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COMUNICAÇÃO E LIDERANÇA

PARTE 02

Figura : portal radar


COMUNICAÇÃO E LIDERANÇA

1-CONSIDERAÇÕES GERAIS:

1.1- COMUNICAÇÃO:

1.1.1- ETMOLOGIA: De acordo a definição etimológica, comunicação vem do latim


comumnicatio de communis = comum e significa a ação de tornar algo comum a muitos.

1.1.2-DEFINIÇÃO:
É um campo de conhecimento acadêmico que estuda os processos de comunicação humana.
Constitui-se em um campo de saberes e técnicas que engloba manifestações coletivas , individuais,
as instituições e as relações de poder, os efeitos dos meios tecnológicos de comunicação em massa.

1.1.3-COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL:

De acordo com Maximiano (2000, p.282): “Comunicação é o processo de transferir e


receber informações. Informações são dados organizados que possibilitam a análise de situações e
tomada de decisões”. Desta forma no ambiente organizacional, a comunicação é uma das molas
mestras indispensáveis para se ter acesso a outros, formando-se um meio de integração as unidades
da organização,com o intuito de se cumprir sua finalidade.

2-TIPOS DE COMUNICAÇÃO:

Os tipos ou fluxos de comunicação estão fundamentados na direção em a comunicação é


dada, como comunicação: para cima (ascendente), para baixo (descendente) ou para os lados
(lateral). Sendo assim temos :
2.1-COMUNICAÇÃO DESCENDENTE
A comunicação para baixo, ou também chamada descendente, é usada em organizações
burocratizadas e autoritárias, pois é feita através de ordens ou informações sobre políticas ou
programas que a empresa quer implantar. Desta maneira, as decisões são comunicadas, não há
participação dos colaboradores nas decisões. Dessa forma, esse tipo de comunicação é utilizado
para dar um feedback para os colaboradores informando-os sobre o produto final de seu trabalho.
Maximiano (2000, p.284), Diz que “Muitas vezes, a comunicação para baixo procura manter
as pessoas informadas para que possam trabalhar direito”.

2.2 – COMUNICAÇÃO ASCENDENTE:

É a partir da comunicação para cima que os diretores da empresa tem informações, através
de relatórios, a respeito do desempenho de seus colaboradores, dados de produção e controle de
qualidade. Esse tipo de comunicação é também uma forma de se manter informado sobre as
atitudes e sugestões dos colaboradores.
A pesquisa de atitude é uma da ferramentas mais usuais na comunicação ascendente e
informar da satisfação dos clientes internos a respeito de seu trabalho, relações interpessoais,
salário, entre outros aspectos da organização.
Para Maximiano (2000, p.285), “As pesquisas de atitudes levam para cima, de forma
organizada, informações que a administração pode aproveitar para consertar os aspectos
problemáticos e criar um clima favorável ao desempenho”.

Para Hampton (1992, p.434), “Os subordinados dão informações sobre o andamento e
problemas do trabalho aos superiores, de modo que estes possam decidir o que fazer. Mas a
informação necessária é com frequência censurada ou não é transmitida, e às vezes com resultados
desastrosos”. Quando a organização adota este tipo de comunicação , ela corre o risco de não levar a
sério certos problemas e muitas vezes atenua o problema , a isso chamamos de filtragem
providencial, é não é uma boa decisão já que a organização tem problemas que precisam ser
atenuados.

2.3 – COMUNICAÇÃO LATERAL:

É também denominada de comunicação diagonal. Maximiano (2000, p.286) definimos este


tipo de comunicação como “... é a que ocorre entre unidades de trabalho do mesmo nível ou entre
unidades de trabalho de níveis diferentes, mas que se situam em diferentes hierarquias”. Para este
autor, os canais de comunicação diagonal vão possibilitar os processos interdepartamentais e a
tomada de decisões.
Hampton (1992) faz uma diferenciação entre a comunicação lateral e a comunicação
diagonal, dizendo que na primeira, a comunicação se dá com pessoas do mesmo nível hierárquico e
na segunda, com pessoas de níveis hierárquicos diferentes. Para o autor, este tipo de comunicação é
muito usado para comunicação gerencial.
A comunicação lateral/diagonal em geral ocorre pela comunicação oral em organizações
com estrutura horizontal, isto é , com poucos níveis hierárquicos, e tende a ser mais veloz que a
comunicação formal. O único incômodo é que este tipo de comunicação que também é também
chamada de rede informal é que está propensa a se virar a chamada “rádio corredor”.
Quando falamos deste tipo de comunicação os “boatos” ou “rumores” são recursos muito
usados para satisfazer as necessidades dos colaboradores as organizações e isso faz com que os
níveis de autoridade sejam ultrapassados, sendo praticamente difícil de controlá-los, o que pode
implicar em sérios riscos para os indivíduos e a empresa como um todo.
Robbins (2002) afirma que “o conteúdo das redes de rumores são consideradas muito mais
verdadeiras, pelos funcionários, do que as informações formais advindas da cúpula das
organizações”.

3- REDES DE COMUNICAÇÃO
As redes de comunicação estão direcionadas ao canal de comunicação pelo qual a
informação circula, mas também pode ser ainda classificada de acordo com as redes que a mesma
utiliza, sendo assim denominadas de rede do tipo formal e informal.

3.1-COMUNICAÇÃO FORMAL : São aquelas que seguem a cadeia de autoridade da


organização definida pela estrutura, consideramos cinco tipos de redes de comunicação grupal que
são:

3.1.1- Comunicação em roda:


Neste tipo de comunicação em roda os membros comunicam por de um único
membro,ocupando este a posição central. A comunicação neste tipo de rede é mais rápida, é
centralizada e o rigor é bom, tem emergência de liderança. A satisfação neste tipo de cadeia é
reduzida

3.1.2- Comunicação em Y :
Na rede em Y a comunicação faz-se nos dois sentidos aos diversos níveis da hierarquia. Tem
como característica de ser lenta, ao rigor é razoável,é centralizada e tem emergência de liderança. A
satisfação é reduzida.
3.1.3-Comunicação em cadeia: Na rede de comunicação em cadeia, cada indivíduo comunica
apenas com o que o antecede e o precede. A velocidade é lenta,o rigor é razoável e a satisfação é
reduzida, a centralização é moderada , e tem emergência de liderança.
3.1.4-Comunicação em circulo : a comunicação em círculo, o último indivíduo comunica com o
primeiro. A velocidade é média , o rigor é bom,a satisfação é elevada , não é centralizada e não tem
emergência de liderança.

3.1.5- Comunicação em interligação total : todos os membros comunicam com todos, a


velocidade é lenta e o rigor é reduzido , e a satisfação é elevada, a emergência de liderança, não há,
e não ocorre a centralização.

3.2- COMUNICAÇÃO INFORMAL:


A comunicação informal é aquela que tem seguimento na cadeia da autoridade, e pode
mover-se em qualquer sentido facilitando a realização das tarefas. Este tipo de rede de comunicação
faz a sua divulgação através de boatos que, e não pode ser controlada pela administração, mas tem
ainda uma maior credibilidade do que aquela que é formalizada, podendo criar problemas na
distorção da informação.
Os trajetos seguidos pela comunicação informal são específicos de cada organização, e estão
divididos em quatro formas: linear, tagarelice, probabilidade e aglomerado .

3.2.1- Trajeto Linear : é a informação que passa de pessoa a pessoa.

3.2.2- Trajeto Tagarelice: o portador da informação divulga-a a todas as pessoas com quem
contata.

3.2.3- Trajeto Probabilístico : a informação é passada ao acaso.

3.2.4-Trajeto Aglomerado (cluster): o primeiro elemento da cadeia fala a mensagem a pessoas


específicas e não a todas aquelas que contata, isto é, a informação é passada seletivamente.

3.1.5- Características da Comunicação Informal :

As mensagens que circulam nos trajetos informais apresentam determinadas características


que são:
1. A comunicação informal circula mais rapidamente do que a formal;
2. Três aspectos reforçam esta rapidez: as redes informais funcionam 24 horas por dia, atuam
dentro e fora do local da organização são multidireccionais;
3. Em geral acham que a informação divulgada não é verdadeira;
4. Em geral presume-se que a informação que circula na rede informal pode não manter-se
confidencial.

4-LIDERANÇA

De acordo com a literatura sobre Liderança, de John Garner, “liderança é o processo de


persuasão, ou de exemplo, através do qual um indivíduo (ou equipes de liderança) induz um grupo a
dedicar-se a objetivos defendidos pelo líder, ou partilhados pelo líder e seus seguidores”.
Para Chiavenatto, liderança é a influência interpessoal mostrada numa situação e dirigida
através do processo da comunicação humana com a finalidade de atingir diversos objetivos
específicos. Dessa maneira, motivando-os na realização de tarefas e melhorando a qualidade das
relações entre os componentes deste grupo.
Hersey e Blanchhard conceituam liderança como “o processo de influenciar as atividades de
um individuo ou de um grupo para a consecução de um objetivo numa dada situação”.

4.1.1-LIDERANÇA ORGANIZACIONAL :

Liderança é um processo de influência; os líderes são pessoas que, por suas ações, e
motivam um grupo de pessoas em busca a uma meta comum ou compartilhada.

Podemos observar ois tipos de influencia na liderança que são : Liderança transacional x
transformacional:

A)-Líderes Transacionais : Direcionam seus seguidores em metas estabelecidas, esclarecendo


requisitos dos papéis e das tarefas.

Características:
Recompensa contingente: negocia troca de recompensas por desempenho favorável , dá
reconhecimento as ações dos grupos;
Administração por exceção (ativa): procura desvios de regras e padrões, dá medidas
corretivas;
Administração por exceção (passiva): quando os padrões não são cumpridos, ocorre
intervenção;
Laissez-faire: Não busca responsabilidades, evita tomar decisões.
B)-Líderes Transformacionais : inspiram os seguidores a ultrapassarem seus interesses pessoais
em favor da organização e conseguem exercer um efeito profundo e extraordinário sobre eles.

Características:
Carisma: tem visão e sentido de missão, mostra orgulho, obtém respeito e confiança;
Inspiração: comunica expectativas elevadas, expressa objetivos importantes de maneira
simples;
Estímulo intelectual: Vai em busca da racionalidade, inteligência e solução cuidadosa dos
problemas;
Consideração individualizada: dedica atenção pessoal, orienta tecnicamente, aconselha.

5-ATRIBUIÇÕES DOS LÍDERES – GARDNER , JOHN

• Define os objetivos
• Motiva os liderados
• Cria, mantém e administra uma equipe de bom nível
• Explica as razões do que deve ser feito
• Serve de símbolo para os liderados
• Representa externamente a equipe
• Renova os sistemas complexos que ele lidera

5-LIDERANÇA E SEUS ESTILOS ( Teorias da Liderança)


Desde os primeiros estudos sobre liderança a história já mostrava os traços de personalidade
dos líderes, sendo por isso conhecida como teoria dos traços.
Segundo Bergamini (1994), a liderança e seus traços constituem como “conjuntos de
comportamentos que pudessem configurar aquilo que passa a ser chamado de habilidade de
liderança”. Tendo por com base nesses conjuntos de comportamentos os líderes foram agrupados
em diversos estilos de liderança.
Teoria dos estilos de liderança são as teorias que mostram a liderança por estilos do
comportamento do líder em relação ao grupo que lidera , portanto avalia os procedimentos e as
técnicas que o mesmo usa para liderar sua conduta. Baseia-se naquilo que o líder faz, o seu estilo
de comportamento para liderar.
De acordo com esta teoria temos três tipos de lideranças: a autocrática, a democrática e a
Laissez- Faire. A autocrática é centrada no líder, o qual enfoca as diretrizes sem sua participação
no grupo, dá providencias e as técnicas para execução das tarefas.
Na Democrática faz-se ênfase no líder e nos subordinados. Diretrizes são realizadas em
debate e depois quando chegarem a um consenso são decididas pelo grupo, ou seja, o próprio grupo
determina as providencias e as técnicas para atingirem objetivo esperado ou a meta principal da
organização.
Na Laissez-Faire, também chamada liderança Liberal , e chamada de “deixa rolar” não há
envolvimento do líder com as atividades da área de seus funcionários e o mesmo exerce mínimas
influencias, tendo menor visibilidade por parte dos colaboradores.
Na Liderança Paternalista ocorre uma atrofia da Liderança, onde o Líder e sua equipe tem
relações interpessoais similares às de pai e filho, podendo ser confortável para os liderados e
dificilmente ocorre conflitos, mas não podemos colocá-la como modelo certo num relacionamento
profissional, pois na relação paternal, o mais significante para o pai é o filho, incondicionalmente.,
porém numa relação profissional, o equilíbrio deve ser mantido sempre e os resultados para serem
alcançados pela equipe devem ser mais importantes que o colaborador.
Não podemos dizer qual das teorias seria a melhor para cada situação situações. Por
conseguinte , dentro de uma organização, sabe-se que a democracia prevalece, pois é de grande
importância a opinião de colaboradores para a melhorar a qualidade dos serviços e processos.
A maioria destas teorias não se sustentaram surgindo a teoria situacional, conhecida como
teoria contingencial.
De acordo com a teoria do Caminho-objetivo fundamentada na teoria de Victor Vroom, a
liderança está baseada na vivência dos três fatores de VEI-valência, instrumentalidade e
expectativa, desta maneira o líder partilha de três responsabilidades:
1. manipular as valências dos colaboradores;
2. manusear a instrumentalidade dos mesmos, verificando-se que o alto desempenho irá
produzir resultados satisfatórios;
3. promover o controle das expectativas dos funcionários por meio da redução de barreiras
frustrantes;
Esta teoria situacional (contingencial), mostra as características de cada situação que devem
englobar a estrutura da tarefa e o poder do líder, para a verificação do tipo de liderança , a ser
usada , ou seja a liderança eficaz. A palavra contingência significa eventualidade, incerteza. Esta
abordagem Contingencial, enfatiza a diferenciação e a variação das formas de se vivenciar as
interfaces do ambiente, significando que tanto a estrutura de uma organização como seu
funcionamento dependem do ambiente externo. Enfatizando que não há uma estrutura
organizacional única que seja eficaz para todas as organizações, e isso vai de encontra com a visão
tradicional da teoria clássica que fala que existe forma única de se administrar, sendo o falado one
best way (Uma única maneira certa).
Outras maneiras de liderança que podemos observar:
Esses estilos de liderança estão de acordo com à relação causal entre cada estilo e os efeitos
sobre o clima de trabalho e o desempenho:
Estilo Visionário: Canaliza os colaboradores para visões e sonhos compartilhados. Tem efeito
positivo em relação ao clima organizacional. É muito utilizado em situações onde ocorra mudanças
que irão exigir nova visão.
Estilo Conselheiro: Mostra os desejos dos colaboradores com os objetivos da empresa. Enfatiza os
empregado a serem eficientes, e melhoram suas capacidades de longo prazo.
Estilo Relacional: Trabalha enfatizando a harmonia, isto é melhorando o relacionamento
interpessoal. Ideal para resolver conflitos na equipe; este estilo propõe dar motivação em períodos
difíceis aos colaboradores; o relacionamento entre as pessoas fica melhor.
Estilo Pressionador: Vai em busca de atingir os objetivos difíceis e estimulantes. Determinada
vezes tem efeito negativo sobre o clima organizacional, quando é mal executado.
Estilo Dirigista: Procura tranquilizar sobre os receios mostrando instruções claras e concisas em
situações emergenciais. É usada em situações de crise; para desencadear uma resolução na situação;
com colaboradores difíceis.

6-COMUNICAÇÃO E LIDERANÇA:

A comunicação interpessoal é um fator decisivo na competitividade das organizações na


atualidade globalizada . Este processo de comunicação vai sofrer influências de variáveis que
divergem de organização para organização.

A comunicação é o espelho da cultura de uma organização. Se as lideranças de uma


organização não se comunicarem com eficácia, a empresa certamente não se comunicará muito
bem. Os líderes vão fortalecer o relacionamento instituição-funcionário e criar um ambiente
favorável à gestão. Devemos encarar a comunicação organizacional como uma estratégia a fim de
desenvolver competências comunicativas nos líderes podendo representar o início de um
mecanismo estratégico na direção dos resultados.

Em suma é dos líderes que os colaboradores aguardam as informações “oficiais” da


organização. É no líder que os funcionários pedem esclarecimentos sobre os rumores e boatos( da
comunicação informal) que envolvem o ambiente organizacional . É no líder que os colaboradores
acreditam, pois o líder é o representante deles na organização e na visão dos empregados.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas
organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

BERGAMINI, Cecília W. Liderança: administração do sentido. São Paulo: Atlas, 1994.

HAMPTON, David R. Administração contemporânea. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 1992.

HERSEY, Paul e BLANCHHARD, Kenneth H. Psicologia para administradores: a teoria e as


técnicas da liderança situacional. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária LTDA, 1986.

MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à administração. São Paulo: Atlas,2000.

ROBBINS, Stephen Paul. Administração : Mudanças e Perspectivas. 1.ed. São Paulo : Saraiva :
2002.