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elevare

 

Revista técnica de elevadores e movimentação de cargas

Número 3 . 1. o e 2. o Trimestres de 2014 . www.elevare.pt

 
2. o Trimestres de 2014 . www.elevare.pt   Nota técnica Comparação entre Ascensores Elétricos e

Nota técnica

Comparação entre Ascensores Elétricos e Ascensores Hidráulicos MRL

Normalização

EN 81-20/50 – Principais alterações e implicações

DOSSIER

ELETRÓNICA E CONETIVIDADE

Ascensores com história

O Elevador inclinado do Mercado D. Pedro V, de Coimbra

Figuras

Resumo biográfico de Alexandre Fernandes

PUB

 

Ficha técnica

             
       

elevare

           

Revista técnica de elevadores e movimentação de cargas

 

DIRETOR

   

4

 

Editorial

 

Fernando Maurício Dias

         

fmd@isep.ipp.pt

6

Qualidade, segurança e ambiente

         

[6]

Instalação de ascensores

 

COLABORAÇÃO REDATORIAL

     

[10]

Certificação e Reconhecimento

 

Fernando Maurício Dias, António Augusto Araújo Gomes,

     
 

Paulo Diniz, Orlando Poças, José Pirralha, Ângelo Almeida,

11

Normalização

 

La Salette Silva, Vasco Peixoto de Freitas,

   

EN 81-20/50 – Principais alterações e implicações

 

Miguel Leichsenring Franco, Aidos Ferreira, Ana Rute,

 

12

 

Legislação

 

Eduardo Restivo, Ricardo Sá e Silva e Helena Paulino

   

[12]

Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia

         

[14]

CIVA – IVA - taxa a aplicar a homelift`s (plataformas cabinadas) usadas por pessoas

 

COORDENADOR EDITORIAL

       

com deficiências físicas e mobilidade reduzida

 

Ricardo Sá e Silva, Tel.: +351 225 899 628

       

r.silva@elevare.pt

16

Coluna da ANIEER

 

DIRETOR COMERCIAL

     

Diretiva Ascensores 2014/33/UE – Implicações da reformulação da Diretiva 95/16/CE

 

Júlio Almeida, Tel.: +351 225 899 626

 

18

Coluna da AIECE

j.almeida@elevare.pt

 

AIECE – “A aiece no caminho para a autorregulação do mercado do setor da elevação”

 

CHEFE DE REDAÇÃO

   

20

Nota técnica

 

Helena Paulino, Tel.: +351 220 933 964

   

Comparação entre Ascensores Elétricos e Ascensores Hidráulicos MRL

h.paulino@elevare.pt

     
 

DESIGN E WEBDESIGN

   

32

Notícias e Produtos

       

39

Dossier: Eletrónica e Conetividade nos Elevadores

 

Ana Pereira

     

[39] Texto de abertura

a.pereira@cie-comunicacao.pt

 

[40] Desenvolvimento Tecnológico dos Elevadores

         

[44]

Garantia da proteção de pessoas em instalações elétricas (1. a Parte)

 

PROPRIEDADE, REDAÇÃO, EDIÇÃO E ADMINISTRAÇÃO

   

[46] Sistemas e Tecnologias para Elevadores

 

CIE - Comunicação e Imprensa Especializada, Lda. ®

       
 

Grupo Publindústria

   

48

Case Study

 

Tel.: +351 225 899 626/8 · Fax: +351 225 899 629

   

Gestão e Controlo de Inspeções de Equipamentos de Elevação

 

geral@cie-comunicacao.pt · www.cie-comunicacao.pt

       

Os trabalhos assinados são da

exclusiva responsabilidade dos seus autores.

Imagem da capa gentilmente cedida por:

António Vasconcelos

50

Entrevista Eduardo Silva: "elevadores são dos meios de transporte mais seguros"

52

Ascensores com história O Elevador inclinado do Mercado D. Pedro V, de Coimbra

54

Figuras Resumo biográfico de Alexandre Fernandes

56

Bibliografia

58

Consultório técnico

54 Figuras Resumo biográfico de Alexandre Fernandes 56 Bibliografia 58 Consultório técnico elevare 3

elevare

3

ESTATUTO EDITORIAL

Editorial

Aproximamo-nos do meio do ano de 2014 e continuamos a aguardar notícias sobre a publica- ção da legislação que irá alterar o que resta do Decreto-lei n.° 320/2002. Esta espera é tão mais angustiante quanto mais se especula sobre o que irá ser publicado. Nesta altura, e no que toca à legislação neste setor, temos um “pedaço” novo num “tecido" velho o que normal- mente não fica bem e muito dificilmente se consegue conjugar. Mas, o mais curioso é que nin- guém consegue, pelo menos, prever quando ocorrerá a publicação, dessa forma a resposta mais usual e a que apresenta a menor incerteza é "poderá sair amanhã”. Esperemos…

Neste número damos destaque à evolução dos elevadores associada à evolução tecnológica em particular à eletrónica que tornou possível alcançarmos um patamar de conforto e de segurança. Pena é que não haja alguns incentivos à modernização dos equipamentos mais antigos à semelhança do que é efetuado noutros países europeus (alguns também em crise).

Gostaria de manifestar a minha satisfação, e agradecimento, pelo facto da revista estar a chegar a mais leitores, o último número apresentou um número de downloads próximo dos dois milhares (não estão contabilizados os reencaminhamentos que muitos farão) chegando, para além dos leitores ligados diretamente ao setor, a um número muito significativo de projetistas, arquitetos, municípios e empresas de administração de condomínios. Temos as- sistido a uma grande participação, de diversos quadrantes, na produção de artigos de elevado valor técnico, no entanto, não é demais referir que a revista está aberta a acolher artigos de interesse enviados por qualquer leitor.

a acolher artigos de interesse enviados por qualquer leitor. Fernando Maurício Dias Diretor Dado o interesse

Fernando Maurício Dias Diretor

Dado o interesse crescente na ELEVARE, a re- dação prepara-se para a publicação de uma newsletter com periodicidade mensal para que todos sejamos contemplados com as mais recentes notícias do setor. Considerou- -se que uma publicação trimestral, ao nível da apresentação de notícias, não garante a atualização da informação em tempo opor- tuno. Em breve, todos seremos contactados para apresentação da newsletter ELEVARE.

Boa leitura.

para apresentação da newsletter ELEVARE. Boa leitura. TÍTULO “ELEVARE – Revista Técnica de Elevadores e

TÍTULO “ELEVARE – Revista Técnica de Elevadores e Movimenta- ção de Cargas”

OBJETO Tenologias inerentes ao projeto, conceção, montagem, manutenção de elevadores e plataformas de movimen- tação de cargas.

OBJETIVO

Difundir informação, tecnologia, produtos e serviços para

valorização profissional de profissionais eletrotécnicos mecânicos.

e

a

ENQUADRAMENTO FORMAL

A revista “ELEVARE – Revista Técnica de Elevadores e

Movimentação de Cargas” respeita os princípios deon- tológicos da imprensa e a ética profissional, de modo a não poder prosseguir apenas fins comerciais, nem abu- sar da boa-fé dos leitores, encobrindo ou deturpando informação.

ESTRUTURA REDATORIAL

Diretor – Profissional com experiência na área da for- mação. Coordenador Editorial – Formação académica em ramo

de engenharia afim ao objeto da revista.

Colaboradores - Engenheiros e técnicos profissionais que exerçam a sua atividade no âmbito do objeto editorial, instituições de formação e organismos profissionais.

4

instituições de formação e organismos profissionais. 4 elevare CARATERIZAÇÃO Publicação periódica

elevare

CARATERIZAÇÃO Publicação periódica especializada.

SELEÇÃO DE CONTEÚDOS

A seleção de conteúdos tecnológicos é da exclusiva respon-

sabilidade do Diretor.

O noticiário técnico-informativo é proposto pelo Coordena-

dor Editorial. A revista poderá publicar peças noticiosas com caráter publicitário nas seguintes condições:

Com o título de Publi-Reportagem; Formato de notícia com a aposição no texto do termo Publicidade.

>

>

ORGANIZAÇÃO EDITORIAL Sem prejuízo de novas áreas temáticas que venham a ser

consideradas, a estrutura de base da organização editorial da revista compreende:

> Sumário

> Editorial

> Espaço Opinião

> Espaço Qualidade

> Coluna da ANIEER

> Coluna dos Condóminos

> Normalização

> Legislação

> Qualidade, Segurança e Ambiente

> Notícias

> Artigo Técnico

> Nota Técnica

> Investigação e Desenvolvimento

> Dossier Temático

> Entrevista

> Reportagem

>

> Case Study

> Informação Técnico-Comercial

> Figuras

> Ascensores com História

> Produtos e Tecnologias

Bibliografia Eventos e Formação Consultório Técnico Links

> Publicidade

>

>

>

>

Publi-Reportagem

ESPAÇO PUBLICITÁRIO A Publicidade organiza-se por espaços de páginas e fra- ções, encartes e Publi-Reportagens. A Tabela de Publici- dade é válida para o espaço económico europeu. A per- centagem de Espaço Publicitário não poderá exceder 1/3 da paginação. A direção da revista poderá recusar Publi- cidade cuja mensagem não se coadune com o seu objeto editorial. Não será aceite Publicidade que não esteja em conformidade com a lei geral do exercício da atividade.

PROTOCOLOS Os acordos protocolares com estruturas profissionais, empresariais e sindicais, visam exclusivamente o apro- fundamento de conteúdos e de divulgação da revista junto dos seus associados.

PUB

     
   

Qualidade, segurança e ambiente

Instalação de ascensores

Teresa Casaca Técnica Superior do DAESPQ/Instituto Português da Qualidade, I.P.

INTRODUÇÃO Os ascensores constituem, atualmente, uma parte essencial de qualquer projeto de construção, em especial quando se desti- nam ao transporte de pessoas em edifícios constituídos por vários pisos.

O avanço tecnológico tem permitido a con-

ceção e fabrico dos ascensores modernos que conhecemos hoje e que são utilizados para o transporte de pessoas, e para o transporte de cargas ao nível industrial.

A regulamentação em vigor prevê que o

ascensor seja acessível a todos os que o utilizam, em especial a cabine, devendo ser concebida e fabricada de forma a não difi- cultar ou impedir, em função das suas ca- raterísticas estruturais, o acesso e a utili- zação a pessoas com mobilidade reduzida, possibilitando as adaptações adequadas, e visando facilitar a respetiva utilização.

ENQUADRAMENTO LEGISLATIVO NO DOMÍNIO EUROPEU

As Diretivas Comunitárias Uma Diretiva Comunitária é um ato legis- lativo que fixa um objetivo geral que todos os países da União Europeia (UE) devem alcançar, delegando nestes a escolha dos meios para os atingir, designadamente, quanto às regras exatas a serem adotadas.

Nesse sentido, a UE adota diferentes tipos de atos legislativos para alcançar os obje- tivos estabelecidos nos Tratados comuni- tários, como Diretivas, Regulamentos, De- cisões, Recomendações. Em alguns casos, esses atos são aplicáveis a todos os países da UE, noutros apenas a alguns deles e po- dem, ou não, ter caráter vinculativo. Para que os princípios estabelecidos nas Direti- vas produzam efeitos ao nível do cidadão,

o

legislador nacional tem de adotar um ato

o legislador nacional tem de adotar um ato

6

6

elevare

de transposição para o direito nacional dos objetivos definidos na Diretiva, prevendo uma data limite para esse efeito.

Em geral, as Diretivas são utilizadas para harmonizar as legislações nacionais, no- meadamente com vista à realização do mercado único (por exemplo, as Normas relativas à segurança dos produtos).

Os Regulamentos da União Europeia dis- tinguem-se das Diretivas porque estes são aplicados diretamente pelos Estados Membros, sem necessidade de qualquer diploma de transposição.

A Diretiva 95/16/CE, relativa a Ascensores No domínio da segurança, a União Europeia adotou a Diretiva 95/16/CE do Parlamen- to Europeu e do Conselho de 29 de junho de 1995 (adiante designada por Diretiva Ascensores), relativa à aproximação das

por Diretiva Ascensores), relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros, visan- do garantir a

legislações dos Estados-Membros, visan- do garantir a segurança da utilização dos ascensores e dos seus equipamentos e eliminar obstáculos à sua comercialização no Espaço Económico Europeu. A Diretiva Ascensores aplica-se aos ascen- sores utilizados de forma permanente em edifícios e construções, sendo igualmente aplicável aos componentes de segurança utilizados nesses ascensores.

São, no entanto, excluídos do âmbito de aplicação desta Diretiva:

> As instalações por cabos, incluindo os funiculares;

> Os ascensores especialmente concebi- dos e construídos para fins militares ou de manutenção de ordem pública;

> Os aparelhos de elevação destinados a elevar artistas durante representações artísticas;

> Os aparelhos de elevação instalados em meios de transporte;

> Os aparelhos de elevação ligados a uma máquina e destinados, exclusivamente, ao acesso a postos de trabalho, desig- nadamente pontos de manutenção e de inspeção de máquinas;

> Os comboios de cremalheira;

> Os elevadores de estaleiro;

> Os aparelhos de elevação a partir dos quais podem realizar-se trabalhos;

> Os aparelhos de elevação cuja velocida- de de deslocação seja igual ou inferior a 0,15 m/s;

> As escadas mecânicas e os tapetes ro- lantes.

Esta Diretiva estabelece os requisitos para a conceção, fabrico, instalação, ensaios, con- trolo final e colocação no mercado de novos ascensores. Simultaneamente, confere es- pecial importância ao papel a desempenhar pelos organismos notificados, bem como à marcação CE e às Normas harmonizadas

aplicáveis, especificando os procedimen- tos de avaliação da conformidade a serem seguidos pelos instaladores de ascenso- res para assegurar a conformidade com os requisitos de segurança.

O que é um ascensor?

De acordo com a Diretiva, um ascensor

é um aparelho que serve níveis definidos

por meio de uma cabina que se desloca ao

longo de guias rígidas e cuja inclinação em relação à horizontal é superior a 15 graus, destinado ao transporte de:

>

Pessoas,

>

Pessoas e objetos,

>

Unicamente de objetos se a cabina for acessível, ou seja, se uma pessoa puder nela aceder sem dificuldade, e estiver equipada com elementos de comando situados no seu interior ou ao alcance de qualquer pessoa que nela se encontre.

O

que é um componente de segurança?

Um componente de segurança é um dispo- sitivo (enumerado no Anexo IV da Diretiva), considerado essencial para garantir a se- gurança no funcionamento do ascensor.

Quem é o instalador de ascensor?

O instalador do ascensor é a pessoa sin-

gular ou coletiva que assume a responsa-

bilidade pela conceção, fabrico, instalação

e colocação no mercado de um ascensor,

apõe a marcação CE e elabora a declara- ção CE de conformidade.

Quem é o fabricante do componente de segurança?

Qualidade, segurança e ambiente

componente de segurança? Qualidade, segurança e ambiente Assim, aos ascensores aplica-se a Diretiva 2006/42/CE

Assim, aos ascensores aplica-se a Diretiva 2006/42/CE (Diretiva Máquinas) e o Regu- lamento (UE) n.° 305/2011 (que revoga a Di- retiva n.° 89/106/CEE, relativa a Produtos de Construção). Não obstante, a Diretiva Máqui- nas altera a Diretiva Ascensores aplicando- se, desta forma, os requisitos essenciais de saúde e de segurança constantes do Anexo I da Diretiva Máquinas (Diretiva 2006/42/CE), quando existir um risco relevante e não pre- visto no Anexo I, Diretiva Ascensores.

«A Diretiva Ascensores estabelece designadamente, os requisitos essenciais de saúde e segurança ( )»

nhamento com a Decisão n.° 768/2008/CE

de 9 de julho de 2008, relativa a um quadro

comum para a comercialização de produtos.

A nova Diretiva irá revogar a Diretiva

95/16/CE, estabelecendo um prazo de dois anos para a respetiva transposição para direito nacional.

ENQUADRAMENTO LEGISLATIVO NO DOMÍNIO NACIONAL São estabelecidos pela Diretiva Ascenso- res, um conjunto de disposições aplicáveis àqueles bens, cobrindo a sua conceção, fa- brico, instalação, ensaios e controlo final.

O Decreto-Lei n.° 295/98, de 22 de setem-

bro, transpõe para o direito nacional a Di- retiva Ascensores. Este diploma introduziu,

a nível nacional, os mecanismos gerais de

O

fabricante do componente de seguran-

segurança a que devem obedecer os as-

ça é a pessoa singular ou coletiva que as- sume a responsabilidade pela conceção e fabrico do componente de segurança (es- pecificado no Anexo IV da Diretiva), apõe

A revisão do novo pacote legislativo de Diretivas Encontra-se em curso a revisão do novo pa- cote legislativo de Diretivas designado por

censores e respetivos componentes de se- gurança e os requisitos necessários à sua colocação no mercado.

a

marcação CE e elabora a declaração CE

New Legislative Framework (NLF).

Com a publicação do Decreto-Lei n.° 176/2008,

de conformidade para o componente de

de

26 de agosto, é assegurada a adaptação

segurança.

Nesse sentido, a 29 de março de 2014 foi pu-

da

legislação existente às novas regras es-

Outras Diretivas

blicado no Jornal Oficial da União Europeia a Diretiva 2014/33/UE do Parlamento Europeu

tabelecidas pela Diretiva n.° 2006/42/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17

A

Diretiva dos Ascensores prevê, ainda, no

e do Conselho de 26 de fevereiro, relativa à

de

maio, relativa a Máquinas.

caso dos ascensores ou dos componentes

harmonização da legislação dos Estados-

de

segurança estarem cobertos por outras

-Membros respeitante a ascensores e com-

ORGANISMOS NOTIFICADOS

Diretivas (Alínea a) n.° 4 do Artigo 8.°) relati-

da a presunção da conformidade com as

ponentes de segurança para ascensores.

O

Organismo Notificado é uma entidade in-

vamente a outros aspetos que obrigam à aposição da marcação CE, que seja indica-

disposições dessas Diretivas.

À semelhança das restantes Diretivas que fazem parte do pacote NLF, a Diretiva 2014/33/UE foi sujeita ao processo de ali-

dependente, com competência técnica para proceder à avaliação da conformidade dos produtos sujeitos a Diretivas Comunitárias, que estabelecem, entre outros princípios,

da conformidade dos produtos sujeitos a Diretivas Comunitárias, que estabelecem, entre outros princípios, elevare 7

elevare

7

Qualidade, segurança e ambiente

que os produtos a colocar no mercado co- munitário devem ostentar a marcação “CE”, podendo assim ser comercializados livre- mente nos países da União Europeia.

Nesse sentido, o instalador de ascensores ou o fabricante dos componentes de segu- rança para ascensores deve envolver um organismo notificado no procedimento de avaliação de conformidade.

A Diretiva Ascensores define os procedi-

mentos de avaliação de conformidade que

o instalador do ascensor ou o fabricante

dos componentes de segurança para o as- censor têm de seguir previamente à aposi- ção da marcação CE.

Os organismos notificados para a Diretiva Ascensores são reconhecidos pelo Instituto

Português da Qualidade, I.P. (IPQ), consultada a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG),

no âmbito do Sistema Português da Qualida-

NORMAS HARMONIZADAS

A normalização europeia contribuiu para

aumentar a competitividade das empresas, facilitando, nomeadamente, a livre circula-

ção de bens e serviços, a interoperabilidade das redes e dos meios de comunicação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação. Um dos objetivos da normalização é a defi- nição voluntária de especificações técnicas

ou da qualidade com as quais os produtos,

processos de produção ou serviços pode- rão estar conformes.

Por outro lado, a normalização europeia é regida por um quadro legal, dinâmico, que procura refletir os últimos desenvolvimen- tos da normalização, abrangendo novos aspetos, respondendo aos desafios futuros da normalização na Europa e no contexto

internacional, contribuindo para a elimina- ção dos obstáculos técnicos ao comércio mundial no quadro da Organização Mundial

do Comércio (OMC).

«A regulamentação em vigor prevê que o ascensor seja acessível a todos os que o utilizam»

ma. O IPQ é membro das organizações de Normalização europeias e internacionais, e representa Portugal, entre outros, no Co- mité Europeu de Normalização (CEN) - em cujo âmbito o Presidente do IPQ desempe- nha, atualmente, a função de Vice-Presi- dente para a área financeira - no CENELEC (European Committee for Electrotechnical Standardization), na International Organiza- tion for Standardization (ISO) e na Internacio- nal Electrotechnical Commission (IEC), sendo membro da ISO desde 1949 e da IEC desde

1929.

de (SPQ) e verificados os critérios mínimos

 

O

IPQ assegura a gestão do processo e do

estabelecidos no Anexo VII desta Diretiva (critérios mínimos que devem ser tomados

Neste enquadramento, o Regulamento (UE) n.° 1025/2012 do Parlamento Europeu e do

acervo normativo nacional, tendo em vis- ta a edição de documentos normativos e

em consideração pelos Estados-Membros

Conselho de 25 de outubro de 2012, relativo

a

promoção das condições adequadas à

para a notificação dos organismos).

à normalização europeia veio alterar, entre outras, a Diretiva Ascensores, suprimindo o

participação das partes interessadas no desenvolvimento, manutenção, divulga-

processo de notificação nacional com-

preende a verificação dos critérios referi- dos anteriormente, e tem como requisito a

O

n.° 1 do Artigo 6.°, com o objetivo de assegu- rar a eficácia e eficiência das Normas e da normalização como instrumentos estraté-

ção, distribuição e gestão do acervo nor- mativo nacional, bem como a participação nacional nos trabalhos aos níveis europeu

prévia acreditação pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC), o organismo nacio-

gicos das políticas europeias, através da co- operação entre as organizações europeias

e

ção dos Peritos nacionais que integram os

internacional, assegurando a credencia-

nal de acreditação.

de

normalização, os organismos nacionais

trabalhos das várias Comissões nos domí-

de

normalização, os Estados-Membros e a

nios relevantes.

Concluído este processo, a notificação é comunicada à Comissão Europeia, que dis- ponibiliza esta informação ao público em geral na base NANDO.

Os organismos nacionais notificados, no âmbito da Diretiva Ascensores, são os se- guidamente indicados:

Comissão.

Este Regulamento define “Norma harmo- nizada”, como sendo uma Norma Europeia aprovada com base num pedido apresen- tado pela Comissão, tendo em vista a apli- cação de legislação da UE, em matéria de harmonização.

Em Portugal, o IPQ é o Organismo Nacional

de Normalização (ONN) e, nessa qualidade,

assegura a coordenação deste Subsiste-

Body Type

Name

Country

NB 0028

Instituto de Soldadura e Qualidade

Portugal

NB 0866

Associação Portuguesa de Certificação

Portugal

NB 0876

Instituto Electrotécnico Português

Portugal

NB 1029

SGS-ICS Serviços Internacionais de Certificação Lda.

Portugal

NB 2504

GATECI - Gabinete Técnico de Certificação e Inspeção, Lda.

Portugal

8

Técnico de Certificação e Inspeção, Lda. Portugal 8 elevare A lista de Normas harmonizadas em vigor

elevare

A lista de Normas harmonizadas em vigor

é divulgada no website do IPQ e também

pode ser consultada na base EUR-Lex que oferece acesso gratuito ao direito da União Europeia e a outros documentos de cará- ter público:

DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE E MARCAÇÃO CE

A Diretiva Ascensores estabelece, desig-

nadamente, os requisitos essenciais de saúde e segurança e define as condições para a comercialização, a aposição da mar-

cação da CE bem como o conteúdo da de- claração de conformidade.

           
   

PUB

               

A

Declaração de conformidade (Anexo II da Diretiva Ascen-

                 

sores) é um documento que descreve que o produto é conside- rado em conformidade com a referida Diretiva, sendo emitida pelo instalador ou pelo fabricante, respetivamente, antes da colocação no mercado de um ascensor ou de um componente de segurança.

                 

Este documento deve incluir, nomeadamente, o nome e a mo- rada do instalador do ascensor ou fabricante dos componen- tes de segurança para ascensores, a conformidade do produto para com as caraterísticas essenciais, as normas europeias aplicáveis e o número de identificação do Organismo Notificado que efetuou a verificação do ascensor ou efetuou os controlos de produção dos componentes de segurança para ascensores.

                 

Cabe ao Organismo Notificado, escolhido pelo instalador do ascensor ou o fabricante dos componentes de segurança para ascensores, verificar a conformidade com os requisitos es- senciais aplicáveis segundo a Diretiva Ascensores, através da realização de uma avaliação de conformidade. Após verificar que o produto se encontra em conformidade, emitirá um certi- ficado de conformidade.

                 

Por sua vez, o instalador do ascensor, ou o fabricante dos com- ponentes de segurança para ascensores, elabora a Declara- ção de Conformidade (DoC) para declarar sob a sua exclusiva responsabilidade a garantia da conformidade com a Diretiva Ascensores.

                 

A

cópia da Declaração de conformidade deve ser mantida por

                 

um período mínimo de dez anos a contar da data de colocação no mercado do ascensor. No caso dos componentes de segu- rança de ascensores, a cópia da Declaração de conformidade deve manter-se por um período mínimo de dez anos, a contar da última data de fabrico do componente de segurança.

                 

A

marcação CE indica que o ascensor foi avaliado e que cumpre

                 

os requisitos legais ao nível harmonizado para ser colocado no mercado.

                 

Com um grafismo único (conforme definido no Anexo III da

                 

Diretiva Ascensores), a marcação CE de conformidade consti- tuída pelas iniciais “CE”, deverá ser aposta no ascensor ou num componente de segurança pelo instalador ou pelo fabricante, respetivamente, antes da sua colocação no mercado.

 
                     
             

Qualidade, segurança e ambiente

Certificação e Reconhecimento

Ana Francisco Gestora de Cliente da APCER

A APCER é uma entidade certificadora que

tem por missão auditar e certificar em todo

o mundo, com competência e confiança,

para benefício dos seus clientes. A credibili- dade dos serviços prestados é assegurada por rigorosos processos de acreditação, de onde destacamos a acreditação pelo IPAC – Instituto Português de Acreditação, segundo a Norma NP EN ISO/IEC 17021:2013 para a certificação de Sistemas de Gestão da Qualidade, ISO 9001:2008.

A APCER é também um Organismo Noti-

ficado pela Comissão Europeia no âmbito da Diretiva 95/16/CE “Ascensores” para os seguintes módulos de avaliação de con- formidade, de acordo com o Decreto-Lei n.° 295/98 de 22 de setembro: Anexo VIII, Anexo IX, Anexo XII, Anexo XIII e Anexo XIV, alterada pela Diretiva 2006/42/CE de 17 de maio (transposta para o direito nacional através do Decreto-Lei n.° 103/2008 de 24 de junho), com o n.° 0866.

A 27 de agosto de 2013 foi publicada a

Lei 65/2013, que aprova os requisitos de aces- so e exercício das atividades das Empresas de Manutenção de Instalações de Elevação (EMIE) e das Entidades Inspetoras de Instala-

ções de Elevação (EIIE) e seus profissionais.

Relativamente à atuação das EMIE, esta Lei vem clarificar e uniformizar as responsabi- lidades e deveres na prestação do serviço de manutenção de instalações de elevação que, consequentemente, leva à consoli- dação de boas práticas no setor, surgindo agora a necessidade de reconhecimento destas entidades pela DGEG – Direção-Geral de Energia e Geologia, para o exercício da atividade de manutenção de instalações de elevação.

Tal como referido no Ponto 2 do Artigo 4.° desta Lei, a certificação das EMIE de acordo

10

4.° desta Lei, a certificação das EMIE de acordo 10 elevare com a ISO 9001, concedida

elevare

com a ISO 9001, concedida por uma entidade acreditada pelo IPAC (ou por uma entidade homóloga signatária do acordo multilate-

ral da EA), será uma forma de evidenciar as boas práticas no exercício da sua atividade

e um dos meios para se proceder ao pedido

de reconhecimento pela DGEG, dando cum- primento ao enquadramento legal atual e, simultaneamente, ter uma validação por uma entidade externa das boas práticas im- plementadas.

O processo de certificação permite eviden-

ciar, com credibilidade, que uma entidade dispõe de um sistema de gestão da qualida- de em conformidade com os requisitos da Norma ISO 9001, através de uma avaliação por uma entidade externa e independente.

Para a obtenção da certificação ISO 9001, a empresa candidata à certificação deve consi- derar, numa 1.a fase, a implementação de um sistema de gestão de acordo com este refe- rencial e que mais se adequa às intenções es- tratégicas e de gestão da empresa. A Norma ISO 9001 pode ser adquirida no IPQ – Instituto Português da Qualidade (www.ipq.pt).

Em www.apcer.pt, entre outras informa- ções sobre esta temática, encontra-se dis- ponível, para download, o guia interpretati- vo da ISO 9001, onde estão descritos todos os requisitos que deverão ser cumpridos, assim como a interpretação da APCER so- bre os mesmos e as evidências que normal- mente dão suporte ao seu cumprimento.

Uma vez concluída a etapa de implemen- tação do sistema de gestão, a empresa poderá solicitar a certificação a uma enti- dade certificadora acreditada, através da marcação de uma auditoria de concessão. Esta auditoria acontece em duas fases e será avaliada a conformidade do sistema com a Norma de referência, ISO 9001. Sendo

verificada essa conformidade, é concedida a certificação por um período de 3 anos. Anu- almente são realizadas auditorias de acom- panhamento que servem para verificar a manutenção da conformidade do sistema. No final do ciclo de certificação, que tem a duração de três anos, é realizada uma audi- toria de renovação com a reemissão de um novo certificado de conformidade por mais um novo ciclo de certificação.

Quando o sistema de gestão da qualidade

contempla os requisitos específicos da Di- retiva Ascensores, a conformidade com a Norma ISO 9001 confere uma presunção de conformidade com os módulos de garantia

da qualidade.

Sendo a APCER uma entidade certificadora e, simultaneamente, um organismo noti- ficado, disponibiliza não só um serviço de certificação ISO 9001 acreditado mas tam- bém a Avaliação de Conformidade de acor- do com o Decreto-Lei n.° 295/98 de 22 de setembro: Anexo VIII, Anexo IX, Anexo XII,

Anexo XIII e Anexo XIV, alterada pela Diretiva 2006/42/CE, de 17 de maio (transposta para

o direito nacional através do Decreto-Lei

n.° 103/2008, de 24 de junho), sendo pos- sível a prestação de um serviço que vai de encontro às necessidades do setor, quer ao nível normativo, quer ao nível de cumpri- mento legal.

A APCER com a sua notoriedade e larga

experiência na certificação de sistemas de gestão e sendo simultaneamente organis- mo notificado na Diretiva de Ascensores, tem a expetativa de poder contribuir positi- vamente para o adequado cumprimento do atual quadro legislativo deste setor, bem como para a melhoria dos serviços que são prestados pelas EMIE, tendo sempre como preocupação a resposta às necessi- dades e expetativas da comunidade.

que são prestados pelas EMIE, tendo sempre como preocupação a resposta às necessi- dades e expetativas

Normalização

EN 81-20/50 – Principais alterações e implicações

José Pirralha Presidente da CT 63

INTRODUÇÃO

A EN 81-20/50 constitui a maior e mais

profunda alteração normativa dos últi- mos 20 anos, resultado de uma profunda revisão das EN 81-1/2.

20 anos, resultado de uma profunda revisão das EN 81-1/2. As razões para a revisão advêm,

As razões para a revisão advêm, quer das

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES E IMPLICAÇÕES

Reforço da segurança para os técnicos

alterações tecnológicas que se tem veri- ficado nos últimos tempos, quer como

Neste breve comentário, limitar-nos-emos a enunciar os tópicos do que consideramos

>

Aumento dos espaços de refúgio no poço e topo da caixa;

resultado do conjunto de emendas produ- zidas (A1, A2, A3), e ainda do conjunto de

as alterações mais significativas, não sem que deixemos a promessa de que nos pró-

>

Uso de pictogramas e definição de es- paços de acordo com as condições;

interpretações realizado, muitas das quais a remeterem para uma revisão futura.

ximos números vamos continuar a abordar este tema de modo tão exaustivo quanto a importância do tema requer.

>

Os espaços de refúgio devem ser con- siderados para cada técnico que possa estar sobre a cabina ou no poço;

De igual modo serviram de base à mudan-

>

Existência de uma botoneira de mano-

ça a necessidade de incorporação de Re-

Novas definições

bra no poço, a qual deve estar coorde-

quisitos Essenciais de Saúde e Segurança derivados de modificações nas Diretivas

São dadas novas definições, por exemplo, para:

nada com a botoneira de revisão no teto da cabina;

EU, assim como a necessidade de clarifi-

>

pessoas autorizadas;

>

Iluminação de emergência no teto da

cação de textos e a eliminação de alguns

>

pessoas competentes;

cabina;

erros.

>

Circuito de segurança;

>

Melhoria da balaustrada no teto da ca-

>

bina com requisitos de resistência míni-

Pese embora a Norma não tenha ainda

……….

ma, adequada;

sido publicada já que se está em fase de

Reforço da segurança dos passageiros

>

…………………

voto formal, fase em que os Organismos Nacionais podem fazer os seus comentá-

> Novos requisitos/critérios para a resis- tência de portas (cabina e/ou piso),

Fabricantes e instaladores

rios e propor alterações de caráter edito- rial, a natureza das alterações e a dimen- são das implicações exigem que quanto antes a indústria se prepare para o que

> As portas e os seus aros estão sujeitos a ensaios de impacto (pêndulo), em pon- tos e condições exatamente definidas.

>

Novas exigências no que refere à ro- bustez de painéis de portas, cabinas, aventais, entre outros, o que determina a necessidade de novos manuais e/ou

vem.

Válido para todas as portas sejam ou não

certificados;

 

de vidro.

>

Novos procedimentos de ensaio “on

CALENDÁRIO

>

Aumenta o nível de iluminação na cabina;

site” para comprovar a conformidade

O

período de voto formal terminou a 27

>

Medidas para a prevenção da saída de

do produto;

de

abril, podendo adiantar-se que a CT 63

pessoas da cabina quando esta esteja

>

Novos métodos de instalação e avalia-

se pronunciou e decidiu, por unanimida-

parada entre pisos;

ção de risco podem vir a ser exigidos;

de, o seu voto favorável.

>

Melhoria dos materiais usados na cons-

…………….

>

……………………

As datas a seguir indicadas são datas pro- váveis podendo, todavia, vir a sofrer al- guns ajustes ao longo do processo.

>

trução das cabinas em termos de resis- tência ao fogo e na utilização de vidros de segurança;

Estes são apenas alguns tópicos a que da- remos desenvolvimento nos próximos nú- meros.

Estes são apenas alguns tópicos a que da- remos desenvolvimento nos próximos nú- meros.
de segurança; Estes são apenas alguns tópicos a que da- remos desenvolvimento nos próximos nú- meros.

elevare

11

Legislação

Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia

Diário da República

PORTARIA N.° 97/2014 DE 6 DE MAIO

O n.° 1 do artigo 33.º da Lei n.° 65/2013, de

27 de agosto, estabelece que são devidas taxas à Direção-Geral de Energia e Geolo- gia (DGEG) pelo reconhecimento das em- presas de manutenção de instalações de elevação (EMIE) e das entidades inspetoras de instalações de elevação (EIIE), pelo re- conhecimento de qualificação profissio-

nais adquiridas fora do território nacional,

e pela certificação de organismos de for-

mação (OF) e pela realização de auditorias.

de for- mação (OF) e pela realização de auditorias. O n.° 2 do mesmo artigo dispõe

O n.° 2 do mesmo artigo dispõe que o valor,

a distribuição do produto e o modo de co-

brança das taxas são fixados por portaria do membro do Governo responsável pela área da energia.

Assim:

Ao abrigo do disposto no n.° 2 do artigo 33.° da Lei n.° 65/2013, de 27 de agosto, manda

o Governo, pelo Secretário de Estado da Energia, o seguinte:

Artigo 1.°

Objeto

A presente portaria fixa o valor das taxas

devidas pelo reconhecimento das empre- sas de manutenção de instalações de ele- vação (EMIE) e das entidades inspet ras de instalações de elevação (EIIE), pelo reco- nhecimento de qualificação profissionais adquiridas fora do território nacional, pela certificação de organismos de formação

12

nacional, pela certificação de organismos de formação 12 elevare (OF) e pela realização de auditorias, ao

elevare

(OF) e pela realização de auditorias, ao abrigo do disposto n.° 2 do artigo 33.° da Lei n.° 65/2013, de 27 de agosto.

organismos notificados ou as EIIE rece- bem € 250, acrescidos de IVA, pela par- ticipação de cada um dos seus técnicos, provenientes da taxa cobrada pela DGEG.

 

Artigo 2.° Valor das taxas

10.

As taxas previstas nos números anterio- res podem ser atualizadas anualmente

Para efeitos do disposto no número an-

Artigo 3.°

1. A taxa devida pelo reconhecimento como EMIE, de entidades que possuam certi- ficação de acordo com a ISO 9001 para as atividades de manutenção de instala- ções, concedida por entidade acreditada

até 31 de março, mediante a aplicação do índice de preços no cons midor, no continente, sem habitação, correspon- dente aos últimos doze meses, publica- do pelo Instituto Nacional de Estatística,

pelo IP AC, I. P., ou por entidade homólo- ga signatária do acordo multilateral da

2. A taxa devida pelo reconhecimento

11.

I. P. (INE, I. P.).

EA, é fixada em €200.

como EMIE, de entidades que não possu- am certificação a que se refere o núme- ro anterior, é fixada em € 900.

terior, a DGEG publicita os valores atua- lizados das taxas e a data da respetiva entrada em vigor através de aviso do diretor-geral da DGEG publicitado no sí- tio da Internet da DGEG e no balcão único

3. A taxa devida pelo reconhecimento de- finitivo como EIIE e pela convolação em reconhecimento definitivo das EIIE com reconhecimento provisório é fixada em

eletrónico dos serviços.

Pagamento

200.

O

pagamento das taxas referidas no artigo

4. A taxa devida pelo reconhecimento pro- visório como EIIE é fixada em € 100.

5. A taxa devida pela certificação como OF é fixada em € 500.

6. A taxa devida pelo reconhecimento de qualificações profissionais adquiridas

fora do território nacional é fixada em

200.

7. A taxa devida pelas auditorias determi - nadas pela DGEG, no âmbito do acom- panhamento da EMIE e das EIIE, é fixada em € 700.

8. As taxas previstas nos números anterio- res são devidas à DGEG pelos respetivos requerentes.

9. Pela prestação de serviço na realização de auditorias previstas nos n. os 2 e 7, os

anterior deve ser efetuado no prazo de oito dias contados da notificação para esse efei-

to, constituindo condição prévia para a práti-

ca dos atos previstos no artigo 1.°

Artigo 4.° Revogação

É revogada a Portaria n° 912/2003, de 30 de agosto.

Artigo 5.° Entrada em vigor

A presente portaria entra em vigor no pri-

meiro dia útil seguinte ao da sua publicação.

O Secretário de Estado da Energia, Artur Ál-

varo Laurea no Homem da Trindade, em 15 de abril de 2014.

publicação. O Secretário de Estado da Energia, Artur Ál- varo Laurea no Homem da Trindade, em

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Legislação

CIVA IVA - taxa a aplicar a homelift`s (plataformas cabinadas) usadas por pessoas com deficiências físicas e mobilidade reduzida

Jorge Miguel Pinto & Cruz Elevadores e Instalações

Jorge Miguel Pinto & Cruz Elevadores e Instalações consoante o estabelecido naquela verba, a taxa reduzida

consoante o estabelecido naquela verba, a taxa reduzida do IVA apenas é aplicável aos utensílios, aparelhos e objetos que cons- tem de uma lista aprovada por despacho conjunto dos ministros com competência nas áreas das finanças, da solidariedade e segurança social e da saúde.

A lista atualmente em vigor foi aprovada

através do despacho conjunto n.° 37/99 de

Com a proliferação de soluções técnicas de elevação para o transporte de pessoas com deficiências físicas e mobilidade redu- zida tem surgido equipamentos denomina- dos HomeLift e no que concerne à questão da taxa do IVA aplicável a este tipo de equi- pamentos algumas dúvidas. Esta questão origina em muitas situação até uma concor- rência desleal entre empresas que comer- cializam e instalam estes equipamentos, e alguma confusão no cliente final não raras vezes confrontado com propostas simi- lares para o mesmo tipo de equipamento, com uns instaladores a indicar IVA a 23% e outros o IVA à taxa reduzida de 6% (Conti- nente), pelo que urge debruçarmo-nos so- bre este assunto.

É no sentido de esclarecer, quer instalado- res quer clientes, que pretendem adquirir estes equipamentos, que passamos a citar excertos do Despacho n.° 26 026/2006 de 11 de dezembro de 2006, que revogou o Despacho conjunto n.° 37/99 de 10 de se- tembro e da Informação Vinculativa n.° 3502 da Direção Geral de Impostos - Ministério das Finanças sobre este tema, os quais são claros que, ao chamado HomeLift (Mini-Ele- vador, Elevador Residencial) usados ou não por pessoas com deficiência física, porque são constituídos por uma plataforma com teto (cabinado) e trabalham dentro de um poço ou estrutura envolvente, em circuns- tância alguma não é aplicável IVA à taxa re-

duzida de 6% no Continente, 5% na Região Autónoma da Madeira e 4% na Região Autó- noma dos Açores, mas sim à taxa normal de IVA de 23% no Continente, 22% na Re- gião Autónoma da Madeira e 16% na Região Autónoma dos Açores. O não cumprimento desta aplicação incorre numa infração fis- cal e sujeito às sanções previstas por parte do Ministério das Finanças.

DESPACHO N.° 26 026/2006 Em setembro de 2006, o Governo apro- vou, através da Resolução do Conselho de

Ministros n.° 120/2006, de 21 de setembro,

o 1.° Plano de Ação para integração das

Pessoas com Deficiências ou Incapacidade (PAIPDI) que pretende levar à prática uma nova geração de políticas promotoras da in- clusão social das pessoas com deficiências e da sua plena participação na sociedade.

No domínio específico das ajudas técni-

10

de setembro de 1998, objeto de publica-

cas, a verba 2.6 da lista I anexa ao Código

ção no Diário da República, 2. a série, n.° 12 de

do Imposto sobre o Valor Acrescentado (CIVA),com a redação que lhe foi dada pelo

15

de janeiro de 1999.

3 do Artigo 34 da Lei n.° 127-B/97, de

O

tempo entretanto decorrido, com o ine-

20 de dezembro, determina a aplicação da taxa reduzida do IVA, correspondente

a 6% no Continente e a 5% na Região Au-

tónoma da Madeira e 4% na Região Autóno- ma dos Açores e, nas vendas de utensílios, aparelhos e objetos especificamente con- cebidos para utilização por pessoas com deficiências ou incapacidades. No entanto,

rente desenvolvimento técnico e científico, bem como a oportunidade em contemplar algumas das ajudas técnicas que constam

do Despacho n.° 19 210/2001 (2. a série), de

27 de julho do Secretário Nacional para a

Reabilitação e Integração de Pessoas com Deficiência, publicado no Diário da Repúbli- ca, 2. a série, n.° 213, de 13 de setembro de

14

Pessoas com Deficiência, publicado no Diário da Repúbli- ca, 2. a série, n.° 213, de 13

elevare

Legislação

2001, justificam no âmbito das novas polí- ticas introduzidas pelo PAIPDI, uma reformu- lação do elenco de bens suscetível de inclu-

Assim:

Ao abrigo do disposto na verba 2.6 da lista I

contorno e ângulo da escadaria), trepado- res de escadas e rampas portáteis para cadeiras de rodas;

pacho n.° 26 026/2006 de 22 de dezembro. Beneficiam do enquadramento na citada verba 2.9 da lista I os equipamentos ou uten-

são no âmbito da verba 2.6 da lista I anexa ao CIVA, no sentido de o atualizar e de lhe aditar alguns utensílios, aparelhos e objetos para uso específico por pessoas com deficiências ou incapacidades.

anexa ao CIVA, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 394-B/84, de 26 de dezembro, determina-se o seguinte:

Face a algumas dúvidas que ainda persis- tem por parte de algumas empresas do se- tor, na interpretação deste Despacho (n.° 26 026/2006), citamos também excertos da Informação Vinculativa n.° 3502 do Ministé- rio das Finanças (Direção Geral de Impostos) sobre este mesmo tema e que esclarece o assunto na sua plenitude.

sílios que se encontram previstos no item 39) do citado Despacho n.° 26 026/2006, designadamente as “plataformas elevatórias e elevadores para cadeiras de rodas (não pos- suem cobertura e não trabalhem num poço), elevadores para a adaptação a escadas (dis- positivos com assento ou plataforma fixada a um ou mais varões que seguem o contorno e ângulo da escadaria), trepadores de escadas e rampas portáteis para cadeiras de rodas".

1.

Para efeitos de aplicação da taxa reduzi-

“De harmonia com o disposto na verba 2.9 da lista anexa ao Código do IVA (CIVA), são abran-

De referir, no entanto, que se encontram ex-

De referir, no entanto, que se encontram ex-

da do IVA, é aprovada a seguinte lista de bens:

gidos pela aplicação da taxa reduzida (6% no território do Continente, 4% na Região Autóno-

cluídos da citada verba 2.9 da lista I anexa ao Código do IVA, os equipamentos, nome-

1.

ma dos Açores e 5% na Região Autónoma da

adamente os elevadores para cadeiras de

2.

Madeira) os utensílios e quaisquer aparelhos ou

rodas que, para efeitos da sua utilização,

39. Plataformas elevatórias e elevadores para cadeiras de rodas (não possuem cobertura e não trabalham dentro de um poço), elevadores para adaptar a escadas (dispositivos com assento ou plataforma fixada a um ou mais varões que seguem o

objetos especificamente concebidos para utili- zação por pessoas com deficiência, desde que constem de uma lista aprovada por despacho conjunto dos Ministérios das Finanças, da So- lidariedade e Segurança Social e da Saúde". A lista a que se refere a Norma consta do Des-

devam ser instalados dentro de um poço ou estrutura envolvente, ainda que destinados a pessoas com deficiência física, uma vez que os mesmos não constam de nenhum dos itens do Despacho n.° 26 026/2006, de 22 de dezembro.

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Coluna da ANIEER

Diretiva Ascensores 2014/33/UE Implicações da reformulação da Diretiva 95/16/CE

José Pirralha Presidente da ANIEER

INTRODUÇÃO

Publicada no JOUE L96 de 29 de março 2014

a Diretiva 2014/33/UE, a qual resulta da re-

visão/reformulação da Diretiva 95/16/CE, que a partir de 1 de julho de 1999 se consti-

tuiu como o principal referencial para a co- locação no mercado de novos ascensores.

A Diretiva 95/16/CE

A Diretiva 95/16/CE, adotada em 29 de ju-

nho de 1995, veio a tornar-se de aplicação

obrigatória a 1 de julho de 1999, e nela se

estabelecem:

> Os requisitos legais para a conceção, instalação e colocação no mercado de novos ascensores e componentes de segurança para ascensores (Anexo IV);

> Os procedimentos para a avaliação de conformidade que devem ser seguidos pelos instaladores e/ou fabricantes, no que concerne a:

> Instalação de ascensores,

> Componentes de segurança.

Objetivos:

> livre circulação de ascensores e com- ponentes de segurança no mercado in- terno;

> assegurar que esses produtos apresen- tem um elevado nível de proteção para

a

a saúde e segurança das pessoas.

A Diretiva 2014/33/EU (reformulação da

Diretiva 95/16/CE) Esta revisão/reformulação resulta da ne- cessidade de adaptação ao novo quadro legal, designado por NLF - New Legal Fra- mework, que mais não é do que o alinha- mento com o Regulamento n.° 765/2008 a Decisão n.° 768/2008 do Parlamento Euro- peu e do Conselho.

16

n.° 768/2008 do Parlamento Euro- peu e do Conselho. 16 elevare Este novo enquadramento legal aplica-se

elevare

Este novo enquadramento legal aplica-se a

O

que não se altera?

um conjunto de Diretivas Nova Abordagem,

>

Domínio de aplicação;

nomeadamente:

>

Os requisitos essenciais (ou seja, a parte

> Diretiva Ascensores;

técnica da Diretiva);

> Diretiva de Compatibilidade Eletromag- nética;

>

Os procedimentos de avaliação de con- formidade.

> Diretiva de Baixa Tensão;

> Entre outros.

O

que é alterado?

>

Obrigações dos operadores económicos;

Os objetivos deste novo enquadramento

>

Organismos notificados;

são os seguintes:

>

a. Harmonização dos conceitos chave das Diretivas Nova Abordagem da EU com a legislação, através da harmonização legislativa;

Procedimentos de salvaguarda (fiscali- zação).

RESUMO DAS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES E SUAS IMPLICAÇÕES:

b. Implementação da avaliação e monito- rização da conformidade dos Organis- mos Notificados. Inclui o incremento do uso da acreditação para ONs;

c. Fortalecer a fiscalização do mercado na EU;

d. Associar a credibilidade da marcação CE como signo de conformidade com a legislação relevante, assim como signo de segurança;

e. Alinhamento de várias Diretivas.

i. Os instaladores e fabricantes de com- ponentes de segurança, devem possuir registos para que possam identificar to- dos os operadores económicos envolvi- dos na cadeia de fornecimento (forne- cedores e clientes). Tal poderá vir a ser exigido caso se verifiquem situações de não-conformi- dade que exijam comunicação e forne- cimento de instruções a todos os en- volvidos;

situações de não-conformi- dade que exijam comunicação e forne- cimento de instruções a todos os en-

PUB

ii. Os instaladores e fabricantes de componentes de segu- rança estão obrigados a reportar às autoridades nacio- nais, não conformidades ou questões de segurança dete- tadas, bem como as medidas corretivas a aplicar;

iii. São criados novos e modificados alguns requisitos para acreditação, notificação e operação dos ONs;

iv. São definidos novos e modificados alguns dos requisitos aplicáveis aos Estados Membros para a operacionaliza- ção das regras de fiscalização do mercado;

v. Os RESS (Requisitos Essenciais de Saúde e Segurança) mantêm-se (Anexo I) embora com algumas modificações de terminologia;

vi. Alterações de terminologia no Anexo III (lista de compo- nentes de segurança-anterior Anexo IV);

Exemplo: Interruptor de segurança, contendo componentes eletrónicos, passa a circuito de segurança, contendo compo- nentes eletrónicos.

A redação do Ponto 2 do Anexo III foi alterada face ao disposto

na anterior Diretiva, removendo-se a condição de movimento incontrolado em subida e incorporando-se a condição de mo- vimento incontrolado da cabina.

Esta nova redação em conjugação com o previsto na secção 3.2 do Anexo I pode vir a resultar na necessidade de incor- porar novos componentes de segurança com marcação CE, para incorporação no UCM.

Esta é uma questão em aberto que deverá ser clarificada o quanto antes.

vii) Alteração editorial ( em quase todos os capítulos).

Alterada a ordem dos Anexos (removidos os Anexos III e VII)

e renumerados.

CALENDÁRIO

> A Diretiva 2014/33/EU foi adotada pelo Parlamento Euro- peu a 5 de fevereiro de 2014;

> Adotada pelo Conselho Europeu em 20 de fevereiro 2014;

> Publicada no Journal Official a 29 de março de 2014;

> Entrada em vigor: 19 de abril de 2014 ( 20 dias pós-publi- cação);

> Período de implementação: 2 anos;

> Aplicação da nova Diretiva: a partir de 19 de abril de 2016.

4. CERTIFICADOS AO ABRIGO DA DIRETIVA 95/16/CE Os Certificados e as decisões dos ONs, emitidas ao abrigo da Diretiva 95/16/CE (até 20 de abril de 2016) mantêm-se válidos.

Nota final: na próxima edição da revista analisaremos em de-

     

talhe os pontos críticos da aplicação desta Diretiva, que an-

   

tecipamos resultantes de um conjunto de requisitos para a

 
   

rastreabilidade, novas regras e requisitos para ONs e novas exigências aplicáveis aos Estados Membros.

   

Coluna AIECE

AIECE “A aiece no caminho para a autorregulação do mercado do setor da elevação”

A Presidente da AIECE Amadeu Ferreira da Silva, Lda. La Salette Silva

da AIECE Amadeu Ferreira da Silva, Lda. La Salette Silva Mais recentemente, as Diretivas Europeias vieram

Mais recentemente, as Diretivas Europeias vieram introduzir neste setor, como em mui- tos outros, fatores de exigência crescente em termos de organização das empresas, e

da qualificação dos seus profissionais e téc- nicos, que as micro e pequenas empresas de manutenção de elevadores tem vindo

a acompanhar diligentemente, em estreita

cooperação com a Administração Pública, de modo a que o progresso que todos dese- jam se faça de forma segura e consistente, sem fazer perigar nem os interesses legí- timos dos proprietários dos edifícios, nem os dos seus inquilinos ou utentes, nem os das empresas de instalação e manutenção de elevadores e similares.

Em Portugal é bem conhecida a importância das pequenas (com menos de 50 trabalhadores) e micro-empresas (com menos de 10 trabalhadores) que constituem a maioria de empresas de manutenção de elevadores, filiadas na AIECE.

Do facto, regista a informação oficial no website do IAPMEI que “segundo dados for- necidos pelo INE, relativos a 2008, micro e pequenas empresas representam a esma- gadora maioria do tecido empresarial nacio- nal (96,5%). A importância deste conjunto de empresas manifesta-se, naturalmente, em termos de emprego, e também, ainda que de forma mais ténue, em termos de volume de negócios, já que micro e pequenas empresas geram 51,5% do emprego e realizam 35,7% do volume de negócios nacional”.

do século passado, com prédios habitacio- nais e de escritórios cada vez mais altos e com maiores necessidades de transportar com regularidade em milhares de viagens elevatórias diárias, milhares de pessoas.

Paralelamente, assistiu-se gradualmente, quer devido à evolução da legislação sobre segurança, como também devido à neces- sidade de formação para acompanhamento da evolução tecnológica dos equipamentos elevatórios, a uma maior especialização do setor, quer na instalação de raiz em novos prédios de elevadores, como na sua instala- ção e reabilitação ou remodelação em pré- dios antigos, como nos complexos comer- ciais e serviços públicos modernos, em que elevadores, escadas e passadeiras rolan- tes, vieram alargar o mercado tradicional.

Ora, a situação da atividade de manutenção de elevadores em Portugal tem vindo a evoluir, desde os tempos iniciais em que se registavam na atividade vários empresários em nome individual, para estes se transfor- marem gradualmente em sociedades por quotas, muitas vezes de raiz familiar, e com recurso a profissionais qualificados, não apenas pela experiência acumulada mas, já também, em função de habilitações escola- res e académicas mais exigentes.

Na verdade vários fatores contribuíram para esse progresso, desde logo pela própria evolução do urbanismo a acompanhar a ex- pansão demográfica a partir da 2. a metade

a ex- pansão demográfica a partir da 2. a metade Ou seja, cabe ao Estado Legislador,

Ou seja, cabe ao Estado Legislador, como ao Estado Administração Pública Central

e Local, como ainda ao Estado Poder Judi-

cial, desenvolver uma adequada “Governan- ce” (pela boa regulamentação, inspeção e julgamento) para este setor de atividade económica, arbitrando de forma isenta e operacional os interesses tripartidos acima identificados.

Nesse sentido, é positiva a exigência de qua- lificação das empresas de manutenção de elevadores junto da atual Direcção Geral de Energia e Geologia, como é de salutar que estas empresas e de forma crescente, se ve- nham a certificar de acordo com a Norma ISO de qualidade 9001: 2008 (Implementação do

18

forma crescente, se ve- nham a certificar de acordo com a Norma ISO de qualidade 9001:

elevare

Sistema de Gestão da Qualidade), uma vez que atualmente a qualidade é algo funda- mental quer ao nível dos Clientes (exterior) quer ao nível da Organização (interior). As chamadas “empresas de vão de escada”, não podem mais subsistir por não preencherem os requisitos de acesso à atividade, e porque as exigência legais e éticas de respeito pela segurança pública, e de respeito pelas re- gras da concorrência, o exigem num Estado de Direito, como o nosso.

Hoje, as Micro, Pequenas e Médias Empresas (PMEs) da área da manutenção dos eleva- dores, em especial as que se acham filiadas em associações representativas do setor (quer no nosso País, quer no estrangeiro) apresentam um grau bastante elevado de confiabilidade, que permite aos seus clien- tes – Serviços públicos, grandes e pequenos proprietários do imobiliário, e as empresas gestoras designadamente de administração de condomínios – esperar a prestação de um serviço de qualidade por um preço justo.

No nosso regime de liberdade de iniciativa privada, garantido também constitucional- mente, tem de haver lugar para que nos pró- ximos tempos se consiga compatibilizar os custos das exigências de modernização dos equipamentos elevatórios, com as capacida- des de investimento dos proprietários que os tenham de realizar e, ao mesmo tempo, ponderando a remuneração séria e objetiva das empresas de manutenção dos elevado- res, seja nos casos de contratos de serviço simples, ou de serviço completo.

Abre-se agora, e por isso, um campo de mais estreita colaboração entre as micro e pequenas empresas do setor de atividade representado pela AIECE, que não poderá

deixar de se insurgir contra as más práti- cas restritivas do setor, bem como contra

a oferta de contratação de serviços com

preços de dumping, e sem correlação com o custo/hora dos seus encargos e remunera- ções justamente praticadas.

Estas más práticas, que apenas visam iludir proprietários de olhos postos apenas nos preços que só aparentemente são mais bai-

xos, quando na realidade estão a ser atraí- dos para contratos leoninos de fidelização,

e de sujeição a uma exploração abusiva, de que mais tarde sempre se arrependem.

Coluna AIECE

de que mais tarde sempre se arrependem. Coluna AIECE A hora que agora soa para as

A hora que agora soa para as pequenas e

micro-empresas, players responsáveis na

área da manutenção de elevadores, e para

a AIECE sua legítima representante como

parceiro social da DGEG, não pode deixar de se assumir de uma postura exigente pelo respeito de um código de conduta exemplar pautado por:

1. Normas éticas e deontológicas de com- portamento e de boas práticas;

2. Consideração pelos interesses dos clientes no quadro legal existente;

3. Permanente disponibilidade para o diá- logo e cooperação com o Estado;

4. Desenvolvimento e apoio a ações de in- formação da opinião pública;

5. Cooperação associativa e internacional nos domínios da formação.

Resta acrescentar que, já no passado

(1999/2002) em que o setor da manutenção

e de instalação de elevadores, envolvendo

grandes empresas filiadas na ANIEER, e as Micro e PME filiadas na AIECE, conseguiram ser representadas no grupo de trabalho de revisão de legislação da DGEG, em especial nos domínios da fiscalização de elevadores e questões de segurança relacionadas com os elevadores sem portas de cabine, e a sua transferência para a competência dos municípios, e de comum acordo com a exis- tência de um mesmo jurista representante, Professor Doutor Luís Nandin de Carvalho. Nessa ocasião, houve lugar a uma frutuosa colaboração associativa, numa atitude co- mum de dignificação da atividade e práti- cas do setor em que o resultado legislativo,

que justificou inclusive a intervenção do Se- nhor Provedor de Justiça, deu origem aos dois diplomas: o Decreto-Lei n.° 110/01 de 18 de março e o Decreto-Lei n.° 320/2002 de 28 de dezembro que correspondiam a essa data, às necessidades do setor, e às necessidades de salvaguarda da segurança dos utilizadores.

Mais recentemente tem também a AIECE participado em iniciativas da ANEME – As- sociação Nacional das Empresas Metalúr- gicas e Metalomecânicas – especialmente nos domínios da formação, mas com po- tencialidades de envolvimento em outros aspetos e iniciativas de interesse comum.

Decerto que, no futuro, esse desejável cli- ma de bom entendimento associativo se poderá vir a repetir, e com benefício para

a atividade reguladora e de supervisão das

normas de fiscalização que competem ao Estado, para incrementar a autorregulação do setor, em especial quanto aos paradig- mas da duração dos contratos de presta- ção de serviços, ética e boas práticas de preços.

Assim se garantirá a sustentabilidade de to- das as empresas certificadas de instalação

e manutenção dos elevadores, com o apoio

ao esclarecimento dos proprietários imo- biliários nos deveres e direitos recíprocos, no quadro legal de uma sã concorrência no mercado, entre empresas qualificadas e

pautadas pela objetividade, transparência, lealdade de procedimentos.

mercado, entre empresas qualificadas e pautadas pela objetividade, transparência, lealdade de procedimentos. elevare 19
mercado, entre empresas qualificadas e pautadas pela objetividade, transparência, lealdade de procedimentos. elevare 19

elevare

19

Nota técnica

Comparação entre Ascensores Elétricos e Ascensores Hidráulicos MRL

Jorge Leitão SICMALEVA - Sociedade de Comércio e Indústria de Equipamentos de Elevação, S.A.

Comércio e Indústria de Equipamentos de Elevação, S.A. INTRODUÇÃO Na aplicação de sistemas de transporte

INTRODUÇÃO Na aplicação de sistemas de transporte vertical é uma decisão importante qual o sistema de acionamento a usar, tração ou

hidráulico? Cada tipo tem caraterísticas que

o torna particularmente adequado para uma aplicação específica.

Ao longo dos últimos quarenta anos, o as- censor hidráulico foi aceite em todo o mun- do. Com a introdução do ascensor elétrico Machine Room Less (MRL), em 1995, para substituir o ascensor hidráulico, iniciou-se uma forte concorrência pelo mercado nos edifícios de baixa altura (Portugal tem um parque habitacional maioritariamente de baixa altura, cerca de 4 a 6 pisos [13]).Apli- caram-se, então, estratégias de mercado bastante agressivas.

Uma tendência MRL criada em detrimento

da segurança. Os compradores, no entanto,

devem ser informados sobre os méritos e defeitos de ambos os sistemas de ascenso- res para assegurar a aplicação mais ade- quada e segura de cada tipo.

Neste trabalho, ascensores elétricos e hi- dráulicos, principalmente MRL, são discuti- dos e comparados a fim de esclarecer os consumidores.

PROJETO DO ASCENSOR

O desenvolvimento tecnológico na indústria

do

ascensor foi impulsionado principalmen-

te

pelos seguintes fatores:

>

Segurança;

>

Velocidade Nominal;

>

Espaço Ocupado;

20

20 elevare

elevare

> Conforto na viagem;

> Eficiência Energética;

> Ruído Acústico;

> Exigências Estruturais.

Estas são, normalmente, as principais pre- ocupações no projeto de um ascensor. Não existe uma solução ideal sem uma análise prévia. Considero este ponto muito impor- tante de forma a evitar soluções desajusta- das à realidade do edifício.

Existe um conjunto de erros com que nos deparamos nos cadernos de encargos, e dou como exemplo os ascensores de dois pisos, com um curso de 3 m, que apresen- tam velocidades nominais de 1,0 m/s quan- do, na realidade, o flytime não o permite; edifícios de serviço público sem qualquer estudo de tráfego com dimensões e veloci- dades nominais desajustadas e edifícios em que a construção deveria estar de acordo com a Norma antissísmica, mas os seus as- censores não estão devidamente projeta- dos. Esta é uma realidade preocupante uma vez que Portugal continental se encontra numa zona de risco sísmico moderado.

SEGURANÇA Com o desenvolvimento tecnológico, os as- censores neste momento são considerados um dos meios de transporte mais seguros

do mundo. Se analisarmos detalhadamente as duas soluções MRL, detetamos alguns pontos que merecem ser abordados:

a. Sistema de Resgate: na solução MRL

Elétrico, este vem equipado com um sis- tema de alimentação auxiliar de energia que deteta o lado mais favorável em função da carga desequilibrada, levan- do a cabina ao piso e libertando o(s) passageiro(s). Um sistema de ativação

é manual, como o sistema de resgate é

elétrico, logo é falível. Na solução MRL Hidráulica, este vem equipado com um sistema de socorro mais simples e efi- caz, baseado na energia potencial. No fundo não é mais do que uma torneira que se abre levando, ao piso mais baixo,

a cabina, patamar onde se encontra o

técnico credenciado a fazer a operação de socorro. Um sistema de ativação é manual, como o sistema de resgate é mecânico, logo é infalível. Analisando uma situação real em que temos um problema grave no motor (curto-circuito), no caso da solução MRL

Elétrico, torna-se impossível de proce- der ao resgate do passageiro pela via normal de procedimentos de socorro. Se analisarmos a solução MRL Hidráu- lica verificamos que se consegue fazer

o resgate do passageiro sem qualquer

problema, porque este sistema utili-

Nota técnica

za um circuito independente do motor,

sentam a mesma solução. Independen-

Os trabalhadores que lidam com os

quina de tração, do limitador e parte de

aproveitando apenas a energia poten-

temente da situação, quando se verifica

ascensores MRL Elétricos estão expos-

a

intervenção destes dois órgãos de

tos a um risco mais elevado do que os

cial para fazer levar a cabina ao piso mais baixo e libertar o passageiro.

b. Falha de Energia: na solução MRL Elé- trico, o sistema automático de resgate, em caso de falha de energia, é opcional, logo não é de série e depende do for- necedor. Apresenta um custo elevado

segurança há sempre necessidade de os rearmar. No ascensor MRL Elétrico,

isto pode ser feito pelos contactores de potência o que, na maioria dos casos, é impossível devido à sua conceção, pois encontram-se situados no interior da caixa do ascensor. A solução implica

que trabalham com os ascensores MRL Hidráulicos. O motivo prende-se pelo facto de, na solução MRL Elétrico, a má-

potência estarem localizados no último piso superior da caixa na projeção da cabina e esta solução torna tudo muito

quando se encontra incluído na instala- ção, normalmente o que os fabricantes apresentam é uma solução manual,

deslocação de pessoal credenciado

para suspender a cabina e proceder ao rearme dos pára-quedas. É uma ope-

a

mais complicado. No caso da solução ascensor MRL Hidráulica, todo o equi- pamento encontra-se instalado a partir

mas implica sempre um técnico cre-

ração muito demorada e complexa lo-

do

poço, tornando-se tudo mais fácil e

denciado para proceder ao resgate. Na

gisticamente. Aqui existe um perigo de

seguro para o trabalhador.

solução MRL Hidráulico, o sistema de

responsabilidade civil no caso de estar

A

intervenção, por parte do técnico na

resgate, em caso de falha de energia,

instalado num hospital em áreas sen-

máquina de tração do ascensor elétrico,

é automático, de série e de simples conceção, não é mais do que uma pe- quena bateria que alimenta uma bobi- na de 12 Volts da válvula de descida de

síveis, como é o caso do acesso aos blocos operatórios. O ascensor MRL Hidráulico está equipado de série com uma bomba manual de manuseamento

não pode ser feita a partir do teto da ca- bina no piso superior da caixa, tem que ser retirada para o patamar do último piso e depois do edifício e logisticamen-

emergência que aproveita a energia po-

muito simples, a qual permite rearmar

te

é um pesadelo. Qualquer intervenção

tencial e leva a cabina ao piso mais baixo

a

válvula de queda e o pára-quedas de

na

central hidráulica do ascensor/mo-

automaticamente e, ao chegar ao piso,

uma forma fácil e rápida.

tor

é sempre feita no poço da caixa e em

abre as portas automaticamente, liber-

segurança e com espaço de trabalho.

tando o passageiro. Embora se detete

d. Segurança dos Trabalhadores: a Rede

O

contrapeso do ascensor elétrico

que alguns fabricantes não colocam o

de Informação Ocupacional (O * NET)

corresponde a um elemento adicional

sistema de abertura de portas automá-

realizou um estudo em que classificou

de

perigo durante toda a fase de mon-

ticas neste sistema, o que se considera ser bastante imprudente para todo o

as profissões em função da sua expo- sição a várias situações que são consi-

tagem, reparação e assistência. Sendo esta a segunda maior causa de aciden-

sistema de resgate.

deradas como críticas, tais como: tra-

tes

[8] a seguir às quedas.

c. Rearme do Paraquedas: a intervenção

balhar em pontos altos, com andaimes, escadas, guinchos e elevação de equi-

e. NP EN81-1/2: 2000+A3: 2009 em As-

deste órgão de segurança pode ocorrer por vários motivos. No caso da veloci-

pamentos, eletricidade, trabalhos reali- zados em espaços apertados ou em po-

censores Existentes: entende-se que os passageiros devem ter o mesmo grau

dade ultrapassar os limites da Norma, intervém o pára-quedas no ascensor MRL Elétrico e isto deve-se a um erro na

sições incómodas, tendo sido elaborada uma pontuação à exposição (0 = nunca; 25 = uma vez por ano ou mais, mas não

segurança ao usar um ascensor

existente como quando se usa um novo ascensor, o que neste momento ainda

de

injeção de corrente do variador, enquan-

a

cada mês; 50 = uma vez por mês, mas

não acontece.

to no ascensor MRL Hidráulico atua a

não todas as semanas; 75 = uma vez por

O

mercado já dispõe de soluções que

válvula de queda, o que normalmente

semana, mas não todos os dias; 100 = diá-

permitem aumentar o grau de seguran-

se deve a um erro na regulação da ve-

rio). Podemos assim analisar a exposição

ça

para ambos os sistemas.

locidade de descida ou mesmo a válvula

do

trabalhador na montagem, reparação

Nos ascensores MRL Elétricos, para

de queda estar mal afinada. Se reparar-

e

assistência dos ascensores sob 3 crité-

cumprir os pontos 9.11 e 12.15 da Nor-

mos, no ascensor MRL Elétrico, o órgão

rios e classificá-los:

ma

NP EN81.1:2000+A3 2009, referente

de segurança que atua é um bloco de

> Exposição a condições de traba-

> Espaço de trabalho apertado/po-

> Trabalho em zonas altas = 100* (pe-

ao

movimento incontrolado da cabina e

pára-quedas sobre as guias, no ascen- sor MRL Hidráulico, o órgão de seguran-

lho perigosas = 98* (perigo de ser atingido por um objeto ou outros

precisão na paragem de +/- 10 mm, im- plica a utilização do seguinte sistema:

ça que atua é um bloco de pára-quedas que interrompe a circulação do fluido. No caso dos pará-quedas estarem mal afinados, possuírem folgas excessivas ou se verificar uma paragem brusca, pode intervir o órgão de segurança pára-quedas sobre as guias, aqui, se repararmos, ambas as soluções apre-

ferimentos graves como a eletro- cussão);

sições incómodas = 75* (pode criar lesões e distúrbios lombares de longo prazo);

rigo de queda).

> Limitador de velocidade bidirecional com um dispositivo deteção e en- cravamento integrado denominado UCM + Roda tensor de poço;

> Um módulo eletrónico de monotori- zação e resgate UCM (Unintended Car Movement) + fonte de alimentação

Um módulo eletrónico de monotori- zação e resgate UCM ( Unintended Car Movement ) + fonte

elevare

21

Nota técnica
Nota técnica

Figura 1.

remota que serve de interface entre o limitador e o quadro de comando;

> Pára-quedas progressivos bidire- cionais, que garantam o bloqueio da cabina mesmo em velocidades de atuação muito baixas com distân- cias de paragem muito pequenas em ambos os sentidos + sistema de transmissão;

> O quadro de manobra necessita de ser adequado para proceder à mo- nitorização ou aplicar um dos mui- tos kits externos A3, sistema uni- versal que se adapta a quase todos os quadros do mercado.

Este sistema, para ser adaptado a um ascensor MRL existente, tem alguns constrangimentos técnicos. O mais complicado é quando existe a necessi- dade da adaptação do novo pára-que- das progressivo bidirecional na arcada existente equipada com unidirecional. Tudo depende do tamanho e forma do novo e se permite, sem grandes alte- rações, aplicar-se no espaço existente. Mas é sempre um trabalho muito com- plicado com muitos problemas de en- genharia.

1. a solução:

> Colocação em série de uma válvula de segurança adicional/válvula an- tirretorno entre o pistão e o bloco de válvulas existente;

> Uma placa interface eletrónica que efetua toda a monitorização entre o bloco de válvulas e o quadro de comando existente, sem qualquer alteração.

e o quadro de comando existente, sem qualquer alteração. a) Ascensor de tração. 2. a solução:

a) Ascensor de tração.

2. a solução:

> Utilizar uma nova central completa com o novo bloco regulador digital eletrónico com dupla segurança, de acordo com a A3 + placa eletrónica, que permite fazer a monitorização uma vez por dia e não é necessária qualquer adaptação do quadro de comando antigo ao novo sistema, bastando fazer as ligações à placa interface instalada na central.

as ligações à placa interface instalada na central. Figura 2. Este sistema, para ser adaptado a

Figura 2.

Este sistema, para ser adaptado a um ascensor existente é bastante simples e sem grandes constrangimentos técnicos.

f. Em Caso de Incêndio: ambas as soluções podem ser aplicadas à Norma EN81.72 sem qualquer constrangimento.

ser aplicadas à Norma EN81.72 sem qualquer constrangimento. b) Ascensor hidráulico. Nos ascensores MRL Hidráulicos,

b) Ascensor hidráulico.

Nos ascensores MRL Hidráulicos, para cumprir o ponto 9.11 e 12.15 da Norma NP EN81.2:2000+A3 2009 referente ao movimento incontrolado da cabina e precisão na paragem de +/- 10 mm, im- plica a utilização de duas soluções:

Figure 3. (a). Em caso de incêndio pode ser difícil o acesso ao equipamento de evacuação no topo do edifício. Puxar o travão pode provocar que a cabina suba ao invés de descer. (b) Em caso de incêndio aceda ao quadro de comando no rés-do-chão do edifício. Ao abrir a descida manual, a cabina descerá sempre. Ao acionar a bomba manual, a cabina subirá.

22

do edifício. Ao abrir a descida manual, a cabina descerá sempre. Ao acionar a bomba manual,

elevare

Mas, como exemplo, analisando um edi- fício de 6 pisos em que tenha deflagrado um incêndio e que não esteja preparado contra incêndios e que por qualquer motivo superior exista a necessidade do acesso aos comandos para proceder a um resgate de emergência, a situação complica-se. Com a solução MRL Elétrica pode ser di- fícil ou mesmo impossível realizar esse resgate devido ao calor, mas principal- mente ao fumo, que uma grande parte imigra para a caixa do ascensor, devido ao efeito de chaminé. Todos sabemos que o fogo em si pode não ser mortal, mas o fumo é mortal. A principal causa de mortes nos incêndios é devido à ina- lação de fumos. Quanto à solução MRL Hidráulico, como todo sistema de resgate é feito a par- tir do piso mais baixo, existem maiores possibilidades de sucesso.

g. Comportamento Sísmico: o estado atual dos conhecimentos sobre a ação sísmi- ca, e em particular a que afeta Portugal Continental, indica que, a nível mundial, a perigosidade sísmica do território Nacio- nal é moderada. Esta perigosidade é um dos fatores que contribui para o risco sísmico de Portugal, embora a avaliação do risco sísmico nas diferentes regiões seja condicionada de forma decisiva por outros fatores fundamentais, nomeada- mente os elementos estruturantes e não estruturantes e a sua vulnerabilidade. Os ascensores são o modo mais usa- do de transporte vertical em edifícios modernos com mais de três andares. Portanto, é quase certo que são vulne- ráveis quando um sismo abala toda a estrutura do edifício. Do ponto de vista de evitar perdas de vida, os ascensores têm tido um de- sempenho muito bom durante os vários terramotos, devido aos esforços com- binados da indústria e dos organismos reguladores. Na sequência de sismos registados em zonas urbanas ao longo do mundo, constata-se que o principal fator que compromete o funcionamento dos hos- pitais e dos edifícios vitais é a ocorrência de danos não estruturais [3] [4]. Os ele- mentos não estruturais consistem em todos os componentes do edifício que

Nota técnica

em todos os componentes do edifício que Nota técnica Figura 4. Figura 5. Maquinaria Pistão Contrapeso

Figura 4.

Figura 5.

Maquinaria Pistão Contrapeso Cabine Cabine
Maquinaria
Pistão
Contrapeso
Cabine
Cabine

Esquema do ascensor hidráulico "Fluitronic" com centralina no poço

Esquema do ascensor elétrico com maquinaria no vão

Unidade de controlo

não são considerados na avaliação da resistência estrutural, estando os as- censores incluídos nesse grupo. Daí a importância em analisar os dispo- sitivos de segurança sísmica existentes no mercado para dotar um ascensor novo ou antigo da Classe 3 com a tec- nologia resistente sísmica prEN81-77 e fundamentalmente qual o comporta- mento dos ascensores MRL elétricos e ascensores MRL hidráulicos que, neste momento, não estejam equipados com a tecnologia resistente sísmica.

Dispositivos de Segurança Sísmica [5] e [6]: os EUA e o Japão são os pioneiros no desenvolvimento de medidas de aper- feiçoamento do comportamento sís- mico destes sistemas. Existem essen- cialmente duas operações de controlo, uma associada ao interruptor sísmico, também conhecido por Seismic Switch (modo sísmico), e outra ao detetor de descarrilamento do contrapeso. Por questões de segurança, estes equi- pamentos só devem ser reiniciados por técnicos autorizados, após garantida a

de segurança, estes equi- pamentos só devem ser reiniciados por técnicos autorizados, após garantida a elevare

elevare

23

Nota técnica

ausência de qualquer perigo, através da realização de inspeções adequadas. Este processo é bastante importante,

pois permite evitar a ocorrência de da- nos com maior severidade, os quais po- dem colocar em perigo a vida de futuros ocupantes [8].

> Interruptor Sísmico - deteta as pri- meiras ondas P (longitudinais) até 30s antes de iniciar o sismo - onda S. De- pendendo da distância onde se en- contra o epicentro [8].

pendendo da distância onde se en- contra o epicentro [8]. Figura 6. > Quadro de comando

Figura 6.

> Quadro de comando - após receber informação do sensor sísmico, ativa os procedimentos com um aviso so- noro e visual ao passageiro e leva de imediato a cabina ao piso mais pró- ximo para proceder à evacuação do passageiro da cabina em segurança.

Figura 7. 24 elevare
Figura 7.
24
elevare

> Detetor de Descarrilamento do Contrapeso - tem como função in- terromper o funcionamento do as- censor, quando detetado o desloca- mento do contrapeso, para fora do seu plano normal de curso. [9]

Este dispositivo desempenha um papel bastante importante na segu- rança do sistema, face à ação sísmi- ca, uma vez que o descarrilamento do referido componente constitui o dano mais frequente, aquando a ocorrência de um terramoto.

Existem outras medidas que permitem um melhor comportamento do ascen- sor perante um sismo:

> Utilização de guias mais pesadas do que as de secção em T de 12 kg/m [7];

> Utilização de brackets menos espa- çados, sugerindo ainda a soldagem de placas de forma a reforçar as suas zonas angulosas ou reforços nas ligações das guias [7];

> Instalação de apoios intermédios [7];

> Utilizar roçadeiras sistema de ro- das [8];

[7]; > Instalação de apoios intermédios [7]; > Utilizar roçadeiras sistema de ro- das [8]; Figura

Figura 7.

[7]; > Instalação de apoios intermédios [7]; > Utilizar roçadeiras sistema de ro- das [8]; Figura
[7]; > Instalação de apoios intermédios [7]; > Utilizar roçadeiras sistema de ro- das [8]; Figura
[7]; > Instalação de apoios intermédios [7]; > Utilizar roçadeiras sistema de ro- das [8]; Figura

Figura 8.

[7]; > Instalação de apoios intermédios [7]; > Utilizar roçadeiras sistema de ro- das [8]; Figura

Principais danos sísmicos observados nos Ascensores Elétricos e Ascensores hidráulicos [8]:

ASCENSORES ELÉTRICOS

ASCENSORES HIDRÁULICOS

Descarrilamento do contrapeso.

 

Descarrilamento da cabine.

Desprendimento das massas do contrapeso.

Colisão do contrapeso ou dos próprios pesos com a cabina.

Flexão das guias.

Danificação dos sistemas de suporte das guias.

Vazamentos na tubagem hidráulica.

Deslocação ou derrubamento do equipamento existente na casa das máquinas.

Deslocação ou perda de verticalidade do Pistão Hidráulico.

Deslocação dos cabos para fora dos gornes das polias da roda tração.

Perda de equilíbrio do reservatório.

Danificação dos cabos devido ao seu emaranha- mento em protuberâncias da caixa.

Perda de referência espacial por desalinhamen- to do sensor eletromagnético responsável pela identificação da posição da cabine.

Deformação das portas da cabine e da caixa.

Queda de material constituinte das paredes da caixa de elevador.

Deformação ou quebra das roçadeiras.

Danos no interior da cabine.

A notória discrepância quantitativa e qua- litativa de danos observados entre ambos os sistemas permite distinguir a suscetibi- lidade dos ascensores elétricos de tração. Constata-se ainda que as falhas verificadas nos elevadores hidráulicos constituem ape- nas uma pequena fração das registadas em sistemas de tração [10]. Este facto pode ser justificado pela ausência de um contrapeso

na maioria dos modelos hidráulicos, uma vez que este, como já foi referido, carate- riza-se por ser um dos componentes mais vulneráveis à ação sísmica.

Uma outra razão consiste na instalação destes sistemas em edifícios, geralmen- te com menos de sete pisos, e, portanto, sujeitos a menores forças de inércia, as-

Nota técnica

sociado ainda ao facto da casa de máqui- nas localizar-se nos pisos mais baixos, onde as acelerações são, geralmente, menores, em comparação com os pisos de topo. Também o menor número de componentes integrados no sistema re-

duz a possibilidade de falha. Desta forma,

é possível afirmar que muitos dos danos

observados em ascensores de tração não

se verificam nos hidráulicos. Posto isto, os

ascensores hidráulicos aparentam ser bas- tante menos suscetíveis a eventos sísmicos (ver Figura 9).

O sismo de Seattle – Estados Unidos/fe-

vereiro de 2001, foi dos mais violentos porque estava muito perto do epicentro. Foram atingidos 4472 ascensores elétri-

cos e 6176 ascensores hidráulicos, segundo notificação das empresas de manutenção. Destes, 504 ascensores elétricos e 66 as- censores hidráulicas sofreram danos. Isso indica que 11,3% dos ascensores elétricos estavam danificados, contra apenas 1% dos ascensores hidráulicos [11]. Relato dos danos indicados pelas empresas de manutenção:

> Ascensores fora dos eixos das guias: 18;

> Contrapesos que saíram dos eixos das guias: 224;

> Colisões entre cabina e contrape- sos: 33;

> Vigas Máquina de tração desloca- das: 3;

sos: 33; > Vigas Máquina de tração desloca- das: 3; Figura 9. Identificação das forças de
sos: 33; > Vigas Máquina de tração desloca- das: 3; Figura 9. Identificação das forças de
sos: 33; > Vigas Máquina de tração desloca- das: 3; Figura 9. Identificação das forças de
sos: 33; > Vigas Máquina de tração desloca- das: 3; Figura 9. Identificação das forças de

Figura 9. Identificação das forças de inércia geradas num elevador durante um evento sísmico: (a) sistema de tracção; (b) sistema hidráulico [12].

geradas num elevador durante um evento sísmico: (a) sistema de tracção; (b) sistema hidráulico [12]. elevare

elevare 25

Nota técnica

a)

b)
b)
c)
c)

Figura 10.

> Porta de Patamar danificadas: 29;

> Fixações das guias separados de paredes/vigas: 77;

> Somente 342 ascensores tinham dispositivos de proteção terramoto.

Conclusão [11] Os resultados deste estudo indicam que,

em edifícios de baixa edificação até 6 pisos,

o ascensor hidráulico é a solução mais se-

gura, prática e de baixo custo para regiões sísmicas. Isto porque não tem o contrape- so, é suportado pela fundação do edifício e utiliza um cilindro hidráulico que amortece consideravelmente as batidas ou a pulsação das ondas sísmicas. Tanque de aço, pernas com apoios de borracha e mangueiras flexí- veis de 2 ou 3 mangas testados a pressões de 100 bars evitam o vazamento de fluido,

a menos que o edifício desmorone comple-

tamente. É, ainda, mais fácil e seguro numa operação de resgate de pessoas retidas, ou- tra grande vantagem do ascensor hidráulico

nestas situações.

O sismo inicial pode não causar muitas ar-

madilhas, mas normalmente é seguido por milhares de réplicas secundárias, durante as quais o número de armadilhas se torna mais pronunciadas. Assim, a facilidade de opera- ção de resgate para as pessoas aprisionadas não deve ser negligenciada em regiões sís- micas e deve ser fácil, rápida e segura.

Com este facto nos faz repensar mais uma vez sobre o risco de ter ascensores elétricos de tração em edifícios de baixa edificação em áreas sujeitas a um risco sísmico. Partindo do princípio de que o ascensor deve garantir

26

Partindo do princípio de que o ascensor deve garantir 26 elevare a segurança em qualquer condição

elevare

a segurança em qualquer condição ao seu

utilizador.

VELOCIDADE NOMINAL Os ascensores de tração elétrica estão vo- cacionados para instalações que não neces- sitem de grandes requisitos ao nível da ve- locidade/baixo tráfego, mas também para edifícios públicos onde é de extrema im- portância uma velocidade superior/médio tráfego para poder garantir o escoamento de tráfego, principalmente nos períodos de ponta. A gama preferencial de velocidade nominal situa-se em 1,0 m/s a 1,6 m/s [14].

Neste caso, não existe uma limitação tecno- lógica da distância máxima de viagem (o limi- te tecnológico da distância está nos 600 m de curso devido apenas ao problema redutor do peso dos cabos de suspensão).

Os ascensores do tipo hidráulico estão vo- cacionados para instalações que não ne- cessitem de grandes requisitos ao nível da velocidade/baixo tráfego, que é o caso dos edifícios de habitação com baixo índice de tráfego, que tipicamente nestes sistemas é de 0,63 m/s. Esta é considerada a velocida- de padrão, embora alguns fabricantes em descida aumentem 20% conseguindo uma

é considerada a velocida- de padrão, embora alguns fabricantes em descida aumentem 20% conseguindo uma Figura

Figura 11.

d)

média mais elevada, apesar de alguns fabri- cantes garantirem velocidades de 1 m/s [14] (a experiência pessoal permite-nos afirmar que se pode chegar facilmente a uma velo- cidade em subida de 0,86 m/s e em descida

alcançar 1,0 m/s). No entanto, a maior limi- tação desta tecnologia é a distância máxi- ma de viagem, que dificilmente ultrapassa

os 20 metros.

Fazendo um pequeno exercício de estima-

tiva de tempos, num edifício de 6 pisos [13]

> Ascensor MRL Elétrico Vn = 1,0 m/s VVVF;

> Ascensor MRL Hidráulico Vn Média = 0,7 m/s (Vns = 0,63 m/s e Vnd = 0,84 m/s) VVVF.

Num edifício de 6 pisos [13], tendo como base as velocidades padrão, existe uma di- ferença de 0,4 m/s mais rápido para a solu- ção ascensor elétrico, o que corresponde a

10 s mais rápido a fazer um curso total de 15

m (6 pisos). Num edifício de habitação com

5 apartamentos (um apartamento por piso) essa diferença é desprezível, mas num edi-

fício público, o acumulado ao final do dia é significativo para a eficiência do escoamen-

to, principalmente nos períodos de ponta.

ESPAÇO OCUPADO Obra nova: ambos os sistemas apresen- tam soluções MRL, o espaço ocupado é se- melhante para um ascensor (Decreto-Lei n.° 163/2006), carga nominal de 630 kg, 8 pessoas, dimensão da cabina LxP = 1100 x 1400 mm. Normalmente a caixa necessária para este caso é de 1600 x 1700 mm.

Com um poço standard semelhante, que an- dam entre 1000 mm a 1200 mm.

Com o último piso superior standard se- melhante, que andam entre 3400 mm a 3600 mm. Ambos não necessitam de uma casa das máquinas superior ou lateral porque todo o equipamento se encontra

no interior da caixa.

Obra existente: ao nível de dimensões da caixa, para implementação do ascensor a

solução hidráulica, esta está mais vocacio- nada para espaços mais pequenos do que a solução do ascensor elétrico. O espaço que ocupa a máquina de tração + contrape-

so e arcada neste momento são soluções

slim, mas não são suficientemente peque-

nas para certos espaços disponíveis e aqui

o hidráulico é mais versátil. Sem entrar em

conta com as cargas sobre o edifício exis- tente, de que iremos falar mais à frente.

Existem casos, quer em obra nova ou exis- tente, da necessidade de haver um acesso

a 90°, deteta-se que algumas soluções de

ascensores MRL Elétricos não são possí- veis devido à sua filosofia construtiva. No que se refere à solução ascensores MRL Hi-

dráulicos, não existe qualquer problema de servir acessos a 90°, desde que a solução

existente não seja com pistão central en- terrado, que normalmente se aplicam nos panorâmicos.

CONFORTO NA VIAGEM

O desempenho de sistemas mecânicos com

VVVF e hidráulica nova geração Fluitronic com válvulas de tecnologia digital eletró- nica apresentam iguais níveis de conforto mesmo durante a fase mais crítica do ar- ranque e a aproximação ao piso.

Ambas com uma elevada precisão de pa- ragem ao piso.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

O aumento da eficiência dos sistemas é

uma preocupação cada vez maior, não ape-

nas devido ao aumento do custo da energia, mas também por ser uma forma de marke- ting. É uma forma de promover a empresa

ou o produto que cause menos impacto am-

biental e que opera de forma mais eficiente [20]. Existem, portanto, duas equações in- separáveis que, por vezes, se confundem. Analisaremos apenas a equação verdadei- ramente importante que é a eficiência ener- gética nos ascensores.

Os edifícios são responsáveis por cerca de um terço da energia que consumimos. Os

ascensores não são os maiores utilizadores

de energia nos edifícios, mas são suficiente-

mente importantes para justificar medidas

de poupança de energia.

Nos últimos anos, a indústria de ascenso- res respondeu de acordo apresentando aos seus clientes soluções que atendam a essa procura crescente. Soluções eficientes.

Nota técnica

Tecnologias no desenvolvimento da Eficiên- cia Energética têm abordagens diferentes. Abordam diferentes fatores que afetam o consumo de energia nos ascensores.

Estes fatores podem ser divididos em dois grandes grupos: diretos e indiretos.

As causas diretas são aquelas que po-

dem ser diretamente relacionadas com o equipamento:

> Perdas por atrito incorridos durante a viagem;

> Perdas de transmissão (quanto maior o número de rodas maior a perda, sistema de roçadeiras);

> Perdas no motor;

> Perdas na travagem;

> Perdas na iluminação;

> Perdas no quadro de comando.

As causas indiretas estão relacionadas com o funcionamento do equipamento e estão associados com o utilizador, o seu compor- tamento ou as opções de gestão de tráfego.

No âmbito do protocolo de Quioto torna-se imperativo reduzir o consumo de energia nos edifícios, que pode ser alcançado atra- vés da melhoria da eficiência energética dos sistemas pertencentes ao edifício.

Dependendo do tipo de edifício e dos seus utilizadores, o transporte vertical pode as- sumir um papel significativo, consumindo entre 5 e 15% da energia total gasta pelo edifício [14].

Atualmente, com as novas necessidades de certificação de edifícios, torna-se necessá- rio avaliar corretamente o desempenho das instalações de transporte vertical existen- tes nos mesmos.

Nesta tentativa, foi criada uma Norma In- ternacional, ISO/DIS 25745, que contem os procedimentos de estimativa, medição e conformidade a efetuar, mencionados na 1. a Parte da dita Norma, existindo ainda uma segunda parte, atualmente em estudo, que definirá a classificação energética das ins- talações de transporte vertical.

Foi criado um grupo de estudo composto por várias instituições, no âmbito do projeto E4, liderado pela Universidade de Coimbra,

de estudo composto por várias instituições, no âmbito do projeto E4, liderado pela Universidade de Coimbra,

elevare

27

Nota técnica

que executou um estudo de várias instala- ções de transporte vertical, na tentativa de caraterizar os vários perfis de consumo. Com esta medida pretende-se criar um sistema de classificação energética mais realista.

Na Norma ISO/DIS 25745-1, Anexo A, é apre- sentado um modelo simples para estimar o consumo de energia dos elevadores. A Nor- ma encontra-se atualmente em estudo [15]. Contudo foi criada uma classificação volun- tária VDI 4707 que, de algum modo, está a servir como diretriz para o grupo de estudo.

Classificação VDI 4707:

Tem o caráter voluntário e, aplicável a as- censores, contempla os seguintes parâme- tros na classificação: [16]

> Potência de standby (W);

> Consumo durante a viagem (mWh/m.kg);

> Classe de eficiência do sistema baseada no consumo específico diário (A, B, C, D, E, F, G).

no consumo específico diário (A, B, C, D, E, F, G). Figura 12. Com base na

Figura 12.

Com base na classificação voluntária VDI

4707, para um edifício de baixa edificação até 6 pisos no máximo com 10 habitações, pode-se classificar segundo dois pontos de vista de intensidade de uso:

> Intensidade de uso: baixa (representa 80% dos casos);

> Intensidade de uso: elevada (representa 5% dos casos).

Edifícios de Categoria 1, com intensidade de uso: baixa.

> Os ascensores MRL Elétricos apre- sentam uma eficiência energética “CLASS B” [22];

> Os ascensores MRL Hidráulicos apre- sentam uma eficiência energética “CLASS B” [17].

Edifícios de Categoria 3, com intensidade de uso: elevador

logia própria de análise de desempenho de elevadores e escadas rolantes, pois a Nor- ma ISO 25745-1 ainda não dá as respostas necessárias.

Existem alguns estudos técnicos de consu- mo de energia em que se sente a presença do marketing que são baseados em estima-

tivas de tráfego desajustadas [25]. Alguns pontos detetados:

> Os ascensores MRL Elétricos apre- sentam uma eficiência energética “CLASS A” [18];

>

Potência hidráulica de 11 kW quando de- via utilizar 7,5 kW para uma carga de

> Os ascensores MRL Hidráulicos apre-

630

Kg;

sentam uma eficiência energética

>

200

000/150 000 viagens por ano são

“CLASS E ” [17].

valores totalmente desajustados para

a

realidade de 80% do mercado portu-

Conclui-se que o ascensor em edifícios

Mas tudo muda quando utilizamos um as-

guês;

de categoria 1 (máximo de 10 habitações),

>

Carga nominal de 1000 kg quando no

com uma intensidade de uso baixa, a efi-

nosso mercado cerca de 80% refere-se

ciência energética entre o ascensor MRL

a

uma carga de 630 kg;

Elétrico e o ascensor MRL Hidráulico não é significativa.

>

8 paragens e fazem uma análise com- parativa com um hidráulico que é total- mente desajustado.

censor em edifícios de categoria 3 com uma

O

argumento sobre o consumo de energia

intensidade de uso elevada. O ascensor MRL Elétrico tem uma maior eficiência energética do que em relação à solução com o ascen- sor MRL Hidráulico.

dos ascensores deve ser cuidadosamente tratado, caso contrário, resultados irreais podem ser interpretados.

Esta diferença tem a ver com o consumo em standby dos Gearless ser muito superior ao dos hidráulicos Fluitronic. Quanto menos tempo o ascensor estiver em modo standby maior será a eficiência da solução Gearless.

Fazendo uma análise simples de custo ano de energia sem ter em conta o custo da po-

tência contratada para uma solução 630 kg, 12 metros de curso, 80 000 viagens ano. Chegamos aos seguintes valores referen- ciais de custo ano de consumo:

> Gearless Vn = 1,0 m/s: 750 kWh [26] x 0,1405€ [27] = 105,4 €/ano;

> Fluitronic Vn = 0,6 m/s: 1.300 kWh x 0,1405€ [27] = 182,7 €/ano.

Importa referir que a classificação VDI 4707 serve atualmente como Diretiva para a ela- boração da futura certificação energética internacional das instalações de transporte vertical.

Existem no mercado outros dispositivos que melhoram o desempenho da eficiên- cia energética dos ascensores que vamos analisar.

TECNOLOGIAS REGENERATIVAS:

A tecnologia regenerativa permite recupe- rar a energia gerada em excesso pelo as- censor e devolvê-la à rede ou ser reutiliza- do, possibilitando uma poupança energética de cerca de 30%.

No caso do ascensor elétrico, todos sabe- mos que quando um ascensor funciona par-

te da energia da rede elétrica devolvida é dissipada num banco de resístores e trans- formada em calor. Isso acontece porque o ascensor devolve parte da energia consu- mida em dois momentos: quando sobe com

a cabina abaixo da metade da sua capacida-

de ou quando desce com a capacidade aci- ma de 50%, no caso do ascensor elétrico.

Com o sistema regenerativo nos ascenso- res elétricos, a energia é devolvida a partir da instalação de mais um inversor. O pri- meiro controla o fluxo de energia da rede

>

Os ascensores MRL Elétricos apre- sentam uma eficiência energética “CLASS A” [18].

Este processo está a cargo da Comissão Europeia, ao abrigo do Projeto E4, que tem como objetivo a criação de uma metodo-

28

28 elevare

elevare

Nota técnica

elétrica que é entregue ao inversor do mo- tor. O segundo inverte a tensão contínua em alternada para controlar o motor do ascen-

mulada em baterias, mas sob a forma de pressão que depois é novamente injetada no sistema.

67 dBA. Não é significativa a diferença entre ambos os sistemas.

sor. Representa uma economia significativa, tanto financeira como ambiental.

Tecnologia do Conversor de Frequência

EXIGÊNCIAS ESTRUTURAIS

no acionamento do sistema hidráulico do

O

ascensor MRL Elétrico como a máquina

Viabilidade da sua Aplicação

ascensor. O que difere esta tecnologia em

de

tração se encontra situada no último piso

A importância da regeneração depende da

totalidade das necessidades energéticas do ascensor e a frequência com que é usado.

Nos ascensores de intensidade baixa de uso, categoria 1 em edifícios 2-6 paragens com velocidades nominais até 0,6 m/s e com um baixo índice de utilização, o benefício não é suficiente em relação ao investimento. No caso de um edifício hospitalar ou arranha- -céus com velocidades nominais mais ele- vadas, a tecnologia regenerativa teria um retorno muito significativo dentro de um período relativamente curto de tempo [19].

Perante a viabilidade da instalação de um sistema de frenagem regenerativa sobre o sistema de acionamento de ascensores já instalados, os engenheiros de uma empresa multinacional verificaram que para potências do sistema de frenagem acima dos 40 kW, o retorno financeiro ocorre em poucos anos. Para valores de potência menores do que 40 kW, o retorno financeiro ocorre em uma maior quantidade de anos [20].

No caso dos ascensores hidráulicos, como não tem normalmente contrapeso, quan- do a cabina se move para cima necessita de mais potência e quando se move para baixo toda a energia potencial acumulada

é desperdiçada e convertida em calor por

estrangulamento do fluido. É por este mo- tivo que a energia consumida num ascensor hidráulico é maior em comparação com um

ascensor elétrico. Para reduzir o consumo e

o requisito de potência da instalação, desen-

volveram-se mecanismos de frenagem re- generativa nos ascensores hidráulicos [20]:

No seu artigo, Yang (2006) introduz um método de frenagem regenerativa que não

é mais do que um Acumulador Hidráulico

(contrapeso hidráulico) [29], consiste num reservatório de óleo pressurizado. Yang (2006) conclui o artigo afirmando que com

o seu método a eficiência é 70,8% maior do

que a de um ascensor hidráulico sem tal sistema. Neste sistema a energia não é acu-

relação às restantes nos hidráulicos é que

o motor e a bomba são executados a uma

velocidade variável em função da carga so-

bre a cabina e da velocidade necessária em função da curva. Com o controlo de fluido necessário em cada instante, significa me- nos energia elétrica consumida, o que re- sulta em menos calor gerado, o que signi- fica um melhor rendimento. Os fabricantes indicam que esta solução requer cerca de 50% menos de energia do que era neces- sário anteriormente para fazer o mesmo percurso. O balanço térmico do ascensor hidráulico, como um todo, é melhorado em cerca de 40%. Para a maioria das ins- talações significa uma poupança adicional, nomeadamente porque não há necessidade de um permutador de óleo. Podendo fazer facilmente 200 Arr/hora sem qualquer per- mutador, aumenta a longevidade do motor

e reduz o rumor da instalação.

Tecnologia com um sistema Regenerativo. Com este sistema, até 30% da energia po- tencial pode ser recuperado e reutilizado. A

eficiência energética da unidade de potência

é aumentada consideravelmente. A energia

é armazenada num sistema de baterias à

semelhança da solução utilizada nos ascen- sores elétricos.

Sistemas regenerativos hoje em dia apre- sentam custos muito elevados, que só são viáveis (o seu investimento) quanto maior for a sua carga nominal e a sua velocida- de. Embora a nível de marketing este ponto nunca seja referido.

POTÊNCIA ACÚSTICA Apenas se podem constatar os dados que os fabricantes transmitem nas suas folhas

técnicas, que aliás são muito vagas ao nível do rigor da informação. Temos fabricantes que indicam para o ascensor MRL Elétrico uma potência acústica gerada entre 53 dBA–

– 55dBA - 65 dBA. Comparando com os as-

censores MRL Hidráulicos, estes têm uma potência acústica na ordem dos 63 dBA e os

superior implica que as forças e tensões são transmitidas pelas paredes do edifício até à base estrutural do edifício. Esta solução é mais exigente estruturalmente.

No caso do ascensor MRL Hidráulico como todo o equipamento se encontra apoiado na base da caixa, todas as forças e tensões são transmitidas diretamente ao piso sem qual- quer sobrecarga às paredes do edifício. Esta solução é menos exigente estruturalmente.

Essa exigência torna-se mais evidente quan- do estamos a instalar um ascensor num edifício existente. Por não podermos nor- malmente reforçar a estrutura do edifício a solução natural é a aplicação do ascensor hidráulico.

QUESTÕES AMBIENTAIS:

Os ascensores MRL Elétricos ao utilizarem

a nova geração de máquinas de tração

Gearless em que não utilizam óleo mine- ral ou sintético é um grande salto a nível ambiental.

Existe uma questão ambiental importante que está associada à dependência dos imãs permanentes: depende daquilo que está na Tabela Periódica identificado como “terras raras”; são elementos situados na secção dos “Lantanídeos” (17 elementos químicos,

do lantânio até o lutécio). Além disso, estes minerais necessitam de um processamen-

to pesado, envolvendo a extração de uma

certa quantidade de radiação, além de su- cessivas lavagens e refinação de areias e terras que resultam na produção de lixo tóxico, algo ainda muito pouco regulado ou fiscalizado devido à origem dos países exportadores onde existem muito poucas preocupações ambientais.

Os ascensores MRL Hidráulico estão asso- ciados a serem pouco amigos do ambien-

te pelo facto de utilizarem cerca de 100 a

200 litros de óleo mineral. Tecnicamente não estou muito de acordo porque se ana-

utilizarem cerca de 100 a 200 litros de óleo mineral. Tecnicamente não estou muito de acordo

elevare 29

Nota técnica

lisarmos este fluido trabalha dentro de um pistão e de uma central e apresentam uma vida útil de aproximadamente dez anos ou mais, deve-se lembrar que a mesma quan- tidade de combustível é usada por apenas um veículo no prazo de um mês.

Para ultrapassar esta questão, os fabri- cantes de ascensores MRL Hidráulicos co-

meçam a utilizar um fluido biodegradável

à prova de fogo, amigo do meio ambiente,

pela sua caraterística ecológica. Com esta solução eliminam-se os argumentos que ainda hoje se sentem no marketing mas na parte técnica esta questão encontra-se ultrapassada.

PATENTES:

A patente é um conjunto de direitos exclu-

sivos concedidos por uma situação a um inventor (ou representante) de um novo produto capaz de ser utilizado industrial- mente, por um tempo limitado, em troca da divulgação do período de invenção. Uma patente é uma forma de propriedade intelectual [1], não protege ideias por con- siderar que essas devem ser de livre circu- lação e, assim, a proteção só é concedida para algo que já foi criado.

A propriedade intelectual compreende a

propriedade industrial e o direito de au- tor. A propriedade industrial protege as invenções (patente de invenção ou mode- lo de utilidade). Por norma, um produto inovador patenteado corresponde a uma nova abordagem sobre um determinado problema com vantagens a diversos ní- veis, quer para o utilizador quer para o ambiente.

TECNOLOGIA FECHADA NOS ASCENSORES MRL

A patente, geralmente de nível inovador

na solução de transporte vertical, serve para banir a eventualidade de termos mais competitivos que são oferecidos por ou- tras empresas de serviços qualificados.

O cliente é, naturalmente, prejudicado for-

temente em muitos aspetos em relação a um fornecedor com material patenteado quando se trata da manutenção e na aqui- sição de peças de reposição, o que pode ter um efeito alarmante nos preços [2]. Por este motivo cada vez mais existe uma corrente de que os Ascensores devem ser de “Tecnologia Aberta” e não, como neste momento nos apercebemos, que todas as soluções que são apresentadas no mer- cado como inovadoras são de “Tecnologia Fechada”.

As vantagens de uma Tecnologia Aber-

ta em relação a uma Tecnologia Fechada

traduzem-se nos seguintes pontos:

> Tecnologia Fechada – Direito de pro- priedade. O custo de manutenção

e peças de reposição têm preços

mais elevados porque utilizam con- sumíveis do fabricante e, assim, limita o número de empresas de serviços que podem prestar ma- nutenção. Quem sai prejudicado é

o proprietário do ascensor, porque,

embora seja da sua propriedade continua preso à questão da tecno- logia fechada. Patente.

> Tecnologia Aberta – Não proprieda- de. O custo de manutenção e peças de reposição possuem preços mais baixos porque utilizam consumíveis correntes e qualquer empresa de serviços credenciada pode prestar

 

1.

Cabos de suspensão cintas de aço planas revestidas a poliuretano.

2.

Cabos de suspensão redondos revestidos a poliuretano.

3.

Variados que só funcionam com a Máquina do Fabricante.

Ascensores MRL

 

4.

Quadro de Comando/Placas específicas/Códigos acessos.

Elétricos

 
 
 

5.

Sistema de resgate muito próprio e específico.

6.

Display, pulsadores e botoeiras táteis.

7.

Consolas de programação.

 

1.

Distribuidor Hidráulico.

Ascensores MRL

 

Hidráulicos

2.

Quadro de Comando/Placas específicas/Códigos acessos.

 
 

4.

Consolas de Programação.

30

    4. Consolas de Programação. 30 elevare manutenção. Aqui não existe uma forte

elevare

manutenção. Aqui não existe uma forte dependência sobre a Tecnolo- gia Fechada.

Todos os principais fabricantes de ascen- sores, bem como os principais fabricantes de motores especializados na tecnologia do transporte vertical, já apresentaram as suas próprias soluções MRL com base no conceito de motores síncronos de ímanes permanentes - Permanent magnet Syncro- nous Machine (PMSM). As soluções MRL encontram-se patenteadas e, por isso, é di- fícil introduzir outras novas soluções MRL que seriam mais rentáveis, sem infringir as patentes existentes. Direitos reservados da patente proíbem outras empresas qua- lificadas de utilizar a solução MRL. Como resultado, um grupo de empresas multina- cionais, cada vez mais, controlam o merca- do de ascensores nas edificações de baixa e média altura. As soluções elétricas MRL normalmente são oferecidas com preços

muito competitivos, mas durante a manu- tenção, por vezes, as peças de reposição

são cobradas a um alto custo. Obtenção das peças de reposição de unidades MRL também é difícil, já que o serviço só pode ser feito pelo instalador original ou pelos seus parceiros de serviços.

Fazendo uma comparação entre o as- censor MRL Elétricos e o ascensor MRL Hidráulicos, da forma como o mercado hoje se apresenta cada vez mais fechado,

conclui-se que a solução ascensora MRL Elétrico é de longe o que apresenta mais pontos negativos com Tecnologia Fechada em relação ao Ascensor Hidráulico.

POSIÇÃO DA SOLUÇÃO MRL ELÉTRICO VERSUS MRL HIDRÁULICO:

Com a introdução da solução MRL (Machine Room Less) Elétrico no mercado em 1995, neste momento no mercado europeu é lí- der com uma cota de mercado a rondar os 80% nas vendas.

Dada a forte dominância dos modelos de tração MRL na comercialização dos equi- pamentos desenvolveram-se os sistemas hidráulicos sem casa de máquinas e, neste momento, ocupam na Europa um mercado de vendas correspondente a 20%.

Nota técnica
Nota técnica

Figura 13.

Se olharmos para o mercado dos Estados Unidos a realidade apresenta-se com 70% de ascensores hidráulicos e os restantes 30% elétricos.

CONCLUSÃO Ao analisar as diferenças que existem em ambas as situações é com estranheza que observo a cota de mercado que ocupa a solução elétrica em relação à hidráulica na Europa. Uma vez que ambas as soluções apresentam vantagens e desvantagens mas nada justifica, tecnicamente, tão gran- de diferença de critérios nas vendas. Julgo que o fator decisivo foi quando em 1995 as 4 BIG começaram apostar na solução do ascensor MRL Elétrico, e aqui inverteu-se a tendência do mercado.

REFERÊNCIAS

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[20] Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Projeto de Diplomação Frenagem Regene- rativa; [21] Guidelines on Energy Efficiency of Lift and Es- calator Installations-Electrical and Mechani- cal Services Department The Government of the Hong Kong Special Administrative Region; [22] Efficient mobility. Sustainable technology. Schindler 3100/Schindler 3300/Schindler

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[23] Modeling and simulation of hydrostatic transmission system with energy regenera- tion using hydraulic accumulator†Triet Hung HO1 and Kyoung Kwan AHN2,* - Journal of Mechanical Science and Technology 24 (5) (2010) 1163~1175; [24] L. E. White, ‘Energy Consumption: Hydraulic Elevators and Traction elevators’, Elevator World, abril de 1984; [25]Dr. Ferhat ÇELİK1 & Dr. Banu KORBAHTI2- Blain Hydraulics GmbH, 74078-Heilbronn, Alema- nha. Departamento de Engenharia Mecânica, Universidade de Istambul, Turquia; [26] Source: Swiss Federal Office of Energy, stu- dy by the S.A.F.E. Schweizerische Agentur für Energieeffizienz (Swiss Agency for Energy Efficiency), final report on power consump- tion and savings potential with lifts; [27] EDP Serviço Universal, 2013-Tarifas Social/ Transitórias de Venda a Clientes Finais em Portugal Continental; [28] Yang 2006; [29] C. E. Thoeny, ‘Smart Hydronics for the Ele- vator Future’, Elevator World, abril de 2004,

p.118.

[30] ELEVATOR INDUSTRY JOBSITE SAFETY (2013 ELEVATOR WORLD.

Future’, Elevator World, abril de 2004, p.118. [30] ELEVATOR INDUSTRY JOBSITE SAFETY (2013 ELEVATOR WORLD. elevare

Future’, Elevator World, abril de 2004, p.118. [30] ELEVATOR INDUSTRY JOBSITE SAFETY (2013 ELEVATOR WORLD. elevare

elevare

31

Notícias e Produtos

Legislação para a reabilitação de edifícios

No passado dia 8 de abril foi publicado o Decreto-Lei n.° 53/2014 que estabelece um regime excecional e temporário a aplicar à reabilitação de edifícios ou de frações, cuja construção tenha sido concluída há pelo menos 30 anos ou localizados em áreas de reabilitação urbana. A exceção aplica-se a edifícios ou frações que estejam afetos ou se destinem a ser afetos total ou predomi- nantemente ao uso habitacional.

Inclui-se neste novo diploma o seguinte ar- tigo: "assim, no que respeita ao Regulamen- to Geral das Edificações Urbanas aprovado pelo Decreto-Lei n.° 38 382, de 7 de agosto de 1951, prevê-se a dispensa da observância de disposições técnicas cujo cumprimento importa custos incomportáveis e que não se traduzem numa verdadeira garantia da habi- tabilidade do edificado reabilitado. A referida dispensa incide, designadamente, sobre as- petos relacionados com áreas mínimas de habitação, altura do pé-direito ou instalação de ascensores."

Fórum Ascensores em Braga

A Eleveminho organiza a 30 de maio o Fó-

rum Ascensores, no Auditório Industrial do Minho, em Braga. Dos assuntos abordados destaca-se as importantes diretivas para ascensores e qual a melhor relação com as empresas dos mesmos, a enumeração de estratégias para uma maior eficiência ener- gética e desempenho e as diferenças entre ascensores hidráulicos e gearless.

ExpoElevador 2014 já com 90% das áreas vendidas

ExpoElevador Tel.: +22 26 489 751 • expoelevador@gmail.com www.expoelevador.com.br

A V edição da ExpoElevador, que decorre a

12 e 13 de agosto de 2014, já está com pra- ticamente 90% de áreas destinadas aos

expositores vendidos. Com a participação de associações da Argentina, China, Itália, Alemanha e Espanha, o evento conquis- tou credibilidade no setor internacional, tornando-se a porta de entrada para as empresas que procuram conquistar es- paço no mercado latino-americano atra-

32

conquistar es- paço no mercado latino-americano atra- 32 elevare vés da captação de novos clientes, ou

elevare

vés da captação de novos clientes, ou no fortalecimento das marcas na região. Na América Latina são instalados, aproxima- damente, 20 mil novos equipamentos por ano, com um total de aproximadamente 600 mil elevadores existentes, tendo ainda um grande parque disponível para moder- nização. Não há uma estimativa de quantas escadas rolantes existam no continente, mas acredita-se que só no Brasil este nú- mero ultrapasse as 15 mil unidades.

A Expoelevador consolida-se como a feira

latino-americana das indústrias do setor, atraindo um público cada vez mais entu- siasmado, e com as oportunidades de ge- ração de novos negócios. Todos os anos

a Expoelevador acontece simultaneamen-

te com a Predialtec - Feira de Tecnologia de Automação Predial e Residencial. Em 2014 a Predialtec atrai um público com um perfil muito especial, constituído por empresas construtoras que começam a participar como expositoras do evento, apresentando os seus projetos de imóveis com perfis inovadores, recheados de tec- nologia.

Cadeira de Escada

Liftech, S.A. Tel.: +351 229 432 830 • Fax: +351 229 432 839 info@liftech.pt www.liftech.pt

Fax: +351 229 432 839 info@liftech.pt • www.liftech.pt Este é um equipamento particularmen- te adequado para

Este é um equipamento particularmen- te adequado para ambientes domésticos ou espaços públicos, onde não é possí- vel aplicar nenhum sistema destinado ao transporte de cadeira de rodas. Ocupa

menos espaço, sendo facilmente aplicá- vel em praticamente todas as escadas. Permite uma confortável e descontraída utilização a pessoas com dificuldades de locomoção. É possível recolher o assento, quando não está a ser utilizada de forma a minimizar o espaço ocupado. E incorpora todos os sistemas de segurança necessá- rios e, em caso de falha de rede, pode fun- cionar com recurso a baterias.

Interlift 2015: prepare-se para o maior evento do setor

VFA - Interlift e.V. Verband fur Aufzugstechnik Tel.: +49 40 727 301 50 • Fax: +49 40 727 301 60 info@vfa-interlift.de www.vfa-interlift.de

A próxima edição da Interlift em 2015 de-

correrá de 13 a 16 de outubro. Já se en- contra disponível a documentação para participar neste evento, organizado pela AFAG e que o promove a nível mundial. A Interlift é a feira de referência no setor e onde são apresentadas as ofertas funda- mentais do mercado e as mais recentes técnicas. O VFA-Interlift, como promotor especializado do evento, em 2015 também complementará a Academia VFA com o Fórum VFA Interlift e formação. Os tópi- cos são apresentados por oradores de renome de todo o mundo no Fórum VFA da Interlift 2015, e as comunicações serão traduzidas em simultâneo para alemão/ inglês/alemão.

traduzidas em simultâneo para alemão/ inglês/alemão. A Interlift 2013 superou as melhores mar- cas até à

A Interlift 2013 superou as melhores mar-

cas até à data desde a sua estreia em 1991,

e por isso esta feira da especialidade em

técnicas de elevadores tornou-se há muito tempo num evento incontornável no setor. Em 2013, 70% dos 515 expositores eram oriundos de 40 países diferentes e recebeu

a visita de cerca de 19 mil visitantes de 84

países, cerca de mais de 10 mil visitantes.

Esta internacionalização em contínua evo- lução ao longo dos anos é o verdadeiro motor de crescimento da Interlift.

Pinto & Cruz em Moçambique

Pinto & Cruz Tel.: +351 226 150 500/707 225 500 Fax: +351 220 400 909 • office@pintocruz.pt www.pintocruz.pt

O Grupo Pinto & Cruz, em dezembro de

2014, alargou as suas fronteiras de negócio com a entrada no mercado moçambicano através da aquisição de uma participação maioritária no capital social da Tecno Ele- vadores, Lda., reforçando assim a sua pre- sença no continente africano.

A Tecno Elevadores, sociedade de direito

moçambicano, é detida em 90% pela P&C SGPS e os restantes 10% pelo anterior pro- prietário, Fernando Ramos Julião. Constituída em dezembro de 1996, e tendo como nome original Tecnel Elevadores, Lda, dedica-se à comercialização, instalação, manutenção e reparação de elevadores e equipamentos de elevação, sendo uma referência no país. Ao longo da sua existência a empresa já sofreu diversas alterações na estrutura, tendo inicialmente o nome de Schindler Moçam- bique, Lda. entre 2000 e 2009, período em que teve como sócio a Schindler Lifts, Lda.

Desde a sua fundação que é representante exclusivo da marca Schindler no merca- do moçambicano, sendo responsável por algumas das grandes instalações de ele- vadores como o edifício do Ministério dos

Transportes e Comunicação, a sede da Vo- dacom, o edifício do Millenium Park, a sede

do Barclays Bank Moçambique e o Banco de

Moçambique. Num passado mais recente,

a empresa tem sentido alguma dificulda-

de em manter os padrões de qualidade de

serviço exigidos pelos clientes e pelo mer- cado moçambicano, isto porque devido ao desenvolvimento do país houve um maior crescimento na construção de edifícios ha-

bitacionais e de serviços, com um grau de complexidade e exigência mais elevado, e a somar a isso, com o desenvolvimento tec- nológico houve uma maior necessidade de recursos técnicos e humanos adequados. O Grupo Pinto & Cruz pretende reverter esta situação levando o know-how adquirido na

experiência de oito anos na área dos eleva- dores e escadas rolantes. A forte presença no mercado angolano, onde já se encon- tram há duas décadas, e a experiência na instalação de aparelhos da marca Schindler será bastante importante nesta fase inicial dada a proximidade com Moçambique.

Elevador mais rápido do mundo anda a 72 km/h

Moçambique. Elevador mais rápido do mundo anda a 72 km/h A empresa japonesa Hitachi anunciou o

A empresa japonesa Hitachi anunciou o de-

senvolvimento do elevador mais rápido do mundo, capaz de subir 94 andares em ape- nas 43 segundos, o que equivale a uma ve-

locidade de 72 quilómetros por hora. O novo modelo bate assim o anterior recordista, um elevador de uma torre de Taiwan, cuja cabi-

ne alcança os 60 km/h. Para conseguir obter

um aparelho mais veloz, o grupo nipónico diz ter desenvolvido um sistema com motores mais poderosos e reduziu o peso dos cabos. As técnicas de estabilização também foram otimizadas.

Dois elevadores com o novo sistema, ainda em fase de protótipo, irão ser instalados num arranha-céus chinês de 530 metros

com 111 andares em 2016. O edifício terá ainda mais 95 elevadores que serão modelos ante- riores com um desempenho inferior. Segundo

a Hitachi, a construção em força de arranha-

céus na China faz com que este país alimente 60% do mercado dos elevadores. Vários gru- pos industriais japoneses estão envolvidos na construção de elevadores, que deixaram de ser máquinas simples para passarem a ser tecnologia de ponta, controlada por sistemas eletrónicos cada vez mais complexos.

A Hitachi começou a produzir elevadores para

arranha-céus em 1968, com uma velocidade de 18 quilómetros por hora (300 metros por minuto), para equipar uma das primeiras tor- res de Tóquio, no centro da capital japonesa. Recentemente, o grupo adquiriu um arra-

Notícias e Produtos

nha-céus de 213 metros para investigar e desenvolver novos elevadores. A Toshiba e o grupo japones Mitsubishi Electric são ou- tros grupos empresariais também conheci- dos por desenvolverem elevadores.

SEW-EURODRIVE partilha conhecimento técnico especializado em seminário

SEW-EURODRIVE PORTUGAL Tel.: +351 231 209 670 • Fax: +351 231 203 685 infosew@sew-eurodrive.pt www.sew-eurodrive.pt

Na vanguarda da formação técnica, a SEW-EURODRIVE Portugal organizou a 6 de novembro em Setúbal, um Seminário Técnico sobre as soluções SEW ao nível dos Redutores Industriais. O evento contou com a participação de cerca de 80 clientes SEW-EURODRIVE Portugal. No evento, mo- derado pelo seu Diretor Geral, Nuno Sarai- va, os temas centrais remeteram para as Soluções SEW na área dos Redutores In- dustriais. João Guerreiro, Diretor Comer- cial, abriu a formação técnica começando por dar as boas-vindas a todos os presen- tes e apresentando as mais recentes novi- dades da SEW-EURODRIVE.

apresentando as mais recentes novi- dades da SEW-EURODRIVE. David Braga, Responsável pelo Departa- mento de Serviços

David Braga, Responsável pelo Departa- mento de Serviços SEW Portugal e espe- cialista em Redutores Industriais, abordou os temas relacionados com a Gama de Redutores Industriais SEW - Séries X e P e com os Serviços especializados em Redu-

tores Industriais disponíveis para os clien- tes. Como convidado internacional este Se- minário contou com a presença do colega

da SEW Alemanha, Hans-Günther Welters,

que se debruçou sobre algumas Aplicações

em Redutores Industriais, nomeadamente

Transportadores e Sistemas de elevação.

O convidado especial, Alves Machado da

Empresa EUROCRANE – Equipamentos de Elevação, versou acerca dos Guindastes EUROCRANE (JIB CRANE), com a engenharia portuguesa ao serviço da indústria.

versou acerca dos Guindastes EUROCRANE (JIB CRANE), com a engenharia portuguesa ao serviço da indústria. elevare

elevare

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Notícias e Produtos

Centro de Competências REABILITAR

Schmitt+Sohn Elevadores Tel.: +351 229 569 000 • Fax: +351 229 569 009 info@schmitt-elevadores.com www.schmitt-elevadores.com

A Schmitt+Sohn Elevadores criou, em Por-

tugal, o primeiro centro de Investigação & Desenvolvimento do setor especificamen- te para a área da Reabilitação Urbana. O Centro de Competências REABILITAR da Schmitt+Sohn prevê o desenvolvimento de produtos e serviços que respondam às várias necessidades da reabilitação urbana. Para além dos ascensores padrão, desen- volve elevadores à medida de cada projeto, ajustando assim o equipamento às neces- sidades e constrangimentos técnicos da reabilitação.

sidades e constrangimentos técnicos da reabilitação. Variador 3G3RX poupa energia e calcula a poupança na sua

Variador 3G3RX poupa energia e calcula a poupança na sua fatura elétrica

Omron Electronics Iberia, S.A. Tel.: +351 219 429 400 • Fax: +351 219 417 899 info.pt@eu.omron.com • http://industrial.omron.pt

899 info.pt@eu.omron.com • http://industrial.omron.pt A Omron, consciente de que no ambien- te industrial atual a

A Omron, consciente de que no ambien-

te industrial atual a redução de custos de produção é fundamental para manter a competitividade das empresas e torná-las viáveis, tem promovido ao longo dos últimos anos a utilização de acionamentos com varia- dor de frequência e os seus benefícios na pou- pança de energia nos processos industriais.

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na pou- pança de energia nos processos industriais. 34 elevare Para quantificar estes benefícios, os variado-

elevare

Para quantificar estes benefícios, os variado- res das séries 3G3MX2 e 3G3RX incorporam um algoritmo que informa o utilizador da pou- pança energética obtida, sem necessidade de utilizar equipamentos externos de medição.

Os variadores das séries 3G3MX2 e 3G3RX têm um algoritmo que permite ao utilizador

efetuar a monitorização da energia e do valor poupado na instalação, em relação a um siste- ma que não utiliza um variador de frequência. Para efetuar a monitorização não necessita de nenhum equipamento de medição, apenas tem de introduzir nos parâmetros do variador

o preço do kWh e a potência do motor. Du-

rante o funcionamento, o variador calcula a poupança obtida em kWh e o valor da energia poupada. Estes valores podem ser visuali- zados em qualquer momento na consola do variador, e realizar a monitorização ou análi- se da amortização do investimento. A Omron contribui, deste modo, para reduzir os custos associados à produção industrial, permitindo aos clientes que utilizam estes variadores serem mais competitivos e cada vez mais comprometidos com a preservação do meio ambiente.

Regime Excecional para Reabilitação de Edifícios publicado em Diário da República

O novo Regime Excecional para a Reabilita-

ção de Edifícios já foi publicado em Diário da República, nomeadamente através do Decre-

to-Lei n.º 53/2014 de 8 de abril, e irá vigorar durante 7 anos. Este documento estabelece um regime excecional e temporário aplicado

à reabilitação urbana de edifícios ou trações,

cuja construção tenha sido concluída há pelo menos 30 anos, ou que se localizem em áreas de reabilitação urbana, sempre que estejam afetos ou se destinem a ser afetos, total ou predominantemente, ao uso habitacional. As operações urbanísticas feitas no âmbito deste regime dispensam o cumprimento de Nor- mas técnicas de acessibilidades previstas no regime que define as condições de acessibili- dade a satisfazer no projeto e na construção

de espaços públicos, equipamentos coletivos

e edifícios públicos e habitacionais, aprovadas

pelo Decreto-Lei n.° 163/2006 de 8 de agosto. Destaque também para a dispensa do cum- primento de requisitos acústicos previstos no Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios, aprovado pelo Decreto-Lei

n.° 129/2002 de 11 de maio, alterado pelo Decreto-Lei n.° 96/2008 de 9 de junho, com exceção das que tenham por objeto partes

do edifício ou frações autónomas destinados

a usos não habitacionais. No âmbito deste

regime, as obras estão ainda dispensadas de alguns requisitos mínimos de eficiência ener-

gética e qualidade térmica, e não é obrigatória

a instalação de gás nos edifícios intervencio-

nados. De acordo com o Governo, no mesmo documento, este novo regime surge numa altura em que "a reabilitação do edificado exis- tente em Portugal representa apenas cerca de 6,5% do total da atividade do setor da cons- trução, bastante aquém da média europeia de 37%." Pode também ler-se que "a política do ordenamento do território do Governo dá priori- dade a uma aposta num paradigma de cidades com sistemas coerentes e bairros vividos."

Plataforma de Escada

Liftech, S.A. Tel.: +351 229 432 830 • Fax: +351 229 432 839 info@liftech.pt www.liftech.pt

Esta é uma solução aplicável para ven- cer uma escada (reta ou com curvas). Ao serem equipamentos pensados para o transporte de cadeira de rodas podem, no entanto, incorporar um assento para a uti- lização de pessoas autónomas. Podem ser aplicados tanto no interior como no exte- rior tendo, neste caso, cuidados especiais de construção.

rior tendo, neste caso, cuidados especiais de construção. As caraterísticas desta plataforma de es- cada passam

As caraterísticas desta plataforma de es- cada passam por exigirem uma largura mínima para a escada, a função do traçado

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Notícias e Produtos

e do modelo de plataforma. Incorporam to-

dos os sistemas de segurança necessários como sensores de deteção de obstáculos, limitadores de velocidade, fins de curso, entre outros. Em casa de falha de rede po- dem funcionar a partir de baterias. Pode-se parquear a plataforma recolhendo-a na sua posição vertical para minimizar o espaço ocupado. A colocação da plataforma nesta posição pode ser automática, assim como a sua colocação em posição de serviço.

Orona: eficiência energética com as novas cabinas 3G

Orona Portugal Tel.: +351 219 154 790/ 227 169 740 lisboa@orona.pt porto@orona.pt www.orona.pt

740 lisboa@orona.pt • porto@orona.pt www.orona.pt A Orona apresenta-se como uma empresa primeira empresa do

A Orona apresenta-se como uma empresa

primeira empresa do setor de elevadores

a nível mundial, certificada no Ecodesign

segundo a Norma ISO 14006 e as soluções Orona 3G X-15 e X-16 obtiveram a máxima certificação energética de Classe AAA, ava- liada pelo prestigiado organismo europeu Liftinstitut B.V, segundo a Norma VDI 4707 nas 5 categorias de utilização estabele- cidas, tanto para o consumo em standby como em funcionamento.

Certificação da SEW-EURODRIVE Portugal como Entidade Formadora

SEW-EURODRIVE PORTUGAL Tel.: +351 231 209 670 • Fax: +351 231 203 685 infosew@sew-eurodrive.pt www.sew-eurodrive.pt

A

SEW-EURODRIVE Portugal é uma empre-

sa

do grupo SEW-EURODRIVE GmbH & Co.,

um importante grupo industrial multinacio- nal, atualmente com 15 fábricas de produ- ção e 75 centros de montagem distribuídos por 44 países. O objeto da sociedade SEW- -EURODRIVE Portugal consiste na produção

e comercialização de produtos relaciona-

dos com as técnicas de transmissão e ele- trónica de potência como motorredutores,

motores elétricos e controladores eletróni- cos da marca SEW; produção, importação e exportação de outros produtos industriais, designadamente componentes para trans- missão mecânica, autómatos e componen- tes eletrónicos; e a prestação de serviços relacionados com aqueles produtos como

funcionam também como o recurso prin-

cipal da atividade desenvolvida ao nível da formação profissional técnica, conceben- do módulos de formação que permitem a transmissão de conhecimentos teóricos

e práticos ajustados às reais necessida-

des internas (da SEW) e externas dos seus clientes, otimizando o desempenho dos profissionais no exercício das suas ativida- des quotidianas. Em setembro de 2013, a SEW-EURODRIVE Portugal foi certificada como entidade formadora, no âmbito do dis- posto na Portaria n.° 851/2010, de 6 de se- tembro, alterada e republicada pela Portaria n.° 208/2013 de 26 de junho nas seguintes áreas de educação e formação: 520 - Enge- nharia e técnicas afins, 523 - Eletrónica e au- tomação. É, assim, reconhecido o empenho da SEW-EURODRIVE Portugal na prestação de serviços de alta qualidade em Sistemas de Acionamento Eletromecânicos, de valor reconhecido pelos clientes, em ambiente de melhoria contínua da performance económi- ca, financeira e da qualidade de serviço.

económi- ca, financeira e da qualidade de serviço. de referência comprometida com a susten- a

de referência comprometida com a susten-

a

instalação, manutenção e formação pro-

 

tabilidade, a partir de um ponto integral e estratégico. A sua principal novidade são as

fissional. A SEW Portugal dispõe de uma valiosa equipa de recursos humanos com

Renovado Palácio da Pena com elevadores ecológicos

cabinas Orona 3G com um menor peso que

elevadas competências técnico-profissio-

O

Palácio da Pena, em Sintra, terminou em

reduzem em 20% o impacto na utilização

nais nas suas áreas de atuação. Na vertente

abril a remodelação de três espaços que

de materiais, resultando geralmente num

operacional do negócio a equipa é compos-

podem ser usufruídos pelo público: loja,

menor impacto em termos ambientais ao

ta

por colaboradores experientes nas áreas

cafetaria e restaurante. Segundo a Parques

longo da vida do ascensor (84%). As cabi-

da

eletromecânica, mecatrónica e eletróni-

Sintra – Monte da Lua, gestora da Pena e de

nas incluem kits ECO de série, uma ilumina-

ca,

capazes de executar as mais complexas

outros espaços na zona, a intervenção "vem

ção eficiente que poupa até 50% da ener- gia consumida em funcionamento e 100% em modo standby. Na sua conceção foram

operações com curtos prazos de entrega, à medida das necessidades de cada cliente.

dar resposta ao aumento constante do núme- ro de visitantes" do palácio (que, adiantam, em 2013 recebeu cerca de 780 mil visitan-

desenvolvidos processos específicos sem

O

Departamento de Engenharia da SEW

tes), além de facilitar as visitas dos cidadãos

soldadura e nem pintura para garantir uma montagem mais ergonómica e facili- tar a manutenção posterior do elevador. Também desenvolveram uma nova porta Solid, mais robusta e resistente, concebida especialmente para a sua utilização em ins- talações com imenso tráfego. A Orona é a

36

em ins- talações com imenso tráfego. A Orona é a 36 elevare Portugal é composto por

elevare

Portugal é composto por engenheiros e técnicos especializados em mecânica, ele-

tricidade, mecatrónica e eletrónica, respon- sáveis pelo apoio aos clientes na definição

e implementação dos produtos e soluções

para as diversas aplicações. As competên- cias e a experiência dos seus colaboradores

com mobilidade condicionada. Os três espa- ços, um investimento de 750 mil euros, são exclusivos para os visitantes do parque e do

palácio e estão abertos todos os dias das 10

às 19 horas.

Entre as novidades, destacam-se os dois elevadores que entram ao serviço, constru-

ídos a partir da área antes ocupada por um simples monta-cargas. Um dos elevadores fica ao serviço do público permitindo uma "melhor acessibilidade entre os três pisos, no- meadamente para os visitantes com mobilida- de reduzida." Os novos elevadores obedecem também a critérios ecológicos, já que ambos possuem um sistema de geração de energia que utilizam para seu próprio consumo: a energia gerada na descida é utilizada dire- tamente no funcionamento dos elevadores (iluminação, ventilação e som).

Mustang sobe Empire State de elevador no 50.º aniversário

Para recriar uma das ações que marcaram o

lançamento do Mustang original, há 50 anos,

a Ford colocou uma unidade do novo modelo

no topo do Empire State, o prédio mais alto de Nova Iorque com 102 andares. O automóvel ficou exposto no mirante do prédio (que fica no 86.º andar), a quase 400 metros de altura (são 373,2 m até o último andar e 381 m até

o telhado, sendo 443,2 m contando a ante-

na) nos dias 16 e 17 de abril. "Nova Iorque é uma das maiores cidades do mundo e o lugar onde a história do Ford Mustang começou há 50 anos", afirmou Mark Fields, Chefe de Ope- rações da Ford. "Estavamos empolgados em visitar esse marco arquitetónico que foi o co- ração do horizonte de Manhattan há 83 anos, com a nova geração do carro que é a alma da Ford."