Uma ordem lógica típica da monografia é a apresentação do tema, o assunto que estudará, generalizando-o, seguindo as questões específicas da pesquisa (objetivo: o que quer, aonde quer chegar, hipótese: o que acha, o que pensa sobre o tema). Isto é, o objetivo é o que quer (não tem) e a hipótese

é o que acha (já tem).

Introdução à pesquisa é uma coisa; introdução ao tema é outra. Esta, no projeto, não precisa ser anunciada, vem logo no começo da exposição geral do tema e do anúncio dos objetivos. Anuncie o objetivo, justifique-o, apresentando a hipótese (escreva como entender, sem preocupação excessiva com a clareza, no momento inicial).

É altamente recomendável que não se confunda tema, assunto já recortado para a pesquisa

(construção do objeto), com temática, que é conjunto dos temas possíveis de uma área, ou seja, ainda

é geral. Deve partir para um detalhamento do seu objeto de estudo (fontes variadas e combinadas, mas de acordo com a área e o ramo de atuação), apontando um setor, ramo, segmento, parte da realidade que se vai estudar.

Antes de uma citação de fonte, de qualquer tipo de figura, imagem gráfica, cartográfica, fotográfica, deve haver um anúncio dessa, devendo ficar claro o porquê de sua aparição.

Declara-se com alguma reflexão qual é o tipo de pesquisa, se sua ênfase estará no modelo exploratório, descritivo ou explicativo, ou seja, baseando-se em teorias, materiais encontrados em campo ou racionalistas. Pense e discuta escrevendo, e considere também a possibilidade de fazer trabalho de campo.

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Unidade II

Unidade II observação Reparou que nesses últimos parágrafos estamos transferindo a responsabilidade a você? Qual

observaçãoUnidade II Reparou que nesses últimos parágrafos estamos transferindo a responsabilidade a você? Qual responsabilidade?

Reparou que nesses últimos parágrafos estamos transferindo a responsabilidade a você? Qual responsabilidade? A da escrita, o que não é um processo muito simples, também um momento de aprendizado.

processo muito simples, também um momento de aprendizado. Figura 23 – E agora, tenho de escrever

Figura 23 – E agora, tenho de escrever

Disponível em: <http://www.objetivo.br/conteudoonline/imagens/conteudo_9590/1.jpg>. Acesso em 23 de maio de 2014.

Leitura obrigatóriaAcesso em 23 de maio de 2014. Leia o livro Redação Científica : como Entender e

Leia o livro Redação Científica: como Entender e Escrever com

Facilidade, de Gonzaga Ferreira (São Paulo: Atlas, 2011). O link <http:// online.minhabiblioteca.com.br/books/9788522484980> (acesso em: 20 maio 2014) o levará até ele e com certeza o ajudará.

Deve justificar as escolhas, o porquê do objetivo. A complexidade maior do trabalho costuma residir na fundamentação teórica, que estabelece como os autores consultados servem à argumentação do trabalho.

Aqui, neste momento, deve-se escrever sobre os tópicos abordados, acrescentando termos essenciais ao desenvolvimento do tema específico do projeto. Os autores arrolados devem ser lidos e citados no corpo do texto, pois sua ausência desqualifica a argumentação.

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa A título de exemplo, segue sugestão de ordenamento de texto monográfico. • Introdução.

A título de exemplo, segue sugestão de ordenamento de texto monográfico.

• Introdução.

• Capítulo 1. Geral, o tema e a temática, de modo universal.

• Capítulo 2. Específico, o tema escolhido destacado da temática; apresentado metodologicamente (voltam o objetivo, a justificativa etc. tratados no projeto; os dois primeiros capítulos já deverão estar "prontos" no projeto).

• Capítulo 3. Crítico, implicando posicionamento diante dos anteriores, expondo aspectos positivos

e negativos de seu comportamento. Aqui começa a parte nova do trabalho, mas que já estava implícita nas propostas.

• Capítulo 4. Abordagem dos aspectos levantados, apontando melhorias nas duas frentes.

• Conclusão ou considerações finais.

Outra sugestão.

• Introdução.

• Capítulo 1. Revisão teórica. Aqui o estudante-pesquisador apresenta o quadro teórico que norteia

o assunto pesquisado, apresentando as referências clássicas que fundamentam o tema.

• Capítulo 2. Momento prático de análise. Neste momento, empírico e descritivo, o estudante- pesquisador apresenta os dados e as informações de que dispõe para a realização de seu recorte temático, o qual passa a ser cotejado com a realidade.

• Capítulo 3. Sintético. Cabe aqui a articulação da fundamentação teórica com a prática desenvolvida no momento anterior. É este momento que permite ao estudante-pesquisador mostrar seu amadurecimento com a realização da pesquisa.

• Conclusão ou considerações finais.

saiba mais Sobre nossa relação com a informação, segue recomendação de texto sobre abuso consciente

saiba mais

Sobre nossa relação com a informação, segue recomendação de texto sobre abuso consciente ou não da reprodução de ideias de terceiros não referenciadas (sem o devido crédito da autoria) e sobre os problemas com os avanços tecnológicos na área da comunicação.

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Unidade II

Unidade II ABRANCHES, S. P. O que fazer quando eu recebo um trabalho crtl c +

ABRANCHES, S. P. O que fazer quando eu recebo um trabalho crtl c + ctrl v? Autoria, pirataria, e plágio, na era digital: desafios para a prática docente. In: SIMPÓSIO HIPERTEXTO E TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO, 2., 2011, Recife. Anais Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2011. Disponível em:

<http://www.ufpe.br/nehte/simposio2008/anais/Sergio-Abranches.pdf>.

Acesso em: 1º fev. 2014.

Wood Jr. ressalta o incômodo com a evolução e o uso das tecnologias de informação:

A edição de julho e agosto da revista The Atlantic traz na capa uma incômoda questão: “EstaráoGooglenostornandoestúpidos?”. NicholasCarrassinaamatéria de 4.193 palavras e muitas provocações. A perspectiva crítica não é nova. Nos anos 1970, a IBM e seus paquidérmicos mainframes serviram de inspiração para o temível HAL, o computador do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick. Nos anos 1990, não faltaram teorias conspiratórias contra a Microsoft ou libelos contra os efeitos danosos do PowerPoint e do MS-Word. O alvo do momento é a onipresente Google, por seus ambiciosos planos de “organizar o conhecimento humano” (WOOD JR., 2008).

Há meios de levar os alunos e os circundantes (funcionários de apoio da instituição, por exemplo) a qualificar sua participação, e, assim, à atividade de estudar e procurar respostas, soluções às questões da vida (em suas várias dimensões), de preferência, dos arredores, para que a familiaridade traga maior potencial didático à experiência.

Algumas portas de entrada para o universo da pesquisa são, além das clássicas pesquisas bibliográficas (propedêutica, já mencionada, cujo papel é municiar o pesquisador de rudimentos sobre o tema), a cartográfica (aspectos básicos ligados à localização dos fenômenos estudados) e a historiográfica (as relações e razões históricas implicadas), de onde emergem em importância seminários e debates entre estudantes, e também as entrevistas com autoridades na área pesquisada. O primeiro grupo é ligado às origens de qualquer trabalho acadêmico, é fundamental; enquanto as seguintes são formas privilegiadas de aprendizado coletivo, cumprem importantes papéis na construção aprofundada do conhecimento e oferecem ótimas oportunidades de troca

e publicação de resultados de modo vivo. Falemos mais um pouco dessas possibilidades.

7.2 preparação de trabalhos: seminários e apresentações

O pavio da pesquisa é o encantamento com a vida; contagiar e interessar os alunos por tudo o que é social

e ambiental, e assim voltado para o ser humano, logo, também às ciências básicas ou às aplicadas. É desse

modo que seminários, debates e entrevistas são ótimas vias de entrada nos temas que se quer partilhar entre

os envolvidos, não apenas na educação, mas também na socialização mais democrática possível.

Partilhar informações e envolver as pessoas na lida com o conhecimento de fontes diversas é o caminho para trocas mais proveitosas e de resultados mais consistentes e duradouros. Além de todos os benefícios, a construção do conhecimento dessa forma torna o manuseio dos protocolos da pesquisa algo mais corriqueiro como prática compartilhada. Apresentaremos esses caminhos em seus pormenores.

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa 7.2.1 Seminários A preparação e a apresentação de seminários também requer método. Do

7.2.1 Seminários

A preparação e a apresentação de seminários também requer método. Do contrário, para que fazê-lo?

Dentre os motivos para a execução de um seminário, podem-se destacar:

• O mais importante, aqui, é explorar a realidade, levantar questões, problemas, situações, objetos, relações, o que for que mereça ser estudado, provocar o debate como condição fundamental à crítica que se opõe aos extremismos, alimentando assim a necessidade de pesquisar.

• Aprender procedimentos de escuta e participar de exposições orais com aspectos que devem ser juntados para fazer sentido em sua totalidade.

• Organizar os dados coletados, transformando-os em informação para a audiência, normalmente, os colegas.

• Apropriar-se criticamente de rudimentos de planejamento de uma exposição oral.

• Compreender as especificidades de uma exposição oral.

• Adequar o nível de comunicação (jargão, terminologia, gestual, trajes etc.) da exposição às propostas do evento.

• Empregar os recursos auxiliares (audiovisuais) mais adequados ao tratamento e à comunicação dos aspectos almejados.

saiba mais Os autores que seguem tratam do seminário de várias perspectivas. Recomenda-se que sejam

saiba mais

Os autores que seguem tratam do seminário de várias perspectivas. Recomenda-se que sejam consultados, para uma direção mais segura por esse instrumento de aprendizado e pesquisa.

BLIKSTEIN, I. Como falar em público: técnicas de comunicação para apresentações. São Paulo: Ática, 2006.

CARVALHO, M. C. M. Construindo o saber – metodologia científica:

fundamentos e técnicas. Campinas: Papirus, 1995. p. 137-46.

GENTILE, P.; ANDRADE, C. Avaliação nota 10. Rev. Escola, São Paulo, ed. 147, nov. 2001. Disponível em: <http://revistaescola.abril.uol.com.br/ edicoes/0147/aberto/mt_246163.shtml>. Acesso em: 29 abr. 2009.

JOLLES, R. L. Como conduzir seminários e workshops. Campinas: Papirus, 1995.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica.

São Paulo: Atlas, 1991. p. 35-46.

MEDEIROS, J. B. Redação científica. São Paulo: Atlas, 2009.

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Unidade II

Unidade II Cada período da formação escolar requer cuidados especiais, dos primeiros anos aos ciclos universitários,

Cada período da formação escolar requer cuidados especiais, dos primeiros anos aos ciclos universitários, dadas as características psicogenéticas (crescimento e formação da capacidade operatório- mental) das fases infantil, juvenil e adulta; não de modo linear, mas de acordo com o repertório e o contexto cultural dos estudantes-pesquisadores. Isso significa que é preciso conhecer os jovens alunos antes de normalizar os processos, estabelecer os procedimentos.

É assim que o tempo necessário à preparação da atividade dá-se de acordo com a quantidade de alunos envolvidos com o trabalho e com o ritmo de trabalho do grupo (NOVA ESCOLA, 2009).

Quanto ao espaço, ao material didático e aos equipamentos necessários, primeiro é preciso averiguar

a quantidade de pessoas que participarão do processo e, portanto, se o trabalho de pesquisa ocorrerá individualmente ou em grupos coordenados.

É fundamental que todos participem da organização da atividade, desde o formato (ótimo de

componentes no caso de grupos, por exemplo), o objeto (seminário de textos, de assunto, de autor)

e os critérios de avaliação até o debate sobre o aprendizado e aproveitamento com a atividade. E

que participem ativamente da troca de informações, esforçando-se para apreender o essencial de cada apresentação. Aqui, alguns problemas se interpõem, como engajamento, habilidades oratórias diferenciadas, repertórios individuais, dentre outros obstáculos.

Uns e outros devem ver e ouvir-se para que a comunicação seja de boa qualidade.

O seminário tem por objetivo informar uma determinada audiência sobre um determinado tema. É uma situação comunicativa que prevê várias exposições de aspectos diferenciados de um tema comum. Por isso, é situação privilegiada de estudo nas mais diversas áreas: história, matemática, geografia, educação física, ou seja, presta-se ao trabalho com todas as áreas do currículo escolar.

Trata-se de uma situação comunicativa em instância pública – a escolar – que prevê diferentes exposições orais articuladas, mediadas por um coordenador que, ao final, pode tentar articular as diferentes exposições procurando a melhor compreensão do tema pela audiência (NOVA ESCOLA, 2009).

As exposições devem ser planejadas em suas várias dimensões, tais como a previsão de recursos de materiais diversos (projetor, slides, vídeo, PowerPoint, quadros-sinóticos, papel para cartazes, reprodutores de músicas, fotografias, apresentações musicais e de dança, encenações, enfim, tudo o que permitir aproximar o tema da audiência), inclusive, por entrega antecipada de roteiro da apresentação.

Além disso, em instâncias acadêmicas, um seminário pode pressupor a organização de um caderno de resumos das exposições que serão feitas, a ser distribuído antecipadamente para a audiência. Da mesma forma, pode pressupor a organização de um volume, posterior às apresentações, com artigos expositivos de cada uma das falas realizadas.

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa A organização de um seminário e de cada umas das exposições orais que

A organização de um seminário e de cada umas das exposições orais que o compõem precisa dar-se

em dois grandes eixos: o da alimentação temática e o da organização da exposição, propriamente.

A alimentação temática é fundamental para que se estude, de fato, o aspecto do conhecimento que

se pretende trabalhar. Para esse estudo, é necessário ler muitos textos que apresentem as informações necessárias para a aprendizagem dos alunos. O professor pode organizar, por exemplo, sequências de atividades de leitura cuja finalidade seja aprender sobre o tema.

A exposição oral (assim como o resumo antecipado, se houver, e também o artigo expositivo ou

ensaio posteriores ao seminário) pressupõe articulação de informações e seleção daquelas que forem consideradas fundamentais para o tratamento do assunto, de modo que garanta a compreensão da audiência.

A organização da exposição oral, além disso, requer um estudo do gênero e da situação comunicativa,

ao que nos deteremos a seguir, sugerindo uma sequência de atividades para serem desenvolvidas (NOVA ESCOLA, 2009).

saiba mais Continuando sua leitura sobre esse assunto, busque também: NOVA ESCOLA. Comunicação oral :

saiba mais

Continuando sua leitura sobre esse assunto, busque também:

NOVA ESCOLA. Comunicação oral: gênero seminário. Vídeos. Língua Portuguesa. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/lingua-

portuguesa/pratica-pedagogica/video-comunicacao-oral-genero-

seminario-oralidade-lingua-portuguesa-540018.shtml>. Acesso em: 1º fev.

2014.

Como preparar e apresentar seminários: plano de aula no ensino

fundamental 1. 2009. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.

br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/como-preparar-apresentar-

seminarios-oralidade-547498.shtml>. Acesso em: 1º fev. 2014.

POLITO, R. Recursos audiovisuais. São Paulo: Saraiva, 1995.

Superdicas para falar em público. São Paulo: Saraiva, 2005.

PROJETO de formação de professores 3º módulo: notas e seminários. Da

equipedeprofessores.RevistaGestãoEscolar,SãoPaulo,ed.008.jun./jul.2010.

Disponível em: <http://gestaoescolar.abril.com.br/formacao/como-tomar

-notas-apresentar-seminarios-formacao-professores-encarte-

procedimentos-estudo-compreensao-resumo-565825.shtml>. Acesso em:

1º fev. 2014.

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Unidade II

Unidade II SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico . São Paulo: Cortez, 2000. p. 63-71.

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez,

2000. p. 63-71.

VERLI, L.; RATIER, R. Oralidade: a fala que se ensina. Nova Escola, ed. 215, set. 2008. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/lingua- portuguesa/pratica-pedagogica/fala-se-ensina-423559.shtml>. Acesso em: 1º fev. 2014.

7.2.2 A apresentação para a banca: defesa

A apresentação do relatório da monografia para uma banca examinadora é o momento que coroa

todo o esforço que foi empreendido pelo aluno e, dessa forma, deve ser mais do que valorizado: deve

ser considerado como o momento! Para tanto, também necessita de ordenamento lógico, método, portanto. Nesse sentido, o sumário da monografia pode ser utilizado como um plano de apresentação.

Muito importante: devem-se fazer comentários que demonstrem envolvimento com o tema, não falar do assunto como se fosse "apenas um objeto de pesquisa". A ciência mais moderna comporta emoção, então o aluno pode falar objetivamente seguindo o plano, porém deixando claro que a pesquisa foi motivada por interesses diversos, acima da atividade puramente formal, acadêmica.

Deve-se estudar a apresentação e não se preocupar com o que ficou de fora do trabalho. Isso se justifica facilmente quando se conhece o caminho trilhado; normalmente, deixou-se de fora aquilo que afastava o pesquisador dos objetivos principais.

Os slides devem ser comentados naquilo que tiverem de essencial, e nunca lidos, mas seguidos como roteiros; pense se o que quer dizer está no trabalho.

A apresentação deve ser iniciada com a exposição do tema e suas motivações, ou seja, a justificativa

de escolha, para depois apresentar os objetivos, a problematização, bem como a hipótese. Segue-se com uma breve descrição da teoria de base que fundamentou o estudo, bem como a elucidação do método, ou dos métodos, empregados. Feito isso, o expositor deve avançar para pequenas pinceladas do existente em cada capítulo, explicando como foi construído, por qual motivo e o que mais importante dele se destaca. Passa à explanação do próximo, da mesma forma, e assim por diante, até chegar às considerações finais. Nesta, o expositor elenca as principais contribuições a que chegou, bem como o alcance da pesquisa. Como sempre, há mais a saber; deve-se, por fim, deixar uma lacuna em aberto, que servirá de motivação para a continuidade da pesquisa, por outro pesquisador ou pelo mesmo, no futuro.

7.3 os relatórios parciais de pesquisa (abnt nbr 10719) e o relatório final como dissertação (abnt nbr 14724)

O trabalho final (de curso ou disciplina), a monografia, não nasce do nada, é construída aos poucos, e

é desejável que assim o seja, posto que expõe o trabalho exploratório do aluno-pesquisador, oferecendo as condições de avaliação ao orientador e aos demais envolvidos nas atividades.

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa Essa construção é resultado da reelaboração constante de rascunhos e de suas correções,

Essa construção é resultado da reelaboração constante de rascunhos e de suas correções,

tendo os relatórios parciais um papel fundamental nessa escalada de qualidade que se vai transformando lentamente no texto final. Então, textos parciais em contínua correção se tornarão

a

própria monografia.

Falemos da monografia e de suas partes integrantes. Uma monografia é um “item não seriado, isto

é,

é um item completo, constituído de uma só parte, ou que se pretende completar em um número

preestabelecido de partes separadas.” (ABNT, 2002b). Nessa definição se encaixam dissertações, livros e

teses, por exemplo.

Como relatório final de pesquisa, assume alguns formatos, sendo:

a montagem de um relatório formal de uma investigação técnica, científica

ou acadêmica. Ele pode assumir a forma de um trabalho final de uma disciplina ou curso, um ensaio lido em um seminário, um artigo para uma revista técnica, um relatório de uma investigação ou experimentação científica, uma dissertação ou uma tese de obtenção de grau acadêmico, ou ainda um parecer técnico (BÊRNI, 2002, p. 60).

] [

Como trabalho final de curso, daqueles que a exigem, é um trabalho acadêmico, definido como:

] [

conhecimento do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador (ABNT, 2005).

documento que representa o resultado de estudo, devendo expressar

que representa o resultado de estudo, devendo expressar Leitura obrigatória Leia o livro de Manolita C.

Leitura obrigatória

Leia o livro de Manolita C. Lima, Monografia: a Engenharia da Produção

Acadêmica (2. ed. São Paulo: Saraiva, 2009). Você o encontrará em Minha Biblioteca, disponível em: <http://online.minhabiblioteca.com.br/ books/9788502088771>. Acesso em: 23 maio 2014.

Como trabalho final, a monografia divide-se em elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Todos os elementos de cada uma das partes visam informar o leitor acerca do trabalho, tanto a essência do assunto propriamente dito quanto de elementos acessórios de identificação e autoria. Todas as suas partes devem apresentar um sequenciamento lógico, conexo, caminhando em direção ao objetivo maior da pesquisa (GIL, 2002).

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Unidade II

Unidade II 7.3.1 Elementos da monografia O Quadro 6 elenca tais elementos: Quadro 6 – Elementos

7.3.1 Elementos da monografia

O Quadro 6 elenca tais elementos:

Quadro 6 – Elementos da monografia

Divisão

Elementos pré-textuais

Elementos textuais

Elementos pós-textuais

Elementos

Capa (obrigatório) Lombada (opcional) Folha de rosto (obrigatório) Errata (opcional) Folha de aprovação (obrigatório) Dedicatória(s) (opcional) Agradecimento(s) (opcional) Epígrafe(s) (opcional) Resumo na língua vernácula (obrigatório) Resumo em língua estrangeira (obrigatório) Lista de ilustrações (opcional) Lista de tabelas (opcional) Lista de abreviaturas e siglas (opcional) Lista de símbolos (opcional) Sumário (obrigatório)

Introdução (obrigatório) Desenvolvimento (obrigatório) Conclusão (obrigatório)

Referências (obrigatório) Glossário (opcional) Apêndice(s) (opcional) Anexo(s) (opcional) Índice(s) (opcional)

7.3.1.1 Elementos pré-textuais

Capa

A capa deve conter as informações a seguir, na ordem apresentada:

a) nome do instituto, universidade, curso e campus;

b) nome do autor, em maiúsculas;

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100

Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa c) título do trabalho (e subtítulo, se houver); d) cidade em que se

c) título do trabalho (e subtítulo, se houver);

d) cidade em que se situa a universidade e curso;

e) ano da entrega.

Na ocasião da entrega definitiva da monografia, será necessário confeccionar uma versão em capa dura. A capa dura, que deverá ter a cor do curso de que o aluno esteja participando, terá os mesmos dizeres que a capa em papel A4 anteriormente descrita. Na lombada ou dorso deverão constar os seguintes itens:

a) ano da entrega (depósito): no sentido horizontal;

b) título: no sentido longitudinal, do topo para a base da lombada.

Folha de rosto

A folha de rosto deve conter as informações a seguir, na ordem apresentada:

a) nome do autor;

b) título, subtítulo (se houver);

c) texto a 8 cm da margem esquerda identificando a natureza do trabalho, curso e finalidade, conforme segue:

d) orientador;

e) cidade em que se situa a universidade e curso;

f) ano da entrega.

Folha de aprovação

Deve conter:

a) autor;

Trabalho de conclusão de curso de graduação apresentado ao Instituto de Ciências Sociais e Comunicação da Universidade Paulista, como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Administração.

Orientador: Prof. Adilson Rodrigues Camacho, Adilson Rodrigues e Maurício Felippe Manzalli

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101

Unidade II

Unidade II b) título/subtítulo; c) finalidade do trabalho; d) nome do curso, instituto e universidade; e)

b) título/subtítulo;

c) finalidade do trabalho;

d) nome do curso, instituto e universidade;

e) local e data;

f) nome e espaço para assinatura (até três) de professores examinadores.

Dedicatória

Texto conciso, situado na metade inferior da página, após 24 linhas em branco com espaço 1,5, alinhado à direita, indicando a quem é ofertado o trabalho. Não pode ultrapassar a metade vertical direita da página.

Agradecimentos

O texto se inicia na primeira linha da página, sem recuo na primeira linha e com parágrafo alinhado no modo “justificado”. Fonte tamanho 12, em negrito. Não é necessário incluir a palavra “agradecimentos” no alto da página.

Epígrafe

É uma frase que faz alguma alusão ao tema tratado. Situa-se na metade inferior da página, após 24 linhas em branco com espaço 1,5, alinhado à direita, em itálico. Não pode ultrapassar a metade vertical direita da página. Não é necessário incluir a palavra “epígrafe” no alto da página.

Na obra O Caminho da Servidão (2011), do economista Friedrich Hayek, há um bom exemplo de epígrafe. A obra é um livro político que visa analisar e também combater a expansão de regimes totalitários na primeira metade do século XX. Segue uma de suas duas epígrafes, que reflete muito bem a temática abordada no livro:

Resumo na língua vernácula

Raramente se perde qualquer tipo de liberdade de uma só vez.

David Hume

Em um único parágrafo (sem divisões do texto), sem recuo e com parágrafo “justificado”. No alto da página, centralizado, localiza-se o título “Resumo”, separado do texto por um espaço 1,5 (uma linha em branco). Não deve ultrapassar uma página, e recomenda-se que contenha cerca de 500 palavras. O espaçamento é simples, entre linhas.

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102

Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa • Resumo em língua estrangeira Em um único parágrafo (sem divisões do texto),

Resumo em língua estrangeira

Em um único parágrafo (sem divisões do texto), sem recuo, com parágrafo “justificado”, em itálico. No alto da página, centralizado, localiza-se o título Abstract (caso seja redigido em inglês), separado do texto por um espaço 1,5 (uma linha em branco). Não deve ultrapassar uma página, e recomenda-se que contenha cerca de 500 palavras. Espaçamento simples entre linhas.

Lista de ilustrações

Ilustrações são formas de apresentar informações que abrangem gráficos, quadros, desenhos, esquemas, fotografias, mapas e outros. Caso seja necessário, pode ser elaborada uma lista separada de um desses elementos (quando houver dez ou mais itens).

A lista deve apresentar o número da ilustração e seu título, além da página em que esta se encontra no trabalho.

Lista de tabelas

As tabelas podem seguir as orientações das Normas de Apresentação Tabular do IBGE (1993, p. 9), nas quais se lê que nas tabelas “o dado numérico se destaca como informação central”. Caso haja muita informação de caráter discursivo, é mais apropriado elaborar um “quadro”.

A lista deve apresentar o número da tabela, seu título e a página em que esta se encontra no trabalho.

Lista de abreviaturas, siglas e símbolos

Essa lista só deverá ser incluída no trabalho se contiver dez ou mais itens. O título da lista aparece centralizado no topo da página, separado do primeiro item por uma linha em branco. Os itens da lista serão inseridos em espaçamento simples, sem negrito nem itálico. Caso o significado do item ultrapasse a linha inicial, a linha de baixo inicia-se com recuo de 2 cm.

Sumário

Com a mesma apresentação gráfica e na mesma ordem em que aparecem no texto, todos os elementos da monografia (capítulos, subcapítulos etc.), devidamente numerados. Os elementos pré-textuais não são incluídos.

7.3.1.2 Elementos textuais

Introdução

Reiterando a importância da introdução, sua leitura traz uma primeira familiarização com o trabalho, com extensão de duas a cinco páginas. Segundo Bêrni (2002, p. 71), deve conter:

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Unidade II

Unidade II • Preocupações mais amplas que levaram o autor a escolher o tema atual, ou

• Preocupações mais amplas que levaram o autor a escolher o tema atual, ou a problemática mais geral que circunscreve o tema.

• Apresentação resumida do estado em que se encontra o problema.

• Definição dos objetivos do trabalho e das hipóteses que serão investigadas, selecionando-se, dentro da problemática mais ampla que circunscreve a pesquisa, aquela fração que será aprofundada; normalmente o trabalho nasce de uma pergunta central, que é sua hipótese considerada.

• Esclarecimento dos pontos em que o presente trabalho se assemelha ou diverge dos demais já escritos na área, explicitando qual a fração da problemática geral que será tratada no trabalho, isto é, explicitando os objetivos do trabalho.

• Justificativa da importância do trabalho.

• Esclarecimento de como o trabalho se organiza, isto é, como as ideias são expostas e encadeadas nas diferentes seções ou capítulos, a fim de que os objetivos propostos sejam alcançados.

Espera-se que apresente entre duas e cinco páginas. É elaborada a partir de vários elementos do projeto de pesquisa, que supõe a monografia, e é normal que sofra alterações até o término do relatório final.

Desenvolvimento

É o corpo do trabalho propriamente dito, com seus componentes essenciais divididos em capítulos e subcapítulos. Nenhuma de suas divisões deve aparecer “solta”, estanque, ou seja, desconectada das demais partes do trabalho. Há um encadeamento lógico (previamente apresentado no projeto de pesquisa) que deve ser respeitado. Também é importante destacar que os tópicos de mesma natureza devem ser agrupados num mesmo capítulo ou subcapítulo sempre que possível, de modo que evite a multiplicação de divisões desnecessárias.

Como recurso didático, podemos dividir as pesquisas usualmente realizadas em grupos, de modo que facilite sua divisão em seções ou capítulos.

Nas pesquisas de caráter empírico, recomenda-se a seguinte estruturação do desenvolvimento:

a) Introdução.

b) Referencial teórico (Capítulo 1).

c) Metodologia (Capítulo 2).

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa d) Resultados e sua discussão (Capítulo 3). e) Conclusão. As pesquisas de caráter

d) Resultados e sua discussão (Capítulo 3).

e) Conclusão.

As pesquisas de caráter teórico ou histórico são eminentemente bibliográficas, pois envolvem apenas o exame de textos e de dados já coletados por outros autores neles expostos. Nesse caso, é possível dividir o trabalho da seguinte forma:

a) Introdução.

b) Capítulos: recomenda-se que no projeto sejam criados, a princípio, três capítulos, que caminham de conteúdos mais abstratos ou gerais no primeiro capítulo em direção a conteúdos mais concretos ou particulares nos capítulos seguintes.

c) Conclusão.

O estudo teórico pode envolver, por exemplo, a discussão de pressupostos e suas consequências, inclusive, no que se refere aos pressupostos comportamentais da ciência que se estuda. É possível que comparem teorias e modelos de diferentes autores e escolas, ou mesmo diferentes interpretações a respeito do assunto.

O estudo histórico “combina elementos dos trabalhos teóricos e empíricos” (BÊRNI, 2002, p. 30). No caso das ciências econômicas, ou mesmo das gerenciais, quando a vida econômica passada é investigada, isto é, a partir de referenciais teóricos, aproximam-se as duas dimensões. Ao mesmo tempo, o historiador deve saber identificar e diferenciar as forças econômicas ou gerenciais em ação das forças históricas e políticas, mesmo que posteriormente passe a estabelecer relações entre elas. Pode se valer de fontes primárias, como balanços e documentos empresariais, e de fontes secundárias, como “a própria historiografia elaborada pelo historiador geral” (ibidem, p. 31).

Em relação aos estudos de natureza empírica, estes podem ser quantitativos ou qualitativos. No primeiro caso, toma-se um modelo já existente, cujas variáveis influenciarão o tratamento de dados por meio de técnicas, como análise de regressão, para identificar correlações e causações. Podem analisar a evolução de variáveis ao longo do tempo, no que se denomina série temporal, ou num momento específico, a chamada série transversal. Já o estudo qualitativo:

é usado para fazer investigação mais profunda dentro de certo

tema, com um número de casos, quando se tem por objetivo aprofundar ao máximo a investigação do tema, gerando ideias e hipóteses a serem investigadas quantitativamente em amostras maiores. É através da realização do estudo qualitativo que conjuntos de dados até então desconexos podem repentinamente apresentar algum padrão significativo (ibidem, p. 32).

] [

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105

Unidade II

Unidade II Como dissemos há pouco, o relatório de pesquisa é o documento que mostra: •

Como dissemos há pouco, o relatório de pesquisa é o documento que mostra:

como o projeto está sendo ou foi executado;

que dados estão sendo ou foram coletados;

como esses dados estão sendo ou foram analisados;

que resultados podemos extrair deles.

O

projeto pode ser retomado no relatório, não mais como proposta de trabalho, mas como relato da

realização desse trabalho. O relatório é a primeira divulgação da pesquisa efetuada, pois, sem divulgação dos resultados, a pesquisa não servirá a seu fim.

7.3.1.2.1 Das normas

A NBR 10719 2011, para apresentação de relatórios técnicos e/ou científicos, trata exclusivamente

de aspectos técnicos de apresentação; embora a norma não se dirija a outros tipos de relatório (administrativos, de atividades etc.), quando possível, pode a estes ser aplicada. De certa forma, apresentações de resultados são relatos de processos de levantamento, diagnósticos, enfim, resultados, em geral (ABNT NBR 10719, 2011).

Um relatório técnico e/ou científico, segundo a mesma norma, é documento que descreve formalmente o progresso ou resultado de pesquisa científica e/ou técnica.

O relatório pode receber classificação que varia de livre a restrito (confidencial), conforme o grau de

sigilo desejado e os interesses envolvidos. Órgãos privados e públicos devem classificar adequadamente

seus documentos, “de acordo com as prescrições do regulamento para salvaguardar de assuntos sigilosos” (NBR 10719, 2011).

No que tange à estrutura, um relatório técnico-científico compreende as seguintes partes:

a) preliminares ou pré-texto (incluindo primeira e segunda capas);

b) texto;

c) pós-liminares ou pós-texto (incluindo terceira e quarta capas).

A figura a seguir dá a visão geral de disposição e sequência dos elementos que integram as três partes citadas.

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa P a r t e e x t e r n a Parte

Parte externa

Parte interna

Capa (opcional) Lombada ((opcional) Elementos textuais Elementos pré-textuais Elementos pós-textuais
Capa (opcional)
Lombada ((opcional)
Elementos
textuais
Elementos
pré-textuais
Elementos
pós-textuais

Folha de rosto (obrigatório) Errata (opcional) Agradecimentos (opcional) Resumo na língua vernácula (obrigatório) Lista de ilustrações (opcional) Lista de tabelas (opcional) Lista de abreviaturas e siglas (opcional) Lista de símbolos (opcional) Sumário (obrigatório)

Introdução (obrigatório) Desenvolvimento (obrigatório) Considerações finais (obrigatório)

Referências (obrigatório) Glossário (opcional) Apêndice (opcional) Anexo (opcional) Índice (opcional) Formulário de identificação (opcional)

Figura 24 – Estrutura do relatório técnico-científico

Para detalhes e demais especificações pré-textuais, textuais e pós-textuais, a norma deve ser consultada.

Passos para a divulgação da pesquisa:

1. Formular a pergunta.

2. Realizar a pesquisa.

3. Interpretar os resultados.

4. Divulgar os resultados.

A ABNT NBR 14724 2011 para estrutura do texto é das normas mais utilizadas, por disciplinar a produção de trabalhos que coroam ciclos acadêmicos, como graduação, pós-graduação (extensão, aprimoramento, mestrado, doutorado), cursos livres (com certificado) e de formação profissional (especializada). Essa terceira edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 14724 2005), a qual foi tecnicamente revisada.

No escopo dessa norma, consta que ela especifica os princípios gerais para a elaboração de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros), visando à sua apresentação à instituição (banca, comissão examinadora de professores, especialistas designados e/ou outros). Deve-se seguir a NBR 12225 2004 no caso de publicação no formato “capa dura”; já a NBR 6021 2003 serve para a “apresentação de publicações periódicas”, enquanto a NBR 6029 2006, para “apresentação de livros e folhetos”, oferece aos editores regras para a apresentação dos títulos ou outra identificação nas lombadas.

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Unidade II

Unidade II A NBR 12225 2004 define lombada como “parte da capa da publicação que reúne

A NBR 12225 2004 define lombada como “parte da capa da publicação que reúne margens internas ou dobras das folhas, sejam elas costuradas, grampeadas, coladas ou mantidas juntas de outra maneira”, e o título de lombada é aquele que consta da folha de rosto da publicação, “abreviado ou não, a critério do editor”; bem como sua disposição horizontal e descendente. Então, é preciso consultar a norma.

Segue o esquema da ABNT NBR 14724 2011, para facilitar a leitura do texto.

Parte externa

Parte interna

Capa (opcional) Lombada ((opcional) Elementos textuais Elementos pré-textuais Elementos pós-textuais
Capa (opcional)
Lombada ((opcional)
Elementos
textuais
Elementos
pré-textuais
Elementos
pós-textuais

Folha de rosto (obrigatório) Errata (opcional) Folha de aprovação (obrigatório) Dedicatória (opcional) Epígrafe (opcional) Resumo na língua vernácula (obrigatório) Resumo em língua estrangeira (obrigatório) Lista de ilustrações (opcional) Lista de tabelas (opcional) Lista de abreviaturas e siglas (opcional) Lista de símbolos (opcional) Sumário (obrigatório)

Introdução

Desenvolvimento

Conclusão

Referências (obrigatório) Glossário (opcional) Apêndice (opcional) Anexo (opcional) Índice (opcional)

Figura 25 – Estrutura do trabalho acadêmico

A norma estabelece as regras gerais para a apresentação de trabalhos acadêmicos e deve ser consultada quanto às especificações de formato (papel, margens e fonte), espaçamento (1,5 cm), notas de rodapé, indicativos de seção, títulos sem indicativo numérico, elementos sem título e sem indicativo numérico e paginação. Páginas pré-textuais devem ser contadas, mas não numeradas; os trabalhos digitados somente no anverso devem somente nessa área do papel ser paginados, a partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, enquanto a digitação em anverso e verso requer numeração das páginas “colocadas no anverso da folha, no canto superior direito; e no verso, no canto superior esquerdo” (ABNT, 2011, p. 11); em ambos os casos, a paginação é ininterrupta, em mais de um volume, com apêndices e anexos.

Cabe, ainda, consultar numeração progressiva, citações (ABNT NBR 10520/2002), siglas – na primeira vez em que a sigla aparece, “deve ser indicada entre parênteses, precedida do nome completo” (ABNT, 2011) –, equações e fórmulas, ilustrações (designa-se o tipo seguido da identificação na parte superior, depois sua sequência textual em algarismos arábicos, travessão e respectivo título, ultimada na parte inferior por fonte própria ou de terceiros, legenda, notas e outras informações necessárias à sua compreensão, se houver).

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa A ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo possível

A ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere. Tabelas devem estar próximas do trecho do texto que enriquecem.

7.3.1.2.2 Das citações

Não basta que as obras consultadas para a realização da pesquisa, das quais o pesquisador retira informações e depois as utiliza ou incorpora em seu trabalho, apareçam nas referências ao final do relatório (parte pós-textual). É obrigatório que essas sejam citadas ao longo do texto construído pelo pesquisador, nos capítulos e subcapítulos, nos momentos em que ele delas se utiliza. A ideia (ou o texto) de outrem deve obviamente ser atribuída a quem de direito, mesmo que o pesquisador informe essa ideia com suas próprias palavras.

No contexto de obrigatoriedade de se citar as fontes consultadas, estabeleceu-se uma maneira econômica de fazê-lo: o sistema autor/data. Nesse sistema, a obra consultada é citada ao longo dos capítulos por meio da exibição de apenas duas informações: o último sobrenome do autor e a data de publicação da obra (as informações completas sobre a obra consultada só aparecem nas referências bibliográficas, ao final da monografia). Caso não haja autor definido, é possível citar a primeira palavra do título da obra, vindo em seguida a data de publicação. Caso seja um documento acessado pela internet, é possível substituir a data de publicação pela data de acesso ao arquivo pela internet. Quando o sobrenome do autor citado aparecer dentro dos parênteses, deverá ser exibido com letras maiúsculas. Quando aparecer fora dos parênteses, só sua letra inicial será maiúscula.

Exemplos:

É oportuno lembrar a afirmação de Hayek (1990, p. 34) acerca da trajetória dos países rumo ao socialismo até então:

• “É porque todos o desejam, que estamos marchando nesta direção” (HAYEK, 1990, p. 34).

As aspas devem vir logo após o ponto final, como no exemplo anterior.

Na lista de referências (final da monografia) a obra aparecerá da seguinte forma:

• HAYEK, F. O caminho da servidão. 5. ed. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1990.

Seguem os tipos de citações à disposição do pesquisador, segundo o sistema autor/data (ABNT,

2002a):

Citação direta: é a transcrição literal do texto consultado (cópia). A redação original deve ser inteiramente respeitada, com indicações de interrupções ou cortes no texto original. A seguir, vemos um exemplo de citação direta com mais de 3 linhas, que deve, neste caso, aparecer alinhada a 4 cm da margem esquerda, com fonte tamanho 10, sem aspas, sem recuo na primeira linha e com espaçamento simples entre linhas:

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Unidade II

Unidade II Ainda são bem escassos os sinais de que possuímos a coragem intelectual para reconhecer

Ainda são bem escassos os sinais de que possuímos a coragem intelectual para reconhecer perante nós mesmos a possibilidade de termos errado. Poucos estão prontos a admitir que a ascensão do nazismo e do fascismo não foi uma reação contra as tendências socialistas do período precedente, mas o resultado necessário dessas mesmas tendências (HAYEK, 1990, p. 33).

Quando a citação direta apresentar até 3 linhas, o alinhamento anterior da margem esquerda não será necessário (poderá aparecer como parte do próprio parágrafo que se escrever), mas deverá estar entre aspas duplas, com os mesmos tipo e tamanho de fonte. Exemplo:

Em Schumpeter (1985, p. 104) lemos que a automatização própria do sistema de

grande empresa “[

]

tende a enfraquecer a significação da função empresarial”.

No exemplo anterior, nota-se a presença de reticências logo no início da citação, para indicar que houve a supressão (eliminação) do início do enunciado original. Tal indicação é obrigatória. Caso seja suprimido um trecho do meio da frase apresentada, as reticências devem aparecer entre parênteses.

Caso o pesquisador queira destacar (com negrito, por exemplo) um termo ou trecho da citação que não aparece em destaque no original, isso deve ser informado entre parênteses, junto à citação:

Em Schumpeter (1985, p. 104, grifo nosso) lemos que a automatização própria do

tende a enfraquecer a significação da função empresarial”.

sistema de grande empresa “[

]

Se o destaque já existir no original, a expressão utilizada junto à citação (no mesmo local do exemplo anterior) será “grifo do autor”. Caso o trecho citado seja uma tradução de texto em outra língua, deve ser utilizada a expressão “tradução nossa”.

Citação indireta: não é cópia literal, mas a transmissão da ideia ou do conceito do autor consultado por meio de redação própria. O texto da monografia é baseado em conteúdo elaborado por outro autor, sendo obrigatório citá-lo. O número de página é opcional, neste caso.

Exemplo:

Das regras decorrem incentivos que influenciarão o caráter do crescimento econômico. Forças produtivas têm surgido em certos momentos históricos e regiões, lutando para sobreviver. Estes conjuntos de forças podem indicar uma propensão ao crescimento ou à estagnação (JONES, 1993).

É fundamental salientar que o descumprimento das regras para citações diretas ou indiretas expostas, mesmo por inépcia, pode levar o aluno a cometer plágio, o que implicará a sua reprovação

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa na disciplina. Plagiar é o ato de mostrar como de autoria própria a

na disciplina. Plagiar é o ato de mostrar como de autoria própria a obra de outra pessoa, seja essa obra uma ideia (mesmo dita de outra forma, mas sem a devida citação) ou o texto original na íntegra, sem a devida citação.

A citação, além de fundamentar a argumentação, confere credibilidade ao trabalho.

Existem pelo menos três formas diferentes de mencionarmos um autor, ou, mais precisamente, seu discurso em um texto:

• Citação literal: reprodução ipsis verbis do texto, com as mesmas palavras que ele utilizou no texto original, com os devidos créditos ao autor.

É interessante fazer um comentário após uma citação literal. Isso demonstra que se está atento à relação das palavras do autor com o seu texto.

• Paráfrase: é também a reprodução das ideias contidas em um texto, porém em palavras diferentes das utilizadas pelo autor.

Esse tipo de citação já demonstra mais independência da parte do autor, mas é preciso ser cauteloso. A falta de atenção pode mudar o sentido das palavras que se está citando. Importante: ao não aplicarmos as regras de citações e fontes, incorremos em plágio, que é a cópia indiscriminada das ideias ou do texto de outrem sem indicação das fontes (autoria), constituindo-se como crime. É preciso discutir muito essa questão autoral sob vários pontos de vista, principalmente, quanto às possibilidades criativas, respeitando a propriedade intelectual.

Há basicamente três formas de se fazer citações literais:

• citações longas: aquelas que ocupam mais de três linhas completas no texto. Devem ser destacadas no texto, em parágrafo recuado e independente (o uso de aspas é opcional), não sendo necessário espaçamento datilográfico entre linhas;

• citações curtas: aparecem integradas ao texto, sempre entre aspas;

• citação de citação: são indicadas por aspas simples.

Não se deve fazer do trabalho uma colcha de retalhos com as citações; estas devem ser empregadas com o propósito de juntar ao texto argumentos que componham o debate principal sobre o assunto tratado, seus lados, posicionando-se diante deles.

Citações (com indicação de fontes) são fundamentais e remetem a questões filosóficas de construção histórica do conhecimento, pois somos totalmente dependentes daqueles que nos antecederam na pesquisa sobre os mais variados temas (cada área tem suas grandes autoridades em pesquisa), além da extrema importância do tema da autoria. Remetem também aos modos de referenciar as fontes de pesquisa. É o papel da NBR 6023 2002 – Referências.

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Unidade II

Unidade II A NBR 6023 2002 (ABNT, 2002b) traz uma grande variedade de informações, correspondendo à

A NBR 6023 2002 (ABNT, 2002b) traz uma grande variedade de informações, correspondendo à

diversidade de documentos que servem de fonte às pesquisas, bem como extenso índice remissivo, pois

é, na prática, assim como a ABNT NBR 14724 2011, a norma mais usada pelos estudantes, devendo estar sempre à mão para consulta por todos.

Referência é o conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identificação individual (ABNT, 2002b). Tais elementos permitem identificar documentos. São divididos em essenciais e complementares (estes últimos, incluídos quando necessário).

As regras gerais, além dos detalhes de sua elaboração, devem ser conferidas na norma. O recurso

tipográfico (negrito, itálico ou grifo) empregado para “destacar o elemento título da publicação deve ser uniforme em todas as referências de um mesmo documento”. Para as abreviaturas, é preciso seguir

a NBR 10522.

Normalmente as referências para citação no texto são dispostas em ordem alfabética (sistema autor/ data), mas esta pode ser também cronológica e sistemática (por assunto), alfabética e numérica (ordem de citação no texto).

A transcrição dos elementos é atividade muito delicada e envolve autoria (pessoa ou conjunto de

pessoas físicas responsáveis pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de um documento) como questão ética e legal, com vários envolvidos, Estado, cidadãos em geral, inclusive, a responsabilidade social dos empresários editores.

A disposição dos elementos das referências varia de acordo com as características e o tipo

de documento citado, como fonte a ser referenciada no final do trabalho. Assim, há uma imensa diversidade de combinações de elementos quanto à sua consideração, posição, quantidade de termos, que apenas a frequência do uso pode gerar familiaridade: dados como um autor; dois ou três autores; mais de três autores; tipos de responsabilidade intelectual de autor; título e subtítulo; edição; emendas e acréscimos; local da publicação; editora; data da publicação; descrição física; documento em um único volume; documento em mais de um volume; partes de publicações; séries e coleções.

São os modelos de referências que pela variedade requerem maior atenção, pois, como se disse, os dados mudam e, portanto, a necessidade de apô-los, também.

A estrutura básica de entrada bibliográfica é (autor, data), e as variações na ordem dos

grifos, sublinhas e destaques em maiúsculas correspondem às diferentes informações das fontes conforme destas se possua ou se pretenda enfatizar, seja a do título dos livros, de periódicos, das instituições.

Seguem alguns exemplos, das mais comuns e das mais raras fontes de pesquisa monográficas (livro; dissertação ou tese; dicionário; folheto; manual):

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa • parte de monografia (capítulo de livro); • periódicos (artigo e/ou matéria de

• parte de monografia (capítulo de livro);

• periódicos (artigo e/ou matéria de periódico, artigo de periódico, artigo de periódico com data original, artigo de jornal, artigo em vias de publicação, isto é, no prelo, resenha, entrevista/ depoimento, editorial publicado em revista);

• documento de evento (evento como um todo, anais no todo, resumo publicado, trabalho publicado em anais, resumos e outras publicações de eventos, resumo de trabalho publicado, trabalho publicado em anais de congresso);

• documento em meio eletrônico;

• trabalho publicado em CD;

• artigo publicado em periódico eletrônico;

• verbete de enciclopédia eletrônica;

• documento publicado na internet;

• documento legislativo disponível na internet;

• fitas de vídeo/DVD;

• documento legislativo;

• correspondência (carta, telegrama).

Voltaremos a isso mais adiante.

Já comentamos que a conclusão está para a explicação assim como a interpretação está para as considerações finais, isto é, as primeiras têm assento absoluto sobre a declaração, são como produto matemático, enquanto as segundas admitem que sempre haverá algo mais, que a realidade é mais complexa do que conseguiremos abarcar. Portanto, um modo de se precaver contra a onipotência positivista de estabelecer verdades ou únicas consequências, normalmente em linguagem probabilística, é que o pesquisador assuma sua parcialidade e o alcance limitado de suas análises, isto é, anunciando que as certezas são relativas, portanto as explicações e conclusões também o são.

A leitura da "conclusão" e das considerações finais traz a exposição dos resultados do trabalho, com extensão de duas a cinco páginas, em geral. Segundo Bêrni (ibidem, p. 73), deve conter:

• um tópico frasal (ideia essencial do parágrafo) resgatando o que foi dito na introdução sobre o problema mais amplo que circunscreve a temática do estudo;

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Unidade II

Unidade II • listagem das respostas aos objetivos específicos formulados na introdução do trabalho; • resumo

• listagem das respostas aos objetivos específicos formulados na introdução do trabalho;

• resumo das transformações pelas quais passou o autor no momento em que encerra a pesquisa, aquilo que mudou nas concepções iniciais, tanto do ponto de vista objetivo quanto subjetivo; e

• avaliações ou sugestões do autor quanto à realização de novos estudos na área.

7.3.1.3 Elementos pós-textuais

Os elementos pós-textuais são fontes de informação que vêm logo após a seção "conclusão" ou "considerações finais" da monografia, como a listagem padronizada de fontes bibliográficas (as "referências bibliográficas") ou um conjunto extenso de dados que não podiam ser inseridos no texto sem prejudicar a leitura e a fluência deste, tais como o "apêndice" e os "anexos". Tais elementos são os pós-textuais, listados a seguir.

• As referências. O objetivo de qualquer referência, bibliográfica ou não, como informa a NBR 6023 da ABNT (ABNT, 2002), é a “transcrição e apresentação da informação, originada do documento e/ ou outras fontes de informação”.

Por “referências”, em geral, entende-se “o conjunto padronizado de elementos descritivos de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de suporte, permitindo sua identificação – no todo ou em parte” (CRUZ, 2002, p. 10).

As referências devem ser elaboradas em página própria, na qual se apresenta a listagem das obras bibliográficas que foram citadas pelo autor da monografia, em ordem alfabética por sobrenome de autor. O termo se distingue de bibliografia, pois deve apresentar somente as obras efetivamente citadas no texto, não sendo apenas um levantamento ou listagem para pesquisas futuras (BÊRNI, p. 109).

Como visto anteriormente, o método de citações denominado autor/data deve ser utilizado nas monografias em Ciências Econômicas. As referências bibliográficas permitirão a rápida localização das obras citadas por esse sistema.

Os elementos essenciais de uma referência são:

a) autor;

b) título;

c) número da edição;

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa d) local de publicação; e) editora; f) data. Incorporando tais elementos e com

d) local de publicação;

e) editora;

f) data.

Incorporando tais elementos e com outras variantes, vemos a seguir as principais formas de referência contempladas pela ABNT, com exemplos respectivos.

• Monografias no todo:

— um só autor.

Um exemplo:

ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 1996.

Como vemos no exemplo fornecido, o título principal (e não o subtítulo, se houver) aparece em negrito; o espaçamento entre linhas é simples, e o alinhamento é justificado. Basta o nome da editora, sem a palavra “editora”. Mais adiante neste manual, serão apresentadas todas as regras relativas à apresentação gráfica.

Quanto à apresentação do nome dos autores, o quadro a seguir é bastante ilustrativo:

Quadro 7 – Apresentação do nome de autores

Sobrenome simples

Sobrenome simples com preposição

Sobrenome composto

Sobrenomes que indicam parentesco

Sobrenome composto de prefixos

Sobrenomes compostos com hífen

SANTANA, Jair Eduardo

ANDRADE, Luis Antonio de

ALMEIDA PRADO, Carlos

PIRES FILHO, Rubens de CAMARA JUNIOR, Joaquim Mattoso NUNES SOBRINHO, Francisco de Paula

DI FIORE, Rosalia LA TAILLE, Yves DI NICOLÒ, Rinaldo VON MISES, Ludwig

ROSENSTOCK-HUESSY, Eugen

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Unidade II

Unidade II — Dois autores. Um exemplo: BUSSAB, Wilton Oliveira; MORETTIN, Pedro A. Estatística básica. 4.

— Dois autores.

Um exemplo:

BUSSAB, Wilton Oliveira; MORETTIN, Pedro A. Estatística básica. 4. ed. São Paulo: Atual,

1987.

No sistema autor/data, ao longo dos capítulos: (BUSSAB; MORETTIN, 1987).

— Três ou mais autores.

Menciona-se apenas o primeiro, seguido da expressão et al. em itálico.

Um exemplo:

BAILY, Peter et al. Compras: princípios e administração. 1. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

No sistema autor/data, ao longo dos capítulos: (BAILY et al., 1999).

— Um organizador de uma coletânea de vários autores.

Menciona-se apenas o organizador ou coordenador na entrada e, em seguida, a indicação abreviada de sua função entre parênteses.

Exemplos:

ABREU, Marcelo de Paiva (Org.). Ordem do progresso: cem anos de política econômica republicana: 1889-1989. 12. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

BARROSO, João Rodrigues (Coord.). Globalização e identidade nacional. 1. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

— O autor é uma entidade.

Exemplo:

Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa — Órgão governamental ou de denominação genérica. Exemplo: BRASIL. Constituição da

— Órgão governamental ou de denominação genérica.

Exemplo:

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. 19. ed. São Paulo: NDJ, 2002.

— Duas ou mais obras do(s) mesmo(s) autor(es) com anos iguais.

Letras minúsculas são colocadas junto à data, conforme a sequência do alfabeto.

Exemplo:

GIL, Antonio Carlos. Técnicas de pesquisa em Economia e elaboração de monografias. São Paulo: Atlas, 2002a.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002b.

— Quando o autor não puder ser identificado.

Inserir a obra pela primeira palavra de seu título, excluindo-se os artigos. Nada aparecerá em negrito.

Exemplo (CRUZ, 2002):

O OLHAR e o ficar: a busca do paraíso: 170 anos de imigração dos povos de língua alemã. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1994.

— Quando a monografia for parte integrante de uma coleção de várias obras.

Mencionar a coleção entre parênteses.

Exemplo:

SCHUMPETER, Joseph Alois. A teoria do desenvolvimento econômico. 2. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1985. (Os Economistas).

— Quando houver uma citação de citação no texto.

Inserir a obra que não foi consultada com a expressão apud ao final e, logo após, a obra que foi consultada. A obra consultada também aparecerá isolada nas referências, em ordem alfabética.

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Unidade II

Unidade II Exemplo: SCHUMPETER, Joseph Alois. A teoria do desenvolvimento econômico . 2. ed. São Paulo:

Exemplo:

SCHUMPETER, Joseph Alois. A teoria do desenvolvimento econômico. 2. ed. São Paulo:

Nova Cultural, 1985. (Os Economistas). apud SOUZA, Nali de Jesus de. Desenvolvimento econômico. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2005.

SOUZA, Nali de Jesus de. Desenvolvimento econômico. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2005.

• Monografias consideradas em parte:

— o autor do capítulo difere do autor da obra.

Utilizar a expressão In: em itálico, do modo apresentado no exemplo a seguir. Note que o título do capítulo (a parte da monografia citada) não é grafado em negrito nem em itálico.

Exemplo:

CORTES, Soraya M. Vargas. Como fazer análise qualitativa de dados. In: BÊRNI, Duilio de Ávila (Coord.). Técnicas de pesquisa em economia. São Paulo: Saraiva, 2002.

— O capítulo é de uma obra com organizador ou coordenador.

Utilizar a expressão In:, em itálico, do modo apresentado no exemplo a seguir. Note que o título do capítulo (a parte da monografia citada) não é grafado em negrito nem em itálico.

Exemplo:

CORTES, Soraya M. Vargas. Como fazer análise qualitativa de dados. In: BÊRNI, Duilio de Ávila (Coord.). Técnicas de pesquisa em economia. São Paulo: Saraiva, 2002.

• Documentos eletrônicos:

CD-ROM.

Exemplo:

Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa — Internet. Exemplo: BARBIERI, Fábio. O ressurgimento da escola austríaca e a teoria

— Internet.

Exemplo:

BARBIERI, Fábio. O ressurgimento da escola austríaca e a teoria do processo de mercado. Encontro ANPEC 2008. Disponível em: <http://www.anpec.org.br/encontro2008/ artigos/200806250947220-.pdf>. Acesso em: nov. 2008.

• Dicionário, dissertações e teses:

— Verbete de dicionário.

Exemplo:

CIÊNCIA. In: LALANDE, André. Vocabulário Técnico e Crítico de Filosofia. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

— Dissertação.

Exemplo:

BARBIERI, Fábio. O processo de mercado na escola austríaca moderna. 2001. Dissertação (Mestrado em Economia) – Faculdade de Economia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.

— Tese.

Exemplo:

CASTRO, Antonio Barros de. Escravos e senhores nos engenhos do Brasil: um estudo sobre os trabalhos do açúcar e a política econômica dos senhores. 1976. Tese (Doutorado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1976.

• Periódicos:

— Artigo em revista científica.

Exemplo:

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Unidade II

Unidade II GIAMBIAGI, Fabio. Uma proposta de reunificação monetária dos países do Mercosul. Revista de Economia

GIAMBIAGI, Fabio. Uma proposta de reunificação monetária dos países do Mercosul. Revista de Economia Política, São Paulo, v. 17, n. 4, p. 68, out.-nov., 1997. Disponível em: <http://www.rep.org.br/pdf/68-1.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2010.

LACERDA, Antonio Corrêa de. Recuperar a capacidade de investimento da economia brasileira para garantir o desenvolvimento. Revista de Economia Política, São Paulo, v. 14, n. 1, jan.-mar. 1994.

— Artigo de jornal.

Exemplo:

LEONI, Ricardo. Novos métodos de gestão para garantir resultados. O Globo, Rio de Janeiro, 6 ago. 2000. Boa Chance, p. 3.

— Evento.

Exemplo:

BARBIERI, Fábio. O ressurgimento da escola austríaca e a teoria do processo de mercado. Encontro ANPEC 2008. Disponível em: <http://www.anpec.org.br/encontro2008/ artigos/200806250947220-.pdf>. Acesso em: nov. 2008.

• Datação:

É necessário ainda lembrar modelos de apresentação quando as datas das referências consultadas não forem claras (ABNT, 2002b, p. 17):

— [1971 ou 1972] um ano ou outro;

— [1969?] data provável;

— [1973] data certa, não indicada no item;

— [entre 1906 e 1912] use intervalos menores de 20 anos;

— [ca. 1960] data aproximada;

— [197-] década certa;

— [197-?] década provável;

— [18--] século certo;

— [18--?] século provável;

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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa • Apêndice: Os apêndices são compostos de material elaborado pelo autor da monografia,

• Apêndice:

Os apêndices são compostos de material elaborado pelo autor da monografia, trazem conteúdo adicional e complementar à discussão desenvolvida nos capítulos. Seu título deve constar no sumário da monografia e no topo de sua página inicial.

• Anexos:

Os anexos compõem-se de materiais elaborados por terceiros (outros autores), reunindo informações adicionais úteis à monografia que, se apresentadas em meio aos capítulos, dificultariam a leitura destes, em razão do tamanho ou da natureza das informações apresentadas.

8 apresentação gráfica da Monografia

As normatizações apresentadas baseiam-se nas normas ABNT (2002a, 2002b, 2003a, 2003b, 2003c, 2003d, 2009, 2011a, 2011b).

• Fonte:

A fonte (tipo de letra) utilizada deve ser Times New Roman, tamanho 12 cpi para todo o texto, com exceção das notas de rodapé, das fontes bibliográficas de ilustrações e tabelas e das citações com mais de três linhas, que devem estar em Times New Roman, tamanho 10 cpi.

• Margens e espaçamentos:

a) as margens superior e esquerda devem ser de 3,0 cm. As margens direita e inferior devem ser de 2,0 cm;

b) a primeira linha de cada parágrafo deve apresentar recuo equivalente a uma entrada de alínea (tabulador ou tecla TAB);

c) o alinhamento dos parágrafos deve ser no modo “justificado”;

d) os títulos sem indicação numérica devem aparecer centralizados, e os títulos numerados devem ser alinhados à esquerda;

e) o espaçamento entre linhas deve ser de 1,5, exceto para citações diretas com mais de três linhas, resumo, abstract e referências bibliográficas; na opção “Formatar Parágrafo/Espaçamento” digitar 0 pontos antes e 6 pontos depois;

f) nas referências bibliográficas, ao final do trabalho, as obras devem estar separadas entre si por um espaço simples em branco;

g) entre títulos de capítulos e texto, deve constar um espaço de 1,5 entre linhas;

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Unidade II

Unidade II h) entre títulos de subcapítulos e texto (que o antecede ou sucede), devem constar

h) entre títulos de subcapítulos e texto (que o antecede ou sucede), devem constar dois espaços de 1,5 entre linhas;

i) entre o título e a indicação da fonte de ilustrações e tabelas, o espaçamento é simples.

• Tamanho da folha e numeração das páginas:

O trabalho deve ser apresentado em papel no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), na cor branca. Apenas

a última versão deve ser entregue em capa dura. Na entrega relativa ao primeiro bimestre da disciplina TC – Relatório de Monografia, a encadernação pode ser em espiral, com capa frontal transparente.

A contagem das páginas tem início na folha de rosto, mas os números só aparecem a partir da primeira página da parte textual do trabalho. Os números devem aparecer no canto superior direito da página, a 2,0 cm da margem direita e a 2,0 cm da margem superior (basta clicar duas vezes sobre o número e arrastar com o mouse a “caixa” em que ele se encontra até a posição correta, se necessário).

• Numeração progressiva das seções:

Segundo a ABNT (2003a), para o Capítulo 1, temos seção secundária 1.1, terciária 1.1.1, quaternária 1.1.1.1 e quinária 1.1.1.1.1.

Os títulos de cada capítulo e subcapítulo estão separados pelo espaço de um caractere do número,

e não é necessário escrever a palavra “Capítulo” antes do respectivo número.

Como vemos no exemplo a seguir, devemos alternar o uso do negrito para os títulos, que devem alinhar-se sempre à esquerda (são numerados) e aparecer ao longo do texto no mesmo formato (e alinhamento à esquerda) que no sumário. O itálico é utilizado apenas em seções quinárias.

Exemplo:

1 NANANANANA

1.1 ANANANANA

1.1.1 Anananana

1.1.1.1 Anananana

1.1.1.1.1 Ananananana

8.1 algumas expressões de referência: significado

Todas as referências que foram utilizadas, seja na construção do texto monográfico, seja de qualquer outro instrumento de comunicação impressa, notadamente aqueles que seguem a ordem

122
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Métodos de Pesquisa

Métodos de Pesquisa acadêmica, a exemplo daqueles que estamos mostrando neste livro, devem ter sua identificação

acadêmica, a exemplo daqueles que estamos mostrando neste livro, devem ter sua identificação anotada de forma correta. Para tanto, o uso de algumas expressões também auxilia o pesquisador quando da escrita. São elas:

Idem: do mesmo autor, mas de obras diferentes. Note no exemplo a seguir que o ano diferente entre parênteses indica outra obra, mas do mesmo autor.

Exemplo:

(DRUMMOND DE ANDRADE, 1978, p. 39)

(Idem, 1969, p. 15)

Ibid: na mesma obra (e, obviamente, do mesmo autor), sendo uma citação que aparece logo após uma outra da mesma obra e sem que apareça citação de autor diferente entre as duas. É desnecessário, obviamente, colocar o ano.

Exemplo:

(DRUMMOND DE ANDRADE, 1978, p. 39)

(Ibid, p. 54)

op. cit.: na mesma obra (e, obviamente, do mesmo autor), sendo uma citação que aparece quando há citação de autor diferente entre as duas. É desnecessário, obviamente, colocar o ano, apenas o sobrenome do autor novamente.

Exemplo:

(DRUMMOND DE ANDRADE, 2011, p. 39)

(BANDEIRA, 2012, p. 15)

(DRUMMOND DE ANDRADE, op. cit., p. 54)

Loc. cit.: refere-se às mesmas obra e página do autor citado anteriormente.

Exemplo:

Unidade II

Unidade II A figura que se segue apresenta algumas das abreviações e seus significados. Quadro 8

A figura que se segue apresenta algumas das abreviações e seus significados.

Quadro 8 – Lista de abreviações e significados

Expressão

Significado

apud

Citado por

circa

Aproximadamente

cf.

Confronte com

e.g.

Por exemplo

ex.

Exemplo

et al.

E outros

et seq.

O que se segue

i.e.

Isto é

idem

Do mesmo autor

ibid

Na mesma obra

in

Em

N.B.

Atenção a esta nota

loc. cit. (loco citato)

No lugar citado

op. cit. (opus citatum)

Na obra citada

passim

Aqui e ali, em diversos locais

p.s.

Escrito após

sic

Do mesmo modo que estava escrito

s.l.

Sem local. Quando não houver o local de publicação.

s.n.

Sem nome. Quando não houver o nome do autor.

As equações e fórmulas aparecerão destacadas dos parágrafos, alinhadas