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Conferência de Berlim

A Conferência de Berlim decorreu entre 15 de Novembro de 1884 e 26 de Fevereiro de
1885. Participaram nesta conferência 14 países, entre os quais Portugal, incluindo alguns
Estados que não dispunham de colónias, como foi o caso dos países escandinavos e dos EUA.
Três pontos principais constituíram a agenda da Conferência: (1) a liberdade de comércio
em toda a bacia do Zaire e sua foz; (2) a aplicação dos princípios do Congresso de Viena quanto
à navegação nos rios internacionais (entre outros, do Níger); (3) a definição de “regras
uniformes nas relações internacionais relativamente às ocupações que poderão realizar-se no
futuro nas costas do continente africano”; (4) estatuir sobre o tráfico de escravos.
Esta Conferencia preocupou se em regular o direito dos povos não civilizados. Na
opinião de Martens Ferrão deviam reconhecer-se aos povos selvagens direitos naturais inerantes
à condição humana, e que constituíam direitos de personalidade independentemente do grau de
evolução, mas não se podiam no entanto reconhecer diretos internacionais. Este
plenipotenciário espanhol propôs a criação de um tribunal internacional no Congo para para
examinar os navios que ai circulasse e desta forma tentar combater o trafico de escravos apesar
de bem recebida esta proposta não foi implementada.
A questão mais importante para Portugal foi o conteúdo do Capítulo VI do Acto Geral de
Berlim, com a “declaração relativa às condições essenciais a preencher para que as novas
ocupações na costa do continente africano sejam consideradas efectivas”, assim como é forçado
a reconhecer o princípio da livre navegação dos rios internacionais.
Desde o Congresso de Viena de 1814 que as potencias defendiam que a navegação dos
grandes rios da europa devia ser feita de modo a salvaguardar e favorecer o comercio de todas
as nações. Os princípios acordados no Cogresso de Viena e aplicados aos rios da Europa e aos
grandes rios da América chegaram a Africa com a Conferencia de Berlim.
Por sugestão do Príncipe Bismark, estendeu-se a neutralidade do Rio Congo foi aplicado
não só ao rio em si mas também aos afluentes, lagos interiores, costas marítimas e estender a
bacia até ao Oceano Indico.
Apenas o Congo e o Ninger beneficiaram desde 1885, do principio da liberdade de
comercio. Segundo o nº1, do artigo 3º só era aplicado este regime de liberdade de comercio aos
territórios já possuídos por alguma potencia caso esta o autoriza-se, sendo que as mesma tinha
em vista os territórios que seriam futuramente ocupados. Esta liberdade era aplicada a todoas as
pessoa quer fossem nacionais ou estrageiras e isentavas as do pagamento de dtos de portagem e
quais quer outros impostos diferenciais.

As esferas de influencia foram uma foram de colonização que se desenvolveu a partir da Conferencia de Berlim e podem ser definidas como: uma zona onde outro ou outros estados se compromentem. O novo entendimento. Esta posse podia ser comprovada. por convenção abester-se de qualquer tentativa de ocupação ou estabelecimento de protetorado. . ficando na declaração final de Berlim restrita às regiões costeiras. Assim é criada a Comissão Internacional que nos termos do art 19º tinha como atribuição fazer a fiscalização dos rios. a reacção negativa de todas as outras potências impede-o inicialmente. afastando definitivamente os denominados “direitos históricos” (defendidos por Portugal). por um tratado assinado com a população local e o exercício de actos efectivos de administração. ou pelo estabelecimento de uma ocupação militar suficiente para assegurar a posse. veio exigir de qualquer Estado a posse real do território sobre o qual reclame a sua soberania. a efetividade de ocupação do território de modo a desenvolve lo e a manter a paz. esta deveria ter um tratamento neutro funcionando em tempo de paz ou de guerra. ou pela aquisição de direitos de exploração económica permanente. Esta neutralidade foi contestado por Portugal. reconhecendo a esse estado o direito exclusivo de nele se expandir”.Os rios que abrangem se mais que um territórios deveriam os Estados que possuíam esse mesmos territórios deveriam ser este de comum acordo a regular tudo o que disse se respeito à navegação do rio. em detrimento das restantes nações civilizadas. senda que esta era na opinião dos a única forma de evitar um conflito armado entre as várias potencias que tinham interesse nas duas margens do Congo. entre outras formas. que se vinha esboçando desde há uma década. assegurar que os Estados reclamassem direitos sobre territórios onde não tinham qualquer tipo de presença. A neutralidade do Congo foi amplamente discutida pelos internacionalistas. A Conferência de Berlim consagrou como regra de Direito Internacional o princípio de “uti possidetis jure” do litoral africano. Nesta Conferencia também ficou regulado o principio de ocupação efetiva dos territórios regulado nos artigos 34º e 35º e segundo este artigos é requerido que: a publicidade da ocupação às potencias de modo a permitir a invocação de dtos alheios. O objectivo era. pois esta neutralidade iria eliminar o direito exclusivo sobre o rio Zaire que até ai era exercido por Portugal. Apesar da insistência britânica para que este princípio fosse aplicável a todo o continente. delegando em comissários a função reguladora. Daí o imperativo de alargamento da ocupação efectiva ao interior do continente através da definição de “esferas de influência” e que no caso português foi consubstanciado no Project denominado de “África Meridional Portuguesa” (vulgarmente conhecido como “Mapa Cor-de-Rosa”). em qualquer caso.

A 26 de Fevereiro de 1885. foi assinado pelas potências participantes na conferência um Ato. assina uma Convenção para regular as relações com a “Associação Internacional do Congo”.Geral que compreendeu 2 atos de navegação e 4 declarações: 1º. . por influência britânica.Declaração de neutralidade dos territórios compreendidos na bacia do Zaire 4º-Ato de navegação do Zaire 5º-Ato de navegação do Níger 6º. Em 23 de Fevereiro. Em 14 de Fevereiro de 1885 Portugal.Declaração relativa à liberdade de comércio na bacia do Zaire 2ª. Em 26 de Fevereiro de 1885 Portugal assina o Acto Geral da Conferência de Berlim. onde reconhece a delimitação de fronteiras encontradas pelos seus pares europeus. este território viria a constituir o Estado independente do Congo.Portugal conseguiu assegurar dois resultados da Conferência: (1) Impedir o estabelecimento da “Associação Internacional Africana” na margem direita do Zaire.Declaração respeitante ao tráfico de escravos 3º. recebendo como soberano Leopoldo II da Bélgica.Declaração que introduz nas relações internacionais regras uniformes relativas às ocupações que possam no futuro verificar-se nas costas do continente africano . (2) a não inclusão no Acto Geral da referência inglesa à internacionalização do Zambeze.