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FILHAS DA NOITE Elas andam em bandos e dormem nas ruas. Arredias, ariscas, desconfiadas, agressivas.

Se
chegarmos um pouco mais perto, veremos uma outra realidade. Uma carência que não cabe no corpinho franzino
de algumas delas e uma total falta de compreensão do peso real do que fazem. Sem a mínima maturidade sexual
ou emocional, elas não têm capacidade para avaliar e muito menos optar se realmente querem ser prostitutas.Mas
nada é certo ou exato. Não podemos homogeneizar essas crianças e traçar um perfil ou montar um quadro com
características rígidas. Após o contato com várias meninas, pudemos constatar que muitas delas fazem parte de
uma segunda geração de pessoas que já viviam na rua, ou seja, filhos de filhos da rua. Por aí já podemos entender
que o problema é bem anterior e mais profundo do que podemos imaginar.A desestrutura da família é um dos
únicos fatores constantes. Muitas dessas meninas já sofreram algum tipo de violência ou abuso sexual vindo de
sua própria família e acabam fugindo para as ruas. Outras vêm de Goiás e do Nordeste para a capital, em busca
de trabalho, não conseguem e a família não sabe como ganham aquele "dinheirinho" que mandam todo mês.
Outras, ainda, são incentivadas pela própria família a se prostituírem. Ao ganharem a rua, com o passar do tempo,
perdem os vínculos com a casa e com a família, seduzidas pelos atrativos da rua. A liberdade, a falta de limites e
obrigações, o cheiro da cola e do thinner, o cigarro de merla (pasta de coca).A primeira pergunta que se faz: o
que leva uma criança a se prostituir ou ser prostituída? Em primeiríssimo lugar a miséria. Em todos os sentidos.
Ao perguntarmos, a resposta poderia ser dada em coro: por dinheiro. Dinheiro para comprar comida, sim, mas
principalmente para comprar cola. Logo que chegam às ruas, as meninas experimentam a droga, muitas vezes
oferecida pela "turma". Viciadas, elas roubam e se prostituem para comprar mais e, se não tiver, thinner ou até
mesmo esmalte. Na maioria das vezes tem sempre uma cafetina ou um cafetão por trás delas. Eles descobrem um
ponto e começam a agenciar, muitas vezes trazem as meninas de longe ou das cidades satélites. Eles administram
o negócio, mantêm as meninas dependentes e as protegem ao mesmo tempo.

PROPOSTA: TOMANDO POR BASE O LIVRO LIDO SOBRE PROSTITUIÇÃO INFANTIL E AS OUTRAS
INFORMAÇÕES OBTIDAS, ELABORE UM TEXTO DISSERTATIVO EM QUE O TEMA SEJA
ABORDADO, DISCUTIDO E QUE HAJA PROPOSTAS DE SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA.

FILHAS DA NOITE Elas andam em bandos e dormem nas ruas. Arredias, ariscas, desconfiadas, agressivas. Se
chegarmos um pouco mais perto, veremos uma outra realidade. Uma carência que não cabe no corpinho franzino
de algumas delas e uma total falta de compreensão do peso real do que fazem. Sem a mínima maturidade sexual
ou emocional, elas não têm capacidade para avaliar e muito menos optar se realmente querem ser prostitutas.Mas
nada é certo ou exato. Não podemos homogeneizar essas crianças e traçar um perfil ou montar um quadro com
características rígidas. Após o contato com várias meninas, pudemos constatar que muitas delas fazem parte de
uma segunda geração de pessoas que já viviam na rua, ou seja, filhos de filhos da rua. Por aí já podemos entender
que o problema é bem anterior e mais profundo do que podemos imaginar.A desestrutura da família é um dos
únicos fatores constantes. Muitas dessas meninas já sofreram algum tipo de violência ou abuso sexual vindo de
sua própria família e acabam fugindo para as ruas. Outras vêm de Goiás e do Nordeste para a capital, em busca
de trabalho, não conseguem e a família não sabe como ganham aquele "dinheirinho" que mandam todo mês.
Outras, ainda, são incentivadas pela própria família a se prostituírem. Ao ganharem a rua, com o passar do tempo,
perdem os vínculos com a casa e com a família, seduzidas pelos atrativos da rua. A liberdade, a falta de limites e
obrigações, o cheiro da cola e do thinner, o cigarro de merla (pasta de coca).A primeira pergunta que se faz: o
que leva uma criança a se prostituir ou ser prostituída? Em primeiríssimo lugar a miséria. Em todos os sentidos.
Ao perguntarmos, a resposta poderia ser dada em coro: por dinheiro. Dinheiro para comprar comida, sim, mas
principalmente para comprar cola. Logo que chegam às ruas, as meninas experimentam a droga, muitas vezes
oferecida pela "turma". Viciadas, elas roubam e se prostituem para comprar mais e, se não tiver, thinner ou até
mesmo esmalte. Na maioria das vezes tem sempre uma cafetina ou um cafetão por trás delas. Eles descobrem um
ponto e começam a agenciar, muitas vezes trazem as meninas de longe ou das cidades satélites. Eles administram
o negócio, mantêm as meninas dependentes e as protegem ao mesmo tempo.

PROPOSTA: TOMANDO POR BASE O LIVRO LIDO SOBRE PROSTITUIÇÃO INFANTIL E AS OUTRAS
INFORMAÇÕES OBTIDAS, ELABORE UM TEXTO DISSERTATIVO EM QUE O TEMA SEJA
ABORDADO, DISCUTIDO E QUE HAJA PROPOSTAS DE SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA.

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