Vous êtes sur la page 1sur 21

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA ENGENHARIA MECÂNICA

Matheus França Vanz

CAMADA DE OZÔNIO

DISCIPLINA ENGENHARIA DE MEIO AMBIENTE

Passo Fundo

2015

2

SUMÁRIO

SUMÁRIO........................................................................................................................2

1...............................................................................................INTRODUÇÃO

3

 

DE OZÔNIO

4

  • 2.1 O que é a camada de ozônio?.................................................................................4

    • 2.1.1 Os males................................................................................................................6

    • 2.1.2 Destruição da camada de ozônio........................................................................6

    • 2.1.3 É notícia:...............................................................................................................8

    • 2.1.4 Clorofluorcarbonos (CFC’s)...............................................................................8

    • 2.1.5 Protocolo de Montreal.......................................................................................10

    • 2.1.6 Alternativas para a redução da camada de ozônio.........................................10

    • 2.1.7 O Brasil e o Protocolo de Montreal..................................................................11

    • 2.1.8 Recuperação da camada de ozônio...................................................................11

      • 2.2 Efeito estufa e aquecimento global......................................................................12

        • 2.2.1 Efeito Estufa.......................................................................................................13

        • 2.2.2 Aquecimento global...........................................................................................13

        • 2.2.3 Protocolo de Kyoto.............................................................................................15

        • 2.2.4 Chuva Ácida.......................................................................................................15

        • 2.2.5 Ilhas de calor......................................................................................................16

        • 2.2.6 Inversão Térmica...............................................................................................17

3................................................................................................CONCLUSÕES

18

REFERÊNCIAS............................................................................................................19

3

4

  • 1 INTRODUÇÃO

Escrever introdução

  • 2 CAMADA DE OZÔNIO

A Camada de Ozônio é essencial para a vida na Terra, pois nos protege das radiações solares. Mas, infelizmente, nós mesmos a estamos destruindo aos poucos através da emissão de gases poluentes.

5

Com a Revolução Industrial, a partir da industrialização e do crescimento dos centros urbanos, a camada de ozônio começou a ser destruída, tornando-se cada vez mais fina e colocando em risco a nossa saúde, a natureza, a sobrevivência dos animais e a vida no planeta terra futuramente. Aquecimento global, efeito estufa, chuva ácida, inversão térmica, ilhas de calor, além da destruição da camada de ozônio, fazem parte dos diversos fenômenos que têm ocorrido e ocasionado catástrofes, resultado das ações humanas tanto no passado, como no presente. Mas ainda há tempo para reverter essa situação. Mesmo que não seja possível voltar ao estado inicial e nem ver resultados a curto e médio prazo, há soluções que podem amenizar esses efeitos. O Protocolo de Montreal foi criado com esse objetivo: conscientizar e fazer com que os países assumissem o compromisso de acabar com o uso de produtos nocivos à camada de ozônio.

  • 2.1 O que é a camada de ozônio?

É uma camada de gás que envolve a Terra, localizada na estratosfera, composta pelo gás ozônio (O3). Serve como uma capa ou um filtro que protege o planeta terra das radiações solares, totalmente nocivas para os seres humanos, animais e plantas. O ozônio (O3) é um gás azul claro, instável, altamente reativo, oxidante e diamagnético. Na troposfera é encontrado cerca de 10% de ozônio, os outros 90% estão na estratosfera, que tem o papel de absorver grande parte dos raios ultravioletas. Já na superfície terrestre, o ozônio contribui para agravar a poluição do ar e a chuva ácida. O ozônio é uma variedade alotrópica do oxigênio, porém formado por três átomos. Sua produção acontece a partir da colisão de um molécula de O2 com um átomo de oxigênio e sua destruição ocorre a partir do momento que absorve as raios ultravioleta, pois por causa dos catalisadores (átomos e moléculas) há uma reação que retira um átomo de oxigênio de sua estrutura molecular. Na estratosfera sua produção e destruição ocorrem constantemente e de forma natural. Raios ultravioletas são ondas semelhantes a ondas luminosas, as quais se encontram exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível. A radiação UVA é a que compõe a maior parte da energia ultravioleta do espectro solar, de 90 a 95%. Mas não é perigosa, causa apenas o envelhecimento precoce. A radiação UVB representa uma pequena parte da energia ultravioleta, mas é a mais prejudicial. Ela é a grande responsável pelo câncer de pele, pelo bronzeamento, e consequentemente, pelas queimaduras. Por isso é muito

6

importante usar o filtro solar, pois bloqueia os raios UVB que passam pela camada de ozônio e chegam até nós. É preciso ter muito cuidado com esse tipo de radiação. Existem pessoas que substituem o bronze do sol pelo bronzeamento artificial, autobronzeadores, pílulas de bronzeamento, bronzeamento a jato, etc. mesmo assim, é necessário ter cuidado com essas aplicações. A radiação UVC é retida na camada de ozônio e não oferece perigo algum. A radiação infravermelha não é percebida em forma de luz, somente em forma de calor através das terminações nervosas da pele (termorreceptores). A radiação luz visível é a energia da radiação solar emitida como luz. Naturalmente, esses raios nos atingem, e quanto mais estreita for a camada de ozônio, mais seremos prejudicados. A cada 1 % de redução da camada de ozônio, aumenta 2,5% da incidência de melanomas na pele. Para o meio ambiente, o risco é na redução da produção agrícola, problemas na cadeia alimentar, desequilíbrio do clima e a ameaça ao plâncton (plantas e animais microscópicos que vivem na superfície do mar), pois são importantíssimos para a cadeia alimentar marinha e absorvem metade das emissões de dióxido de carbono do planeta.

Troposfera: É a camada da atmosfera que nós vivemos, e onde acontecem os fenômenos climáticos, e a poluição do ar. Vai desde o nível do mar até 12km de altura, porém esse valor varia de acordo com a região. Nas regiões trópicas, por exemplo, a camada pode alcançar até 17km de altura, e nos polos, até 7km. Estratosfera: A estratosfera é a segunda camada da atmosfera, ocupa uma faixa do fim da troposfera até, mais ou menos, 50km acima do solo. Na estratosfera há pouca concentração de vapor d’água, e é onde se inicia a difusão da luz solar.

  • 1.1.1 Os males

A principal consequência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, existe a hipótese segundo a qual a destruição da camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no efeito estufa, o que causaria o descongelamento das geleiras polares e consequente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação.

7

De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais aconselhasse a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e de se proteger a pele.

  • 1.1.2 Destruição da camada de ozônio

Infelizmente o homem vem produzindo substâncias que destroem a camada de ozônio, tornando-a fina, em alguns lugares do mundo, principalmente sobre as regiões próximas ao Polo Sul e Polo Norte. As SDOs são substâncias químicas sintetizadas pelo homem para diversas aplicações. São utilizadas na refrigeração doméstica, comercial, industrial e automotiva, na produção de espumas, na agricultura, em laboratórios e também como matériaprima de vários processos industriais. Estas substâncias químicas foram divididas em sete famílias: clorofluorcarbonos (CFCs), hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), halons, brometo de metila, tetracloreto de carbono (CTC), metilclorofórmio e hidrobromofluorcarbonos (HBFCs). O gráfico abaixo apresenta o histórico do consumo de SDO’s no Brasil:

Figura 1- Gráfico histórico do consumo de SDO’s no Brasil.

8

8 A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida. Nessa região,

A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida. Nessa região, principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do ozônio que a compunha já foi destruído pelo homem. Mesmo menores que na Antártida, esses números representam um enorme alerta ao que nos poderá acontecer, se continuarmos a fechar os olhos para esse problema. Em todo o mundo as massas de ar circulam, sendo que um poluente lançado no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção. Na Antártida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e, assim, formam-se círculos de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos durante o verão permanecem na Antártida até a época de subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros raios de sol quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área, iniciando a reação. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do mundo.

9

OMM detecta em outubro o 3º maior buraco na camada de ozônio

Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou nesta quinta-feira 29/10/2015 que neste mês de outubro foi registrado o terceiro maior buraco da camada de ozônio, embora tenha esclarecido que isto não contradiz o processo de recuperação desta proteção natural contra os raios solares. "Isto mostra que o problema do buraco de ozônio segue conosco e que é preciso manter certa vigilância, mas não há razão para um alarme indevido", garantiu o cientista Geir Braathen, do Serviço Atmosférico da OMM. A diminuição da camada de ozônio ocorre anualmente durante a primavera no hemisfério sul devido às temperaturas extremamente frias na estratosfera (localizada a cerca de 25 quilômetros de altura) e à presença na atmosfera de gases que devoram o ozônio. Segundo a OMM, a média calculada durante 30 dias do buraco de ozônio foi neste ano de 26,9 milhões de quilômetros quadrados, o que representa a terceira medida mais importante depois dos recordes registrados em 2000 e 2006. Os cientistas calcularam o recorde para um só dia em 2 de outubro, quando o buraco alcançou 28,2 quilômetros quadrados, sua dimensão máxima para este ano. As temperaturas na estratosfera antártica variam de ano em ano, o que faz com que alguns anos o buraco da camada de ozônio sejam relativamente pequenos e outros relativamente grandes. "De maneira geral, isto não reverte a recuperação a longo prazo para a camada de ozônio que é projetada nas próximas décadas", indicou a OMM.

  • 1.1.4 Clorofluorcarbonos (CFC’s)

Os clorofluorcarbonos (CFCs) são substâncias químicas sintéticas formadas por carbono, cloro e flúor. As aplicações mais comuns dos CFCs são apresentadas na tabela abaixo:

10

Substância

Aplicações

CFC-11

Agente expansor na fabricação de espumas de poliuretano Propelente em aerossóis e medicamentos

Fluido na Refrigeração comercial, doméstica e industrial

CFC-12

Agente expansor na fabricação de espumas de poliuretano Propelente em aerossóis e medicamentos Fluido na Refrigeração comercial, doméstica e industrial

Em mistura com óxido de etileno como esterilizante

CFC-113

Solvente para limpeza de elementos de precisão e eletrônica

CFC-114

Propelente em aerossóis e medicamentos

CFC-115

Refrigeração comercial

Tabela 1 - Aplicações dos CFC's

Os CFCs são usados como propelentes em aerossóis, como isolantes em equipamentos de refrigeração e na produção de materiais plásticos. Depois de liberados no ar demoram cerca de oito anos para chegar à estratosfera que, atingindo pela radiação ultravioleta se desintegram e liberam cloro. O cloro reage com o ozônio, que logo depois é transformado em oxigênio (O2). Porém, o oxigênio não tem a capacidade de proteção como o ozônio. Cada átomo de cloro de CFC pode destruir 100 mil moléculas de oxigênio. Quando os CFCs começaram a ser utilizados, houve um marco na história da indústria, e supostamente, achavam que eles não interagiam com outras substâncias, ou seja, eram inertes. Mas, na década de 80, descobriu-se que ele era inerte apenas na superfície, e ao chegar na alta atmosfera, tinha um efeito devastador. A partir desse momento, diversos estudos foram feitos com base nos satélites e descobriu-se que os efeitos eram imediatos e as consequências gravíssimas para o planeta terra. No Brasil, a camada de ozônio ainda não chegou a perder nem 5% do seu tamanho original, pois a produção de CFCs sempre foi muito baixa, diferentemente dos países da Europa, os maiores produtores. Os EUA, Europa, norte da China e Japão, já perderam 6% da proteção do ozônio. Desde 1 de janeiro de 2010, foi proibida a produção dos CFCs no mundo.

  • 1.1.5 Protocolo de Montreal

O Protocolo de Montreal foi um tratado feito internacionalmente, com o objetivo de fazer os países se comprometerem a acabar e substituir o uso do CFCs e de outras substâncias

11

que contribuem para a destruição da camada de ozônio. O tratado ficou aberto para adesão a

partir do dia 16 de setembro de 1987, e entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 1989. Mais de 150 países aderiram ao protocolo e estipulou-se 10 anos para que diminuíssem de forma significante ou acabassem com o uso das substâncias. Foi um acordo internacional muito bem sucedido e em comemoração, a ONU declarou dia 16 de setembro como o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Segundo o ranking divulgado pela Divisão de

Estatística das Nações Unidas, atualmente o Brasil é o quinto

país que mais

reduziu o

consumo de CFCs após o protocolo. Na nossa frente, estão: a Rússia, o Japão, os Estados

Unidos

e

a

China.

Um dos problemas para se alcançar a máxima redução

do

uso de

CFC são as pequenas

indústrias que não possuem capacidade financeira para se adaptar ao que foi proposto no protocolo, além dos governos que não investem em projetos e medidas de redução e também não fiscalizam as empresas e indústrias.

  • 1.1.6 Alternativas para a redução da camada de ozônio

Após o tratado, estudos e pesquisas se intensificaram com o objetivo de descobrir uma forma de substituir o CFC, e o proposto foi o uso de uma mistura do butano com propano, uma forma significativamente mais barata e que substitui completamente o CFC. Outra alternativa encontrada foi o uso de HCFC, um “CFC melhorado ecologicamente”, que combina características físicas e químicas com alta eficiência volumétrica, e pode ser usado em aplicações civis de refrigeração. Porém, é um gás que está sob observação de seus efeitos, pois ainda tem em sua molécula um átomo de cloro, que mais cedo ou mais tarde também pode atacar a camada de ozônio, porém com menos agressividade que o CFC.

Butano: gás incolor, inodoro, inflamável, derivado do petróleo.

Propano: gás incolor, inodoro, hidrocarboneto alifático saturado, derivado de outros

produtos do petróleo.

  • 1.1.7 O Brasil e o Protocolo de Montreal

O Brasil já age a favor da camada de ozônio há mais ou menos duas décadas. Na época da criação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a fabricação e a comercialização de produtos de higiene, cosméticos, limpeza e perfumes sob a forma de

12

aerossóis que tivessem CFC foi proibida. Apenas dois anos depois, em 1990, o Brasil aderiu

ao Protocolo de Montreal e se comprometeu a acabar totalmente com os CFCs até janeiro de

2010.

Mas não parou por aí. O Governo Federal também criou o Grupo de Trabalho do Ozônio (GTO), que deu origem ao Programa Brasileiro para Eliminação da Produção e do Consumo das substâncias que destroem a Camada de Ozônio (PBCO). Após as experiências com o PBCO foi possível aprovar uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente, o Conama, que tinha como principal medida priorizar a conversão tecnológica industrial para eliminar CFCs. Depois disso, em 2000, o Brasil adotou uma nova resolução que proibia completamente o uso de CFC em novos produtos e permitia a importação, porém instituindo cotas apenas para o setor de manutenção de equipamentos e alguns usos essenciais, como a fabricação de medicamentos. Mas essa cota tem sofrido reduções a cada ano. Além disso, o país também tomou outras medidas importantes como a implementação de projetos de conversão industrial e gerenciamento do passivo de CFC com a instalação de Centrais de Regeneração, distribuição de equipamentos para recolhimento de CFC, recolhimento e reciclagem de gases durante as manutenções e reparos nos setores de ar condicionado, automotivo e industrial, entre outros. Diante de todo esse trabalho, é possível perceber que o Brasil tem cumprido as obrigações assumidas ao Protocolo de Montreal.

  • 1.1.8 Recuperação da camada de ozônio

Alguns anos após o acordo do Protocolo de Montreal já começaram a aparecer evidências da queda acentuada no nível de emissões globais das substâncias prejudiciais para a camada de ozônio. Mas em determinadas épocas essa queda não ocorreu, o que deixa claro o uso dos CFCs em alguns países mesmo depois do acordo. Mas a camada de ozônio vem se recuperando, não é sempre que cientistas vêm a público para dar boas notícias na área ambiental. Pois foi exatamente isso. Segundo um painel de 300 cientistas das Nações Unidas e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o buraco na camada de ozônio não está apenas diminuindo. A camada que protege a Terra de perigosos raios solares pode estar completamente recuperada até o meio do século.

Figura 2 - Recuperação da camada de ozônio

13

2.2 Efeito estufa e aquecimento global Além da destruição da camada de
2.2
Efeito
estufa
e
aquecimento
global
Além
da destruição da
camada
de

ozônio, os gases poluentes tem ocasionado muitos outros fenômenos. Alguns deles são o

efeito estufa e o aquecimento global.

  • 1.1.9 Efeito Estufa

O efeito estufa é um fenômeno natural e essencial para a vida no planeta, pois o mantém aquecido. Uma parte da radiação solar é refletida pela superfície terrestre e logo em seguida é absorvida por alguns gases presentes na atmosfera. Por conta disso, todo o calor fica retido aqui, sem poder ser liberado para o espaço.

14

Mesmo sendo um processo vital, o efeito estufa também pode ser um precursor do aquecimento global, devido à quantidade excessiva de gases estufa na atmosfera terrestre, a camada mais sensível do planeta. O problema ocorre da seguinte forma: a Terra recebe radiação infravermelha emitida pelo Sol e devolve parte dela para o espaço através de radiação de calor. Porém, os gases estufa retêm uma parte dessa radiação que seria refletida para o espaço. Portanto, a parte retida causa o aumento da temperatura do planeta. A liberação de dióxido de carbono (CO2) ocorre principalmente, pela queima de combustíveis fósseis, através dos setores industriais e de transporte, e pelos desmatamentos e queimadas. Já o Metano é proveniente da decomposição de resíduos orgânicos, vazamento de gás natural, aterros sanitários, no processo de digestão dos animais, entre outros. O Óxido Nitroso é liberado através da combustão e do tratamento de esgoto, de processos industriais e com a fertilização na agricultura. Gases estufa:

Dióxido de carbono (CO2) – proveniente da queima de combustíveis fósseis;

Metano (CH4);

Óxido Nitroso (N2O).

  • 1.1.10 Aquecimento global

O aquecimento global é um fenômeno climático que ocorre devido ao aumento de temperatura da superfície global e dos oceanos. É a retenção de calor acima do nível considerado “normal”, sem que ele se dissipe adequadamente. Há quem acredite que o aquecimento ocorre por causas naturais, mas grande parte da comunidade científica acredita que o aumento da temperatura na atmosfera é provocado pelos homens, que emitem em excesso os gases estufas. De acordo com o IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), os maiores aumentos de temperatura foram de 1910 a 1945, e de 1976 a 2000. Os modelos climáticos estipulam que as temperaturas globais podem aumentar no intervalo entre 1,1 e 6,4ºC até 2100. As principais evidências do aquecimento global são o aumento das temperaturas do ar e dos oceanos, o derretimento dos glaciares e algumas catástrofes que se tornam cada vez mais comuns: os tufões, ciclones e furacões, que são potencializados devido ao aumento da temperatura.

15

Além das evidências já vistas, o aquecimento também pode ter outras consequências a curto, médio e longo prazo:

Grande desequilíbrio dos ecossistemas;

Derretimento das placas de gelo da Antárticas;

Inundações;

Tempestades;

Surgimento de desertos;

Extinção de várias espécies de animais e vegetais;

Aumento das ondas de calor;

Falta de água potável;

Problemas na agricultura.

Todos esses fenômenos que ocorrem no planeta demoram anos e décadas para responderem às medidas preventivas. Portanto, por mais que nós não possamos ver o resultado, devemos lutar pela qualidade de vida no Planeta Terra, longe de todas as catástrofes e tragédias que poderão acontecer no futuro. Sendo assim, é importante que a sociedade, os governos e as empresas comecem a agir pelo bem comum. Veja as principais medidas:

Redução da emissão de gases poluentes pelas indústrias;

Redução da queima de combustíveis fósseis através do transporte;

Redução do desmatamento;

Desenvolvimento de novas tecnologias energéticas;

Desenvolvimento de motores elétricos;

Desenvolvimento de matrizes energéticas de origem vegetal;

Aprimoramento de motores à combustão;

Coleta seletiva e reciclagem de lixo;

Uso de técnicas avançadas e modernas na agricultura;

Recuperação do gás metano nos aterros sanitários;

  • 1.1.11 Protocolo de Kyoto

Para fazer assumirem o compromisso de reduzir a emissão dos gases estufa, algumas medidas já foram tomadas, mesmo que de forma gradual, com a criação do Protocolo de Kyoto. O Protocolo de Kyoto é um tratado internacional que conta com a participação de muitos países, e que além da redução dos gases que agravam o efeito estufa e o aquecimento global, estabelece metas e cria formas de desenvolvimento que tragam menos impactos ao meio ambiente. Apesar da abertura para o recolhimento das assinaturas dos representantes ter

16

sido em 1991 e a ratificação em 1999, somente em 2005 entrou em vigor. O protocolo expirou em 2012 e foram feitas novas reuniões e conferências, como a COP17 (Conferência do Clima das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Durban, África do Sul, em 2011) para definir o futuro do protocolo de kyoto. Este seria mais um passo para novas negociações na Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável.

  • 1.1.12 Chuva Ácida

Há uma grande confusão quando se fala em chuva ácida, pois na verdade toda chuva é ácida, o que muda é apenas o nível de acidez de cada uma. As famosas “chuvas ácidas” apresentam pH entre 5,6 e 5,7, valores abaixo da chuva “normal”, que tem pH7. O que é pH? O pH é uma medida que tem como função indicar se uma solução é ácida ou neutra. A mudança de pH ocorre por conta do acúmulo de dióxido de enxofre e nitrogênio, substâncias provenientes da queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão vegetal e gás natural), que quando juntas com o hidrogênio, causam as chuvas ácidas. Ao receberem as chuvas ácidas, os solos sofrem uma alteração em sua composição e ficam “fracos”, dificultando o enraizamento de plantas, assim como a absorção de nutrientes. Aparentemente os lagos e rios não apresentam nenhuma diferença quando acidificados, mas a diferença está abaixo da superfície. Quanto mais ácida se torna a água, mais comum é o desaparecimento das espécies aquáticas. Além disso, após um determinado pH, a decomposição de matérias orgânicas simplesmente para de acontecer. Portanto todos os detritos se acumulam e se instalam nas águas. Até a nossa saúde pode ser afetada com a chuva ácida, pois ao ingerir a água contaminada com metais pesados, somos contaminados tanto através de sua forma líquida, como pelo consumo de peixes ou qualquer outro alimento proveniente do meio aquático. Essa contaminação pode gerar graves problemas pulmonares, renais, hipertensão, dentre outros. A chuva ácida possui o poder de acelerar o processo de corrosão de diversas coisas, como as casas, edifícios, monumentos, além de desgastar mais rapidamente as pinturas e latarias de carros, pontes, fios elétricos etc. Ou seja, além de afetar a natureza e a nossa saúde, ainda nos traz mais prejuízos! A redução e o fim do uso de combustíveis fósseis e de todas as substâncias que emitem gases tóxicos e prejudiciais ao meio ambiente é a única forma de diminuir o pH das chuvas.

17

  • 1.1.13 Ilhas de calor

A ilha de calor é um fenômeno climático caracterizado pela temperatura mais elevada nos centros urbanos, do que nas regiões periféricas. São Paulo é um bom exemplo de uma cidade onde há ilhas de calor. A temperatura na capital já chegou a ter uma diferença de 10ºC para as áreas periféricas e rurais. A média mundial de mudança de temperatura nas ilhas de calor é de 9ºC. Devido à alta densidade demográfica e à grande quantidade de asfalto e concreto, ou seja, uma concentração de milhares de ruas, avenidas, prédios, casas e centros comerciais, a radiação solar é convertida em ondas de calor que ficam armazenadas, ou seja, a “cidade” retém mais calor. Portanto, a temperatura aumenta e a umidade relativa do ar diminui. Além disso, a falta de vegetação, o alto índice de poluição e os prédios altos que barram a passagem de vento também são grandes influências para a formação das ilhas de calor. Em cidades mais espaçosas, com mais áreas verdes e menos prédios, a radiação solar é absorvida normalmente pelo solo e pela vegetação e é dissipada pelos ventos. Quando não há poluição, parte da radiação é refletida na superfície, depois enviada para as camadas mais altas da atmosfera, automaticamente diminuindo o calor. Provavelmente todos se sentem incomodados com temperaturas muito acima do normal, é desconfortável e pode até gerar estresse e mau humor. Portanto, é importante que algumas medidas sejam tomadas para garantir a qualidade de vida da população. As principais são:

Diminuição e controle dos gases poluentes emitidos por veículos e indústrias;

Preservação de áreas verdes;

Criação de parques verdes;

Plantio de árvores nos grandes centros urbanos;

A luta contra o desmatamento.

  • 1.1.14 Inversão Térmica

A inversão térmica é outro fenômeno meteorológico característico dos grandes centros urbanos. No fenômeno normal as radiações solares aquecem o solo, onde o calor fica retido e irradia-se. Isso provoca o aquecimento das camadas mais baixas da atmosfera. Essas camadas mais baixas tendem a subir por ficarem menos densas. Quando essas camadas sobem, formam

18

correntes de convecção de ar. Porém, os poluentes são mais quentes do que ar, portanto menos densos, sobem mais e acabam se dissipando nas camadas mais altas. No fenômeno anormal, Inversão Térmica, quando a massa de ar quente passa para cima da massa de ar fria, formase uma espécie de “capa” que não permite que os gases poluentes passem para as camadas mais altas da atmosfera. Por isso há a formação daquela névoa cinza, comum sobre os grandes centros urbanos, pois os gases se dispersam pela atmosfera. Assim como em todos os outros fenômenos climáticos, a diminuição da emissão de gases poluentes por veículos e indústrias é a principal medida para o fim da inversão térmica.

3 CONCLUSÕES

A conclusão deve abordar brevemente o experimento efetuado, os resultados obtidos e a que conclusões estes resultados levam. Todos os objetivos do trabalho devem ser discutidos neste tópico.

19

20

REFERÊNCIAS

BRIGHT, M. A camada de ozônio. Ed. Melhoramentos;

GRIBBIN, JOHN. O buraco no céu. Ed. Europa América, Portugal;

BRASIL ESCOLA.

Camada

de

Ozônio,

Disponível

em

http://www.brasilescola.com/geografia/camada de ozonio.htm, Acessado em 11/11/2015; CAMADA DE OZÔNIO. Camada de Ozônio, Disponível em http://www.camada-de- ozonio.htm, Acessado em 11/11/2015;

IBF, INSTITUTO BRASILEIRO DE FLORESTAS. Protegendo a Camada de Ozônio, Disponível em http://component/k2/item/2178 protegendo a camada de ozonio.html? tmpl=component&print=1 , Acessado em 23/11/2015;

MMA.GOV.

Substâncias

destruidoras

da

camada

de

Ozônio,

Disponível

em

23/11/2015;

PORTAL TERRA. Ciência, Disponível em http://noticias.terra.com.br/ciencia/omm -

BIOLOGIA.

Buraco

na

camada

de

ozônio,

Disponível

em

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/jornal/noticia3.2.php, Acessado em 10/11/2015; SUA PESQUISA.COM. Buraco na camada de ozônio, Disponível em http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/buraco_camada_ozonio.htm, Acessado em

19/10/2015;

21

Tabela A.2 - Modelo de tabela no modo paisagem

Data

α simulado

α medido

β simulado

β medido

ω simulado

ω medido

O 3

CO 2

01/03//2006

0,12

0,13

0,92

0.90

1,55

1,85

270

337

03/03//2006

0,14

0,12

0,92

0,93

1,70

1,90

270

337

04/03//2006

0,11

0,11

0,95

0,98

1,20

1,00

270

337

06/03//2006

0,12

0,12

1,10

1,02

1,45

1,44

270

337

07/03//2006

0,15

0,14

1,22

1,15

1,65

1,70

270

337

08/03//2006

0,17

0,18

0,82

0,84

2,85

2,70

270

337

09/03//2006

0,09

0,10

0,89

0,91

2,65

2,50

270

337

11/03//2006

0,11

0,12

1,12

0,99

3,15

3,45

270

337

13/03//2006

0,11

0,12

1,02

1,05

4,35

4,20

270

337

15/03//2006

0,15

0,14

1,14

1,12

3,85

3,70

270

337

16/03//2006

0,10

0,11

0,88

0,86

3,65

3,60

270

337

17/03//2006

0,11

0,12

0,90

0,91

2,15

2,00

270

337

19/03//2006

0,13

0,11

0,91

0,94

1,45

1,55

270

337

22/03//2006

0,18

0,17

0,99

0,97

3,95

4,00

270

337

24/03//2006

0,17

0,19

0,97

0,96

2,25

2,40

270

337

25/03//2006

0,13

0,14

0,90

0,93

1,75

1,65

270

337

27/03//2006

0,11

0,10

0,88

0,85

1,35

1,30

270

337