Vous êtes sur la page 1sur 7

Email: obrigIInoite@gmail.

com
Pass: 20092010

Caso Prático n.º 1

Helena, vendo que na casa da sua vizinha de cima, Sofia, se iniciou uma inundação, contrata
a sociedade “Chaves do Artilheiro” para arrombarem a porta de casa de Sofia, permitindo
assim a Helena pôr fim à inundação.

Quid juris?

Caso Prático n.º 2

Francisco, pai de Mariana, sabendo que a sua filha, de 18 anos, se encontra de férias nas
Maldivas e com o intuito de ajudá-la “a realizar algumas tarefas que a própria há muito
deveria ter realizado”, pratica os seguintes actos:

(i) Celebra um contrato de empreitada para que seja reparado o telhado da casa de Mariana,
como a mesma há muito projectara;
(ii) Paga um imposto em atraso de Mariana, que esta se recusava a pagar;
(iii) Vende um quadro de Mariana na sequência de uma oferta claramente superior ao valor
de mercado da obra.

Mariana considera que:

(i) Não tendo o pai telefonado para as Maldivas a avisá-la de que iria praticar os actos
referidos, não se encontra obrigada a reembolsá-lo das despesas que aquele
efectuou;
(ii) Não tem de reembolsar o pai pelo pagamento do imposto porque não tencionava pagá-
lo.

Por sua vez, Francisco diz que apenas entregará à filha o valor de mercado do quadro, tendo
ele direito ao remanescente.

Quid juris?

Caso Prático n.º 3

Manuel manda colher laranjas maduras de umas laranjeiras do seu vizinho, Francisco,
pensando, erroneamente, que as laranjeiras se encontravam no seu terreno.

Quid juris?

Caso Prático n.º 4

Catarina é titular de um bar situado na praia do Guincho, que só explora durante o verão.
Matilde, sem autorização de Catarina, pensando que o bar poderá também ser lucrativo
durante o resto do ano, abre o bar, renova-o e explora-o com sucesso de Outubro a
Fevereiro, arrecadando 20.000 euros de lucros.

Quid juris?
Caso Prático n.º 5

Bernardo deve entregar a Margarida 1 kg de maças e um selo de colecção. Por erro,


Bernardo entrega as maças e o selo a Maria, irmã gémea de Margarida. Maria julga que a
entrega das maças e do selo se deve a um gesto de amor por parte de Bernardo, que Maria
julga ser um seu apaixonado. Quando Bernardo explica a Maria que as maças e o selo não
eram para si, Maria, surpreendida, explica que comeu praticamente todas as maças (só
sobrou uma) e que ofereceu o selo ao seu primo Rodrigo.

Quid juris?

Caso Prático n.º 6

João, coleccionador de automóveis antigos, chega à conclusão de que já não tem espaço no
seu terreno para estacionar os seus carros. Decide então construir um telheiro no terreno do
seu vizinho Pedro, emigrante a trabalhar no Nepal. Pedro, quando regressa, parece disposto
a ficar com o telheiro, dizendo mesmo que até lhe dá jeito para estacionar a sua colecção de
motos. João interroga-se se Pedro não lhe deverá algo pela obra?

Quid juris?

Sub-hipótese: Imagine agora que Pedro, quando regressa, uma das primeiras coisas que faz
é destruir o telheiro porque há muito tinha planeado construir naquele local uma piscina.
Posteriormente João pede-lhe uma “indemnização” pela construção do telheiro.

Quid juris?

Caso Prático n.º 7

António comprou a Bento por 5000 € a máquina fotográfica analógica dos anos 50, de
marca Leica, deste. Nada mais foi convencionado entre as partes. Analise as seguintes
sub-hipóteses:
1) Bento pretende cumprir a obrigação entregando uma máquina fotográfica digital de
último modelo, cujo valor é de 6000 €.
a) António pode recusar licitamente o cumprimento?
b) Se António aceitar a máquina digital, houve cumprimento? E extinção da
obrigação?
2) António, após ser interpelado por Bento, pretende entregar hoje 2500 € e daqui a mês os
restantes 2500 €. Pode fazê-lo? E se for Bento a exigir somente metade da prestação,
pode António efectuar a prestação por inteiro?
3) Carlos, fiador de António, preocupado por este não cumprir a sua obrigação perante
Bento, apresenta-se junto deste para entregar os 5000 €, apesar de António discordar
frontalmente dessa atitude. Bento pode recusar o cumprimento?
4) Qual é o lugar de cumprimento das prestações?

Caso Prático n.º 8

António celebrou em 10.03.2010 contrato de compra e venda com Bento, adquirindo um


casaco por 500 €. Bento entregou imediatamente o casaco a António. Analise as seguintes
sub-hipóteses:
1) António e Bento estipularam no contrato que António pagaria quando pudesse. Bento
pretende interpelar António para o cumprimento. Pode fazê-lo?
2) António e Bento estipularam no contrato que António pagaria quando quissesse. Bento
pretende interpelar António para o cumprimento. Pode fazê-lo?
3) Ficou estipulado no contrato que o António pagaria o preço em 20.03.2010. António
pode pagar o preço no dia 11.03.2010? E Bento pode opor-se?
4) Ficou estipulado no contrato que António pagaria o preço em 10 suaves prestações
mensais de 50 €. António não procede ao pagamento da primeira das prestações. O que
pode Bento fazer?

Caso Prático n.º 9

António é devedor de 5 prestações pecuniárias face ao Banco Bestial, respectivamente:


• 1000 €, já vencida;
• 750 €, já vencida e garantida por hipoteca;
• 1500 € que se irá vencer no próximo dia 01.06.2010;
• 1250 € decorrentes de um mútuo oneroso; e
• 500 € decorrentes de uma dívida que se irá vencer no próxima dia 28.06.2010 e cujo
prazo foi fixado em benefício do Banco Bestial.
Considerando que nada mais foi convencionado:
1) António paga hoje 3250 €, e pretende imputá-los nas dívidas de 1500 €, 1250 € e 500 €,
respectivamente. Pode fazê-lo?
2) António paga hoje 750 € e pretende imputá-los na dívida de 1000 € já vencida. Pode
fazê-lo?

Caso Prático n.º 10

António obrigou-se a pintar as paredes exteriores da casa de Bento. No dia acordado entre
ambos para a pintura António não compareceu, por razões de saúde (tinha os dois braços
partidos), pelo que solicitou ao seu amigo Carlos que fizesse a pintura.

Quid juris?

Caso Prático n.º 11

António comprou um carro a Bento. Convencionou-se no contrato que Bento deveria


disponibilizar o carro a António, no seu Stand, dia 17.03.2010. Bento tinha o carro
disponível no Stand desde dia 15.03.2010. No dia 17.03.2010 António não compareceu no
Stand. No dia seguinte o carro pereceu por causa não imputável a nenhuma das partes.

Quid juris?

Caso Prático n.º 12

Adalberto, vendo o seu cão Rex a contorcer-se com dores, contrata com Bernardo,
veterinário, a vinda deste a sua casa para examinar e tratar o Rex. Bernardo desloca-se a
casa de Adalberto mas no momento em que toca à campainha Rex falece.

Quid juris?

Caso Prático n.º 13

Aníbal comprou o carro de Bruno no dia 10.03.2010. Acordaram que Bruno entregaria o
carro na casa de Aníbal no dia 14.05.2010 e que Aníbal pagaria o preço no dia 25.05.2010.
Analise as seguintes sub-hipóteses que são, salvo indicação em contrário, independentes
entre si:
1) No dia 14.05.2010 Bruno não aparece na casa de Aníbal.
2) No dia 25.05.2010 Bruno, ainda sem ter entregue o carro a Aníbal, vem exigir o
pagamento do preço a Aníbal. Aníbal pretende não pagar.
3) A mesma situação que em 2) mas Bruno apresenta-se com o carro, o qual tem uma nova
e bastante visível e assinalável mossa na porta do lado do condutor.
4) No dia 14.05.2010, o carro é furtado em virtude Bruno o ter deixado na rua, com as
portas destrancadas, motor ligado e chave na ignição, enquanto se encontrava na fila para
comprar pasteis de Belém. O carro acaba por aparecer, totalmente destruído, na boca do
inferno. Mas como Bento consegue receber da Companhia de Seguros um montante
assinalável, relativo ao perecimento do carro.
5) A mesma situação que em 1) mas António e Bruno convencionaram a entrega no dia
14.05.2010 porque era esse o dia em que António ia oferecer o carro (o qual tinha
pertencido anteriormente ao Papa João Paulo II) ao Papa Bento XVI, por ocasião e para
marcar a sua primeira visita a Portugal.

Quid juris?

Caso Prático n.º 14

Alberto celebra contrato de permuta com Belmiro, nos termos do qual se obriga a entregar a
sua mota, que vale 20.000 € e Belmiro se obriga a entregar o seu carro, que vale 19.000€.
Belmiro, no dia aprazado para a entrega do carro, tem um acidente de viação, em virtude de
se encontrar a conduzir sob efeito do álcool. O carro fica totalmente destruído. Diga como
deve Alberto reagir sabendo que:
i. Alberto já tinha comprador para o carro, que lhe iria pagar 22.000€;
ii. Caso não tivesse acordado na permuta com Belmiro, Alberto poderia ter vendido a sua
mota a Daniel por 21.000€.

Caso Prático n.º 15

António deve 1000 € a Bento. Bento deve 1000 € a António. Analise as seguintes sub-
hipóteses:
1) Para o cumprimento da obrigação de Bento foi estabelecido um prazo até ao dia
05.05.2007. António declara a Bento, em 30.04.2007, que considera as obrigações
compensadas. Quid juris?
2) A mesma situação da alínea precedente, mas quem declara a compensação das
obrigações é Bento. Quid juris?

Caso Prático n.º 16

António deve 1000 € a Bento. Bento deve 2000 € a Carlos fiador de António.
1) António pode declarar as obrigações compensadas?
2) Imaginando que António se encontra insolvente pode Carlos declarar as obrigações
compensadas?

Caso Prático n.º 17

António é devedor de 3000 €.


1) Berta e Carlos são credores solidários da dívida de António. Carlos, atendendo às
dificuldades económicas de António, perdoa-lhe a dívida. Berta, no entanto, decide
interpelar António para que este cumpra integralmente a prestação. Quid Juris?
2) Berta e Carlos são credores solidários da dívida de António. Por acordo entre todos,
fizeram novo contrato em que António contrai nova obrigação – entrega do seu veículo
automóvel usado – em substituição da sua dívida originária. Carlos, atendendo às
dificuldades económicas de António, perdoa-lhe a dívida. Berta, no entanto, decide
interpelar António para que este cumpra integralmente a prestação. Quid Juris?

Caso Prático n.º 18

António celebra um contrato com Bernardo nos termos do qual Bernardo fica com um
crédito de 10.000 euros sobre Mariana. Em conversa com Francisca, na qual esta revela as
dificuldades económicas que atravessa, Bernardo decide doar-lhe o seu crédito decorrente
do contrato com Bernardo, sem que este último saiba.

Quid juris?

Caso Prático n.º 19

Carolina tem um apartamento arrendado a Gustavo, que lhe paga Euro 1000 mensais.
Carolina vende no dia 2 de Maio de 2007, a Madalena, a totalidade das rendas relativas ao
ano de 2008, ano em que termina o arrendamento, por 10.000 euros. Em Junho de 2008,
Gustavo deixa de pagar as rendas por entrar em processo de insolvência.

Quid juris?

Caso Prático n.º 20

Filipa deve 1000 euros a Eugénia. João paga a Eugénia os 1000 euros. Eugénia declara
posteriormente que esse pagamento determina uma sub-rogação de João no seu direito.

Quid juris?

Caso Prático n.º 21

Filipa deve 1000 euros a Eugénia. João paga a Eugénia os 1000 euros. Filipa declara
expressamente, antes do cumprimento, que esse pagamento determina uma sub-rogação de
João no direito de Eugénia.

Quid juris?

Caso Prático n.º 22

Filipa deve 1000 euros a Eugénia. João empresta a Filipa 1000 euros, que paga a Eugénia a
quantia devida.

Quid juris?

Caso Prático n.º 23

Filipa deve 1000 euros a Eugénia.


1) João, fiador de Filipa, paga a Eugénia 500 euros.
2) Manuel, pai de Filipa, paga a Eugénia a quantia devida para evitar que o bom-nome da
família fique manchado.

Quid juris?
Caso Prático n.º 24
António celebrou contrato de compra e venda de uma máquina industrial à empresa Brica à
Braque, por 1500 €, em 15.04.2010. A empresa entregou a máquina no mesmo dia. A
17.04.2010, e por se encontrar em dificuldades financeiras, cedeu, com o acordo de
António, a sua posição contratual à sociedade Careira, S. A., como forma de pagar uma
dívida contraída perante esta de 1000 €.

Quid juris?

Caso Prático n.º 25

António comprou um quadro a Bento por 100.000 €, por Bento dolosamente ter feito
António crer que o quadro era de um pintor famosíssimo e não de um mero pintor de rua.
Posteriormente, António cede a sua posição contratual ao seu amigo Carlos, com o acordo
de Bento, com o intuito de lhe ofertar o quadro pelo seu aniversário. Carlos vem a saber do
modo como foi celebrado o contrato e pretende saber se pode anular o contrato celebrado
entre António e Bento.

Quid juris?

Caso Prático n.º 26

António contratou Bento para a pintar as paredes da sua casa, por 500 € no dia 05.05.2007,
tendo sido estipulado no contrato que Bento poderia ceder a sua posição contratual a
terceiros. Analise as seguintes sub-hipóteses:
1) Bento transmitiu a sua posição contratual a Carlos, tendo notificado António. Carlos
cumpriu pontual e integralmente a prestação. António pretende extinguir a sua obrigação de
pagamento mediante compensação com crédito que detém sobre Bento no valor de 1000 €.
Pode fazê-lo?
2) Bento transmitiu a sua posição contratual a Carlos, tendo para isso assumido a
obrigação de pagar 200 € a Carlos e notificado António. Na data de cumprimento da
prestação de pintura das paredes, como Bento ainda não tinha pago os 200 €, Carlos invoca
perante António a excepção de contrato não cumprido. Pode fazê-lo?
3) António e Bento poderiam estipular que a cessão de posição contratual não tem o efeito
de liberar o cedente das suas obrigações?

Caso Prático n.º 27

António deve 1000 € a Bento. Carlos, amigo pessoal de António, convenciona com este que
se irá responsabilizar pelo cumprimento daquela dívida perante Bento.
Analise a seguintes sub-hipóteses:
1) Bento tendo conhecimento do acordo entre António e Carlos, não o ratifica.
2) No acordo que celebraram Carlos estabeleceu que Bento deveria proceder à ratificação
no prazo de 10 dias e António, por sua vez, fixou o prazo de 15 dias. Bento ratificou o
acordo 13 dias depois.

Quid juris?
Caso Prático n.º 28
António deve 1000 € a Bento, não tendo sido fixado prazo para cumprimento daquela
prestação. A 20.04.2010, António e Carlos acordam a transmissão daquela dívida. A
23.04.2010 Bento interpela António para cumprir, recusando-se este a fazê-lo.
Analise as seguintes sub-hipóteses:
1) Em 28.04.2010, Bento ratifica o contrato entre António e Carlos, fazendo declaração
expressa de exoneração de António. Nesse mesmo dia, interpela Carlos a cumprir,
solicitando igualmente o pagamento de juros de mora;
2) Em 28.04.2010, Bento interpela Carlos a cumprir, solicitando igualmente o pagamento
de juros de mora.

Quid juris?