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C C O O M M I I T T Ê Ê B B R

CCOOMMIITTÊÊ BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE BBAARRRRAAGGEENNSS

NNúúcclleeoo RReeggiioonnaall ddoo RRiioo ddee JJaanneeiirroo

Curso Sobre:

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F AAC CCE EE DDE EE CCO D C OON NNC CCR RRE EET TTO OO

Local: IME; Rio de Janeiro – RJ Data: Maio – Julho/2010

Professores / Doutores:

Paulo Teixeira da Cruz (1) Esther Marques (2) José Renato de Oliveira (2)

(1) Teoria e Prática (2) Nivelamento e Laboratório

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- APRESENTAÇÃO

- PROGRAMAÇÃO

- BIBLIOGRAFIA

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- MÓDULO 0 – NIVELAMENTO / EXERCÍCIOS

- MÓDULO 1 – TEORIA / EXERCÍCIOS

- MÓDULO 2 – LABORATÓRIO

- MÓDULO 3 – PRÁTICA / EXERCÍCIOS

Foto da Capa: Barragem da UHE Serra da Mesa, Rio Tocantins, GO.

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AAP A PPR RRE EES SSE EEN NNT TTA AAÇ ÇÇÃ ÃÃO OO

Este Curso, sobre barragens de terra, terra - enrocamento e enrocamento com face de concreto, promovido pelo CBDB, em conjunto com o IME, além de atualização técnica, visa ajudar engenheiros civis e geólogos de engenharia a lidar com uma nova fase da engenharia brasileira de barragens.

As barragens brasileiras durante muitos anos pertenciam a empresas estatais que contratavam o projeto e a construção, mas a fiscalização era exercida pela própria Estatal com amplos recursos de pessoal e de laboratórios. Tais projetos contavam ainda com a presença de Consultores nacionais e internacionais contratados pela Estatal para acompanhar o projeto e a construção das barragens.

Tais obras se tornavam as melhores escolas de engenharia de barragens. Engenheiros e geólogos principiantes encontravam nesses canteiros de obras a prática que completava a sua formação acadêmica. Muitas teses de Mestrado e de Doutorado se originavam de problemas vividos e aprendidos no campo. Esta época dourada da engenharia brasileira de barragens se encerrou com o fim das obras de grandes barragens pela década de oitenta, início de 90.

Por um período de 10 ou 15 anos foram poucas as construções de barragens no Brasil, até que um novo formato foi delineado, com a introdução de investidores, do apoio do BNDES, e das pequenas e médias empresas de projeto e de construção. UHE’s e PCH’s se tornariam um negócio rentável, desde que sujeitos a duas condicionantes: o menor custo e o menor prazo de construção.

Nesta nova fase, os canteiros de obra se tornaram pouco mais que acampamentos temporários de apoio ao projeto, construção e fiscalização. Estas três etapas da obra em geral são exercidas por uma única entidade – o Consórcio.

Este Curso, cujos exercícios são o objeto principal desta Apostila, se desenvolverá em 4 Fases, - Módulos -, como resumido a seguir:

No Módulo 0 os participantes poderão tirar dúvidas sobre conceitos básicos de Mecânica de Solos e Geotecnia e sobre os exercícios pré-estabelecidos;

No Módulo 1 serão revisadas as propriedades geotécnicas de solos e enrocamentos a serem utilizados no projeto e na construção das barragens. Ênfase especial será dada ao problema do fluxo pela barragem e pela fundação/ombreiras. Serão ainda discutidos os conceitos e princípios gerais de projeto e os sistemas de vedação e de drenagem;

No Módulo 2 serão executados em laboratório os ensaios básicos de classificação e identificação dos solos, bem como, os ensaios de compactação e de controle como o Hilf, densidades máxima e mínima, “pin hole” e permeabilidade. Os participantes poderão também ter acesso a ensaios de adensamento e de compressão triaxial;

No Módulo 3 serão propostos para discussão e solução, problemas observados em obras recentes, bem como, análise de rupturas e de incidentes e acidentes. Procurar-se-á em cada caso distinguir o que é essencial do que é secundário para a solução do problema.

Entende-se que os alunos deverão reservar algum tempo para a solução dos problemas propostos, cujas soluções serão iniciadas em classe, mas que poderão exigir mais tempo para a sua elaboração final. Os exercícios aqui apresentados poderão ser adaptados e/ou complementados, dependendo da dinâmica observada no desenvolvimento do Curso.

Um certificado, chancelado pelo CBDB e pelo IME, será fornecido aos participantes que comparecerem às aulas e entregarem resolvidos todos os problemas propostos.

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O Curso será desenvolvido em Módulos integrados, com carga horária de 65 horas, com a seguinte programação básica:

Módulo 0 Nivelamento – 27 de Maio de 2010

De 09:00h – 12:00h e 14:00h – 19:00h

Módulo 1 Teoria – 08 a 11 de Junho de 2010

08/06/10; de 14:00h – 20:00h (Às 14:00h – Apresentação e Abertura Solene). 09/06/10; de 13:30h – 20:00h 10/06/10; de 13:30h – 20:00h 11/06/10; de 08:00h – 13:00h

Módulo 2 Laboratório – 22 a 24 de Junho de 2010

22/06/10; de 13:30h – 18:30h 23/06/10; de 13:30h – 18:00h 24/06/10; de 08:00h – 13:00h

Módulo 3 Prática – 13 a 16 de Julho de 2010

13/07/10; de 14:00h – 20:00h 14/07/10; de 13:30h – 20:00h 15/07/10; de 13:30h – 20:00h 16/07/10; de 08:00h – 13:00h (Às 12:30h – Avaliação e Encerramento Solene).

Intervalos para café estão previstos nos períodos programados.

Na noite de 14/07/10 haverá um “Jantar de Confraternização”.

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BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

G G R R R A A A F F F I I I A A

É composta pelos livros-texto (fornecidos aos alunos do Curso); será seguida primordialmente

durante as aulas.

- Cruz, Paulo T. (1996) – “100 Barragens Brasileiras – Casos Históricos – Materiais de Construção – Projeto”. Oficina de Textos, São Paulo.

- Souza Pinto, Carlos (2000) – “Curso Básico de Mecânica de Solos”. Oficina de Textos, São Paulo.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

É recomendada para aqueles que desejarem aprofundamento em assuntos correlatos aos de

engenharia geotécnica de barragens, tais como: geologia de engenharia, ensaios de campo e

laboratório, instrumentação geotécnica e outros.

- Caputo, H. P. (1988) – Mecânica dos Solos e suas aplicações. Livros Técnicos e Científicos Editora. Volumes 1, 2 e 3.

- Cedergreen, H. R. (1989) – Seepage, drainage and flow nets. Terceira edição. John Wiley & Sons.

- Cruz, P. , Materon, B, Freitas, M. (2009) – Barragens de Enrocamento com Face de Concreto. Oficina de Textos, São Paulo.

- Dunnicliff, J. (2008) – Geotechnical Instrumentation for Monitoring Field performace – Wiley & Sons.

- Earth Manual – Bureau of Reclamation.

- Geologia de Engenharia (2002) – ABGE, Editores Oliveira, A. M. S. e Brito, S. N. A.

- Head, K. H. (1982) – Manual of soil laboratory testing, vol 1. Editora John Wiley and Sons.

- Lambe, T. W. e Whitman, R. V. (1979) – Soil Mechanics, SI version. John Wiley & Sons.

- Normas Brasileiras - ABNT - de ensaios em solos.

- Sherard, J.L., Woodward, R.J. Giziennski, S.F., Clevenger, W.A. (1967) – Earth-Rock Dams. Engineering Problems of Design and Construction, Terceira Edição. John Wiley & Sons.

- Schnaid, F. (2000) – Ensaios de Campo e Suas Aplicações À Engenharia de Funcadações. Oficina de Textos, São Paulo.

- Silveira, J.F.A. (2006) – Instrumentação e Segurança de Barragens de Terra e Enrocamento. Oficina de Textos, São Paulo.

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N N T T T O O O / / E E X X X E

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d d o o R R i i o o d d e e J J

O objetivo do Módulo 0 é o de propiciar ao aluno uma revisão geral da disciplina de Mecânica dos Solos. A bibliografia principal é o livro: Souza Pinto, Carlos (2000) – “Curso Básico de Mecânica de Solos”. Oficina de Textos, São Paulo.

Os tópicos principais da revisão são:

1) PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS:

Origem e constituição dos solos, Índices físicos, consistência e plasticidade. Classificação dos solos.

2) MOVIMENTO DA ÁGUA NOS SOLOS:

Definições. Lei de Darcy. Permeabilidades dos solos. Força de percolação. Areia movediça. Filtros. Capilaridade. Sucção dos solos.

3) TENSÕES NOS SOLOS:

Pressões devidas ao peso próprio do solo. Princípio das Tensões Efetivas.

4) COMPACTAÇÃO DOS SOLOS:

Compactação no campo e ensaios de laboratório. Estrutura dos solos compactados. Efeitos da compactação no comportamento dos solos.

5) COMPRESSIBILIDADE DOS SOLOS:

Adensamento dos solos.

6) RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO DOS SOLOS:

Critérios de resistência. Círculo de Mohr. Diagramas p-q, trajetória de tensões. Recursos experimentais para determinar a resistência ao cisalhamento do solo. Resistência ao cisalhamento das areias. Resistência ao cisalhamento das argilas.

NOTA:

Os exercícios deste Módulo 0, que constam a seguir, são abrangentes para a revisão proposta.

Entretanto para as avaliações, deverão ser obrigatoriamente resolvidos e entregues somente os seguintes:

1.5;

1.6;

2.2;

3.2;

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3.3;

4.1;

4.2;

5.2;

6.1.

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1) PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS:

e i i r r o o 1) PROPRIEDADES E CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS : 1.1) O

1.1) O que você entende por índice de plasticidade e índice de consistência? Cite uma maneira de como o índice de consistência pode ser utilizado na previsão do comportamento do solo em campo.

1.2) Um determinado laboratório de geotecnia ao realizar ensaios em duas amostras de solo chegou aos seguintes resultados: O solo 1 apresentou cerca de 20% de suas partículas com diâmetro inferior a 0,002 mm. Sabe−se ainda que a maior parte da fração argila do solo 1 era composta de caulinita. O solo 2 apresentou cerca de 15% de suas partículas com diâmetro inferior a 0,002 mm. Sabe−se ainda que o argilo−mineral predominante na fração argila deste solo era do mesmo grupo da montmorilonita. Baseando−se apenas nestas informações, qual solo deverá apresentar maior índice de plasticidade? Explique porque.

1.3) Sua empresa foi contratada para a realização de ensaios de caracterização (identificação tátil − visual, granulometria e limites de consistência) de solos de uma determinada região, que serão utilizados como jazidas para a construção de uma barragem homogênea de terra. Para que estes sejam realizados no menor tempo possível, o consórcio de empresas que irão construir a obra resolveu que os ensaios de caracterização serão realizados no próprio local de construção. Faça uma lista dos principais equipamentos que deverão ser enviados a campo para a realização dos ensaios.

1.4) Esboce curvas granulométricas típicas para um solo bem graduado e para uma areia siltosa uniforme. Para cada curva desenhada, determine o seu coeficiente de uniformidade e o seu diâmetro efetivo (D 10 ).

1.5) Para a construção de uma barragem de terra é previsto um volume de 300.000m 3 de terra, com um índice de vazios de 0,8. Dispõem−se de três jazidas, as quais são designadas por A, B e C. O índice de vazios do solo de cada uma delas, bem como a estimativa do custo do movimento de terra até o local da barragem, são indicados no quadro abaixo. Qual a jazida mais viável

economicamente?

Jazida

Índice de vazios

Custo do movimento de terra/m 3

A

0,9

R$ 1,20

B

2,0

R$ 0,89

C

1,6

R$ 0,96

1.6) Se 150.000m 3 de solo são escavados de uma área de empréstimo, no qual o índice de vazios é de 1,50.

a)Pergunta−se qual será o volume correspondente de aterro, se o índice de vazios especificado para o mesmo for de 0,75. Sabendo−se ainda que o teor de umidade na área de empréstimo é 2% e que o aterro, depois de pronto, terá umidade de 8%.

b) Pede−se calcular o volume de água (em m 3 ) que deverá ser adicionado ao material escavado. Considerar o peso específico das partículas sólidas =2,70g/cm 3 .

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2) MOVIMENTO DA ÁGUA NOS SOLOS:

J J a a n n e e i i r r o o 2) MOVIMENTO

2.1) Com base na figura abaixo, calcular a perda de água na ensecadeira por percolação do maciço terroso. Considere o meio isotrópico com permeabilidade 10 -6 m/s.

3,5 m
3,5 m

2.2) Calcule, para a cortina de estacas-prancha abaixo, a tensão efetiva dos pontos P e A, este último a 0,82 m de profundidade junto à estrutura. Considere o γ = 18 kN/m 3 .

P e A, este último a 0,82 m de profundidade junto à estrutura. Considere o γ

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2.3) Uma grande escavação de 7,5m de profundidade será executada numa camada de argila com γ sat = 18,0 kN / m 3 . As investigações realizadas, antes da escavação, indicaram a presença de um horizonte de areia a uma profundidade de 12,0m abaixo da superfície do terreno. Nas sondagens, o nível da água elevou-se à mesma altura do NT. Calcular a profundidade H a partir da qual um sistema de bombeamento deverá rebaixar o nível d’água para que a escavação seja estável. Estime a vazão necessária por metro de escavação para uma permeabilidade do material de 10 -7 m/s.

vazão necessária por metro de escavação para uma permeabilidade do material de 10 - 7 m/s.

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3) TENSÕES NOS SOLOS:

d d e e J J a a n n e e i i r r

3.1) Calcular as tensões geostáticas neutra, efetiva e total ao longo do perfil de solo apresentado a seguir, para as duas posições do nível de água apresentado na figura. O que ocorre com as tensões verticais efetivas devido ao rebaixamento do nível de água da posição 1 para a posição 2?

verticais efetivas devido ao rebaixamento do nível de água da posição 1 para a posição 2?

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d d o o R R i i o o d d e e J J

3.2) A partir da figura a seguir elabore o caminho das tensões nos pontos A (prof. = 7,62m) até H (prof. = 91,46m), considerando o estado inicial de tensões a partir das tensões geostáticas até o carregamento do tanque. Considere γ = 20,27 kN/m 3 e K 0 = 0,4.

Não é permitido usar o computador – faça o gráfico à mão. As tensões deverão ser em kPa.

Variação das tensões devido ao carregamento
Variação das
tensões devido ao
carregamento

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d d o o R R i i o o d d e e J J

3.3) Desenhe os caminhos de tensão para as seguintes condições de carregamento. Não é permitido usar o computador faça à mão:

Condições iniciais

Condições iniciais

σσσσ h (kPa)

σσσσ v (kPa)

σσσσ h (kPa)

σσσσ v (kPa)

200

200

mantem-se constante

aumenta até 600 kPa

200

200

aumenta até 600 kPa

mantem-se constante

200

200

aumenta até 200 kPa

mantem-se constante

200

200

ambos aumentam com σ h =∆σ v /3

200

100

diminui até 70 kPa

mantem-se constante

20

100

aumenta até 600 kPa

mantem-se constante

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4) COMPACTAÇÃO DOS SOLOS:

e J J a a n n e e i i r r o o 4)

4.1) Em uma obra de terraplenagem, o material de empréstimo (material que será utilizado na execução do aterro) apresenta umidade de 16% e um peso específico natural de 18kN/m 3 . O volume disponível deste material é de 3000m 3 . A especificação técnica de projeto é que o material depois de compactado possua um peso específico seco de 16,8 kN/m 3 e umidade após a compactação = 18%. Qual o volume de aterro que será possível executar a partir do material disponível? Qual o volume de água que será necessário acrescentar para executar este aterro?

4.2) Explique, com o auxílio de gráficos:

A) O que é umidade ótima de compactação e qual a vantagem em se adotar essa umidade para

execução de aterros;

B) Mostre também através de gráficos a variação da compressibilidade ao longo da curva de compactação;

C) Compare as curvas de compactação de um dado solo referentes a energias de compactação

normal, intermediária e modificada.

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5) COMPRESSIBILIDADE DOS SOLOS:

J J a a n n e e i i r r o o 5) COMPRESSIBILIDADE

5.1) Um ensaio de adensamento foi realizado sobre uma amostra de argila cujo ângulo de atrito interno φ´= 28º. A figura a seguir representa a curva de compressão deste ensaio, para 24h, quando as poro-pressões já haviam se dissipado. Considere que K 0 = 1-senφ´.

Pede-se:

a) Calcule as tensões efetivas e totais, as tensões p e q e o caminho de tensões efetivas para este ensaio dos pontos 1 até 6. Indique estes valores na tabela a seguir e faça o caminho de tensões no gráfico a seguir.

b) Quais

destes

pontos

sobreadensada?

representam

um

estado

de

tensões

de

uma

argila

1 2 3 4 5 6 Tensão vertical efetiva, kPa
1
2
3
4
5
6
Tensão vertical efetiva, kPa

Atenção – a figura está em escala logarítmica

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d d o o R R i i o o d d e e J J

5.2) Um aterro infinito de 3m de altura, foi executado sobre uma camada de solo mole

compressível de 5m de espessura, cujo nível d’água encontra-se na superfície do terreno natural original. Esta camada de argila está apoiada em rocha impermeável. O peso específico do aterro

é 18 kN/m 3 e o peso específico saturado da argila é 14kN/m perfis com a profundidade de :

. Desenhe esquematicamente os

3

Para tempo = 0 – desenhe os perfis de aumentos da tensão total, poro-pressão e tensão efetiva em função da profundidade na camada de argila. Informe os valores nos gráficos.

Para 0 < tempo < – desenhe os perfis de aumentos da tensão total, poro-pressão e tensão efetiva em função da profundidade na camada de argila. Indique somente o formato das curvas.

Para o tempo = – desenhe os perfis de aumentos da tensão total, poro-pressão e tensão efetiva em função da profundidade na camada de argila. Informe os valores nos gráficos.

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6) RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO DOS SOLOS:

n e e i i r r o o 6) RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO DOS SOLOS: 6.1)

6.1) Faça os gráficos de tensão cisalhante x deformação e gráfico do plano σ:τ de ensaios triaxiais drenados realizados em uma areia fofa e em uma areia compacta. Mostre em um gráfico índice de vazios x deformação a variação do índice de vazios com a deformação nestes ensaios, indicando o índice de vazios crítico.

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CONTEÚDO

R R i i o o d d e e J J a a n n

CAPÍTULO LIVRO (*)

1 – PROJETO BÁSICO

2

2 – PRESSÕES EFETIVAS E SUCÇÃO

5

3 – REVISÕES CONCEITUAIS SOBRE O COMPORTAMENTO DE SOLOS NATURAIS E MATERIAIS DE EMPRÉSTIMOS

6

4 – COMPORTAMENTOS DE SOLOS E ENROCAMENTOS

7

5 – PERMEABILIDADE E CONDUTIVIDADE

8

6 – PRINCÍPIOS GERAIS DE PROJETOS

9

7 – SISTEMAS DE DRENAGEM INTERNA

10

8 – CRITÉRIOS DE FILTRO

10

9 – SISTEMAS DE VEDAÇÃO

11

10 – CÁLCULOS DE ESTABILIDADE

14

11 – INSTRUMENTAÇÃO

19

(*) Ref. Cruz, Paulo T. (1996) – “100 Barragens Brasileiras – Casos Históricos – Materiais de

Construção – Projeto”. Oficina de Textos, São Paulo.

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1º PROBLEMA: C C O O M M I I T T Ê Ê B

1º PROBLEMA:

CCOOMMIITTÊÊ BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE BBAARRRRAAGGEENNSS

NNúúcclleeoo RReeggiioonnaall ddoo RRiioo ddee JJaanneeiirroo

d d o o R R i i o o d d e e J J

A figura 4.1 (Lambe/Whitman – 1968) mostra as faixas granulométricas dos solos (areias, siltes,

argilas) As figuras 10.40 a 10.43 (Cruz-1996), mostram granulometrias de solos que contém areias, siltes

e argilas.

Compare as figuras acima. O que elas nos informam sobre as argilas. Que tipo de informação se obtém das curvas 1,2,e 3, das figuras 10.40 a 10.43 e para que usos esta informação é válida?

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das curvas 1,2,e 3, das figuras 10.40 a 10.43 e para que usos esta informação é
C C O O M M I I T T Ê Ê B B R

CCOOMMIITTÊÊ BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE BBAARRRRAAGGEENNSS

NNúúcclleeoo RReeggiioonnaall ddoo RRiioo ddee JJaanneeiirroo

e o o R R e e g g i i o o n n a
e o o R R e e g g i i o o n n a

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2º PROBLEMA: C C O O M M I I T T Ê Ê B

2º PROBLEMA:

CCOOMMIITTÊÊ BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE BBAARRRRAAGGEENNSS

NNúúcclleeoo RReeggiioonnaall ddoo RRiioo ddee JJaanneeiirroo

d d o o R R i i o o d d e e J J

2.1 – O que diferencia um solo natural (argiloso) do mesmo solo depois de amolgado?

2.2 – Em que condição um solo colapsível deixa de ser colapsível?

2.3 – Como se pode identificar um solo “estruturado”?

2.4 – Defina sucção de um solo.

2.5 – Como se leva em conta a contribuição da sucção na resistência ao cisalhamento de um solo

não saturado.

Ref. Capítulo 6 – Livro 100 Barragens

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3º - PROBLEMA: C C O O M M I I T T Ê Ê

3º - PROBLEMA:

CCOOMMIITTÊÊ BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE BBAARRRRAAGGEENNSS

NNúúcclleeoo RReeggiioonnaall ddoo RRiioo ddee JJaanneeiirroo

d d o o R R i i o o d d e e J J

3.1 – Que é um solo mole? Qual a ordem de grandeza de sua resistência ou cisalhamento (num

ensaio de compressão simples).

3.2 – O que explica o fenômeno de liquefação de uma areia?

3.3 – As figuras 7.31, 7.32 e 7.33 mostram resultados de ensaios triaxiais em solos compactados.

(Livro – 100 Barragens). Seis comportamentos diferentes são identificados. Estas diferenças de

comportamento são devidas ao tipo do solo, à umidade de compactação e ao nível da pressão de

câmara.

Na tabela a seguir são indicados 5 solos, o desvio da umidade e a pressão de câmara de ensaios

consolidados não drenados. Identifique o tipo de comportamento previsto ( I a VI)

Solo

Desvio de

Pressão de

Tipo

Expansão

Unidade

Câmara

Compressão

Arenoso

- 2%

100

kPa

   

Argiloso

+

2%

100

kPa

   

Arenoso

ótima

600kPa

   

Coluvio de

       

Arenito

ótima

400

kPa

Residual de

 

1%

300

kPa

   

Basalto

+

3.4 - Que fatores explicam a curvatura das envoltórias dos enrocamentos?

3.5 – Porque motivos a compressibilidade dos enrocamentos aumenta com o nível das tensões

verticais nas barragens?

Ref. Capítulo 7 – Livro 100 Barragens

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4º PROBLEMA: A – Solos: C C O O M M I I T T

4º PROBLEMA:

A – Solos:

CCOOMMIITTÊÊ BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE BBAARRRRAAGGEENNSS

NNúúcclleeoo RReeggiioonnaall ddoo RRiioo ddee JJaanneeiirroo

d d o o R R i i o o d d e e J J

4.1 – Qual a lei básica que define a permeabilidade de um solo?

4.2 – Na tabela a seguir são mencionados 10 materiais. Que faixa de permeabilidades você

estimaria para estes solos?

Solos

Faixa provável da permeabilidade cm/s

Areias de filtro compactadas

 

Areias com 10% de finos compactadas

 

Brita 2 (50%) com areia grossa (50%)

 

compactada

Pedregulho de Rio - in situ

 

Solo Residual de Arenito Compactado

 

Argilas Residuais Compactadas abaixo da

 

ótima

Solo saprolitico de gnaisse – in natura

 

Solo saprolitico de gnaisse compactado na

 

ótima

Enrocamento de basalto compactado

 

Enrocamente de gnaisse com muitos finos

 

compactados

B – Fraturas Rochosas:

4.3 – Quais as leis que regem o fluxo em fraturas rochosas?

4.4 – Quais as expressões para se calcular o número de Reynolds – Re e o coeficiente de

resistência ao fluxo λ de Darcy?

4.5 – O que diferencia o fluxo turbulento do fluxo laminar?

Ref. Capítulo 8 – Livro 100 Barragens

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5º PROBLEMA: C C O O M M I I T T Ê Ê B

5º PROBLEMA:

CCOOMMIITTÊÊ BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE BBAARRRRAAGGEENNSS

NNúúcclleeoo RReeggiioonnaall ddoo RRiioo ddee JJaanneeiirroo

d d o o R R i i o o d d e e J J

5.1 – Em que faixas granulométricas são encontrados:

A - Os solos saprolíticos

B – Os saprólitos

5.2 - Se estes materiais forem utilizados numa barragem, junto com solos residuais, em que

zonas da barragem devem ser colocados.

5.3 – Que cuidados devem ser tomados na compactação destes materiais quanto a:

A – escarificação

B – molhagem

C – espessura da camada

D – equipamentos de compactação

E – controle

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C C O O M M I I T T Ê Ê B B R

CCOOMMIITTÊÊ BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE BBAARRRRAAGGEENNSS

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6º PROBLEMA:

Princípios Gerais de Projeto:

e e i i r r o o 6º PROBLEMA: Princípios Gerais de Projeto: 6.1 –

6.1 – Ilustre através de 3 seções de barragens os 3 princípios gerais de projeto, utilizando uma

seção para cada caso.

6.2 – Depois de ler o capítulo 9 do Livro 100 Barragens, procure ilustrar uma ou mais questões

discutidas nesse capítulo, com um caso real de uma barragem na qual você trabalhou no projeto ou na construção da obra.

Ref. Capítulo 9 – Livro 100 Barragens

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7º PROBLEMA: C C O O M M I I T T Ê Ê B

7º PROBLEMA:

CCOOMMIITTÊÊ BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE BBAARRRRAAGGEENNSS

NNúúcclleeoo RReeggiioonnaall ddoo RRiioo ddee JJaanneeiirroo

d d o o R R i i o o d d e e J J

7.1 – Escolha uma seção de barragem. A seguir trace separadamente uma rede de fluxo para a fundação e outra para a barragem. Calcule as vazões e verifique se o sistema de drenagem proposto é adequado.

Ref. Capítulo 10 e itens 15.10.3 a 15.10.5 do Capítulo 15 do Livro 100 Barragens.

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8º PROBLEMA: Sistemas de Vedação: C C O O M M I I T T

8º PROBLEMA:

Sistemas de Vedação:

CCOOMMIITTÊÊ BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE BBAARRRRAAGGEENNSS

NNúúcclleeoo RReeggiioonnaall ddoo RRiioo ddee JJaanneeiirroo

d d o o R R i i o o d d e e J J

8.1 – Ilustre com 3 seções de barragem as vedações adotadas na barragem e na fundação. Não

é necessário detalhar. 8;2 - O “piping” ou retro-erosão tem sido citado como uma das principais causas de rupturas de barragens.

Explique o que é “piping” e em que condições ele se inici