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DA ARGILA

MESOPOTÂMICA AO
HIPERTEXTO DE NELSON
Somos herdeiros de Alexandria e fazedores de Xanadu
M.M.Borges

Margarida P. Oliveira
ONTEM
ANTIGUIDADE
n 3º mil. a.C. – Bibliotecas sagradas, anexas
aos templos, dir. por sacerdotes

n Suméria e Mesopotâmia- Bibliotecas


arquivos- Guarda e conservação

Caracteres em tijolos endurecidos ao Sol


guardados em potes de barro com
letreiros/título em prateleiras
ANTIGUIDADE
Templos

§ Babilónia - respeito pela cultura


e memória escrita.
escrita Papel de Hamurábi

§ Ninive – 1ª biblioteca organizada-


20.000 tábuas de argila- leis,
tratados,lendas…

§ Egipto - Carnaque, Edfu- Livro


dos Mortos
GREGOS
(s/ reg.Arq
reg.Arq.)
.)

n Séc. VI a.C.- 1º Biblioteca aberta –Pisístratos


1ª Bibl. Pública de Atenas – Licurgo

n Bibliotecas junto aos mercados e Teatros.


Manuscritos consultados localmente e no
domicílo

n Livros como auxiliares de ensino

n Produção literária sobretudo verbal

n Locais de encontro de letrados, espaços de


discussão e elab. projectos
GREGOS
Séc. III a.C.- período helenístico
n Bibl. Escolar de Aristóteles
n Alexandria- Ptolomeu - 400.000 vol.
papiros, rolos - 3 incêndios
– Sala de leitura
– Oficina de copistas
– Arquivo

Enriquecida pela Biblioteca de PÉRGAMO (pergaminhos)


e Aristóteles 700.000 vol. of. a Cleópatra por M. António
ROMANOS
30 d.C. –Bibliotecas Gregas levadas
nas conquistas p. Roma

n Instrumentos de domínio intelectual


n Secções Grega e Latina separadas
n Muitas bibliotecas particulares - expansão do
comércio dos livros, símbolos de prestígio
n Polião – 1ºas Bibl. Pú blicas em Roma
n Augusto – Bibliotecas PALATINA e OCTAVIANA

Séc. IV – 29 Bibliotecas em Roma


INVASÕES BÁRBARAS

n Guerras – instabilidade

n Preciosidades bibliográficas dispersas

n Ruína de muitas bibliotecas

n Tradição das Bibl. Públicas interrompida


INVASÕES BÁRBARAS
nDocumentos escondem-se nos Conventos
e Castelos Feudais – Papel dos Frades
Beneditinos

n Documentação a servir minorias

n Culto dos livros

nReprodução paciente graças às virtudes


monacais
INVASÕES BÁRBARAS

n Punições / perseguições

Constantinopla - 6.000 vol.


Importantes Bibliotecas Árabes (prof. e alunos)-
Córdova,Bagad, York, Monte Cassino, Bobbio

Séc. XI invenção do papel


IDADE MÉDIA
n Séc. XIII- Grandes Universidades
Bolonha, Salamanca, Coimbra, Paris
Sorbonne – 1017 livros

n Colégios - Oxford, Cambridge, Paris

n Conventos com Scriptoria – imposição de


silêncio…Murmúrio… – “Ruminatio”

n Portugal – Ordens Religiosas -Alcobaça, Santa


Cruz, Lorvão, Tarouca, Santo Tirso
I. MÉDIA / RENASCIMENTO
Depois dos conventos e mosteiros escolas nas catedrais

n Séc. XIV/XV – livros presos às estantes por correntes


“catenatus” – Arquivos de Coimbra e Braga

n Sec. XV – Cultura humanista. Disseminação da cultura


Grega

n Descoberta nos Conventos da Lit. Greco Romana

n Mais de 1000 manuscritos Bizantinos levados p. Itália

n Reagrupamento das Bibliotecas

n Criação de pequenas bibliotecas privadas- bibl. de Petrarca


– secção latina e grega- funções didácticas, estudo e
reflexão
RENASCIMENTO
Séc- XV/XVI

Fim das bibliotecas monacais

n Bibl Humanistas com 2 áreas- Livraria e Scriptoria


n Reaparecimento das grandes bibliotecas - para
homenagear os manuscritos
n Bibliotecas aristocr áticas
n Bibliotecas seculares
n Aparecimento da imprensa-1455- Gutemberg-caracteres
móveis Multiplicação de livros- Bíblias, textos litúrgicos,
greco-latinos, gramáticas, doutrina Aristotélica
n 40.000 obras publicadas e no final do séc. 1.100.000
livros em circulação
RENASCIMENTO
Séc - XV/XVI

n3 alas –1441 -Florença - Bibl.


Cosimo de Médicis
Arq. Michelozzo
Biblioteca Laurenziana
Biblioteca Estes em Ferrara

n1 ala - Bibl. Ilustradas – Mitologia,


filósofos,Cenas bíblicas
RENASCIMENTO
Séc - XV/XVI

Bibl.Platoniana de Florença- 1440


Vaticana- 1455
Imperial de Viena-1480
Joanina – Coimbra -1548
Colombina – Sevilha- 1551
1716 Escorial- 1584
Paris- 1643 Cardeal Mazarino

Bibl. modernas baseiam -se nas col. particulares do


séc. XVI
Bodleiana de Oxford
RENASCIMENTO
PORTUGAL

n Séc. XV- Livrarias particulares dos príncipes de


Avis - D. João I, D.Duarte , D. Fernando- 1º
núcleo das obras da Liv. Real- B. Real na B.
Ajuda (Paço da Ribeira).
n D. Manuel I- ideia de conservação e guarda de
espólios da Casa Real e Conventos- acesso aos
sábios.
n Redescoberta dos manuscritos antigos
guardados e copiados pelos frades.
Portugal
Séc. XVII/ XVIII

n D. João V – 1712 – 6000 vol. da Casa de Bragança para


o Paço da Ribeira- B. Ajuda
n 1755 – terramoto destruição do recheio de 70.000 vol.
da Liv. Real
n Perda de livrarias de conventos, nobres e bibliófilos
n 1756- D. José I cria o fundo inicial da Bibl. da Ajuda com
a col. de Nicolau da Silva
n 1757/1772 – novas integrações – Barbosa Machado e
espólios de famílias proscritas
n 1796- Real Biblioteca Pública da Corte – 60.000 vol.
Portugal
Séc. XVIII/XIX

n 1807 – Saída da corte para o Brasil


Bibl. Real encaixotada e levada para o Rio de
Janeiro.

n 1821 -Regresso de D. João VI a Portugal. Parte da


Bibl. Real ficou no Brasil -1000 manuscritos lá
deixados constituiram o fundo da B. Nac. do R.
Janeiro.

n Perseguição das Ordens Religiosas e extinção


em1834
Portugal
Séc. XVIII/XIX
n Bibl. da Ajuda após 1821
Incorpora o que regressou do Brasil

n Fundos da Real Biblioteca Pú blica da


Corte ?
n 1796 -Biblioteca Nacional de Lisboa -
1969
Fundos:

Real Mesa Censória


Real Biblioteca Pública da Corte
Academia Real de Hist ória Portuguesa
Incorporações de ordens religiosas
Doações particulares
SÉC. XVIII/XIX
n Grandes Bibliotecas nacionais

B. N. Berlim
1712- B. N. de Espanha
B. do Museu Britânico
B. N. França- hoje + de 6 milhões de
livros
1800 – Congresso E.U.A. 100 milhões
de livros. cresc ./a. 2 milhões
1862- B. Lenine de Moscovo
Sécs. XIX/XX

n 1º revolução industrial
1820/1830

n Produção de livros em série


Sécs. XIX /XX
n Funções das Bibliotecas
Veículos de educação
Combate ao analfabetismo (Portugal 75% analfabetos)

n Preocupações técnicas
Posição relativa dos livros nas estantes
Códigos de catalogação
Esforços de normaliza ção/cooperação
Sécs. XIX/XX
n Inglaterra
Bibliotecas Vitorianas
British Library
n E.U.A.
Bibliotecas públicas
New York Public Library
n Portugal
Gabinetes de Leitura -1870/1890
Fundos: Livros dos conventos
Zonas urbanas carenciadas
Junto de Associações profissionais,comerciais,
culturais, livrarias e editoras- aluguer de livros

Clube de Alcobaça, Grémio Literário de Lisboa, Gab de Leitura


de Angra, Sampaio & Moraes, Universal, Portugália
Sécs. XIX/XX
n 1870- Bibliotecas populares D. António da Costa
1ª tentativa de Bibl. Ambulantes
Ass. Esc. Móveis Método J. Deus

n Bibliotecas Móveis (travelling libraries)


Fundos modestos
Combate ao analfabetismo do interior, ajuda
à instr. Pública

2ª rev. industrial – 1860/1880


Séc. XX
n Biblioteca a sair ao encontro dos leitores
n Empréstimo
n Bibl de bairros e de empresas
n 1911/1914 – crise de superprodução
n Livros a mais
n Editoras na falência
n Biblioteca avassaladora, logo, ameaçadora
Séc. XX
n Funções das Bibliotecas
Cultura
Sociedade

n Multiculturalismo
Variedade de documentação, suportes
e línguas

n Crescimento demográfico
Apoio social

n Sociedade do Bem estar e consumo


Ocupação dos tempos livres
Séc. XX

n Livros brochados ,
de bolso, livro
objecto de
consumo
HOJE
TIPOS DE BIBLIOTECAS
n Nacionais

n Públicas

n Especializadas

n Universitárias

n Escolares

n Infantis

n Itinerantes…
Bibliotecas / Portugal
Bibliotecas / Portugal
Alguns marcos
n 1958 Itinerantes e fixas – Gulbenkian
n 1983 interesse pela leitura p ública
n 1987 – RILP (BM1 /20.000 h.;BM2/50.000;BM3/+ 50.000)
Total de cobertura até 2000 -265 municípios
n 1988- PORBASE – BNL
n 1996 - GT Bibliotecas Escolares
Até 2003 previa-se a total cobertura do B ásico e
Secundário
Livres acessos / Div de suportes/ Fundos actualiz./ Art.
em rede/ Compet. de inform e nas TIC’s
Associativismo Bibliotecas/ Portugal

n BAD -1973
n INCITE- 1987 -A. Des. Inf Cient Técnológ.
n BIBLIOMEDIA-1990 – Ass. Bibl. Vale do Ave e
Cávado
n APDIS- 1991- Ass. Prof. Área Saúde
n BIBLIOPOLIS- Apoio a Bibl. Grandes Centros urbanos
n LIBERPOLIS – 1994 – Ass. Des. L. Publ. A. Metrop.
Lisboa
n Comissão de Ética – 1995 –BAD /INCITE/APDIS
HOJE
E
AMANHÃ
O QUE SOMOS AFINAL?
Um fenómeno de informação
Fisiológicamente
§ Informação genética
§ Informação endossomática
Animais: teias de aranhas, ninhos de aves, represas de
castores - disposições congénitas ou adquiridas

§ Informação cognitiva
§ Informação social
Exossomática
?
usamos ferramentas de sobrevivência
?
Computadores, processadores, telecomunicações
Sociedade da Informação
n Democratização

n Acessibilidade

n Diversificação
Serviços
Suportes

n Flexibilidade, cooperação, adaptação

Configuração das bibliotecas como um todo


disponíveis para utilizadores potenciais
Novos cenários

n Mundo analógico ? Mundo digital


n Acessos descentralizados aos registos –
OPAC’s – acessos locais e remotos – Negação da raíz etimológica-
fim da “arca”

n Diversidade de suportes- MNL / Col. Virtuais


Bibl.polim édias, multim édias, virtuais, electrónicas, digitais….

n Normaliza ção de dados


n Partilhas, consórcios e cooperações
alargadas
Novos cenários
n Biblioteca do futuro
híbrida
mediadora de acesso à informação

n Fruto das Tecnologias


Variabilidade do espaço e tempo
Novas condições de acesso
Novo “nomadismo”
Novas competências de informação
Novos cenários
n Gestão das colecções

n Superprodução textual gera produção


virtual

n Constrangimentos

Linguísticos
Orçamentais
Tecnológicos
Sócio económicos
Síntese
n ONTEM n HOJE

Alexandria Xanadu

Muros Espaço e tempo virtual

Suportes est áticos Suportes dinâmicos

Inf./Form./ Comunic.
Fixação de conteúdos /
Cópias
Democratização de acessos
Educ. elites
Síntese
HOJE
n Informação Explosiva e Móvel
+ de 500.00 títulos de livros nos últ. anos
+ de 10.000 títulos de revistas (1(1ºº rev
rev.. 1665)

+ de 2 milhões de artigos científicos/ano

n Globalização e rapidez de acesso (sat


(saté
é lite /fibras ó pticas/redes)

n Especialização / Interdisdiplinaridade
n Multiplicidade de suportes e meios (Papel / microfilme/ analó
analó gicos/digitais, multim
multim.)
.)

n Variedade de fontes (C(Cóódigos / suportes / formatos)


n Valor económico da informação – Indústrias
Palavra de ordem ? ORIENTA
ORIENTAÇÇÃO
Do Oceano revolto ao mar calmo e navegá
naveg ável
?
localizar e fornecer informaç
informação pertinente
Novas possibilidades riscos e
desafios

n Armazenamento Inf.
digital - Perenidade? (curto e
longo prazo)

n Autenticidade e
fiabilidade - Falsificações?

n Preservação da
identidade e
socialização
Novas possibilidades riscos e
desafios

n Problemas de copyright

n Simultaneidade de funções (autor/ editor /


leitor/difusor)

n Custos acrescidos das conversões e


partenariados
HOJE
COMO
ONTEM
CONCLUSÃO
n Memória colectiva

n Bibliotecários como escribas

n Bibliotecas Universais

Alexandria pela educação aristotélica de A. Magno


Hipertexto de Nelson pela vontade política e económica

… Ambas pela utopia


AMANHÃ…
Biblioteca menos como instituição,
mais como um enorme livro em
que todos participam.
“O Universo (a que todos chamam Biblioteca) é
constitu ído por um número indefinido, e talvez infinito,
de galerias hexagonais…”
Biblioteca de Babel
Jorge Luis Borges