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Sistema imunitário

O nosso organismo está constantemente exposto a bactérias, vírus, fungos, parasitas e


toxinas que costumam atacar na pele e nas mucosas, como são a boca, as vias
respiratórias, o tubo intestinal, as mucosas dos olhos e as vias urinárias.
Estes podem produzir doenças graves ou levar, até, a que sejamos atacados por outros
organismos infecciosos que se encontravam adormecidas no nosso organismo.
Felizmente, para nos protegermos destes intrusos possuímos várias linhas de defesa que
constituem os sistema imunitário:

- A defesa não específica ou imunidade inata

- A defesa específica ou imunidade adquirida

A defesa não específica ou imunidade inata

Neste texto apenas nos referiremos à imunidade inata, apesar de abordarmos, ainda que
por alto, a génese dos linfócitos.
A defesa do organismo é constituída por: uma primeira linha de defesa, que impede os
microrganismos de entrar e da qual fazem parte a pele e algumas mucosas (defesa não
específica); e uma segunda, que os destrói depois de terem penetrado no corpo e é
constituída pelos leucócitos (glóbulos brancos) e por células teciduais derivadas destes.
Estes dois tipos gerais de células efectuam a defesa de 2 maneiras: destruindo os
invasores por fagocitose (defesa não específica); formando anticorpos e linfócitos que
destruirão o agente invasor (defesa específica, pelo que não será mais aprofundada).

Leucócitos

São as células de defesa móveis do organismo e são formadas na medula óssea


(granulócitos, monócitos e alguns linfócitos) e no tecido linfóide (linfócitos e
plasmócitos).
Os leucócitos são importantes, pois são transportados directamente para a áreas de
inflamação, onde proporcionarão defesa rápida e eficaz contra qualquer agente
infeccioso que aí se encontre.

O ser humano adulto possui aproximadamente 7.000 leucócitos por microlitro


de sangue.

1 Área de Projecto 12ºA Grupo 3 ESCA 2009/2010


Tipos de leucócitos

Existem 6 tipos principais de leucócitos:

- Neutrófilos polimorfonucleares (tipo de granulócito), 62,0 % dos leucócitos;

- Eosinófilos polimorfonucleares (tipo de granulócito), 2,3% dos leucócitos;

- Basófilos polimorfonucleares (tipo de granulócito), 0,4% dos leucócitos;

- Monócitos, 5,3% dos leucócitos;

- Linfócitos, 30,0% dos leucócitos;

- Plasmócito.

Os granulócitos e os monócitos têm a função de ingerir os invasores através do processo


de fagocitose.

Os linfócitos e o plasmócitos, funcionam em conjunto com o sistema imune. Contudo, a


função de certos linfócitos é a de se fixar e destruir microrganismos invasores
específicos, acabando por desempenhar um papel idêntico ao dos granulócitos e
monócitos.

Génese dos leucócitos

Leucócitos formados na medula óssea: Monócitos e granulócitos. Estes são


armazenados na medula óssea até serem necessários no sistema circulatório,
encontrando-se, na medula, num número de leucócitos 3 vezes superior ao do sangue.
Esta quantidade é o suficiente para um suplemento de leucócitos por 3 dias.

Leucócitos formados nos órgãos linfógénicos: Linfócitos e plasmócitos são


produzidos no baço, nos gânglios linfáticos, no timo, nas amígdalas e em restos
linfóides na medula óssea, no intestino e em outros locais.

Tempo de sobrevida dos leucócitos

Granulócitos: 4 a 8h no sangue e 4 a 5 dias nos tecidos. Isto caso não haja nenhuma
infecção grave.

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Monócitos: 10 a 20h no sangue. Quando nos tecidos, aumentam de tamanho e
transformam-se em macrófagos teciduais, podendo viver sob esta forma durante meses
ou anos.

Linfócitos: meses a anos. E estão em constante movimento entre a linfa, o sangue e os


tecidos.

Propriedades de defesa dos neutrófilos e monócitos-macrófagos

São principalmente os neutrófilos e os monócitos que atacam e destroem as bactérias e


os vírus invasores. Os neutrófilos são células maduras capazes de atacar e destruir
bactérias e vírus, mesmo no sangue. Por outro lado, os monócitos são células imaturas
que possuem pouca capacidade de combater agentes infecciosos. Pelo que são mais
úteis nos tecidos, onde se transformam em macrófagos.

Diapedese: capacidade que os neutrófilos e os monócitos têm de se comprimir e passar


pelos poros dos vasos sanguíneos, ainda que estes seja muito menores que estas células.

Quimiotaxia: Quando o tecido fica inflamado são produzidas várias substâncias


químicas que induzirão o deslocamento dos neutrófilos e dos monócidos até à fonte da
inflamação. A histamina é uma destas substâncias e é libertada pelos tecidos e pelos
mastócitos, que são células especializadas nesta função.

Fagocitose

É a função mais importante dos neutrófilos e macrófilos que a utilizam como meio de
combater microrganismos invasores.
Para identificar quais as células e estruturas que devem ser fagocitadas existem 3
procedimentos selectivo: - Se a superfície de uma partícula for áspera, a probabilidade
de ser fagocitada aumenta.
- A maior parte das substâncias que pertencem naturalmente
ao organismo possui revestimentos protectores de proteína que repelem os fagócitos;

-Certos meios específicos para identificar agentes estranhos


dos quais falaremos mais à frente. Os anticorpos são um desses meios e aderem às
membranas bacterianas, tornando-as especialmente susceptíveis à fagocitose.

Fagocitose pelos neutrófilos:

Após a fixação à partícula estranha o neutrófilo lança pseudópodos à volta da partícula


em todas as direcções, encontrando-se no lado oposto e fundindo-se para formarem uma
cãmara fechada à volta da partícula. Esta câmara invagina, então, para o interior e forma
uma vesícula fagocítica (fagossoma)
Fagocitam até 20 bactérias.

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Fagocitose pelos macrófagos:

Os macrófagos são, geralmente, activados pelos anticorpos. Sendo fagócitos muito mais
potentes que os neutrófilos (fagocitam até 100 bactérias e têm um período de vida de
alguns meses), podem até fagocitar partículas muito maiores que as bactérias (como o
parasita da malária).

Digestão enzimática

Após serem ingeridas, as partículas ficam num vesícula serão introduzidas enzimas
para a digestão a bactéria através dos lisossomas (vesículas que contém enzimas),
seguindo-se a exocitose (Esta última só acontece nos macrófagos).

Capacidade de matar bactérias


Como algumas bactérias possuem revestimentos que impedem a digestão por enzimas,
os neutrófilos e os macrófagos possuem, também, agentes bactericidas que usam
durante a digestão.
Multiplicação in situ

Ante de mais convém referir a existência dos macrófagos teciduais.


Os macrófagos teciduais são macrófagos que se encontram fixados nos tecidos. Este
tipo de macrófagos só rompem a sua fixação e apresentam mobilidade quando ativados
por certas substâncias.

Nos casos em que a infecção se instala nos tecidos subcutâneos, seguida de inflamação
local, os macrófagos teciduais podem multiplicam-se no próprio local, formando mais
macrófagos.

Quando um material particulado penetra nos tecidos, este não pode ser absorvido pelos
capilares, com efeito, se as partículas não forem destruídas localmente nos tecidos, estas
penetram na linfa e fluem pelos vasos linfáticos para os linfonodos situados
intermitentemente ao longo dos vasos linfáticos. As partículas estranhas são aí
capturadas e destruídas pela acção de macrófagos teciduais.

Defesa pelos macrófagos em zonas de fácil passagem para a circulação sanguínea.

Nos pulmões e nos intestinos a passagem de bactérias para a circulação é facilitada,


contudo nestas zonas há uma maior concentração de macrófagos teciduais pelo que,
geralmente, estas zonas se encontram devidamente protegidas (Principalmente no caso
dos intestinos em que a concentração é tal, devido à proximidade de seios linfáticos, que
a passagem de bactérias para a corrente sem que sejam fagocitadas é muito pequena).

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Inflamação
Quando ocorre uma lesão tecidual são libertadas substâncias (como por exemplo:
histamina, que é principalmente libertada pelos mastócitos) que provocam alterações
nos tecidos.
Eis as alterações que podemos encontrar:
- vasodilatação, que permite um maior fluxo sanguíneo local para que possa
haver maior deslocação de fagócitos;
- Aumento da permeabilidade, que facilita a diapedese de fagócitos;
- Coagulação dos espaços intersticiais devido aos materiais que vazaram dos
capilares;
- Migração de grande número de fagócitos para o tecido afectado, atraídos
pela histamina e outras substâncias;
- Inchaço das células das células.

Reacção dos fagócitos à infecção

São os macrófagos teciduais que consistem a primeira linha de defesa aquando da


infecção, visto encontrarem-se já no local. Quando os macrófagos teciduais são
activados pelos produtos das inflamações tornam-se móveis e começam a fagocitar os
invasores. Têm, contudo, a desvantagem de serem em baixo número.

A segunda linha de defesa é já constituída pelos neutrófilos que chegam nas primeiras
horas através da corrente sanguínea. Estes começam imediatamente o processo de
limpesa.

Neutrofilia- consiste no aumento da concentração de neutrófilos no organismo para o


quadruplo ou o triplo, quando a infecção é intensa e aguda. A neutrofilia é causada por
produtos da inflamação que penetram na corrente sanguínea e que são transportados até
a medula óssea, onde actuam sobre os capilares medulares e os neutrófilos
armazenados, mobilizando-os imediatamente para o sangue circulante.

A terça linha de defesa é constituída pela invasão do tecido por monócitos-macrófagos


do sangue periférico. Este processo leva vários dias, pois o número de monócitos na
circulação sanguínea é baixo, além do mais o compartimento de armazenamento destas
células na medula óssea é menor que o dos neutrófilos. Isto é ainda agravado pelo facto
de os monócitos serem células imaturas pelo que, após invadirem os tecidos, ainda
precisam de 8 horas para se tornarem macrófagos capazes de fagocitar grande número
de células.

O aumento da produção de granolócitos e monócitos pela medula óssea constitui


uma quarta linha de defesa.
São necessários 3 a 4 dias para que os granolócitos e monócitos possam abandonar a
medula óssea. Se o estímulo do tecido inflamado prosseguir, a medula óssea pode
continuar a produzir essas células em quantidades enormes durante meses e até mesmo
anos, algumas vezes com velocidade de produção de ate 50 vezes o normal.

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Pus - produto da morte de macrófagos e neutrófilos, por ingestão excessiva de bactérias
e outros invasores. Forma-se, normalmente, uma cavidade no tecido inflamado
contendo esta substância quando a infecção dura vários dias.

Eosinófilos
Os eosinófilos são fagócitos capazes de quimiotaxia (ou seja, de atrair células efectoras
para o local onde se encontram). Como são fagócitos fracos crê-se que tenham pouca
importância contra os tipos de infecção comum.
Por outro lado, os eosinófilos têm um papel importante nas parasitoses, sendo
produzidos em grande número por indivíduos sofredores deste tipo de infecção. Embora
os parasitas sejam grandes de mais para serem fagocitados, o eosinófilos fixam-se neles
e libertam certas substâncias(enzimas hidrotíticas, oxigénio sob a forma altamente
reactiva e polipetidios larvicidas) capazes de destruir a sua maioria.

Principais parasitoses causadoras de esinófilia(acumulação elevada de esinófilos):


esquistossomose; triquinose

Os esinótilos têm também tendência a acumular-se em tecidos nos quais ocorreram


reacções alérgicas (ex.: brônquios em pessoas asmáticas). Isto deve-se à libertação do
factor quimiotático dos eosinófilos por parte dos mastócitos e dos basófilos,
participantes neste tipo de reacções, que leva à migração de eosinofilos.
Pensa-se que os eosinófilos têm a capacidade de desintoxicar algumas substâncias
causadoras de inflamação e de fagocitar complexos alérgeno-anticorpo, impedindo,
assim, a propagação do processo inflamatório local.

Basófilos e mastócitos

Os basófilos encontram-se no sangue circulante e são idênticos aos mastócitos (células


maiores) que se localizam na parte externa da maioria dos capilares.
Ambas as células libertam: heparina, substância capaz de impedir a coagulação
sanguínea e de acelerar a remoção de partículas de gordura do sangue; histamina e
outras substâncias responsáveis pelo processo inflamatório (são sobretudo os mastócitos
os responsáveis pelo processo inflamatório nos tecidos).
Os basófilos e os mastócitos desempenham um papel importante em alguns tipos de
reacção alérgica visto ser a eles que o anticorpo IgE (responsável pelas alergias) tem
tendência a fixar-se. Após a fixação, o antígeno específico reage com o anticorpo, e a
ligação resultante do antígeno ao anticorpo faz com que o mastócito ou o basófilo sofra
ruptura, libertando quantidades extremamente grandes de histamina, bradicinina,
serotonina, heparina, substância de reação lenta da anafilaxia e várias enzimas
lisossômicas. Estas, por sua vez, produzem reacções teciduais e vasculares locais que
causam as manifestações alérgicas.

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