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Melanie Klein(1882-1960) teve seu primeiro contato com a obra de Freud em 1916, entusiasmada começou a atender crianças, se dedicando inteiramente para a psicanálise. Quando Anna Freud publicou o livro O tratamento psicanalítico de crianças” Melanie fez diversas criticas a suas

ideias, iniciando um subgrupo kleiniano na Sociedade Britânica de Psicanálise.

O kleinismo tem como característica sua reinterpretação do complexo de

édipo, e a importância dada a pulsão de morte e agressividade. Na clínica pode-se destacar a importância que se da para a angústia e o estilo interpretativo, extremamente marcado pela construção de significações pela

transferência e pela concepção individual do simbolismo na fantasia. Tais inovações vêm de diversos fatores, como as experiências com crianças, os tratamentos de psicóticos e das experiências psicanalíticas com grupos.

O grupo liderado com Anna Freud e Edward Glover tinha uma posição

mais ortodoxa e restritiva. Anna desenvolve uma teoria baseada nos mecanismos de defesa do eu contra a angustia, amplamente marcado pelo tratamento defensivo da pulsão ( Dunkher, Christian, 2005, p.405)

O grupo annafreudiano tem como atividade centralizada as mediações da defesa e progressiva transformação do eu, é caracterizado pela ênfase dada à reconstrução da infância, além de possuir um método interpretativo mais “clássico”. Além do kleinismo e do grupo annafreudiano, houve um terceiro grupo inglês que deixou mais contribuições para a psicanalise, é o grupo dos Independentes ( midle group).

O grupo dos Independentes não era tão subordinado a doutrinas, sendo

mais próximo dos espirito da tolerância e absorção de novas ideias. O movimento estético e ético conhecido como grupo de Bloomsbury, que era formado por intelectuais e literários, foi uma das fontes de influencia para o trabalho dos Independentes. O grupo que influenciou, possuía uma grande valorização da natureza, da espontaneidade e da contemplação estética, era um estilo de vida e uma atitude sexual. Em contato com tais influencias, vê-se

então, surgir uma ideia de que a psicanalise necessitaria conceder ao sujeito, uma forma de viver mais verdadeira e coesiva com a experiência. Um dos marcos iniciais da tradição dos Independentes se da pelo interesse pelas experiências com grupos, o empenho com as neuroses traumáticas, privação e a desorganização familiar, que são frutos das guerras, amostras dessa compatibilidade com uma dimensão da experiência humana refletida ao enquadramento psicopatológico tradicional. Disso, compreende-se uma atitude criativa e de suspeita em relação a clinica tradicional da psicanálise. Donald Winicorr e Masud Khan fizeram algumas tentativas de posicionar o sofrimento psíquico e a loucura como posição vasta de sua exteriorização, ou seja, deve se subordinar ás condições do sofrimento do individuo e não ao contrario. Donald W. Winnicott era dedicado de forma extensa ao trabalho pediátrico e psicanalítico infantil, com uma vasta sensibilidade clínica, propondo inúmeras inovações terapêuticas partindo da importância de brincar e de suas experiências com casos difíceis. A partir dos três grupos mencionados do freudismo inglês, o kleinismo, o annafreudismo e os Independes, pode-se perceber que, por os três pertencerem á mesma organização, concilia-se uma atitude associativa de relativa tolerância, tendo uma fenda para novas maneiras de exibição do sofrimento psíquico representadas pelos problemas da vida infantil. Além do problema da assimilação e da legitimação no ambiente anglo- saxônico, que foram bases para a reformulação que a psicanalise passou no pós guerra, houve uma terceira estratégia, que esteve na disseminação cultural da psicanálise, a refundação, que evidencia-se nitidamente no caso da França, onde o desenvolvimento da Psicanalise foi tardio. Isso deve-se ao sucesso da corrente de Pierre Janet, e a resistência cultural francesa. Pierre Janet (1859-1947) foi contemporâneo de Freud, dedicou-se ao estudo da histeria congruente com princípios do método clínico. Foi critico da Psicanalise e elaborou o conceito de subconsciente e automatismo mental para fundamentar os sintomas neuróticos. No contexto de da refundação da Psicanálise, aparece Jacques Lacan (1901- 1981), foi herdeiro da tradição clinico-psiquiátrica francesa. Ele levou a psicanalise a uma comunicação com a ciência e a arte do período. Lacan faz

seus primeiros estudos em torno da paranoia. Posteriormente, ele é associado

ao estruturalismo.

O ESTRUTURALISMO inclui um vasto conjunto de concepções em ciências humanas que disseminaram o método de apreensão da linguagem proposto por Saussure para a analise de diversos sistemas, tal qual o parentesco, os sistemas religiosos em antropologia e as formas do conto e do romance em literatura. O estruturalismo coloca-se como um anti-historicismo e como um antifuncionalismo anentendo genericamente a atividade humana como um conjunto de relações que se determinam segundo propriedades similares ás que encontramos na linguagem. ( livro pagina 407)

Lacan, como Melanie Klain, queria tornar reconhecido sua concepção de

inconsciente nos conceitos freudianos, assim, é planejado um programa para

trazer para a psicanalise alguns pensamentos do ocidente. Ele propos uma

nova concepção de sujeito, bom base na crítica a psicanalise centrada no eu.

Assim, realiza-se assim, uma nova compreensão da experiencia

psicanalítica em aspectos simbolico,imaginario e real. Lacan, continuou fiel ás

relevantes movimentações teóricas da psicanalise que lhe era atual. Ele teve

um caminho instiucional bastante contestado, como analista didata e diretor

da Sociedade de Psicanalise de Paris, tomou partido da analise leiga

primeiramente. Com isso, Lacan junto com Françoise Dolto e Daniel Lagache,

é excluído da IPA- Associação Psicanalítica Internacional.

Depois de dois anos de sua exclusão da IPA, houve uma nova ruptura

no movimento psicanalítico francês. Questões referentes a legitimidade iniciam

a importunar a tradição lacaniana, parecido como a forma que aconteceu no

freudismo em 1930.

Os princípios lacainianos surgiam através da grande disseminação da

tradição francesa. A grande expansão do lacanismo na América Latina, se da

por sua colocação verdadeiramente questionável e crítica. O lacanismo foi

aceito melhor em tempos de angustia política vivida por alguns países

Americano latinos, como um instrumento de firmeza cultural.

A psicanálise nos EUA, restabelece-se gradativamente de forma distante

e menos permeável aos sistemas de saúde pública e ao universo cultural

universitário e científico. Nos anos frisados pela guerra fria, a psicanalise nesse país, expôs-se favorável no contenção das Associações Internacionais. Acima de tudo, são nas clinicas que a psicanálise persevera sendo um registro respeitavel. Mesmo que atualmente, quase não seja capaz de reconhecer os limites de sua preponderância, ou seja, a psicanálise, passa a constituir um trecho da cultura do ocidente, em variadas revelações, assim, não se pode mais identificar sua apresentação somente como uma disciplina, uma prática ou uma concepção teórica, inclui-se como parte ligada do complexo discursivo que nos tolera descobrirmo-nos como individuos psicológicos.