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FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E EDUCAÇÃO - FAESA FACULDADE ESPÍRITO-SANTENSE CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

DRAITON BOLDRINI GUSTAVO ADRIANO LIBARDI

GESTÃO DE RESÍDUOS GERADOS NO PROCESSO PRODUTIVO:

(ESTUDO DE CASO NA TRANSPORTADORA BELMOK)

CARIACICA

2005

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DRAITON BOLDRINI GUSTAVO ADRIANO LIBARDI

GESTÃO DE RESÍDUOS GERADOS NO PROCESSO PRODUTIVO:

(ESTUDO DE CASO NA TRANSPORTADORA BELMOK)

Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Administração de Empresas, apresentado à Faculdade Espírito-Santense, sob orientação do professor Jairo Ferreira de Farias.

CARIACICA

2005

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DRAITON BOLDRINI GUSTAVO ADRIANO LIBARDI

GESTÃO DE RESÍDUOS GERADOS NO PROCESSO PRODUTIVO:

(ESTUDO DE CASO NA TRANSPORTADORA BELMOK)

BANCA EXAMINADORA

Jairo Ferreira de Farias

Orientador

Sérgio Lúcio David Marin

Wagner Rubim Rangel

CARIACICA, 12 de Dezembro de 2005

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DEDICATÓRIA

Com carinho, à minha esposa Days Iara

e aos meus filhos Enzo e João Pedro.

A meus pais, Dulcino e Izaneide.

Draiton Boldrini

Com amor, aos meus pais, Antonio e Maria Auxiliadora, ao meu filho Heitor Luiz e a minha namorada Camila.

Gustavo Adriano Libardi

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AGRADECIMENTOS

Ao professor Jairo Ferreira de Farias pelo apoio, amizade e orientação.

À professora Andréa Tassis pelo apoio e incentivo.

Às nossas famílias e amigos pela compreensão nos momentos mais difíceis.

À empresa, que possibilitou realizar este estudo e aos diretores pela atenção nas

visitas.

Em especial a Deus pela força, saúde e sabedoria, sempre nos mantendo firmes na realização deste trabalho e pela oportunidade de concretização deste grande sonho.

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EPÍGRAFE

Se as cidades forem destruídas e os campos conservados , as cidades ressurgirão , mas se queimarem os campos e conservarem as cidades, estas não sobreviverão." (Benjamim Franklin)

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LISTA DE FIGURAS

FIGURA 01 – Lava jato de veículos da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005. FIGURA 02 – Caixas separadoras de resíduos provenientes da lavagem de veículos da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005. FIGURA 03 – Local de armazenamento das bombonas com filtro contaminado da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005. FIGURA 04 – Tambores de plástico onde fica armazenado o óleo queimado da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005. FIGURA 05 – Localização da oficina da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005. FIGURA 06 – Área de destinação de resíduos da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005. FIGURA 07 – Medição de ruído dos veículos da Transportadora Belmok, Viana, ES,

2005.

FIGURA 08 – Localização da estação de tratamento de efluentes da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005. FIGURA 09 – Localização do reservatório e da bomba de abastecimento da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005. FIGURA 10 – Vista aérea do armazém da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005.

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TERMOS E SIGLAS

ETC – Estação de Tratamento de Efluentes.

GPS – Global Positioning System definido em português como sistema de posicionamento global, que permite a localização com grande precisão.

SGA – Sistema de Gestão Ambiental.

SGI – Sistema de Gestão Integrada.

SASSMAQ – Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade, destinado as empresas prestadoras de serviços de transporte rodoviário para a indústria química associadas a ABIQUIM.

ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química.

CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente.

IEMA – Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

ONU – Organização das Nações Unidas.

PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

CMMAD – Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.

ONG – Organização Não Governamental.

ISO – International Organization for Stardardization.

ICC – Câmara de Comércio Internacional.

EMAS – Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria.

BSI – British Stantards Institution.

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

EPA – Environmental Protection Agency.

CNI – Confederação Nacional da Indústria.

Baú de alumínio – Carroceria destinada ao transporte de produtos em pequenas caixas a granel ou paletizadas.

Graneleiro – Carroceria destinada ao transporte de produtos sólidos a granel, mais especificamente grãos.

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Baú frigorífico – Carroceria destinada ao transporte de produtos resfriados.

Porta contêineres – Carroceria destinada ao transporte de contêineres.

Contêiner – Grande caixa, de tamanho e característica padronizada, para acondicionamento de carga, a fim de facilitar o seu transporte, embarque e desembarque.

Pallet – Dispositivo que serve para unitizar cargas. Uma carga unitizada é uma carga constituída de embalagens de transportes, arranjadas de modo que possibilite o seu manuseio, transporte e armazenagem por meios mecânicos e como uma unidade.

Sider – Carroceria com abertura nas laterais para facilitar o carregamento e descarregamento.

SUMÁRIO

10
10

1 INTRODUÇÃO

 

12

2 GESTÃO AMBIENTAL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

15

2.1 A EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

 

15

2.2 GESTÃO AMBIENTAL EMPRESARIAL

 

22

2.2.1 Sistemas de Gestão Ambiental (SGA)

 

24

2.2.2 Normas sobre Sistema de Gestão Ambiental (SGA)

26

2.3 GESTÃO AMBIENTAL NO BRASIL

 

28

2.3.1

Gestão Ambiental nas Empresas Brasileiras

 

30

3 ESTUDO DE CASO NA TRANSPORTADORA BELMOK

 

32

3.1 HISTÓRICO

 

32

3.2 INFRA-ESTRUTURA

 

32

3.3 FROTA DE VEÍCULOS

 

32

3.4 MACROFLUXO DE PROCESSOS

 

33

3.5 EVOLUÇÃO DA EMPRESA

 

33

3.6 POLÍTICA DE SAÚDE, SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E QUALIDADE 34

3.7 RESÍDUOS GERADOS NO PROCESSO PRODUTIVO

 

35

 

3.7.1 Definição e destinação de resíduos

 

35

3.7.2 Lavagem de veículos

 

35

3.7.3 Lubrificação e troca de óleo dos veículos

 

37

3.7.4 Manutenção de veículos

 

39

3.7.5 Emissão de gases e ruídos

 

41

3.7.6 Resíduos provenientes de origem doméstica e pelo uso dos

sanitários e refeitório

 

42

3.8

DESPESAS E RECEITAS DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS

42

11

3.9 ABASTECIMENTO DE VEÍCULOS

 

43

3.10 CONSUMO DE ÁGUA

 

44

3.11 APRESENTAÇÃO DA ENTREVISTA REALIZADA NA EMPRESA

45

3.11.1 Análise da entrevista

 

47

4 CONCLUSÃO

48

5 REFERÊNCIAS

 

50

ANEXOS

12

RESUMO

O panorama mundial relacionado ao meio ambiente vem mudando

consideravelmente nos últimos anos. Diante disso, os aspectos ambientais vêm se transformando num importante diferencial competitivo entre as empresas. Este trabalho tem como finalidade mostrar a evolução ambiental no mundo, desde os anos 50 até os dias atuais com a criação de normas e sistemas de gestão ambiental, utilizando como metodologia pesquisas bibliográficas e pesquisa de campo, por meio de um estudo de caso na Transportadora Belmok onde é apresentado seu gerenciamento de resíduos, o seu sistema de gestão ambiental através da

implantação da ISO 9001 e do SASSMAQ e todas as demais ações voltadas para a preservação ambiental, e se possível, propor novas alternativas para a redução dos impactos ambientais decorrentes de seu processo produtivo. Observa-se através do estudo de caso, que a empresa Belmok está adequada às normas ambientais aplicáveis, investe constantemente no treinamento de seus funcionários em relação

aos aspectos ambientais e preocupa-se muito com a exploração dos recursos

hídricos, visto que, possui um sistema que utiliza a água da chuva para a lavagem

dos seus veículos, contribuindo para a diminuição da exploração de um bem tão

valioso atualmente.

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1 INTRODUÇÃO

Atualmente o ambiente empresarial vem passando por um período de consideráveis modificações. O aumento das atividades produtivas tem contribuído para o aumento da degradação ambiental, na qual, leva as nações industrializadas a uma reflexão em relação a assuntos como crescimento populacional, resíduos gerados pelas atividades produtivas, aquecimento global, desastres agrícolas, dentre outros. Clientes e consumidores estão passando a valorizar mais produtos ecologicamente corretos, isto é, aqueles que agridam o mínimo possível o meio ambiente. O consumo elevado de recursos naturais vem sendo causa de uma busca incansável por soluções imediatas.

Como prova disso, Barbieri (2004, p. 05) nos remete à Revolução Industrial como marco importante na intensificação dos problemas ambientais. Segundo o autor, com a produção em massa há um estímulo à exploração dos recursos naturais e eleva a quantidade de resíduos. A partir deste ponto, surgiu mais de 10 milhões de substâncias e materiais que não existiam na natureza e esse número não pára de crescer. O consumo e a produção estão em ritmo tão acelerado que consomem recursos e geram resíduos em quantidades vultuosas, que começam a ameaçar a capacidade de suporte do próprio Planeta. Como exemplo, temos a perda da biodiversidade, a redução da camada de ozônio, a contaminação das águas, as mudanças climáticas decorrentes da intensificação do efeito estufa e outros.

Com isso, surge um novo desafio para o homem: deixar que a relação meio ambiente e desenvolvimento sejam conflitantes para tornar-se uma relação de parceria. O modelo passa a ser de uma convivência pacífica entre a boa qualidade do meio ambiente e o desenvolvimento econômico, tendo em vista que são variáveis dependentes entre si.

A sociedade por meio de suas relações com as organizações, passa a cobrar um novo modelo de gestão que estimule as empresas a adotarem políticas de melhorias contínuas em seus processos empresariais, na qual, unem crescimento sustentável com preservação ambiental e qualidade de vida para as pessoas inseridas direta ou indiretamente na organização.

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Para melhor adaptação a estas mudanças, o ambiente empresarial deverá estar de posse de informações sobre os verdadeiros custos ambientais existentes, custos que permitam às mesmas verificar quanto vêm gastando realmente com o meio ambiente, ou quanto estão perdendo ou deixando de ganhar. Desta forma, surge a necessidade de se identificar e mensurar estes custos ambientais e propor alternativas de gestão eficientes e eficazes em relação aos aspectos ambientais que estão relacionados ao negócio.

O objetivo deste trabalho é conhecer as ações desenvolvidas pela Transportadora

Belmok na área de Gerenciamento de Resíduos – parte integrante de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) – com o intuito de analisar a viabilidade econômica de sua implantação, e se possível propor alternativas que possibilitem uma maior redução dos impactos ambientais provenientes do processo produtivo da empresa sem afetar sua estabilidade financeira.

O capítulo 2 mostra uma breve evolução da consciência ambiental a nível mundial

até chegar ao Brasil com apresentação de algumas ações que as grandes empresas estão tomando no âmbito ambiental. O capitulo traz ainda, um resgate de alguns dos principais acidentes envolvendo danos ambientais, que tiveram grandes conseqüências e repercussões a nível mundial.

O estudo de caso, proposta deste trabalho, é mostrado no capítulo 3, onde são

descritas as atividades desenvolvidas e os resíduos gerados por estas atividades. Com ilustração de fotos, pode-se observar as melhorias conquistadas com o gerenciamento de resíduos e prova-se que é possível inclusive diminuir os custos e aumentar a receita com ações que visem à melhoria ambiental. Além disso, o capítulo mostra a entrevista realizada na sede da empresa com a gerencia, por meio de um questionário com perguntas objetivas e ao final é feito uma análise geral das respostas obtidas.

Já no capítulo 4, são feitas as considerações finais e apresentadas algumas melhorias que poderão ser efetuadas para aperfeiçoar ainda mais o processo de gerenciamento ambiental implantado na empresa.

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A metodologia usada no projeto foi através de pesquisa descritiva e de campo. Foi consultada a literatura existente e realizada uma visita nas instalações da sede da Transportadora Belmok, acompanhada de uma entrevista da gerencia da empresa e mostrado todo o processo produtivo. Na visita, foi tirado fotos e cedidos alguns procedimentos para composição do trabalho.

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2. GESTÃO AMBIENTAL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 2.1 A EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

A história vem mostrando que o homem sempre atua de forma corretiva. É assim

com seu próprio corpo, quando primeiro fica doente para depois procurar um

médico, é assim com seu carro quando não cumpre um plano básico de manutenção

para evitar danos maiores no futuro e não seria diferente com seu maior patrimônio:

a sua morada. O homem vem explorando de forma descontrolada os recursos

naturais há séculos sem se preocupar com as conseqüências até chegar ao ponto

em que estamos. Catástrofes ambientais ocorreram e continuam ocorrendo.

Algumas pontuais, como um derramamento de óleo que precisa de ações rápidas

para sua contenção e outras silenciosas, mas perceptíveis, como o esgotamento de

recursos naturais – a água, por exemplo -, o efeito estufa e a destruição da camada

de ozônio. Como nos exemplos acima a atitude de correção, de conserto já

começam a ser tomadas, e a consciência ambiental está cada vez mais presente

nas gerações que se seguem causando um movimento capaz de provocar

mudanças na sociedade que, senão conseguir acabar com os impactos ambientais

gerados em função da produção de bens satisfaçam suas necessidades, fará com

que procuremos um desenvolvimento que agride o mínimo possível o meio

ambiente.

Um dos mais importantes movimentos sociais dos últimos anos promoveram significantes transformações no comportamento da sociedade e na organização política e econômica, foi chamada “revolução ambiental”. Com raízes no final do século XIX, a questão ambiental emergiu após a Segunda Guerra Mundial, promovendo importantes mudanças na visão do mundo. Pela primeira vez a humanidade percebeu que os recursos naturais são finitos e que seu uso incorreto pode representar o fim de sua própria existência. Com o surgimento da consciência ambiental, a ciência e a tecnologia

passaram a ser questionadas (BERNARDES e FERREIRA, 2003, p. 27).

a primeira

grande preocupação com o potencial técnico científico destrutivo da humanidade e

da natureza acontece no final da Segunda Guerra, quando o mundo foi surpreendido

com o lançamento da bomba atômica em Hiroshima (66 mil mortos) e Nagasaki (39

mil mortos)”.

Bernardes e Ferreira (2003, p. 28) ainda completam, dizendo que “[

]

16

Entre os dias 4 e 13 de dezembro de 1952 ocorreu um evento na Inglaterra, região de Londres que, de acordo com Moura (2002, p. 01) foi a primeira constatação científica relacionando um determinado tipo de poluição a perdas de vidas humanas. Houve uma grande emissão de enxofre e material particulado na atmosfera resultante da queima de carvão nas indústrias e dos lares para aquecimento, pois o frio era intenso devido a uma grande massa de ar frio, juntamente com uma inversão térmica. A luz do sol não conseguia mais penetrar e no dia 8 de dezembro mais de 100 mortes foram registradas relacionadas a ataques cardíacos pela dificuldade de respiração. A situação foi ficando mais grave e segundo um profundo estudo do Ministério da Saúde britânico até o dia 13 de dezembro mais de 8.000 pessoas faleceram.

Mas somente na década de 60 é que começam a surgir alguns movimentos mais organizados em relação à defesa do meio ambiente. Entre os mais importantes destaca-se o Clube de Roma. “Em 1968, foi fundado o Clube de Roma, liderado pelo industrial italiano Peccei e pelo cientista escocês Alexander King e formado por 36 cientistas e economistas” (TINOCO e KRAEMER, 2004, p. 47). Neste mesmo sentido, Campos (1996) completa que em 1970 o Clube de Roma realizou uma reunião que, entre outros objetivos, buscava alertar as autoridades para a necessidade de diferenciação entre crescimento e desenvolvimento econômico. No ano seguinte ao da reunião do Clube de Roma, foi publicado um relatório denominado “Limites para o Crescimento” (Limits to Grow) que por meio de simulações matemáticas foram feitas às projeções de crescimento populacional, poluição e esgotamento de recursos naturais da Terra. Este relatório, de análise extremamente pessimista defendia um estado de crescimento zero, que segundo Barbieri (2004, p. 12) só interessava aos países desenvolvidos sendo duramente criticado nos outros países.

Destaca-se ainda na década de 60, segundo Bernardes e Ferreira (2003, p. 30) a publicação do Silent Spring (Primavera Silenciosa) da bióloga Rachel Carson. O livro lançado nos Estados Unidos denunciava os perigos dos inseticidas e pesticidas. Apesar dos ataques, o livro recebeu apoio público e virou um fenômeno, vendendo mais de seis milhões de cópias e chamando a atenção das autoridades. Tinoco e

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Kraemer (2004, p. 46) informam que os direitos autorais do livro foram comprados por uma multinacional de agroquímica e isso impede sua republicação.

Essa consciência em relação à preocupação com o meio ambiente, tomou força na década de 70, após a divulgação do relatório “Limites para o Crescimento”. O desastre ocorrido na baía de Minamata no Japão, no início dos anos 70, que de acordo com Moura (2002, p. 04) provocou tonteiras, paralisias, cegueiras, deformações físicas e mortes de familiares (total de 50 mortes e cerca de 2.200 pessoas oficialmente reconhecidas como vítimas de envenenamento) devido aos despejos da empresa Chisso (indústria química), que continham metais pesados, especialmente mercúrio, levou a ONU (Organização das Nações Unidas) a realizar, em 1972, com sede em Estocolmo, na Suécia, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente Humano.

um dos pontos marcantes foi a contestação às propostas do

Clube de Roma sobre o crescimento zero para os países em desenvolvimento” (BERNARDES e FERREIRA, 2003, p. 35). Seguindo na mesma direção, conforme Strong (apud CAMPOS, 1996) destaca-se neste evento a afirmação da então primeira ministra da Índia, Indira Gandhi que diz: “A pobreza é a maior das poluições”. Isto fez com que os países em desenvolvimento afirmassem que a solução da poluição não significa brecar o desenvolvimento e sim orientá-lo para preservar o meio ambiente e os recursos não-renováveis.

Nesta conferência, “[

]

Destacando os pontos positivos, Barbieri (2004, p. 29) coloca que, apesar das divergências entre o bloco dos países desenvolvidos e o bloco dos demais países foi aprovada a Declaração sobre o Ambiente Humano, um Plano de Ação constituído de 110 recomendações e 26 princípios que servem de orientação para as legislações internas dos países e para as relações internacionais. Foi criado o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CMMAD). Uma das grandes contribuições desta conferência foi que definitivamente passou-se a levar em conta a questão ambiental quando se trata de desenvolvimento. A partir daqui surge um novo conceito para desenvolvimento, denominado desenvolvimento sustentável.

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Vários autores estabeleceram definição para este novo conceito, a saber:

“O desenvolvimento sustentável consiste em maximizar os benefícios líquidos do desenvolvimento econômico, com a condição de manter os serviços e qualidade dos recursos naturais no tempo” (PEARCE, apud LORA, 2000, p. 77).

Desenvolvimento sustentável é “[

sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem às suas próprias

necessidades [

]

aquele que atende às necessidades do presente

]”

(MARTINI JUNIOR e GUSMÃO, 2003, p. 15).

“O desenvolvimento sustentável é uma estratégia para melhorar a qualidade de vida preservando o potencial ambiental para o futuro” (SHEN, apud LORA, 2000, p. 77).

para ser sustentável, o desenvolvimento precisa levar em conta fatores sociais e

ecológicos, assim como econômicos; as bases dos recursos vivos e não vivos; as vantagens de ações alternativas, a longo e a curto prazos” (STARKE, apud CAMPOS, 1996).

O desenvolvimento sustentável consiste em criar um modelo econômico capaz de gerar riqueza e bem-estar enquanto promove a coesão social e impede a destruição da natureza. Esse modelo busca satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. Ou seja, utilizar recursos naturais em sua produção, fazer proveito da natureza sem devastá-la e buscar a melhoria da qualidade de vida (DESENVOLVIMENTO, 2005).

“[

]

Também merece destaque na década de 70 o aparecimento das Organizações Não Governamentais (ONGs), como o Greenpeace. Castells (apud BERNARDES e FERREIRA, 2003, p. 32) destaca que o Greenpeace é a maior organização ambiental do mundo e, provavelmente, a principal responsável pela popularização de questões ambientais, contando já em 1994 com 6 milhões de membros e uma receita anual superior a 100 milhões de dólares.

Dando seguimento à contextualização histórica, Tinoco e Kraemer (2004, p. 51) descrevem que, em 1984, na Índia, ocorreu um vazamento acidental de gás metil isocianato nas instalações da multinacional Union Carbide, em Bhopal. Neste acidente, morreram 3.323 pessoas e 35.000 ficaram doentes crônicos. Devido à repercussão negativa mundial deste episódio surge, no Canadá, um modelo de

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gestão ambiental formal. O Programa denominado Atuação Responsável (Responsible Care Program) criado pela Canadian Chemical Manufactures Association, um grupo de indústrias químicas, continha seis códigos: (1) conscientização da comunidade e programa de emergência; (2) prevenção da poluição; (3) segurança nos processos; (4) distribuição de produtos; (5) saúde e segurança ocupacional; e (6) responsabilidade pelos produtos. Segundo Barbieri (2004, p. 115), em 1992 este programa também foi adotado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), onde sua adesão era voluntária, porém, a partir de 1998 o programa tornou-se obrigatório para todas as empresas associadas, como ocorre em outros países que o adotaram.

O maior acidente nuclear da história aconteceu nesta época. De acordo com Moura (2002, p. 08) no dia 29 de abril de 1986 uma explosão no reator nuclear de Tchernobyl, na então União Soviética, hoje Ucrânia, provocou a morte imediata de trinta e uma pessoas e mais de 100.000 pessoas tiveram de ser evacuadas num raio de 30 Km da usina e até hoje os efeitos da radiação ainda são sentidos.

Em 1987, foi apresentado à Assembléia Geral da ONU, o relatório Nosso Futuro Comum desenvolvido pela CMMAD. Também conhecido como Relatório Brundtland, devido à coordenação da Sra. Gro Harlem Brundtland, várias vezes primeira-ministra da Noruega, continha segundo Comissão (apud CAMPOS, 1996), a integração dos conceitos de meio ambiente e desenvolvimento, contribuindo assim, para a disseminação do conceito de desenvolvimento sustentável. Sua função era alertar as autoridades para os efeitos desastrosos da contaminação ambiental, além de abordar temas como desmatamento, pobreza, mudança climática, extinção de espécies, endividamento e destruição da camada de ozônio. Serviu também de base para a Conferência sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 1992.

Em março de 1989 o petroleiro Exxon Valdez chocou-se com rochas no Estreito Canal Príncipe Wiliam, no Alasca. De acordo com Tinoco e Kraemer (2004, p. 38) 42 mil toneladas de petróleo espelharam-se, matando mais de 23.000 patos e aves aquáticas, além do envenenamento de peixes e camarões que ameaçou a sobrevivência de muitos pescadores da região. Dez anos após a catástrofe, o Alasca

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ainda não se recuperou. Para minimizar os impactos produzidos a empresa já gastou mais de US$ 2,5 bilhões.

Em 1991, a International Organization for Standardization (ISO) criou o Grupo Estratégico Consultivo sobre o meio ambiente (Sage). Esse grupo, segundo Campos (apud TINOCO e KRAEMER, 2004, p. 54), tinha por finalidade promover uma abordagem comum à gestão ambiental semelhante à gestão da qualidade; aperfeiçoar a capacidade das organizações para alcançar e medir melhorias no

desempenho ambiental; facilitar o comércio e remover barreiras comerciais. De acordo com Moura (2002, p. 56), em 1992 foi lançada em caráter experimental a ISO 14001 que passou dois anos sendo avaliada pelas empresas e teve sua edição

definitiva publicada em 1994. Em 1996, a ISO 14001 “[

passa a ser NBR ISO

14001, Sistema de Gestão Ambiental – especificação e diretrizes para uso, e começa a ser adotada voluntariamente como ferramenta para o gerenciamento ambiental corporativo” (TINOCO e KRAEMER, 2004, p. 56).

]

Cada vez mais a questão ambiental está se tornando matéria obrigatória nas agendas dos executivos das empresas. A globalização dos negócios, a internacionalização dos padrões de qualidade ambiental descritos na série ISO 14000, a conscientização crescente dos atuais consumidores e a disseminação da educação ambiental nas escolas permitem antever que a exigência futura que farão os futuros consumidores em relação à preservação do meio ambiente e a qualidade de vida deverão intensificar-se. Diante disto, as organizações deverão, de maneira acentuada, incorporar a variável ambiental na prospecção de seus cenários e na tomada de decisão, além de manter uma postura responsável de respeito à questão ambiental (DONAIRE, 1999, p. 50).

Nos anos 90, todos os olhos se voltaram para a Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, mais precisamente em junho de 1992, com a participação de 179 chefes de estado e de governo. Denominada Cúpula da Terra, Rio 92 ou Eco 92, foram aprovados três grandes documentos: a Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, ou Carta da Terra (ver anexo A), a Convenção sobre o Clima e sobre a Biodiversidade e a Agenda 21.

21

De acordo com Moura (2002, p. 11) “a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento apresenta 27 princípios que orientam, sobretudo as ações de governos para procedimentos recomendáveis na preservação do meio ambiente”.

A Agenda 21 constitui um plano de ação que tem como objetivo colocar em prática programas para frear o processo de degradação ambiental e transformar em realidade os princípios da Declaração do Rio. Esses programas estão subdivididos em capítulos que tratam dos seguintes problemas: atmosfera, recursos da terra, agricultura sustentável, desertificação, florestas, biodiversidade, biotecnologia, mudanças climáticas, oceanos, meio ambiente marinho, água potável, resíduos sólidos e tóxicos, rejeitos perigosos, entre outros (CAMPOS, 1996).

De fato, o documento tratava de praticamente todas as grandes questões, dos padrões de produção e consumo à luta para erradicar a pobreza do mundo e às políticas de desenvolvimento sustentável – passando por questões como dinâmica demográfica, proteção à saúde, uso da terra, saneamento básico, energia e transportes sustentáveis, eficiência energética, poluição urbana, proteção a grupos desfavorecidos, transferência de tecnologias dos países ricos para os pobres, habitação, uso da terra, resíduos (lixo) e muito mais. (NOVAES, 2003 p. 324).

Já a Convenção sobre o Clima e a Biodiversidade, explica Bernardes e Ferreira (2003, p. 36) procurou estabelecer regras para a proteção da atmosfera e a contenção da emissão de gases poluentes. Foi aqui que ficou evidente a posição intransigente dos Estados Unidos ao se negar assinar a Convenção, que foi assinada por 153 países, inclusive o Japão e os países mais industrializados da Europa.

Outro fato importante que ocorreu nesta década foi a Convenção de Mudança Climática das Nações Unidas, em 1997 na cidade japonesa de Kyoto, onde segundo Tinoco e Kraemer (2004, p. 56), foi aprovado o Protocolo de Kyoto. Este protocolo buscava discutir a estabilização da concentração de gases que contribuem para o efeito estufa, estabelecendo uma meta de redução para os países industrializados em 5,2% até 2012, sobre os níveis existentes em 1990. Mais uma vez os Estados Unidos não aceitaram assinar o protocolo, apesar de ser o maior poluidor e o principal causador do efeito estufa.

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Em 2002, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, ou Cúpula da Terra 2 (Rio + 10) realizada na África do Sul, surge uma Declaração Política com

o título “O Compromisso de Johannesburgo por um Desenvolvimento Sustentável”.

Segundo Donaire (1999, p. 40) o desenvolvimento sustentável está baseado em três pilares: crescimento econômico, equidade social e equilíbrio ecológico. Com base neste conceito a Declaração, assinada por 191 países estabelece um plano de ação de 65 páginas que tentará descobrir os meios de criar um modelo de desenvolvimento apoiado exatamente nos três pilares citados acima.

2.2 GESTÃO AMBIENTAL EMPRESARIAL

Nesta nova visão mundial, a do desenvolvimento sustentável, empresários de todo o

mundo passaram a sofrer grande pressão para adotar políticas ambientalistas e incorporá-las ao seu planejamento estratégico. Clientes tornaram-se mais exigentes

a cada dia, buscando empresas que agridem no mínimo o meio ambiente e tenham

uma imagem positiva sobre os aspectos ambientais. Martins e Ribeiro (apud TINOCO e KRAEMER, 2004, p. 29) afirmam que o reconhecimento da responsabilidade ambiental foi a tarefa mais difícil e demorada para ser assumida pelas empresas. Essa resistência se deveu aos seguintes fatores: 1) altos custos: os custos para aquisição de tecnologias necessárias para contenção, redução ou eliminação de resíduos tóxicos, eram bastante elevados; 2) inexistência de legislação ambiental ou de rigor nas já existentes: como o assunto é relativamente novo, as penalidades não eram onerosas o bastante para que as empresas mudassem a idéia de que era melhor pagar a multa a investir em novas tecnologias; 3) os movimentos populares não eram fortes o bastante para unir e conscientizar a população; 4) os consumidores ainda não associavam a atuação e o comportamento da empresa ao consumo de seus produtos.

Reforçando o que foi citado acima Moura (2002, p. 24) destaca uma pesquisa realizada em abril de 1990 pela Opinion Research Corporation, nos Estados Unidos onde 71% dos entrevistados afirmaram que tinham mudado de marca devido a considerações ambientais e 27% ter boicotado produtos por causa de maus antecedentes ambientais do fabricante.

23

Neste mesmo sentido, Barbieri (2004, p.99) afirma que a solução dos problemas ambientais, ou sua minimização, exige uma nova atitude dos empresários. As decisões passam a sofrer influência do governo, através das leis ambientais, do mercado que procura empresas ecologicamente corretas e da sociedade que pressiona através, principalmente das ONGs, conforme ilustrado no quadro 01.

GOVERNO
GOVERNO
EMPRESA SOCIEDADE MERCADO
EMPRESA
SOCIEDADE
MERCADO

QUADRO 01: GESTÃO AMBIENTAL EMPRESARIAL – INFLUÊNCIAS

Algumas empresas já perceberam que sua existência depende desta nova ordem. Empresários com pensamento e inteligência aguçados reconhecem a questão ambiental na definição das estratégias das empresas e estão conseguindo com isso, benefícios de ordem econômica e melhorando a imagem perante a sociedade. De fato, ser uma empresa ambientalmente correta passou a ser um diferencial. Na esfera financeira, algumas considerações podem provar a viabilidade econômica da questão ambiental. Segundo Almeida (apud TINOCO e KRAEMER, 2004, p. 137) foi criado em 1999 pela Dow Jones e pela Sustainable Asset Management (SAM), gestora de recursos da Suíça especializada em empresas com responsabilidade social e ambiental, o índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI, em Inglês, Dow Jones Sustainability Group Index). Com uma rentabilidade maior do que as empresas que não estão incluídas neste grupo, as integrantes do DJSI têm vários benefícios, como:

Reconhecimento público da preocupação com a área ambiental e social;

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Reconhecimento dos stakeholders importantes, tais como legisladores, clientes e empregados;

Benefício financeiro crescente pelos investimentos baseados no índice;

Resultados altamente visíveis, internos e externos à companhia. Todos os componentes são anunciados publicamente pelo Boletim do Índice, e as companhias são autorizadas a usar “membro da etiqueta oficial de DJSI”.

Outro benefício apontado acima diz respeito ao marketing da empresa, sua imagem perante uma sociedade cada vez mais crítica. Moura (2002, p. 23) destaca que a questão ambiental ganhou força com a evolução dos meios de comunicação. Um acidente sério é mostrado para todo o mundo quase que instantaneamente, provocando um grande estrago da imagem da empresa causadora. O tema ambiental é mostrado praticamente todos os dias na televisão, jornais, revistas, internet e rádios, motivando as pessoas a atentarem para o assunto. Isso fez com que as empresas procurassem obter declarações ambientais, ou seja, os famosos selos ou rótulos verdes que comprovam a preocupação com o meio ambiente. Barbieri (2004, p. 102) informa que o rótulo verde mais antigo é o Anjo Azul, criado em 1977 pelo órgão ambiental federal da Alemanha. Este rótulo é conferido aos produtos que gerem menos impactos ambientais que outros similares comprovados depois de muitos testes realizados pelo Instituto Alemão para Qualidade Assegurada e Certificação. Vários selos foram criados por outros países, e os sinais de reciclagem talvez sejam os selos ou rótulos verdes mais conhecidos do grande público.

2.2.1 Sistemas de Gestão Ambiental (SGA)

De acordo com Tinoco e Kraemer (2004 p. 120) os atuais SGA originaram-se do desenvolvimento de sistemas de qualidade. Um SGA requer a definição de uma política para o meio ambiente, planejamento e sua implementação. Deve assegurar os meios humanos, tecnológicos e financeiros necessários e envolver todos os setores da empresa, desde a alta direção até o chão de fábrica. A adoção de um sistema de gestão ambiental é de fundamental importância para as empresas, uma

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vez que pode ajudar no atendimento a legislação ambiental vigente e satisfazer as exigências dos clientes. As empresas podem criar seus próprios SGA ou utilizar modelos genéricos propostos por outras entidades adaptando-os à sua realidade.

Barbieri (2004, p. 138) detalha dois SGA, a saber:

1º. Sistema proposto pela Câmara de Comércio Internacional (ICC)

A ICC é uma ONG dedicada ao comércio internacional e propôs um SGA

objetivando: assegurar a conformidade com as leis locais, regionais, nacionais e internacionais; estabelecer políticas internas e procedimentos para que a organização alcance os objetivos ambientais propostos; identificar e administrar os riscos empresariais resultantes dos riscos ambientais e; identificar o nível de recursos e de pessoal apropriado aos riscos e aos objetivos ambientais, garantindo sua disponibilidade quando e onde forem necessários.

2°. Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria (Emas)

O Emas foi estabelecido pelo Regulamento n.º 1.836 de 1993 do Conselho da

Comunidade Econômica Européia e modificado pelo Regulamento n.º 761/2001 para que se tornasse acessível a todas organizações, uma vez que só as empresas industriais poderiam aderir. De acordo com o Regulamento 761/2001 a alta administração deve estabelecer uma política ambiental que garanta:

Adequação à natureza, à escala e aos impactos ambientais de suas atividades, seus produtos e serviços;

Inclusão do compromisso de melhora contínua e de prevenção da poluição;

Comprometimento com o cumprimento das legislações e regulamentos;

O enquadramento para a definição e revisão de objetivos e metas;

Documentação, implementada, mantida e comunicada a todos os empregados; e

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Disponibilidade ao público.

Os requisitos do Emas são os mesmo da ISO 14.001 e também pode ser visto como um ciclo PDCA, já que a melhoria contínua é uma preocupação contínua devendo, inclusive ser parte integrante da política ambiental.

O Emas criou um sistema para o credenciamento de verificadores ambientais independentes nos países da União Européia. Somente as organizações registradas podem usar o logotipo do Emas, ainda assim, de acordo com algumas regras, por exemplo, podem usar na publicidade de produtos, serviços e atividades, mas não no próprio produto ou em sua embalagem.

2.2.2 Normas sobre Sistema de Gestão Ambiental (SGA)

Segundo Barbieri (2004, p. 141) a primeira norma sobre SGA foi a BS 7750, criada

pelo British Standards Institution (BSI). Embora não mais aplicada, sua importância

é inquestionável, seja por ter sido a primeira norma sobre o assunto, seja porque seu modelo de SGA tornou-se um protótipo para as normas voluntárias criadas em outros países e para as normas da série ISO 14.000 sobre SGA. Barbieri (2004, p.149) ainda informa que a Associação Brasileiras de Normas Técnicas (ABNT) traduziu e integrou ao seu conjunto de normas a ISO 14.001 e a ISO 14.004. Passaram-se a se chamar, respectivamente NBR ISO 14.001:1996 – Sistema de Gestão Ambiental: especificações e diretrizes para uso e NBR ISO 14.004:1996 – Sistemas de Gestão Ambiental: diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio. Essas normas são voluntárias e podem ser aplicadas em qualquer organização, independentemente de seu porte ou de setor de atuação. A NBR ISO 14.004 fornece elementos para a empresa criar e aperfeiçoar o seu SGA e

a NBR ISO 14.001 é uma norma que contém os requisitos – descritos na seção 4 – (Quadro 2) que podem ser objetivamente auditados para fins de certificação, registro ou autodeclaração.

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4.1 REQUISITOS GERAIS

4.2 POLÍTICA AMBIENTAL

4.3 PLANEJAMENTO

4.3.1 Aspectos ambientais

4.3.2 Requisitos legais e outros

4.3.3 Objetivos e metas

4.3.4 Programa(s) de gestão ambiental

4.4 IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO

4.4.1 Estrutura e responsabilidade

4.4.2 Treinamento, conscientização e competência

4.4.3 Comunicação

4.4.4 Documentação do SGA

4.4.5 Controle de documentos

4.4.6 Controle operacional

4.4.7 Preparação e atendimento a emergências

4.5 VERIFICAÇÃO E AÇÃO CORRETIVA

4.5.1 Monitoramento e medição

4.5.2 Não-conformidade e ações corretivas e preventivas

4.5.3 Registros

4.5.4 Auditorias do SGA

4.6. ANÁLISE CRÍTICA PELA ADMINISTRAÇÃO

QUADRO 02: Requisitos do SGA conforme a NBR ISO 14.001:1.996, seção 4

Assim como no EMAS, o modelo de SGA apresentado pela ISO 14.001 baseia-se no ciclo do PDCA visando a uma melhoria contínua. Isso fica evidente quando os requisitos são dispostos de forma parecida com a estrutura do PDCA. Campos (1996) estabelece uma relação perfeita entre os requisitos da norma e as fases do PDCA. O segundo requisito (planejamento) corresponde ao P (Plan), ou seja, a fase de planejar ou formular um plano visando o objetivo a ser alcançado. O terceiro requisito (implementação e operação) equivale ao D (Do), a fase de execução, desenvolvendo capacidades e mecanismos necessários à realização dos objetivos. Já o quarto requisito (verificação e ação corretiva) pode ser comparado ao C (Check), fase onde a organização mede e avalia seu desempenho, ou seja, checa suas ações. Por último, o quinto requisito (análise crítica da administração) estabelece uma relação com o A (Action), onde ocorre a ação propriamente dita, visando uma melhoria contínua.

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Apesar da norma parecer perfeita, MARTINI JUNIOR e GUSMÃO (2003, p. 168)

ressaltam “[

que possuir um SGA conforme a ISO 14.001 não significa que a

empresa é perfeita em meio ambiente. Significa que ele é gerenciado”.

]

Da mesma forma,

“[

desempenho ambiental da organização, o SGA deve ser entendido

com uma ferramenta que permite a esta atingir e controlar sistematicamente o desempenho ambiental por ela mesma estabelecido. O anexo A da norma ISO 14.001 adverte que o estabelecimento de um SGA, por si só, não resultará necessariamente na redução dos impactos ambientais adversos provocados pela organização” (BARBIERI, 2004, p. 151).

Embora espera-se que a adoção do SGA melhore o

]

2.3 GESTÃO AMBIENTAL NO BRASIL

No Brasil, a situação ambiental é crítica em alguns setores. Apesar da seriedade com que algumas empresas tratam a questão, ainda temos problemas graves que afetam nossa imagem perante o mundo.

O Brasil tem sido visto no mundo todo, como se sabe, como um país

irresponsável do ponto de vista ambiental, por não conseguir evitar as queimadas da Amazônia, que é a última grande floresta tropical da Terra. Entidades e governos estrangeiros constantemente pressionam o governo brasileiro, ameaçando inclusive violar a nossa

soberania. Outras críticas referem-se à poluição nas cidades, praias

e rios, à falta de qualidade da água potável e do ar, à perda da

biodiversidade da Mata Atlântica, à poluição dos rios por mercúrio em

mineração, ao uso descontrolado de agrotóxicos, erosão causada por atividades agrícolas, estradas e outras grandes obras, etc., em uma lista de críticas que seria interminável. É importante ressaltar que o motivo citado como o mais importante para que o Rio de Janeiro não fosse a sede das Olimpíadas de 2004 foi a falta de qualidade ambiental (MOURA, 2002, p. 29).

Martini Junior e Gusmão (2002, p. 15) reforçam a imagem negativa do Brasil perante o mundo na questão ambiental quando expõem uma pesquisa realizada pela EPA (Environmental Protection Agency, agência ambiental americana). Esta pesquisa coloca o Brasil na sétima posição entre os países com maior número de acidentes químicos com cinco óbitos ou mais entre 1945 e 1991. Porém, quando a classificação é pelo número de óbitos por acidente – indicador de gravidade – passamos para a segunda posição neste ranking.

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Moura (2002, p.40) ainda destaca que as empresas que apresentam alguma preocupação ambiental ou são filiais de multinacionais e estão seguindo diretrizes do exterior, ou são aquelas em que seus clientes exigem esta atitude, principalmente as voltadas para a exportação ou ainda empresas do setor alimentício com forte penetração popular, onde o desgaste da marca representaria fortes perdas.

Em abril de 1998, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou um seminário cujo tema teve por título o Valor Econômico da Água e seus Impactos sobre o Setor

Industrial Nacional. Dentro da política defendida pela CNI que é o desenvolvimento dos processos produtivos em conjunto com a proteção do meio ambiente, a saúde, a segurança e o bem-estar de seus trabalhadores e das comunidades, foi divulgada a Declaração de Princípios da Indústria Brasileira para Desenvolvimento Sustentável, conforme Tinoco e Kraemer (2004, p. 144) que consiste em:

1. promover a efetiva participação proativa do setor industrial, em conjunto com a sociedade, os parlamentares, o governo e as organizações não governamentais no sentido de desenvolver e aperfeiçoar leis, regulamentos e padrões ambientais;

2. exercer liderança empresarial, junto à sociedade, em relação aos assuntos ambientais;

3. incrementar a competitividade da indústria brasileira, respeitados os conceitos de desenvolvimento sustentável e o uso racional dos recursos naturais e de energia;

4. promover a melhoria contínua e o aperfeiçoamento dos sistemas de gerenciamento ambiental, saúde e segurança do trabalho nas empresas;

5. promover a monitoração e avaliação dos processos e parâmetros ambientais nas empresas. Antecipar a análise e os estudos das questões que possam causar problemas ao meio ambiente e à saúde humana, bem como implementar ações apropriadas para proteger o meio ambiente;

6. apoiar e reconhecer a importância do envolvimento contínuo e permanente dos trabalhadores e do comprometimento da supervisão nas empresas, assegurando que os mesmos tenham o conhecimento e o treinamento necessários com relação às questões ambientais;

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8. estimular o relacionamento e parcerias do setor privado com o governo e com a sociedade em geral, na busca do desenvolvimento sustentável, bem como na melhoria contínua dos processos de comunicação; 9. estimular as lideranças empresariais a agirem permanentemente junto à sociedade com relação aos assuntos ambientais;

10. incentivar o desenvolvimento e o fornecimento de produtos e serviços que não produzam impactos inadequados ao meio ambiente e à saúde da comunidade;

11. promover a máxima divulgação e conhecimento da Agenda 21 e estimular sua implementação.

2.3.1 Gestão Ambiental nas Empresas Brasileiras

Atendendo a esses princípios, destacam-se algumas empresas que procuram desenvolver suas atividades dentro de uma política ambiental responsável. São elas:

Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (USIMINAS), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Bahia Sul Celulose S/A, Klabin Riocell S/A, Empresa de Proteção Ambiental (CETREL), Johnson & Johnson, O Boticário, Colgate Palmolive.

Segundo Moura (2002, p.42) a Companhia Vale do Rio Doce sofreu muitas pressões dos ambientalistas e competidores internacionais em relação à mina de Carajás no Pará. Esta mina fica no meio da floresta Amazônica e a Companhia, para evitar boicotes às compras, investiu fortemente no setor ambiental e hoje a mina é referência mundial em cuidados ambientais.

Moura ainda destaca outras empresas, como a RIOCELL, produtora de celulose no Rio Grande do Sul, que após sérios problemas ambientais, gerando dificuldades com a comunidade e com compradores externos, investiu 2,5 milhões de dólares e conseguiu reduzir em 90% a fumaça jogada na atmosfera. O Boticário, além de investir no desenvolvimento de produtos naturais, motiva programas relacionados ao meio ambiente. Criou a Fundação “O Boticário de Proteção à Natureza” que mantém uma reserva particular em Salto Morato, no Paraná, com um gasto anual de R$ 4 milhões.

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Neste contexto Tinoco e Kraemer (2004, p.142), destacam que a CST não recebe qualquer notificação de descumprimento da legislação ambiental desde 1995. Isso só foi possível com a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), que envolve todo corpo diretivo, gerencial e colaboradores da organização. Um dos resultados mais significativos do SGA é o aproveitamento de gases e calor para geração de energia elétrica da ordem de 225 MW, quantidade superior a sua própria demanda. Com isso, a CST economiza R$ 15 milhões mensais e obtém uma receita adicional de R$ 670 mil mensais com a venda da energia excedente. Além disso, Moura (2002, p. 41) cita outro resultado alcançado pela empresa que foi a diminuição da emissão de particulados, melhorando o ar da Grande Vitória. Outro dado importante diz respeito à geração de resíduos. Enquanto a média nacional das siderúrgicas é de 700 kg de resíduos por ton. de aço produzido, a empresa gera apenas 570 kg.

Outra empresa que merece destaque na questão ambiental é a USIMINAS. De acordo com Tinoco e Kraemer (2004, p. 143) sua Política de Meio Ambiente prevê a manutenção de um SGA, a interação com a sociedade, fornecedores, empregados, clientes e governo, o aprimoramento dos processos com utilização de tecnologias mais limpas, a diminuição de resíduos e emissões de particulados e racionamento de água e energia. Em 2001, a empresa manteve a certificação ISO 14.001 através da oitava auditoria. Além disso, obteve o prêmio “Ecologia” pela Daimler-Chrysler (setor automotivo) e o prêmio “Fiemg Ecologia” concedido pela Federação das Indústrias de Minas Gerais.

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3 ESTUDO DE CASO NA TRANSPORTADORA BELMOK LTDA

3.1 HISTÓRICO

A Transportadora Belmok Ltda foi constituída em 1991 pela família Belmok de

Alfredo Chaves, ES. Na época transportava cargas em geral, mais especificamente cerveja para os distribuidores do Sul e Norte do Espírito Santo, não possuindo filiais nem pontos de apoio pelo Brasil.

Em outubro de 2000, transferiu sua matriz para Viana, ES, construindo uma área de 20.000 m 2 para atender suas operações de logística e apoio aos veículos da frota, com oficina, bomba de combustível e lavador, além dos prédios administrativo e operacional. Nesta época, investiu na aquisição de novos equipamentos mais modernos e carrocerias tipo sider para carregamento em grandes embarcadores de produtos alimentícios e de higiene e limpeza. A partir daí, a empresa deu inicio ao um processo de reestruturação de todas as áreas e setores para sustentar seu plano de expansão e crescimento.

3.2 INFRA-ESTRUTURA

Atualmente na sede da empresa, encontra-se um galpão de armazenamento temporário de mercadorias, dois prédios, sendo um da administração e o outro operacional, onde fica o escritório da manutenção, refeitório, vestuários, banheiros e um terceiro galpão onde é realizada a lavagem, lubrificação e troca de óleo dos veículos. Está sendo construído atualmente uma nova portaria e um dormitório para os motoristas com sala de vivência. Além da matriz localizada em Viana, a Belmok opera em todo o Brasil, com filiais em São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Uberlândia, Salvador, Recife, Fortaleza e pontos de apoio em Cordeirópolis (SP), Corumbaíba (GO), Itumbiara (GO) e Garanhuns (PE).

3.3 FROTA DE VEÍCULOS

A Belmok possui uma frota própria de 345 conjuntos (cavalos acoplados em

carretas) com idade média de (4) quatro anos. As carretas são divididas entre siders,

baús de alumínio, graneleiros, baús frigoríficos, porta contêineres e carretas com capacidade para 30 pallets, para oferecer maior agilidade nas operações logísticas dos clientes. Além disso, dispõe de veículos médios e de pequeno porte para

33

distribuição de cargas em grandes centros nas regiões metropolitanas do Sudeste. Todos os veículos são equipados com sistema de rastreamento via satélite denominado GPS – Global Positioning System. Este sistema possibilita maior segurança aos motoristas e os clientes podem visualizar a posição das suas cargas em tempo real.

3.4 MACROFLUXO DE PROCESSOS

A Belmok é uma empresa prestadora de serviços de logística e seus processos consistem desde a coleta, transporte, armazenagem, paletização e distribuição de cargas nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro Oeste do Brasil. Toda essa operação é realizada com 85% de veículos da frota própria e outros 15% com veículos agregados e terceiros contratados. De acordo com o ANEXO B, pode-se observar as interfaces entre os processos, o fluxo principal e os procedimentos de apoio que dão sustentação ao negócio.

3.5 EVOLUÇÃO DA EMPRESA

Desde o inicio de suas operações, a Belmok vem passando por profundas transformações, intensificadas após a transferência de sua matriz para Viana. Dentro desta evolução, está o Projeto Ambiental de licenciamento junto ao IEMA para as operações de abastecimento de veículos, troca de óleo, lubrificação, lavagem, manutenção da frota, tratamento de efluentes e transporte de produtos químicos perigosos. Além disso, ampliou o projeto para a reutilização da água da chuva para lavagem dos veículos e a implantação do SGI (Sistema de Gestão de Saúde, Segurança, Meio-Ambiente e Qualidade – ISO 9001:2000 e SASSMAQ), previsto para certificação em dezembro de 2005.

Segundo informações da gerência, o SASSMAQ é um Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde e Meio Ambiente e Qualidade, desenvolvido pela Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) para avaliar os prestadores de serviços de logística relacionados a indústria química. O objetivo principal do sistema é a redução dos riscos envolvidos nas operações de transporte e distribuição de produtos químicos perigosos e não perigosos. A partir de janeiro de 2006, todas as empresas que fazem qualquer transporte de produtos químicos deverá ter sido

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avaliada por um órgão certificador com relação aos requisitos de SASSMAQ. A Belmok está buscando esta certificação para ampliar seu mix de produtos, oferecendo aos clientes uma possibilidade de transportar e gerenciar uma gama maior de sua produção. A opção da Belmok em implantar a ISO9001 junto com o SASSMAQ, foi de se ter um sistema de gestão integrado com foco no cliente, melhoria continua dos processos, capacitação dos funcionários e diminuição de riscos ambientais e de segurança voltados ao negocio.

E

QUALIDADE

A Política de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade (SSMAQ) da

Transportadora Belmok é muito mais que um documento assinado pela alta direção. São princípios transformados em ação e colocados em prática diariamente pelos

seus 540 funcionários da matriz e filiais. Nos treinamentos de integração de novos funcionários, são realizadas dinâmicas para conscientização em relação à política e

a importância que cada colaborador tem para empresa atingir os objetivos estabelecidos.

3.6

POLITICA

DE

SAÚDE,

SEGURANÇA,

MEIO

AMBIENTE

A Política de SSMAQ preconiza os seguintes princípios:

Garantir aos clientes um atendimento personalizado, seguro e qualificado na prestação dos serviços de logística;

Promover a educação continuada dos seus colaboradores;

Proteger o meio ambiente, executando os processos conforme os requisitos ambientais aplicáveis;

Proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável aos colaboradores;

Assegurar a melhoria continua do Sistema de Gestão Integrada de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade;

35

Desenvolver relacionamento de parceria com seus fornecedores.

3.7 RESÍDUOS GERADOS NO PROCESSO PRODUTIVO

3.7.1 Definição e destinação de resíduos

Resíduo é o resto, o que sobra de algum processo ou atividade, podendo se apresentar no estado sólidos, líquidos ou gasosos. A norma NBR 9896:1993 define resíduo como material ou resto de material cujo proprietário ou produtor não mais considera com valor suficiente para conservá-lo. Os resíduos sólidos domiciliares (lixo doméstico) são da responsabilidades das Prefeituras Municipais, bem como o lixo de pequenos estabelecimentos comerciais. A destinação dos resíduos sólidos industriais, hospitalares, portuários, aeroviários e outros é da responsabilidade dos seus geradores, mesmo quando estes contratam firmas para realizar serviços de coleta, manuseio, transporte e disposição final. Os impactos adversos de uma disposição inadequada de resíduos sólidos de qualquer origem não se resumem à poluição do solo. O chorume produzido nos “lixões” polui as águas e a decomposição do material orgânico produz poluentes gasosos (BARBIERI, 2004, p. 105).

Uma das partes integrantes do SGI da Belmok é a gestão de resíduos, que segundo o PP.ADM.17 Coleta, Separação e Destinação de Resíduos (2005) ANEXO C, é definido como um conjunto de atividades administrativas e técnicas que visam reciclar, comercializar e realizar a destinação final dos resíduos, incluindo planejamento, responsabilidade, práticas, procedimentos e recursos para desenvolver os procedimentos.

Segundo Prezotti (2004, p. 04), os resíduos gerados na sede da empresa, referem- se àqueles provenientes dos serviços de manutenção preventiva dos seus caminhões, incluindo-se a lavagem, troca de óleo, lubrificação e os de origem doméstica pelo uso dos escritórios, sanitários e refeitório. Além disso, são emitidos gases e ruídos decorrentes das descargas dos veículos.

3.7.2 Lavagem de veículos

Todos os veículos da frota Belmok são lavados com sabão biodegradável, não causando danos aos mananciais existentes na região. Além disso, há caixas separadoras e tratamento da água (Figura 02), antes de sua liberação para ao rede de esgoto. São lavados em média 500 veículos por mês através de um sistema de rolos mecanizado, apoiado por mangueiras que dão suporte para limpar em lugares

36

de difícil acesso conforme ilustrado na figura 01. As rampas de lavagem possuem caixas que armazenam os resíduos provenientes da lavagem, como restos de graxa, lama e areia contaminada. Estes resíduos são recolhidos duas vezes por semana através da limpeza das caixas e alocados em tambores para serem recolhidos posteriormente por empresas especializadas na destinação final, gerando um custo mensal conforme tabela 01.

final, gerando um custo mensal conforme tabela 01. FIGURA 01 – Lava jato de veículos da

FIGURA 01 – Lava jato de veículos da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005

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37 FIGURA 02 – Caixas separador as de resíduos provenientes da lavagem de veículos da Tran

FIGURA 02 – Caixas separadoras de resíduos provenientes da lavagem de veículos da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005

3.7.3 Lubrificação e troca de óleo dos veículos

A lubrificação e troca de óleo dos veículos são feitas na própria empresa, a qual dispõe de duas rampas para efetuar o serviço. A cada troca de óleo, são gerados em média três filtros lubrificantes. Os filtros são armazenados em bombonas (tambores) de duzentos litros e alocados na área de destinação de resíduos localizada na empresa de acordo com a figura 03. O óleo queimado proveniente da troca é armazenado em tambores de plásticos de 1000 litros conforme figura 04 e ficam armazenados por um período médio de 20 dias até serem recolhidos por empresas especializadas e devidamente licenciadas pelos órgãos ambientais competentes. Com a destinação dos filtros é gerado um custo, já com o óleo queimado é obtida uma receita, uma vez que as empresas compram este resíduo para reciclagem. Os valores destas operações são mostrados na tabela 01.

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38 FIGURA 03 – Local de armazenamento das bombonas com filtros contaminados da Transpor tadora Belmok,

FIGURA 03 – Local de armazenamento das bombonas com

filtros contaminados da Transportadora Belmok, Viana, ES,

2005

contaminados da Transpor tadora Belmok, Viana, ES, 2005 FIGURA 04 – Tambores de plástico onde fica

FIGURA 04 – Tambores de plástico onde fica armazenado o óleo queimado da Transportadora Belmok, Viana, ES,

2005

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3.7.4 Manutenção de veículos

A Transportadora Belmok possui uma oficina própria onde realiza a manutenção básica nos veículos como troca de lonas de freio, alinhamento, substituição de válvulas, baterias e rolamentos, troca de pneus, regulagem de alguns itens dos motores, dentre outros. A manutenção mais pesada ligada ao trem de força (motor, caixa e diferencial) e serviços de reforma e pintura, é terceirizada com oficinas e concessionárias especializadas. Os resíduos gerados na oficina são basicamente sucatas, filtros secos, trapos e estopas contaminadas, baterias e carcaças de pneus inutilizáveis. A sucata é depositada numa caçamba e vendida para empresas de reciclagem. Já as baterias, são alocadas na área de destinação de resíduos e recolhidas a base de troca por empresas especializadas em recondicionamento e amparadas por licenças ambientais para efetuar este serviço. Os trapos e as estopas contaminadas são armazenados e recolhidos periodicamente por empresa licenciada e especializada na destinação final deste tipo de resíduo cobrando um valor por esta atividade. Toda a água contaminada proveniente da lavagem de peças é direcionada para caixas de tratamento, a qual faz a filtragem dos resíduos e direciona a água descontaminada para a rede de esgoto publico. As carcaças de pneus ficam alojadas numa cobertura e são vendidas para empresas de reciclagem. Todos os custos e receitas dos resíduos provenientes da manutenção dos veículos estão descritos na tabela 01. Nas figuras 05 e 06 pode-se observar a localização da oficina e a área de destinação de resíduos.

40

40 Figura 05 – Localização da oficina da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005 Figura 06 –

Figura 05 – Localização da oficina da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005

da oficina da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005 Figura 06 – Área de desti nação de

Figura 06 – Área de destinação de resíduos da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005

41

3.7.5 Emissão de gases e ruídos

Todos os veículos da Belmok passam periodicamente por testes e ensaio de opacidade para medir a emissão de fumaça negra pelas descargas no ar de acordo com a Resolução 272 de 14 de setembro de 2000, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). Além disso, são feitos medições para verificar a emissão de ruído conforme Resolução 251 de 07 de Janeiro de 1999 do CONAMA. Se for detectado qualquer tipo de anomalia, os veículos são submetidos à manutenção corretiva para sanar o problema. Os carros estão cadastrados no plano de manutenção preventiva e são submetidos a estes testes anualmente ou quando necessário de acordo com a necessidade. Os testes são realizados por empresas terceirizadas e especializadas para tal atividade por meio de contrato anual com pagamentos mensais conforme tabela 01. Estas empresas são avaliadas pela Belmok com a finalidade de verificar se possuem autorização dos órgãos competentes e rastreabilidade do padrão utilizado nos testes, atestado pelo Inmetro. A figura 07 ilustra o procedimento de medição de ruído dos veículos.

ilustra o procedimento de medição de ruído dos veículos. FIGURA 07 – Medição de ruído dos

FIGURA 07 – Medição de ruído dos veículos da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005

42

3.7.6 Resíduos provenientes de origem doméstica e pelo uso dos sanitários e refeitório.

O resíduo sólido proveniente dos sanitários e da cozinha é direcionado para uma

ETC (estação de tratamento de efluentes). Lá é tratado e liberado para a rede de esgoto e o restante que é sólido, recolhido anualmente. É realizada análise semestral do esgoto tratado, através de amostra da água para verificar a eficácia da estação de tratamento. A figura 08 ilustra a localização da ETC.

de tratamento. A figura 08 ilustra a localização da ETC. Figura 08 – Localização da es

Figura 08 – Localização da estação de tratamento de efluentes da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005

3.8 DESPESAS E RECEITAS DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS

À partir da implantação da coleta seletiva e do gerenciamento eficiente dos resíduos,

a empresa passou a obter uma receita adicional entre o custo da destinação final

dos resíduos e a venda de resíduos renováveis e recicláveis, conforme ilustrado na

TABELA 01.

O custo de mão-de-obra não foi adicionado nas planilhas, pois, ele está ligado tanto

no gerenciamento e operacionalização dos resíduos, quanto na coleta seletiva e

43

reaproveitamento dos resíduos. Desta forma, faz-se necessário este custo em qualquer uma das circunstancias.

RESÍDUO

DESPESA

RECEITA

MENSAL

MENSAL

Filtros e embalagens contaminadas

R$ 1.300,00

-

Lama e areia contaminada

R$ 1.000,00

-

Emissão de gases e ruídos (controle e medição)

R$ 1.000,00

 

Trapos e estopas contaminados

R$ 900,00

-

Peças contaminadas

R$ 400,00

-

Equipamento de informática contaminado

R$ 10,00

-

Lâmpadas fluorescentes

R$ 3,00

-

Carcaça de baterias

-

-

Óleo lubrificante de motor usado

-

R$ 800,00

Óleo de caixa de marcha e diferencial usado

-

R$ 400,00

Sucatas metálicas

-

R$ 1.500,00

Carcaça de pneus

-

R$ 3.300,00

Papel e plástico

-

R$ 200,00

Vidro (pára-brisa de veículos)

-

R$ 4,00

Total

R$ 4.613,00

R$ 6.204,00

Receita líquida mensal

R$ 1.591,00

TABELA 01 – Comparativo entre custos e receitas com resíduos

3.9 ABASTECIMENTO DE VEÍCULOS

O abastecimento de veículos é feito na sede da empresa, a qual possui uma bomba própria com um reservatório de 30.000 litros de óleo diesel. O reservatório está protegido por uma bacia de contensão que comporta 125% do volume total de combustível, para evitar contaminação do solo em caso de um possível vazamento. Ao lado das bombas, há uma área de proteção de 20M 2 feita de concreto com canaletas direcionadas para conter possíveis vazamentos durante o abastecimento do reservatório e dos tanques dos veículos. Além disso, há um procedimento escrito PP.MAN.05 – Controle de abastecimento do tanque e veículos (2005), que orienta toda a sistemática que deve ser seguida pelo funcionário para evitar riscos a saúde,

44

segurança e possíveis acidentes. Na figura 09 pode-se observar a área de abrangência do reservatório e as bacias de contenção.

abrangência do reservatório e as bacias de contenção. FIGURA 09 – Localização do reservatório e da

FIGURA 09 – Localização do reservatório e da bomba de abastecimento da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005

3.10 CONSUMO DE ÁGUA

Atualmente, toda a água necessária ao processo industrial (lavagem de caminhões e manutenção preventiva) é captada do lençol freático e principalmente da água da chuva, através de um sistema que transporta toda água que cai sobre a cobertura do armazém até uma bacia de contenção de 350.000 litros localizada ao lado do lava jato. Esta água é reaproveitada em cerca de 50% através de um sistema de tratamento que retira a sujeira e os resíduos provenientes da lavagem dos veículos. Nas épocas do ano que ocorrem chuvas constantes, a captação de água do lençol é praticamente zero, tento um recorde registrado pela empresa em 2005 de 150 dias lavando os veículos somente com a água da chuva. Através da figura 10 pode-se ter uma idéia do tamanho do armazém que faz a captação e uma vista aérea da empresa.

45

45 FIGURA 10 – Vista aérea do armazém da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005 3.11 APRESENTAÇÃO

FIGURA 10 – Vista aérea do armazém da Transportadora Belmok, Viana, ES, 2005

3.11 APRESENTAÇÃO DA ENTREVISTA REALIZADA NA EMPRESA

A entrevista foi realizada em Agosto de 2005 na sede da Transportadora Belmok

com o gerente geral da empresa.

Questionário:

1. Qual a visão da empresa em relação ao meio ambiente?

A empresa trabalha dentro de uma diretriz voltada para as questões sociais,

econômicas e ambientais, ou seja, procura o crescimento de forma sustentável com

o mínimo possível de agressão ao meio ambiente. Qualquer estratégia que a

empresa planeje, devem se levar em conta as conseqüências ambientais. Atualmente há um movimento muito grande em relação aos aspectos ambientais relacionados ao negócio, inclusive já temos clientes exigindo programas voltados para o gerenciamento do meio ambiente, saúde e segurança.

2. Então, já existe um Programa de Gestão Ambiental implantado na empresa?

Não. Está em andamento a implantação do SASSMAQ e da NBR ISO 9001 com

previsão de certificação para Dezembro de 2005.

46

3. O que é o SASSMAQ?

Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade, cujo objetivo principal é a redução progressiva e contínua dos riscos envolvidos nas

operações de transporte e distribuição. Este programa foi desenvolvido pela ABIQUIM e será obrigatório a partir de 01/01/2006 para todas as empresas que realizam o transporte de produtos químicos perigosos e não-perigosos.

4. Além do SASSMAQ existe algum outro programa ambiental?

Sim. Existe um gerenciamento de resíduos gerados pela empresa.

5. Quais os resíduos gerados pela empresa?

Filtros lubrificantes, filtros secos, trapos contaminados, óleo queimado, baterias,

sucata, vidro, lama contaminada e emissões de gases e ruídos.

6. Quais são as fontes geradoras destes resíduos?

Manutenção preventiva e corretiva da frota, lavagem de veículos e sanitários.

7. O que é feito com estes resíduos?

Uma parte é feita a destinação final através de empresas especializadas e a outra

parte é vendida para empresas de reciclagem.

8. Este gerenciamento de resíduos é muito caro para a empresa?

De certa forma não, pois, através da coleta seletiva e da venda de alguns resíduos

recicláveis a empresa consegue pagar as despesas e gerar uma pequena receita adicional.

9. Quais os benefícios do gerenciamento para a empresa?

Redução de custos, aprovação dos órgãos competentes relacionados ao meio ambiente, além de contribuir com uma melhor qualidade de vida para a sociedade e os funcionários. Pudemos sentir uma melhora da imagem da empresa perante os clientes.

10. Há algum treinamento específico relacionado para os funcionários sobre a conscientização ambiental?

47

Sim. Os treinamentos nos procedimentos do SGI e da Política de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade enfocam a importância da preservação ambiental para humanidade, objetivando despertar nos funcionários a conscientização e o papel de cada um no neste processo.

11. Como é o envolvimento dos funcionários com este programa? Existe algum incentivo para que eles colaborem? Os funcionários colaboram com a coleta seletiva, separando o que é reciclável e procuram evitar o desperdício dos insumos usados no dia-a-dia de trabalho, como a utilização de trapos, impressão de papéis, dentre outros. A receita obtida com a venda da coleta seletiva é revertida em uma confraternização no final de cada mês com um churrasco.

3.11.1 Análise da entrevista

Com essa entrevista observa-se que a empresa tem uma grande preocupação com as questões ambientais. Esta preocupação fica evidenciada no seu programa de gerenciamento de resíduos e das ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida da sociedade em que a empresa está inserida.

Outro ponto observado é a visão da empresa em relação a desenvolvimento sustentável. Na entrevista ficou claro que mesmo num ambiente de negócios tão competitivo, a empresa consegue traçar suas estratégias levando em consideração as questões ambientais, sociais e econômicas.

Um fato muito relevante é a utilização da receita obtida da reciclagem de materiais para realização do churrasco de fim de mês. Além de contribuir para a não poluição do meio ambiente, serve de estímulo para que os funcionários assimilem a importância da preservação ambiental e entendam que cada um pode ajudar um pouco e o resultado de todos faz a diferença no final.

48

4 CONCLUSÃO

O trabalho realizado procurou demonstrar a evolução da consciência ambiental

ocorrida nas últimas décadas. A sociedade percebeu, através dos meios de comunicação, que era preciso fazer algo para frear o ritmo de degradação ambiental. Um dos fatores fundamentais que contribuíram para o despertar desta consciência, foram os inúmeros acidentes ocorridos pelo mundo, muito deles causando milhares de vítimas fatais ou deixando seqüelas até para as gerações seguintes, sem falar na contaminação de solos, rios, mares e ar que impressionam pelo poder de destruição mostrado pelos canais de comunicação.

Com a pressão da sociedade, começaram a surgir encontros de Cúpula organizados pela ONU, com a participação de vários países, ONG’s, empresários e destes encontros surgiu um novo conceito para desenvolvimento, o de desenvolvimento sustentável, que começou a ser introduzido, primeiramente pelas empresas multinacionais e gradativamente foi sendo adotado pelas grandes empresas brasileiras.

Hoje em dia, as variáveis ambientais fazem parte do planejamento de qualquer empresa que pretenda ampliar suas atividades, melhorar seu desempenho e

expandir suas instalações. Há uma exigência cada vez maior por parte de órgãos governamentais, da sociedade e do mercado para que as empresas atuem de forma

a agredir o mínimo possível o meio ambiente.

Verificou-se, através do Estudo de Caso, que a Transportadora Belmok adota medidas de controle ambiental com procedimentos de acordo com a legislação

aplicável, além da conscientização ambiental dos funcionários e comprometimento

da alta direção com estas questões.

Várias são as ações para a diminuição da degradação ambiental resultante do

processo produtivo. Nenhum resíduo é despejado no meio ambiente, a poluição dos veículos é mediada e controlada e destaca-se ainda a preocupação da empresa com

o consumo de água, um fator fundamental para um bem tão valioso e já escasso em algumas regiões do planeta. Sabendo disso, a Belmok está aperfeiçoando seu

49

sistema de reaproveitamento da água da lavagem de veículos e da chuva, para num futuro próximo ser auto-suficiente, contribuindo para a diminuição da exploração dos recursos hídricos e exercendo seu papel na sociedade como uma empresa capaz de aliar crescimento econômico com preservação ambiental.

Com toda a estrutura organizacional montada e o gerenciamento adequado de resíduos, além da certificação da ISO 9001:2000 e do SASSMAQ previstos para dezembro deste ano, propõe-se que a empresa busque a certificação ISO 14.001, consolidando sua atuação responsável e usando, desta maneira, o Sistema de Gestão Integrada como um diferencial competitivo e uma estratégia para a ampliação de seus negócios.

Sugere-se que novas vertentes de pesquisa em relação ao assunto abordado sejam realizadas, buscando cada vez mais o entendimento sobre a questão ambiental nas empresas, o aprimoramento das técnicas de gestão de resíduos e o relacionamento entre as atividades produtivas das organizações e os impactos causados no meio ambiente.

50

5 REFERÊNCIAS

BARBIERI, José Carlos. Gestão Ambiental Empresarial: Conceitos, Modelos e Instrumentos. São Paulo: Saraiva, 2004.

BERNARDES, Júlia Adão; FERREIRA Francisco Pontes de Miranda. Sociedade e Natureza. In: CUNHA, Sandra Baptista da; GUERRA, Antonio José Teixeira (Org.). A questão ambiental: diferentes abordagens. Rio de Janeiro: Bertrand, 2003.

CAMPOS, Lucila Maria de Souza. Um Estudo para Definição e Identificação dos Custos da Qualidade Ambiental. Florianópolis, 1996. Disponível em:

<http://www.eps.ufsc.br/disserta96/campos/index> Acesso em: 27 out. 2005.

DESENVOLVIMENTO, Sustentável Busca Crescimento sem

Destruição.

Folha

Online,

2003.

Disponível

em:

<http://www.1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u9273.shtml>. Acesso em: 27 out.

2005.

DONAIRE, Denis. Gestão Ambiental na Empresa. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1999.

LORA, Electo Eduardo Silva. Prevenção e Controle da Poluição nos Setores Energético, Industrial e de Transporte. Brasília, DF: ANEEL, 2000.

MARTINI JUNIOR, Luiz Carlos de; GUSMÃO, Antônio. Carlos. Freitas de. Gestão Ambiental na Indústria. Rio de Janeiro: Destaque, 2003.

MOURA, Luiz Antônio Antonio Abdalla de. Qualidade e Gestão Ambiental:

Sugestões para Implantação das Normas ISO 14.000 nas Empresas. 3 ed. São Paulo: Juarez de Souza, 2002.

NOVAES, Washington. Agenda 21: Um Novo Modelo de Civilização. In:

TRIGUEIRO, André (Coord.). Meio Ambiente no Século 21. Rio de Janeiro:

Sextante, 2003.

51

PREZOTTI, Júlio César Simões. Plano de Controle Ambiental: Sistema de Tratamento de efluentes líquidos e destinação final adequada de resíduos sólidos (objeto: Licenciamento Ambiental para Sede de Empresa de Transporte de Cargas). Vitória, ES: Maio de 2004.

TINOCO, João. Eduardo. Prudêncio; KRAEMER, Maria. Elisabeth. Pereira; Contabilidade e Gestão Ambiental. São Paulo: Atlas, 2004.

ANEXOS

ANEXO A - Declaração do Rio do Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, tendo se reunido no Rio de Janeiro de 03 a 14 de junho de 1992, reafirmando a Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Humano, adotada em Estocolmo em 16 de julho de 1972, e tomando-a como base com o objetivo de estabelecer uma nova e eqüitativa parceria global mediante a criação de novos níveis de cooperação entre os Estados, os setores-chave da sociedade e as pessoas, procurando alcançar acordos internacionais em que se respeitem os interesses de todos e proteja a integridade do ambiente e do desenvolvimento global, e reconhecendo a natureza integral e interdependente da Terra, nosso lar,

Proclama que:

PRINCÍPIO N.º 1 – Os seres humanos são o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável. Eles têm direito à uma vida saudável e produtiva em harmonia com o meio ambiente.

PRINCÍPIO N.º 2 – Em conformidade com a Carta das Nações Unidas e os princípios da lei internacional, os Estados têm o direito soberano de explorar os seus próprios recursos, segundo suas próprias políticas ambientais e de desenvolvimento, e têm a responsabilidade de assegurar que as atividades realizadas sob seu controle ou jurisdição não causem danos ao meio ambiente de outros Estados ou de zonas que estejam fora dos limites da sua jurisdição.

PRINCÍPIO N.º 3 – O direito ao desenvolvimento deve ser exercido de modo que atenda eqüitativamente às necessidades ambientais e desenvolvimento das gerações presentes e futuras.

PRINCÍPIO N.º 4 – Para alcançar o desenvolvimento sustentável, a proteção do meio ambiente deverá se constituir em parte integrante do processo de desenvolvimento e não devendo ser considerada de forma isolada.

PRINCÍPIO N.º 5 – Todos os Estados e todas as pessoas deverão cooperar na tarefa essencial de erradicar a pobreza como um requisito imprescindível do desenvolvimento sustentável, de modo a reduzir as disparidades nos níveis de vida e atender melhor às necessidades da maioria da população mundial.

PRINCÍPIO N.º 6 – Prioridade especial deverá ser dada à situação específica e às necessidades dos países em desenvolvimento, principalmente os países menos desenvolvidos e os mais vulneráveis em termos ambientais. As medidas internacionais que vierem a ser adotadas em relação ao meio ambiente e ao desenvolvimento deverão levar em conta os interesses e as necessidades de todos os países.

PRINCÍPIO N.º 7 – Os Estados deverão cooperar com espírito de solidariedade global para conservar, proteger, e restabelecer a saúde e a integridade do ecossistema da Terra. Considerando que os Estados têm contribuído de diferentes modos para a degradação do meio ambiente, eles têm responsabilidades comuns, porém, diferenciadas. Os países desenvolvidos reconhecem a responsabilidade que lhes cabe na busca internacional pelo desenvolvimento sustentável, face às pressões sobre o meio ambiente exercidas pelas suas sociedades e pelas tecnologias e recursos financeiros que possuem.

PRINCÍPIO N.º 8 – Para alcançar o desenvolvimento sustentável e uma quantidade de vida melhor para todas as pessoas, os Estados devem reduzir e eliminar os sistemas de produção e consumo não-sustentáveis e promover políticas demográficas apropriadas.

PRINCÍPIO N.º 9 – Os Estados devem cooperar para fortalecer a capacitação endógena voltada para o desenvolvimento sustentável, ampliando a compreensão científica através de intercâmbios de conhecimentos científicos e tecnológicos, e intensificando o desenvolvimento, a adaptação, a difusão e a transferência de tecnologias, inclusive as novas e inovadoras.

PRINCÍPIO N.º 10 – A melhor maneira de tratar as questões ambientais é através da participação de todos os cidadãos interessados em vários níveis. No nível nacional,

todo cidadão deverá ter acesso adequado às informações que as autoridades públicas possuem sobre o meio ambiente, inclusive informações sobre materiais e atividades perigosas para as suas comunidades, bem como a oportunidade de participar dos processos de tomada de decisão. Os Estados devem facilitar e promover a conscientização e a participação do público, colocando as informações ao alcance de todos. Deverá ser oferecido o acesso efetivo aos processos administrativos e judiciais, inclusive o ressarcimento de danos.

PRINCÍPIO N.º 11 – Os Estados deverão promulgar legislações ambientais eficazes. As normas, os objetivos e as prioridades ambientais devem refletir o contexto ambiental e de desenvolvimento em que se aplicam. Normas aplicadas por alguns países podem ser inadequadas e representar custos sociais e econômicos injustificáveis para outros, principalmente para os países em desenvolvimento.

PRINCÍPIO N.º 12 – Os Estados devem cooperar para promover um sistema econômico internacional favorável e aberto que propicie o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável de todos os países, para tratar de modo mais adequado a degradação ambiental. As medidas de política comercial para fins ambientais não devem ser instrumentos de discriminação arbitrária ou injustificável, nem formas de restrição disfarçada ao comércio internacional. Devem ser evitadas as medidas unilaterais para solucionar problemas ambientais gerados fora da jurisdição do país importador. As medidas ambientais voltadas para tratar de problemas globais ou transfronteiriços devem estar, sempre que possível, baseadas em consenso internacional.

PRINCÍPIO N.º 13 – Os Estados devem desenvolver uma legislação nacional dispondo sobre a responsabilidade e a indenização às vítimas da poluição e de outros danos ambientais. E devem também cooperar de modo mais eficaz para a elaboração de novas normas internacionais suplementares sobre responsabilidade e indenização pelos efeitos adversos dos danos provocados em áreas situadas fora de sua jurisdição pelas atividades realizadas dentro de sua jurisdição, ou sob seu controle.

PRINCÍPIO N.º 14 – Os Estados devem cooperar de modo efetivo para desestimular ou evitar o deslocamento ou a transferência para outros Estados de atividades ou substâncias que causem degradação ambiental grave ou que sejam nocivas à saúde humana.

PRINCÍPIO N.º 15 – Para proteger o meio ambiente, os Estados devem aplicar do modo mais amplo os princípios da precaução conforme suas capacidades. Diante da ameaça de dano grave ou irreversível, a falta de uma considerável certeza científica não deverá ser usada como motivo para adiar a adoção de medidas para evitar a degradação ambiental em decorrência dos seus custos.

PRINCÍPIO N.º 16 – As autoridades nacionais devem promover a internalização dos custos ambientais e o uso de instrumentos econômicos, considerando que o poluidor deve, em princípio, arcar com os custos da poluição, levando em conta o interesse público sem distorcer o comércio e os investimentos internacionais.

PRINCÍPIO N.º 17 – O estudo prévio de impacto ambiental, enquanto instrumento de política nacional, deverá ser elaborado para qualquer atividade ou obra proposta que provavelmente cause impacto negativo substancial ao meio ambiente e que esteja sujeita à decisão de uma autoridade nacional competente.

PRINCÍPIO N.º 18 – Os Estados deverão notificar imediatamente os outros Estados sobre os desastres naturais e outras situações de emergência que possam causar efeitos nocivos repentinos sobre o meio ambiente desses Estados. A comunidade internacional deverá empreender todos os esforços possíveis para ajudar os Estados afetados.

PRINCÍPIO N.º 19 – Os Estados deverão prestar informação e notificar previamente de modo oportuno outros Estados que possam ser afetados pelas atividades passíveis de provocarem significativos impactos ambientais nocivos transfronteiriços, e deverão também realizar consultas em datas acertadas com esses Estados.

PRINCÍPIO N.º 20 – As mulheres desempenharão um papel fundamental na gestão e do desenvolvimento ambientais. Sua participação plena é, portanto essencial para se alcançar o desenvolvimento sustentável.

PRINCÍPIO N.º 21 – A criatividade, os ideais e os valores da juventude de todo o mundo devem ser mobilizados para construir uma aliança global que vise ao desenvolvimento sustentável e assegure um futuro melhor para todos.

PRINCÍPIO N.º 22 – Os povos indígenas e suas comunidades, bem como outras comunidades locais, desempenham um papel fundamental na gestão e no desenvolvimento do meio ambiente, em função de seus conhecimentos e suas práticas tradicionais. Os Estados devem reconhecer e dar apoio devido a sua identidade, cultura e interesses, e assegurar sua participação efetiva no processo de busca do desenvolvimento sustentável.

PRINCÍPIO N.º 23 – Devem ser protegidos o meio ambiente e os recursos naturais dos povos dominados, submetidos à ocupação e à opressão.

PRINCÍPIO N.º 24 – A guerra é inerentemente inimiga do desenvolvimento sustentável. Assim, os Estados deverão respeitar o direito internacional, promovendo proteção ao meio ambiente em períodos de conflitos armados e cooperar para o seu desenvolvimento no futuro, caso necessário.

PRINCÍPIO N.º 25 – A paz, o desenvolvimento e a proteção ao meio ambiente são interdependentes e inseparáveis.

PRINCÍPIO N.º 26 – Os Estados devem resolver todas as suas controvérsias ambientais por meios pacíficos e em conformidade com a Carta das Nações Unidas.

PRINCÍPIO N.º 27 – Os Estados e os povos devem cooperar com boa fé e espírito de solidariedade na aplicação dos princípios consagrados nesta Declaração e no desenvolvimento posterior do direito internacional relativo ao desenvolvimento sustentável.

ANEXO B – Macrofluxo de Processos

MACROFLUXO DE PROCESSOS
MACROFLUXO DE PROCESSOS
Requisitos Clientes dos Clientes
Requisitos
Clientes
dos Clientes
MACROFLUXO DE PROCESSOS Requisitos Clientes dos Clientes SERVIÇOS - Transporte rodoviário; - Distribuição de
SERVIÇOS - Transporte rodoviário; - Distribuição de cargas Clientes fechadas e fracionadas; - Armazenagem.
SERVIÇOS
- Transporte rodoviário;
- Distribuição de cargas
Clientes
fechadas e fracionadas;
- Armazenagem.
FORNECEDORES DE PRODUTOS E SERVIÇOS CRÍTICOS Rastreador Agregados Óleo Diesel Segurança Patrimonial Atendimento a
FORNECEDORES DE PRODUTOS E SERVIÇOS CRÍTICOS
Rastreador
Agregados
Óleo Diesel
Segurança Patrimonial
Atendimento a Emergencia
Pneus
Seguro de Carga
Calibração de Instrumentos
Semi Reboques
Seguro de Frota
Coleta de Residuos
Veiculos
Rastreamento

FORNECEDORES DE PRODUTOS E SERVIÇOS NÃO CRÍTICOS

COMITÊ DE GESTÃO INTEGRADA

PROCESSO DE GESTÃO Estabelecimento da Política, Objetivos, Metas e Indicadores do SGI. Provisão de Recursos
PROCESSO DE GESTÃO
Estabelecimento da
Política, Objetivos,
Metas e Indicadores
do SGI.
Provisão de
Recursos
Orientação
regulamentares e
estutários
de Recursos Orientação regulamentares e estutários PROCESSOS DE APOIO AQUISIÇÃO (Compras)  

PROCESSOS DE APOIO

AQUISIÇÃO

(Compras)

 

SAÚDE,

TECNOLOGIA

DA

INFORMAÇÃO

RECURSOS

HUMANOS

SEGURANÇA E

MEIO

AMBIENTE

MANUTENÇÃO

OPERACIONAL CONTROLE DE Licenciamento DOCUMENTOS de Veiculos E REGISTROS
OPERACIONAL
CONTROLE DE
Licenciamento
DOCUMENTOS
de Veiculos
E REGISTROS
DE Licenciamento DOCUMENTOS de Veiculos E REGISTROS para atendimento dos requisitos dos clientes,
DE Licenciamento DOCUMENTOS de Veiculos E REGISTROS para atendimento dos requisitos dos clientes,
DE Licenciamento DOCUMENTOS de Veiculos E REGISTROS para atendimento dos requisitos dos clientes,

para

atendimento

dos requisitos

dos clientes,

para atendimento dos requisitos dos clientes, Análise Crítica do SGI
para atendimento dos requisitos dos clientes, Análise Crítica do SGI

Análise

Crítica do

SGI

PROCESSOS DE REALIZAÇÃO DE SERVIÇOS

Ocorrências

 

Vendas

 

Planejamento, Programação e Controle

 

Escala de Motoristas da frota

Tráfego

de Cargas

propria para viagem

Gestão de Contrato de Clientes

 

Manuseio e Armazenamento de Cargas

de Clientes   Manuseio e Armazenamento de Cargas PROCESSOS DE MEDIÇ ÃO E MONITORAMENTO Medição da
de Clientes   Manuseio e Armazenamento de Cargas PROCESSOS DE MEDIÇ ÃO E MONITORAMENTO Medição da

PROCESSOS DE MEDIÇÃO E MONITORAMENTO

Medição da Satisfação do Cliente
Medição
da
Satisfação do Cliente
ÃO E MONITORAMENTO Medição da Satisfação do Cliente Medição e Monitoramento de Processo Medição do
Medição e Monitoramento de Processo
Medição e
Monitoramento
de Processo
do Cliente Medição e Monitoramento de Processo Medição do Monitoramento do Produto Controle de Serviço
Medição do Monitoramento do Produto
Medição do
Monitoramento
do Produto
de Processo Medição do Monitoramento do Produto Controle de Serviço Não Conforme Auditoria Interna e
Controle de Serviço Não Conforme
Controle de Serviço
Não
Conforme
de Processo Medição do Monitoramento do Produto Controle de Serviço Não Conforme Auditoria Interna e Externa
Auditoria Interna e Externa
Auditoria Interna e
Externa
Serviço Não Conforme Auditoria Interna e Externa A NÁLISE DE DADOS Satisfação de clientes e
A NÁLISE DE DADOS Satisfação de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades
A NÁLISE DE DADOS Satisfação de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades

ANÁLISE DE DADOS

A NÁLISE DE DADOS Satisfação de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de
Satisfação de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos,

Satisfação de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores

de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores
de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores
de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores
de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores
de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores
de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores
de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores
de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores
de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores
de clientes e reclamação de clientes, conformidades e não conformidades de processos e produtos, fornecedores

MELHORIAS

Ações corretivas, preventivas e oportunidades de melhorias

ANEXO C – PP.ADM.17 – Coleta, Separação e Destinação de Resíduos

– Coleta, Separação e Destinação de Resíduos PADRÃO DE PROCESSO Titulo: COLETA, SEPARAÇÃO E

PADRÃO DE PROCESSO

Titulo:

COLETA, SEPARAÇÃO E DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS.

Código PP.ADM.17 Rev. Data 00 16/06/05
Código
PP.ADM.17
Rev.
Data
00 16/06/05

1. OBJETIVO

Estabelecer uma sistemática para coleta, separação e destinação de resíduos.

2. CAMPO APLICAÇÃO

Todos os setores da empresa

3. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Resolução CONAMA 275 de 25/04/2001

4. DEFINIÇÕES

CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente; RESÍDUOS - Resultado das sobras de atividades industriais, domésticas e de serviços de limpeza em geral.

5. REQUISITOS DE SÁUDE, SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE.

Saúde e segurança - Coleta e separação de lixo doméstico: usar Luva PVC ou látex, máscara descartável. Varrição: Mascara descartável. Meio Ambiente - Descrito neste procedimento

6. DESCRIÇÃO DO PROCESSO

6.1 ENTRADAS DO PROCESSO

Fornecedor

O que fornece

Características da Qualidade

1. Todos os Setores da

Empresa

1.1 Resíduos em geral

Resíduos dispostos em caixas de coleta seletiva, caso haja possibilidade.

6.2 PROCESSAMENTO (o que o setor agrega)

 

Atividades

 

Tarefa

Responsável

Registro

 

1.1

resíduos e ou novos tipos de resíduos gerados nas atividades já

existentes comunicar ao setor de segurança de trabalho.

A cada nova atividade que gere

Gerente de Área Encarregado de Serviços Gerais

 

1.

Identificar

resíduos gerados.

-

 

2.1

Definindo forma de coleta,

   

2.

separação e

destinação de

resíduos.

Planejar coleta,

separação e destinação, preenchendo o formulário de controle de resíduos no formulário FM.ADM.10 ANEXO 01.

Técnico de

Segurança

Controle de

Resíduos

FM.ADM.10

3.

Realizar coleta,

3.1

Coletando, separando e

   

separação e destinação interna de resíduos.

destinando resíduos conforme controle de resíduos no formulário

Auxiliar de

Serviços Gerais

-

FM.ADM.10 ANEXO 01.

 

Atividades

 

Tarefa

Responsável

Registro

 

3.2

Verificando diariamente se a

   

coleta, separação e destinação estão sendo realizadas conforme o

Encarregado de

serviços gerais

-

planejado.

4.

Realizar

4.1

no formulário controle de resíduos FM.ADM.10 ANEXO 01.

Destinando conforme descrito

Técnico de

Controle de

destinação externa.

Segurança

Resíduos

 

5.1

Verificando diariamente se a

   

5.

Inspecionar

coleta, separação e destinação, estão sendo realizadas conforme o planejado.

Encarregado de

coleta.

serviços Gerais

-

 

6.1

A cada mudança na legislação

   

ou procedimento em desacordo

com o planejado.

6.

corretivas.

Realizar ações

6.2

correção e registrar as correções

realizadas no formulário de controle de resíduos FM.ADM.10 ANEXO

Estabelecer medidas de

Técnico de

Segurança

Controle de

Resíduos

FM.ADM.10

01.

 

7.1

Arquivando certificados e

   

7.

Arquivar

documentos gerados provenientes no processo de destinação de resíduos.

Técnico de

documentos

Segurança

-

6.4

Recursos Necessários: Pá, enxada, vassouras, empilhadeira, tambores de 200 l, caixas de

coleta seletiva. Varredoura automática.

 

6.5

CONTROLE DE PROCESSO - Conforme Sistema de Indicadores do SGI, quando aplicável.

 

6.6 SAÍDAS DO PROCESSO

Saída (produto do processo)

Cliente

Características da Qualidade

Resíduos, coletados, separados e destinados

Todos os setores da empresa

Resíduos coletados, separados e destinados corretamente, conforme legislação.

Aprovado DRAITON BOLDRINI

Cargo GERENTE ADMINISTRATIVO

Visto

Data

16/06/2005

ANEXO 01 – Controle de Resíduos

ANEXO 01 – Controle de Resíduos CONTROLE DE RESÍDUOS Código FM.ADM.10 Rev. Data 00 16/06/05  

CONTROLE DE RESÍDUOS

Código FM.ADM.10 Rev. Data 00 16/06/05
Código
FM.ADM.10
Rev.
Data
00 16/06/05
   

Forma de Coleta / Separação

Destinação

 

Resíduo

Atividade Geradora

Intermediária (na

Freqüência

 

Belmok)

 

Varrição geral,

Pré-separação em tambores de coleta seletiva

Galpão destinado

 

Papel, Plástico

atividades no

a Papel/Plástico

Todos os dias

armazém.

(Azul/Vermelho)

     

Área coberta

 

Carcaça de

Atividades na

Separando os pneus sem condições de utilização

destinada a

A cada descarte de pneu

Pneus

borracharia

resíduos de

   

borracha

 

Sucatas

Manutenção elétrica e mecânica.

Pré separação em

Caçamba

articulável

Todos os dias, sempre que ocorre manutenção.

Metálicas

destinada a

 

tambores de coleta seletiva

 

sucatas

     

Galpão destinado

 

Estopas usadas

Manutenção em geral

Pré separação em

a

resíduos

contaminados

Todos os dias

tambores de coleta seletiva

 

(Cinza)

Filtros e

   

Galpão destinado

Sempre que ocorrem

embalagens

Troca de óleo e lubrificação

Acondicionadas em tambores de 200 litros

a

resíduos

troca de óleo e lubrificação de veículos

contaminadas

contaminados

com óleo

     

(Cinza)

Destinação Final

(Externa)

Destinado à

reciclagem

Destinado à empresa credenciada para coleta de resíduos de borracha

Vendido para

empresa

compradora de

sucatas metálicas

Vitória Ambiental

Vitória Ambiental

   

Documentos

Freqüência

Padrão

gerados

Sempre que o galpão estiver com capacidade próxima

Solicitar coleta dos depósitos de

reciclagem

Nota Fiscal

a

se esgotar.

 

Solicitar coletas

Certificado de

1 vez por mês

da empresa

destinação

credenciada

final.

Sempre que caçamba estiver com sua capacidade próxima a se esgotar.

Solicitar coleta da empresa responsável

Nota Fiscal

Quando o galpão

   

estiver com o volume aproximado de 4m³ ou quando o galpão estiver com capacidade próxima

Solicitar coleta da empresa responsável

Certificado de

destinação

final

a

se esgotar

 

Quando o galpão estiver com o volume aproximado de 4m³.

Solicitar coleta da empresa responsável

Certificado de

destinação

final

     

Galpão destinado

 

Lama e areia contaminadas com graxa e óleo

Limpeza da caixa separadora de óleo

a

resíduos

Uma vez por semana (quarta feira)

Conforme PO.ADM.04

contaminados

(Cinza) exclusivo

   

para Lama

 
     

Galpão destinado

Sempre que ocorrer

Equipamento de

informática

contaminado.

Manutenção em

equipamentos de

informática.

Pré separação em sacolas plásticas

a

resíduos

contaminados

não recicláveis

manutenção de Informática com troca de peças

 

(cinza)

   

A cada unidade a ser descartada, levar diretamente para o galpão destinado a resíduos perigosos.

Galpão destinado

Sempre que ocorrer

Carcaça de

Baterias

Manutenção elétrica

a

resíduos

perigos (Laranja)

o descarte de baterias

Resíduos sanitários, orgânicos e de escritório não recicláveis.

Serviços de limpeza em geral

Pré –separação em sacolas plásticas

Sacolas plástica e bombonas de 200 litros

Todos os dias

Óleo lubrificante

usado

   

Bombonas

Sempre que a caixa separadora de óleo estiver completa

Troca de óleo e lubrificação

Caixa separadora de óleo

própria da Lwart 1000 litros

Vidro ( Pára-brisa de Cavalo mecânico e outros).

   

Área galpão

Sempre na troca de troca Para Brisa

Manutenção mecânica.

Na ocasião de trocas de para-brisa

destinado a

vidros (verde)

Água do chuveiro de emergência

Uso do chuveiro de emergência

Caixa de contenção de 300 litros, acondicionada sob o chuveiro

Caixa de contenção de 300 litros

Sempre quando cheia a caixa

Vitória Ambiental

Vitória Ambiental

Empresa devidamente licenciada e

credenciada pela fabrica a fazer recolhimento

Aterro sanitário

Empresa

credenciada

Mafix –SP

Vitória Ambiental

Sempre que Galpão com capacidade próxima a se esgotar. (média de 45 dias)

Solicitar coleta da empresa responsável

Certificado de

destinação

final

Sempre que Galpão com Capacidade próxima a se esgotar (média de 45 dias)

Solicitar coleta da empresa responsável

Certificado

destinação

ambiental

Sempre que o galpão estiver com capacidade próxima a se esgotada.

Solicitar coleta da empresa responsável

Certificado de

destinação

final

01 vez por semana

Carregar caminhão e encaminha para o aterro sanitário mais próximo.

Não há.

 

Solicitar coleta da empresa responsável

Certificado de

45 EM 45 DIAS

Destinação

Final

Sempre que Galpão estive com capacidade próxima a se esgotar

Solicitar coleta da empresa responsável

Certificado de

Destinação

Final

Quando tiver quantidade suficiente que justifique a coleta

Solicitar coleta da empresa responsável

Certificado de

Destinação

Final

CÓPIA NÃO CONTROLADA

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