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TCE Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais

Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais CONSELHEIROS Adriene Barbosa de Faria Andrade (Presidente) Sebastião

Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais

CONSELHEIROS

Adriene Barbosa de Faria Andrade (Presidente) Sebastião Helvecio Ramos de Castro (Vice-presidente) Cláudio Couto Terrão (Corregedor) Wanderley Geraldo de Ávila Mauri José Torres Duarte (Ouvidor) José Alves Viana Gilberto Pinto Monteiro Diniz

CONSELHEIROS-SUBSTITUTOS

Licurgo Joseph Mourão de Oliveira Hamilton Antônio Coelho

MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCEMG

Daniel de Carvalho Guimarães (Procurador-Geral)

Elke Andrade Soares de Moura Silva (Subprocuradora-geral) Maria Cecília Mendes Borges (Procuradora) Glaydson Santo Soprani Massaria (Procurador)

Sara Meinberg Schimidt Andade Duarte (Procuradora) Marcílio Barenco Corrêa de Mello (Procurador)

Cristina Andrade Melo (Procuradora)

Apresentação

Desde o início do processo de redemocratização, o Brasil vem experimentando uma série de avanços, como a estabilidade monetária, a geração de milhões de empregos, a redução das desigualdades e o fortalecimento das instituições políticas.

Não obstante, o país enfrenta um conjunto de desafios para alcançar patamares de desenvolvimento econômico e social dos países mais avançados. Esses desafios estão relacionados à atuação do Estado, por seu protagonismo em nosso processo de crescimento, seja no papel de regulador, de prestador de serviços ou de investidor.

O preceito constitucional que prevê a construção da República Federativa do Brasil por meio da união indissolúvel dos estados e municípios e do Distrito Federal acabou ensejando a repartição desse protagonismo entre os diversos entes federados. Por esse motivo, é essencial uma atuação harmônica, coordenada, eficiente e articulada entre todos esses atores.

Para

que

isso

ocorra,

acreditamos

que

é

necessário

um

constante diálogo

interinstitucional federativo com foco no aperfeiçoamento da administração pública e no desenvolvimento nacional integrado em benefício da sociedade.

Cremos também que o sistema de tribunais de contas do Brasil pode contribuir de modo significativo nesse processo por meio da identificação de questões críticas, os chamados “gargalos”, existentes em áreas estratégicas do país, que prejudicam o nosso pleno desenvolvimento, bem como da apresentação de contribuições que visem solucioná-las.

É exatamente o objetivo do trabalho que ora se apresenta!

Para colaborar com o diálogo entre os governantes eleitos neste ano de 2014, cada tribunal de contas elaborou relatório contendo um diagnóstico sobre no mínimo três e no máximo cinco funções de governo, escolhidas dentre as áreas temáticas da saúde, educação, previdência social, segurança pública e infraestrutura.

O resultado trazido é fruto de várias iniciativas de atuação individual ou conjunta entre os tribunais de contas, com especial destaque para os relatórios das Contas de Governo e para as auditorias coordenadas.

Este último instrumento possibilitou o fornecimento de uma visão ampliada sobre os grandes temas de interesse da população brasileira, contribuindo sobremaneira para se chegar aos diagnósticos aqui apresentados. Temos convicção de que o formato exitoso de nossa parceria com os tribunais de contas, a Atricon e o Instituto Rui Barbosa possa ser uma boa inspiração para o diálogo interinstitucional entre os governantes eleitos.

Outras organizações de nossa sociedade como as confederações patronais e dos empregados e os conselhos de fiscalização profissional estão apresentando trabalhos semelhantes. Com essa conjugação de esforços e a disponibilidade demonstrada pelas nossas lideranças em manter um diálogo propositivo, o Brasil ganha um fórum importante de debates, capaz, segundo nossa visão, de contribuir com os governantes eleitos em sua missão de instituir políticas públicas com resultados mais aderentes às aspirações de nossa população.

Sumário

1.

Apresentação

.........................................................................................................................

3

2.

Introdução

.............................................................................................................................

5

3.

Saúde

.....................................................................................................................................

6

  • 4. Segurança Pública

................................................................................................................

23

5.

Educação

..............................................................................................................................

32

6.

Infraestrutura

.......................................................................................................................

40

Outros Temas

  • 7. .......................................................................................................................

47

7.1. Arrecadação Sustentável em Minas Gerais

...................................................................

47

7.2. Dívida Pública

Mineira....................................................................................................

58

Introdução

As matérias aqui reproduzidas têm caráter técnico-administrativo e de desempenho e foram retiradas, em sua maioria da análise das contas do governo do Estado enfatizando, não apenas a observância aos preceitos legais que versam sobre elas, mas, igualmente, o alcance da destinação dos recursos públicos sob a ótica do benefício à sociedade.

Diferentemente dos demais estados da federação, Minas Gerais possui no arcabouço dos instrumentos de planejamento o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado. Em 28/9/2007, o plano foi atualizado pela Lei 17.007, introduzindo-se um modelo de gestão por resultados no Estado, com a conversão da estratégia de ação governamental em resultados finalísticos mensuráveis e o horizonte estendido até 2023 (PMDI 2007/2023). Por meio da Lei 20.008 de 4/1/2012, promoveu-se nova atualização ao PMDI, revisando a estratégia de desenvolvimento para os próximos 20 anos (PMDI 2011-2030), sendo adotado o modelo de gestão transversal, conceituado de Estado Aberto e em Rede, que incorpora como pilar a Gestão para a Cidadania.

O PMDI definiu e pormenorizou estratégias prioritárias e complementares a serem objeto de atenção especial do governo e da sociedade, para que os objetivos e metas propostos sejam atingidos.

Visando ao acompanhamento dos resultados globais desses objetivos, precipuamente são utilizados os dados de indicadores finalísticos definidos no PMDI com metas de desempenho, no curto, médio e longo prazos, cujas apurações são apresentadas em Caderno de Indicadores anuais, publicados pelo Governo de Minas Gerais. Esses dados são objeto de acompanhamento e análise no âmbito da macro gestão governamental, que inclui também o acompanhamento da execução orçamentária e a avaliação da Prestação de Contas do Governo do Estado.

Como neste trabalho trataremos de aspectos atinentes à saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e outros assuntos considerados relevantes nas contas de governo, apresentamos, para melhor visualização, as despesas realizadas por funções, exercícios de 2010 a 2013 e a participação na despesa total, na Tabela a seguir.

TABELA 1 Despesa por Funções e Participação na Despesa Realizada

Ex ercícios 2010 a 2013

Em R$

Função

Ano

2010

Participação

AV

( % )

Ano

2011

Participação

AV

( % )

Ano

2012

Participação

AV

( % )

Ano

2013

Participação

AV

( % )

Encargos Especiais

11.895.706.730

25,83

13.635.770.181

24,93

21.988.796.847

34,81

24.611.527.551

34,23

Segurança Pública

Previdência Social

6.741.733.923

5.640.849.711

14,64

12,25

7.528.957.828

6.418.668.500

13,77

11,74

5.667.651.682

11.266.867.772

8,97

17,84

6.701.054.843

12.492.478.291

9,32

17,37

Educação

Saúde

5.334.805.881

4.561.354.128

11,58

9,90

6.664.316.187

4.810.023.932

12,18

8,79

7.282.823.253

6.232.338.191

11,53

9,87

8.253.829.084

6.654.222.632

11,48

9,25

Judiciária

2.774.605.360

6,03

3.103.208.239

5,67

2.771.289.038

4,39

3.159.306.530

4,39

Administração

Transporte

1.938.595.056

1.733.728.290

4,21

3,76

5.843.795.273

1.452.304.472

10,68

2,66

2.195.709.016

1.201.526.198

3,48

1,90

3.000.903.240

1.859.667.619

4,17

2,59

Legislativa

1.179.872.516

2,56

1.260.939.912

2,31

1.119.509.885

1,77

1.176.189.051

1,64

Essencial à Justiça Indústria Urbanismo Demais Funções

1.108.835.936

627.220.613

611.271.922

1.902.594.034

2,41

1,36

1,33

4,13

1.242.485.512

322.235.188

281.615.440

2.129.245.958

2,27

0,59

0,51

3,89

1.139.427.453

222.530.595

40.825.502

2.042.876.040

1,80

0,35

0,06

3,23

1.307.285.385

283.787.180

70.752.598

2.335.525.757

1,82

0,39

0,10

3,25

Despesa Total

46.051.174.100

100,00

54.693.566.621

100,00

63.172.171.471

100,00

71.906.529.761

100,00

FONTE: Relatórios Técnicos da Camge.

NOTA: Incluídas as Despesas Intraorçamentárias.

Saúde  Judicialização da Saúde  Falhas na Gestão da Assistência Farmacêutica  Desigualdade do Gasto

Saúde

Judicialização da Saúde

Falhas na Gestão da Assistência Farmacêutica

Desigualdade do Gasto Per Capita nas Regiões Menos Favorecidas Socioeconomicamente e com os Menores Índices de Desenvolvimento Humano

Falhas Estruturais e de Gestão no Programa de Saúde da Família em Minas Gerais

CONTEXTUALIZAÇÃO A Constituição da República de 1988 define que saúde é direito de todos e dever

CONTEXTUALIZAÇÃO

A Constituição da República de 1988 define que saúde é direito de todos e dever do Estado, ao qual compete garanti-la em caráter universal e igualitário, através de políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e demais complicações. Estabelece, ainda, que as ações e serviços públicos de saúde integrem uma rede regionalizada e hierarquizada constituindo um sistema único.

De acordo com o disposto no art.77, inc. II, do ADCT, com a redação dada pela Emenda Constitucional 29/2000, ficou determinado que os Estados aplicassem em ações e serviços públicos de saúde, desde o exercício de 2004, o valor mínimo de 12% do produto da arrecadação dos impostos e recursos ali especificados.

A Constituição Mineira determina, em seu art. 186, parágrafo único, III, que o direito à saúde implica a garantia de dignidade, gratuidade e boa qualidade no atendimento e no tratamento de saúde.

No Estado de Minas Gerais, até o exercício de 2011, devido à estrutura orçamentária, as despesas relacionadas a ações e serviços públicos de saúde eram executadas por órgãos integrantes do Sistema Estadual de Gestão da Saúde (Secretaria de Estado da Saúde SES; Escola de Saúde Pública de Minas Gerais ESP; Fundação Ezequiel Dias FUNED; Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais FHEMIG; Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais HEMOMINAS e Fundo Estadual de Saúde FES), bem como em linhas de aplicação de recursos em saúde externas ao Sistema Estadual de Gestão da Saúde, a cargo de outras unidades orçamentárias e identificadas, especialmente, pelas despesas previdenciárias no FUNFIP, pelos investimentos em saneamento básico na COPASA e pelos desembolsos com atendimento à clientela fechada na Polícia Militar PMMG, no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado IPSEMG e no Instituto de Previdência dos Servidores Militares IPSM.

A partir da apreciação das contas governamentais do exercício de 2010 ficou pacificado o entendimento da Corte de Contas quanto à redução gradativa na apuração do referido índice constitucional daquelas despesas realizadas pelas linhas externas ao Sistema Estadual de Gestão da Saúde, por não contemplarem o acesso universal, gratuito e igualitário preconizado constitucionalmente.

Assim, foi determinado ao Governo Estadual que, por meio das unidades executoras das ações e serviços de saúde, fosse apresentado ao Tribunal de Contas, um Plano de Ação contemplando as medidas corretivas a serem adotadas com vistas à regularização dos apontamentos relativos ao cômputo dos gastos com saúde executados pela PMMG, IPSEMG, IPSM e pela COPASA, para fins do limite estabelecido no art. 77, II do ADCT/CR/1988, acrescido pela EC 29/2000, garantindo a plena aplicação do percentual mínimo de 12% em ASPS.

Com o advento da regulamentação do § 3º do art. 198 da CR/1998 pela LC 141 de 13/01/2012 e, consequentemente, da operacionalização dos recursos inerentes às ações e serviços públicos de saúde pela qual toda movimentação de recursos deve ocorrer por meio dos respectivos fundos de saúde, e, sobretudo, consideradas as dificuldades operacionais enfrentadas pelo Poder Executivo Estadual em 2012, na implementação das determinações então impostas, foi

recomendado pelo TCEMG que a partir de 2013 fosse dado cumprimento integral às determinações da citada

recomendado pelo TCEMG que a partir de 2013 fosse dado cumprimento integral às determinações da citada Lei Complementar.

Em 2013 o Governo de Minas Gerais manifestou-se pela impossibilidade de atender a essa recomendação, diante das inúmeras dificuldades operacionais enfrentadas. A partir de 2014, as previsões de aplicações em ASPS passaram a ser contempladas na Lei Orçamentária, em demonstrativo próprio, no qual as despesas com saúde estão concentradas no Fundo Estadual de Saúde FES. A execução orçamentária está sendo acompanhada por equipe técnica do TCEMG.

Em Minas Gerais a saúde é estruturada em torno do desenvolvimento de redes de atendimento em diversos níveis, desde a atenção primária até o atendimento de alta complexidade e, passando pela atenção secundária, objetivando abranger a população de todos os municípios do Estado para propiciar melhores condições de saúde e ampliar a expectativa de vida do cidadão mineiro.

A avaliação da macro gestão governamental estruturada em Rede e o exame das contas prestadas ao Tribunal para fins de parecer prévio no tocante às ações e serviços públicos de saúde do período de 2010 a 2013, bem como a avaliação de dois programas de governo da área da saúde por meio de auditoria operacional permitem apresentar os seguintes desafios a serem enfrentados pelo futuro chefe de governo do Estado:

JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE

De acordo com o PPAG 2012/2015, a finalidade da “ação 7024 – Sentenças Judiciais”, inserida no “programa de governo 237 – Atenção à Saúde”, da Rede de Atendimento em Saúde, é atender às demandas judiciais, visando fornecer assistência integral para casos individualizados, em todos os níveis de complexidade, comprovada a necessidade de medicamentos, insumos, procedimentos e outros serviços de saúde para a garantia de vida do paciente.

Em 2013, essa ação exibiu uma programação financeira inicial de R$ 145 milhões e uma autorização final de gastos da ordem de R$ 314,535 milhões, sendo que a despesa realizada alcançou R$ 291,703 milhões. Comparativamente ao exercício de 2012, houve um acréscimo desses dispêndios da ordem de 103,99%.

A meta era o atendimento a 55.000 pacientes. Segundo a SES, os gastos ocorridos na mencionada ação referem-se a atendimentos, determinados por ações judiciais, a 50.657 pacientes, relativos a fornecimento de medicamentos e insumos.

Do montante de R$ 291,703 milhões despendido na ação Sentenças Judiciais, o valor de R$ 262,252 milhões refere-se especificamente à aquisição de medicamentos, o que, em face do quantitativo de 50.657 pacientes atendidos, resulta no valor per capita de R$ 5.177,00.

Levando-se em consideração que 89,90% dos recursos aplicados nessa ação destinam- se à aquisição de medicamentos e que a maioria dos pacientes é atendida em função das solicitações de medicamentos, para efeito de cálculo do valor correspondente às despesas per

capita com medicamentos por ações judiciais e com medicamentos de alto custo, foi utilizado pelos técnicos

capita com medicamentos por ações judiciais e com medicamentos de alto custo, foi utilizado pelos técnicos do TCEMG o número total de pacientes atendidos (medicamentos e insumos).

Já as despesas realizadas na ação Aquisição, Armazenamento e Distribuição de Medicamentos de Alto Custo totalizaram R$ 160,627 milhões, sendo os gastos exclusivos com a aquisição de medicamentos da ordem de R$ 155,802 milhões. Considerando que foram atendidos, em média, 149.755 pacientes, segundo informado pela SES, o valor per capita apurado foi de R$ 1.040,38, isto é, o valor per capita com medicamentos, via sentenças judiciais, é superior em 397,61%, sem levar em conta os custos do processo (prestação jurisdicional).

A evolução das despesas com aquisição, armazenamento e distribuição de medicamentos básicos e de alto custo, bem como com sentenças judiciais, em relação à evolução da receita corrente líquida, no período de 2010 a 2013, é retratada na tabela a seguir.

TABELA 2 Evolução Despesas x Receita Corrente Liquida

Ex ercício de 2010 a 2013

Em R$ Mil

Ano

Medicamentos

Básicos

Variação

Nominal %

Medicamentos

Alto Custo

Variação

Nominal %

Sentenças

Judiciais

Variação

Nominal %

Receita Corrente

Líquida

Variação

Nominal %

2010

128.576

-

231.454

-

61.551

-

33.179.152

-

2011

2012

105.226

231.793

(18,16)

80,28

214.648

99.197

(7,26)

(57,14)

93.893

143.000

52,55

132,33

37.284.184

40.371.093

12,37

21,68

2013

152.132

18,32

160.627

(30,60)

291.703

373,92

43.141.299

30,03

FONTE: Armazém de Informações - SIAFI.

No período de 2010-2013 houve uma redução de 30,60% nos dispêndios com medicamentos de alto custo, enquanto que os gastos com medicamentos básicos cresceram 18,32%. Já as despesas relativas ao fornecimento de medicamentos, insumos, serviços e procedimentos via Sentenças Judiciais apresentaram um crescimento da ordem de 373,92%.

As demandas decorrentes da judicialização da assistência farmacêutica no Estado têm apresentado crescimento cada vez mais acelerado. O TCEMG tem reiterado, anualmente, que a matéria deva continuar na agenda de discussão em busca de mecanismos que possibilitem a interface e a viabilização do diálogo entre o Poder Público, usuários dos serviços e demais envolvidos.

No tocante ao desempenho e a efetividade das ações na gestão da Assistência Farmacêutica, dada a materialidade e a relevância social das ações executadas no então programa Farmácia de Minas, o TCEMG deliberou, por ocasião da apreciação das contas governamentais do Estado referentes a 2010, pela realização de auditoria operacional no referido programa. Não obstante, o escopo da referida auditoria abrangeu, além da gestão da assistência farmacêutica, a avaliação do avanço do fenômeno da judicialização e seu impacto no orçamento estadual relativo à área da saúde.

Foi apontado no relatório da auditoria operacional que o crescimento das despesas decorrentes de ações judiciais, no período de 2008 a 2011, deve-se à quantidade de medicamentos de alto custo disponibilizada pelo Estado, ao atendimento parcial pela Secretaria

de Estado de Saúde das solicitações municipais de medicamentos básicos e, às medidas tomadas em relação

de Estado de Saúde das solicitações municipais de medicamentos básicos e, às medidas tomadas em relação ao crescimento do número de ações judiciais.

O gráfico a seguir evidencia o cenário de crescimento acentuado dos gastos decorrentes da judicialização em Minas Gerais no período de 2008 a 2011, em relação aos dispêndios com medicamentos de alto custo e com medicamentos básicos, conforme apurações da auditoria realizada.

med. básicos med. Alto custo sentenças judiciais 350000000,000 300000000,000 250000000,000 200000000,000 150000000,000 100000000,000 50000000,000 ,000 1905ral
med. básicos
med. Alto custo
sentenças judiciais
350000000,000
300000000,000
250000000,000
200000000,000
150000000,000
100000000,000
50000000,000
,000
1905ral
1905ral
1905ral
1905ral

GRAFICO 1: Despesas com Medicamentos em Reais (R$) FONTE: SIGPLAN, Superintendência de Planejamento e Finanças/Diretorias de Orçamento e Gestão Financeira/SES Elaboração: TCEMG

Visando combater o crescimento da judicialização da Assistência Farmacêutica no Estado, o TCEMG deliberou pelas recomendações transcritas a seguir.

Recomendações à SES/MG deliberadas no Processo 886104:

atualizar o elenco de medicamentos de alto custo que consta da Relação Estadual, de modo a adequá-lo ao crescimento da demanda;

acelerar a implantação das Farmácias Comunitárias, o que propiciará maior eficiência da execução do Programa Farmácia de Minas, inclusive com a implantação de novos indicadores de avaliação;

atender plenamente às solicitações de medicamentos básicos, o que pressupõe maior disponibilidade de medicamentos no almoxarifado central da SES;

completar a implantação do SIGAF, especialmente das funções relativas à judicialização da assistência farmacêutica;

 promover ações educativas medicamentos pelos usuários; e de conscientização, visando o consumo racional de 

promover ações educativas medicamentos pelos usuários;

e

de

conscientização,

visando

o consumo racional de

atuar junto aos conselhos de medicina, no sentido de conscientizar a categoria quanto à importância do uso racional de medicamentos e da política estadual de assistência farmacêutica.

Observação:

O

Plano de

Unidade Técnica do TCEMG.

Ação da SES/MG encontra-se em

monitoramento pela

REFERÊNCIAS:

Processo 814956 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2010 Processo 872207 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2011 Processo 886.510 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2012 Processo 912324 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2013

Processo 886104 Auditoria de Natureza Operacional no âmbito do Programa Farmácia de Minas, sob a gestão da Secretaria de Estado de Saúde do Estado de Minas Gerais SES/MG.

FALHAS NA GESTÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

O marco regulatório da assistência farmacêutica é coincidente com o do SUS, ou seja, a CR/88, a Lei 8.080/90 e normativos expedidos pelo Ministério da Saúde, em especial, a Portaria 3.916, de 30 de outubro de 1998, que aprovou a Política Nacional de Medicamentos (PNM), cujo propósito precípuo é “garantir a necessária segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, a promoção do uso racional e o acesso da população àqueles considerados essenciais”.

Com objetivo de regulamentar a ação conjunta da União, Estados, Distrito Federal e Municípios no âmbito do SUS, o Pacto pela Saúde, cujas diretrizes foram aprovadas por meio da

Portaria 399/GM/MS de 22 de fevereiro de 2006, enumera os “princípios gerais do financiamento

para o Sistema Único de Saúde”, dentre eles, o financiamento tripartite e o repasse fundo a fundo

como modalidade preferencial de transferência de recursos entre os gestores.

 

Em

Minas

Gerais,

foi

elaborado

o

Plano

Estadual

de

Estruturação

da

Rede

de

Assistência

Farmacêutica

pela

SES,

com

a

finalidade

de

estruturar

a

rede

de

Assistência

Farmacêutica.

 

As falhas identificadas pela SES no diagnóstico acerca da Assistência Farmacêutica, relacionadas ao acesso inadequado de medicamentos pelos usuários em decorrência de deficiências técnicas e gerenciais, motivaram a criação do então Programa Farmácia de Minas. Para reformular a Assistência Farmacêutica no Estado, tinha-se como objetivos a racionalização e

o aperfeiçoamento do sistema de abastecimento de medicamentos, de modo a tornar mais eficientes as ações

o aperfeiçoamento do sistema de abastecimento de medicamentos, de modo a tornar mais eficientes as ações do Estado e de ampliar a parcela da população atendida.

O então programa Farmácia

de

Minas teve sua

execução

iniciada por

meio da

Resolução SES/MG 1.416 de 28 de maio de 2008, que definiu os critérios de adesão pelos municípios, o padrão obrigatório das farmácias comunitárias e os valores dos incentivos financeiros para a sua construção e contratação de farmacêutico.

Numa visão geral o referido programa, com gestão exercida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, consistia na definição de um modelo de Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS) cujo objetivo visava o atendimento humanizado aos usuários, com distribuição gratuita de medicamentos realizada por meio de profissionais qualificados e da promoção do uso racional dos medicamentos.

Como já mencionado, em decorrência da materialidade e da relevância social das ações executadas no então programa Farmácia de Minas por ocasião da apreciação das contas governamentais do Estado referentes a 2010, o TCEMG deliberou pela realização de auditoria operacional no referido programa.

Apurou-se,

com

a

respectiva

ação

fiscalizatória, que a gestão da Assistência

Farmacêutica pelo Estado e pelos municípios gera riscos de desabastecimento de determinados medicamentos, ao mesmo tempo em que há desperdício de recursos públicos devido ao vencimento de medicamentos comprados em excesso e às inadequadas condições de armazenamento.

Constataram-se:

deficiências na seleção de medicamentos por parte das prefeituras que não utilizam critérios técnicos para a elaboração da relação de medicamentos necessários ao município;

dificuldades dos gestores municipais na programação para aquisição de medicamentos, acarretando deficiências na programação do estado;

deficiências na distribuição e aquisição de medicamentos básicos pela SES/MG levando à indisponibilidade de medicamentos nos municípios e recebimento de medicamentos com data próxima ao vencimento, comprometendo a programação em prejuízo da população e, acarretando, também, prejuízos ao erário devido à perda de medicamentos;

atendimento parcial das necessidades dos pacientes quanto aos medicamentos de alto custo. Há morosidade nas autorizações para ingresso de novos beneficiários, descontinuidade de atendimento no fornecimento, falta de oferta de determinados medicamentos, deficiências na estrutura física e instalações de muitas Farmácias nas SRSs/ GRSs, o que resulta em graves prejuízos para os usuários;

 dispensação de medicamentos não é realizada apenas por farmacêuticos. Pessoas de outras formações, de nível

dispensação de medicamentos não é realizada apenas por farmacêuticos. Pessoas de outras formações, de nível técnico e médio também a realizam;

falhas na atuação dos conselhos estadual e municipais de saúde. Verificou-se participação deficiente do conselho estadual e dos CMS na formulação da política de Assistência Farmacêutica, respectivamente, do estado e dos municípios, bem como deficiência no controle da execução dos serviços de atenção básica, em especial da Assistência Farmacêutica. Destaca-se, ainda, a deficiência na promoção de ações que visem à mobilização e à participação da comunidade pelos conselhos de saúde, o que dificulta o controle social.

A auditoria identificou pontos importantes, que geraram recomendações, transcritas a

seguir.

Recomendações à SES/MG deliberadas no Processo de 886104:

a)

Visando a melhorar o planejamento da Assistência Farmacêutica dos municípios, tendo em vista o caráter ascendente desse planejamento, de forma que a seleção de medicamentos e a programação estejam de acordo com a demanda real, propiciando o uso racional de medicamentos:

reavaliar a estratégia de atuação nos municípios por intermédio do reforço das práticas de orientação e, se possível, com a participação ativa e simultânea da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS), de modo que a seleção e a programação de medicamentos atendam às demandas da população;

elaborar e manter política de educação permanente para os gestores municipais de saúde, principalmente nos municípios cujos gestores não possuem formação na área.

b)

Visando

a

minimizar

as

perdas

e

auxiliar

na

regularização

do

desabastecimento,

contribuindo para um controle mais efetivo do fluxo dos medicamentos básicos no Estado:

aperfeiçoar o Sistema de Gerenciamento de Assistência Farmacêutica (SIGAF) para que seja utilizado de forma mais eficaz pelos municípios, possibilitando a integração dos dados com o Sistema Integrado de Administração de Materiais e Serviços (SIAD), de maneira a fornecer os dados gerenciais necessários para a adequada programação;

utilizar código de barras para recebimento e distribuição de medicamentos;

utilizar mecanismo de registro de perdas;

manter o incentivo financeiro para construção das farmácias comunitárias e aquisição de equipamentos (computadores);

para

promover cursos de capacitação para todos os usuários do SIGAF.

c) Visando ao aumento da eficiência relativa ao atendimento de usuários:  realizar estudos com a

c)

Visando ao aumento da eficiência relativa ao atendimento de usuários:

 

realizar estudos com a finalidade de diminuir o tempo médio dos pareceres dos processos para novos pacientes de medicamentos de alto custo. Pretende-se, com essa medida, atender aos pacientes do alto custo de modo mais efetivo e diminuir o número de ações judiciais;

flexibilizar os prazos máximos de validade das autorizações para coleta dos medicamentos, compatibilizando-os com as necessidades clínicas das patologias previstas nos protocolos, minorando, assim, as dificuldades dos pacientes, especialmente daqueles que residem mais distantes dos centros de autorização. Com essa medida, pretende-se desobrigar os portadores das enfermidades com evolução lenta de renovarem toda a sua documentação a cada três meses;

estabelecer diretrizes no sentido da desconcentração da dispensação da Gerência Regional de Saúde de Belo Horizonte, objetivando humanizar a dispensação, ou que qualifiquem a respectiva unidade de estrutura física e recursos humanos condizente com a demanda de pacientes;

desenvolver estudos no sentido de verificar a possibilidade de utilizar metodologia de entrega em domicílio de medicamentos para algumas patologias e situações clínicas, objetivando facilitar o acesso dos doentes aos medicamentos e descongestionar as unidades de dispensação.

d)

Visando

a

superar

os

desafios

técnicos,

políticos

e

institucionais

em

prol do

estabelecimento de uma cultura burocrática orientada para resultados, recomenda-se a coordenação efetiva da SES, observando-se as competências definidas na legislação vigente e os objetivos atinentes ao estabelecimento do programa.

Observação:

O

Plano de

Ação da

Unidade Técnica do TCEMG.

SES/MG encontra-se em monitoramento pela

REFERÊNCIAS:

Processo 814956 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2010

Processo 886104 Auditoria de Natureza Operacional no âmbito do Programa Farmácia de Minas, sob a gestão da Secretaria de Estado de Saúde do Estado de Minas Gerais SES/MG.

DESIGUALDADE DO GASTO PER CAPITA NAS REGIÕES MENOS FAVORECIDAS SOCIOECONOMICAMENTE E COM OS MENORES ÍNDICES DE

DESIGUALDADE DO GASTO PER CAPITA NAS REGIÕES MENOS FAVORECIDAS SOCIOECONOMICAMENTE E COM OS MENORES ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

A regionalização das políticas públicas é exigência da Constituição Federal (art. 43 da CR/1988) e da Constituição do Estado de Minas Gerais (art. 41, II, da CE/1989). Nesse sentido, os objetivos estratégicos da Rede de Atendimento em Saúde foram definidos no PMDI 2011/2030, com vista a alcançar a melhoria dos níveis de saúde da população, destacando-se a universalização do acesso à atenção primária, a redução das disparidades regionais no atendimento à saúde, a consolidação das Redes de Atenção à Saúde em todo o Estado, a melhoria dos indicadores de morbimortalidade entre a população juvenil e a estimulação no maior cuidado do cidadão com a própria saúde.

No tocante à regionalização da política pública de saúde foi verificado em análise do TCEMG que a execução orçamentária em 2013 por região administrativa do Estado pouco variou em comparação aos anos anteriores. A região central vem absorvendo mais de um terço do orçamento, em detrimento do nível de execução nas regiões Noroeste de Minas, Alto Paranaíba, Centro-Oeste, Jequitinhonha/Mucuri, Norte e Rio Doce.

Assim é que, em análise realizada pelo TCEMG constatou-se que em 2013, a exemplo do exercício de 2012, o maior volume de recursos financeiros para a realização de despesas voltadas para os programas da Rede de Atendimento à Saúde foi destinado à região Central (36,69%), enquanto que à região Noroeste de Minas foram aportados 0,61% dos valores.

Os recursos destinados às regiões do Alto Paranaíba, Triângulo, Noroeste de Minas e Rio Doce, em 2013, foram equivalentes, respectivamente, a 2,10%, 4,39%, 0,61% e 4,42% do total despendido nessa rede, sendo que, somados, resultaram em um percentual de 11,52, próximo, portanto, àquele apurado para apenas uma região, Sul de Minas, com 10,25%. A população dessas quatro regiões totalizam 4,167 milhões de pessoas, ao passo que a do Sul de Minas é de 2,722 milhões.

Considerando-se a população existente em cada região de planejamento (dados 2011 da Pesquisa por Amostra por Domicílios PAD-MG da Fundação João Pinheiro FJP), pode-se afirmar que os menores gastos per capita com ações de saúde foram de R$ 77,44 para o Noroeste de Minas e R$ 132,52 para o Rio Doce. Já os maiores foram detectados nas regiões Jequitinhonha/Mucuri (R$ 293,64) e Central (R$ 274,18). À exceção dessas duas últimas, as demais regiões apresentaram valores inferiores ao gasto médio per capita apurado para o estado:

R$ 251,00. A despeito dos dados apurados para a região Jequitinhonha/Mucuri, persiste a necessidade de mais investimentos em saúde nas regiões mais carentes, a exemplo da Noroeste de Minas, onde, segundo a PAD-MG/2011 da FJP, foi detectada a maior proporção de entrevistados avaliando a própria saúde como ruim/muito ruim e foi, também, a que apresentou a maior proporção de pessoas com duas ou mais doenças crônicas. Uma melhor distribuição dos recursos permitiria reduzir as desigualdades de acesso aos serviços de saúde, o que ainda constitui um problema a ser resolvido.

O s valores destinados à região “Estadual” não foram considerados para efeito de análise neste trabalho

Os valores destinados à região “Estadual” não foram considerados para efeito de análise neste trabalho uma vez que se referem a gastos realizados no estado para os quais não há possibilidade de repartição por regiões específicas.

TABELA 3 Despesas Realizadas por Região de Planejamento

Ex ercício de 2013

Em R$

Programa

Cod.

Descrição

Alto

Paranaíba

Central

Centro

Oeste

Estadual

Jequitinhonha

/ Mucuri

Mata

Noroeste

de Minas

Norte

de Minas

Rio Doce

Sul de

Minas

Triângulo

Programas Estruturadores

49.146.109,81

1.161.866.601,18

109.826.194,80

362.400.646,56

202.484.953,54

194.704.291,87

10.687.738,60

173.523.247,87

105.615.316,18

207.037.748,21

153.139.695,74

2 Saúde Integrada

24.869.076,55

512.526.526,85

47.165.781,98

9.386.888,16

24.832.074,44

74.181.573,63

5.034.812,00

40.135.090,86

63.769.121,80

56.614.252,03

58.344.208,43

44 Redes Integradas de Serviços de Saúde

9.033.865,71

148.005.928,44

13.077.595,68

106.011.611,60

41.182.807,71

57.313.211,29

527.506,75

49.008.092,77

24.290.149,08

58.308.271,95

4.643.023,64

49 Saúde em Casa

4.575.531,59

72.209.957,33

10.118.551,16

20.099.578,45

13.499.122,26

30.127.104,19

3.466.274,26

28.370.125,58

14.344.528,10

21.799.911,28

86.063.033,44

53 Saneamento para Todos

10.667.635,96

429.124.188,56

39.464.265,98

226.902.568,35

122.970.949,13

33.082.402,76

1.659.145,59

56.009.938,66

3.211.517,20

70.315.312,95

4.089.430,23

Programas Associados

54.312.106,78

644.687.589,35

89.735.552,62

381.811.341,92

94.095.713,45

274.147.739,24

19.436.021,12

163.120.635,27

111.989.581,70

297.612.472,61

62.915.792,49

100 Assistência Hospitalar e Ambulatorial

-

-

-

-

-

-

-

5.293.320,40

-

-

-

106 Desenv. Centro de Tecidos Biológicos de MG

133 Obras Prediais na Rede Fhemig

134 Residência Médica Fhemig

138 Fortalec.Gestão das Unidades Administrativas

-

-

515.517,75

295.065,86

259.803,38

2.082.446,12

12.780.114,47

67.098.983,19

-

-

-

470.818,63

-

14.110.476,88

-

2.588.334,50

-

-

-

313.825,75

-

-

663.954,56

1.018.347,54

-

-

-

241.046,85

-

-

-

668.737,32

-

-

-

525.751,48

-

-

-

1.110.166,48

-

-

-

567.298,32

159 Desenv., Produção e Entrega de Imunobiológicos

172 Assistência ao Militar

-

47.730,86

56.821.798,78

30.269.696,33

-

469.935,74

3.261.375,78

1.363,42

-

67.135,01

-

599.191,01

-

6.397,22

-

708.535,53

-

493.623,47

-

599.849,37

-

428.568,07

187

Assistência Hematológica e Hemoterápica

201 Produção de Serviços Laboratoriais

206

Desenvolvimento de Educação na Saúde

237

Atenção à Saúde

238 Vigilância em Saúde

239

Gestão do Sistema Único de Saúde

1.862.751,48

-

90.076,20

48.036.748,81

1.552.047,56

678.560,24

37.004.950,07

15.376.448,84

795.099,47

344.401.578,63

40.363.409,30

29.551.693,38

4.386.221,08

-

3.342,20

79.729.098,27

2.151.482,00

864.418,99

-

87.703,68

-

308.402.028,84

26.230.797,69

12.694.853,30

-

-

93.473,46

86.637.798,30

3.190.541,81

1.028.809,95

11.332.524,34

-

102.916,54

245.328.135,84

6.766.848,62

3.415.697,15

-

-

18.125,40

17.652.672,30

474.005,13

387.826,93

3.984.235,59

-

156.142,21

116.770.669,67

5.636.822,85

26.747.530,72

3.707.524,35

-

88.565,75

96.665.547,58

5.668.665,82

1.446.656,56

7.346.687,01

-

89.613,87

277.321.647,71

4.173.587,13

2.432.193,02

10.765.862,61

-

187.656,64

43.081.011,03

4.048.907,77

1.432.524,52

246 Segurança Alimentar

254 Geração de Conhec. Científicos e Biotecnológicos

-

-

227.759,02

2.033.379,87

-

-

-

213.277,32

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

275 Incentivo à Estr. Rede de Assistência Farmacêutica

1.233.608,02

5.620.428,50

1.660.235,71

14.221.130,51

2.764.129,17

4.920.123,64

655.947,29

3.154.640,98

3.393.246,69

4.538.728,02

2.403.963,53

Total Geral

103.458.216,59

1.806.554.190,53

199.561.747,42

744.211.988,48

296.580.666,99

468.852.031,11

30.123.759,72

336.643.883,14

217.604.897,88

504.650.220,82

216.055.488,23

FONTE: SIGPlan.

As disparidades regionais já haviam provocado, em relação ao parecer prévio sobre as contas governamentais do Estado de 2012, a recomendação pelo TCEMG para que o Governo intensificasse as políticas públicas de combate às disparidades regionais na área da saúde pública, adotando medidas para aumentar o gasto per capita nas regiões menos favorecidas socioeconomicamente e com baixos índices de desenvolvimento humano, com o intuito de promover a redução das desigualdades regionais no Estado.

Recomendação:

O TCEMG tem reiterado anualmente sua recomendação ao Governo de Minas Gerais para que intensifique as políticas públicas de combate às disparidades regionais na área da saúde pública, adotando medidas para aumentar o gasto per capita nas regiões menos favorecidas socioeconomicamente e com baixos índices de desenvolvimento humano, com o intuito de promover a redução das históricas desigualdades regionais no Estado.

REFERÊNCIAS:

Processo 886510 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2012 Processo 912324 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2013.

FALHAS ESTRUTURAIS E DE GESTÃO NO PSF EM MINAS GERAIS O dever do Estado de garantir

FALHAS ESTRUTURAIS E DE GESTÃO NO PSF EM MINAS GERAIS

O dever do Estado de garantir o exercício do direito à saúde configura-se por força de sua responsabilidade no campo específico das ações e serviços públicos de saúde, exercidos por intermédio do SUS e pela promoção do desenvolvimento social.

A estrutura político-administrativa do SUS, delineada na Lei Federal 8.080 de 19 de setembro de 1990 (Lei Orgânica da Saúde), enfatiza o rompimento da estrutura centralizada com foco limitado no combate a doenças e seus agravos e a priorização da Atenção Básica preventiva em todos os Municípios, assim como a regionalização e hierarquização das redes de serviços.

O fortalecimento da mudança de modelo objetivando tornar efetivas as diretrizes constitucionais adquire centralidade no âmbito da agenda governamental com a ênfase na Atenção Básica destacando-se, então, o Programa Saúde da Família (PSF).

O PSF foi concebido em 1994 na esfera do Ministério da Saúde, tendo como premissa os bons resultados do Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS), assim como as experiências nos países como Canadá, Cuba e Inglaterra. Definido como estratégia de reorganização da Atenção Básica, tem a finalidade de imprimir nova dinâmica de atuação nas Unidades Básicas de Saúde UBS do sistema.

A Norma Operacional Básica NOB 01/96 favoreceu mudanças essenciais no modelo de atenção à saúde no Brasil ao enfatizar a Atenção Básica como eixo estruturante para concretizar os objetivos delineados no modelo de reorganização do SUS, com a ampliação da participação relativa da Atenção Básica à Saúde (ABS) em relação aos demais níveis de atenção (média complexidade ou secundária e alta complexidade ou terciária, executados por Municípios de referência) e circunscreveu ao poder público municipal a promoção e a consolidação do pleno exercício da atenção à saúde de seus habitantes. Ao poder público estadual estabeleceu a função de mediador da relação entre os sistemas municipais e o federal e entre os sistemas estaduais.

A partir de 1999 o PSF passou a ser considerado pelo Ministério da Saúde como estratégia estruturante da municipalização das ações de saúde na Atenção Básica em substituição ao modelo tradicional de assistência, hospitalocêntrico e orientado predominantemente para a cura de doenças, estabelecendo nova dinâmica na organização dos serviços e ações da saúde.

A fim de dar continuidade ao processo de descentralização e organização do SUS, fortalecido com a implementação da NOB 01/96 e de orientar a distribuição regional de serviços de saúde nos Estados, o Ministério da Saúde editou as Normas Operacionais de Assistência à Saúde NOAS de 2001 e de 2002.

As Normas Operacionais de Assistência à Saúde NOAS de 2001 e de 2002 enfatizaram as questões relacionadas à garantia de acesso de toda a população por intermédio da implantação de novos padrões para a regionalização funcional das redes de serviços e da definição mais objetiva de estruturas para regulação do acesso. Os mecanismos de alocação de recursos foram mantidos, mas os critérios para habilitação dos Municípios foram alterados, vinculando-os à estruturação das microrregiões de saúde em que estivessem inseridos.

A NOAS 2001 revisada e reeditada em 2002 determinou de forma inovadora que o Estado deveria

A NOAS 2001 revisada e reeditada em 2002 determinou de forma inovadora que o Estado deveria instituir o Plano Diretor de Regionalização - PDR.

A NOAS 2002 ampliou as responsabilidades dos municípios na Atenção Básica e estabeleceu o processo de regionalização como estratégia de hierarquização dos serviços e de busca de maior equidade, além de atualizar os critérios de habilitação de estados e municípios.

Coerente com a estratégia nacional, o setor da saúde no Estado de Minas organizou-se no intuito de garantir desde a atenção primária até o atendimento de alta complexidade, passando pela atenção secundária, buscando abranger a população de todos os municípios do estado para propiciar melhores condições de saúde e ampliar a expectativa de vida do cidadão.

O Programa de Saúde da Família como estratégia nacional estruturante da municipalização da atenção básica foi incorporado nos instrumentos de planejamento de médio e longo prazos do Estado, sob a denominação de Programa Saúde em Casa.

No ano de 2010, consoante relatório técnico sobre as contas do governo do estado, o Programa Saúde em Casa se apresentava no PPAG como um programa estruturador com o objetivo de universalizar a oferta para a população SUS exclusiva e ampliar a qualidade dos serviços de atenção primária à saúde, com ênfase em ações de promoção, prevenção e assistência à saúde da família.

No PMDI, o programa tinha como objetivos estratégicos: universalizar o acesso à atenção primária e reduzir as disparidades regionais no atendimento à saúde. Os resultados finalísticos eram: universalização do atendimento do PSF para a população SUS dependente e redução das internações por condições sensíveis à atenção ambulatorial.

O PMDI 2011/2030, mantendo-se na mesma linha do anterior, definiu como objetivos estratégicos para a área da saúde:

universalizar o acesso à atenção primária;

reduzir as disparidades regionais no atendimento à saúde;

consolidar as redes de atenção à saúde em todo o estado;

melhorar os indicadores de morbimortalidade entre a população juvenil; e

estimular maior cuidado do cidadão com a própria saúde.

No PPAG de 2012/2015 o Programa Saúde em Casa inserido na Rede de Atenção à Saúde, também como um programa estruturador, tem por objetivos estratégicos universalizar o acesso à atenção primária e estimular um maior cuidado do cidadão com a própria saúde, sendo responsável pelo programa o Fundo Estadual de Saúde. Ele integra três ações, a saber: 1541 Desenvolvimento de Recursos Humanos, cujo objetivo é promover a educação permanente para os médicos da família; 1116 Ampliação da cobertura populacional do Programa Saúde da Família PSF, cuja finalidade é expandir o acesso e qualificar as ações e serviços de atenção primária à

saúde, prestados à população; e 1127 – Ampliação da estrutura da atenção primária, visando aumentar a

saúde, prestados à população; e 1127 Ampliação da estrutura da atenção primária, visando aumentar a quantidade de unidades básicas de saúde.

Para acompanhar a evolução da cobertura do PSF em Minas Gerais foi utilizado o indicador Cobertura Populacional do Programa Saúde da Família.

Os dados utilizados para analisar a cobertura do Programa de Saúde da Família foram obtidos no site do DATASUS, cujas informações disponíveis até 2010 mostravam uma tendência crescente de cobertura. Essa redução da taxa de expansão do programa, concluiu-se à época, devia-se à própria dificuldade de penetração da política, fosse a áreas rurais mais remotas onde o adensamento demográfico é muito baixo, fosse a áreas urbanas onde a população não tem cultura de utilização do programa de saúde da família.

TABELA 4 Percentual da População Coberta pelo PSF

Ano

Brasil

MG

  • 2002 38,45

31,92

  • 2003 47,62

35,7

  • 2004 50,33

39,03

  • 2005 54,89

43,97

  • 2006 59,08

46,33

  • 2007 59,67

46,75

  • 2008 63,17

49,51

  • 2009 65,84

50,69

  • 2010 67,35

52,75

FONTE: MS/DATASUS

No exercício de 2013 o programa Saúde em Casa teve 6,19% do montante executado na Rede de Atendimento a Saúde.

O Programa Saúde da Família PSF como ação do programa estruturador Saúde em Casa, em Minas Gerais, e estratégia nacional estruturante da municipalização da atenção básica no SUS, foi objeto de auditoria operacional realizada pelo Tribunal em 2009, no âmbito do Programa de Modernização do Sistema de Controle Externo dos Estados, Distrito Federal e Municípios Brasileiros (PROMOEX).

A Auditoria concentrou-se na análise de problemas estruturais e de gestão que pudessem comprometer o funcionamento do Programa Saúde da Família PSF e o alcance das metas pactuadas, com reflexos na efetivação das ações estratégicas na área da saúde até os dias atuais.

O trabalho, à época, foi dividido em três grandes eixos de abordagem:

  • a) Política Nacional e Municipal de Atenção Básica do PSF que abordou essencialmente o planejamento do Programa Saúde da Família;

  • b) Implantação do PSF em Minas Gerais com foco na alocação de recursos na atenção básica e no PSF, na implantação das Equipes de Saúde da Família ESF, nas condições de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde UBS, na coexistência do modelo do PSF com

o modelo convencional na mesma unidade básica de saúde e no atendimento pelas Equipes de Saúde

o modelo convencional na mesma unidade básica de saúde e no atendimento pelas Equipes de Saúde da Família ESF; e

c) Monitoramento e Avaliação, com especial atenção ao monitoramento e avaliação pelo estado e pelos municípios e à evolução dos indicadores do PSF e do Programa Saúde em Casa. A auditoria identificou pontos importantes em cada eixo de abordagem, os quais geraram determinações e recomendações a seguir transcritas.

Recomendações e determinações à SES/MG deliberadas no Processo 862615:

1) Recomendações:

Avaliar a estratégia de atuação junto aos Municípios com vistas a reforçar as práticas de orientação e capacitação das equipes da Atenção Primária de Saúde - APS, inclusive com a participação ativa e simultânea da Comissão Intergestores Bipartite - CIB e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde - COSEMS nos processos de formulação e adoção de planejamento para a gestão da saúde, de acordo com os princípios do SUS;

Prestar auxílio aos Municípios na elaboração adequada dos instrumentos básicos de planejamento: o Plano Municipal de Saúde, Relatório Anual de Gestão e Programação Anual de Saúde, observando a convergência desses com os normativos da administração pública;

Manter o incentivo financeiro para construção e/ou reforma de UBS e para aquisição de materiais, insumos e equipamentos indispensáveis ao trabalho das equipes e ao acesso e atendimento da população adstrita;

Orientar os Municípios quanto à implementação de políticas de recursos humanos que estimulem a atratividade e a fixação dos profissionais que compõem as equipes de Saúde da Família, com a finalidade de proporcionar o vínculo desses profissionais com os usuários, pressuposto básico da Atenção Primária à Saúde;

Manter a política de incentivo financeiro às equipes de Saúde da Família com o objetivo de aumentar a cobertura populacional, estabelecendo condições para o repasse financeiro e condicionando esse repasse à observância da jornada de trabalho dos membros das equipes pela respectiva Secretaria Municipal de Saúde;

Instituir política de incentivo financeiro para auxiliar os Municípios na contratação de profissionais para exercerem, exclusivamente, a coordenação das equipes PSF e capacitação desses em administração de saúde, com ênfase em planejamento, bem como na elaboração de política de educação permanente para as Equipes de Saúde da Família;

 Promover ações de capacitação em gestão pública da saúde, direcionadas aos membros dos conselhos municipais

Promover ações de capacitação em gestão pública da saúde, direcionadas aos membros dos conselhos municipais de saúde e aos membros do Poder Legislativo local, visando o fortalecimento do controle social, bem como da fiscalização parlamentar;

Promover, em conjunto com as Secretarias Municipais de Saúde, campanhas para esclarecimento da população feminina na faixa etária entre 25 e 49 anos, quanto à importância dos exames preventivos de câncer, além de realizar monitoramento e adotar medidas corretivas para Municípios com baixa oferta de Exames Citopatológicos Cérvico-Vaginais;

Criar incentivos com o fim de aumentar a cobertura populacional do PSF no Estado e contribuir para a redução do número de habitantes atendidos por equipe, tendo como meta a proporção de 3.000 habitantes/equipe, recomendado pela Portaria GM/MS

648/2006.

2) Determinações:

  • a) Em atendimento ao disposto na Portaria/MS 648 de 28 de março de 2006, a adoção das seguintes medidas:

Instituir política de formação permanente de gestores municipais de saúde, e coordenadores do PSF em gestão da saúde, com ênfase em processo de planejamento e na elaboração prática de seus instrumentos básicos;

Promover ações para capacitação de profissionais para exercerem função gerencial exclusiva das equipes PSF;

Criar mecanismos para que as Comissões Intergestoras Bipartites e Tripartites (CIB e CIT) promovam maior esclarecimento aos Gestores municipais acerca do caráter permanente das ações do PSF, já consolidado no nível da Atenção Básica a cargo da gestão municipal;

Definir estratégias juntamente com os gestores municipais para institucionalização da Avaliação da Atenção Básica;

Proceder à aplicação efetiva dos procedimentos relativos ao monitoramento e avaliação no âmbito dos Municípios, bem como dos mecanismos utilizados para realizá-los, perpassando pela análise dos principais instrumentos de planejamento.

  • b) Tendo em vista o disposto no Decreto Estadual 45.468/2010, condicionar o repasse de recursos aos municípios à apresentação do Relatório Anual de Gestão, Lei de Criação do Fundo Municipal de Saúde e Ato de Criação do Conselho Municipal de Saúde.

  • c) A remessa ao Tribunal, no prazo de 60 dias a contar da publicação do Acórdão, do Plano de Ação da Secretaria de Estado de Saúde, contendo o cronograma de adoção das medidas

necessárias à implementação das recomendações atinentes e determinações prolatadas pelo TCEMG, com o nome dos responsáveis

necessárias à implementação das recomendações atinentes e determinações prolatadas pelo TCEMG, com o nome dos responsáveis pela implementação de tais medidas.

Observação:

O

Plano de

Unidade Técnica do TCEMG.

Ação da SES/MG encontra-se em

monitoramento pela

REFERÊNCIAS:

Processo 814956 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2010

Processo 872207 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2011

Processo 886510 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2012

Processo 912324 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais 2013

Processo 882615 Auditoria de Natureza Operacional no âmbito do Programa Saúde da Família, sob a gestão da Secretaria de Estado de Saúde do Estado de Minas Gerais SES/MG.

Segurança Pública

Elevação da Taxa de Crimes Violentos

Elevação da Taxa de Homicídios

Elevação da Taxa de Mortalidade por Homicídios de Jovens entre 15 e 24 Anos

Elevação da Taxa de Crimes Violentos Contra o Patrimônio

CONTEXTUALIZAÇÃO

Dentre os grandes desafios a serem superados nos vários campos de atuação do Estado, destacam-se a Defesa e a Segurança. Minas Gerais com alta sensação de segurança, menos violência e criminalidade é a meta-síntese almejada pelo Governo, no horizonte de 20 anos, inserida no plano estratégico de longo prazo, o PMDI 2011-2030.

Os objetivos estratégicos a serem alcançados nesse período foram definidos no sentido de reduzir as incidências de violência, de criminalidade e de desastres nas áreas urbanas e rurais; ampliar a segurança e a sensação de segurança; integrar as áreas de risco à dinâmica das cidades, principalmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); combater o consumo e o tráfico de drogas; e reduzir a violência no trânsito.

São

selecionados e apresentados adiante, os dados relativos a quatro desses

indicadores finalísticos da área de Segurança Pública, cuja evolução no período de 2008 a 2013 considera-se como ponto de atenção para o Governo do Estado, pelo potencial de risco e sensação de insegurança para a sociedade mineira.

Para alcance dos resultados e metas pretendidos nessa área de atuação, o governo define políticas públicas convertidas em programas governamentais, executados, sobretudo, na função Segurança Pública. Constitui igualmente objeto de acompanhamento e análise no âmbito da macro gestão governamental, a previsão e execução orçamentária dos recursos alocados nessa função.

Na tabela seguinte é possível verificar a evolução dos últimos quatro exercícios, das despesas realizadas pelo Estado na função Segurança Pública e sua participação no Orçamento Geral executado.

TABELA 5 Segurança Pública Despesas Realizadas

Ex ercício 2010 a 2013

Subfunções

Exercícios

Variação Média Anual (%)

Nominal

Real

2010

2011

2012

2013

2013 / 2010

2013 / 2010

Administração Geral Policiamento Defesa Civil Informação e Inteligência Assistência à Criança e ao Adolescente Demais Subfunções

3.887.211.044,55

195.247.608,42

21.663.334,22

39.319.090,56

3.894.737,22

684.622.598,14

4.284.329.090,71

199.489.234,61

29.301.795,36

22.661.744,81

4.879.600,07

782.889.554,68

4.146.264.548,74

239.010.673,72

73.748.163,13

76.359.416,69

127.048.566,73

1.005.220.312,65

4.776.930.737,71

386.756.641,18

49.169.390,71

86.137.153,04

153.102.168,05

1.248.958.752,57

7,63

32,70

42,32

39,69

1.277,00

27,48

0,23

20,77

28,65

26,50

1.040,26

16,49

Total Função Segurança Pública 1 ( I ) Orçamento Geral Executado ( II )

4.831.958.413,11

5.323.551.020,24

5.667.651.681,66

6.701.054.843,26

12,89

4,54

55.997.530.800,08

61.554.809.596,11

72.396.065.916,93

83.934.565.773,80

16,63

7,60

Participação % ( I / II )

8,63

8,65

7,83

7,98

FONTE: Armazém de Informações - SIAFI e Banco de Dados SIGPlan.

NOTA: 1 - Com ajuste, retirando gastos de Prev idência do Regime Estatutário, em 2010 e 2011.

Registra-se que foram feitos ajustes nos dados demonstrados, retirando-se dos totais

aportados na função “Segurança Pública” em 2010 e 2011, os valores relativos à subfunção

“Previdência do Regime Estatutário”, para compatibilizar com os exercícios de 2012 e 2013, quando esses gastos passaram a ser apropriados de forma unificada na função “Previdência Social”.

Nota-se, a partir dos valores ajustados no período de 2010 a 2013, um aumento médio nominal de 12,89% ao ano, dos gastos na função Segurança Pública. Se descontados os efeitos inflacionários, tal aumento recua para 4,54% por ano.

Nota-se, também, que a evolução dos gastos com a função Segurança Pública não acompanhou a do orçamento geral executado que teve crescimento médio anual nominal de 16,63% (7,6% real), provocando redução de participação da função de 8,63% em 2010, para 7,98% em 2013.

A análise individualizada das subfunções demonstra crescentes aumentos nos aportes em “Policiamento”, “Defesa Civil”, “Informação e Inteligência” e “Assistência à Criança e ao Adolescente”, esta, passando de R$ 3,895 milhões, em 2010, para R$ 153,102 milhões, em 2013 (1.040,26% de aumento real médio anual no período).

Assim destacamos quatro pontos: elevação da Taxa de Crimes Violentos em Minas Gerais, elevação da Taxa de Homicídios em Minas Gerais, elevação da Taxa de Mortalidade por Homicídios de Jovens entre 15 e 24 Anos em Minas Gerais e elevação da Taxa de Crimes Violentos Contra o Patrimônio em Minas Gerais.

ELEVAÇÃO DA TAXA DE CRIMES VIOLENTOS

O indicador Taxa de Crimes Violentosexpressa o nível de criminalidade pela razão entre o número de ocorrências de crimes violentos registradas pela autoridade policial e o tamanho da população de um determinado espaço geográfico (projeção populacional) por 100 mil habitantes. São classificadas como crimes violentos as seguintes ocorrências: homicídio consumado, tentativa de homicídio, estupro consumado e todas as categorias de roubo, sendo acrescida, a partir de 2011, a tentativa de estupro, a extorsão mediante sequestro e o sequestro ou cárcere privado.

As fontes de informações desse indicador, relativas aos anos de 2010 a 2012, são os Cadernos de Indicadores do Governo e a concernente ao ano de 2013 é o Informativo dos Índices de Criminalidade Violenta em Minas Gerais/2013.

O gráfico a seguir demonstra a evolução anual da Taxa de Crimes Violentos em Minas Gerais, bem como o quantitativo de registros de ocorrências dessa categoria de crimes, no período de 2010/2013.

TCV 200 Registros por 100 mil habitantes 600 550 500 450 400 350 300 250 2010
TCV
200
Registros
por 100 mil habitantes
600
550
500
450
400
350
300
250
2010
2011
2012
2013
284,8
324,3
349,4
425,6
50.625
66.061
71.737
87.996

GRAFICO 2: Taxa de Crimes Violentos em Minas Gerais FONTE: Caderno de Indicadores / Informativo dos Índices de Criminalidade Violenta em Minas Gerais Ano 2013.

Os dados mostram uma trajetória crescente desse indicador, iniciando-se com a taxa de 284,8, por 100 mil habitantes em 2010 e atingindo 425,6, em 2013, demonstrando uma evolução de 49,44% no período.

Os referidos números estão distantes da meta estipulada no PMDI para 2015, de uma Taxa de Crimes Violentos em Minas Gerais de 244, por 100 mil habitantes.

A taxa apurada em 2013, de 425,6, por 100 mil habitantes, também superou em 26,44% a meta de 336,6 prevista no Acordo de Resultados/2013 entre o Governo e a Secretaria de Defesa Social. O Acordo de Resultados é o instrumento de pactuação de resultados, que estabelece, por meio de indicadores e metas, os compromissos a serem cumpridos pelos órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, em linha com os objetivos expressos na agenda do Governo.

Em números absolutos, enquanto no ano de 2010 os registros de crimes violentos em Minas Gerais registraram 50.625, em 2013, perfizeram 87.996, um aumento de 37.371 registros

(73,82%).

Igualmente, as Taxas de Crimes Violentos, por região de planejamento do Estado, relativas ao exercício de 2012 - última apuração do Caderno de Indicadores do Governo, estão distantes das metas projetadas no PMDI para o ano de 2015, como a seguir se demonstra:

REFERÊNCIA:

Região de Planejamento

Central

Vale do

Rio Doce

Triângulo

Taxa Crimes Violentos em 2012 Meta PMDI para 2015

514,9

358,2

187,8

126,1

422,87

238,4

FONTE: PMDI e Caderno de Indicadores 2013

Processo 912324 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais Exercício de 2013.

ELEVAÇÃO DA TAXA DE HOMICÍDIOS

A Taxa de Homicídios é medida pela relação entre o número de registros de ocorrências de homicídios consumados, dividido pela população total de um determinado espaço geográfico (projeção populacional) X 100.000. As fontes dos dados são o Caderno de Indicadores 2012 e 2013, para os anos de 2010, 2011 e 2012 e, para 2013, o Informativo dos Índices de Criminalidade Violenta em Minas Gerais/2013.

O gráfico a seguir demonstra a evolução anual da Taxa de Homicídios em Minas Gerais, bem como o quantitativo de registros de ocorrências dessa categoria de crime, no período de

2010/2013.

16 18 17 2010 2011 2012 2013 15,9 19,0 19,1 20,3 3.201 3.862 3.924 4.163 15
16
18
17
2010
2011
2012
2013
15,9
19,0
19,1
20,3
3.201
3.862
3.924
4.163
15
Taxas
Registros
19
20
21
por 100 mil habitantes

GRÁFICO 3:Taxa de Homicídios em Minas Gerais FONTE: Caderno de Indicadores 2012/2013- Informativo dos Índices de Criminalidade Violenta em Minas Gerais 2013. NOTA: Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública/2013, a taxa de Homicídios em Minas Gerais, em 2012, foi 19,2, por 100 mil habitantes.

Os dados mostram uma trajetória crescente desse indicador, iniciando-se com uma taxa de 15,9, por 100 mil habitantes, em 2010, e atingindo 20,3, em 2013.

Destaca-se o crescimento verificado em 2011, se comparado a 2010, da ordem de

19,50%.

Em números absolutos, enquanto em 2010 o quantitativo de registros de homicídios apurado foi de 3.201, em 2013, o total passou para 4.163, aumento de 30%.

Acrescenta-se que, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública/2013, em 2012, Minas Gerais obteve a segunda menor taxa de homicídios da região Sudeste (19,2), ficando atrás apenas de São Paulo (11,5, por 100 mil habitantes). As taxas no Rio de Janeiro e Espírito Santo foram de 23,5 e 27,5, respectivamente. Assim como em 2011, no ano de 2012 o Estado de Alagoas continuou sendo o que apresentou a maior taxa de homicídios do país, 58,2 por 100 mil habitantes, embora, em 2011, a taxa para essa unidade da federação tenha sido de 74,5 reduzida no ano 2012 em 21,9%.

As apurações das Taxas de Homicídios, por região de planejamento do Estado, no exercício de 2012, de acordo com o Caderno de Indicadores/2013, mostram a região Central aí incluídos dados da RMBH registrando a maior taxa, 27,39 por 100 mil habitantes, seguida da região do Rio Doce, 23,60 e Noroeste de Minas, 23,56. A menor taxa foi apurada no Sul de Minas, 5,66. A região do Triângulo apresentou a taxa de 18,84.

Na comparação com o ano anterior, constatou-se que a região do Noroeste de Minas cujos principais municípios são Paracatu, João Pinheiro, Unaí, Buritis e Brasilândia de Minas, foi a que demonstrou variação mais expressiva na Taxa de Homicídios, passando de 16,70 em 2011 para 23,56 em 2012, um aumento de 41,08%. Por outro lado, na região Sul de Minas, houve uma redução da ordem de 17,61% (6,87 em 2011 para 5,66 em 2012).

Por fim, salienta-se que as Taxas de Homicídios apuradas em 2012 para as regiões de planejamento Central, Rio Doce e Triângulo estão distantes das metas projetadas no PMDI para o ano de 2015, como a seguir se demonstra:

REFERÊNCIA:

Regiões de Planejamento

Central

Rio Doce Triângulo

Taxa de Homicídios em 2012

27,39

23,6

18,84

Meta PMDI para 2015

15,5

15,6

14,0

FONTE: PMDI e Caderno de Indicadores 2013.

Processo 912324 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais Exercício de 2013.

ELEVAÇÃO DA TAXA DE MORTALIDADE POR HOMICÍDIOS DE JOVENS ENTRE 15 E 24 ANOS

A Taxa de Mortalidade por Homicídios de Jovens entre 15 e 24 Anos é uma medida do número de óbitos por homicídios, por local de residência, para cada 100 mil habitantes na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

A fonte dos dados é o Caderno de Indicadores/2013.

O gráfico a seguir demonstra a evolução anual da Taxa de Mortalidade por Homicídios de Jovens entre 15 e 24 Anos em Minas Gerais, no período de 2008 a 2011. Salienta-se que o dado de 2011 é preliminar, sujeito a revisão e constituiu a apuração mais recente do Caderno de

Indicadores/2013.

30 40 50 60 por 100 mil habitantes 20 41,8 44,8 39,4 40,1 Taxas 2011 2010
30
40
50
60
por 100 mil habitantes
20
41,8
44,8
39,4
40,1
Taxas
2011
2010
2009
2008

GRAFICO 4:Taxa de Mortalidade por Homicídios de Jovens entre 15 e 24 anos em Minas Gerais FONTE: Caderno de Indicadores 2013.

Os dados mostram uma trajetória crescente desse indicador, iniciando-se com uma taxa de 41,8, por 100 mil habitantes, em 2008 e atingindo 44,8, em 2011.

Nota-se, no comparativo entre a taxa de 2011 (44,8) e a de 2010 (39,4), um acréscimo da ordem de 13,71% de mortalidade por homicídio nessa faixa etária. Registra-se que na região Sudeste do país, em 2010, essa taxa foi de 42,2 e, no Brasil, de 56,0.

Informa-se que o Governo do Estado de Minas Gerais estabeleceu como meta no PMDI 2007-2023, reduzir, em 2011, a Taxa de Mortalidade por Homicídios de Jovens entre 15 e 24 anos em Minas Gerais para 25, por 100 mil habitantes. O indicador naquele ano foi de 44,8, muito superior ao almejado, a despeito dos dados ainda preliminares. No PMDI atualizado (2011-2030) foi definida a meta para 2015, de uma taxa de 26 por 100 mil habitantes.

No tocante às taxas de mortalidade por homicídios entre jovens de 15 a 24 anos nas regiões de planejamento de Minas Gerais, de acordo com o Caderno de Indicadores/2013, no ano de 2011, a região Central aí incluídos dados da RMBH , concentrou o maior número de ocorrências dessa categoria de crimes, atingindo a taxa de 74,7, seguida da região do Rio Doce (56,4), Noroeste de Minas (44,4) e Triângulo (30,8). Salienta-se que, na região do Rio Doce, a taxa em 2011, se comparada à de 2010 (43,7), aponta um aumento de 29,06%.

REFERÊNCIA:

Processo 912324 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais Exercício de 2013.

ELEVAÇÃO DA TAXA DE CRIMES VIOLENTOS CONTRA O PATRIMÔNIO

A Taxa de Crimes Violentos Contra o Patrimônio expressa a relação entre o número de ocorrências registradas de crimes violentos contra o patrimônio (roubos consumados, roubos à mão armada em todas as suas categorias e extorsão mediante sequestro) e o total da população de um determinado espaço geográfico (projeção populacional), por 100.000 habitantes.

A fonte dos dados é o Informativo dos Índices de Criminalidade Violenta em Minas Gerais 2012 e 2013.

O gráfico a seguir demonstra a evolução da Taxa de Crimes Violentos Contra o Patrimônio em Minas Gerais, bem como o quantitativo de registros de ocorrências dessa categoria de crime, no período de 2010/2013.

300 266,6 206,2 ICV-Patrimônio 2012 2011 2010 291,3 por 100 mil habitantes 500 450 400 350
300
266,6
206,2
ICV-Patrimônio
2012
2011
2010
291,3
por 100 mil habitantes
500
450
400
350
250
2013
Registros
41.676
54.314
59.795
75.786
50
100
150
366,6
200

GRÁFICO 5: Taxa de Crimes Violentos Contra o Patrimônio em Minas Gerais FONTE: Informativo dos Índices de Criminalidade Violenta em Minas Gerais 2012 e 2013.

Os dados mostram uma trajetória crescente dessa taxa, registrando 206,2, por 100 mil habitantes, em 2010, elevando-se para 366,6 em 2013, um aumento de 77,79%.

Em números absolutos, enquanto em 2010 o quantitativo de Crimes Violentos Contra o Patrimônio foi de 41.676, em 2013, foram registrados 75.786, aumento de 82%.

Registra-se que, de acordo com o PMDI 2007-2023, o Governo tinha como meta para 2011, uma taxa máxima de 307 crimes violentos contra o patrimônio, por 100 mil habitantes. Como mostrou o gráfico, naquele ano, a taxa apurada foi de 266,6, bem abaixo do limite máximo estabelecido no PMDI. Esse indicador não consta do PMDI 2011-2030 como instrumento de avaliação de desempenho das políticas contempladas na Rede de Defesa e Segurança.

Recomendação:

Aprimorar, na Rede de Defesa e Segurança, as ações voltadas à redução da violência de forma contínua e eficiente, a fim de reverter a trajetória ascendente da violência e da

criminalidade no Estado, sinalizada pelos resultados dos indicadores de efetividade referenciados no relatório técnico.

REFERÊNCIA:

Processo 912324 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais Exercício de 2013.

Educação

Nível de Desempenho dos Alunos do

3º Ano do Ensino Médio Abaixo do Esperado

Altas Taxas de Distorção Idade-Série

Baixa Taxa de Frequência Líquida da População de 15 a 17 Anos

Bilhões

Em R$

CONTEXTUALIZAÇÃO

A Constituição da República de 1988, em seu art. 205, determina: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da

cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

A operacionalização e regulamentação das determinações constitucionais ocorreram com o advento da Lei 9424/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDBEN, que redefiniu a organização da educação nacional. Nessa distribuição de competência dos sistemas de ensino, coube aos Estados e ao Distrito Federal atuar prioritariamente no ensino fundamental e médio, conforme previsto no § 3º, art. 211 da CR/88, aplicando, anualmente, na manutenção e desenvolvimento do ensino, o mínimo de 25% da receita resultante de impostos, compreendidas as transferências e excluídos os valores repassados constitucionalmente aos Municípios, determinação expressa no art. 212 da Constituição.

A evolução dos gastos na função Educação, ao longo dos últimos cinco exercícios, comparativamente às despesas totais do Estado é apresentada a seguir:

80

70

60

50

40

30

20

10

0

55,89

63,65

55,89 63,65 6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2%
55,89 63,65 6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2%
55,89 63,65 6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2%
55,89 63,65 6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2%
55,89 63,65 6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2%
55,89 63,65 6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2%
55,89 63,65 6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2%
55,89 63,65 6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2%
55,89 63,65 6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2%
 

6,66

 

7,28

8,25

 

4,75

11,8%

5,33

11,6%

12,2%

11,5%

11,5%

 

40,72

48,03

 

35,52

 

88,2%

88,4%

 

87,8%

88,5%

   

88,5%

6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2% 88,4% 87,8%
6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2% 88,4% 87,8%
6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2% 88,4% 87,8%
6,66 7,28 8,25 4,75 11,8% 5,33 11,6% 12,2% 11,5% 11,5% 40,72 48,03 35,52 88,2% 88,4% 87,8%

2009

2010

2011

2012

2013

Bilhões Em R$ CONTEXTUALIZAÇÃO A Constituição da República de 1988, em seu art. 205, determina:

Despesa Realizada na Função Educação

Bilhões Em R$ CONTEXTUALIZAÇÃO A Constituição da República de 1988, em seu art. 205, determina:

Demais Funções

GRÁFICO 6:Despesas Realizadas na Fundação Educação em Relação às Despesas Totais do Estado FONTE: Armazém de Informações SIAFI.

Pode-se observar que os dispêndios em educação vêm aumentando nominalmente com o passar dos anos, o que se deve às oscilações da arrecadação fiscal, sendo que, no exercício

de 2013, os gastos em educação cresceram também nominalmente e mantiveram-se estáveis, percentualmente.

O Estado de Minas Gerais tem grandes desafios a serem superados na área da Educação. Uma população com amplo acesso à educação de qualidade e com maior empregabilidade é a meta-síntese almejada pelo Governo, no horizonte de 20 anos, inserida no plano estratégico de longo prazo, o PMDI 2011-2030.

Os objetivos estratégicos a serem alcançados nesse período foram definidos no sentido de acelerar o aumento da escolaridade média da população; consolidar a rede pública como um sistema inclusivo de alto desempenho; reduzir as desigualdades educacionais; aumentar o emprego e a renda; e aumentar a qualidade e a produtividade do trabalho.

Pelo acompanhamento realizado pela área técnica do Tribunal de Contas, percebem-se evoluções lentas no setor da educação, o que é próprio desse tipo de política pública, que leva tempo para se consolidar. São vislumbradas, entretanto, ações que visam atenuar as desigualdades regionais, bem como melhorar o sistema educacional como um todo.

No quesito leitura, por exemplo, segundo avaliação do Programa de Avaliação da Alfabetização - Proalfa, da Secretaria de Estado de Educação - SEE, para os alunos do 3º ano do ensino fundamental, todas as regiões do estado apresentam mais de 83% desses alunos em nível recomendável.

Pode-se vislumbrar numa série histórica, a evolução dos números. Contudo ainda há questões a serem sanadas, sendo selecionados e apresentados adiante os dados relativos a três indicadores finalísticos da área da Educação, cuja evolução, apesar de presente, considera-se como ponto de atenção para o Governo do Estado.

NÍVEL DE DESEMPENHO DOS ALUNOS DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO ABAIXO DO ESPERADO

Há um indicador, “Percentual de alunos com nível recomendável de desempenho- Proeb”, que evidencia o nível dos alunos das escolas públicas do Estado. O Proeb – Programa de Avaliação da Educação Básica avalia o domínio de Língua Portuguesa e de Matemática dos alunos dos ensinos fundamental e médio, baseado em avaliações realizadas pela SEE.

Em relação ao ensino médio, Minas Gerais, assim como todo o país, não apresenta bons números no que se refere aos índices de aproveitamento, bem como as taxas de rendimento (aprovação, reprovação e abandono).

A seguir demonstra-se a série histórica dos dados estatísticos dos alunos, do 3º ano do ensino médio da rede pública estadual, que se encontram no nível recomendável de desempenho, avaliação Proeb, a saber:

TABELA 6 Percentual de alunos do 3º Ano do Ensino Médio em nível recomendado Língua Portuguesa

Em %

 
  • 2000 2002

2003

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

Minas Gerais

25,9

25,3

*

27,3

31,6

30,4

30,6

37,5

29,7

30,7

Alto Paranaíba

27,5

30,5

*

34,0

40,1

39,6

39,3

45,2

39,4

39,4

Central 1

27,6

25,6

*

27,5

32,2

31,5

31,5

39,6

29,8

31,4

RMBH

27,8

25,2

*

26,6

30,5

29,9

28,8

38,5

28,1

30,1

Centro-Oeste de Minas

27,9

32,2

*

33,6

39,7

36,6

37,3

45,8

37,4

38,0

Jequitinhonha/Mucuri

16,8

19,4

*

18,8

24,3

22,1

24,0

29,3

23,4

26,3

Mata

28,2

26,2

*

29,6

32,8

33,4

32,8

40,1

33,3

31,9

Noroeste de Minas

17,8

17,6

*

23,9

23,4

21,6

23,2

27,2

21,5

21,4

Norte de Minas

16,7

17,1

*

19,0

22,0

20,5

20,5

24,7

19,5

20,3

Rio Doce

24,5

22,7

*

27,2

32,4

30,5

31,2

38,4

30,9

32,9

Sul de Minas

28,3

29,8

*

30,6

34,4

33,6

32,7

39,7

32,5

33,1

Triângulo

29,2

25,8

*

30,2

33,5

30,6

31,5

38,7

31,1

32,3

FONTES: Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) e Caderno Indicadores 2013.

NOTAS: (*) Dado não ex iste; (1) Região Central inclui dados da RMBH.

TABELA 7 Percentual de alunos do 3º Ano do Ensino Médio em nível recomendado Matemática

Em %

2000

2002

2003

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

Minas Gerais

0,7

*

2,5

2,8

3,2

3,8

3,7

4,1

3,7

3,8

Alto Paranaíba

Central 1

1,1

0,8

*

*

3,3

2,7

4,4

2,5

5

3,1

5,8

3,7

5,3

2,6

6,6

3,7

6,4

3,2

6,4

3,4

RMBH

Centro-Oeste de Minas

0,6

0,7

*

*

2,5

2,7

2,0

4,1

2,5

4,3

3,0

5,8

1,9

4,8

3,1

7,1

2,6

5,8

2,7

5,8

Jequitinhonha/Mucuri

Mata

Noroeste de Minas

Norte de Minas

Rio Doce

Sul de Minas

0,2

1

0,1

0,3

0,5

1,3

*

*

*

*

*

*

1,4

3,1

0,8

0,8

2,0

3,2

1,4

3,9

2,2

1,3

2,3

4,0

2,1

3,8

1,6

1,3

3

4,8

1,9

4,8

2,1

1,5

3,6

5,1

2,1

3,8

1,7

1,2

2,8

3,7

3

5,2

2,2

1,7

4,2

4,9

2,1

5,1

1,7

1,5

3,9

4,8

2,9

4,9

1,5

1,4

4,4

4,7

Triângulo

0,8

*

2,9

2,6

3,5

3,2

2,9

4,1

3,4

3,8

FONTES: Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) e Caderno Indicadores 2013.

NOTAS: (*) Dado não ex iste; (1) Região Central inclui dados da RMBH.

Considerando-se o Estado como um todo, tem-se que apenas 3,8% dos alunos se encontram em nível recomendável em matemática e, somente, 30,7% em português, em 2012.

Considerando-se as regiões de planejamento do Estado, a situação piora e acentuam- se as distorções regionais, tendo a região Norte apenas 20,3% dos seus alunos em nível recomendável, em português e 1,4% em matemática. No outro extremo, detentores dos melhores resultados, encontram-se os alunos da região do Alto Paranaíba, com 39,4% em nível adequado para português e 6,4% para matemática. Observa-se que no quesito matemática a situação é preocupante, visto que a região de melhor desempenho possui apenas 6,4% de seus alunos em nível adequado.

REFERÊNCIA:

Processo 912324 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais Exercício de 2013.

ALTAS TAXAS DE DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE

A taxa de distorção idade-série expressa o percentual de alunos, em cada série, com idade superior à idade recomendada para cada uma das séries. Considera-se distorção quando o aluno tem idade igual ou superior a dois anos da idade recomendada.

Os dados estatísticos apresentados referem-se aos ensinos fundamental e médio em todas as regiões de planejamento do estado, de 2003 a 2011.

TABELA 8 Taxa de Distorção Idade Série Ensino Fundamental

Em %

 

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

Minas Gerais

26,7

25,6

24,9

25,6

25,2

23,3

23,3

19,3

21,2

RMBH

23,7

22,3

21,3

22,0

23,6

19,3

19,5

16,1

19,4

Grande Norte

31,8

30,2

29,4

29,8

28,2

27,8

26,4

23,5

23,9

Alto Paranaíba

17,3

18,1

17,8

19,5

18,9

18,7

19,1

16,9

17,5

Central

25,1

24,1

23,3

24,1

25,0

21,6

21,8

17,6

20,4

Centro-Oeste de Minas

20,9

18,7

19,0

20,7

21,1

19,1

20,3

16,1

17,7

Jequitinhonha/Mucuri

40,3

38,9

36,3

36,6

34,6

33,3

32,5

30,2

30,3

Mata

29,7

28,3

27,5

27,5

27,4

25,6

26,0

22,5

24,0

Noroeste de Minas

21,5

20,3

19,9

20,1

18,0

18,1

16,6

14,7

15,3

Norte de Minas

28,7

27,0

27,0

27,4

25,7

25,1

23,9

21,0

20,0

Rio Doce

27,9

26,3

26,2

26,8

25,5

24,1

24,2

19,7

21,8

Sul de Minas

24,2

23,4

22,6

23,4

22,8

21,5

21,8

17,9

20,2

Triângulo

20,7

20,9

20,3

21,6

21,5

20,3

21,3

18,0

18,5

FONTE: Caderno Indicadores - 2013.

As

taxas de

distorção do

EF apresentam-se altas em todas as regiões do Estado.

Tomando-se a média do Estado, tem-se uma evolução no período examinado da ordem de 20,60%, posto que a distorção caiu de 26,7% em 2003, para 21,2% em 2011.

Jequitinhonha/Mucuri a qual, apesar da evolução ocorrida no período 24,81% - encontra-se

Revela-se,

novamente,

a

situação

das

regiões

mais

pobres

do

Estado

com uma distorção de 30,3% na apuração mais recente.

A região melhor posicionada é a Noroeste, apresentando em 2011 uma taxa de 15,3%, contudo, demonstrando a ocorrência de uma involução, uma vez que, em 2010, essa taxa era de

14,7%.

TABELA 9 Taxa de Distorção Idade Série Ensino Médio

Em %

 

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

Minas Gerais

48,0

46,8

43,8

41,8

38,5

34,9

33,7

33,8

32,0

RMBH

51,2

50,3

47,0

45,0

42,6

36,1

34,9

35,6

34,1

Grande Norte

52,3

50,9

48,5

45,8

41,5

38,7

39,0

38,4

35,4

Alto Paranaíba

39,4

39,1

36,0

34,5

29,7

28,1

26,1

27,7

26,1

Central

50,2

49,5

46,4

44,4

41,8

36,5

35,5

35,9

34,3

Centro-Oeste de Minas

41,2

40,0

35,7

33,9

31,3

28,0

27,4

26,6

24,5

Jequitinhonha/Mucuri

56,9

56,3

53,7

53,1

48,3

45,0

44,9

44,9

42,1

Mata

47,7

45,4

42,7

41,5

38,7

36,0

34,3

35,0

33,7

Noroeste de Minas

45,5

41,3

37,0

35,5

32,3

29,8

26,7

27,2

26,0

Norte de Minas

53,1

51,5

49,1

45,2

40,1

37,4

36,2

35,2

33,1

Rio Doce

48,5

46,4

44,3

41,6

38,7

34,3

32,7

32,3

30,2

Sul de Minas

41,9

40,2

36,9

34,7

31,6

30,0

28,7

28,4

26,4

Triângulo

44,6

42,7

39,5

37,6

35,2

33,7

32,1

32,5

31,1

FONTE: Caderno Indicadores - 2013.

Com relação ao EM, a situação se configura ainda pior, apesar dos números da média geral do Estado apontarem uma evolução de 33,33%, passando a distorção de 48%, no início do período, para 32,0% no final.

Novamente, as regiões Jequitinhonha/Mucuri, apesar de possuírem as maiores taxas, demonstraram evolução de 56,9% para 42,1% no período, sendo o melhor resultado, o obtido pela região Centro-Oeste, com 24,5% em 2011.

REFERÊNCIA:

Processo 912324 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais Exercício de 2013.

BAIXA TAXA DE FREQUÊNCIA LÍQUIDA DA POPULAÇÃO DE 15 A 17 ANOS

O indicador é uma medida da proporção de pessoas de determinada faixa etária que frequentam a escola na série adequada, conforme a adequação idade-série do sistema educacional brasileiro. O sistema educacional brasileiro considera a idade de sete anos como a adequada para o ingresso no ensino fundamental, cuja duração usual é de oito anos. Ressalta-se que, com a introdução do ensino fundamental de nove anos em alguns estados, que é o caso de Minas, houve uma redução da idade de ingresso para seis anos.

A taxa de frequência líquida é empregada no acompanhamento da frequência da população aos estabelecimentos de ensino e da cobertura do sistema escolar, medindo acesso e eficiência do sistema de ensino no Estado.

Os dados retratados, abaixo, foram apurados pelo IBGE, anos 2003 a 2011, relativos ao Estado de Minas Gerais, RMBH, região sudeste e Brasil, a partir da PNAD e do Censo Demográfico, sendo referentes à população de 15 a 17 anos, que é a faixa etária na qual os alunos deveriam estar cursando o ensino médio, onde há graves problemas com as taxas de rendimento aprovação, reprovação e abandono.

TABELA 10 Taxa de Frequência Líquida População 15 a 17 anos

Em %

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2011

Brasil

43,0

44,2

45,2

47,0

47,9

50,4

50,9

51,6

Sudeste

55,4

57,9

57,3

57,8

58,7

61,9

60,5

59,6

Minas Gerais

46,8

49,7

50,7

50,5

51,1

56,0

54,4

56,0

RMBH

54,4

56,7

58,5

55,9

55,6

62,5

57,9

58,0

FONTE: Caderno Indicadores - 2013.

O dado para Minas Gerais, na última apuração 2011 revela que 56% dos alunos entre 15 e 17 anos estão na série adequada à idade, o que é baixo, apesar da evolução de 19,66% ocorrida no período e de mostrar resultados acima da média nacional. As taxas, em 2011, da RMBH, Região Sudeste e do Brasil são, respectivamente, 58%, 59,6% e 51,6%.

A Fundação João Pinheiro FJP a partir da Pesquisa por Amostra de Domicílios de Minas Gerais PAD/MG apurou a taxa de frequência líquida da população de 15 a 17 anos, para as diversas regiões do Estado, em 2009 e 2011, a saber:

TABELA 11 Taxa de Frequência Líquida 15 a 17 anos

Em %

 

2009

2011

Alto Paranaíba

58,8

54,5

Central

53,0

49,3

RMBH

53,7

48,5

Centro-Oeste de Minas

51,8

49,3

Jequitinhonha/Mucuri

48,7

48,0

Mata

50,7

40,1

Noroeste de Minas

55,9

56,1

Norte de Minas

56,3

50,9

Rio Doce

45,7

54,0

Sul de Minas

51,8

50,8

Triângulo

59,5

57,9

FONTE: Caderno Indicadores - 2013.

As regiões da Mata e Jequitinhonha/Mucuri apresentaram as piores taxas de frequência líquida na última apuração, em 2011, atingindo, respectivamente, 40,1% e 48%, enquanto os melhores resultados são da região do Triângulo, com 57,9% e da Noroeste de Minas, com 56,1%.

Comparando-se os dados estatísticos apurados pelo IBGE e pela FJP, com relação à RMBH, temos resultados diferentes, constando no Caderno Indicadores 2012, que os dados da

PAD/FJP não são comparáveis com os da PNAD/IBGE, em razão de diferenças na metodologia de apuração, como amostragem e coleta dos dados.

Recomendação:

O TCEMG recomendou ao Governo que as ações, para o ensino médio, fossem intensificadas, reavaliadas e monitoradas constantemente e que fossem corrigidos os desvios e aprimorados seus propósitos, para permitir a contínua evolução do processo educacional mineiro. Recomendou, também, que o Estado aperfeiçoasse os programas e ações educacionais, implementando medidas para promover a evolução dos indicadores de desempenho do Estado e para incrementar os investimentos destinados às regiões menos favorecidas socioeconomicamente, com o escopo de reduzir as desigualdades regionais.

REFERÊNCIA:

Processo 912324 Balanço Geral do Estado de Minas Gerais Exercício de 2013.

Infraestrutura

Etapa de Planejamento dos Projetos de Concessão Dissociada de Requisitos Técnicos Fundamentais

Contratação de Consultorias sem Especificações e Acompanhamentos Necessários por Parte da Administração

Fragilidade no Acompanhamento da Execução de Projetos

CONTEXTUALIZAÇÃO

De acordo com o Relatório de Competitividade Global para 2013-2014 divulgado pelo Fórum Econômico Mundial o Brasil caiu do 48º para o 57º lugar no índice global. Um dos fatores é a má qualidade da infraestrutura. A contribuição desse pilar na queda do índice global foi de 6 pontos negativos em relação a 2012, variando da posição 70 em 2012 para a posição 76 em 2014.

Nas contas do governo do Estado, em análise aos indicadores para aferição do desempenho dos programas da área de resultado relacionada à infraestrutura, verificaram-se avanços com redução do número de acidentes e de mortes, bem como melhora nas condições das estradas. A análise transversal realizada sobre os programas, projetos e ações, evidencia que o foco é o transporte rodoviário e a melhoria das rodovias. Para uma mobilidade eficaz no território mineiro, faz-se necessário repensar a implementação da própria política pública e a avaliação de seus impactos de resultados refletindo acerca da queima indiscriminada de combustível fóssil, emissão de gases de efeito estufa, mudanças climáticas, bem como o desenho e o marco lógico dos programas de transporte e seus efeitos não previstos.

Na área de logística, verifica-se um foco no modal rodoviário, sem projetos que contemplem outros modais, tais como ferrovias e hidrovias. Com vistas à implementação de um desenvolvimento sustentável, faz-se necessária a integração dos governos nacional, estaduais e municipais, agindo de forma preventiva e eficaz para cumprir as obrigações internacionais e nacionais de proteção do meio ambiente à luz da Convenção de Mudança Climática, Protocolo de Kyoto e Carta da Amazônia.

Uma das tendências que vem se firmando é a de que determinados serviços, bem como a infraestrutura necessária, sejam prestados na forma de parcerias público-privadas ou de concessões comuns.

As concessões comuns (regidas pela Lei Federal 8987/1995) e as parcerias público- privadas (concessões administrativas e patrocinadas regidas pela Lei Federal 11079/2004) envolvem, via de regra, empreendimentos relativos à prestação de serviços de grande relevância para a sociedade, alto vulto financeiro (materialidade) e alto grau de riscos embutidos e incertezas face ao longo prazo de execução contratual, tais como mudanças de cenário político, econômico, financeiro, tecnológico, risco de demanda, riscos ambientais, falta de estabelecimento de regras claras para condução dos negócios, comprometimento por gerações, dentre outros. Assim, a relevância, a materialidade e os riscos do negócio são sempre intrínsecos a esses empreendimentos.

Destaca-se a questão do financiamento público dos investimentos em infraestruturas face à confluência de responsabilidades nas três esferas de governo, em razão do financiamento federal em projetos de competência estadual e/ou municipal. A falta de alinhamento entre essas três esferas de poder para consecução de políticas públicas para a área de infraestrutura é cada vez mais evidente nas contratações analisadas. É comum o desperdício de recursos e esforços em estudos e projetos que não são efetivamente concretizados.

Por essas razões, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais tem acompanhado determinados projetos desde a etapa de planejamento e observado inconsistências que, se não corrigidas concorrem para a inviabilidade do projeto.