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VOLUME 2, NÚMERO 3 JANEIRO-MARÇO DE 2010

PERFORMANCE DESPORTIVA
BOLETIM TÉCNICO-CIENTÍFICO
PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL DO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM DESPORTO,
SAÚDE E DESENVOLVIMENTO HUMANO (ISSN 1647-3280)

EDITORES - JAIME SAMPAIO; MÁRIO MARQUES; ANTÓNIO SILVA

Editorial
No terceiro número do boletim Performance Desportiva incluimos vários resumos de dissertações de mestrado. A
maioria dos seus autores está fortemente empenhada em melhorar a qualidade do processo de treino desportivo e
um dos caminhos mais evidentes é a procura de novos conhecimentos e competências. Serve também este boletim
para reconhecer e promover esses trabalhos, de forma a que a ciência possa chegar à prática mais depressa que o
normal. Contamos igualmente com as já habituais contribuições de vários investigadores e treinadores aos quais
agradecemos o esforço e sentido de missão.
Os Editores,

LongoMatch: digital coach


Foi publicado no número 1 deste boletim uma referência à utilização de software de
codificação de video e às suas grandes potêncialidades para poupar tempo e esforço no
processo de análise dos jogos desportivos colectivos. As disponibilidades deste tipo de
ferramentas informáticas são escassas e por outro lado bem dispendiosas. Encontramos
apenas uma pequena excepção de qualidade designada por LongoMatch. Esta é uma
ferramenta de análise de video para treinadores e investigadores, que tem o objectivo de
simplificar o processo, através de um conjunto de codificações bem intuítivo. Permite
localizar, rever e editar as jogadas mais importantes dos jogos, além de as categorizar Jaime Sampaio

numa linha de tempo. Também se podem criar listas de códigos no sentido de construir CIDESD
sequências de jogadas oriundas de diferentes jogos. Como os códigos têm que ser Universidade de
Trás-os-Montes e
definidos pelo utilizador, o software pode ser adaptado a qualquer jogo desportivo Alto Douro, Vila
colectivo. É um software de utilização livre (http://longomatch.ylatuya.es/index.php). Real.

ajaime@utad.pt

Neste número:
Jogo de râguebi 2

Electromiografia bruços 3
com e sem snorkel

Elementos de voo dos 4


exercícios de paralelas
assimétricas

Manutenção da força na 5
etapa competitiva

Amplitude da passada/ 6
braçada

Mestrados Jogos Despor- 7-9


tivos Colectivos
PERFORMANCE DESPORTIVA
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Evoluir para dar resposta às
necessidades actuais do jogo de Râguebi.

Nos últimos anos o râguebi bases de treino científicas seguintes objectivos: (i)
deu um salto gigante, tanto na viradas para a melhoria Estimular e preparar o
constituição física dos constante, onde todos os aparecimento de novos
jogadores como na detalhes são devidamente talentos da modalidade; (ii)
optimização dos métodos de identificados e trabalhados. O Apoiar os jogadores dos
treino. Difícil é jogar sem um facto de o Râguebi ser um clubes em desenvolvimento,
estudo harmonizado entre os jogo competitivo baseado em proporcionando-lhes
Tomaz Morais diferentes elementos da princípios e valores, obriga os oportunidades de treino a um
composição integral de um praticantes a jogar sempre de nível mais elevado do que
Seleccionador
jogador, não chega o domínio uma forma entusiástica e leal, têm acesso nos clubes; (iii)
Nacional de
Râguebi (FPR) de uma delas. O reflexo de fazendo com que a aposta no Contribuir para o
tomazmorais@fpr. um investimento global em rendimento seja crucial. Que desenvolvimento pessoal de
centros de formação e alto caminho terá Portugal de cada jogador, assegurando a
rendimento específico para o seguir, para conseguir formação de homens aptos
desenvolvimento dos acompanhar esta para enfrentar os desafios da
jogadores e técnicos de transformação e estar na vida; (iv) Contribuir para uma
râguebi em geral, está a gerar vanguarda da modalidade? evolução técnica, que permita
permanentemente os seus Embora a nossa realidade aos jogadores a futura
frutos. Hoje, já não é possível seja ainda diferente, nada nos integração no CAR- Academia
jogar Râguebi de XV ao mais impedirá de continuar a da FPR; (v) Contribuir para a
alto nível sem ter uma disputar um lugar entre os formação dos treinadores dos
Luís Vaz
morfologia típica e adequada melhores. A aplicação prática clubes das regiões,
Equipa técnica da
Seleção Nacional às exigências técnicas e de programas de detecção e proporcionando a
de Râguebi tácticas do jogo. Há 10 anos, selecção de talentos e a oportunidade de trabalharem

Departamento de em média, um jogador centro criação de academias nos com os técnicos nos vários
Ciências do pesava 84,5kg quando hoje clubes, à semelhança do que momentos ao longo do ano. O
Desporto;
pesa 95Kg, sendo que não se já vem acontecendo com as modelo de treino assenta em
Exercício e Saúde
da UTAD consegue vislumbrar massa equipas nacionais, permite a treinos de campo, posicional,
gorda na sua constituição. O todos aqueles que funcional, ginásio e clube. Os
lvaz@utad.pt
aumento médio, em altura, de ambicionam jogar a um nível jogadores passam por
um jogador na mesma posição cada vez mais alto, treinar módulos de formação que
é de 4 cm (1,81m em 1999 e diariamente orientados para o englobam: passe e
hoje mede 1,85m). Nos aperfeiçoamento das suas comunicação, defesa
avançados não se encontram capacidades. Assim teremos individual e colectiva, ruck e
segundas linhas com menos campeonatos internos cada contra ruck, turnover, jogo ao
de 1,98m e 113 Kg de peso, vez mais competitivos e pé e contra ataque, jogar a
nos pilares a média é de equipas nacionais em partir de fases estáticas e
116Kg para 1,84m. Um pack evolução contínua para a jogar dentro da defesa. Como
avançado com menos de obtenção de resultados, que deveres os atletas têm de
840Kg dificilmente conseguirá honrem o desporto português. cumprir 2 treinos semanais (2ª
sobreviver... Estamos perante A Academia integra e 4ª feira das 17:30 às 20:00), 2
um râguebi musculado e jogadores dos escalões de treinos de Ginásio semanais
altamente veloz, apoiado em sub.17 a sub. 20 com os (3ª e 5ª feira) e representar as
Selecções Nacionais.
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Electromiografia na técnica de
bruços com e sem snorkel.
Em Natação Pura ± 1.96; IMC 24 ± 1,66), BB e TB são mais elevados
Desportiva (NPD) a cada sujeito foi submetido com a utilização do
utilização do snorkel a um teste de 2 x 25 m snorkel, mostrando assim
(K4b2, Itália, Roma) que bruços á máxima uma maior activação
consiste numa válvula velocidade, no 1º percurso durante o ciclo de nado.
Aquatrainer (Cosmed, os sujeitos realizaram o Os valores máximos
Roma, Itália), é teste com a utilização do apresentados são Ana Conceição1
frequentemente utilizada snorkel e no 2º percurso superiores no BB tal como conceicao.ana@gmail.com
por investigadores para a sem a utilização do os valores mínimos,
análise de diversos mesmo. Através da verificando-se em ambos António Silva2,4
parâmetros de cariz utilização do sistema os grupos musculares
fisiológico e biomecânico portátil Wireless bioPlux, e valores mais elevados com Hugo Louro1,4
e para aprofundar a sua dos sensores de superfície a utilização do snorkel. Hugo Gamboa3
v i a b i l i d a d e e de EMG foram analisados
Em suma, podemos Hugo Silva3
confiabilidade ao nível das a actividade muscular de
considerar que a utilização
suas limitações mecânicas dois grupos musculares: Tiago Araújo3
de snorkel na técnica de
durante o nado em Biceps Brachii (BB) and
bruços, provoca um Daniel Marinho4,5
diversas técnicas. Como Triceps Brachii (TB) do
aumento bastante
foi referido na última braço direito. As rotinas
significativo na activação 1Escola Superior de
newsletter a importância de EMG foram
muscular ao nível dos Desporto de Rio Maior
da electromiografia(EMG) processadas offline
membros superiores, o
no campo da investigação utilizando o Python (versão 2 Universidade de
que poderá estar
desportiva e tecnológica 2.4) de forma a comparar o Trás-os-Montes e Alto
directamente relacionado
tem vindo a ter grande padrão do sinal EMG Douro
com o constrangimento
impacto junto comunidade registado do BB e TB
causado por este sistema. 3 Plux, Engenheria de
científica, desta forma o durante as duas situações
objectivo desta de teste. Os sinais foram Biosensores
investigação passou por subamostrados para uma 4 CIDESD
comparar o padrão médio frequência de 200 Hz,
de activação muscular em depois filtro low-pass com 5 Universidade da
duas situações de nado na uma suavização de 50 Beira Interior
técnica de bruços, com a amostras e rectificado.
utilização de snorkel e sem
Para cada sujeito, músculo
a utilização de snorkel.
e situação de teste, foram
A amostra foi composta determinados valores de
por 5 atletas pertencentes EMG através da: média, “...QUE A
ao sexo masculino (média desvio padrão, máximo e
UTILIZAÇÃO DE
± desvio padrão: idade 19 mínimo.
± 3,67 anos; peso 76.1 ± SNORKEL NA
Os resultados deste estudo TÉCNICA DE
6.58 kg; altura 178 ± 0.05
demonstraram que a
cm; % massa gorda 14,68
activação média(EMG) do BRUÇOS,
PROVOCA UM
AUMENTO
BASTANTE
SIGNIFICATIVO
NA ACTIVAÇÃO
MUSCULAR AO
NÍVEL DOS
MEMBROS
SUPERIORES...”
PERFORMANCE DESPORTIVA
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Sobre o número de elementos de voo dos exercícios


de Paralelas Assimétricas
Uma simples observação dos apenas 8.5% do total das quantidade dos elementos
resultados competitivos das ginastas participantes de voo nas Paralelas
ginastas portuguesas em executou 1 elemento de voo, Assimétricas foram
competições internacionais 22.0% executou 2, 35.8% prognosticadas outras,
permite constatar que apresentou 3, 24.4% 4 e como o aumento na sua
Paralelas Assimétricas é o 3.9% da totalidade das complexidade e
aparelho onde as notas das ginastas executou 5 dificuldade, através da
nossas ginastas mais se “despegues num único execução com o corpo mais
afasta das restantes exercício de competição. estendido ou da execução
concorrentes. Não sendo Estes números são de vários ligados entre si.
José Ferreirinha única, uma das dificuldades realmente concordantes Estas tendências têm
que este aparelho apresenta com as tendências origem numa aproximação
CIDESD é a necessária execução de anunciadas pelos cada vez maior aos
Universidade de elementos de voo, com inicio especialistas, como exercícios realizados pelos
Trás-os-Montes e e fim na mesma barra ou na referimos, mas será que são homens na Barra Fixa, a qual
Alto Douro, Vila transição de uma para a sinónimo de sucesso ou tem acontecido em diversos
Real. outra. Se nos referirmos vitória? Num estudo que outros aspectos e
apenas à primeira categoria, observou a evolução de elementos, mas não nos
jferreiri@utad.pt aos quais chamamos diversas variáveis “despegues”. Outros
habitualmente “despegues”, relacionadas com os resultados do referido
“...ENTRE as ginastas portuguesas têm elementos de voo, entre estudo, permitiram observar
GINASTAS apresentado dificuldade na ginastas finalistas de que as ginastas finalistas
FINALISTAS DE sua aprendizagem e campeonatos do mundo e neste aparelho continuam,
CAMPEONATOS DO posterior execução em Jogos Olímpicos, verificou- se m a l t e r a ç õ es
MUNDO E JOGOS competição e, quando o se um comportamento quase significativas, a apresentar
OLÍMPICOS, conseguem, apenas antagónico, no que respeita apenas 1 ou dois elementos
VERIFICOU-SE UM
executam um, o mínimo à quantidade de de voo, de dificuldade “D”,
exigido. Simultaneamente, “despegues” apresentados preferencialmente com o
COMPORTAMENTO
tem vindo a crescer a ideia pelas finalistas. Fixando-nos corpo encarpado, sem
QUASE
de que são necessários apenas no ciclo referido no elementos de preparação e
ANTAGÓNICO, NO
vários “despegues” num parágrafo anterior, 2001- quase sem ligações directas
QUE RESPEITA À
exercício para vencer neste 2004, 50.0% executou entre eles. Razões que se
QUANTIDADE DE
aparelho. Desde há algumas apenas 1, 37.5% 2 e apenas relacionam com a estrutura
“DESPEGUES” décadas que tal teoria tem 12.5% das ginastas de elite do aparelho (duas barras),
APRESENTADOS sido anunciada por introduziram 3 elementos de com a morfologia do corpo
PELAS FINALISTAS. especialistas de renome voo nos seus exercícios de feminino e com o Código de
... ” internacional como competição. Veja-se que, Pontuação podem estar na
Tourisheva ou Arkaev, entre enquanto 87.5% das origem desta dificuldade
outros. Se observarmos as finalistas executaram entre 1 das mulheres evoluírem
quantidades de elementos e 2 “despegues”, apenas mais na dificuldade e
de voo executados em várias 30.5% do total das complexidade dos
competições internacionais, participantes realizaram elementos de voo.
de acordo com os relatórios essa quantidade. Encarando
divulgados pelo Comité as finalistas de Campeonatos Referência:
Técnico da Federação do mundo e Jogos Ferreirinha, J.; Carvalho, J.;
Internacional de Ginástica, Olímpicos, entre as quais as Côrte-Real, C; Silva, A.
verifica-se que, nos últimos medalhadas, como uma (2010). Analysis of the
anos, a totalidade das referência de qualidade e structure and evolution
ginastas tem apresentado sucesso na prestação, trends of the flight elements
maior quantidade que em parece que não compensa a in competition routines of
anos anteriores. Com base abundância de elementos de uneven bars. Science of
na análise das referidas voo nas Paralelas. Gymnastics Journal, 1(2), p-
competições realizadas no Associadas às anunciadas p.
ciclo olímpico 2001-2004, tendências de aumento na
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Manutenção da Força durante a etapa
competitiva.
Durante o período com- previsto. Por exemplo, responsáveis pela di-
petitivo, as exigências do para se atingir aumentos minuição de força durante
treino estão mais relacio- consideráveis de adapta- a etapa competitiva. Esta
nadas com os aspectos ções neurais e conse- redução do volume muscu-
técnico/tácticos do que quentemente níveis altos lar está muitas vezes li-
com as demandas de força de força máxima, deve gada à s obr e c a rg a
propriamente ditas, ex- manter-se a intensidade causada pela simultanei-
cepto nas modalidades do treino, reduzindo dade de treinos técnico/
ditas de força, como por gradualmente o volume de tácticos, trabalho de força
exemplo a halterofilia. Por trabalho em cerca de 50%. e competições. Há então
conseguinte, o grande Em desportistas de ele- que construir programas
objectivo desta fase será vado nível o volume de de força que não permitam
manter elevados níveis de trabalho indicado para a um decréscimo na massa Mário Marques 1,2
potência muscular alcan- fase competitiva deveria muscular previamente
çados previamente. Deste ser aproximadamente de adquirida no período pre- mmarques@ubi.pt
modo, não será tarefa fácil 1/3 a 1/4 daquele em- paratório, evitando perdas
para o treinador construir pregue durante a etapa nos índices de força pre-
um programa de treino preparatória. Em con- viamente alcançados. De- 1 Universidade da
para manter ou elevar (se trapartida, em desportistas ste modo, a combinação Beira Interior,
possível) os níveis de força com menos anos de treino de métodos que incre- Covilhã.
dos seus atletas durante a e de menor experiência mentem a massa muscu-
etapa competitiva, pois o competitiva, o trabalho de lar/força e potência deve 2. CIDESD
tempo de treino num atleta força poderia ser reduzido ser preponderante no
de elite é escasso durante a metade para o mesmo período alargado de com-
os períodos de alta período competitivo. petições. Na maioria dos
exigência competitiva. Apesar da diversidade de casos os programas desti-
Como consequência, não é “filosofias” metodológicas nados ao aumento da “UM ATLETA DE
possível perder tempo a disponíveis na literatura massa muscular precedem ALTO NÍVEL
treinar força vs. potência científica, em modalidades quase sempre aqueles que PODE
mais do que aquele que se explosivas como o Volei- visam o desenvolvimento NECESSITAR
considera como ne- bol, o Basquetebol, ou o da potência. Contudo, con-
cessário. Ou seja, há uma Atletismo (velocidade, vém relembrar que esta APENAS DE UMA
maior preponderância do saltos e lançamentos) deve combinação poderá trazer SESSÃO CADA 10
trabalho técnico/táctico, dar-se especial relevo ao interferências negativas DIAS, ENQUANTO
especialmente em modali- trabalho de potência mus- sobre o trabalho de potên- QUE OUTROS, DE
dades colectivas. Embora cular. Mais, um atleta de cia, especialmente nos
MENOR NÍVEL,
os grandes volumes de alto nível pode necessitar membros superiores.
treino sejam tidos como os apenas de uma sessão PODEM VIR A
ideais para um óptimo cada 10 dias, enquanto TER
desenvolvimento da força, que outros, de menor Referência NECESSIDADE DE
podem ser alcançados nível, podem vir a ter ne- REALIZAR 2 OU 3
resultados semelhantes cessidade de realizar 2 ou Marques, M.C. (2004). O
com volumes de carga não 3 sessões semanais. trabalho de força no alto SESSÕES
máxima, por exemplo, rendimento desportivo: da SEMANAIS.”
A perda de massa muscu- teoria à prática. Lisboa:
entre 65 a 85% do volume
lar é uma das principais Livros Horizonte.
PERFORMANCE DESPORTIVA
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Ao correr ou nadar deve optar-se por aumentar a amplitude


da passada/braçada para atingir velocidades mais elevadas?

Tipicamente, as formas de Todavia, a questão alteração dos factores


locomoção autónoma do pertinente que se coloca é determinantes da
Homem no meio terrestre saber qual destes velocidade, nomeadamente
são a marcha e a corrida. Já parâmetros deve ser a distância de ciclo, pode ser
no meio aquático a escolhido para aumentar a importante e é possível;
locomoção autónoma é velocidade. A decisão do deverá ocorrer sempre de
Tiago Barbosa efectuada com recurso a uma treinador deverá ter em forma progressiva, dando
qualquer técnica de nado. conta o tipo de prova para a tempo suficiente ao atleta
barbosa@ipb.pt Estas habilidades qual está a treinar: provas de para ajustamento da técnica
locomotoras também são solicitação da velocidade e automatização dos
utilizadas em contexto máxima ou provas de movimentos. Além disso,
competitivo, as quais tem o velocidade sub-máxima. devemos ter consciência que
seu expoente máximo nas Curiosamente, a tentativa de para uma determinada
provas de corridas do melhoria da amplitude de velocidade cada atleta
Atletismo e de Natação Pura ciclo poderá ser solução escolhe, intuitivamente, uma
Desportiva. No domínio para ambos os casos. Senão relação óptima entre a
desportivo, o objectivo vejamos: para a mesma distância de ciclo e a
destas modalidades é velocidade o aumento da frequência gestual, mediante
José Bragada percorrer a distância da frequência gestual induz as suas características
prova no menor intervalo de aumentos acentuados do antropométricas,
jbragada@ipb.pt tempo possível. Ora, sendo, custo energético; enquanto o biomecânicas e fisiológicas.
quer a Natação quer o aumento da distância de
Atletismo modalidades ciclo parece provocar uma
individuais, cíclicas e certa estabilização ou ligeira REFERÊNCIAS
Departamento fechadas, a velocidade pode diminuição. Adicionalmente,
de Desporto, ser considerada como a o problema da eficiência Barbosa TM, Keskinen KL,
I n s t i t u t o conjugação da distância de coloca-se ainda mais em Fernandes, RJ, Vilas-Boas JP
Politécnico de ciclo com a frequência provas de longa duração, (2008). The influence of
Bragança gestual. A distância de ciclo onde as reservas stroke mechanics into
(i.e., a amplitude) é a energéticas armazenadas no energy cost of elite
CIDESD distância percorrida pelo organismo podem ser swimmers. European Journal
atleta num ciclo gestual completamente of Applied Physiology 103:
completo. A frequência deplecionadas. Em provas 139-149
gestual (i.e, a cadência) é o de menor duração (de Bragada JA, Barbosa TM
número de ciclos gestuais alguns segundos até poucos (2007). Estudo da relação
efectuados numa minutos), por comparação, o entre variáveis fisiológicas,
determinada unidade de gasto energético não é um biomecânicas e o
“A ALTERAÇÃO DOS tempo. O aumento de factor tão limitador. Em rendimento de corredores
FACTORES qualquer um destes suma, cada caso deve ser portugueses de 3000 metros.
DETERMINANTES DA parâmetros ou dos dois analisado com ponderação Revista Portuguesa de
VELOCIDADE, simultaneamente imprime pois não há “receita” igual Ciências do Desporto 7: 291-
NOMEADAMENTE A um aumento da velocidade. para todos os atletas. A 298
DISTÂNCIA DE
CICLO, PODE SER
IMPORTANTE E É
POSSÍVEL; DEVERÁ
OCORRER SEMPRE
DE FORMA
PROGRESSIVA,
DANDO TEMPO
SUFICIENTE AO
ATLETA PARA
AJUSTAMENTO DA
TÉCNICA E
AUTOMATIZAÇÃO
DOS MOVIMENTOS. ”
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Resumos de Dissertações de Mestrado
Laboratório dos Jogos Desportivos Colectivos, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Marta Nunes Nuno Barbosa Emanuel Casimiro


marta_skating@ njbarbosa@hotmail.com ecasimiro@sapo.pt
hotmail.com

Variação da frequência cardíaca, Efeitos dos factores situacionais na per- Efeitos do local do jogo, da quali-
percepção subjectiva do esforço e formance de alto nível de equipas de dade das equipas e dos períodos
do perfil de acções técnicas em Futebol. do jogo na performance do
jogos reduzidos de Futebol. Efeito guarda-redes de Andebol.
do número de jogadores e da fase
do jogo. Os objectivos deste estudo foram iden-
tificar a vantagem em casa no Futebol O objectivo do presente trabalho
em função da qualidade das equipas, foi o de investigar os efeitos do
O objectivo deste estudo foi anali- de diferentes períodos do jogo e em local de jogo, da qualidade das
sar a resposta da Frequência função da evolução do resultado. Fo- equipas e dos períodos de jogo
Cardíaca (FC), Percepção Subjec- ram analisados os 125 jogos disputados na performance dos guarda-
tiva do Esforço (PSE) e o Perfil de na Liga dos Campeões respeitantes à redes de andebol. Foram utili-
Acções Técnicas em jogos reduzi- época desportiva 2008 - 2009. Para zadas as estatísticas oficiais da
dos no futebol (3x3 e 4x4) em situa- testagem do efeito da qualidade no fase regular Liga ASOBAL, onde
ção sempre a atacar (AA), sempre presente trabalho, as equipas foram cada equipa disputou 30 jogos (15
a defender (DD) e o jogo normal consideradas fortes e fracas em função em casa e 15 fora). As variáveis
com fase de ataque e fase de da classificação UEFA e forma consti- em estudo da prestação dos
defesa (AD). Foram analisados 16 tuídos quatro grupos de jogos guarda-redes foram as seguintes:
jogadores de futebol do género (Forte×Fraca, Forte×Forte, golos sofridos e remates defendi-
masculino, com uma idade Fraca×Fraca e Fraca×Forte). Os dados dos para cada guarda-redes nos
média±DP de 15,75±0,45 anos; foram analisados pela Anova Factorial vários períodos de jogo. O tempo
estatura 172,4±4,83 cm; peso para medidas repetidas. Foram com- de jogo (60 minutos) foi dividido
64,5±6,44 Kg; FC máx. 199,1±9,08 paradas as médias da variável de- em 6 períodos de 10 minutos cada
bpm e 8,06±1,98 anos de prática pendente (Performance) em função das nos quais foram analisados todos
de Futebol. Cada situação de jogo três variáveis independentes (Tempo, os remates efectuados à baliza
reduzido teve a duração de 4 Oposição, Status). Os resultados obti- (concretizados e defendidos),
períodos de 4 minutos com 2 dos através da análise realizada per- tendo sido posteriormente elabo-
minutos de recuperação activa. Em mitiram identificar vantagem casa de rada a estatística de defesas do
cada jogo foi registada a FC e a 57%. A performance das equipas da guarda-redes para cada um dos
PSE de cada jogador e efectuada casa dependeu muito da oposição. A respectivos períodos de jogo. Os
uma filmagem para posterior vantagem casa nos jogos Forte×Forte resultados obtidos indicam que os
avaliação das acções técnicas. foi de 65%, nos jogos Forte×Fraca foi factores relacionados com a van-
Verificou-se que a intensidade do de 76%, nos jogos Fraca×Fraca de 67% tagem casa influenciaram alguns
exercício, assim como a sua per- e por fim nos jogos Fraca×Forte de aspectos da prestação do guarda-
cepção,, aumentou com a di- 19%. Na interacção Tempo×oponente redes. Para todos os tipos de re-
minuição do número de jogadores. registou-se que a maior vantagem casa mates analisados verificou-se que
Durante os jogos reduzidos, a FC nos encontros Fraca×Forte no período os valores de eficácia dos guarda-
dos jogadores situou-se durante a dos 0’ aos 15’ minutos. Na interacção redes nos jogos em casa eram
maior parte do tempo entre os 75 e d os ef ei t os f i x os, o superiores, tendo sido encon-
os 84,9% da FC máx. e a situação Tempo×Oponente×status, verificamos tradas diferenças estatisticamente
de jogo mais intensa foi a de AD. que quando o jogo está empatado não significativas para os remates de
Apesar das diferenças no número existe grande variabilidade na per- 9m. A análise das eficácias ao
de gestos técnicos realizados, a formance nos jogos Forte×Forte e longo dos vários períodos de
sua eficácia foi igual em todos os Fraca×Fraca. Com a equipa da casa a jogo permitiu identificar diferen-
formatos e situações de jogo, à vencer nos encontros Fraca×Fraca, ças significativas entre vários
excepção das mudanças de di- vemos que há uma grande variabili- períodos sendo os períodos ini-
recção e das perdas de bola. Estes dade da performance nos primeiros 30’ ciais aqueles que apresentam os
resultados sugerem a utilização do minutos. A equipa da casa a perder, valores mais elevados. A análise
formato 3x3, especialmente em nos jogos FortexForte, encontramos o do desempenho dos guarda-
situação de AD, para uma maior valor mais elevado da vantagem casa e redes permitirá ao treinador
intensidade no treino. esse valor é registado no período de planificar o trabalho a desen-
tempo dos 0’ aos 15’ minutos. volver de uma forma sistemática e
consistente.
PERFORMANCE DESPORTIVA
PÁGINA 8 Resumos de Dissertações de Mestrado
Laboratório dos Jogos Desportivos Colectivos, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Sónia Costa Paulo Martins


Nuno Lima
sonia_isabel_costa paulomartins86
@hotmail.com limanjc @gmail.com
@gmail.com

Efeito do número de jogadoras na Jogos reduzidos em Futebol: com- Jogos reduzidos em Futebol: com-
frequência das acções técnicas e portamento técnico-táctico e varia- portamento técnico-táctico e varia-
na frequência cardíaca em jogos ção da frequência cardíaca em ção da frequência cardíaca em jogos
reduzidos de Basquetebol. jogos de 3x3 e 6x6 com jogadores de ataque e defesa, com igualdade e
sub-13. sup eri ori da de num éri c a, em
jogadores sub-13.
Os jogos reduzidos são cada vez O objectivo deste estudo foi deter-
mais utilizados pelos treinadores, minar os efeitos da utilização de
para desenvolver os aspectos diferentes Jogos Reduzidos (JR),
com variação do número de O objectivo deste estudo foi determi-
técnicos, tácticos e fisiológicos dos nar os efeitos da utilização de Jogos
jogadores no Basquetebol. O ob- jogadores e espaço de jogo, ao
nível do comportamento técnico- Reduzidos de Futebol (JR), em situa-
jectivo do presente trabalho, foi ção de ataque e defesa, com igual-
identificar o efeito da variação do táctico (indicadores técnico-tácticos
- ITT) e da carga interna dade e superioridade numérica, ao
número de jogadoras (3x3, 4x4, nível das implicações no comporta-
5x5) nas variáveis técnicas e nas (Frequência Cardíaca - FC) de jov-
ens jogadores em Futebol. Foram mento Técnico-Táctico e na variação
respostas fisiológicas. A amostra da Frequência Cardíaca (FC). Utili-
do estudo foi constituída por 10 avaliados doze jogadores, per-
tencentes a um clube de nível Dis- zamos 12 jogadores de um clube a
jogadoras de basquetebol do es- competir a nível Distrital, com a
calão de sub-16 (15.2 ± 0.75 anos). trital, com média (SD) de 12,3 (0,9)
anos de idade, 3,0 (1,1) anos de média (SD) de idades de 12,3 (0,9)
Foram realizados dois jogos, cada anos, anos de prática de 3,0 (1,1)
um com a duração de 25 minutos e prática, 47,2 (10,1) Kg de peso e
156 (11) cm de altura, durante a sua anos, peso de 47,2 (10.1) kg e a al-
foi realizado com intervalos com- tura de 156 (11) cm. Através de um
postos por 4 séries (períodos) com participação em JR de 6x6 (60x40m)
e 3x3 (30x25m), durante 10 minutos. sistema de notação manual foi regis-
a duração de 4 minutos (sem par- tada a frequência dos Indicadores
agem do cronómetro) separados Para caracterizar o comportamento
técnico-táctico foi utilizada a obser- Técnico-Tácticos e com o Polar Team
por 3 minutos de recuperação ac- System foi realizada a avaliação da
tiva. Foi mantida constante uma vação de imagens captadas por
uma câmara de vídeo e posterior FC, em situações de JR de 6x6 e 6x5
área disponível por jogadora cor- (em espaço de 60x40m), durante 10
respondente a 18,75 m2. A FCmáx análise com recurso a um sistema
de notação manual. Para a avaliação minutos. Para análise estatística dos
foi determinada pelo yo-yo inter- dados recorremos aos procedimen-
mitent recovery test (nível 1) e fo- da FC foi utilizado o Polar Team
System. Na análise dos dados recor- tos da estatística descritiva. Utili-
ram definidas 4 zonas de intensi- zamos o teste não paramétrico de
dade: Zona 1 (<75% FCmáx), Zona remos aos procedimentos da es-
tatística descritiva e ao teste não Wilcoxon e o software SPSS para
2 (75-84% FCmáx), Zona 3 (85-89% tratar os dados. Relativamente ao
FCmáx) e Zona 4 (>90% FCmáx). A paramétrico de Wilcoxon. Foram
encontradas diferenças estatistica- comportamento Técnico-Táctico,
análise revelou diferenças nas se- foram encontradas diferenças esta-
guintes variáveis técnicas: passe mente significativas relativamente
aos ITT: tempo de posse de bola, tisticamente significativas entre os
com sucesso, lançamento de 2 sem dois JR, nos indicadores: número de
sucesso, lançamento de 2 com número de intervenções no jogo,
contactos na bola, passes certos, remates e número de conquistas da
sucesso e ressalto defensivo, com posse de bola. No que diz respeito à
maior número de acções técnicas remates e golos. Relativamente à
carga interna, foram encontradas carga interna, foram encontradas
realizadas no 3x3. Já no que diz diferenças estatisticamente significa-
respeito aos valores da frequência diferenças estatisticamente signifi-
cativas ao nível da FCméd e do tivas ao nível da FCméd e do tempo
cardíaca foram identificadas difer- passado na zona 3 (85-89% da
enças entre zonas e interacção com tempo passado na Zona 2 (75-84%
FCmáx). Os JR provocaram exigên- FCmáx) e zona 4 (>90% da FCmáx).
o número de jogadoras. Foi na Os dois JR utilizados (6x6 e 6x5) so-
Zona 4 que mais tempo estiveram cias fisiológicas elevadas nos
jogadores, independentemente do licitaram elevadas exigências fisi-
as jogadoras, particularmente no ológicas nos jovens jogadores. A
jogo reduzido de 3x3. Os perfis de JR utilizado. A redução do número
de jogadores e do espaço de jogo superioridade numérica promoveu
resposta do jogo de 4x4 e 5x5 fo- uma maior frequência de repetição
ram idênticos. promoveu uma maior frequência
dos ITT, mantendo um nível de in- dos indicadores Técnico-Tácticos
tensidade do exercício idêntico. ofensivos e aumentou o grau de in-
tensidade do exercício.
VOLUME 2, NÚMERO 3
PÁGINA 9
Resumos de Dissertações de Mestrado
Laboratório dos Jogos Desportivos Colectivos, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Tiago Oliveira Herlander Silva Hugo Folgado


tiago.micro hfolgado
@gmail.com herla.silva@gmail.com @uevora.pt

Efeitos do local, período do jogo e Variação da frequência cardíaca, per- Caracterização da performance
equilibrio das equipas na perform- cepção subjectiva do esforço e acções táctica através de variáveis posi-
ance do Andebol de alto nível. técnicas em Jogos de Andebol 4x4 e cionais em jogos reduzidos de
6x6. jovens futebolistas.

O objectivo do presente estudo foi


verificar a existência da vantagem O objectivo deste trabalho foi identifi- O objectivo deste estudo é iden-
casa no Andebol, em função do car o efeito do número de jogadores tificar de que forma o comporta-
equilíbrio das equipas, identificar (4×4 e 6×6) na percepção subjectiva mento táctico colectivo varia en-
os períodos dos jogos onde as do esforço, na frequência das acções tre equipas de diferentes idades
equipas marcam mais golos em técnicas, no número de ataques e no e diferentes condições de jogo
função do local do jogo e identifi- tempo dispendido nas diferentes zonas reduzido. Foi analisada a posição
car as estatísticas dos jogos asso- de frequência cardíaca: Zona1 (<75% em campo durante o jogo a jov-
ciadas ao sucesso das equipas em FCmax), Zona 2 (74,9% - 84,9 % ens jogadores de futebol dividi-
função do local do jogo. A amostra FCmax), Zona3 (84,9% - 89,9%FCmax) dos por três grupos de idade [sub
foi constituída por registos da es- e Zona4 (+90%FCmax) em jogos de -9 (n=10; idade=8,5±0,53), sub-11
tatística de 480 jogos pertencentes andebol. Doze jogadoras da primeira (n=10; idade=10,4±0,52) e sub-13
à fase regular da Liga ASOBAL divisão nacional Portuguesa partici- (n=10; idade=12,7±0,48)], e em
(Liga de Andebol de Espanha) ref- param neste estudo (idade 21,0 ±3,3 duas condições de jogo reduzido
erentes às épocas desportivas anos, altura 1,65±0,1 m, massa corporal diferentes (GR+3x3+GR and
2007/2008 e 2008/2009. As 63,0±7,8 Kg, IMC 22,0±6,8 Kg/m2, anos GR+4x4+GR). Foi criada uma
variáveis foram analisadas em fun- de prática 9,0 ±3,0 anos, e VO2max variável colectiva de equipa
ção dos períodos do jogo, dividi- estimado de 52,6 ± 1,6 Kg.-1.min.-1). baseada na relação entre o com-
dos a cada 5 minutos e do Foi possível identificar diferentes per- primento e a largura da equipa
equilíbrio das equipas, onde foram fis de resposta das variáveis estudadas (lpwratio), e uma variável de jogo
constituídos os JEQUI (jogos entre no 4×4 e 6×6. Na Frequência Cardíaca calculada da distancia entre os
equipas equilibradas na classifica- foi possível verificar que no 4×4 e no centros geométricos das equipas
ção) e os JDES (jogos entre equipas 6×6 jogadoras estavam a maioria do em jogo. Os resultados mostram
desequilibradas na classificação). tempo na Zona4. No 4×4 existe mais que a variável de equipa são in-
A vantagem casa foi 64%, quando frequência de acções técnicas que no fluenciados pela idade dos
confrontadas as equipas de acordo 6×6: mais golos, passes errados, jogadores, com equipas mais no-
com o seu equilíbrio, nos JEQUI passes certos e contra-ataques no 4×4, vas a apresentar uma relação de
encontrámos valores superiores no 6×6 mais faltas. Não houve diferen- maior comprimento e menor lar-
(71%), enquanto que nos JDES foi ças nas fintas e nos remates falhados. A gura na sua disposição em
apenas 55%. As equipas vencedo- forma do exercício teve influência na campo. A quantidade de variação
ras marcaram mais golos ao longo percepção subjectiva do esforço, ten- desta variável também mostrou
dos períodos dos jogos comparati- dendo a ser mais elevada no 4×4. O diminuir nos grupos de idades
vamente às equipas derrotadas. Os número de ataques não foi influenciado mais velhas, sugerindo uma mel-
períodos do jogo onde se mar- pela forma do exercício. Em suma, hor aplicação dos princípios de
caram mais golos foram entre os 25 parece que o 4×4 e o 6×6 podem ser espaço e concentração e reflect-
e os 30 minutos e dos 55 aos 60 usados pelos treinadores para trabal- indo um melhor comportamento
minutos, 6º e 12º parcial, respecti- har a elevadas intensidades da % táctico colectivo. As variáveis
vamente, com destaque para o FCmax e, dependendo do objectivo do colectivas parecem ser um instru-
último. Não identificámos nenhum exercício (fisiológicos ou táctico- mento útil na compreensão das
parcial do jogo responsável pela técnicos), o número de jogadoras de implicações tácticas de jogos re-
vantagem casa. No que diz respeito cada equipa é uma variável facilmente duzidos em jovens jogadores de
à eficácia das equipas, apenas na controlável e que permite um melhor futebol.
finalização da zona dos 6 metros direcionamento do trabalho por parte
foram encontradas diferenças. do treinador.
PERFORMANCE DESPORTIVA

Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano

O Boletim técnico-científico Performance Desportiva é um boletim técnico-científico que tem o ob-


jectivo de publicar material que combine os resultados provenientes do conhecimento científico
mais actual com as aplicações práticas e o conhecimento profissional. Pretende divulgar informação
e produzir conhecimento em três linhas de investigação prioritárias: 1) Determinantes genéticos,
biomecânicos e fisiologicos da performance, através do desenvolvimento de modelos descritores e
preditivos do movimento humano e a sua relação com a performance desportiva; 2) Análise da per-
formance desportiva, através da observação, tratamento e interpretação de registos de performance
desportiva estáticos e dinâmicos; 3) Análise da performance motora, através da avaliação e controlo
das performances motoras. O âmbito de aplicação destas linhas é durante ou após o processo de
treino ou competição desportivas e centra-se nos desportistas, nos treinadores e nos juízes, mascu-
linos e femininos, envolvidos no desporto de formação e no desporto de alto-rendimento.
Conselho Editorial
António Jaime Eira Sampaio; Antonio Jose Rocha Martins da Silva; António Manuel Vitória Vences de Brito; Carlos Manuel Marques
da Silva; Carlos Manuel Pereira Carvalho; Jorge Manuel Gomes Campaniço; José Augusto Afonso Bragada; José Carlos Gomes de
Carvalho Leitão; José Eduardo Fernandes Ferreirinha; Luís Miguel Teixeira Vaz; Mário António Cardoso Marques; Nuno Miguel
Correia Leite; Paulo Alexandre Vicente João; Tiago Manuel Cabral dos Santos Barbosa; Victor Manuel de Oliveira Maçãs

Contribuições para o Boletim...


O Performance Desportiva é um boletim sujeito a revisão científica e técnica, mas é aberto e encoraja-
se à participação de todos os interessados nesta àrea do conhecimento. Os artigos a submeter deverão
ter entre 1000-1500 palavras, podendo também conter quadros e/ou figuras (até o máximo de 2).

Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano E-mail (secretariado): cidesd.geral@utad.pt


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Formação técnica e científica no âmbito da Performance Desportiva

Doutoramento
Ciências do Desporto — Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Mestrado
Jogos Desportivos Colectivos — Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Avaliação nas Actividades Físicas e Desportivas — Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Ciências do Desporto — Universidade da Beira Interior
Licenciatura
Ciências do Desporto. Ramos: Desportos Individuais; Jogos Desportivos Colectivos — Universidade de
Trás-os-Montes e Alto Douro
Licenciatura em Desporto — Instituto Politécnico de Bragança
Cursos de Especialização Tecnológica
Treino Desportivo do Jovem Atleta — Instituto Politécnico de Bragança