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ANTE-PROJETO DE LEI N.

º /2003

MINUTA

Dispõe sobre a alteração dos limites da Reserva


Biológica Estadual da Praia do Sul, instituída pelo
Decreto n.º 4.972, de 02 de dezembro de 1981
e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreto e eu sanciono a
seguinte lei:

Art.1º - Fica excluído dos limites da Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, Ilha Grande,
município de Angra dos Reis, instituída pelo Decreto n.º 4.972, de 02 de dezembro de 1981, a área
ocupada pela comunidade da Vila do Aventureiro.

§ único - os limites da Reserva Biológica, conforme mapa em anexo (ANEXO I), passam a ter a
seguinte descrição: começa na Ponta da Escada, a sudoeste da Ilha Grande (Ponto 1), e segue pelo
divisor de águas, passando pelos topos de 419 m de altitude (Ponto 2), 369 m de altitude (Ponto 3),
464 m de altitude (Ponto 4), 479 m de altitude (Ponto 5), 388 m de altitude (Ponto 6), 452 m de
altitude (Ponto 7) até o topo de 419 m de altitude, do Morro do Pilão (Ponto 8); daí continua pelo
divisor de águas na direção geral leste até a Serra de Araçatiba, passando pelo topo de 679 m de
altitude (Ponto 9), prossegue pela serra de Araçatiba na direção sudeste, sempre pelo divisor de
águas até a serra do Papagaio, topo de 900 m de altitude (Ponto 10); daí desce pelo divisor de
águas na direção geral sudeste até a ponta de Tacunduba, entre a Enseada de Parnaioca e a Enseada
da Praia do Sul (Ponto 11); daí segue pelo litoral, na direção oeste, passando pelo topo do ilhote de
39 m de altitude ( Ponto 12) e pelo costão do Demo (Ponto 13); continua pela praia do Demo até
encontrar um molhe de pedras entre esta praia e o inicio da praia de Aventureiro (Ponto 14); daí
segue em linha reta, em sentido e direção norte até encontrar a trilha que liga a Vila do
Aventureiro à praia do Demo; deste ponto, segue na direção noroeste, até encontrar a cota
altimétrica de 40 metros (Ponto 15); continua por essa cota no sentido oeste, cortando o leito do
rio do Tibúrcio (Ponto 16); dai continua, cortando o leito do rio da Cachoeira do Maneco Lima
(Ponto 17); segue ainda pela cota 40 até alcançar a linha que separa a bacia drenante à enseada
de Aventureiro e o costão de Simeão Dias (Ponto 18); desce por esta linha, em direção ao mar,
passando pela pedra da Espia (Ponto 19), até encontrar a Ponta de Aventureiro (Ponto 20); daí
segue pelo litoral, até a Ponta do Drago (Ponto 21); continua no mesmo sentido passando pela Ponta
dos Meros ( Ponto 22), continuando pelo litoral passando pela Ponta da Enseada Grande (Ponto 23)
até encontra a Ponta da Escada (Ponto 1).

Art. 2º - A área ocupada pela comunidade de Aventureiro, delimitada no parágrafo único do Art. 1º,
fica categorizada como Zona de Conservação de Vida Silvestre - Z.C.V.S., cuja ocupação será
regida pelos critérios estabelecidos pelo Plano Diretor da Área de Proteção Ambiental de Tamoios.

Art. 3º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro,........ de .......... de 2003

Rosângela Mateus
Governadora
JUSTIFICATIVA

Quando da criação da Reserva Biológica da Praia do Sul, em 1981, havia a expectativa de que a
Comunidade do Aventureiro fosse reassentada em outra área, na Ilha Grande ou no continente. Por
esta razão, não foi excluída dos limites da Reserva a área ocupada pela referida Comunidade.
Transcorridos mais de 20 anos desde a criação da Reserva, sem que o remanejamento se
concretizasse, a Comunidade passou por uma acentuada transformação, tanto sob o ponto de vista
cultural quanto econômico, com uma sensível redução da atividade pesqueira e um acentuado
crescimento da atividade comercial, voltada para a demanda do turismo (predominantemente de
camping).

Tal situação vem se constituindo em um forte empecilho à correta gestão da Reserva Biológica:
para atender às necessidades da comunidade (emprego, renda, habitação, etc) são necessárias certas
intervenções físicas na área; mas, por tratar-se de uma área de Reserva Biológica, nada pode ser
autorizado ou licenciado pelo Poder Público, estadual ou municipal, mesmo quando tais
intervenções não impliquem danos ao patrimônio ambiental da área e sejam, comprovadamente,
necessárias ao bem-estar da Comunidade. Este quadro tem favorecido o surgimento de “situações
conflituosas” fragilizando a posição - sob o prisma da legislação vigente - da Administração Local,
do Estado e da própria comunidade, que está impossibilitada de legalizar suas residências e
estabelecimentos comerciais.

CONSIDERANDO que a Comunidade do Aventureiro está categorizada como “comunidade


tradicional”;

CONSIDERANDO que a presença da comunidade dentro desta unidade de conservação de proteção


integral (Reserva Biológica) é uma relação incompatível com a categoria da unidade, conforme
preconiza a Lei 9.985, de 18 de julho de 2000, e sua regulamentação (Decreto nº4.340, de 22 de
agosto de 2002);

CONSIDERANDO que o Plano Diretor da Reserva, aprovado pela FEEMA, em 08/12/1986 já


previa que a área onde a citada comunidade está inserida seja transformada em Área de Proteção
Ambiental;

CONSIDERANDO que a área onde está inserida a comunidade já está coberta pela APA de
Tamoios (Decreto n.º 9.452, de 05 de dezembro de 1986);

CONSIDERANDO que a referida exclusão não implicará perda substancial para a Reserva
Biológica da Praia do Sul, dado ao atual estágio de ocupação da área;

Julgamos que esta medida contribuirá para a redução dos conflitos com a Comunidade do
Aventureiro e fortalecerá os laços de parceria na Administração da Reserva Biológica da Praia do
Sul.

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