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ASSOCIAÇÃO DE TÉCNICOS DE SOM PROFISSIONAL

http://www.atsp-audio.org/TSP.htm

O QUE É UM TÉCNICO DE SOM PROFISSIONAL?

É um técnico com conhecimentos Científico-Tecnológicos , que permitem executar a captação, gravação,


edição, mistura e amplificação e reprodução do som nas áreas da música, teatro, cinema, televisão, rádio,
dança, bailado, opera, desfiles de moda.

Área e domínio de actividade:

Artes e tecnologias artísticas (artes do espectáculo).

Actividade:

1. Preparar o ambiente de trabalho, em função do tipo de evento, no sentido de identificar as características


da captação, gravação, edição, mistura, amplificação e reprodução do som pretendido e os meios
necessários à sua concretização.

1.1 Recolher todas as informações possíveis sobre o trabalho a realizar em espectáculos no exterior,
interior ou em estúdios de gravação.

1.2 Assistir a ensaios com vista à recolha de informação complementar referente à concepção do
espectáculo e/ou do trabalho a realizar e aos objectivos do mesmo, de forma a colaborar na definição dos
equipamentos a utilizar.

1.3 Elaborar um manual técnico, onde conste a identificação do tipo e quantidade de equipamento
necessário, nomeadamente microfones, mesas de mistura, amplificadores, colunas, compressores,
limitadores, gravadores, editores, a sua colocação e distribuição.

1.4 Participar na montagem, afinação e calibragem do equipamento de áudio.

1.5 Testar o equipamento, verificando a sua conformidade e efectuando eventuais ajustes.

1.6 Operar o equipamento de áudio nos espectáculos de forma a reproduzir fielmente o evento,
proporcionando ao público a melhor audição (escuta).

1.7 Vigiar o funcionamento do equipamento, de modo a que o trabalho se realize em conformidade com o
estabelecido.

1.8 Participar na selecção do equipamento de áudio a adquirir, propondo as soluções técnicas mais
adequadas.

Competências:

Conhecimentos:
1. Aprofundados conhecimentos do fenómeno do som e nas tecnologias do som.

2. Aprofundados conhecimentos em equipamento de áudio.

3. Conhecimentos em software informático relacionado com o áudio.

4. Conhecimentos em difusão de ondas sonoras.

5. Conhecimentos de esquemas e ligações de equipamento de áudio.

6. Alguns conhecimentos em electricidade, electrónica, electromagnetismo, acústica.

7. Algumas noções de música.

8. Língua inglesa (vocabulário técnico e científico).

Saber-fazer:

1. Identificar os elementos caracterizadores do espaço a sonorizar.

2. Seleccionar o equipamento de áudio em função dos objectivos pretendidos.

3. Definir a localização do equipamento de áudio.

4. Utilizar as técnicas de elaboração de manuais técnicos de som.

5. Utilizar as técnicas de montagem, afinação e calibragem do equipamento de áudio.

6. Utilizar as técnicas de operação do equipamento de áudio na captação, gravação, mistura,


processamento e reprodução do som.

7. Utilizar software informático específico para som sempre seja necessário.

Saber-ser:

1. Usar sempre que necessário o sentido estético apropriado ao evento, a imaginação e a criatividade.

2. Manter organizado o posto de trabalho de forma a permitir responder às solicitações do serviço.

3. Facilitar o relacionamento com interlocutores diferenciados envolvidos com o evento.

4. Adaptar-se a diferentes contextos e situações as novas tecnologias do som.

5. Tomar iniciativa no sentido de encontrar soluções adequadas na resolução de possíveis problemas


técnicos.

Domínio sócio-cultural:

» Segurança, higiene e saúde no trabalho.

» Conhecimento da lei do ruído.

» Desenvolvimento pessoal, interpessoal, profissional e social.


» Informática na óptica do utilizador.

CÓDIGO DEONTOLÓGICO

Código Deontológico dos Técnicos de Som Profissional

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 1º

Âmbito de Aplicação

1. O presente Código Deontológico aplica-se a todos os Técnicos de Som Profissional com inscrição em
vigor na A.T.S.P., quer exerçam a sua actividade em regime de trabalho dependente, independente, ou
integrados em sociedades empresariais de prestação de serviços de som profissional.

2. Os Técnicos de Som Profissional, detentores da Carteira Profissional, dividem-se nas seguintes


categorias:

a) Com 16 anos de idade - Técnico Aprendiz 1º Ano;

b) Com 18 anos de idade - Técnico Aprendiz 2º Ano;

c) A partir dos 18 anos de idade - Técnico de Som Estagiário 1º Ano;

d) A partir dos 18 anos de idade (com dois anos de experiência) - Técnico de Som Estagiário 2º Ano;

e) Com 3 anos de experiência - Técnico Profissional 3ª Classe;

f) Com 6 anos de experiência - Técnico Profissional 2ª Classe;

g) Com 9 anos de experiência - Técnico Profissional 1ª Classe;

h) Com 15 anos ou mais de experiência - Técnico Profissional Principal;

i) Com curso superior (bacharelato) - Técnico Especializado;

j) Com curso superior (licenciatura) - Técnico Superior.

CAPÍTULO II

DEVERES DOS TÉCNICOS DE SOM PROFISSIONAL

Artigo 2º

Deveres Gerais
1. No exercício das suas funções, os Técnicos de Som Profissional devem respeitar as normas técnicas em
vigor, aplicando-as correctamente à situação concreta das entidades a quem prestam serviços.

2. O Técnico de Som Profissional não pode valer-se da sua condição profissional para prejudicar o
espectáculo, os artistas ou a entidade para quem trabalha.

3. O Técnico de Som Profissional deve repudiar e rejeitar qualquer atitude guiada por preconceitos
discriminatórios relacionados com a nacionalidade, raça, credos, religião, classe social, sexo, cor, idade ou
incapacidade física das pessoas.

4. O Técnico de Som Profissional deve respeitar o meio ambiente e a saúde pública de forma a não afectar
a integridade do ouvido humano, cumprindo todas as normas legais em vigor respeitantes ao ruído.

5. Os Técnicos de Som Profissional devem eximir-se da prática de actos que não sejam da sua competência
profissional, ou sejam da competência de outros profissionais.

Artigo 3º

Princípios Deontológicos Gerais

1. No exercício das suas funções, os Técnicos de Som Profissional devem orientar a sua actuação por
princípios de integridade, idoneidade, independência, responsabilidade, competência, confidencialidade,
equidade e lealdade profissional.

a) O princípio da integridade implica que o exercício da profissão se paute por padrões de honestidade e
boa fé;

b) O princípio da idoneidade implica que o Técnico de Som Profissional aceite apenas os trabalhos para os
quais se sinta apto a desempenhar;

c) O princípio da independência implica que os Técnicos de Som Profissional se mantenham equidistantes


de qualquer pressão resultante dos seus próprios interesses ou de influências exteriores de forma a não
comprometer a sua independência técnica;

d) O princípio da responsabilidade implica que os Técnicos de Som Profissional assumam a


responsabilidade pelos actos praticados no exercício das suas funções;

e) O princípio da competência implica que os Técnicos de Som Profissional exerçam as suas funções de
forma diligente e responsável utilizando os conhecimentos e técnicas divulgadas;

f) O princípio da confidencialidade implica que os Técnicos de Som Profissional e seus colaboradores


guardem sigilo profissional sobre factos ou métodos utilizados pelos artistas, que tomem conhecimento no
exercício das suas funções;

g) O princípio da equidade implica que os Técnicos de Som Profissional garantam igualdade de tratamento
e de atenção a todas as entidades a quem prestem serviços, não estabelecendo distinções que não se
justifiquem, salvo o disposto em normas contratuais acordadas;

h) O Princípio da lealdade implica que os Técnicos de Som Profissional, nas suas relações recíprocas,
procedam com correcção e civismo, abstendo-se de qualquer ataque pessoal ou alusão depreciativa,
pautando a sua conduta pelo respeito das regras da concorrência leal e normas legais vigentes de forma a
dignificar a profissão.
Artigo 4º

Competência Profissional

1. Para garantir a sua competência profissional e o tratamento adequado das entidades os Técnicos de Som
Profissional devem nomeadamente:

a) Por forma continuada e actualizada desenvolver e incrementar os seus conhecimentos e qualificações


técnicas e as dos seus colaboradores;

b) Planear e supervisionar a execução de qualquer serviço por que sejam responsáveis, bem como avaliar a
qualidade do trabalho realizado;

c) Utilizar os meios técnicos adequados ao desempenho cabal das suas funções;

d) Recorrer a assessoria técnica adequada de colegas ou desta Associação, sempre que tal se revele
necessário.

Artigo 5º

Sigilo Profissional

1. Os Técnicos de Som Profissional e os seus colaboradores estão obrigados ao sigilo profissional sobre os
factos, métodos ou documentos referentes aos espectáculos de que tomem conhecimento no exercício das
suas funções, devendo adoptar as medidas adequadas para a sua salvaguarda.

2. A obrigação de sigilo profissional não está limitada no tempo, isto é, mantém-se mesmo após a cessação
do serviço ou funções.

3. A obrigação de guardar sigilo profissional inclui também a proibição de utilização, em proveito próprio ou
de terceiros, de informações obtidas no exercício das funções.

4. Cessa a obrigação de sigilo profissional em tudo quanto seja absolutamente necessário para a defesa da
dignidade, direitos e interesses legítimos do próprio Técnico de Som Profissional, bem como para a defesa
das legalidades, mediante prévia autorização do Presidente da Direcção.

5. Os membros dos órgãos sociais desta Associação não devem revelar nem utilizar informação confidencial
de que tenham tomado conhecimento no exercício das suas responsabilidades associativas, excepto nos
casos previstos no Regulamento Interno.

Artigo 6º

Lealdade entre os Técnicos de Som Profissional

1. Nas suas relações recíprocas, os Técnicos de Som Profissional devem actuar com lealdade e integridade,
abstendo-se de actuações que prejudiquem os colegas e a classe, zelando e aplicando os princípios éticos
e deontológicos, aliados ao compromisso da verdade e transparência.
2. Sempre que um Técnico de Som Profissional for solicitado para substituir outro colega deve, previamente
à aceitação do serviço solicitar-lhe esclarecimentos sobre o mesmo, bem como os meios técnicos a utilizar,
ou qualquer outro esclarecimento que ponha em causa o bom desempenho técnico.

3. Deve ainda fazer tudo quanto dependa de si para que esse colega seja pago dos honorários e mais
quantias em dívida, devendo dar-lhe conta dos esforços que tenha empregado para aquele efeito.

4. Em caso de conflitos entre colegas, deverão estes procurar entre si formas de conciliação e só em última
instância recorrer à arbitragem desta Associação.

CAPÍTULO II

RELAÇÕES COM OUTRAS ENTIDADES

Artigo 7º

Relações com esta Associação e outras Entidades

1. Os Técnicos de Som Profissional devem colaborar com esta Associação na defesa e promoção das
normas estatutárias e deontológicas.

2. Os Técnicos de Som Profissional nas suas relações com entidades públicas ou privadas e comunidade
em geral devem proceder com a máxima correcção, urbanidade e diligência, contribuindo desse modo para
a dignificação da classe e da profissão.

Artigo 8º

Independência e Conflito de Deveres

1. O contrato de trabalho celebrado pelo Técnico de Som Profissional não pode afectar a sua plena isenção
e independência técnica perante a entidade patronal, nem violar os Estatutos da A.T.S.P. ou o presente
Código Deontológico.

2. Se a prevalência das regras deontológicas provocar um conflito que possa pôr em causa a subsistência
da relação laboral, deve o Técnico de Som Profissional procurar uma solução concertada conforme às
regras deontológicas e, se isso não for possível, solicitar um parecer à Direcção desta Associação sobre o
procedimento a adoptar.

3. No exercício das suas funções os Técnicos de Som Profissional não devem subordinar a sua actuação a
indicações de terceiros que possam comprometer a sua independência de apreciação, sem prejuízo de
auscultarem outras opiniões técnicas que possam contribuir para uma correcta interpretação e aplicação
dos sistemas normativos.

Artigo 9º

Contrato Escrito

1. O contrato entre os Técnicos de Som Profissional e as entidades a quem prestam serviços deve ser
sempre reduzido a escrito.
2. Quando os Técnicos de Som Profissional exerçam as suas funções em regime de trabalho independente,
o contrato referido no número anterior terá a duração mínima de um serviço, salvo rescisão por justa causa
ou mútuo acordo.

3. Entre outras cláusulas, deverá referir explicitamente a sua duração, data de entrada em vigor, forma de
prestação dos serviços a desempenhar, o modo, local, hora de iniciar e terminar o espectáculo, prazo de
entrega de documentação, os honorários a cobrar, sua forma de pagamento e mencionar a
desresponsabilização do Técnico de Som Profissional pelo incumprimento contratual ou cancelamento do
espectáculo por motivos de força maior, imputável à entidade a quem presta serviços.

Artigo 10º

Responsabilidade

1. O Técnico de Som Profissional é responsável por todos os actos que pratique, incluindo os dos seus
colaboradores, no exercício das suas funções.

2. A subcontratação de serviços bem como o recurso à colaboração de empregados ou de terceiros, mesmo


no âmbito de sociedades profissionais não elide a responsabilidade individual do Técnico de Som
Profissional.

3. As sociedades profissionais são solidariamente responsáveis com os Técnicos de Som Profissional que
nelas exerçam funções, quer em regime de trabalho dependente, quer em regime de trabalho independente,
pelos prejuízos causados a terceiros e por eles praticados no exercício das suas funções.

Artigo 11º

Deveres de Informação

1. Os Técnicos de Som Profissional devem prestar toda a informação necessária às entidades onde
exercem funções, sempre que para tal sejam solicitados e por iniciativa própria, nomeadamente:

a) Informá-las das condições necessárias para a realização do evento, dos meios logísticos, e técnicos para
a boa funcionalidade na instalação do equipamento, bem como das condições de segurança;

b) Fornecer todos os esclarecimentos necessários na utilização do espaço em função do equipamento a


utilizar;

c) Informá-las dos condicionamentos que possam prejudicar o evento.

Artigo 12º

Direitos perante as entidades a quem prestam serviços

1. Para além dos direitos previstos no Estatutos da A.T.S.P., os Técnicos de Som Profissional, no exercício
das suas funções, têm o direito a obter das entidades a quem prestam serviços toda a colaboração e
informação necessária à prossecução das suas funções com elevado rigor técnico e profissional.

2. A negação da referida colaboração e informação, pontual ou reiterada, desresponsabiliza os Técnicos de


Som Profissional pelas consequências que daí possam advir e confere-lhe o direito à recusa do serviço.
3. Para os efeitos do número anterior, considera-se falta de colaboração a ocultação ou omissão de
informação referente ao evento e que tenha influência directa ou indirectamente na prestação técnica do
Técnico de Som Profissional.

4. A falta de pagamento dos honorários ou remunerações acordadas com as entidades a quem prestam
serviços constitui justa causa para a rescisão do contrato de prestação de serviços. Neste caso, à falta de
previsão contratual, o Técnico de Som Profissional deve, por carta registada com aviso de recepção, indicar
esse fundamento e dar um prazo de aviso prévio a partir do qual se considera desvinculado das obrigações
assumidas.

Artigo 13º

Honorários

1.Os honorários a cobrar pelos Técnicos de Som Profissional devem ser contratualmente fixados em função
da natureza, complexidade, responsabilidade e volume do trabalho a executar.

2. A prática injustificada de honorários não adequados aos serviços prestados viola o princípio da lealdade.

3. Os Técnicos de Som Profissional que exerçam as suas funções em regime independente não podem
praticar honorários, (por serviço) inferiores a metade do salário mínimo nacional em vigor à data da
execução do trabalho.

4. Os valores constantes do nº 3 deverão ser actualizados sempre que o salário mínimo nacional seja
alterado.

5. Mediante a natureza ou situação das entidades a quem o Técnico de Som Profissional presta serviços, a
requerimento deste devidamente fundamentado, poderá a Direcção desta Associação autorizar a cobrança
de honorários diferentes dos previstos no presente Código.

6. Os salários a pagar aos Técnicos de Som Profissional que exerçam funções em regime de trabalho
dependente regem-se pelo disposto nas convenções colectivas aplicáveis ao sector, ou pelas negociações
mediadas por esta Associação com a entidade patronal.

CAPITULO IV

ACÇÃO DISCIPLINAR

Artigo 14º

Infracções Deontológicas

1. Qualquer conduta dos Técnicos de Som Profissional contrária aos deveres deontológicos é equiparada a
infracção disciplinar, nos termos dispostos pelo Regulamento Interno da A.T.S.P.

Artigo 15º

Competência Disciplinar
1. A competência para instaurar e decidir os procedimentos disciplinares, bem como a classificação das
infracções deontológicas e consequente graduação das penas a aplicar é da competência exclusiva da
Comissão de Disciplina desta Associação.

CAPITULO V

DISPOSIÇÕES FINAIS

Artigo 16º

Interpretação e Integração de Lacunas

1. A interpretação das normas e a integração de lacunas do presente Código Deontológica são da


competência da Comissão para a Carteira Profissional desta Associação.

Artigo 17º

Entrada em Vigor

1. Este Código Deontológico entra em vigor no dia nove de Julho de dois mil e quatro, tendo sido aprovado
pela Comissão para a Carteira Profissional da A.T.S.P.

______________________________________________

Este Código Deontológico foi revisto pela Dr. Emília Machado, licenciada em Direito pela Universidade de
Coimbra e com pós-graduação em Direito do Trabalho pela mesma Universidade e tem o meu parecer
favorável, estando de acordo com os objectivos pretendidos pela Associação.

Coimbra, 5 de Maio de 2004

O Presidente da Assembleia Geral da A.T.S.P.

André de Oliveira Moutinho

Com os poderes que o Regulamento Interno da A.T.S.P. prevê, este Código Deontológico foi aprovado e
publicado pela Comissão da Carteira Profissional em Aveiro, 9 de Julho de 2004

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