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LIÇÃO 2

A UNIVERSALIDADE DA OBRA DE CRISTO

Texto bíblico: Romanos 1.18-2.12

Das muitas virtudes de Paulo, a maior foi tirar o “Caminho” da


situação de seita judaica e transformá-lo no cristianismo, religião
universal. O mérito é sempre de Deus, que o chamou desde o ventre
(Gl 1.15) e que, na sua soberania poderia ter chamado outro. Mas
Paulo não foi desobediente à visão celestial (At 26.19).
O homem de Tarso tornou o homem de Nazaré matéria de culto
no mundo inteiro. Ele compreendeu melhor que ninguém que a obra
de Jesus tinha dimensão universal. Como dissemos na lição anterior:
“O vinho novo sairá do odre velho, e o instrumento para isso será um
fariseu que se encontrou com Jesus ressuscitado”. O fato de ele ter
sido fariseu torna a questão mais impactante. Hoje, “fariseu” é
sinônimo de “hipócrita”, por causa de Mateus 23, que direciona nossa
interpretação. “Fariseu” deriva de pherishut, que significa
“abstinência e separação”. Era o grupo mais fiel ao judaísmo, preso à
Torah (a Lei). O fariseu não era hipócrita, mas alguém sério, zeloso
pelo judaísmo, com a mente dominada pela Lei. Paulo, judeu
ortodoxo, entendeu o evento Jesus como nem a própria igreja
compreendeu, no início.

1. Inicialmente uma seita judaica


“E quando Pedro subiu a Jerusalém, disputavam com ele os que
eram da circuncisão, dizendo: Entraste em casa de homens
incircuncisos e comeste com eles” (At 11.2,3). Pedro foi censurado
pela igreja por ter entrado na casa de Cornélio. Aliás, ele dissera a
Cornélio que não devia entrar em sua casa e que o fazia por causa de
uma visão de Deus (At 11.28). Quando o Espírito Santo veio sobre
Cornélio e sua casa, Pedro e seus acompanhantes se admiraram (At
10.45). Os gentios também tinham direitos espirituais! Assim é que
eles foram batizados (At 10.47,48). Este foi o mistério (o segredo de
Deus) que Paulo compreendeu melhor que todos: Efésios 3.1-6.
Mas nem assim a questão cessou. Em Atos 15.1-29, as igrejas
se reuniram porque alguns defendiam que os gentios que cressem
em Cristo deveriam se circuncidar (v. 1). O “Caminho” era uma seita
judaica, e quem entrasse nela deveria guardar o judaísmo. Nesta
ocasião se deu a ruptura, e o evangelho deixou os limites estreitos
que queriam lhe impor. Paulo, que lutou por isto (vv. 2 e 15) já
entendera a questão muito antes. Desde sua conversão o Senhor
dissera que ele fora escolhido para levar o evangelho aos gentios (At
9.15). E, mais tarde, na sua mais dura carta, ele disse que a
circuncisão, como rito religioso, anulava a obra de Cristo (Gl 5.2). Ou
cristão ou judeu! Ou a salvação pela graça por meio da fé em Cristo
(Ef 2.8 e Gl 2.16) ou a salvação pela Lei. Se a salvação viesse pela
Lei, a morte de Jesus teria sido sem sentido (Gl 2.21).
É bom lembrar isto, porque vivemos tempos em que alguns
desejam restaurar o judaísmo em nossa teologia. Símbolos judaicos,
festas judaicas, a estrela de Davi, o quipá (o chapéu masculino
judaico), a arca, são trazidos para nossos templos. Não somos judeus.
Somos cristãos. Não somos filhos do Sinai, e sim do Calvário. Nada
temos a ver com Agar, e sim com Sara, pois não somos filhos da
Jerusalém geográfica, e sim da Jerusalém espiritual (Gl 4.21-31 e Ap
21.2). Nós somos de Jesus e ouvimos a Jesus, e não a Moisés ou a
Elias (Mt 17.1-5). A Lei e os Profetas, como norma, vigoraram até
João, e desde então vale o evangelho do reino (Lc 16.16). Cantemos
“Eu sou de Jesus, aleluia, de Cristo Jesus, meu Senhor” (401 CC, 454
HCC). Somos dele, e não de Moisés. Não podemos voltar atrás, pois
não somos daqueles que recuam na fé (Hb 10.39).

2. O evangelho é para todos


Para o apóstolo, esta universalidade do evangelho, com o
direito da salvação dos gentios, estava predita desde o início da
história da salvação (que começa com Abraão), como lemos em
Gálatas 3.8. E ele era o homem que iniciaria este processo na igreja.
Obviamente, ele tinha consciência disto, desde sua conversão. O
Senhor disse a Ananias que o recém-convertido Saulo era “um vaso
escolhido, para levar o meu nome perante os gentios...” (At 9.15).
Tiago, Pedro e João, líderes da igreja de origem judaica,
reconheceram que Paulo era o homem destinado por Jesus para
pregar o evangelho aos gentios (Gl 2.7-9) e ele mesmo se declarou
missionário aos gentios, várias vezes: Romanos 11.13 e 15.16,
Gálatas 1.16 e 1 Timóteo 2.7.
O ensino de Paulo é claro. Deus encerrou todos os homens,
quer judeus quer gentios, debaixo de pecado (Rm 1.18 a 2.12, e Gl
3.22), para que a promessa fosse de todos. A vantagem dos judeus é
que eles receberam os oráculos divinos (Rm 3.1), mas também estão
debaixo do pecado, como os gentios (Rm 3.9-20). Judeus e gentios
são pecadores (Rm 3.23), e precisam do mesmo Salvador, Jesus (Rm
6.23).
No pensamento de Paulo, Deus é Salvador de todos os homens
(1Tm 4.10). É desejo divino que todos os homens, e não apenas os
judeus, sejam salvos (1Tm 2.14). Isto é a universalidade da obra de
Cristo. Ele é o Salvador possível para todos os homens. Todos podem
ser salvos.

3. Universalidade, sim; universalismo, não

Dizemos “Salvador possível para todos os homens” para evitar


a confusão que a frase “Salvador de todos os homens” traz. Ele é o
Salvador possível para todos os homens, mas isto não significa que
todos os homens serão salvos. A doutrina que assim afirma se chama
universalismo. Ela ensina que todos serão salvos porque a obra de
Cristo na cruz redimiu os pecados de todos os homens,
independentemente de eles crerem ou não. Muitos tentam dar este
sentido a algumas declarações de Paulo, por isso que tivemos o
cuidado na frase.
Paulo deixou claro que não há salvação compulsória. Os
homens a devem querer, devem aceitá-la. Em 2 Coríntios 5.20, após
dizer que Deus nos reconciliou consigo em Cristo (2Co 5.18), ele pede
que os homens aceitem a reconciliação. A salvação é para “todo
aquele que invocar o nome do Senhor” (Rm 10.13). “Invocar” é mais
que recitar ou dizer o nome. É colocar-se sob o cuidado do nome.
Aquele que se coloca sob o cuidado do Nome sobre todo o nome será
salvo. Não há salvação indiscriminada, a todos. Ela vem por causa da
obra de Jesus, é oferecida e deve ser aceita. Haverá salvos e não-
salvos no dia final, conforme Jesus ensinou (Mt 25.34 e 41). Tendo
recebido seu evangelho diretamente de Jesus (Gl 1.11,12), Paulo não
entra em contradição com ele, mas apenas ressoa o que o Salvador
lhe ensinou. Todos podem ser salvos porque Jesus trouxe uma
salvação universal, e Paulo a proclamou ao mundo não-judeu.

Para pensar e agir

1. O evangelho acabou com as barreiras humanas, declarando


que todos são iguais, tanto como pecadores como objeto da graça de
Deus. Por isso, a parede de separação entre judeus e gentios foi
derrubada (Ef 2.14). Não há mérito e ninguém é melhor que ninguém.
A salvação é obra da graça.
2. A universalidade do evangelho significa que só há salvação
pela graça e por meio da fé em Jesus (Ef 2.8,9). Ninguém pode ser
salvo a não ser por Cristo. A igreja de Jesus precisa de visão
evangelística e missionária. Ninguém é salvo por ser bom, mas
somente por Jesus. O destino eterno de bilhões de pessoas está nas
mãos da igreja. Nas minhas e em suas mãos.
3. Precisamos lembrar que o tema central da pregação da igreja
é Cristo e Cristo crucificado (1Co 2.2). Há muita pregação sociológica,
de conceitos humanos, e igrejas mais preocupadas com sua filosofia
eclesiástica e em “fidelizar” clientes do que em anunciar que só Jesus
salva. Precisamos evangelizar, pregar mensagens evangelísticas,
realizar série de conferências evangelísticas, distribuir folhetos, falar
de Jesus ao mundo. Nunca esqueçamos que SÓ JESUS CRISTO SALVA!