Vous êtes sur la page 1sur 90

Curso de Vigilância Sanitária

Curso Vigilância Sanitária CursosOnlineSP.com.br

Carga horária: 60hs

Curso de Vigilância Sanitária

Sumário Introdução Pág. 06 Pág. 07 Pág. 07 Pág. 10 Pág. 12 Aspectos práticos Pág. 21
Sumário
Introdução
Pág. 06
Pág. 07
Pág. 07
Pág. 10
Pág. 12
Aspectos práticos
Pág. 21
Pág. 21
Termos técnicos em vigilância sanitária
Procedimentos para licenciamento dos estabelecimentos
Roteiros de inspeção
Banco de olhos
Pág. 24
Pág. 30
Pág. 33
Pág. 33
Pág. 36
Escolas
Estabelecimentos veterinários
Hospitais
Institutos de beleza, lazer e similares
Laboratórios de análises clínicas e outras especialidades
Maternidades
Serviços de odontologia
Anvisa
Conhecendo o órgão
Proteção à saúde
Pós-comercialização e pós-uso
Contribuições fundamentais da Vigilância Sanitária para os municípios
Aspecto ambiental e sustentabilidade refletindo na saúde pública
Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
Pág. 39
Pág. 44
Pág. 49
Pág. 57
Pág. 60
Pág. 64
Pág. 69
Pág. 73
Pág. 73
Pág. 75
Pág. 80
Pág. 82
Pág. 84
Pág. 84
Pág. 87
Resíduos sólidos: tipos, tratamento e destinação
Encerramento
Bibliografia
Pág. 89
Pág. 92
Pág. 92

Curso de Vigilância Sanitária

Introdução

Olá,

Este curso tem como objetivo apresentar de maneira prática, um conjunto básico de conceitos técnicos e ferramentas sobre vigilância sanitária no Brasil.

Destacamos que ao longo das unidades, você verá conceitos, teorias e metodologias aplicadas às modalidades de atuação da vigilância sanitária.

Inicialmente

trataremos

da

abordagem

relacionada

à

vigilância

sanitária no Brasil e no mundo, suas áreas de atuação, legislação pertinente

e termos técnicos.

Ao longo do curso você verá também, procedimentos práticos de

atuação da vigilância sanitária que envolvem roteiros de

inspeção,

especificações para concessão de licença aos estabelecimentos e muitas

outras características.

O curso traz, ainda, informações sobre a ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão regulador da vigilância sanitária no Brasil, suas especificidades, atuação e contribuições para a saúde pública da população do país.

Bom curso.

Curso de Vigilância Sanitária

Unidade 1 Abordagem Inicial

Olá,

A primeira unidade deste curso pretende apresentar um pouco do que vem a ser vigilância sanitária, a partir de uma abordagem sobre o tema.

No primeiro tópico desta unidade você verá como foi o início dos trabalhos de vigilância sanitária no mundo e a partir de quando ela surgiu no Brasil.

Ao longo da unidade falaremos sobre as áreas de atuação e trabalho da vigilância, sua importância para a sociedade e as formas de intervenção que são aplicadas nas relações entre produtores e consumidores.

Para finalizar este tópico, você conhecerá um pouco sobre os órgãos e as legislações responsáveis pela atuação e aplicação da vigilância sanitária no Brasil, além de ter acesso a informações sobre a questão da ética em vigilância sanitária e na saúde pública.

Bom estudo.

1.1 A vigilância sanitária

Curso de Vigilância Sanitária Unidade 1 – Abordagem Inicial Olá, A primeira unidade deste curso pretende

Não existe uma data específica para o surgimento da preocupação dos homens em manter sua sociedade saudável, através dos cuidados de limpeza e higiene.

O que se sabe é que, a partir da Revolução Industrial no século XVIII, em razão do surgimento do poder econômico, surgiu a necessidade de se manter uma população bem cuidada, através de cuidados adotados com o

Curso de Vigilância Sanitária

manejo de água, alimentação e higiene do ambiente. Nascia aí, o conceito de “Polícia Médica”.

O tema se desenvolveu e no início do século XIX, já se discutia a

criação de leis que pudessem regulamentar

os

cuidados

a

serem

observados em relação a higiene, saúde e bem estar através de ações

promovidas por sanitaristas.

Já no Brasil, nos séculos XVIII e XIX houve o surgimento da noção de “polícia sanitária”, priorizando a regulamentação do exercício da profissão, o exercício de saneamento das cidades, a fiscalização de embarcações, cemitérios e o comércio de alimentos. Todas estas atividades tinham como objetivo principal proteger a cidade evitando a propagação de doenças.

Porém, nada muito bem organizado e difundido até o final dos anos 1980, quando foi promulgada, em 1988 a nova Constituição da República Federativa do Brasil que trazia em seu bojo temas específicos sobre o campo da saúde.

Ao ser promulgada, a Constituição brasileira deixou muito claro em seu artigo 196 que a saúde era um direito fundamental do ser humano e que caberia ao Estado o papel de provedor dessas condições.

“Art. 196 -

A saúde

é direito

de

todos e

dever do Estado,

garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à

 

redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e

recuperação.

”.

Por sua vez, em 1990, foi promulgada a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, conhecida como Lei Orgânica da Saúde, trata de questões relacionadas à promoção, proteção e recuperação da saúde e define entre outras coisas, o conceito de Vigilância Sanitária. Observe:

“Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à

saúde

e

de

intervir

nos

problemas

sanitários

decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:

I - o controle de bens de consumo que, direta ou

indiretamente,

se

relacionem

com

a

saúde,

compreendidas

todas

as

etapas

e

processos,

da

produção ao consumo; e

 

II

-

o

controle

da

prestação

de

serviços

que

se

relacionam direta ou indiretamente com a saúde”.

Curso de Vigilância Sanitária

Por fim, em 1999, através da na Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de

1999, o governo estabeleceu

o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária

 

(SNVS), criando também a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

 

Definiu a SNVS como “um instrumento privilegiado de que o SUS dispõe para realizar seu objetivo de prevenção e promoção da saúde. Este sistema engloba os três níveis de governo, federal, estadual e municipal, que compartilham as responsabilidades”.

- Nível federal: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA); Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz).

- Nível estadual: Órgão de vigilância sanitária; Laboratório Central (Lacen) existente nas 27 Unidades da Federação (estados).

- Nível municipal: Serviços de VISA (Vigilância Sanitária) dos municípios.

Os Conselhos de Saúde e os Conselhos de Secretários de Saúde são responsáveis por participarem e atuarem indiretamente no Sistema, além dos órgãos e instituições, governamentais ou não governamentais, de diversas áreas, que interagem e cooperam com o Sistema.

Segundo previsto na legislação brasileira, a vigilância sanitária funciona como um espaço de exercício da cidadania e do controle social. Ela também é fundamental no processo de gestão do risco sanitário.

Para que sua atuação seja plena, eficaz e satisfatória, é importante que haja uma interação com a sociedade. Para tanto, a construção de espaços de comunicação, promoção da saúde e uma interação entre população e instituições precisa se tornar realidade no país.

Diante da definição de Vigilância Sanitária, através da Lei nº 8.080, entendeu-se, portanto que a mesma possui a capacidade de eliminar, diminuir e até mesmo prevenir riscos vindos seja do meio ambiente, da produção e circulação de bens ou mesmo da prestação de serviços de interesse da saúde.

Conclui-se, portanto, que a Vigilância Sanitária tem o poder de

interferir nas condições econômico-sociais

e

na

vida

das

pessoas,

prevenindo doenças e que a mesma é considerada um forte instrumento

voltado para melhorar a qualidade de vida da população.

Curso de Vigilância Sanitária

1.2 Áreas de atuação

Curso de Vigilância Sanitária 1.2 – Áreas de atuação A Vigilância Sanitária possui muitos enfoques em

A Vigilância Sanitária possui muitos enfoques em seu campo de atuação e os tem ampliado cada vez mais com o passar dos anos.

Dentre suas atribuições e atuações principais podemos destacar:

-

Fiscalização;

-

Observação do fato;

 

-

Licenciamento de estabelecimentos;

 

-

Julgamento de irregularidades;

-

Aplicação de penalidades (funções decorrentes do seu poder de

polícia)

-

Características normativa e educativa;

 

-

Defesa do direito do consumidor e da cidadania.

A

Vigilância

Sanitária

realiza

intervenção

nas

relações

entre

fornecedores e consumidores, observando duas frentes:

1) Realizando o controle, estabelecendo normas técnicas e padrões que norteiam o processo produtivo. Ela ainda realiza a fiscalização com o objetivo de prevenir danos ao consumidor.

2) Fazendo valer o direito básico do consumidor de ter acesso a produtos de qualidade e cobrando do Estado, o papel de servir como um aparato legal na reparação de possíveis danos.

O profissional que deseja atuar neste ramo de atividade precisa ter conhecimentos sobre aspectos básicos de:

  • - Direito Sanitário e Administrativo;

  • - Fatos ou fatores jurídicos;

  • - Instrumentos processuais;

  • - Atribuições de responsabilidades (equipes e profissionais);

Curso de Vigilância Sanitária

-

saúde);

Atribuições

de

responsabilidade

(prestadores/fornecedores

em

  • - Questões éticas e legais.

Campo de abrangência da Vigilância Sanitária

O campo de atuação da vigilância sanitária abrange tanto a questão dos bens e serviços de saúde, quanto meio ambiente. Quando falamos em bens e serviços estamos nos referindo ao processo de produção de todos os produtos e serviços que estão ligados direta ou indiretamente à questão da saúde. Já o meio ambiente em vigilância sanitária faz referência aos elementos naturais que interferem na saúde humana.

Assim:

Bens e serviços de saúde

  • - Tecnologias aplicadas nos processos de produção de alimentos

considerados necessários para a nutrição do ser humano;

  • - Tecnologias aplicadas nos processos de produção de cosméticos,

perfumes e produtos de higiene pessoal e saneantes sanitários;

  • - Tecnologias aplicadas nos processos de produção de produtos agrícolas, químicos e de drogas veterinárias;

    • - Tecnologias

aplicadas

nos

processos

de

produção

de

medicamentos, vacinas, equipamentos médico-hospitalares e todos os

produtos ligados à área de saúde;

  • - Tecnologias aplicadas nos processos de produção de equipamentos

utilizados em centros esportivos, institutos de beleza e espaços de

convivência diversos;

  • - Tecnologias aplicadas em equipamentos e procedimentos de

espaços de educação, onde haja aglomeração de pessoas.

Meio ambiente

  • - Meio natural: estabelecer meios de controlar as tecnologias

utilizadas para defesa do meio ambiente, como abastecimento de água; na proteção de mananciais; no controle da poluição do ar; na proteção do solo e

no controle dos sistemas de esgoto sanitário e dos resíduos sólidos.

  • - Meio construído: estabelecer meios de controlar as tecnologias

utilizadas nas edificações, infraestrutura urbana, controle de ruídos, entre

outros problemas.

Curso de Vigilância Sanitária

- Ambiente de trabalho: controle das condições dos locais de trabalho (iluminação, ventilação, higiene e conforto).

1.3 Órgãos e legislações responsáveis

Como já vimos anteriormente, somente com a promulgação da Constituição Federal brasileira em 1988 é que se estabeleceu claramente, a importância da saúde em nosso dia a dia.

Da mesma forma, em 1999, a Lei nº 9.782/99 criou o

Sistema

 

Nacional de Vigilância Sanitária, do qual fazem parte, as Agências Nacionais de Vigilância Sanitária (ANVISA´s), que por sua vez, eram responsáveis por

 

cuidar da prevenção e promoção da saúde, nos três níveis de governo (Federal, Estadual e Municipal).

 
 

Mas entre uma lei e outra, foi criada uma lei que, mesmo não estando

diretamente vinculada aos cuidados com prevenção e promoção da saúde,

 

veio de encontro a esta necessidade estabelecendo regras tanto para fornecedores quanto para consumidores.

 

Trata-se do Código de Defesa do Consumidor regulamentado pela Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990, que veio, entre outras situações, fortalecer a face educativa da Vigilância Sanitária estabelecendo o direito do consumidor.

Através desse Código, os direitos básicos do consumidor em relação à proteção, saúde e segurança contra riscos decorrentes do consumo de produtos ou serviços perigosos e nocivos à saúde, são estabelecidos priorizando ainda o direito à informação clara e transparente sobre todos os produtos e serviços.

O consumidor, segundo previsto no Código, também deve ter todas as informações sobre a periculosidade, nocividade, efeitos colaterais, e outras especificidades relacionadas a produtos e procedimentos.

Como dissemos, os temas não estão intimamente ligados, mas se relacionam entre si, senão vejamos um exemplo: o Código de Defesa do Consumidor trata em um de seus artigos sobre indenização decorrente de falha em exame laboratorial que pode vir a causar sérios danos ao consumidor. Assim, uma das maneiras de se evitar que exames e resultados errados ou com falhas sejam produzidos é ter a Vigilância Sanitária inspecionando e fiscalizando tais laboratórios, de forma a evitar riscos ou falhas.

Ainda assim, além da inspeção e fiscalização, é obrigação dos órgãos públicos de defesa do consumidor divulgar listagem com maus prestadores de serviço, cabendo à Vigilância Sanitária divulgar para a população os

Curso de Vigilância Sanitária

perigos que envolvem situações, serviços e fornecedores que colocam em

risco

a

saúde

de

regulamentares.

consumidores

por

não

cumprirem

as

normas

Esses dois temas se cruzam nos artigos 55 ao 60 do mesmo diploma legal no qual fica expressamente definido que os órgão públicos de vigilância podem atuar, independentemente da manifestação do Poder Judiciário, aplicando sanções administrativas para reforçar as penalidades atribuídas em lei, tais como:

  • - aplicação de multas;

  • - apreensão e inutilização de produtos;

  • - cassação de registro e de autorizações de funcionamento;

  • - cassação de alvarás;

  • - proibição da fabricação de produtos ou prestação dos serviços.

Veja o que diz esses artigos:

“Art. 55. A União, os Estados e o Distrito Federal, em caráter concorrente e nas suas
“Art. 55. A União, os Estados
e o Distrito Federal, em caráter
concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa,
baixarão normas relativas à produção, industrialização, distribuição e
consumo de produtos e serviços.
§ 1° A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
fiscalizarão e controlarão a produção, industrialização, distribuição, a
publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo, no
interesse da preservação da vida, da saúde, da segurança, da
informação e do bem-estar do consumidor, baixando as normas que se
fizerem necessárias.
§ 2° (Vetado).
§ 3° Os órgãos federais, estaduais, do Distrito Federal e
municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de
consumo manterão comissões permanentes para elaboração, revisão e
atualização das normas referidas no § 1°, sendo obrigatória a
participação dos consumidores e fornecedores.
§ 4° Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos
fornecedores para que, sob pena de desobediência, prestem
informações sobre questões de interesse do consumidor, resguardado o
segredo industrial.
Art. 56. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam
sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem
prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas
específicas:

Curso de Vigilância Sanitária

I - multa; II - apreensão do produto; III - inutilização do produto; IV - cassação
I - multa;
II - apreensão do produto;
III - inutilização do produto;
IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente;
V - proibição de fabricação do produto;
VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço;
VII - suspensão temporária de atividade;
VIII - revogação de concessão ou permissão de uso;
IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade;
X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de
atividade;
XI - intervenção administrativa;
XII - imposição de contrapropaganda.
Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão
aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição,
podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar,
antecedente ou incidente de procedimento administrativo.
Art. 57. A pena de multa, graduada de acordo com a gravidade
da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do
fornecedor, será aplicada mediante procedimento administrativo,
revertendo para o Fundo de que trata a Lei nº 7.347, de 24 de julho de
1985, os valores cabíveis à União, ou para os Fundos estaduais ou
municipais de proteção ao consumidor nos demais casos.
Parágrafo único. A multa será em montante não inferior a
duzentas e não superior a três milhões de vezes o valor da Unidade
Fiscal de Referência (Ufir), ou índice equivalente que venha a substituí-
lo.
Art. 58. As penas de apreensão, de inutilização de produtos, de
proibição de fabricação de produtos, de suspensão do fornecimento de
produto ou serviço, de cassação do registro do produto e revogação da
concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração,
mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa,
quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por
inadequação ou insegurança do produto ou serviço.
Art. 59. As penas de cassação de alvará de licença, de interdição
e de suspensão temporária da atividade, bem como a de intervenção
administrativa, serão aplicadas mediante procedimento administrativo,
assegurada ampla defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das
infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de
consumo.
§ 1° A pena de cassação da concessão será aplicada à
concessionária de serviço público, quando violar obrigação legal ou
contratual.

Curso de Vigilância Sanitária

§ 2° A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem
§ 2° A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre
que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença,
a interdição ou suspensão da atividade.
§ 3° Pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição de
penalidade administrativa, não haverá reincidência até o trânsito em
julgado da sentença.
Art. 60. A imposição de contrapropaganda será cominada quando
o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva,
nos termos do art. 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do
infrator.
§ 1º A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da
mesma forma, frequência e dimensão e, preferencialmente no mesmo
veículo, local, espaço e horário, de forma capaz de desfazer o malefício
da publicidade enganosa ou abusiva.”

É importante destacar que o Código de Defesa do Consumidor permite que o órgão de Vigilância Sanitária, a partir da constatação de problemas que comprometam a qualidade de serviços e produtos e ofereçam riscos à saúde do consumidor, tome medidas que vão além de seu âmbito (apreensões de produtos, interdição de estabelecimentos), podendo e devendo encaminhar os processos ao Ministério Público e à Polícia de Defesa do Consumidor, para que estes prossigam com sanções civis.

Outra lei

de extrema

importância

para nossos

estudos é

a

lei

6.437/77 que estabelece as ações consideradas infrações sanitárias.

Veja o que dispõe a lei:

     
 

I Construir, instalar ou fazer funcionar, em qualquer parte do

 
 

território nacional, laboratórios de produção de medicamentos, drogas,

 
 

insumos, cosméticos, produtos de higiene, dietéticos, correlatos, ou

 
 

quaisquer outros estabelecimentos que fabriquem alimentos, aditivos

 
 

para alimentos, bebidas, embalagens, saneantes e demais produtos que

 
 

interessam à saúde pública, sem registro, licença e autorizações do

 
 

órgão sanitário competente ou contrariando as normas legais pertinentes.

 
     
 

II Construir, instalar ou fazer funcionar hospitais, postos ou casas

 
 

de saúde, clínicas em geral, casas de repouso, serviços ou unidades de

 
 

saúde, estabelecimentos ou organizações afins, que se dediquem à

 
 

promoção, proteção

e recuperação da saúde, sem licença do órgão

 
 

sanitário competente ou contrariando normas legais e regulamentos

 
 

pertinentes.

 

Curso de Vigilância Sanitária

III – Instalar consultórios médicos, odontológicos e de quaisquer atividades paramédicas, laboratórios de análises e de
III – Instalar consultórios médicos, odontológicos e de quaisquer
atividades paramédicas, laboratórios de análises e de pesquisas clínicas,
bancos de sangue, de leite humano, de olhos, e estabelecimentos afins,
institutos de esteticismo, ginástica, fisioterapia e de recuperação,
balneários, estâncias hidrominerais, termais, climatéricas, de repouso e
congêneres, gabinetes ou serviços que utilizem aparelhos e
equipamentos geradores de raios X, substâncias radioativas ou
radiações ionizantes e outras, estabelecimentos, laboratórios, oficinas e
serviços de ótica, de aparelhos ou materiais óticos, de prótese dentária,
de aparelhos ou materiais para uso odontológico, ou explorar atividades
comerciais, industriais ou filantrópicas, com a participação de agentes
que exerçam profissões ou ocupações técnicas e auxiliares relacionadas
com a saúde, sem licença do órgão sanitário competente ou contrariando
o disposto nas demais normas legais e regulamentares pertinentes.
IV – Extrair, produzir, fabricar, transformar, preparar, manipular,
purificar, fracionar, embalar ou reembalar, importar, exportar, armazenar,
expedir, transportar, comprar, vender, ceder ou usar alimentos, produtos
alimentícios, medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos, produtos
dietéticos, de higiene, cosméticos, correlatos, embalagens, saneantes,
utensílios e aparelhos que interessam à saúde pública ou individual, sem
registro, licença, ou autorizações do órgão sanitário competente ou
contrariando o disposto na legislação sanitária pertinente.
V –
Fazer propaganda de produtos sob vigilância sanitária,
alimentos e outros, contrariando a legislação sanitária.
lo, de notificar
VI – Deixar, aquele que tiver o dever legal de fazê-
doença ou zoonose transmissível ao homem, de acordo com o que
disponham as normas legais e regulamentares vigentes.
VII
Impedir ou dificultar a aplicação de medidas sanitárias
relativas às doenças transmissíveis e ao sacrifício de animais domésticos
considerados perigosos pelas autoridades sanitárias.
VIII – Reter atestado de vacinação obrigatória, deixar de executar,
dificultar ou opor-se à execução de medidas sanitárias que visem à
prevenção das doenças transmissíveis e sua disseminação, à
preservação e à manutenção da saúde.
IX – Opor-se à exigência
de provas imunológicas ou à
sua
execução pelas autoridades sanitárias.
X – Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades
sanitárias competentes no exercício de suas funções.

Curso de Vigilância Sanitária

XI Aviar receita em desacordo com prescrições médicas ou determinação expressa de lei e normas regulamentares.
XI
Aviar receita em desacordo com prescrições médicas ou
determinação expressa de lei e normas regulamentares.
XII – Fornecer, vender ou praticar atos de comércio em relação a
medicamentos, drogas e correlatos cuja venda e uso dependam de
prescrição médica, sem observância dessa exigência e contrariando as
normas legais e regulamentares.
XIII
–Retirar ou aplicar sangue, proceder a operações de
plasmaférese, ou desenvolver outras atividades hemoterápicas,
contrariando normas legais e regulamentares.
XIV –Exportar sangue e seus derivados, placentas, órgãos,
glândulas, hormônios, bem como quaisquer substâncias ou partes do
corpo humano, ou utilizá-las contrariando as disposições legais e
regulamentares.
XV – Rotular alimentos ou produtos alimentícios ou bebidas, bem
como medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos, produtos
dietéticos, de higiene, cosméticos, perfumes, correlatos, saneantes, de
correção estética e quaisquer outros, contrariando as normas legais e
regulamentares.
XVI – Alterar o processo de fabricação dos produtos sujeitos a
controle sanitário, modificar os seus componentes básicos, nome e
demais elementos objeto do registro, sem a necessária autorização do
órgão sanitário competente.
XVII
– Aproveitar vasilhames de saneantes, seus congêneres e de
outros produtos capazes de serem nocivos à saúde, no envasilhamento
de alimentos, bebidas, refrigerantes, produtos dietéticos, medicamentos,
drogas, produtos de higiene, cosméticos e perfumes.
XVIII – Expo à venda ou entregar ao consumo produtos de
interesse à saúde cujo prazo de validade tenha expirado, ou apor-lhes
novas datas, após expirado o prazo.
XIX
Industrializar
produtos
inter
san
a
assistência de responsável técnico, legalmente habilitado.
XX – Utilizar, na preparação de hormônios, órgãos de animais
doentes, estafados ou emagrecidos ou que apresentem sinais de
decomposição no momento de serem manipulados.
XXI – Comercializar produtos biológicos, imunoterápicos e outros
que exijam cuidados especiais de conservação, preparação, expedição,
ou transporte, sem a observância das condições necessárias à sua
preservação.

Curso de Vigilância Sanitária

XXII – Aplicação, por empresas particulares, de raticidas cuja ação se produza por gás ou vapor,
XXII – Aplicação, por empresas particulares, de raticidas cuja ação
se produza por gás ou vapor, em galerias, bueiros, porões, sótãos ou
locais de possível comunicação com residências ou frequentados
pessoas e animais.
por
XXIII –
Descumprimento das normas legais e regulamentares,
medidas, formalidades e outras exigências sanitárias pelas empresas de
transportes, seus agentes e consignatários, comandantes ou
responsáveis diretos por embarcações, aeronaves, ferrovias, veículos
terrestres, nacionais e estrangeiros.
XXIV –
Inobservância
das
exigências
sanitárias
relativas a
imóveis, pelos seus proprietários, ou por quem detenha legalmente sua
posse.
XXV – Exercer profissões e ocupações relacionadas com a saúde
sem a necessária habilitação legal.
XXVI –
Cometer o exercício de encargos relacionados com a
promoção, proteção e recuperação da saúde a pessoas sem a
necessária habilitação legal.
XXVII –
Proceder à cremação de cadáveres, ou utilizá-los,
contrariando as normas sanitárias pertinentes.
XXVIII –
Fraudar, falsificar ou adulterar alimentos, inclusive
bebidas, medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos, correlatos,
cosméticos, produtos de higiene, dietéticos, saneantes e quaisquer
outros que interessem à saúde pública.
XXIX –
Transgredir outras normas legais e regulamentares
destinadas à proteção da saúde.
XXX – Expor, ou entregar ao consumo humano, sal refinado ou
moído, que não contenha iodo na proporção de 10 miligramas de iodo
metaloide por quilograma de produto.
XXXI –
Descumprir atos emanados das autoridades sanitárias
competentes visando à aplicação da legislação pertinente.
“Parágrafo único – A lei dispõe que independem de licença para
funcionamento os estabelecimentos integrantes da Administração Pública
ou por ela instituídos, ficando sujeitos, porém, às exigências pertinentes
às instalações, aos equipamentos e à aparelhagem adequados e à
assistência e responsabilidades técnicas. Estabelece também a
obrigatoriedade de cumprimento das normas sanitárias aos estrangeiros
que ingressem e se fixem no país.”

Curso de Vigilância Sanitária

Neste sentido, as autoridades podem agir de diversas formas, propondo penalizações diversas. A seguir, apresentamos as modalidades de punição e as medidas a serem tomadas pelo autuado:

Auto de infração

  • - Registro da infração às normas legais e regulamentares, seja de natureza leve, grave ou gravíssima.

  • - Lavrado em pelo menos quatro vias (primeira destinada ao autuado e demais iniciam o processo de intervenção).

Termo de intimação

  • - Emitido junto ao auto de infração, em casos de irregularidades leves, ou seja, quando não representam perigo para a saúde pública.

  • - Lavrado em pelo menos quatro vias (primeira destinada ao intimado e demais para instrução do processo).

Auto de imposição de penalidade

  • - A autoridade competente deverá lavrar o auto em até 60 dias da data da constatação de infração.

    • - Em caso de infração que configure risco iminente à saúde pública

deve-se aplicar as penalidades de apreensão, de interdição e de inutilização

imediatamente.

  • - O documento deve ser lavrado em pelo menos cinco vias (primeira destinada ao infrator e demais destinadas ao processo e laboratório, quando

for o caso).

Processamento de multas

  • - O infrator tem até 30 dias para realizar o pagamento ao órgão arrecadador competente, através de guia própria de recolhimento. Caso não

seja efetuado o pagamento, a cobrança será feita por via judicial.

  • - Em caso de pagamento realizado em até 20 dias da notificação, as multas tendem a ter uma redução de 20% no seu valor.

Recursos de defesa ou impugnação das ações e autos lavrados

- Infrator poderá recorrer contra o auto de infração no prazo de 15 dias contados de sua ciência ou notificação.

  • - Após ser apresentada a defesa, cabe à autoridade sanitária, superior ao servidor autuante, realizar julgamento.

Curso de Vigilância Sanitária

-

A

partir

de

defesa

ou impugnação do auto, cabe à autoridade

sanitária superior se pronunciar, deferindo ou indeferindo os recursos,

publicando a decisão em Diário Oficial.

  • - A partir de amostras apreendidas para análise fiscal ou de controle, haverá interdição do produto quando houver indícios de alteração ou

adulteração do mesmo.

  • - A interdição obrigatória é realizada para que sejam efetuadas

análises laboratoriais e exames com a finalidade de comprovação de ações

de falsificação ou adulteração.

  • - Período de interdição do produto e do estabelecimento: máximo de 90 dias (período para realização de testes, provas e análises).

  • - Se a autoridade não apresentar provas após os 90 dias, haverá liberação automática do produto ou do estabelecimento.

    • - Infrações de ordem sanitária prescrevem em cinco anos.

Curso de Vigilância Sanitária

Unidade 2 Aspectos práticos

Olá,

A segunda unidade do curso tem como objetivo apresentar os aspectos práticos da atividade de vigilância sanitária, ou seja, aquilo que acontece na prática, no dia-a-dia dos atuantes neste segmento.

Falaremos um pouco sobre os termos técnicos pertinentes à área, cujo entendimento e conhecimento são extremamente importantes para compreender o campo abrangente da atividade no país.

Por fim, vamos conhecer todos os procedimentos exigidos pela Vigilância Sanitária para que um estabelecimento possa ser aberto, sem risco de autuações.

Bom estudo.

2.1 Ética em vigilância sanitária e na saúde pública

Curso de Vigilância Sanitária Unidade 2 – Aspectos práticos Olá, A segunda unidade do curso tem

É importante iniciarmos este tópico com a ideia de que a conduta ética visa o bem comum e a reunião de princípios que devem orientar a conduta humana, seja ela dentro do ambiente de trabalho, no ambiente familiar ou mesmo em qualquer contexto social.

A autora Dayse Layds Rodrigues Pissurno destaca que “ética pro- fissional é o conjunto de normas de conduta que deverão ser postas em prática no exercício de qualquer profissão”.

Vale lembrar que nas relações humanas que envolvem o trabalho é importante manter a cooperação e a confiança entre os companheiros. A ética estuda a moral e é a base de toda a educação, seja individual ou coletiva.

Curso de Vigilância Sanitária

Entendemos que a principal função da moral e da ética é formar a consciência moral das pessoas e sua maneira de se comportar perante a sociedade.

Quando falamos em moral podemos atribuir a ela a responsabilidade de ensinar o homem a agir de maneira correta e construtiva dentro de seu grupo social. A partir de uma educação moral eficaz e de uma base sólida, o homem tende a ser bem sucedido e possuir qualidades físicas, mentais e sociais.

Quando nos referimos à ética em seu sentido mais amplo, podemos dizer que ela abrange a vida pessoal e profissional. A palavra ética tem origem grega e possui dois significados: proteção e formação do caráter.

A ética não é uma etiqueta que a gente põe e tira, é uma luz que a gente projeta, para segui-la com os nossos pés, do modo que pudermos, com acertos e erros, sempre e sem hipocrisia.” Betinho, Herbert de Souza, sociólogo.

A forma de ser e agir, além do respeito às diferenças individuais e as diversidades culturais são algumas das atitudes que devem ser observadas na conduta ética de cada indivíduo.

Neste tópico é importante destacar alguns princípios éticos que são fundamentais à conduta humana, principalmente no ambiente profissional ligado à área de vigilância sanitária e saúde pública. São eles:

  • - Atitude: Aumentar o interesse no trabalho pensando e vivendo cada aspecto seja a vigilância, proteção e/ou a prevenção.

  • - Capacitação: Sempre capacitar-se para desempenhar qualquer função, buscando treinamento e qualificação.

  • - Discrição: Manter reservadas as informações pessoais dos clientes e/ou colegas de trabalho.

    • - Idoneidade: Ter competência moral e legal.

  • - Imparcialidade: Apresentar conduta imparcial ao desempenhar suas funções.

    • - Lealdade: Ser leal com os compromissos que se dispõem a cumprir.

    • - Legalidade: Cumprir normas e legislações.

  • - Probidade: Preconizar uma conduta honesta e justa. Integridade de caráter e honradez.

  • Curso de Vigilância Sanitária

    -

    Prudência: Agir com capacidade, inspirar confiança e não executar

    ações que coloquem em risco a imagem pessoal e/ou profissional.

     

    Respeito: Não realizar atos discriminatórios, não oprimir ou caluniar as pessoas. Respeitar o próximo como ser humano.

    -

    -

    Responsabilidade: Cumprir obrigações e deveres.

     

    -

    Sigilo: Manter sigilo sobre dados e outras informações pessoais de

    clientes

    e/ou

    colegas

    de

    trabalho.

    Sigilo

    profissional

    nas

    tarefas

    confidenciais.

    -

    Temperança: Executar as funções com moderação e sobriedade.

     

    -

    Tolerância: Aceitar críticas e saber tirar proveito das mesmas.

    -

    Transparência: Clareza e veracidade no desempenho das funções.

    Uso apropriado do tempo de trabalho: Utilizar o tempo pré- determinado pela empresa para executar as atividades exclusivas da mesma.

    -

    Zelo: Desempenhar as atividades com zelo e conservação do material de trabalho.

    -

    Podemos dizer que a vigilância sanitária ao longo de sua atuação apresenta alguns níveis capazes de lhe conferirem características próprias, tais como as dimensões políticas, ideológicas, técnicas e jurídica, assim como seu poder normativo, educador e de polícia.

    Diante de todas estas características, é importante destacar que a atuação em vigilância sanitária baseia-se em uma fundamentação técnica e ética, visto que ao lidar com aspectos que afetam a vida e a saúde dos homens, sua atuação tende a trazer benefícios a partir de um trabalho eficaz e competente por parte de seus agentes.

    Cabe ao profissional de vigilância sanitária agir de forma ética, mesmo nas situações mais delicadas em que se faz necessário o uso de ações mais enérgicas, para garantir as mudanças nas situações nocivas à sociedade.

    Em razão disso, é comum o agente lidar com interesses que muitas vezes divergem daqueles preconizados por suas equipes e então é necessário atuar de maneira firme, idônea e priorizando a manifestação do compromisso assumido para a promoção e preservação da saúde da população.

    O “poder de polícia” configura um trabalho exercido com competência, preparo e acima de tudo, partindo de preceitos éticos.

    Curso de Vigilância Sanitária

    2.2 Termos técnicos em vigilância sanitária

    A vigilância sanitária é uma área que envolve diversas leis, muitos termos específicos e técnicos que vão desde a área de saúde, passando pela questão da administração pública, até chegar aos termos de segurança pública e social.

    Diante

    de

    tantas

    nomenclaturas

    que

    não

    são

    comumente

    pronunciadas e utilizadas no dia-a-dia das pessoas em geral, achamos necessário apresentar o significado daquelas mais comuns, visto que para um profissional da área de vigilância é extremamente importante e útil o conhecimento dos termos e seus significados.

    Em razão do grande volume de termos, destacamos aqueles que achamos serem de suma importância.

    • - Administração pública: conjunto de órgãos e agentes do Estado,

    responsáveis pela gestão de bens e interesses qualificados da comunidade.

    • - Agente fiscalizador: é o profissional técnico, responsável por realizar as inspeções sanitárias nos estabelecimentos comerciais.

      • - Alimento seguro: é um termo utilizado pelo meio para caracterizar

    o

    alimento

    que

    seguiu

    todos

    os

    procedimentos

    técnicos

    em

    seu

    processamento, portanto, está livre de contaminação.

    • - Alvará de funcionamento: trata-se de um documento expedido

    pela autoridade sanitária, após inspeção do local, que demonstra que o

    estabelecimento está apto a funcionar.

    • - Alvará de utilização: trata-se de um documento expedido pela

    autoridade sanitária, que atesta as conformidades em relação a uma

    construção, ampliação ou reforma de um estabelecimento.

    • - Alvará inicial: primeiro documento de autorização ou licença,

    expedido pela autoridade sanitária para aqueles estabelecimentos que estão

    iniciando suas atividades.

    • - Análise de orientação: é uma forma de monitoramento interno, utilizando amostras para garantir os padrões estabelecidos em lei.

      • - Análise de contraprova: trata-se do mesmo uso de amostras, mas

    neste caso, feita pelo autuado, em recurso, para dirimir divergências em

    relação à primeira amostragem.

    • - Análise de controle: é o tipo de análise realizada com o produto que está sendo disponibilizado para consumo. Essa análise atesta o padrão

    de conformidade, o que vai garantir a qualidade do produto.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Auto de infração: é o documento legal utilizado pelo agente para descrever a infração cometida pelo estabelecimento comercial. Esse auto de

    infração dá início ao processo administrativo que virá em seguida.

    • - Autoridade sanitária: é a autoridade responsável por tomar todas

    as medidas para garantir a saúde da população, como decidir, baixar

    regulamentos, executar

    licenciamentos

    abrangência da Vigilância Sanitária.

    e

    fiscalizações

    no

    âmbito

    de

    • - Certificado de vistoria: é o documento expedido pela autoridade sanitária que comprova a vistoria realizada no ambiente.

      • - Código sanitário: refere-se ao conjunto de normas legais e

    regulamentares

    utilizadas

    para

    garantir

    a

    promoção,

    preservação

    e

    recuperação da saúde.

     
    • - Lavrar: sinônimo de escrever. É elaborar o registro da infração ou a penalidade cometida pelo estabelecimento comercial.

     
     
    • - Renovação de alvará: trata-se de atualizar a inspeção, emitindo

    novo

    documento

    que

    autorize

    a

    continuidade

    de

    funcionamento

    do

    estabelecimento comercial.

    • - Responsável técnico: é o profissional legal e tecnicamente

    habilitado responsável por atestar para autoridade sanitária local que todas

    as normas foram cumpridas.

    • - Roteiro de inspeção: são os itens a serem analisados pelos

    agentes da vigilância sanitária para autorização ou não do funcionamento do

    estabelecimento vistoriado.

    Destacamos ainda outros termos que se encontram no material elaborado pela médica sanitarista, com doutorado em Medicina Preventiva, Maria Bernadete de Paula Eduardo, através da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

    Glossário - Ação educativa: orientações de caráter educativo e informativo repassadas através de palestras, seminários, cursos,
    Glossário
    - Ação educativa:
    orientações de caráter educativo e informativo
    repassadas através de palestras, seminários, cursos, reuniões, trabalhos de
    grupo destinados a aumentar o conhecimento de determinado assunto e, em
    Vigilância Sanitária, promover a consciência sanitária da população e dos
    prestadores/produtores.
    - Acidente: qualquer evento não intencional, incluindo erros de
    operação e falhas de equipamentos ou eventos não controláveis que podem
    afetar ou pôr em risco a saúde de indivíduos ou da população.

    Curso de Vigilância Sanitária

    Administrar: gerir interesses, segundo a lei, a moral e a finalidade dos bens entregues à guarda
    Administrar: gerir interesses, segundo a lei, a moral e a finalidade
    dos bens entregues à guarda e conservação alheias.
    -
    Análise de contraperícia: termo utilizado para o caso de coleta de
    amostra de produto entorpecente solicitada pela Polícia Federal/Estadual ao
    -
    serviço da Vigilância Sanitária regional ou municipal.
    -
    Análise fiscal:
    coleta de amostra efetuada sobre o produto
    apreendido pela autoridade fiscalizadora competente
    e
    que
    servirá
    para
    verificar a sua conformidade com os dispositivos das normas legais e
    regulamentares.
    -
    Auto de imposição de penalidade: documento legal em que a
    autoridade sanitária, após caracterizar a infração cometida e trâmites legais
    pertinentes, faz o registro da penalidade aplicada ao responsável ou
    estabelecimento.
    -
    Autorização de construção:
    documento em que a autoridade
    sanitária autoriza o requerente a construir uma instalação após verificar a
    adequação do projeto nos aspectos de segurança, padrões técnicos,
    salubridade e demais em conformidade com a legislação sanitária e a
    finalidade a que se destina.
    -
    Autorização de funcionamento:
    determinados estabelecimentos
    necessitam de autorização, ato administrativo, além da licença ou alvará de
    funcionamento, expedido, conforme a finalidade, pelo órgão federal de
    vigilância sanitária, ou pela CNEN, no controle de fontes radioativas, ou
    órgãos estaduais de controle ambiental, para iniciar suas atividades sob
    regime de vigilância sanitária.
    -
    Autorização especial de funcionamento: termo designado para a
    expedição da autorização de funcionamento a estabelecimentos que
    fabricam, distribuem ou vendem, e farmácias que manipulam produtos sob
    controle especial.
    -
    Cadastramento: é o ato administrativo pelo qual a autoridade
    regulatória mantém o cadastro com os dados de estabelecimentos,
    equipamentos, locais, produtos e outros que estejam sujeitos às ações da
    Vigilância Sanitária.
    Coleta de amostra: é a coleta de todo e qualquer produto sujeito ao
    controle sanitário tais como alimento, água, bebida, medicamento, droga
    -
    veterinária, soro, vacina e outros insumos farmacêuticos, produto químico,
    produto agrícola, agrotóxico, saneante domissanitário, perfume, cosmético,
    biocida, esgoto, resíduos sólidos, ar, sangue, hemoderivados, órgão, tecido
    ou parte humana, leite humano, sêmens, óvulos, entre outros de interesse
    da saúde.

    Curso de Vigilância Sanitária

    - Controle e Garantia de Qualidade: processos e métodos utilizados para controlar as variáveis que interferem
    -
    Controle e Garantia de Qualidade: processos e métodos utilizados
    para controlar as variáveis que interferem na produção de serviços, produtos
    ou manipulação de equipamentos, com o objetivo de garantir resultados de
    acordo com o esperado, expondo o consumidor ou usuário ao mínimo risco
    ou nocividade possível.
    -
    Controle sanitário: as ações exercidas sobre os estabelecimentos,
    locais, produtos e outros espaços sob vigilância sanitária.
    -
    Denominação genérica: nome da substância ou matéria-prima
    utilizada na fabricação de medicamentos, que não o nome de fantasia ou
    marca.
    -
    Desinfecção: processo de desinfecção de micro-organismos em
    forma vegetativa, mediante a aplicação de agentes físicos ou químicos. A
    desinfecção deverá ser precedida de lavagem rigorosa dos artigos e
    enxágue.
    -
    Direito sanitário: conjunto de princípios jurídicos, componente do
    direito público e administrativo, que regem especificamente as condições
    sanitárias.
    -
    Estabelecimentos:
    denominação utilizada para designar locais
    onde se desenvolvem atividades sob regime de vigilância sanitária.
    -
    Estabelecimento de alimentos:
    local onde se fabrica, produz,
    manipula, beneficia, acondiciona, conserva, transporta, armazena, deposita
    para venda, distribui ou vende alimento, matéria-prima alimentar, alimento in
    natura, aditivos intencionais, materiais, artigos e equipamentos destinados a
    entrar em contato com aqueles.
    -
    Esterilização de materiais: processo de destruição de todas as
    formas de vida microbianas (bactérias nas formas vegetativas e
    esporuladas, fungos e vírus) mediante a aplicação de agentes físicos e
    químicos. Toda esterilização deverá ser precedida de lavagem e
    enxaguadura prévia do artigo para remoção dos detritos.
    -
    Exercício ilegal: exercício de alguma atividade regulada por lei por
    indivíduo sem habilitação legal, isto é, sem diploma legal e registro no
    respectivo Conselho Regional.
    -
    Fiscalização:
    verificação,
    pela
    autoridade
    sanitária,
    da
    conformidade com requisitos
    estabelecidos
    em
    normas
    legais
    e
    regulamentares e a adoção de medidas cabíveis para impor o cumprimento
    desses requisitos.

    Curso de Vigilância Sanitária

    - Inspeção sanitária: atividade desenvolvida com o objetivo de avaliar os estabelecimentos, serviços de saúde, produtos,
    -
    Inspeção sanitária:
    atividade desenvolvida com o objetivo de
    avaliar os estabelecimentos, serviços de saúde, produtos, condições
    ambientais e de trabalho, na área de abrangência da Vigilância Sanitária,
    que implica expressar julgamento de valor sobre a situação observada, se
    dentro dos padrões técnicos minimamente estabelecidos na legislação
    sanitária, e a consequente aplicação de medidas, de orientação ou punitivas,
    quando for o caso.
    -
    Inspeção sanitária de rotina:
    quando a inspeção sanitária for
    realizada segundo a programação da Vigilância Sanitária, isto é, na rotina
    estabelecida e não em decorrência de urgências/emergências ou a pedido
    do prestador/produtor.
    -
    Inspeção sanitária de urgências/emergências: quando a inspeção
    sanitária é decorrente de situações de denúncias, de acidentes e de outros
    fatores inusitados, que exigem a pronta ação da equipe para evitar maiores
    consequências à saúde de indivíduos ou população.
    -
    Inspeção ou vistoria prévia: quando o interessado, prestador ou
    produtor, solicita vistoria para obter orientações com a finalidade de se
    adequar às exigências legais da Vigilância Sanitária.
    -
    Investigação
    epidemiológico-sanitária:
    conjunto
    de
    ações
    destinadas a investigar as causas de disseminação de doenças ou de
    aparecimentos de transtornos que afetam a saúde de indivíduos ou grupos
    populacionais, visando, a partir desse conhecimento, à aplicação de
    medidas que possam reduzir ou eliminar os fatores determinantes.
    -
    Padrões de identidade e qualidade para produtos e serviços:
    padrões estabelecidos em legislação sanitária, advindo de pesquisas
    criteriosas, que determinam as suas características físicas, químicas,
    bacteriológicas, etc., quando for o caso, ou padrões de funcionamento,
    limites, etc.
    -
    Processo saúde–doença: fenômeno complexo com determinações
    de ordem biológica, econômica, social, cultural e psicológica que gera
    necessidades de saúde, e estas, por sua vez, geram ações que são técnicas
    ou práticas sociais.
    -
    Programa:
    ações
    racionalmente
    organizadas,
    a
    partir
    de
    diagnósticos de saúde, com objetivos predefinidos, metas estabelecidas e
    quantificadas, estratégias elaboradas, recursos alocados, cronogramas
    definidos e sistemas de monitoramento e avaliação idealizados para controle
    e garantia de alcance dos resultados esperados.

    Curso de Vigilância Sanitária

    - Qualidade técnica: atributo de eficácia técnica e efetividade dada a determinado produto, ato prestado ou
    -
    Qualidade técnica: atributo de eficácia técnica e efetividade dada a
    determinado produto, ato prestado ou serviço oferecido, que os distingue
    dos demais por exatamente cumprir padrões e a finalidade para o qual foi
    proposto da melhor forma.
    -
    Registro do produto:
    ato privativo do órgão competente de
    vigilância sanitária destinado a comprovar o direito de fabricação de produto
    submetido às normas legais e regulamentares.
    -
    Regulamento técnico: normas técnicas explícitas que estabelecem
    padrões de condutas, parâmetros de referências e condições ideais para a
    fabricação de produtos, prestação de serviços ou outros que afetam a saúde
    dos seres humanos.
    -
    Sala para pacientes negativos: sala destinada à realização de
    hemodiálise nos pacientes submetidos à sorologia para pesquisa de hepatite
    B com resultado negativo.
    -
    Sala para pacientes positivos:
    sala destinada à realização de
    hemodiálise nos pacientes submetidos à sorologia para pesquisa de hepatite
    B com resultado positivo.
    -
    Termo de aplicação de penalidades:
    sinônimo de “auto de
    imposição de penalidades”.
    -
    Termo de responsabilidade técnica:
    documento assinado pelo
    responsável técnico que assume, perante a autoridade sanitária local, as
    suas responsabilidades, conforme estabelecido nas normas legais e
    regulamentares, de acordo com as finalidades do estabelecimento e
    atividades desenvolvidas.
    http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_cidadania_volume08.pdf
    Fonte:

    Curso de Vigilância Sanitária

    2.3 Procedimentos para licenciamento dos estabelecimentos

    Neste

    tópico você conhecerá alguns dos procedimentos
    tópico
    você
    conhecerá
    alguns
    dos
    procedimentos

    administrativos básicos referentes à emissão de termos de responsabilidade técnica e de alvarás inicial e de renovação, que são exigidos para o funcionamento de estabelecimentos sujeitos ao controle sanitário.

    Vale lembrar que cada estado possui suas regras e especificações, porém alguns tópicos são válidos e aplicados em qualquer estado do Brasil. São eles:

    Requerimento de Licença de Funcionamento

    • - Dados de identificação da entidade;

    • - Razão social (nome de registro da empresa junto aos órgãos competentes);

      • - Nome de fantasia (nome comercial da empresa);

      • - CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica);

      • - Endereço completo;

      • - Número da licença anterior (caso exista);

      • - Números das autorizações de funcionamento emitidos por diversos

    órgãos competentes, como Ministério da Saúde, Meio Ambiente e outros que

    se façam necessários;

    • - Descrição completa das atividades realizadas pelo estabelecimento;

    • - Descrição dos equipamentos, quando solicitada;

    • - Número das autorizações de funcionamento dos equipamentos

    (quando for o caso);

    • - Nome do responsável legal;

    • - Nome e número de registro do responsável técnico;

    • - Número de registro da empresa no respectivo Conselho Regional;

    • - Especificação da solicitação (licença inicial ou renovação);

    • - Cada equipamento deverá ter emitido um alvará de funcionamento.

    Curso de Vigilância Sanitária

    Termo de Responsabilidade Técnica pelo estabelecimento ou equipamento

    • - Declaração de responsabilidade;

    -

    A

    declaração

    confirma

    que

    o

    responsável

    técnico

    tem

    o

    compromisso de não transgredir as normas legais e regulamentares, manter

    um controle da qualidade do serviço e dos equipamentos.

    • - Dados de identificação da entidade, como razão social, nome

    fantasia, CNPJ, endereço e número do processo referente à licença do

    estabelecimento ou equipamento;

    • - Descrição completa do equipamento com destaque para tipo, marca, potência, número de registro, entre outros dados solicitados;

    • - Dados do responsável técnico e respectivo registro no Conselho Regional de sua atividade;

    • - Cada equipamento deverá apresentar seu próprio termo de responsabilidade preenchido.

    Pagamento de taxas de serviços diversos

    • - Guias próprias a serem recolhidas ao órgão arrecadador do município.

    Cópia do projeto de edificação e respectivos memoriais descritivos

    • - Aprovados pelos órgãos competentes, conforme determina a legislação.

    Cópia do contrato social da empresa

    • - Devidamente registrada na Junta Comercial.

    Declaração de contratação de serviços de terceiros

    • - Caso seja necessário. Deve estar devidamente registrada no Cartório de Títulos e Documentos.

    Cópia do certificado de autorização de funcionamento da empresa, conforme sua finalidade

    • - Autorizado pelos órgãos competentes, de acordo com a lei.

    Cópia de documentos

    • - Documentos que comprovam a habilitação legal;

    • - Documentos que comprovam o registro no respectivo Conselho Regional do(s) responsável(eis) técnico(s).

    Cópia do contrato de trabalho da empresa com o responsável técnico ou da carteira de trabalho

    Curso de Vigilância Sanitária

    Cópia do certificado de registro da empresa no respectivo Conselho Regional

    Relação das atividades a serem realizadas pelo estabelecimento

    • - Fluxogramas, normas de controle e garantia de qualidade adotadas, guias de conduta ou boas práticas.

    Outros procedimentos

    • - Serão solicitados outros procedimentos de acordo com a finalidade do estabelecimento e tipos de equipamentos;

    Curso de Vigilância Sanitária

    Unidade 3 Roteiros de inspeção

    Olá,

    Ao longo da unidade

    roteiros de inspeção

    que

    você terá acesso ao conteúdo prático dos

    são

    realizados

    nos

    principais

    tipos

    de

    estabelecimentos que prestam serviços relacionados à saúde e bem-estar.

    Em razão do grande volume de informações presentes nesses roteiros, mostraremos nesta unidade, apenas os pontos mais relevantes das inspeções realizadas pela Vigilância Sanitária, com destaque aos quesitos de procedimentos, organização, estrutura física e avaliação de resultados.

    Vale ressaltar

    que

    este tipo

    de roteiro

    é padrão no trabalho

    de

    vigilância sanitária e as informações aqui disponibilizadas, estarão o mais

    próximo possível do texto original.

    Bom estudo.

    3.1 Banco de olhos

    Curso de Vigilância Sanitária Unidade 3 – Roteiros de inspeção Olá, Ao longo da unidade roteiros

    Em relação à organização e procedimentos adotados é necessário que conste no roteiro:

    • - Estabelecimento de normas e rotinas setorizadas.

    • - Estabelecimento de normas de biossegurança.

    • - Organização de arquivos com documentos completos.

    • - Organização de arquivos dos relatórios médico-técnicos sobre olhos

    enucleados, ou seja, olhos sem o globo ocular, disponibilizados por

    doadores.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Estabelecimento de arquivos referentes à exames sorológicos realizados por doadores.

      • - Estabelecimento

    positivas.

    de

    arquivos

    de

    notificações

    das

    sorologias

    • - Notificação à central e cadastramento dos doadores, cumprindo

    todos os requisitos exigidos pela lei quanto à participação no cadastro

    técnico único de transplantes do SUS.

    • - Estabelecimento de arquivos dos pacientes receptores das córneas liberadas para transplante.

      • - Anotação dos exames laboratoriais realizados adequadamente.

    • - Descrição de como os olhos enucleados, ou seja, sem globo ocular, estão sendo conservados.

      • - Áreas em perfeitas condições de higiene e limpeza.

      • - Estabelecimento de protocolo para descarte de lixo.

  • - Relação de serviços terceirizados, destacando o tipo de serviço, nome do terceiro ou local.

  • Em relação à estrutura física, deve-se destacar:

    • - Espaço físico adequado.

    • - Acesso independente.

    • - Área higienizada e livre de risco de insalubridade.

    • - Condições adequadas de higiene e limpeza.

    • - Pisos, paredes, tetos, portas e janelas de material liso, lavável e em bom estado de conservação.

      • - Iluminação e ventilação adequadas.

      • - Mobiliário de acordo com as regras estabelecidas em lei.

      • - Observar se o estabelecimento é composto por área específica para

    recepção, sala de espera e secretaria com local para arquivos.

    • - Observar se o estabelecimento possui estrutura adequada de sanitários para atender tanto pacientes quanto empregados.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Observar se o estabelecimento possui consultórios individuais para triagem e atendimento, com lavatório e água corrente.

    • - Observar se o estabelecimento possui depósito de material de limpeza com tanque de despejo.

    Em relação ao laboratório, deve-se informar:

    • - Se é próprio e está inserido na área física do estabelecimento.

    • - Se é externo à área física do estabelecimento, porém dentro do

    hospital.

    • - Se fica fora do hospital.

    -

    Observar

    quais

    equipamentos

    disponíveis. Equipamentos como:

    • - geladeira com termômetro;

    • - freezer;

    • - geladeira portátil;

    • - fluxo laminar;

    • - estufa para esterilização;

    e

    em

    qual

    quantidade

    estão

    • - lâmpada de fenda para exame de endotélio corneano;

    • - microscópio especular com documentação;

    • - equipamento para manipulação da córnea em ambiente

    estéril;

    • - meios de preservação da córnea;

    • - meios de cultura para exames laboratoriais;

    • - materiais para enucleação e coleta de sangue.

    • - Existência de boas condições de limpeza e higiene.

    • - Produtos utilizados seguem as especificações do fabricante.

    • - Observar se a forma de armazenamento e a data de validade estão de acordo com as normas estabelecidas por lei.

    O último quesito do roteiro é a “Avaliação dos resultados” que traz as seguintes informações:

    • - Apurar os Indicadores de saúde dos últimos seis meses, com destaque para:

      • - número de córneas enucleadas; -

    número de pacientes receptores;

    • - número e percentual de sorologias positivas por tipo.

    • - Apurar qual foi a taxa de transplantes.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Realizar levantamento dos últimos seis meses das causas de

    morbidade e em que quantidade, que culminaram com o descarte de

    córneas.

    • - Apurar o grau de risco com destaque para:

    - número e percentual de itens apontados pelo roteiro em desacordo com a legislação vigente; - número e percentual de itens acima de alto grau de risco em desacordo com a legislação vigente.

    • - Nome de doadores e receptores dos últimos três meses com data de doação e recepção.

      • - Conclusões.

    • - Nome e assinatura dos profissionais da Vigilância Sanitária que realizaram a vistoria.

    3.2 Clínicas de idosos e similares

    Curso de Vigilância Sanitária - Realizar levantamento dos últimos seis meses das causas de morbidade e

    Em relação à organização, são observados os seguintes aspectos:

    • - Existência de normas e rotinas assistenciais.

    • - Regulamento interno (estatuto).

    • - Programa de acompanhamento de visitas com orientação.

    • - Programa de atividades diárias.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Programa de atividades de reabilitação.

    • - Programação social.

    No tópico destinado à estrutura física, o roteiro deve apresentar as seguintes informações:

    • - Atentar-se para as instalações, verificando:

      • - edificação horizontal; adaptada; planejada;

      • - edificação vertical; adaptada; planejada;

      • - se existe pelo menos dois acessos à edificação;

  • - se existe a facilidade de remoção dos pacientes em caso de incêndios ou qualquer outra ocorrência que exija agilidade;

    • - se

    o acesso

    é composto por

    rampa e escada,

    conforme

    norma estabelecida por lei;

     
    • - Se existe elevadores e se estes possuem funcionamento.

    alvará de

    • - Verificar se os sanitários encontram-se dispostos e reformados

    conforme norma estabelecida por lei, atentando-se para a circulação de cadeira de rodas, com barras de apoio instaladas em estrutura de apoio.

    • - Verificar se a área de banho possui espaço suficiente para atender as necessidades dos pacientes em posição assentada, devendo ser

    calculado um chuveiro para cada seis leitos.

    • - Verificar se os corredores possuem barras de segurança, luz de vigília e emergência, pisos emborrachados e livres de obstáculos.

      • - Observar se o ambiente possui boa iluminação e ventilação.

    • - Verificar as instalações elétricas e hidráulicas de acordo com a legislação vigente.

      • - Verificar se os quartos atendem às especificações legais.

    • - Verificar se nos quartos existem camas-beliches, camas de armar e outros, proibidos por lei.

    • - Verificar a distância estabelecida por lei, entre uma cama e outra que permita a fácil circulação.

    Em relação aos equipamentos de

    urgência

    e

    aos

    profissionais

    disponíveis e carga horária, são observados:

    • - Verificar se os quartos possuem pontos de oxigênio.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Verificar se existem torpedos de oxigênio preparados para serem transportados e usados.

    • - Verificar se o estabelecimento conta com ambu e Guedel para atendimento de urgência.

      • - Verificar se existe aspirador de secreção.

    • - Verificar a disponibilidade de medicamentos para atendimento de urgência.

      • - Verificar a quantidade e carga horária dos seguintes profissionais:

        • - médico;

        • - enfermeira;

        • - técnico de enfermagem;

        • - auxiliar de enfermagem;

        • - assistente social;

        • - fisioterapeuta;

        • - psicólogo;

        • - terapeuta ocupacional;

        • - nutricionista;

        • - fonoaudiólogo;

        • - e demais profissionais que façam parte da equipe.

    O último quesito do roteiro é a “Avaliação dos resultados” que traz as seguintes informações:

    • - Verificar os Indicadores de saúde, observando:

      • - taxa de ocupação;

      • - taxa de mortalidade geral;

      • - taxa de infecção hospitalar/ambulatorial.

    • - Apurar as principais causas e quantidades de mortalidade nos últimos três meses.

      • - Apurar o número de internos por faixa etária, destacando:

        • - menor que 65 anos;

        • - 65 70 anos;

        • - 70 75 anos;

        • - 75 80 anos;

        • - 80 85 anos;

        • - 85 90 anos;

        • - acima de 90 anos.

  • - Apurar o grau de risco com destaque para:

  • - número e percentual de itens apontados pelo roteiro em desacordo com a legislação vigente;

  • Curso de Vigilância Sanitária

    - número e percentual de itens acima de alto grau de risco em desacordo com a legislação vigente.

     

    -

    Conclusões.

    Nome e assinatura dos profissionais da Vigilância Sanitária que realizaram a vistoria.

    -

     

    3.3 Escolas

    - Conclusões. Nome e assinatura dos profissionais da Vigilância Sanitária que realizaram a vistoria. - 3.3

    Em relação à localização das salas de aula, no roteiro deve constar:

     

    -

    Área física das salas é adequada.

    -

    Metro quadrado/aluno da sala de aula.

    -

    Pé-direito das salas em metros.

    -

    Distância do piso das salas em relação à soleira do andar térreo em

    metros.

     

    -

    Carteiras de tamanho adequado.

    -

    Ventilação e iluminação das salas.

    -

    Verificar o tipo de forro e se estes são adequados para as salas de

    aula.

     

    -

    Distância adequada das salas de aula ao acesso às escadas.

    Em relação aos corredores, escadas e rampas, as informações são:

     

    -

    Largura dos corredores em metros.

    -

    Largura das escadas em metros.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Dimensão dos degraus em metros.

    • - Corrimão em ambos os lados das escadas e rampas.

    • - Antiderrapantes nos pisos das escadas e rampas.

    • - Número de degraus por lance.

    • - Inclinação adequada das rampas.

    • - Extensão das rampas em metros.

    Em relação aos sanitários, as informações são:

    • - Verificar se os sanitários dos alunos estão adequados, observando o seguinte:

      • - sanitários para o sexo feminino;

      • - sanitários para o sexo masculino;

      • - bacias sanitárias/alunas (ideal 1/25);

      • - bacias sanitárias/alunos (ideal 1/60);

      • - mictórios/alunos (ideal 1/40);

      • - sanitários para deficientes físicos;

      • - lavatórios/alunos(as) (ideal 1/40).

  • - Verificar se os sanitários dos professores e empregados estão adequados, observando a seguinte quantidade:

    • - sanitários para o sexo feminino;

    • - sanitários para o sexo masculino;

    • - bacias sanitárias/salas de aula;

    • - sanitários para deficientes físicos;

    • - mictórios/salas de aula;

    • - lavatórios/salas de aula.

    • - Observar se os sanitários possuem portas.

    • - Observar se as dimensões físicas dos sanitários estão adequadas.

    • - Observar se os pisos e paredes são de material resistente e lavável.

    • - Observar se os sanitários encontram-se em boas condições de

    higiene, com sabonetes, papel higiênico e toalha de papel ou secador para

    atender alunos, professores e empregados.

    • - Verificar se a água é proveniente de sistema público.

    • - Verificar se existe esgoto público.

    • - Observar se a ventilação e iluminação são adequadas.

    Curso de Vigilância Sanitária

    Outro dado relevante no roteiro de escolas realizado pela vigilância sanitária é a questão da localização do recreio ou salas de lazer, que deve conter as seguintes informações:

    • - Observar se a área física é adequada.

    • - Verificar se existe um local coberto e qual a sua metragem.

    • - Observar o pé-direito em metros.

    • - Verificar se é protegido contra chuvas e ventos.

    • - Verificar se existem instalações sanitárias na área de recreação.

    • - Observar a qualidade dos telhados e a ausência de ninhos pássaros.

    de

    • - Verificar a existência e qualidade dos bebedouros de jato inclinado

    com água passando por filtro antes de chegar às torneiras.

    • - Observar o número de bebedouros (ideal 1/100 alunos).

    • - Observar se a área possui fácil acesso à rua, para escoamento dos alunos em casos de emergência.

    Já em relação ao refeitório ou cozinha, são observados os seguintes dados:

    • - Observar se a área física é adequada.

    • - Verificar a existência de pisos antiderrapantes e paredes de material resistente, liso e lavável.

      • - Verificar a área em metros quadrados.

    • - Verificar se o ambiente encontra-se em boas condições de higiene e limpeza.

      • - Verificar o tipo de forro presente no teto.

      • - Observar a presença de portas com proteção contra roedores.

  • - Verificar se a área de preparação de alimentos é adequada e em perfeitas condições de higiene.

  • - Observar se a área conta com estrutura para higienização de louças, talheres e outros utensílios.

  • Curso de Vigilância Sanitária

    • - Verificar se existe dispositivo para manter as gorduras em suspensão.

      • - Observar se as janelas possuem telas para impedir a entrada de

    insetos.

    • - Verificar se há caixa retentora de gordura nos esgotos.

    • - Verificar as condições da área onde se concentram os botijões de gás, mantendo-se pelo menos, a 1,5 metros da edificação.

      • - Observar se há iluminação e ventilação adequadas.

    -

    Despensa

    para

    armazenamento

    adequadas e protegida contra roedores.

    de

    alimentos

    em

    condições

    • - Observar se o cardápio da merenda é adequado.

    A cantina também é um ambiente avaliado no roteiro de inspeções e em relação a esta área são observadas:

    • - Boas condições.

    • - Higiene adequada.

    • - Área de preparo de alimentos adequada e com higiene.

    • - Pia com ponto de água fria e quente.

    • - Iluminação e ventilação adequadas.

    • - Portas com proteção contra insetos.

    • - Pisos e paredes com revestimento resistente, impermeável e

    lavável.

    • - Janelas com telas para impedir a entrada de insetos.

    • - Despensa para armazenar alimentos em condições adequadas e protegida contra roedores.

      • - Dispositivos para retenção de gorduras em suspensão.

    Curso de Vigilância Sanitária

    Em relação à localização da escola, são observados alguns aspectos relacionados às avenidas e ruas que são acesso à escola, são eles:

    -

    Controle

    adequado do trânsito nas ruas de

    acesso à escola

    (lombada, guardas e semáforos).

    -

    Avenidas e ruas em torno da escola têm trânsito pesado.

    -

    Riscos de atropelamentos.

     

    -

    Serviço de transporte do aluno casa-escola-casa.

    -

    Verificar se os veículos encontram-se em boas condições de uso.

    -

    Guarda para a vigilância contra assaltos e outras violências.

    O último quesito do roteiro é a “Avaliação dos resultados” que traz as seguintes informações:

    -

    Verificar os indicadores de saúde, observando:

     

    -

    as causas de morbidades nos últimos três meses;

    -

    número de acidentes;

     

    -

    diarreias e doenças de notificação compulsória, outras;

    -

    número de reuniões de pais, professores e alunos nos últimos

    três meses;

    -

    número de reuniões com a unidade de saúde nos últimos três

    meses.

    -

    Apurar o grau de risco com destaque para:

     

    número e percentual de itens apontados pelo roteiro em desacordo com a legislação vigente;

    -

    número e percentual de itens acima de alto grau de risco em desacordo com a legislação vigente.

    -

    -

    Conclusões.

    Nome e assinatura dos profissionais da Vigilância Sanitária que realizaram a vistoria.

    -

    Curso de Vigilância Sanitária

    3.4 Estabelecimentos veterinários

    Curso de Vigilância Sanitária 3.4 – Estabelecimentos veterinários O decreto 40400/95 que “aprova a Norma Técnica

    O decreto 40400/95 que “aprova a Norma Técnica Especial relativa à instalação de estabelecimentos veterinários” realiza a classificação do serviço prestado e esta classificação também deve constar no roteiro de inspeção.

    Observe o que diz o artigo 1º deste decreto:

         
     

    Artigo 1º - Consideram-se estabelecimentos veterinários para os efeitos

     
     

    desta Norma Técnica Especial:

     
         
     

    I - consultório veterinário: o estabelecimento onde os animais são levados

     
     

    apenas para consulta, vedada a realização de cirurgias;

     
         
     

    II - clínica veterinária: o estabelecimento onde os animais são atendidos para

     
     

    consulta, tratamento médico e cirúrgico; funciona em horário restrito,

     
     

    podendo ter, ou não, internação de animais atendidos;

     
         
     

    III - hospital veterinário: o estabelecimento destinado ao atendimento de

     
     

    animais para consulta, tratamento médico e cirúrgico e internação de

     
     

    animais; funciona durante as vinte e quatro horas do dia;

     
         
     

    IV - maternidade veterinária: o estabelecimento destinado ao atendimento de

     
     

    fêmeas prenhes ou paridas, para tratamento pré e pós-natal e realização de

     
     

    partos;

     
         
     

    V - ambulatório veterinário: a dependência de estabelecimento industrial,

     
     

    comercial, de recreação ou de ensino e/ou pesquisa, onde são atendidos os

     
     

    animais pertencentes ao mesmo ou sob sua guarda, para exame clínico,

     
     

    curativos e pequenas cirurgias;

     

    Curso de Vigilância Sanitária

         
     

    VI

    - serviço veterinário: a dependência de estabelecimento industrial,

     
     

    comercial, de recreação, de ensino e/ou de pesquisa, onde são atendidos

     
     

    animais pertencentes ao mesmo para exame clínico, tratamento médico e

     
     

    cirúrgico e análises clínicas;

     
         
     

    VII - parque zoológico: o estabelecimento privado ou oficial, onde são

     
     

    mantidos animais vivos, nativos ou exóticos, domésticos ou silvestres, para

     
     

    visitação pública e exposição, com finalidade de lazer e/ou didática;

     
         
     

    VIII - aquário: o estabelecimento onde são mantidos animais cujo habitat

     
     

    natural é a água doce ou salgada, com finalidade de lazer e/ou didática, ou

     
       

    criação comercial;

     
         
     

    IX - hipódromo: o estabelecimento destinado à realização de corridas de

     
     

    cavalos e onde são mantidos equinos de propriedade de seus associados;

     
         
     

    X - hípica: o estabelecimento onde são mantidos equinos e realizados

     
     

    exercícios de sela e/ou salto, para uso dos seus associados e/ou exibição

     
       

    pública;

     
         
     

    XI

    - haras: o estabelecimento onde são criados equinos para qualquer

     
       

    finalidade;

     
         
     

    XII - carrossel-vivo: o estabelecimento fixo ou nômade, destinado à montaria

     
     

    de equinos de sela, em recinto fechado, ao público em geral;

     
         
     

    XIII - rodeio: o estabelecimento fixo ou nômade, onde são mantidos equinos,

     
     

    bovinos e bubalinos destinados a espetáculos e/ou competições de monta

     
       

    de chucros;

     
         
     

    XIV - cinódromo: o estabelecimento recreativo destinado à realização de

     
     

    corridas de cães, onde são mantidos caninos de sua propriedade ou de seus

     
       

    associados;

     
         
     

    XV

    - circo de animais: o estabelecimento fixo ou nômade, onde são exibidos

     
     

    animais amestrados, domésticos ou silvestres, ao público em geral;

     
         
     

    XVI - escola para cães: o estabelecimento onde são recebidos e mantidos

     
     

    cães para adestramento;

     
         
     

    XVII - pensão para animais: o estabelecimento onde são recebidos animais

     
       

    para estadia;

     
         
     

    XVIII - granja de criação: o estabelecimento onde são criados animais de

     
     

    pequeno e médio porte destinados ao consumo (aves, coelhos, suínos, e

     
       

    outros);

     
         
         

    Curso de Vigilância Sanitária

    XIX - hotel-fazenda: o estabelecimento de hospedagem de pessoas, localizado em zona rural, em cuja propriedade
    XIX - hotel-fazenda: o estabelecimento de hospedagem de pessoas,
    localizado em zona rural, em cuja propriedade existem dependências de
    criação e manutenção de animais destinados ao abastecimento da despensa
    e cozinha, e/ou atividades esportivas e de lazer;
    XX - pocilga ou chiqueiro: o estabelecimento destinado à criação de suínos
    com a finalidade de consumo ou fornecimento de reprodutores (matrizes);
    XXI - canil de criação: o estabelecimento onde são criados caninos com
    finalidades de comércio;
    XXII - gatil de criação: o estabelecimento onde são criados felinos com
    finalidades de comércio;
    XXIII - "pet shop": a loja destinada ao comércio de animais, de produtos de
    uso veterinário, exceto medicamentos, drogas e outros produtos
    farmacêuticos, onde pode ser praticada a tosa e o banho de animais de
    estimação;
    XXIV - drogaria veterinária: o estabelecimento farmacêutico onde são
    comercializados medicamentos, drogas e outros produtos farmacêuticos de
    uso veterinário;
    XXV - biotério: a dependência de estabelecimento de pesquisa de ensino,
    comercial ou industrial, onde são mantidos animais vivos destinados à
    reprodução e desenvolvimento com a finalidade de servirem a pesquisas
    médicas, científicas, provas e testes de produtos farmacêuticos, químicos e
    biológicos, ou de diagnóstico;
    XXVI - laboratório veterinário: o estabelecimento que realiza análises clínicas
    ou de diagnóstico referentes à veterinária;
    XXVII - salão de banho e tosa: o estabelecimento destinado à prática de
    banho, tosa e penteado de animais domésticos ("trimming" e "grooming").
    Parágrafo único - São também considerados estabelecimentos veterinários
    quaisquer outros onde haja animais vivos destinados ao consumo, ao
    ensino, à pesquisa, ao lazer, ou qualquer outra utilização pelo homem, não
    especificada nesta Norma, mas que, por sua atividade, possam, direta ou
    indiretamente, constituir riscos à saúde da comunidade.
    http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/173542/decreto
    paulo - sp
    Fonte:
    -40400-95-sao-

    Curso de Vigilância Sanitária

    Em relação à estrutura física do consultório veterinário, da clínica veterinária e do hospital veterinário, o roteiro deve informar existência de:

    • - Recepção;

    • - Sanitário;

    • - Sala de consulta;

    • - Condições de higiene;

    • - Sala de espera;

    • - Sala de cirurgias;

    • - Centro cirúrgico;

    • - Internação de animais;

    • - Sala de abrigo de animais;

    • - Cozinha.

    Já em relação aos equipamentos e condições do centro cirúrgico, devem ser observados os seguintes detalhes:

    • - Antessala para assepsia;

    • - Vestiário e sanitários;

    • - Sala cirúrgica com área física adequada;

    • - Sala de parto separada da sala cirúrgica;

    • - Sala de parto devidamente equipada;

    • - Sala para reanimação do animal;

    • - Equipamentos para monitoramento do animal que permitam a realização de qualquer ato anestésico;

      • - Cardioversor com monitor;

      • - Oxigênio;

      • - Recuperação pós-anestésica;

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Equipamentos para atendimento de urgência;

    • - Sala de esterilização de materiais;

    • - Armazenamento adequado dos materiais.

    Destacamos também os pet shops que devem apresentar estrutura física com:

    • - Piso impermeável;

    • - Sala para tosa (trimming);

    • - Sala para banho com piso impermeável;

    • - Sala para secagem e penteado (grooming);

    • - Abrigo para resíduos sólidos;

    • - Instalações para abrigo dos animais à venda, em área própria, de

    preferência, longe das áreas utilizadas medicamentos e produtos terapêuticos.

    para

    comercialização

    de

    O último quesito do roteiro é a “Avaliação dos resultados” que no caso de estabelecimentos veterinários visa determinar o risco que o estabelecimento pode oferecer à vizinhança, ao meio ambiente e àqueles que entram em contato com os animais. Neste quesito existem as seguintes informações:

    • - Verificar os indicadores de saúde, observando:

    • - controle de zoonoses com notificações a cada três meses, observando as seguintes doenças diagnosticadas:

      • - raiva;

      • - leptospirose;

      • - leishmaniose;

      • - tuberculose;

      • - toxoplasmose;

      • - brucelose;

      • - hidatidose;

      • - cisticercose;

      • - entre outras de igual importância.

  • - Apurar o grau de risco com destaque para:

  • - número e percentual de itens apontados pelo roteiro em desacordo com a legislação vigente;

  • - número e percentual de itens acima de alto grau de risco em desacordo com a legislação vigente.

  • Curso de Vigilância Sanitária

    • - Conclusões.

    • - Nome e assinatura dos profissionais da Vigilância Sanitária que realizaram a vistoria.

    3.5 Hospitais

    Curso de Vigilância Sanitária - Conclusões. - Nome e assinatura dos profissionais da Vigilância Sanitária que

    Em relação à organização, são observados:

    • - Existência de normas e rotinas assistenciais.

    • - Regulamento interno (estatuto).

    • - Relatórios realizados mensalmente com destaque para um resumo da situação do estabelecimento.

      • - Verificar se o hospital possui as seguintes comissões:

        • - Comissão de ética médica;

        • - Comissão de controle de infecção hospitalar;

        • - Comissão de revisão de prontuário médico;

        • - Comissão de revisão de óbitos;

        • - Comissão interna de prevenção de acidentes;

        • - Comissão de ensino e pesquisa;

        • - Comissão de farmácia e medicamentos;

        • - Comissão técnica de hemoterapia;

        • - Comissão de controle e gestão de qualidade.

  • - Observar se o hospital disponibiliza programas como:

    • - Residência/pós-graduação;

    • - Programa de acompanhamento de visitas com orientação.

  • - Verificar se existem e quais são os serviços terceirizados.

  • Curso de Vigilância Sanitária

    No

    quesito

    relacionado

    seguintes informações:

    à

    estrutura

    física,

    são

    relacionadas

    as

    • - Atentar-se para as instalações, verificando:

      • - edificação horizontal; adaptada; planejada;

      • - edificação vertical; adaptada; planejada;

      • - a existência de pelo menos dois acessos à edificação;

  • - a facilidade de remoção de pacientes e empregados, em caso de acidentes como incêndios;

    • - se todos os acessos apresentam rampas, conforme norma

  • legal;

    • - se todos os acessos apresentam escadas, conforme norma

    legal;

    • - se existem elevadores e se estes dispõem de alvará.

    • - Atentar-se para o sistema de abastecimento de água, verificando:

      • - se existem reservatórios de água suficientes para suprir a

    necessidade de toda a unidade durante 48 horas;

    • - se os reservatórios de água são limpos a cada 6 meses.

    • - Quanto aos resíduos sólidos, verificar:

      • - se existem locais exclusivos para armazenamento de lixo;

      • - se existem câmaras frias para armazenamento de lixo;

      • - se o hospital realiza coleta seletiva de lixo.

    • - Observar se a recepção do hospital é adequada para atender a demanda de pacientes e se é confortável suficiente para permanecerem por

    lá enquanto aguardam.

    • - Observar se os sanitários foram construídos ou adaptados conforme norma legal.

      • - Verificar se o estabelecimento dispõe de:

        • - ambulatório;

        • - número de consultórios;

        • - sala para pequenas cirurgias;

        • - número de leitos de observação;

        • - tipos de especialidades atendidas.

    No caso do pronto-socorro a vigilância sanitária observa e relata no relatório de inspeção:

    • - O número de consultórios para atendimento e se estes encontram- se em conformidade com a legislação vigente.

      • - A existência e quantidade de leitos de observação.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - A existência de pontos fixos de oxigênio, vácuo e ar comprimido, em número suficiente para atender a todos os leitos.

    • - Existência de ambulâncias para remoção e se as ambulâncias estão de acordo com a legislação vigente.

      • - Existência de UTI móvel.

    • - Se existem outras equipes de especialidades diversas, mantendo-se de plantão para atendimento.

      • - Fichas de atendimento ambulatorial (FAA) preenchidas com história

    clínica, diagnóstico, procedimento e identificação de quem realizou o

    procedimento.

    • - Existência de salas específicas para o atendimento considerado como emergência.

    Outro aspecto observado é se há disponível no Pronto-Socorro os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico como:

    • - Laboratório;

    • - Hemoterapia;

    • - Raio-X;

    • - UTI;

    • - Centro cirúrgico;

    • - Centro obstétrico.

    Em relação ao centro cirúrgico e à recuperação pós-anestésica, devem constar no roteiro de inspeção as seguintes informações:

    • - A existência de salas cirúrgicas e operacionais em número adequado e em conformidade com a legislação vigente.

    • - Observar se estão sendo respeitadas as regras sobre acessos diferentes de pacientes e empregados.

      • - Equipamentos em bom estado de uso e quantidade existentes:

        • - carrinhos de anestesia para todas as salas;

        • - pontos fixos de oxigênio, ar comprimido e vácuo em todas as

    salas;

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - laringoscópio

    com

    cânulas,

    lâminas

    para

    entubação

    endotraqueal, organizadas e acondicionadas adequadamente em todas as salas;

    • - sistema de aspiração exclusivo para uso do anestesiologista;

    • - capnógrafo;

    • - oxímetro;

    • - cardioscópio;

    • - equipamento para pressão arterial não-invasiva;

    • - equipamento para pressão arterial invasiva;

    • - teletermômetro;

    • - monitor de débito cardíaco;

    • - desfibrilador exclusivo do centro cirúrgico;

    • - medicamentos de acordo com o disposto na legislação

    vigente para cada sala;

    • - manutenção de torpedos de oxigênio reservas para cada sala;

    • - suporte de geradores capazes de suprir a falta de energia;

    • - sala de recuperação pós-anestésica (RPA);

    • - ventilador mecânico a volume;

    • - ventilador mecânico a pressão.

    Em relação ao centro obstétrico, devem constar no roteiro de inspeção as seguintes informações:

    • - A existência e quantidade de:

      • - salas de parto normal;

      • - salas de parto cirúrgico;

      • - leitos de recuperação anestésica.

  • - Centro obstétrico se comunica com o centro cirúrgico.

    • - Área para que o recém-nascido possa ser reanimado em caso de necessidade.

      • - A existência dos seguintes equipamentos necessários:

        • - capnógrafo;

        • - oxímetro;

        • - cardioscópio;

        • - desfibrilador;

        • - equipamento de pressão arterial não-invasivo;

        • - monitor de débito cardíaco;

        • - ambu;

        • - laringoscópio, lâminas, cânulas;

        • - carrinho de anestesia;

        • - berço aquecido.

  • - Observar a quantidade de profissionais disponíveis, com destaque

  • para:

    • - médico Ginecologista-Obstetra plantonista;

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - médico Ginecologista-Obstetra diarista;

    • - neonatologista;

    • - anestesiologista;

    • - enfermeira;

    • - técnico em enfermagem;

    • - auxiliar de enfermagem.

    No centro de esterilização de material a vigilância sanitária observa e relata:

    • - Instalação em área física adequada.

    • - Enfermeira responsável.

    • - Normatização de procedimentos nessa área.

    • - Circulação entre as áreas.

    • - Que tipo de controle biológico é utilizado, descrevendo-o com o nome e periodicidade.

      • - Qual procedimento utilizado para esterilização de equipamentos

    utilizados em

    procedimentos

    broncoscopia e laparoscopia.

    como:

    gastroesofagoduodenoscopia,

    • - Cumprimento dos procedimentos preconizados de desinfecção para os instrumentos.

    -

    Observar

    preventivas.

    se

    os

    equipamentos

    passam

    por

    manutenções

    Nas enfermarias são observados os seguintes aspectos:

    • - Se a área destinada aos chuveiros encontram-se organizadas de

    forma adequada, com espaço suficiente do “box” para banhos sentados.

    • - Se existe um chuveiro para cada seis leitos.

    • - Se existem instalações sanitárias no mesmo pavimento.

    • - Se os corredores estão livres de obstáculo para circulação.

    • - Se existem boa iluminação e ventilação.

    • - Se as instalações elétricas e hidráulicas atendem as normas legais.

    • - Se os dormitórios atendem as especificações da lei.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Se as camas encontram-se com uma distância mínima entre elas para livre circulação.

    • - Verificar a existência e qualidade dos seguintes equipamentos de urgência:

      • - pontos de oxigênio, ar comprimido e a vácuo;

      • - torpedo de oxigênio montado e fácil de ser transportado;

      • - ambu e Guedel para atendimento de urgência;

      • - aspirador de secreção;

      • - medicamento para atendimento de urgência.

    • - Verificar a quantidade de profissionais disponíveis, com destaque

    para:

    • - médico diarista;

    • - médico plantonista;

    • - enfermeira;

    • - técnico de enfermagem;

    • - auxiliar de enfermagem.

    Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) será preciso verificar:

    -

    Verificar

    se

    o

    estabelecimento

    classificação:

    • - geral;

    • - adulto;

    • - pediátrica;

    • - adulto e Infantil.

    encontra-se

    separado

    por

    • - Verificar toda a estrutura organizacional em relação a:

      • - normas e rotinas para as áreas assistenciais;

    • - profissionais que estejam aptos a participar ou já participem de comissão de controle de infecção hospitalar;

      • - programa de acompanhamento de visita com orientação;

      • - se o estabelecimento está instalado em área física adequada;

  • - se o estabelecimento encontra-se em acordo com os parâmetros estabelecidos por lei.

  • - Verificar os leitos com destaque para:

    • - número de leitos;

    • - leitos para isolamento;

  • - se os leitos de isolamento permitem boa circulação de empregados e pacientes.

  • - Verificar se o posto de enfermagem

  • está localizado em local

    estratégico que permita boa visão direta e vigilância sobre os pacientes.

    • - Verificar a quantidade e qualidade dos equipamentos com destaque

    para:

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - cardioscópio;

    • - débito cardíaco;

    • - equipamento de pressão arterial não-invasivo;

    • - equipamento de pressão arterial invasivo;

    • - analisador de gases;

    • - respirador a pressão;

    • - respirador a volume;

    • - bombas de infusão;

    • - aspirador de secreções;

    • - oxímetro;

    • - capnógrafo;

    • - raio X portátil;

    • - ECG;

    • - cateter Swan-gans;

    • - oxigênio/leito;

    • - vácuo/leito;

    • - tomadas elétricas/leito;

    • - laringoscópio/lâminas;

    • - ambu;

    • - cânulas e sondas;

    • - material/procedimento.

    - Observar a quantidade de profissionais disponíveis com destaque

    para:

    • - médicos diaristas;

    • - médicos plantonistas/dia;

    • - médicos plantonistas/noite;

    • - residentes/estagiários;

    • - enfermeira/dia;

    • - enfermeira/noite;

    • - técnico de enfermagem/dia;

    • - técnico de enfermagem/noite;

    • - auxiliar de enfermagem/dia;

    • - auxiliar de enfermagem/noite;

    • - atendente de enfermagem/dia;

    • - atendente de enfermagem/noite.

    O prontuário médico e o serviço de registro de dados devem constar:

    - Devem ser observados:

    • - história clínica;

    • - diagnóstico;

    • - evoluções;

    • - solicitação;

    • - anotações;

    • - prescrições médicas;

    • - resultados de exames.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Apuração dos registros dos encaminhamentos de internação e/ou atendimento de urgência.

      • - Identificação e assinatura de quem realizou o procedimento.

      • - Verificar se o estabelecimento cumpre as seguintes obrigações

    quanto ao registro de dados:

    • - se o estabelecimento dispõe de serviço de registro de dados;

    • - se os registros são feitos de forma adequada;

    • - se os registros de dados são feitos rotineiramente.

    O último quesito do roteiro é a “Avaliação dos resultados”, neste quesito existem as seguintes informações:

    • - Verificar os indicadores de saúde, observando:

      • - taxa de ocupação;

      • - taxa de mortalidade geral;

      • - taxa de infecção hospitalar;

      • - taxa de natimortalidade;

      • - taxa de mortalidade neonatal precoce;

      • - taxa de mortalidade perinatal.

  • - Verificar os percentuais de nativivos com:

    • - alta;

    • - óbitos de 0 7 dias;

    • - óbitos de + 7 dias.

  • - Percentual de natimortos.

  • - Percentuais de partos por tipo: normal; cesárea; fórceps.

  • - Taxa de mortalidade materna.

  • - Principais causas de mortalidade geral.

  • - Apurar o grau de risco com destaque para:

    • - número e percentual de itens apontados pelo roteiro em

  • desacordo com a legislação vigente;

    • - número e percentual de itens acima de alto grau de risco em desacordo com a legislação vigente.

    • - Conclusões.

    • - Nome e assinatura dos profissionais da Vigilância Sanitária que realizaram a vistoria.

    Curso de Vigilância Sanitária

    3.6 Institutos de beleza, lazer e similares

    Curso de Vigilância Sanitária 3.6 – Institutos de beleza, lazer e similares Em relação à estrutura

    Em relação à estrutura física, deve constar no roteiro informações referentes a:

    • - Sala para recepção e arquivo, com boa ventilação e iluminação.

    • - Oferece conforto aos funcionários e clientes.

    • - Mobiliário suficiente para a espera ao atendimento.

    • - Sanitários para o público.

    • - Observar se as salas de procedimento apresentam espaço suficiente para adequar as macas, cadeiras, equipamentos e usuários, permitindo

    também fácil circulação.

    • - Verificar se os equipamentos são adequados e encontram-se em bom estado de funcionamento, conservação e limpeza.

    • - Verificar se existem equipamentos que possam oferecer risco à saúde ou são impróprios para a finalidade do estabelecimento.

    • - Verificar se equipamentos técnicos estão sendo operados por profissionais não habilitados.

    • - Equipamentos possuem registro no Ministério da Saúde (quando necessário).

      • - Instalações elétricas em conformidade com as normas técnicas

    vigentes.

    • - Instalações hidráulicas adequadas.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Verificar se existem

    vestiários para os usuários e

    encontram em estado adequado.

    se estes

    • - Observar se há divisórias entre as salas, garantindo a privacidade do

    usuário.

    • - Verificar se os ambientes possuem bancadas com lavatórios e cubas adequadas para preparação e/ou realização dos procedimentos.

      • - Sanitários para os profissionais do serviço.

      • - Sala de utilidades.

    Quando falamos em procedimentos, vale destacar que o roteiro de inspeção precisa observar os seguintes aspectos:

    • - Se existem procedimentos impróprios ou inadequados para a finalidade do estabelecimento.

    • - Procedimentos próprios são aqueles presentes no alvará de funcionamento concedido.

    • - Verificar se os profissionais sem formação médica prescrevem medicamentos.

    • - Verificar se os produtos utilizados no atendimento aos clientes apresentam os seguintes dados:

      • - nome do produto e instruções em língua portuguesa;

      • - data de validade;

      • - número de registro no Ministério da Saúde.

  • - Observar se é feito o armazenamento adequado de produtos de acordo com orientações do fabricante.

    • - Verificar se os produtos utilizados não estão sendo reaproveitados, o

  • que poderia comprometer a conservação, estado de pureza e assepsia.

    • - Verificar a utilização de produtos artesanais.

    • - Verificar se estão manipulando os produtos de maneira inadequada, contrariando o disposto na legislação.

    • - Verificar se os profissionais utilizam equipamento de proteção individual.

    • - Verificar se o estabelecimento possui equipamentos de primeiros socorros, que atendam a finalidade do estabelecimento.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Verificar se existe uma normatização para limpeza e assepsia dos equipamentos e mobiliários.

      • - Observar as normas de rotina de higiene e limpeza.

    • - Verificar se toda rouparia utilizada segue os padrões de higiene, limpeza e trocas adequadamente.

    • - Verificar

    se

    os

    materiais

    e

    instrumentos

    empregados

    como

    descartáveis, estão sendo de fato, descartados.

     
    • - Reuso indevido de materiais de uso único.

    • - Protocolo

    para

    limpeza,

    desinfecção

    e

    esterilização

    dos

    instrumentos.

    • - Verificar se os instrumentos e equipamentos esterilizados estão sendo adequadamente acondicionados.

      • - Controle biológico da esterilização realizada.

    -

    Verificar

    se

    existe

    um

    recipiente

    próprio

    para

    acondicionar

    instrumentos cortantes durante os procedimentos.

    • - Verificar se o descarte dos resíduos sólidos está de acordo com a

    lei.

    -

    Sistema

    de

    abastecimento

    procedimentos realizados.

    de

    água

    adequado

    para

    os

    O último quesito do roteiro é a “Avaliação dos resultados”, neste quesito existem as seguintes informações:

    • - Apurar o grau de risco com destaque para:

    - número e percentual de itens apontados pelo roteiro em desacordo com a legislação vigente; - número e percentual de itens acima de alto grau de risco em desacordo com a legislação vigente.

    • - Conclusões.

    • - Nome e assinatura dos profissionais da Vigilância Sanitária que realizaram a vistoria.

    Curso de Vigilância Sanitária

    3.7 Laboratórios de análises clínicas e outras especialidades

    Curso de Vigilância Sanitária 3.7 – Laboratórios de análises clínicas e outras especialidades Em relação às

    Em relação às especialidades desenvolvidas nestes locais, o roteiro precisa especificar, indicando uma das opções a seguir:

    • - Anatomia patológica;

    • - Bioquímica geral;

    • - Citogenética;

    • - Citologia;

    • - Citometria de fluxo;

    • - Exames de urina;

    • - Gasometria;

    • - Hematologia;

    • - Histocompatibilidade;

    • - Imuno-hematologia;

    • - Microbiologia;

    • - Parasitologia;

    • - Patologia molecular;

    • - Sorologia;

    • - Toxicologia;

    • - Entre outras.

    A organização do trabalho é outro aspecto relevante que deve constar no roteiro. Para tanto, é fundamental relacionar a existência dos seguintes serviços:

    • - Atentar-se para a montagem de organogramas e fluxogramas.

    • - Verificar se são organizados protocolos de rotinas, manuais de normas técnicas e manuais de biossegurança.

    • - Verificar se são disponibilizados instrumentos de biossegurança com informações adequadas e fácil acesso.

      • - Planilha com registro e datas de manutenção dos equipamentos.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Programa de controle e garantia de qualidade.

    • - Verificar se cada técnica utilizada respeita os padrões científicos e tecnológicos vigentes.

      • - Verificar se existe um manual de segurança no trabalho.

      • - Notificação compulsória de doenças sob vigilância epidemiológica.

      • - Verificar se existe participação em:

        • - comissão de controle de infecção hospitalar;

        • - comissão interna de prevenção de acidentes;

        • - comissão de planejamento, controle e garantia de qualidade;

        • - outras comissões.

  • - Verificar a existência de registro dos procedimentos relativos à imunização dos empregados contra hepatite B.

  • - Verificar a existência de programas de monitoramento da saúde dos empregados.

    • - Verificar se o estabelecimento disponibiliza equipamentos de EPI

  • (Equipamento de Proteção Individual) e se os empregados o utilizam

    frequentemente.

    • - Verificar a existência dos equipamentos de proteção coletiva.

    • - Notificação dos acidentes e doenças do trabalho.

    • - Investigação das causas dos acidentes.

    • - Normas e treinamentos para o controle de acidentes e incidentes.

    • - Normas e treinamentos para combate a incêndio.

    Em relação à estrutura física, o profissional da vigilância sanitária relaciona as seguintes informações:

    • - Atentar-se para as instalações, verificando:

      • - edificação horizontal; adaptada; planejada;

      • - edificação vertical; adaptada; planejada;

  • - Acesso fácil e independente.

  • - Sinalização indicativa da unidade.

    • - Área de recepção espaçosa e confortável, com estrutura para acomodar os pacientes enquanto aguardam serem chamados.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Estruturas separadas para as diferentes atividades.

    • - Local em boas condições de limpeza.

    • - Áreas físicas de acordo com a legislação vigente.

    • - Sala de coleta com lavatório e água corrente.

    • - Colheita ginecológica realizada em sala com sanitário.

    • - Instalações elétricas em boas condições de segurança.

    • - Piso, paredes, teto e janelas são de material resistente e lavável e em bom estado de conservação.

      • - Instalações hidráulicas em boas condições de conservação.

      • - Ralos sifonados.

  • - Estrutura adequada de sanitários para clientes e empregados, com boa condição de limpeza e higiene.

  • Os equipamentos também são relacionados no roteiro, e este deve informar a existência, se estão disponíveis no local para atendimento de urgência, o estado de conservação, se estão funcionando normalmente.

    Outro ponto

    que merece destaque

    no

    roteiro é

    a existência de

    equipamentos tecnicamente apropriados para as especialidades exercidas pelo laboratório, assim como a realização de manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos.

    A limpeza do material é destacada a partir de informações como:

    • - Existência de área física adequada para recebimento do material.

    • - Espaço suficiente para lavagem e secagem do material.

    -

    Utilização

    de

    água

    tratada

    para

    o

    enxague

    da

    vidraria,

    monitoramento e registro para verificação da remoção total do detergente

    utilizado.

    Em relação aos reagentes, a vigilância sanitária observa os seguintes aspectos:

    • - Se esses produtos são armazenados em local e forma adequadas.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Se o instrumento de validação dos reagentes encontra-se em local de fácil acesso para os empregados.

      • - Se os dados no rótulo de apresentação dos reagentes informam:

        • - data de validade;

        • - instruções em língua portuguesa;

        • - número de registro no Ministério da Saúde;

        • - refere o conteúdo;

        • - data de preparo/recebimento;

        • - data em que foram postos em uso;

        • - utilização dentro da validade.

    Os resíduos são avaliados a partir das seguintes informações:

    • - Existência de autoclave para descontaminação do material utilizado no laboratório.

    • - Apurar se os resíduos sólidos são resultados de vidros quebrados, frascos de reagentes ou amostras.

    • - Observar se os recipientes são forrados com saco plástico para armazenagem de vidrarias.

    • - Observar se existe normatização em relação ao descarte de resíduos e se estes obedecem à norma legal.

    O último quesito do roteiro é a “Avaliação dos resultados”, neste quesito existem as seguintes informações:

    • - Verificar os indicadores de saúde, observando:

      • - quantidade e percentual de doenças notificadas nos últimos

    seis meses (vigilância epidemiológica);

    • - quantidade e percentual de acidentes e doenças do trabalho

    em funcionários notificadas nos últimos seis meses (vigilância do

    trabalho);

    • - quantidade e percentual de diagnósticos registrados de

    neoplasia (específico para os laboratórios de anatomia patológica);

    • - análises de controle de qualidade realizadas pela vigilância

    sanitária (tipos de exames, resultado laboratório, resultado vigilância e

    índice de erro).

    • - Apurar o grau de risco com destaque para:

    • - número e percentual de itens apontados pelo roteiro em desacordo com a legislação vigente;

    • - número e percentual de itens acima de alto grau de risco em desacordo com a legislação vigente.

    Curso de Vigilância Sanitária

    • - Conclusões.

    • - Nome e assinatura dos profissionais da Vigilância Sanitária que realizaram a vistoria.

    3.8 Maternidades

    Curso de Vigilância Sanitária - Conclusões. - Nome e assinatura dos profissionais da Vigilância Sanitária que

    Em relação às instalações físicas, o roteiro observa:

    • - Se existe entrada exclusiva para pacientes.

    • - Estrutura ambulatorial para atendimento de ginecologia e obstetrícia.

    • - Estrutura de consultórios exclusivos para atendimentos obstétricos com os seguintes requisitos:

      • - área física adequada;

      • - pia com água corrente;

      • - sabão líquido e toalha de papel;

      • - sanitário;

      • - mesa para exame ginecológico;

      • - detector de batimento cardíaco fetal;

      • - estetoscópio de Pinard;

      • - esfignomanômetro; - estetoscópio adulto;

      • - luvas;

      • - sala de admissão exclusiva.

    Curso de Vigilância Sanitária

    A Unidade de internação é outro aspecto relevante do roteiro. As informações relacionadas a este local são:

    • - Na unidade de internação há local para o pré-parto.

    • - Qual o número de leitos.

    • - Adequação do local onde se encontra instalado o pré-parto, área física adequada.

    • - Verificar a existência de pontos de oxigênio para a